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Técnicas de Auditoria em Administração Pública

O documento apresenta um trabalho sobre o processo da auditoria, abordando técnicas fundamentais utilizadas para obter evidências em auditorias financeiras. Os objetivos incluem analisar e caracterizar essas técnicas, que vão desde o exame físico até a correlação de informações. A conclusão ressalta a importância de cada técnica e sua interação na validação das evidências auditadas.
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Técnicas de Auditoria em Administração Pública

O documento apresenta um trabalho sobre o processo da auditoria, abordando técnicas fundamentais utilizadas para obter evidências em auditorias financeiras. Os objetivos incluem analisar e caracterizar essas técnicas, que vão desde o exame físico até a correlação de informações. A conclusão ressalta a importância de cada técnica e sua interação na validação das evidências auditadas.
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Universidade Mussa Bin Bique

Licenciatura em Administração Pública

O Processo da Auditoria

(Licenciatura em Administração Pública)

Nome dos estudantes:

Domingueiro Rosário

Manuel Júnior

Margareth Kanhemba

Nunes Souza

Simone Leão Tirano Domingos

Souza Abudo Júnior

Nampula, 2024
ii

Domingueiro Rosário

Manuel Júnior

Margareth Kanhemba

Nunes Souza

Simone Leão Tirano Domingos

Souza Abudo Júnior

O Processo da Auditoria

Trabalho de carácter avaliativo da


disciplina de Auditoria Financeira a
ser apresentado no curso de
Administração Pública.
Docente: Msc. Amone D. Paulo

Universidade Mussa Bin Bique

Nampula

2024
iii

Índice

I. Introdução............................................................................................................................ 4

1.1. Objectivos .................................................................................................................... 4

1.1.1. Objectivo geral ..................................................................................................... 4

1.1.2. Objectivos específicos .......................................................................................... 4

II. O processo da auditoria ................................................................................................... 5

2.1. Técnicas de auditoria ................................................................................................... 5

2.1.1. Exame físico ......................................................................................................... 5

2.1.2. Exame de Documentos Originais ......................................................................... 6

2.1.3. Confirmação ......................................................................................................... 6

2.1.4. Conferência de Cálculos ....................................................................................... 7

2.1.5. Acompanhamento dos Procedimentos de Escrituração ........................................ 7

2.1.6. Investigação minuciosa......................................................................................... 8

2.1.7. Inquérito ............................................................................................................... 8

2.1.8. Exame dos registos Auxiliares ............................................................................. 8

2.1.9. Correlação das informações examinadas .............................................................. 9

2.1.10. Observação ........................................................................................................... 9

III. Conclusão ...................................................................................................................... 10

IV. Bibliografia .................................................................................................................... 11


4

I. Introdução

O termo “técnicas que permitem ao auditor obter evidências”, é usado para explicar os métodos
básicos a obtenção de provas, utilizados pelo auditor. A técnica por si só, não corresponde a
uma prova, ela fornece os meios para a obtenção da prova.

E como afirma João maurício Motta (1988, P27 A): “Existem inúmeros procedimentos de
auditoria estabelecidos pela técnica e consagrados pela experiência, cuja aplicação, em cada
caso, se condiciona aos objetivos e a natureza do exame e as condições prevalecentes.

Contudo, cabe ao auditor aplicar os procedimentos de auditoria para cada caso, na extensão e
profundidade necessárias, até a obtenção de provas materiais ou informações persuasivas que
comprovem satisfatoriamente o facto investigado.

1.1. Objectivos

1.1.1. Objectivo geral

O objectivo geral deste trabalho é analisar as técnicas de auditoria.

1.1.2. Objectivos específicos

• Conhecer os processos de auditoria;


• Identificar as técnicas de auditoria;
• Caracterizar as técnicas de auditoria.
5

II. O processo da auditoria

Processos de auditoria são o conjunto de técnicas que permitem ao auditor obter evidências ou
provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações auditadas
e abrangem testes de observância e testes substantivos (FRANCO & MARRA, 1992).

Assim é que os estudiosos de auditoria enumeram dez técnicas básicas aplicáveis a qualquer
trabalho de auditoria para obtenção de suas evidências.

2.1. Técnicas de auditoria

As técnicas básicas (procedimentos de auditoria) comumente utilizados são as seguintes:

1. Exame Físico;
2. Exame de Documentos Originais;
3. Confirmação;
4. Conferência de Cálculos;
5. Acompanhamento dos Procedimentos de Escrituração;
6. Investigação minuciosa;
7. Inquérito;
8. Exame dos registos Auxiliares;
9. Correlação das informações examinadas;
10. Observação.

2.1.1. Exame físico

O exame físico constitui-se na verificação de determinado objecto, examinando-o, como forma


de certificação da sua real existência.

O exame físico deve ser feito atendendo a determinadas características que vão assegurar a
realidade verificada pelo auditor.

Ele exige a autenticidade da coisa que está sendo examinada, ou seja, deve haver o
discernimento de que o item ou o objeto examinado é fidedigno.

Além disso, existe a ideia da identificação, que corresponde a comprovação da qualidade


daquilo que se está examinando. Também significa que se deve dar atenção a apuração de
quantidades reais existentes fisicamente, e o auditor somente deve se satisfazer após uma
apuração adequada
6

Deve ainda ser observada a qualidade do objeto examinado, se ele permanece em uso ou se já
está deteriorado.

Assim, a existência física serve para determinar se os registros contábeis estão corretos e seus
valores adequados, em função da qualidade do item examinado.

Exemplo de exame físico:

Contagem de caixa; Estoque e Activo Imobilizado.

2.1.2. Exame de Documentos Originais

Consiste no exame da prova documental para comprovar os lançamentos.

Nos negócios actuais, as transações entre duas empresas, ou entre uma empresa e um indivíduo
são comprovadas por meio de documentos, esses documentos fornecem o registro original de
determinada transação, constituindo assim sua prova.

Portanto, os auditores confiam nesses comprovantes originais como prova de que a transação
é, ou não, aquela indicada no registro.

Contudo, o auditor quando realizar o exame dos documentos originais deve se certificar da
autenticidade dos mesmos, verificando se a documentação examinada merece confiança.

O auditor deve ainda se certificar da normalidade, ou seja, se a transação realizada é adequada


em função da atividade da empresa.

E por fim deve haver a aprovação e o registro das operações que consistem respectivamente na
verificação se a documentação foi efectivamente aprovada por pessoas adequadas e
responsáveis, e se o registro das operações é adequado em função da documentação examinada
e está refletida contábilmente em contas apropriadas.

Exemplo de documentos originais: Documentação de aquisição de matérias primas

2.1.3. Confirmação

Consiste na verificação através de informação de fonte externa, da realidade observada na


própria empresa.

Na maioria dos casos o cliente expede cartas dirigidas a empresas ou a pessoas com as quais
mantém relações de negócios, solicitando que confirmem, em carta dirigida directamente ao
auditor, qual a situação desses negócios, em determinada data.
7

Um dos problemas com que se defronta o auditor, é o de determinar a quem e quantos deve ser
solicitada informações

Portanto, o auditor deverá estabelecer um critério válido de amostragem (superior a 20% do


montante da área em exame) e aplicá-lo na seleção daqueles a quem deve ser remetida a carta
solicitando confirmação.

Existe ainda o critério do “princípio da relevância”, que consiste em expedir confirmação


externa para todos os devedores ou credores acima de determinada quantia.

E em algumas situações pode ser adotado o critério do acaso, isto é, fazer a seleção em base
acidental ou fortuita, escolhendo indiscriminadamente.

Exemplo de confirmação:

• Confirmação de Contas a receber;


• Confirmação de estoques em poder de terceiros.

2.1.4. Conferência de Cálculos

Esta técnica é aplicada durante todo o trabalho de auditoria, desde o simples exame de uma
conciliação bancária até a preparação das demonstrações financeiras a serem publicadas.

E muito embora os valores dispostos posam ter sido conferidos pela empresa, é de grande
importância que todos os itens sejam conferidos pelo auditor.

Exemplo de conferência de cálculos: Cálculo da listagem dos estoques.

2.1.5. Acompanhamento dos Procedimentos de Escrituração

Esse procedimento é semelhante àquele da conferência de cálculos e é utilizado para a


constatação da veracidade das informações contábeis.

Exemplos de acompanhamento do procedimento de escrituração:

• Análise de outras contas a receber;


• Análise de despesas de viagens;
• Conciliação bancária.
8

2.1.6. Investigação minuciosa

Investigar minuciosamente significa examinar em profundidade, facto por facto.

Em auditoria isto se refere ao estudo detalhado da matéria auditada, que pode ser um
documento, uma análise, informação obtida entre outras.

A investigação minuciosa deve ser colocada em prática em tudo que o auditor examinar,
portanto, ao examinar uma documentação, ou na obtenção de uma informação, o auditor coloca
em exercício seu julgamento profissional, para determinar se a matéria examinada ou
informação recebida é fidedigna.

Exemplos de investigação minuciosa:

• Investigação minuciosa da prov. p/ devedores duvidosos;


• Investigar minuciosamente um relatório de despesas de viagens.

2.1.7. Inquérito

Consiste na formação de perguntas e na obtenção de repostas satisfatórias.

O auditor obtém informações de várias fontes, sobre o mesmo problema e através do seu próprio
conhecimento e julgamento, pode concluir quanto a correção, ou incorreção dos dados sob
exame.

Exemplos sobre inquérito:

• Inquérito sobre a posição dos investimentos;


• Inquérito sobre o aumento das vendas do período.

2.1.8. Exame dos registos Auxiliares

Ao examinar os registros auxiliares, o auditor deve estar atento à autenticidade e às


possibilidades de adulteração destes.

Assim, o auditor deve se certificar se os livros auxiliares vinham sendo escriturados com
regularidade e se não apresentam qualquer vício que os tome duvidosos. Existe a probabilidade
de o livro ter sido preparado mal, com a única finalidade de dar sustentação a saldos incorretos.

Exemplo de exame dos registros auxiliares: Exame auxiliar de contas a pagar


9

2.1.9. Correlação das informações examinadas

Correlação das informações examinadas consiste na verificação da autenticidade do sistema


contábil das partidas dobradas. Os itens das contas devem se relacionar uns com os outros.

Por isso, a harmonia interna das contas que se relacionam, constitui certamente alguma prova
de que elas estão livres de pelo menos, erros mecânicos, senão outros

Exemplo de correlação das informações obtidas:

Duplicatas. a receber que afectam o disponível e contas a receber

2.1.10. Observação

Consiste na observação efectuada pelo auditor em todos os processos realizados na auditoria de


maneira que o mesmo possa verificar visualmente qualquer item utilizado em exame.

Por exemplo, ao acompanhar o inventário ele pode perceber que há mercadorias estragadas ou
absoletas, etc.

Este procedimento é o senso crítico que diferenciará o auditor das demãos funções ligadas à
contabilidade.

Exemplo de observação:

Observação quanto à correcta classificação contábil.


10

III. Conclusão

As técnicas da auditoria abordadas são de grande importância para evidenciar a opinião do


auditor. O que se deve notar ainda, é que cada uma dessas técnicas são individualmente
importantes, e que elas interagem umas com as outras de maneira que embora ocorra a
comprovação de uma evidência usando uma dessas técnicas, pode ocorrer a confirmação dessa
evidência com o uso de outra técnica, pois elas se complementam Um exemplo disso é a técnica
da observação que pode ser complementada pela técnica do exame físico.
11

IV. Bibliografia

FRANCO, H., & MARRA, E. (1992). Auditoria Contábil. São Paulo: Atlas.

LAWRENCE, C. (2013). Métodos de Auditoria. SP: Brasiliense.

MOTTA, J. M. (1998). AUDITORIA: Princípios e técnicas. São Paulo: Atlas.

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