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Di, Tod, Tdah, Tea

A deficiência intelectual (DI) é um transtorno de neurodesenvolvimento caracterizado por um nível cognitivo abaixo da média e dificuldades significativas na vida diária, afetando a aprendizagem e a socialização. Ela pode resultar de fatores genéticos, problemas durante a gravidez, doenças e fatores ambientais, e afeta cerca de 3 a 4% das crianças. O diagnóstico precoce e a intervenção adequada são essenciais para garantir a qualidade de vida das crianças com DI.

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Di, Tod, Tdah, Tea

A deficiência intelectual (DI) é um transtorno de neurodesenvolvimento caracterizado por um nível cognitivo abaixo da média e dificuldades significativas na vida diária, afetando a aprendizagem e a socialização. Ela pode resultar de fatores genéticos, problemas durante a gravidez, doenças e fatores ambientais, e afeta cerca de 3 a 4% das crianças. O diagnóstico precoce e a intervenção adequada são essenciais para garantir a qualidade de vida das crianças com DI.

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DEFICIÊNCIA INTELECTUAL – DI

A deficiência intelectual pode ser identificada em diversos tipos de transtorno de


desenvolvimento, caracterizando-se por um nível cognitivo abaixo da média, além de dificuldades
significativas na vida diária, como autocuidado, segurança, socialização e dificuldade de
raciocínio e compreensão.
Pessoas com deficiência intelectual — DI — podem processar as informações mais lentamente,
ter dificuldade na comunicação, nas habilidades cotidianas e com conceitos abstratos. A
deficiência intelectual pode ser causada por uma condição genética, problemas na gravidez e no
parto, doenças e fatores ambientais, continue lendo esse artigo para entender mais sobre ela!

A DI atinge em torno de 3 a 4% das crianças, que apresentam comportamentos abaixo do


esperado para a sua idade cronológica, dificuldades de adaptação, na aprendizagem — demoram
mais tempo para aprender o mesmo conteúdo — e em muitas situações do cotidiano, por não
conseguirem compreender sinais ou situações sociais.
Principais características da deficiência intelectual

As crianças com algum tipo de deficiência intelectual, além de apresentarem um nível cognitivo
abaixo do esperado, são muito dependentes e necessitam de um adulto que as ajude a
compreender algumas coisas. Também costumam evitar determinadas atividades, porque
sentem dificuldade na compreensão e elaboração das mesmas. A criança com deficiência
intelectual demora mais no seu processo de alfabetização e para aprender os conteúdos da
escola. Além disso, podem ter dificuldade de interação social por não conseguirem acompanhar
conversas e jogos com crianças da sua idade.
Um fator importante a ser avaliado é o risco de crises epilépticas, problemas de aprendizagem e
dificuldades relacionadas com as síndromes genéticas. Fatores comuns na deficiência
intelectual que devem ser avaliados por um médico especialista.
Tipos de deficiência intelectual.
1. Síndrome do X frágil.
A síndrome do X frágil é a causa mais comum de deficiência intelectual em todo o mundo. É uma
condição genética causada por uma mutação — alteração na estrutura do DNA — no cromossomo
X.
As pessoas nascidas com a síndrome do X frágil podem experimentar uma ampla gama de
dificuldades físicas, de desenvolvimento, comportamentais e emocionais. No entanto, a
gravidade pode variar de pessoa para pessoa.
Alguns sinais comuns da síndrome do X frágil incluem: atraso no desenvolvimento, deficiência
intelectual, dificuldades na comunicação, ansiedade, TDAH e comportamentos semelhantes ao
autismo, como bater as mãos, dificuldade nas interações sociais, no processamento de
informações sensoriais, falta de contato visual e comportamentos repetitivos.
2. Síndrome de Down.
A síndrome de Down não é uma doença, mas uma desordem genética que ocorre quando alguém
nasce com a presença de três cromossomos 21 em seu DNA, ao invés de dois.
A síndrome de Down é o distúrbio genético cromossômico mais comum e a causa de distúrbios
de aprendizagem em crianças. Pessoas com síndrome de Down podem ter características físicas
e de desenvolvimento comuns, além de uma incidência maior que o normal de problemas
respiratórios e cardíacos.

As características físicas associadas a síndrome de Down incluem: leve inclinação ascendente


dos olhos, rosto arredondado e baixa estatura. As pessoas também podem ter algum nível de
deficiência intelectual e de aprendizagem, mas isso varia muito em cada caso.

3. Atraso no desenvolvimento.
Quando uma criança se desenvolve mais lentamente em comparação com outras da mesma
idade, pode ser um sinal de atraso no desenvolvimento. Neste caso, uma ou mais áreas do
desenvolvimento podem ser afetadas, incluindo a capacidade de locomoção, comunicação,
aprendizagem e interação com outras crianças.

Às vezes, as crianças com atraso no desenvolvimento podem não falar e se comportar de maneira
apropriada para a idade, mas podem progredir à medida que crescem. Para outros, o atraso no
desenvolvimento pode se tornar mais significativo ao longo do tempo e afetar o aprendizado e a
educação.
4. Síndrome do álcool fetal.

A síndrome do álcool fetal refere-se a condições causadas pela exposição do feto ao álcool.
Quando uma mulher está grávida, o álcool cruza a placenta da corrente sanguínea da mãe para a
do bebê, expondo-o a concentrações semelhantes às da mãe.

Os sintomas variam muitas vezes, mas podem incluir características faciais distintas,
deformidades das articulações, danos em órgãos como coração e rins, crescimento físico lento,
dificuldades de aprendizado, falta de memória e discernimento, problemas comportamentais e
habilidades sociais precárias.
Muitos casos são diagnosticados como autismo ou TDAH, pois os sintomas e sinais são
semelhantes. Por isso, a Organização Mundial da Saúde recomenda que as futuras mães ou as
que planejam engravidar devem se abster completamente de álcool.
5. Causas ambientais e outras.
Às vezes, a deficiência intelectual é causada por um fator ambiental ou outras causas, que podem
ser bastante variadas como:

Problemas durante a gravidez, como infecções virais ou bacterianas.


6. Complicações no parto.
7. Exposição a toxinas como chumbo ou mercúrio.
8. Doenças como meningite e sarampo.
9. Desnutrição.

10. Exposição ao álcool e outras drogas.


11. Trauma e outras causas desconhecidas.
Aos primeiros sinais de deficiência intelectual, os pais devem procurar um médico, pois quanto
antes for diagnosticada, mais efeito terá o tratamento.
Deficiência Intelectual é um transtorno de neurodesenvolvimento caracterizado pela presença de
uma inteligência abaixo da média ou pela falta de habilidades necessárias para a realização de
atividades do dia a dia.
De maneira geral, crianças com Deficiência Intelectual (DI) conseguem aprender coisas novas,
porém num ritmo muito mais lento do que outras crianças da mesma idade.
Existem vários tipos de DI, desde a mais leve até a mais severa. No entanto, entender e saber
identificar os seus primeiros sinais, pode ser decisivo para garantir o bem-estar da criança com
este diagnóstico. Continue lendo para saber quais são!
A DI é definida como um déficit no funcionamento e desenvolvimento cognitivo da criança,
afetando habilidades importantes para seu amadurecimento, prejudicando sua autonomia em
diversos setores de sua vida. Atualmente, acredita-se que a Deficiência Intelectual afeta de 2 a
3% da população mundial. Destes, 85% apresentam sintomas leves. Isso significa que, apesar de
possuírem dificuldades em aprender, com o tratamento e acompanhamento adequadas pessoas
com DI conseguirão viver independentemente.
Existe uma causa para a Deficiência Intelectual?

Não existe apenas uma causa responsável. O que sabemos é que esta condição possui origem
em aspectos diversos, ou seja, mais de um fator pode estar relacionado.

No entanto, é importante dizer que a genética possui papel fundamental na origem dessa
condição. Além da genética, alguns fatores de risco também podem estar envolvidos, sendo eles:

• Crianças com malformações neurológicas e cardíacas;


• Manchas ou deformações de pele e ossos;
• Atraso de desenvolvimento neuropsicomotor;
• Síndromes genéticas;
• Idade materna.
Quais são os sinais da Deficiência Intelectual em crianças?
Os sinais da Deficiência Intelectual podem vir de diversas maneiras. Alguns podem ser percebidos
durante a infância, já outros apenas aparecem quando a criança já iniciou sua vida escolar. Tudo
isso pode variar dependendo da intensidade e da deficiência que ela possui.
Alguns sinais comuns na criança são:
1. Atraso nos marcos de desenvolvimento.

Quando percebemos atrasos em seus marcos do desenvolvimento, precisamos analisar a


situação com muito cuidado. Observar a criança e prestar atenção a queixas feitas por
professores e/ou pais são atitudes cruciais para descobrir e intervir na DI quanto antes.
2. Falta de interesse no mundo ao seu redor.
Crianças têm o instinto natural para explorar e descobrir o mundo ao seu redor. Quando vemos
uma criança que parece alheia às pessoas ou aos objetos em sua volta ao invés de curiosidade,
pode ser um sinal de alerta à DI.
3. Isolamento repentino.
É normal que as crianças se distanciem de seus pais ou cuidadores durante seu desenvolvimento.
Porém, se esse afastamento ocorrer de forma intensa e repentina e do nada, ou seja, sem a
presença de nenhuma razão que justifique, precisamos analisar o que pode estar acontecendo.
4. Ausência de habilidades pré-acadêmicas.
Durante a idade escolar, é esperado que a criança possua algumas habilidades que irão permitir
o aprendizado de disciplinas como português e matemática. Porém, se a criança ainda apresentar
grandes dificuldades nessas disciplinas ao fim da educação infantil, é recomendado procurar a
opinião de um profissional.
6. Medos inexplicáveis.
Conforme a criança vai crescendo, é comum que ela tenha medo de algumas coisas,
principalmente entre os três e seis anos de idade. A partir do momento em que o medo atrapalha
o seu processo de aprendizagem ou até mesmo momentos de diversão, é importante investigar.
7. Fácil irritabilidade.
A birra é uma característica comum entre crianças mais novas, porém, ao decorrer de seu
amadurecimento, as crises de birra devem desaparecer. Quando percebemos que a criança fica
irritada com muita frequência, tenta machucar os outros e apresenta problemas escolares, é
preciso intervir antes que seja tarde.
8. Alteração repentina de paladar.
É importante olharmos com atenção para sinais como mudanças bruscas de apetite, como
quando uma criança que comia muito começa a comer pouco ou vice e versa.
9. Regressão de habilidades adquiridas.

Existem habilidades como andar de bicicleta, ler e escrever, ou até mesmo empilhar blocos, que
não devem ser “esquecidas”. Porém, se isso acontecer, é necessário descobrir qual foi a razão
dessa regressão.
10. Cansaço frequente.

Crianças são conhecidas por serem cheias de energia! Se você observar cansaço e fadiga
frequentes em seu filho/aluno, fique atento. Isso pode ser um sinal de alerta, mas apenas um
especialista poderá dizer se a origem dessa fadiga é um problema físico ou emocional.

Em crianças com Deficiência Intelectual severa, podem existir outras condições de saúde
também. Essas condições podem incluir convulsões, transtornos do humor (ansiedade, autismo,
etc.), deficiência das habilidades motoras, problemas de visão ou de audição.

Em conclusão, é de extrema importância ressaltar que o diagnóstico de DI só pode acontecer após


uma avaliação de uma equipe multidisciplinar (pedagogos, terapeutas ocupacionais, pediatras,
psicólogos, fonoaudiólogos, etc.).
Portanto, os sinais acima são apenas sinais de alerta para que pais e professores possam estar
preparados para perceber e agir o quanto antes, garantindo uma qualidade de vida à criança e aos
seus familiares.

TRANSTORNO OPOSITOR DESAFIADOR – TOD.


Quem nunca se deparou com uma criança que discute por qualquer coisa? Ou que não assume
seus erros ou responsabilidades por falhas? Você sabia que isso pode ser TOD?
Certamente, essas crianças costumam ficar bravas com seus colegas ou sua família de maneira
que a cada situação se torna difícil convencê-las.
Se você conhece uma criança assim, provavelmente ela tem Transtorno Opositivo-Desafiador.
Vamos saber mais sobre isso?
Entenda o quadro que leva ao TOD.

Ou seja, uma criança com essas características de comportamento pode ter um quadro com
dificuldades de tempo e de avaliação para analisar regras e opiniões e intolerância às frustrações.

Portanto, levando a reações agressivas, intempestivas, sem qualquer controle emocional. Sendo
assim, essas crianças costumam ser discriminadas, perdem oportunidades e desfazem círculos
de amizades.

Além disso, não é raro elas sofrem bullying e serem retiradas de eventos sociais e de
programações da escola devido ao seu comportamento difícil. Em alguns casos, os pais evitam
sair ou passear com elas e muitas vezes as deixam com parentes ou em casa. Entre os irmãos,
são mal falados e mais criticados pelos pais.
As características do TOD podem aparecer em qualquer momento da vida, mas é mais comum
entre os 6 e 12 anos.
No entanto, a ligação com TDAH é frequente (50% dos casos), deve ser observada em todas as
crianças. Ou seja, para que as ações sejam tomadas, para prevenir problemas de aprendizagem
e baixo rendimento escolar.
Além disso, o ambiente doméstico costuma ser difícil, pois os pais discutem quanto ao modo de
educar e conduzir a criança e de como estabelecer limites. Porém, evidências mostram que
existem fatores genéticos e neurofisiológicos predispondo o seu desenvolvimento.
Por isso, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), publicado pela
American Psychiatric Association, lista os critérios para o diagnóstico de TDO. Além disso, os
pontos do DSM-5 incluem questões emocionais e comportamentais que duram pelo menos seis
meses.
Então, como funciona o Humor zangado e irritável?

• Frequentemente e facilmente perde a paciência.


• É frequentemente sensível e facilmente incomodado pelos outros.
• Muitas vezes fica com raiva e ressentido.
Mas e o comportamento argumentativo e desafiador?

• Discute com adultos ou pessoas em posição de autoridade.


• Desafia ativamente ou se recusa a obedecer às solicitações ou regras dos adultos.
• Irrita ou perturba as pessoas.
• Culpa os outros por seus erros ou mau comportamento.

Vingança.

• Muitas vezes é rancoroso ou vingativo.


• Demonstra comportamento rancoroso ou vingativo pelo menos duas vezes nos últimos
seis meses.
TOD pode variar em gravidade.

Suave: Ou seja, as características ocorrem apenas em um ambiente, como apenas em casa,


escola, trabalho ou com colegas.

Moderado: Portanto, algumas características ocorrem em pelo menos duas configurações.


Forte: Em resumo, algumas características ocorrem em três ou mais configurações.
Para algumas crianças, as características podem ser vistas inicialmente apenas em casa, mas
com o tempo estendem-se a outros ambientes, como escola e amigos.
Tratamento.
Sendo assim, o tratamento do TOD é multidisciplinar e depende de três eixos: medicação,
psicoterapia comportamental e suporte escolar.
Portanto, a medicação auxilia em boa parte dos pacientes e melhora a de humor frente às
frustrações.
Por outro lado, a psicoterapia deve centrar em mudanças comportamentais na família com
medidas de manejo educacional (dar bons exemplos, dialogar com a criança). Também ter
paciência ao falar, explicar o motivo das ordens dadas.
Além disso, em relação ao suporte escolar, deve-se oferecer apoio, reforço e abertura para uma
conversa. Pois esta liberdade melhora o aluno opositor quanto às regras escolares.
Como trabalhar TOD na escola?

O Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) pode representar um aspecto preocupante aos


educadores, pois é normal que muitos desses profissionais ainda não saibam como lidar com tal
situação. Se você enfrenta um dilema parecido em sala de aula, veja como trabalhar de forma
proveitosa para todos.
É importante saber que quando uma criança apresenta características do TOD, ela pode ter bons
resultados pedagógicos. Tudo isso depende, é claro, de algumas adaptações que visem ao que é
esperado. Por falar em adaptar o estudante, este quesito é o primeiro que abordaremos.
Adaptações que fazem diferença.
A primeira sugestão é fazer algumas mudanças que podem beneficiar o aluno, como colocá-lo em
um lugar que não o faça distrair. Sendo assim, vale tentar reposicioná-lo na primeira fileira, por
exemplo. O TOD não é uma condicionante do TDAH, mas os dois transtornos podem apresentar
comorbidades. Estima-se que 50 % dos pacientes apresentem ambos.

O fato de o aluno não ter com o que se distrair favorece a apreensão do conteúdo e,
consequentemente, um clima mais harmônico entre o pequeno e seus colegas. No entanto, é
sempre bom ressaltar que cada caso pode variar muito.

Advertir comportamentos com calma


Quando o aluno quiser adotar comportamentos que chamem a atenção, a melhor maneira é não
repreendê-lo na frente dos coleguinhas. Ao adverti-lo, faça da maneira mais branda possível e
nunca o coloque em uma situação de constrangimento. É importante que você estimule a amizade
da criança.

Outra dica é manter a calma, mesmo em momentos de agressão. Quando a criança com TOD é
contrariada, ela pode agir de forma mais ríspida e ameaçar a bater. A melhor forma de lidar com
isso é segurar-lhe as mãos, agachar-se junto dela e falar com muita doçura para que a criança
perca a coragem de prosseguir com o ato pensado anteriormente.
Por isso é aconselhável nunca debater com o pequeno para evitar situações que só trarão muito
desgaste aos dois, principalmente a você.
Inclusão total da criança.

Se a criança com TOD agir de maneira inadequada, não faça como muitos profissionais fazem
erroneamente: isolamento. A solução é chamá-la para ser ajudante de turma ou pedir ajuda a ela
para fazer parte de alguma brincadeira. Se isso não adiantar, procure estabelecer um contato com
os pais e o terapeuta da criança para que você possa encontrar uma solução para essa rebeldia.
A única coisa que não deve ser feita é submetê-la ao isolamento ou ao constrangimento.
Conquiste a simpatia do aluno.

Eis aí um detalhe para os educadores: conquista. Claro que isso deve ser feito com todas as
crianças, mas quando se tem um aluno com TOD, é muito bom que você o conquiste. O
estabelecimento dessa parceria com a criança é importante e pode até mesmo inibir algumas
ações que ela gostaria de fazer.
Entretanto, vale dizer que o tratamento responsável pela diminuição dessas características do
TOD deve ser feito pelo psicólogo, psicopedagogo e outros terapeutas. A relação familiar também
deve ser aprimorada a fim de dar ao pequeno as condições necessárias para uma vida bem
melhor.
Agora, imagine entender profundamente como avaliar, identificar e auxiliar no tratamento
multidisciplinar do TOD em casa e na Escola.
Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDA + TDAH).
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) afeta crianças e adultos. Os principais
sintomas são: desatenção (dificuldade de manter o foco), hiperatividade (movimentação
excessiva inadequada ao ambiente) e impulsividade (atos precipitados e impulsivos).
Estima-se que 8,4% das crianças e 2,5% dos adultos têm TDAH, sendo que o transtorno costuma
ser identificado quando as crianças já frequentam a escola e apresentam inquietação em sala de
aula, que leva a dificuldades na aprendizagem.
No entanto, em muitos casos o TDAH só é diagnosticado na vida adulta. Principalmente quando
se trata do tipo desatento (TDA), sem a presença de hiperatividade, o que dificulta a percepção
dos sintomas e atrasa o diagnóstico.
Sintomas e diagnóstico do TDAH.
Muitos sintomas de TDAH, como hiperatividade, dificuldade em permanecer parado por muito
tempo e falta de atenção, são comuns nas crianças pequenas. A diferença é que no TDAH, a
hiperatividade e a desatenção são maiores que o esperado para a idade e causam sofrimento e /
ou dificuldades em casa, na escola ou com amigos.
Existem três tipos de TDAH: tipo desatento (TDA) tipo hiperativo / impulsivo tipo combinado
diagnóstico é baseado nos principais sintomas da criança ou adulto, ocorridos nos últimos seis
meses.
Conheça os tipos desatento (TDA) e hiperativo/impulsivo de TDAH.
1. Tipo desatento (TDA).
Principais sintomas de TDA: não presta atenção aos detalhes, comete erros por descuido na
escola ou nas tarefas domésticas; dificuldade para se concentrar em tarefas, atividades,
conversas e leituras; parece não ouvir quando você fala (ou seja, parece estar em outro lugar);
dificuldade para seguir as instruções e concluir os trabalhos escolares ou tarefas domésticas
(pode iniciar, mas rapidamente perde o foco); dificuldade para organizar tarefas (por exemplo, não
administra bem o tempo; desorganizado; perde prazos) evita ou não gosta de tarefas que exigem
esforço mental contínuo, como preparar relatórios e preencher formulários; perde objetos
necessários para as tarefas diárias, como papéis, livros, chaves, etc.; distrai-se facilmente;
esquece as tarefas diárias, como as domésticas ou de dar recados; adolescentes e adultos
podem esquecer de retornar ligações, pagar contas e dos compromissos.
2. Tipo hiperativo / impulsivo.
Principais sintomas: Inquietação, bate as mãos ou os pés, se contorce na cadeira; Incapacidade
de permanecer sentado (na sala de aula, local de trabalho); corre ou sobe onde não é apropriado;
incapacidade de jogar ou fazer atividades de lazer silenciosamente; sempre “em movimento”,
como se fosse movido por um motor; fala muito; desfoca a resposta antes da pergunta ser
concluída (por exemplo, termina as frases das pessoas, mal pode esperar para falar nas
conversas); tem dificuldade em esperar sua vez, como em uma fila; interrompe ou se intromete
em conversas, jogos e atividades, usa as coisas de outras pessoas sem permissão. Os
adolescentes e adultos podem assumir o controle do que os outros estão fazendo.

O diagnóstico de TDAH e qual o tipo predominante envolve a coleta de informações com os pais,
professores, observações da criança e uma avaliação multidisciplinar. Na idade adulta, o
diagnóstico também é realizado por uma avaliação clínica.
É preciso descartar outras condições médicas ou emocionais que podem estar causando os
sintomas.
Causas do TDAH.
Os cientistas e pesquisadores ainda não identificaram as causas específicas do TDAH. No
entanto, há evidências de contribuições genéticas. Por exemplo, três em cada quatro crianças
com TDAH têm um parente com o transtorno.
Outros fatores que também podem contribuir para o desenvolvimento do TDAH são: parto
prematuro, lesão cerebral, uso de álcool, fumo ou estresse durante a gravidez.
TDAH em crianças.
Os professores são importantes aliados na identificação dos sintomas de TDAH e podem fornecer
aos pais e profissionais informações para ajudar a avaliar o comportamento e as dificuldades de
aprendizagem. Além disso, caso seja confirmado o diagnóstico podem ajudar o aluno no
aprendizado de habilidades importantes.
No entanto, é importante ressaltar que os professores não podem diagnosticar o TDAH, tomar
decisões sobre o tratamento ou indicar o uso de medicamentos. Somente os pais e responsáveis
podem tomar essas decisões com o profissional que atende a criança.
As crianças com TDAH podem precisar aprender habilidades de aprendizagem, já que têm
dificuldades de foco, atenção e concentração. Podem ser necessárias mudanças na configuração
da sala de aula e métodos alternativos de ensino.
TDAH em adultos.
Muitos adultos com TDAH não percebem que têm o transtorno durante muito tempo. O
diagnóstico geralmente inclui uma revisão dos sintomas anteriores e atuais, além de uma
avaliação clínica abrangente.
Adultos com TDAH podem ser tratados com medicamentos, psicoterapia ou uma combinação dos
dois. Estratégias de gerenciamento de comportamento, como formas de minimizar distrações e
aumentar a estrutura e organização, envolvendo membros da família, podem ser úteis.
Vale lembrar que o mais importante é olhar para as necessidades de cada criança (ou adulto) para
encontrar os melhores tratamentos.

CONDUTA ESCOLAR PARA CRIANÇAS COM TDAH


Antes de mais nada, o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) se trata de um
transtorno do neurodesenvolvimento, com causas genéticas, que apresenta seus primeiros sinais
na infância e acompanha a pessoa acometida por toda a sua vida.
Mas quais são as principais características do TDAH?

• Desatenção;
• Hiperatividade (inquietude motora);
• Impulsividade.
Sendo assim, o TDAH é considerado o transtorno mais comum na infância, segundo alguns
serviços especializados, atingindo cerca de 3 a 5% das crianças em várias regiões pelo mundo.
Por isso, o TDAH se mostra como um desafio que merece total atenção e assistência por parte das
escolas.

TDAH E ESCOLA
No entanto, no âmbito escolar, os professores são as peças fundamentais para o processo de
ensino-aprendizagem de crianças com TDAH. Primeiramente, muitas vezes são eles que
percebem sinais importantes, alertando os pais e realizando o encaminhamento a especialistas
para o diagnóstico adequado. Além disso, são os professores que passam boa parte do dia com
os estudantes com TDAH. Dessa maneira, eles terão o papel importante de auxiliar esses
estudantes a implementarem a estratégias desenvolvidas nas terapias, bem como o papel de
oferecer o suporte que esses estudantes precisarão no dia a dia para se desenvolver mesmo
diante de tantos desafios.

CONDUTA ESCOLAR PARA CRIANÇAS COM TDAH


As estratégias em sala de aula devem ser estudadas e implementadas com o intuito de promover
um ambiente adequado e propício para que as crianças e adolescentes com esse tipo de
transtorno possam evoluir academicamente.
Vale salientar que as estratégias implementadas podem não só ajudar os estudantes com TDAH,
como também todos os demais. Pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença na sala
de aula, sendo positivo para todos aprenderem melhor.
Dicas.
1. Pedir que o aluno se sente próximo ao professor.
Portanto converse com seu aluno e veja se ele gostaria de se sentar mais próximo a você. Isso
pode ser benéfico porque pessoas com TDAH se distraem com facilidade (seja com objetos, sons,
estímulos visuais ou com os próprios pensamentos). Sentando-se próximo ao professor, pode ser
mais fácil o gerenciamento da atenção, bem como você, professor, pode auxiliar o estudante
quando notar alguma distração.
2. Evite chamar a atenção do estudante pelo seu nome.
A princípio, quando perceber que o estudante não está prestando atenção, evite chamar a
atenção pelo seu nome. Ao invés disso, combine com ele algum sinal, por exemplo “quando eu
notar que você se distraiu, vou discretamente tocar seu ombro”. Mas este sinal é o bastante para
estabelecer uma conexão com ele e incentivá-lo a voltar a prestar atenção ao foco principal?
Definitivamente, é desgastante para o professor ficar chamando a atenção do estudante pelo seu
nome, como também é cansativo para o estudante ser frequentemente chamado.
3. Use tons de voz diferentes.
Outra dica importante é mudar o tom de voz durante a aula, principalmente quando a explicação
é muito longa. Dessa forma, experimente usar um tom de voz mais lento em um momento e, em
outros instantes, use um mais rápido, mais alto, mais grosso ou mais fino. Ou seja, faça
modulações no tom da sua voz para que o estudante possa ter a atenção retida e a aula não se
torne monótona.
4. Faça perguntas simples.
Utilize uma linguagem clara e objetiva, e, eventualmente, faça perguntas simples, por exemplo:
“Você entendeu o que eu quis dizer?”, “Você poderia repetir o que eu acabei de falar?”. Isso é
importante porque oferece um feedback para perceber como o estudante está acompanhando a
aula e compreendendo as informações.
5. Estabeleça rotinas.
É de suma importância manter a sala de aula organizada e estruturada. Atrelado a isso, é
fundamental estabelecer uma rotina no cotidiano da turma, pois isto pode facilitar o
entendimento e o processo de aprendizagem de todos os estudantes.
Por exemplo, estimule o estudante a limpar e manter a sua mochila organizada semanalmente,
ou, ao final de toda aula, incentive todos a organizarem as cadeiras e a jogarem o lixo no local
adequado. Utilizar calendários e quadros de rotinas também pode ser benéfico a todos.
6. Faça pausas regulares.
Acima de tudo, todas as pessoas possuem um limite de tempo que conseguem permanecer
atentas a determinada atividade, uma vez que, após um tempo determinado, a nossa atenção
diminui gradativamente e, consequentemente, o nosso desempenho também tende a ser
reduzido.
Portanto, o professor pode permitir pequenas pausas regulares entre as atividades, algo benéfico
para que os estudantes tenham um momento para relaxar e manter o bom rendimento e foco.
Pode, inclusive, ser incentivado que os estudantes alonguem seus corpos e bebam água nesses
momentos.
7. Provas e avaliações.
Por fim, as avaliações devem ser objetivas, de modo que sejam evitadas perguntas com
pegadinhas, questões de assinalar só as alternativas erradas ou questões que não querem testar
o conteúdo, mas sim o nível de atenção.
De antemão, é essencial destacar que questões desse tipo não serão efetivas para o aprendizado
do seu aluno com TDAH, por isto, é imprescindível que as perguntas sejam claras e que o método
foque na avaliação do conteúdo em vez de testar o nível de atenção.
O que é autismo ou Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?
O que é autismo ou Transtorno do Espectro do Autismo TEA - sintomas, sinais, diagnóstico.
Atenção: As informações a seguir não dispensam a consulta a um médico especialista para o
diagnóstico.
O autismo – ou Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), como é tecnicamente chamado — é uma
condição de saúde caracterizada por prejuízos em três importantes áreas do desenvolvimento
humano: habilidades socioemocionais, atenção compartilhada e linguagem. Atualmente a
ciência fala não só de um tipo de autismo, mas de muitos tipos diferentes, que se manifestam de
uma maneira única em cada pessoa.
Para definir a grande abrangência do autismo, usa-se o termo “espectro”, pois há vários níveis de
comprometimento — desde pessoas com outras doenças associadas (chamada de
comorbidades), como deficiência intelectual, até pessoas que têm uma vida comum,
independente, porém, algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram esse
diagnóstico.

Causas genéticas.
O autismo é um transtorno multifatorial do qual não se conhece o mecanismo da causa
completamente. Um estudo publicado pelo JAMA Psychiatry em 17 de julho de 2019 sugere que
97% a 99% dos casos de autismo têm causa genética, sendo 81% hereditário. O trabalho
científico, com 2 milhões de indivíduos, de cinco países diferentes, sugere ainda que de 18% a
20% dos casos tem causa genética somática (não hereditária). E o restante, aproximadamente de
1% a 3%, devem ter causas ambientais, pela exposição de agentes intrauterinos – como drogas,
infecções, trauma durante a gestação (leia nosso artigo “Pesquisa confirma que autismo é quase
totalmente genético; 81% é hereditário“. Em novembro de 2022, um trabalho científico do
Hospital for Sick Children (Canadá), publicado na revista Cell, com base numa análise do
sequenciamento genético de 20.000 pessoas, entre autistas e familiares, identificou 134 genes
como sendo os principais relacionados ao autismo (leia nosso artigo sobre os 134 genes), os quais
quando há alterações específicas (“mutações”), estão fortemente associadas ao risco de TEA.

Após centenas de estudos – entre eles o norte-americano MSSNG, publicado em 2017, na revista
científica Nature Neuroscience, considerado o maior programa de estudos genéticos em autismo
no mundo, se sabe que testes genéticos podem detectar a causa em 10% a 40% dos casos de TEA
dos EUA e Canadá, com taxa maior de detecção quando tecnologias de análises genéticas mais
modernas são utilizadas em casos onde o autismo está associado a outros problemas de saúde e
sinais clínicos. Como a ciência tem certeza da influência da genética no autismo, existem
atualmente mais de mil de genes já mapeados e implicados como fatores de risco para o
transtorno. Sendo 134 o número total dos principais genes relacionados ao autismo.
Sinais de autismo na infância.
A partir de um ano e meio de idade, alguns sinais de autismo já podem aparecer, até mesmo mais
cedo em casos mais graves. Há uma grande importância de se iniciar o tratamento o quanto antes
– mesmo que ainda seja apenas uma suspeita clínica, pois quanto antes iniciem-se as
intervenções, maiores são a possibilidade de melhorar a qualidade de vida da pessoa. O
tratamento psicológico com evidência de eficácia, segundo a Associação Americana de
Psiquiatria, é a terapia de intervenção comportamental – aplicada por psicólogos. A mais usada
delas é o ABA (sigla em inglês para Applied Behavior Analysis – em português, análise aplicada do
comportamento). Como o tratamento para autismo é interdisciplinar, ou seja, além da psicologia,
pacientes podem se beneficiar com intervenções de fonoaudiologia, terapia ocupacional, entre
outros profissionais.
Listamos, a seguir, alguns desses sinais, mas é importante ressaltar que apenas três deles
presentes numa criança de um ano e meio já justificam uma suspeita para se consultar um médico
neuropediatra ou um psiquiatra da infância e da juventude. Testes como o M-CHAT (inclusive a
versão em português) estão disponíveis na internet para serem aplicados por profissionais. Saiba
mais em nosso artigo sobre os sinais e sintomas de autismo.

• Não manter contato visual por mais de 2 segundos;


• Não atender quando chamado pelo nome;
• Isolar-se ou não se interessar por outras crianças;
• Alinhas objetos;
• Ser muito preso a rotinas a ponto de entrar em crise;
• Não brincar com brinquedos de forma convencional;
• Fazer movimentos repetitivos sem função aparente;
• Não falar ou não fazer gestos para mostrar algo;
• Repetir frases ou palavras em momentos inadequados, sem a devida função (ecolalia);
• Não compartilhar seus interesses e atenção, apontando para algo ou não olhar quando
apontamos algo;
• Girar objetos sem uma função aparente;
• Interesse restrito ou hiper foco;
• Não imitar;
• Não brincar de faz-de-conta.
Informações e estatísticas sobre autismo.
Seguem alguns dados e números importantes sobre TEA no Brasil e no mundo, com seus
respectivos links para as fontes de informação e estudos científicos:
O termo “transtorno do espectro do autismo” passou a ser usado a partir de 2013, na nova versão
do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais, publicação oficial da Associação
Americana de Psiquiatria, o DSM-5, quando foram fundidos quatro diagnósticos sob o código
299.00 para TEA: Autismo, transtorno desintegrativo da infância, transtorno global do
desenvolvimento sem outra especificação e síndrome de asperger. Na atual Classificação
Internacional de Doenças, a CID-11, o autismo recebe o código a 6A02 (antigo F84, na CID-10),
atualizada em junho de 2018, também sob o nome de TEA.
Aproximadamente um terço das pessoas com autismo permanecem não-verbais (não
desenvolvem a fala) – conforme estudos de 2005 e 2012.
Estima-se que um terço das pessoas com autismo tem algum nível de deficiência intelectual.

Há algumas condições clínicas associadas ao autismo com mais frequência, como: distúrbios
gastrointestinais, convulsões, distúrbios do sono, transtorno de déficit da atenção com
hiperatividade (TDAH), ansiedade e fobias – segundo estudos de 2012, 2017 e 2018.

Em 2007, a ONU decretou todo 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo (em
inglês, World Autism Awareness Day), quando vários cartões-postais do mundo se iluminam de
azul em prol da causa para chamar a atenção da sociedade ao tema, como o Cristo Redentor, no
Brasil, o Empire State, nos EUA, a CN Tower, no Canadá, a Torre Eiffel, na França, as pirâmides do
Egito, entre outros.
No Brasil, a “Lei Berenice Piana” — Lei 12.764, de 2012, que criou a política nacional de proteção
dos direitos da pessoa com transtorno do espectro do autismo, regulamentada pelo Decreto
8.368, de 2014 – garante os direitos dos autistas e os equipara às pessoas com deficiência.
Nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças do governo (CDC, na sigla em
inglês: Centers for Disease Control and Prevention) estima a prevalência de autismo em 1 a cada
36 crianças naquele país – números divulgados em [Link].2023, referentes a dados de 2020. O
número de meninos é 3,8 vezes maior que o de meninas.

Estudos na Ásia, Europa e América do Norte dão conta de números entre 1% (1 para cada 100) e
2% (1 para cada 50) com autismo.

A ONU, através da Organização Mundial da Saúde (OMS), considera a estimativa de que


aproximadamente 1% da população mundial esteja dentro do espectro do autismo, a maioria sem
diagnóstico ainda.

No Brasil, temos apenas um estudo de prevalência de TEA até hoje, um estudo-piloto, de 2011,
em Atibaia (SP), de 1 autista para cada 367 habitantes (ou 27,2 por 10.000) – liderado pelo médico
pesquisador Marcos Mercadante, a pesquisa foi feita apenas em um bairro de 20 mil habitantes
da cidade. Segundo a estimativa da OMS, o Brasil pode ter mais de 2 milhões de autistas.
Um mapa online, do site Spectrum News, traz todos os estudos científicos de prevalência de
autismo publicados em todo o planeta.
Sobre autismo em adultos, o CDC publicou um estudo no ano passado (2022) que estima haver
2,2% da população dos Estados Unidos no espectro do autismo acima dos 18 anos, com dados
referentes ao ano de 2017 (quase 5,5 milhões de autistas). Essa prevalência de adultos norte-
americanos com TEA variou de 1,97% no estado de Louisiana a 2,42%, em Massachusetts. Os
estados com o maior número absoluto estimado de adultos autistas são: Califórnia (701.669),
Texas (449.631), Nova York (342.280) e Flórida (329.131). No Brasil não há números de autismo
em adultos.
Estima-se que, a cada ano, cerca de 50 mil jovens com TEA cruzam a maioridade dos 18 anos nos
EUA. No Brasil não há números a esse respeito.
Um estudo da Autism Speaks, em 2012, aferiu o custo anual do autismo para os EUA, de US$ 126
bilhões, e para o Reino Unido, £34 bilhões (US$ 54 bilhões).
A idade média de diagnóstico nos EUA é de 4 anos de idade, segundo estudo de 2018 em 11
estados. No Brasil, um estudo-piloto somente na cidade de São Paulo (SP), também em 2018,
chegou ao número de 4 anos e 11 meses e meio (4,97) como idade média de diagnóstico de
autismo, mas com uma variação bem grande — mais estudos devem ser feitos.
Pesquisas apontam que cerca de 16% das pessoas com síndrome de Down tenham autismo
também – segundo a NDSS (National Down Syndrome Society, dos EUA).
Há síndromes e outros transtornos neurológicos de origem genética ligados ao autismo como:
Síndrome de Rett, Síndrome do X Frágil, segundo pesquisa global de 2019, com mais de 2 milhões
de pessoas, de 5 diferentes países, de 97% a 99% dos casos de autismo podem ter causa
genética, sendo 81% hereditário; e de 1% a 3% apenas podem ter causas ambientais, ainda
controversas, como, a idade paterna avançada ou o uso de ácido valpróico na gravidez. Existem
atualmente mais de mil genes já mapeados e implicados como fatores de risco para o transtorno,
sendo 134 os principais genes.
Autistas com níveis 2 e 3 de suporte apresentam um número maior de morbidades e demandam
acompanhamento terapêutico especializado
Quem já está familiarizado com a realidade do Transtorno do Espectro Autista (TEA) sabe que cada
autista é um autista: embora o TEA tenha algumas características definidoras, que auxiliam no
diagnóstico e no desenvolvimento de terapias, ele se manifesta de formas múltiplas e não há um
padrão para as capacidades e a personalidade de cada indivíduo.
O que acontece durante o processo de diagnóstico é bem diferente de colocar a pessoa com TEA
em uma “caixinha” cheia de estereótipos e predefinições sobre o que é ser autista. Durante a
investigação do TEA, os especialistas precisam encontrar alguns denominadores comuns, mas
que não reduzem a pessoa a uma só definição.

A principal divisão que conhecemos hoje, estabelecida pelo manual do DSM-5, é a que classifica
cada autista dentro de um determinado nível de suporte. Os três níveis de suporte classificam as
pessoas com TEA de acordo com a possibilidade de autonomia.

Autista nível 1 de suporte costumam imitar comportamentos de pessoas neurótipicas.


São eles:
Nível 1 de suporte: Em geral, são pessoas que lidam com dificuldades para manter e seguir
normas sociais, apresentam comportamentos inflexíveis e dificuldade de interação social desde
a infância. Podem ser mais difíceis de serem diagnosticados pelo masking, estratégia adotada por
muitas pessoas com TEA desde a infância para evitarem bullying, sofrimento psicológico e
estresse.

No masking, as pessoas com TEA tentam, a partir da imitação do comportamento de pessoas


neurotípicas, esconderem o transtorno e se comportarem da forma que a sociedade espera. Ao
longo da vida, autistas que tiveram que recorrer a estratégia para se sentirem seguros sentem
ainda mais dificuldade de se expressar livremente, precisando de apoio psicológico para desfazer
os efeitos negativos do masking.
Mesmo que tenham um nível maior de autonomia para algumas tarefas, vale lembrar que o autista
de suporte 1 não é “menos” autista do que uma pessoa de suporte 2 ou 3. O autista de nível 1
sente impactos consideráveis do transtorno em seu cotidiano, e continua precisando de terapias
e acompanhamento profissional.
Autistas níveis 2 e 3 apresentam déficits mais marcantes na comunicação
Nível 2 de suporte: em geral, apresentam comportamento social atípico, rigidez cognitiva,
dificuldades de lidar com mudanças e hiper foco (interesse intenso por determinados objetos,
pessoas ou temas). Nesse nível do espectro, o autista demonstra déficits marcantes na
conversação, com respostas reduzidas ou consideradas atípicas. As dificuldades de linguagem
são aparentes mesmo quando a pessoa tem algum suporte, e a sua iniciativa para interagir com
os outros é limitada.
Nível 3 de suporte: nestes casos, os indivíduos têm dificuldades graves no seu cotidiano e déficit
severo de comunicação, com uma resposta mínima a interações com outras pessoas e a iniciativa
própria de conversar muito limitada. Também podem adotar comportamentos repetitivos, como
bater o corpo contra uma superfície ou girar, e apresentarem grande estresse ao serem solicitados
a mudarem de tarefa.
Autista nível 2 e 3 de suporte também apresentam uma incidência maior de comorbidades, como
depressão, TDAH, TOC, ansiedade, epilepsia, distúrbios do sono, dificuldades de fala, distúrbios
gastrointestinais, deficiência intelectual e dificuldades de coordenação motora.
Nível de suporte não resume o autista porque transtorno se manifesta em cada indivíduo de forma
diferente
Vale lembrar que o nível de suporte não consegue definir o autista por completo. Autistas de nível
3 de suporte podem escrever um livro com ajuda de comunicação aumentada, por exemplo, mas
não conseguirem ir ao banheiro ou tomarem banho sem ajuda. Autistas de nível 1 podem ter
dificuldades consideráveis de socialização e aprendizado, mesmo que grande parte das pessoas
nesse nível do espectro tenha mais autonomia.
Outro exemplo de como cada pessoa com TEA precisa ser analisada de forma personalizada é a
deficiência intelectual. Nem todo autista não verbal possui deficiência intelectual, assim como
nem toda pessoa nível 1 de suporte possui altas habilidades e superdotação. Apenas o
acompanhamento terapêutico a longo prazo pode ajudar cada autista a conhecer a sua
individualidade e múltiplas capacidades.
Autistas na escola: como melhorar o aprendizado.
Boa parte das crianças que fazem parte do espectro do autismo frequentam escolas regulares. O
problema é que muitas dessas escolas não estão equipadas para fornecer o apoio que as crianças
autistas precisam. E não falamos só sobre infraestrutura: os próprios educadores nem sempre
recebem o treinamento e o suporte necessário para lidar com os alunos autistas.
Um ambiente escolar inadequado para o autismo pode prejudicar muito as crianças do espectro.
A dificuldade vai desde fazer com que eles se envolvam nas atividades de aprendizagem a lidar
com a vida escolar diária em geral. Vale citar que essas questões podem ter um impacto
duradouro sobre eles, ou seja, se estender aos próximos anos escolares e até mesmo
acadêmicos.
É por isso que é crucial que os educadores estejam cientes das implicações educacionais do
autismo e como adotar métodos eficazes de ensino para essas crianças. Ao integrar estilos de
aprendizagem adequados para o autismo e aliviar qualquer desconforto na sala de aula, é possível
fazer com que as crianças autistas participem do aprendizado com mais conforto e envolvimento,
além de se prepararem melhor para o futuro.
Autistas na escola: dicas e estratégias.

Trabalhar com autistas na sala de aula pode ser um desafio, mas também incrivelmente
gratificante se você souber como fornecer o apoio necessário. Seja ajudando-os a manter sua
rotina, lidar com a sobrecarga sensorial ou se engajar no aprendizado de uma maneira que faça
sentido para eles, saiba que as intervenções corretas os beneficiarão significativamente.
Confira então 7 dicas valiosas para apoiar crianças autistas na escola.

1. Estabeleça uma rotina com eles.


O mundo é muitas vezes um lugar confuso e que causa ansiedade nas crianças, e essa ansiedade
pode ser especialmente intensa para os autistas. É por isso que eles encontram grande conforto
em uma rotina previsível e estável. Felizmente, a natureza estruturada da escola é perfeita para
isso. Mas você precisa encontrar uma maneira de deixar sua rotina diária clara para eles.

Criar um cronograma visual é um método eficaz e muito utilizado para fazer isso. Você pode
colocar imagens e palavras simples em um cronograma, em ordem cronológica, para descrever
as atividades e transições do dia do aluno. Ter esse auxílio visual dá à criança uma sensação de
segurança, ao mesmo tempo em que atua como um lembrete para aqueles que a apoiam.
2. Leve a sensibilidade sensorial em consideração.

Muitas crianças com autismo experimentam o que é conhecido como sensibilidade sensorial.
Isso pode fazer com que eles tenham intensas reações positivas ou negativas à estimulação
sensorial. Portanto, um passo útil e simples que você pode dar é tornar o ambiente da sala de aula
menos sobrecarregado para eles.
Como cada criança autista é diferente, você terá que aprender quais são suas sensibilidades
individuais. Observe como eles reagem ao ouvir certos sons ou tocar certos tecidos e veja se seus
pais ou cuidadores podem oferecer informações. Em seguida, faça o que puder para remover ou
reduzir quaisquer estímulos no ambiente que lhes causem ansiedade, ou ainda reforçar os
estímulos positivos.
Por exemplo, se eles ficarem muito angustiados com o som do sino da escola, você pode permitir
que eles coloquem fones de ouvido com cancelamento de ruído cinco minutos antes de tocar.
Certifique-se de incluir essa transição na rotina.
3. Comunique com antecedência as mudanças e transições.
Como a rotina das crianças autistas é algo crucial para seu conforto, mudanças e transições na
escola podem ser muito incômodas para elas. Tais mudanças são muitas vezes inevitáveis e até
necessárias na escola, mas a boa notícia é que você pode aliviar a ansiedade que elas causam
preparando a criança autista com antecedência.
Por exemplo, se você planeja mudar de sala em determinada semana, além de comunicar essa
mudança verbalmente, leve a criança para conhecer o ambiente com alguns dias de
antecedência. Adicione essa mudança ao quadro de rotina para que visualizem até o dia da
mudança. Adicionar alguma previsibilidade a uma tarefa inesperada pode torná-la menos
assustadora para a criança, além de proporcionar tempo para que ela se ajuste mentalmente.
4. Comunique-se claramente.
Embora varie de pessoa para pessoa, o autismo pode afetar a capacidade da criança de se
comunicar e interpretar os significados. É por isso que você precisa considerar cuidadosamente
todas as palavras que usa e como estrutura suas frases. Evite complicar a comunicação com
metáforas e perguntas retóricas. Mantenha as conversas simples e diretas.
Por exemplo, se você precisar pedir a uma criança autista para arrumar os materiais, você pode
ficar tentado dizer: “Você pode começar a arrumar seus lápis e colocá-los nas gavetas, por favor?”
Uma instrução muito mais clara para eles é: “Guarde os lápis, por favor.”. Você também pode
apontar para o local onde eles precisam guardar os lápis se responderem a gestos simples.
5. Integre os interesses das crianças autistas na escola.
Uma das muitas coisas que tornam as crianças autistas únicas é como elas podem ter interesses
altamente focados. Sejam montanhas-russas, eletrônicos, unicórnios ou um certo período da
história, esses interesses podem ser usados como portas de entrada para o aprendizado. Tudo o
que é preciso é alguma criatividade e comprometimento em sua lição e planejamento de lição de
casa.
Por exemplo, se você sabe que o interesse deles são unicórnios, integre palavras e imagens
relacionadas a eles em problemas de matemática e exercícios de ortografia. Algo simples como
isso pode fazer uma enorme diferença no envolvimento das crianças autistas nessas atividades
da escola.

6. Trabalhe em conjuntos com os pais/cuidadores.


Pais e cuidadores são os verdadeiros especialistas em seus filhos autistas. Para apoiar
plenamente a criança dentro e fora da escola, você deve, portanto, coordenar e compartilhar
conhecimento com eles. Ambos podem sugerir intervenções que funcionaram em casa ou na
escola para a criança e podem integrá-las à sua rotina.

A construção de um relacionamento mais próximo não beneficiará apenas a criança autista, mas
também ajudará os pais e cuidadores a se sentirem à vontade com a educação de seus filhos. Seu
compromisso de trabalhar com eles aumentará sua confiança na capacidade da escola de apoiar
seus filhos.
7. Trabalhe sua própria resiliência.

Mesmo quando você acredita que está fazendo tudo ao seu alcance, ensinar uma criança autista
ainda pode ser um desafio. A criança e seus pais estão contando com você para fazer o seu
melhor, por isso é importante aprender a se recuperar dos dias difíceis. Muitas vezes isso vem
com o tempo, e é importante tentar manter-se confiante e determinado, então cabe a você investir
tempo para fortalecer sua mente.
Construir um relacionamento com crianças autistas, seja na escola ou não, não é algo que não
acontece da noite para o dia. É preciso tempo, dedicação e paciência. Cada erro que você comete
é um feedback valioso para descobrir o que funciona. Você nem sempre vai acertar as coisas logo
de cara e, de qualquer forma, as crianças autistas ainda são crianças, e podem trazer algum
desafio mesmo nos melhores momentos. Eles estão fazendo o melhor que podem com sua visão
de mundo e com o apoio que têm disponível.
Então, naqueles dias em que a criança autista está tornando a aula desafiadora e você não sabe
como lidar, lembre-se de que ela provavelmente está agindo dessa forma por algum motivo.
Geralmente é por causa de uma necessidade que não está sendo atendida. Depois de aprender
quais são suas necessidades e se conectar com a criança, você descobrirá que as coisas podem
se tornar muito mais fáceis. A sensação de realização que você ganhará ao apoiá-los um dia
superará qualquer dificuldade que você sentiu no passado.
Apoiar crianças autistas na escola pode não ser fácil, mas é uma tarefa valiosa e muito
gratificante. Ajudar essas crianças a se engajarem totalmente em seu aprendizado não apenas
torna a experiência educacional mais positiva, eficiente e benéfica, mas também abre caminho
para um futuro em que elas possam atingir seu pleno potencial.

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