Escola primária e secundária Clave do sol
Trabalho de Geografia
Tema: Hidrogeografia
10ª Classe
Nampula
20 de Março de 2025
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Escola primária e secundária Clave do sol
Trabalho de Geografia
Tema: Hidrogeografia
Nome dos elementos:
Clarinda Neyde Salomão Zucula Nº 6
Egas Simão Júnior Nº 9
Elton de Oliveira Raul Nº 10
Heisila de Hélder António Nº 11
Jagimim Armindo Gove Nº 14
Naira Fernando Abdul Adamo Nº 27
René Jornaldino Jorge Issa Nº 31
10ª Classe
Trabalho de carácter avaliativo que será
entregue em grupo na disciplina de
Geografia, leccionado pelo Docente:
Dionísio Cipriano Geraldo
Nampula
20 de Março de 2025
II2
Índice
Introdução ................................................................................................................................... 4
Hidrografia de Moçambique ....................................................................................................... 5
Características gerais dos rios de Moçambique .......................................................................... 5
Principais bacias hidrográficas e rios de Moçambique .............................................................. 6
Principais Barragens de Moçambique ........................................................................................ 7
Principais lagos, lagoas e águas subterrâneas em Moçambique ................................................. 7
Tipos de lagos segundo a sua origem ......................................................................................... 7
Águas subterrâneas ..................................................................................................................... 8
Conclusão ................................................................................................................................. 10
Referencias Bibliográficas ........................................................................................................ 11
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III
Introdução
Neste presente trabalho com o tema, águas subterrâneas, pretende-se, conceituar as águas
subterrâneas, caracterizar as águas subterrâneas, sua disponibilidade pelo mundo, assim como
a sua importância. As águas subterrâneas são um recurso natural imprescindível para a vida e
para integridade dos ecossistemas, representando, mais de 95% das reservas de água doce
exploráveis do globo terrestre. Delas dependem em grande parte as actividades agrícolas e
industriais, constituindo além do mais uma componente fundamental no abastecimento
público: mais de metade da população mundial depende das águas subterrâneas.
O presente trabalho fala sobre uma colectânea de questões em hidrogeografia, com objectivo
de explicar a origem dos oceanos, as forças que mantém constante o movimento dos oceanos,
a água dos oceanos, o fundo dos oceanos, a vida nos oceanos e a importância dos oceanos.
Estrutura do trabalho:
Capa;
Contra Capa ;
Índice;
Introdução;
Definição;
Desenvolvimento;
Conclusão;
Referências bibliográficas.
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Hidrografia de Moçambique
Na hidrografia de Moçambique incluem-se as águas continentais (rios, lagos, lagoas), águas
subterrâneas e ainda as águas marinhas sob a jurisdição do país.
Estima-se que as águas continentais (rios, lagos, lagoas) ocupam uma área de 13.000 km².
As águas marinhas estendem-se por toda a costa do país, numa extensão de 2.470 km, desde a
foz do rio Rovuma até a Ponta do Ouro. O país tem uma extensão de 12 milhas marítimas,
contadas a partir da linha de base (águas territoriais) e ainda até 200 milhas marítimas,
contadas a partir da linha de base (águas jurisdicionais).
Características gerais dos rios de Moçambique
a) A maioria dos rios de Moçambique nasce nos países vizinhos do Oeste, em zonas de
planalto e, devido à disposição do relevo, entram no país e correm na direcção Oeste-
Este, indo. Desaguar no oceano Indico;
b) A área das bacias e o comprimento dos principais rios do país possui as suas maiores
dimensões fora de Moçambique,
c) Muitos rios do nosso país são de Regime Periódico, possuindo caudais apenas numa
parte do ano (época chuvosa), enquanto na época seca alguns chegam a secar
completamente. Os poucos rios de Regime Constante apresentam caudais ao longo de
todo o ano, embora variando de volume:
d) Muitos rios do país são pouco navegáveis, devido à disposição do relevo, em forma de
escadaria, o que faz com que sofram várias quedas ao longo do seu percurso. Mesmo
assim, existem cerca de 800 km de percurso que são navegáveis;
e) Nas regiões do Centro e Norte do país, onde os terrenos são resistentes, os rios
realizam uma erosão vertical, escavando vales em forma de “V”, associado à
velocidade que as suas águas ganham pela queda da água, facto confere-lhes um
elevado potencial hidroeléctrico;
f) Na região Sul do país, os rios correm em zonas de planícies, por isso, os seus vales são
muito mais largos e os rios apresentam meandros. Nestes casos, o potencial
hidroeléctrico é baixo, mas existem condições para a captação das águas para fins
agrícolas.
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Principais bacias hidrográficas e rios de Moçambique
Bacia Bio Nascente Percurso Principais afluentes Foz Regime Área da Compleme
principal bacia nto/km
Rovuma Rovuma Tanzânia Entra em Moçambique ao longo da Lugenda, Lucheringo, Palma em Cabo
650 101.160
fronteira com a Tanzânia e corre no Messinge Delgado Constante
sentido Oeste - Este (estuário)
Lúrio Lúrio Monte Malema em Um rio inteiramente Moçambicano Lalaua, Moataze Palma em Cabo
Nampula Delgado Periódico 60.800
605
( estuário)
Zambeze Zambeze República Entra em Moçambique através do Chire, Luenha, Panhane, Baia de Chinde
Democrática de Congo Zumbo (Tete), abrange vastas áreas de Revúbuè Aruângua Zambézia Constante 820 140.000
Tete, Sofala e Zambézia (delta)
Pangue Pangue Zimbabwe Ocupa uma grande área da Planície de Mazingaze, Muda, Baia de Sofala
Sofala Vunduzi ( estuário) Periódico 322 28.000
Bazi Bazi Zimbabwe Abrange uma vasta área de Sofala e de Revué Baia de Sofala 320 25600
Manica (estuário) Periódico
Save Save Zimbabwe Ocupa planície de norte de Inhambane Honde, Vumdoze Nova Mambone,
Inhambane Periódico 330 22.575
(estuário)
Limpopo Limpopo África do Sul Ocupa vastas áreas das planícies de Changane, Elefante, Bala- Inhampura em
Gaza Bala, Gaza (estuário) Periódico 283
Incomati Incomati África do Sul Ocupa as planícies de Maputo Sábie, Vaneteze Baia de (Maputo Periódico
estuário) 283
Maputo Maputo África do Sul Corre na planície de Maputo no sentido Baia de Maputo Periódico 150 1.570
Sul - norte (estuário)
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Principais Barragens de Moçambique
Barragem Rio de Inserção Província de Localização
Barragem de Cahora Bassa Rio Zambeze Tete
Chicamba Real Rio Revue – Afluente do rio Buzi Manica
Massingir Rio dos Elefantes – Afluente do rio Limpopo Gaza
Pequenos Libombos Rio Umbeluze Maputo
Carumane Rio Sabie Maputo
Principais lagos, lagoas e águas subterrâneas em Moçambique
Moçambique possui um grande número de lagos, a maioria dos quais são de água doce.
Existem em Moçambique cerca de 1.300 lagos mas somente 20 deles tem áreas
compreendidas entre 10 e 100 Km
Os principais e maiores lagos são: o lago Niassa com cerca de 30.600 Km² e o lago Chiúta
com cerca de 1000 Km. Mas as suas extensões são partilhadas com outros países, como por
exemplo: o lago Niassa é partilhado com a Tanzânia e Malawi, cabendo a Moçambique cerca
de 6.400 Km²; o lago Chiúta é partilhado com Malawi e a Moçambique cabe-lhe cerca de 7
Km².
Existem também outros lagos, como o Chirua e Amaramba localizados na Província de
Niassa. Na planície ao sul do rio Save, os lagos e as lagoas são frequentes e apresentam pouca
profundidade e extensão variável.
Tipos de lagos segundo a sua origem
Considerando este critério em Moçambique distinguem-se 3 tipos de lagos:
a) Lagos de origem Tectónica ou Interna são aqueles que ocupam depressões formadas
por movimentos internos da crusta terrestre e situam-se na depressão do vale do Rift e
localizados no nordeste da Província de Niassa: lago Niassa, Chiúta, Chirua e
Amaramba.
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b) Lagos de origem Antropogénico ou Artificiais aqueles que resultam da construção de
barragens, por isso são também chamados por por Albufeiras: albufeira de Cahora
Bassa na Província de Tete, de Chicamba Real na Província de Manica, de Massingir
na Província de Gaza, dos Pequenos Libombos na Província de Maputo e de
Corumane na Província de Maputo.
c) Lagos de Erosão aqueles que resultam da erosão costeira e da deposição de
sedimentos, na sua maioria localizam-se ao Sul do rio Save tais como: os lagos
Manhali, Zenave, Poelela, Massava e Quissico na Província de Inhambane, os lagos
Marrangua, Inhamparala, Muandje na Província de Gaza, os lagos Pati, Zitundo,
Satine na Província de Maputo.
Águas subterrâneas
O território moçambicano possui 3 Unidades Aquíferas constituídos na sua maioria por águas
minerais e termais:
a) Aquíferos relacionados com a formação do Karroo
b) Aquíferos relacionados com a formação de sedimentares de pós-Karro
c) Aquíferos relacionados com a formação com o complexo Cristalino
Aquíferos são formações geológicas, porosas, permeáveis e saturadas, através das quais a
água pode filtrar-se e ser recolhido em grandes quantidades natural e/ou artificialmente.
A maioria dos aquíferos em Moçambique localizam-se nas zonas com falhas e na zona sul do
país.
As águas termais ocorrem com frequência em Lugenda e Metangula na Província de Niassa,
Pebane e Namacurra na Província da Zambézia e Zumbo na Província de Tete.
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As águas minerais mais significativas ocorrem nas regiões vulcânicas da cadeia dos
Libombos e nos Granitos de Manica.
Mapa4: Hidrografia de Mozambique
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Conclusão
Portanto, a história sobre o estudo da água surge, obviamente, depois do processo da sua
formação, no processo de percurso histórico das águas, numa perspectiva mais científica, há
que destacar o contributo dos gregos que foram os primeiros filósofos que estudaram
seriamente a hidrologia, com Aristóteles sugerindo que os rios eram alimentados pelas
chuvas.
O planeta é formado por mais de 97% de água e compreende um volume de aproximadamente
1.400.000.000 km. Sendo assim, a hidrogeografia é a responsável por analisar os diversos
aspectos de toda essa água, como a formação e características dos rios, a geomorfologia, a
distribuição da água doce, a morfologia das águas oceânicas, a geomorfologia fluvial, as
bacias hidrográficas, entre outros.
A sua relevância resulta, principalmente, da contribuição para a realização de projectos de
potencial energético, como a construção de usinas, da elaboração de planejamentos. Para o
uso racional de recursos hídricos e do conhecimento sobre questões ligadas ao biomas
aquáticos.
A hidrogeografia possibilita a elaboração de planejamentos para o uso racional dos recursos
hídricos,
Entender a dinâmica hídrica em determinas regiões.
Contribuir para o estudo de projectos de exploração do potencial energético de rios e
construção de usinas hidroeléctricas,
Actuar com informações e conhecimentos para a preservação do meio ambiente.
Principalmente no que se refere aos biomas aquáticos.
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Referencias Bibliográficas
BARCA, Alberto da e SANTOS, Tirso dos. Livro de Geografia da 10ª Classe, s/d. 3ª Edição
LDS 2007, Inquérito Demográfico e de Saúde de Moçambique. Maputo.
MEC, Programa de Ensino da 10ª classe
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