0% acharam este documento útil (0 voto)
36 visualizações59 páginas

ORTOPEDIA

O documento aborda a anatomia dos músculos do membro superior, dividindo-os em grupos como ombro, braço, antebraço e mão. Detalha a origem, inserção, inervação e ações de diversos músculos, incluindo peitoral maior, bíceps braquial e tríceps braquial. A descrição é técnica e voltada para o estudo da musculatura, essencial para a compreensão da função e movimento do membro superior.

Enviado por

Mayte Bertoli
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
36 visualizações59 páginas

ORTOPEDIA

O documento aborda a anatomia dos músculos do membro superior, dividindo-os em grupos como ombro, braço, antebraço e mão. Detalha a origem, inserção, inervação e ações de diversos músculos, incluindo peitoral maior, bíceps braquial e tríceps braquial. A descrição é técnica e voltada para o estudo da musculatura, essencial para a compreensão da função e movimento do membro superior.

Enviado por

Mayte Bertoli
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

OROPEDIA - MMSS

ANATOMIA MMSS
Os músculos do membro superior podem ser divididos para estudo, em: músculos do ombro, músculos do braço, músculos
do antebraço e músculos da mão.
Os grupamentos musculares anterior e posterior ligam o cíngulo do membro superior ao esqueleto axial; a única conexão
óssea ocorre na articulação esternoclavicular.

MÚSCULOS DO OMBRO INERVAÇÃO: Nervo axilar


AÇÃO: Adução, abdução até
MÚSCULO PEITORAL MAIOR 90º, rotação medial e rotação
Também pode ser lateral do braço
considerado como
músculo do tórax. Sua
descrição detalhada já
foi feita na sessão
dos músculos do tórax. MÚSCULO SUPRA-ESPINHAL
ORIGEM: Clavícula, É um músculo grosso,
manúbrio e corpo do externo; cartilagens costais da 2ª a bipeniforme, com formato
6ª e bainha do m. reto abdominal piramidal que ocupa toda a fossa
INSERÇÃO: Crista do tubérculo maior do úmero supra-espinhal da escápula.
INERVAÇÃO: Nervos peitorais mediais e laterais ORIGEM: Fossa supra-espinhal
Ação: Rotação medial, flexão e adução do braço INSERÇÃO: Tubérculo maior
INERVAÇÃO: Nervo Supra-
MÚSCULO PEITORAL MENOR escapular
Também considerado como músculo AÇÃO: Rotação lateral e
do tórax. Já descrito na sessão abdução até 90º do braço
dos músculos do tórax.
ORIGEM: 2ª a 5ª costelas MÚSCULO INFRA-ESPINHAL
INSERÇÃO: Processo coracóide da É plano, grosso e bipeniforme que
escápula adota um formato oblongotriangular.
INERVAÇÃO: Nervos peitorais Ocupa quase que toda a fossa infra-
mediais e laterais espinhal da escápula.
AÇÃO: Anteversão do membro superior e auxilia na ORIGEM: Espinha da escapula
inspiração forçada INSERÇÃO: Tubérculo maior
INERVAÇÃO: Nervo Supra-
escapular
MÚSCULO SUBCLÁVIO AÇÃO: Rotação lateral, adução e abdução do braço
Também considerado como
músculo do tórax. Já descrito na MÚSCULO REDONDO MENOR
sessão dos músculos do tórax. É cilíndrico e quadrangular. Fica
ORIGEM: 1ªcostela. situado na fossa infra-espinhal da
INSERÇÃO: Extremidade escápula, por baixo e por trás do
acromial da clavícula m. infra-espinhal. Em latim teres
INERVAÇÃO: Nervo subclávio minor.
AÇÃO: Estabiliza e abaixa a ORIGEM: Fossa infra-espinhal e
clavícula margem lateral da escápula
INSERÇÃO: Tubérculo maior
MÚSCULO SUBESCAPULAR INERVAÇÃO: Nervo axilar
É plano, grosso e triangular. Está AÇÃO: Rotação lateral e adução do braço
situado na fossa escapular, ele
passa pela face anterior MÚSCULO REDONDO MAIOR
da articulação do ombro para se É um músculo bastante robusto,
inserir no úmero. levemente aplanado. Fica localizado
ORIGEM: Face costal da escápula na borda axilar da escápula, recoberto
INSERÇÃO: Tubérculo menor do parcialmente pelo m. grande dorsal.
úmero Em latim teres major.
INERVAÇÃO: Nervo subescapular ORIGEM: Borda lateral e ângulo
AÇÃO: Rotação medial e adução do braço inferior da escapula
INSERÇÃO: Crista do tubérculo
MÚSCULO DELTÓIDE menor
É um músculo triangular formado por três porções. Está INERVAÇÃO: Nervo subescapular
situado imediatamente sob a pele, recobrindo a cabeça AÇÃO: Rotação medial e adução do
do úmero. braço
ORIGEM: Clavícula, acrômio e espinha da escapula
INSERÇÃO: Tuberosidade deltóidea

CAROL TEZOLIN 1
OROPEDIA - MMSS

MÚSCULO LATÍSSIMO DO DORSO MÚSCULOS POSTERIORES DO


Também considerado como
músculo do dorso. Foi descrito BRAÇO
detalhadamente na
sessão: músculos do dorso. MÚSCULO TRÍCEPS BRAQUIAL
ORIGEM: T6 a L5, sacro, crista Ocupa toda face posterior do braço. É
ilíaca e 3 ultimas costelas formado por três porções de origem
INSERÇÃO:Crista do tubérculo distintas que se unem em um tendão
menor comum para se inserir na ulna.
INERVAÇÃO: Nervo tóracodorsal ORIGEM: Tubérculo infraglenoidal,
AÇÃO: Adução, rotação medial e lábio glenoidal, face posterior do úmero
extensão do braço; adução da INSERÇÃO: Olecrano
escápula INERVAÇÃO: Nervo radial
AÇÃO: Adução e extensão do braço;
extensão do antebraço
MÚSCULOS ANTERIORES DO MÚSCULO ANCÔNEO
BRAÇO É um músculo plano e triangular situado
na face posterior do cotovelo. Parece ser
uma continuação do m. tríceps braquial.
MÚSCULO BÍCEPS BRAQUIAL ORIGEM: Epicôndilo lateral do úmero
É um músculo cilíndrico, fusiforme e INSERÇÃO: Face posterior da ulna
relativamente grosso. É formado por duas INERVAÇÃO: Nervo Radial
cabeças. Uma longa que se origina no AÇÃO: Extensão do antebraço
tubérculo supraglenoidal da escápula e
possui um tendão de origem maior e mais
fino. Outra curta que se origina do
processo coracóide da escápula e se
localiza medialmente a cabeça longa. As MÚSCULOS ANTERIORES DO
duas cabeças se unem em um único
tendão de inserção. ANTEBRAÇO
ORIGEM: Tubérculo supraglenoidal da
escápula e processo coracóide da escápula MÚSCULO PRONADOR REDONDO
INSERÇÃO: Tuberosidade do rádio É um músculo quadrangular que está situado no plano
INERVAÇÃO: Nervo musculocutâneo superficial da região anterior do antebraço.
AÇÃO: Abdução, rotação medial, anteversão do braço; ORIGEM: Epicôndilo medial do úmero e face medial da
adução, flexão e supinação do antebraço ulna
INSERÇÃO: 1/3 médio do rádio, lateralmente
INERVAÇÃO: Nervo mediano
MÚSCULO CORACOBRAQUIAL AÇÃO: Flexão e pronação
É plano, relativamente curto.
Está recoberto pelo m. peitoral
maior na região axilar anterior e
cruza posteriormente o m. bíceps
braquial ao caminhar para o
úmero.
ORIGEM: Processo coracóide
da escápula
INSERÇÃO: Úmero, distal a
crista do tubérculo maior
INERVAÇÃO: Nervo musculocutâneo
AÇÃO: Rotação medial, aduçã o e anteversão do braço
MÚSCULO FLEXOR RADIAL DO CARPO
MÚSCULO BRAQUIAL É um músculo plano, largo e
Tem formato plano de características semipeniforme. Está situado entre o m.
fusiformes. Fica recoberto pelo m. bíceps pronador redondo e o m. palmar longo.
braquial na região anterior do braço. ORIGEM: Epicôndilo medial
ORIGEM: Terço médio do úmero INSERÇÃO: II metacarpiano
INSERÇÃO: Tuberosidade da ulna INERVAÇÃO: Nervo mediano
INERVAÇÃO: Nervo musculocutâneo AÇÃO: Flexão, pronação e abdução da
AÇÃO: Flexão do antebraço mão

CAROL TEZOLIN 2
OROPEDIA - MMSS

MÚSCULO PALMAR LONGO MÚSCULO PRONADOR QUADRADO


É um músculo fusiforme, estreito, situado Como o nome já diz é um músculo de formato
superficialmente na face anterior do quadrangular. Está situado no plano muscular mais
antebraço. profundo desta região, próximo a articulação radioulnar
ORIGEM: Epicôndilo medial do úmero distal.
INSERÇÃO: Aponeurose palmar ORIGEM: Quarto distal da margem anterior da ulna
INERVAÇÃO: Nervo mediano INSERÇÃO: Quarto distal da margem anterior do rádio
AÇÃO: Flexão palmar INERVAÇÃO: Nervo interósseo anterior
AÇÃO: Pronação

MÚSCULO FLEXOR SUPERFICIAL DOS DEDOS


É plano, fusiforme na porção lateral e
peniforme na porção medial. Está
localizado na 2º camada muscular da
região anterior do antebraço.
ORIGEM: Epicôndilo medial do úmero e
face anterior do rádio MÚSCULOS LATERAIS DO
INSERÇÃO: Falanges médias do 2º ao
5º dedo
ANTEBRAÇO
INERVAÇÃO: Nervo mediano
AÇÃO: Flexão, abdução e adução dos MÚSCULO BRAQUIORRADIAL
dedos É plano, amplo em sua parte
proximal e vai se afinando ao
dirigir-se para o punho. È o
MÚSCULO FLEXOR ULNAR DO CARPO músculo mais superficial da região
É um músculo plano que se estende lateral do antebraço.
superficialmente pela face antero-lateral ORIGEM: Crista supracondilar do
de todo o antebraço. úmero
ORIGEM: Epicôndilo medial do úmero e INSERÇÃO: Processo estilóide do
olecrano rádio
INSERÇÃO: Pisiforme, dos do V INERVAÇÃO: Nervo radial
metacarpiano e hamato AÇÃO: Flexão, pronação e
INERVAÇÃO: Nervo ulnar supinação da mão
AÇÃO: Flexão e abdução da mão
MÚSCULO EXTENSOR RADIAL LONGO DO CARPO
É um músculo curto e fusiforme que possui um
MÚSCULO FLEXOR PROFUNDO DOS DEDOS grande tendão. Está situado parcialmente
É um músculo fusiforme que se divide abaixo do m. braquiorradial.
em quatro tendões. Está recoberto pelo ORIGEM: Úmero
m. superficial dos dedos. Sua INSERÇÃO: Base do II metacarpiano
visualização requer ressecção das INERVAÇÃO: Nervo radial
camadas musculares superficiais. AÇÃO: Flexão, pronação e supinação da mão
ORIGEM: Face anterior da ulna e
membrana interóssea
INSERÇÃO: Falange distal do 2º ao 5º
dedo
INERVAÇÃO: Nervo ulnar e Nervo
mediano
AÇÃO: Flexão palmar e adução da mão
MÚSCULO EXTENSOR RADIAL CURTO DO CARPO
É plano e carnoso, situado na transição da
MÚSCULO FLEXOR LONGO DO POLEGAR região lateral para posterior do antebraço.
Está situado no mesmo plano muscular do ORIGEM: Epicôndilo lateral do úmero
m. flexor profundo dos dedos. Ele é INSERÇÃO: Base do III metacarpiano
peniforme e possui formato triangular. INERVAÇÃO: Nervo radial
ORIGEM: Epicôndilo medial e face anterior AÇÃO: Dorso flexão e abdução da mão
do rádio
INSERÇÃO: Falange distal do polegar
INERVAÇÃO Nervo medial
AÇÃO: Flexão palmar e adução da mão

CAROL TEZOLIN 3
OROPEDIA - MMSS

MÚSCULOS DORSAIS DO MÚSCULO EXTENSOR DO INDICADOR


É um músculo fusiforme e bastante
ANTEBRAÇO estreito. Está situado medialmente ao m
extensor longo do polegar.
MÚSCULO EXTENSOR DOS DEDOS ORIGEM: Face posterior da ulna
É largo e fusiforme, se divide em quatro INSERÇÃO: Aponeurose dorsal do
tendões ao se aproximar do punho. Está indicador
situado no plano superficial da face INERVAÇÃO: Nervo radial
posterior do antebraço. AÇÃO: Extensão do indicador
ORIGEM: Epicôndilo lateral do úmero
INSERÇÃO: Aponeurose do 2º ao 5º dedo
INERVAÇÃO: Nervo radial
AÇÃO: Extensão e dorso flexão dos dedos
MÚSCULO ABDUTOR LONGO DO POLEGAR
É um músculo fusiforme, está situado na
margem lateral da face posterior do
antebraço.
MÚSCULO EXTENSOR DO DEDO MÍNIMO ORIGEM: Face posterior da ulna
É um músculo plano e estreito que fica INSERÇÃO: Base do I metacarpiano
situado medialmente ao m. extensor INERVAÇÃO: Nervo radial
dos dedos. Por vezes suas fibras se AÇÃO: Abduç ão do polegar e da mão
confundem com as fibras desse
músculo.
ORIGEM: Epicôndilo lateral do úmero
INSERÇÃO: Aponeurose dorsal do 5º
dedo
INERVAÇÃO: Nervo radial MÚSCULO EXTENSOR CURTO DO POLEGAR
AÇÃO: Extensão e dorso flexão do Está situado medialmente ao m.
dedo mínimo abdutor longo do polegar. Suas
fibras correm paralelamente às
MÚSCULO EXTENSOR ULNAR DO CARPO fibras deste músculo.
É um músculo fusiforme que fica situado ORIGEM: Face posterior do rádio
medialmente ao m. extensor do dedo INSERÇÃO: Falange proximal do
mínimo. polegar
ORIGEM: Epicôndilo lateral do úmero e face INERVAÇÃO: Nervo radial
posterior da ulna AÇÃO: Extensão do polegar e
INSERÇÃO: Face dorsal do V metacarpiano abdução da mão
INERVAÇÃO: Nervo radial
AÇÃO: Extensão, dorso flexão e abdução
da mão
MÚSCULOS DA MÃO
REGIÃO HIPOTENAR

MÚSCULO SUPINADOR MÚSCULO PALMAR CURTO


É plano, quadrangular e está situado no É quadrangular e plano. Está localizado
plano profundo da região posterior do no bordo ulnar da aponeurose palmar.
antebraço. Recobre o terço proximal do ORIGEM: Aponeurose palmar
rádio como uma faixa. INSERÇÃO: Pele da eminência
ORIGEM: Epicôndilo lateral do úmero hipotênar
INSERÇÃO: Face anterior do rádio INERVAÇÃO: Nervo ulnar
INERVAÇÃO: Nervo radial AÇÃO: Extensão da pele da palma da
AÇÃO: Supinação mão

MÚSCULO EXTENSOR LONGO DO POLEGAR MÚSCULO ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO


É um músculo fusiforme, localizado no É plano e oblongo. Fica situado na
plano profundo da região posterior do borda lateral da região hipotênar.
antebraço e que fica recoberto pelo m. ORIGEM: Retináculo dos flexores e
extensor dos dedos. osso pisiforme
ORIGEM: Face posterior da ulna INSERÇÃO: Aponeurose dorsal do 5º
INSERÇÃO: Falange distal do polegar dedo
INERVAÇÃO: Nervo radial. INERVAÇÃO: Nervo ulnar
AÇÃO: Abdução, adução e extensão AÇÃO: Oponência, extensão e
do polegar abdução do dedo mínimo

CAROL TEZOLIN 4
OROPEDIA - MMSS

MÚSCULO FLEXOR CURTO DO DEDO MÍNIMO MÚSCULO ADUTOR DO POLEGAR


É um músculo que não esta É triangular e plano. Está situado no
presente em todos os indivíduos. plano profundo e possui duas porções.
ORIGEM: Retináculo dos flexores Uma transversa e outra oblíqua.
INSERÇÃO: Falange proximal do 5º ORIGEM: Capitato e base do II
dedo metacarpiano
INERVAÇÃO: Nervo ulnar INSERÇÃO: Ossos sesamóides e
AÇÃO: Oponência, flexão e falange proximal do polegar
abdução do dedo mínimo INERVAÇÃO: Nervo ulnar
AÇÃO: Adução, oponência e flexão do
polegar
MÚSCULO OPONENTE DO DEDO MÍNIMO
Extremamente fino, está coberto REGIÃO MEDIANA
parcialmente pelo m. abdutor do dedo
mínimo. MÚSCULOS LUMBRICAIS
ORIGEM: Retináculo dos flexores São quatro finos feixes musculares localizados entre os
INSERÇÃO: Face ulnar do V tendões do m. flexor profundo dos dedos.
metacarpiano ORIGEM: Tendões do m. flexor
INERVAÇÃO: Nervo ulnar profundo dos dedos
AÇÃO: Oponência INSERÇÃO: Aponeurose dorsal
dos II a V dedos
INERVAÇÃO: Nervo mediano (I
REGIÃO TENAR e II) e ulnar (III e IV)
AÇÃO: Flexão, abdução e
MÚSCULO ABDUTOR CURTO DO POLEGAR extensão dos dedos
Plano e delgado, ele é o músculo
mais superficial da região tênar
da mão. MÚSCULOS INTERÓSSEOS PALMARES
ORIGEM: Retináculo dos flexores São três pequenos músculos planos e
INSERÇÃO: Ossos sesamóides triangulares situados na camada mais
e falange proximal do polegar profunda da face palmar da mão, sobre
INERVAÇÃO: Nervo mediano a face palmar dos metacarpos que estão
AÇÃO: Abdução e flexão do entre eles.
polegar ORIGEM: II, IV e V metacarpiano
INSERÇÃO: Aponeurose dorsal dos II,
IV e V dedos
INERVAÇÃO: Nervo ulnar
MÚSCULO FLEXOR CURTO DO POLEGAR AÇÃO: Flexão adução e extensão dos
É quadrangular e composto de duas dedos
porções. Uma mais superficial, com
origem no retináculo dos flexores e MÚSCULO INTERÓSSEO DORSAL
outra mais profunda que se origina São quatro músculos bipeniformes
do I metacarpiano. situados na face dorsal dos espaços
ORIGEM: Retináculo dos flexores, intermetacarpianos.
capitato, trapézio trapezóide e base ORIGEM: I e V metacarpianos
do I metacarpiano INSERÇÃO: Aponeurose dos II a IV
INSERÇÃO: Ossos sesamóides e dedos
falange proximal do polegar INERVAÇÃO: Nervo ulnar
INERVAÇÃO: Nervo mediano e nervo ulnar AÇÃO: Flexão, abdução e extensão
AÇÃO: Oponência, adução e flexão do pol egar dos dedos

MÚSCULO OPONENTE DO POLEGAR


É um músculo plano e quadrangular,
está recoberto pelo m. abdutor do
polegar e oponente do polegar.
ORIGEM: Retináculo dos flexores e
trapézio
INSERÇÃO: I metacarpiano
INERVAÇÃO: Nervo mediano e nervo
ulnar
AÇÃO: Oponência e adução do
polegar

CAROL TEZOLIN 5
OROPEDIA - MMSS

PACIENTE POLITRAUMATIZADO
CONCEITOS EM TRAUMATOLOGIA ORTOPÉDICA

• Paciente com graves lesões, problema de saúde publica, mortes imediatas/ precoces (jovens)/ tardias
• Trabalhar na prevenção, diminuir a velocidade, aumentar a fiscalização, combate ao consumo de bebidas alcoólicas
• Traumatismo: é a lesão resultante do contato entre um agente traumático de qualquer origem sobre nossos órgãos ou
tecidos

Tipos de agentes: mecânicos, físicos, químicos, biológicos


• Mecânicos: perfurantes (FAF), pérfuro-cortantes (faca), cortantes, contundentes (paulada), pérfuro-cortantes, expansivos e
compressivos

LESÕES FUNDAMENTAIS
Contusão, entorse, distensão muscular, ruptura ligamentar, ruptura de tendão, ruptura muscular, luxação, fratura (vários tipos, fechadas
ou expostas)

CONTUSÃO
• Resultado de trauma direto na pele
• Clínica: dor, edema, equimose, hematoma (reabsorvido com o tempo ou precisa fazer
drenagem)
• Tratamento
• Exame: clínico, físico, complementar (US, Rx)
• Reabsorção do hematoma: gelo, AINH, analgésicos, repouso (só imobilização ou
repouso em casa também), carga reduzida
• Gelo: é a primeira coisa a se fazer após um trauma (vasoconstrição, diminuir
reação inflamatória), nunca botar o gelo diretamente na pele (usar plástico, pano,
lenço), após 48 horas o gelo pode ser substituído por calor

ENTORSE
• Conjunto de alterações anatomopatológicas e clínicas causadas numa
articulação por movimento brusco que ultrapassa os limites normais desta
articulação; rompe ou distende os ligamentos e passa do arco de movimento
normal da articulação.
• Mais frequente no joelho, tornozelo e dedos. Frequente em esportes marciais e
radicais, mas também acontece no dia a dia, salto alto, dança.
• Ocorre de posterior para anterior
• Lesões ligamentares
• Grau I: lesão leve com ruptura de poucas fibras (edema e dor por uma a duas semanas; imobilização por alguns dias,
gelo)
• Grau II: lesão moderada com maior número de fibras rotas (imobilizado por 20 a 30 dias)
• Grau III: entorse grave com ruptura de um ou mais ligamentos (às vezes necessita ser reconstruído)
• Na mão, a ruptura de ligamento mais comum é o ligamento metacarpo-falangiano (lado ulnar do polegar)
• Entorse: lesão parcial ligamentar, lesão cápsula articular
• Pode ser por trauma direto ou indireto
• Articulações mais lesadas: tornozelo e dedos da mão
• Tratamento: gelo, imobilização (funciona como analgésicos), AINH
• Grau de entorse: I, II, III (grau III tem a ruptura total do ligamento, com
sangramento que pode virar hematoma se não for drenado, hematoma
pode virar fibrose que pode limitar o movimento, retirar a imobilização
após 2-3 semanas para começar a movimentar e diminuir dor)

DISTENSÃO MUSCULAR
• São rupturas musculares incompletas causadas por tração no sentido longitudinal (frequente na lombar, inguinal, coxa,
panturrilha)
• Normalmente o músculo não está preparado para aguentar a força do movimento
• Tratamento: repouso, AINH, crioterapia/termoterapia

RUPTURA TENDINOSA
• Tendão de Aquiles é o mais frequente rompido (pode-se utilizar o plantar delgado para reconstruí-lo)
• Ruptura cabo longo do bíceps: Popaye
• Cabo longo do bíceps se insere no tubérculo supra glenoidal; o cabo longo do tríceps (antagonista) se insere no tubérculo infra
glenoidal.

CAROL TEZOLIN 6
OROPEDIA - MMSS

RUPTURA LIGAMENTAR
• Lesão de ligamento por trauma de grande energia (entorse grave)
• Clínica: dor, edema, stress, sinal da gaveta
• Tratamento: conservador ou cirúrgico
• Tempo de cicatrização de um ligamento: 5-6 semanas
• Deve aos poucos ir recuperando o arco de movimento

RUPTURA MUSCULAR
• Rompe totalmente
• Causa hematoma
• Tratamento:
• Conservador (geralmente) - ex: sartório em jogadores de futebol, tríceps
• Cirúrgico - ex: antebraço (reconstruir para recuperar a função normal)

LUXAÇÃO
• Perda permanente de contato entre a superfícies articulares
• Entorse é tão grave que as superfícies articulares perdem totalmente o contato, gera uma
deformidade (ex: cotovelo, joelho)
• Luxação de joelho pode fazer um tromboembolismo; risco de perder a perna; deve-se
chamar um cirurgião vascular, é uma lesão importante com consequências graves
• Luxação de cotovelo: passam no cotovelo o nervo mediano, nervo ulnar e artéria braquial
(se bifurcará em radial e ulnar)
• Clínica: dor, impotência funcional, deformidade
• Complicações
• Rigidez articular
• Calcificações: tratamento inadequado, redução tardia, manobras incorretas,
massagens, movimentos forçados
• Toda luxação é emergência
• Redução deverá ser urgente
• Deve-se fazer manobras delicadas
• Imobilizar articulação para cicatrização da cápsula e ligamentos
• Obs: instabilidade ligamentar pode contribuir reincidência de luxação de ombro (articulação fica frouxa). Pode voltar para o
lugar facilmente por manobra de tração e contra-tração; pode também voltar para o lugar sozinho em minutos se o paciente
deitar de barriga para baixo e segurar um peso de 3-5 kg.

SUBLUXAÇÃO
• Não existe congruência entre as superfícies articulares, mas a perda de
contato não é total
• É um conceito mais teórico, na prática está luxado ou não está luxado
• A subluxação dá mais dor que uma luxação, pois a cápsula está sob tensão
• Exemplo: subluxação de articulação interfalangiana
• Tendão que se insere na base da falange média: flexor superficial dos
dedos
• Tendão que se insere na base da falange distal: flexor profundo dos dedos
• Obs: os flexores e pronador saem do epicôndilo medial. Os extensores e
supinadores saem na região do epicôndilo lateral

FRATURAS
• Perda na continuidade da substância óssea
• Imobilizar até chegar em um centro de referência
• Quanto maior a fratura, maior a chance de ter lesão interna – pode ocorrer
síndrome compartimental (parestesia, cianose, extravasa muito líquido,
necrose de tecidos, gangrena, deformidades...)
• Várias formas: simples ou cominutiva (vários pedaços)
• Segmentar, patológica (metástases, tumores ósseos), de stress (ex:
quando alguém corre muito faz fratura de tíbia; atletas fazem fraturas
de stress, soldado marchando muito, bailarina saltando
repetidamente), exposta, galho verde (em crianças; osso deforma,
mas não quebra totalmente), oblíquas, transversais (trauma direto),
espiral/helicoidal (torção óssea)
• Pode fazer lesão de partes moles
• Se a energia for grande pode fazer lesão e necrose muscular, a qual vai ser
liberada pelos rins. Pode fazer mioglobinúria e causar uma insuficiência renal

CAROL TEZOLIN 7
OROPEDIA - MMSS

• Diagnóstico: história, exame físico (VAS, deformidade, hemorragia,


choque), Rx
• Tratamento: conservador ou cirúrgico (dependendo do grau de
deformidade e instabilidade)
• Metacarpofalaginana em 90º e interfalangianas em 180º = imobilização
correta da mão
• Consolidação: mão (4 semanas), antebraço (6-8 semanas), úmero (8
semanas), fêmur (6 meses); depende da fratura; mínimo de 30-45 dias
• Fratura de galho verde: fratura do periósteo, ocorre muito em criança em crescimento (leve girada
para o lado contrario e imobilização)
• Fraturas do metacarpo: soco na parede
• Fratura da base do osso metacarpal do polegar: redução com imobilização resolve – uso de fio de
Kirchner

FRATURAS EXPOSTAS
• Fratura em que há uma ruptura na pele e nos
tecidos subjacentes, permitindo a comunicação
do exterior com o osso
• Ate 6h tem risco de infecção – se torna uma
urgência e emergência
• São potencialmente contaminadas
• Deve-se lavar bem
• Cirúrgico
• Usar antibiótico
• Fases: fratura, hematoma, formação de fibrose e
consolidação
• Classificação de gustillo e anderson

OUTROS TERMOS ORTOPÉDICOS


• RUPTURA MUSCULAR: lesões traumáticas causadas por mecanismos diretos ou indiretos. Causa hematoma
• ANQUILOSE: perda da mobilidade articular decorrente da evolução natural de uma doença ou trauma
• ARTRITE: processo inflamatório que acomete uma articulação
• ARTROSE: processo degenerativo que acomete as articulações, caracterizado pela diminuição do espaço articular, esclerose
subcondral, cistos subcondrais e osteófitos marginais
• NEUROPRAXIA: lesão de um nervo periférico que causa uma perda de função de grau variável, mas de retorno espontâneo
• NEUROTMESE: lesão completa de um nervo sem resolução espontânea
• REDUÇÃO: manobra que permite o alinhamento de um osso com fratura e desvio ou uma luxação
• Redução cruenta: redução a foco aberto -> acesso cirúrgico
• Redução incruenta: redução a foco fechado
• TRAÇÃO: aplicação de uma forca constante para estabilização inicial de fraturas de ossos longos. Auxilia na redução no
momento da intervenção definitiva, pois relaxa as partes moles. Pode ser feita tração esquelética ou cutânea, dependendo do
osso
• Tração cutânea: peso máximo de 4,5kg
• Tração esquelética: peso máximo de até 20% do peso corporal do paciente

CAROL TEZOLIN 8
OROPEDIA - MMSS

SEMIOLOGIA ORTOPÉDICA
PLANOS ANATÔMICOS

OMBRO
• Articulações: escapulocostal, acromiclavicular,
glenoumeral, acromiumeral
• Musculatura do manguito, inervação, onde vai passar
o plexo braquial, cabo longo do bíceps
• Ligamentos coracoclaviculares: trapezoide e coroide –
ruptura gera o sinal da tecla (clavícula desce e sobe
na volta durante a palpacaoo) MOVIMENTOS DO OMBRO
• Manguito rotador: subescapular, supra e infraespinhal FLEXÃO:
(inervados pelo supraescapular ramo da raiz do plexo • Deltóide anterior: a parte anterior ajuda
braquial) REDONDO MENOR na flexão (até uns 60º), abdução (até uns
• Deltoide inervado pelo axilar 60-70º) e ajuda na extensão. Acima
• Região posterior inervada pelo radial e braço peloo disso quem faz o movimento é o supra
musculocutaneo espinhal
• Coracobraquial: ajuda na flexão

EXTENSÃO
• Grande dorsal
• Redondo maior
• Deltóide posterior Deltoide Anterior não participa da extensão.

ABDUÇÃO
• Deltóide médio
• Supra espinhoso

ADUÇÃO
• Peitoral maior
(anterior)
• Grande dorsal
(posterior)

ROTAÇÃO EXTERNA
• Infraespinhoso
• Redondo maior

ROTAÇÃO INTERNA
• Subescapular
• Peitoral maior
• Grande dorsal

ELEVAÇÃO DA ESCÁPULA
• Trapézio
• Elevador da escápula

CAROL TEZOLIN 9
OROPEDIA - MMSS

TESTES ESPECIAIS DO OMBRO AVALIAÇÃO DE INSTABILIDADE


• TESTE DE ROCKWOOD: para avaliar instabilidade,
SÍNDROME DO IMPACTO – bursite – lesão do supra esp. como por frouxidão ligamentar, sensação de que o
ombro vai sair fora do lugar;
• TESTE DE NEER: com uma das mãos bloqueia a
escápula e ergue o braço – paciente refere dor do
impacto (dor na articulação acromioclavicular)

• TESTE DA GAVETA ANTERIOR: testa instabilidade

• TESTE DE HAWKINGS-KENNEDY: paciente segura


a mão em cima e faz-se força contra a resistência (dor
quando bate no acrômio)
COTOVELO
• Articulação tipo dobradiça ou gínglimo; tipo sinovial
(cabeça do rádio e ulna com o úmero).
• Em crianças a cabeça do rádio pode sair da
articulação (puxar a criança pelo braço): se sair do
lugar pode voltar se fizer uma manobra onde se
segura o braço e faz-se a prono-supinação do
antebraço
• Epicôndilos: anterior tem a artéria braquial e nervo
mediano; posterior tem o nervo ulnar; saem a
AVALIAÇÃO MAGUITO musculatura extensora e flexora do antebraço
• TESTE DE JOBE: testa supra espinhoso (elevação
com rotação interna – polegar para baixo, fazendo
contra resistência o braço lesado cai)

• TESTE DE GERBER: rotação externa, testa


subescapular

• TESTE DO INFRA-ESPINHAL DE PATTE: testa o


infra espinhal, na rotação externa com elevação
contra resistência gera dor

CAROL TEZOLIN 10
OROPEDIA - MMSS

MOBILIDADE DO COTOVELO
FLEXÃO
MÃO E PUNHO
• Analisar deformidades, cistos (cistos de tendão podem
• Braquial: inervado pelo n musculocutâneo
“prender o dedo” ou gerar parestesia)
• Bíceps: n musculocutâneo
• N mediano
EXTENSÃO • Proeminências do rádio e ulna
• Tríceps: n radial

INERVAÇÃO:
• Região posterior do MMSS= n radial;
• Deltóide= n axilar;
• Parte anterior do braço= n musculocutâneo;
• Antebraço e mão: parte radial = mediano, parte medial
= ulnar

TESTES ESPECIAIS DO COTOVELO

SINAL DE TINEL
• Nervo ulnar é posterior (nervo do choque no cotovelo):
percussão do nervo ulnar entre o olecrano e o
epicôndilo medial; é positivo se houver formigamento
na região de inervação do nervo ulnar

COTOVELO DO TENISTA: EPICONDILITE LATERAL

• TESTE DE COZEN: cotovelo a 90º, faz extensão


contra resistência. Dor no epicôndilo

• TESTE DE MIL: com cotovelo estendido, paciente


deve manter punho em dorsiflexão contra resistência.
Dor no epicôndilo

COTOVELO DO GOLFISTA: EPICONDILITE MEDIAL

CAROL TEZOLIN 11
OROPEDIA - MMSS

DEFORMIDADE EM BOUTONNIÈRE (BOTOEIRA)


• Ruptura do tendão extensor central (sai do cotovelo e
vai até base dorsal da interfalangiana media)
• Faz hiperextensão da interfalangiana distal
• Pode ser característica de AR

DEDO EM MARTELO
• Queda da interfalangiana distal
• Ruptura simples do tendão intrínseco
TESTES ESPECIAIS DA MÃO E PUNHO • Cirurgia ou imobilizar interfalangiana (45-60 dias)
DEDO EM GATILHO (“TRANCADO”)

ATROFIA DO ADUTOR DO POLEGAR


• Atrofia do 1º espaço: abdução pelos interosseos
dorsair e aducao pelos interosseos volares
• Lesão do nervo ulnar (interósseos podem atrofiar)
FRATURA DO ESTILÓIDE/ESCAFÓIDE
• Por uma doença ou lesão do nervo ulnar
• Fratura dos goleiros

AR (Artrite Reumatóide)
• Nódulos de Bouchard: interfalangiana proximal TESTE DE ALLEN
• Nódulos de Heberden: interfalangiana distal (quase • Para ver as artérias radial e ulnar
patognomônico de AR) • Principal artéria que liga a mão é a ulnar (arco palmar
superficial)

TESTE DE PHALEN
• 1 min nessa posição, paciente refere parestesia em 2º,
3º dedos e até polegar
• Síndrome do túnel do carpo TESTE DE FINKELTEIN
• Flexão do polegar e desvio ulnar da mão, paciente
• Parestesia piora a noite, pois ocorre mais flexão nesse
horário, se o paciente estiver dormindo pode ocorrer refere dor
parestesia durante o sono • Tendinite De Quervaian
• Crochê, gravidez, amamentação (por segurar a
cabeça do bebê)
• Extensor curto do polegar e abdutor longo do polegar

CAROL TEZOLIN 12
OROPEDIA - MMSS

COLUNA CERVICAL RADICULOPATIA CERVICAL


Sensibilidade e reflexos
CERVICALGIA
• C5: reflexo biceptal
TESTE DE COMPRESSÃO • C6: reflexo estiloradial
• C7: tríceps
• C8: sensibilidade mais ulnar, pode testar através dos
interósseos
• T1: sem reflexos específicos, ajuda nos interósseos
• Sempre comparar com o membro contralateral

TESDE DE TRAÇÃO

MANOBRA DE SPURLING

TESTE DE VALSALVA

TESTE DE ADSON: para ver se tem problema do desfiladeiro


torácico (onde passa a artéria subclávia/axilar)

TESTE DE ABDUCAO DO OMBRO: refere melhora da dor ao


levantar o braço dobrado

CAROL TEZOLIN 13
OROPEDIA - MMSS

EMBRIOLOGIA E DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA


MÚSCULO ESQUELÉTICO
• O desenvolvimento de um organismo adulto a partir de uma única célula é um exemplo ímpar de comportamento celular
integrado.
• Uma única célula se divide para produzir trilhões de células e formar estruturas complexas e variadas.

IMPORTÂNCIA CLÍNICA
• Anormalidades congênitas ocorrem em 6% de todos os nascidos vivos;
• 20% das mortes em crianças são decorrentes de anomalias congênitas;
• 3% dos recém-nascidos possuem anormalidades estruturais;

CAUSAS DE MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS


• 50% a 60% são desconhecidas;
• 6% a 7% anormalidades cromossômicas;
• 7% a 8% mutações genéticas específicas;
• 7% a 10% teratogênicos ambientais;
• 20% a 25% fatores ambientais combinados a fatores predisponentes.

EMBRIOGÊNESE
Período Embrionário: da fertilização até a 8º semana
• Envolve a formação e desenvolvimento dos órgãos.
• Fecundação – Clivagem – Gastrulação – Neurulação – Organogênese

Período Fetal: 9º semana até o final da gestação


• Envolve o crescimento e o amadurecimento das funções orgânicas.

1ª fase: espermatozoide + ovulo


2ª fase: diferenciação nos tecidos
3ª fase: diferenciação nos órgãos

CLIVAGEM: CRIANDO A MULTICELULARIADE


• Cada divisão leva aprox. 12 a 24 h. Assincronia nas divisões iniciais. Orientação especial entre as células (clivagem rotacional)
• Mórula: estágio de 8 células, adaptáveis que podem formar qualquer parte do embrião. Massa celular interna forma o embrião.
• Implantação do 7º ao 11º dia

GASTRULAÇÃO: ORGANIZANDO AS CÉLULAS


O Blastocisto se torna uma estrutura poliestratificada e se rearranja para formar os 3 tecidos embrionários.
(Os mecanismos não são bem compreendidos.)

ECTODERME: epiderme
• Epiderme;
• Cabelos, unha, glândulas sudoríparas e sebáceas;
• Epitélio proximal e distal do trato gastrointestinal;
• Sistema nervoso central, periférico e autônomo - mais importante. Notocorda forma o corpo da
vertebra e o arco vertebral (Falhas no fechamento do canal vertebral, pode levar a problemas
como espinha bífida e anencefalia (27° dia))

ENDODERME: epitélio TGI


• Epitélio do trato alimentar;
• Células funcionais (fígado, pâncreas, tireóide, paratireóide e timo);
• Epitélio dos sistemas alimentar e algumas partes do genitourinário.

MESODERME: musculoesquelético
• Tecido conjuntivo;
• Musculatura (miocárdica, visceral e esquelética);
• Vasos sangüíneos, sistema linfático, células hemáticas;
• Porções importantes do sistema genitourinário e gastrointestinal.

CAROL TEZOLIN 14
OROPEDIA - MMSS

NEURULAÇÃO
• As células ectodérmicas da linha média tornam-se alongadas,
enquanto as células destinadas a formar a epiderme tornam-se
achatadas.
• O alongamento das células causa uma invaginação dessa região,
formando a placa neural.
• Neurulação não ocorre simultaneamente por todo o ectoderma.
• Falha no fechamento do neuróporo posterior no 27º dia leva à
espinha bífida, e falha no neuróporo anterior, anencefalia.

ORGANOGÊNESE
• Formação dos somitos (pela 4°/5° semana).
• Somitos (futuras vertebras):

*
04 occipitais (parte da base do crânio),
• 08 cervicais,
• 12 torácicos,


05 lombares,
05 sacrais,
*

• 08 a 10 coccígeos (5 a 7 desaparecem).
Defeitos nesse período levam a espinha bífida e * *
similares.
• Quarta a quinta semana o arco começa a se
desenvolver.
• O desenvolvimento dos brotos começa de proximal
para distal – perto do 28º dia.
• Os membros superiores primeiro, depois os membros inferiores.
• No segundo mês, os membros sofrem uma rotação - pé torto pode ser formado aqui.
• 50º dia – formação dos dedos (próximo a essa data, se houver má apoptose da membrana interdigital, o paciente pode vir a
ter uma sindactilia).
• Sindactilia: não apoptose por medicamentos ou outros fatores.
• 27º dia – formação da clavícula (1º osso a se ossificar).

MORFOGÊNESE
• Células começam a se diferenciar e formar os órgãos

CAROL TEZOLIN 15
OROPEDIA - MMSS

DOENÇAS DE OMBRO
MÚSCULOS DO MANGUITO ROTADOR BIOMECÂNICA
• Redondo menor – rotação externa • Arco coracoacromial
• Infraespinhoso – rotação externa • Acrômio, ligamento coracoacromial e processo
• Supraespinhoso – abdução do ombro coracóide
• Subescapular – rotação interna • Por essas estruturas desliza a cabeça do úmero
• Se uma delas for retirada, a cabeça do úmero vai
ascender, pois funcionam como um “teto” para a
cabeça do úmero
• Manguito: supra-espinhoso, infra-espinhoso, redondo
menor, subescapular
• Movimento na rotação interna (subescapular) e
externa (infra-espinhal): sustentação pela escápula
com gradil costal
• Arco fisiológico: possui 40º mobilidade
• Desequilíbrio forças de manguito (supra-espinhoso
fraco e deltoide desenvolvido): cabeça do úmero vai
ascender e bater contra o acrômio, fazendo com que
o supra-espinhoso fique preso entre o acrômio e a
cabeça do úmero, paciente chega no consultório
tentando compensar com a escápula, realizar teste de
Jobe para testar a força do supra-espinhal
• Primeiro faz uma bursite; depois rompe a bursa e
começa a bater direto no tendão, raspando nas fibras
e rompendo-as (comum também nos atletas de final
de semana, pintores, atletas de vôlei)
• A lesão deve ser muito extensa para operar
• Impacto úmero com acrômio pela pressão do deltoide,
ai age o supra espinhoso fazendo com que a cabeça
desça, permitindo o movimento de abdução
• Cabo longo do bíceps (se insere no tubérculo supra-
ARTICULAÇÕES DO OMBRO glenoideo) também pode sofrer processo inflamatório
• A - Gleno-umeral pela bursa e também começa a ser pinçado
• B - Esterno-clavicular
• C - Acrômio-clavicular
• D - Espaco de deslizamento escapulo torácico
• E - Espaco de deslizamento acrômio umeral

SÍNDROME DO IMPACTO
ZONAS DE DESLIZAMENTO • Síndrome dolorosa do ombro
• Escápula e gradil costal • Natureza microtraumática
• Cabeça do úmero e arco • Degenerativa
acromial • Perda de força
• Sustentação e força do • É de natureza microtraumática. Apresentação clínica:
ombro se dão pela clavícula ombros rígidos, dolorosos e paralíticos. Perda de força
ancorada no esterno. com o passar do tempo. Lembrar que bursa é uma
• Ligamentos: Acrômio- proteção de impacto do supraespinhoso e tendão
clavicular e Coraco longo do bíceps conta o osso.
claviculares • 1ª fase: haverá uma bursite (vai fazer aumento de
• Abdução até 70º é o deltóide; acima disso é o supra- volume por edema ou até uma hemorragia se o trauma
espinhoso for mais intenso)
• Movimentos repetidos há desgaste – raspa o tendão • 2ª fase: ruptura da bolsa e aumenta exposição do
no osso. O desequilíbrio dos músculos do manguito tendão do supra e do cabo longo do bíceps
(principalmente o subespinhoso) e deltoide, faz com • 3ª fase: Bursa já degenerou e começa a bater
que a cabeça umeral sobe e bate no acrômio, para diretamente contra o tendão (trauma do tendão, ele
depois girar → bursites, tendinites; podendo chegar ao rompe e há perda da força). Tendão começa a
ombro congelado. degenerar e encurtar com o tempo.

CAROL TEZOLIN 16
OROPEDIA - MMSS

TESTES
TESTE DE NEER: braço do paciente é levantado por meio do
movimento de elevação para frente pelo examinador, causando
um “pinçamento” do tubérculo maior contra o bordo
anterolateral do acrômio. Paciente refere dor → pode indicar
comprometimento do manguito rotador e, às vezes, do tendão
do bíceps.

• Na cirurgia se usa-se o cabo longo do bíceps como


parâmetro. Atrás dele está o infra-espinhoso e à frente
está o supra-espinhoso

DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS
• Radiculopatias cervicais
• Neoplasias (ex: tumor de Pancoast)
• Fase I da síndrome de impacto (bursite)
TESTE DE HAWKINS-KENNEDY: para avaliar impacto;
• Ombro paralítico (“congelado” – TCE, AVC)
examinador flexiona o braço a 90 graus e roda medialmente o
• Neuropatias periféricas: lesão desfiladeiro torácico ombro. Esse movimento empurra o tendão do supraespinhoso
de encontro à superfície anterior do ligamento coracoacromial
EPIDEMIOLOGIA
e processo coracoide. Paciente refere dor → tendinite do
• Maioria assintomática ou desconhecida
supraespinhoso.
• Etiologia traumática
• Etiologia mista
• Esportes

ETIOPATOGENIA E FISIOPATOGENIA
• Zona crítica do tendão supraespinal: vem ate se inserir
na tuberosidade do úmero, então tem uma área
avascular
• Hipovascularização aumenta a partir dos 40 anos
TESTE DE YOCUM: paciente coloca a mão sobre o ombro
• Borda ântero-inferior do acrômio: acima do supra- oposto, e flete o braço elevando o cotovelo, nesse movimento
espinhoso o tubérculo maior é deslocado sob o ligamento coracoacromial
• Ligamento coracoacromial, esporões, os acromiale e sob a articulação acromioclavicular → acusa lesão
(osso extra, vem dos antepassados) acromioclavicular.
• Instabilidade
• Alterações neurológicas: por AVC, lesão do nervo
supraescapular (inerva o supra e infra espinhal),
radiculopatias cervicais
• Nervo supraescapular
• Radiculopatias cervicais
• Tipos de acrômio – o melhor é o tipo 1
INVESTIGAÇÃO DA ARTICULAÇÃO ACROMIO
CLAVICULAR: paciente faz ativamente flexão-adução
horizontal forçada do membro superior. Dor → alteração da
articulação acromioclavicular.

TESTE DE SPEED: examinador resiste à flexão do ombro, para


frente, pelo paciente, enquanto o antebraço do paciente for
primeiro supinado e depois pronado, com cotovelo estendido.
DIAGNÓSTICO Dor à palpação no sulco bicipital → tendinite bicipital.
• Tendinite
• Ruptura
• Testes clínicos
• Exames de imagem (Rx, US, RNM)

CAROL TEZOLIN 17
OROPEDIA - MMSS

TESTE DE JOBE: ombro abduzido em 90º, com polegar para • Fase III: cirúrgica (Idade inferior a 60 anos; Idade
baixo; faz-se foça contra resistência nesta posição. Pode maior que 70: indicação cirúrgica é exceção; Entre 60
indicar lesão do supra-espinhoso. – 70 anos: relativa)
• Infiltração prévia e atrofia muscular: pior prognóstico
(infiltração a longo prazo cria complicações)

PROFILAXIA E PROGNÓSTICO
• Reeducação
• Readaptação profissional
• Faixas etárias abaixo de 60 : boa recuperação
TESTE DE YERGASON: cotovelo do paciente flexionado a 90
• Faixas etária mais altas, prognóstico menos favorável
graus, estabilizado contra o tórax, e com o antebraço pronado,
o examinador resiste à supinação, enquanto o paciente também
roda lentamente o braço contrarresistência. Dor à palpação no
sulco bicipital → tendinite (Popeye)

INSTABILIDADE DO OMBRO –
TESTE DO INFRAESPINHOSO DE PATTE: ombro em
LUXAÇÃO RECIDIVANTE
abdução de 90 graus, com cotovelo em 90 graus de flexão. • Ombro: articulação frouxa devido a frouxidão dos
Paciente deve forçar a rotação externa contra resistência ligamentos
oposta pelo examinado. Testa o infa-espinhoso. • Preocupação antiga
• Conhecimento de anatomia
• Integração de mecanismos estático e dinâmicos para
correção
• Choque elétrico e convulsão pode causar

FATORES ESTÁTICOS
• Formato articular
TESTE DE GERBER (LIFT-OFF TEST): colocar o dorso da • Físico-químicos
mão ipsilateral no nível de L5 e procurar afastá-la ativamente • Estruturas capsuloligamentares
das costas, rodando internamente o braço. Incapacidade de • Lábio Glenoidal
fazer ou de manter o afastamento → lesão ou insuficiência do
subescapular. ESTRUTURAS CAPSULO-LIGAMENTARES
• Ligamento coracoumeral
• Ligamento glenoumeral superior
• Ligamento glenoumeral médio
• Ligamento glenoumeral inferior

FATORES DINÂMICOS
• Manguito Rotador
• Cabeça Longa do Bíceps
• Movimento escapulotorácico
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
• Incidências básicas: ântero-posterior, perfil da ANATOMIA PATOLÓGICA
escápula e axilar • LESÃO DE BANKART: separação do lábio e do
• Artrografia complexo do ligamento glenoumeral inferior da borda
• Ecografia da cavidade glenóide aumenta a translação anterior da
• Artrotomografia cabeça umeral (faz com que essa translação da
• RNM cabeça saia para fora mais facilmente)
• LESÃO CAPSULAR: ruptura ou deformação da
TRATAMENTO cápsula, por luxação anterior traumática, em
• Fase I: conservador combinação com a lesão de Bankart, favorece ainda
• Fase II: 70 % responde bem ao conservador mais a translação da cabeça umeral. Também
• Falha no tratamento conservador: cirurgia – chamada de lesão de Hill-Sachs.
descmopressao doo acrômio (tem saliência ou • A lesão de Bankart é a lesão do lábio da
esporão), o acrômio plano normalmente não precisa glenóide na sua porção anterior. No lábio da
de descompressão glenóide estão inseridos os ligamentos
• Cirurgia: Descompressão subacromial do ombro e glenoumerais, estes conferem boa parte da
• Exercício com elástico (para fortalecimento muscular) estabilidade do ombro.
• Técnica cirúrgica aberta descrita por Neer em 1972 • A lesão de Hill-Sachs é uma fratura com
• Técnica videoartroscópica: pouco agressiva e afundamento da cabeça do úmero na sua
possibilidade de tratamento de lesões associadas intra região posterolateral. Ela ocorre, pois, a
e extra-articulares cabeça do úmero colide com a borda anterior

CAROL TEZOLIN 18
OROPEDIA - MMSS

da glenóide. Esta colisão causa o


esmagamento da cabeça do úmero, pois é
um osso mais frágil que o osso da glenóide
• Frouxidão capsular: frouxidão excessiva é fator de
risco para se estabelecer uma instabilidade
• Propriocepção: mecanorreceptores estão presentes
na cápsula e nos ligamentos, cujo papel é informar o TESTE DO SULCO: traciona-se o braço do paciente para baixo
posicionamento e o movimento articular e verifica-se a presença de um sulco inferior ao acrômio

CLASSIFICAÇÃO
• Frequência e tempo: Aguda primária e aguda
recorrente; Crônica
• Grau: Luxação, Subluxação
• Para botar no lugar não precisa fazer força (senão
pose fazer Bankart ou Hill-sachs) deve ter delicadeza
• Movimento de tração e contratração, vai cansar o DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
paciente fazendo com que ele relaxe (peitoral e • Radiografias convencionais
deltoide), vai tracionando e girando a mão, faz uma • Tomografias Computadorizadas
abdução e entra no lugar • Artro-ressonância Nuclear Magnética

DIREÇÃO INSTABILIDADE ANTERIOR


• Anterior (mais comum) • Mais frequente
• Posterior (mais difícil de ocorrer, difícil diagnostico) • Abaixo de 20 anos recidiva de 95% (quanto mais
• Inferior (debaixo do colo da glenoide) jovem, maior a chance de recidiva)
• Bidirecional (luxa anterior e posterior) • Acima de 40 anos recidiva de 15%
• Multidirecional • Causado por trauma grave geralmente

ETIOLOGIA TRATAMENTO FASE AGUDA


• Traumática • Realizar exame radiográfico
• Atraumática • Luxação anterior deve ser reduzida mais
• Microtraumática de repetição precocemente possível
• Atenção especial com paciente idoso, pois eles tem
VOLIÇÃO osteoporose e isso pode causar uma
• Involuntária fratura/arranchamento da tuberosidade do úmero
• Voluntária: tirar fora para chamar atenção • Exames radiográficos após redução
• Imobilização
DIAGNÓSTICO
• História Clínica TRAT. DA INSTABILIDADE ANTERIOR RECORRENTE
• Exame clínico • Conservador
• Exames de imagem • Exercícios para coordenação motora e propriocepção
• Programa de tratamento por 6 meses ou mais
TESTES
TESTE DA APREENSÃO ANTERIOR / TESTE DA
APREENSÃO POSTERIOR*: o braço do paciente é mantido a TRATAMENTO CIRÚRGICO ABERTO
90° de abdução e rotação externa. A mão esquerda do • Intervenção na cápsula, no lábio glenoidal ou
examinador traciona para trás pelo punho do paciente enquanto subescapular
sua mão direita estabiliza o dorso do ombro. O paciente com
• Transferência do subescapular
instabilidade torna-se apreensivo
• Bloqueios ósseos anteriores
• Osteotomias do terço proximal do úmero
• Técnicas de suspensão

PÓS-OPERATÓRIO
• Imobilização por 4-6 semanas
• Exercícios pendulares de Codman no 1º P.O.
TENTE DA GAVETA ANTERIOR/POSTERIOR*: estabilizar a • Exercícios para adquirir movimento em 3 meses
escápula e forçar o úmero anterior/posteriormente
• Volta a esportes após 8 meses
• Capsuloplastia: cuidar com o nervo axilar (passa
abaixo da glenóide), pode haver uma neuropraxia e
consequente atrofia deltoide, aumentando ainda mais
a instabilidade. Deve-se testar a sensibilidade do
axilar.

TESTE DA RECOLOCAÇÃO: segura o braço do paciente em


rotação externa, enquanto que com a outra mão realiza uma
tração para cima procurando subluxar anteriormente a
articulação glenoumeral. Nesse momento, o paciente fica tenso
e apreensivo. Na mesma posição o terapeuta inverte o sentido
da tração e empurra a cabeça umeral para baixo, reduzindo-a.

CAROL TEZOLIN 19
OROPEDIA - MMSS

INSTABILIDADE POSTERIOR
• 2 a 4% de pacientes com instabilidade do ombro
• Pesquisar componente voluntário que pode ser
posicional ou muscular
• Testes de gaveta posterior e apreensão posterior
• Fazer diagnóstico de uma luxação posterior traumática
na fase aguda da primeira luxação
• Rx: se cabeça do úmero estiver para trás = luxação
posterior

TRATAMENTO CONSERVADOR
• Mais recomendado
• Programa específico de fortalecimento muscular
• Resultado altamente positivo
• Período de tratamento de pelo menos 6 meses

TRATAMENTO CIRÚRGICO
• Índice de resultados insatisfatórios é muito alto
• Correção por via posterior
• Várias técnicas
• Instabilidade posterior traumática em que há lesão de
McLaughlin, procedimento pela via anterior

PÓS-OPERATÓRIO
• Imobilização em rotação neutra ou discreta rotação
externa e abdução
• Imobilização por 4 a 6 semanas
• Exercícios para fortalecimento após 3 meses
• Retorno ao esporte após 8 meses

DADOS DE HISTÓRIA
• Primo luxação auto reduzida
• Sentir o ombro frouxo
• Sintomas neurológicos transitórios
• Queixa de frouxidão em outra articulação
• Ausência de trauma ou microtrauma de repetição
• Dor no ombro em posições variáveis
• Cansaço ao carregar peso
• Primoluxacao por trauma mínimo

INSTABILIDADE MULTIDIRECIONAL
• Maioria das instabilidades atraumáticas é
multidirecional
• Mas pode ser adquirida por trauma de repetição
• Adolescente ou adulto jovem
• Avaliar perfil psicológico

DADOS DA HISTÓRIA
• Ausência de trauma, ou microtrauma de repetição
• Dor no ombro em posições variáveis
• Cansaço ao carregar peso
• Primoluxação por trauma mínimo
• Primoluxação auto-reduzida
• Sentir o ombro frouxo
• Sintomas neurológicos transitórios
• Queixa de frouxidão em outras articulações

TRATAMENTO CONSERVADOR
• Método de escolha para iniciar o tratamento pelo
período de 1 ano
• Fortalecimento global do ombro
• Modificação de hábitos de trabalho e esporte
• Melhor resultado em pessoas que não possuem
história de trauma

CAROL TEZOLIN 20
OROPEDIA - MMSS

COTOVELO – EPICONDILITE LATERAL


MAIS COMUM QUE A MEDIAL

• Também chamada de cotovelo do tenista


• Primeiro relato em 1882 em aparadores de grama
• Aparece mais na quarta década de vida
• Acomete jogadores de tênis com pouco preparo fisico e alongamento
• Doença mais comum do cotovelo
• 1-3% da população
• 7% dos trabalhadores braçais tipo mecânicos
• Côndilo lateral: inserção dos tendões dos músculos braquioestilorradial e extensores do punho e dedos
• Tendinose -> apresenta uma hiperplasia angiofibroblástica
• Ruptura das fibras -> processo inflamatório (cx: abre o músculo supinador e tira a inflamação, depois sutura)

ESTÁGIOS
• Primeiro: inflamação
• Segundo: alteração da estrutura do tendão (tendinose)
• Terceiro: ruptura do tendão (muita dor e perda de forca)
• Quarto: calcificação ou ossificação (com o passar do tempo)

DIAGNÓSTICO
• Historia clinica (aponta direitinho onde é) – dor no epicôndilo
• Nervo radial – nervo interosseo posterior no m supinador
• Imagem: ultrassom, RNM -> observa edema na região do cotovelo

• TESTE DE COZEN: cotovelo • TESTE DE MILLS*: com • TESTE DE MAUDSLEY


a 90º, faz extensão contra cotovelo estendido, paciente
resistência. mantem punho em dorsiflexão
contra resistência.

TRATAMENTO CONSERVADOR
• Conservador: mais utilizado
• 80% dos pacientes melhoram em 1 ano de tratamento
• Tratamento fácil mas demorado
• Falha -> cx
• Menos de 10% precisa de intervenção
• Manobras de controle da dor e inflamação: Repouso, Crioterapia; AINEs e analgésicos; Corticoide; Fisioterapia motora –
alongamentos; Estimulação elétrica de alta voltagem; Alongamento (paciente não gosta pq sente dor no começo); Órtese
(diminui a tração da origem dos músculos)
• Noite: punho e cotovelo
• Dia: cotovelo
• Ondas de choque (pouco efetiva)
• Não se sabe a frequência, energia e numero de pulsos que deveria ser utilizado
• Menos efetivo q corticoide
• Toxina botulínica: melhora a limitação da extensão do terceiro dedo, não ajuda em muitas outras coisas
• Normalmente faz-se: uso de tala luva velcro + AINEs + corticoide IM + raramente infiltração -> falha após 1 ano -> cx

TRATAMENTO CIRÚRGICO
• Melhora de 80-90%
• Falha no tratamento conservador após 1 ano
• 8-12 meses de tratamento
• Técnicas: liberação das inserções dos tendões extensores; remoção do tecido degenerado; decorticacao da inserção óssea
• Pode fazer decorticação fazendo com a inserção fique um pouco mais distal (no início o paciente perde um pouco o movimento)
• Pode ser aberta, percutânea ou por video
• Pós cx: imobilizado por 7 dias, fisioterapia, 60 dias sem fazer força
• Complicações:
• Aberta: lesões ligamentares, infecções, lesões nervosas, pequeno aprendizado
• Vídeo: lesões nervosas (radial, ulnar, mediano ou interósseo posterior), infecções, grande aprendizado

CAROL TEZOLIN 21
OROPEDIA - MMSS

DOENÇAS DE MÃO E PUNHO


CISTOS SINOVIAIS (PUNHO)
• Cistos sinoviais (gânglio) – nada mais é que uma hérnia da membrana sinovial junto
à articulação do punho. É muito frequente e causa dor. Muitas pessoas veem mais
como problema estético. Pode ocorrer na parte dorsal ou volar do punho
• Pelo movimento, a membrana sinovial pode herniar trazendo junto o líquido.
• Não é um câncer, não é maligno e não vai evoluir.
• É apenas uma tumoração por aumento de volume de partes moles, mas é
benigno e não causa metástase. O problema é mais estético e gera apenas um
desconforto.
• É mais frequente nas mulheres
• Não tem relação com LER/DORT
• É uma massa mais firme de diversos formatos, junto a uma articulação ou
tendão as vezes.
• Muitas vezes tem história de ter feito esforço exagerado de forma incorreta (ex:
academia) ou após trauma. Também há a teoria do fenômeno de válvula de uma
única via (vai empurrando O líquido sinovial para dentro dessa capsula e ele não
consegue voltar).
• Aspiração com ou sem injeção de substancias: técnicas variadas, resultados
variados; injeção previa de hialuronidase e esteroides
• CLASSIFICAÇÃO: Dorsais, palmares, retinaculares ou não, mucosos ou não

FISIOPATOLOGIA
• Paredes compostas por fibras colágenas
• Conteúdo do líquido sinovial: glicosamina, albumina, ácido hialurônico
• Existe caso de degeneração maligna descrito na literatura
• Uma pequena herniação da membrana sinovial entre os ligamentos, acaba aumentando e
acumulando líquido.
• Às vezes pode desaparecer se a pessoa parar de fazer força com aquela mão
• Hoje se entra na articulação (por artroscopia) e abre o cisto de dentro para fora e suga-se o
líquido em seu anterior. Pode-se fazer massagem frequente em cima do cisto para
reabsorver o líquido. Se fizer só aspiração o líquido pode voltar e haver recidiva
• Massagem em cima do cisto pode desfazer esse cisto, ele volta para dentro e o organismo
reabsorve o liquido sinovial.
• Tem um formato mais elástico, não aderido e normalmente tem um pedículo lá da articulação.
O conteúdo geralmente é esbranquiçado.

• Formação de um saco, liso e esbranquiçado, elástico


• Não aderida a planos adjacentes
• Possui um pedículo na base (não é soltinho)
• Cheio de liquido sinovial
• Paredes compostas pelas fibras de colágeno (com glicosamina, albumina, globulina e ácido hialurônico)
• Pode acarretar degeneração (raríssimo)

DIAGNOSTICO
• Clinico, dor aticular crônica, compressão do nervo periférico
• Normalmente o paciente vai ter dor articular crônica, vai fazer um ultrassom e se percebe o cisto. Pode dificultar a
movimentação do tendão ou compressão de nervo periférico. Pode haver a compressão do nervo mediano no túnel do carpo
ou a compressão do nervo ulnar no canal de Guyon, por exemplo
• Exame para visualizar é o US.
• Localização mais frequente é no dorso do punho (1ª fileira dos ossos do carpo). Quando localizado no lado volar, pode
envolver a artéria radial.
• normalmente está entre o ligamento escafo-semilunar. Pose-se fazer uma incisão longitudinal ou transversa e se faz a
ressecção do cistos, cuidando com as estruturas adjacentes. A incisão é menor por via artroscópica, causando menos
complicações e menor recidiva.
• Diagnóstico diferencial: tenossinovite, infecção, aneurisma, lipoma, neuroma, artrose do carpo (trapézio e 1º metacarpo),
artrose carpo-metacarpo
• Aumento do volume no dorso da mão
• Dor articular crônica
• Compressão de nervo periférico (mediano ou ulnar -> canal de Guyon)
• Rx não mostra nada
• Usar ultrassom

CAROL TEZOLIN 22
OROPEDIA - MMSS

TRATAMENTO
• Observação: na observação, 30% dos cistos dorsais com resolução espontânea, observação por 6 meses, com exceção de
casos de compressão nervosa.
• Aspiração: alta recidiva. Várias técnicas; risco de injetar corticoides é que pode haver destruição de melanócitos se for muito
superficial
• Ressecção cirúrgica: chance de recidivar é de 10-15%, geralmente ocorre em outro local
• Ressecção via aberta: mais agressiva, risco de compressão, gera cicatriz, não pode fechar, lado volar, local
adequado, incisão dorsal sobre o cisto, cisto sobre o ligamento escafolunar, cisto palmar com incisão longitudinal
• Ressecção via artroscópica: menor recidiva. Menor índice de complicações, menor agressão tecidual, menor
índice de recidiva.

COMPLICAÇÕES: Dor articular, Recidiva, Cicatrizes hipertróficas, Lesão neurovascular, Lesão ligamentar – instabilidade entre os
ossos do carpo

TENDINITE ESTENOSANTE DE QUERVAIN


• Processo inflamatório junto ao estiloide do rádio, aonde passarão dois tendões do primeiro
compartimento extensor (abdutor longo e extensor curto do polegar)
• Compartimentos extensores: 1º compartimento – extensor curto do polegar e abdutor longo
do polegar, desvio ulnar do punho. É no primeiro compartimento que ocorre a Tendinite de
DeQuervain
• Muito frequente em mulheres, durante a gravidez, durante a amamentação, divido às alterações
hormonais. Frequente também nas pessoas que fazem muito crochê/tricô, pessoas que fazem
muito desvio ulnar do punho, trabalham muito com mouse, músicos (pianista, instrumentos de
corda), atletas com trauma no punho (vôlei)
• Muitas vezes quando passa o período de gestação e amamentação, pode se resolver naturalmente
• Lesão contínua nos tendões, causa reação inflamatória e compressão
• Tendões do Abdutor longo do polegar e Extensor curto do polegar (muitas vezes eles têm
mais de um tendão).
• Tensão contínua sobre esses tendões.
• Cuidado com o nervo sensitivo radial, pois se lesar irá dar um “choque” cada vez que o paciente bater na região.
• ECP supranumerário
• Causa mais comum de tendinite no membro superior
• Predomina em mulheres de meia idade na mão dominante
• Compartimentos extensores: tendões dos músculos abdutor longo do polegar e extensor curto do polegar -> fazem a
abdução do polegar e do punho e desvio ulnar do punho
• Mulheres, atletas, músicos, pacientes que trabalham em computador e traumatismos de punho
• Comum na gestação e na amamentação pelo aumento hormonal -> tende a ser autolimitada
• Tensão continua sobre os tendões
• Tendões podem ter ramificações que podem também ser acometidos -> precisa abrir mais de um compartimento

DIAGNÓSTICO
• TESTE DE FINKELSTEIN (paciente refere dor no estiloide do rádio)
• Exames complementares: Ultrassom (mostra presença de líquido sinovial demonstrando a reação
inflamatória)

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL:
• Síndrome da intersecção: pelo trauma no antebraço e processo inflamatório das membranas -
aumenta atrito e faz um rangido. Tratamento é imobilizar (3-4 semanas) + anti-inflamatório.
• Fratura do escafoide: dor na palpação da tabaqueira anatômica
• Compressão do ramo sensitivo do nervo radial

TRATAMENTO
• Conservador: Corticoide: Intramuscular ou infiltração; Anti-inflamatório; Fisioterapia; Calor local; Em gestantes e lactentes
indicado o tratamento conservador
• Cirúrgico

COMPLICAÇÕES: Efeitos adversos do corticoide, lesão nervosa (sensitivo radial), persistência da dor, fibrose e aderência tendínea

DEDO EM GATILHO
• Paciente acorda de manhã com o dedo trancado e vai fazer um “click” (gatilho)
• É um processo inflamatório, há um aumento de volume ao redor dos flexores superficial e profundo,
ocorrendo geralmente na cabeça dos metacarpos
• Mais frequente em 2º e 3º dedo, mas pode acometer polegar também.
• Envolve polia A1, que tem pouca elasticidade, mais fibrótica. Aumento do diâmetro dos tendões, com
aumento de volume na palma da mão.
• Tenovaginite estenosante de dedo
• Espessamento da bainha

CAROL TEZOLIN 23
OROPEDIA - MMSS

• Nódulo no tendão, estalido doloroso na palma da mão


• Pode acontecer em crianças e recém-nascidos, mesmo não sendo muito
frequente
• Paciente acorda de manhã com dedo trancado e não consegue estender, pois
normalmente ao dormir deixa a mão mais relaxada e ela fica fletida.
• Tenovaginite estenosante de dedo
• Espessamento da bainha
• Nódulo no tendão
• Estalido doloroso na palma da mão
• Polia A1 e A2 são as mais acometidas, na articulação metacarpofalangianas.
• Deve-se imobilizar e colocar em extensão, principalmente à noite
• Muitas vezes quem tem histórico de bruxismo pode desenvolver dedo em gatilho
• Etiologia: traumática, sistêmica, sépticas, idiopáticas
• Diagnóstico: quadro incidioso; tem um bloqueio, estalo na flexo extensão e dor localizada.
Dedo bloqueado. Sente nódulo junto ao tendão flexor superficial. Sintomas sistêmicos e
articulares
• Causas: Traumática, Sistêmicas (deposito cálcio, ácido úrico), Hematomas, Edema,
Tendão lacerado, Sesamóides anormais, Corpo livre na MCF
• Tratamento conservador: Corticoides, Tala, Anti-inflamatórios, Técnica de infiltração
apurada
• Tratamento cirúrgico: Quando falha o tratamento conservador. Pequena incisão na base
do dedo (polia A1), na prega palmar distal, e faz a liberação da polia A1 (deve-se cuidar com
nervos sensitivos). Faz ressecção da polia A1, verifica movimento e fecha. Em 3-4 dias já consegue movimentar; em 2 semanas
paciente já está com vida normal
• Liberação percutânea: falha no tratamento conservador, cuidados de procedimento cirúrgico, não indicada para
polegar/indicador/dedos com contratura da interfalangica proximal
• Liberação aberta: anestesia no punho mais sedação, garrote pneumático no antebraço, incisão transversa na prega
palmar distal, dissecção
• Liberação alta do dedo em gatilho: seccao longitudinal da polia A1, flexão ativa para confirmar liberação, sutura da
pele, mobilidade precoce
• Complicações: infiltração e liberação percutânea pode levar a lesão dos flexores, lesao do nervo digital, efeito de corda de
arco

OSTEOARTROSE
• Comum na população idosa: Menos atividade metabólica da cartilagem articular com o tempo, turn over da matriz cartilaginosa
reduzido e condrocitos não respondem com tanta eficácia a estímulos mecânicos
• Processo inflamatório das interfalanfiansas, com causa inflamatória, infecciosa ou traumática
• Primaria ou secundaria (primeiro teve no joelho)
• Doença que se caracteriza por deterioração e perda de cartilagem articular, podendo causar dor, limitação de mocimentos,
deformidade e consequente alteração da capacidade funcional do individuo
• Doença degenerativa das articulações sinoviais caracterizadas clinicamente por dor, deformidade e limitação funcional e
consequente alteração da capacidade funcional do paciente
• Comum nas interfalangianas distais ou entre trapézio e primeiro metacarpo (faz trapezectomia e artroplastia)
• Depende da interação de fatores genéticos, biomecânico e metabólicos

EPIDEMIOLOGIA
• Comum em caucasianos
• Maior demanda das mãos no homem -> mais casos
• Mais comum em mulheres e pessoas idosas
• Comum em esporte (jogadores de vôlei, basquete)
ETIOPATOGENIA
• Hipermobiliade articular
• Obesidade
• Alterações hormonais
• Osteoporose (retirada de Ca++ do osso faz com que haja uma perda de estrutura para a cartilagem fazendo com que ela
sofra uma artrite e, em um segundo momento, uma degeneração mais intensa -> liquido sinovial tenta impedir esse
processo inflamatório -> há destruição total formando artrose e causando limitação funcional)
• Articulação carpometacarpal do 1 raio (mais comum pois é muito utilizado -> movimento de pinça)
• Alterações bioquímicas
• Trauma
• Instabilidade articular por lesões ligamentares

FISIOPATOLOGIA Cartilagem avascular - excesso de liquido -> não funciona -> destruição da cartilagem -> má mobilização articular -
> organismo tenta resolver -> causa presença de osteófitos (bicos de papagaio); nutrição pela difusão dos líquidos

CAROL TEZOLIN 24
OROPEDIA - MMSS

QUADRO CLÍNICO
• Geralmente bilateral, aumento da articulação interfalangiana, deformidade
• Dor, melhora com repouso, piora com frio, limitação de movimento e presença de
osteofitos (pode tirar mas normalmente perde o movimento da interfalangiana Nódulos
de Heberden: osteoartrite ou artrose, interfalangiana distal)
• Nódulos de Bouchard: artrite reumatoide, interfalangiana proximal

FATORES DE RISCO

DIAGNÓSTICO
• RX: Diminuição do espaço articular, Presença de cistos, Esclerose do osso subcondral,
Presença de osteófitos

TRATAMENTO
• Medicação analgésica: AINE
• Fisioterapia
• Órtese (no caso de muita dor)
• Cx: artrodese

CAROL TEZOLIN 25
OROPEDIA - MMSS

DOENÇA DE DUPUYTREN
CONCEITO
• Conceito: entidade nosológia caracterizada pela contratura da
fáscia palmar e suas prolongações digitais
• Geralmente pega 4 e 5 dedo, raramente pegando os outros
• Com o passar dos anos vai entortando o dedo
• Parece que o tendão está obstruído mas na verdade é o paratendão
-> tendão não é acometido
• Etiologia: Obscura; Teorias diferentes: fatores desencadeadores ou
predisponentes
• É a doença caracterizada pela contratura de fáscia palmar e das suas
prolongações podendo levar a limites funcionais dos dedos.
• A doença se apresenta em forma nodular e em forma de cordas. Os
nódulos são localizados na palma da mão, sendo firmes, podendo ter
pontos de retração. As cordas são uma progressão destes nódulos,
estendendo-se proximal ou distal e podem levar à uma flexão dos
dedos.
• A aponeurose palmar central é a mais envolvida na Doença de
Dupuytren.
• Pode estar relacionado com diabetes, epilepsia e alcoolismo.
• Na fáscia plantar é chamado de doença de Ledderhose. No pênis é
chamada de Perronie.
• Não possui causa conhecida; associada à predisposição genética, idade e sexo masculino.
• Encurtamento da fáscia palmar: começa a se contrair.
• Acomete o ligamento de Grayson
• Ela tem uma fase inicial proliferativa. Depois, na fase involutiva, os fibroblast os vão se instal ando e enrijecendo. E vai para fase final que é a
residual, com a formação de tecidos conjuntivos poucos celulares e semelhantes a tendão.

INCIDÊNCIA
• Homens 5ª-7ª décadas, com descendência europeia • Comum em caucasianos -> europeus (celticos e
• -Hueston= 25% pop masc (>60 a) de origem céltica ou escandinavos)
escandinava • Muito frequente na população (25% da pop >60 anos)
• Epiléticos • Predomina no sexo masculino (3x mais acometidos) -> pode
ter correlação com a expressão dos receptores andrógenos
• Alcóolatras na fáscia
• Diabéticos • Ocorre entre a 5 e a 7 década de vida
• Pacientes acamados por longos períodos • Raro em outras etnias: chineses, indianos e negros
• Hereditário: autossômica dominante

ANATOMIA
• Bandas pré-tendinosas da aponeurose palmar
• Ligamento natatório: permite o movimento de concha da mao
• Fibras transversas da aponeurose palmar
• Estruturas comprometidas, contraturas, limitações, mais
frequente 4º-5º dedo e pode evoluir para porção distal dos
dedos; envolve feixe nervoso e vascular. Cirurgia tem risco de
necrose.
• Ligamento de clenalo é mais dorsal (noa é envolvido nessa
patologia) do que o ligamentoo de grayson
• Abaixo da pele: aponeurose, ligamentos natatórios (permite o
movimento de concha p pegar coisas), ligamento trasnverso
da fascia palmar
• Banda pré tendinosa se alonga para os dedos permitindo a
flexão (tem que relaxar para não haver aumento de volume durante a flexão)
• Ligamentos de Grayson (mais volar, tem envolvimento nessa doença) e ligamento de Cleland (mais dorsal, não tem envolvimento nessa
doença) -> servem de suporte para o dedo durante os movimentos de flexão e extensão
• Envolvidos da doença: banda pré tendinosa, banda espiral (+ ligamento natatório -> comprime nervo) e fascia palmar

PATOLOGIA
• Atinge fáscia palmar e suas digitações, a banda pré tendinosa e o ligamento natatório
• Acometimento das fibras longitudinais que começam a se retrair levando a contratura
• Bainha do tendão não é afetada
• Aderência a pele ocorre porque os ligamentos natatório e o palmar estao ligados a pele -> levam a
contratura da pele
• Dissecção: coloração dos tecidos é branca grisácea

CAROL TEZOLIN 26
OROPEDIA - MMSS

• Começa geralmente na palma da mão com pequenos nódulos, como se fossem calos. Esses nódulos num primeiro momento são dolorosos,
a fáscia começa a retrair e deformar os dedos e não consegue mais abrir a mão. Na fase mais tardia não é mais doloroso, mas na fase dos
nódulos é doloroso. Acometendo mais 4º e 5º dedo.
• Macroscopia = cordas tem coloração amarelada hialinoide
• Microscopia = nódulo, hemossiderina, microhemorragias prévias, proliferação angio e fibroblástica. Resposta a ruptura microscópica da fascia
palmar

3 FASES DE LUCK
• Proliferativa: proliferação celular anárquica
• Involutiva: se alinham na linha de tensão dos fibroblastos e enrijecem
• Residual: perdem elasticidade e se assemelham a um tendão

DIAGNÓSTICO
• Presença de nódulos, depressões e invaginações, cordões • O diagnóstico é feito quando a pessoa apresenta retração da
(levam a contratura) pele palmar + nódulo + presença de cordas + deformidade
• Só presença dos nódulos -> ainda não faz cx, espera um em flexão dos dedos
pouco • Acometimento do bordo ulnar da mão
• Acomete a borda ulnar da mão (4 e 5 dedo) • Indolor
• Faz contratura da metacarpofalangiana e interfalangiana • Unilateral (mais frequente; lado dominante)
proximal
• Pode acontecer nódulos de Garrot: dorso da articulação
• Bilateral (+ grave no lado dominante)
interfalanciaha proximal • Acometimento da fascia plantar (10%): doença de
Ledderhose
• Cordões
• Contratura nodular do penis: doença de Peyronie (também
pode ser fator de risco para Dupuytren)

QUADRO CLÍNICO
• Deformidade em flexão da MCF e IFP;
• Encurtamento das cortas
• Contratura irredutível e progressiva
• O mais acometido é o 5º dedo
• Nódulo de Garrot= dorso da artic. IFP
• Fáscia plantar (10%)= D. Ledderhose
• Contratura nodular do pênis= D. Peyronie

PROGNÓSTICO
• Depende da idade, historia familiar, epilepsia e fatores associados
(alcoolismo, diabetes, etc)
• Classificação Tubiana:
• Estágio 1: Angulação metacarpofalangiana + angulação
interfalangiana proximal = 0-45 graus
• Estágio dois: Angulação metacarpofalangiana + angulação
interfalangiana proximal = 45-90 graus
• Estágio 3: Angulação metacarpofalangiana + angulação interfalangiana proximal = 90-135 graus
• Estágio 4: Angulação metacarpofalangiana + angulação interfalangiana proximal = 135-180
graus
• Ideal operar nas fases 1 e 2 -> melhor recuperação

TRATAMENTO CIRÚRGICO
• Quando existe contratura em fx da MTF e IFP (limitação extensão MTF) ou entre o polegar e o
indicador
• Único tto efetivo é cirúrgico
• Se ficar mto tempo com deformidade em flexão vai ter uma rigidez dar articulações - as
articulações acometidas podem evoluir pra artrodese articular e em casos mais raros ainda
amputação do 5º dedo
• Ideal operar em grau 2
• IFP: tratamento precoce, pois há envolvimento dos elementos articulares
• No primeirmo momento observar e falar sobre cx futura
• Cx quando existe contratura em flexão da MTF e IFP (limitação da extensão da MTF) ou entre
o polegar e o indicador
• Varias técnicas cirúrgicas diferentes: Palma aberta (McCash) -> marca as pregas das mãos, faz incisão e vai em zigue-zague (palavras do
Valdir) -> tem q deixar meio aberto e deixar uma boa hemostasia -> fecha depois (cicatrização por segunda intenção); Dermofasciectomia de
Hueston; Fasciectomia com enxerto de pele (ressecção da fascia palmar ou digital doente ; Pode ser realizada amputação do dedo acometido,
no caso desse ser o 5 dedo (MedCel)

CUIDADOS PÓS OPERATÓRIOS: Curativo, Imobilização, Fisioterapia/terapia da mão, Uso de órteses para extensão

COMPLICAÇÕES: Formação de edema e hematomas no pós operatório; Necrose da pele; Lesão neurovascular (se o outro lado ficou íntegro pode
haver uma compensação com o passar do tempo); Infecção e rigidez articular (principalmente diabéticos); DSR (distrofia simpatico reflexa -> dor
constante, edema, suor da mão, limitação funcional -> entrar com neuromoduladores); Recidiva: diátese de Dupuytren (acontece pq n tirou toda a fascia
ou não dissecou certo o ligamento, principalmetne de Grayson)

CAROL TEZOLIN 27
OROPEDIA - MMSS

DOENÇA DE KIENBÖCK
• Doença progressiva do punho
• Necrose avascular do semilunar
• Colapso ósseo levando a artrite avançada
• Artrite avançada
• Associada a fraturas de estresse com perda de suprimento sanguíneo
• Etiologia e tto não foram totalmente estabelecidos
• Definida como esclerose e decomposição dos ossos do carpo
• Existe uma lesão característica do semilunar, provavelmente devida a uma contusão ou
entorse, que desencadeia um transtorno na nutrição do osso e o debilita. Isso se evidencia
em forma de esclerose e uma gradual decomposição de seu polo proximal o qual acaba
fragmentando-se completamente
• Inicia com dor no centro do punho -> rx na fase inicial não tem nada. No segundo momento observa a lesão no semilunar
• Palpar em cima do semilunar
• No inicio a dor é por um processo inflamatório - sinovite.
• Em alguns casos se observa encurtamento da ulna, variação do comprimento da ulna; pode causar um cisalhamento do semilunar pela
pressão.
• Alteração dos ossos do carpo, principalmente na 1ª fileira, que leva a deformidade.
• Acomete mais homens, dos 20 aos 40 anos, são pessoas mais jovens, são pacientes com maior exposição ao trauma.
• Dor + falta de mobilidade

ETIOLOGIA
• Encurtamento da ulna -> movimento de flexo-extensão -> cisalhamento
(Valdir acredita nessa teoria)
• Problema circulatório
• Trauma com lesão ligamentar em alguns casos
• Fratura do semilunar podendo levar a necrose avascular
• Tipos de semilunar (diferentes formas anatômicas do osso)
• Envolve a descrição dos diferentes padrões de ramos arteriais do
semilunar
• O sistema arterial intra-ósseo do semilunar parece predispor a
osteonecrose
• Gelberman descreveu diferentes padrões de ramos arteriais no semilunar
• O sistema arterial intraósseo do semilunar parece predispor a osteonecrose
• Mecanismo:
• Trauma repetitivo -> fratura semilunar
• Alteração de forças entre radio distal e FCT (fibrocartilagem triangular -> traciona o
capitato em cima do semilunar)
• Suprimento sanguineo variado -> colapso do semilunar
• Diferentes padrões de ramos arteriais no semilunar
• O sistema arterial intra-ósseo do semilunar parece predispor à osteonecrose

QUADRO CLÍNICO
• Dor, sinovite, limitação progressiva dos movimentos do punho
• Dor não é só na hora do movimento, é sempre – dor persistente ao tto conservador
• Exames subsidiários:
• RX de punho: só aparece quando está avançado
• Cintilografia: mostra ausência de circulação; exame mais invasivo
• RM: melhor; fases mais iniciais

DIAGNOSTICO
• Truama não muito severo
• Dor insidiosa ao nível do punho que piora com movimentos
• Homens 20-40 anos
• Trabalhadores pesados
• Exames de imagem: rx, rnm, tac, cintilografia

ESTADIAMENTO DE LICHTMAN:
• I – sem alterações no RX, dor e sinovite, aparece na cintilografia (mas é invasivo) e RM.
• II- rx anormal sem colapso, densidade radiográfica do semilunar aumentada: dor
• III – rx anormal com colapso: a (sem instabilidade capica), b ( com instabilidade cárpica);
semilunar colapsado e perda da instabilidade. Sinal do anel: rotação do escafóide
• IV – 3 + artrose na rc r mc. degeneração.

CAROL TEZOLIN 28
OROPEDIA - MMSS

• Índice de Pires e de Youm: avaliam a altura do carpo

TRATAMENTO
• Fases iniciais: imobilização
• Artrodese de punho
• Revascularização do semilunar (mais aceito atualmente)
• Equalização
• Carpectomia do punho.
• Melhorar suprimento sanguíneo
• Restaurar altura e forma do semilunar

• Manter fixador externos pra segurar e capitato e ele não fazer pressão no semilunar
• Procedimentos de salvação: artrodese do punho, carpecromia proximal + nefrectomia do interósseo (alivio da dor)
• Opções de enxerto ósseo vascularizado:
o Arteria do 4 e 5 compartimento extensor
o Arteria do 2 e 3 compartimento extensor
o Arteria interóssea posterior (Bishop)
o Arteria do 1 e 2 compartimento extensor
o 2 arteria intermetacárpica
• Prevenir colapso carpal

TRATAMENTO CLÁSSICO: NOVO TRATAMENTO


• Estágio I: imobilização o Estágio I: imobilização ou revascularização
• Estágio II: Nivelamento articular por alongamento ulnar ou o Estágio II: nivelamento articular ou
encurtamento radial revascularização
• Estágio IIIA: nivelamento articular + encurtamento do § Encurtamento ou alongamento:
capitato paciente continua com dor
• Estágio IIIB: artrodese intercárpica o Estágio IIIA: nivelamento articular ou
• Estágio IV: artrodese do punho ou carpectomia proximal revascularização
o Estágio IIIB: artrodese intercárpica
o Estágio IV: artrodese do punho ou carpectomia
proximal
§ Carpectomia perde um pouco da força
§ Artrodese p trabalhadores braçais

CAROL TEZOLIN 29
OROPEDIA - MMSS

ARTRITE REUMATÓIDE
DEFINIÇÃO
• Definição: doença cronica, grave, doença silenciosa,
sistêmica (não só nas articulações), com o tempo é muito
debilitante (dores, faz com q o paciente se sinta inferiorizado),
começa lentamente e vai progredindo para diversas
evoluções (ataca uma articulação, ou várias), apresenta
alterações emulares e humorais, ataca principalmente as
articulações -> membrana sinovial é destruida pela
inflamação que ela produz, destruição da cartilagem que ao
tempo leva a artrite (sinovite hipertrófica e destrutiva de
ligamentos, tendões, cartilagens e ossos)
• Compromete muito as mãos -> deformidade em botoeira e/ou
pescoço de cisne
• Tem múmias com sinal dessa doença (UAU)
• Doença sistêmica auto imune com caracterização hereditária
• Objetivo primário de atacar a articulação
DIAGNOSTICO
• Compromete a membrana sinovial dos tendões e das
articulações • Anamnee/antecedentes: exame físico, rx simples, imagens
complementares, laboratoriais
EPIDEMIOLOGIA • Exame físico: Dor aritular, calor local, limitação funcional
• Mais comum em mulheres (3:1) antes dos 60 anos, depois é • Exames radiológicos simples
igual • Exemes por imagem complementares
• Acomete cerca de 1% da população de paises desenvolvidos, • Exames laboratoriais
principalmente em adultos entre 40 e 50 anos de idade • Perguntar se é a 1, 2, 3 vez
• Influencia da gentica, ambiente ... • Manifestações extra-articulares: pele, vasculite, neuropatias e
miopatias
ETIOPATOGENIA • Pode acometer outros tecidos -> vasculite, miosites, formacao
de grânulos
• Macrófagos comprometem as citocinas que agem em cima dos
condrocitos da membrana sinovial fazendo a absorção
causando destruição EXAME RADIOLÓGICO
• Macrofagos sofrem profliferacao formando um “pano” -> anti- RX: as apresentações dependem do momento de evolução da doença
inflamatório resolve -> repete de novo causando aumento do
liquido sinovial ->pressiona articulações

SINOVIAL
• Tendões
• Articulações: secundariamente comprometidas por tecido
peritendinoso, tecido periarticular, vasos sanguíneos locais e
músculos vizinhos

ETIOLOGIA MULTIFATORIAL
• Fatores ambientai (frio -> países nórdicos tem m=grande
incidencia)
• Fatores psicossomáticos (mãezinha velhinha toda dói dói, dói
aqui, dói ali, personalidade reumática)
• Fator genético
• Desequilíbrio imunológico-> enzimas -> comprometimento da
articulação
• Alterações neuroendócrinas

PATOGENIA
• Transformação celular e quimica
• Sinovial
• Articulares
• Radiológicas
• Precoce: porose periarticular, erosão óssea, estreitamento
do espaço articular
• Tardio: subluxacao, luxação, perda do espaço articular,
coalizão óssea (carpo)

REAÇÃO INFLAMATÓRIA EM OUTROS TECIDOS


Granulosa, vasculite ou miosites

EXAME FÍSICO
Exame físico: presença ou não de deformidade (as vezes já aumento
de vou-me da articulação)
• Especifico: rubor as vezes, calor, dor articular
• Avaliar a dor pressionando a articulação: paciente refere dor
• Acúmulo de liquido sinovial as vezes na mão, joelho (choque • Achados precoces no rx: pirose periarticular, erosão óssea e
da patela com condições femorais) - Aspiração as vezes estreitamento do espaço articular

CAROL TEZOLIN 30
OROPEDIA - MMSS

• Achados tardios no rx: subluxação das articulações


(interfalangianas próximais, ou a nivel do punho), luxação,
perda do espaço articular, coalizão óssea (principalmente nos
ossos do carpo)
• Inicio: edema nos tecidos moles (aumento do volume da
articulação, comparar com contralateral): edema macroscópico
• Subsequente: osteopenia justarticular (menos sueprficie
articular -> perda de calcio -> resposta do fluxo sanguíneo:
citocinas jogadas ali para arrumar mas não conseguem
• Articulação comprometida: diminuição da luz articular
• Erosão óssea
• Casos mais graves: anquilose articular (destruição das
estruturas articulares e justarticulares)
SINOVITE
RNM
• RNM: mostra a osteopenia com destruição da cartilagem
articular e sinovite das articulações, consegue detectar lesões
ósseas (entre ossos do carpo normalmente) tipo mordida de
rato e proliferação de tecido fibrovascular ou conectivo e
formacao de pano
• Tem q ter o diagnóstico

DOENCA REUMATICA DO PUNHO

RUPTURA TENDINOSA

ULTRASSOM
• US: fase inicial para detectar as lesões iniciais da AR
• US (sinovite importante envolvendo os tendões -> pode ser
mt forte e romper o tendão ou causar uma sindrome do túnel
do carpo)

ARTRITE NA ARTICULAÇÃO METACARPO FALANGEANA

CRITERIOS DIAGNOSTICOS

CAROL TEZOLIN 31
OROPEDIA - MMSS

ARTRITE NA ARTICULAÇÃO INTERFALANGEANA PROXIMAL

TRATAMENTO
• Reumatologista + cirurgião de mão + terapeuta ocupacional
• Parte clinica + operar na parte certa + recuperação adequada
• As vezes precisa associar psicologo/psiquiatra pros pacientes
que se sentem inferiorizados
• Reumato: medimcamentos
• Orto: cx e talvez talas
• Indicação cirúrgica: dor severa, sinovite cronica que não
responde bem ao tto medimcaneotoso, compressao nervosa,
ruptura tendinoso (4 e 5 dedo mais comum, extensor longo,
flexor longo do polegar), prejuizo da função da mão
• Goals da cx: alivio da dor, corrigir deformidades, preservar e
restaurar a função
• Para operar:
ENVOLVIMENTO DE MÚLTIPLOS NÍVEIS DE PUNHO E MAO • Pacinete motivado (pos op dói pra caramba)
REUMATOIDE • Condições físicas boas do pacientes
• Tem conhecimento:
§ Doença
§ Procedimento planejado (sequencia do
tratamento tb
§ Resultado esperado (mostrar p pacinete e
dizer q nem sempre rola
§ Explicar q cx não é resolução do problema, é
um complemento -> precisa continuar indo no
DEFORMIDADES reumato, tomar remedio, etc
• Subluaxcao volar da articulação metacarpofalangianas • Ossos do carpo luxam volarmente
• Deslocamento ulnar dos tendões extensores • Subjugação -> desvio ulnar -> cai fora da cabeça o tendão
• Deslocamento ulnar dos dedos extensor -> cai pro lado ulnar
• Tendões flexores mais fortes que extensores
• Em cima: botoeira (flexão da interfalandiana proximal e
extensão da distal)
• Em baixo: pescoço de cisne (flexor tem mais força levando a
uma flexão da interfalangiana distal e extensão da proximal)
• Rompe a placa volar deixando os músculos intrínsecos mais
tensos
• Ruptura do extensor central (botoeira) perda da capacidade
de tensão entre os ligamentos dos intrínsecos que passam
pelo lado
• No punho, envolve toda a articulação, metacarpo e
interfalangianas -> artrodese danado estabilidade pro punho
com discreta extensão, reconstrói e realinha os tendões

CAROL TEZOLIN 32
OROPEDIA - MMSS

FRATURAS EM CRIANÇAS
INTRODUÇÃO • A maioria das fraturas da falange permite redução fechada,
São fraturas em osso imaturos, que ainda estão em desenvolvimento, dependendo das forças envolvidas (extensora, flexora, ação
onde ainda haverá a fise (cartilagem de crescimento). Acometerá dos lumbricais e dos interósseos), mas geralmente com uma
crianças até no máximo os 15 anos de idade (meninas antes devido a tração é possível equilibrar as forças e reduzir a fratura.
menarca, 10-12 anos) o Uso da imobilização com intrinsic plus: imobilização com
punho a leve extensão de 20-30 graus, flexão da
EPIDEMIOLOGIA metacarpofalangiana a 70-90 graus e extensão das
• 1-14 anos falanges a 180 graus, o que mantem a fratura e a
• 10-15% das fraturas causadas por trauma são fraturas em articulação estáveis por ação da musculatura extensora
crianças e flexora -> tratamento para fraturas de falange media e
• 15-30% acontecem na forma de lesões fisárias (parte do osso proximal. Deve manter a imobilização por 3 a 4 semanas
que é mais frágil) o No tratamento das fraturas de falange distal será
• Mais comuns são as fraturas nas mãos, de falanges parecido. Mantém-se a unha que servirá como uma tala
protetora para a fratura.
• Mais comumente associado a atividades esportivas
• Mais frequente as fraturas ocorrerem em meninos do que • Analisar o alinhamento dos dedos: com a mão fechada, todas
meninas as unhas devem apontar para o tubérculo do escafoide
• <5% das fraturas são fraturas expostas sendo mais comuns • Complicações da fratura distal: problema do crescimento
nos membros superiores ungueal adequado (unha nasce meio torta mas depois arruma),
dedo em martelo (falange distal em flexão pela fratura ou pelo
• FISE DO CRESCIMENTO
arrancamento do tendão extensor intrínseco na base dorsal da
• FRATURA DAS FALANGES SÃO MAIS COMUNS falange distal), consolidações viciosas, pseudoartrose, rigidez
• QUANTO MAIS NOVO MENOS MINERAL DEPOSITADO articular e infecções

DETALHES DA ANATOMIA
• Osso com mais água/liquido e menos minerais, o que promove
maior elasticidade, deixando-o mais resistente e mais forte. O
único lugar do osso da criança que será mais fraco é a fise
• Pode ocorrer fraturas por torção (pé fica preso causando uma
torção), cisalhamento (impacto direto quebra tudo) ou
arqueamento (fica preso entre duas estruturas em entorte =
fratura em galho verde)

MECANISMOS DE LESÃO DE FRATURA


• Compressão: geralmente acontece na transição entre a
metáfise e a diáfise
Sofre ação dos fexores/extensores superificiais
• Torsional: pode ser em espiral (prende a perna e gira em cima Fraturas articulares não podem ter desvio
dela, causando uma fratura oblíqua)
• Arqueamento: fraturas em galho verde, trauma transverso que
FRATURA DE METACARPO
pela energia causa a deformidade de uma cortical (realizar um
trauma contrario para alinhar, não precisa nem de anestesia) • Também é realizada a imobilização com tala gessada por 1
semana e, após, uso de luva gessada por mais 2 semanas na
AVALIAÇÃO posição intrinsic plus
• Deve-se analisar a história, e com isso entender a energia • Fraturas da cabeça do metacarpo: ocorrem na fise geralmente
empregada e o mecanismo do trauma (queda de bicicleta, e são classificadas para determinar o tratamento e prognostico
queda da própria altura, etc). o Classificação de Salter-Harris:
• Analisar também sempre a parte neuro vascular, avaliar os
pulsos radial e pedioso, avaliar a sensibilidade (pode haver
lesão de nervos com alteração de sensibilidade na
extremidade).
• Após analisar deve ser feita a estabilização da fratura e o
exame de raio x que determina a confirmação diagnostica, o
prognostico e o tratamento que deve sem empregado.
• Existem classificações que auxiliam nessas
determinações de tratamento, protocolo e tudo mais
• Algumas fraturas podem ser mais complexas, nesse casos
pode-se pedir TC ou RNM ou cintilografia na suspeita de
fraturas patológicas por tumores. Pode-se também usar US

FRATURAS DE FALANGE o As com maior desvio (grau III e IV) requerem uma
fixação interna com fios de Kirshner. As vezes consegue
• São as mais frequentes em crianças sendo a mais frequente de
por via percutânea.
todas a de falange distal (prensar o dedo na porta, martelar o
dedo por exemplo -> fraturas cominutivas na maioria das vezes) o As fraturas diafisarias podem ser tratadas de forma
conservadora a não ser nos casos em que há fraturas
• Fraturas de Falange média e proximal tem tratamento diferente
de todas as diáfises pois causa instabilidade
pois, devido a ação dos extensores, a deformidade estará
presente • O tratamento será cirúrgico nos casos de fraturas instáveis, com
3 ou 4 metacarpos quebrados, quando tem deformidade
• Mais de 25% das fraturas são articulares e não comportam
rotacional ou grande angulação
desvio maior que 1,5mm se não o dedo ficará torto com
limitação no movimento de extensão e flexão, deve ser bem • A fratura do colo do segundo metacarpo pode ter até 10 graus
reduzido para que não haja esse desvio de deformidade em flexão pois permite a movimentação e a do
o Em crianças com menos de 10 anos de idade, quanto quinto metacarpo aceita até 30 graus de deformidade. Haverá
menor for a angulação, sendo a máxima 30 graus, o diferença mas não grande a ponto de comprometer a
desvio pode se corrigir com o passar do tempo. Acima movimentação pois o segundo metacarpo não ter muita
de 30 graus é necessário procedimento cirúrgico. Acima mobilidade de qualquer jeito
de 10 anos a angulação deve ser menor que 20 graus • Fraturas do primeiro metacarpo: no adulto são as fraturas de
para resolução espontânea Bennet, leva a deformidade por ação dos músculos, um do

CAROL TEZOLIN 33
OROPEDIA - MMSS

compartimento dorsal e um da região tenar. Imobilização na


posição intrinsic plus se estável. Se for instável, por ação do
músculo adutor do polegar, deve-se fixar com fios. Se não
tratado adequadamente, haverá limitação no momento da pinça
• Complicações: crescimento ungueal prejudicado, dedo em
martelo, consolidação viciosa, pseudoartrose, infecção/
osteomielite

FRATURA DE PUNHO
• Geralmente são fraturas da fise resultante de queda com punho
em extensão levando ao deslocamento
• Necessario realizar reducao incruenta com anestesia (dói
demais)
• Podem ser instaveis devido ação do pronador ou do
braquiestilorradial, nesses casos necessita de redução e
fixação percutânea alem da imobilização com tala por 4-6
semanas para depois retirar os fios e colocar luva gessada
• Nas fraturas da metáfise, é realizada a correção de 10 graus de
desvio por ano, acima de 20 graus não é aceito porque o
crescimento ósseo não aceita uma correção tão agressiva

FRATURA DE ANTEBRAÇO
• Nos casos de fraturas proximais, observa-se deformidade em
supinação (ação do bíceps braquial, inserido no tubérculo do
radio proximalmente), se for no terço médio não haverá
deformidade (ação do pronador quadrado e do bíceps braquial)
e no terço distal a deformidade será em pronação (ação do • Uso de gesso bem ovalado usando a membrana interossea
pronador quadrado) -> para correção deve-se levar na posição como ponto de equilibrio/apoio
neutra, realizando uma hiperextensão/hipertração para engatar • No primeiro momento coloca tala devido ao edema e depois de
os fragmentos, tirando a musculatura do meio dos fragmentos e 1-2 semanas coloca o gesso circular asilo-palmar
alinha os fragmentos
• Fraturas incompletas: fratura fácil de tratar, cuidar para não
acentuar a deformidade, as vezes precisa completar a fratura
para tratar para melhor consolidação e impedir a formação de
calos ósseos

CAROL TEZOLIN 34
OROPEDIA - MMSS

FRATURAS SUPRACONDÍLEANAS DO
ÚMERO
• A maioria das fraturas são em extensão do cotovelo, logo, deve-
se atentar para as estruturas que passam por ali como a arteria
braquial e os nervos mediano e radial pois pode haver lesão
dessas estruturas. No caso de fraturas em flexão, deve-se
atentar para lesões no nervo ulnar
• Como a maioria das fraturas são fraturas instaveis, é necessario
a fixação percutânea
• Existe uma classificação para essas fraturas chamada de
classificação de Gartland:
o Tipo I: pode ser tratado conservadoramente mas deve-
se cuidar com a colocação do gesso dedivo ao edema e
pela possibilidade de compressão da arteria, resultando
em sindrome compartimental com grave deformidade
(sequela irreversível)
Remodelamento ósseo
o Tipo II e III: tratamento cirúrgico

FRATURA PROXIMAL DO ÚMERO


• A aceitação dos deslocamentos dependerá da idade do
paciente:
o Pacientes com menos de 4 anos aceitam 70 graus total
entre a cabeça e a diáfise do úmero com qualquer grau
de desvio
o Pacientes entre 4 e 12 anos aceitam 40-45 graus de
angulação e desvio de 1/3 da largura da diáfise
o Pacientes com mais de 12 anos aceitam até 10-15 graus
de angulação
• Tratamento geralmente é conservador usando uma tipóia,
deixando imobilizado por cerca de 6 semanas. Difícil aceitação
da criança porque o braço fica colado ao corpo
FRATURAS DIAFISÁRIAS DO ÚMERO
• A aceitação dos deslocamentos dependerá da idade do
paciente:
o Pacientes com menos de 5 anos aceitam até 70 graus
de deslocamento total
o Pacientes com 5 a 12 anos aceitam de 40 a 70 graus
o Pacientes com mais de 12 anos aceitam até 40 graus
de angulação e 50% de aposição
• Realizado tratamento conservador com redução e uso de pinça
de confeiteiro por 6 semanas
• Pode haver deformidade estética, aceitas pelo úmero, de 20
graus anterior, 30 graus varo, 15 graus de rotação interna e 40
graus de rotação externa
• A articulação aceita até 2 cm de encurtamento

• Indicações cirúrgicas: fraturas expostas, comprometimento


neurovascular, envolvimento da fise (principalmente se há
evidência de crescimento do osso com desvio), fraturas com
deslocamento inaceitável e irredutíveis

CAROL TEZOLIN 35
OROPEDIA - MMSS

FRATURA PROXIMAL DO FÊMUR • Indicação cirúrgica: fratura exposta, lesão vascular, síndrome
compartimental (um compartimento anterior, dois posteriores e
• Acontecem mais em acidentes de transito, de bicicleta e
um lateral na perna -> aumenta a pressão intracompartimental
acometem a cabeça, o colo ou o trocanter.
pelo trauma o que aumenta o fluxo sanguíneo causando
• Deve estabilizar pois se ficar com deslocamento, o colo do necrose muscular e nervosa, causando gangrena da perna),
fêmur ficara em valgo ou em varo com desnível na altura e redução instável, cominução
comprimento da perna
• O tratamento, pela instabilidade por ação dos rotadores
externos (piramidal, obturador interno, gêmeo inferior, gêmeo
supeior, quadrado lombar e glúteo médio) no grande trocanter,
consiste em estabilizar e imobilizar com aparelho gessado
desde a bacia até a perna
• Fraturas diafisárias aceitam encurtamento. Atualmente se fixam
a maioria delas com astes intramedulares, sempre cuidando
para não lesar a fise. Gera estabilidade relativa e rapidamente
o osso é consolidado
• Cirurgia: SH II irredutível, redução instável, SH III/IV. Manter
TCP por 6 semanas sem apoio

Cirurgia: fratura exposta, redução instável, lesao vascular, síndrome


compartimental, cominuicao, fraturas de fêmur associadas, síndrome
espástica, politrauma

FRATURAS DE TORNOZELO
• São deformantes por causa do envolvimento da fise, que pode,
após a lesão, crescer com deformidade
• Deve-se levar para o centro cirúrgico, reduzir sob anestesia e
fixação com 2 parafusos angulados

FRATURA DO FÊMUR DISTAL


• Ação do côndilo femoral podendo levar a deformidade por
desvio da fise levando o fragmento em valgo ou varo, que se for
para a região posterior vai limitar a extensão e se for para a
anterior vai limitar a flexão
• Necessita de redução cirúrgica e fixação se não vai limitar a
função do joelho, seguido de imobilização por 6 semanas para
depois liberar o apoio
FRATURA NA PERNA
• Podem ser não deslocadas, que ocorrem geralmente em
crianças menores. Caracterizada por criança que não pisa no
chão. Realiza correção com aparelho gessado cuidado com
desvios e deformidades
• Deve sempre preservar a fise de crescimento

CAROL TEZOLIN 36
OROPEDIA - MMSS

FRATURAS DO PÉ
• Fratura da falange: geralmente com imobilização com
esparadrapo já libera o apoio
• Fratura do metatarso: uso de botas que forçam o paciente a
apoiar apenas o calcanhar por pelo menos 3 semanas
• Complicações das fraturas em geral: interrupção completa do
crescimento (envolvendo e lesão da fise), deformidade
angulares e rotacionais e osteonecrose (ruptura de árterias que
estao junto ao fragmento) -> acompanhar o paciente até o fim
do crescimento
• Abuso contra a criança: fratura transversal do femur em
crianças com menos de 1 ano ou de úmero com menos de 3
anos, fraturas do canto metafisário, historia inconsistente com a
fratura, lesão não testemunhada com fratura, múltiplas fraturas
em diferentes estágios de consolidação e escoriações em
vários estágios de resolução

CAROL TEZOLIN 37
OROPEDIA - MMSS

PÉ DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
PÉ TORTO CONGENITO deformidade óssea principalmente no talus, acarretando
tudo isso
• É uma das deformidades mais frequentes encontradas nos
• Não utiliza RX apara diagnostico , apenas controle do
recém nascidos caracterizada por inversão do pé muitas vezes
tratamento observando a evolução do ângulo de kite
associado a rotação da tíbia. É pouco visível no recém nascido,
mas é possível identificar pelo pé em supinação
• Pode fazer diagnostico intrauterino pelo US
• Pode ser idiopático (sem saber de onde vem, varias teorias com
pontos positivos e outros que não fecham), posicional (pela
posição errada do bebe no útero) e teratológico (correlacionado
com outras doenças)
o Mais fácil de tratar é o posicional

• Quanto mais precoce o tratamento, melhor pois a estrutura


óssea não esta bem calcificada e é possível manipular e corrigir
a angulação do talus, navicular e calcâneo
• Incidência de 1:1.000 nascimentos no mundo que varia de
acordo com a raça, é bilateral em 50% dos casos e acomete • Classificação do quadro clínico:
mais o sexo masculino (2:1) o Dimeglio
• 10% dos casos estão correlacionados com torcicolo congênito • Grau I: postural (postura intrauterina)
e displasia do quadril • Grau II: existe uma correção inicial
• Mais comum unilateral (lado direito -> pé direto bate contra a • Grau III: resistente parcialmente
coluna e as costelas, não deixando o bebe ficar na posição • Grau IV: incorrigível (correlacionado com outras
correta) doenças)
• Clínica: o Pirani: são utilizados 10 parâmetros durante o exame
o Inversão do pé que leva a rotação da tíbia fisico que são classificados em normal, pontuação 0,
o Característica principal: pé e tornozelo em equino, varo corrigível, pontuação 0,5 e incorrigível, pontuação 1
do retropé, antepé aduzido, forma um cavismo e • Somatória = 0 -> pé normal
supinação do antepé e torção externa da tíbia -> ossos • Somatória = 10 -> pé teratológico
giram também • Tratamento:
o Não precisa de RX, diagnostico no exame fisico o Presente na literatura desde AC
• Devido a rotação, a perna comprometida, ao fim do tratamento, o No inicio se colocavam bandagens mas que levavam
apresentará um encurtamento do pé e uma diminuição do tônus muitas vezes a necrose (460 a.C)
muscular (panturrilha mais fina) o Depois iniciou-se o uso de gesso (1836)
o Trocas de gesso corrigindo a patologia semanalmente
(1963) -> Ponseti

• Primeiro corrige o cavo -> depois a adução do pé -> supinação


do pé -> equinismo
• Consegue abrir o espaço para o talus
• Desvio mais importante é o do talus -> se não corrigir causa
artrose
• Após a correção, a criança usa a órtese de Denis-Browne até
os 2 anos de idade primeiro 23 horas por dias depois só noturna
• Mantem os pés na posição

• Etiologia: não tem uma história especifica


o Colo do talus fica menor -> levando ao cavismo (maioria
dos casos)
o Alterações vasculares (em alguns casos, não
desenvolve adequadamente)
o Fatores mecânicos (coluna e costela da mãe)
o Fator genético (defeito do plasma germinativo do osso -
> na formação dos osteoblasto tem defeito levando a

CAROL TEZOLIN 38
OROPEDIA - MMSS

PÉ METATARSO VARO
• Variamos do metatarso -> desvio medial do antepé em relacao
ao retopé
• Sua deformidade severa é chamada de serpentina ou skewfoot
• Adução do antepé, translação lateral do médio pé com valgismo
do retropé
• Epidemiologia:
o 1/1000 nascimentos
o Mais frequentes em meninas
o Etiologia desconhecida
o Problema postural nos últimos meses de gestação
• Diagnóstico apenas com a deangulação
• Pode estar associado com a displasia do desenvolvimento do
quadril
o Sempre que observar uma deformidade, deve fazer
exames para procurar outras deformidades
• Classificação pela flexibilidade:
o Grau I: corrige totalmente por correção passiva para
além do neutro e ativa até a posição neutra
o Grau II: correção passiva até o neutro
o Grau III: não corrige, deformidade rígida
• Classificação pelo grau de deformidade pela linha que
passarela borda interna do calcâneo:
o Normal: passa no hálux
o Discreto: passa entre o hálux e o 2 dedo
o Moderado: passa no segundo dedo
o Grave: passa além do segundo dedo
• Tratamento:
o Normalmente conservador
o Trocas de gesso por 8 a 10 semanas -> 90% de bons
resultados
o Quando mais precoce -> melhor
o Tratamento cx: osteotomia entre os metatarsos e os
ossos do tarso com tiras em cunha

A DEFORMIDADE MAIS IMPORTANTE É A DO TALUS

PÉ PLANO VALGO FLEXÍVEL


• Mais frequente de todas
• Contração da musculatura dos flexores, formando um pequeno
arco plantar
• Sinônimos: pé planos valgo, pé chato, pé pronado
• Diferente pq entra pra dentro (pronação)
• Normalmente associado a hiperfrouxidão ligamentar -> tibial
anterior mais alongado e pode fazer com que o navicular caia
diminuindo a presença do arco longitudinal interno
o É considerado normal na criança até 6 anos de idade,
quando muda o padrão de marcha
• Achados: calcâneo valgo, protusão no tornozelo (malelo tibial
mais saliente), antepé pronado e abduzido (não tem arco
CORRIGE PRIMEIRO O CAVO longitudinal interno), calcâneo horizontalizado e talus
verticalizado

CAROL TEZOLIN 39
OROPEDIA - MMSS

• Tratamento conservador:
o Uso de gesso, botas e palmilhas -> provados como
inúteis -> tratamento abandonado em 1989 (resultado
com e sem a bota é o mesmo)
• Indicado pra pais e avós chatos q ficam
enchendo o saco p fazer algo c a criança
o Baseado em estimular a musculatura da planta do pé e
fortalecer o tibial anterior com atividade física
o Uso de palmilhas no caso de pés dolorosos ou de fadiga
e deformidade grande
• Tratamento cx:
o Nos casos de: pé doloroso ou falha no tratamento
conservador
o Acima de 10 anos de idade
o Pode ser só de partes moles ou com procedimentos
ósseos tb (artrodese parcial ou osteotomia de
deslizamento)
o As vezes pode ter coalização tarso (ponte óssea entre
talus e calcâneo):
• Pé plano rígido ou pé peroneiro
• Causa dor e limitação funcional
• Raro
• Falha de segmentação do mesênquima
• Tratamento com ressecção
• Plantigrafia do pé
o Graus mais altos normalmente associado com osso
acessório ou deformidade muscular

CAROL TEZOLIN 40
OROPEDIA - MMSS

TUMORES ÓSSEOS
INTRODUÇÃO OSTEOMA OSTEOIDE
• Lesões relativamente raras, mas potencialmente perigosas • Tumores de diametro muito pequeno (em torno de 1cm)
• Suspeita clinica é fundamental • Característica de dor noturna que apresenta alivio ao adm
• Ortopedista geral: atualização por educação continuada aspirina
• Benignos >>> Malignos • Aparece entre os 5 e 20 anos
o Benignos: diagnostico acidental, fratura patológica faz • Mais comum no femur proximal e tíbia
com que o osso seja avaliado e o tumor é encontrado, • RX: alta incidência e falso negativo (25%) -> realizar tomo
podem causar compressão nervosa ou vascular mas • Indicação de cx: falha do tratametno conservador (uso da
não desenvolvem metástases aspirina)
o Malignos: diagnostico precoce crucial pois o diagnostico o Cx: ressecção com auxilio da CT, abrasão do nicho
tardio aumenta consideravelmente as chances de óbito
• Aumento da sobrevida dos pacientes: melhor acesso à
medicos, centros especializados em tumores, diagnostico
precoce

TUMORES BENIGNOS DA CRIANÇA


• Osteocondroma
• Osteoma osteóide
• Encondroma
• Condroblastoma epifisário
• Fibroma não osteogênico
• Cisto ósseo simples
ENCONDROMA
• Cisto ósseo aneurismatico
• Caracterizado por lesão da cartilagem hialina intra-óssea
• Histiocitose de células de langherhans • Muito encontrado nos ossos da mãos e dos pés
OSTEOCONDROMA • Geralemte assintomático (é um achado depois da avalição de
trauma ou fratura)
• Tumor ósseo benigno mais comum o As vezes apresenta aumento de volume (edema)
• Caracterizado por metáfise de ossos longos (úmero, femur,
• RX: lesão lítica, central, afilamento cortical (tumor insufla e afina
tibia, fibula)
a cortical)
• Possui crescimento lento e normalmente são insuflantes (não
• Na fase adulta gera calcificações puntiformes (tipo pequenos
quebram o periósteo -> vão enfraquecendo a medula óssea) grãos de arroz)
• Aparece entre 5 e 15 anos de idade
• DD: Doença de Ollier, Síndrome de Maffucci -> 20% de chance
• Mais comum no fêmur, úmero e tibia de malignizacao
• Ocorre aumento de volume na região acometida e pode • Indicação de cx: nos casos de fratura ou suspeita de
também causar dor malignizacao
• Diagnóstico com rx • Cx: ressecção intralesional e inserção do enxerto ósseo
• Tumor cresce conforme o crescimento da criança • Calcificao pontual
• Chance de malignização: <1%
• DD: exostose hereditária múltipla
• Indicação de cx: compressao neural ou vascular, diminuição do
arco de movimento, dor ao movimento ou deformidade angular
o Ressecção na base do tumor -> paciente curado

CONDROBLASTOMA EPIFISÁRIO
• Aparece na segunda década da vida, dos 10 anos para frente
(fase do crescimento final -> ultimo estirão)
• Quadro de dor articular, com sinovite associada (inflamação da
sinovite pela ação na articulação)
• Acomete quadril, ombro e joelho, localizado nas epífises
o Mais comum no ombro
• RX: lesão epifisária lítica ou blástica, bem delimitada com
calcificações, podendo invadir a metáfise e causar deformidade
do osso subcondral
o Produz mais osteoblasto (blástico) ou retiram
osteoblasto (lítico) -> maioria lítico

CAROL TEZOLIN 41
OROPEDIA - MMSS

• Tto: cx o mais cedo possivel para prevenir deformidades


articulares
o Cx: ressecção intralesional + enxerto ósseo (tirados da
crista ilíaca)

CISTO ÓSSEO SIMPLES


• Lesão pseudotumoral
• Maioria acomete o úmero proximal
• Acomete crianças acima dos 4-5 anos até o amadurecimento
das estruturas ósseas (12 anos)
• RX: lesão lítica, cêntrica, bem delimitada, com afilamento
cortical, sem levantamento ou reação periosteal
• Possivel tratemtno com infiltração com corticoide
• Indicação de cx: nos casos de múltiplas fraturas, acometimento
do membro inferior, falha do tto conservador com corticoide ou
nos casos de infiltração
o Cx: Ressecção intralesional + enxerto ósseo

FIBROMA NÃO OSTEOGÊNICO


• Defeito fibroso cortical, é um defeito metafisario cortical
• Acredita-se ser derivado de problema de vascularização que
causa necrose óssea que leva a reação inflamatória que
desencadeia o defeito
• Acomete cerca de 40% das crianças acima e 2 anos
• É um achado radiográfico
• Geralmente regride espontaneamente (acompanhamento de 6
em 6 meses para avaliar evolução)
• Indicação de cx: nos casos de fratura patológica
Insulflantes são benignos
o Cx: ressecção + enxertia óssea

CAROL TEZOLIN 42
OROPEDIA - MMSS

TUMORES MALIGNOS DA CRIANÇA


• Osteossarcoma
• Sarcoma de Ewing
• Epidemiologia: 60% sólidos – SNC, neuroblastoma, osseos,
tumor de wilms, rabdomiossarcoma, retinoblastoma, sarcomas
de partes moles, outros...

OSTEOSSARCOMA
CISTO ÓSSEO ANEURISMÁTICO • Tumor ósseo malignos primário mais frequente
• Lesão pseudotumoral • Acomete 5,6/milhão de criancas até os 15 anos de idade
• Ocorre até os 20 anos de idade • Causa dor (maior durante a noite) e aumento de volume porem
• Desenvolvem-se espaços que são preenchidos por sangue e paciente apresenta bom estado geral
traves de tecido ósseo e conjuntivo • Acomete mais a metáfise do femur distal e tibia proximal
o Confirmação quando há aspiração de sangue das • Pode ser secundário à doença de Paget óssea
trabéculas na biópsia
• Duração de sintomas variável
• Mais comum no femur e coluna vertebral
• Apresenta aumento da fosfatase alcalina
• 25% dos casos são secundários a outros tumores
• RX: lesão metaepifisária, blastica/lítica, destruição cortical,
• Não acomete as estruturas adjacentes levantamento periosteal, triangulo de Codman (destruição
• RX: lesão metafisaria, lítica e expansiva, insuflativa, com traves cortical + elevação + fratura de cortical), imagem em raios de
ósseas e afilamento cortical sol, invasão de partes moles
o Produz bastante células ósseas
o Compromete estruturas adjacentes
• Estadiamento: com uso de RX, cintilografia óssea, tomo, rnm
• Biópsia muito importante para diagnóstico: encontra tecido
osteoide formado por células malignas
• Tto: quimio -> cx -> quimio
o Quimio antes da cx para “enxugar” o tumor, talvez até
reduzir, facilitando a cx
o Cx: ressecção do tumor com enxertia óssea tentando ao
máximo preservar o membro acometido -> se não for
possivel realizar a amputação (deve realizar todo o
esquema de quimio pós operatória mesmo se houver a
retirada do membro)
• Antigamente: amputação direto, hoje em dia tenta-se preservar
o membro acometido
o Para preservação do membro existem opções de
reconstrução do esqueleto em femur, tibia e úmero
através de endoprótese não convencional ou enxerto
ósseo
• Sobrevida de 60% em 5 anos para não metastáticos e 10% em
metastaticos
• Acompanhamento com Orto e onco

Lesao blastica

CAROL TEZOLIN 43
OROPEDIA - MMSS

• Tto: quimio -> cx -> quimio e radio (nos casos de tumores que
não conseguem ser totalmente ressecados)
o Cx: idem osteossarcoma
• Sobrevida: 60% em 5 anos com possibilidade de recidiva tardia

Lesao lítica

Imagem em casca dw cebola

SARCOMA DE EWING
• Sarcoma ósseo de origem desconhecida
• Segundo tumor ósseo maligno pediátrico mais frequente
• Acomete 2,1 casos/milhão de criancas até 15 anos
• Extremamente raro em negros
• Acometimento mais comum é nas diáfises dos ossos longos,
principalmente a diáfise femoral, seguida pela fíbula e ulna
• Quadro clinico similar ao osteossarcoma mas com febre e perda
de peso e mal estar (sintomas constitucionais)
• DD com osteomielite -> diferencia com biópsia (presença de
pus= osteomielite)
• Muito frequente na cintura pélvica e escapular
• RX: lesão metadiafisária, lítica, levantamento periosteal em
casca de cebola, grande invasão de partes moles
• Estadiamento: RX, cintilografia, TC, TNM
• Na biópsia observam-se celulas pequenas e arredondadas que
produzem tecido ósseo

CAROL TEZOLIN 44
OROPEDIA - MMSS

FRATURAS DO ANTEBRAÇO
FRATURAS DE RADIO DISTAL • Diagnóstico
o Suspeita-se dessa fratura quando há história de queda
• É extremamente comum, ocorrendo mais em mulheres
+ chegada do paciente segurando a mão -> confirma-
• Grupos etários mais comumente acometidos:
se com radiografia com incidencia AP, perfil e oblíquas
o 6-10 anos: fraturas epifisárias de radio distal. Nessa quando necessário (em supinação para fazer uma
faixa etária, a epífise na zona da cartilagem de avaliacao dorsal da faceta do semilunar e pronado para
crescimento encontra-se enfraquecida, proporcionando avaliar a estiloide do radio)
o deslocamento. Nesses casos a redução deve ser o No trauma, o primeiro lugar que o escafoide vai bater é
perfeita possível pois se não o osso da criança cresce
no estiloide
com deformidade. As vezes, dependendo do tamanho
do trauma nessas crianças, a epífise pode fechar,
o Hoje em dia, como tem mais motocicletas e,
consequentemente, mais acidentes de motocicletas, os
gerando um crescimento anômalo (a ulna cresce
traumas são de maior energia e as fraturas são mais
normalmente mas o radio não pois esta impedido pela
cominutivas com mais casos de comprometimento
epífise fechada) causando um desvio
articular, nesses casos, para melhor planejamento da
o 60-69 anos: muito frequente qualquer queda causar cx, enxertos ósseos, recomenda-se realizar uma TC ou
fratura devido a osteopenia e osteoporose comum
RNM para fazer um estudo de toda a superfície articular
nessa faixa etária
e seu comportamento
• História:
• Comprometimento articular = pior prognostico
o Essa fratura foi descrita inicialmente em uma época em
que não se existia radiografia, por Colles, da seguinte • Existem diferentes classificações para fraturas de radio distal
que são importantes para determinar o prognostico, evolução
forma: o punho afetado, que esta com deformidade, em
da fratura e também para ver o tipo de tratametno que poderá
algum período novamente terá o arco de movimento
ser empregado. Na pratica não sera utilizada apenas uma
completo e será completamente assintomático,
classificação, mas sim uma junção de diferentes classificações
entretanto, a deformidade permanecerá por toda a vida
que irão se complementar para que se determine o tratamento
o A deformidade nesses casos normalmente é dorsal e prognostico
o Colles sabia dessa deformidade e que o osso o As mais usadas hoje em dia são de Frykman e de AO (a
consolidava mas a deformidade permanecia do 23).
o No passado isso se aceitava mas hoje em dia não se o A primeira a ser criada foi a Universal, é mais simples,
aceita mais. Até alguns atrás, nos anos 2000, começou classifica em intra ou extra articular, com ou sem desvio
a aumentar a idade da população em geral, o que e estável ou instável
tornou-se um problema, pois com a
o A de Melone relaciona a superfície articular e a de
osteopenia/osteoporose, após a redução, colocando
Fernandez focam mais no mecanismo de impacto
tudo no seu devido lugar, havia uma impacção pela
(cisalhamento, torção, compressão)
força muscular devido aos fragmentos ósseos causando
um encurtamento do radio. Se observado no raio-x veria
o A de Thomas trata das fraturas de cisalhamento
a fratura bem posicionada mas a ulna fica maior (ulna o A de Frykman vai classificar em relação com
plus) gerando deformidade com desvio radial do punho comprometimento articular, que poderá ser entre o radio
e a ulna ou o radio e o escafoide. Classificada de I a VI
• Mecanismo de queda: queda sobre mão estendida e aberta com
sendo que os impares representam envolvimento da
força em torno de 100-400kg em cima do punho e dorsiflexão
estiloide da ulna e nos pares não
de 40-90 graus
o Quando maior a energia aplicada, maior será o trauma
e a deformidade, podendo estar associada a lesões
ligamentares concomitantes às fraturas

• Da estiloide do radio até o inicio da ulna existe uma angulação


de mais ou menos 20-23 graus permitindo os movimentos
laterais e de dorsiflexão sem que haja deformidade. Há uma
altura entre a estiloide do radio e a base da ulna/superfície
articular de mais ou menos 12mm
o Quando ocorre uma fratura e há uma impacção dessa
fratura, há o encurtamento, fazendo com que a ulna
fique maior, atrapalhando os movimentos da mão
(parece uma deformidade mas radiologicamente ela não
existe)
• O rádio tem uma flexão volar de mais ou menos 11-12 graus
que permite a movimentação de flexão e extensão. Se perder a
angulação ou aumentar demais a angulacao vai aparecer como
deformidade
• Deixar o punho em posição neutra, sem as angulações citadas
e sem o espaço, não é exatamente ruim mas a movimentação
não fica tão perfeita

CAROL TEZOLIN 45
OROPEDIA - MMSS

FRYKMAN Tratamento:
• Os objetivo do tratamento serão manejar corretamente a
fratura, realizar a redução para a posição mais anatômica
possível, reestabelecer uma boa congruência articular, manter
as angulações presentes no punho que resultará em uma boa
mobilidade articular e liberar para movimentação o mais rápido
possível
• Na época do Valdir: tratamento mais comum era redução com
colocação de gesso mas haviam muitas complicações e
requeria muito tempo de fisioterapia após a retirada do gesso
• Hoje em dia, o tratamento pode ser conservador ou cirúrgico.
Deve-se analisar a fratura para determinar se é uma fratura
estável ou instável e se é redutível ou irredutível
FERNANDEZ
• Quanto maior a energia e maior o numero de fragmentos
ósseos, mais complexa, mais instável e mais irredutível será a
fratura. Nesses casos, haverá tratamento cirúrgico
• Tratamento conservador:
• Realizado em fraturas sem desvio
• Redução incruenta e imobilização com calha gessada
(não usar direto gesso pois terá edema e há risco de
contratura de Wolfgang ou síndrome compressiva,
levando a necrose) por 1 semana a 10 dias. No
segundo momento o gesso será utilizado com controle
radiológico. Nas primeiras semanas o gesso terá que
ser axilo-palmar para evitar o movimento de prono-
supinação que pode levar ao deslocamento da fratura.
Se não quiser usar esse gesso enorme, pode utilizar
fios de Kirchner para melhorar a estabilização, dai usa
só uma luva gessada. Sempre deve manter o punho em
uma leve flexão com desvio ulnar para manter o
comprimento da estiloide do radio (inserção do
braquiestilorradial)
• Fraturas irredutíveis: são aquelas que tem fragmentos intra-
articulares afastados, as vezes pode envolver os tendões
flexores e pode inclusive apresentar fragmentos rodados,
impossibilitando ainda mais a redução
• Fraturas instáveis muitas vezes são irredutíveis. Você
traciona e reduz mas ela não fica bem posicionada, tendo que
ser manipulada posteriormente em cirurgia aberta.
• Tratamento cirúrgico:
• Fraturas com muito desvio: utilizam-se placas de
radio distal bloqueadas que são adaptadas a
superfície volar do radio, o que permite a fixação
de fragmento articulares, dando estabilidade
principalmente nos casos de cominução e
osteoporose
• Fratura com pouco desvio: utilizam-se redução
AO cruenta ou incruenta com fixação interna ou
externa. É possível utilizar uma placa dorsal
fixada no terceiro metacarpo
• Complicações:
o Imediatas: compressão nervosa (nervo mediano no
túnel do carpo), ruptura tendinosa (flexor longo do
polegar ou extensor longo do polegar), distrofia
simpático reversa
o Tardias: compressão nervosa (STC), ruptura tendinosa,
distrofia simpático reversa, consolidação viciosa,
MELONE instabilidade, artrose, pseudo-artrose

CAROL TEZOLIN 46
OROPEDIA - MMSS

1. DETERMINAR A ESTABILIDADE TRATAMENTO DE FRATURAS COM DESVIO

2. DETERMINAR A INSTABILIDADE

3. DETERMINAR A IRREDUTIBILIDADE

FIXACAO INTERNA E REDUCAO ABERTA

PLACAS DE RADIO DISTAL BLOQUEADAS

TRATAMENTO DE FRATURAS SEM DESVIO

Bloquear o cotovelo para evitar prono supinação por conta do


braquioestilorradial que se insere ali

CAROL TEZOLIN 47
OROPEDIA - MMSS

FRATURAS DO ESCAFOIDE
• Representa 60-70% de todas as fraturas do carpo, mas muitas
vezes, mesmo fazendo a radiografia, a fratura passa batido pelo
ortopedista
• Caracterizada por dor na região da estiloide do radio ou na
tabaqueira anatômica, no tubérculo do escafoide com limitação.
Pode ter luxação associada. Ao observar esses indicativos,
mesmo que não haja evidencia na radiografia, deve-se
imobilizar o punho e pedir pata o paciente retornar depois de
uns dias ou uma semana, para que então a fratura possa ser
detectada no raio x
• Fratura de Colles: queda sobre a mão com rotação levando a
fragmentação devido a estiloide do radio causando fratura de
TRATAMENTO FRATURAS COM DESVIO escafoide

COMLICAÇOES

COMPLICAÇOES DO FIXADOR EXTERNO


• Circulação do osso esfafoide: de distal para proximal. Logo, nos
casos de fratura, a porção proximal pode entrar em necrose que
causará, a longo prazo, instabilidade carpal pois há uma
cominução interna do colo proximal do escafoide pela ação do
capitato e do hamato que irão comprimir o fragmento. Todo esse
processo leva em torno de 20 anos para ocorrer, mas é
altamente limitante

COMPLICAÇOES DAS FRATURAS DE RADIO DISTAL

• Deve ser realizada as radiografias em AP, perfil verdadeiro e


em pronação de 45 graus. Se mesmo com a raio-x de escafoide
haver duvidas, pedir uma tomografia
• Quanto mais proximal for a fratura, pior é o prognostico pois,
devido a menor circulação, haverá mais dificuldade de
consolidar a fratura
• Tratamento: imobilização alta evitando a prono-supinação.
Pode evoluir para pseudoartrose por falta de consolidação
depois de 3-4 meses mais ou menos, nesse casos deve fazer
intervenção cirúrgica com enxertia óssea
o Nos casos de fraturas com desvio ou instáveis é
TRATAMENTO possivel realizar um tratamento interno sem que seja
realizada cirurgia aberta, faz só um buraquinho pequeno
onde vão passar os parafusos e pinos
• Complicações: pseudoartrose, necrose vascular, consolidação
viciosa e artrose pós-traumática

CAROL TEZOLIN 48
OROPEDIA - MMSS

FRATURAS DE FALANGE o Fraturas de Bennet: é uma luxação da base do primeiro


metacarpo pela ação dos tendões abdutor longo, adutor
• Por ser na mão, uma parte importante do corpo, é necessario
do polegar e extensor curto do polegar que leva a essa
cuidado extra para precisão e estabilidade.
deformidade. Pode ser uma fratura simples, apenas
• Os ossos da mão, tanto os metacarpos como as falanges, são subluxação ou até uma efisiólise. Realizar redução se
ossos tubulares e que se não tratados corretamente com não haverá limitação funcional e o paciente não
redução para a forma anatômica, pode levar a complicações e conseguirá realizar a oponência do polegar
a dificuldade de movimentação
• Deve-se inspecionar o dedo, o alinhamento entre os dedos e
realizar radiografia para então anestesiar e reduzir
o Alinhamento dos dedos: todas as unhas tem que
apontar para o tubérculo do escafoide. Se isso não
ocorrer, há um desvio. Cada meio grau de diferença, há
um desvio de 5 cm

• Fraturas do quinto metacarpo:


o Fraturas relacionadas a ação do musculo extensor ulnar
• As fraturas da mão podem ser complicadas por deformidade por do carpo
falta de tratamento, rigidez por excesso de tratamento e ao o Necessario estabilizar as fraturas
mesmo tempo deformidade e rigidez por mau tratamento -> tudo • Fraturas por ação dos interósseos podem levar a angulação ->
depende do ortopedista corrigido pelo gesso com posição intrinsic-plus
o Muito agressivo -> rigidez • Fraturas da Falange distal:
o Negligente -> deformidade o Normalmente é cominutiva
• Posição de imobilização: Intrinsic-Plus -> metacarpofalangianas o Sempre deixa o leito ungueal (unha)
em 90 graus e as interfalangianas em 180 graus e discreta o Tem muito edema e dor embaixo da unha (algumas
extensão do punho. Nunca imobilizar com as interfalangianas pessoas fazem um furo na unha para aliviar o edema
em flexão mas transforma uma fratura fechada em aberta o que
aumenta os risco de contaminação)

• Objetivo do tratamento: restaurar e reestabelecer a função, ver


a congruência articular, mobilidade precoce e evitar a
sobreposição de dedos
• No tratamento, pode-se utilizar também fios de Kirshner para
estabilização. Nesses casos deve evitar passar o fio intra-
articular pois causará rigidez articular. Passar intramedular
passando ao lado dos metacarpos
• Fraturas do primeiro metacarpo:

CAROL TEZOLIN 49
OROPEDIA - MMSS

SÍNDROMES COMPRESSIVAS DO MMSS


CONJUNTO DE SINAIS E SINTOMAS CAUSADOS POR COMPRESSÃO DO NERVO PERIFÉRICO
SENTIVIVO, MOTOR OU MISTO

PLEXO BRAQUIAL

ETIOPATOGENIA
• Suderland à compressão da microcirculação e a alteração
patológica inicial à levando a hipóxica tecidual à lesão
nervosa (aumento da pressão externa à aumenta a pressão
intraneural à saída de proteínas e líquidos à levando a
cicatriz constritiva no nervo)
• Uma vez que haja compressão em um nervo, nada impede
que ele esteja sendo comprimido em outra localização distal
• 50-60mmhg: obstrui o fluxo vascular intraneural
• Aumento da pressão externa leva ao aumento da
pressaovascular intra neural que ocasiona a saída de
proteinas da microcirculacao e leva ao edema do epineuro
que causa uma cicatriz constritiva
• Diagnostico difícil
• Associação com outros sítios de compressão
• Dx mais fácil quando tem queixa constante

• Compressão das micropartículas é a alteração patológica


inicial o que resulta em hipoxia tecidual
NERVOS PERIFÉRICOS
• Pressão de 50-60mmHg obstruirá o fluxo vascula intraneural
• Nervos periféricos àmandam os impulsos nervosos
• O aumento da pressão externa causa aumento da pressão
• Suscetíveis a traumas de diversas formas (contusão,
vascular intra-neural resultando na saída de proteínas da
laceração, por exemplo)
microcirculação, o que causa edema do epineuro resultando
• Endoneuro, fascículos, perineuro, epineuro (interno e em cicatriz constritiva
externo)
• Extensões do sistema nervoso central
• Desafio para o cirurgião pois o diagnostico é difícil por
requerer conhecimento de anato, uma boa historia e um bom
• Integração das atividades das extremidades em suas funções
exame fisico. Diagnotico torna-se mais fácil quando a queixa
sensitivas e motoras
é mais constante e específica (ex: todos os dias tem
• Unidade funcional do nervo periférico. – neurônio
parestesia durante a noite, deixa as coisas caírem, etc)
• Neurônio: corpo celular, fibra nervosa (expansão do
neurônio) com axônio. E endoneuro. (bainha conjuntiva que • Pode haver associação entre diferentes sítios de compressão
o envolve) que tem tecido elástico resistente e protege as • As vezes o paciente pode apresentar alterações anatômicas,
fibras de traumas mecânicos alguma parotidite (AR), alguma lesão ou fratura causando a
• Endoneuro: envolve cada fibra nervosa compressão do nervo
• Fascículos: união de varias fibras nervosas • Pode ser causada por vícios posturais ou também por
• Perineuro: envolve cada fascículo. Tecido conectivo denso e atividades esportivas
forte, protege de traumas e compressões externas • Alterações metabólicas fisiológicas (gravidez) ou patológicas
• Epidneuro: envolve todo o nervo (engloba todos os (DM, tireoide) também podem contribuir para compressões
fascículos) – interno e externo

ETIOLOGIA
• Iatrogenia/caprichos anatomicos
• Patologias como AR
• Trauma
• Vícios posturais
• Atividades repetitivas
• Alteração metabolica DM
• Osteogenias
• Estruturas anômalas congênitas
• Gravidez (aumento de edema à aumenta a pressão

CAROL TEZOLIN 50
OROPEDIA - MMSS

SÍTIOS DE COMPRESSÃO
• Raízes cervicais
• Desfiladeiro cérvico-torácico
• Cotovelo (nervo ulnar e radial)
• Terço proximal do antebraço (nervo radial e mediano)
• Punho. (nervo mediano e ulnar)

CLASSIFICAÇÃO

SÍNDROME DO PRONADOR
• Compressão do nervo mediano no 1/3 proximal do antebraço:
Entre as 2 cabeças do pronador redondo , arco fibroso do
flexor supercial dos dedos
• Início insidioso dos sintomas
• Podem ficar sem diagnóstico por anos
COMPRESSÕES BAIXAS • Sintomas agravam com prono-supinação repetida
• Etiologia: sequela, fratura cabeça do rádio, trauma direto
SÍNDROME COMPRESSIVA DO NERVO MEDIANO local, atividade física e trabalhos repetitivos, anomalias
NERVO MEDIANO anatoômicas (bandas de fibrose pronador redondo, desvio
• Nervo mediano medial a arterial radial percurso nervo mediano, espessamento flexores
• Nervo mediano: ramos terminais dos fascículos medial e superficiais), atividades físicas ou trabalh
lateral do plexo braquial. Composto pelas raízes de C5-C6- • Quadro clínico: dor insidiosa região anterior 1/3 proximal do
C7-C8-T1 antebraço, dor medial do tendão do bíceps, parestesias
• Trajeto: abaixo da aponeurose do bíceps ou lacertus fibrosus região lateral do antebraço e mão
na região antecubital • Diagnóstico diferencial à STC (rever os itens de
• Medial ao tendão do bíceps e Aa braquial diferenciação). Não produz sintomas noturnos, Diminuição da
• Entre as duas cabeças do pronador redondo sensibilidade na região Tenar (compressão do ramo cutâneo
• Profundamente ao arco redondo do flexor superficial palmar), Phalen e Tinel negativos no nível do punho, Pode
co-existir STC e S. pronador
• Testes Durkan e Fallen à certeza que vai dar NEGATIVO
• Dx: Clínico e testes provocativos
• Teste provocativos – antebraço em neutro + pronação
contra-resistencia à reproduz os sintomas; flexão do 3º
QDT contra-resistência à produz sintomas
• TTO: clínico, geralmente NÃO necessita de tto cirúrgico –
repouso e modificação de atividades, AINH, injeção de
corticoide, fisioterapia
• TTO cirúrgico àfalha no tto conservador

NERVO INTERÓSSEO ANTERIOR


• Deixa o tronco principal do mediano 4 cm distal epicôndilo
lateral
• Nervo puramente MOTOR
SÍNDROME DO INTEROSSEO ANTERIOR
• Inerva: Flexor longo do polegar + Flexor profundo do 2º e 3º
dedo + Pronador quadrado • Compressão do nervo interósseo anterior no 1/3 proximal do
• Ramo cutâneo palmar do mediano: 4-5 cm proximal à prega antebraço
do punho, inervação sensitiva porção radial palmar. • Paralisia completa à ausência de função nos três
• Dx Perda da forca da pinça = problema mais alto músculos inervados por ele (flexor longo do polegar, flexor
profundo e superficial do polegar, pronador quadrado )

CAROL TEZOLIN 51
OROPEDIA - MMSS

• Quadro parcial à paralisia incompleta, anastomose de SÍNDROME DO TUNEL DO CARPO


• Compressão do nervo mediano na região do canal carpiano
Martin-Gruberà nervo ulnar inervar mais a área do nervo
• Túnel do carpo: cavidade de forma cilíndrica, entre porção
mediano, entre outros
distal antebraço palmar e palma da mão
• Etiologia: cabeça acessória flexor longo do polegar em 2/3, • Limites
iatrogênica, traumática, Bursa bicipital
o Dorsal (assoalho) – arco transverso do carpo,
• Diagnóstico: Teste de Benedicti o Medial – hámulo do hamato, piramidal e psiforme,
• Alteração da força de pinça polegar e indicador, pode ter dor o Lateral – escafoide, trapézio e bainha flexor radial
ao longo do trajeto do nervo, nenhuma alteração sensitiva, do carpo
incapacidade de fazer OK à foto o Ventral (teto) – bainha do flexor radial do carpo
• Flexor profundo 3º qdt: pode não ser inervado • Patologia crônica e evolutiva
exclusivamente pelo NIA, flexão da IFD 3º qdt não exclui a • Mais comum em mulheres na quarta década de vida
síndrome NIA • Fatores predisponentes: gravidez, alterações hormonais
• Compressão branda – pode ter apenas fraqueza muscular, (ovários policísticos, menopausa, hipotireoidismo, diabetes),
incapacidade de segurar pedaço de papel (não flete IFD 2º insuficiência renal, artrite reumatoide, tumores na região..
dedo e IF polegar), não segura caneta
• Diagnóstico diferencial: afastar ruptura por artrite reumatoide,
neurite viral
• Tratamento: Conservador (cotovelo em flexão, antebraço e
punho neutros – nem em pronação e nem supinação), AINE,
fisioterapia, tempo de 12 meses. Cirúrgico: falha no tto
conservador, lesão ajuda nervosa
• Comum após mudança
• Pode se resolver naturalmente

• Fisiopatologia:

• Quadro clínico:
o Hipoestesia insidiosa na região do terrtório
inervado pelo mediano
o Piora no perídio noturno (acordam com
formigamento e dor)
o Diminuição progressiva da força muscular
o Piora dos sintomas com atividade física
• Exame físico: inspeção (aumento do volume, deformidade,
hipotrofia da região tenar)
o Alteração de sensibilidade (teste de discriminação
em dois pontos, teste de força)
o Teste Tinel (percussão no local) – sente choque na
região inervada pelo mediano
o Teste de Falen (fletir por 700 segundo – tem
parestesia e formigamento na região do mediano)
o Teste de Durcan (parestesia e formigamento no
território do ulnar
• Classificação:
o Leve: sinais objetivos + sintomas transitórios;
o Moderada: sintomas constantes, paresia e
hipoestesia
o Grave: hipotrofia e alterações grave de
sensibilidade
• Complicações: infecção, lesão tendinosa, fraqueza e lesão
propriamente o nervo mediano

CAROL TEZOLIN 52
OROPEDIA - MMSS

• Tratamento conservador: STC leve e moderada e uso de


órtese (vai diminuindo o uso, até que use só no momento
noturno)

• Tratamento cirúrgico: se tiver hipertrofia na região tenar


(para descomprimir o nervo mediano)

SÍNDROME DO TUNEL CUBITAL


• 2ª neuropatia mais comum
• Nervo ulnar à passível de compressão em todo o seu trajeto
• Local mais comum à cotovelo
• Anatomia: Nervo ulnar – origem nas raízes C8+T1, cruza na
arcada de Struther e entra na fascia na cabeça medial do
tríceps e epicôndilo medial
• Sd do Túnel Cubital: compressão do nervo ulnar no canal
cubital
• Tunel cubital:
o Teto ligamento de Osbume – banda transversa
ente as cabeça umeral e ulnar do flexor ulnar do
carpo
o Assoalho: ligamento colateral medial, cápsula do
cotovelo e olecrano
o Medial: epicôndilo medial
• Locais mais comuns: arcada de Struther, aponeurose
profunda da massa flexora (flexora – pronadora), túnel cubital
(mais comum), septo intermuscular medial, epicôndilo medial
• Síndrome pode ser oriunda por trauma, processo
degenerativo, massa comprimido, alguma alteração
congênita, sequela de fratura
• Quadro clínico: parestesia no território do nervo ulnar,
fraqueaza da pinça ou agarrar, dor – não predomina no inicio
do quadro, sintomas constantes ou intermitentes
o DORMENCIA E PARESTESIA – principais queixas
• Paralia dos músculos lumbricais e interósseoa
• Diminuição da função da pinça e preensão da mão
(dificuldade de digitar, por exemplo)
• Mão em garra: hiperextensão falange proximal, flexão
falange média e distal
• Compressão alta: afeta flexores profundos dos dedos 4 e 5,
afeta o ramo sensitivo dorsal do nervo ulnar SÍNDROME DO CANAL DE. GUYON
• Compressão do nervo ulnar no canal de Guyon
• Testes provocativos: não tem nenhum especifico, mas toda
• Limites: psiforme, hámulo do hamato, ligamento piso
lesão nervoso podemos fazer o teste de Tinnel – POSITIVO
hamato, m palmar curto
(para ver se tem choque do nervo), flexão do cotovelo (vai
reproduzir os sintomas) • Etiologia: fratura, gravidez, traumas, tumoreees, trombose
da artéria ulnar
• Diagnóstico: eletroneumiografia (nas síndromes
compressivas em geral) • Quadro clinico: PARESTESIA/HIPOESTESIA no território
ulnar, PRESERVAÇÃO do flexor ulnar do carpo
• Tratamento: conservador (fisioterapia, analgesia)
o - Garra à enfraquecimento da pinça
• Se evolui sem melhora clinica à vai para cirurgia (por
• Parestedia dos músculos intrínsecos inervados pelo ulnar
exemplo, mão em garra – já tem comprometimento dos
flexores) • Diagnóstico: eletroneumiografia

CAROL TEZOLIN 53
OROPEDIA - MMSS

• Sempre diferencial com compressão do ulnar • A função do extensor radial longo é preservada (vai haver a
• Tratamento conservador: baseado no uso de órtese de extensão do punho mas com desvio radial)
proteção • Diagnóstico diferencial com síndrome de Vaughan-Jackson
• Tratamento cirúrgico: indicado quando há persistência dos (ruptura dos extensores no dorso do punho por atrito RU distal,
por AR)
sintomas, neurólise (liberação da fibrose do nervo e só assim
o paciente já pode ter melhora clinica importante) • Preserva função do extensor radial longo - extensão do punho
com desvio radial

NEUROPATIAS COMPRESSIVAS DO NERVO RADIAL


• Nervo radial: raízes C5-6-7-8- e T1
• Ramo terminal do fascículo posterior
• Passa do compartimento posterior para anterior
• Penetra no septo IM lateral (10-12 )proximal ao cotovelo
• Nervo interósseo posterior:
o Nervo exclusivamente MOTOR
o Passa profundamente abaixo do supinador
o Inerva a musculatura extensora-supinadora do
ANTEBRAÇO - Exceção à músculo extensor
radial longo do carpo
• Nervo sensitivo radial
o Nervo puramente SENSITIVO
o Sensibilidade da porção dorso-lateral da mão SÍNDROME DO TÚNEL RADIAL
o Desce no antebraço coberto pelo braquiorradial e • Também é causada por compressão do nervo interósseo
acompanha a artéria radial posterior porem difere da síndrome do interósseo posterior pela
sintomatologia diferente
• Haverá maior compressão do nervo nos casos de tração
máxima com extensão do cotovelo, pronação do antebraço e
flexão do punho
• O quadro clinico é baseado em dor lateral e proximal no
antebraço (sintoma característico) com fraqueza e paralisia
menos pronunciada. Há também hiperssensibilidade no maciço
móvel que piora com movimento
• Membro dominante
• Compressão dinâmica: movimentos repetitivos ou vícios
posturais
• Deve-se fazer diagnostico diferencial com epicondilite lateral.
Nos casos de síndrome do túnel radial a dor esta presente 3-
4cm distais ao epicôndilo, nos casos de epicondilite há dor focal
no epicôndilo
• Podem ser realizados testes provocativos como supinação
contra resistência e extensão do dedo medio contra resistência
NEUROPATIAS COMPRESSIVAS DO NERVO INTEROSSEO POSTERIOR
• Causada pela compressão do nervo interósseo posterior e
produz perda motora do movimento extensor-supinador
• Pode ter etiologia traumática, inflamatória, acarretada por
tumores benignos (lipomas ou gangliomas) ou por sinovite de
AR
• Locais de possivel compressão:
o Banda fibrosa anterior da arteria Radiocapitelar (entre
braquial e braquiorradial)
o Vasos recorrentes radiais (leque de Henry)
o Borda medial do extensor radial curto do carpo
o Borda proximal da porção superficial do supinador
(Arcada de Frohse)*
o Borda distal do supinador
• A clínica é baseada apenas em alterações motoras com
diminuição da força que pode evoluir para paralisia.
• O marco da doença é a mão caída.
• Há também dor no dorso do antebraço (musculatura extensora).
• Não apresenta alterações sensitivas (se for + pensar em
compressão mais alta)

CAROL TEZOLIN 54
OROPEDIA - MMSS

SÍNDROME DE WATENBERG
• Compressão do nervo sensitivo radial
• Qualquer ponto do trajeto
• Maior risco: borda posterior do braquioradial, transição nervo
profundo para superficial
• Quadro clínico: Parestesia, dor, diminuição da sensibilidade
• Tinnel positivo, muitas vezes
• Tem que fazer diagnóstico diferencial om tenossinovite de
Quervain (desvio ulnar com o polegar abduzido)
• Tratamento: conservador e cirúrgico

COMPRESSÕES ALTAS
SINDROME DO DESFILADEIRO CÉRVICO-TORÁCICO
• Limites: anterior, medial
• Compressão dos vasos subclávicos axilares e dos troncos do
plexo braquial, podendo ocorrer em vários pontos
• 1 - Trígono escaleno
• 2 - Clavícula e musculo subclávio anteriormente e primeira
costela posteriormente
• 3 - Entre coracoide e o musculo peitoral menor anteriormente,
e a membrana costo-coracoidiana posteriormente.
• Clínica: dor que piora a noite, parestesia em território de C8-
T1, sente sensação de dor quando faz Tinnel na fossa
clavicular, paresia intrínseca, palpação e percussão da fossa
SC tem dor irradiada para a mao
• Pode ter sopro na ausculta supraclavicular
• Compressão venosa à ingurgitamento venoso, edema mao
e antebraço, trombose veia subclávia
• DD diferencial: hérnias (c5-c6), neurite cubital e síndrome do
túnel do carpo, síndrome do ombro mao, tumor de pancoast
• Exames: RX coluna cervical e tórax, TC (bandas fibrosas
anormais em C7 e 1ª costela), angiografia (sintomatologia
vascular predominante)
• Tratamento: conservador (fisioterapia, calor local, relaxante
muscular, mudança da posição de dormir, mudanças de
atividades físicas) e cirúrgico
COMPRESSÃO DO NERVO SUPRAESCAPULAR
• Pode ser comprimida na incisura do nervo supraescapular
• Nervo misto à sensitivo (capsula posterior do ombro) e motor
(supraespinhal – parte do manguito e infraespinhal)
• Efeito tipoia à flexor adução do ombro – principal fator
desencadeante
• Etiologia: trauma, tumor, fratura escápula
• Clínica: dor em queimação posterior ombro, irradiação para
o braço e região cervical, atrfia SE/IE
• Diagnóstico: clinico, EMG (confirmação)
• Dx diferencial: tendinites, neoplasia, bursites, síndrome com
compressão do nervo axilar
• Tratamento: conservador ou cirúrgico

• Teste de Adson* e Allen (abdução e RE do MMSS com


cabeça para o lado contralaeral) à observa diminuoção do
pulso e pior dos sintomas como parestesia e dor

CAROL TEZOLIN 55
OROPEDIA - MMSS

DOENÇAS DO QUADRIL
CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL • Existem várias hipóteses a respeito da etiologia dessa condição
• Antes de 1992 anos era chamado de luxação congênita do como fator hereditário, teoria da má postura intra uterina (a má
quadril mas a LCQ significa que o quadril estará sempre luxado, postura facilita a luxação depois de nascido) e síndromes
o que não é o cado de todas as displasias do quadril. A partir de relacionadas a luxação (bebe já vem luxado desde o
1992, com o desenvolvimento maior da ortopedia pediátrica e nascimento)
também a neonatologia se observou melhor a doença, • Hoje em dia quase não se enxergam mais pacientes que
dividindo-a mantem a deformidade e a marcha anormal depois de tratados
• No caso das displasias, o maior problema é no acetábulo que corretamente devido a melhora nos setores da ortopedia e
não se desenvolve corretamente, não formando exatamente a principalmente da pediatria e neonatologia
abóboda onde a cabeça do femur vai se articular, é mais plana, • Epidemiologia:
esta mais displásica o Mais comum acometer o lado esquerdo do bebe pois no
• No passado era muito frequente o paciente ficar com sequelas intra útero é a região do corpo que fica mais próxima da
pois o diagnóstico só era feito quando a criança começava a coluna da mãe (teoria apenas)
deambular. Ao observar a forma incorreta que a criança o Mais comum em meninas em uma proporção 5:1
caminhava, com marcha de pato, os pais a levavam ao o Mais ou menos 1-2 casos por 1000 nascimentos ->
ortopedista, onde se realizava uma radiografia e observava-se patologia extremamente frequente
o quadril luxado
o Marcha de pato: caracterizada pela pelve empurrada
para trás com forçação do abdomen
• Displasia = luxação
• Com o advento da neonatologia, as displasias e luxações
diminuíram muito devido a instauração da manobras logo após
o parto pelo pediatra para identificar essas condições e
encaminhar para o ortopedista pediátrico
• Em 1937, Ortolani descreveu uma manobra para diagnóstico
precoce no pós parto (realizada junto com Apgar) – abdução
Manobra: pega as duas perninhas do bebe pela coxa,
coloca seu polegar na região inguinal em ambos os lados e
coloca os segundo e terceiro dedos do lado de fora do
quadril, no grande trocanter. Com as mãos posicionadas,
realizar uma abdução da perda e com os dois dedos no
LCQ: Luxação Congênita do Quadril
trocanter, forçá-lo para baixo. Positivo se você sentir um
clique nessa manobra devido a redução da luxação
• Nesses casos, o quadril da criança já encontra-se luxado
• Em 1962, Barlow diferenciou luxação de instabilidade com sua • Ortolani +
própria manobra para realização no pós parto • Confirmação com exames complementares (Raio-x simples
ou US)
Manobra: segura o bebe pelos joelhos, realiza a adução do
quadril enquanto aplica pressão no sentido antero-posterior • Se não tratada, piora com o tempo e passa o resto da vida
com a marcha anormal (marcha em pato) porque uma perna
no joelho que, nos casos de quadris instáveis, causará
é mais curta em relação a outra no casos unilaterais
luxação
• Prognostico ruim -> necessita de acompanhamento por um
longo tempo e talvez tratamento cirurgico

SLCQ: Subluxação Congênita do Quadril


• Quadril está subluxado, com parte da cabeça do femur para
fora, não coberta pelo acetábulo, está parcialmente coberto
(se forçar ele luxa facilmente)
• Ortolani +
• Confirmação com exames complementares (Raio-x ou US)
• Se não tratada piora com os anos, como a cabeça do femur
não esta totalmente coberta, criança vai sentir dor no quadril,
alem de ter deformidade da cabeça do femur, pode luxar
eventualmente e causar até necrose da cabeça do femur
• Prognostico ruim -> necessita de acompanhamento por um
longo tempo e talvez tratamento cirurgico

ICQ: Instabilidade Congênita do Quadril


• Quadril esta reduzido mas na manobra de Barlow ele é
luxado. A cabeça do femur está completamente coberta pelo
acetábulo mas devido a frouxidão, ao forçar ocorre a luxação
• Ortolani -, Barlow +
• Exames de imagem são normais porque ele só tem uma
frouxidão capsuloligamentar, não uma luxação que pode ser
observada nos exames
• Prognostico: cura espontanea ou pode evoluir para sub ou
luxação

DCQ: Displasia Congênita do Quadril


• Quadril reduzido que tem uma predisposição a luxação
(frequente na síndrome de Ehlers-Danlos que apresenta
frouxidão capsuloligamentar). Paciente tem alterações nos
ligamentos capsulo-ligamentares, que são os bulbo-femoral e

CAROL TEZOLIN 56
OROPEDIA - MMSS

isquio-femorais. Pode haver luxação na manobra de Barlow, psoas ilíaco pra que a cabeça do fêmur possa voltar
com o passar do tempo a abdução pode ficar limitada para o lugar
• Ortolani -, Barlow + o Quadril irredutível: reduz
• Radiografia +, US pode dar + ou -
• Prognostico: muitas vezes evolui para cura espontânea

• Sinal de Galiasi: ao realizar a flexão do quadril e da perna,


observa-se uma diferença na altura dos joelhos sendo o lado
luxado mais baixo do que o lado que estar normal pois o femur
luxado esta mais proximal

Tratamento:
• 0-6 meses: a maioria é tratada conservadoramente com
aparelho de Pavlik que deve ser usado entre os 3 e 6 meses de
idade. No uso do aparelho, deve haver controle radiológico
quinzenal e um acompanhamento próximo com o ortopedista
para que não ocorra nenhum problema de ficar luxado ou
subluxado o quadril. O acompanhamento é realizado até a
deambulação do paciente e depois até o final do crescimento
• Curiosidade: uma das teorias do porque há menos
casos entre a população indígena e negra é baseada
no jeito que as mães seguram os bebes com o quadril
aberto (de lado com uma perna para a frente da mãe
e outra para trás) o que causa pressão da cabeça do
fêmur no acetábulo, mesmo subluxado, forçando o
desenvolvimento do acetábulo
• Aparelho de Pavlik: realiza uma abdução e flexão do
quadril e dos joelhos

• Além dos testes positivos de Ortolani e Barlow, paciente


também apresentará uma abdução limitada, encurtamento do
membro com desnível da altura dos joelhos e desnível das
pregas glúteas -> quando quadril luxado
• Diagnóstico radiológico:
o Traçam linhas para avaliar o alinhamento do quadril: 1
longitudinal pelo centro da coluna vertebral passando
pela sínfise púbica (linha central), 1 passando por dentro
da cartilagem triradiada de ambos os lados (é
perpendicular a linha central, se chama linha de
Hilgenreiner),1 linha passando pela espinha ilíaca
antero-inferior paralela a linha central -> forma 4
espaços/quadrantes, superior externo, superior interno, • 6-12 meses: é realizada uma redução incruenta sob anestesia
inferior interno e inferior externo onde é feita manobra de Ortolani, colocando o quadril no lugar
o Na luxação no quadril, ao traçar essas linhas, a cabeça em abdução e discreta rotação. Nessa posição é feito um gesso
para imobilização. Em alguns casos é necessário realizar a
do fêmur vai estar sempre no quadrante superior
tenotomia dos adutores e, se precisar, do psoas ilíaco. Antes
externo ***
de gessar o paciente, é necessário realizar uma artrografia para
o A linha que vai da borda interna interna do femur, conferir que tudo esta no lugar e não há nada impedindo a
passando próximo a cabeça do femur vai passar junto a redução, por exemplo, o psoas ilíaco entre a cabeça e o
parte do pubis (linha de Shenton) -> forma um arco acetábulo. Se mesmo assim ficar instável, com luxação, será
bonitinho quando não luxado. Quando luxado esse necessária uma cirurgia aberta maior para a resolução
alinhamento é quebrado
o Existe também um afastamento lateral visível a partir da
linha de Perkins
o Essas alterações compõe o diagnóstico radiológico de
luxação do quadril. Nos casos de displasia e
instabilidade, esse não será o caso pois o quadril
encontra-se normal e alinhado, raio-x estará normal

• 12 -18 meses: nesses casos, o tratamento sempre será


cirúrgico com tração inicial, depois realiza-se a redução aberta
e as vezes corrige o encurtamento
• Ultrassom:
o Quando feito, apresentará uma imagem de ampulheta • Acima dos 18 meses: nesses casos, o tratamento também será
exclusivamente cirúrgico mas realizando também osteotomia
formada pelo psoas ilíaco (inserido no pequeno
pélvica e do fêmur para efetivamente colocar a cabeça dentro
trocanter) que faz um estrangulamento. A cabeça do
do acetábulo. As osteotomias são bem traumáticas com
fêmur sai do acetábulo e o músculo psoas ilíaco entra
sangramento, requerem ortopedistas e pediatras com
entre a cabeça e o acetábulo dai quando tenta-se
experiencia. Tem que ser o menos agressivo possível na
reduzir a luxação o músculo esta no meio. Nesses
cirurgia
casos, é necessária a tenotomia (encurtamento) do

CAROL TEZOLIN 57
OROPEDIA - MMSS

• Na osteotomia do fêmur faz uma o Existem diversos tratamentos que vão desde não
centralização/varização da cabeça do fêmur com intervir até cirurgia com osteotomias. É possível colocar
uma osteotomia subtrocantérica, logo abaixo dos aparelhos em que a criança terá que ficar com a perna
pequeno e grande trocanter e centraliza a cabeça. aberta por cerca de um ano mas é um tratamento difícil
Pode aumentar a pressão na epífise, podendo evoluir de ser realizado
para necrose da cabeça o O tratamento a ser seguido dependerá da experiencia
• A osteotomia da pelve levanta parte da pelve para do profissional, idade da criança, condição social e sexo
fazer uma cobertur a, “neo acetábulo”, descola toda
a musculatura do glúteo para fazer a cobertura e
depois coloca-os por cima.

ENFERMIDADE DE LEGG-CALVÉ-PERTHES
• É uma necrose asséptica da epífise da cabeça femoral, não tem
causa aparente e causa dor intensa e limitação funcional com
claudicação.
• Ocorre dos 2 aos 12 anos de idade, tendo pico maior entre 6 e
8 anos
• Acomete mais a raça branca, 20% dos casos são bilaterais e
20% dos casos possuem história familiar da doença
• É frequente em crianças de baixo peso (menos de 2,5kg),
acometendo mais meninos
• Tem retardamento da idade óssea
• Paciente característico: meninos de estatura baixa mais
“entroncadinhos”, da raça branca e que nasceram com baixo
peso
• Quadro clinico: claudicação dolorosa insidiosa relacionada com
trauma (sempre), refere dor na parte interna do joelho ou da
coxa, NÃO no quadril. No primeiro momento existe apenas um
edema/derrame articular na cabeça, chamada de sinovite
transitória do quadril. Há limitação funcional importante
principalmente na rotação externa no primeiro momento e após
na abdução da coxa. Apresenta atrofia muscular. Exames
laboratoriais normais
• Apresenta 4 fases da doença:
o Necrose: caracterizada por dor
o Fragmentação da epífise: começa com
revascularização
o Reoosificação: formação de osso novamente
o Deformidade residual: devido a necrose, pode haver
deformidade da cabeça, apresenta-se 13-14 anos
depois, pode haver necessidade de prótese
• Radiologia: é possível realizar o diagnostico radiológico. No raio
x haverá presença de uma área translúcida na epífise da cabeça
que é o inicio da necrose da cabeça. Existe uma classificação
para a necrose, chamada classificação de Caterall (não vai
cobrar), que vai de I a IV
o Grupo I: alteração da densidade da cabeça só na cúpula
o Grupo II: comprometimento até a epífise mas a
cartilagem em si está intacta
o Grupo III: impacção e lamina fisária alterada/encurtada
o Grupo IV: comprometimento de toda a cabeça
• Prognostico: conforme a idade. Nos casos de pacientes
menores de 6 anos, há bom prognostico, mas nos casos de 6 a
12 anos tem-se pior prognostico pois não há muito tempo de
desenvolvimento da lamina fisária, o que deixará a deformidade
maior
• Tratamento:
o Tem o objetivo de conseguir uma cabeça o mais esférica
possível.

CAROL TEZOLIN 58
OROPEDIA - MMSS

EPIFISIÓLISE DA CABEÇA DO FÊMUR AGUDA/CRONICA – TRAUMA PEQUENO


• Também chamada de coxa vara do adolescente, é uma
patologia muito temida devido as muitas complicações que ela
pode desencadear.
• Ocorre quando a epífise de crescimento é deslocada/luxada por
ação da gravidade e do peso da criança, causando
desalinhamento da epífise proximal do fêmur. A epífise vai se
deslocar no sentido póstero-inferior
• Pode ser aguda (relacionada com trauma como causador da
luxação) ou crônica (vai se deslocando continuamente
lentamente e não é dolorosa, criança anda normal e depois
começa a claudicar e ter limitações no quadril) ou aguda/crônica
(tem a evolução crônica mas torna-se aguda devido pequeno
trauma)
RADIOLOGIA
• Acomete crianças com mais de 10 anos, tanto meninos quanto
meninas na mesma proporção, pode ser bilateral (10-20% dos
casos). Paciente característico será uma criança alta e magra.
o Meninos: 10-16 anos
o Meninas: 8-14 (possuem o fechamento da fise mais
cedo devido a menarca)
o Pode ocorrer em obesos devido a alta pressão na placa
fisária, forçando o deslocamento
• Evolução: O deslocamento pode ser gradativo do colo anterior
e com rotação externa (criança começa a caminhar tipo Charles
Chaplin). Como a cabeça luxa para trás a para baixo, há maior
ação dos rotadores externos na perna, causando rotação
externa
o Rotadores externos do quadril: piriforme, gêmeo
superior, gêmeo inferior, obturador interno e quadrado
da coxa
• Existe uma classificação que vai de I até IV
o Grau I: 0-30 graus
o Grau II: 30-50 graus
o Grau III: acima de 50 graus
o Grau IV: luxado totalmente
• Diagnóstico: através do raio x com incidência em AP ou de
Lawrence (tipo pose de rã) de modo que seja possível observar
bem a parte posterior
• Tratamento: em todos é cirúrgico onde é realizado um pequeno
furo na pele, onde são passados pinos e parafusos canulados.
Deve-se sempre botar 3 pinos (2 na base e 1 acima formando
um triangulo). Em alguns casos mais graves deve-se fazer
osteotomia do fêmur para varizar
• Podem haver complicações pelo excesso de manipulação como
necrose e condrólise da cabeça do fêmur, levando a
deformidades. Nesses casos, deve-se realizar enxertos ósseos
e de cartilagem para reparar. São muito comuns em negros
devido ao maior índice de anemia falciforme nessa população

AGUDA - TRAUMA

CRONICA – DESLOCAMENTO CONTINUO NÃO DOLOROSO

CAROL TEZOLIN 59

Você também pode gostar