Bioquímica Clínica
Alterações no organismo
saudável X doente
Para perceber alterações precisamos
entender o organismo saudável em
comparação com o organismo doente.
É importante ressaltar que a albumina
é a proteína mais abundante no sangue
e desempenha o papel de proteína
transportadora. Além disso, o teste de
hemoglobina é utilizado como uma
forma de avaliar a condição de um
diabético, fornecendo um histórico de
consumo de açúcar dos últimos 6
meses a 1 ano.
Importância dos
carboidratos
Ao falar sobre carboidratos, é
fundamental compreender que eles
não se limitam apenas ao açúcar,
pois a glicose também é uma forma
de carboidrato. Os carboidratos
são fontes de energia e são
utilizados nas células por meio da
respiração celular para a produção
de ATP. Independentemente do
tipo de carboidrato, ele sempre
será quebrado até a menor
molécula possível.
Classificação dos
carboidratos
Os carboidratos podem ser
classificados em quatro categorias:
monossacarídeos, dissacarídeos,
oligossacarídeos e polissacarídeos.
Os monossacarídeos consistem em
um monômero e são absorvidos e
degradados para serem
transportados pelo organismo. Já os
dissacarídeos são formados por dois
monômeros e são absorvidos no
intestino, onde são quebrados em
monômeros.
Classificação dos
carboidratos
Os oligossacarídeos têm de 3 a 7
monômeros e são encontrados em
alimentos, sendo digeridos em
monômeros e dímeros. Por fim, os
polissacarídeos possuem
aproximadamente 100 monômeros
e desempenham funções
estruturais nas células, como a
celulose presente na parede
celular.
Quando o organismo não possui reservas
suficientes de carboidratos ou lipídios,
ele começa a degradar proteínas como
uma forma de obtenção de energia.
Nesse momento, o organismo percebe a
escassez e começa a acumular gordura,
mesmo em situações de jejum ou dietas
restritivas.
Vale ressaltar que o organismo tem a
capacidade de se adaptar ou não a
determinados alimentos, como a
lactose. Se o consumo de lactose for
interrompido por um período mínimo de
6 meses e depois retomado, o corpo
poderá apresentar intolerância à lactose
devido à diferença na resposta
metabólica.
Carboidratos
Simples
Os carboidratos simples são
rapidamente digeridos e absorvidos
pelo organismo. Isso resulta em
um aumento rápido da glicose no
sangue, o que pode levar a fome
rápida e sonolência. Exemplos de
carboidratos simples incluem
trigo, açúcar e batata.
Carboidratos
Complexos
Os carboidratos complexos são
digeridos e absorvidos lentamente
pelo organismo. Isso resulta em
uma liberação gradual de glicose
no sangue ao longo do tempo.
Mantendo os níveis de glicose mais
estáveis, proporcionando mais
energia e aumentando o
metabolismo. Exemplos de
carboidratos complexos são grãos,
castanha, mandioca e batata-doce.
Carboidratos
Complexos
É importante mastigar bem os
alimentos para quebrar a
parede celular dos alimentos.
É importante ressaltar que o
consumo de carboidratos
simples e complexos juntos
pode levar ao ganho de peso.
Digestão dos
carboidratos
A digestão dos carboidratos começa
pela boca onde tem a amilase salivar
que se liga ao amido e o amido vai
ser quebrado formando moléculas
como a maltose, chegando no
estomago o PH ácido do estomago
vai inativar a amilase salivar e vai
até o intestino delgado chegando lá
vai formar o quimo e o pancreas vai
liberar a amilase pancreática que é
uma enzima que vai quebrar esse
carboidrato.
Digestão dos
carboidratos
chegando na borda em escova dos
enterocitos a maltose vai ser
quebrada em 2 moléculas separadas
de glicose, depois na superficie
epitelial a sacarose, lactase e
isomaltase é quebra em
oligossacarídeo (3 a 7 monômeros) a
glicose, frutose e a sacarose são
absorvidas em monossacarídeos que
são transportados do intestino até o
figado e la convertidos em glicose
Conceitos em metabolismo
Anabolismo
O anabolismo é o processo de
construção de macromoléculas,
como glicogênio, proteínas e
triglicerídeos. Durante o
anabolismo, ocorre o gaasto de
ATP (energia) para sintetizar
essas macromoléculas.
Conceitos em metabolismo
Catabolismo
O catabolismo é o processo de
degradação de macromoléculas em seus
monômeros, como glicose, aminoácidos
e ácidos graxos. Durante o catabolismo,
ocorre a produção de ATP a partir
desses monômeros.
É importante ressaltar que o
metabolismo é um equilíbrio dinâmico
entre anabolismo e catabolismo, visando
a manutenção das funções celulares e a
produção de energia necessária para o
organismo.
Conceitos em metabolismo
Antes de prosseguirmos vou deixar um
macete para facilitar a sua
compreensão;
lise = quebra
nese = construção
neo= novo/diferente (uma
fonte que não é usual)
●Glicose é o monômero que será
quebrado dentro de cada célula para a
produção de ATP (energia).
A glicose passa por uma sequência de
transformações para ser enraizada e
distribuída de maneira adequada no
organismo, evitando oscilações
bruscas.
Conceitos em metabolismo
Primeiramente, a glicose é convertida em
glicose-6-fosfato inorgânico, e em
seguida, em glicose-1-fosfato inorgânico.
Posteriormente, ela se transforma em
glicose-UDP, utilizada na formação do
glicogênio. Durante todo esse processo,
ocorre o gasto de ATP. Essa sequência de
transformações é essencial para garantir
um suprimento constante de energia e
evitar flutuações indesejáveis no
organismo.
Conceitos em metabolismo
●Glicogênio é formado por cerca de
100 a 120 monômeros, que se
agrupam de dois em dois, é um
polímero que reserva os carboidratos.
Ele é armazenado no fígado, músculos
e sistema nervoso central (SNC). O
SNC cria seu próprio estoque de
glicogênio para evitar a falta de
energia.
●Glicogenólise é um processo de
catabolismo que quebra o glicogênio e
libera glicose quando a reserva de
ATP é esgotada, como durante o
jejum.
Conceitos em metabolismo
●Gliconeogênese é um processo de
anabolismo que envolve a formação de
glicose, mas ocorre exclusivamente no
fígado. Quando o jejum prolongado
ultrapassa 14 horas, o corpo começa a
usar proteínas como fonte de energia,
o que é prejudicial.
●Glicólise é uma reação de
catabolismo, responsável pela quebra
da glicose, e está associada à
respiração celular. Esse processo de
respiração pode ocorrer de forma
anaeróbica ou aeróbica.
Conceitos em metabolismo
Glicogênese é um processo de
anabolismo em que o organismo
produz glicose a partir de
precursores. Principalmente em
situações de jejum prolongado,
exercícios intensos por mais de 6
horas ou durante o sono.
A glicogênese ocorre no fígado, na
musculatura e no SNC. Esses tecidos
recebem glicose através do sangue e a
convertem em glicogênio para
armazenamento.
Conceitos em metabolismo
Além disso, existe o sistema de
creatina-fosfato, que ocorre na
ausência de oxigênio e é
extremamente rápido, porém, tem
duração curta de cerca de 30
segundos a 2 minutos. Esse sistema é
utilizado em situações de atividade
física de força muscular, como a
última força usada para completar
uma série de exercícios ou em
situações de fuga, ou luta.
Diferenciando Glicólises
A glicólise aeróbica acontece na
presença de oxigênio e nela ocorre a
respiração celular. Esse processo é
responsável pela produção de 36
ATP para a limpeza do organismo. A
glicólise aeróbica ocorre em 3 fases.
A fase 1 ocorre no citoplasma, já a
fase 2 ocorre na mitocôndria.
Diferenciando Glicólises
Fase 1: a glicose é quebrada em duas
moléculas de piruvato. Esse processo
ocorre na presença de oxigênio e
produz 4 ATP, gastando 2 ATP
convertidos em ADP + Pi. Após esse
processo, o piruvato se converte em
Acetil-CoA e entra na mitocôndria,
dando início à segunda fase da
respiração celular.
Diferenciando Glicólises
Fase 2: chamada de ciclo de Krebs ou
ciclo do ácido cítrico, o Acetil-CoA é
oxidado, produzindo CO2 e
resultando em duas moléculas de
NADH e uma molécula de FADH2.
Essas enzimas realizam várias
transformações em outras moléculas
até que o Acetil-CoA seja
regenerado.
Diferenciando Glicólises
Fase 3: chamada de fosforilação
oxidativa ou cadeia transportadora de
elétrons, os elétrons são transferidos
em uma sequência de reações,
liberando energia usada para produzir
ATP. No final desse processo, o
oxigênio recebe os elétrons e forma
água.
A equação geral da respiração é
C6H12O6 -> CO2 + 36 ATP, sendo que
o saldo de energia é de 36 ATP
produzidos.
Diferenciando Glicólises
A glicólise anaeróbica ocorre
exclusivamente nas fibras musculares
e tem na ausência de oxigênio,
resultando na fermentação láctica.
Nesse processo, a glicose é quebrada
e convertida em ácido láctico, gerando
um saldo de 2 ATP para a limpeza do
organismo.
Diferenciando Glicólises
Esse ácido láctico é transportado
para o fígado, onde é convertido
novamente em glicose, demandando
um gasto de 4 ATP. Esse ciclo se
inicia após aproximadamente 12 horas
de exercício físico. Um exemplo disso
é sentir dor muscular após o exercício
físico
Lipídios
Os lipídios desempenham um papel
importante na produção de energia
no nosso organismo. Eles são
compostos por carbono,
hidrogênio, oxigênio e, em alguns
casos, nitrogênio.
A quantidade de energia produzida
a partir dos lipídios vai depender
do tamanho da cadeia de carbono
presente. Quanto maior a cadeia,
maior será a quantidade de energia
liberada quando o lipídio é
quebrado.
Lipídios
Imagine uma corrida, assim como
diferentes corridas têm durações
variadas e liberam energia de forma
distinta, os lipídios - compostos por
cadeias de carbonos - funcionam de
maneira similar. Cadeias menores
liberam energia rapidamente, como
numa corrida de 100 metros, enquanto
cadeias maiores liberam energia ao
longo do tempo, comparáveis a uma
maratona. Isso significa que quanto
maior a cadeia de carbonos nos
lipídios, maior a quantidade de energia
disponível, mas liberada de forma mais
gradual e prolongada.
Lipídios
No entanto, a digestão de lipídios com
cadeias longas pode ser mais difícil,
especialmente quando esses lipídios
são insaturados, ou seja, possuem
ligações duplas entre os átomos de
carbono. Isso ocorre porque nosso
organismo precisa de enzimas
específicas para quebrar essas ligações
e utilizar os lipídios como fonte de
energia.
Existem diferentes tipos de lipídios,
incluindo ácidos graxos, triglicerídeos,
fosfolipídios e esteroides. Cada um
deles desempenha funções específicas
no nosso corpo e contribui para o
equilíbrio energético.
Lipídios
Os ácidos graxos são os blocos de
construção dos lipídios. Eles podem
ser saturados (presentes em
alimentos de origem animal, como
carne e laticínios) ou insaturados
(encontrados em fontes vegetais,
como óleos).
Os triglicerídeos são a forma mais
comum de lipídios de armazenamento
no organismo. Eles consistem em três
ácidos graxos ligados a uma molécula
de glicerol. Os triglicerídeos são
armazenados principalmente no tecido
adiposo e são utilizados como reserva
de energia quando necessário.
Ilustração dos Ácidos graxos e
triglicerídeos
Pense no corpo humano como uma
despensa bem organizada. As
prateleiras estão repletas de
ingredientes vitais, e os ácidos graxos
são os principais nesta despensa.
Ácidos graxos
Ácidos graxos
saturados
insaturados
Resultam no triglicerídeo
Os ácidos graxos saturados são como os
produtos de origem animal, como carne e
laticínios, arrumados em uma seção
específica. Já os ácidos graxos insaturados
se assemelham aos produtos vegetais,
como óleos, organizados em outra parte.
Ilustração dos Ácidos graxos e
triglicerídeos
Agora, imagine os triglicerídeos como
caixas de armazenamento. Cada caixa
possui três compartimentos,
representando os três ácidos graxos
unidos a uma molécula de glicerol.
Ácidos graxos
Ácidos graxos
saturados
insaturados
Resultam no triglicerídeo
Essas caixas são empilhadas no estoque
do corpo, especialmente no tecido
adiposo, aguardando para serem
utilizadas quando o organismo precisa
gerar energia, como as reservas de
alimentos de uma despensa que são
acessadas quando necessário.
Lipídios na Membrana Plasmática
Na membrana plasmática, encontramos
diversos componentes lipídicos, que
desempenham funções importantes.
Entre eles estão:
Colesterol: O colesterol é um
lipídio presente na membrana
plasmática, contribuindo para a sua
integridade estrutural.
Bicamada de fosfolipídios: A
membrana plasmática é composta
por uma bicamada de fosfolipídios,
que possuem uma parte polar e uma
parte apolar, conferindo
propriedades únicas de solubilidade
em água e gordura.
Lipídios na Membrana Plasmática
Os fosfolipídios são componentes
importantes das membranas celulares.
Eles possuem uma parte polar e uma
parte apolar, o que lhes confere
propriedades únicas de solubilidade em
água e gordura. Os fosfolipídios são
responsáveis pela integridade
estrutural das membranas celulares e
pelo transporte de substâncias através
delas.
Lipídios na Membrana Plasmática
os fosfolipídios da membrana celular
são organizados em uma bicamada, com
as cabeças polares (hidrofílicas)
voltadas para as superfícies externa e
interna da célula, interagindo com a
água presente nos fluidos intra e
extracelulares, enquanto as caudas
apolares (hidrofóbicas) ficam voltadas
para o interior da bicamada, criando
uma região hidrofóbica.
Externo
Interno
Tecido Adiposo
O tecido adiposo desempenha
diversas funções essenciais no
nosso organismo. Ele é composto
por células adiposas, também
conhecidas como adipócitos, que
armazenam triglicerídeos, os
quais podem ser quebrados para a
produção de energia.
Funções do Tecido Adiposo
Isolante térmico: O tecido adiposo
atua como um isolante térmico,
ajudando a manter a temperatura
corporal estável.
Armazenamento de triglicerídeos:
O tecido adiposo é responsável por
armazenar triglicerídeos, que são
liberados quando o organismo
necessita de energia.
Proteção: O tecido adiposo atua
como uma camada protetora,
amortecendo impactos e
protegendo órgãos vitais.
Amortecimento: O tecido adiposo
também possui a função de
amortecer, proporcionando uma
camada de proteção adicional.
Além das funções mencionadas, os lipídios
desempenham outros papéis importantes no
organismo, como:
Vitaminas lipossolúveis: Os lipídios
são responsáveis por transportar
vitaminas lipossolúveis = KEDA, como
as vitaminas K, E, D e A, que
desempenham funções essenciais no
nosso corpo.
Hormônios esteroides: Os lipídios
também estão envolvidos na síntese de
hormônios esteroides, como a
testosterona, que desempenham
papéis regulatórios no organismo.
Utilizamos o colesterol para a
produção de hormônios esteroides,
moléculas de transporte que envolvem
lipídios, auxiliar no metabolismo.
Cerebrosídios: Os cerebrosídios são
um tipo de lipídio que formam a
bainha de mielina, responsável pela
condução dos impulsos nervosos nos
axônios dos neurônios.
Lipídeo e alimentação
Vegetais
Ômega (peixe)
abacate
óleo de girassol
Coco
óleo de canola
Castanhas
óleo de algodão
Azeite
Essas são o que chamamos de
gordura "boa" porque fornece
triglicerídios, colesterol e
fosfolipídios ⇾ essas
substâncias contribuem para a
formação de componentes no
organismo que serão
absorvidas.
Gordura Trans
gordura hidrogenada
margarina
São gorduras não digeridas logo, ao
consumi-las vai levar ao acúmulo
nos casos sanguíneos ou/intestino.
Lipídeo e alimentação
Óleo de soja
óleo de milho
Animais - banha/bacon
manteiga
artificiais
Tallow
Esses alimentos viram gordura trans.
Utilizamos o colesterol para a
produção de hormônios esteroides,
moléculas de transporte que envolvem
lipídios, auxiliar no metabolismo. O
lipídio é gasto a partir de 8h em jejum.
Digestão dos lipídios
Eu tenho a digestão desses lipídios
primeiramente na boca por meio da
mastigação pelo fato dos lipídios
serem uma molécula grande, essa
trituração ajuda na hora de expor
essa molécula as enzimas
digestórias.
Digestão dos lipídios
Se essa molécula libera 90-120
carbonos triturada ela chega em
pedaços de 20-30 porque é mais fácil
a enzima achar o ponto de quebra em
90, outra coisa é achar esse ponto em
20-30 monômeros, ou seja, é mais
fácil a digestão em pedaços menores.
Digestão dos lipídios
O estômago também vai fazer essa
digestão, lá teremos a lipase gástrica
que é uma enzima que faz a digestão
desse lipídio, porém, ela atua em 2
condições; 1º Recém-nascido,
2º bariátrica; ⇾ algumas pessoas
após a cirurgia voltam a secretar essa
enzima (Não são todos), outros se
tornam intolerantes a gordura por
não conseguir fazer essa digestão.
O intestino delgado também vai
agir nessa digestão através do suco
pancreático, o intestino em si só
secreta um hormônio, o hormônio
colecistocinina, o resto da
secreção vem de outros órgãos;
Digestão dos lipídios
O fígado que produz a bile que é
armazenada na vesícula biliar. A bile
tem uma função de detergente
(emulsificante) que engloba a
gordura.
O Pâncreas produz o suco pancreático
na sua porção exócrina; O suco
pancreático tem a lipase = quebra do
lipídio por que o suco pancreático é
água, então não se mistura com o
lipídio (gordura) é aí que entra a bile
e abraça esse lipídio fazendo com que
ele fique suscetível a ação das lipases
porque se não tiver essa união a
gordura vai toda embora.
Digestão dos lipídios
No intestino delgado eu vou ter a
absorção desses lipídios digeridos e
formação do quilomícron.
No intestino grosso eu vou ter um
efeito lubrificante no bolo fecal
através dessa gordura absorvida no
intestino delgado.
Absorção de lipídio
Quando o lipídio atinge o vaso
linfático, marca o estágio final da
digestão e início da absorção de
nutrientes. No processo, ao formar
micelas no plexo solar, emerge a
molécula denominada Quilomícron,
que se direciona ao fígado.
Absorção de lipídio
O Quilomícron é gerado no intestino e,
ao entrar no vaso linfático, começa o
processo, é aquele famoso ditado "vou
fazer um quilinho após o almoço", esse
quilinho vem de quilomicron.
Após deixar o fígado, distribui-se para
diversos órgãos, participando da
formação de outras moléculas como
LDL, HDL, entre outras.
O processo de digestão do lipídio no
intestino delgado envolve a liberação
do hormônio Colecistocinina,
estimulando a liberação de bile e suco
pancreático, que contém lipase
pancreática.
Absorção de lipídio
Na luz intestinal, ocorre a formação
de micelas, sem mistura com a enzima,
enquanto a bile emulsifica as gorduras,
promovendo a ligação da enzima ao
lipídio.
A lipase, então, fragmenta o lipídio em
pequenas porções absorvidas pelas
microvilosidades intestinais. Dentro
das células intestinais, as micelas se
reconstituem, agora acompanhadas das
Apolipoproteínas, formando o
Quilomícron.
Este último é transportado até o fígado
pelos vasos linfáticos, enquanto a bile
sofre degradação, proporcionando
coloração às fezes.
Transporte de Lipídio
No vaso linfático, o quilomícron
transporta lipídios até o fígado,
apresentando alta concentração de
lipídios e baixa de proteínas. O fígado
atua como uma distribuidora,
liberando o VLDL na corrente
sanguínea, caracterizado por elevada
concentração de lipídios e baixa de
proteínas.
Transporte de Lipídio
Em seguida, o VLDL evolui para
LDL, permanecendo na corrente
sanguínea até se depositar no tecido
adiposo. Surge então o HDL,
conhecido como o "bom colesterol",
com alta concentração de proteínas
e baixa de lipídios.
Transporte de Lipídio
O HDL desempenha um papel
benéfico, reduzindo o VLDL,
conhecido como "mau colesterol".
De volta ao fígado, o lipídio que o
HDL transporta é quebrado, e a
cadeia de carbono, ainda no fígado, é
convertida em glicose, fornecendo
energia (ATP). Além disso, no
processo metabólico, o fígado produz
corpos cetônicos, resíduos da cadeia
de carbono não convertidos em
glicose. Esses corpos cetônicos são
eliminados na urina, dando um odor
alcoólico e coloração escura.
Transporte de Lipídio
Transporte reverso do colesterol
O transporte reverso do colesterol é um
processo pelo qual o excesso de
colesterol, especialmente o colesterol
LDL ("colesterol ruim"), é removido dos
tecidos periféricos, incluindo o tecido
adiposo, e transportado de volta para o
fígado para metabolização e excreção. O
HDL (lipoproteína de alta densidade)
desempenha um papel crucial nesse
processo, ajudando a transportar o
colesterol das células periféricas para o
fígado, onde pode ser metabolizado ou
excretado. Isso ajuda a reduzir os níveis
de colesterol LDL no sangue e a proteger
contra doenças cardiovasculares.
Metabolismo de lipídios
O metabolismo de lipídeos ocorre
quando as reservas de glicose e
glicogênio estão esgotadas.
O tecido adiposo realiza o transporte
reverso, retirando-o do tecido adiposo
e enviando para o fígado na forma de
HDL.
No fígado, essa gordura é armazenada
como triglicerídios. O processo
envolve a quebra do triglicerídeo,
formando gliceraldeído fosfato, um
precursor metabólico.
A partir desse ponto, a glicose é
produzida para gerar energia
distribuída a todos os tecidos.
Metabolismo de lipídios
Se não houver reserva, parte do
gliceraldeído será direcionada para
a gliconeogênese.
O triglicerídeo é composto por três
cadeias de carbono e um álcool
(OH).
Metabolismo de lipídios
Recapitulando:
Síntese (Lipogênese): Formação
de triglicerídeos no citoplasma,
influenciada por ingestão de
gordura e excesso de
carboidratos.
Quebra (Lipólise): Ocorre na
mitocôndria, liberando ácidos
graxos e glicerol para produção
de energia.
Resultados: Gliceraldeído fosfato
para glicose, ácidos graxos para
energia, e corpos cetônicos como
subprodutos (tóxicos em
excesso).
Metabolismo de lipídios
A síntese ocorre no citoplasma dos
hepatócitos, e é durante esse
processo, os ácidos graxos são
combinados com a glicerol para
formar a estrutura dos triglicerídeos,
influenciada pela ingestão de gordura
e excesso de carboidratos.
A lipólise, catabolismo do
triglicerídeo, acontece na mitocôndria
dos hepatócitos, através do ciclo de
lyme e β-oxidação, formando ácidos
graxos e corpos cetônicos. Este
processo fornece energia para o
fígado, coração e músculo esquelético
em repouso.
Metabolismo de lipídios
A degradação do triglicerídeo forma
gliceraldeído, crucial para o
metabolismo basal e a reposição do
glicogênio no fígado, coração e músculo
esquelético.
O ácido graxo é degradado a cada dois
carbonos, passando pela β-oxidação e
formando Acetil-coA, com subprodutos
indesejáveis como Acetoacetato,
Acetona e B-Hidroxibutirato,
considerados tóxicos para o fígado e
rins.
Observação: A β-oxidação gera, em
média, de 131 a 160 ATP, sendo
energeticamente favorável para o
organismo.
Metabolismo de Aminoacidos
e Proteínas
Os compostos nitrogenados estão
ligados ao metabolismo das proteínas.
Quando ingerimos proteínas ou estas
estão sendo quebradas, elas se
transformam em compostos à base de
nitrogênio. Esses compostos são
posteriormente eliminados através da
urina.
A dosagem de compostos nitrogenados
na urina( 24H), comparada aos níveis
no sangue, fornece um importante
parâmetro da função renal. Isso
significa que o equilíbrio adequado
desses compostos é essencial para
garantir o funcionamento saudável dos
rins.
Metabolismo de Aminoacidos
e Proteínas
Alimentos como ovos, leite, carne e
peixes resultam em um balanço
nitrogenado positivo, indicando que a
ingestão é maior que a excreção.
No entanto, castanhas, soja,
cogumelos e vegetais de folhas
escuras têm um balanço nitrogenado
negativo, sendo mais difícil de
digerir, pois a excreção é maior que a
ingestão.
Metabolismo de Aminoacidos
e Proteínas
O balanço nitrogenado nada mais é
do que uma comparação entre a
ingestão e excreção de nitrogênio
crucial, como uma balança, e o ideal
é manter um balanço nitrogenado
positivo, indicando que a ingestão é
maior que a excreção. O nitrogênio
entra no organismo principalmente
por meio de proteínas, DNA e RNA
presentes em diversos alimentos.
Metabolismo de Aminoacidos
e Proteínas
A própria estrutura do DNA, um
componente fundamental da vida,
representa uma forma de
expressão do nitrogênio. Tudo o
que consumimos e está vivo
contém DNA, contribuindo para o
ciclo do nitrogênio.
Digestao de Proteínas
1. Boca:
Trituração: Inicia-se com a
trituração dos alimentos,
quebrando-os em pedaços menores,
e temos a ação da Amilase Salivar:
A amilase salivar é uma enzima e
começa a sua atuação na quebra de
proteínas.
Digestao de Proteínas
2. Esôfago:
Serve como um caminho para a passagem
dos alimentos em direção ao estômago.
3. Estômago:
pH Ácido: No estômago, ocorre uma
redução drástica do pH para valores entre
0-2.
Secreção de Suco Gástrico: Há a
liberação de suco gástrico, contendo
ácido clorídrico (HCl), enzimas como a
pepsina e a lipase gástrica.
Desnaturação e Quebra: Proteínas sofrem
desnaturação devido ao pH baixo e, pela
ação da pepsina, ocorre a quebra inicial
das proteínas em dímeros e trímeros.
Digestao de Proteínas
4. Intestino Delgado:
Semelhanças com outros processos:
O processo assemelha-se à digestão
de carboidratos e lipídios.
Secreção Biliar e Pancreática: Inclui
a secreção de bile, lipase
pancreática, entre outras enzimas.
Hormônio Colecistocinina: Estimula
enzimas como quimiotripsina,
tripsina, carboxipeptidase A e B.
Quebra até aminoácidos: As
proteínas são quebradas até se
tornarem aminoácidos, realizando a
digestão completa.
Digestao de Proteínas
5. Intestino Grosso:
Excreção Mínima de Nitrogênio:
Nesta fase, há uma excreção
mínima de nitrogênio relacionada às
proteínas.
6. Fígado e Rim:
Fígado: Realiza a quebra de
aminoácidos e a formação de novas
proteínas.
Rim: Excreta o nitrogênio resultante
do metabolismo proteico pela urina.
Absorção e Excreção
de Aminoácidos e Proteínas
No intestino delgado, as enzimas
atuam quebrando ligações de
proteínas, transformando dímeros e
trímeros em aminoácidos isolados
para facilitar a absorção.
Fragmentos como dímeros e
trímeros, resultantes das ações das
enzimas, são digeridos por enzimas
específicas, incluindo
Quimiotripsina, Tripsina,
Carboxipeptidase A e B. Os
aminoácidos resultantes são então
liberados na corrente sanguínea e
direcionados ao fígado.
Absorção e Excreção
de Aminoácidos e Proteínas
Ao chegar ao fígado, os
aminoácidos essenciais (não
produzidos pelo corpo) são
reutilizados, enquanto o excedente
é convertido em triglicerídeos ou
degradado. No fígado, alguns
aminoácidos se transformam em
esqueletos de carbono,
contribuindo para a produção de
glicose.
O grupo amino (NH2) é utilizado na
formação de excreta nitrogenada e
amônia.
Absorção e Excreção
de Aminoácidos e Proteínas
A excreta nitrogenada,
representada por NHx (amino
[NH3+]), passa pelo ciclo da
ureia, onde a amônia é convertida
em ureia, solúvel em água,
facilitando a eliminação pela
urina. Enquanto isso, o
DNA/RNA contribui para a
produção de ácido úrico. No
entanto, o ácido úrico, insolúvel
em água, não é eliminado pela
urina em excesso, o que pode
afetar silenciosamente rins e
articulações.
Absorção e Excreção
de Aminoácidos e Proteínas
A avaliação da função hepática e
renal envolve dosagem de ureia na
urina e no sangue, bem como a
dosagem de creatina. A creatina,
uma proteína endógena, não é
liberada pela degradação normal
de proteínas, mas sim pela
creatina, sendo um indicativo
relevante para avaliação da
função renal, especialmente em
casos de emagrecimento ou
alterações na massa muscular.