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Fundamentos da Mecânica em Física

O documento é um material didático sobre Física, focando na mecânica, com tópicos que incluem conceitos básicos, movimentos em trajetória, dinâmica, e gravitação universal. É estruturado em unidades que abordam desde a cinemática até a estática, com exemplos práticos e exercícios. A obra é de autoria de vários especialistas e foi publicada pela Valley Editora em 2022.

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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Fundamentos da Mecânica em Física

O documento é um material didático sobre Física, focando na mecânica, com tópicos que incluem conceitos básicos, movimentos em trajetória, dinâmica, e gravitação universal. É estruturado em unidades que abordam desde a cinemática até a estática, com exemplos práticos e exercícios. A obra é de autoria de vários especialistas e foi publicada pela Valley Editora em 2022.

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Física

Mecânica
© Valley Editora Ltda. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Editora: Valley Editora Ltda.


Direção: João Vicente Strapasson Silveira Netto
Gestão: Vinícius Azambuja de Almeida
Coordenação Editorial: Camila Nunes da Rosa
Coordenação Pedagógica: Vanessa Bianchi Gatto
Autoria: Fernando do Nascimento Friedrich
Luiz Eduardo Silva Porto
João Vicente Strapasson Silveira Netto
Airton Martins Coelho
Evandro Marcelo Oliveira
Revisão técnica: Adriano Costa Siqueira
Revisão Editorial: Alana Hoffman
Caroline Guerra
Pesquisa Iconográfica*: Camila Nunes da Rosa

*As imagens identificadas com a sigla BID pertencem ao Banco de Imagem e Documentação da Valley Editora.

Programação Visual: Sibele Righi Scaramussa


Editoração Eletrônica: Camila Nunes da Rosa
Camile Pires Weber
Juliana Facco Segalla
Sibele Righi Scaramussa
Wagner de Souza Antonio
Capa: Camile Pires Weber
Ilustrações: Fabiano da Costa Alvares
Gabriel La Rocca Coser
Sibele Righi Scaramussa

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação – CIP


F899f

Friedrich, Fernando do Nascimento

Física: mecânica / Fernando do Nascimento Friedrich, Luiz Eduardo


Silva Porto, João Vicente Strapasson Silveira Netto, Airton Martins Coelho,
Evandro Marcelo Oliveira. Santa Maria: Valley Editora, 2022.
v. 1

ISBN 978-65-89574-72-9

1. Mecânica 2. Energia 3. Aceleração 4. Movimentos em trajetória I.


Título

CDU 53
Bibliotecária responsável Trilce Morales – CRB 10/2209

Coleção 2024

Sistema de Ensino

Comercialização e distribuição: NTRV Distribuidora


SUMÁRIO

Unidade 1 Unidade 6
5 Conceitos básicos da Mecânica 33 Energia

Unidade 2 Unidade 7
9 Movimentos em trajetória 37 Mecânica impulsiva
retilínea
Unidade 8
Unidade 3 41 Gravitação universal
14 Movimentos em trajetória
curvilínea
Unidade 9
Unidade 4 45 Estática

17 A aceleração da gravidade e
sua aplicação nos movimentos

Unidade 5
23 Dinâmica
FÍSICA AULA-
-PÍLULA

UNIDADE 1
» Conceitos básicos da Mecânica
• Cinemática TRAJETÓRIA
A cinemática é a parte da mecânica que procura fazer É o lugar geométrico das posições ocupadas pelo pon-
uma apresentação dos movimentos de um corpo sobre to no decorrer do tempo. A trajetória pode ser retilínea ou
uma trajetória, descrevendo a posição, a velocidade e a curvilínea, dependendo do referencial considerado.
aceleração em função do tempo, independentemente das
causas do movimento.
Importante

Conceitos iniciais O movimento e a trajetória dependem do referencial


adotado.
REFERENCIAL
Sistema de coordenadas rígido em relação ao qual va- – Exemplo:
mos descrever o comportamento de partículas pertencen- Uma bomba é abandonada de um avião que voa hori-
tes ao sistema. zontalmente com velocidade constante.

PARTÍCULA E PONTO MATERIAL


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Dizemos que um corpo é uma partícula quando suas


dimensões são muito pequenas em relação a um determi-
nado sistema de referência.

CORPO EXTENSO
Dizemos que um corpo é extenso quando suas dimen-
sões são relevantes na descrição do fenômeno.

Importante
 Em relação ao solo: a trajetória da bomba é um arco
Todo corpo pode ser considerado um corpo extenso ou de parábola.
um ponto material; dependerá do referencial adotado.  Em relação ao avião: a trajetória é um segmento de
reta vertical que passa pelo avião a cada instante.

MOVIMENTO E REPOUSO POSIÇÃO OU ESPAÇO


Para determinar se o corpo está ou não em movimen- Representa a medida algébrica ao longo de uma deter-
to, é preciso verificar se sua posição muda com o passar minada trajetória, que vai do ponto em que se encontra
do tempo. Para isso, devemos indicar em relação a que o móvel até o ponto de referência adotado como origem
referencial estamos analisando o movimento. (marco zero).

Importante

O movimento é relativo
Dizemos que o movimento é relativo, pois, para
um mesmo corpo, podemos definir referenciais em
relação aos quais ele esteja em movimento, mas tam-
bém referenciais em relação aos quais o corpo esteja Anotações:
em repouso. Dessa forma, o movimento depende do
referencial adotado.

FÍSICA - UNIDADE 1 5
DESLOCAMENTO ESCALAR VELOCIDADE RELATIVA
Representa a diferença entre a posição final e a posi- Corpos movendo-se na mesma direção e no mesmo
ção inicial do móvel em um sistema de referência. sentido:

∆s = s - s0

Importante

O deslocamento escalar é uma grandeza algébrica |v| = |vA| - |vB|


que pode ser positiva, negativa ou nula e nem sem-
pre representa a distância efetivamente percorrida Corpos movendo-se na mesma direção e em sentidos
pelo móvel. contrários:

TEMPO
 Instante de tempo
É a quantidade de tempo que já passou após um mo-
mento escolhido como origem dos tempos. |v| = |vA| + |vB|

– Exemplo:
Um relógio marca 17h20min10s. Essa marcação é um Classificação dos movimentos quanto à
instante de tempo contado a partir da meia-noite. velocidade

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
 Intervalo de tempo
Deve ser entendido como a diferença entre dois ins- MOVIMENTO PROGRESSIVO
tantes, não precisando, necessariamente, ser medido en-
Se o móvel se movimentar no sentido convencionado
tre o início e o fim de um evento qualquer.
como positivo da trajetória, o movimento é denominado
progressivo.
VELOCIDADE MÉDIA
Quando o móvel “caminha” no sentido positivo da traje-
Definida como sendo a razão entre o deslocamento do tória, dizemos que a velocidade do móvel é positiva.
corpo e o intervalo de tempo.

v = ∆s No S.I.: m/s
∆t

Importante

Cuidado com as unidades


MOVIMENTO RETRÓGRADO
: 3,6
Se o móvel se movimentar no sentido contrário ao
convencionado como positivo da trajetória, o movimento
é denominado retrógrado (ou regressivo). Quando o mó-
km/h m/s vel caminha no sentido oposto ao positivo da trajetória,
dizemos que a velocidade do móvel é negativa.

x 3,6

Anotações:

6 FÍSICA - UNIDADE 1
ACELERAÇÃO MÉDIA APOIO AO TEXTO
Representa uma taxa de variação de velocidade no 1. (UFSM) Um ônibus desloca-se em uma estrada retilínea,
tempo, definida como a razão da variação da velocidade com uma velocidade de módulo de 80 km/h em relação a
instantânea no correspondente intervalo de tempo. um referencial fixo na estrada. O motorista e os passageiros
do ônibus estão sentados, enquanto o cobrador anda entre
as poltronas.
a = ∆v No S.I.: m/s2
∆t
Pode-se afirmar que, em relação a um referencial fixo:

I. No ônibus, somente o cobrador está em movimento.


CLASSIFICAÇÃO DOS MOVIMENTOS
II. No ônibus, o motorista, o cobrador e os passageiros es-
QUANTO À VELOCIDADE E À tão em movimento.
ACELERAÇÃO III. Na estrada, o motorista, o cobrador e os passageiros
estão em movimento.
Em relação à velocidade e à aceleração, podemos ter:
Está(ão) correta(s):
 Se a velocidade e a aceleração têm o mesmo sentido
(sinal) (v > 0 e a > 0; ou v < 0 e a < 0), o movimento é ace- a) apenas I.
lerado, ou seja, a velocidade aumenta em módulo. b) apenas II.
c) apenas III.
v (m/s) t (S)
d) apenas I e III.
0 0
e) I, II e III.
2 1
4 2
6 3
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

 Se a velocidade e a aceleração têm sentidos (sinais)


contrários (v > 0 e a < 0; ou v < 0 e a > 0), o movimento é
retardado, ou seja, a velocidade diminui em módulo.
2. (UFN) No dia 15 de outubro de 2017, completam-se 20
v (m/s) t (S) anos do lançamento da sonda espacial Cassini-Huygens
8 0 para explorar saturno e suas luas, um projeto realizado em
colaboração entre a NASA e a agência espacial europeia
6 1 ESA. Em 09 de julho de 2004, a sonda aproximou-se de
4 2 Saturno. Segundo informação da ESA, o sinal de confirmação
2 3 dessa operação demorou 84 min para chegar à Terra, a
uma distância aproximada de 1.512x106 km. A velocidade
 Se a aceleração é nula (a = 0), o movimento é uniforme. aproximada do sinal foi de:

a) 30 km/s
Anotações:
b) 300 km/s
c) 3.000 km/s
d) 30.000 km/s
e) 300.000 km/s

FÍSICA - UNIDADE 1 7
3. (UFRGS) Em 2014, comemoraram-se os 50 anos do
Anotações:
início da operação de trens de alta velocidade no Japão,
os chamados trens-bala. Considere que um desses trens
desloca-se com uma velocidade constante de 360 km/h
sobre trilhos horizontais. Em um trilho paralelo, outro trem
desloca-se também com velocidade constante de 360 km/h,
porém em sentido contrário. Nesse caso, o módulo da
velocidade relativa dos trens, em m/s, é igual a:

a) 50.
b) 100.
c) 200.
d) 360.
e) 720.

4. (UFN) O airbag é um dispositivo de segurança instalado


em automóveis e consiste em uma bolsa, contendo um gás,
que se expande rapidamente quando ocorre uma colisão e
a velocidade do veículo varia bruscamente. A velocidade de
expansão dos gases é de até 324 km/h em um tempo médio
de 30 milésimos de segundo. A estimativa da aceleração de
expansão do gás é de:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
a) 1,0 x 104 m/s2.
b) 3,0 x 103 m/s2.
c) 6,0 x 104 m/s2.
d) 3,0 x 105 m/s2.
e) 6,0 x 105 m/s2.

5. (ENEM) Uma concessionária é responsável por um


trecho de 480 quilômetros de uma rodovia. Nesse trecho,
foram construídas 10 praças de pedágio, onde funcionários
recebem os pagamentos nas cabines de cobrança. Também
existe o serviço automático, em que os veículos providos
de um dispositivo passam por uma cancela, que se abre
automaticamente, evitando filas e diminuindo o tempo de
viagem. Segundo a concessionária, o tempo médio para
efetuar a passagem em uma cabine é de 3 minutos, e as
velocidades máximas permitidas na rodovia são 100 km/h,
para veículos leves, e 80 km/h, para veículos de grande
porte.
Considere um carro e um caminhão viajando, ambos
com velocidades constantes e iguais às máximas permiti-
das, e que somente o caminhão tenha o serviço automáti-
co de cobrança.

Comparado ao caminhão, quantos minutos a menos o


carro leva para percorrer toda a rodovia?

a) 30
b) 42
c) 72
d) 288
e) 360

8 FÍSICA - UNIDADE 1
FÍSICA AULA-
-PÍLULA

UNIDADE 2
» Movimentos em trajetória retilínea
• Movimento Retilíneo Uniforme (MRU)
Um movimento é uniforme quando, para intervalos de tempos iguais, o móvel percorre espaços iguais. Nesta uni-
dade, vamos estudar um movimento uniforme que ocorre em trajetória retilínea. Apesar da simplicidade, podemos
aplicá-lo a movimentos cotidianos.

Características Gráficos
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

 A trajetória é retilínea; O gráfico cartesiano de qualquer movimento retrata


 O móvel percorre espaços iguais em intervalos de tem- como acontece a variação de uma grandeza em função de
po iguais; outra. Lembramos que é importante o conhecimento dos
tópicos função afim, função quadrática e função constante,
 A velocidade permanece constante;
pois são os gráficos dessas funções (ou composições de-
 A aceleração é nula. les) que serão utilizados em toda a cinemática.

Função horária da posição GRÁFICOS DO MRU


Relaciona a posição do móvel em função do tempo.  Posição x Tempo
Matematicamente, trata-se de uma função afim. A lei da
função possibilita localizar um móvel que se movimenta Progressivo (v > 0) Retrógrado (v < 0)
com velocidade constante, desde que se conheça sua po- s s
sição inicial e sua velocidade.

→ Em que:
s = s0 + vt s0
s = posição no instante t;
θ
s0 = posição inicial; θ
s0
v = velocidade;
t = instante de tempo. 0 t 0 t

Propriedade gráfica
Importante
A tangente do ângulo que a reta forma com o eixo dos
Usamos o sinal positivo para a velocidade quan- tempos informa-nos, numericamente, a velocidade do
do o movimento ocorre no sentido crescente das movimento.
posições, orientado ao longo da trajetória. Para o
sentido decrescente, usamos o sinal negativo na ve- s
locidade.

∆s tg θ = ∆s = v
∆t
θ
s0

0 t
∆t

FÍSICA - UNIDADE 2 9
 Velocidade x Tempo APOIO AO TEXTO
Progressivo (v > 0) Retrógrado (v < 0) 1. (FURG) Um atleta encontra-se na posição 80 metros
de um sistema de referência, quando um cronômetro é
v v zerado. A partir desse instante, o atleta desenvolve uma
velocidade constante de 4 m/s. O atleta desloca-se no
sentido positivo do sistema de referência durante toda a
+v
prova. Ao final de 2 minutos de prova, o atleta estará junto
à posição ______________ e atingirá a posição 500 m ao final
0 t 0 t de ______________.

-v Assinale a alternativa em que as palavras apresentadas


preenchem adequadamente as respectivas lacunas.
Propriedade gráfica a) 160 m - 6min15s
No gráfico da velocidade escalar em função do tempo, b) 480 m - 2min5s
a área entre o gráfico e o eixo dos tempos, calculada en- c) 480 m - 2min25s
tre dois instantes de tempos quaisquer, é numericamente d) 560 m - 1min45s
igual ao deslocamento escalar do móvel nesse intervalo de
e) 560 m - 2min40s
tempo.

v 2. Um movimento em trajetória retilínea é dado pelo gráfico


abaixo:
v
s (m)
A 50
Área = ∆s

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0 t
∆t 20

t (s)
 Aceleração x Tempo 10

Como no movimento uniforme, a velocidade man- Complete as lacunas para que fiquem fisicamente cor-
tém-se constante, sua aceleração permanece nula. Assim, retas:
para qualquer instante de tempo considerado, a acelera-
O movimento descrito acima é classificado como
ção escalar será nula, como mostra o gráfico.
_____________, cujo módulo da velocidade é ____________. A
a posição desse móvel no instante 5 s é ____________, e a ve-
locidade no instante 10 s é ___________.

a=0 a) progressivo - 3 km/h - 35 m - 3 m/s


b) progressivo - 10,8 km/h - 35 m - 3 m/s
c) progressivo - 3 m/s - 35 m - 50 m/s
d) retrógrado - 5 m/s - 25 m - 5 m/s
0 t
e) retrógrado - 5 m/s - 25 m - 50 m/s

Anotações:

10 FÍSICA - UNIDADE 2
3. (UFSM) No instante em que um índio dispara uma flecha 4. Um automóvel move-se em uma estrada, conforme o
contra a sua presa, que se encontra a 14 m de distância, ela gráfico v x t, na figura abaixo.
corre, tentando fugir. Se a flecha e a presa se deslocam na
v (m/s)
mesma direção e no mesmo sentido, com velocidades de
módulos 24 m/s e 10 m/s, respectivamente, o intervalo de
tempo levado pela flecha para atingir a caça, em segundos, é: 40

a) 0,5 20
b) 1
t (s)
c) 1,5 10 25
d) 2
A sua velocidade média, em m/s, é:
e) 2,5
a) 20
b) 30
c) 32
d) 40
e) 60
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• Movimento Retilíneo Uniformemente Variado (MRUV)


Neste tópico, estudaremos o movimento em trajetória retilínea com aceleração constante. A presença da aceleração
atuando na mesma direção de velocidade altera o módulo desta. Mantida constante a aceleração, temos um movimento
em que as variações de velocidade são iguais para intervalos de tempos iguais.

Características Função horária da velocidade


 Sua aceleração é constante e diferente de zero; Relaciona a velocidade do móvel em função do tempo.
 Variações de velocidades iguais para intervalos de Matematicamente, trata-se de uma função afim. Observe
tempos iguais. que a lei permite determinar a velocidade instantânea do
móvel, desde que se conheça a velocidade inicial e a acele-
ração.
Função horária da posição
Relaciona a posição do móvel em função do tempo. → → →
v = v0 + at
Matematicamente, trata-se de uma função quadrática. A
lei da função permite localizar um móvel que se movimen-
ta com aceleração constante, desde que se conheça sua Equação de Torricelli
posição inicial, velocidade inicial e aceleração.
A equação de Torricelli relaciona velocidade, variações
de posição e aceleração. Sua importância está no fato de
s = s0 + v0t + 1 at2
→ →
não depender do tempo.
2
→ → →
v2 = v02 + 2a∆s

FÍSICA - UNIDADE 2 11
Velocidade escalar média no MRUV Propriedade gráfica

No gráfico da velocidade escalar em função do tempo,


No movimento uniformemente variado, a velocidade
a área entre o gráfico e o eixo dos tempos, calculada en-
escalar média, em um intervalo de tempo, é obtida pela
tre dois instantes de tempos quaisquer, é numericamente
média aritmética das velocidades escalares nos instantes
igual ao deslocamento escalar do móvel nesse intervalo de
que definem o intervalo.
tempo.

v v
v = v0 + v
2 t
0 ∆s < 0
∆s > 0
Gráficos t
0
GRÁFICOS DO MRUV
A tangente do ângulo que a reta forma com o eixo dos
 Posição x Tempo tempos nos informa, numericamente, a aceleração do mo-
vimento.
s s
v

a>0 a<0 ∆v
θ
tg θ = ∆v = a
∆t
0 t
0 t 0 t
∆t

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Propriedade gráfica
 Aceleração x Tempo
A tangente do ângulo formado entre a reta e o eixo
a a
dos tempos dá-nos, numericamente, a velocidade escalar
instantânea.
a>0
s 0 t

0 t a<0

tg θ = v Propriedade gráfica

No gráfico da aceleração em função do tempo, a área


θ
entre o gráfico e o eixo dos tempos, calculada entre dois
instantes de tempos quaisquer, é, numericamente, igual à
0 t variação de velocidade do móvel.
 Velocidade x Tempo a a

v v
∆v > 0
Retardado Acelerado Retardado Acelerado t1 t2
0 t1 t2 t 0 t
∆v < 0
v=0
0 v=0 t 0 t

Anotações:

12 FÍSICA - UNIDADE 2
APOIO AO TEXTO 8. (PUC-RS) Analise o gráfico abaixo. Ele representa as
posições x em função do tempo t de uma partícula que
5. (UPF) Um objeto que parte do repouso segue um está em movimento, em relação a um referencial inercial,
movimento retilíneo uniformemente variado. Nessas sobre uma trajetória retilínea. A aceleração é medida
condições, pode-se afirmar que a distância percorrida é: para ela permanecer constante durante todo o trecho do
movimento.
a) independente da aceleração. x
b) inversamente proporcional ao tempo de percurso.
c) diretamente proporcional ao quadrado do tempo de
percurso.
d) inversamente proporcional ao quadrado do tempo de
percurso.
e) diretamente proporcional ao quadrado da aceleração. 0 t
t1 t2

6. (UFRGS) Um automóvel que trafega com velocidade Considerando o intervalo de tempo entre 0 e t2, qual
constante de 10 m/s, em uma pista reta e horizontal, passa das afirmações abaixo está correta?
a acelerar uniformemente à razão de 60 m/s em cada
a) A partícula partiu de uma posição inicial positiva.
minuto, mantendo essa aceleração durante meio minuto.
A velocidade instantânea do automóvel, ao final desse b) No instante t1, a partícula muda o sentido do seu mo-
intervalo de tempo, e sua velocidade média, no mesmo vimento.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

intervalo de tempo, são, respectivamente: c) No instante t1, a partícula está em repouso em relação
ao referencial.
a) 30 m/s e 15 m/s. d) O módulo da velocidade medida para a partícula dimi-
b) 30 m/s e 20 m/s. nui durante todo o intervalo de tempo.

c) 20 m/s e 15 m/s. e) O módulo da velocidade medida para a partícula au-


menta durante todo o intevalo de tempo.
d) 40 m/s e 20 m/s.
e) 40 m/s e 25 m/s.
9. (PUC-RS) Considere o gráfico abaixo, que representa a
velocidade de um corpo em movimento retilíneo em função
do tempo, e as afirmativas que seguem.

v (m/s)
7. (UFRGS) Um carro desloca-se, com aceleração constante, 10
sobre um trecho em linha reta de uma estrada. A sua
velocidade é medida em dois pontos dessa reta, separados
por uma distância de 250 m um do outro. Ao passar pelo
primeiro ponto, a velocidade do carro é de 20 m/s e, ao t (s)
passar pelo segundo, a velocidade é de 30 m/s. A aceleração 0 10
do carro nesse trecho é, em m/s2:
I. A aceleração do móvel é de 1,0 m/s2.

a) 0,5 II. A distância percorrida nos 10 s é de 50 m.

b) 1,0 III. A velocidade varia uniformemente, e o móvel percorre


10 m a cada segundo.
c) 1,5
IV. A aceleração é constante, e a velocidade aumenta 10 m/s
d) 2,0
a cada segundo.
e) 5,0
São verdadeiras apenas as afirmativas:

a) I e II.
b) II e IV.
c) II, III e IV.
d) I e III.
e) I, III e IV.

FÍSICA - UNIDADE 2 13
AULA-
-PÍLULA
FÍSICA

UNIDADE 3
» Movimento em trajetória curvilínea
• Movimento Circular Uniforme Para uma volta completa, temos que a variação do Ds
equivale ao comprimento da circunferência, 2πR. Ao mes-
(MCU) mo tempo, o conceito de período é justamente o tempo
Por se tratar de um movimento uniforme, a partícula correspondente a uma volta completa, isto é, Dt = T. As-
percorre espaços iguais em intervalos de tempos iguais, po- sim, podemos concluir que:
rém sempre em uma trajetória em que os espaços percorri-
dos correspondem a arcos de circunferências. v = Ds = 2πR = 2πR = 2πRf
Dt T 1/f
Período (T)
v = 2πR v = 2πRf
Representa o intervalo de tempo correspondente a T
uma volta completa. No S.I.: s (segundos).

Velocidade angular
T= tempo
número de voltas A velocidade angular pode ser definida como a rapidez
com que o móvel em MCU percorre um determinado ân-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
gulo central.
Frequência (f) Consideremos uma partícula em movimento circular,
Representa o número de voltas que o móvel executa passando pela posição A mostrada na figura a seguir. Após
por unidade de tempo e é dada por: um intervalo de tempo ∆t, a partícula estará passando pela
posição B. Nesse intervalo de tempo ∆t, o raio que acom-
panha a partícula em seu movimento descreve um ângulo
f = número de voltas 1
No S.I.: (f) = s = Hertz (Hz) (fase: φ). A relação entre o ângulo descrito pela partícula e
tempo o intervalo de tempo gasto para descrevê-lo é denominada
velocidade angular da partícula. Representamos a velocida-
de angular por ω.
f= 1 T= 1
T f A
ω = Dφ No S.I.: rad/s
Dt
R
Importante
Dφ E, para uma volta comple-
x 60
B ta, temos:
R

Hz rpm ω = 2p ω = 2πf
T

: 60 Importante

Relação entre velocidade linear e


Velocidade linear ou tangencial velocidade angular
Expressa a rapidez com que a partícula descreve um
arco de circunferência ao longo da trajetória circular. Mate- v=ω.R
maticamente, a velocidade linear pode ser expressa como
a razão do arco de circunferência que o móvel percorreu
pelo intervalo de tempo necessário para percorrê-lo.

v = Ds No S.I.: m/s
Dt

14 FÍSICA - UNIDADE 3
Aceleração centrípeta ACOPLAMENTO POR EIXO
A aceleração centrípeta é responsável por variar a di- Existem diversos casos em que pontos diferentes do
reção do vetor velocidade em um movimento curvilíneo. sistema girante apresentam frequências, períodos e ve-
Consiste em um vetor perpendicular à velocidade linear, locidades angulares iguais, mas velocidades lineares di-
dirigido para o centro da trajetória curvilínea. ferentes. É o que se verifica, por exemplo, em polias que
giram juntas, presas a um único eixo de rotação.

ac = v
2
ac = ω2R No S.I.: m/s2 A
R
B

REPRESENTAÇÃO DE VETORES NO MCU Eixo



v


ac →

v RA > RB
ac
ƒA = ƒB

ac ωA = ωB

v → vA > vB
ac
acA > acB

v

Acoplamento de polias APOIO AO TEXTO


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Polias podem ser acopladas por meio de correias (aco- 1. (UPF) Um corpo descreve um movimento circular
plamento periférico) ou por mesmo eixo de rotação, de uniforme cuja trajetória tem 5 m de raio. Considerando que
modo que uma polia rotando pode fazer a outra rotar o objeto descreve 2 voltas em 12s, é possível afirmar que
também. sua velocidade tangencial, em m/s, é de, aproximadamente
(considere π = 3,14 rad):
ACOPLAMENTO POR CORREIA
Rodas dentadas podem ser acopladas por contato di- a) 3,14
reto ou por meio de correntes (correia); assim, pontos situ- b) 5,2
ados na periferia desses discos percorrem espaços iguais c) 15,7
em tempos iguais.
d) 6,28
A e) 31,4
B

Correia

RA > RB
ƒA < ƒB
ωA < ω B
vA = vB
RA ƒA = RB . ƒB
.
acA < acB

FÍSICA - UNIDADE 3 15
2. (ENEM) Quando se dá uma pedalada na bicicleta abaixo 4. (UFRGS) Em voos horizontais de aeromodelos, o peso do
(isto é, quando a coroa acionada pelos pedais dá uma volta modelo é equilibrado pela força de sustentação para cima,
completa), qual é a distância aproximada percorrida pela resultante da ação do ar sobre as suas asas.
bicicleta, sabendo-se que o comprimento de um circulo de Um aeromodelo, preso a um fio, voa em um t círculo
raio R é igual a 2πR, onde π = 3? horizontal de 6 m de raio, executando uma volta completa
a cada 4 s.
Sua velocidade angular, em rad/s, e sua aceleração
centrípeta, em m/s2, valem, respectivamente:

a) π e 6π2
b) π/2 e 3 π2/2
80 cm

30 cm c) π/2 e π 2/4
d) π/4 e π2/4
e) π4 e π2/16

a) 1,2 m
b) 2,4 m
c) 7,2 m
d) 14,4 m
e) 48,0 m

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
3. (UFPEL) Considere um satélite artificial que está em
Anotações:
órbita circular ao redor da Terra. Nessa condição, é correto
afirmar que:

a) seu vetor velocidade, seu vetor aceleração centrípeta e


seu período são constantes.
b) seu vetor velocidade varia, seu vetor aceleração centrí-
peta e seu período são constantes.
c) seu vetor velocidade e seu vetor aceleração centrípeta
variam e seu período é constante.
d) seu vetor velocidade e seu período são constantes e seu
vetor aceleração centrípeta varia.
e) seu vetor velocidade, seu vetor aceleração centrípeta e
seu período variam.

16 FÍSICA - UNIDADE 3
FÍSICA AULA-
-PÍLULA

UNIDADE 4
» Movimentos sob ação da gravidade
• A aceleração da gravidade e ABANDONO VERTICAL
sua aplicação nos movimentos  O objeto é abandonado a partir do repouso;
 A única força que atua sobre o objeto é a força peso;
Nesta unidade, centramo-nos no estudo do movimento  O objeto abandonado do repouso fica submetido à
de queda dos corpos próximos à superfície da Terra. Todos aceleração gravitacional, g.
sabemos que, ao abandonarmos um objeto nas proximida-
des da Terra, ele cai em direção ao solo. t=0 V0 = 0
0 a = +g
A explicação para esse fato é bastante simples: a Terra
cria em seu entorno um campo de forças chamado campo
gravitacional. Assim, objetos abandonados nas proximida- v = gt
des da Terra ficam sujeitos a uma aceleração gravitacional
h
h = 1 gt2
e, consequentemente, são atraídos para a Terra.
Em nosso estudo, trataremos de quedas de corpos a 2
partir de pequenas altitudes. Dessa forma, é válido consi-
h Solo
derar que a aceleração gravitacional seja constante, pois v = 2gh
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

os corpos apresentam afastamentos muito pequenos em V


comparação ao raio da Terra.

Dica da orientação do eixo Y


Importante

Tomando um movimento sob aceleração constan- Orientando a trajetória para baixo, a aceleração da
te, em uma trajetória retilínea, vamos reescrever as gravidade e a velocidade serão positivas.
equações do MRUV em nossos movimentos verticais.
São elas:

s = s0 + v0t + at
2

2
Importante
v = v0 + at v = v + 2aDs
2
0
2
Abandonados de uma mesma altura, simultanea-
mente, um corpo leve e um outro pesado, ambos
caem, quando em queda livre, com velocidades iguais
e atingem o chão no mesmo instante.
Queda livre
A expressão queda livre significa “cair no vazio”. Em
termos de Física Newtoniana, um corpo em queda livre é
aquele corpo sujeito unicamente à ação da força gravitacio-
nal. Assim, podemos trabalhar com o vácuo, ou seja, ausên-
cia de meio material, ou trabalhar com a queda em peque-
nas altitudes, pois a resistência do ar pode ser desprezada.

Anotações:

FÍSICA - UNIDADE 4 17
LANÇAMENTO VERTICAL PARA BAIXO LANÇAMENTO VERTICAL PARA CIMA
No lançamento vertical para cima, a velocidade inicial
No lançamento vertical para baixo, um corpo com não é nula; nesse caso, continua valendo a propriedade
velocidade inicial, à medida que desce, tem sua veloci- em que os corpos, sob a atração exclusiva da atração gra-
dade aumentada em módulo, fazendo o mesmo corpo vitacional, têm a mesma aceleração. Vamos analisar as
descer em um movimento acelerado. equações do lançamento vertical para cima a partir das
equações do MRUV, tomando como referencial o eixo ver-
t=0 → → →
0 v = v0 + gt tical y orientado para cima. Perceba que, na equação, tro-
caremos a aceleração por -g, posições s por altura h e, na
v0 equação de Torricelli, iremos substituir ∆s por ∆h.
h = v0t + 1 gt2
→ →
2
h
v=0
→2 →2 → ts hmáx
v = v0 + 2gH
h Solo

a=→
g
v

Dica da orientação do eixo Y


t=0
Orientando a tragetória para baixo, a aceleração da 0
v
gravidade e a velocidade serão positivas.

Dica da orientação do eixo Y

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Importante
Orientando a tragetória para cima, a aceleração é
Nos movimentos verticais, os gráficos cartesianos negativa na subida e na descida. A velocidade é posi-
a x t, v x t e h x t têm comportamento idêntico tiva na subida e negativa na descida.
ao dos gráficos do MRUV, pois todos são situações
específicas desse tipo de movimento.

h = h0 + v0t - 1 gt2
→ →
2

Anotações:
→ → → →2 → →
v = v0 - gt v = v02 - 2gDh

→ →
a=-g

Importante

No lançamento vertical, o tempo que o objeto leva


para percorrer x metros subindo é o mesmo gasto
para percorrer os mesmos x metros descendo. Para
um mesmo lugar na trajetória, a velocidade de subi-
da é igual, em módulo, à velocidade de descida.

18 FÍSICA - UNIDADE 4
APOIO AO TEXTO
1. (UNISC) Um corpo de massa m é largado de certa altura'. 4. (UPF) O homem sempre desafiou ares, buscando
Considerando que g = 10 m/s² e desprezando o atrito do realizar um de seus mais antigos desejos: voar. Descobrir
ar, podemos afirmar que, após um tempo de 2,5 segundos, um aparelho capaz de levá-lo às alturas representou uma
a distância percorrida pelo corpo e a sua velocidade são verdadeira obsessão.
iguais, respectivamente, a: Um longo caminho foi percorrido até a engenhosidade
de Santos Dumont materializar esse sonho.
a) 12,5 m; 12,5 m/s
Justamente por voar, o avião caía, já que tudo que
b) 31,25 m; 31,25 m/s sobe desce.
c) 125 m; 12,5 m/s A partir das ideias do texto e também de seus conheci-
d) 6,25 m; 2,5 m/s mentos, assinale a alternativa com o gráfico que representa
e) 31,25 m; 25 m/s a posição, em função do tempo, de uma pedra lançada para
cima, que, após 4s, atinge a altura máxima.
Despreze a resistência do ar e considere g = 10m/s².

a) h(m)
2. (UFSM) A castanha-do-pará (Bertholletia excelsa) é fonte
de alimentação e renda das populações tradicionais da 80
Amazônia. Sua coleta é realizada por extrativistas que 60
percorrem quilômetros de trilhas nas matas, durante o 40
período das chuvas amazônicas. A castanheira é uma das
20
maiores árvores da floresta, atingindo facilmente a altura
de 50 m. O fruto da castanheira, um ouriço, tem cerca de 1 0 4 8 t(s)
kg e contém, em média, 16 sementes.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Baseando-se nesses dados e considerando o valor pa- b) h(m)


drão da aceleração da gravidade, 9,81 m/s2, pode-se esti- 80
mar que a velocidade com que o ouriço atinge o solo, ao 60
cair do alto de uma castanheira, é de, em m/s, aproxima-
40
damente:
20
a) 5,2
b) 10,1 0 4 8 t(s)
c) 20,4 c) h(m)
d) 31,3 20
e) 98,1 15
10
5

0 4 8 t(s)
3. (UPF) Dois objetos A e B de massas 400 g e 800 g,
d) h(m)
respectivamente, são lançados a partir do solo verticalmente
para cima, ao mesmo tempo e com velocidades iniciais 80
idênticas. 60
40
Em um contexto no qual a resistência do ar é despreza-
da, analise as afirmativas que seguem. 20

I. O objeto A atingirá uma altura que será o dobro da atin- 0 4 8 t(s)


gida pelo objeto B.
e) h(m)
II. A aceleração de A é a mesma de B.
80
III. O objeto A atingirá a altura máxima antes do objeto B.
60
IV. Os dois objetos gastarão o mesmo tempo para atingir a
altura máxima. 40
20
Está correto apenas o que se afirma em:
0 4 8 t(s)
a) II e IV.
b) I e IV.
c) III e IV.
d) I e II.
e) II e III.

FÍSICA - UNIDADE 4 19
LANÇAMENTO HORIZONTAL
Quando um projétil é lançado horizontalmente de determinada altura, seu movimento pode ser descrito pela soma
de dois movimentos: um na direção vertical, do eixo y; e outro na direção horizontal, do eixo x. Como estamos despre-
zando a resistência do ar, a única aceleração que atua sobre o projétil é a aceleração da gravidade, cuja direção é verti-
cal. Por essa razão, ela só influi no movimento vertical, e não no horizontal.

vx  Na horizontal: o movimento é uniforme, pois o cam-


0 po gravitacional é vertical e, portanto, não influi na compo-
vx nente vertical da velocidade.

A = vxDt A = alcance horizontal


vy vx
vx
 Na vertical: teremos as mesmas equações da queda
g
livre a partir do repouso.

vy = gt h = 1 gt2 vy = 2gh
vy vx
2
h
y alcance (A)  Velocidade resultante:

vR = vx2 + vy2
Dica da orientação do eixo Y

Orientando a tragetória para baixo, a componente

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
vertival da velocidade é positiva.

Anotações:

20 FÍSICA - UNIDADE 4
LANÇAMENTO OBLÍQUO
Por razões históricas, esse movimento é denominado de movimento de projéteis, pois era usado para explicar
a trajetória de pedras lançadas por catapultas e o movimento das balas de canhão. Podemos analisar esse tipo de
movimento estudando separadamente os movimentos na horizontal e na vertical. Na direção horizontal, o movi-
mento será do tipo MU e, na direção vertical, efetuará movimento MUV. Nesse movimento, a aceleração sofrida
pelo objeto é a aceleração da gravidade (10 m/s2), que atua sempre na direção vertical e aponta para baixo.

Imaginemos um projétil lançado obliquamente com uma velocidade inicial v0, inclinada de um ângulo θ com a

direção horizontal, em um local onde a aceleração da gravidade (g ) possa ser considerada constante. Simulação interativa -
Lançamento oblíquo

y
vy = 0 vx
v Componentes da velocidade
vy
vx voy = v0 . sen θ (componente vertical
v0 da velocidade)
v0y
vx vx = v0 . cos θ (componente hori-
hmáx
vy v zontal da velocidade)

q vx

0 vx x
alcance (A)

vy v
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Características do lançamento oblíquo  Na horizontal: O movimento, na direção horizontal,


é uniforme, pois o campo gravitacional é vertical e, por-
 Em cada ponto, o vetor velocidade é tangente à traje- tanto, não influi na componente da velocidade.
tória;
 A velocidade, em um determinado instante, é obtida
a partir da soma vetorial das velocidades vertical e hori-
A = vxDt A = alcance
zontal;
 O módulo da velocidade horizontal permanece cons-
tante; Importante
 No ponto mais alto da trajetória, somente a compo- O máximo alcance será obtido para um ângulo de
nente vertical da velocidade é nula; lançamento igual a 45º.
 O módulo da velocidade vertical diminui durante a su-
bida e aumenta durante a descida.
 Na vertical: Como se trata de um movimento unifor-
memente retardado na subida e uniformemente acele-
Anotações:
rado na descida, as equações são as mesmas que as do
lançamento vertical para cima. Devemos atentar para es-
crever a componente vertical da velocidade nas equações.

h = h0 + v0yt - 1 gt2
2

vy = v0y - gt vy2 = v0y2 - 2gDh

 Velocidade resultante:

vR = vx2 + vy2

FÍSICA - UNIDADE 4 21
APOIO AO TEXTO
5. (UPF) O Brasil, em 2014, sediou o Campeonato Mundial de 7. (UCS) Quando um jogador de futebol é muito veloz, uma
Balonismo. Mais de 20 equipes de diferentes nacionalidades forma divertida de se referir a essa qualidade é dizer que
coloriram, com seus balões de ar quente, o céu de Rio Claro, ele é capaz de cobrar escanteio para a área adversária e
no interior de São Paulo. Desse feito, um professor de Física ele mesmo correr e conseguir chutar a bola antes de ela
propôs a um estudante de ensino médio a seguinte questão: tocar o chão. Suponha um jogador ficcional que seja capaz
considere um balão deslocando-se horizontalmente, a 80 de fazer isso. Se ele cobrar o escanteio para dentro da área
m do solo, com velocidade constante de 6 m/s. Quando ele fornecendo à bola uma velocidade inicial de 20 m/s, fazendo
passa exatamente sobre uma pessoa parada no solo, deixa um ângulo de 60° com a horizontal, qual distância o jogador
cair um objeto que estava fixo em seu cesto. Desprezando precisa correr, em linha reta, saindo praticamente de forma
qualquer atrito do objeto com o ar e considerando g = 10 simultânea à cobrança de escanteio, para chutar no gol
m/s2, qual será o tempo gasto pelo objeto para atingir o sem deixar a bola tocar no chão? Para fins de simplificação,
solo, considerado plano? A resposta correta para a questão considere que a altura do chute ao gol seja desprezível, que
proposta ao estudante é: sen 60º = 0,8, cos 60º = 0,5, e que a aceleração da gravidade
seja 10 m/s².
a) 2 segundos.
b) 3 segundos. a) 6 m
c) 4 segundos. b) 12 m
d) 5 segundos. c) 24 m
e) 6 segundos. d) 32 m
e) 44 m

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
6. (UPF) O goleiro de um time de futebol bate um “tiro de 8. (UFSM) Um avião, voando horizontalmente a 180 m de
meta” e a bola sai com velocidade inicial de módulo V0 igual altura com velocidade de 360 km/h, transporta um pacote
a 20 m/s, formando um ângulo de 45º com a horizontal. O de mantimentos para alguns náufragos num pequeno
módulo da aceleração gravitacional local é igual a 10 m/s2. bote. O piloto deve liberar o pacote para que ele chegue à
superfície da água a 5 m do bote. Se o módulo da aceleração
Desprezando a resistência do ar e considerando que da gravidade é de 10 m/s2, o pacote deve ser liberado a uma
sen 45° = 2/2; cos 45° = 2/2; tg 45° = 1 e 2 = 1,4, é correto distância do bote, medida na horizontal, em m, de:
afirmar que:

a) a altura máxima atingida pela bola é de 20,0 m. a) 295


b) o tempo total em que a bola permanece no ar é de 4s. b) 300
c) a velocidade da bola é nula, ao atingir a altura máxima. c) 305
d) a bola chega ao solo com velocidade de módulo igual d) 600
a 10 m/s. e) 605
e) a velocidade da bola tem módulo igual a 14 m/s ao atin-
gir a altura máxima.

22 FÍSICA - UNIDADE 4
FÍSICA AULA-
-PÍLULA

UNIDADE 5
» Dinâmica
Os estudos do sábio italiano Galileu Galilei sobre o movimento dos corpos, realizados no século XVI, aliados a
experiências posteriores nesse campo, permitiram ao físico inglês Isaac Newton, no século XVII, formular os três prin-
cípios fundamentais da Mecânica: Princípio de Inércia, Princípio Fundamental da Mecânica e Princípio da Ação e Reação.
Esses exemplos, e outros mais que poderíamos analisar, permitem-nos concluir que Força é um agente capaz de:

 imprimir movimento a um corpo;


 cessar o movimento de um corpo;
 desviar a trajetória de um corpo em movimento;
 mudar a forma de um corpo.

• Conceito de força
Damos o nome de força a qualquer causa que inicie 2ª Lei de Newton – Princípio Fundamen-
ou modifique o movimento de um objeto.
tal da Dinâmica
Uma força é caracterizada por uma intensidade, uma
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

direção e um sentido, isto é, a força é uma grandeza ve- A resultante das forças aplicadas a um corpo é igual ao
torial. A intensidade de uma força é medida com o dina- produto de sua massa pela aceleração adquirida.
mômetro, composto por uma mola, um ponteiro e uma
escala graduada. A mola alonga-se quando solicitada
FR = m . a
por uma força.

Sabemos então:
1ª Lei de Newton – Lei da Inércia
 a aceleração é diretamente proporcional à força;
Se a resultante das forças que atuam em um corpo é
nula, o corpo permanece ou em repouso ou em MRU.  a aceleração é inversamente proporcional à massa;
 a unidade no S.I. para força é o newton (N);
Portanto:
 a força resultante e a aceleração têm a mesma direção
14243

e sentido;
v=0 ↔ repouso (equilíbrio estático)
FR = 0  1 kgf = 10 N. (Se g = 10m/s2)
v = constante = 0 ↔ MRU (equilíbrio
dinâmico)

FÍSICA - UNIDADE 5 23
3ª Lei de Newton – Ação e Reação 2. (UFRGS) Considere o movimento de um veículo
totalmente fechado, sobre uma estrada perfeitamente
Quando um corpo A exerce uma força sobre um corpo plana e horizontal. Nesse contexto, o solo constitui um
B, o corpo B reage sobre A com uma força de mesmo mó- sistema de referência inercial, e o campo gravitacional é
dulo, mesma direção e de sentido contrário. considerado uniforme na região. Suponha que você se
encontre sentado no interior desse veículo, sem poder
Características do par ação e reação
observar nada do que acontece do lado de fora. Analise as
 Mesmo módulo; seguintes afirmações relativas à situação descrita.
 Mesma direção;
I. Se o movimento do veículo fosse retilíneo e uniforme,
 Sentidos opostos; o resultado de qualquer experimento mecânico realizado
 Atuam em corpos diferentes; no interior do veículo em movimento seria idêntico ao ob-
 Mesma natureza; tido no interior do veículo parado.
 Podem gerar efeitos diferentes. II. Se o movimento do veículo fosse acelerado para a fren-
te, você perceberia seu tronco se inclinando involuntaria-
mente para trás.
III. Se o movimento do veículo fosse acelerado para a direi-
ta, você perceberia seu tronco se inclinando involuntaria-
mente para a esquerda.

Qual(is) está(ão) correta(s)?

a) Apenas I.
b) Apenas I e II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
e) I, II e III.

3. (UFPEL) Analise a afirmativa abaixo:


Em uma colisão entre um carro e uma moto, ambos
em movimentos e na mesma estrada, mas em sentidos
contrários, observou-se que a moto foi jogada a uma dis-
tância maior do que a do carro.

Baseado em seus conhecimentos sobre mecânica e na


análise da situação descrita acima, bem como no fato de
que os corpos não se deformam durante a colisão, é cor-
reto afirmar que:

a) a força de ação é menor do que a força de reação, fa-


APOIO AO TEXTO zendo com que a aceleração da moto seja maior que a do
carro, após a colisão, já que a moto possui menor massa.
1. Não é necessária a existência de uma força resultante
atuando: b) a força de ação é maior do que a força de reação, fazen-
do com que a aceleração da moto seja maior do que a do
a) quando se passa do estado de repouso ao de movimen- carro, após a colisão, já que a moto possui menor massa.
to uniforme. c) as forças de ação e reação apresentam iguais intensi-
b) para se manter um objeto em movimento retilíneo e dades, fazendo com que a aceleração da moto seja maior
uniforme. que a do carro, após a colisão, já que a moto possui menor
c) para manter um corpo em movimento circular e unifor- massa.
me. d) a força de ação é menor do que a força de reação, po-
d) para mudar a direção de um objeto sem alterar o módu- rém a aceleração da moto, após a colisão, depende das
lo de sua velocidade. velocidades do carro e da moto imediatamente anteriores
à colisão.
e) em nenhum dos casos anteriores.
e) exercerá maior força sobre o outro aquele que tiver
maior massa e, portanto, irá adquirir menor aceleração
após a colisão.

24 FÍSICA - UNIDADE 5
4. (UFPEL) Aristóteles afirmava que o lugar natural do corpo 6. Dadas as afirmações:
é o repouso, ou seja, quando um corpo adquire velocidade,
sua tendência natural é voltar ao repouso (daí a explicação I. Um corpo pode permanecer em repouso quando solici-
dos antigos filósofos de que os corpos celestes deveriam tado por forças externas.
ser empurrados por anjos...). Em oposição ao que afirmava II. As forças de ação e reação têm resultante nula, provo-
Aristóteles, Galileu elaborou a hipótese de que não há cando sempre o equilíbrio do corpo em que atuam.
necessidade de forças para manter um corpo com velocidade
III. A força resultante aplicada sobre um corpo, pela segun-
constante, pois uma aceleração nula está necessariamente
da lei de Newton, é o produto de sua massa pela acelera-
associada a uma força resultante nula.
ção que o corpo possui.
Com base no texto e em seus conhecimentos, conside- É(são) correta(s):
re as afirmativas abaixo.
a) I e II
I. Quando, sobre uma partícula, estão aplicadas diversas
b) l e III.
forças cuja resultante é zero, ela está necessariamente em
repouso (v = 0). c) II e III.

II. Quando, sobre uma partícula, estão aplicadas diversas d) I.


forças cuja resultante é zero, ela necessariamente está em e) todas.
movimento retilíneo e uniforme (v = 0).
III. Quando é alterado o estado de movimento de uma par-
tícula, a resultante das forças exercidas sobre ela é neces-
sariamente diferente de zero.

A(s) afirmativas(s) que se aplica(m) a qualquer sistema


de referência inercial é(são):

a) apenas a I. Forças notáveis da dinâmica


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

b) apenas a III.
c) apenas a I e a II. FORÇA PESO (P)
d) apenas a II e a III.  Força com que a Terra (planeta) atrai os corpos.
e) I, II e III.  Força de campo (natureza).
 Depende do local.
 Diretamente proporcional à massa.
 Diretamente proporcional à gravidade local.
5. (ENEM 2023) Uma equipe de segurança do transporte
 Direção vertical.
de uma empresa avalia o comportamento das tensões
que aparecem em duas cordas, 1 e 2, usadas para prender  Sentido para baixo (para o centro de massa do planeta).
uma carga de massa M = 200 kg na carroceria, conforme  O instrumento de medida é o dinamômetro.
a ilustração. Quando o caminhão parte do repouso, sua  unidade no SI: N (newton).
aceleração é constante e igual a 3 m/s2 e, quando ele é freado
bruscamente, sua frenagem é constante e igual a 5 m/s2. Em
ambas as situações, a carga encontra-se na iminência de P=m.g
movimento, e o sentido do movimento do caminhão está
indicado na figura. O coeficiente de atrito estático entre a
caixa e o assoalho da carroceria é igual a 0,2. Considere a
aceleração da gravidade igual a 10 m/s2 , as tensões iniciais
nas cordas iguais a zero e as duas cordas ideais. Anotações:

Nas situações de aceleração e frenagem do caminhão,


as tensões nas cordas 1 e 2, em newton, serão:
a) aceleração: T1 = 0 e T2 = 200; frenagem: T1 = 600 e T2 = 0.
b) aceleração: T1 = 0 e T2 = 200; frenagem: T1 = 1.400 e T2 = 0.
c) aceleração: T1 = 0 e T2 = 600; frenagem: T1 = 600 e T2 = 0.
d) aceleração: T1 = 560 e T2 = 0; frenagem: T1 = 0 e T2 = 960.
e) aceleração: T1 = 640 e T2 = 0; frenagem: T1 = 0 e T2 = 1.040

FÍSICA - UNIDADE 5 25
g = 9,83 m/s2 N
Polo g = 9,81 m/s2

r
g = 9,78 m/s2
R Equador P

Valores ao nível do mar

A gravidade muda com a latitude e a altitude

gpolos > gequador P


(Latitude)

Altitude gravidade
Plano inclinado

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Na figura acima, temos um bloco de massa m sobre
um plano inclinado de um ângulo q em relação à hori-
zontal. Nesse corpo, atuam a sua força peso (P) e a força
normal de compressão (N). Como não há equilíbrio entre
tais forças, o bloco desce tal plano com uma aceleração
FORÇA NORMAL (N) constante de módulo a:
Força de contato entre superfícies, age no sentido de
impedir a penetração. Px = P . sen q Py = P . cos q

→ Utilizando a segunda lei


N Ação

P
e F =m.a
R
reação

N
PX = m . a
P . sen q = m . a
g . sen = a

a = g . sen q
 Força de resistência da superfície (plano de apoio);
 Força de contato (natureza);
|N| = |Py| N = P . cos q
 Sempre perpendicular à superfície (em qualquer dire-
ção);
 Unidade no SI: N (newton).

26 FÍSICA - UNIDADE 5
FORÇA DE TRAÇÃO OU TENSÃO (T) Força de atrito ( ƒa t )
Vamos admitir que o bloco, mostrado na figura, seja A força de atrito pode ser observada quando um corpo
arrastado, por meio de uma corda, por um caminhão que se movimenta em relação a outro no qual está apoiado e,
aplica ao fio uma força horizontal. também, quando existe tendência de escorregamento entre
Vamos indicar as forças que atuam em cada um dos os corpos. Essa força sempre se opõe ao escorregamento
corpos. (ou tendência) do corpo em relação ao apoio e é explicada
pela rugosidade das superfícies em contato.
F
 Força de contato (natureza);
 Surge no movimento ou na tendência ao movimento;
 É contrária ao movimento ou à tendência ao movimento;
|T’|= |T|
 Não depende da velocidade relativa entre as superfí-
F T’ T T’ F cies;
 Na presença de um fluido, o atrito aumenta com a ve-
locidade;
 Força que atua em cabos, fios e cordas;  O atrito cinético é constante;
 Força de contato (natureza);  O atrito estático é variável;
 Tem sempre a mesma direção do fio;  Não depende das áreas em contato;
 Se o fio for ideal (massa desprezível e inextensível), a  Não existe superfície perfeitamente lisa;
força da tração terá o mesmo valor em todos os pontos;  Unidade no SI: N (newton).
 Unidade no SI: N (newton).

FORÇA ELÁSTICA – LEI DE HOOKE


ƒate ≤ mE . N
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

A deformação x é diretamente proporcional à força F


aplicada na extremidade livre da mola.
ƒatemáx = mE . N ƒatC = mC . N

Na iminência do No movimento
movimento

ƒat
F=k.x
F
x ƒat
2x Px
F
2F

F ƒat

F2 ƒatmáx

F1 tg q = k ƒC

q
X
X1 X2 Repouso Movimento
F

ƒat
F1 = F2 = F = constante
x1 x2 x Freio ABS
ƒatmáx

FÍSICA - UNIDADE 5 27
APOIO AO TEXTO 8. (UFSM) Observe a figura:
Os corpos A e B, em equilíbrio estático, têm pesos PA e
7. (UFSM) A figura representa um corpo em repouso sobre
PB. A força normal entre A e B é N1 e a força normal entre B
uma mesa, P é o peso do corpo; Fc a força que o corpo
e a base é N2. A figura que representa todas as forças que
exerce sobre essa mesa; N a força normal da mesa sobre
atuam em B é:
o corpo.

Fc
N2
Terra a)
N1
Assim, constituem pares ação e reação.
PB
I. P e N
II. Fc e N N2
b)
III. Fc e P

Está(ão) correta(s): PB

a) apenas I. N2
b) apenas II. c)
N1
c) apenas III.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
d) apenas I e II. PB
e) apenas II e III.
d)
PA

PB

N2
e)
PA

PB

9. Observe a figura a seguir:


Anotações:

O bloco de massa m desliza para baixo, em contato


com o plano inclinado. Sendo a aceleração da gravidade
representada por g, a velocidade do bloco é constante se a
força de atrito cinético vale:

a) mg - mgcosq
b) mg (senq - cosq)
c) mg
d) mgsenq
e) mgcosq

28 FÍSICA - UNIDADE 5
10. (UFN) Se um objeto é abandonado do alto de uma 12. (UFSM) Um bloco A, sobre o qual atua uma força F para a
rampa com inclinação de 30º, conforme a figura abaixo, e direita, encontra-se em equilíbrio com outro bloco B, ligados
consegue deslizar até a sua base, podemos concluir com por meio de uma corda. Os pares de força, ação e reação
certeza que: são mostrados na figura e, para maior clareza, seus pontos
abaixo. Escolha a que melhor se adequar ao acima exposto:

F4 F1
F
B A
30º

a) a força que o objeto sofre é maior que 30 N. F3 F2


b) o objeto tem massa menor que 1 kg. a) F2, exercida sobre o bloco A pela corda, é maior e oposta
c) a força de atrito é nula. a F1.
d) a única força que atua sobre o objeto é a força gravita- b) F4, exercida sobre o bloco B pela corda, é igual e oposta
cional. a F3.
e) o coeficiente de atrito estático entre o objeto e a super- c) F3, representa a força exercida sobre a corda pelo bloco B.
fície da rampa é menor que 3/3. d) F1 e F4 constituem um par ação-reação.
e) F1 e F4 atuam no mesmo corpo.

11. (UFSM) Um corpo desce um plano inclinado com


velocidade constante. As forças que agem sobre o corpo
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

estão indicadas na figura.


13. (UFN) Um dinamômetro, instrumento usado para a
medida de forças, pode ser construído a partir de uma mola
N
helicoidal de constante elástica k. Uma mola é, então, utilizada
ƒat
para pendurar um objeto de massa M no campo gravitacional
terrestre, produzindo uma deformação de 1,0 cm. A mesma
massa, sob ação de uma força de 6,0 N, admite uma aceleração
de 6,0 m/s2. A constante elástica da mola, em N/m, é igual a
mg (se necessário, use g = 10 m/s2):

Então, pode(m)-se afirmar. a) 1,0


b) 2,0
I. A força de reação à força peso é a força normal.
c) 10,0
II. A componente da força peso, paralela ao plano inclina-
do, é equilibrada pela força de atrito. d) 200,0
III. A força de reação à componente da força peso, perpen- e) 1.000,0
dicular ao plano inclinado, é a força normal.

Está(ão) correta(s):

a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas III.
d) apenas I e II.
e) apenas II e III.

FÍSICA - UNIDADE 5 29
14. (ENEM) A força de atrito é uma força que depende do Instrução: As questões 16 e 17 referem-se ao enunciado
contato entre corpos. Pode ser definida como uma força abaixo.
de oposição à tendência de deslocamento dos corpos e é
gerada devido a irregularidades entre duas superfícies em Arrasta-se uma caixa de 40 kg sobre um piso horizon-
contato. Na figura, as setas representam forças que atuam tal, puxando-a com uma corda que exerce sobre ela uma
no corpo, e o ponto ampliado representa as irregularidades força constante, de 120 N, paralela ao piso. A resultante
que existem entre as duas superfícies. das forças exercidas sobre a caixa é de 40 N. (Considere a
aceleração da gravidade igual a 10 m/s2)
Imagem ampliada do
ponto indicado 16. (UFRGS) Qual é o valor do coeficiente de atrito cinético
entre a caixa e o piso?

a) 0,10
b) 0,20
c) 0,30
d) 0,50
e) 1,00
Na figura, os vetores que representam as forças que
provocam o deslocamento e o atrito são, respectivamente:

a) e

17. (UFRGS) Considerando-se que a caixa estava inicialmente


b) e em repouso, quanto tempo decorre até que a velocidade
média do seu movimento atinja o valor de 3 m/s?

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
a) 1,0 s

c) e b) 2,0 s
c) 3,0 s
d) 6,0s
e) 12,0 s
d) e

e) e

15. (UFSM) Na figura, temos um bloco de massa igual a


10 kg sobre uma mesa, que apresenta coeficientes de atrito
estático de 0,30 e cinético de 0,25. Aplica-se ao bloco uma
força F de intensidade 20 N.

A intensidade da força de atrito presente no sistema


vale (considere g = 9,8 m/s2):

a) 20 N
b) 24,5 N
c) 29,4 N
d) 6,0 N
e) NRA

30 FÍSICA - UNIDADE 5
Força Resultante Centrípeta (FC) Globo da morte

Centrípeta é o nome dado à resultante de um sistema


de forças quando ela assume a função de alterar a direção FC = N + P
do vetor velocidade. N
P
 Força responsável pelos movimentos curvilíneos;
N
 Força de contato (natureza); vmin = R . g
 Tem direção radial (perpendicular à trajetória curvilí-
N
nea);
P
 Possui mesma direção e sentido da aceleração centrí-
peta;
FC = N - P
 Diretamente proporcional à massa do corpo;
 Diretamente proporcional ao quadrado da velocidade P
linear;
APOIO AO TEXTO
 Inversamente proporcional ao raio da trajetória curvi-
línea; 18. (UFRGS) Do ponto de vista de certo observador inercial,
 Unidade no SI: N (newton). um corpo executa movimento circular uniforme sob a ação
exclusiva de duas forças. Analise as seguintes afirmações a
respeito dessa situação:
FC = m . ac
I. Uma dessas forças necessariamente é centrípeta.
II. Pode acontecer que nenhuma dessas forças seja centrípeta.
. 2
FC = m v III. A resultante dessas forças é centrípeta.
R
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Qual(is) está(ão) correta(s)?

FC = m . w2 . R a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
V d) Apenas I e III.
e) Apenas II e III.
V
Fcp
Fcp 19. (FURG) Uma criança com massa M (quilogramas)
está sentada junto à borda de um carrossel que tem um
diâmetro D (metros). Um observador, situado em um sistema
Fcp
acp de referência inercial, percebe que o carrossel demora
Fcp T (segundos) para dar uma volta completa. A partir das
V informações, considere as seguintes afirmações:

V I. Se a criança estivesse sentada em uma posição que cor-


responde à metade do raio do carrossel, o módulo da sua
velocidade angular não seria o mesmo.
Anotações: II. Se a criança estivesse sentada em uma posição que cor-
responde à metade do raio do carrossel, o módulo da sua
velocidade linear não seria o mesmo.
III. A força centrípeta exercida sobre a criança independe do
tempo que o carrossel demora para completar uma volta.
IV. A resultante das forças exercidas sobre a criança apon-
ta, tangencialmente, no sentido do movimento.

Qual(is) a(s) afirmativa(s) está(ão) correta(s) sob o pon-


to de vista do observador inercial?

a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) II e IV.
d) I, II e III.
e) I, II, III e IV.

FÍSICA - UNIDADE 5 31
20. (UFPEL) A figura mostra um motociclista no “globo da morte”, de raio = 2,5 m, movendo-se no sentido indicado. A massa
do conjunto motocicleta mais motociclista é m = 140 kg, e v = 7 m/s, a velocidade da motocicleta ao passar pelo ponto A.

N
mg
N N
B D
mg
mg N R

C
mg

Adotando g = 10 m/s2, quais são, respectivamente, em newtons, no ponto A, os valores da força centrípeta que atua
no conjunto motocicleta mais motociclista e o valor da reação normal do globo sobre o conjunto?

a) 392 e 4.144
b) 2.744 e 4.144
c) 2.744 e 1.400
d) 2.744 e 2.744

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
e) 2.744 e 1.344

Anotações:

32 FÍSICA - UNIDADE 5
FÍSICA AULA-
-PÍLULA

UNIDADE 6
» Energia
• Trabalho mecânico Potência mecânica
Potência é a rapidez com que o sistema realiza trabalho.
Introdução
Uma das grandezas mais importantes da Física (não só
da Mecânica) é, sem dúvida alguma, o trabalho.
Aqui, as forças que estudaremos são consideradas de
origem mecânica e, por isso, o trabalho realizado é chama-
do trabalho mecânico.
Duas grandezas são imprescindíveis para a existência do
trabalho: força e deslocamento. A inexistência de uma dessas
grandezas implicará a não realização de trabalho.

Trabalho de uma força


O trabalho de uma força constante F, que forma com o
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

deslocamento d um ângulo q, é dado por: Uma pessoa que sobe uma escada correndo (em pouco
tempo) desenvolve maior potência do que aquela que sobe
W = F . d . cos q a mesma escada lentamente (maior tempo).

No S.I.: W (Watt): J/s

Utilizam-se também as unidades HP (horse power) e


cv (cavalo-vapor).
1 HP = 746 W
q 1 cv = 735 W

P= W
Dt
Observação

 É uma grandeza escalar; Anotações:


 Trabalho é positivo quando a força favorece o
movimento, e negativo quando a força se opõe ao
movimento;
 Em um sistema conservativo, não depende da
trajetória;
 Não depende do tempo;
 Forças perpendiculares à direção do movimento
não realizam trabalho;
 A força centrípeta nunca realiza trabalho (por
ser sempre perpendicular à direção do movimento);
 Em movimentos uniformes (MRU ou MCU), a for-
ça resultante não realiza trabalho;
 Unidade no S.I.: J (joule).

FÍSICA - UNIDADE 6 33
• Energia Energia potencial elástica (Epe)
 É uma grandeza escalar.
Energia cinética (Ec)
 Energia associada à deformação.
 É uma grandeza escalar.
 Diretamente proporcional à constante elástica.
 Energia associada ao movimento.
 Diretamente proporcional ao quadrado da deformação.
 Diretamente proporcional à massa.
 Unidade no S.I.: J (joule).
 Diretamente proporcional ao quadrado da velocidade.
 Unidade no S.I.: J (joule).
Ep = Kx
2

2
EC = mv
2

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Energia potencial gravitacional (Epg)
 É uma grandeza escalar.
 Energia associada à altura.
 Diretamente proporcional à massa.
 Diretamente proporcional à aceleração da gravidade local.
 Diretamente proporcional à altura.

Ep = mgh

34 FÍSICA - UNIDADE 6
Teorema da energia cinética APOIO AO TEXTO
→ 1. (UFSM) Qual o trabalho, em joules, desenvolvido por uma
F
→ →
força constante que foi aplicada em um corpo de massa
m vo m v igual a 10 kg e que altera a velocidade desse corpo de 10
m/s para 20 m/s?
d
A B
a) 500
O trabalho da resultante das forças agentes em um b) 1.000
corpo entre dois instantes é igual à variação da energia
c) 1.500
cinética experimentada pelo corpo naquele intervalo de
tempo. d) 2.000
e) 25.000
→2 →
WFR = mv - mv 2
WFR = DEC 0
2 2

Energia mecânica
Entende-se por energia mecânica (EM) de um sistema
a soma de suas energias cinética e potencial; essa energia
potencial pode ser gravitacional ou elástica.
2. (UPF) Uma caixa de massa m é abandonada em repouso
no topo de um plano inclinado (ponto C). Nessas condições e
desprezando-se o atrito, é possível afirmar que a velocidade
EM = EC + EP com que a caixa atinge o final do plano (ponto D), em m/s,
é: (considere g = 10 m/s2)
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

1,8 m
Simulação interativa
- Energia mecânica

4m
Na queda, a energia potencial de interação gravitacio- D
nal transforma-se em energia cinética. a) 6
b) 36
Em um sistema conservativo, EM = constante. c) 80
d) 18
Para resolver as questões, inicie sempre: e) 4

EMA = EMB

 Sistemas conservativos: sistemas nos quais existem


somente as forças conservativas (peso, força elástica, for-
ça elétrica), isto é, conserva energia mecânica em todos os
pontos do sistema.
 Sistemas não conservativos: sistemas nos quais
existem as forças não conservativas (atrito do ar, atrito do
chão), isto é, não há conservação de energia mecânica em
todos os pontos do sistema.

FÍSICA - UNIDADE 6 35
3. (UFSM) Um estudante de Educação Física com massa 5. (UFSM) Na preparação física, um atleta comprime em
de 75 kg se diverte numa rampa de skate de altura igual a 20 cm uma mola de constante elástica de 200 N/m. Se o
5 m. Nos trechos A, B e C, indicados na figura, os módulos atleta realiza 15 ciclos de compressão e descompressão
das velocidades do estudante são vA, vB e vC, constantes, por minuto, com movimentos aproximadamente uniformes
num referencial fixo na rampa. Considere g = 10 m/s² e tanto na ida como na volta, então, depois de exercitar-se
ignore o atrito. por 5 minutos, a quantidade de energia gasta pelo atleta
no exercício, em J, é de:

a) 30
b) 300
c) 600
d) 1.200
São feitas, então, as seguintes afirmações: e) 2.400

I. vB = vA + 10 m/s.
II. Se a massa do estudante fosse de 100 kg, o aumento no
módulo de velocidade vB seria 4/3 maior.
6. (UFSM) Após a marcação de um gol, o artilheiro corre
III. vC = vA. e comemora jogando-se, de barriga, no chão. Se o atleta
de 70 Kg atinge o solo com velocidade horizontal de 4 m/s
Está(ão) correta(s): e percorre 4 m até parar, o módulo da força de atrito da
grama sobre o jogador é de, em N:
a) apenas I.
b) apenas II. a) 280
c) apenas III. b) 140

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
d) apenas I e II. c) 35
e) apenas I e III. d) 4
e) 2

4. (UFPEL) Na figura abaixo, você tem um bloco de massa


2 Kg que se move com velocidade inicial (V0) de 3m/s sobre
a superfície, sem atrito, descrevendo a trajetória 1, 2, 3, 4 e
comprimindo a mola, suposta ideal, de constante elástica
1.568 N/m. Sendo g = 10m/s2, analise as afirmativas abaixo.

I. A energia mecânica no ponto 3 é a mesma do ponto 1.


II. A velocidade do bloco no ponto 3 é 7 m/s.
III. A força que age no bloco no trajeto entre os pontos 2
e 3 é 10 N.
IV. Após comprimir a mola, o bloco retorna, atingindo o
ponto 2 com velocidade de 7 m/s.
V. A compressão máxima que a mola sofre é de 25 cm.
Anotações:
Estão corretas apenas as afirmativas:

a) I, IV e V.
b) I, II e V.
c) II, III e IV.
d) III, IV e V.
e) I, II, III e IV.

36 FÍSICA - UNIDADE 6
FÍSICA AULA-
-PÍLULA

UNIDADE 7
» Mecânica impulsiva
• Quantidade de movimento ou Impulso de uma força constante ( I )
momento linear (Q)
I = F . Dt
Seja um corpo de massa m, dotado de velocidade e
que possa ser considerado um ponto material, define-se
sua quantidade de movimento como sendo a grandeza
vetorial expressa pelo produto: Observação

 É uma grandeza vetorial de mesma direção e sen-


Q=m.v tido da força;
 Não é uma grandeza instantânea;
 É diretamente proporcional à força para um mes-
mo intervalo de tempo;
 Produzido por forças de campo ou de contato;
.
 Unidade no S.I.: N.s
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Teorema do impulso
O impulso da resultante das forças que atuam em um
ponto material, em um intervalo de tempo, é igual à varia-
Observação ção da quantidade de movimento.

 É uma grandeza vetorial de mesma direção e sen-


I = DQ F . Dt = m . (v - v0)
tido da velocidade;
 É uma grandeza instantânea;
 É diretamente proporcional à velocidade;
Observação
 Em movimentos circulares uniformes, é constante
apenas em módulo. F
 Unidade no S.I.: kg.m/s
área = I = DQ

• Impulso de uma força t

Ao empurrar um corpo ou chutar uma bola, você gasta


um certo tempo. É o tempo necessário para que se ma- Conservação da quantidade de movimento
nifestem os efeitos das forças: alteração de velocidade e/
ou deformação. Esses fatos mostram a necessidade de
introduzir uma grandeza que leve em conta as forças e o
Considere um sistema de corpos isolado de forças exter-
intervalo de tempo no qual elas ocorrem.
nas. Por sistema isolado de forças externas, entenda:
 não atuam forças externas, podendo, no entanto, ha-
ver forças internas entre os corpos;
 existem ações externas, mas sua resultante é nula;
 existem ações externas, mas tão pouco intensas
(quando comparadas às ações internas) que podem ser
desprezadas.

FÍSICA - UNIDADE 7 37
PRINCÍPIO DA CONSERVAÇÃO DA QUAN- 2. (FURG) As duas figuras abaixo referem-se a dois
movimentos distintos. Nelas, F significa força, X posições
TIDADE DE MOVIMENTO e t tempo.
A quantidade de movimento de um sistema de corpos
F F
isolados de forças externas é constante.
Assim, temos:
A A
x t
|Qinicial| = |Qfinal| x1 x2 t1 t2

As áreas A, abaixo dos gráficos, representam, respecti-


Disparos, explosões e empurrões vamente:
 As forças atuam em corpos distintos; a) Trabalho - Impulso
 As forças atuam somente no contato (natureza); b) Potência - Impulso
 As forças possuem mesmo módulo, mesma direção e c) Potência - Trabalho
sentidos opostos;
d) Trabalho - Energia Potencial
 As quantidades de movimento adquiridas pelos cor-
e) Trabalho - Energia Cinética
pos são iguais em módulo.

3. (UFSM) Uma granada de massa m, em repouso, explode

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
em dois pedaços. Um pedaço de m/4 vai para a direita, com
velocidade v; o outro pedaço vai:

a) para a esquerda, com velocidade v.


b) para a esquerda, com velocidade 3v.
c) para a esquerda, com velocidade v/3.
d) para a direita, com velocidade v.
e) para a direita, com velocidade 3v.

4. Sobre a conservação da quantidade de movimento,


analise as afirmativas abaixo:

I. Só é válida em um sistema de corpos isolados de forças


externas.
II. Em um sistema, mesmo existindo forças externas, a
resultante delas e o impulso produzido devem ser nulos,
APOIO AO TEXTO para que ocorra a conservação da quantidade de movi-
mento.
1. (UFSM) Um corpo é submetido à ação de uma força
resultante F, durante um intervalo de tempo Δt. O teorema III. Em uma explosão de um corpo isolado de forças exter-
do impulso afirma, para esse caso, que o impulso de F, nas, a soma das quantidades de movimento dos fragmen-
durante o intervalo Δt: tos deve ser igual à quantidade de movimento do corpo
antes da explosão.
a) é o produto do valor da força pelo intervalo de tempo. Marque a única alternativa correta.
b) tem a dimensão da força.
a) São corretas apenas as afirmativas I e II.
c) é igual à variação da quantidade de movimento do cor-
po nesse intervalo Δt. b) São corretas apenas as afirmativas I e III.
d) é a variação da energia cinética do corpo nesse intervalo c) São corretas apenas as afirmativas II e III.
Δt. d) Todas as afirmativas são corretas.
e) é igual ao trabalho realizado por F nesse intervalo Δt. e) Todas as afirmativas são falsas.

38 FÍSICA - UNIDADE 7
• Choques (colisões) Tipos de choques
 Choque perfeitamente elástico: é o choque no qual
se observa a conservação da energia cinética do sistema.

vA vB = 0 v’A v’B

Antes Depois

Conservação da
energia cinética ECantes = ECdepois
do sistema

m . 2 mA . v’2A mB . v’2B
A v A
_______ = ________ + ________
2 2 2

Conservação da quantidade
Qantes = Qdepois
de movimento do sistema

mA . vA = mA . v’A + mB . v’B

 Choque parcialmente elástico: aquele no qual há


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Durante as colisões (choques), os corpos envolvidos dissipação parcial de energia.


no processo trocam forças, que podem provocar deforma-
ções de tais corpos. Essas forças são consideradas forças vA vB = 0 v’A v’B
internas em relação ao sistema constituído pelos corpos.

Podemos, de maneira geral, dizer que o choque é um


sistema livre de forças externas. Antes Depois

Conservação da quantidade
|Qinicial| = |Qfinal| de movimento do sistema
Qantes = Qdepois

mA . vA = mA . v’A + mB . v’B

Anotações:

FÍSICA - UNIDADE 7 39
 Choque inelástico: aquele no qual a dissipação de energia cinética é máxima. Após a colisão, os corpos permane-
cem grudados.

vA vB = 0 v’A v’B
Conservação da quantidade
Qantes = Qdepois
de movimento

mA . vA = v . (mA + mB)
Antes Depois

Coeficiente de restituição
Para medir a variação de energia cinética eventualmente ocorrida em um choque,
é comum recorrer a uma gradeza adimensional chamada coeficiente de restituição vrelativa de afastamento
e=
(e), que é dado pela razão entre a velocidade relativa de afastamento dos corpos de- vrelativa de aproximação
pois do choque e a velocidade relativa de aproximação dos corpos antes do choque:

QUADRO-RESUMO
Coeficiente de Energia cinética Quantidade de
Pricipais tipos de choques
restituição (sistema) movimento (sistema)
Choque perfeitamente inelástico e=0 Máxima dissipação Qinicial = Qfinal

Choque parcialmente elástico 0<e<1 Dissipação parcial Qinicial = Qfinal

Choque perfeitamente elástico e=1 Conservação Qinicial = Qfinal

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
APOIO AO TEXTO
5. (UFRGS) Duas bolas de bilhar colidiram de forma a) maior que o - inelástica
completamente elástica. Então, em relação à situação b) menor que o - elástica
anterior à colisão:
c) maior que o - elástica
d) menor que o - inelástica
a) suas energias cinéticas individuais permaneceram iguais.
e) igual ao - inelástica
b) suas quantidades de movimento individuais permane-
ceram iguais.
7. (UFSM) Uma bola de borracha colide perpendicularmente
c) a energia cinética total e a quantidade de movimento
com uma superfície rígida e fixa, em uma colisão
total do sistema permaneceram iguais.
perfeitamente elástica. No início da colisão, a quantidade
d) as bolas de bilhar se movem, ambas, com a mesma ve- de movimento da bola é Q. A quantidade de movimento da
locidade final. bola, logo após a colisão, é:
e) apenas a quantidade de movimento total permanece igual.
a) ½ Q
b) -Q
6. (UFRGS) Assinale a alternativa que preenche corretamente c) +Q
as lacunas do texto a seguir, na ordem em que aparecem.
d) –2 Q
e) +2 Q

8. (UFSM) Uma flecha de massa 100 g, a uma velocidade de 24


m/s, encontra uma ave, com massa de 900 g, livre, em repouso
sobre um galho. A ave ferida mais a flecha passam a ser um
único corpo, com velocidade final, em m/s, de:

a) zero.
Nessas circunstâncias, pode-se afirmar que, imediatamente
b) 0,6
após apanhar o inseto, o módulo da velocidade final da
andorinha é ______________ módulo de sua velocidade inicial, c) 1,2
e que o ato de apanhar o inseto pode ser considerado uma d) 2,4
colisão ___________. e) 6

40 FÍSICA - UNIDADE 7
FÍSICA AULA-
-PÍLULA

UNIDADE 8
» Gravitação universal
• Leis de Kepler
1ª Lei de Kepler: Lei das Órbitas S

Afélio Periélio

P 3ª Lei de Kepler: Lei dos Períodos


“O quadrado do período de revolução de qualquer pla-
neta ao redor do Sol é diretamente proporcional ao cubo da
distância média (raio médio) que os separa.”
Todo planeta descreve, em torno do Sol, uma órbita
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

elíptica na qual o Sol ocupa um dos focos.


T2 = K . R3

2ª Lei de Kepler: Lei das Áreas


Podemos enunciar esta 2ª Lei da seguinte maneira:

O segmento da reta que une o centro do Sol ao cen-


tro do planeta varre áreas iguais em tempos iguais.

Conclusão: quanto maior a distância média entre o


Sol e o Planeta, maior será o período de revolução.
S
A2
A1
• Lei da gravitação universal de
Newton
P
Examinando as leis de Kepler, Newton chegou à lei da
gravitação universal, que é a seguinte:

A1 = A2 Dt1 = Dt2 A força gravitacional entre dois corpos tem inten-


sidade diretamente proporcional ao produto de suas
massas e inversamente proporcional ao quadrado da
A velocidade de translação de um planeta é a função distância que separa seus centros de massa.
decrescente da distância do planeta ao Sol.

Isso significa que, à medida que o planeta se aproxima Fg Fg'


do Sol, sua velocidade de translação aumenta. Da mesma
M m
Fg = GMm
d d2
forma, à medida que o planeta se afasta do Sol, sua veloci-
dade de translação diminui. G = 6,67 . 10-11 N . m2/kg2

FÍSICA - UNIDADE 8 41
Aceleração da gravidade terrestre Determinação da velocidade orbital (v)

m A força F de atração gravitacional, que o satélite recebe


da Terra, é a resultante centrípeta em seu movimento cir-
cular e uniforme:
h F=P
d
. .
FCP = mv F = G M2 m
2

R r r

M GM
v=
r

v independe da massa do
satélite, sendo inversa-
F = Fcp mente proporcional à raiz
.
g = G M2 quadrada de r.
(R + h)

Essa última expressão nos mostra de que forma varia SATÉLITES ESTACIONÁRIOS
a aceleração da gravidade g em função da altura h. Satélites estacionários recebem esse nome pelo fato
Caso seja considerado o ponto na superfície terrestre, de se apresentarem “parados” em relação a um referencial

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
a expressão fica: fixo ligado à superfície da Terra.
Os satélites estacionários têm órbitas circulares conti-
das no plano equatorial. Seu período de revolução é de 24
horas (igual ao de rotação da Terra), e o raio médio de sua
R órbita é de 6,7 raios terrestres aproximadamente.
. A aplicação mais importante para esses satélites está
g = G 2M nas telecomunicações. Um sinal de TV, por exemplo, é
M
R
emitido da Terra para o satélite. Este capta o sinal, ampli-
fica-o e emite-o para o local que deve receber a transmis-
são. A ilustração seguinte mostra o que descrevemos.

• Satélites
Estudo do movimento de um satélite gené-
rico
Seja a seguinte figura, em que um satélite genérico
gravita em órbita circular em torno da Terra. Nessas con-
dições, seu movimento é uniforme.

Satélite
F v

Sejam:
r
r: raio da órbita
do satélite; Aqui está representada uma transmissão via satélite. Um sinal eletromagné-
Terra tico emitido do ponto A é captado pelo satélite e transmitido para o ponto B.
M: massa da Terra;
m: massa do satélite;
G: constante da gravitação.

Vídeo - Satélites esta-


cionários

42 FÍSICA -- UNIDADE
FÍSICA 8
UNIDADE 9
APOIO AO TEXTO
1. (UFSC) Durante aproximados 20 anos, o astrônomo 2. A figura a seguir representa um planeta se deslocando
dinamarquês Tycho Brahe realizou rigorosas observações em torno do Sol. O planeta realiza uma órbita elíptica, de
dos movimentos planetários, reunindo dados que serviram modo que o tempo que demora para ir da posição A para a
de base para o trabalho desenvolvido, após sua morte, por posição B é o mesmo que para ir de C até D. Afirma-se que:
seu discípulo, o astrônomo alemão Johannes Kepler (1571-
1630). Kepler, possuidor de grande habilidade matemática, D C
analisou cuidadosamente os dados coletados por Tycho A2 B
Brahe, ao longo de vários anos, tendo descoberto três leis
para o movimento dos planetas.
A1
Sol
Apresentamos, a seguir, o enunciado das três leis de A
Kepler.
 1ª lei de Kepler: cada planeta descreve uma órbita Planeta
elíptica em torno do Sol, em que o Sol ocupa um dos focos.
 2ª lei de Kepler: o raio-vetor (segmento de reta ima- I. A área varrida pelo segmento que liga o Sol ao planeta,
ginário que liga o Sol ao planeta) “varre” áreas iguais, em durante o deslocamento do planeta de A para B (área A1),
intervalos de tempo iguais. é igual à área que esse segmento varre quando o planeta
se desloca de C para D (área A2).
 3ª lei de Kepler: os quadrados dos períodos de trans-
lação dos planetas em torno do Sol são proporcionais aos II. A velocidade escalar média do planeta no trajeto AB é
cubos dos raios médios de suas órbitas. maior do que no trajeto CD.
III. Como a massa do Sol é muito maior do que a massa
Assinale a(s) proposição(ões) que apresenta(m) conclu- do planeta, certamente a força que o Sol exerce sobre o
são(ões) correta(s) das leis de Kepler: planeta é maior do que aquela que o planeta exerce sobre
o Sol.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

01. A velocidade média de translação de um planeta em


torno do Sol é diretamente proporcional ao raio médio de IV. A força de interação gravitacional entre o planeta e o
sua órbita. Sol é inversamente proporcional ao quadrado da distância
que os separa.
02. O período de translação dos planetas em torno do Sol
não depende da massa destes. Podemos concluir que as afirmações corretas são:
04. Quanto maior o raio médio da órbita de planeta em
torno do Sol, maior será o período de seu movimento. a) I, II e III apenas.

08. A 2ª lei de Kepler assegura que o módulo da velocidade b) II, III e IV apenas.
de translação de um planeta em torno do Sol é constante. c) I, II e IV apenas.
16. A velocidade de translação da Terra em sua órbita au- d) II e IV apenas.
menta à medida que ela se aproxima do Sol e diminui à e) I, II, III e IV.
medida que ela se afasta.
32. Os planetas situados à mesma distância do Sol devem
ter a mesma massa.
64. A razão entre os quadrados dos períodos de translação
dos planetas em torno do Sol e os cubos dos raios médios
de suas órbitas apresenta um valor constante.

Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. Anotações:

FÍSICA - UNIDADE 8 43
3. (UFSM) O astronauta brasileiro permaneceu, por alguns 6. (UFRGS) Selecione a alternativa que preenche
dias, numa órbita circular, a uma altura de 400 km. A mídia corretamente as lacunas do texto abaixo, na ordem em que
apresentou fotos e cenas onde ele aparecia flutuando no elas aparecem. A relação que deve existir entre o módulo v
interior da nave, em situação de imponderabilidade, e deu, da velocidade linear de um satélite artificial em órbita circular
como explicação, a ausência de peso. Isso não pode ser ao redor da terra e o raio r dessa órbita é:
verdade porque, se assim fosse, que força o manteria em
órbita? Se g representa o módulo da aceleração gravitacional v= GM/r
ao nível do mar e se 400 km correspondem a 1/16 do raio
terrestre, a aceleração gravitacional do astronauta àquela onde G é a constante de gravitação universal e M a mas-
altura era: sa da terra. Conclui-se dessa relação que v ____________ da
massa do satélite, e que, para aumentar a altitude da órbi-
a) 0 ta, é necessário que v ______________.
b) g/16 a) não depende - permaneça o mesmo
c) g/17 b) não depende - aumente
d) (16/17)2g c) não depende - diminua
e) (15/16)2g d) depende - aumente
e) depende - diminua
4. (UFSM) A lua não colapsa sobre a Terra, porque:

a) ela é atraída pelo sol.


b) ela atrai a Terra.
c) a Terra tem rotação.
d) ela gira em torno da Terra.
e) a Terra tem gravidade fraca.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
5. (UFSM) Algumas empresas privadas têm demonstrado
interesse em desenvolver veículos espaciais com o objetivo
de promover o turismo espacial. Nesse caso, um foguete ou
avião impulsiona o veículo, de modo que ele entre em órbita
ao redor da Terra. Admitindo-se que o movimento orbital
é um movimento circular uniforme em um referencial fixo
na Terra, é correto afirmar que:
a) o peso de cada passageiro é nulo, quando esse passa-
geiro está em órbita.
b) uma força centrífuga atua sobre cada passageiro, for-
mando um par ação-reação com a força gravitacional.
c) o peso de cada passageiro atua como força centrípeta
Anotações:
do movimento; por isso, os passageiros são acelerados em
direção ao centro da Terra.
d) o módulo da velocidade angular dos passageiros, medi-
do em relação a um referencial fixo na Terra, depende do
quadrado do módulo da velocidade tangencial deles.
e) a aceleração de cada passageiro é nula.

44 FÍSICA - UNIDADE 8
FÍSICA AULA-
-PÍLULA

UNIDADE 9
» Estática
• Centro de massa e ideia de ponto material
Centro de massa de um corpo extenso ou de um sistema de partículas é uma idealização utilizada em Física para
reduzir o problema da ação de forças externas sobre esse corpo ou sistema de partículas. A ideia é tentar reduzi-los a
uma partícula de massa igual à massa total do corpo extenso ou do sistema de partículas, posicionada justamente no
centro de massa.
O centro de gravidade é um ponto em torno do qual o peso do corpo está igualmente distribuído em todas as di-
reções. O centro de gravidade de um corpo coincide com seu centro de massa quando a aceleração da gravidade tiver
o mesmo valor em toda a extensão do corpo. Isso significa que, para corpos com dimensão pequena comparada à da
Terra, como têm o mesmo valor de aceleração da gravidade para todas as diferentes partes do corpo, seu centro de
gravidade coincide com seu centro de massa.
Vejamos, na figura abaixo, alguns exemplos de corpos e seus centros de massa.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Equilíbrio de um ponto
Um ponto encontra-se em equilíbrio quando a resul- Para a resolução de problemas de equilíbrio de um
tante das forças que atuam no ponto é nula. ponto, recorremos ao Teorema de Lamy.

FR = 0 TEOREMA DE LAMY


Anotações: → F1
F2

a
b


F3

F1 F2 F3
= =
sen a sen b sen g

FÍSICA - UNIDADE 9 45
APOIO AO TEXTO • Momento de uma força
1. Considere a figura, na qual as forças F1 e F2 mantêm (torque)
em equilíbrio o objeto A, que tem 10 kg. Para que assim se O momento surge quando há giro ou tendência ao
mantenha, a força F2 vale, em N: giro. Essa tendência de rotação tem uma intensidade
dada por:
60º 30º

F1 F2

M=F.d

Considere sen 60° = cos 30° = 3/2; sen 30° = cos 60° = 1/2; e
g = 10 m/s2.

a) 25
b) 32 Observação
c) 43
 Momento é uma grandeza vetorial.
d) 47
 Se a força não for perpendicular, usamos a
e) 50 relação M = F . d . sen θ.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
• Equilíbrio de um corpo extenso
Condições
1° A resultante de todas as forças que Condição que faz com que o corpo não
agem no corpo é nula.
FR = 0 tenha translação.
2° A resultante dos momentos de todas as
Condição que faz com que o corpo
forças que atuam sobre o corpo em MR = 0
não tenha rotação.
relação a um mesmo ponto é nula.

N
d1 d2 Observação

O peso da barra (se for considerado) é aplicado ao


seu centro da gravidade.

F1 F2 Anotações:

FR = 0 N = F1 + F2

Não há translação.

MR = 0 F1d1 = F2d2

Não há rotação.

|M1| = |M2|

46 FÍSICA - UNIDADE 9
• Máquinas simples TIPOS DE POLIAS
São objetos que nos ajudam na realização de tarefas.  Polia fixa: É aquela que tem a função de mudar a di-
reção e/ou sentido de atuação da força. Pode oferecer co-
Alavancas modidade para exercer uma tarefa.

Dispositivo constituído por uma barra rígida que gira


em torno de um ponto fixo.

TIPOS DE ALAVANCAS
 Interfixa: É aquela cujo ponto está em algum lugar en- F=P
tre a força potente e a força resistente. M
P
FP

PF
 Polia móvel: Oferece ao operador uma vantagem me-
FR cânica, que consiste numa redução do esforço físico, pois
a presença desse dispositivo reduz pela metade a força
 Interpotente: É aquela cuja força potente está em lu- que deve ser exercida na corda para sustentar um corpo
gar entre o ponto fixo e a força resistente. acoplado na polia.

PF T/2
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

FR F = P/2
FP T
T
 Inter-resistente: É aquela cuja força resistente está
em algum lugar entre a força e o ponto fixo.

PF  Talha exponencial: É um conjunto de polias fixas e


móveis, no qual quanto maior o número de polias móveis,
FR menor deverá ser a força aplicada, em que n é o número
FP de solda nas móveis.

Anotações:

F = FR
8
Fm = FRn
2

FR

FÍSICA - UNIDADE 9 47
APOIO AO TEXTO

2. (UFSM) Nas feiras livres, em que alimentos in natura 3. (ACAFE) A barra OP, uniforme, cujo peso é 1,0 . 102 N,
podem ser vendidos diretamente pelos produtores aos pode girar livremente em torno de O. Ela sustenta, na
consumidores, as balanças mecânicas ainda são muito extremidade P, um corpo de peso 2,0 . 102 N. A barra é
utilizadas. A “balança romana”, representada na figura, mantida em equilíbrio, em posição horizontal, pelo fio de
é constituída por uma barra suspensa por um gancho, sustentação PQ. Qual é o valor da força de tração no fio?
presa a um eixo excêntrico, que a divide em dois braços de
comprimentos diferentes. O prato, no qual se colocam os
alimentos a serem pesados, é preso ao braço menor. Duas Q
peças móveis, uma em cada braço, são posicionadas de
modo que a barra repouse na horizontal, e a posição sobre
a qual se encontra a peça móvel do braço maior é então
marcada como o zero da escala. Quando os alimentos são
colocados sobre o prato, a peça do braço maior é movida 30o
P
até que a barra se equilibre novamente na horizontal.
0 2,0 . 102 N
1,0 m
Fixação
do prato a) 1,0 . 102 N
Eixo excêntrico
b) 2,0 . 102 N
Peça móvel c) 3,0 . 102 N
d) 4,0 . 102 N
e) 5,0 . 102 N

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
4. (UFSM) Suponha que, do eixo das articulações dos
maxilares até os dentes da frente (incisivos), a distância seja
de 8 cm e que o músculo responsável pela mastigação, que
Sabendo que o prato é preso a uma distância de 5 cm liga o maxilar à mandíbula, esteja a 2 cm do eixo, conforme
do eixo de articulação e que o braço maior mede 60 cm, o esquema.
qual deve ser, em kg, a massa da peça móvel para que seja
2 cm
possível pesar até 6 kg de alimentos?

a) 0,5 músculo incisivo


b) 0,6
c) 1,2 8c
m
d) 5,0
e) 6,0

Se a força máxima que o músculo exerce sobre a mandí-


bula for de 1.200 N, o módulo da força exercida pelos den-
tes da frente, uns contra os outros, em N, é de:

a) 200
b) 300
c) 400
d) 800
e) 1.000

48 FÍSICA - UNIDADE 9
5. (ENEM 2023) Uma academia decide trocar gradualmente
Anotações:
seus aparelhos de musculação. Agora, os frequentadores
que utilizam os aparelhos do tipo 1 podem também utilizar
os aparelhos do tipo 2, representados na figura, para
elevar cargas correspondentes às massas M1 e M2, com
velocidade constante. A fim de que o exercício seja realizado
com a mesma força F, os usuários devem ser orientados
a respeito da relação entre as cargas nos dois tipos de
aparelhos, já que as polias fixas apenas mudam a direção
das forças, enquanto a polia móvel divide as forças.
Em ambos os aparelhos, considere as cordas inexten-
síveis, as massas das polias e das cordas desprezíveis e
que não há dissipação de energia.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

M2
Para essa academia, qual deve ser a razão informada
aos usuários? M1

1
a)
4
1
b)
2
c) 1
d) 2
e) 4

FÍSICA - UNIDADE 9 49
» Algo mais
• Introdução à Física Unidades derivadas
A palavra Física (do grego: physis) significa Natureza. Fí- Grandeza Nome Símbolo
sica é uma das ciências que estudam a natureza. Em Física,
Superfície metro quadrado m2
qualquer acontecimento é chamado de fenômeno, ainda
que não seja extraordinário ou excepcional. Volume metro cúbico m3

Velocidade metro por segundo m/s


Fenômeno
metro por segundo ao
Fenômeno é toda modificação operada nos corpos Aceleração m/s2
quadrado
pela ação dos agentes físicos ou químicos.
Número metro elevado
 Fenômeno físico: não altera a natureza dos corpos. m-1
de ondas na menos um
 Fenômeno químico: altera a natureza dos corpos.
Massa quilograma por
kg/m3
Grandezas físicas específica metro cúbico

 Grandezas escalares são aquelas que ficam comple- Para se escrever os múltiplos das unidades fundamen-
tamente definidas quando se fornece apenas seu módulo tais, são usados prefixos. Vejamos alguns deles:
(valor numérico) acompanhado da sua unidade de medida.

– Exemplos: temperatura, massa, tempo, volume etc. Fator Prefixo Símbolo


109 Giga G

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
 Grandezas vetoriais são aquelas que só ficam com-
pletamente definidas quando, além do módulo acompa- 106 Mega M
nhado de sua unidade de medida, apresentam direção
(horizontal, vertical etc.) e sentido (da esquerda para a di- 10 3
Quilo k
reita, de cima para baixo etc.). 10-2 Centi c
– Exemplos: velocidade, aceleração, força, impulso etc. 10-3
Mili m

10-6 Micro µ
Sistema Internacional de Unidades

• Notação científica
Em 1960, na reunião da Conferência Geral dos Pesos
e Medidas, foram escolhidas as unidades oficiais para as Um número qualquer pode ser expresso sempre como
grandezas. Esse conjunto de unidades é chamado de Sis- uma multiplicação de um número N, compreendido entre
tema Internacional de Unidades, com abreviatura inter- 1 e 10, por uma potência de 10 adequada, 10n, em que n é
nacional SI. um expoente inteiro e N é tal que 1 ≤ N < 10.
Esse sistema compõe-se de unidades de base, unidades
derivadas, múltiplos e submúltiplos de todas elas. N . 10n

Unidades de base O número N deve ser formado por todos os algaris-


Grandeza Unidade Símbolo mos significativos que nele comparecem.

Comprimento metro m – Exemplo: 62.300 = 6,23 . 104

Massa quilograma kg
Anotações:
Tempo segundo s
Intensidade de
ampère A
corrente elétrica
Temperatura
kelvin K
termodinâmica
Quantidade de matéria mol mol

Intensidade luminosa candela cd

50 FÍSICA ALGO +
APOIO AO TEXTO
Importante

Quando a vírgula do número N, na expressão N . 1 Execute as seguintes transformações:


10n, for deslocada uma casa para a direita, o valor a) 1 cm = ______________ m = ____________ m
de n diminuirá em uma unidade. Se forem duas ca-
b) 101 dm = ____________ km = ____________ km
sas, n diminuirá duas unidades e assim por diante.
c) 0,01 km = ___________ m = _____________ m
Caso a vírgula do número N seja deslocada para a
esquerda, o valor de n aumentará tantas unidades d) 2,34 m = ___________ dm = ____________ dm
quantas forem as casas “percorridas” pela vírgula.
Analogamente, efetuaremos transformações de área e
de volume.
No S.I., a unidade de área é o metro quadrado (m2),
• Medidas que é a área de um quadrado cujo lado mede 1 metro.
A unidade de volume é o metro cúbico (m3), que é o vo-
Para melhor analisar as grandezas envolvidas em um lume de um cubo de aresta igual a 1 metro. Outra unidade
fenômeno, a Física recorre a medidas. de volume muito usada é o litro, que é o volume de um
cubo de aresta igual a 1 decímetro.
Medidas de comprimento
No Sistema Internacional, a unidade de medida de Medidas de área
comprimento é o metro (m). O metro possui múltiplos e
submúltiplos. Os principais são: km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2

MÚLTIPLOS
 quilômetro (km), 1 km = 1.000 m = 103 m
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

 hectômetro (hm), 1 hm = 100 m = 102 m


 decâmetro (dam), 1 dam = 10 m

SUBMÚLTIPLOS APOIO AO TEXTO


 decímetro (dm), 1 dm = 10-1 m
 centímetro (cm), 1 cm = 10-2 m 2 Execute as seguintes transformações:
 milímetro (mm), 1 mm = 10 m -3
a) 10 cm2 = ____________ m2 = ____________ m2
b) 3 dm2 = _____________ km2 = ____________ km2
Método prático c) 1.000 km2 = __________ m2 = ___________ m2
km hm dam m dm cm mm
Medidas de volume
km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3

Anotações:

APOIO AO TEXTO
3 Execute as seguintes transformações:
a) 40 dm3 = ____________ m3 = ____________ m3
b) 3 m3 = ______________ km3 = ____________ km3
c) 0,05 dm3 = ___________ m3 = _____________ m3

FÍSICA ALGO + 51
Medidas de massa APOIO AO TEXTO
No Sistema Internacional, a unidade de massa é o
4 Uma aula tem início exatamente às 21h15min25s e
quilograma (kg). Esse padrão foi estabelecido a partir
termina às 23h38min15s. Qual a duração desse “espetá-
da massa de um cilindro composto de 90% de platina e
culo”?
10% de irídio, com 3,9 cm de diâmetro de base e 3,9 cm
de altura. Esse cilindro se encontra conservado no Bureau
Internacional de Pesos e Medidas, em Sèvres, na França.

DIB
Importante

Embora não façam parte do Sistema Internacional,


também são unidades de comprimento:
Balança.
 1 milha marítima = 1.852 m
O quilograma possui submúltiplos. Os principais são:  1 jarda = 3 pés
 hectograma (hg), 1 hg = 0,1 kg = 10-1 kg  1 polegada = 0,0254 m
 decagrama (dag), 1 dag = 0,01 kg = 10 kg
-2  1 angstron = 10-10 m
 grama (g), 1 g = 0,001 kg = 10-3 kg  1 pé = 12 polegadas
 decigrama (dg), 1 dg = 0,0001 kg = 10 kg
-4  1 ano-luz = 9,46 . 1012 km

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
 centigrama (cg), 1 cg = 0,00001 kg = 10-5 kg
 miligrama (mg), 1 mg = 0,000001 kg = 10-6 kg
• Vetores
Medidas de tempo
No Sistema Internacional, a unidade de tempo é o se- Grandezas físicas
gundo. A rotação da Terra em torno do seu próprio eixo Em nosso cotidiano, definimos diariamente a medida
determinou o dia. Cada dia foi dividido, então, em horas de grandezas físicas, por exemplo: massa, tempo, veloci-
(h), minutos (min) e segundos (s). dade e força. No entanto, algumas grandezas ficam com-
Com base no movimento de translação da Terra ao re- pletamente definidas com um número seguido de uma
dor do Sol, determinou-se o ano, de modo que cada trans- unidade de medida, como é o caso da massa e do tempo.
lação completa corresponde a um ano. Podemos dizer que a massa de um corpo é 10 kg, que o
As principais relações entre as unidades de tempo são: intervalo de tempo de uma viagem é de 2h, e, assim, as
grandezas ficam totalmente definidas.
 1min = 60s
Porém, para o caso do estudo do movimento de um
 1h = 60min = 3.600s automóvel que viaja a 120 km/h, precisamos de uma
 1 dia = 24h = 1.440min = 86.400s orientação. Portanto, as grandezas físicas podem ser clas-
 1 ano = 365 dias = 8.760h = 5,26 . 105min sificadas em escalares ou vetoriais.

GRANDEZA ESCALAR
José Reynaldo da Fonseca/BID

São aquelas que ficam perfeitamente definidas por um


número (quantidade) e por um significado físico (unidade).

– Exemplos: tempo, temperatura e massa.

GRANDEZA VETORIAL
São aquelas que, para ficarem perfeitamente defini-
das, precisam, além do valor numérico e da unidade, de
uma orientação (direção e sentido).

Cronômetro. – Exemplos: aceleração, velocidade e força.

52 FÍSICA ALGO +
Características que definem uma grandeza vetorial:
Importante
 módulo (intensidade);
 direção; Quando a linha poligonal resultar fechada, significa
que o vetor resultante é nulo.
 sentido.

Vetor D E
F
Vetor é um ente matemático, que, além de indicar uma
intensidade, tem uma orientação. Um vetor é utilizado G
para representar grandezas vetoriais.

 Direção: indicada pela reta suporte do vetor.


REGRA DO PARALELOGRAMO
– Exemplos: horizontal, vertical, oblíqua.
Dados dois vetores, podemos obter graficamente o
 Sentido: indicado pela seta. vetor soma pela regra do paralelogramo, fazendo com
que os segmentos-parcela tenham origens coincidentes.
– Exemplos: da direita para a esquerda, de baixo para
Da extremidade do vetor que representa um dos vetores,
cima.
traçamos uma paralela ao segmento orientado que repre-
 Módulo (intensidade): indica o comprimento do senta o outro vetor, e vice-versa.
vetor. Observe que o segmento orientado representativo da re-
sultante nada mais é do que a diagonal do paralelogramo.
– Exemplos: 4 m, 10 cm, 55 mm.

 Notação: Vetor: A;
Módulo do vetor: |A| ou A. B
A
– Exemplos:
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

A
R
θ
A
B

Utilizaremos a lei dos cossenos para determinar o mó-


dulo do vetor resultante.

R = A2 + B2 + 2 . A . B . cos θ
Vetor resultante
O vetor resultante (vetor soma) pode ser entendido como
efeito da atuação de mais de um vetor em um mesmo corpo.
CASOS ESPECIAIS
O vetor resultante não é mais um vetor a agir na partícula,  Vetores de mesma direção e sentido (θ = 0º)
mas, sim, o resultado de uma adição vetorial.
A B
MÉTODO GRÁFICO R=A+B
Devemos associar sequencialmente os vetores-parcela, R
de modo que a extremidade de um coincida com a origem  Vetores de mesma direção e sentidos opostos (θ = 180º)
do outro. Na construção dessa figura, devemos preservar
as características de cada vetor: módulo, direção e sentido. A
A resultante será obtida unindo-se a origem do primeiro ve- R=A-B
tor com a extremidade do último.
R B

 Vetores perpendiculares (θ = 90º)


B
A
C
R
B R= A2 + B2
A B

R C
A

FÍSICA ALGO + 53
APOIO AO TEXTO
Importante

O valor numérico da soma de dois vetores está sem- 5 Dado o quadro de vetores a seguir, determine quais
pre compreendido entre o valor mínimo (A - B) e o vetores têm:
valor máximo (A + B).

A B
|A-B|<R<|A+B|

D
E C
Decomposição vetorial
Boa parte das situações práticas relacionadas com as
grandezas vetoriais ocorrem em duas dimensões, como o
movimento de um projétil ou de um objeto descendo um
plano inclinado. Em duas dimensões, os dois componentes a) Mesmo módulo: _____________________
dominam totalmente a grandeza vetorial. Para descrever
os componentes, devemos, em primeiro lugar, escolher os b) Mesma direção: _____________________
eixos cartesianos ortogonais x e y, fazendo as projeções
cartográficas de um vetor nesses eixos orientados. c) Mesmo sentido: _____________________

Seja o vetor a da figura. Esse vetor pode ser decompos-


to em dois componentes ortogonais entre si.
O módulo dos componentes ortogonais pode ser ob-
tido a partir da definição das funções trigonométricas no
triângulo retângulo.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Valor das componentes em x e y:
y 6 Um vetor é decomposto em outros dois vetores per-
pendiculares entre si. Sabendo que seu componente verti-
ax = a . cos β cal e seu componente horizontal valem, respectivamente,
a ay = a . sen β 24 unidades e 18 unidades, o vetor tem intensidade, em
unidades arbitrárias, de:
ay
β a) 6
x
ax b) 10
c) 20
d) 30
Importante
e) 42
A soma dos componentes vetoriais entre si tem o
seu módulo expresso pela seguinte relação:

a2 = ax2 + ay2

7 Um objeto é lançado com velocidade de 10 m/s, for-


mando um ângulo de 30º com a horizontal. Ao decompor
esse vetor, temos, para o componente vertical e horizon-
tal, valores respectivamente dados por:

a) 5 3 m/s e 5 m/s.
b) 5 m/s e 5 3 m/s.
c) 5 m/s e 5 m/s.
d) 3 m/s e 7 m/s.
e) 7 m/s e 3 m/s.

54 FÍSICA ALGO +
DEMAIS VESTIBULARES

» Aprofundamento sobre a queda de corpos


• Queda livre
A expressão queda livre significa “cair no vazio”. Em termos de física newtoniana, um corpo em queda livre é aquele
corpo sujeito unicamente à ação da força gravitacional. Assim, podemos trabalhar com o vácuo, ou seja, ausência de
meio material, ou com a queda em pequenas altitudes, pois a resistência do ar pode ser desprezada.

Além do abandono vertical, também podemos avaliar cuidadosamente outros dois casos: a queda livre, na qual o
objeto não é simplesmente abandonado, mas lançado para baixo com velocidade inicial não nula; e o segundo caso,
no qual o corpo é lançado verticalmente para cima.

Queda de corpos com resistência do meio


Quando um objeto está em queda, a hipótese de resistência nula pode ser pensada como algo simplificado e ideali-
zado. A título de exemplo, um paraquedista, na realidade, ao cair, tem a sua queda suavizada pela resistência do meio.
Nesse contexto, dois objetos, abandonados em um mesmo instante e da mesma altura, não chegam necessariamente
ao mesmo tempo ao chão.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Os objetos, na Terra, sofrem a ação de uma força de resistência devido a sua interação com o ar atmosférico. Desse
modo, as funções posição e velocidade ficam diferentes em relação às funções do MRUV estudadas habitualmente no
Ensino Médio.

→ →
F = -kv2

→ →
P = mg

Partícula em queda, submetida à força peso e à


força de resistência do meio, força esta que, com
boa aproximação, é proporcional à velocidade.

Anotações:

DEMAIS VESTIBULARES 55
Veja a comparação entre as funções posição e velocidade para os movimentos de queda livre e queda com resistência do meio.

Queda livre Queda com resistência


Função Gráfico Função Gráfico
Posição (m)
Posição (m)
400 400

gt2 -mg m2g


t + 2 (1 - e ( m) ) 200
- k t
y = y0 + v0t + 200 y=
2 k k

0
0 2 4 6 8 10 12 14 16 Tempo(s)
0
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 Tempo(s)

Velocidade (m/s)
100

50 Velocidade (m/s)

75 vL

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
25
v = vL (1 - e- ( m)t)
k

v = v0 + gt 50
vL = velocidade limite

0
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 Tempo(s)
25

0
0 2 4 6 8 10 12 14 16 Tempo(s)

Anotações:

56 DEMAIS VESTIBULARES
APOIO AO TEXTO

1 Apesar de não ser necessário memorizar as funções 2 (ENEM) Em um dia sem vento, ao saltar de um avião,
posição e velocidade com resistência do meio, reflita a res- um paraquedista cai verticalmente até atingir a velocidade
peito das afirmativas abaixo, que são todas verdadeiras: limite. No instante em que o paraquedas é aberto (instan-
te TA), ocorre a diminuição de sua velocidade de queda.
As funções da Queda Livre (sem a resistência do Algum tempo após a abertura do paraquedas, ele passa
meio) são idealizadas e não retratam, portanto, um a ter velocidade de queda constante, que possibilita sua
fenômeno contextualizado ao nosso dia a dia. No entanto, aterrissagem em segurança.
entendê-las é importante, pois se trata de um bom início
para realizarmos aprofundamentos posteriores. Que gráfico representa a força resultante sobre o para-
quedista, durante o seu movimento de queda?
No quadro comparativo, na página anterior, en-
quanto a função da posição no tempo é quadrática a) Força
resultante
na queda livre, passa a ser uma função mista (dos tipos
afim e exponencial) na queda com resistência. Pela visu-
alização dos gráficos, observa-se que, com o passar do
tempo de queda, a força de resistência do meio suaviza o
aumento das posições.
Tempo
0 TA
No quadro comparativo, na página anterior, en-
quanto a função da velocidade no tempo é afim na
queda livre, passa a ser uma função exponencial, com ve-
locidade limite vL na queda com resistência. Pela visualiza-
ção dos gráficos, observa-se que, com o passar do tempo
de queda, a força de resistência do meio limita superior-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

b) Força
mente a velocidade. resultante

Aristóteles (384-322 a.C.) associou a velocidade de


queda do corpo ao seu peso P e pensou que qual-
quer objeto em queda atinge um valor limite de veloci-
dade, com a qual continua a se mover até o fim de sua
Tempo
trajetória. 0 TA

Para Aristóteles, uma esfera dez vezes mais pesada


que a outra deveria cair dez vezes mais rapidamente.
Cerca de dois mil anos depois de Aristóteles, nas-
cia a Ciência Moderna com Galileu (pai da Ciência
c) Força
Moderna), que apontou inconsistência na teoria milenar resultante
aristotélica. Para Galileu, segundo Hetch (1987), as esfe-
ras de diferentes massas chegariam ao chão em “tempos
ligeiramente diferentes”. Galileu sabia que a resistência
do ar influenciava. Por isso, postulou que, desprezando a
resistência do ar, “os tempos de queda eram aproximada- Tempo
mente iguais”. Portanto, idealmente, os tempos de queda 0 TA
eram iguais.
d) Força
Galileu demonstrou como descrever matematica- resultante
mente o movimento de objetos simples. A partir
de seu trabalho, outros cientistas passaram a descrever
fenômenos mais complexos, e iniciou-se uma revolução
intelectual, que culminou no que hoje denominamos mé-
todo científico. 0 TA
Tempo

e) Força
resultante

Tempo
0 TA

DEMAIS VESTIBULARES 57
Anotações:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
GABARITO

1. Todas verdadeiras.
2. E

» Referências
DIAS, M. A. Utilização de fotografias estroboscópicas digitais para o estudo da queda dos corpos. Disponível em:
<[Link]
no_Dias.pdf>.

58 DEMAIS VESTIBULARES
» Equação de Bernoulli
Quando se fala de água, você com certeza sabe que
Anotações:
os reservatórios ficam em locais mais elevados, assim
ocorre na cidade ou mesmo num prédio ou casa. O prin-
cípio físico envolvido nessa dinâmica é a diferença de
pressão em pontos com diferentes alturas. Quanto mais
baixo o ponto, maior é a pressão.
Daniel Bernoulli estabeleceu uma relação entre a
pressão, a velocidade e a altura em pontos de uma linha
de corrente de um fluido que escoa, conforme ilustra a
figura abaixo.

Área A1

p1 v1 Área A2

A
h1 v2 p2
B h2

A Equação de Bernoulli, que relaciona os pontos 1 e 2


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

do desenho acima, é:

. 2 . 2
p1 + d v1 + d . g . h1 = p2 + d v2 + d . g . h2
2 2

p = pressão;
d = densidade ou massa específica do fluido;
v = velocidade;
g = aceleração da gravidade;
h = altura.

A equação de Bernoulli baseia-se no princípio da


Conservação da Energia.

Se a tubulação for horizontal, temos h1 = h2, e a equa-


ção fica:

. 2 . 2
p1 + d v1 = p2 + d v2
2 2

Com h1 = h2, por mais que pareça um contrassenso, se


a velocidade do fluido é, num dado ponto, menor, então
a pressão, nesse ponto, é maior.

DEMAIS VESTIBULARES 59
APOIO AO TEXTO

1 Explique o fenômeno do destelhamento de uma casa fechada, a partir da equação de Bernoulli.

2 Explique o fenômeno do “efeito asa do avião”, a partir da equação de Bernoulli.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
3 Explique por que as chaminés são altas, a partir da equação de Bernoulli.

4 Apesar de muitas aplicações cotidianas, a equação de Bernoulli tem lá as suas limitações, não explicando, muitas
vezes, alguns fenômenos. Por exemplo, no caso de uma artéria com gordura (que diminui a área interna de escoamento
do sangue), como se explicaria o aumento (e não a diminuição) da pressão arterial?

60 DEMAIS VESTIBULARES
5 (UFSM) As figuras representam seções de canaliza- 7 (AFA-adaptada) Um fluido de densidade igual a ρ es-
ções por onde flui, da esquerda para a direita, sem atrito e coa uniformemente conforme esquema abaixo.
em regime estacionário, um líquido incompressível. Além TE TP
disso, cada seção apresenta duas saídas verticais para a TE - Tomada estática
atmosfera, ocupadas pelo líquido até as alturas indicadas. A B C
TP - Tubo de Pitot

A pressão no ponto A é a atmosférica, em newtons por


metro quadrado.

Figura I Figura III Utilizando a equação de Bernoulli


r . v2B r . v2C
PB + r . g . hB + __________ = PC + r . g . hC + __________
2 2

e sabendo que, no tubo de Pitot, a porta de entrada é como


Figura II Figura IV se fosse uma barragem para a água (ponto de estagnação),
deduza a fórmula da velocidade do fluido no ponto B, em
As figuras em acordo com a realidade física são:
m/s, em função das pressões nos pontos B e C.
a) II e III.
b) I e IV.
c) II e IV.
d) III e IV.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

e) I e III.

6 O que é tubo de Pitot?

Anotações:

DEMAIS VESTIBULARES 61
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
GABARITO

1. Observe inicialmente que, sem ventania, a pressão pode ser considerada a mesma, abaixo e acima do telhado. Com
a ventania, que é o vento assumindo maior velocidade na parte de cima da casa, podemos deduzir, pela equação de
Bernoulli, que a pressão externa ficará menor. Com essa diferença de pressão, haverá também um desequilíbrio de
forças (maior força de baixo para cima). Ao fim, dependendo, é claro, da intensidade dessa ocorrência, a casa poderá
vir a ser destelhada.
2. Com o avião em movimento, devido ao formato mais extenso (mais curvilíneo) da parte superior da asa do avião, o
fluido vento precisará passar com maior velocidade na parte de cima da asa! Assim, podemos deduzir, pela equação de
Bernoulli, que a pressão acima da asa ficará menor. Essa diferença de pressão ocasionará um desequilíbrio de forças
(maior força de baixo para cima), gerando a força de sustentação do avião.
3. Quanto mais rápido sopra o vento sobre a saída de uma chaminé, mais baixa será a pressão nesse ponto. Uma vez
ampliada a diferença de pressão entre a base e a saída da chaminé, maior será a força de baixo para cima, retirando os
gases em combustão.
4. Segundo o Professor Fernando Lang da Silveira (UFRGS), a equação de Bernoulli “é válida para um fluido ideal, não
viscoso, escoando em regime estacionário laminar, não turbulento...”. No esclarecimento do suposto paradigma, o
professor destaca ainda que: “O sangue que flui pelas artérias apresenta viscosidade, sofrendo oposição ao seu movimento
pelas paredes das artérias. O estreitamento das artérias aumenta esta oposição, determinando que a pressão arterial
se eleve para manter o fluxo sanguíneo em vazão compatível com as necessidades do organismo. Ou seja, não podes
entender o comportamento do sangue que flui pelas artérias (ou pelos vasos venosos) apenas armado teoricamente com
a Eq. de Bernoulli. Uma Mecânica de fluidos muito mais complexa do que a descrita pela Eq. de Bernoulli está envolvida.”
5. A
6. O tubo de Pitot é um instrumento aplicado em hidráulica, aerodinâmica e hidrologia, que mede a velocidade de fluidos.
7. Na entrada do tubo de Pitot, temos que a velocidade da água é zero (estagnação), ou seja, vc = 0. Na tomada estática,
a água passa livremente. Como B e C estão no mesmo nível, hb = hc. Assim, temos:

r . v2B
PB + __________
= PC
2

r . v2B = 2(PC - PB)

2(PC - PB)
vB = _________
r

62 DEMAIS VESTIBULARES
» Aprofundando conceitos
• Conceitos de Inércia REFERENCIAIS INERCIAIS
Desde a antiguidade, Um referencial em que uma partícula livre está em re-

Sir Godfrey Kneller/BID


a palavra massa repre- pouso ou em MRU é chamado de referencial inercial.
senta vulgarmente um
pedaço de um material, REFERENCIAIS NÃO INERCIAIS
preferencialmente na
forma de pasta. Isaac São aqueles referenciais que apresentam aceleração.
Newton atribuiu à pala- Para melhor entendimento, podemos imaginar a situa-
vra massa o significado ção de uma pessoa que está dentro de um ônibus pa-
de quantidade de ma- rado que começa a acelerar. Ao usarmos o solo como
téria, definindo a mas- referencial, observaremos a pessoa a partir de um refe-
sa de um corpo como rencial inercial. Porém, caso venhamos a escolher o re-
sendo o produto do seu ferencial ônibus, observaremos de um referencial não
volume pela densidade da inercial. Em suma: o solo tem aceleração zero, enquanto
substância que o constitui. o ônibus possui aceleração não nula.
Embora Newton tenha es- Isaac Newton.
A Terra, por sua vez, apresenta rotação, e, conse-
tabelecido, de modo cla-
ro, o conceito de inércia de um corpo e associado este quentemente, nos movimentos descritos, utilizando-se a
à sua massa, foi Leonhard Euler quem primeiro definiu Terra como sistema de referência, precisamos levar em
operacionalmente a massa como medida da inércia de conta as forças de inércia. A Terra não é um referencial
um corpo, por meio do quociente da força que nele atua inercial. Entretanto, para efeito de observações que faze-
pela aceleração resultante. No quadro conceitual da Me- mos sobre as Leis de Newton, essa rotação será despre-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

cânica Newtoniana, a massa inercial quantifica a inércia zada, pois vamos considerar fenômenos de observação
do corpo, ou seja, a oposição que ele oferece à mudança de curta duração.
de velocidade por ação das forças. Voltando ao exemplo do ônibus que apresenta acele-
ração em linha reta, isto é, admitindo que esteja freando
e que há uma caixa em seu interior, a força de inércia
é, como outras forças conhecidas, proporcional à massa
• Noções de sistema de referên- inercial, mas não corresponde a interação alguma entre
cias inerciais e não inerciais as partículas, ou seja, não corresponde a uma força físi-
ca. A força de inércia tem apenas a mesma dimensão que
Referenciais a de uma força física, isto é, o seu módulo é dado pelo
produto de uma massa por uma aceleração.
Para descrever um dado fenômeno, um observador As forças de inércia sempre devem ser consideradas
tem de introduzir um referencial, ou seja, um conjunto de quando o movimento é descrito por um observador loca-
eixos coordenados que serão fixados em um observador lizado em um sistema não inercial. Sistemas acelerados
ou em um objeto, o que permite então referenciar, em cada ou sistemas em rotação são exemplos típicos de siste-
instante, a posição do que está a ser observado. mas não inerciais. Neles surgem as forças de inércia.
A Física é uma ciência objetiva. Traduzindo essa afirma-
ção por outras palavras, o que é visto por um observador
tem de ser visto por qualquer outro que esteja em condi-
ções de presenciar o mesmo fenômeno. Todavia, cada ob-
Anotações:
servador tem liberdade de escolher qual o referencial que
mais lhe convém. A objetividade apenas implica ter de ha-
ver uma forma de relacionar as observações de todos eles.
Os referenciais não são todos equivalentes, e, portanto, há
necessidade de que façamos uma distinção entre os re-
ferenciais inerciais e os referenciais não inerciais. Porém,
antes de fazermos essa especificação, vamos definir o con-
ceito de partícula livre.

Partícula livre: é toda aquela que está livre de forças


ou que a resultante de todas as forças aplicadas so-
bre ela seja nula.

DEMAIS VESTIBULARES 63
APOIO AO TEXTO

1 (UDESC) Em uma bola pesada, são conectadas duas 3 (FEEVALE) Assinale a alternativa a seguir que identifi-
cordas, como mostra a figura abaixo. Considere as duas ca a Primeira Lei de Newton.
cordas iguais e as seguintes situações:
a) Um corpo em movimento tende a permanecer o movi-
I. Um puxão rápido na corda inferior fará com que ela se mento em MRU.
parta. b) Quando sobre um corpo a força resultante é nula, ele
II. Um puxão lento na corda inferior fará com que a corda tende a permanecer em repouso, se estiver em repouso,
superior se parta. ou a continuar o movimento em MRU, se estiver se movi-
mentando.
c) Um corpo tende a permanecer em repouso, caso sua
velocidade seja diferente de zero, em relação ao mesmo
Corda superior referencial.
d) Um corpo tende a permanecer em repouso ou a con-
tinuar seu movimento em trajetória retilínea, caso a sua
velocidade seja diferente de zero, em relação ao mesmo
referencial.
Corda inferior e) Um corpo pode alterar seu movimento desde que a for-
ça resultante sobre ele seja zero.
Assinale a alternativa que explica por que ocorre a si-
tuação I.
4 (UDESC) O airbag e o cinto de segurança são itens de
segurança presentes em todos os carros novos fabricados

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
a) Terceira Lei de Newton.
no Brasil. Utilizando os conceitos da Primeira Lei de New-
b) A força é muito pequena para mover a bola.
ton, de impulso de uma força e variação da quantidade de
c) O atrito do ar com a bola a empurra de volta. movimento, analise as proposições.
d) A bola tem muita energia.
I. O airbag aumenta o impulso da força média atuante so-
e) A inércia da bola. bre o ocupante do carro na colisão com o painel, aumen-
tando a quantidade de movimento do ocupante.
II. O airbag aumenta o tempo da colisão do ocupante do
2 (G1-IFSUL) Leia com atenção o texto que segue.
carro com o painel, diminuindo assim a força média atuan-
“Galileu fez outra grande descoberta. Ele mostrou que te sobre ele mesmo na colisão.
Aristóteles estava também errado quando considerava III. O cinto de segurança impede que o ocupante do carro,
que fosse necessário exercer forças sobre os objetos para em uma colisão, continue se deslocando com um movi-
mantê-los em movimento. Embora seja necessária uma mento retilíneo uniforme.
força para dar início ao movimento, Galileu mostrou que,
IV. O cinto de segurança desacelera o ocupante do carro
uma vez em movimento, nenhuma força é necessária para
em uma colisão, aumentando a quantidade de movimento
manter o movimento – exceto a força necessária para so-
do ocupante.
brepujar o atrito. Quando o atrito está ausente, um objeto
em movimento mantém-se em movimento sem a necessi- Assinale a alternativa correta.
dade de qualquer força.”
HEWITT, P. G. Fundamentos de Física Conceitual. 1ª ed. – Porto Alegre: Bookman, 2003. p. 50. a) Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
O texto refere-se a uma questão central no estudo do
c) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
movimento dos corpos na Mecânica Newtoniana, que é
a propriedade de os corpos manterem o seu estado de d) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.
movimento. e) Todas as afirmativas são verdadeiras.

Essa propriedade é conhecida como:

a) força.
b) massa.
c) inércia.
d) velocidade.

64 DEMAIS VESTIBULARES
5 (UFSM) O principal combustível usado pelos grandes Anotações:
aviões de transporte de carga e passageiros é o querose-
ne, cuja queima origina diversos poluentes atmosféricos.
As afirmativas a seguir referem-se a um avião em voo,
num referencial inercial.

I. Se a soma das forças que atuam no avião é diferente de


zero, ele não pode estar em MRU.
II. Se a soma das forças que atuam no avião é zero, ele
pode estar parado.
III. O princípio de conservação da energia garante que o
avião se mova em sentido contrário àquele em que são
jogados os gases produzidos na combustão.

Está(ão) correta(s):

a) apenas I.
b) apenas I e II.
c) apenas III.
d) apenas II e III.
e) I, II e III.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

GABARITO

1. E
2. C
3. B
4. B
5. B

DEMAIS VESTIBULARES 65
GABARITO

• Apoio ao texto
Unidade 1 Unidade 5 Unidade 6 Algo mais
1. D 1. B 1. C 1. a) 0,01 e 1 . 10-2
2. E 2. E 2. A b) 0,0101 e 1,01 . 10-2
c) 10 e 1 . 10
3. C 3. C 3. C
d) 23,4 e 2,34 . 10
4. B 4. B 4. B
2. a) 0,001 e 1 . 10-3
5. B 5. A 5. C b) 0,00000003 e 3 . 10-8
6. B 6. B c) [Link] e 1 . 109
Unidade 2 7. B 3. a) 0,04 e 4 . 10-2
8. A b) 0,000000003 e 3 . 10-9
1. D c) 0,00005 e 5 . 105
9. D
2. B
10. E Unidade 7 4. 2h22min50s
3. B
11. B 5. a) A e C
4. C 1. C
b) A, B e D
12. E 2. A

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5. C c) A e D
13. E 3. C
6. E 6. D
14. A 4. D
7. B 7. B
15. A 5. C
8. E
16. B 6. D
9. A
17. D 7. B
18. E 8. D
19. B
Unidade 3 20. E
1. B Unidade 8
2. C 1. 02+04+16+64=86
3. C 2. C
4. B 3. D
4. D
5. C
Unidade 4 6. C

1. E
2. D
3. A
4. E Unidade 9
5. C 1. E
6. E 2. A
7. D 3. E
8. E 4. B
5. D

66 GABARITO
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

GABARITO
67
» Referências
ALVARENGA, Beatriz. Curso de Física. São Paulo: Editora Scipione, 2000.
AMALDI, Hugo. Imagens da Física. São Paulo: Editora Scipione, 1995.
BONJORNO, Clínton. Temas de Física. São Paulo: Editora FTD, 2003.
CARRON, Wilson; GUIMARÃES, Osvaldo. As faces da Física. São Paulo: Ed. Moderna, 2003.
_________________________________________. Física - Volume único. São Paulo: Ed. Moderna, 2003.
CARRON; PIQUEIRA; GUIMARÃES. Física Ensino Médio. Vol. 2. São Paulo: Editora Ática, 2014.
FERRARO, Nicolau. Física Básica. 4ª ed. São Paulo: Editora Atual, 2013.
GASPAR, Alberto. Física. São Paulo: Editora Ática, 2011.
HALLIDAY, Resnick. Fundamentos da Física. 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora LTC, 1993.
HERSKOWICZ, Gerson; PENTEADO, Paulo; SCOLFARO, Valdir. Curso Completo de Física - Volume único. São Paulo: Ed.
Moderna, 1993.
HEWITT, Paul G. Física Conceitual. 9ª ed. Porto Alegre: Editora Bookman, 2002.
PENTEADO. Física: conceitos e aplicações. São Paulo: Editora Moderna, 1998.
PLANO INCLINADO. Disponível em: <[Link] Acesso em: janeiro de 2012.
SÉRGIO, Caio. Física Clássica. São Paulo: Editora Atual, 2012.
TIPLER, Paul. Física. 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora LTC, 2000.
VÁLIO, Adriana. Ser protagonista. Box-Física. São Paulo: Editora SM, 2014.
HABILIDADES À PROVA 1

» Conceitos básicos da Mecânica


○ 1. (ENEM) Uma empresa de transportes precisa efetuar a
entrega de uma encomenda o mais breve possível. Para tanto,
○ 3. (ENEM) A agricultura de precisão reúne técnicas agríco-
las que consideram particularidades locais do solo ou lavoura a
a equipe de logística analisa o trajeto desde a empresa até o lo- fim de otimizar o uso de recursos. Uma das formas de adquirir
cal da entrega. Ela verifica que o trajeto apresenta dois trechos informações sobre essas particularidades é a fotografia aérea
de distâncias diferentes e velocidades máximas permitidas di- de baixa altitude realizada por um veículo aéreo não tripulado
ferentes. No primeiro trecho, a velocidade máxima permitida é (vant). Na fase de aquisição, é importante determinar o nível de
80 km/h, e a distância a ser percorrida é de 80 km. No segun- sobreposição entre as fotografias. A figura ilustra como uma
do trecho, cujo comprimento vale 60 km, a velocidade máxima sequência de imagens é coletada por um vant e como são forma-
permitida é 120 km/h. das as sobreposições frontais.

Supondo que as condições de trânsito sejam favoráveis para


que o veículo da empresa ande continuamente na velocidade
máxima permitida, qual será o tempo necessário, em horas,
para a realização da entrega?

a) 0,7
b) 1,4
c) 1,5
d) 2,0
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

e) 3,0

○ 2. (ENEM) As cidades de Quito e Cingapura encontram-se


próximas à Linha do Equador e em pontos diametralmente
O operador do vant recebe uma encomenda na qual as
imagens devem ter uma sobreposição frontal de 20% em um
opostos no globo terrestre. Considerando o raio da Terra igual terreno plano. Para realizar a aquisição das imagens, seleciona
a 6.370 km, pode-se afirmar que um avião saindo de Quito, uma altitude H fixa de voo de 1.000 m, a uma velocidade cons-
voando em média 800 km/h, descontando as paradas de escala, tante de 50 m/s-1. A abertura da câmera fotográfica do vant é de
chega a Cingapura em aproximadamente: 90°. Considere tg(45°) = 1.
Natural Resources Canada. Concepts of Aerial Photography. Disponível em: [Link]. Acesso em: 26
a) 16 horas. abr. 2019 (adaptado).

b) 20 horas.
Com que intervalo de tempo o operador deve adquirir duas
c) 25 horas.
imagens consecutivas?
d) 32 horas.
e) 36 horas. a) 40 segundos.
b) 32 segundos.
c) 28 segundos.
d) 16 segundos.
e) 8 segundos.

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 1 69


○ 4. (ENEM) ○ 6. (ENEM) O sinal sonoro oriundo da queda de um grande
bloco de gelo de uma geleira é detectado por dois dispositivos
Seu olhar
situados em um barco, sendo que o detector A está imerso em
Na eternidade água e o B, na proa da embarcação. Sabe-se que a velocidade do
Eu quisera ter som na água é de 1540 m/s no ar é de 340 m/s.
Tantos anos-luz
Quantos fosse precisar
Pra cruzar o túnel
Do tempo do seu olhar
Gilberto Gil, 1984.

Gilberto Gil usa, na letra da música, a palavra composta


anos-luz. O sentido prático, em geral, não é obrigatoriamente o
mesmo que na ciência. Na Física, um ano-luz é uma medida que
relaciona a velocidade da luz e o tempo de um ano e que, portan-
to, refere-se a:
a) tempo.
b) aceleração.
c) distância.
d) velocidade.
e) luminosidade.
Os gráficos indicam, em tempo real, o sinal sonoro detectado
pelos dois dispositivos, os quais foram ligados simultaneamente
em um instante anterior à queda do bloco de gelo. Ao comparar
pontos correspondentes desse sinal em cada dispositivo, é pos-
sível obter informações sobre a onda sonora.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
○ 5. (ENEM) O gráfico abaixo modela a distância percorrida,
em km, por uma pessoa em certo período de tempo. A escala
de tempo a ser adotada para o eixo das abscissas depende da
maneira como essa pessoa se desloca. Qual é a opção que apre-
senta a melhor associação entre meio ou forma de locomoção A distância L, em metro, entre o barco e a geleira é mais
e unidade de tempo, quando são percorridos 10 km? próxima de:

10 km
a) 339.000
b) 78.900
c) 14.400
d) 5.240
e) 100
tempo
0 1 2

a) carroça - semana
b) carro - dia
c) caminhada - hora
d) bicicleta - minuto
e) avião - segundo

70 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 1


○ 7. (UFSM) Ao se aproximar uma tempestade, um índio vê o
clarão do raio e, 15 s após, ouve o trovão. Sabendo que no ar,
○ 9. (UFRGS) O tempo de reação tR de um condutor de um au-
tomóvel é definido como o intervalo de tempo decorrido entre
a velocidade da luz é muito maior que a do som (340 m/s), a o instante em que o condutor se depara com uma situação de
distância, em km, de onde ocorreu o evento é perigo e o instante em que ele aciona os freios.

a) 1,7. (Considere dR e dF, respectivamente, as distâncias percorri-


das pelo veículo durante o tempo de reação e de frenagem; e dT
b) 3,4.
a distância total percorrida. Então, dT = dR + dF).
c) 4,8.
Um automóvel trafega com velocidade constante de
d) 5,1. módulo v = 54,0 km/h em uma pista horizontal. Em dado ins-
e) 6,5. tante, o condutor visualiza uma situação de perigo, e seu tempo
de reação a essa situação é de 4/5s, como ilustrado na sequência
de figuras a seguir.

2
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

○ 8. (UFSM) O conceito de referencial inercial é construído a


partir dos trabalhos de Galileu Galilei e Isaac Newton, durante
o século XVII. Sobre esse conceito, considere as seguintes afir-
mativas: 3
I - Referencial é um sistema de coordenadas e não um corpo ou
Considerando-se que a velocidade do automóvel permane-
conjunto de corpos.
ceu inalterada durante o tempo de reação tR, é correto afirmar
II - O movimento é relativo, porque acontece de modo diferente que a distância dR é de:
em diferentes referenciais.
a) 3,0 m
III - Fixando o referencial na Terra, o Sol se move ao redor dela.
b) 12,0 m
c) 43,2 m
Está(ão) correta(s)
d) 60,0 m
e) 67,5 m
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas III.
d) apenas I e II.
e) I, II e III.
○ 10. (UFRGS) Dois motoristas, A e B, dirigem carros idênticos
com velocidades constantes numa avenida plana e reta. A ve-
locidade de A é 40 m/s, e a de B é 25 m/s. Ambos percebem o
sinal vermelho e decidem acionar o freio no mesmo instante. As
distâncias que percorrem no intervalo de tempo que, para cada
um, transcorre entre a decisão de parar e o efetivo acionamento
do freio, são diferentes: o automóvel de A percorre 12 m, e o de
B, 10 m. Qual dos motoristas tem o menor tempo de reação (é
mais rápido para acionar o freio) e qual o tempo que ele leva
para isso?

a) É A; ele leva 0,3s.


b) É A; ele leva 3,3s.
c) É B; ele leva 0,4s.
d) É B; ele leva 2,5s.
e) É A; ele leva 0,6s.

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 1 71


○ 11. (UFRGS) Em 2014, comemoraram-se os 50 anos do início
da operação de trens de alta velocidade no Japão, os chamados
○ 14. (UFRGS) Durante os jogos olímpicos de 1989, os atletas
que participaram das corridas de 100 m rasos conseguiram rea-
trens-bala. Considere que um desses trens desloca-se com uma lizar este percurso em 9,98s. Considere as seguintes conclusões
velocidade constante de 360 km/h sobre trilhos horizontais. Em sobre os atletas feitas a partir desta informação.
um trilho paralelo, outro trem desloca-se também com velocida-
de constante de 360 km/h, porém em sentido contrário. I. Eles têm uma aceleração de módulo constante ao longo de
todo o percurso.
Nesse caso, o módulo da velocidade relativa dos trens, em II. Eles conseguem percorrer 10 m em menos de 1,00s.
m/s, é igual a:
III. Eles têm uma velocidade média com módulo aproximado de
a) 50 50 km/h.
b) 100 Qual(is) está(ão) correta(s)?
c) 200
d) 360 a) Apenas I.
e) 720 b) Apenas II.
c) Apenas I e II.
d) Apenas I e III.
e) I, II e III.

○ 12. (UFRGS) Um automóvel que trafega em uma autoestrada


reta e horizontal, com velocidade constante, está sendo observa-
do de um helicóptero. Relativamente ao solo, o helicóptero voa
○ 15. (UFRGS) Em uma estrada retilínea, dois automóveis des-
locam-se no mesmo sentido. O primeiro, com uma velocidade de
com a velocidade constante de 100 km/h, na mesma direção e módulo 20 m/s, e o segundo que, em um determinado instante,
no mesmo sentido do movimento do automóvel. Para o obser- está a 1 km atrás, com uma velocidade de módulo 25 m/s.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
vador situado no helicóptero, o automóvel avança a 20 km/h.
Qual é, então, a velocidade do automóvel relativamente ao solo? O encontro entre os dois carros se dará quando o segundo
tiver percorrido:
a) 120 km/h
a) 1 km
b) 100 km/h
b) 2 km
c) 80 km/h
c) 3 km
d) 60 km/h
d) 4 km
e) 20 km/h
e) 5 km

○ 13. (UFGRS) Em grandes aeroportos e shoppings, existem


esteiras móveis horizontais para facilitar o deslocamento de
pessoas.

Considere uma esteira com 48 m de comprimento e velocida-


de de 1,0 m/s.

Uma pessoa ingressa na esteira e segue caminhando sobre


ela com velocidade constante no mesmo sentido de movimento
da esteira. A pessoa atinge a outra extremidade 30s após ter in-
gressado na esteira.
Anotações:
Com que velocidade, em m/s, a pessoa caminha sobre a
esteira?

a) 2,6
b) 1,6
c) 1,0
d) 0,8
e) 0,6

72 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 1


HABILIDADES À PROVA 2

» Movimentos em trajetória retilínea


○ 1. (ENEM) Você foi contratado para sincronizar os quatro
semáforos de uma avenida, indicados pelas letras O, A, B e C
○ 2. (ENEM) Para melhorar a mobilidade urbana na rede me-
troviária é necessário minimizar o tempo entre estações. Para
conforme a figura. isso, a administração do metrô de uma grande cidade adotou o
seguinte procedimento entre duas estações: a locomotiva parte
do repouso com aceleração constante por um terço do tempo
de percurso, mantém a velocidade constante por outro terço e
reduz sua velocidade com desaceleração constante no trecho fi-
nal, até parar.

Qual é o gráfico de posição (eixo vertical) em função do tem-


Os semáforos estão separados por uma distância de 500 m. po (eixo horizontal) que representa o movimento desse trem?
Segundo os dados estatísticos da companhia controladora de
trânsito, um veículo, que está inicialmente parado no semáfo- a)
ro O tipicamente parte com aceleração constante de 1 ms-2 até
atingir a velocidade de 72 kmh-1 e, a partir daí, prossegue com
velocidade constante. Você deve ajustar os semáforos A, B e C

Posição
de modo que eles mudem para a cor verde quando o veículo
estiver a 100 m de cruzá-los, para que ele não tenha que reduzir
a velocidade em nenhum momento.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Considerando essas condições, aproximadamente quanto Tempo


tempo depois da abertura do semáforo O os semáforos A, B e C b)
devem abrir, respectivamente?
Posição

a) 20 s, 45 s e 70 s.
b) 25 s, 50 s e 75 s.
c) 28 s, 42 s e 53 s.
d) 30 s, 55 s e 80 s.
Tempo
e) 35 s, 60 s e 85 s.
c)
Posição

Tempo

d)
Anotações:
Posição

Tempo

e)
Posição

Tempo

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 2 73


○ 3. (ENEM) ○ 5. (ENEM) Em que intervalo de tempo o corredor apresenta ace-
leração máxima?
Rua da Passagem
a) Entre 0 e 1 segundo.
Os automóveis atrapalham o trânsito.
Gentileza é fundamental. b) Entre 1 e 5 segundos.
Não adianta esquentar a cabeça. c) Entre 5 e 8 segundos.
Menos peso do pé no pedal. d) Entre 8 e 11 segundos.
O trecho da música, de Lenine e Arnaldo Antunes (1999), ilus- e) Entre 9 e 15 segundos.


tra a preocupação com o trânsito nas cidades, motivo de uma
campanha publicitária de uma seguradora brasileira. Considere 6. (ENEM) Dois veículos que trafegam com velocidade cons-
dois automóveis, A e B, respectivamente conduzidos por um mo- tante em uma estrada, na mesma direção e sentido, devem man-
torista imprudente e por um motorista consciente e adepto da ter entre si uma distância mínima. Isso porque o movimento de
campanha citada. Ambos se encontram lado a lado no instante um veículo, até que ele pare totalmente, ocorre em duas etapas,
inicial t = 0s, quando avistam um semáforo amarelo (que indica a partir do momento em que o motorista detecta um problema
atenção, parada obrigatória ao se tornar vermelho). O movimen- que exige uma freada brusca. A primeira etapa é associada à
to de A e B pode ser analisado por meio do gráfico, que represen- distância que o veículo percorre entre o intervalo de tempo da
ta a velocidade de cada automóvel em função do tempo. detecção do problema e o acionamento dos freios. Já a segunda
se relaciona com a distância que o automóvel percorre enquanto
os freios agem com desaceleração constante.
Considerando a situação descrita, qual esboço gráfico repre-
senta a velocidade do automóvel em relação à distância percor-
rida até parar totalmente?
a)

Velocidade (m/s)

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
As velocidades dos veículos variam com o tempo em dois in-
tervalos: (I) entre os instantes 10s e 20s; (II) entre os instantes 30s
e 40s. De acordo com o gráfico, quais são os módulos das taxas
de variação da velocidade do veículo conduzido pelo motorista Distância (m)
imprudente, em m/s2, nos intervalos (I) e (II), respectivamente? b)
Velocidade (m/s)

a) 1,0 e 3,0.
b) 2,0 e 1,0.
c) 2,0 e 1,5.
d) 2,0 e 3,0.
e) 10,0 e 30,0.

Instrução: Leia o texto e observe o gráfico a seguir para respon- Distância (m)
der às questões 4 e 5. c)
Velocidade (m/s)

Em uma prova de 100 m rasos, o desempenho típico de um


corredor padrão é representado pelo gráfico a seguir:

Distância (m)
d)
Velocidade (m/s)


Distância (m)
4. (ENEM) Baseado no gráfico, em que intervalo de tempo a e)
Velocidade (m/s)

velocidade do corredor é aproximadamente constante?

a) Entre 0 e 1 segundo.
b) Entre 1 e 5 segundos.
c) Entre 5 e 8 segundos.
d) Entre 8 e 11 segundos.
e) Entre 12 e 15 segundos. Distância (m)

74 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 2


○ 7. (UFSM) A figura representa o gráfico da posição (X) de um
mensageiro em função do tempo (t), num referencial fixo na es-
○ 9. (UFSM) A figura representa o gráfico do módulo da velo-
cidade de um carro que se desloca numa estrada retilínea, em
trada. função do tempo, num referencial fixo na estrada.

Podem ser associados a um MRU e a um MRUV, respectiva-


mente, os trechos É possível, então, afirmar:
I - O movimento do carro no intervalo de 6 min a 8 min é MRUV.
a) 1 e 2. II - No intervalo de 1 min a 5 min, o carro tem um deslocamento
com módulo de 7200 m.
b) 1 e 3.
III - O módulo da velocidade média do carro no intervalo de 0 a
c) 2 e 3.
9 min é zero.
d) 2 e 4.
e) 3 e 4.
Está(ão) correta(s)

a) apenas I.


b) apenas II.
8. (UFSM) Um automóvel percorre, com velocidade constan-
c) apenas III.
te, uma estrada retilínea numa região onde existem três pos-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

tos de gasolina (A, B, C). Um observador de helicóptero resolve d) apenas I e III.


descrever o movimento do automóvel e estabelece, como refe- e) I, II e III.
rencial, um eixo ao longo da estrada, com origem no posto B e
orientação de A para B e de B para C. Para descrever a posição
(x) e os módulos da velocidade (v) e da aceleração (a) do auto-
móvel em função do tempo, quando ele se desloca de A para B,
o observador desenha os gráficos:

Está(ão) correto(s)
○ 10. (UFSM) Um motorista dirige seu automóvel a uma ve-
locidade de módulo 76 km/h, medida num referencial fixo na
estrada, quando avista uma placa indicando que o módulo má-
ximo permitido para a velocidade é de 40 km/h. Usando apenas
a) apenas I.
os freios, o tempo mínimo que o motorista leva para se adequar
b) apenas II. ao novo limite de velocidade é de 2 s. Os freios desse automó-
c) apenas III. vel podem produzir uma aceleração no sentido contrário ao do
d) apenas II e III. movimento no referencial considerado, com módulo máximo,
e) I, II e III. em m/s2, de

a) 5.
b) 9,8.
c) 18.
d) 58.
e) 300.

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 2 75


○ 11. (UFRGS) Um atleta, partindo do repouso, percorre 100
m em uma pista horizontal retilínea, em 10s, e mantém a ace-
Instrução: As questões 14 e 15 estão relacionadas ao enunciado
abaixo.
leração constante durante todo o percurso. Desprezando a re-
O tempo de reação tR de um condutor de um automóvel é
sistência do ar, considere as afirmações abaixo, sobre esse mo-
definido como o intervalo de tempo decorrido entre o instante
vimento.
em que o condutor se depara com uma situação de perigo e o
instante em que ele aciona os freios.
I. O módulo de sua velocidade média é 36 km/h.
(Considere dR e dF, respectivamente, as distâncias percorri-
II. O módulo de sua aceleração é 10 m/s2. das pelo veículo durante o tempo de reação e de frenagem; e dT
III. O módulo de sua maior velocidade instantânea é 10 m/s. a distância total percorrida. Então, dT = dR + dF).
Um automóvel trafega com velocidade constante de
Qual(is) está(ão) correta(s)?
módulo v = 54,0 km/h em uma pista horizontal. Em dado ins-
a) Apenas I. tante, o condutor visualiza uma situação de perigo, e seu tempo
de reação a essa situação é de 4/5s, como ilustrado na sequência
b) Apenas II.
de figuras a seguir.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.

○ 12. (UFRGS) Um automóvel que trafega com velocidade cons-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
tante de 10 m/s, em uma pista reta e horizontal, passa a acelerar
uniformemente à razão de 60 m/s em cada minuto, mantendo
essa aceleração durante meio minuto. A velocidade instantânea 2
do automóvel, ao final desse intervalo de tempo, e sua velocida-
de média, no mesmo intervalo de tempo, são, respectivamente:

a) 30 m/s e 15 m/s.
b) 30 m/s e 20 m/s.
c) 20 m/s e 15 m/s.
d) 40 m/s e 20 m/s. 3

e) 40 m/s e 25 m/s.

○ 14. (UFRGS) Ao reagir à situação de perigo iminente, o mo-


torista aciona os freios, e a velocidade do automóvel passa a
diminuir gradativamente, com aceleração constante de módulo
7,5 m/s2.

○ 13. (UFRGS) Um automóvel que anda com velocidade es-


calar de 72 km/h é freado de tal forma que, 6s após o início da
Nessas condições, é correto afirmar que a distância dF é de:

freada, sua velocidade escalar é de 8,0 m/s. O tempo gasto pelo a) 2,0 m
automóvel até parar e a distância percorrida até então valem, b) 6,0 m
respectivamente: c) 15,0 m
a) 10s e 100 m. d) 24,0 m
b) 10s e 200 m. e) 30,0 m
c) 20s e 100 m.
d) 20s e 200 m.
e) 5s e 150 m.

76 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 2


○ 15. (UFRGS) Em comparação com as distâncias dR e dF, já cal-
culadas, e lembrando que dT = dR + dF, considere as seguintes
○ 19. (UFRGS) Pedro e Paulo diariamente usam bicicletas para
ir ao colégio. O gráfico abaixo mostra como ambos percorreram
afirmações sobre as distâncias percorridas pelo automóvel, ago- as distâncias até o colégio, em função do tempo, em certo dia.
ra com o dobro da velocidade inicial, isto é, 108 km/h.
1600
I. A distância percorrida pelo automóvel durante o tempo de re-
ação do condutor é de 2dR.
1200
II. A distância percorrida pelo automóvel durante a frenagem é
de 2dF.

d(m)
III. A distância total percorrida pelo automóvel é de 2dT. 800
Qual(is) está(ão) correta(s)?

a) Apenas I. Pedro
400
Paulo
b) Apenas II.
c) Apenas I e II.
0
d) Apenas I e III. 0 200 400 600
e) I, II e III.
t(s)

Com base no gráfico, considere as seguintes afirmações.


I. A velocidade média desenvolvida por Pedro foi maior do que a
16. (UFRGS) Uma grande aeronave para transporte de pas- desenvolvida por Paulo.
sageiros precisa atingir a velocidade de 360 km/h para poder II. A máxima velocidade foi desenvolvida por Paulo.
decolar. Supondo que essa aeronave desenvolve, na pista, uma
III. Ambos estiveram parados pelo mesmo intervalo de tempo,
aceleração constante de 2,5 m/s2, qual é a distância mínima que durante seus percursos.
ela necessita percorrer sobre a pista antes de decolar?
Qual(is) está(ão) correta(s)?
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

a) 10.000 m
b) 5.000 m a) Apenas I.
c) 4.000 m b) Apenas II.
d) 2.000 m c) Apenas III.
e) 1.000 m d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

○ 17. (UFRGS) Cada vez que a gravação feita em um disco de


vinil é reproduzida, uma agulha fonocaptora percorre uma espi-
ral de sulcos que se inicia na periferia do disco e acaba nas pro-
ximidades do seu centro. Em determinado disco, do tipo 78 rpm,
a agulha completa esse percurso em 5 minutos. Supondo que a
velocidade relativa entre a agulha e o disco decresce linearmen-
te em função do tempo, de 120 cm/s no sulco inicial para 40 cm/s
no sulco final, qual seria o comprimento do percurso completo
percorrido pela agulha sobre o disco?

a) 400 m.
b) 240 m.
c) 48 m.
d) 24 m.
e) 4 m.

○ 18. (UFRGS) Um automóvel que trafega com velocidade de


5 m/s, em uma estrada reta e horizontal, acelera uniformemen-
te, aumentando a sua velocidade para 25 m/s em 5,2s. Que dis-
tância o automóvel percorre durante esse intervalo de tempo?

a) 180 m
b) 156 m
c) 144 m
d) 78 m
e) 39 m

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 2 77


Instrução: As questões 20 e 21 referem-se ao enunciado abaixo. ○ 22. (UFRGS) Um automóvel desloca-se por uma estrada re-
tilínea plana e horizontal, com velocidade constante de módulo
O gráfico que segue representa os movimentos unidimensio- v. Em certo momento, o automóvel alcança um longo caminhão.
nais de duas partículas, 1 e 2, observados no intervalo de tempo
A oportunidade de ultrapassagem surge e o automóvel é acele-
(0, tF). A partícula 1 segue uma trajetória partindo do ponto A, e
rado uniformemente até que fique completamente à frente do
a partícula 2, partindo do ponto B. Essas partículas se cruzam no
caminhão. Nesse instante, o motorista “alivia o pé” e o automó-
instante tC.
vel reduz a velocidade uniformemente até voltar à velocidade
inicial v. A figura abaixo apresenta cinco gráficos de distância (d)
x tempo (t). Em cada um deles, está assinalado o intervalo de
x (m) tempo (Dt) em que houve variação de velocidade.

Escolha qual dos gráficos melhor reproduz a situação descri-


B 1
ta acima.

a) d
2

A
t (s)

0 tC tF
Dt t

b) d

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
20. (UFRGS) As velocidades escalares das partículas 1 e 2 no
instante tC e suas acelerações escalares são, respectivamente:

a) v1 < 0; v2 < 0; a1 > 0; a2 > 0


b) v1 > 0; v2 < 0; a1 > 0; a2 > 0
Dt t
c) v1 < 0; v2 > 0; a1 < 0; a2 < 0
d) v1 > 0; v2 < 0; a1 < 0; a2 < 0
e) v1 > 0; v2 > 0; a1 > 0; a2 < 0 c) d

Dt t

○ 21. (UFRGS) Quando as velocidades escalares das partículas


1 e 2, no intervalo observado, serão iguais?
d) d

a) Em t = 0.
b) Em tC.
c) Entre 0 e tC.
d) Entre tC e tF.
Dt t
e) Em nenhum instante de tempo nesse intervalo.

e) d

Dt t

78 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 2


○ 23. (UFRGS) O gráfico representa a posição x de um corpo,
em movimento retilíneo, em função do tempo t. A curva repre-
Instrução: A figura e o enunciado abaixo referem-se às ques-
tões de número 25 e 26.
sentada é uma parábola (função do segundo grau em t), com
Os gráficos de velocidade (v) e aceleração (a) contra o tempo
vértice em t = 4s.
(t) representam o movimento “ideal” de um elevador que parte
x (m) do repouso, sobe e para.

20

V
3 m/s

t (x)
0 4 8 0 t
A partir da análise do gráfico, pode-se afirmar que: A B C

a) de t = 0s até t = 8s, o móvel movimenta-se com vetor acelera- a


ção constante. a0
b) de t = 0s até t = 4s, os vetores velocidade e aceleração têm o
mesmo sentido. 0 t
c) em t = 4s, o vetor aceleração muda de sentido.
d) de t = 4s até t = 8s, o módulo do vetor velocidade diminui. -a0
e) em t = 4s, o módulo do vetor aceleração é nulo.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

○ 25. (UFRGS) Sabendo-se que os intervalos de tempo A e C


são ambos de 1,5s, qual é o módulo a0 da aceleração com que o
24. (UFRGS) Dois automóveis, A e B, movimentam-se por elevador se move durante esses intervalos?
uma rua retilínea. No instante t = 0, encontram-se a 25 m de
um semáforo que está no “verde”. O automóvel A continua em a) 3,00 m/s2
movimento com velocidade constante, e o automóvel B acelera. b) 2,00 m/s2
O sinal troca para o “vermelho” em t = 5s. O diagrama a seguir c) 1,50 m/s2
representa a posição d dos dois automóveis em função do tem-
d) 0,75 m/s2
po t (a origem do eixo das posições está no local ocupado pelos
automóveis em t = 0). e) 0,50 m/s2

d (m)

25

5
t (s)
○ 26. (UFRGS) Sabendo-se que os intervalos de tempo A e C
são ambos de 1,5s e que o intervalo B é de 6s, qual a distância
Analisando o diagrama, pode-se afirmar que: total percorrida pelo elevador?

a) somente o automóvel A cruza o semáforo antes que passe a) 13,50 m


para o “vermelho”. b) 18,00 m
b) os dois automóveis cruzam o semáforo antes que passe para c) 20,25 m
o “vermelho”.
d) 22,50 m
c) somente o automóvel B cruza o semáforo antes que passe
e) 27,00 m
para o “vermelho”.
d) nenhum dos dois automóveis cruza o semáforo antes que
passe para o “vermelho”.
e) o diagrama não permite decidir quando os automóveis cru-
zam o semáforo.

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 2 79


○ 27. (UFRGS) Em uma manhã de março de 2001, a plataforma
petrolífera P-36, da Petrobrás, foi a pique. Em apenas três minu-
○ 29. (UFRGS) A sequência de pontos na figura abaixo marca
as posições, em intervalos de 1 segundo, de um corredor de 100
tos, ela percorreu os 1.320 metros de profundidade que a sepa- metros rasos, desde a largada até após a chegada.
ravam do fundo do mar. Suponha que a plataforma, partindo do
repouso, acelerou uniformemente durante os primeiros 30 se-
gundos, ao final dos quais sua velocidade atingiu um valor V com 012 3 4 5 6 7 8 9 10 11 t(s)
relação ao fundo, e que, no restante do tempo, continuou a cair
verticalmente, mas com velocidade constante de valor igual a V. 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 x(m)

Nessa hipótese, qual foi o valor V?


Assinale o gráfico que melhor representa a evolução da velo-
a) 4,0 m/s cidade instantânea do corredor.
b) 7,3 m/s
c) 8,0 m/s
a) V
d) 14,6 m/s
e) 30,0 m/s

t(s)
0 2 4 6 8 10

b) V

○ 28. (UFRGS) O gráfico de velocidade (v) contra tempo (t),


mostrado a seguir, representa, em unidades arbitrárias, o movi-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
mento retilíneo de uma partícula.

v t(s)
0 2 4 6 8 10

1
c) V

t
1 3

Dt1 Dt2
t(s)
0 2 4 6 8 10

O quociente d1/d2 entre a distância d1, percorrida pela partí-


cula no intervalo de tempo Δt1, e a distância d2, percorrida pela d) V
partícula no intervalo de tempo Δt2, é:

a) 3
b) 2
c) 1
d) 1/2
t(s)
e) 1/3 0 2 4 6 8 10

e) V

t(s)
0 2 4 6 8 10

80 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 2


Instrução: As questões 30 e 31 estão relacionadas ao enunciado
abaixo.
○ 31. (UFRGS) Qual dos seguintes gráficos representa melhor a
aceleração do objeto em função do tempo?

A figura representa a fotografia de múltipla exposição de um


objeto que move em linha reta sobre uma superfície horizontal. A a) a
seta indica o sentido do movimento. As posições indicadas pelos
pontos estão separadas por intervalos iguais de tempo. O primei-
ro “flash” ocorreu exatamente quando o corpo iniciava seu movi-
mento, e o último exatamente no instante em que parava.
t

b) a

○ 30. (UFRGS) Qual dos seguintes gráficos representa melhor a


velocidade em função do tempo?
t

a) V
c) a

t
t
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

b) V

d) a

t
t

c) V

e) a
t

d) V

e) V

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 2 81


○ 32. (UFRGS) A tabela abaixo apresenta valores da velocidade
(V) de um móvel, em movimento retilíneo, em função de tempo
○ 33. (UFRGS) Os gráficos abaixo representam a aceleração
contra o tempo para cinco objetos diferentes. Todos os eixos
(t). possuem a mesma escala no intervalo de tempo entre t0 e t1,
qual dos objetos sofre maior variação de velocidade?

t (s) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 a
a)
V (cm/s) 3 5 7 9 9 9 9 8 7 6 5

Qual dos gráficos abaixo pode representar corretamente os


valores da aceleração (a) desse móvel como função do tempo?

a) a
t
t0 t1

b) a
0 t
3 6 10

b) a

t
t0 t1

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
0 t
3 6 10
c) a

c) a

t
t0 t1
0 t
3 6 10
d) a

d) a

0 t
3 6 10
t
t0 t1

e) a
e) a

6 10 t
0
3

t
t0 t1

82 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 2


HABILIDADES À PROVA 3

» Movimentos em trajetória curvilínea


○ 1. (ENEM) Um professor utiliza esta história em quadrinhos
para discutir com os estudantes o movimento de satélites. Nesse
○ 2. (ENEM-2020) No Autódromo de Interlagos, um carro de
Fórmula 1 realiza a curva S do Senna numa trajetória curvilínea.
sentido, pede a eles que analisem o movimento do coelhinho, Enquanto percorre esse trecho, o velocímetro do carro indica
considerando o módulo da velocidade constante. velocidade constante. Quais são a direção e o sentido da acele-
ração do carro?

a) Radial, apontada para fora da curva.


b) Radial, apontada para dentro da curva.
c) Aceleração nula, portanto, sem direção nem sentido.
d) Tangencial, apontada no sentido da velocidade do carro.
e) Tangencial, apontada no sentido contrário à velocidade do
carro.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

○ 3. (ENEM) O Brasil pode se transformar no primeiro país das


Américas a entrar no seleto grupo das nações que dispõem de
trens-bala. O Ministério dos Transportes prevê o lançamento do
edital de licitação internacional para a construção da ferrovia de
alta velocidade Rio-São Paulo. A viagem ligará os 403 quilôme-
tros entre a Central do Brasil, no Rio, e a Estação da Luz, no cen-
tro da capital paulista, em uma hora e 25 minutos.
Disponível em: [Link] Acesso em: 14 jul. 2009.

Devido à alta velocidade, um dos problemas a ser enfrentado


na escolha do trajeto que será percorrido pelo trem é o dimen-
sionamento das curvas. Considerando-se que uma aceleração
lateral confortável para os passageiros e segura para o trem seja
de 0,1 g, em que g é a aceleração da gravidade (considerada igual
a 10 m/s2), e que a velocidade do trem se mantenha constante
em todo o percurso, seria correto prever que as curvas existen-
tes no trajeto deveriam ter raio de curvatura mínimo de, aproxi-
madamente:
SOUSA, M. Cebolinha, nº 240, jun. 2006.
a) 80 m
b) 430 m
Desprezando a existência de forças dissipativas, o vetor ace-
c) 800 m
leração tangencial do coelhinho, no terceiro quadrinho, é:
d) 1.600 m
a) nulo.
e) 6.400 m
b) paralelo à sua velocidade linear e no mesmo sentido.
c) paralelo à sua velocidade linear e no sentido oposto.
d) perpendicular à sua velocidade linear e dirigido para o centro
da Terra.
e) perpendicular à sua velocidade linear e dirigido para fora da
superfície da Terra.

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 3 83


○ 4. (ENEM) Para serrar ossos e carnes congeladas, um açou-
gueiro utiliza uma serra de fita que possui três polias e um mo-
A frequência de giro do ponteiro, em RPM, é:

tor. O equipamento pode ser montado de duas formas diferen- a) 1


tes, P e Q. Por questão de segurança, é necessário que a serra b) 2
possua menor velocidade linear. c) 4
d) 81
e) 162


Serra Serra
de fita de fita Polia 3 6. (UFSM) A figura representa dois atletas em uma corrida,
Polia 3
percorrendo uma curva circular, cada um em uma raia. Eles
Polia 2 Polia 2 desenvolvem velocidades lineares com módulos iguais e cons-
Motor Motor
tantes, em um referencial fixo no solo. Atendendo à informação
dada, assinale a resposta correta.

Polia 1 Polia 1
Correia Correia
Montagem P Montagem Q

A
Por qual montagem o açougueiro deve optar e qual a justifi-
cativa desta opção?

a) Q, pois as polias 1 e 3 giram com velocidades lineares iguais


em pontos periféricos, e a que tiver maior raio terá menor fre-
quência.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
b) Q, pois as polias 1 e 3 giram com frequências iguais, e a que
tiver maior raio terá menor velocidade linear em um ponto pe-
riférico. a) Em módulo, a aceleração centrípeta de A é maior do que a
c) P, pois as polias 2 e 3 giram com frequências diferentes, e a aceleração centrípeta de B.
que tiver maior raio terá menor velocidade linear em um ponto b) Em módulo, as velocidades angulares de A e B são iguais.
periférico. c) A poderia acompanhar B se a velocidade angular de A fosse
d) P, pois as polias 1 e 2 giram com diferentes velocidades line- maior do que a de B, em módulo.
ares em pontos periféricos, e a que tiver menor raio terá maior d) Se as massas dos corredores são iguais, a força centrípeta so-
frequência. bre B é maior do que a força centrípeta sobre A, em módulo.
e) Q, pois as polias 2 e 3 giram com diferentes velocidades line- e) Se A e B estivessem correndo na mesma raia, as forças centrí-
ares em pontos periféricos, e a que tiver maior raio terá menor petas teriam módulos iguais, independentemente das massas.
frequência.

○ 5. (ENEM) A invenção e o acoplamento entre engrenagens


revolucionaram a ciência na época e propiciaram a invenção de
várias tecnologias, como os relógios. Ao construir um pequeno
○ 7. (UFRGS) Uma roda de bicicleta de raio de 50,0 cm roda
sobre uma superfície horizontal, sem deslizar, com velocidade
cronômetro, um relojoeiro usa o sistema de engrenagens mos- angular constante de 2π rad/s. Em 1,0s, o ponto central da roda
trado. De acordo com a figura, um motor é ligado ao eixo e mo- percorre uma distância de:
vimenta as engrenagens fazendo o ponteiro girar. A frequência
do motor é de 18 RPM, e o número de dentes das engrenagens a) π/2 m
está apresentado no quadro. b) π m
c) 2π m
Engrenagens Dentes
d) 1,0 m
A 24 e) 2,0 m
B 72
C

D
36

108
○ 8. (UFRGS) Levando-se em conta unicamente o movimento de
rotação da Terra em torno de seu eixo imaginário, qual é, aproxi-
madamente, a velocidade tangencial de um ponto da superfície
da Terra localizado no Equador terrestre? (Considere π = 3,14; raio
Ponteiro
Engrenagem B da Terra RT = 6.000 km).
Engrenagem A a) 440 km/h
b) 800 km/h
c) 880 km/h
Eixo do motor d) 1.600 km/h
Engrenagem D
Engrenagem C e) 3.200 km/h

84 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 3


○ 9. (UFRGS) O ponteiro de certo instrumento de medição
execu­ta um movimento circular uniforme, percorrendo um ân-
○ 12. (UFRGS) A figura abaixo representa um móvel m que
descreve um movimento circular uniforme de raio R, no sentido
gulo de ω radianos em 1 segundo. horário, com velocidade de módulo V.
Quais são, em radianos, os ângulos percorridos por esse pon-
teiro em 1/ω segundos e em 2π/ω segun­dos, respectivamente?

a) 1 e 2π.
b) ω e 2πω.
c) 1 e π.
d) π e 2π.
e) π/2 e π.


Assinale a alternativa que melhor representa, respectiva-
10. (UFRGS) Em voos horizontais de aeromodelos, o peso do mente, os vetores velocidade V e aceleração a do móvel quando
modelo é equilibrado pela força de sustentação para cima, resul- passa pelo ponto I, assinalado na figura.
tante da ação do ar sobre as suas asas. Um aeromodelo, preso a
V
um fio, voa em um círculo horizontal de 6 m de raio, executando a) a
uma volta completa a cada 4s.

Sua velocidade angular, em rad/s, e sua aceleração centrípe- V a=0


b)
ta, em m/s2, valem, respectivamente:

a) p e 6p2.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

V a
b) p/2 e 3p2/2. c)
c) p/2 e p2/4.
d) p/4 e p2/4.
V
e) p/4 e p2/16. d) a

V a
e)

○ 11. (UFRGS) A figura abaixo apresenta, em dois instantes, as


velocidades v1 e v2 de um automóvel que, em um plano horizon- ○ 13. (UFRGS) Para um observador O, um disco metálico de
tal, se desloca em uma pista circular. raio r gira em movimento uniforme em torno de seu próprio
eixo, que permanece em repouso. Considere as seguintes afir-
mações sobre o movimento do disco.

I. O módulo v da velocidade linear é o mesmo para todos os pon-


v1 tos do disco, com exceção de seu centro.
v2
II. O módulo da velocidade angular é o mesmo para todos os
pontos do disco, com exceção do seu centro.
III. Durante uma volta completa, qualquer ponto da periferia do
disco percorre uma distância igual a 2πr.

Qual(is) está(ão) correta(s) do ponto de vista do observador O?

Com base nos dados da figura, e sabendo-se que os módulos a) Apenas II.
dessas velocidades são tais que v1 > v2, é correto afirmar que: b) Apenas III.
a) a componente centrípeta da aceleração é diferente de zero. c) Apenas I e II.
b) a componente tangencial da aceleração apresenta a mesma d) Apenas II e III.
direção e o mesmo sentido da velocidade. e) I, II e III.
c) o movimento do automóvel é circular uniforme.
d) o movimento do automóvel é uniformemente acelerado.
e) os vetores velocidade e aceleração são perpendiculares entre si.

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 3 85


○ 14. (UFRGS) A figura apresenta esquematicamente o sistema
de transmissão de uma bicicleta convencional.
○ 15. (UFRGS) A figura abaixo representa uma correia trans-
portadora com o seu sistema de acionamento. As duas polias
menores têm o mesmo raio R, e a polia maior tem raio 2R.
O atrito entre as correias e as polias é suficiente para que
não ocorra deslizamento de umas sobre as outras. A polia motriz
gira em sentido horário com frequência constante f1; as outras
duas polias são concêntricas, estão unidas rigidamente e giram
wR com frequência constante f2.
P
A
B
wB
Polia motriz
wA R

R
2R R
Esteira

Na bicicleta, a coroa A conecta-se à catraca B por meio da


correia P. Por sua vez, B é ligada à roda traseira R, girando com Considere as seguintes afirmações.
ela quando o ciclista está pedalando. I. Os objetos transportados pela correia deslocam-se para a direita.
Nessa situação, supondo que a bicicleta se move sem desli- II. A aceleração centrípeta na periferia da polia motriz é 4 vezes
zar, as magnitudes das velocidades angulares, wA, wB e wR, são maior do que na periferia da outra polia pequena.
tais que: III. Os objetos transportados pela correia movimentam-se com
velocidade linear menor do que a velocidade tangencial na peri-
a) wA < wB = wR
feria da polia motriz.
b) wA = wB < wR

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
c) wA = wB = wR Qual(is) está(ão) correta(s)?
d) wA < wB < wR a) Apenas I.
e) wA > wB = wR b) Apenas I e II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

86 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 3


HABILIDADES À PROVA 4

» A aceleração da gravidade e sua aplicação nos movimentos


○ 1. (ENEM) ○ 2. (ENEM-2021) No seu estudo sobre a queda dos corpos,
Aristóteles afirmava que, se abandonarmos corpos leves e pesa-
O Super-homem e as leis do movimento dos de uma mesma altura, o mais pesado chegaria mais rápido
Uma das razões para pensar sobre a física dos super-heróis ao solo. Essa ideia está apoiada em algo que é difícil de refu-
é, acima de tudo, uma forma divertida de explorar muitos fe- tar, a observação direta da realidade baseada no senso comum.
nômenos físicos interessantes, desde fenômenos físicos corri- Após uma aula de física, dois colegas estavam discutindo sobre a
queiros até eventos considerados fantásticos. A figura seguinte queda dos corpos, e um tentava convencer o outro de que tinha
mostra o Super-homem lançando-se no espaço para chegar ao razão:
topo de um prédio de altura H. Seria possível admitir que com Colega A: "O corpo mais pesado cai mais rápido que um me-
seus superpoderes ele estaria voando com propulsão própria, nos pesado, quando largado de uma mesma altura. Eu provo,
mas considere que ele tenha dado um forte salto. Neste caso, largando uma pedra e uma rolha. A pedra chega antes. Pronto!
sua velocidade final no ponto mais alto do salto deve ser zero, Tá provado!".
caso contrário, ele continuaria subindo. Sendo g a aceleração da
gravidade, a relação entre a velocidade inicial do Super-homem Colega B: "Eu não acho! Peguei uma folha de papel esticado
e a altura atingida é dada por v2 = 2gH. e deixei cair. Quando amassei, ela caiu mais rápido. Como isso é
possível? Se era a mesma folha de papel, deveria cair do mesmo
jeito. Tem que ter outra explicação!".
HULSENDEGÊR, l\,4. Uma análise das concepções dos alunos sobre â queda dos corpos. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, n. 3,
dez.2004 (adaptado).
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

O aspecto físico comum que explica a diferença de compor-


tamento dos corpos em queda nessa discussão e o

a) peso dos corpos.


b) resistência do ar.
c) massa dos corpos.
d) densidade dos corpos.
e) aceleração da gravidade.

KAKALIOS, J. The Physics of Superheroes. Gothan


Books, USA, 2005.

A altura que o Super-homem alcança em seu salto depende


do quadrado de sua velocidade inicial porque:

a) a altura do seu pulo é proporcional à sua velocidade média


○ 3. (ENEM-2021) A figura foi extraída de um antigo jogo de
computadores, chamado Bang! Bang!
multiplicada pelo tempo que ele permanece no ar ao quadrado.
b) o tempo que ele permanece no ar é diretamente proporcional
à aceleração da gravidade, e esta é inversamente proporcional à
velocidade média.
c) o tempo que ele permanece no ar é inversamente proporcio-
nal à aceleração da gravidade, e esta é inversamente proporcio-
nal à velocidade média.
d) a aceleração do movimento deve ser elevada ao quadrado,
pois existem duas acelerações envolvidas: a aceleração da gravi-
dade e a aceleração do salto.
e) a altura do seu pulo é proporcional à sua velocidade média
multiplicada pelo tempo que ele permanece no ar, e esse tempo
também depende da sua velocidade inicial.

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 4 87


No jogo, dois competidores controlam os canhões A e B,
disparando balas alternadamente com o objetivo de atingir o ca-
○ 6. (UFRGS) Considere que uma pedra é lançada verticalmen-
te para cima e atinge uma altura máxima H. Despreze a resis-
nhão do adversário; para isso, atribuem valores

estimados para tência do ar e considere um referencial com origem no solo e
o módulo de velocidade inicial de disparo |v0| e para o ângulo sentido positivo do eixo vertical orientado para cima.
de disparo (q).
Assinale o gráfico que melhor representa o valor da acele-
Em determinado momento de uma partida, o competidor ração sofrida pela pedra, desde o lançamento até o retorno ao
B deve disparar; ele sabe que a bala disparada anteriormen- ponto de partida.
te, q = 53°, Passou tangenciando o Ponto P.

No jogo, |g| é igual a 10 m/s2. Considere sen 53° = 0,8,
cos 53° = 0,6 e desprezível a ação de dissipativas. a) a
Disponível em: [Link] . Acesso em: 18 abr. 2015 (adaptado).

Com base nas distâncias dadas e mantendo o último ângulo


de disparo,

qual deveria ser, aproximadamente, o menor valor
de |v0| que permitiria ao disparo pelo canhão B atingir o ca-
nhão A?

a) 30 m/s
0 tH t
b) 35 m/s
c) 40 m/s
d) 45 m/s b) a
e) 50 m/s

○ 4. (ENEM) Em um dia de calor intenso, dois colegas estão a


brincar com a água da mangueira. Um deles quer saber até que

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
altura o jato de água alcança, a partir da saída de água, quando
a mangueira está posicionada totalmente na direção vertical. O 0 tH t
outro colega propõe então o seguinte experimento: eles posi-
cionarem a saída de água da mangueira na direção horizontal,
a 1 m de altura em relação ao chão, e então medirem a distân- c) a
cia horizontal entre a mangueira e o local onde a água atinge o
chão. A medida dessa distância foi de 3 m, e a partir disso eles
calcularam o alcance vertical do jato de água. Considere a ace-
leração da gravidade de 10 m.s–2.

0 tH t
O resultado que eles obtiveram foi de:

a) 1,50 m.
b) 2,25 m.
c) 4,00 m. d) a
d) 4,50 m.
e) 5,00 m.

0 tH t
○ 5. (UFSM) Um ônibus percorre uma estrada retilínea com
velocidade de módulo igual a 15 m/s. Quando o motorista inicia
uma manobra de aceleração de módulo igual a 2 m/s2 e mantém
essa aceleração por 3 s, um parafuso se desprende do teto. Con-
siderando o módulo da aceleração gravitacional g = 10 m/s2 e a e) a
distância do teto ao chão do ônibus d = 2 m, o parafuso chega
ao chão em um ponto a uma distância da vertical de onde se
desprendeu de, em m,

a) 0
0 tH t
b) 0,4
c) 4,0
d) 9,0
e) 9,5

88 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 4


○ 7. (UFRGS) Um projétil de brinquedo é arremessado verti-
calmente para cima, da beira da sacada de um prédio, com uma
○ 9. (UFRGS) A figura abaixo representa uma esfera de madei-
ra (M) e uma de chumbo (C), ambas inicialmente em repouso, no
velocidade inicial de 10 m/s. O projétil sobe livremente e, ao cair, topo de uma torre que tem altura H em relação ao solo. A esfera
atinge a calçada do prédio com uma velocidade de módulo igual C é vinte vezes mais pesada do que a esfera M.
a 30 m/s. Indique quanto tempo o projétil permaneceu no ar, su-
pondo a aceleração da gravidade igual a 10 m/s2 e desprezando M C
os efeitos de atrito sobre o movimento do projétil.

a) 1 s
b) 2 s
c) 3 s
d) 4 s H
e) 5 s

H/2


Em um experimento, primeiro solta-se a esfera M; depois, no
8. (UFRGS) Um projétil é lançado verticalmente para cima, instante em que a esfera M se encontra à altura H/2, solta-se a
a partir do nível do solo, com velocidade inicial de 30 m/s. Ad- esfera C.
mitindo g = 10 m/s2 e desprezando a resistência do ar, analise Selecione a alternativa que preenche corretamente as lacu-
as seguintes afirmações a respeito do movimento desse projétil. nas do parágrafo abaixo.
I. 1s após o lançamento, o projétil encontra-se na posição de altu- Desprezando-se efeitos do ar sobre o movimento das es-
ra 25 m com relação ao solo. feras, pode-se afirmar que, quando a esfera M atinge o solo, a
esfera C encontra-se a uma altura ___________ H/2 e que, compa-
II. 3s após o lançamento, o projétil atinge a posição de altura
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

rando-se os módulos das velocidades das esferas ao atingirem a


máxima.
altura H/2, o módulo da velocidade da esfera M é _______________
III. 5s após o lançamento, o projétil encontra-se na posição de da esfera C.
altura 25 m com relação ao solo.
a) maior do que - igual ao
Qual(is) está(ão) correta(s)?
b) maior do que - menor do que o
a) Apenas I. c) menor do que - igual ao
b) Apenas II. d) menor do que - menor do que o
c) Apenas III. e) igual a - igual ao
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

Instrução: As questões 10 e 11 estão relacionadas ao enunciado


abaixo.

Um objeto é lançado da superfície da Terra verticalmente


Anotações: para cima e atinge a altura de 7,2 m. (Considere o módulo da
aceleração da gravidade igual a 10 m/s2 e despreze a resistência
do ar).

○ 10. (UFRGS) Qual é o módulo da velocidade com que o objeto


foi lançado?

a) 144 m/s
b) 72 m/s
c) 14,4 m/s
d) 12 m/s
e) 1,2 m/s

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 4 89


○ 11. (UFRGS) Sobre o movimento do objeto, são feitas as se-
guintes afirmações.
○ 13. (UFRGS) Dois objetos de massas m1 e m2 (=2m1) encon-
tram-se na borda de uma mesa de altura h em relação ao solo,
conforme representa a figura abaixo.
I. Durante a subida, os vetores velocidade e aceleração têm sen-
tidos opostos.
II. No ponto mais alto da trajetória, os vetores velocidade e ace-
leração são nulos. V0
III. Durante a descida, os vetores velocidade e aceleração têm
mesmo sentido.

Qual(is) está(ão) correta(s)?

a) Apenas I. h
b) Apenas II.
c) Apenas I e II.
d) Apenas I e III.
e) Apenas II e III.
O objeto 1 é lentamente deslocado até começar a cair verti-
calmente. No instante em que o objeto 1 começa a cair, o objeto
2 é lançado horizontalmente com velocidade V0. A resistência do
ar é desprezível.
Assinale a alternativa que melhor representa os gráficos de
posição vertical dos objetos 1 e 2, em função do tempo. Nos grá-


ficos, t1qrepresenta o tempo de queda do objeto 1. Em cada alter-
12. (UFRGS) Você sobe uma escada e, a meio caminho do nativa, o gráfico da esquerda representa o objeto 1, e o da direita
topo, de altura y, você deixa cair uma pedra. Ao atingir o topo da representa o objeto 2.
escada, de uma altura 2y, você solta uma outra pedra.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Sendo v1 e v2 os módulos das velocidades de impacto no solo
da primeira pedra e da segunda pedra, respectivamente, a razão a) h h
v1/v2 vale:

a) 1/2
b) 1/ 2
t1q t1q
c) 1
d) 2
e) 2
b) h h

t1q t1q

c) h h

t1q t1q/2

d) h h

t1q t1q 2t1q

e) h h

t1q t1q

90 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 4


Instrução: Leia o texto abaixo para responder às questões 14
e 15.
tvoo
Na figura que segue, estão representadas as trajetórias de
dois projéteis, A e B, no campo gravitacional terrestre. O projétil tvoo tvoo
A é solto da borda de uma mesa horizontal de altura H e cai I II III
verticalmente; o projétil B é lançado da borda dessa mesa com
velocidade horizontal de 1,5 m/s.

tvoo tvoo

H A B IV V

a) I - V
b) II - V
X c) II - III
(O efeito do ar é desprezível no movimento desses projéteis.) d) IV - V
e) V - II

○ 14. (UFRGS) Se o projétil A leva 0,4s para atingir o solo, quan-


to tempo levará o projétil B?
○ 17. (UFRGS) A figura representa um barco que se move para
a direita com velocidade uniforme V. Uma bola está depositada
no ponto P de uma plataforma horizontal fixa no mastro.
a) 0,2s
b) 0,4s P
c) 0,6s
v
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d) 0,8s B
e) 1,0s
Desconsiderando o atrito com o ar, se a bola for jogada verti-
calmente para cima, ela cairá, ao retornar:

a) no ponto P, se o barco mantiver a mesma velocidade.


b) à esquerda de P, se o barco mantiver a mesma velocidade.


c) à direita de P, se o barco mantiver a mesma velocidade.
15. (UFRGS) Qual será o valor do alcance horizontal X do pro-
d) à esquerda de P, se o barco reduzir a velocidade.
jétil B?
e) à direita de P, se o barco aumentar a velocidade.
a) 0,2 m
b) 0,4 m
c) 0,6 m
d) 0,8 m
○ 18. (UFRGS) A figura representa um menino parado sobre a
carroceria de um veículo que se desloca com velocidade horizon-
e) 1,0 m tal constante Vx em uma rua reta e plana.

Vy Vx

○ 16. (UFRGS) Em uma região onde a aceleração da gravidade


tem módulo constante, um projétil é disparado a partir do solo,
esquerda x
P
direita

em uma direção que faz um ângulo α com a direção horizontal,


O menino segura em suas mãos uma bola de bilhar e a joga
conforme representado na figura abaixo.
verticalmente para cima, com velocidade inicial Vy no instante
Y em que o veículo passa pela posição que corresponde, no solo,
ao ponto assinalado com a letra P. A bola sobe até certa altura
e, a partir daí, começa a cair, retornando novamente às mãos do
menino. Após descrever a trajetória de subida e descida, a bola
encontra-se, para um observador parado no solo na posição as-
sinalada por P:

X a) na mesma posição em que se encontrava antes do lançamento.


b) à direita de P, independentemente da relação Vy / Vx.
Assinale a opção que, desconsiderando a resistência do ar,
c) à esquerda de P, independentemente da relação Vy / Vx.
indica os gráficos que melhor representam, respectivamente, o
comportamento da componente horizontal e o da componente d) à direita de P, apenas se Vy / Vx > 1.
vertical, da velocidade do projétil, em função do tempo. e) à esquerda de P, apenas se Vy / Vx > 1.

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 4 91


○ 19. (UFRGS) A figura abaixo representa as trajetórias dos
projéteis A e B, desde seu lançamento simultâneo do topo de
900
x1
uma torre, até atingirem o solo, considerado perfeitamente hori-
zontal. A altura máxima é a mesma para as duas trajetórias, e o 600 x2

x(m)
efeito do ar, desprezível nesses movimentos.
600

0
0 3 6 9 12 16 18
t(s)
Trajetória de B
Trajetória de A 400
2

y(m)
Selecione a alternativa que preenche corretamente as lacu- 200
nas do parágrafo abaixo. 1
O projétil A atinge o solo ______________ o projétil B. Sobre a
componente horizontal da velocidade no ponto mais alto da tra-
jetória, pode-se afirmar que ela é ________________________________ 0
0 300 600 900
___________.
x(m)
a) antes que - nula para ambos os projéteis
b) antes que - maior para o projétil B do que para o projétil A
c) antes que - menor para o projétil B do que para o projétil A
Analisando os gráficos, pode-se afirmar que:
d) ao mesmo tempo que - menor para o projétil B do que para

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
o projétil A
I. o valor inicial da componente vertical da velocidade do projétil
e) ao mesmo tempo que - maior para o projétil B do que o pro- 2 é maior do que o valor inicial da componente vertical da velo-
jétil A cidade do projétil 1.


II. o valor inicial da componente horizontal da velocidade do pro-
20. (UFRGS-2020) Dois projéteis são disparados simultane- jétil 2 é maior do que o valor inicial da componente horizontal da
amente no vácuo, a partir da mesma posição no solo, com ân- velocidade do projétil 1.
gulos de lançamento diferentes, q1 < q2, conforme representa a III. os dois projéteis atingem o solo no mesmo instante.
figura abaixo.
Qual(is) está(ão) correta(s)?
Os gráficos a seguir
mostram, respectivamen- a) Apenas I.
te, as posições verticais y b) Apenas II.
como função do tempo t,
c) Apenas I e III.
as posições horizontais x
como função do tempo d) Apenas II e III.
t e as posições verticais e) I, II e III.
y como função das posi-
ções horizontais x, dos
dois projéteis.

400

y2
y(m)

200
y1

0
0 3 6 9 12 16 18
t(s)

92 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 4


HABILIDADES À PROVA 5

» Dinâmica - Leis de Newton e Forças Notáveis


○ 1. (ENEM) Durante uma faxina, a mãe pediu que o filho a
ajudasse, deslocando um móvel para mudá-lo de lugar. Para es-
○ 4. (ENEM) Os freios ABS são uma importante medida de se-
gurança no trânsito, os quais funcionam para impedir o trava-
capar da tarefa, o filho disse ter aprendido na escola que não mento das rodas do carro quando o sistema de freios é aciona-
poderia puxar o móvel, pois a Terceira Lei de Newton define que, do, liberando as rodas quando estão no limiar do deslizamento.
se puxar o móvel, o móvel o puxará igualmente de volta, e assim Quando as rodas travam, a força de frenagem é governada pelo
não conseguirá exercer uma força que possa colocá-lo em mo- atrito cinético. As representações esquemáticas da força de atri-
vimento. to fat entre os pneus e a pista, em função da pressão p aplicada
no pedal de freio, para carros sem ABS e com ABS, respectiva-
Qual argumento a mãe utilizará para apontar o erro de inter-
mente, são:
pretação do garoto?

a) A força de ação é aquela exercida pelo garoto. a) fat fat


b) A força resultante sobre o móvel é sempre nula.
c) As forças que o chão exerce sobre o garoto se anulam.
d) A força de ação é um pouco maior que a força de reação.
e) O par de forças de ação e reação não atua em um mesmo
p p
corpo.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

○ 2. (ENEM) Com um dedo, um garoto pressiona contra a pare-


de duas moedas, de R$ 0,10 e R$ 1,00, uma sobre a outra, man-
b) fat fat

tendo-as paradas. Em contato com o dedo está a moeda de R$


0,10, e contra a parede está a de R$ 1,00. O peso da moeda de R$ p p
0,10 é 0,05 N e o da de R$ 1,00 é 0,09 N. A força de atrito exercida
pela parede é suficiente para impedir que as moedas caiam.

Qual é a força de atrito entre a parede e a moeda de R$ 1,00?

a) 0,04 N c) fat fat

b) 0,05 N
c) 0,07 N p p
d) 0,09 N
e) 0,14 N

d) fat fat


p p
3. (ENEM) Uma pessoa necessita da força de atrito em seus
pés para se deslocar sobre uma superfície. Logo, uma pessoa
que sobe uma rampa em linha reta será auxiliada pela força de
atrito exercida pelo chão em seus pés.

Em relação ao movimento dessa pessoa, quais são a direção


e o sentido da força de atrito mencionada no texto?

a) Perpendicular ao plano e no mesmo sentido do movimento. e) fat fat


b) Paralelo ao plano e no sentido contrário ao movimento.
c) Paralelo ao plano e no mesmo sentido do movimento.
d) Horizontal e no mesmo sentido do movimento.
e) Vertical e sentido para cima.
p p

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 5 93


○ 5. (ENEM) Em um dia sem vento, ao saltar de um avião, um
paraquedista cai verticalmente até atingir a velocidade limite. No
○ 6. (ENEM) Uma criança está em um carrossel em um parque
de diversões. Este brinquedo descreve um movimento circular
instante em que o paraquedas é aberto (instante TA), ocorre a com intervalo de tempo regular. A força resultante que atua so-
diminuição de sua velocidade de queda. Algum tempo após a bre a criança:
abertura do paraquedas, ele passa a ter velocidade de queda
a) é nula.
constante, que possibilita sua aterrissagem em segurança.
b) é obliqua à velocidade do carrossel.
Que gráfico representa a força resultante sobre o paraque-
dista, durante o seu movimento de queda? c) é paralela à velocidade do carrossel.
d) está direcionada para fora do brinquedo.
e) está direcionada para o centro do brinquedo.

a) Força
resultante
○ 7. (ENEM) Um pai faz um balanço utilizando dois segmentos
paralelos e iguais da mesma corda para fixar uma tábua a uma
barra horizontal. Por segurança, opta por um tipo de corda cuja
tensão de ruptura seja 25% superior à tensão máxima calculada
nas seguintes condições:
Tempo
0 TA
- O ângulo máximo atingido pelo balanço em relação à vertical
é igual a 90°;
- Os filhos utilizarão o balanço até que tenham uma massa de
24 kg.
b) Força
resultante Além disso, ele aproxima o movimento do balanço para o
movimento circular uniforme, considera que a aceleração da

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
gravidade é igual a 10 m/s2 e despreza forças dissipativas.

Qual é a tensão de ruptura da corda escolhida?


Tempo
0 TA
a) 120 N
b) 300 N
c) 360 N
d) 450 N
c) Força e) 900 N
resultante

Tempo
0 TA

d) Força
resultante

Tempo
0 TA

e) Força
resultante

Tempo
0 TA

94 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 5


○ 8. (ENEM 2021) A balança de braços iguais (balança A) faz
a medição por meio da comparação com massas de referência
○ 9. (ENEM 2022) Com o objetivo de revestir o piso de uma
rampa de acesso para cadeiras de rodas, determina-se que, sob
colocadas em um dos pratos. A balança de plataforma (balança a aplicação de uma força motora de até 200 N, não ocorra des-
B) determina a massa indiretamente pela força de compressão lizamento dos pneus em relação à superfície de contato. Consi-
aplicada pelo corpo sobre a plataforma. dera-se que a força normal que atua sobre o conjunto cadeira e
cadeirante é de 800 N.
O quadro a seguir indica alguns materiais, seus respectivos
coeficientes de atrito estático com a borracha dos pneus e seus
custos referentes ao metro quadrado instalado. Cada cifrão ($)
indica uma unidade monetária genérica.

Coeficiente de Custo do m2
Revestimento
atrito instalado
Cimento 0,20 $
Mármore 0,30 $$$$$
Madeira 0,35 $$
Carpete 0,45 $$$$
Lona 0,55 $$$

Qual revestimento apresenta o menor custo, além de garan-


tir que cadeiras de rodas passem pela rampa sem risco de escor-
regamento?

a) Cimento.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

b) Mármore.
c) Madeira.
d) Carpete.
e) Lona.

As balanças A e B são usadas para determinar a massa de


um mesmo corpo. O procedimento de medição de calibração foi
conduzido em um local da superfície terrestre e forneceu o valor
de 5,0 kg para ambas as balanças. O mesmo procedimento de
medição é conduzido para esse corpo em duas situações.

 Situação 1: superfície lunar, onde o módulo da aceleração


da gravidade é 1,6 m/s2. A balança A forneceu o valor m1, e a
balança B forneceu o valor m2.
 Situação 2: interior de um elevador subindo com aceleração
constante de módulo 2 m/s2, próximo à superfície da Terra. A
balança A forneceu o valor m3, e a balança B forneceu o valor m4.
Disponível em: [Link] Acesso em: 23 nov. 2013 (adaptado).

Em relação ao resultado do procedimento de calibração, os


resultados esperados para a situação 1 e 2 são, respectivamente,

a) m1 = 5,0 kg e m2 < 5,0 kg; m3 = 5,0 kg e m4 > 5,0 kg.


b) m1 = 5,0 kg e m2 = 5,0 kg; m3 = 5,0 kg e m4 = 5,0 kg.
c) m1 < 5,0 kg e m2 <5,0 kg; m3 = 5,0 kg e m4 = 5,0 kg.
d) m1 = 5,0 kg e m2 = 5,0 kg; m3 < 5,0 kg e m4 < 5,0 kg.
e) m1 < 5,0 kg e m2 = 5,0 kg; m3 > 5,0 kg e m4 = 5,0 kg.

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 5 95


○ 10. (UFSM) Um estudante suspende uma mola na vertical,
conforme a figura (a). Na extremidade livre, ele prende corpos
○ 12. (UFSM) Se a resultante das forças que atuam sobre uma
partícula é nula, diz-se que a partícula é livre. Com isso em men-
de diferentes massas e mede a correspondente elongação da te, considere as três afirmativas:
mola com o sistema em equilíbrio. Fazendo o gráfico do módulo
do peso dos corpos em função da elongação, o estudante che- I - O referencial em que uma partícula livre está parada é iner-
gou à figura (b). cial.
II - Pela primeira lei de Newton, pode-se concluir que existem
referenciais em que uma partícula livre só pode estar parada
ou em MRU.
III - Se, num referencial inercial, uma partícula qualquer está
acelerada, então a soma das forças que atuam sobre ela não
é zero.

Está(ão) correta(s)

Considerando os resultados representados na figura (b), é a) apenas I.


possível afirmar: b) apenas II.
c) apenas III.
I - A lei de Hooke vale para essa mola. d) apenas I e II.
II - A força peso de cada corpo suspenso atua nele e não pode e) I, II e III.
alongar a mola.
III - A constante de elasticidade dessa mola vale 0,05 m/N.
○ 13. (UFSM) Durante os exercícios de força realizados por um
corredor, é usada tira de borracha presa ao seu abdome:
Está(ão) correta(s)

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
a) apenas I. Semana x (cm)

b) apenas II. 1 20
c) apenas III. 2 24
d) apenas I e II.
3 26
e) I, II e III.
4 27

○ 11. (UFSM) Considere as seguintes afirmativas sobre as leis


de Newton:
5 28

O máximo de força atingido pelo atleta, sabendo que a cons-


I - A primeira lei afirma que nenhum corpo pode estar acelerado tante elástica da tira é de 300 N/m e que obedece à lei de Hooke,
num referencial inercial. é, em N:
II - A segunda lei afirma que a aceleração de um corpo é dire-
a) 23.520
tamente proporcional à soma das forças que atuam sobre ele.
b) 17.600
III - A terceira lei afirma que, quando um corpo A exerce uma
força sobre o corpo B, este, após um pequeno intervalo de tem- c) 1.760
po, reage sobre o corpo A com uma força de mesmo módulo, d) 840
mesma direção, mas de sentido contrário. e) 84

Está(ão) correta(s)
○ 14. (UFRGS) Considere as seguintes afirmações:

I. Se um corpo está em movimento, necessariamente a resultan-


a) apenas I. te das forças exercidas sobre ele tem a mesma direção e o mes-
b) apenas II. mo sentido da velocidade.
c) apenas III. II. Em determinado instante, a aceleração de um corpo pode ser
d) apenas I e II. zero, embora seja diferente de zero a resultante das forças exer-
cidas sobre ele.
e) apenas II e III.
III. Em determinado instante, a velocidade de um corpo pode ser
zero, embora seja diferente de zero a resultante de forças exer-
cidas sobre ele.

Qual(is) está(ão) correta(s)?

a) Apenas I.
b) Apenas III.
c) Apenas I e II.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

96 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 5


○ 15. (UFRGS) Selecione a alternativa que apresenta os termos
que completam corretamente as lacunas das afirmações abaixo.
○ 18. (UFRGS) Duas partículas de massas diferentes, m1 e m2,
estão sujeitas a uma mesma força resultante. Qual é a relação
I. Quando a resultante das forças exercidas sobre um corpo X entre as respectivas acelerações, a1 e a2, dessas partículas ?
é igual à resultante das que são exercidas sobre um corpo Y, a) a1 = a2
sendo a massa de X menor do que Y, o módulo da aceleração é
b) a1 = (m1 + m2) . a2
_________ do que o de Y.
c) a = (m /m ) . a
II. Quando a resultante das forças exercidas sobre um corpo é 1 2 1 2

nula, ele __________ estar em movimento. d) a1 = (m1/m2) . a2


e) a = (m . m ) . a
1 1 2 2
a) menor - pode
b) menor - não pode
c) o mesmo - não pode
d) maior - pode
e) maior - não pode
○ 19. (UFRGS) Para um observador inercial, um corpo que par-
te do repouso, sob ação exclusiva de uma força F constante, ad-
quire a velocidade v de módulo 5 m/s após certo intervalo de
tempo. Qual seria, para o mesmo observador, o módulo da velo-
cidade adquirida pelo corpo, após o mesmo intervalo de tempo,

○ 16. (UFRGS) O cabo-de-guerra é uma atividade esportiva na


qual duas equipes, A e B, puxam uma corda pelas extremidades
supondo que ele já tivesse inicialmente a velocidade v e que a
força exercida sobre ele fosse 4F?

opostas, conforme representa a figura abaixo. a) 1,50 m/s.


b) 20 m/s.
A B
c) 25 m/s.
d) 40 m/s.
e) 80 m/s.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Figura adaptada de Thadius856 (SVG conversion) &. Parutakupiu (original image) - Obra do próprio,
domínio público. Disponível em: <[Link]
Acesso em: 18 set. 2017.

Considere que a corda é puxada pela equipe A com uma for-


ça horizontal de módulo 780 N e pela equipe B com uma força
horizontal de módulo 720 N. Em dado instante, a corda arreben- ○ 20. (UFRGS) Um foguete é disparado verticalmente a partir
de uma base de lançamentos, onde seu peso é P. Inicialmente,
ta. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas
do enunciado abaixo, na ordem em que aparecem. sua velocidade cresce por efeito de uma aceleração constante.
Segue-se, então, um estágio durante o qual o movimento se
A força resultante sobre a corda, no instante imediatamen- faz com velocidade constante relativamente a um observador
te anterior ao rompimento, tem módulo 60 N e aponta para a inercial. Durante esse estágio, do ponto de vista desse observa-
_________. Os módulos das acelerações das equipes A e B, no dor, o módulo da força resultante sobre o foguete é:
instante imediatamente posterior ao rompimento da corda, são,
respectivamente, ___________, supondo que cada equipe tem a) zero.
massa de 300 kg. b) maior do que zero, mas menor do que P.
a) esquerda - 2,5 m/s e 2,5 m/s 2 2 c) igual a P.
b) esquerda - 2,6 m/s2 e 2,4 m/s2 d) maior do que P, mas menor do que 2P.
c) esquerda - 2,4 m/s e 2,6 m/s 2 2 e) igual a 2P.
d) direita - 2,6 m/s e 2,4 m/s 2 2

e) direita - 2,4 m/s2 e 2,6 m/s2

○ 21. (UFRGS) A massa de uma partícula X é dez vezes maior


○ 17. (UFRGS) Aplica-se uma força de 20 N a um corpo de
massa m. O corpo desloca-se em linha reta com velocidade que
do que a massa de uma partícula Y. Se as partículas colidirem
frontalmente uma com a outra, pode-se afirmar que, durante a
aumenta 10 m/s a cada 2 s. colisão, a intensidade da força exercida por X sobre Y, compara-
da com a intensidade da força exercida por Y sobre X, será:
Qual o valor, em kg, da massa m?
a) 100 vezes menor.
a) 5
b) 10 vezes menor.
b) 4
c) igual.
c) 3
d) 10 vezes maior.
d) 2
e) 100 vezes maior.
e) 1

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 5 97


○ 22. (UFRGS) Uma pessoa, parada à margem de um lago con-
gelado cuja superfície é perfeitamente horizontal, observa um
Instrução: As questões 25 e 26 referem-se ao enunciado abaixo.

objeto em forma de disco que, em certo trecho, desliza com mo- Dois blocos, de massas m1 = 3,0 kg e m2 = 1,0 kg, ligados por
vimento retilíneo uniforme, tendo uma de suas faces planas em um fio inextensível, podem deslizar sem atrito sobre um plano
contato com o gelo. Do ponto de vista desse observador, consi- horizontal. Esses blocos são puxados por uma força horizontal
derado inercial, qual das alternativas indica o melhor diagrama F de módulo F = 6 N, conforme a figura abaixo. (Desconsidere a
para representar as forças exercidas sobre o disco nesse trecho? massa do fio).
(Supõe-se a ausência total de forças dissipativas, como o atrito
com a pista ou com o ar).

a) m1 F
m2

○ 25. (UFRGS) A tensão no fio que liga os dois blocos é:

b) a) zero
b) 2,0 N
c) 3,0 N
c) d) 4,5 N
e) 6,0 N

d) ○ 26. (UFRGS) As forças resultantes sobre m1 e m2 são, respec-


tivamente:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
a) 3,0 N e 1,5 N.
e) b) 4,5 N e 1,5 N.
c) 4,5 N e 3,0 N.
d) 6,0 N e 3,0 N.
Instrução: As questões 23 e 24 referem-se ao enunciado e grá- e) 6,0 N e 4,5 N.
fico abaixo.

Na figura abaixo, um bloco de massa m é colocado sobre


um plano inclinado, sem atrito, que forma um ângulo α com a
direção horizontal. Considere g o módulo da aceleração da gra-


vidade.
27. (UFRGS) Dois blocos, 1 e 2, são arranjados de duas ma-
neiras distintas e empurrados sobre uma superfície sem atrito,
por uma mesma força horizontal F. As situações estão represen-
m tadas nas figuras I e II abaixo.

α F 2 F 2
1 1

○ 23. (UFRGS) Nessa situação, os módulos da força peso do


bloco e da força normal sobre o bloco valem, respectivamente:
I II

a) mg; mg
Considerando que a massa do bloco 1 é m1 e que a massa
b) mg; [Link]α
do bloco 2 é m2 = 3 m1, a opção que indica corretamente a inten-
c) mg; [Link]α sidade da força que atua entre os blocos, nas situações I e II, é,
d) [Link]α; mg respectivamente:
e) [Link]α; [Link]α a) F/4 e F/4.


b) F/4 e 3F/4.
24. (UFRGS) O módulo da força resultante sobre o bloco é c) F/2 e F/2.
igual a:
d) 3F/4 e F/4.
a) [Link]α e) F e F.
b) [Link]α
c) [Link]α
d) mg
e) zero.

98 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 5


○ 28. (UFRGS) A figura abaixo representa dois objetos, P e Q,
cujos pesos, medidos com um dinamômetro por um observador
○ 30. (UFRGS) Um dinamômetro, em que foi suspenso um
cubo de madeira, encontra-se em repouso, preso a um suporte
inercial, são 6 N e 10 N, respectivamente. rígido. Nessa situação, a leitura do dinamômetro é 2,5 N. Uma
pessoa puxa, então, o cubo verticalmente para baixo, fazendo
aumentar a leitura do dinamômetro. Qual será o módulo da for-
Fio 1 ça exercida pela pessoa sobre o cubo, quando a leitura do dina-
mômetro for 5,5 N?
P
a) 2,2 N
Fio 2
b) 2,5 N
c) 3,0 N
Q d) 5,5 N
e) 8,0 N
Por meio de dois fios de massas desprezíveis, os objetos P
e Q acham-se suspensos, em repouso, ao teto de um elevador
que, para o referido observador, se encontra parado. Para o ○ 31. (UFRGS) Um menino empurra uma caixa que desliza com
atrito sobre um piso horizontal. Para isso, ele aplica na caixa
mesmo observador, quando o elevador acelerar verticalmente
para cima à razão de 1 m/s2, qual será o módulo da tensão no fio uma força horizontal dirigida para a direita. A força de atrito en-
2? (Considere a aceleração da gravidade igual a 10 m/s2.) tre a caixa e o piso é constante, e o efeito do ar no movimento
da caixa é desprezível. No instante inicial, representado na figura
a) 17,6 N abaixo, a força aplicada pelo menino é F, cujo módulo é maior do
b) 16,0 N que o da força de atrito, e a velocidade da caixa é v0.
c) 11,0 N
v0
d) 10,0 N
e) 9,0 N
F


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

29. (UFRGS) Na figura abaixo, blocos idênticos estão suspen-


sos por cordas idênticas em três situações distintas, (1), (2) e (3).

Selecione a alternativa que preenche corretamente as lacu-


nas do parágrafo abaixo.
30o 30o 60o 60o 90o 90o Se F permanece constante, a velocidade da caixa será ______.
Se o módulo de F diminuir, permanecendo, contudo, maior do
M M M que o da força de atrito, a velocidade da caixa, nos instantes sub-
sequentes, será _______. Se o módulo de F diminuir, tornando-se
(1) (2) (3) igual ao da força de atrito, a velocidade da caixa, nos instantes
subsequentes, será _______.

a) constante - decrescente - nula


Assinale a alternativa que apresenta as situações na ordem b) crescente - decrescente - nula
crescente de probabilidade de rompimento das cordas. (O sinal
c) crescente - crescente - constante
de igualdade abaixo indica situações com a mesma probabilida-
de de rompimento). d) constante - crescente - nula
e) crescente - decrescente - constante
a) (3), (2), (1)
b) (3), (2) = (1)
c) (1), (2), (3) ○ 32. (UFRGS) Um livro encontra-se deitado sobre uma folha
de papel, ambos em repouso sobre uma mesa horizontal. Para
d) (1) = (2), (3)
aproximá-lo de si, um estudante puxa a folha em sua direção,
e) (1) = (2) = (3)
sem tocar no livro. O livro acompanha o movimento da folha e
não desliza sobre ela.

Qual a alternativa que melhor descreve a força que, ao ser


exercida sobre o livro, o colocou em movimento?

a) É uma força de atrito cinético de sentido contrário ao do mo-


vimento do livro.
b) É uma força de atrito cinético de sentido igual ao do movimen-
to do livro.
c) É uma força de atrito estático de sentido contrário ao do mo-
vimento do livro.
d) É uma força de atrito estático de sentido igual ao do movimen-
to do livro.
e) É uma força que não pode ser caracterizada como força de
atrito.

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 5 99


○ 33. (UFRGS) Um cubo maciço e homogêneo, cuja massa é
de 1,0 kg, está em repouso sobre uma superfície plana horizon-
○ 34. (UFRGS-2020) A figura abaixo representa um bloco de
massa 2,0 kg, que se mantém em repouso, sobre uma superfície
tal. O coeficiente de atrito estático entre o cubo e a superfície plana horizontal, enquanto submetido a uma força F paralela à
vale 0,30. Uma força F, horizontal, é então aplicada sobre o cen- superfície e de intensidade variável.
tro de massa do cubo (considere o módulo da aceleração da
gravidade igual a 10 m/s2). F
Assinale o gráfico que melhor representa a intensidade f da for-
ça de atrito estático em função da intensidade F da força aplicada.

O coeficiente de atrito estático entre o bloco e a superfície


a) f (N) vale 0,25. Considere g = 10 m/s2. Assinale a alternativa que me-
lhor representa o gráfico do módulo da força de atrito estático f
3
e em função do módulo da força aplicada.
2
a)
1

F (N) Fe(N)
0 1 2 3
5
4
b) f (N) 3
2
3
1
2 1 2 3 4 5 F(N)
b)
1

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Fe(N)
F (N)
0 1 2 3
5
4
c) f (N) 3
2
3 1

2 1 2 3 4 5 F(N)
c)
1
Fe(N)
F (N)
0 1 2 3
5
4
d) f (N) 3
2
3 1

2 1 2 3 4 5 F(N)
d)
1
Fe(N)
F (N)
0 1 2 3 5
4
3
e) f (N)
2
3 1

2 1 2 3 4 5 F(N)
e)
1 Fe(N)

F (N) 5
0 1 2 3 4
3
2
1

1 2 3 4 5 F(N)

100 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 5


○ 35. (UFRGS) Um artista de circo, agarrado a uma longa corda
suspensa do alto, balança como um pêndulo num plano vertical,
○ 37. (UFRGS) Considere, na figura abaixo, a representação de
um automóvel, com velocidade de módulo constante, fazendo
fazendo com que o centro de gravidade do seu corpo percorra uma curva circular em uma pista horizontal.
um arco de circunferência. Saindo de uma posição P1, à direita
do público que o assiste, o artista passa pelo ponto mais baixo,
P0, e para na posição oposta P2, à esquerda do público.
Se compararmos as intensidades da força de tensão que a
corda exerce sobre o artista quando ele se encontra nos pontos
P1, P0 e P2, verificaremos que a tensão é:

a) maior em P1.
b) maior em P0. R
c) menor em P0.
d) maior em P2.
e) igual em todos os pontos da trajetória.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas
do enunciado abaixo, na ordem em que aparecem.
A força resultante sobre o automóvel é ________ e, portanto, o
trabalho por ela realizado é ___________.

a) nula - nulo

○ 36. (UFRGS) A figura abaixo representa um pêndulo cônico


ideal que consiste em uma pequena esfera suspensa a um ponto
b) perpendicular ao vetor velocidade - nulo
c) paralela ao vetor velocidade - nulo
fixo por meio de um cordão de massa desprezível. d) perpendicular ao vetor velocidade - positivo
e) paralela ao vetor velocidade - positivo
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

○ 38. (UFRGS) Joãozinho é um menino sem conhecimento


científico, mas sabe lançar uma pedra amarrada a um barbante
como ninguém. Ele ergue o braço, segura a extremidade livre do
barbante em sua mão e aplica-lhe sucessivos impulsos. Assim
ele faz a pedra girar em uma trajetória horizontal sobre a sua
cabeça, até que, finalmente, a arremessa com precisão na dire-
ção desejada.
O que Joãozinho gostaria de explicar (mas não sabe) é a ra-
zão pela qual as duas extremidades do barbante esticado nun-
Para um observador inercial, o período de rotação da esfera, ca chegam a ficar exatamente no mesmo plano horizontal. Por
em sua órbita circular, é constante. Para o mesmo observador, a mais rápido que ele faça a pedra girar, a extremidade presa à
resultante das forças exercidas sobre a esfera aponta: pedra fica sempre abaixo de outra extremidade.
Para resolver esta questão, é necessário identificar, dentre as
a) verticalmente para cima.
forças exercidas sobre a pedra, aquela que impede que a extre-
b) verticalmente para baixo. midade presa à pedra se eleve ao mesmo nível da outra extremi-
c) tangencialmente no sentido do movimento. dade. Qual é essa força?
d) para o ponto fixo. a) Força centrípeta.
e) para o centro da órbita. b) Força de empuxo estático.
c) Força tangencial à trajetória.
d) Força de tensão no barbante.
e) Força peso.

Anotações:

Anotações:

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 5 101


HABILIDADES À PROVA 6

» Trabalho, Potência e Energia Mecânica


○ 1. (ENEM-2021) Analisando a ficha técnica de um automóvel
popular, verificam-se algumas características em relação ao seu
○ 3. (ENEM) Num sistema de freio convencional, as rodas do
carro travam e os pneus derrapam no solo, caso a força exerci-
desempenho. Considerando o mesmo automóvel em duas ver- da sobre o pedal seja muito intensa. O sistema ABS evita o trava-
sões, uma delas funcionando a álcool e outra, a gasolina, tem-se mento das rodas, mantendo a força de atrito no seu valor estático
os dados apresentados no quadro, em relação ao desempenho máximo, sem derrapagem. O coeficiente de atrito estático da bor-
de cada motor. racha em contato com o concreto vale μE = 1,0, e o coeficiente de
atrito cinético para o mesmo par de materiais é μC = 0,75. Dois car-
Parâmetro Motor a gasolina Motor a álcool ros, com velocidades iniciais iguais a 108 km/h, iniciam a frenagem
numa estrada perfeitamente horizontal de concreto no mesmo
de 0 a 100 km/h em de 0 a 100 km/h em
Aceleração ponto. O carro 1 tem sistema ABS e utiliza a força de atrito estática
13,4s 12,9 s
máxima para a frenagem; já o carro 2 trava as rodas, de maneira
Velocidade que a força de atrito efetiva é a cinética. As distâncias, medidas a
165 km/h 136 km/h
máxima partir do ponto em que iniciam a frenagem, que os carros 1 (d1) e
2 (d2) percorrem até parar são, respectivamente:
Considerando desprezível a resistência do ar, qual versão
apresenta a maior potência? a) d1 = 45 m e d2 = 60 m
b) d1 = 60 m e d2 = 45 m
a) Como a versão a gasolina consegue a maior aceleração, esta é
a que desenvolve a maior potência. c) d1 = 90 m e d2 = 120 m
d) d1 = 5,8 x 102 m e d2 = 7,8 x 102 m

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
b) Como a versão a gasolina atinge o maior valor de energia ciné-
tica, esta é a que desenvolve a maior potência. e) d1 = 7,8 x 102 m e d2 = 5,8 x 102 m
c) Como a versão a álcool apresenta a maior taxa de variação de
energia cinética, esta é a que desenvolve a maior potência.
d) Como ambas as versões apresentam a mesma variação de
velocidade no cálculo da aceleração, a potência desenvolvida é
a mesma.
e) Como a versão a gasolina fica com o motor trabalhando por
mais tempo para atingir os 1 00 km/h, esta é a que desenvolve a
maior potência. ○ 4. (ENEM) Uma análise criteriosa do desempenho de Usain
Bolt na quebra do recorde mundial dos 100 metros rasos mos-
trou que, apesar de ser o último dos corredores a reagir ao tiro e
iniciar a corrida, seus primeiros 30 metros foram os mais velozes
já feitos em um recorde mundial, cruzando essa marca em 3,78
segundos. Até se colocar com o corpo reto, foram 13 passadas,
○ 2. (ENEM) Em 2017, foi inaugurado, no estado da Bahia, O Par-
que Solar Lapa, composto por duas usinas (Bom Jesus da Lapa
mostrando sua potência durante a aceleração, o momento mais
importante da corrida. Ao final desse percurso, Bolt havia atingi-
e Lapa) e capaz de gerar cerca de 300 GWh de energia por ano. do a velocidade máxima de 12 m/s.
Considere que cada usina apresente potência igual a 75 MW, com Disponível em: [Link] Acesso em: 5 ago. 2012 (adaptado).

o parque totalizando uma potência instalada de 150 MW. Consi- Supondo que a massa desse corredor seja igual a 90 kg, o traba-
dere ainda que a irradiância solar média é de 1500 W/m2 e que a lho total realizado nas 13 primeiras passadas é mais próximo de:
eficiência dos painéis é de 20%.
Parque Solar Lapa entra em operação. Disponível em: [Link]. Acesso em: 9 jun. 2022 (adaptado). a) 5,4 . 102 J
b) 6,5 . 103 J
Nessas condições, a área total dos painéis solares que c) 8,6 . 103 J
compõem o Parque Solar Lapa é mais próxima de: d) 1,3 . 104 J
e) 3,2 . 104 J
a) 1.000.000 m2
b) 500.000 m2
c) 250.000 m2
d) 100.000 m2
e) 20.000 m2

102 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 6


○ 5. (ENEM) Os carrinhos de brinquedo podem ser de vários
tipos. Dentre eles, há os movidos a corda, em que uma mola
Nesse brinquedo, observa-se a seguinte sequência de trans-
formações de energia:
em seu interior é comprimida quando a criança puxa o carrinho
a) energia resultante de processo químico → energia potencial gra-
para trás. Ao ser solto, o carrinho entra em movimento enquan-
vitacional → energia cinética
to a mola volta à sua forma inicial.
b) energia potencial gravitacional → energia elástica → energia
O processo de conversão de energia que ocorre no carrinho cinética
descrito também é verificado em: c) energia cinética → energia resultante de processo químico →

a) um dínamo. energia potencial gravitacional


b) um freio de automóvel. d) energia mecânica → energia luminosa → energia potencial gra-
vitacional
c) um motor a combustão.
e) energia resultante do processo químico → energia luminosa →
d) uma usina hidroelétrica.
energia cinética
e) uma atiradeira (estilingue).

○ 6. (ENEM) Suponha que você seja um consultor e foi contra-


tado para assessorar a implantação de uma matriz energética
○ 8. (ENEM)

em um pequeno país com as seguintes características: região


plana, chuvosa e com ventos constantes, dispondo de poucos MOCHILA GERADORA O sobe-e-desce dos quadris faz
recursos hídricos e sem reservatórios de combustíveis fósseis. DE ENERGIA a mochila gerar eletricidade
Gerador
De acordo com as características desse país, a matriz energé-  A mochila tem uma estrutura rígida
tica de menor impacto e risco ambientais é a baseada na energia: semelhante à usada por alpinistas.

 O compartimento de carga é sus-


a) dos biocombustíveis, pois tem menor impacto ambiental e
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

penso por molas colocadas na vertical.


maior disponibilidade.
b) solar, pelo seu baixo custo e pelas características do país favo-  Durante a caminhada, os quadris
ráveis à sua implantação. sobem e descem em média cinco Molas
centímetros. A energia produzida
c) nuclear, por ter menor risco ambiental e ser adequada a locais pelo vai-e-vem do compartimento
com menor extensão territorial. de peso faz girar um motor
d) hidráulica, devido ao relevo, à extensão territorial do país e conectado ao gerador de
Compartimento
aos recursos naturais disponíveis. eletricidade.
de carga
e) eólica, pelas características do país e por não gerar gases do Istoé, nº 1.864, set./2005, p. 69 (com adaptações).
efeito estufa nem resíduos de operação.

Com o projeto de mochila ilustrado acima, pretende-se apro-


veitar, na geração de energia elétrica para acionar dispositivos
eletrônicos portáteis, parte da energia desperdiçada no ato de
caminhar. As transformações de energia envolvidas na produ-
ção de eletricidade enquanto uma pessoa caminha com essa
mochila podem ser assim esquematizadas:

○ 7. (ENEM) A figura abaixo ilustra uma gangorra de brinque-


do feita com uma vela. A vela é acesa nas duas extremidades
Movimento da mochila
e, inicialmente, deixa-se uma das extremidades mais baixa que
a outra. A combustão da parafina da extremidade mais baixa Energia Energia I
provoca a fusão. A parafina da extremidade mais baixa da vela potencial
pinga mais rapidamente que na outra extremidade. O pingar da
Energia II
parafina fundida resulta na diminuição da massa da vela na ex-
tremidade mais baixa, o que ocasiona a inversão das posições.
Assim, enquanto a vela queima, oscilam as duas extremidades.
As energias I e II, representadas no esquema acima, podem
ser identificadas, respectivamente, como:

a) cinética - elétrica
b) térmica - cinética
c) térmica - elétrica
d) sonora - térmica
e) radiante - elétrica

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 6 103


○ 9. (ENEM) Observe a situação descrita na tirinha abaixo.

Francisco Caruso & Luisa Daou, Tirinhas de Física, vol. 2, CBPF, Rio de Janeiro, 2000.

Assim que o menino lança a flecha, há transformação de um tipo de energia em outra. A transformação, nesse caso, é de energia:

a) potencial elástica em energia gravitacional.


b) gravitacional em energia potencial.
c) potencial elástica em energia cinética.
d) cinética em energia potencial elástica.
e) gravitacional em energia cinética.

○ 10. (ENEM) Um projetista deseja construir um brinquedo que lance um pequeno cubo ao longo de um trilho horizontal, e o
dipositivo precisa oferecer a opção de mudar a velocidade de lançamento. Para isso, ele utiliza uma mola e um trilho onde o atrito
pode ser desprezado, conforme a figura.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Cubo

Mola Trilho horizontal

Para que a velocidade de lançamento do cubo seja aumentada quatro vezes, o projetista deve:

a) manter a mesma mola e aumentar duas vezes a sua deformação.


b) manter a mesma mola e aumentar quatro vezes a sua deformação.
c) manter a mesma mola e aumentar dezesseis vezes a sua deformação.
d) trocar a mola por outra de constante elástica duas vezes maior e manter a sua deformação.
e) trocar a mola por outra de constante elástica quatro vezes maior e manter a sua deformação.

○ 11. (ENEM) Um carrinho de brinquedo funciona por fricção. Ao ser forçado a girar suas rodas para trás, contra uma superfície
rugosa, uma mola acumula energia potencial elástica. Ao soltar o brinquedo, ele se movimenta sozinho para frente e sem deslizar.
Quando o carrinho se movimenta sozinho, sem deslizar, a energia potencial elástica é convertida em energia cinética pela ação
da força de atrito:

a) dinâmico na roda, devido ao eixo.


b) estático na roda, devido à superfície rugosa.
c) estático na superfície rugosa, devido à roda.
d) dinâmico na superfície rugosa, devido à roda.
e) dinâmico na roda, devido à superfície rugosa.

104 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 6


○ 12. (ENEM) Numa feira de ciências, um estudante utilizará o
disco de Maxwell (ioiô) para demonstrar o princípio da conserva-
○ 13. (ENEM) Um carro solar é um veículo que utiliza apenas
a energia solar para a sua locomoção. Tipicamente, o carro con-
ção da energia. A apresentação consistirá em duas etapas: tém um painel fotovoltaico que converte a energia do Sol em
Etapa 1 - a explicação de que, à medida que o disco desce, energia elétrica que, por sua vez, alimenta um motor elétrico.
parte de sua energia potencial gravitacional é transformada em A imagem mostra o carro solar Tokai Challenger, desenvolvido
energia cinética de translação e energia cinética de rotação; na Universidade de Tokai, no Japão, e que venceu o World Solar
Challenge de 2009, uma corrida internacional de carros solares,
Etapa 2 - o cálculo da energia cinética de rotação do disco no pon-
tendo atingido uma velocidade média acima de 100 km/h.
to mais baixo de sua trajetória, supondo o sistema conservativo.
Ao preparar a segunda etapa, ele considera a aceleração da
gravidade igual a 10 ms−2 e a velocidade linear do centro de mas-
sa do disco desprezível em comparação com a velocidade angu-
lar. Em seguida, mede a altura do topo do disco em relação ao
chão no ponto mais baixo de sua trajetória, obtendo 1 da altura
3
da haste do brinquedo.
As especificações de tamanho do brinquedo, isto é, de com-
primento (C), largura (L) e altura (A), assim como da massa de seu
disco de metal, foram encontradas pelo estudante no recorte de
manual ilustrado a seguir.

Considere uma região plana onde a insolação (energia solar


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

2h por unidade de tempo e de área que chega à superfície da Terra)


3 seja de 1000 W/m2 que o carro solar possua massa de 200 kg e
h
seja construído de forma que o painel fotovoltaico em seu topo
tenha uma área de 9,0 m2 e rendimento de 30 %

Desprezando as forças de resistência do ar, o tempo que


esse carro solar levaria, a partir do repouso, para atingir a veloci-
dade de 108 km/h é um valor mais próximo de

a) 1,0 s.
b) 4,0 s.
c) 10 s.
d) 33 s.
e) 300 s.-
Conteúdo: base de metal, hastes metálicas, barra
superior, disco de metal.
Tamanho (C × L × A): 300 mm × 100 mm × 410 mm
Massa do disco de metal: 30 g ○ 14. (ENEM) A usina de Itaipu é uma das maiores hidrelétricas
do mundo em geração de energia. Com 20 unidades geradoras
e 14.000 MW de potência total instalada, apresenta uma queda
de 118,4 m e vazão nominal de 690 m3/s por unidade geradora.
O cálculo da potência teórica leva em conta a altura da massa
O resultado do cálculo da etapa 2, em joule, é: de água represada pela barragem, a gravidade local (10 m/s2) e
a densidade da água (1.000 kg/m3). A diferença entre a potência
a) 4,10 × 10−2 teórica e a instalada é a potência não aproveitada.
b) 8,20 × 10−2 Disponível em: [Link]. Acesso em: 11 mai. 2013 (adaptado).

c) 1,23 × 10−1
Qual é a potência, em MW não aproveitada em cada unidade
d) 8,20 × 104
geradora de Itaipu?
e) 1,23 × 105

a) 0
b) 1,18
c) 116,96
d) 816,96
e) 13.183,04

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 6 105


○ 15. (ENEM) Na figura a seguir está esquematizado um tipo de
usina utilizada na geração de eletricidade.
○ 18. (UFSM)

Um dinamômetro é ligado a dois corpos de massas m1 = m2


= 2 kg conforme a figura A. Em seguida, ele é pendurado no teto,
permanecendo ligado a um dos corpos, conforme a figura B. Se
o módulo da aceleração da gravidade é g = 10 m/s2 e se os fios e
roldanas são ideais e sem atrito,
I - na situação representada na figura A, o dinamômetro indica
40 N.
A eficiência de uma usina, do tipo da representada na figura II - na situação representada na figura A, a força resultante hori-
anterior, é da ordem de 0,9, ou seja, 90% da energia da água zontal sobre o dinamômetro é zero.
no início do processo se transforma em energia elétrica. A usina III - a indicação do dinamômetro nas situações representadas
Ji-Paraná, do Estado de Rondônia, tem potência instalada de 512 nas figuras A e B é idêntica.
milhões de watts, e a barragem tem altura de aproximadamente
120m. A vazão do Rio Ji-Paraná, em litros de água por segundo,
Está(ão) correta(s) a(s) alternativa(s)
deve ser da ordem de:

a) I apenas.
a) 50
b) II apenas.
b) 500

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
c) III apenas.
c) 5.000
d) II e III apenas.
d) 50.000
e) I, II e III.
e) 500.000

○ 19. (UFSM)

○ 16. (UFSM) Um litro de óleo diesel libera 3,5 x 107 J de ener-


gia na combustão. Uma bomba, funcionando com um motor
diesel com rendimento de 20%, eleva água a uma altura de 10
m com 1 litro de óleo diesel. Considerando g = 10 m/s2, a massa
de água que pode ser elevada é, em kg,

a) 3,5 x 104
b) 7 x 104
c) 3,5 x 105
d) 3,5 x 106 Um certo corpo elevado da horizontal A para a horizontal B
e) 7 x 106 por efeito das forças F e F’, segundo dois processos (I e II) que
são diferentes mas que têm a mesma variação na energia cinéti-
ca. Sabendo que, no porcesso II, as roldanas e os fios são ideais
e sem atrito, analise as afirmativas:
I - A variação da energia potencial gravitacional do corpo é a


mesma nos dois processos.
17. (UFSM) Um caminhão transporta 30 toneladas de soja
II - O trabalho realizado pela força F’ é menor que o trabalho
numa estrada retilínea e plana, em MRU, com velocidade de
realizado pela força F.
módulo igual a 72 km/h. Se 200.000 W da potência do motor do
caminhão estão sendo usados para vencer a força de resistên- III - No processo II, a força do fio sobre o corpo tem módulo
menor que o módulo de F’.
cia do ar, o módulo dessa força é, em N,

Está(ão) correta(s)
a) 10.000
b) 60.000
a) apenas I.
c) 480.000
b) apenas II.
d) 6.000.000
c) apenas III.
e) 14.400.000
d) apenas I e II.
e) I, II e III.

106 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 6


○ 20. (UFSM) Em uma corrida com velocidade constante,
1690cal de energia absorvidas da alimentação foram transfor-
○ 24. (UFRGS-2020) A figura abaixo representa um pêndulo
cônico: um pequeno corpo de massa m, preso à extremidade
madas em energia cinética de translação de um índio de 84 kg. de um fio, gira, descrevendo uma circunferência horizontal com
Considerando 1cal = 4,2 J, o módulo da velocidade do índio foi, velocidade constante em módulo, e o fio forma um ângulo q com
em m/s, de a vertical.

a) 2.
b) 4.
c) 6. q

d) 9.
e) 13

○ 21. (UFSM) Num referencial fixo numa sala, um bloco de


massa m = 3 kg é lançado com velocidade horizontal com mó-
m

P
dulo de 2 m/s sobre o piso dessa sala. O bloco atinge o repou-
so após percorrer uma distância de 6 m. O módulo da força de
atrito cinético do piso sobre o bloco, em N, é T e P são, respectivamente, a força de tração, exercida pelo
fio, e a força peso.
a) 1.
Considere as afirmações sobre o trabalho realizado por es-
b) 2.
sas forças.
c) 3.
d) 4. I. O trabalho realizado pela componente vertical da força de tra-
e) 6. ção, |T|cos q, é nulo.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

II. O trabalho realizado pela componente radial da força de tra-

○ 22. (UFSM) Uma mãe passeia em um centro comercial com


seu bebê sempre junto ao peito. Sejam Wm e Wb os trabalhos as-
ção, |T| sen q, é nulo.
III. O trabalho realizado pela força P é nulo.
sociados às forças gravitacionais que atuam na mãe e no bebê,
respectivamente. Assim, é possível afirmar: Quais estão corretas?

I - Como as forças gravitacionais são conservativas, se a mãe a) Apenas I.


passa do térreo para o primeiro andar, Wm = Wb.
b) Apenas II.
II - Se a mãe vai do térreo ao primeiro andar e depois retorna ao
c) Apenas I e III.
térreo, Wm = Wb = 0.
d) Apenas II e III.
III - Tanto faz a mãe ir do térreo ao primeiro andar pela escada
rolante ou diretamente pelo elevador, Wm é o mesmo nos dois e) I, II e III.
casos.

Está(ão) correta(s)

a) apenas II. ○ 25. (UFRGS) Assinale a alternativa que preenche corretamen-


te as lacunas no fim do enunciado que segue, na ordem em que
b) apenas III.
aparecem.
c) apenas I e II.
Um objeto desloca-se de um ponto A até um ponto B do es-
d) apenas I e III. paço seguindo um determinado caminho. A energia mecânica
e) apenas II e III. do objeto nos pontos A e B assume, respectivamente, os valo-
res EA e EB, sendo EB < EA. Nesta situação, existem forças _______
atuando sobre o objeto, e a diferença de energia EB - EA _____ do
______ entre os pontos A e B.
○ 23. (UFSM) Um empregado com peso de módulo 150 N pre-
cisa ser colocado sobre a caçamba de um caminhão a 1 m de
a) dissipativas - depende - caminho

altura. Se a pessoa que deve realizar essa tarefa pode exercer, b) dissipativas - depende - deslocamento
no máximo, uma força de módulo 50 N, ela deve usar um plano c) dissipativas - independe - caminho
inclinado sem atrito, com um comprimento, em m, de d) conservativas - independe - caminho
e) conservativas - depende - deslocamento
a) 2
b) 3
c) 4
d) 5
e) 6

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 6 107


○ 26. (UFRGS) Observe o sistema formado por um bloco de
massa m comprimindo uma mola de constante k, representado
Instrução: As questões 28 e 29 referem-se ao enunciado abaixo.

Um estudante movimenta um bloco homogêneo de massa


na figura abaixo.
M, sobre uma superfície horizontal, com forças de mesmo mó-
dulo F, conforme representa a figura abaixo.

m μc m F F
F
M M M
-x 0 4x
X d Y d Z d

Considere a mola como sem massa e o coeficiente de atrito


cinético entre o bloco e a superfície igual a μc. Qual deve ser a Em X, o estudante empurra o bloco; em Y, o estudante puxa
compressão X da mola para que o bloco deslize sem rolar sobre o bloco; em Z, o estudante empurra o bloco com força paralela
a superfície horizontal e pare no ponto distante 4X da posição de ao solo.
equilíbrio da mola?

a) 2 mg/k
b) 2 μC mg/k
c) 4 μC mg/k


d) 8 μC mg/k
e) 10 μC mg/k 28. (UFRGS) A força normal exercida pela superfície é, em
módulo, igual ao peso do bloco:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
a) apenas na situação X.
b) apenas na situação Y.
c) apenas na situação Z.


d) apenas nas situações X e Y.
27. (UFRGS) Um caixote encontra-se em repouso sobre o e) em X, Y e Z.
piso horizontal de uma sala (considerada um sistema de refe-
rência inercial). Primeiramente, é exercida sobre o caixote uma
força horizontal F0, de módulo igual a 100 N, constatando-se
que o caixote se mantém em repouso devido ao atrito entre
ele e o piso. A seguir, acrescenta-se ao sistema de forças outra
força horizontal F1, de módulo igual a 20 N e de sentido contrá-
rio a F0, conforme representa a figura abaixo.
○ 29. (UFRGS) O trabalho realizado pelo estudante para mover
o bloco nas situações apresentadas, por uma mesma distância d,
é tal que:

F1 F0 a) WX = WY = WZ
b) WX = WY < WZ
c) WX > WY > WZ
d) WX > WY = WZ
e) WX < WY < WZ

A respeito dessa nova situação, é correto afirmar que o tra-


balho realizado subsequente pela resultante das forças exerci-
das sobre o caixote, no mesmo referencial da sala, é igual a: Anotações:

a) zero, pois a força resultante é nula.


b) 20 J para um deslocamento de 1 m.
c) 160 J para um deslocamento de 2 m.
d) 300 J para um deslocamento de 3 m.
e) 480 J para um deslocamento de 4 m.

108 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 6


○ 30. (UFRGS) A figura abaixo representa as trajetórias dos
projéteis idênticos A, B, C e D, desde seu ponto comum de lança-
○ 32. Na figura abaixo, estão representados dois pêndulos sim-
ples, X e Y, de massas iguais a 100 g. Os pêndulos, cujas hastes
mento, na borda de uma mesa, até o ponto de impacto no chão, têm massas desprezíveis, encontram-se no campo gravitacional
considerado perfeitamente horizontal. O projétil A é deixado cair terrestre. O pêndulo Y encontra-se em repouso quando o pên-
a partir do repouso, e os outros três são lançados com velocida- dulo X é liberado de uma altura h = 0,2 m em relação a ele.
des iniciais não nulas. Considere o módulo da aceleração da gravidade g = 10 m/s2.

C D
A
X
h
Y

Desprezando o atrito com o ar, um observador em repouso Qual foi o trabalho realizado pelo campo gravitacional sobre
no solo pode afirmar que, entre os níveis da mesa e do chão: o pêndulo X, desde que foi liberado até o instante da colisão?
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

a) o projétil A é o que experimenta maior variação de energia a) 0,02 J


cinética. b) 0,20 J
b) o projétil B é o que experimenta maior variação de energia c) 2,00 J
cinética. d) 20,0 J
c) o projétil C é o que experimenta maior variação de energia e) 200,0 J
cinética.
d) o projétil D é o que experimenta maior variação de energia
cinética.
e) todos os projéteis experimentam a mesma variação de ener-
gia cinética.

○ 33. (UFRGS) Um menino desce a rampa de acesso a um


terraço dirigindo um carrinho de lomba. A massa do sistema
○ 31. (UFRGS) Um satélite geoestacionário está em órbita cir-
cular com raio de aproximadamente 42.000 km em relação ao
menino-carrinho é igual a 80 kg. Utilizando o freio, o menino
mantém, enquanto desce, a energia cinética do sistema cons-
centro da Terra. (Considere o período de rotação da Terra em tante e igual a 160 J. O desnível entre o início e o fim da rampa é
torno de seu próprio eixo igual a 24h). de 8 m. Qual é o trabalho que as forças de atrito exercidas sobre
o sistema realizam durante a descida da rampa? (Considere a
Sobre essa situação, são feitas as seguintes afirmações. aceleração da gravidade igual a 10 m/s2).
I. O período de revolução do satélite é de 24h. a) -6.560 J
II. O trabalho realizado pela Terra sobre o satélite é nulo. b) -6.400 J
III. O módulo da velocidade do satélite é constante e vale c) -5.840 J
3.500π km/h.
d) -800 J
Qual(is) está(ão) correta(s)? e) -640 J

a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 6 109


○ 34. (UFRGS) Um plano inclinado com 5 m de comprimento é
usado como rampa para arrastar uma caixa de 120 kg para den-
Instrução: O enunciado abaixo refere-se às questões 36 e 37.

Uma partícula de 2 kg está inicialmente em repouso em


tro de um caminhão, a uma altura de 1,5 m, como representa a
x = 0 m. Sobre ela atua uma única força F que varia com a posi-
figura abaixo.
ção x, conforme mostra a figura abaixo.

F (N)

Considerando que a força de atrito cinético entre a caixa e a 2


rampa seja de 564 N, o trabalho mínimo necessário para arras-
tar a caixa para dentro do caminhão é (considerar g = 9,8 m/s2):

a) 846 J x (m)
1 2 3 4
b) 1.056 J
c) 1.764 J
d) 2.820 J
e) 4.584 J ○ 36. Qual o trabalho realizado pela força F, em J, quando a
partícula desloca-se desde x = 0 m até x = 4 m?

a) 24

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
b) 12
c) 6

○ 35. (UFRGS) A figura mostra três trajetórias, 1, 2 e 3, por meio


das quais um corpo de massa m, no campo gravitacional ter-
d) 3
e) 0
restre, é levado da posição inicial i para a posição final f, mais
abaixo.

○ 37. Os valores da energia cinética da partícula, em J, quando


ela está em x = 2 m e em x = 4 m, são, respectivamente:
i a) 0 e 12.
b) 0 e 6.
c) 6 e 0.
3
d) 6 e 6.
y
2 e) 6 e 12.

f
x

Sejam W1, W2 e W3, respectivamente, os trabalhos realizados


pela força gravitacional nas trajetórias mostradas.
Assinale a alternativa que correlaciona corretamente os tra-
balhos realizados.

a) W1 < W2 < W3
b) W1 < W2 = W3
c) W1 = W2 = W3
d) W1 = W2 > W3
e) W1 > W2 > W3

110 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 6


○ 38. (UFRGS) O resgate de tra- ○ 40. (UFRGS) Em um sistema de referência inercial, é exercida

[Link]/internacional/noticias/chilenos-comovem-o-mundo-com-fim-de-
-[Link]
balhadores presos em uma mina uma força resultante sobre um corpo de massa igual a 0,2 kg,
subterrânea no norte do Chile foi que se encontra inicialmente em repouso. Essa força resultante
realizado por meio de uma cápsu- realiza sobre o corpo um trabalho de 1 J, produzindo nele ape-
la introduzida em uma perfuração nas movimento de translação. No mesmo sistema de referência,
do solo até o local em que se en- qual é o módulo da velocidade adquirida pelo corpo em conse-
contravam os mineiros, a uma pro- quência do trabalho realizado sobre ele?
fundidade da ordem de 600 m. Um
a) 5 m/s
motor com potência total aproxi-
madamente igual a 200,0 kW pu- b) 10 m/s
xava a cápsula de 250 kg contendo c) 5 m/s
um mineiro de cada vez. d) 10 m/s
Considere que, para o resgate e) 20 m/s
de um mineiro de 70 kg de massa,
a cápsula gastou 10 minutos para
completar o percurso e suponha
que a aceleração da gravidade local
é 9,8 m/s2.
Não se computando a potência necessária para compensar
as perdas por atrito, a potência efetivamente fornecida pelo mo- ○ 41. (UFRGS) Uma pessoa em repouso sobre um piso hori-
zontal observa um cubo, de massa 0,20 kg, que desliza sobre o
tor para içar a cápsula foi de:
piso, em movimento retilíneo de translação. Inicialmente, o cubo
a) 686 W desliza sem atrito, com velocidade constante de 2 m/s. Em segui-
b) 2.450 W da, o cubo encontra pela frente, e atravessa em linha reta, um
trecho do piso, de 0,3 m, onde existe atrito. Logo após a travessia
c) 3.136 W
desse trecho, a velocidade de deslizamento do cubo é de 1 m/s.
d) 18.816 W Para aquele observador, qual foi o trabalho realizado pela força
e) 41.160 W de atrito sobre o cubo?
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

a) -0,1 J
b) -0,2 J
c) -0,3 J
○ 39. (UFRGS) O termo horsepower, abreviado hp, foi inventado
por James Watt (1783), durante seu trabalho no desenvolvimen-
d) -0,4 J
e) -0,5 J
to das máquinas a vapor. Ele convencionou que um cavalo, em
média, eleva 3,30 x 104 libras de carvão (1 libra ˜ 0,454 Kg) à
altura de um pé (0,305 m) a cada minuto, definindo a potência
correspondente como 1 hp (figura abaixo).

○ 42. (UFRGS) A figura abaixo representa um bloco de massa


M que comprime uma das extremidades de uma mola ideal de
constante elástica k. A outra extremidade da mola está fixa à pa-
rede. Ao ser liberado o sistema bloco-mola, o bloco sobe a rampa
até que seu centro de massa atinja uma altura h em relação ao ní-
vel inicial (despreze as forças dissipativas e considere g o módulo
da aceleração da gravidade).

k
Posteriormente, James Watt teve seu nome associado à uni-
dade de potência no Sistema Internacional de Unidades, no qual M
a potência é expressa em watts (W). Com base nessa associação,
1 hp corresponde, aproximadamente, a:

a) 76,2 W
b) 369 W Nessa situação, a compressão inicial x da mola deve ser tal
que:
c) 405 W
d) 466 W a) x = (2 Mgh/k)1/2
e) 746 W b) x = (Mgh/k)1/2
c) x = 2 Mgh/k
d) x = Mgh/k
e) x = k/Mgh

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 6 111


○ 43. (UFRGS) O uso de arco e flecha remonta a tempos an-
teriores à história escrita. Em um arco, a força da corda sobre
○ 45. Uma partícula de massa m e velocidade horizontal vi coli-
de elasticamente com uma barra vertical de massa M que pode
a flecha é proporcional ao deslocamento x, ilustrado na figura girar livremente, no plano da página, em torno de seu ponto de
abaixo, a qual representa o arco nas suas formas relaxada I e suspensão. A figura (i) abaixo representa a situação antes da coli-
distendida II. são. Após a colisão, o centro de massa da barra sobe uma altura
h, e a partícula retorna com velocidade vf, de módulo igual a vi/2,
conforme representa a figura (ii) abaixo.

(i) (ii)

x M M h

Vi Vf
m m

Considerando g o módulo da aceleração da gravidade, a altu-


ra h atingida pela barra é igual a:
I II
a) 3mvi2 / 2Mg
b) 3mvi2 / 4Mg
Uma força horizontal de 200 N, aplicada na corda com uma c) 5mvi2 / 8Mg
flecha de massa m = 40 g, provoca um deslocamento x = 0,5 m.
d) 3mvi2 / 8Mg
Supondo que toda a energia armazenada no arco seja trans-
e) mvi2 / 4Mg
ferida para a flecha, qual a velocidade que a flecha atingiria, em

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
m/s, ao abandonar a corda?

a) 5 x 103


b) 100
46. (UFRGS) Para um dado observador, há dois objetos,
c) 50
A e B, de massas iguais, movendo-se com velocidades cons-
d) 5 tantes de 20 km/h e 30 km/h, respectivamente. Para o mesmo
e) 101/2 observador, qual a razão EA/EB entre as energias cinéticas desses
objetos?

a) 1/3
b) 4/9
c) 2/3
d) 3/2
e) 9/4

○ 44. (UFRGS) Um objeto, com massa de 1,0 kg, é lançado, a par-


tir do solo, com energia mecânica de 20 J. Quando o objeto atinge
a altura máxima, sua energia potencial gravitacional relativa ao ○ 47. (UFRGS) Na modalidade esportiva de salto com vara, o
atleta salta e apoia-se na vara para ultrapassar o sarrafo. Mesmo
solo é de 7,5 J. Desprezando-se a resistência do ar, e conside-
assim, é uma excelente aproximação considerar que a impulsão
rando-se a aceleração da gravidade com módulo de 10 m/s2, a
do atleta para ultrapassar o sarrafo resulta apenas da energia
velocidade desse objeto, no ponto mais alto de sua trajetória, é:
cinética adquirida na corrida, que é totalmente armazenada na
a) zero forma de energia potencial de deformação da vara.
b) 2,5 m/s Na situação ideal – em que a massa da vara é desprezível e a
energia potencial da deformação da vara é toda convertida em
c) 5,0 m/s
energia potencial gravitacional do atleta –, qual é o valor apro-
d) 12,5 m/s ximado do deslocamento vertical do centro de massa do atleta,
e) 25,0 m/s durante o salto, se a velocidade da corrida é de 10 m/s?

a) 0,5 m
b) 5,0 m
c) 6,2 m
d) 7,1 m
e) 10,0 m

112 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 6


○ 48. (UFRGS) Uma mola helicoidal de massa igual a 1,0 g e com
constante elástica de 4000 N/m encontra-se sobre uma superfí-
○ 50. (UFRGS) A figura que segue representa uma esfera que
desliza sem rolar sobre uma superfície perfeitamente lisa em dire-
cie horizontal e lisa, com seu eixo paralelo a essa superfície. Uma ção a uma mola em repouso. A esfera irá comprimir a mola e será
das extremidades da mola é, então, encostada em um anteparo arremessada de volta. A energia mecânica do sistema é suficiente
fixo; depois, a mola é comprimida até sofrer uma deformação de para que a esfera suba a rampa e continue em movimento.
1,0 mm e é repentinamente liberada.
Desprezando-se as possíveis oscilações da mola e os atritos
existentes, a velocidade escalar máxima que ela irá atingir, ao
ser liberada, será:

a) 2 m/s
b) 2 2 m/s
c) 4 m/s
d) 4 2 m/s Considerando t0 o instante em que ocorre a máxima compres-
e) 40 5 m/s são da mola, assinale, entre os gráficos abaixo, aquele que melhor
representa a possível evolução da energia cinética da esfera.

a) Ec

○ 49. (UFRGS) Um objeto de massa igual a 0,5 kg é arremessado


verticalmente para cima. O valor de sua energia cinética, a uma
t0
t

altura y = 4,0 m, é Ec = 10,0 J.


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

b) Ec
Qual é a altura máxima que o objeto atinge?
(Despreze atritos existentes e considere g = 10 m/s2.)

a) 1,0 m
b) 4,0 m
t
c) 6,0 m
t0
d) 7,5 m
e) 15,0 m
c) Ec

t
t0

d) Ec
Anotações:

t
t0

e) Ec

t
t0

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 6 113


○ 51. (UFRGS) Um balde cheio de argamassa, pesando ao todo 200 N, é puxado verticalmente por um cabo para o alto de uma
construção, à velocidade constante de 0,5 m/s. Considerando-se a aceleração da gravidade igual a 10 m/s2, a energia cinética do
balde e a potência a ele fornecida durante o seu movimento valerão, respectivamente:

a) 2,5 J e 10 W.
b) 2,5 J e 100 W.
c) 5 J e 100 W.
d) 5 J e 400 W.
e) 10 J e 10 W.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Anotações:

114 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 6


HABILIDADES À PROVA 7

» Mecânica impulsiva
○ 1. (ENEM) Em qualquer obra de construção civil, é funda-
mental a utilização de equipamentos de proteção individual,
○ 3. (ENEM) O trilho de ar é um dispositivo utilizado em labo-
ratórios de física para analisar movimentos em que os corpos
tal como capacetes. Por exemplo, a queda livre de um tijolo de prova (carrinhos) podem se mover com atrito desprezível. A
de massa 2,5 kg de uma altura de 5 m, cujo impacto contra um figura ilustra um trilho horizontal com dois carrinhos (1 e 2) em
capacete pode durar até 0,5s, resulta em uma força impulsiva que se realiza um experimento para obter a massa do carrinho
média maior do que o peso do tijolo. Suponha que a aceleração 2. No instante em que o carrinho 1, de massa 150,0 g, passa a se
gravitacional seja 10 m/s-2 e que o efeito de resistência do ar seja mover com velocidade escalar constante, o carrinho 2 está em
desprezível. repouso. No momento em que o carrinho 1 se choca com carri-
nho 2, ambos passam a se mover juntos com velocidade escalar
A força impulsiva média gerada por esse impacto equivale ao constante. Os sensores eletrônicos distribuídos ao longo do tri-
peso de quantos tijolos iguais? lho determinam as posições e registram os instantes associados
à passagem de cada carrinho, gerando os dados do quadro.
a) 2
b) 5
c) 10
d) 20
e) 50 Sensor 1 Sensor 2 Sensor 3 Sensor 4
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Carrinho 1 Carrinho 2

Carrinho 1 Carrinho 2

Posição (cm) Instante (s) Posição (cm) Instante (s)

15,0 0,0 45,0 0,0


30,0 1,0 45,0 1,0

75,0 8,0 75,0 8,0

○ 2. (ENEM) Durante um reparo na estação espacial internacio-


nal, um cosmonauta, de massa 90 kg, substitui uma bomba do
90,0 11,0 90,0 11,0

sistema de refrigeração, de massa 360 kg, que estava danificada.


Inicialmente, o cosmonauta e a bomba estão em repouso em
relação à estação. Quando ele empurra a bomba para o espaço,
ele é empurrado no sentido oposto. Nesse processo, a bomba
adquire uma velocidade de 0,2 m/s em relação à estação. Com base nos dados experimentais, o valor da massa do car-
Qual é o valor da velocidade escalar adquirida pelo cosmo- rinho 2 é igual a:
nauta, em relação à estação, após o empurrão?
a) 50,0 g
a) 0,05 m/s b) 250,0 g
b) 0,20 m/s c) 300,0 g
c) 0,40 m/s d) 450,0 g
d) 0,50 m/s e) 600,0 g
e) 0,80 m/s

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 7 115


○ 4. (ENEM) O pêndulo de Newton pode ser constituído por
cinco pêndulos idênticos suspensos em um mesmo suporte. Em
○ 5. (ENEM) Em um autódromo, os carros podem derrapar em
uma curva e bater na parede de proteção. Para diminuir o im-
um dado instante, as esferas de três pêndulos são deslocadas pacto de uma batida, pode-se colocar na parede uma barreira
para a esquerda e liberadas, deslocando-se para a direita e coli- de pneus, isso faz com que a colisão seja mais demorada e o
dindo elasticamente com as outras duas esferas, que inicialmen- carro retorne com velocidade reduzida. Outra opção é colocar
te estavam paradas. uma barreira de blocos de um material que se deforma, tornan-
do-a tão demorada quanto a colisão com os pneus, mas que não
permite a volta do carro após a colisão.

Comparando as duas situações, como ficam a força média


exercida sobre o carro e a energia mecânica dissipada?

a) A força é maior na colisão com a barreira de pneus, e a energia


dissipada é maior na colisão com a barreira de blocos.
b) A força é maior na colisão com a barreira de blocos, e energia
dissipada é maior na colisão com a barreira de pneus.
O movimento dos pêndulos após a primeira colisão está re- c) A força é maior na colisão com a barreira de blocos, e a energia
presentado em: dissipada é a mesma nas duas situações.
d) A força é maior na colisão com a barreira de pneus, e a energia
dissipada é maior na colisão com a barreira de pneus.
a)
e) A força é maior na colisão com a barreira de blocos, e a ener-
gia dissipada é maior na colisão com a barreira de blocos.

○ 6. (UFSM) Um corpo de massa m em movimento retilíneo

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
uniforme parte-se em dois fragmentos sem influência externa.
Se as flechas representam os vetores velocidade, a figura que
b) pode representar tal acontecimento é

a) b)

c)

c) d) e
)

d)

e)

116 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 7


○ 7. (UFSM) Durante a colheita, um trator de massa M e velo-
cidade de módulo v colide com um reboque de massa m em re-
○ 10. (UFRGS) O gráfico abaixo representa as velocidades (v),
em função do tempo (t), de dois carrinhos, X e Y, que se deslo-
pouso. Após a colisão, ambos se deslocam juntos, sem rotações cam em linha reta sobre o solo, e cujas massas guardam entre si
laterais. Desprezando-se tanto o atrito quanto as deformações, a seguinte relação: mx = 4 my.
o módulo da velocidade do conjunto é
v (m/s)

10
a) y

b) 8

c) 6
x
d) 4

e) 2

0 1 2 3 4 5 t (s)

○ 8. (UFRGS) Um observador, situado em um sistema de refe-


rência inercial, constata que um corpo de massa igual a 2 kg, que
A respeito desse gráfico, considere as seguintes afirmações.

I. No instante t = 4s, X e Y têm a mesma energia cinética.


se move com velocidade constante de 15 m/s no sentido positivo II. A quantidade de movimento linear que Y apresenta no ins-
do eixo x, recebe um impulso de 40 N.s em sentido oposto ao tante t = 4s é igual, em módulo, à quantidade de movimento li-
de sua velocidade. Para esse observador, com que velocidade, near que X apresenta no instante t = 0.
especificada em módulo e sentido, o corpo se move imediata-
III. No instante t = 0, as acelerações de X e Y são iguais em módulo.
mente após o impulso?
Qual(is) está(ão) correta(s)?
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

a) -35 m/s
b) 35 m/s a) Apenas I.
c) -10 m/s b) Apenas III.
d) -5 m/s c) Apenas I e II.
e) 5 m/s d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

○ 11. (UFRGS) Um objeto de massa igual a 2 kg move-se em

○ 9. (UFRGS) O gráfico de velocidade contra tempo mostrado


abaixo representa o movimento executado por uma partícula de
linha reta com velocidade constante de 4 m/s. A partir de um
certo instante, uma força de módulo igual a 2 N é exercida por
massa m sobre uma linha reta, durante um intervalo de tempo 6s sobre o objeto, na mesma direção de seu movimento. Em se-
2T. guida, o objeto colide frontalmente com um obstáculo e tem seu
movimento invertido, afastando-se com velocidade de 3 m/s.
O módulo do impulso exercido pelo obstáculo e a variação da
V energia cinética do objeto, durante a colisão, foram, respectiva-
mente:
V
a) 26 Ns e -91 J.
2T b) 14 Ns e -91 J
t
T c) 26 Ns e -7 J.
d) 14 Ns e -7 J.
-V
e) 7 Ns e -7 J.

Selecione a alternativa que preenche corretamente as lacu- Instrução: As questões 12 e 13 referem-se ao enunciado abaixo.
nas nas afirmações abaixo, referentes àquele movimento, na or- A figura que segue representa uma mola, de massa desprezí-
dem em que elas aparecem. vel, comprimida entre dois blocos, de massas M1 =1 kg e M2 = 2 kg,
- Em módulo, a quantidade de movimento linear da partícula no que podem deslizar sem atrito sobre uma superfície horizontal.
instante T é igual a ___________. O sistema é mantido inicialmente em repouso.
- Em módulo, a variação da quantidade de movimento da partí-
cula ao longo do intervalo de tempo 2T é igual a ___________.
M1 M2
a) zero - zero
b) zero - 2mV
c) zero - mV Em um determinado instante, a mola é liberada e se expan-
de, impulsionando os blocos. Depois de terem perdido contato
d) mV - zero com a mola, as massas M1 e M2 passam a deslizar com velocida-
e) mV - 2mV des de módulos v1 = 4 m/s e v2 = 2 m/s, respectivamente.

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 7 117


○ 12. (UFRGS) Quanto vale, em Kg.m/s, o módulo da quanti-
dade de movimento total dos dois blocos, depois de perderem
Instrução: As questões 16 e 17 referem-se ao enunciado abaixo.

contato com a mola? Um par de carrinhos idênticos, cada um com massa igual a
0,2 kg, move-se sem atrito, da esquerda para a direita, sobre um
a) 0 trilho de ar reto, longe e horizontal. Os carrinhos, que estão de-
b) 4 sacoplados um do outro, têm a mesma velocidade de 0,8 m/s
em relação ao trilho. Em dado instante, o carrinho traseiro colide
c) 8
com um obstáculo que foi interposto entre os dois. Em conse-
d) 12 quência dessa colisão, o carrinho traseiro passa a se mover da
e) 24 direita para a esquerda, mas ainda com velocidade de módulo
igual a 0,8 m/s, enquanto o movimento do carrinho dianteiro
prossegue inalterado.

○ 13. (UFRGS) Qual o valor da energia potencial elástica da


mola, em J, antes de ela ser liberada?
○ 16. (UFRGS) Em relação ao trilho, os valores, em kg.m/s, da
quantidade de movimento linear do par de carrinhos antes e de-
pois da colisão são, respectivamente:
a) 0
b) 4 a) 0,16 e zero.
c) 8 b) 0,16 e 0,16.
d) 12 c) 0,16 e 0,32.
e) 24 d) 0,32 e zero.
e) 0,32 e 0,48.

○ 14. (UFRGS) Sobre uma partícula, inicialmente em movimen-


to retilíneo uniforme, é exercida, a partir de certo instante t, uma ○ 17. (UFRGS) Qual é o valor do quociente da energia cinética
final pela energia cinética inicial do par de carrinhos, em relação

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
força resultante cujo módulo permanece constante e cuja dire-
ção se mantém sempre perpendicular à direção da velocidade ao trilho?
da partícula. a) 1/2
Nessas condições, após o instante t: b) 1
c) 2
a) a energia cinética da partícula não varia.
d) 4
b) o vetor quantidade de movimento da partícula permanece
constante. e) 8
c) o vetor aceleração da partícula permanece constante.


d) o trabalho realizado sobre a partícula é não nulo.
e) o vetor impulso exercido sobre a partícula é nulo. 18. (UFRGS) Uma bomba é arremessada, seguindo uma tra-
jetória parabólica, conforme representado na figura abaixo. Na
posição mais alta da trajetória, a bomba explode.

○ 15. (UFRGS) Um bloco de massa 1 kg move-se retilineamente


com velocidade de módulo constante igual a 3 m/s, sobre uma
superfície horizontal sem atrito. A partir de dado instante, o blo-
co recebe o impulso de uma força externa aplicada na mesma
direção e sentido de seu movimento. A intensidade dessa força, EXPLOSÃO
em função do tempo, é dada pelo gráfico abaixo. A partir desse
gráfico, pode-se afirmar que o módulo da velocidade do bloco
após o impulso recebido é, em m/s, de:

SOLO
Fx (N)
6
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas
4 do enunciado abaixo, na ordem em que aparecem.
2 A explosão da bomba é um evento que ___________ a energia
t (s) cinética do sistema. A trajetória do centro de massa do sistema
1 2 3 constituído pelos fragmentos da bomba segue ____________.

a) não conserva - verticalmente para o solo


a) -6 b) não conserva - a trajetória do fragmento mais massivo da
b) 1 bomba
c) 5 c) não conserva - a mesma parábola anterior à explosão
d) 7 d) conserva - a mesma parábola anterior à explosão
e) 9 e) conserva - verticalmente para o solo

118 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 7


○ 19. (UFRGS) Dois vagões de trem, de massas 4 x 104 kg
e 3 x 104 kg, deslocam-se no mesmo sentido, sobre uma li-
○ 22. (UFRGS) Sendo a colisão perfeitamente inelástica, o mó-
dulo da velocidade final das partículas é:
nha férrea retilínea. O vagão de menor massa está na frente,
a) 4v0senθ
movendo-se com uma velocidade de 0,5 m/s. A velocidade do
outro é 1 m/s. Em dado momento, chocam-se e permanecem b) 4v0cosθ
acoplados. Imediatamente após o choque, a quantidade de c) v0tanθ
movimento do sistema formado pelos dois vagões é: d) (4/3)v0senθ
a) 3,5 x 10 kg . m/s4 e) (4/3)v0cosθ
b) 5,0 x 104 kg . m/s
c) 5,5 x 104 kg . m/s
d) 7,0 x 104 kg . m/s
e) 10,5 x 104 kg . m/s

○ 20. (UFRGS) Considere as três afirmações abaixo.

I. Em qualquer processo de colisão entre dois objetos, a energia


cinética total e a quantidade de movimento linear total do siste-
○ 23. (UFRGS) Na figura abaixo, estão representados dois pên-
dulos simples, X e Y, de massas iguais a 100 g. Os pêndulos, cujas
ma são quantidades conservadas. hastes têm massas desprezíveis, encontram-se no campo gravi-
II. Se um objeto tem quantidade de movimento linear, então terá tacional terrestre. O pêndulo Y encontra-se em repouso quando
energia mecânica. o pêndulo X é liberado de uma altura h = 0,2 m em relação a ele.
III. Entre dois objetos de massas diferentes, o de menor massa ja- Considere o módulo da aceleração da gravidade g = 10 m/s2.
mais terá quantidade de movimento linear maior do que o outro.

Qual(is) está(ão) correta(s)?


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.

Instrução: O enunciado abaixo refere-se às questões 21 e 22. X


h
A figura (i) esquematiza a trajetória de duas partículas, 1 e 2, Y
em rota de colisão inelástica, a ocorrer no ponto P; a figura (ii)
representa cinco possibilidades de trajetória do centro de massa
do sistema após a colisão.
Após a colisão, X e Y passam a mover-se juntos, formando
um único pêndulo de massa 200 g. Se v é a velocidade do pêndu-
1 lo X no instante da colisão, o módulo da velocidade do pêndulo
I de massa 200 g, imediatamente após a colisão, é:
II
a) 2v
θ
P P b) 2 v
III
θ c) v
(i) (ii)
2 IV d) v/ 2
V e) v/2

As massas e os módulos das velocidades das partículas 1 e 2


são, respectivamente, m e 2v0, e 2m e v0.

○ 21. (UFRGS) Na figura (ii), a trajetória que melhor descreve o


movimento final é a de número:

a) I.
b) II.
c) III.
d) IV.
e) V.

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 7 119


○ 24. (UFRGS) Assinale a alternativa que preenche corretamente
as lacunas da sentença abaixo, na ordem em que aparecem.
○ 27. (UFRGS) Um cubo de massa específica ρ1 desliza com ve-
locidade de módulo v0 sobre uma mesa horizontal, sem atrito, em
Dois blocos, 1 e 2, de massas iguais, movem-se com velocida- direção a um segundo cubo de iguais dimensões, inicialmente em
des constantes de módulos V1i > V2i, seguindo a mesma direção repouso. Após a colisão frontal, os cubos movem-se juntos sobre
orientada sobre uma superfície horizontal sem atrito. Em certo a mesa, ainda sem atrito, com velocidade de módulo vf = 3v0/4.
momento, o bloco 1 colide com o bloco 2. A figura representa
dois instantâneos desse movimento, tomados antes (X) e depois Com base nessas informações, é correto afirmar que a mas-
(Y) de o bloco 1 colidir com o bloco 2. A colisão ocorrida entre sa específica do segundo cubo é igual a:
os instantes representados é tal que as velocidades finais dos a) 4 ρ1/3
blocos 1 e 2 são, respectivamente, V1f = V2i e V2f = V1i.
b) 9 ρ1/7
c) 7 ρ1/9
d) 3 ρ1/4
V1i V2i V1f V2f e) ρ1/3
X Y
1 2 1 2

○ 28. (UFRGS) Um bloco, movendo-se com velocidade constan-


te V0, colide frontalmente com um conjunto de dois blocos que
estão em contato e em repouso (V = 0) sobre uma superfície pla-
Com base nessa situação, podemos afirmar corretamente
na sem atrito, conforme indicado na figura abaixo.
que a colisão foi ____________ e que o módulo do impulso sobre o
bloco 2 foi __________ que o módulo do impulso sobre o bloco 1.

a) inelástica - o mesmo V0 V=0 V=0


b) inelástica - maior
c) perfeitamente elástica - maior

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
d) perfeitamente elástica - o mesmo Considerando que as massas dos três blocos são iguais e que
e) perfeitamente elástica - menor a colisão é elástica, assinale a figura que representa o movimen-
to dos blocos após a colisão.

○ 25. (UFRGS) Um bloco, deslizando com velocidade v sobre


uma superfície plana sem atrito, colide com outro bloco idêntico,
a)
V=0 V=0 V0
que está em repouso. As faces dos blocos que se tocam na colisão
são aderentes, e eles passam a se mover como um único objeto.

Sobre essa situação, são feitas as seguintes afirmações.

I. Antes da colisão, a energia cinética total do blocos é o dobro da b)


energia cinética total após a colisão. V=0 V0
1/2 V0
1/2

II. Ao colidir, os blocos sofreram uma colisão elástica.


III. Após a colisão, a velocidade dos blocos é v/2.

Qual(is) está(ão) correta(s)?


c)
a) Apenas I.
V0
1/3 V0
1/3 V0
1/3
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e III.
e) I, II e III.
d)
V0 V=0 V=0

○ 26. Duas bolas de bilhar colidiram de forma completamente


elástica. Então, em relação à situação anterior à colisão:

a) suas energias cinéticas individuais permaneceram iguais. e)


b) suas quantidades de movimento individuais permaneceram 1/3 V0 1/3 V0 2/3 V0
iguais.
c) a energia cinética total e a quantidade de movimento total do
sistema permaneceram iguais.
d) as bolas de bilhar se movem, ambas, com a mesma velocidade
final.
e) apenas a quantidade de movimento total permanece igual.

120 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 7


○ 29. (UFRGS) Uma pistola dispara um projétil contra um saco de areia que se encontra em repouso, suspenso a uma estrutura
que o deixa completamente livre para se mover. O projétil fica alojado na areia. Logo após o impacto, o sistema formado pelo saco
de areia e o projétil move-se na mesma direção do disparo com velocidade de módulo igual a 0,25 m/s. Sabe-se que a relação entre
as massas do projétil e do saco de areia é de 1/999.

Qual é o módulo da velocidade com que o projétil atingiu o alvo?

a) 25 m/s
b) 100 m/s
c) 250 m/s
d) 999 m/s
e) 1.000 m/s

○ 30. (UFRGS) Um jipe choca-se frontalmente com um automóvel estacionado. A massa do jipe é aproximadamente o dobro da massa
do automóvel. Considerando que, durante o tempo de colisão, atuam apenas as forças, que os dois veículos se exercem mutuamente,
pode-se afirmar que, nesse mesmo intervalo de tempo:

a) a força média que o automóvel exerce sobre o jipe é maior em módulo do que a força média que o jipe exerce sobre o automóvel.
b) a força média que o jipe exerce sobre o automóvel é maior em módulo do que a força média que o automóvel exerce sobre o jipe.
c) a aceleração média que o automóvel sofre é maior em módulo do que a aceleração média que o jipe sofre.
d) a aceleração média que o jipe sofre é maior em módulo do que a aceleração média que o automóvel sofre.
e) a variação de velocidade que o jipe experimenta é maior em módulo do que a variação de velocidade que o automóvel experimenta.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

○ 31. (UFRGS-2020) A figura abaixo mostra dois corpos, identificados como X e Y, cada um de massa 1 kg, movendo-se sobre uma
superfície horizontal sem atrito.
Os módulos de suas velocidades são Vx = 4 m/s e Vy = 6 m/s.

Vx Vy
X Y

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas abaixo, na ordem em que aparecem.

Se os corpos X e Y sofrem uma colisão elástica, a energia cinética final do sistema é ___________________________.
Se os corpos X e Y sofrem uma colisão perfeitamente inelástica, a energia cinética final do sistema vale ________________________.
Qualquer que seja o tipo de colisão, o módulo da velocidade do centro de massa do sistema é______________________.

a) 10 J - 4 J - 2 m/s
b) 10 J - 2 J - 1 m/s
c) 26 J - 1 J - 1 m/s
d) 26 J - 1 J - 2 m/s
e) 26 J - 2 J - 1 m/s

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 7 121


HABILIDADES À PROVA 8

» Gravitação universal

○ 1. (ENEM-2021)

TEXTO I
No cordel intitulado Senhor dos Anéis, de autoria de Gonçalo Ferreira da Silva, lê-se a sextilha:

A distância em relação
Ao nosso planeta amado
Pouco menos que a do Sol
Ele está distanciado
E menos denso que a água
Quando no normal estado

Características dos planetas. Disponível em: [Link]. Acesso em: 8 nov 2019 (adaptado).

TEXTO II
Distâncias médias dos planetas ao Sol e suas densidades médias

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Distância média ao Sol Densidade relativa
Planetas
(u.a.) média
*Mercúrio 0,39 5,6
*Vênus 0,72 5,2
*Terra 1,0 5,5
*Marte 1,5 4,0
**Ceres 2,8 2,1
*Júpter 5,2 1,3
*Saturno 9,6 0,7
*Urano 19 1,2
*Netuno 30 1,7
**Plutão 40 2,0
**Éris 68 2,5
u.a. = 9 600 000 km, é a unidade astronômica, *Planeta clássico, **Planeta-anão

Considerando os versos da sextilha e as informações da tabela, a qual planeta o cordel faz referência?

a) Mercúrio.
b) Júpiter.
c) Urano.
d) Saturno.
e) Netuno.

122 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 8


○ 2. (ENEM) Na linha de uma tradição antiga, o astrônomo
grego Ptolomeu (100-170 d.C.) afirmou a tese do geocentrismo,
Qual a causa da forma da trajetória do planeta Marte regis-
trada na figura?
segundo a qual a Terra seria o centro do universo, sendo que o
a) A maior velocidade orbital da Terra faz com que, em certas
Sol, a Lua e os planetas girariam em seu redor em órbitas circu-
épocas, ela ultrapasse Marte.
lares. A teoria de Ptolomeu resolvia de modo razoável os pro-
blemas astronômicos da sua época. Vários séculos mais tarde, o b) A presença de outras estrelas faz com que sua trajetória seja
clérigo e astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543), ao desviada por meio da atração gravitacional.
encontrar inexatidões na teoria de Ptolomeu, formulou a teoria c) A órbita de Marte, em torno do Sol, possui uma forma elíptica
do heliocentrismo, segundo a qual o Sol deveria ser considerado mais acentuada que a dos demais planetas.
o centro do universo, com a Terra, a Lua e os planetas girando d) A atração gravitacional entre a Terra e Marte faz com que este
circularmente em torno dele. Por fim, o astrônomo e matemáti- planeta apresente uma órbita irregular em torno do Sol.
co alemão Johannes Kepler (1571-1630), depois de estudar o pla- e) A proximidade de Marte com Júpiter, em algumas épocas do
neta Marte por cerca de trinta anos, verificou que a sua órbita é ano, faz com que a atração gravitacional de Júpiter interfira em
elíptica. Esse resultado generalizou-se para os demais planetas. seu movimento.
A respeito dos estudiosos citados no texto, é correto afirmar
que:

a) Ptolomeu apresentou as ideias mais valiosas, por serem mais


antigas e tradicionais.
b) Copérnico desenvolveu a teoria do heliocentrismo inspirado
no contexto político do Rei Sol.
c) Copérnico viveu em uma época em que a pesquisa científica
era livre e amplamente incentivada pelas autoridades.
d) Kepler estudou o planeta Marte para atender às necessidades
de expansão econômica e científica da Alemanha.
○ 4. (ENEM) A tabela abaixo resume alguns dados importantes
sobre os satélites de Júpiter.
e) Kepler apresentou uma teoria científica que, graças aos méto-
dos aplicados, pôde ser testada e generalizada.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Distância
Período
média ao
Nome Diâmetro (km) orbital (dias
centro de
terrestres)
Júpiter (km)
Io 3.642 421.800 1,8

Europa 3.138 670.900 3,6


Ganimedes 5.262 1.070.000 7,2

Calisto 4.800 1.880.000 16,7


○ 3. (ENEM) A característica que permite identificar um planeta
no céu é o seu movimento relativo às estrelas fixas. Se obser-
varmos a posição de um planeta por vários dias, verificaremos
que sua posição, em relação às estrelas fixas modifica-se regu- Ao observar os satélites de Júpiter pela primeira vez, Galileu
larmente. A figura destaca o movimento de Marte observado em Galilei fez diversas anotações e tirou importantes conclusões so-
intervalos de 10 dias, registrado da Terra. bre a estrutura de nosso universo.
A figura abaixo reproduz uma anotação de Galileu referente
a Júpiter e a seus satélites.
155o 150o 145o 140o 135o 130o

1 2 3 4

+20

De acordo com essa representação e com os dados da tabela,


os pontos indicados por 1, 2, 3 e 4 correspondem, respectivamen-
te, a:
MARTE
a) Io - Europa - Ganimedes - Calisto
b) Ganimedes - Io - Europa - Calisto
+10
Projecto Física. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1980 (adaptado). c) Europa - Calisto - Ganimedes - Io
d) Calisto - Ganimedes - Io - Europa
e) Calisto - Io - Europa - Ganimedes

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 8 123


○ 5. (ENEM) O ônibus espacial Atlantis foi lançado ao espaço
com cinco astronautas a bordo e uma câmera nova, que iria
○ 6. (ENEM) Na madrugada de 11 de março de 1978, partes de
um foguete soviético reentraram na atmosfera acima da cidade
substituir uma outra danificada por um curto-circuito no teles- do Rio de Janeiro e caíram no Oceano Atlântico. Foi um belo es-
cópio Hubble. Depois de entrarem em órbita a 560 km de altura, petáculo, os inúmeros fragmentos entrando em ignição devido
os astronautas aproximaram-se do Hubble. Dois astronautas sa- ao atrito com a atmosfera brilharam intensamente, enquanto
íram da Atlantis e dirigiram-se ao telescópio. Ao abrir a porta de “cortavam o céu”. Mas se a reentrada tivesse acontecido alguns
acesso, um deles exclamou: “Esse telescópio tem a massa gran- minutos depois, teríamos uma tragédia, pois a queda seria na
de, mas o peso é pequeno.” área urbana do Rio de Janeiro e não no oceano.

Sentido de
rotação da Terra

Equador

Considerando o texto e as leis de Kepler, pode-se afirmar


OCEANO ATLÂNTICO
que a frase dita pelo astronauta:

a) se justifica, porque o tamanho do telescópio determina a sua Rio de Janeiro


massa, enquanto seu pequeno peso decorre da falta de ação da
aceleração da gravidade.
b) se justifica ao verificar que a inércia do telescópio é grande LAS CASAS, R. Lixo espacial. Observatório Astronômico Frei Rosário,

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
ICEx, UFMG. Disponível em: [Link]. Acesso em:
comparada à dele próprio, e que o peso do telescópio é pequeno 27 set. 2011 (adaptado).
porque a atração gravitacional criada por sua massa era pequena.
c) não se justifica, porque a avaliação da massa e do peso de
objetos em órbita tem por base as leis de Kepler, que não se De acordo com os fatos relatados, a velocidade angular do
aplicam a satélites artificiais. foguete em relação à Terra, no ponto de reentrada, era:
d) não se justifica, porque a força-peso é a força exercida pela
gravidade terrestre, neste caso, sobre o telescópio, e é a respon- a) igual à da Terra e no mesmo sentido.
sável por manter o próprio telescópio em órbita. b) superior à da Terra e no mesmo sentido.
e) não se justifica, pois a ação da força-peso implica a ação de c) inferior à da Terra e no sentido oposto.
uma força de reação contrária, que não existe naquele ambien-
te. A massa do telescópio poderia ser avaliada simplesmente d) igual à da Terra e no sentido oposto.
pelo seu volume. e) superior à da Terra e no sentido oposto.

Anotações:

124 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 8


○ 7. (ENEM) O eixo de rotação da Terra apresenta uma inclinação em relação ao plano de sua órbita em torno do Sol, interferindo
na duração do dia e da noite ao longo do ano.

Uma pessoa instala em sua residência uma placa fotovoltaica, que transforma energia solar em elétrica. Ela monitora a energia total
produzida por essa placa em 4 dias do ano, ensolarados e sem nuvens, e lança os resultados no gráfico
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Próximo a que região se situa a residência onde as placas foram instaladas?

a) Trópico de Capricórnio.
b) Trópico de Câncer.
c) Polo Norte.
d) Polo Sul.
e) Equador.

Anotações:

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 8 125


○ 8. (ENEM) Um Buraco Negro é um corpo celeste que pos-
sui uma grande quantidade de matéria concentrada em uma
○ 11. (UFSM) Os avanços nas técnicas observacionais têm per-
mitido aos astrônomos rastrear um número crescente de objetos
pequena região do espaço, de modo que sua força gravitacio- celestes que orbitam o Sol. A figura mostra, em escala arbitrária,
nal é tão grande que qualquer partícula fica aprisionada em sua as órbitas da Terra e de um cometa (os tamanhos dos corpos não
superfície, inclusive a luz. O raio dessa região caracteriza uma su- estão em escala). Com base na figura, analise as afirmações.
perfície-limite, chamada de horizonte de eventos, da qual nada
consegue escapar. Considere que o Sol foi instantaneamente
substituído por um Buraco Negro com a mesma massa solar, de
modo que o seu horizonte de eventos seja de aproximadamente
3,0 km.
SCHWARZSCHILD, K. On the Gravitational Field of a Mass Point According to Einstein’s Theory. Disponível em:
[Link]. Acesso em: 26 maio 2022 (adaptado).
Sol Terra Cometa

Após a substituição descrita, o que aconteceria aos planetas


do Sistema Solar?

a) Eles se moveriam em órbitas espirais, aproximando-se


sucessivamente do Buraco Negro. I. Dada a grande diferença entre as massas do Sol e do cometa,
a atração gravitacional exercida pelo cometa sobre o Sol é muito
b) Eles oscilariam aleatoriamente em torno de suas órbitas menor que a atração exercida pelo Sol sobre o cometa.
elípticas originais.
II. O módulo da velocidade do cometa é constante em todos os
c) Eles se moveriam em direção ao centro do Buraco Negro. pontos da órbita.
d) Eles passariam a precessionar mais rapidamente. III. O período de translação do cometa é maior que um ano
e) Eles manteriam suas órbitas inalteradas. terrestre.

Está(ão) correta(s):

○ a) apenas I.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
9. (ENEM) Observações astronômicas indicam que, no centro
b) apenas I e II.
de nossa galáxia, a Via Láctea, provavelmente exista um buraco
negro cuja massa é igual a milhares de vezes a massa do Sol. c) apenas III.
Uma técnica simples para estimar a massa desse buraco negro d) apenas II e III.
consiste em observar algum objeto que orbite ao seu redor e e) I, II e III.
medir o período de uma rotação completa, T, bem como o raio
médio, R, da órbita do objeto, que supostamente se desloca,


com boa aproximação, em movimento circular uniforme. Nessa
situação, considere que a força resultante, devido ao movimento 12. (UFRGS) Considere as afirmações abaixo, sobre o sistema
circular, é igual, em magnitude, à força gravitacional que o bu- Terra-Lua.
raco negro exerce sobre o objeto. A partir do conhecimento do I. Para acontecer um eclipse lunar, a Lua deve estar na fase Cheia.
período de rotação, da distância média e da constante gravita-
II. Quando acontece um eclipse solar, a Terra está entre o Sol e
cional, G, a massa do buraco negro é:
a Lua.
a) 4π2R2 / GT2 III. Da Terra, vê-se sempre a mesma face da Lua, porque a Lua
b) π2R3 / GT2 gira em torno do próprio eixo no mesmo tempo em que gira em
c) 2π2R3 / GT2 torno da Terra.

d) 4π2R3 / GT2 Qual(is) está(ão) correta(s)?


e) π2R5 / GT2 a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e III.

○ 10. (UFSM) Considere as seguintes afirmativas:


d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
I - Um automóvel pode estar parado ou em movimento, mas
uma estrada sempre está parada.
II - Tomando o Sol como referencial, a Terra percorre uma órbita
elíptica.
III - Num referencial inercial, uma partícula livre só pode estar
parada ou em movimento retilíneo uniforme.
Está(ão) correta(s)

a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas III.
d) apenas I e III.
e) apenas II e III.

126 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 8


○ 13. (UFRGS) A figura abaixo representa dois planetas, de
massas m1 e m2, cujos centros estão separados por uma distân-
Considerando que a única força atuante no sistema estrela-
-planeta seja a força gravitacional, são feitas as seguintes afirma-
cia D, muito maior que os raios dos planetas. ções.

m1 m2 I. As áreas S1 e S2, varridas pelo raio da trajetória, são iguais.


P
II. O período da órbita é proporcional a p3.
D III. As velocidades tangenciais do planeta nos pontos A e H, VA e VH,
são tais que VA > VH.
Sabendo que é nula a força gravitacional sobre uma terceira
massa colocada no ponto P, a uma distância D/3 de m1, a razão Qual(is) está(ão) correta(s)?
m1/m2 entre as massas dos planetas é:
a) Apenas I.
a) 1/4
b) Apenas I e II.
b) 1/3
c) Apenas I e III.
c) 1/2
d) Apenas II e III.
d) 2/3
e) I, II e III.
e) 3/2

○ 16. (UFRGS) O módulo da força de atração gravitacional en-


○ 14. (UFRGS) Considere o raio médio da órbita de Júpiter em
torno do Sol igual a 5 vezes o raio médio da órbita da Terra.
tre duas pequenas esferas de massa m, iguais, cujos centros es-
tão separados por uma distância d, é F. Substituindo uma das
esferas por outra de massa 2m e reduzindo a separação entre
Segundo a 3ª Lei de Kepler, o período de revolução de Júpiter
os centros das esferas para d/2, resulta uma força gravitacional
em torno do Sol é de, aproximadamente:
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

de módulo igual a?
a) 5 anos.
a) F
b) 11 anos.
b) 2F
c) 25 anos.
c) 4F
d) 110 anos.
d) 8F
e) 125 anos.
e) 16F

○ 17. (UFRGS) Selecione a alternativa que preenche correta-


○ 15. (UFRGS) A elipse, na figura abaixo, representa a órbita de
um planeta em torno de uma estrela S. Os pontos ao longo da
mente as lacunas nas afirmações abaixo, na ordem em que elas
aparecem.
elipse representam posições sucessivas do planeta, separadas
- _________ descreveu movimentos acelerados sobre um plano
por intervalos de tempo iguais. As regiões alternadamente colo-
inclinado e estudou os efeitos da gravidade terrestre local sobre
ridas representam as áreas varridas pelo raio da trajetória nesses
tais movimentos.
intervalos de tempo. Na figura, em que as dimensões dos astros e
o tamanho da órbita não estão em escala, o segmento de reta SH - _________ usando dados coletados por Tycho Brahe, elaborou
enunciados concisos para descrever os movimentos dos plane-
representa o raio focal do ponto H, de comprimento p.
tas em suas órbitas em torno do Sol.
- _________, propôs uma teoria que explica o movimento dos cor-
pos celestes, segundo a qual a gravidade terrestre atinge a Lua,
assim como a gravidade solar se estende à Terra e aos demais
C D
B planetas.
E
F a) Newton - Kepler - Galileu
b) Galileu - Kepler - Newton
S1 G c) Galileu - Newton - Kepler
A H d) Kepler - Newton - Galileu
S e) Kepler - Galileu - Newton
I
S2
J

N K
M L

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 8 127


○ 18. (UFRGS) Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afir-
mações abaixo.
○ 20. (UFRGS) A Astronomia estuda objetos celestes que, em
sua maioria, se encontram a grandes distâncias da Terra. De
acordo com a mecânica newtoniana, os movimentos desses ob-
( ) Um objeto colocado em uma altitude de 3 raios terrestres jetos obedecem à Lei da Gravitação Universal.
acima da superfície da Terra sofrerá uma força gravitacional 9
vezes menor do que se estivesse sobre a superfície. Considere as seguintes afirmações, referentes às unidades
( ) O módulo da força gravitacional exercida sobre um objeto empregadas em estudos astronômicos.
pode sempre ser calculado por meio do produto da massa desse
I. Um ano-luz corresponde à distância percorrida pela luz em um
objeto e do módulo da aceleração da gravidade do local onde ele
ano.
se encontra.
II. Uma Unidade Astronômica ([Link]) corresponde à distância mé-
( ) Objetos em órbitas terrestres não sofrem a ação da força
dia entre a Terra e o Sol.
gravitacional.
III. No Sistema Internacional (SI), a unidade da constante G da Lei
( ) Se a massa e o raio terrestre forem duplicados, o módulo da
da Gravitação Universal é m/s2.
aceleração da gravidade na superfície terrestre reduz-se à metade.
Qual(is) está(ão) correta(s)?
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de
cima para baixo, é: a) Apenas I.
a) V - V - F - F b) Apenas II.
b) F - V - F - V c) Apenas III.
c) F - F - V - F d) Apenas I e II.
d) V - F - F - V e) I, II e III.
e) V - V - V - F

○ 21. (UFRGS) Considerando que o módulo da aceleração da


gravidade na Terra é igual a 10 m/s2, é correto afirmar que, se
existisse um planeta cuja massa e cujo raio fossem quatro vezes
superiores aos da Terra, a aceleração da gravidade seria de:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Instrução: As questões 19 e 20 estão relacionadas ao texto
a) 2,5 m/s2
abaixo.
b) 5 m/s2
O ano de 2009 foi proclamado pela UNESCO o Ano Interna- c) 10 m/s2
cional da Astronomia para comemorar os 400 anos das primei-
ras observações astronômicas realizadas por Galileu Galilei atra- d) 20 m/s2
vés de telescópios e, também, para celebrar a Astronomia e suas e) 40 m/s2
contribuições para o conhecimento humano.
O ano de 2009 também celebrou os 400 anos da formulação
da Lei das Órbitas e da Lei das Áreas por Johannes Kepler. A ter-
ceira lei, conhecida como Lei dos Períodos, foi por ele formulada
posteriormente.

○ 19. (UFRGS) Sobre as três leis de Kepler, são feitas as seguin-


tes afirmações.

I. A órbita de cada planeta é uma elipse com o Sol em um dos


○ 22. (UFRGS) A aceleração gravitacional, na superfície de
Marte, é cerca de 2,6 vezes menor do que a aceleração gravi-
focos. tacional na superfície da Terra (a aceleração gravitacional, na
II. O segmento de reta que une cada planeta ao Sol varre áreas superfície da Terra, é aproximadamente 10 m/s2). Um corpo
iguais em tempos iguais. pesa, em Marte, 77 N.
III. O quadrado do período orbital de cada planeta é diretamente Qual é a massa desse corpo na superfície da Terra?
proporcional ao cubo da distância média do planeta ao Sol.
a) 30 kg
Qual(is) está(ão) correta(s)?
b) 25 kg
a) Apenas I. c) 20 kg
b) Apenas II. d) 12 kg
c) Apenas III. e) 7,7 kg
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.

128 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 8


○ 23. (UFRGS) Considere as seguintes afirmações. ○ 25. (UFRGS) Em 23 de julho de 2015, a NASA, agência espacial
americana, divulgou informações sobre a existência de um exo-
I. Para que um satélite se mantenha em órbita circular ao redor
planeta (planeta que orbita uma estrela que não seja o Sol) com
da Terra, a força resultante sobre ele não deve ser nula.
características semelhantes às da Terra. O planeta foi denomina-
II. O efeito das marés oceânicas, que consiste na alteração do ní- do Kepler 452-b. Sua massa foi estimada em cerca de 5 vezes a
vel da água do mar, não é influenciado pelo Sol, apesar da gran- massa da Terra, e seu raio, em torno de 1,6 vezes o raio da Terra.
de massa deste. Considerando g o módulo do campo gravitacional na superfície
III. O módulo da aceleração da gravidade em um ponto no in- da Terra, o módulo do campo gravitacional na superfície do pla-
terior de um planeta diminui com a distância desse ponto em neta Kepler 452-b deve ser aproximadamente igual a:
relação ao centro do planeta.
a) g/2
Tendo em vista os conceitos da Gravitação Universal, qual(is)
b) g
está(ão) correta(s)?
c) 2g
a) Apenas I. d) 3g
b) Apenas II. e) 5g
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

○ 24. (UFRGS) Selecione a alternativa que preenche corre-


tamente as lacunas no texto abaixo, na ordem em que elas
aparecem.
○ 26. (UFRGS-2020) No Sistema Internacional de Unidades (SI),
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Alguns satélites artificiais usados em telecomunicações são utiliza-se o metro (m), o quilograma (kg) e o segundo (s), respec-
geoestacionários, ou seja, no seu movimento de revolução em tivamente, como unidades de comprimento, massa e tempo. Em
torno da Terra, eles devem se manter fixos sobre o mesmo Astronomia, são definidas unidades de medida mais apropria-
ponto da superfície terrestre, apesar do movimento de rotação das para o estudo de objetos astronômicos no Sistema Solar.
da Terra em torno do próprio eixo. Para isso, esses satélites
A tabela abaixo mostra a equivalência entre as duas
precisam:
notações.
1º) ter uma órbita circular, cujo plano coincida com o plano do
equador terrestre;
2º) ter o sentido de revolução _______________ ao sentido de rota- Sistema de unidades astronômicas
ção da Terra; e SI
(aproximadamente)
3º) ter o período de revolução _______________ período de rotação Distância (m) 1 UA = 1,5 x 1011 m
da Terra.
Massa (kg) Massa do Sol (Msol) = 2 x 1030 kg
a) contrário - igual ao dobro do Tempo (s) 1 ano = 3,15 x 107
b) igual - igual à metade do
c) contrário - igual à metade do
d) igual - igual ao Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas
abaixo, na ordem em que aparecem.
e) contrário - igual ao
A órbita do planeta Netuno em torno do Sol tem um raio
médio de 4,5 x 109 km. Essa distância corresponde, aproximada-
mente, a ........ UA.
Júpiter, o planeta mais massivo do Sistema Solar, tem massa
MJ aproximadamente igual a 2 x 1022 kg, o que corresponde a
........ Msol,
O módulo da velocidade da luz, c = 3 x 10 km/s, corresponde
a, aproximadamente, ........ UA/ano.

a) 30; 1,0 x 108; 1,4 x 109


b) 30; 1,0 x 10-8; 6,3 x 104
c) 3; 1,0 x 10-8; 6,3 x 101
d) 0,03; 1,0 x 10-8; 6,3 x 104
e) 0,03; 1,0 x 108; 1,4 x 109

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 8 129


○ 27. (UFRGS-2020) A figura abaixo mostra a imagem de um bu-
raco negro na galáxia elíptica Messier 87, obtida através do uso de
○ 28. (UFRGS-2020) Em sua trajetória rumo à Lua, a espaço-
nave Apollo 11 esteve sujeita às forças de atração gravitacional
um conjunto de telescópios espalhados ao redor da Terra. exercidas pela Terra e pela Lua, com preponderância de uma ou
de outra, dependendo da sua distância à Terra ou à Lua. Consi-
dere ML = MT/81, em que ML e MT são, respectivamente, as mas-
sas da Lua e da Terra. Na figura abaixo, a distância do centro
da Terra ao centro da Lua está representada pelo segmento de
reta, dividido em 10 partes iguais.

I II III IV V

Terra 2 4 6 8 Lua

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna


do enunciado abaixo.

Em sua viagem para a Lua, quando a Apollo 11 ultrapassa o


ponto _________, o módulo da força gravitacional da Lua sobre a
espaçonave passa a ser maior do que o módulo da força gravita-
cional que a Terra exerce sobre essa espaçonave.
No centro da nossa galáxia, também há um buraco negro,
chamado Sagittarius A*.
a) I.
Usando o Sistema Internacional de unidades, a relação entre
b) lI.
o raio da órbita, R, e o período de revolução T de um corpo que
orbita em torno de um astro de massa M é dada pela 3ª Lei de c) III.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Kepler R = G MT2 , em que G=6,67 x 10
3 -11
N m /kg é a constante
2 2 d) IV.
4p2 e) V.
de gravitação universal.
Quando T e R são expressos, respectivamente, em anos e em
unidades astronômicas (UA), a 3ª Lei de Kepler pode ser escrita
como R3 = M, em que a massa M é expressa em unidades de


T2
massa do Sol, Msol. 29. (UFRGS-2020) O gráfico abaixo apresenta a posição ver-
Tendo sido observada uma estrela em órbita circular com tical y do foguete Saturno V durante os 15 primeiros segundos
~ 16 anos, conclui-se que a massa do buraco
R = 800 UA e T = após o lançamento (símbolos + ). A linha contínua ajusta esses
negro na nossa galáxia é, aproximadamente: pontos com a função y(t) = 1,25 t2.

a) 2,0 x106 Msol.


b) 6,4 x104 Msol. + altura em m +
___ curva de ajuste +
c) 2,0 x10 ,Msol.
4
y(t) = 1,25 t2 +
d) 6,4 x103 Msol. 200
+
e) 2,0 x102 Msol. +
+
100 +
+

Instrução: As questões 28 a 30 referem-se ao enunciado abaixo. +


+
+
+
Em 16 de julho de 1969, o foguete Saturno V, com aproxi- 0 + + +
+
madamente 3.000 toneladas de massa, foi lançado carregando 0 5 10 15
a cápsula tripulada Apollo 11, que pousaria na Lua quatro dias t(s)
depois.

Com base nesse gráfico, a energia cinética adquirida pelo fo-


guete após 10s de voo é de, aproximadamente:

a) 937,5 MJ.
b) 375,0 MJ.
c) 234,4 MJ.
d) 187,5 MJ.
e) 93,8 MJ.

Disponível em: <[Link]


39526jpg>. Acesso em: 29 ago. 2019.

130 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 8


○ 30. (UFRGS-2020) Na preparação para executarem tarefas na Lua, onde o módulo da aceleração da gravidade é cerca de 1/6 do
módulo da aceleração da gravidade na superfície da Terra, astronautas em trajes espaciais praticam totalmente submersos em uma
piscina, em um centro de treinamento.
Como um astronauta com um traje espacial tem peso de módulo P na Terra, qual deve ser o módulo da força de empuxo para
que seu peso aparente na água seja igual ao peso na Lua?

a) P/6.
b) P/3.
c) P/2.
d) 2P/3.
e) 5P/6.

Anotações:
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 8 131


HABILIDADES À PROVA 9

» Estática
○ 1. (ENEM) Slackline é um esporte no qual o atleta deve se
equilibrar e executar manobras estando sobre uma fita estica-
O esquema que representa corretamente todas as forças que
atuam sobre a muleta quando ela atinge o ângulo crítico é:
da. Para a prática do esporte, as duas extremidades da fita são
fixadas de forma que ela fique a alguns centímetros do solo.
Quando uma atleta de massa igual a 80 kg está exatamente no a)
meio da fita, essa se desloca verticalmente, formando um ângulo
de 10° com a horizontal, como esquematizado na figura. Sabe-se
que a aceleração da gravidade é igual a 10 m s−2, cos(10°) = 0,98 e
sen(10°) = 0,17.

b)

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Qual é a força que a fita exerce em cada uma das árvores por
causa da presença da atleta?

a) 4,0 × 102 N
b) 4,1 × 102 N
c) 8,0 × 102 N
d) 2,4 × 103 N c)
3
e) 4,7 × 10 N

○ 2. (ENEM) Tribologia é o estudo da interação entre duas su-


perfícies em contato, como desgaste e atrito, sendo de extrema
importância na avaliação de diferentes produtos de bens de
consumo em geral. Para testar a conformidade de uma muleta,
realiza-se um ensaio tribológico, pressionando-a verticalmente
contra o piso com uma força F, conforme ilustra a imagem, em
que CM representa o centro de massa da muleta.

d)

e)

Mantendo-se a força F paralela à muleta, varia-se lentamente


o ângulo entre a muleta e a vertical, até o máximo ângulo ime-
diatamente anterior ao de escorregamento, denominado ângulo
crítico. Esse ângulo também pode ser calculado a partir da iden-
tificação dos pontos de aplicação, da direção e do sentido das
forças peso (P) normal (N) e de atrito estático (fe)

132 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 9


○ 3. (ENEM) Em um experimento, um professor levou para a
sala de aula um saco de arroz, um pedaço de madeira triangular
○ 5. (ENEM) Um portão está fixo em um muro por duas dobra-
diças, A e B, conforme mostra a figura, sendo P o peso do portão.
e uma barra de ferro cilíndrica e homogênea. Ele propôs que
fizessem a medição da massa da barra utilizando esses objetos.
Para isso, os alunos fizeram marcações na barra, dividindo-a
em oito partes iguais, e, em seguida, apoiaram-na sobre a base A
triangular, com o saco de arroz pendurado em uma de suas ex-
tremidades, até atingir a situação de equilíbrio.
B

Arroz
5 kg Caso um garoto se dependure no portão pela extremidade
livre, e supondo que as reações máximas suportadas pelas do-
bradiças sejam iguais:
Nessa situação, qual foi a massa da barra obtida pelos alu- a) é mais provável que a dobradiça A arrebente primeiro que a B.
nos?
b) é mais provável que a dobradiça B arrebente primeiro que a A.
a) 3,00 kg c) seguramente as dobradiças A e B arrebentarão simultanea-
b) 3,75 kg mente.
c) 5,00 kg d) nenhuma delas sofrerá qualquer esforço.
d) 6,00 kg e) o portão quebraria ao meio, ou nada sofreria.
e) 15,00 kg


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

4. (ENEM) Retirar a roda de um carro é uma tarefa facilitada


por algumas características da ferramenta utilizada, habitual-
mente denominada chave de roda. As figuras representam al- Anotações:
guns modelos de chaves de roda:

20 cm

Modelo 1

30 cm
Modelo 2

25 cm

Modelo 3

Em condições usuais, qual desses modelos permite a retira-


da da roda com mais facilidade?

a) 1, em função de o momento da força ser menor.


b) 1, em função da ação de um binário de forças.
c) 2, em função de o braço da força aplicada ser maior.
d) 3, em função de o braço da força aplicada poder variar.
e) 3, em função de o momento da força produzida ser maior.

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 9 133


○ 6. (ENEM) O mecanismo que permite articular uma porta (de
um móvel ou de acesso) é a dobradiça. Normalmente, são neces-
○ 7. Deseja-se construir um móbile simples, com fios de sus-
tentação, hastes e pesinhos de chumbo. Os fios e as hastes têm
sárias duas ou mais dobradiças para que a porta seja fixada no peso desprezível. A configuração está demonstrada na figura
móvel ou no portal, permanecendo em equilíbrio e podendo ser abaixo.
articulada com facilidade.
No plano, o diagrama vetorial das forças que as dobradiças
exercem na porta está representado em:
x 30 cm

a) 10 cm 10 cm

O pesinho de chumbo quadrado tem massa 30 g, e os pesi-


nhos triangulares têm massa 10 g.
Para que a haste maior possa ficar horizontal, qual deve ser
a distância horizontal x, em centímetros?
b)
a) 45
b) 15
c) 20
d) 10
e) 30

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
c)
○ 8. (ENEM) A invenção que significou um grande avanço tec-
nológico na Antiguidade, a polia composta ou a associação de
polias, é atribuída a Arquimedes (287 a.C. a 212 a.C.). O apara-
to consiste em associar uma série de polias móveis a uma polia
fixa. A figura exemplifica um arranjo possível para esse aparato.
É relatado que Arquimedes teria demonstrado para o rei Hierão
um outro arranjo desse aparato, movendo sozinho, sobre a areia
da praia, um navio repleto de passageiros e cargas, algo que se-
ria impossível sem a participação de muitos homens. Suponha
que a massa do navio era de 3.000 kg, que o coeficiente de atrito
estático entre o navio e areia era de 0,8 e que Arquimedes tenha
puxado o navio com uma força F, paralela à direção do movi-
d)
mento e de módulo igual a 400 N. Considere os fios e as polias
ideais, a aceleração da gravidade igual a 10 m/s2 e que a superfí-
cie da praia é completamente horizontal.

F
e)

O número mínimo de polias móveis usadas, nessa situação,


por Arquimedes foi:

a) 3
b) 6
c) 7
d) 8
e) 10

134 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 9


○ 9. (ENEM) Visando à melhoria estética de um veículo, o ven-
dedor de uma loja sugere ao consumidor que ele troque as rodas
○ 11. (UFSM)

de seu automóvel de aro 15 polegadas para o aro 17 polegadas, o Uma balança é


que corresponde a um diâmetro maior do conjunto roda e pneu. construída com uma
haste de 50 cm de
Duas consequências provocadas por essa troca de aro são: comprimento. Na extremidade A, está suspenso
um prato e, a 10 cm dessa extremidade, uma alça
a) Elevar a posição do centro de massa do veículo, tornando-o articulada permite suspender a balança. No lado
mais instável, e aumentar a velocidade do automóvel em relação oposto da haste, pode ser movido um cilindro de contrapeso de
à indicada no velocímetro. 200 g. Com esse cilindro no ponto 0, a 10 cm da alça, o sistema
b) Abaixar a posição do centro de massa do veículo, tornando-o está em equilíbrio. Colocando alguns tomates no prato e pondo
mais instável, e diminuir a velocidade do automóvel em relação o cilindro a 20 cm do ponto 0, o sistema também está em equi-
à indicada no velocímetro. líbrio. A massa dos tomates, em g, é de

c) Elevar a posição do centro de massa do veículo, tornando-o


mais estável, e aumentar a velocidade do automóvel em relação a) 200
à indicada no velocímetro. b) 300
d) Abaixar a posição do centro de massa do veículo, tornando-o c) 400
mais estável, e diminuir a velocidade do automóvel em relação à d) 500
indicada no velocímetro.
e) 600
e) Elevar a posição do centro de massa do veículo, tornando-o
mais estável, e diminuir a velocidade do automóvel em relação à
indicada no velocímetro.

○ 12. (UFSM) Para auxiliar a


○ 10. (UFSM) descom- pactação no ato de re-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

virar a terra, um agricultor é vis-


to em um determinado instan-
te, com uma pá na horizontal.

Essa pá, de comprimento


d e massa M, tem uma quanti-
dade de terra de massa m. Se
um agricultor segura a pá na
horizontal pelo centro de gra-
vidade dela e pela extremidade
A, separados pela distância d1, o
Uma barra é usada para levantar uma caixa cujo peso tem
módulo da força mínima aplica-
módulo de 7200 N, conforme ilustra a figura. O módulo mínimo
da pelo agricultor no centro de gravidade é
da força vertical exercida pelo trabalhador, em N, deve ser

a) 80. a)
b) 240. b)
c) 720.
d) 800. c)
e) 1600. d)

e)

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 9 135


○ 13. (UFRGS) Pinças são utilizadas para manipulação de pe-
quenos objetos. Seu princípio de funcionamento consiste na
○ 15. (UFRGS) A figura abaixo representa uma alavanca cons-
tituída por uma barra homogênea e uniforme, de comprimento
aplicação de forças opostas normais a cada um dos braços da de 3 m, e por um ponto de apoio fixo sobre o solo. Sob a ação
pinça. Na figura abaixo, está representada a aplicação de uma de um contrapeso P igual a 60 N, a barra permanece em equilí-
força no ponto A, que se encontra a uma distância OA de um brio, em sua posição horizontal, nas condições especificadas na
ponto de apoio localizado em O. No ponto B, é colocado um ob- figura.
jeto entre os braços da pinça, e a distância desse ponto ao ponto
de apoio é OB = 4 x OA.
50 cm 2m

P
A
B
Apoio
O

Qual é o peso da barra?

a) 20 N
b) 30 N
c) 60 N
Sabendo-se que a força aplicada em A é de 4 N em cada bra-
d) 90 N
ço, qual é a força transferida ao objeto, por braço?
e) 180 N
a) 1 N
b) 4 N
c) 8 N

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
d) 16 N
e) 32 N

Instrução: As questões 16 e 17 referem-se ao enunciado abaixo.

Uma barra rígida e horizontal, de massa desprezível, medindo


80 cm de comprimento, encontra-se em repouso em relação ao


solo. Sobre a barra atuam apenas três forças verticais: nas suas
14. (UFRGS) Uma balança de braços iguais encontra-se no extremidades, estão aplicadas duas forças de mesmo sentido,
interior de uma campânula de vidro, de onde foi retirado o ar. uma de 2 N na extremidade A e outra de 6 N na extremidade B; a
Na extremidade esquerda, está suspenso um pequeno cubo de terceira força, F, está aplicada sobre um certo ponto C da barra.
metal, e, na extremidade direita, está suspenso um cubo maior,
de madeira bem leve. No vácuo, a balança está em equilíbrio na
posição horizontal, conforme representado na figura.

○ 16. (UFRGS) Qual é a intensidade de força F?

a) 2 N
vácuo b) 4 N
c) 6 N
d) 8 N
e) 16 N

○ 17. (UFRGS) Quais são as distâncias AC e CB que separam o


ponto de aplicação da força F das extremidades da barra?

O que aconteceria com a balança se o ar retornasse para o a) AC = 65 cm e CB = 15 cm.


interior da campânula? b) AC = 60 cm e CB = 20 cm.
a) Ela permaneceria na posição horizontal. c) AC = 40 cm e CB = 40 cm.
b) Ela oscilaria algumas vezes e voltaria à posição horizontal. d) AC = 20 cm e CB = 60 cm.
c) Ela oscilaria indefinidamente em torno da posição horizontal. e) AC = 15 cm e CB = 65 cm.
d) Ela acabaria inclinada para a direita.
e) Ela acabaria inclinada para a esquerda.

136 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 9


○ 18. (UFRGS) A figura abaixo representa duas esferas, 1 e 2,
de massas iguais a m, presas nas extremidades de uma barra
○ 20. Uma cancela manual é constituída de uma barra homogê-
nea AB de comprimento L = 2,40 m e massa M = 10,0 kg e está ar-
rígida de comprimento L e de massa desprezível. O sistema for- ticulada no ponto O, onde o atrito é desprezível. A força F tem di-
mado é posto a girar com velocidade angular constante em tor- reção vertical e sentido descendente, como mostra a figura acima.
no de um eixo, perpendicular à página, que passa pelo ponto P.

m m 2,40 m

P 2,00 m
1 2
F
O
L/3 A B
L

Em relação ao eixo de rotação em P, o centro de massa do


sistema descreve uma trajetória circunferencial de raio:

a) L/2 Considerando a aceleração da gravidade g = 10,0 m/s2, a in-


tensidade da força mínima que se deve aplicar em A para iniciar
b) L/3
o movimento de subida da cancela é:
c) L/4
a) 150 N
d) L/6
b) 175 N
e) L/9
c) 200 N
d) 125 N
e) 100 N
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

○ 21. O desenho abaixo representa um sistema composto por


cordas e polias ideais de mesmo diâmetro. O sistema sustenta
um bloco com peso de intensidade P e uma barra rígida AB de
material homogêneo de comprimento L. A barra AB tem peso
○ 19. (UFRGS) A figura representa uma barra homogênea OA,
rígida e horizontal, de peso P. A barra é mantida em equilíbrio,
desprezível e está fixada a uma parede por meio de uma arti-
culação em A. Em um ponto X da barra é aplicada uma força de
sustentada numa extremidade, por um cabo AB, preso a uma intensidade F e na sua extremidade B está presa uma corda do
parede no ponto B. sistema polias-cordas. Desprezando as forças de atrito, o valor
da distância AX para que a força F mantenha a barra AB em equi-
líbrio na posição horizontal é:

parede
A B
O A

No ponto O, a força exercida pela articulação sobre a barra


L P
tem uma componente vertical que é:
desenho ilustrativo-fora de escala
a) diferente de zero e dirigida para cima.
b) diferente de zero e dirigida para baixo. .
c) diferente de zero e de sentido indefinido. a) P . L
8 F
d) igual a zero. .
b) P . L
e) igual, em módulo, ao peso P da barra. 6 F
.
c) P . L
4 F
.
d) P . L
3 F
.
e) P . L
2 F

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 9 137


○ 22. Embora os avanços tecnológicos tenham contemplado
a civilização com instrumentos de medida de alta precisão, há
○ 24. A figura abaixo mostra uma viga em equilíbrio. Essa viga
mede 4 m e seu peso é desprezível. Sobre ela, há duas cargas con-
situações em que rudimentares aparelhos de medida se tornam centradas, sendo uma fixa e outra variável. A carga fixa de 20 kN
indispensáveis. É o caso da balança portátil de 2 braços, muito está posicionada a 1 m do apoio A , enquanto a carga variável só
útil no campo agrícola. pode se posicionar entre a carga fixa e o apoio B. Para que as re-
Imagine uma saca repleta de certa fruta colhida em um po- ações verticais (de baixo para cima) dos apoios A e B sejam iguais
mar. Na figura que a esquematiza, o braço AC, em cuja extre- a 25 kN e 35 kN, respectivamente, a posição da carga variável, em
midade está pendurada a saca, mede 3,5 cm, enquanto que o relação ao apoio B, e o seu módulo devem ser:
braço CB, em cuja extremidade há um bloco de peso aferido 5,0 kgf,
mede 31,5 cm. A balança está em equilíbrio na direção horizon-
20 kN carga variável
tal, suspensa pelo ponto C.

C
A B
apoio A apoio B
viga

1m
4m

Desprezado o peso próprio dos braços da balança, o peso da


saca, em kgf, é de: a) 1,0 m e 50 kN
b) 1,0 m e 40 kN
a) 34,5
c) 1,5 m e 40 kN
b) 38,0
d) 1,5 m e 50 kN
c) 41,5
e) 2,0 m e 40 kN
d) 45,0
e) 48,5

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
○ 23. Considere os dados abaixo para resolver a questão.

Constantes físicas
Aceleração da gravidade próximo à superfície da Terra: g = 10 m/s2
Aceleração da gravidade próximo à superfície da Lua: g = 1,6 m/s2
○ 25. (UFRGS) Três blocos, de massas m1 = 1 kg, m2 = 5 kg e
m3 = 3 kg, encontram-se em repouso num arranjo como o repre-
Densidade da água: ρ = 1,0 g/cm3 sentado na figura. Considere a aceleração da gravidade igual a
10 m/s2 e desconsidere eventuais forças de atrito.
Velocidade da luz no vácuo: c = 3,0 . 108 m/s
Constante da lei de Coulomb: k = 9,0 . 109 N . m2/C2
0

A figura mostra um bloco D de massa 0,50 kg preso a uma


corda inextensível que passa por uma roldana. A outra extremi-
dade da corda está presa à barra CA que pode girar em torno
do eixo fixado à parede. Desprezando-se as forças de atrito e as
massas da corda, da barra e da roldana, torna-se possível movi-
m3
mentar o bloco B, de 2,0 kg, ao longo da barra horizontal.

m1

m2

D
B A
C
Qual é a leitura da balança?
20 cm
a) 20 N
b) 30 N
A posição X, em cm, do bloco B para manter o sistema em c) 40 N
equilíbrio estático é:
d) 50 N
a) 20 e) 60 N
b) 15
c) 10
d) 5,0
e) 2,5

138 HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 9


○ 26. Uma barra homogênea de peso igual a 50 N está em re-
pouso na horizontal. Ela está apoiada, em seus extremos, nos Anotações:
pontos A e B, que estão distanciados de 2 m. Uma esfera Q de
peso 80 N é colocada sobre a barra, a uma distância de 40 cm do
ponto A, conforme representado no desenho abaixo:

A B
40 cm

A intensidade da força de reação do apoio sobre a barra no


ponto B é de:

a) 32 N
b) 41 N
c) 75 N
d) 82 N
e) 130 N


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

27. (UFRGS-2020) A figura abaixo representa esquematica-


mente o braço e o antebraço de uma pessoa que está susten-
tando um peso P. O antebraço forma um ângulo de 90° com o
braço.
FB é a força exercida pelo bíceps sobre o antebraço, e FC é a
força na articulação do cotovelo.

Tríceps Bíceps

FC
FB

Eixo de
Rotação 4 cm Pa P

16 cm

36 cm

Sendo o módulo do peso P = 50 N e o módulo do peso do


antebraço Pa = 20 N, qual é o módulo da força FB?

a) 70 N.
b) 370 N.
c) 450 N.
d) 460 N.
e) 530 N.

HABILIDADES À PROVA - UNIDADE 9 139


GABARITO

• Habilidades à prova

Unidade 1 Unidade 6
1. C 5. C 9. B 1. C 11. B 21. A 31. E 41. C
13. E
2. C 6. D 10. A 2. B 12. B 22. E 32. B 42. A
14. E
3. B 7. D 11. C 3. A 13. D 23. B 33. B 43. C
15. B
4. C 8. E 12. A 4. B 14. C 24. E 34. E 44. C
5. E 15. E 25. A 35. C 45. D
51. B
Unidade 2 6. E 16. B 26. E 36. B 46. B
7. A 17. A 27. A 37. E 47. B
1. D 7. D 13. A 19. A 25. B
8. A 18. D 28. C 38. C 48. A
2. C 8. D 14. C 20. D 26. D
31. E 9. C 19. A 29. B 39. E 49. C
3. D 9. A 15. A 21. E 27. C
32. B 10. B 20. E 30. E 40. B 50. C
4. C 10. A 16. D 22. A 28. C
33. B
5. A 11. A 17. B 23. A 29. C Unidade 7
6. D 12. E 18. D 24. A 30. A
1. A 8. D 15. E 22. E
Unidade 3 2. E 9. B 16. D 23. E
3. C 10. C 17. B 24. D 29. C

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
1. A 4. A 7. B 10. B 13. D
4. C 11. A 18. C 25. D 30. C
2. B 5. B 8. D 11. A 14. A
5. A 12. A 19. C 26. C 31. C
3. E 6. A 9. A 12. C 15. E
6. C 13. D 20. B 27. E
7. A 14. A 21. C 28. A
Unidade 4
1. E 5. B 9. A 13. A 17. A Unidade 8
2. B 6. C 10. D 14. B 18. B 1. D 7. A 13. A 19. E 25. C
3. C 7. D 11. D 15. C 19. E 2. E 8. E 14. B 20. D 26. B
4. B 8. E 12. B 16. B 20. A 3. A 9. D 15. C 21. A 27. A
4. B 10. C 16. C 22. C 28. E
Unidade 5 5. D 11. C 17. D 23. C 29. A

1. E 9. C 17. B 25. D 6. B 12. C 18. B 24. D 30. E

2. E 10. D 18. C 26. B 33. C


3. C 11. B 19. C 27. D 34. C Unidade 9
4. A 12. E 20. A 28. C 35. B 1. D 7. C 13. A 19. A
5. B 13. E 21. C 29. A 36. E 2. E 8. B 14. E 20. C
25. B
6. E 14. B 22. A 30. C 37. B 3. E 9. A 15. C 21. A
26. B
7. D 15. D 23. C 31. C 38. E 4. B 10. D 16. D 22. D
27. E
8. A 16. B 24. B 32. D 5. A 11. C 17. B 23. B
6. D 12. C 18. D 24. B

140 GABARITO

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