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Contraceptivos Hormonais Combinados: Tipos e Eficácia

Os contraceptivos hormonais combinados (CHCs) incluem estrogênio e progestogênio, disponíveis em pílulas, adesivos e anéis, com eficácia superior a 95%. Eles oferecem benefícios como aumento da densidade óssea e redução do risco de câncer, mas podem apresentar desvantagens como confusão com pílulas multifásicas e riscos de tromboembolismo. Contraindicações incluem diabetes, doenças cardiovasculares e lúpus, e interações com outros medicamentos podem afetar sua eficácia.

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Contraceptivos Hormonais Combinados: Tipos e Eficácia

Os contraceptivos hormonais combinados (CHCs) incluem estrogênio e progestogênio, disponíveis em pílulas, adesivos e anéis, com eficácia superior a 95%. Eles oferecem benefícios como aumento da densidade óssea e redução do risco de câncer, mas podem apresentar desvantagens como confusão com pílulas multifásicas e riscos de tromboembolismo. Contraindicações incluem diabetes, doenças cardiovasculares e lúpus, e interações com outros medicamentos podem afetar sua eficácia.

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✓ São contraceptivos que contêm um estrogênio e um progestogênio.

✓ Os contraceptivos hormonais combinados (CHCs) estão disponíveis nos Estados Unidos em três formatos
– pílulas contraceptivas de uso oral, adesivo transdérmico e anel intravaginal.
✓ Atualmente, o conteúdo diário de estrogênio na maioria das COCs varia entre 20 e 50 mg de
etinilestradiol, e a maioria contém 35 mg ou menos.
✓ Com os COCs, a dose de progestogênio pode ser constante ao longo de todo o ciclo – pílulas monofásicas
– mas a dose frequentemente varia – pílulas bifásicas ou trifásicas. Em algumas dessas, a dose de
estrogênio também varia ao longo do ciclo.
✓ A separação em fases tem como objetivo principal o controle do ciclo em mulheres que sangram durante
o uso de COC monofásicos, os quais são os mais prescritos na prática clínica diária.
✓ Método mais utilizado no mundo.
✓ Método hormonal mais potente conhecido para suprimir a secreção de GnRH, LH e FSH.
✓ Eficácia > 95%.
✓ Exemplos:
Contraceptivos orais combinados
✓ Etinilestradiol (EE): estrógeno mais comumente utilizado nos COC.
▪ Meia-vida é mais prolongada e tem maior potência do que o estradiol.
▪ Passado: > doses (≥ 50 ug/dia).
▪ Atualmente - < doses (15 e 30 ug/dia).

Alguns benefícios dos contraceptivos orais combinando estrogênio e progestogênio:

✓ Aumentam a densidade óssea.


✓ Reduzem a perda sanguínea menstrual e a anemia.
✓ Reduzem o risco de gravidez ectópica.
✓ Melhoram a dismenorreia oriunda de endometriose.
✓ Reduzem as queixas pré-menstruais.
✓ Reduzem o risco de câncer endometrial e ovariano.
✓ Reduzem a incidência de várias doenças benignas da mama.
✓ Inibem a progressão do hirsutismo.
✓ Melhoram a acne.
✓ Previnem contra a aterogênese.
✓ Reduzem a incidência e a gravidade de salpingite aguda.
✓ Reduzem a atividade da artrite reumatoide.

As desvantagens das formulações multifásicas incluem a possibilidade de confusão causada pelas diversas cores
das pílulas – em algumas marcas são cinco cores – assim como sangramento por colapso endometrial ou
gotejamento de sangue, provavelmente com maior incidência do que com as pílulas monofásicas (Woods, 1992).

Idealmente, devem-se iniciar as COCs no primeiro dia do ciclo menstrual e, neste caso, não há necessidade de
utilizar outro método contraceptivo. Um esquema mais tradicional – início aos domingos – determina iniciar a
administração no primeiro domingo após o início da menstruação. Se a menstruação se iniciar em um domingo,
a pílula é iniciada neste dia. Finalmente, é possível usar um método de início rápido no qual a pílula é iniciada
em qualquer dia do ciclo, geralmente o dia em que é prescrita. Com esta abordagem aumenta-se a aderência em
curto prazo (Westhoff, 2002, 2007a). Tanto o método de início no domingo quanto o de início rápido implicam
o uso de outro método contraceptivo durante uma semana para segurança de anticoncepção.

Se várias doses forem esquecidas, ou quando uma pílula com dose baixa de hormônios é esquecida, a dose
seguinte deve ser dobrada e utilizada uma técnica de barreira efetiva pelos sete dias subsequentes. O restante
da cartela é finalizado com uma pílula por dia. Alternativamente, pode-se iniciar uma nova cartela com um
método de barreira como contracepção adicional por uma semana. Se não ocorrer sangramento após a
suspensão durante a fase de placebo, a pílula deve ser mantida, mas a paciente deve procurar atenção médica
para excluir gravidez.

Classificações dos COC’s:

Primeira geração: > concentração de estrógeno (>50ug). Ex: ovcon-35. Maior risco de tromboembolismo venoso.
Efeitos androgênicos indesejáveis (acne, oleosidade e diminuição do HDL-colesterol).

Segunda geração: < concentração de estrógeno (15-30ug). Ex: ciclo 21, alesse. Efeitos androgênicos indesejáveis
(acne, oleosidade e diminuição do HDL-colesterol).

Terceira geração: < concentração de estrógeno (15-30ug). Ex: mirelle, femina, mínima. Menos efeitos
androgênicos e menos efeitos indesejados.
Quarta geração: < concentração de estrógeno (15-30ug). Ex: yasmin, yas, diane 35, amora, molieri 20. Efeitos
anti-androgênicos, maior segurança.

SISTEMA TRANSDÉRMICO: o adesivo possui uma camada interna contendo a matriz hormonal e uma camada
externa resistente à água. O adesivo é aplicado às nádegas, região inferior do segmento proximal do braço,
abdome inferior ou região superior do dorso, evitando as mamas. O adesivo fornece uma dose diária de 150 mg
de progestogênio norelgestromina e 20 mg de etinilestradiol. Um novo adesivo deve ser aplicado a cada semana
durante três semanas, seguindo-se uma semana sem adesivo para que haja descolamento do endométrio.

ANEL TRANSVAGINAL: seu núcleo libera uma dose diária de 15 mg de etinilestradiol e 120 mg do progestogênio
etonogestrel. Tais doses inibem de forma muito efetiva a ovulação, e a taxa de insucesso publicada é de 0,65
gestação a cada 100 mulheres-ano. A inserção inicial é feita no prazo de cinco dias após o início da menstruação.
O anel é removido após três semanas e a paciente assim permanece durante uma semana para permitir que haja
sangramento. A seguir, um novo anel é inserido. É raro haver sangramento por colapso endometrial. Até 20%
das mulheres e 35% dos homens relatam serem capazes de perceber a presença do anel durante a relação sexual.
Se houver incômodo o anel pode ser retirado durante a relação, mas deve ser reintroduzido no prazo de três
horas.

As cartelas-padrão com 21 ou 28 pílulas podem ser usadas continuamente, com o descarte das pílulas inertes.
Além disso, tanto o adesivo transdérmico quanto o anel vaginal podem ser usados sem os intervalos de uma
semana.

Os contraceptivos hormonais combinados (CHCs) produzem múltiplas ações contraceptivas. A mais importante
é a inibição da ovulação por supressão dos fatores liberadores de gonadotrofina hipotalâmica, o que impede
a secreção hipofisária do hormônio folículo-estimulante (FSH) e do hormônio luteinizante (LH). Os estrogênios
suprimem a liberação de FSH e estabilizam o endométrio impedindo a metrorragia – processo que nesse
cenário é conhecido como sangramento breakthrough. Os progestogênios inibem a ovulação suprimindo o LH,
além de produzirem espessamento do muco cervical para retardar a passagem dos espermatozoides, tornando
o endométrio desfavorável à implantação. Assim, os CHCs produzem efeitos contraceptivos por meio dos dois
hormônios e, quando tomados diariamente por 3 de 4 semanas consecutivas, proporcionam proteção contra
concepção.

As associações de estrogênios e progestinas exercem seu efeito contraceptivo, em grande parte, pela inibição
seletiva da função hipofisária, resultando em inibição da ovulação. Os fármacos associados também produzem
uma alteração no muco cervical, no endométrio uterino e na motilidade e secreção das tubas uterinas,
diminuindo a probabilidade de concepção e implantação. O uso contínuo de progestinas como única
medicação nem sempre inibe a ovulação. Por conseguinte, os outros fatores mencionados desempenham uma
importante função na prevenção da gravidez quando esses agentes são utilizados.

Observa-se que todos os progestogênios reduzem os níveis séricos de testosterona livre e, consequentemente,
limitam a atividade da 5a-redutase, a enzima necessária para a conversão de testosterona a sua forma ativa,
di-hidrotestosterona. Por este motivo, espera-se que os progestogênios tenham efeitos salutares sobre
quadros relacionados com androgênio, como a acne.

Por ocasião do seu lançamento há mais de 50 anos, os COCs continham o que hoje se conhece como
quantidades maciças de estrogênios e progestogênios sintéticos. Como a maior parte dos efeitos adversos é
dose-dependente, os efeitos colaterais das primeiras formulações eram muito mais comuns do que os
observados atualmente com os modernos CHCs com “doses baixas”. Para a maioria das formulações atuais, a
dose mínima suficiente é determinada pela capacidade de evitar sangramento inaceitável por colapso
endometrial.

Após uso prolongado, o colo do útero pode sofrer certo grau de hipertrofia, com formação de pólipos. São
também observados efeitos significativos sobre o muco cervical, tornando-o semelhante ao muco da pós-
ovulação, isto é, mais espesso e menos copioso.

O uso crônico de agentes associados deprime a função ovariana. O desenvolvimento folicular é mínimo, e os
corpos lúteos, os folículos maiores, o edema do estroma e outras características morfológicas, normalmente
observadas em mulheres que ovulam, estão ausentes. Em geral, os ovários tornam-se menores, mesmo
quando aumentados antes da terapia.

Os estrogênios também alteram a estrutura e a função das glândulas suprarrenais. Quando administrados por
via oral ou em altas doses, os estrogênios aumentam a concentração plasmática da a2 globulina que se liga ao
cortisol (globulina de ligação dos corticosteroides). As concentrações plasmáticas podem ser mais de duas vezes
os níveis observados em indivíduos não tratados, e a excreção urinária de cortisol livre apresenta-se elevada.
Essas preparações provocam alterações no sistema renina- -angiotensina-aldosterona. Foi constatado um
aumento na atividade da renina plasmática, e ocorre aumento na secreção de aldosterona. O nível de globulina
de ligação da tiroxina encontra-se elevado. Em consequência, os níveis plasmáticos totais de tiroxina (T4) estão
aumentados em relação aos comumente observados durante a gravidez. Devido à ligação de uma maior
quantidade de tiroxina, o nível de tiroxina livre nessas pacientes apresenta-se normal. Os estrogênios também
aumentam os níveis plasmáticos de SHBG e diminuem os de androgênios livres por meio de um aumento na
sua ligação; em grandes quantidades, os estrogênios podem diminuir os androgênios por supressão das
gonadotrofinas.

Considerando a ampla disponibilidade de métodos contraceptivos alternativos efetivos, diversos quadros são
considerados contraindicações para o uso de CHC.

Contraindicações para o uso de contraceptivos orais combinados


Os contraceptivos hormonais podem interferir na ação de alguns fármacos:

Medicamentos cuja eficácia é influenciada pelos contraceptivos orais combinados

Por outro lado, alguns fármacos apresentados podem reduzir a efetividade contraceptiva dos CHCs. Os
mecanismos envolvidos são múltiplos e frequentemente não identificados. Um dos principais provavelmente é
a estimulação ou a supressão de genes que codificam a expressão de enzimas dos sistemas da citocromo-oxidase.

As alterações farmacocinéticas resultam em menores concentrações séricas dos esteroides contraceptivos. Mas
o efeito final sobre a supressão da ovulação não foi esclarecido uma vez que faltam trabalhos. Entretanto, com
a informação disponível, os efeitos dessas interações talvez impliquem aumento ou redução da dosagem dos
contraceptivos ou dos fármacos para assegurar a eficácia.
Medicamentos que podem reduzir a eficácia dos contraceptivos hormonais combinados

As interações entre CHCs e distúrbios clínicos crônicos podem representar contraindicações relativas ou
absolutas ao uso de CHC.

Diabetes melito: os COCs com doses baixas foram associados a propriedades antagônicas à insulina,
particularmente aquelas mediadas por progestogênios. Contudo, com os atuais CHCs de dose baixa essas
preocupações foram reduzidas (Speroff, 2001). Em mulheres saudáveis, os ensaios prospectivos de longo prazo
revelaram que os COCs não aumentam o risco de diabetes melito (Rimm, 1992). Além disso, esses agentes não
parecem aumentar o risco de diabetes franco em mulheres com diabetes gestacional prévio (Kjos, 1998).
Finalmente, o uso desses contraceptivos está aprovado para mulheres diabéticas não tabagistas com menos de
35 anos de idade e que não tenham doença vascular associada (American College of Obstetricians and
Gynecologists, 2008b).

Doença cardiovascular: os CHCs com dose baixa não aumentam consideravelmente o risco absoluto de
hipertensão arterial clinicamente significativa (Chasan-Taber, 1996). Contudo, é prática comum solicitar à
paciente que retorne em 8 a 12 semanas após iniciar CHC para avaliação da pressão arterial e outros sintomas.
Para aquelas com hipertensão arterial estabelecida, admite-se o uso de CHC naquelas com pressão controlada
sem complicações (American College of Obstetricians and Gynecologists, 2008b). As formas graves de
hipertensão arterial, especialmente aquelas com comprometimento de órgão-alvo, em geral impedem o uso de
CHC.

As mulheres que tenham tido infarto do miocárdio comprovado não devem utilizar CHC.

Doenças vasculares encefálicas: as mulheres que tenham tido acidente vascular encefálico (AVE) hemorrágico
ou isquêmico não devem fazer uso de CHCs. Esta forma de distúrbio vascular é encontrada mais comumente
naquelas mulheres tabagistas, com hipertensão arterial ou com enxaqueca com aura visual e que façam uso de
CHCs (MacClellan, 2007).

Tromboembolismo venoso: desde o início da história de uso de COCs com altas doses de hormônios, ficou
evidente que os riscos de trombose venosa profunda e de embolia pulmonar eram significativamente maiores
nas mulheres que usavam esses contraceptivos. Conclui-se que esses riscos estavam relacionados com a dose de
estrogênio e foram consideravelmente reduzidos com as formulações usando doses baixas entre 20 e 35 mg de
etinilestradiol.

É importante assinalar que o aumento do risco associado aos CHCs parece desaparecer rapidamente com a
interrupção do tratamento contraceptivo. E, igualmente importante, os riscos de trombose venosa e de embolia
pulmonar são menores do que os estimados para o período de gestação, com incidência de 5 a 6 por 10.000
mulheres-ano.

Diversos cofatores aumentam a incidência de tromboembolismo venoso em mulheres que usam contraceptivos
contendo estrogênio ou naquelas que estejam grávidas ou no pós-parto. São exemplos deficiência das proteínas
C ou S ou a mutação no fator V de Leiden. Outros fatores que aumentam o risco de tromboembolismo são
hipertensão arterial, obesidade, diabetes melito, tabagismo e vida sedentária.

Lúpus eritematoso sistêmico: é importante ressaltar que os CHCs não são recomendados para mulheres com
LES que tenham teste positivo para anticorpos antifosfolipídeos ou que tenham alguma outra contraindicação
conhecida para o uso de CHC.

Transtornos convulsivos: o metabolismo e a depuração de alguns dos CHCs são significativamente alterados por
alguns, mas não por todos, os anticonvulsivantes mais usados. Um dos mecanismos com diversos fármacos
antiepilépticos é a indução potente de enzimas do sistema do citocromo P450. Com isso, observa-se aumento
do metabolismo dos esteroides contraceptivos com redução à metade dos seus níveis sérico.

Doença hepática: estrogênios e progestogênios têm efeitos conhecidos sobre a função hepática. Encontradas
mais comumente em gestantes, a colestase e icterícia colestática também podem ser induzidas, embora
raramente, pelo uso de CHC. Considerando que a suscetibilidade provavelmente é causada por uma mutação
genética herdada no transporte da bilirrubina, a colestase com CHC é mais provável em mulheres que tenham
sido afetadas durante a gravidez. A suspensão do CHC resulta em resolução dos sintomas.

Foram desenvolvidos contraceptivos contendo apenas progestogênios para evitar os efeitos colaterais
indesejados dos estrogênios. Os progestogênios podem ser administrados por diversos mecanismos, incluindo
comprimidos, dispositivos intrauterinos e implantes subdérmico.

As pílulas apenas com progestogênio – também chamadas minipílulas – devem ser tomadas diariamente. Elas
não inibem efetivamente a ovulação; sua efetividade depende mais de alterações no muco cervical e de seus
efeitos sobre o endométrio. Como as alterações no muco não perduram além de 24 horas para que a efetividade
seja máxima, uma pílula deve ser tomada no mesmo horário todos os dias. Seu uso não obteve ampla
popularidade em razão de incidência muito maior de sangramento irregular e de uma taxa ligeiramente mais alta
de gravidez em comparação com a observada com os COCs.

As pílulas apenas com progestogênio têm efeito mínimo ou ausente sobre o metabolismo dos carboidratos e
sobre os fatores da coagulação. Não causam nem agravam hipertensão arterial e, consequentemente, talvez
sejam ideais para mulheres com maior risco de complicações cardiovasculares. Neste grupo estão as mulheres
com história de trombose ou de enxaqueca ou tabagistas com mais de 35 anos de idade. As minipílulas são
adequadas às lactantes já que não produzem efeito sobre a produção de leite. Quando usadas em combinação
com aleitamento materno, as pílulas apenas com progestogênio são praticamente 100% efetivas por até seis
meses.

As pílulas apenas com progestogênio não devem ser tomadas por mulheres com sangramento uterino sem
explicação, câncer de mama, neoplasia hepática, gravidez ou doença hepática grave em atividade.

A principal desvantagem dessas pílulas é a necessidade de serem tomadas no mesmo horário todos os dias. É
importante observar que se uma pílula apenas com progestogênio for tomada com atraso de quatro horas, deve-
se acrescentar algum outro método contraceptivo nas 48 horas seguintes. Essa necessidade talvez contribua para
outro grande problema, ou seja, o maior risco de insucesso na contracepção em comparação com os CHCs. E
junto com a possibilidade de insucesso há aumento relativo na proporção de gestações ectópicas.

A irregularidade no sangramento uterino é outra desvantagem específica. Pode ocorrer na forma de amenorreia,
sangramento intermenstrual ou períodos prolongados de menorragia. Assim como ocorre com outros métodos
contraceptivos contendo progestogênio, ocorrem cistos ovarianos funcionais com maior frequência nas
mulheres que utilizam esses agentes, embora tais cistos geralmente não requeiram intervenção.

Os progestogênios injetáveis têm mecanismos de ação semelhantes àqueles descritos para os progestogênios
orais, incluindo aumento da viscosidade do muco cervical, criação de endométrio desfavorável à implantação
e supressão incerta da ovulação.

Entre as formulações disponíveis está o acetado de depomedroxiprogesterona (DMPA) – comercializado como


Depo-Provera (Pfizer). Uma dose de 150 mg é administrada por via intramuscular a cada 90 dias. Um derivado
do DMPA é comercializado como depo-subQprovera 104 (Pfizer) e uma dose de 104 mg é administrada por via
subcutânea a cada 90 dias.

Os progestogênios injetáveis têm eficácia contraceptiva equivalente ou superior à dos COCs. Se utilizado com
perfeição, o DMPA tem taxa de gravidez de 0,3%, mas as taxas de insucesso com uso comum chegam a 7% em
12 meses. A progesterona de depósito não suprime a lactação e há menor probabilidade de anemia ferropriva
nas usuárias em longo prazo em razão da redução no sangramento menstrual.

Os progestogênios injetáveis não devem ser administradas a pacientes gestantes, com sangramento uterino sem
explicação, câncer de mama, doença tromboembólica ativa ou passada, doença vascular encefálica ou doença
hepática significativa.

A gravidez pode ser evitada após o coito pela administração de estrogênio isoladamente, progestina também
isoladamente ou em associação (contracepção “do dia seguinte”). Quando o tratamento é iniciado dentro de
72 horas, mostra-se efetivo em 99% dos casos. Com frequência, os hormônios são administrados com
antieméticos, visto que 40% das pacientes apresentam náuseas ou vômitos. Se houver vômitos no prazo de
duas horas após o uso, deve-se administrar outra dose para reposição. Outros efeitos colaterais consistem em
cefaleia, tontura, hipersensibilidade das mamas e cólicas abdominais e câimbras nas pernas.
Os contraceptivos hormonais têm mecanismos de ação diferentes dependendo do dia do ciclo menstrual em que
ocorre a relação sexual e do dia em que as pílulas são administradas. Um dos principais mecanismos é inibição
ou retardo da ovulação. Outros mecanismos sugeridos são alterações endometriais que previnem a implantação,
interferência com o transporte ou penetração de espermatozoides e prejuízo ao funcionamento do corpo lúteo.
Não há evidências de que as gestações que ocorram a despeito da contracepção hormonal de emergência sejam
afetadas. Além disso, a contracepção hormonal de emergência não é uma forma de aborto. O método impede
a ovulação ou a implantação. Não é capaz de romper um zigoto que se tenha implantado.

Há duas categorias de métodos contraceptivos considerados moderadamente efetivos. Métodos de barreira,


criados para evitar que espermatozoides alcancem e fertilizem o óvulo, e os métodos de consciência corporal
e identificação da fase fértil do ciclo.

Nesta categoria estão os diafragmas vaginais e os preservativos masculinos e femininos.

A maioria dos preservativos é feito de látex e há vários tamanhos fabricados para acomodar a anatomia. Menos
comumente, há preservativos feitos de poliuretano e ceco de carneiro. Os preservativos são contraceptivos
efetivos e sua taxa de insucesso quando utilizado por casais bastante motivados tem sido tão baixa quanto 3 a
4% por 100 casais-ano.

Em geral, e especialmente no primeiro ano de uso, a taxa de insucesso é muito mais alta. Uma vantagem
específica dos preservativos é que, quando usados adequadamente, proporcionam proteção considerável – mas
não absoluta – contra doenças sexualmente transmissíveis. Os preservativos também previnem alteração pré-
malignas no colo uterino, provavelmente ao bloquear a transmissão do papilomavírus humano.

A eficácia dos preservativos aumenta consideravelmente com a manutenção do reservatório na sua


extremidade. Os lubrificantes devem ser a base de água porque os produtos à base de óleo destroem o látex de
preservativos e do diafragma.
Os preservativos:

• Devem ser usados em todos os contatos com penetração.

• Devem ser colocados antes de haver contato entre pênis e vagina.

• A retirada deve ser feita com o pênis ainda ereto.

• A base do preservativo deve ser segura durante a retirada.

• Deve-se empregar um espermicida intravaginal ou um preservativo lubrificado com espermicida.

Fabricado por várias companhias com nomes distintos, os preservativos femininos evitam gravidez e doenças
sexualmente transmissíveis. O anel aberto permanece fora do canal vaginal e o anel fechado interno é colocado
no espaço entre a sínfise e o colo uterino, assim como o diafragma. Não deve ser usado junto com o preservativo
masculino em razão da possibilidade de rompimento, deslizamento ou deslocamento.

O diafragma nada mais é que uma cúpula circular de borracha de diversos diâmetros apoiada por um aro de
metal. Quando usado em combinação com gel ou creme espermicida, pode ser muito efetivo. O espermicida
deve ser aplicado centralmente na cúpula na superfície em contato com o colo uterino e ao redor do aro. O
dispositivo é então colocado na vagina de forma que o colo uterino, os fórnices vaginais e a parede anterior da
vagina fiquem efetivamente separados do restante da vagina e do pênis. Ao mesmo tempo, o agente espermicida
centralmente localizado é mantido de encontro ao colo uterino pelo diafragma. Quando adequadamente
posicionado, o aro fica alojado inferior e profundamente no fundo de saco posterior.

✓ Dispositivo de polietileno, em formato de T, com um reservatório hormonal ao redor da haste, que libera
levonorgestrel continuamente na cavidade uterina.
✓ Comercializado como Mirena, este DIU libera levonorgestrel a uma taxa relativamente constante de
20 mg/dia.
✓ A dose pequena reduz os efeitos sistêmicos de progestogênio.
✓ Validade de 5 anos.
✓ A mulher deve ser orientada sobre a mudança do padrão de sangramento e de que amenorreia pode
ocorrer em 20 a 60% das usuárias (geralmente após 6 meses de uso).
✓ MECANISMO DE AÇÃO: O progestogênio torna o endométrio atrófico; estimula a produção de muco
cervical espesso que bloqueia a penetração dos espermatozoides no útero e talvez reduza a motilidade
das tubas, o que evitaria a união de óvulo e espermatozoide. O progestogênio talvez também iniba a
ovulação, mas para essa afirmativa não há dados consistentes.
✓ CONTRAINDICAÇÕES:
✓ Consiste em dispositivo de polietileno, em formato de T, contendo cobre.
✓ Efetividade contraceptiva ocorre pela liberação contínua do cobre na cavidade uterina altera os fluidos
na cavidade uterina, a motilidade e a integridade do esperma, inviabilizando a fertilização e a nidação.
✓ MECANISMO DE AÇÃO: a intensa reação inflamatória local induzida dentro do útero pelos dispositivos
que contêm cobre leva à ativação de lisossomos e outras ações inflamatórias que têm ação espermicida.
Na improvável possibilidade de haver fertilização, a mesma reação inflamatória passa a ser dirigida ao
blastocisto. E, por fim, o endométrio se torna hostil à implantação.
✓ Comercializado com o nome ParaGard, este dispositivo é composto por uma haste envolvida por 314
mm2 de fio de cobre, e cada braço contém um bracelete com 33 mm2 de cobre – a soma conforma 380
mm2 de cobre.
✓ Validade de 10 anos
✓ Contraindicações:

Pode-se obter contracepção por meio de dispositivo contendo progestogênio a ser implantado abaixo da derme
para liberação do hormônio ao longo de muitos anos. Os dispositivos são cobertos por um polímero a fim de
evitar fibrose.

MECANISMO DE AÇÃO: O progestogênio liberado continuamente suprime a ovulação, aumenta a viscosidade


do muco do colo uterino e promove alterações atróficas no endométrio.
Suas contraindicações são semelhantes àquelas citadas para outros métodos que contêm progestogênio.
Especificamente, gravidez, trombose ou distúrbios tromboembólicos, tumores hepáticos benignos ou malignos,
doença hepática em atividade, sangramento genital anormal não diagnosticado ou câncer de mama.

Procedimento geralmente realizado com obstrução ou secção das tubas uterinas para impedir a passagem do
óvulo e, consequentemente, sua fertilização. Entre as indicações para esse procedimento eletivo está o pedido
de esterilização com entendimento claro de seu caráter permanente e irreversível. Todas as pacientes devem
ser orientadas acerca das alternativas para contracepção. O risco cirúrgico individual deve ser avaliado e,
ocasionalmente, o procedimento será contraindicado.

uma pequena incisão é feita no saco escrotal e o lúmen do ducto deferente é seccionado para bloquear a
passagem dos espermatozoides oriundos dos testículos. Comparada com a esterilização tubária feminina, a
vasectomia tem probabilidade 30 vezes menor de insucesso e 20 vezes menor de complicações pós-operatórias.

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