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Estabilidade Inicial

O documento aborda a importância da estabilidade inicial de embarcações, definindo estabilidade como a capacidade de um corpo submerso manter seu equilíbrio. Fatores como a distribuição de pesos e a forma do casco são cruciais para a estabilidade, que deve ser suficiente para enfrentar condições adversas. O texto também discute variáveis como o centro de gravidade e o metacentro, além de métodos para determinar a estabilidade através de momentos de restauração e testes de inclinação.
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Estabilidade Inicial

O documento aborda a importância da estabilidade inicial de embarcações, definindo estabilidade como a capacidade de um corpo submerso manter seu equilíbrio. Fatores como a distribuição de pesos e a forma do casco são cruciais para a estabilidade, que deve ser suficiente para enfrentar condições adversas. O texto também discute variáveis como o centro de gravidade e o metacentro, além de métodos para determinar a estabilidade através de momentos de restauração e testes de inclinação.
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Introdução ao Projeto do Navio

ESTABILIDADE INICIAL
Definição
• Estabilidade é a capacidade de um corpo total
ou parcialmente submerso manter-se em
determinado estado de equilíbrio. Ou seja,
quando forçado a deixar esta posição assim
que o motivo causador da inclinação não mais
existir o corpo volta a sua condição original.
Por que estudar Estabilidade ?
• O principal motivo de estudarmos Estabilidade
é que a instabilidade de uma embarcação
pode ter consequências desastrosas.

• Não podemos esperar que uma embarcação


tenha um valor fixo. Mesmo para uma mesma
embarcação em diferentes situação, a
estabilidade pode ser maior um menor.
Por que estudar Estabilidade ?
• Vantagem de aumentar a estabilidade:

– A embarcação terá uma maior capacidade de


resistir a forças internas e/ou externas agindo
negativamente. Ex. ventos fortes, ondas,
correntezas, movimentação de carga a bordo, etc.
Por que estudar Estabilidade ?
• Vantagem de diminuir a estabilidade:

– A embarcação irá rolar mais lentamente em


condição de ondas resultando em:

• Condições mais favoráveis aos passageiros;


• Menor desgaste e esforços nos elementos de
fixação de cargas.
A importância da Estabilidade
Toda embarcação deve ter estabilidade
suficiente para completar com sucesso suas
viagens nas piores condições de tempo
possíveis de ocorrer em sua rota.

Isso motivou vários cientistas já no início do


século XVIII estudarem este tema e definir
métodos matemáticos para o cálculo da
Estabilidade.
Fatores mais importantes para Estabilidade

1. A distribuição de pesos na embarcação;

2. Forma da parte submersa do casco.


Variáveis importantes para Estabilidade

Adicionalmente as dimensões principais da


embarcação já vistas anteriormente algumas outras
variáveis são importantes para a Estabilidade:
Abreviação Obs.
G ou CoG ou CG Centro de Gravidade Relativo à embarcação
g ou Cog Centro de Gravidade Relativo a um objeto ou espaço
B ou CoB Centro de Carena
M Metacentro
K Quilha
CoF Centro de Flutuação Centro geométrico da área de linha d´água
Variáveis importantes para Estabilidade
Variáveis importantes para Estabilidade
Variáveis importantes para Estabilidade

A posição destas variáveis dependem dos seguintes


fatores:

– A distribuição de pesos na embarcação

– a distribuição das forças (empuxo) na parte submersa do


casco
Variáveis importantes para Estabilidade

O ponto G
– Toda a massa do navio é concentrado neste ponto.
Sempre que um peso é adicionado, removido ou
movimentado a posição do ponto G é alterada.
Variáveis importantes para Estabilidade
• A posição do ponto G é determinada relativamente a 3
pontos de referência:
Abreviação Referência Termo
VCG Quilha (K) Centro de Gravidade Vertical
LCG Perpendicular de ré Centro de Gravidade Longitudinal
TCG Plano de simetria Centro de Gravidade Transversal
longitudinal
Variáveis importantes para Estabilidade

O ponto B
– Todo o empuxo do navio é concentrado neste ponto. O
ponto B mudará de posição sempre que a embarcação
estiver em movimento.
Variáveis importantes para Estabilidade
• A posição do ponto B é determinada relativamente a 3
pontos de referência:
Abreviação Referência Termo
VCB Linha de base Centro de Carena Vertical
LCB Perpendicular de ré Centro de Carena Longitudinal
TCB Linha de centro Centro de Carena Transversal
Variáveis importantes para Estabilidade

Quando a embarcação está em equilíbrio o ponto B


está alinhado com o ponto G.
Este equilíbrio pode ser interrompido entre outras
coisas:
– Durante o carregamento e descarregamento: então a
embarcação imediatamente irá se reposicionar numa
nova posição de equilíbrio;
– Quando fatores externos (uma onda ou uma rajada de
vento, por exemplo) perturbam o equilíbrio;
– Em caso de avaria; etc.
Variáveis importantes para Estabilidade

Durante o carregamento e descarregamento o


empuxo também se altera. Durante uma condição
de mau tempo o empuxo não aumenta ou diminui,
mas a sua distribuição ao longo do casco se altera
constantemente.
Variáveis importantes para Estabilidade
O ponto CoF
– O CoF é o ponto por onde passam o
eixo transversal e longitudinal de
giro da embarcação (pitch e roll). O
calado correto da embarcação é a
distância entre o CoF e a quilha.
Variáveis importantes para Estabilidade
• A posição do ponto CoF é determinada relativamente a 1
ponto de referência:
Abreviação Referência Termo
LCF Perpendicular de ré Centro de Flutuação Longitudinal
Variáveis importantes para Estabilidade

O ponto M (Metacentro)
– Para ângulos até 5° podemos definir o ponto M como a
intersecção do vetor do empuxo e a linha de centro.
Variáveis importantes para Estabilidade

Para ângulos de banda maiores definimos M como:


– A intersecção de 2 linhas de empuxo sucessivas com um
pequeno incremento de ângulo de inclinação.
Variáveis importantes para Estabilidade
Para ângulos de inclinação maiores o ponto M está fora do
plano de simetria vertical.
Para efeito de cálculo, não podemos trabalhar com M fora
do plano de simetria. Assim, um falso metacentro N será
utilizado.
Portanto, N está na linha de centro da embarcação na
intersecção com a linha de ação do empuxo.
Variáveis importantes para Estabilidade
A distância entre B e M está relacionada a largura da linha
d´água. Conforme a embarcação ganha banda a largura da
linha d´água aumenta, assim como a distância de M para B.
Para ângulos entre 0° e 5° para as formas convencionais de
embarcações, o ponto M está muito próximo ao plano
vertical de simetria, enquanto a distância entre B e M
permanece praticamente constante.

• Para a maioria das embarcações a


distância de B a M varia de 0,4 a 1 vez
a boca da embarcação.
Variáveis importantes para Estabilidade
Para um ângulo entre 0° e 5° o ponto M pode ser
considerado como um ponto de referência para definirmos
se a embarcação é estável.

Estando o ponto G abaixo do ponto M nós falamos que a


embarcação possui estabilidade (inicial) positiva (ver
exemplos a seguir)

A distância entre G e M é chamada de estabilidade


transversal (inicial).
Variáveis importantes para Estabilidade
1. Estabilidade positiva (equilíbrio estável)
Variáveis importantes para Estabilidade
2. Estabilidade negativa (equilíbrio instável)
Variáveis importantes para Estabilidade
Para que a embarcação possua estabilidade inicial positiva, o
momento restaurador também deverá ser positivo.

Como visto no estudo de equilíbrio de corpos flutuantes, se


o centro de gravidade estiver abaixo do centro de carena
(representado por A nos exemplos anteriores) a condição de
equilíbrio estável está garantida.

Caso contrário a condição de estabilidade dependerá do


braço de endireitamento que, por sua vez, é função da
altura metacêntrica como veremos mais a diante.
Variáveis importantes para Estabilidade
Fator de cargo ou fator de Estiva

A quantidade de carga que pode ser transportada em uma


embarcação depende de fatores como:
• A capacidade dos porões de carga (m3)
• A capacidade máxima de carga permitida (tonnage)
• O tempo de viagem e, consequentemente, a
quantidade de água, combustível, etc a ser carregado;
• O calado máximo permitido para a rota;
• A máxima capacidade estrutural do navio (tanktop
load, ton/m2)
Variáveis importantes para Estabilidade
Fator de cargo ou fator de Estiva

Sendo os dois primeiros fatores os mais importantes a interelação entre


eles também é.

A relação (peso/capacidade ou capacidade/peso) pode ser expressa de


duas formas:

– Densidade (ρ): indica quantas toneladas podem ser transportadas


em um metro cúbico
– Fator de estiva (sf): indica quantos metros cúbicos serão ocupados
com uma tonelada de carga.

ρ= (sf)-1
Estabilidade Inicial
Para o estudo da Estabilidade Inicial de um navio teremos
que utilizar os seguintes conceitos:

– Momento de restauração ou momento restaurador ou momento de


endireitamento;

– Braço de endireitamento (GZ)

– Altura metacêntrica (GM)

– Raio Metacêntrico (BM)


Estabilidade Inicial
Momento de restauração

É o momento gerado pelo binário formado pelas forças de empuxo e


peso.

Dependendo da geometria do corpo e da distribuição de massa este


momento pode ser um momento estabilizador chamando de momento
de restauração. Caso contrário, ele será chamado de momento de
emborcamento.
Estabilidade Inicial
Momento de restauração

Numa embarcação o adernamento promove uma alteração na


geometria da porção submersa e consequentemente uma alteração no
seu Centro de Carena que passa para B1.
Estabilidade Inicial
Momento de restauração

Assim dependendo da posição de G em relação a M o momento pode


ser de restauração ou emborcamento.
Estabilidade Inicial
Braço de Endireitamento (GZ)

Na condição de equilíbrio estável, o momento restaurador define o


ângulo de banda (δφ) devido a uma força externa qualquer a
movimentação de uma carga a bordo.
Estabilidade Inicial
Braço de Endireitamento (GZ)

A distância horizontal entre o CG e B é chamado de braço de


endireitamento (GZ) e pode ser definido por:
GZ = GM . sen(δφ)
Estabilidade Inicial
Definido GZ podemos calcular o Momento de Restauração como sendo:

M(δφ ) = ρ . g .  . GM . sen(δφ)
Estabilidade Inicial
A mesma análise pode ser feita para uma perturbação longitudinal.

Neste caso, haverá o aparecimento de um ângulo de trim (τ)

Braço de endireitamento longitudinal :


GZL = GML . sen(τ)

Momento de Restauração longitudinal :


M(τ ) = ρ . g .  . GML . sen(τ)
Estabilidade Inicial
Apresentado os conceitos básicos, a análise da Estabilidade Inicial de
uma embarcação é a verificação se uma perturbação na sua posição
inicial de equilíbrio irá gerar um momento de restauração ou de
emborcamento.

Isso nos leva a determinação do valor do GM inicial ou de GZ. Estes


parâmetros nos permite julgar a adequação da embarcação do ponto de
vista de Estabilidade.

Vamos ver agora como o valor de GM inicial pode ser determinado


lembrando que estamos considerando apenas pequenos ângulos de
banda.
Estabilidade Inicial
GM = KB + BM – KG

BM = Raio Metacêntrico

Onde I é o momento de inércia do plano de flutuação em relação ao eixo longitudinal


Exercício

1. Considere um prisma maciço de seção na forma de um triângulo equilátero


como representado na figura abaixo. Qual deve ser a relação entre o peso
específico do corpo e da água para que seja garantida a sua estabilidade?
Exercício
• Da geometria do corpo temos:
Exercício
• Para garantia de Estabilidade GM deve ser positivo, então:

portanto,
Exercício
• Para que o Peso seja igual ao Empuxo temos:

isto posto,

portanto,
Trabalho de casa – Estabilidade Inicial
Trabalho de casa – Estabilidade Inicial

2.
Teste de Inclinação
DETERMINAÇÃO DO CENTRO DE GRAVIDADE “G”

Como vimos anteriormente o ponto G é definido como o ponto onde


assumimos que todo o peso do navio (estruturas, máquinas,
acabamento, carga, combustível, etc.) está concentrado.

Porém, esta posição é influenciada por ações tomadas pela tripulação da


embarcação, isto porque, é ela que define onde determinada carga será
colocada a bordo, quais tanques serão abastecidos, a quantidade de
lastro que será utilizada, etc.
Teste de Inclinação
DETERMINAÇÃO DO CENTRO DE GRAVIDADE “G”

Influência do carregamento na posição do ponto “G”


Teste de Inclinação
DETERMINAÇÃO DO CENTRO DE GRAVIDADE “G”

Usualmente o Estaleiro construtor fornece ao Armador a localização


estimada do Centro de Gravidade para a embarcação leve, isto é, sem
carga, todos os tanques vazio, sem consumíveis, tripulação, etc.

O Estaleiro pode inicialmente determinar com bastante precisão o peso


do navio leve baseado no peso dos materiais utilizados durante a
construção, bem como o ponto “G” .

Porém, estes dados serão confirmados com a realização do teste de


inclinação da embarcação.
Teste de Inclinação
DETERMINAÇÃO DO CENTRO DE GRAVIDADE “G”

Durante a realização do teste de inclinação a posição do ponto “G” é


determinada. Além disso, está pode ser ajustada caso algum peso
faltante ou adicional esteja a bordo.

Este valor será o ponto inicial para o cálculo da posição do ponto “G”
para qualquer outra condição de carregamento da embarcação.

Adicionalmente, o peso leve será calculado a partir do princípio de


Arquimedes, isto é, com a leitura dos calados da embarcação na
condição de teste teremos o peso exato da embarcação.
Teste de Inclinação
LEI DO EQUILÍBRIO DE MOMENTOS
Teste de Inclinação
LEI DO EQUILÍBRIO DE MOMENTOS

O mesmo princípio da gangorra ocorre no navio. Se há um equilíbrio


entre todos os momentos a bombordo e boreste a embarcação não
apresentará ângulo de banda. Neste caso o eixo de rotação está
localizado no plano de simetria longitudinal.

Este princípio também se aplica no sentido longitudinal da embarcação,


ou seja, caso os momentos a vante e a ré do CoF estejam em equilíbrio a
embarcação não apresentará trim. Neste caso o eixo de rotação está
localizado no CoF.
Teste de Inclinação
LEI DO EQUILÍBRIO DE MOMENTOS

“ O momento total de um número de forças (pesos) multiplicado pelo


braço em relação a um ponto ou área é igual a soma de todos os
momentos individuais exercidos por cada uma das forças em relação ao
mesmo ponto ou área.”

Portanto, a magnitude do momento exercido sobre uma embarcação


depende exclusivamente da magnitude dos pesos (ton) e do braço de
ação (m).
Teste de Inclinação
LEI DO EQUILÍBRIO DE MOMENTOS

Diferentes momentos que agem sobre a embarcação:

Direção Descrição Referência Distância

Vertical MH Momento vertical Quilha (K) VCg COg vertical

Transversal MT Momento transversal Linha de centro TCg COg transversal

Longitudinal ML Momento longitudinal Perpendicular de ré LCg COg longitudinal


Teste de Inclinação

Pontos de referência:
1. Perpendicular de ré
2. Perpendicular de vante
3. Plano de simetria longitudinal
4. Linha de base / quilha
Teste de Inclinação
Exemplo de cálculo 1: Descarregamento de 200 ton de carga de um navio
com deslocamento de 6000ton e VCG de 5 metros.

Peso VCG Momento


(ton) (m) (ton.m)
Situação inicial 6.000 5,00 30.000
Descarregamento -200 12,00 -2.400
Resultado 5.800 4,76 27.600
Teste de Inclinação
Exemplo de cálculo 2: Transferência de 100 ton de carga de um navio com
deslocamento de 6000ton e VCG de 7 metros.

Peso VCG Momento


(ton) (m) (ton.m)
Situação inicial 6.000 7,00 42.000
Descarregamento -100 12,00 -1.200
Carregamento +100 4,00 +400
Resultado 6.000 6,86 41.200
Teste de Inclinação
Exemplo de cálculo 3: Transferência de 100 ton de carga de um navio com
deslocamento de 6000ton e LCG de 50 metros.

Peso VCG Momento


(ton) (m) (ton.m)
Situação inicial 6.000 50,00 300.000
Descarregamento -100 30,00 -3.000
Carregamento +100 45,00 +4.500
Resultado 6.000 50,25 301.500
Teste de Inclinação
Exemplo de cálculo 4: Transferência de 100 ton de carga de um navio com
deslocamento de 6000ton e LCG de 50 metros.

Peso VCG Momento


(ton) (m) (ton.m)
Situação inicial 6.000 50,00 300.000
Descarregamento -20 24,00 -480
Carregamento +20 99,00 +1.980
Resultado 6.000 50,25 301.500
Teste de Inclinação
Movimento do Centro de Gravidade

O movimento do ponto “G” pode facilmente ser definido se somente um


peso for realocado a bordo ou carregado pois:

1. “G” irá se mover na direção do movimento do peso

2. A distância GG1 é dada por: GG1 = p x a /  ou GG1 = p x a / ( + p)


onde “p” é o peso deslocado ou carregado e “a” a distância do
movimento.
Teste de Inclinação
Exemplo de movimentação de CG: Transferência de 8 containers (25 ton
cada) 75 m para vante num navio de 6000ton de deslocamento.

Conclusão: G se moveu 2,5 metros para vante.


Teste de Inclinação
Exemplo de movimentação de CG: Carregamento de 200 ton de carga acima
do ponto “G”. KG = 5m ; Kg = 12m.

Conclusão: G se moveu 0,23m para cima  KG1 = 5,23m


Teste de Inclinação
Como visto anteriormente, o Estaleiro construtor pode
estimar o deslocamento, KG, GM baseado no projeto do
navio. Porém, para obtenção do GM real toda embarcação
deve se submeter ao teste de inclinação.

O peso do navio leve deve ser o mais real possível, portanto


durante o teste de inclinação o navio deve estar sem banda
(cabos de amarração, etc), em águas calmas e sem vento,
completo e com todos os tanques vazios.
Teste de Inclinação
O teste de inclinação baseia-se na movimentação de pesos
conhecidos a bordo, de uma distância conhecida um bordo a
outro perpendicularmente a linha de centro tendo como
resultado um ângulo de banda na embarcação.

O peso deve ser tal que, o ângulo de banda não seja maior
do que 5°.

A soma dos pesos movimentados não deve ser maio do que


2% do deslocamento da embarcação.
Teste de Inclinação
A movimentação de pesos a
bordo vai fazer com que o
ponto “G” assuma várias
posições diferentes para
diversos ângulos de banda
que devem ser medidos.
Para isso normalmente se
utilizam pêndulos a bordo da
embarcação.

Com estes resultados


podemos definir o GM da
embarcação.
Teste de Inclinação

ou
Teste de Inclinação

e
Teste de Inclinação
Com o valor de GM definido é possível determinar a posição
do centro de gravidade (KG).

Como KB e BM dependem somente da geometria submersa


na condição inicial podemos definir o valor de KG por:

KG = KB + BM - GM
Trabalho de casa – Teste de Inclinação
Efeito de Superfície livre
Como consequência do movimento de banda ou trim, a carga de
bordo, especialmente graneis sólidos ou líquidos, podem se
deslocar provocando uma alteração na localização do centro de
gravidade.

Este alteração fará com que o braço de endireitamento seja


reduzido, uma vez que a carga sempre se movimentará em
direção ao bordo mais submerso.

Modos de minimizar este efeito deve ser previsto nas fases iniciais
de projeto, tais como anteparas longitudinais e/ou arranjos
adequados de porões de carga e divisões de tanques.
Efeito de Superfície livre
Efeito de Superfície livre
Efeito de Superfície livre
Para nosso estudo iremos considerar o efeito “quase-
estático”, sem considerarmos os efeitos dinâmicos do
deslocamento de cargas.

Assim sendo, vamos considerar a superfície do líquido


paralela a nova linha d´água da embarcação, o que nos
permitirá calcular o novo centro de gravidade.

Para isso vamos, para cada ângulo de inclinação, calcular a


nova posição do centro de gravidade do líquido dentro do
tanque e em seguida obter a posição do CG do navio.
Efeito de Superfície livre
Da mesma forma que definimos o metacentro do navio
vamos definir o metacentro do tanque. Porém, neste caso
como o líquido dentro do tanque é homogêneo o centro de
carena coincide com o centro de gravidade.
Efeito de Superfície livre
Sendo gm = bm podemos concluir que :
Efeito de Superfície livre
O centro de gravidade do conjunto se desloca em direção
paralela ao deslocamento bb1 e a amplitude deste
deslocamento pode ser calculada como a média ponderada
entre o peso do fluido do tanque e o peso total do conjunto.
Então:
Efeito de Superfície livre
Analisando a equação concluímos que a movimentação do
CG independe da quantidade de líquido no tanque,
dependendo apenas do momento de inércia da superfície e
da relação entre as densidades dos fluidos.

O efeito desta movimentação do centro de gravidade é a


redução do braço de endireitamento (GZ) do navio.
Efeito de Superfície livre
No caso da estabilidade inicial, que leva em consideração
apenas pequenas inclinações, podemos considerar que a
movimentação do centro de gravidade do sistema se dá em
uma linha paralela à linha d´água da embarcação. Assim
podemos dizer que:

– o segundo termo da expressão acima é comunmente chamado de


deslocamento virtual do centro de gravidade.
Efeito de Superfície livre
Vamos analisar agora alguns casos considerando que a
relação entre as densidades dos fluidos é unitária.

Da condição 1 para condição 2 temos:


• Aumento de calado;
• O centro de gravidade está mais baixo devido ao incremento de peso abaixo do
ponto G0;
• Novo braço de endireitamento G1Z
• Novo centro de carena B1;
• Novo momento de restaurador (1 x G1Z)
Efeito de Superfície livre
Agora vamos considerar o duplo fundo com meia carga.

Então:
• O fluido se desloca para o lado mais baixo e o ponto G se move
paralelamente a linha ZuZi devido a movimentação de peso;
• Novo braço de endireitamento G1Z’;
• A força em G1 se movimenta virtualmente para o ponto G’;
• A estabilidade inicial passa de M0G0 para M0G’;
Efeito de Superfície livre
Considerando o tanque retangular temos que:
Efeito de Superfície livre
Agora vamos considerar o duplo fundo com meia carga e
dividido ao meio.

Então:
• A redução da estabilidade inicial G0G’ será de apenas ¼ do valor anterior,
isto por que, a redução é proporcional a terceira potência da largura do
tanque. Porém, como agora temos dois tanques a correção é de 2 x 1/8;
• Assim, se considerarmos duas partições (3 tanques) a redução será de
apenas 1/9.
Exercício
Exercício

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