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Crítica de Hume a Descartes e Empirismo

O trabalho aborda a crítica de David Hume a Descartes, enfatizando a rejeição das ideias inatas e a importância da experiência na formação do conhecimento. Hume argumenta que todo o conhecimento deriva das impressões sensoriais, desafiando a noção de que a razão pode garantir certezas. A distinção entre impressões e ideias é central, mostrando que as ideias são cópias menos intensas das impressões, reforçando a visão empirista de Hume.

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Crítica de Hume a Descartes e Empirismo

O trabalho aborda a crítica de David Hume a Descartes, enfatizando a rejeição das ideias inatas e a importância da experiência na formação do conhecimento. Hume argumenta que todo o conhecimento deriva das impressões sensoriais, desafiando a noção de que a razão pode garantir certezas. A distinção entre impressões e ideias é central, mostrando que as ideias são cópias menos intensas das impressões, reforçando a visão empirista de Hume.

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Slide 3: Introdução

Boa tarde a todos neste trabalho, vamos abordar a crítica a Descartes, destacando a
rejeição das ideias inatas e a distinção entre impressões e ideias. Iremos refletir sobre o
papel da experiência na formação do conhecimento, recorrendo a exemplos concretos
para ilustrar estas diferenças.

Slide 4:
Biografia:
David Hume foi um filósofo, historiador e ensaísta escocês, uma das figuras centrais do
Iluminismo. Nascido em Edimburgo, dedicou-se ao estudo da filosofia, história e
ciências naturais. Em 1734, viajou para França, onde começou a escrever a sua principal
obra, Tratado da Natureza Humana.
Ideologias:
Hume defendia o empirismo, argumentando que todo o conhecimento provém da
experiência sensorial. Questionou a noção de causalidade, afirmando que associamos
eventos por hábito e não por prova racional.
Obras:
Entre as suas obras mais importantes estão Tratado da Natureza Humana, Investigações
sobre o Entendimento Humano e História Natural da Religião, onde refinou as suas
ideias sobre conhecimento e crença.

Slide 5:
A discussão entre Descartes e Hume é fundamental na filosofia moderna, focando-se na
diferença entre a razão e a experiência. Descartes utiliza a dúvida cartesiana como
método para alcançar a verdade, enquanto Hume defende que o conhecimento provém
da experiência sensível.
A crítica de Hume à dúvida cartesiana e a rejeição das ideias inatas:
David Hume crítica a dúvida cartesiana, considerando-a irreal e impossível de
proporcionar certezas. Para ele, a procura por conhecimento não deve ser baseada
numa racionalização extrema, como propõe Descartes, mas sim na experiência sensível.
Hume rejeita também a ideia de que nascemos com ideias inatas, como a noção de Deus
ou conceitos matemáticos, defendendo que todo o conhecimento provém da perceção e
da associação de impressões sensoriais. A mente humana, assim, não possui ideias
pré-existentes, mas é moldada pelas experiências que acumula ao longo da vida.
O papel da experiência na formação do conhecimento:
Hume argumenta que a razão sozinha não pode garantir um conhecimento seguro. Em
vez disso, o conhecimento resulta da observação e da experiência acumulada,
oferecendo uma visão empirista em contraste com a abordagem racionalista de
Descartes, que se apoia na razão. Por exemplo, ao aprender sobre a causa e o efeito de
um fogo, não basta apenas usar a razão para concluir que o fogo queima. O verdadeiro
conhecimento vem da experiência direta: ao tocar no fogo, sabemos que ele é quente e
pode causar queimaduras, algo que a razão não pode prever sem a vivência dessa
experiência.
A limitação do cogito:
Um dos pontos centrais do pensamento cartesiano é o "cogito, ergo sum" (penso, logo
existo). No entanto, Descartes utiliza a razão para encontrar esse princípio e, ao mesmo
tempo, evita a dúvida universal. Isso cria uma contradição, pois, ao tentar fundamentar
outros conhecimentos a partir do cogito, ele precisaria de recorrer a faculdades que ele
próprio descartou pela dúvida.

(Leitura do texto, página 86)

Slide 7:
Pergunta: Se não existem ideias inatas, como explicamos conceitos universais como a
matemática ou a moralidade?
Resposta: David Hume defende que esses conceitos surgem da experiência. A
matemática baseia-se na observação de regularidades, como contar e medir, enquanto a
moralidade resulta de emoções e hábitos sociais. Assim, não são inatos, mas construídos
ao longo da vida através da experiência e da interação com os outros.

Slide 8:
Segundo Hume todo o conteúdo da mente humana e o seu conhecimento vêm das
percepções da mente e estas podem ser divididas em dois tipos: Impressões/Ideias, e é
a partir da Associação de Ideias que criamos Ideias complexas como a da existência de
Deus, ou seja não existem Ideias Inatas.
A origem do conhecimento segundo, Hume:

Hume apresenta-nos também a sua resposta a uma das perguntas mais recorrentes na
história da filosofia: “Será o conhecimento possível?”. Na filosofia de Hume o
conhecimento vem da experiência empírica ou seja é “a posteriori” e é formado a partir
das impressões o que significa que não possuímos ideias inatas, estas as ideias, são
formadas a partir das impressões.

Ceticismo e limites do conhecimento:

Para Hume o conhecimento humano possui limites e estes são impostos pela nossa
capacidade de experimentar, tudo aquilo que não se baseia em impressões sensoriais ou
derivadas destas não pode ser considerado um conhecimento seguro.

-O Problema do “Eu” em Hume: Na Filosofia Tradicional principalmente na filosofia de


Descartes têm-se a ideia de uma substância imutável, uma alma/um “Eu”, que unifica
todas as experiências e sensações do ser Humano. Mas como David Hume nos diz no
“Tratado da Natureza Humana(1739-1740): "Quando penetro mais intimamente no que
chamo de 'eu', sempre tropeço em alguma percepção particular – de calor ou frio, de luz
ou sombra, de amor ou ódio, de dor ou prazer. Nunca me pego sem uma percepção, e
nunca posso observar nada além disso." Hume descreve-nos o “Eu” não como sendo uma
substância fixa mas como um fluxo de percepções humanas (pensamentos, sentimentos,
sensações físicas, etc.) que provêm da associação de ideias.

(Leitura do texto, página 87)

Slide 10:

Pergunta: Segundo David Hume qual é o fundamento para o conhecimento?

Resposta: Segundo David Hume o conhecimento Humano vem da experiência empírica.


Apenas as impressões e as ideias derivadas destas podem ser consideradas como fontes
de conhecimento seguras.

Slide 11:
Hume divide as perceções da mente em dois tipos: impressões (mais vivas) e as ideias
(menos vivas).

Distinção entre impressões e ideias:

O que são as impressões? As impressões são os objetos da nossa experiência presente


ou atual. Nelas se incluem tanto sensações externas (relativas aos cinco sentidos) como
sentimentos internos (relacionados com as emoções, sentimentos e desejos).

O que são as ideias? Já as ideias são as representações ou imagens menos vívidas e


menos intensas das impressões, sempre que recordamos sensações externas ou
sentimentos internos ou imaginamos a partir deles, ou seja, são um produto da memória
e da imaginação.

Exemplos:

As impressões são, por exemplo, ver uma cor, sentir dor, experimentar amor ou ódio.

Do mesmo modo, as ideias são, por exemplo, recordar uma cor, pensar numa dor ou
imaginar uma emoção, como o amor ou o ódio.

Citando Hume: “Pelo termo impressão significo todas as nossas perceções mais vivas,
quando ouvimos, vemos, sentimos, amamos, odiamos, desejamos ou queremos. E as
impressões distinguem-se das ideias, que são as impressões menos intensas, das quais
somos conscientes quando refletimos sobre qualquer das sensações ou movimentos
acima mencionados.”

O princípio da cópia:

Todas as ideias, sem exceção, são cópias das impressões que as precedem.

Logo, se as ideias são cópias das impressões então todo o conhecimento acerca do
mundo tem origem na experiência, e é justificado e limitado por ela.

Se as ideias são cópias das impressões, então não existem ideias inatas.
Não podemos formar uma ideia do que quer que seja sem que antes tenhamos
previamente impressões externas ou internas correspondentes. As impressões são a
matéria-prima das ideias.

Exemplificando, quem quer que nunca tenha observado um ocapi ou um axolote (como
provavelmente te acontecerá neste momento) não está habilitado a conceber as noções
correspondentes.

David Hume apresenta duas provas para fundamentar o princípio da cópia:

-​ O argumento do cego e do surdo


-​ O argumento da ideia de Deus

(Leitura do texto, página 88)

Slide 14:

Pergunta: Será que Hume tem razão? Não haverá ideias que não correspondem a
nenhuma impressão?

Resposta: Para Hume, mesmo as ideias aparentemente novas são combinações de


impressões anteriores, como a ideia de um unicórnio, que combina a impressão de um
cavalo com a de um chifre.

Slide 15:

Argumento do cego e do surdo:

Se alguma pessoa possuir uma deficiência em algum órgão dos sentidos, não será capaz
de formular ideias sobre esse mesmo sentido. Por exemplo, um cego à nascença é
incapaz de imaginar a cor azul, ou como um surdo não pode conceber qualquer ideia
sobre sons. Mas se por algum motivo esse mesmo órgão for restaurado, essa pessoa
voltará a ser capaz de formular ideias.

Hume utiliza este argumento para sustentar que a nossa mente está limitada às
experiências sensoriais. Isto implica que qualquer ideia que nós temos, derive de
alguma experiência sensorial.
Conclusão de Hume:

Hume conclui que, assim como o cego e o surdo não podem compreender a cor ou a
música, respetivamente, nós não podemos ter conhecimento válido sobre realidades que
transcendem nossa experiência sensorial , como a natureza de Deus ou a imortalidade
da alma.

(Leitura do texto, página 88)

Slide 17:

Pergunta: Qual é a relação entre as impressões sensoriais e as ideias, segundo David


Hume?

Resposta: Segundo David Hume, as ideias são cópias menos intensas das impressões
sensoriais. Isto significa que todas as nossas ideias têm origem nas percepções que
recebemos através dos sentidos. Se uma pessoa nunca teve determinada impressão
sensorial, também não poderá formar uma ideia acerca disso.

Slide 18:

Limites da imaginação:
A nossa imaginação tem liberdade para combinar e modificar ideias, mas está limitada
aos materiais fornecidos pelas impressões.
As impressões podem ser simples ou complexas, o mesmo acontece com as ideias.
Ideias simples e ideias complexas:
As ideias simples correspondem a impressões simples, ou seja, impressões que não
podem ser divididas em partes mais pequenas. Não podemos criar ideias simples sem
delas termos tido as respetivas impressões simples.

As ideias complexas, por sua vez, correspondem à combinação de duas ou mais ideias
simples. Estas combinações podem ter origem na memória, quando apresentam a
mesma configuração que tinham quando surgiram na experiência, ou podem ter a sua
origem na imaginação, quando correspondem a combinações inéditas de ideias simples.
Exemplos:
Tendo como exemplo de uma ideia simples, a cor verde. Não podemos ter a ideia de uma
cor, de uma sensação tátil ou de um som sem experimentarmos diretamente, pois estas
não podem ser divididas em partes.
Já como ideia complexa, a ideia de uma montanha de oiro (junção da ideia simples da
montanha e da ideia simples do oiro) ou de uma sereia (junção da ideia simples de
mulher e da ideia simples de peixe), ambas são ideias que, quando decompostas,
originam ideias simples (cor, forma, etc.).
O argumento da ideia de Deus:
A ideia de Deus (Ser infinitamente inteligente, sábio e bom), é uma ideia complexa que
procede das ideias simples de seres inteligentes, bondosos e sábios , e como ele próprio
afirma “eleva sem limite essas qualidades da bondade e da sabedoria e da sabedoria”.
Como? através da imaginação.
Conclusão de Hume:
A conclusão que David Hume pretende tirar com o seu argumento sobre a ideia de Deus
é que a razão humana tem limitações para compreender a natureza e a existência de
Deus. Hume argumenta que a ideia de Deus, tal como a entendemos, não pode ser
racionalmente provada, pois ela é baseada em inferências humanas que não podem ser
verificadas de forma empírica, é mais uma questão de fé do que razão.

(Leitura do texto, página 89)

Slide 21:
Pergunta: Todas as ideias complexas são verdadeiras?
Resposta: Uma ideia complexa pode ser considerada "verdadeira" se corresponder a
algo que existe na realidade. Por exemplo, a ideia de um "cavalo com chifre" (unicórnio)
não corresponde a nenhum animal real, portanto, pode ser considerada falsa ou fictícia.
Por outro lado, a ideia de um "cavalo" corresponde a um animal real, portanto, pode ser
considerada verdadeira.

Slide 22:
Associação de ideias:
Apesar de podermos através da imaginação formar ideias como a de unicórnio e de
sereia, a capacidade de combinar ideias não ocorre de maneira aleatória ou sem
fundamentos, mas obedece a regras, ou seja, a sua combinação e associação é regulada
por alguns princípios:
-​ Semelhança: quando duas ideias são semelhantes, a consideração de uma delas
conduz à outra.
Exemplo: A pintura corporal de um papagaio faz lembrar o papagaio original.
-​ Contiguidade: quando duas ideias são contíguas no espaço e no tempo.
Exemplo: Se sei que a sala de estar situa-se no ao lado da entrada da minha casa, é
natural que me venha à mente a representação de um desses espaços sempre que penso
no outro.
O mesmo acontece quanto ao tempo: se é costume jantar depois do pôr do sol, é natural
que pense em comida cada vez que o sol se põe.
-​ Causalidade: quando representamos duas ideias como uma relação de
causa-efeito, a consideração da causa leva à consideração do efeito.
Exemplo: Se pensarmos numa pessoa ferida é comum pensarmos na dor que
naturalmente lhe está associada.

Slide 24: Conclusão

Com este trabalho, percebemos que o conhecimento não é inato, mas resulta da
experiência e da forma como interpretamos o que nos rodeia. A distinção entre
impressões e ideias permitiu compreender melhor como a mente organiza a
informação, mostrando que as impressões são perceções imediatas e vivas, enquanto as
ideias são recordações ou construções baseadas nessas perceções.

A análise de exemplos concretos ajudou a ilustrar estas diferenças, tornando evidente o


papel essencial da experiência na construção do conhecimento. Assim, podemos
concluir que não nascemos com ideias pré-definidas, mas sim que aprendemos através
da observação, da interação com o mundo e da reflexão sobre aquilo que vivemos.

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