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Imuno 2

O questionário aborda diversos aspectos da imunologia clínica, incluindo a definição de perfil imunológico, mecanismos de proteção contra infecções parasitárias, e a importância das células T regulatórias e citocinas. Discute também o papel dos fatores de virulência, barreiras imunológicas, e métodos de diagnóstico sorológico, como ELISA e RT-PCR, para detecção de infecções. Além disso, menciona a contribuição das ecto-nucleotidases na infecção por Leishmania e o fenômeno do fator reumatóide em doenças autoimunes.

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O questionário aborda diversos aspectos da imunologia clínica, incluindo a definição de perfil imunológico, mecanismos de proteção contra infecções parasitárias, e a importância das células T regulatórias e citocinas. Discute também o papel dos fatores de virulência, barreiras imunológicas, e métodos de diagnóstico sorológico, como ELISA e RT-PCR, para detecção de infecções. Além disso, menciona a contribuição das ecto-nucleotidases na infecção por Leishmania e o fenômeno do fator reumatóide em doenças autoimunes.

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FUPAC

Fundação Universidade Presidente Antônio Carlos

Questionário de Imunologia clínica


Prof. Daniel de Azevedo Teixeira

Nome:Jonathan Schwartez Souza Alcantara Data 19/06/2021

1-Como podemos definir o perfil imunológico de suscetibilidade e resistência dos


indivíduos
os fatores genéticos são importantes na eficácia da resposta imunológica e demonstraram
estar relacionados em determinados níveis de suscetibilidade a certas infecções na
população. Existem ainda outros fatores metabólicos que condicionam a depressão de
alguns sistemas hormonais e originam uma maior suscetibilidade às infecções. Nesse
sentido, são exemplos os níveis reduzidos de secreção hormonal pancreática, supra-renal e
tiroidiana Os fatores nutricionais também estão relacionados com reduções da capacidade
imunológica.
2-Qual o mecanismo imunológico de Proteção aos microrganismo durante o processo de
estabelecimento das infecções parasitárias
Respostas imunitárias especificas: Após a infecção, o hospedeiro pode produzir
vários anticorpos (glicoproteínas complexas conhecidas como imunoglobulinas) que se
ligam a alvos antigênicos microbianos específicos. Os anticorpos podem auxiliar a
erradicar o microrganismo infectante atraindo os leucócitos do hospedeiro e ativando o
sistema complemento.O sistema complemento destrói as paredes celulares dos
microrganismos infectantes, geralmente pela via clássica. O complemento também pode
ser ativado na superfície de alguns microrganismos pela via alternativa.
Anticorpos também podem promover a deposição de substâncias conhecidas como
opsoninas (p. ex., a fração de complemento C3b) na superfície dos microrganismos, o que
ajuda a promover fagocitose. A opsonização é importante para a erradicação de
microrganismos encapsulados, como pneumococos e meningococos.
Respostas imunitárias inespecíficas:Citocinas (incluindo interleucina IL-1, IL-6, fator
alfa de necrose tumoral, interferona-gama) são produzidos principalmente por macrófagos
e linfócitos ativados e são mediadores de resposta na fase aguda que se desenvolve
independentemente do microrganismo envolvido. A resposta envolve febre e aumento da
produção de neutrófilos pela medula óssea. Células endoteliais também produzem grande
quantidade de IL-8, que atrai neutrófilos.A resposta inflamatória orienta os componentes
do sistema imunitário para os locais de lesão ou de infecção e manifesta-se por aumento
de suprimento sanguíneo e permeabilidade vascular, que permite que peptídios
quimiotáticos, neutrófilos e células mononucleares deixem o compartimento
intravascular.A disseminação microbiana é limitada pela fagocitose de microrganismos
por fagócitos (p. ex., neutrófilos e macrófagos). Os fagócitos são atraídos para os
micróbios via quimiotaxia e os fagocitam, liberando o conteúdo lisossomal dos fagócitos
que auxilia na destruição de micróbios.

3- Descreva a importância da modulação da resposta Th1 e Th2


Um fator importante é que a modulação da resposta Th1 e Th2 na leishmaniose em
camundongos têm influência fundamental na característica da resposta mediada pelas
células T CD4+ , podendo separar-se em subgrupos com base no perfil de citocinas.
células Th1 que possui potencial protetor.
desenvolvimento de uma resposta Th2 para o estabelecimento da infecção por Leishmania,
um ponto em que vários dos estudos acima citados concordam é que os momentos iniciais
da infecção são cruciais no estabelecimento da resposta imune e costumam determinar sua
capacidade de controlar ou não a infecção por estes parasitos.
determinando assim, a prevalência do perfil Th1 protetor ou Th2 susceptível à infecção

4-Qual a importância das células Treg (regulatórias)


Funções das Células T regulatórias são:Com ponentes importantes da tolerância
imunológica,asseguram homeostase e evitam o auto-reconhecimento em níveis
exacerbados,são responsáveis pela supres são do desenvolvimento de doenças
autoimunes.Tolerância se refere à não reatividade imunológica específica a um antígeno
resultando de uma exposição prévia ao mesmo antígeno. A tolerância imunológica
periférica dos linfócitos T é induzida quando as células T maduras reconhecem os
antígenos próprios nos tecidos periféricos.

5-Descreva a importância da expressão das citocinas no papel de infecção IL-10, IL-4, INF-
Y e IL-12.
A IL-10 é uma outra citocina que contribui para a sobrevivência da Leishmania,
promovendo inibição da ativação de macrófagos e suprimindo a produção de IFN-γ por
células T CD4+ , tipo Th1. A IL-12 pode ser diretamente associada com a resistência dos
hospedeiros nas fases iniciais da infecção por leishmania. IL-4 possui um papel importante
no desenvolvimento da resposta imune contra um antígeno específico da Leishmania
denominado LACK.
IFN-γ e TNF-α que são mediadores da proteção pela ativação de macrófagos para
atividade microbicida através da produção de óxido nítrico

6- Qual o papel dos fatores de virulência


Os fatores de virulência são estruturas, produtos ou estratégias que as bactérias utilizam
para desviar o sistema de defesa do hospedeiro e causar uma infecção. Alguns estão
relacionados com a colonização do microorganismo e outros com as lesões do organismo,
como por exemplo as toxinas, Os fatores de virulência auxiliam patógenos na invasão e na
resistência das defesas do hospedeiro
7- Descreva o papel da LPG, gp 63, Proteína C quinase ativada
O LPG é um glicolipídeo encontrado na superfície celular das formas promastigotas de
Leishmania, capaz de inibir a ação de monócitos através do bloqueio da adesão endotelial e
da migração transendotelial.
A gp63 é uma metaloprotease de zinco presente na superfície celular de promatigotas, que
juntamente com a LPG, induzem a fagocitose e contribuem para a sobrevivência das formas
amastigotas no interior dos macrófagos, através da ligação com receptores de
Complemento.
A proteína LACK se encontra próxima ao cinetoplasto do citoplasma celular e possui
grande homologia entre as diferentes espécies do parasito. A presença de um epitopo
imunodominante em sua conformação ativa linfócitos CD4+ com receptor de células T
(TCR) Vβ4, Vα8 produtores de IL-4, que aumentam após a infecção por L. major em
camundongos BALB/c, contribuindo para a susceptibilidade do hospedeiro à infecção,
regulando negativamente a expressão da subunidade β2 do receptor de IL-12 nas células
Th1 que possui potencial protetor.

8- Como o ATP e adenosina atuam na resposta inflamatória do hospedeiro


Após o processo de injúria são liberadas altas concentrações de ATP extracelular, age como
“sinal de perigo” induzindo uma resposta /inflamatória caracterizada pela liberação de
citocinas, tais como IFN-γ, IL-12 e TNF .A adenosina através da ativação de receptores
purinérgicos da família P1 induz uma resposta antiinflamatória, contrária a resposta
promovida pelo ATP. Os receptores purinérgicos estão presentes na superfície de diversas
células e exercem a função de reconhecimento do ATP extracelular e seus metabólitos.
Estes receptores são divididos em duas famílias: P1 ativados por adenosina e P2 ativados
por ATP, ADP, UTP e ADP .A família P1 composta por 4 subtipos (A1, A2A, A2B e A3),
promove a regulação da reposta imune e inflamatória após o processo de lesão tecidual,
desempenhando um papel importante para o controle da resposta imunológica,
dessensibilizando e processo inflamatório excessivo.

9- Quais as principais barreiras imunológicas e não imunológicas do organismos humano


O corpo humano possui uma série de defesas não específicas que compõem o sistema
imunológico inato.
Essas defesas não são dirigidas a um patógeno específico, mas proveem as primeiras ações
contra o processo de infecção. Assim, elas oferecem uma resposta rápida a um grande
número, mas limitado, de agressões.O sistema imunológico inato é composto por barreiras
físicas, químicas e biológicas, células especializadas e moléculas solúveis, presentes em
todos os indivíduos, independentemente de contato prévio com os agentes agressores.
As barreiras físicas compõem a primeira linha de defesa do organismo. São elas a pele, a
saliva, o muco, as lágrimas e os pelos. A saliva, o muco e as lágrimas contêm enzimas que
destroem as membranas dos patógenos.
Se mesmo assim o patógeno entra no organismo ele se depara com a segunda linha de
defesa, a biológica.A presença do patógeno em determinado local inicia um processo
inflamatório, que estimula o aumento do fluxo sanguíneo na área infectada.
A rede de vasos sanguíneos aumenta, levando para o local infectado mais células
especializadas na defesa - os glóbulos brancos.Os processos que os glóbulos brancos
utilizam na destruição dos patógenos e defesa do organismo são a fagocitose e a liberação
de inflamatórios.Isso provoca vermelhidão, suor e dor no organismo – os sinais da
ocorrência de um processo inflamatório.Quando os patógenos têm suas paredes celulares
destruídas, o sistema imunológico produz compostos químicos que aumentam a
temperatura do corpo, causando a febre. Isso porque o aumento da temperatura pode
diminuir ou cessar a proliferação dos patógenos.
As barreiras físicas, incluindo a pele e a mucosa do digestivo e das vias respiratórias,
ajudam a eliminar os micróbios patogénicos e impedir o tecido e/ou as infecções do sangue.
Além disso, os componentes que são segregados pela pele ou mucosa, tal como o suor,
saliva, rasgos, mucosos, ajudam a fornecer uma barreira básica contra os micróbios
patogénicos de invasão.A pele é barreira física/mecânica impermeável que protege muitos
micróbios patogénicos de incorporar o corpo. Similarmente, a mucosa ou as mucosas que
alinham os sistemas internos imediatos ajudam a prender os micróbios patogénicos
produzindo mucoso. Os cabelos dentro da cavidade nasal, assim como da cera (cera),
igualmente prendem os micróbios patogénicos e poluentes ambientais.

10- Como os anticorpos IgM e IgG são utilizados para triagem e diagnóstico de
contaminação por doenças infectocontagiosas em bancos de sangue ou exames pré-natal
Recomenda-se a triagem por meio da detecção de anticorpos da classe IgG e IgM na
primeira consulta de pré-natal, uma vez que o diagnóstico é eminentemente laboratorial
(sendo que para a IgM deve ser usado um método enzimático de captura com boa
sensibilidade e especificidade). Na presença de anticorpos IgG positivos e IgM negativos,
considera-se a gestante imune. Embora exista a possibilidade de que a gestante se
contamine com genótipos diferentes da primo-infecção, o risco para o feto ocorre na quase
totalidade das vezes quando a mãe adquire a infecção durante a gestação, pelo menos nas
gestantes com imunidade normal. Existem relatos de que é possível haver transmissão
materno-fetal em gestantes imunocomprometidas com toxoplasmose prévia à gestação.
11-Descreva como pode ser interpretado o exame de aglutinação por tipagem sanguínea
Detecta anticorpos específicos mediante o emprego de antígenos conhecidos; ou detecta
antígenos específicos por meio de sua reação com anticorpos conhecidos • Partículas
antigênicas insolúveis são utilizadas em sua forma íntegra ou fragmentada (Ex: bactérias,
vírus, fungos e protozoários). • São realizadas diluições seriadas do anticorpo em relação a
uma quantidade constante do antígeno. Após incubação, a aglutinação se completa e o
resultado é geralmente expresso com a máxima diluição em que ocorre a aglutinação
12-Qual a importância e metodologia do diagnóstico sorológico para Covid-19 por teste
rápido e RT-PCR?
É válido salientar que diversas atitudes são de extrema importância no controle da
disseminação do vírus e da própria doença.
Trata-se de uma técnica muito sensível e específica, caso seja realizada corretamente,
evitando resultados errôneos Caso as amostras sejam coletadas de forma precoce ou tardia,
ou seja, antes do período de, no mínimo, três dias antes do surgimento dos sintomas ou
após dez dias do surgimento dos mesmos, pode-se obter um falso negativo. O mesmo pode
ocorrer com esfregaços insuficientes provenientes da nasofaringe ou amostras
contaminadas durante o processamento.Apesar de ser considerado o método mais eficaz de
detecção, deve-se ter em mente que o resultado negativo em RT-PCR não descarta
totalmente a possibilidade de infecção pelo vírus, sendo recomendado que o resultado seja
combinado com observações clínicas, o histórico do paciente e informações
epidemiológicas da região. Caso o paciente apresente alta probabilidade de infeção e, ainda
assim, o teste seja negativo, é indicado realizá-lo novamente com amostras diferentes. No
Brasil, o método sorológico tem sido o mais utilizado para diagnóstico da COVID-19, pelo
custo e pela rapidez. Os kits de diagnóstico sorológico da COVID-19 disponíveis
atualmente detectam a presença de anticorpos, IgA, IgM e IgG, que são proteínas
específicas que expressam uma resposta imunológica do indivíduo frente ao contato com
esse vírus.

13- Como a ectonucleotidades contribuem para o estabelecimento da infecção pela


Leishmania.
já foi demonstrado que as ecto-nucleotidases também estão presentes na L. amazonensis, L.
tropica e L. infantum .Peres e colaboradores (2018) demonstraram que a atividade das
ectonucleotidases na L. infantum está diretamente associada com a infectividade dos
macrófagos humanos. Freitas-Mesquita e colaboradores (2016) observaram que L.
amazonensis possui uma enzima chamada 3’-nucleotidase / nuclease (3’NT / NU), que é
capaz de hidrolisar nucleosídeos extracelulares e desempenha um papel importante na
geração de adenosina extracelular e estabelecimento da infecção parasitária.
14- Explique o fenômeno de Fator reumatóide
O fator reumatoide é um auto-anticorpo que pode ser produzido em algumas doenças auto-
imunes e que reage contra o IgG, formando imunocomplexos que atacam e destroem
tecidos saudáveis, como a cartilagem das articulações, por exemplo.
Assim, a identificação de fator reumatoide no sangue é importante para investigar a
presença de doenças auto-imunes, como por exemplo lúpus, artrite reumatoide ou síndrome
de Sjögren, que normalmente apresentam valores elevados dessa proteína.

15- Qual a principal vantagem do método de ELISA

O ELISA apresenta então, as seguintes vantagens: i) de ser um método de alta


sensibilidade, ii) permite quantificar anticorpo ou antígeno, iii) ser seguro e iv) de baixo
custo. Já a principal desvantagem do ELISA consiste na possibilidade de resultados
alterados por pequenas variações na pipetagem e tempo de incubação devido à elevada
sensibilidade deste método.

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