Direitos Humanos e Contestação Processual
Direitos Humanos e Contestação Processual
São direitos indispensáveis – além do plano interno – a uma vida digna, estabelecendo um nível protetivo
mínimo que todos os Estados devem respeitar, sob pena de responsabilidade internacional. É a proteção que
a ordem jurídica interna dá para àqueles que se sujeitam à jurisdição de um Estado. Não ocorrem apenas
diante da proteção de índole internacional.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA
É uma modalidade de defesa do réu quando não concordar com a pretensão do autor.
a) Reconhece: O réu concorda com os fatos e consequências → REDUZ METADE DOS HONORÁRIOS.
b) Silencia: Não resposta → REVELIA DO RÉU.
c) Contesta: O réu apresenta a defesa no autos.
d) Reconvir (com ou sem defesa): Ação proposta pelo réu (reconvinte) contra o autor (reconvindo) +
reconvenção na mesma peça de defesa.
e) Requerimentos especiais: Combater a liminar > Prioridade > Pedido > Impugnação.
O pedido de gratuidade pode ser formulado na petição inicial, contestação. Caso seja indeferido, a parte
contrária pode oferecer impugnação na contestação, réplica.
Estudar caso/tema > Traçar estratégia > Verificar citação e prazo > Colher assinatura do cliente > Carga dos
autos > Iniciar os trabalhos de forma lógica/cronológica → PRINCÍPIO DA EVENTUALIDADE/CONCENTRAÇÃO
(preclusão consumativa = defesa em uma petição).
Primeiro, deve-se ordenar a matéria de defesa que visa a EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DE
MÉRITO e depois as de irregularidade sanáveis. Ex.: Irregularidade na representação sob pena de
INDEFERIMENTO DA INICIAL.
Improcedência da petição inicial: Extinção da obrigação > Quitação > Não vencimento da obrigação >
Prescrição e decadência > Falta de provas > Da resolução por onerosidade excessiva > Distrato → O
AUTOR NÃO TEM DIREITO NO MÉRITO DA AÇÃO (JULGAMENTO COM MÉRITO).
4) Qual o prazo para apresentar contestação?
O réu pode apresentar contestação em 15 dias, o termo inicial será a data: da audiência de conciliação; do
protocolo do pedido de cancelamento da audiência de conciliação; prevista no art. 231. Quando houver mais
de um réu, o dia do começo do prazo corresponderá à última citação.
Atenção: Forma > Prazo > Capacidade postulatória > Direito material e processual.
Art. 336. Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, expondo as razões de fato e de
direito com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir.
Art. 146. No prazo de 15 dias, a contar do conhecimento do fato, a parte alegará o impedimento ou a
suspeição, em PETIÇÃO ESPECÍFICA dirigida ao juiz do processo, na qual indicará o fundamento da recusa,
podendo instruí-la com documentos em que se fundar a alegação e com rol de testemunhas.
Inexistência ou nulidade de citação: A contestação deve ser recebida tempestivamente ou abra prazo.
Art. 238. Citação é o ato pelo qual são convocados o réu, o executado ou o interessado para integrar a relação processual.
Art. 239. Para a validade do processo é indispensável a citação do réu...
§ 1º O COMPARECIMENTO ESPONTÂNEO do réu ou do executado supre a falta ou a nulidade da citação, fluindo a partir desta data
o prazo para apresentação de contestação...
Incorreção do valor da causa: O juiz poderá alterar de ofício, determinando o recolhimento das custas complementares, se houver.
Art. 293. O réu poderá impugnar, em preliminar da contestação, o valor atribuído à causa pelo autor, sob pena de preclusão, e o
juiz decidirá a respeito, impondo, se for o caso, a complementação das custas.
Conexão (art. 55: pedir e causa de pedir): Ocorre quando 2 ou mais ações tenham em comum causa de pedir ou pedido, havendo
risco de julgamento conflitante, instruir a contestação com a cópia da petição inicial da outra ação. Deve-se verificar o juízo
prevento e requerer a remessa dos autos para que sejam reunidas e tenham julgamento simultâneo.
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir.
§ 1º Os processos de ações conexas SERÃO REUNIDOS para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado.
Falta de caução ou de outra prestação que a lei exige como preliminar: Deve-se apontar a falta de caução e requerer a intimação
do autor para providenciar o recolhimento, sob pena de extinção do processo sem julgamento de mérito.
Exemplos: Art. 83. O autor, brasileiro ou estrangeiro, que residir fora do Brasil ou deixar de residir no país ao longo da tramitação
de processo PRESTARÁ CAUÇÃO SUFICIENTE ao pagamento das custas e dos honorários de advogado da parte contrária nas ações
que propuser, se não tiver no Brasil bens imóveis que lhes assegurem o pagamento.
Indevida concessão de benefícios de gratuidade da justiça: Deve-se comprovar a condição econômica do autor e requerer o
indeferimento com intimação para pagamento das custar prévias e taxa judiciária.
Art. 98. A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas
processuais e os honorários advocatícios tem direito à gratuidade da justiça, na forma da lei.
PEREMPTÓRIAS
Art. 17 CPC: Art. 17. Para postular em juízo é necessário ter interesse e legitimidade.
DEFESA: O autor é titular do direito material em disputa? Ilegitimidade da parte!
Interesse processual: O autor deve comprovar a existência do conflito de interesses a impossibilidade de resolvê-lo
extrajudicialmente e provimento de ser útil.
É matérias de ordem pública – independentemente de provocação do interessado!
Cabe ao réu apontar qual condição está ausente e requerer a extinção do processo sem resolução de
mérito.
Inépcia da inicial – salvo exceção do art. 329 CPC: Não requerer o indeferimento da inicial pois ela já foi deferida com o “cite-se”.
Requerer a extinção do processo
sem julgamento de mérito.
Art. 330. A petição inicial será indeferida quando:
I - for inepta;
§ 1º Considera-se inepta a petição inicial quando:
I - lhe faltar pedido ou causa de pedir;
II - o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedido genérico;
III - da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão;
IV - contiver pedidos incompatíveis entre si.
Coisa Julgada
Art. 337, § 4º Há coisa julgada quando se repete ação que já foi decidida por decisão transitada em julgado.
Art. 337. § 2º Uma ação É IDÊNTICA a outra quando possui as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o mesmo pedido.
Consequência: Extinção da segunda.
Litispendência
Art. 337 § 1º Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada quando se reproduz ação anteriormente ajuizada.
É a reprodução de ação idêntica de outra já em curso. Tem os mesmos 3 elementos identificadores da causa: partes, pedido e
causa de pedir. Para o réu é a citação válida que determina a litispendência (Art. 240, CPC). Deve juntar com a contestação cópia
da petição inicial comprovando a identidade dos 3 elementos.
Consequência: Extinção da segunda.
Perempção
Julgamento sem mérito Art. 486.: O pronunciamento judicial que não resolve o mérito não obsta a que a parte proponha nova
ação.
Perempção § 3º Se o autor der causa, por 3 (TRÊS) vezes, a sentença fundada em abandono da causa, não poderá propor nova
ação contra o réu com o mesmo objeto, ficando-lhe ressalvada, entretanto, a possibilidade de alegar em defesa o seu direito.
Conclusão: 4ª AÇÃO JÁ ERA! PEREMPÇÃO: É a perda do direito de ação e o autor não poderá ajuizar nova ação e o réu deve juntar
com a contestação as 3 sentenças e certidões de trânsito em julgado para comprovar a perempção.
Cláusula Compromissória de Arbitragem:
Lei nº 9.307/96 - Dispõe sobre a arbitragem.
➢ Não pode ser conhecida de ofício!
Caso seja alegada pelo réu em preliminar de contestação, ocorre a preclusão e não pode ser alegada em outra oportunidade fora
da contestação!
Consequência: Extinção do processo sem julgamento de mérito.
Não esquecer: Princípio da causalidade e sucumbência!
Preliminares de Ofício
Art. 337: § 5º Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá de ofício das matérias
enumeradas neste artigo.
Conhecer de ofício? (sem provocação da parte)
§ 6º A ausência de alegação da existência de convenção de arbitragem, na forma prevista neste Capítulo, implica aceitação da
jurisdição estatal e renúncia ao juízo arbitral.
DILATÓRIAS OU PEREMPTÓRIAS
Incompetência absoluta ou relativa: A incompetência absoluta pode ser arguida de ofício e pela parte em qualquer tempo, grau
de jurisdição e sob qualquer forma. Deve-se apontar o foro ou juízo competente, requerendo sua remessa ou extinção do feito.
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação.
§ 1º A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício.
§ 2º Após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá imediatamente a alegação de incompetência.
Ação rescisória: Art. 966. A decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando: II - for proferida por juiz
impedido ou por juízo absolutamente incompetente;
Consequência: § 3º Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo competente.
Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação.
Foro de Eleição: Art. 63: § 4º Citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro na contestação, sob pena
de preclusão.
§ 5º O ajuizamento de ação em juízo aleatório, entendido como aquele sem vinculação com o domicílio ou a residência das partes
ou com o negócio jurídico discutido na demanda, constitui prática abusiva que justifica a declinação de COMPETÊNCIA DE OFÍCIO.
(Incluído pela Lei nº 14.879, de 4 de junho de 2024)
Art. 105. A procuração geral para o foro, outorgada por instrumento público ou particular assinado pela parte, habilita o advogado
a praticar todos os atos do processo...
Art. 73. O cônjuge necessitará do consentimento do outro para propor ação que verse sobre direito real imobiliário,... -quem
assinou a procuração tem capacidade de exercício OU tem poderes para tanto? O autor pode ajuizar sozinho ou se precisa de
autorização?
Consequência: requerer a suspensão do processo e intimação do autor para que sane a irregularidade e prazo razoável. E, não
sendo cumprido, que então seja extinto o processo sem julgamento de mérito!
OBS.: Obrigação do autor de efetuar o pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, em respeito ao princípio
da causalidade!
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Código Civil
Art. 189. Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela prescrição, nos prazos a
que aludem os arts. 205 e 206.
Art. 210. Deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência (e prescrição), quando estabelecida por lei.
Art. 198. Também não corre a prescrição: I - contra os incapazes de que trata o art. 3º.
Art. 332 - § 1º O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, desde logo, a
ocorrência de decadência ou de prescrição.
Deve discorrer sobre cada um dos fatos alegados pelo autor sob pena de presunção de veracidade dos fatos.
Não é necessário citar jurisprudência, lei ou doutrina nessa parte, mas deve-se IMPUGNAR DOCUMENTOS
UM A UM.
Art. 336. Incumbe ao réu alegar, na contestação, TODA A MATÉRIA DE DEFESA, expondo as razões de fato e
de direito com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir.
Parte prática:
• Endereçamento;
• Réu + advogado (qualificação);
• Fundamento;
• Fatos;
• Defesa: Preliminares + prejudicial mérito + mérito
Observações especiais: Gratuidade + revogação da liminar + reconvenção + intervenção de terceiro dos
requerimentos.
Diante do exposto, requer à Vossa Excelência: (de forma lógica!); (ver item e pedido lógico: extinção com
ou sem mérito ou improcedência da ação).
• Provas
• Fechamento
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Art. 338. Alegando o réu, na contestação, ser parte ilegítima ou não ser o responsável pelo prejuízo invocado,
o juiz facultará ao autor, em 15 (quinze) dias, a alteração da petição inicial para substituição do réu.
Parágrafo único. Realizada a substituição, o autor reembolsará as despesas e pagará os honorários ao
procurador do réu excluído, que serão fixados entre 3 e 5 por cento do valor da causa ou, sendo este irrisório,
nos termos do art. 85, § 8º.
Art. 339. Quando alegar sua ilegitimidade, INCUMBE AO RÉU INDICAR O SUJEITO PASSIVO da relação
jurídica discutida sempre que tiver conhecimento, sob pena de arcar com as despesas processuais e de
indenizar o autor pelos prejuízos decorrentes da falta de indicação. § 1º O autor, ao aceitar a indicação,
procederá, no prazo de 15 dias, à alteração da petição inicial para a substituição do réu, observando-se,
ainda, o parágrafo único do art. 338. § 2º No prazo de 15 dias, o autor pode optar por alterar a petição inicial
para incluir, como litisconsorte passivo, o sujeito indicado pelo réu.
Art. 341. Incumbe também ao réu manifestar-se precisamente sobre as alegações de fato constantes da
petição inicial, presumindo-se verdadeiras as não impugnadas, salvo se: I - não for admissível, a seu
respeito, a confissão; II - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considerar da
substância do ato; III - estiverem em contradição com a defesa, considerada em seu conjunto.
Exceção “Negativa Geral” parágrafo único 341: “o ônus da impugnação especificada dos fatos não se aplica
ao defensor público, ao advogado dativo e ao curador especial”. LOGO A CONTESTAÇÃO É POR NEGATIVA
GERAL!
8) Protocolo da Defesa
Art. 340. Havendo alegação de incompetência relativa ou absoluta, a contestação poderá ser protocolada no
foro de domicílio do réu, fato que será imediatamente comunicado ao juiz da causa, preferencialmente por
meio eletrônico.
§ 1º A contestação será submetida a livre distribuição ou, se o réu houver sido citado por meio de carta
precatória, juntada aos autos dessa carta, seguindo-se a sua imediata remessa para o juízo da causa.
§ 2º Reconhecida a competência do foro indicado pelo réu, o juízo para o qual for distribuída a contestação
ou a carta precatória será considerado prevento.
§ 3º Alegada a incompetência nos termos do “caput”, será suspensa a realização da audiência de conciliação
ou de mediação, se tiver sido designada. E, definida a competência, o juízo competente designará nova data
para a audiência de conciliação ou de mediação.
Estabilização do processo: Art. 342. Depois da contestação, só é lícito ao réu deduzir NOVAS ALEGAÇÕES
quando:
III - por expressa autorização legal, puderem ser formuladas em qualquer tempo e grau de jurisdição.
QUESTIONÁRIO (1-C; 2-B; 3-E; 4-E; 5-A; 6-B; 7-A; 8-C; 9-B; 10-B; 11-B; 12-B; 13-D)
1) Prova: TJ-PR - 2018 - TJ-PR - Comarca de Curitiba - Juiz Leigo Citado regularmente, o réu ofereceu
contestação no quinto dia do prazo de que dispunha para tanto. Depois de protocolizada a sua peça de
bloqueio, lembrou-se ele de outra tese defensiva que lhe seria aproveitável, não suscitada em sua
contestação e tampouco sendo cognoscível “ex officio” pelo Juiz. Assim, optou o demandado por ofertar
nova contestação, o que fez no décimo segundo dia após o da juntada do mandado de citação. Nesse cenário,
deve o Juiz:
2) CAU-SP - Nos conformes do Novo Código de Processo Civil, a impugnação do valor da causa dar-se-á
mediante:
B) Preliminar de mérito.
3) AJURI - Na hipótese de o Juiz ser relativamente incompetente para julgar um processo, o réu deve arguir
na fase de defesa:
4) IBADE – ADP - Em se tratando de prazo, o réu defendido pela Defensoria Pública poderá oferecer
contestação no prazo de:
E) 30 dias.
5) GUALIMP - Todas as alternativas abaixo tratam de casos que o réu deverá alegar como preliminar de
contestação, antes do mérito, EXCETO:
A) Prescrição.
6) COPESE - Considere que João de Barro, residente e domiciliado em Belo Horizonte, foi citado para
apresentar defesa em ação de cobrança proposta por um antigo credor que reside na cidade de Fortaleza /
CE, onde o negócio foi firmado. Nesse caso, o prazo para que João de Barro possa apresentar a contestação
é de:
B) 15 dias.
A) Convenção de arbitragem.
9) IMA - De acordo com a Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015, é CORRETO afirmar que o ônus da
impugnação específica dos fatos não se aplica:
10) CESPE - Em determinada demanda, não chegou a ser designada a audiência preliminar de conciliação ou
mediação. O réu, citado pelo correio e patrocinado pela defensoria pública, apresentou sua defesa em
14/3/2017, no décimo sexto dia a partir da juntada aos autos do aviso de recebimento cumprido. Em sua
defesa, ele sustentou prescrição e incompetência relativa do juízo e, ao final, requereu a improcedência do
pedido. Nessa situação hipotética:
11) VUNESP - É matéria que deve ser alegada como questão preliminar processual, nos termos do art. 337,
do CPC, em sede de contestação:
12) FUNRIO - Ana apresentou contestação antes do término do prazo previsto. Verifica, posteriormente, que
não incluiu um item defensivo. Requer, ainda no prazo conferido para a contestação, aditamento. Nesse caso,
não será possível diante da constatação de preclusão:
B) Consumativa.
13) CESGRANRIO - O Sr. W propõe ação de cobrança do valor de R$ 1.000,00 em face do Sr. Z, tendo o
processo sofrido extinção por inércia da parte autora, que abandonou a causa por período superior ao
permitido. Uma semana após a extinção, o Sr. W propôs a mesma ação em face do mesmo réu que veio a ter
o processo extinto por idêntico fundamento. Transitada em julgado a segunda decisão, o Sr. W renova o feito
apresentando idêntica ação que vem a ter o mesmo destino, pelo mesmo fundamento anterior. Seis meses
após o terceiro desfecho, o Sr. W apresenta, pela quarta vez, a mesma ação, logrando, agora, a citação do
réu que apresenta contestação, onde alega, em preliminar, de natureza peremptória:
D) Perempção.
Juliana embarcou em um ônibus da empresa ABC Turismo com destino à cidade de São Paulo. O motorista
conduzia o veículo em alta velocidade e, em uma curva mais acentuada, o ônibus capotou, deixando vários
passageiros feridos – dentre eles Juliana, que sofreu uma violenta queda, que lhe provocou um trauma no
punho direito, além de escoriações e hematomas por todo o corpo. Após recuperar-se do acidente, Juliana
procura você, como advogado(a), para propor uma ação indenizatória por danos morais, considerando se
tratar de uma relação de consumo.
GABARITO: Relação de consumo, art. 101, inciso I, do CDC - “foro privilegiado”. RESPONDER PADRÃO OAB.
Resposta: O foro competente para processar a ação indenizatória é o foro de Santo André (fato), nos termos
conforme o artigo 101, inciso I, do Código de Defesa do Consumidor (fundamento), porque se trata de uma
relação de consumidor e o Código de Defesa do Consumidor prevê um foro onde o consumidor tem direito
de propor a ação no seu domicílio (justificativa).
Minhas anotações
Quando sentencia: Extinção do mérito, podendo ser com ou sem resolução do mérito.
Indeferimento
Improcedência
Código Civil.
Exemplo: O réu tem um recibo de pagamento.
Prazos
• Prazo de Contestar: 15 dias no procedimento comum, tem prazos diferenciados para procedimentos
especiais. Começa a contar no último dia em que for citado (litisconsórcio passivo).
• Audiência de Conciliação: O prazo começa a contar depois da audiência.
Preclusão
• Preclusão Lógica: Resistência - Se opor, por exemplo, se pagou e concordou, logo, não tem direito de
oferecer resistência.
• Preclusão Temporal: Tem um prazo.
• Preclusão Consumativa: Só podemos oferecer uma contestação no processo.
Exceção: Suspeição e impedimento (petição a parte) não faz parte da contestação. Uma inicial pode ter vários
pedidos, pode julgar procedente ou indeferida.
Preliminares de Ofício: É peremptória. Tem dois cenários que o juiz não pode se manifestar (ele deve esperar
o réu), sendo eles: Competência relativa e conversão de arbitragem. A contestação é o único momento para
alegar. Cláusulas de arbitragem só competem ao réu saber se vai ou não ser indeferida.
Substituição do polo passivo, o autor tira do processo e cita o verdadeiro réu. Direciona a ação para o
verdadeiro réu.
Peremptória e Dilatória
Só gera sucumbência quando houver: Honorários, custas do poder do Estado e despesas com o terceiro.
Incompetência Absoluta
É peremptória. Pode ser alegada a qualquer tempo, pode até ser julgada de novo. Exemplo: Ação de despejo
(tem que ser no local do imóvel).
Juizado especial
Para causas simples. Faz sentido colocar na sua contestação que a causa é complexa -> Indeferimento (Lei
Própria).
Litispendência
Dois processos com identidade de partes e pedidos. Ou melhor, são duas ações semelhantes tramitando, ou
seja, duas partes, causa de pedir (fatos) e pedidos. Se for litispendência, o mérito será julgado no 1° processo.
Só gera sucumbência se tiver contestação.
DIREITO PROCESSUAL CIVIL II – AULA 2
Não esquecer:
• O que é reconvenção? É possível só reconvir sem contestar? É possível reconvenção contra terceiro? É
possível reconvenção a reconvenção? Qual o prazo para reconvir? É necessário conexão entre as causas?
Competência da reconvenção?
• Revelia de fatos e direito? O revel pode intervir no processo?
• O que é Réplica?
• O que é ação de natureza dúplice?
OAB: Julia dirigia seu veículo na cidade do RJ, quando sofreu uma batida, na qual também se envolveu o
veículo de Marcos. O acidente lhe gerou danos materiais estimados em R$ 40.000,00, equivalentes ao
conserto de seu automóvel. Marcos, por sua vez, também teve parte de seu carro destruído, gastando R$
30.000,00 para o conserto. Diante do ocorrido, Julia pagou as custas pertinentes e ajuizou ação condenatória
em face de Marcos, autuada sob o nº ... e distribuída para a 8ª Vara Cível do RJ, com o objetivo de obter
indenização pelo valor equivalente ao conserto de seu automóvel, alegando que Marcos teria sido
responsável pelo acidente, por dirigir acima da velocidade permitida. Julia informou, em sua petição inicial,
que não tinha interesse na designação de audiência de conciliação, inclusive porque já havia feito contato
extrajudicial com Marcos, sem obter êxito nas negociações. Julia deu à causa o valor de R$ 1.000,00. Marcos
recebeu a carta de citação do processo pelo correio, no qual fora dispensada a audiência inicial de
conciliação, e procurou um advogado para representar seus interesses, dado que entende que a
responsabilidade pelo acidente foi de Julia, que estava dirigindo embriagada, como atestou o boletim de
ocorrência, e que ultrapassou o sinal vermelho. Entende que, no pior cenário, ambos concorreram para o
acidente, porque, apesar de estar 5% acima do limite de velocidade, Julia teve maior responsabilidade, pelos
motivos expostos. Aproveitando a oportunidade, Marcos pretende obter de Julia indenização em valor
equivalente ao que dispendeu pelo conserto do veículo. Marcos não tem interesse na realização de
conciliação. Na qualidade de advogado(a) de Marcos, elabore a peça processual cabível para defender seus
interesses, indicando seus requisitos e fundamentos, nos termos da legislação vigente. Considere que o aviso
de recebimento da carta de citação de Marcos foi juntado aos autos no dia 04/02/19 (segunda-feira), e que
não há feriados no mês de fevereiro. IDENTIFIQUE PEÇA E CARACTERÍSTICAS?
GABARITO: Contestação com reconvenção. FUNDAMENTO (art. 335, 343 CPC. PRAZO: 15 dias úteis (art. 219
CPC) a partir da juntada do AR relativo à carta de citação (art. 335 e art. 231, I, CPC) ou seja, até 25/02/19.
JUÍZO COMPETENTE: 8ª Vara Cível RJ. MATÉRIA DE DEFESA: preliminar: incorreção do valor da causa, que
deve corresponder ao proveito econômico pretendido por Julia, nos termos do art. 292, inciso V, do CPC (ou
seja, R$ 40.000,00). mérito: indicar como os fatos ocorreram, defendendo a ausência de responsabilidade
pelo acidente, porque não praticou ilícito (art. 927 e art. 186 do CC), imputando à Julia a responsabilidade
exclusiva pelo acidente. Subsidiariamente, deve defender a responsabilidade concorrente de Julia (art. 945
CC). Reconvenção: deverá reiterar a responsabilidade de Julia, e demonstrar os prejuízos sofridos com o
conserto de seu veículo, comprovando-o com notas fiscais e comprovantes de pagamento dos R$ 30.000,00,
para comprovar a extensão do dano (Art. 944 CC). REQUERER improcedência do pedido de Julia, ou
subsidiariamente, o reconhecimento de culpa concorrente, reduzindo-se o valor da indenização. Deve
requerer também a procedência do pedido reconvencional.
Qual a pretensão das partes?
Autor → Pedidos (tutela), ver petição inicial “dos pedidos”.
Réu → Extinção da ação através do indeferimento ou a improcedência.
Não esquecer de requerer a produção das provas + sucumbência.
RECONVENÇÃO
FUNDAMENTO - Art. 343 CPC: É uma demanda (ação) proposta pelo réu contra o autor (no mesmo processo
em que está sendo demandado). A reconvenção tem NATUREZA DE PETIÇÃO INICIAL – art. 319 CPC com
custas e honorários independentes.
DA RECONVENÇÃO
Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão própria, CONEXA
com a ação principal ou com o fundamento da defesa.
Reconvenção proposta (ou direcionada) por terceiro - Art. 343 § 3º A reconvenção pode ser proposta contra
o autor e terceiro. § 4º A reconvenção pode ser proposta pelo réu em litisconsórcio com terceiro.
Substituto processual (Ex.: Sindicato, ação civil pública, falecimento da parte etc.): § 5º Se o autor for
substituto processual, o reconvinte deverá afirmar ser titular de direito em face do substituído, e a
reconvenção deverá ser proposta em face do autor, também na qualidade de substituto processual.
Contestação + (ou não) reconvenção (peça única): § 6º O RÉU PODE PROPOR RECONVENÇÃO
INDEPENDENTEMENTE DE OFERECER CONTESTAÇÃO. Ex.: acidente dano material não contesta e o réu
promove uma ação por danos morais.
Art. 286. Serão DISTRIBUÍDAS POR DEPENDÊNCIA as causas de qualquer natureza. Parágrafo único.
Havendo... reconvenção... mandará proceder à respectiva anotação pelo distribuidor.
Art. 324. O pedido deve ser determinado. § 2º O disposto neste artigo aplica-se à reconvenção.
Art. 329. O autor poderá: I - até a citação, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente
de consentimento do réu; II - até o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir,
com consentimento do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação deste no
prazo mínimo de 15 dias, facultado o requerimento de prova suplementar.
Parágrafo único. aplica-se o disposto neste artigo à reconvenção e à respectiva causa de pedir.
Procedimento comum: Artigo 318 CPC, tudo é comum, exceto previsão contrária.
Procedimento especial: Artigos ou lei próprias.
Reconvenção à reconvenção?
Exemplo: Ação monitória (art. 700 CPC) procedimento especial: Ação conhecimento – atalho – execução →
Uma reconvenção na ação monitória: Pode, porém, RECONVENÇÃO À RECONVENÇÃO NÃO!
Fundamento → Art. 702: Ação monitória. § 6º Na ação monitória admite-se a reconvenção, SENDO VEDADO
o oferecimento de reconvenção à reconvenção.
NÃO CABE RECONVENÇÃO NAS AÇÕES DE NATUREZA DÚPLICE, MUITO MENOS NAS EXECUÇÕES!
Ação de natureza dúplice: Permite que o réu formule pretensões novas em face do autor, sem precisar
reconvir (e não gera nova relação jurídica). Na reconvenção há duas relações jurídicas. Os litigantes têm a
mesma pretensão. RECONVENÇÃO há 2 direitos materiais (1 do autor e outro pedido 2 do réu), já a ação de
NATUREZA DÚPLICE há apenas 1 direito material (o mesmo direito pertence ao autor ou ao réu).
Exemplos de ações de natureza dúplice (ou seja, onde não existe reconvenção): Exigir contas; demarcação
de terra; revisional de alimentos; ações possessórias.
Resumo da Reconvenção
Momento / Prazo: Prazo e momento da contestação
Forma: Capítulo da contestação (com ou sem defesa)
Competência: Juiz da causa principal
Partes: Réu-reconvinte e autor-reconvindo
Cabimento: Conexão com a causa originária (conexão com a causa de pedir ou pedidos)
Fundamento da peça: Art. 343 do CPC
Fatos: Relação jurídica ou fática mantida entre as partes e direito do autor-reconvindo
Direito: Justificar conexão e cabimento da reconvenção (novo causa de pedir e pedidos)
Pedido: Intimação do autor reconvindo para apresentar resposta no prazo legal; procedência da
reconvenção; sucumbência em custas e honorários; reembolso das custas etc.
Provas: Requerer produção de provas
Valor da causa: Regra geral – Vide art. 292 CPC
SENTENÇA resumida proc. 1025125-52.2019.8.26.0562
Basicamente, afirmam que residem no mesmo condomínio e que vem sendo vítimas de acusações, ameaças
e injúrias praticadas pelo Requerido e pretendem ser indenizados pelos danos morais. Com a inicial vieram
os documentos .... Regularmente citado, o Requerido apresentou sua contestação arguindo preliminares.
No mesmo ato, aliás, formulou pedido reconvencional por entender que foi submetido à constrangimento
em razão de condutas praticadas pelos Requerentes, entendendo ser merecedor de indenização por danos
morais. ... A reconvenção foi distribuída ... Há réplica ... Os Requerentes Reconvindos apresentaram ainda
contestação à reconvenção. As partes especificaram provas. O processo foi saneado ... Em audiência de
instrução .., foi colhida a prova oral.
É o relatório. Encerrada a instrução, passo desde já ao julgamento da lide. O Requerido teria lhes ofendido,
acusado e ameaçado ... passado a ofender moralmente Edson, com os seguintes adjetivos: "puto", "seu
viado", "filho da puta" (sic), isto em alto tom de voz... Assim, há prova robusta de que de fato o Requerido
ofendeu o Requerente.
Não há como se reconhecer que o Requerente Reconvindo tenha praticado qualquer ato ilícito capaz de gerar
direito à indenização em favor do Requerido Reconvinte, tratando-se de mero exercício regular do direito.
Pelo exposto, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE o pedido movido pelo Requerente e faço para condenar
o Requerido a indeniza-lo pelos danos morais que lhe causou, com o pagamento da quantia de R$ 5.000,00....
No mais, JULGO IMPROCEDENTE o pedido movido pelo autor-reconvinte e, por outro lado, julgo extinto o
processo em ambos os casos com resolução do mérito, nos termos do artigo 487, I, do CPC. Pela sucumbência
na AÇÃO PRINCIPAL arbitrados em 10% sobre o valor atualizado do pedido indenizatório... Pela
SUCUMBÊNCIA NA AÇÃO RECONVENÇÃO, arcará Requerente Reconvinte com o pagamento das custas e
despesas processuais arbitrados em 10% sobre o valor atualizado da reconvenção... PRI.
DA REVELIA
Art. 344. Se o réu não contestar a ação, será considerado REVEL e presumir-se-ão verdadeiras as ALEGAÇÕES
DE FATO formuladas pelo autor.
Exemplos: 1) Uma ação por danos morais será julgada procedente em caso de revelia? NÃO! OBS.: o
quantum da indenização pertence ao juiz (quantum é matéria de direito); 2) Negativação de nome com
diversos apontamentos (matéria de direito).
Art. 345. A revelia NÃO PRODUZ O EFEITO mencionado no art. 344 se:
III - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considere indispensável à prova do
ato (vide art. 406 CPC);
IV - as alegações de fato formuladas pelo autor forem inverossímeis ou estiverem em contradição com prova
constante dos autos.DICA: revelia não é presunção absoluta; não deixar de comprovar os fatos alegados.
Dica: Revelia não é presunção absoluta; não deixar de comprovar os fatos alegados.
Prazos para o Revel: Art. 346. Os prazos contra o revel que não tenha patrono nos autos fluirão da DATA DE
PUBLICAÇÃO do ato decisório no órgão oficial. INTERVENÇÃO DO REVEL Parágrafo único. O revel poderá
intervir no processo em qualquer fase, recebendo-o no estado em que se encontrar.
Art. 348. Se o réu não contestar a ação, o juiz, verificando a inocorrência do efeito da revelia previsto no art.
344, ordenará que o autor especifique as provas que pretenda produzir, se ainda não as tiver indicado.
Art. 373. O ônus da prova incumbe: I - ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito II - ao réu, quanto
à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
Revel “atrasadinho” → Art. 349. Ao réu revel será lícita a produção de provas, contrapostas às alegações do
autor, desde que se faça representar nos autos a tempo de praticar os atos processuais indispensáveis a essa
produção.
Questionamentos: Revel pode apelar? Pode participar de eventual prova pericial? SIM!
Art. 373. O ônus da prova incumbe: II - ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou
extintivo do direito do autor.
Art. 350. Se o réu alegar fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, este será ouvido no
prazo de 15 dias, permitindo-lhe o juiz a produção de prova.
Réplica
Art. 351. Se o réu alegar qualquer das matérias ENUMERADAS no art. 337, o juiz determinará a oitiva do
autor no prazo de 15 dias, permitindo-lhe a produção de prova.
Art. 352. Verificando a existência de irregularidades ou de vícios sanáveis, o juiz determinará sua correção
em prazo nunca superior a 30 (trinta) dias. Princípio da Primazia do julgamento do mérito. Exemplo: juntada
procuração, guia de custas etc.
Art. 353. Cumpridas as providências preliminares ou não havendo necessidade delas, o juiz proferirá
julgamento conforme o estado do processo...
Obrigatório saber:
• O que é revelia? Quais efeitos consequências? Limite temporal da revelia? Revel pode praticar atos
processuais?
• Reconvenção: o que é? Natureza jurídica? Requisitos?
• Pedido contraposto: Juizado Especial
Estrutura da Contestação
Endereçamento: Juiz da causa
Qualificação: Apenas se houver retificação ou complementar inicial
Advogado: Nome, OAB/UF, e-mail e endereço
Fundamento: Art. 335 e ss. do CPC
Termo técnico: “Apresentar” contestação
Fatos: Fatos resumidos (dicas: “alegada dívida”, “suposto crédito”)
Preliminares: Art. 377 (peremptória ou dilatórias)
Prescrição e decadência: Texto – “Conforme artigo [...] do Código Civil a pretensão do autor está prescrita
porque [...], portanto, requer a extinção do processo com resolução de mérito conforme artigo 487, II,
do Código de Processo Civil”
Mérito: Direito material CC, que leva a improcedência
Questões incidentais: Denunciação da lide; chamamento ao processo; pedido contraposto ou
reconvenção (se houver) – Gratuidade em favor do réu – Pedido revogação liminar – direcionar para 3º
Pedido: Extinção da causa ou a regularização; no mérito, improcedência; questão incidental denunciação
da lide ou chamamento ao processo; produção de provas e sucumbência.
QUESTIONÁRIO (1-B; 2-B; 3-B; 4-D; 5-C; 6-B; 7-D; 8-E; 9-D; 10-C; 11-A; 12-A; 13-C; 14-B)
1) FGV - No procedimento comum, a via pela qual o réu pode manifestar pretensão própria, CONEXA com
a ação principal ou com o fundamento da defesa, é:
B) Reconvenção.
Dica: Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão própria, conexa
com a ação principal ou com o fundamento da defesa.
2) AVANÇA - No que se refere ao instituto da revelia, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa
correta:
II – Os prazos contra o revel que não tenha patrono nos autos fluirão da data de publicação do ato decisório
no órgão oficial.
III – O revel pode intervir no feito em qualquer fase do processo, sendo-lhe, no entanto, vedada a produção
probatória.
Dicas: Art. 344. Se o réu não contestar a ação, será considerado revel e presumir-se-ão verdadeiras as
alegações de fato formuladas pelo autor. Art. 346. Os prazos contra o revel que não tenha patrono nos autos
fluirão da data de publicação do ato decisório no órgão oficial. Parágrafo único. O revel poderá intervir no
processo em qualquer fase, recebendo-o no estado em que se encontrar. 346,pu: O revel poderá intervir no
processo em qualquer fase, recebendo-o no estado em que se encontrar.
B) Não levará à presunção de veracidade das alegações de fato constantes da inicial, se o litígio versar
sobre direitos indisponíveis.
4) Paço do Lumiar - Há revelia quando o réu, citado, não comparece em juízo, presumindo-se verdadeiras as
alegações de fato formuladas pelo autor, desde que:
D) As alegações de fato, formuladas pelo autor, estiverem de acordo com a prova constante dos autos.
5) VUNESP - Adriano, ao desviar de um buraco no asfalto com seu veículo, colidiu com o carro de André, que
estava estacionado na mesma rua. Inconformado, André decidiu propor ação de reparação de danos morais
em face de Adriano, REQUERENDO A QUANTIA DE R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). Adriano foi
devidamente citado, mas, entendendo absurdo o pedido, não apresentou contestação. Diante da situação
hipotética, considerando o entendimento dos tribunais superiores, Adriano:
C) É revel e, por isso, deve-se presumir a veracidade quanto aos danos narrados na petição inicial, no
entanto, a presunção de veracidade não alcança a definição do quantum indenizatório indicado pelo autor.
6) VUNESP - Os prazos contra o revel que não tenha patrono nos autos fluirão da data:
Dica: Art. 337, § 5º Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá de
ofício das matérias enumeradas neste artigo.
10) FAFIPA Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão própria, conexa
com a ação principal ou com o fundamento da defesa. Acerca da reconvenção, assinale a alternativa
CORRETA.
13) IPEFAE - Margarida ajuizou ação de indenização por danos morais e materiais em face da Empresa de
ônibus Transporte Legal. Na inicial alegou que a empresa não apenas extraviou suas bagagens, como a expôs
a constrangimento e humilhação. Citada, a Empresa ré deixou correr o prazo para contestação in albis.
Considerando o caso narrado, assinale a alternativa incorreta:
C) A empresa ré será considerada revel e presumir-se-ão verdadeiras as alegações de fato formuladas por
Margarida, à exceção, entre outras hipóteses, se o litígio versar sobre direitos disponíveis.
14) VUNESP - O réu, ao receber a citação, além de defender-se acerca da lide que lhe foi proposta pelo autor,
pode, também, formular pretensão contra este último, por intermédio da chamada reconvenção, sobre a
qual, procedimentalmente falando, é possível asseverar que:
Minhas anotações
João dirigia seu carro e ao virar em uma esquina foi atingido pelo carro de Fernando. João ingressou
equivocadamente com ação em face de Fábio, irmão de Fernando. O carteiro entregou a citação para Fabio
no dia 02 de setembro (segunda-feira) e a juntada do AR no processo ocorreu no dia 03 (terça-feira). Sabe-
se através de gravações de câmeras instaladas na rua do acidente, que João teria invadido a faixa sem antes
acionar a "seta", sendo, portanto, João é o verdadeiro culpado pelo acidente. Considerando o caso narrado,
pergunta-se:
Fundamento: Os termos do artigo 335, combinado com o artigo 231, ambos do Código de Processo Civil
prevê o prazo de 15 dias úteis para o oferecimento da defesa considerando o dia do começo do prazo um dia
posterior a data de juntada aos autos do aviso de recebimento quando a citação for pelo correio.
Resposta:
C) Como deve proceder o advogado de Fabio se tiver conhecimento se o polo passivo for seu irmão
Fernando? Na omissão quais consequências poderá ocorrer?
Reconvenção
A reconvenção é um contra-ataque; é uma nova ação, onde o réu processa o autor. É feita no prazo de
defesa/contestação. Todas as provas do primeiro processo (principal) são válidas no segundo processo.
Reconvenção: Prazo de 15 dias. Pensa em condenar alguém. Se eu desistir da ação principal, julga sem
resolução de mérito, mas a reconvenção continua, não obsta pela desistência.
Até a citação pode tudo. Quando entra o saneamento, a outra parte tem que concordar.
Ação de natureza dúplice: Só há um direito material. É errado falar em autor e réu, é simultaneamente.
Prestação de contas pode perder para um ou para outro. Exemplo: Ação de demarcação de terra.
Revelia
Revelia é perder prazo, não contestar. Deixar de passar o prazo no momento adequado de contestar.
Andamento processual. Passou os 15 dias, o réu é revel.
Pode, deve apenas apresentar apelação no prazo que tem para interpor a apelação.
8) Na revelia de fato:
Observação: Prova que houve a ofensa e fundamentou com o código de Portugal - O direito pertence ao juiz
se provou o fato ofensa o juiz aprecia se ganhou ou não. O fato tem que ter fundamento jurídico.
DIREITO PROCESSUAL CIVIL II – DIA 18/09
V - perempção;
VI - litispendência;
VIII - conexão;
X - convenção de arbitragem;
XII - falta de caução ou de outra prestação que a lei exige como preliminar;
Questões de mérito: Mérito está no código civil, não está no CPC, é questão de direito material. Todo
aquele que comete um ilícito, tem o dever de reparar o dano.
Observação: Julgamento COM ou SEM resolução de mérito (artigos 485 e 487). Caso seja sem mérito,
devemos aprender a solucionar o problema e depois entrar com uma nova ação.
Questão
André intentou demanda em face de Bruno pleiteando a condenação do réu ao pagamento de obrigação
derivada de um empréstimo de cinco mil reais. Sabe-se que o autor requereu indevidamente o benefício da
gratuidade de justiça, atribuiu à causa o valor de quinhentos reais e informou o valor do empréstimo
equivocado de seis mil reais. Regularmente citado, o réu apresentou contestação, suscitou a incompetência
do foro onde se ajuizou a ação, o equívoco do valor atribuído à causa e a indevida concessão do benefício da
gratuidade de justiça à parte autora, bem como prescrição e ainda apresentou os comprovantes de
pagamento do empréstimo. No contexto da defesa, apenas identifique:
Respostas
Preliminares de mérito:
Indevida concessão de gratuidade da justiça (Dilatória = Pode haver um pedido para cancelar a
gratuidade. A consequência se dá no pagamento das custas processuais, sob pena de ser solucionado
sem resolução de mérito).
Incorreção do valor da causa (Dilatória = Dá para corrigir).
Inépcia: Pedido confuso, quando tem um fato e pede outra coisa. Neste caso, o pedido foi de R$ 5.000 e
pediu R$ 6.000 (Peremptória).
Incompetência absoluta ou relativa: A absoluta ocorre em qualquer momento. A relativa ocorre
exclusivamente na contestação.
Valor da causa incorreto.
Prescrição: Neste caso, o réu alegou que o direito do autor está prescrito. Em relação a consequência,
pede-se a improcedência da ação.
Mérito
No exemplo acima, o mérito se dá no valor que foi pago. O indivíduo deve apresentar recibo em questão
para que a obrigação seja extinta, gerando a improcedência da ação. Por fim, o autor deverá arcar com
as custas processuais.
2) Identificar se os itens do enunciado são peremptórios ou dilatórios.
Exemplos:
ESTRUTURA DA CONTESTAÇÃO
Observações:
1) FGV - No procedimento comum, a via pela qual o réu pode manifestar pretensão própria, CONEXA com
a ação principal ou com o fundamento da defesa, é:
B) Reconvenção.
Dica: Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão própria, conexa
com a ação principal ou com o fundamento da defesa.
2) AVANÇA - No que se refere ao instituto da revelia, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa
correta:
II – Os prazos contra o revel que não tenha patrono nos autos fluirão da data de publicação do ato decisório
no órgão oficial.
III – O revel pode intervir no feito em qualquer fase do processo, sendo-lhe, no entanto, vedada a produção
probatória.
Dicas: Art. 344. Se o réu não contestar a ação, será considerado revel e presumir-se-ão verdadeiras as
alegações de fato formuladas pelo autor. Art. 346. Os prazos contra o revel que não tenha patrono nos autos
fluirão da data de publicação do ato decisório no órgão oficial. Parágrafo único. O revel poderá intervir no
processo em qualquer fase, recebendo-o no estado em que se encontrar. 346,pu: O revel poderá intervir no
processo em qualquer fase, recebendo-o no estado em que se encontrar.
B) Não levará à presunção de veracidade das alegações de fato constantes da inicial, se o litígio versar
sobre direitos indisponíveis.
4) Paço do Lumiar - Há revelia quando o réu, citado, não comparece em juízo, presumindo-se verdadeiras as
alegações de fato formuladas pelo autor, desde que:
D) As alegações de fato, formuladas pelo autor, estiverem de acordo com a prova constante dos autos.
5) VUNESP - Adriano, ao desviar de um buraco no asfalto com seu veículo, colidiu com o carro de André, que
estava estacionado na mesma rua. Inconformado, André decidiu propor ação de reparação de danos morais
em face de Adriano, REQUERENDO A QUANTIA DE R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). Adriano foi
devidamente citado, mas, entendendo absurdo o pedido, não apresentou contestação. Diante da situação
hipotética, considerando o entendimento dos tribunais superiores, Adriano: (CAI NA PROVA)
C) É revel e, por isso, deve-se presumir a veracidade quanto aos danos narrados na petição inicial, no
entanto, a presunção de veracidade não alcança a definição do quantum indenizatório indicado pelo autor.
6) VUNESP - Os prazos contra o revel que não tenha patrono nos autos fluirão da data:
Dica: Art. 337, § 5º Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá de
ofício das matérias enumeradas neste artigo.
10) FAFIPA Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão própria, conexa
com a ação principal ou com o fundamento da defesa. Acerca da reconvenção, assinale a alternativa
CORRETA.
13) IPEFAE - Margarida ajuizou ação de indenização por danos morais e materiais em face da Empresa de
ônibus Transporte Legal. Na inicial alegou que a empresa não apenas extraviou suas bagagens, como a expôs
a constrangimento e humilhação. Citada, a Empresa ré deixou correr o prazo para contestação in albis.
Considerando o caso narrado, assinale a alternativa incorreta:
C) A empresa ré será considerada revel e presumir-se-ão verdadeiras as alegações de fato formuladas por
Margarida, à exceção, entre outras hipóteses, se o litígio versar sobre direitos disponíveis.
14) VUNESP - O réu, ao receber a citação, além de defender-se acerca da lide que lhe foi proposta pelo autor,
pode, também, formular pretensão contra este último, por intermédio da chamada reconvenção, sobre a
qual, procedimentalmente falando, é possível asseverar que:
Julia dirigia seu veículo quando sofreu uma batida com o veículo de Marcos e gerou danos materiais de R$
40.000,00, equivalentes ao conserto de seu automóvel. Marcos, por sua vez, também teve parte de seu carro
destruído, gastando RS 30.000,00 para o conserto.
Julia ajuizou ação condenatória em face de Marcos, distribuída para a 8ª Vara Cível, com o objetivo de obter
indenização alegando que Marcos teria sido responsável pelo acidente, por dirigir acima da velocidade
permitida.
Marcos foi citado do processo pelo correio e procurou um advogado para representar seus interesses, dado
que entende que a responsabilidade pelo acidente foi de Julia, que estava dirigindo embriagada, como
atestou o boletim de ocorrência, e que ultrapassou o sinal vermelho.
Entende que, no pior cenário, ambos concorreram para o acidente, porque, apesar de estar 5% acima do
limite de velocidade, Julia teve maior responsabilidade, pelos motivos expostos. Aproveitando a
oportunidade, Marcos pretende obter de Julia indenização em valor equivalente ao que dispendeu pelo
conserto do veículo.
Considere que o aviso de recebimento da carta de citação de Marcos foi juntado aos autos no dia 04/02
(segunda-feira), e que não há feriados no mês de fevereiro.
Peça
Juiz competente
Prazo, dias, data
Preliminar e mérito
Pedidos
Questão
OAB – Segunda Fase Direito Civil aplicada em 05/05/2019: Julia dirigia seu veículo na Rua 001, na cidade do
Rio de Janeiro, quando sofreu uma batida, na qual também se envolveu o veículo de Marcos. O acidente lhe
gerou danos materiais estimados em R$ 40.000,00, equivalentes ao conserto de seu automóvel. Marcos, por
sua vez, também teve parte de seu carro destruído, gastando R$ 30.000,00 para o conserto.
Diante do ocorrido, Julia pagou as custas pertinentes e ajuizou ação condenatória em face de Marcos,
autuada sob o nº 111 e distribuída para a 8ª Vara Cível da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro,
com o objetivo de obter indenização pelo valor equivalente ao conserto de seu automóvel, alegando que
Marcos teria sido responsável pelo acidente, por dirigir acima da velocidade permitida. Julia informou, em
sua petição inicial, que não tinha interesse na designação de audiência de conciliação, inclusive porque já
havia feito contato extrajudicial com Marcos, sem obter êxito nas negociações. Julia deu à causa o valor de
R$ 1.000,00.
Marcos recebeu a carta de citação do processo pelo correio, no qual fora dispensada a audiência inicial de
conciliação, e procurou um advogado para representar seus interesses, dado que entende que a
responsabilidade pelo acidente foi de Julia, que estava dirigindo embriagada, como atestou o boletim de
ocorrência, e que ultrapassou o sinal vermelho. Entende que, no pior cenário, ambos concorreram para o
acidente, porque, apesar de estar 5% acima do limite de velocidade, Julia teve maior responsabilidade, pelos
motivos expostos.
Aproveitando a oportunidade, Marcos pretende obter de Julia indenização em valor equivalente ao que
dispendeu pelo conserto do veículo. Marcos não tem interesse na realização de conciliação.
Na qualidade de advogado(a) de Marcos, elabore a peça processual cabível para defender seus interesses,
indicando seus requisitos e fundamentos, nos termos da legislação vigente. Considere que o aviso de
recebimento da carta de citação de Marcos foi juntado aos autos no dia 04/02/19 (segunda-feira), e que não
há feriados no mês de fevereiro.
Respostas
Gabarito OAB:
Peça Processual: Contestação (art. 335 do CPC) com reconvenção (art. 343 do CPC).
Prazo: 15 dias úteis (art. 219 do CPC) a partir da juntada do AR relativo à carta de citação (art. 335 e art.
231, inciso I, CPC) dia 25/02/19.
Endereçamento: 8ª Vara Cível da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro - processo nº 111.
Defesa: Preliminar – Incorreção do valor da causa, que deve corresponder ao proveito econômico
pretendido por Julia, nos termos do art. 292, inciso V, do CPC (ou seja, R$ 40.000,00). Mérito da
contestação, deverá indicar como os fatos ocorreram, defendendo a ausência de responsabilidade pelo
acidente, porque não praticou ilícito (art. 927 e Art. 186 do Código Civil), imputando à Julia a
responsabilidade exclusiva pelo acidente. Subsidiariamente, deve defender a responsabilidade
concorrente de Julia (art. 945 do CC) + Reconvenção, deverá reiterar a responsabilidade de Julia, e
demonstrar os prejuízos sofridos com o conserto de seu veículo, comprovando-o com notas fiscais e
comprovantes de pagamento dos R$ 30.000,00, para comprovar a extensão do dano (art. 944 do Código
Civil).
Pedidos: Improcedência do pedido de Julia, ou subsidiariamente, o reconhecimento de culpa
concorrente, reduzindo-se o valor da indenização. Deve requerer também a procedência do pedido
reconvencional + provas + valor da causa da reconvenção R$ 30.000,00.
Processo n° [...]
JORGE, nacionalidade [...], estado civil [...], empresário, CPF [...], endereço físico [...], e-mail [...], por seu
advogado [...], OAB/UF [...], endereço físico [...], e-mail [...], vem, respeitosamente, à presença de Vossa
Excelência, com fundamento no artigo 335 do Código de Processo Civil, oferecer CONTESTAÇÃO, conforme
segue:
DOS FATOS
O réu delegou poderes gerais para o autor gerir seus imóveis conforme contrato (doc...), de modo a extrair
os melhores resultados financeiros na administração dos bens. Estipulou-se que, a cada operação de gestão
que resultasse lucrativa, o outorgado teria direito à remuneração de 5% sobre a receita gerada. Contudo, o
autor decidiu vender um apartamento do autor e Maria comprou pelo preço apenas 10% abaixo do mercado,
colocando-se à disposição para o pagamento à vista, no valor de R$ 1.000.000,00.
O autor, então, em nome do réu, firmou, com Maria, instrumento particular de compromisso de compra e
venda, recebendo um sinal de R$ 20.000,00. Ato contínuo, comunicou o réu acerca da transação finalizada,
informando que irá transferir o valor da venda, com a dedução de sua remuneração, compensando os valores.
Revoltado, o réu esbravejou e acusou o autor de prometer a venda de um imóvel que não era para ser
alienado, ressaltando que os poderes que lhe foram outorgados não abrangiam o direito de alienar imóveis.
Então, o réu, pediu que desfizesse o negócio, deixando claro que o autor não tinha poderes para vender seus
imóveis, uma vez que não tem interesse em se desfazer deles.
O autor aceitou a crítica, comunicando que conseguiu desfazer a operação contratual com Maria, contudo,
acredita que é devido o valor de 5% da venda (R$ 50.000,00), pelo esforço despendido, fazendo incidir a
cláusula de remuneração. O autor afirma, ainda, que teve de devolver o sinal, em dobro, totalizando R$
40.000,00 e solicitou, assim, o depósito de R$ 90.000,00 em sua conta.
Indignado, o réu não efetuou o pagamento, revogou os poderes concedidos a Miguel. Agora, o réu recebe
mandado de citação da, para integrar o polo passivo da Ação de Cobrança movida pelo autor.
DA DEFESA DE MÉRITO
O réu, mandante, outorgou apenas poderes gerais para o autor, ora mandatário, gerir seus imóveis. É certo
que a representação se limitava aos poderes de administração, como delimita o art. 661, caput, do Código
Civil, o qual prevê expressamente que para alienar depende a procuração de poderes especiais e expressos,
razão pela qual a ausência de tais poderes – especiais e expressos – importa exercício exorbitante do
mandato.
O réu não emitiu ratificação, expressa ou tácita, trata-se de negócio jurídico ineficaz perante o mandante,
proprietário do imóvel. Logo, da mesma forma, o art. 662 do Código Civil prevê que os atos praticados por
quem não tenha poderes suficientes são ineficazes em relação àquele em cujo nome foram praticados, salvo
se os ratificar.
DOS PEDIDOS
Diante do exposto, requer a improcedência de todos pedidos da inicial, condenando o autor no ônus
sucumbencial.
DAS PROVAS
Nestes termos,
Pede Deferimento.
Local e data.
ADVOGADO – OAB/UF
Questão (RESPONDER EM CASA PARA A PRÓXIMA AULA)
José sofreu danos materiais em decorrência da queda de um pote de vidro lançado na unidade 61 do
Condomínio Capivara, de titularidade de Aldinir.
A vítima foi imediatamente ao hospital e teve danos em seu veículo enquanto era atendido na recepção do
hospital. Sabe-se que dano foi causado pelo motorista do hospital sob a justificativa que José teria
estacionado seu veículo irregularmente.
O lapso temporal sem possibilidade de exercer sua função como caminhoneiro autônomo trouxe prejuízos
pela inexecução dos contratos já negociados importando grave crise financeira, carecendo de ajuda de
familiares a amigos para compra de alimentos básicos.
José ingressou com ação contra o Condomínio que tramita pela 2ª Vara Cível do Rio de Janeiro alegando que
todos os prejuízos são decorrentes da queda do pote de vidro.
O mandado de citação foi juntado nos autos no dia 6 de setembro e José pleiteia: R$ 50.000,00 mil reais a
título de danos morais; prejuízo no veículo de R$ 20.000,00, além dos gastos com remédios e curativos no
valor de R$ 10.000,00. O valor da causa é de R$ 100.000,00 com a juntada do único documento nos autos
uma procuração não assinada.
Como advogado do réu, apresente a peça processual adequada a ser protocolada no último dia.
1) O que é reconvenção?
2) É possível só reconvir sem contestar?
3) É possível reconvenção contra terceiro?
4) É possível reconvenção à reconvenção? Qual o prazo para reconvir?
5) O que é conexão?
6) É necessário conexão entre as causas?
7) Competência da reconvenção?
8) Recolher custas na reconvenção?
9) Revelia de fatos e direito?
10) O revel pode intervir no processo?
11) O que é réplica?
12) O que é ação de natureza dúplice?
OBJETIVOS DA AULA
Art. 354. Ocorrendo qualquer das hipóteses previstas nos arts. 485 e 487, incisos II e III, o juiz proferirá
SENTENÇA.
Parágrafo único. A decisão a que se refere o caput pode dizer respeito a apenas PARCELA do processo, caso
em que será impugnável por agravo de instrumento.
Art. 485 – Julgamento sem mérito (pode entrar com nova ação idêntica)
II - o processo ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes;
III - por não promover os atos e as diligências que lhe incumbir, o autor abandonar a causa por mais de 30
(trinta) dias;
VII - acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral reconhecer sua
competência;
VIII - homologar a desistência da ação;
IX - em caso de morte da parte, a ação for considerada intransmissível por disposição legal; e
Observações:
Artigos 485 e 487: Quando o juiz julga o processo, a sentença será com ou sem resolução de mérito
e o mesmo dará fim ao processo.
Provas no processo: Caso sejam necessárias provas, deverá produzi-la e o processo segue
normalmente (julga parte e depois segue para produzir provas, para julgar a outra parte
remanescente). Caso tenham erros, deve-se corrigir primeiro para seguir. Caso as provas não sejam
necessárias, põe fim a sentença. Caso seja fim insanável, põe fim ao processo também.
Art. 355. O juiz julgará ANTECIPADAMENTE o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, quando:
II - o réu for REVEL, ocorrer o efeito previsto no art. 344 e NÃO HOUVER requerimento de prova, na forma
do art. 349.
Causa madura: Já está pronto para julgar, não precisa de produção de provas.
Responsabilidade do juiz: O juiz tem a obrigação de encerrar o processo, tendo em vista que neste
momento já pode julgar ou extinguir.
Nulidade de provas: Neste exemplo acima, não teve instrução de julgamento, perícia e nenhuma
prova depois da réplica. Caso esteja insatisfeito, faz-se a nulidade até o momento em que produzir
a prova (refaz a audiência de instrução e julgamento).
Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou parcela deles:
I - mostrar-se incontroverso; OU II - estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355.
ATENTE: Decisão proferida com base neste artigo é impugnável por agravo de instrumento.
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Observações
Artigo 356 (Não é LIMINAR): Obrigatoriamente deve ter dois ou mais pedidos, caso tenha somente
um pedido, aplicamos o artigo 355.
Ausência de produção de provas: Não há necessidade de provas, o juiz julga a sentença que se
encerra no processo. A produção de provas nasce apenas quando aparecer divergência.
Alegações finais: Se teve prova antes da sentença, o juiz deve dar prazo para as partes se
manifestarem, não teve causa madura.
Obrigação do réu: Oferecer resistência.
LIMINAR X SENTENÇA
Liminar → Pode mudar até o momento da sentença. Quando proferida, tem força de ter “acabado” com
o processo.
Sentença → Não pode mudar.
Agravo de instrumento (recurso) → Ocorre quando o pedido foi 99% ou menos analisado pelo juiz, ainda
não encerrou os recursos. Exemplo: Imagine que o juiz ainda tenha deixado uma parte para julgar.
Sentença → Ocorre quando o pedido foi 100% analisado pelo juiz. Exemplo: Imagine que encerrou toda
a sua participação em todos os pedidos que foram julgados (apelação).
Neste exemplo, temos o item A e B. O juiz possui o papel de julgar cada item separadamente (incomum),
pois já existem provas (produz a prova e julga posteriormente). Imagine que ao longo do processo, o juiz põe
fim ao item B, havendo o prazo de 15 dias para recorrer. Dessa forma, senão entrar com recurso neste prazo,
o item B transitará em julgado. Caso o item B seja julgado, o item A segue para a produção de provas.
Entretanto, ao final do processo, o juiz não poderá jugar o item B, apenas o item A. Em conclusão, o item B
põe fim ao processo, enquanto o juiz deve observar a sucumbência. Se não tiver sucumbência, será embargos
de declaração. O princípio adotado se trata do “Princípio da Efetividade”, tendo em vista que o item B é
definitivo, não sendo possível alterá-lo.
Exemplo de Agravo de Instrumento
No exemplo passado pelo professor, na qual o enunciado havia vários réus, o juiz ainda não julgou todos os
fatos, sendo assim, se trata de um agravo de instrumento, diferentemente de uma sentença. No artigo 356
do Código de Processo Civil (CPC), podemos observar que o juiz põe fim ao processo e continua com a lógica
de produzir provas. Podemos observar na questão que a palavra “prossiga” nos traz a ideia de que ainda não
encerrou o processo.
Questão OAB
Silene ajuizou ação de divórcio, cumulada com pedido de fixação de alimentos, em face de Jonas. O juiz, em
sede de decisão de saneamento e organização do processo, entendeu que o pedido de divórcio estava apto
para julgamento e, no que se refere à pretensão de alimentos, determinou a produção de prova oral,
consistente em depoimento pessoal e prova testemunhal, bem como de prova documental suplementar.
Ato contínuo, por meio de decisão interlocutória, o juiz julgou procedente pedido de divórcio, determinou
o prosseguimento do processo para a fase instrutória em relação ao pedido de fixação de alimentos.
A decisão de julgamento do pedido de divórcio poderá ser impugnada por agravo de instrumento?
Só cabe apelação quando o juiz julgar 100% pedidos: Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as
decisões interlocutórias que versarem sobre: I - tutelas provisórias; II - mérito do processo;
Observação: Neste exemplo, encerrou apenas o divórcio, portanto, o recurso cabível será o agravo de
instrumento (julgou parte do processo, art. 356). Além disso, é importante lembrar que o tribunal pode mudar
a sentença de apelação e agravo de instrumento, os embargos de declaração são realizados apenas pelo juiz
(alimentos = apelação posteriormente).
Causa madura: É aquela que está completamente instruída e pronta para receber a sentença de mérito.
Art. 357. Não ocorrendo nenhuma das hipóteses deste Capítulo, deverá o juiz, em decisão de saneamento e
de organização do processo:
II - delimitar as questões de fato sobre as quais recairá a atividade probatória, especificando os meios de
prova admitidos;
III - definir a distribuição do ônus da prova, observado o art. 373;
Observações
Caso não seja nenhum caso, nem outro, será saneamento (precisão de provas)!
Toda pergunta tem que estar na decisão de saneamento para mostrar para o juiz a divergência, para
sanar a dúvida. Qual prova produzir?
Saneamento: O juiz verificará e/ou resolverá as questões processuais pendentes (art. 337 CPC).
Exemplo: Corrigir o valor da causa, completar as custas etc.; organizar o processo; sanar e
regularizar todos os problemas. Caso contrário, será sem resolução do mérito, tendo em vista que
se trata de uma questão processual. Após passar o saneamento, estabilizou a causa.
Ônus da prova: O juiz pode estabelecer a distribuição do ônus da prova. Existe ônus do autor e do
réu. Na decisão de saneamento, o juiz pode mudar a obrigação de um para o outro. Este processo
é chamado de “inversão do ônus da prova”.
FASES
Para a próxima aula: Responder as questões dos slides, fazer uma petição e uma linha do tempo
semelhante a extinção do processo. A linha do tempo valerá 1,0 se precisar de nota no final do semestre!