0% acharam este documento útil (0 voto)
36 visualizações6 páginas

Exercícios de Literatura Barroca para ENEM

O documento apresenta uma lista de exercícios voltados para o ENEM, com foco em literatura, especialmente no movimento Barroco e suas características. Inclui trechos de obras de autores como Pe. Antônio Vieira e Gregório de Matos, além de questões que exploram temas como crítica social e a linguagem barroca. As questões abordam a interpretação de textos, a análise de estilos literários e a relação entre literatura e contexto histórico.

Enviado por

Edson Jose
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
36 visualizações6 páginas

Exercícios de Literatura Barroca para ENEM

O documento apresenta uma lista de exercícios voltados para o ENEM, com foco em literatura, especialmente no movimento Barroco e suas características. Inclui trechos de obras de autores como Pe. Antônio Vieira e Gregório de Matos, além de questões que exploram temas como crítica social e a linguagem barroca. As questões abordam a interpretação de textos, a análise de estilos literários e a relação entre literatura e contexto histórico.

Enviado por

Edson Jose
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

LISTA DE EXERCÍCIOS PARA O ENEM

LITERATURA 03 - (UFSM) Leia o trecho a seguir.


Barroco Por isto são maus ouvintes os de entendimentos agudos.
01 - (FGV) Foi um movimento literário do século XVII, Mas os de vontades endurecidas ainda são piores, porque
nascido da crise de valores renascentistas. Caracteriza-se na um entendimento agudo pode-se ferir pelos mesmos fios e
literatura pelo culto dos contrastes, a preocupação com o vencer-se uma agudeza com outra maior; mas contra
pormenor e a sobrecarga de figuras como a metáfora, as vontades endurecidas nenhuma coisa aproveita a agudeza,
antíteses, hipérboles e alegorias. Essa linguagem antes dana mais, porque quando as setas são mais agudas,
conflituosa reflete a consciência dos estados contraditórios tanto mais facilmente se despontam na pedra. Oh! Deus
da condição humana. Trata-se do: nos livre de vontades endurecidas, que ainda são piores
que as pedras.
a.Romantismo.
(Sermão da Sexagésima, de Pe. Antônio Vieira.) (UFSM -
b.Trovadorismo. 2007)

c.Humanismo. Pelo trecho reproduzido, pode-se concluir que o Sermão da


Sexagésima trata da
d.Realismo.
a.problemática da pregação religiosa, considerando as
e.Barroco. figuras dos pregadores e dos fiéis.

b.necessidade do engajamento dos fiéis nas batalhas contra


02 - (UNESP) os holandeses.

A cada canto um grande conselheiro, c.perseguição sofrida pelo pregador em função de apoio
que emprestava a índios e negros.
Que nos quer governar cabana, e vinha,
d.exortação que o pregador fazia em favor de seu projeto
Não sabem governar sua cozinha, de criar a Campanha das Índias Ocidentais.
E podem governar o mundo inteiro. e.condenação aos governantes locais que desobedeciam os
princípios do mercantilismo seiscentista.
(...)

Estupendas usuras nos mercados,


04 - (ENEM)
Todos, os que não furtam, muito
Quando Deus redimiu da tirania
pobres, E eis aqui a Cidade da Bahia.
Da mão do Faraó endurecido
(Gregório de Matos. 'Descreve o que era realmente
naquelle tempo a cidade da Bahia de mais enredada por O Povo Hebreu amado, e esclarecido,
menos confusa'. In: Obra poética (org. James Amado).
1990.) Páscoa ficou da redenção o dia.

O poema. escrito por Gregório de Matos no século XVII,

a.representa, de maneira satírica, os governantes e a Páscoa de flores, dia de alegria


desonestidade na Bahia colonial.
Àquele Povo foi tão afligido
b.critica a colonização portuguesa e defende, de forma
O dia, em que por Deus foi redimido;
nativista, a independência brasileira.
Ergo sois vós, Senhor, Deus da Bahia.
c.tem inspiração neoclássica e denuncia os problemas de
moradia na capital baiana.

d.revela a identidade brasileira, preocupação constante do Pois mandado pela alta Majestade
modernismo literário.
Nos remiu de tão triste cativeiro,
e.valoriza os aspectos formais da construção poética
parnasiana e aproveita para criticar o governo. Nos livrou de tão vil calamidade.
LISTA DE EXERCÍCIOS PARA O ENEM

Quem pode ser senão um verdadeiro Deus,


06 - (UFRGS) Quanto ao período Barroco e seus
que veio estirpar desta cidade representantes na literatura colonial brasileira, é correto
afirmar que
O Faraó do povo brasileiro.
a.os sermões de Antônio Vieira apresentam uma retórica
DAMASCENO, D. (Org.). Melhores poemas: Gregório de complexa pela exuberância de Imagens e pelos postulados
Matos. São Paulo: Globo, 2006. morais e religiosos.
Com uma elaboração de linguagem e uma visão de mundo b.a obra de Gregório de Matos se distingue pela sua
que apresentam princípios barrocos, o soneto de Gregório unidade temática, expressa por um tom satírico.
de Matos apresenta temática expressa por
c.a poesia Irreverente de Gregório de Matos satiriza
a. isão cética sobre as relações sociais. diferentes tipos sociais, exceção feita aos representantes
b.preocupação com a identidade brasileira. da Igreja.

c.crítica velada à forma de governo vigente. d.o predomínio dos valores transcendentais. motivados
pela Reforma, marca o estilo barroco da obra de Vieira.
d.reflexão sobre os dogmas do cristianismo.
e.Gregório de Matos se ateve ao uso da língua culta da
e.questionamento das práticas pagãs na Bahia. Metrópole, ao contrário de Vieira, que utilizou termos
indígenas, africanos e populares.

05 - (ENEM)
07 - (UNESP) Leia o excerto do “Sermão do bom ladrão”, de
Antônio Vieira (1608-1697), para responder à(s)
questão(ões) a seguir.

Navegava Alexandre [Magno] em uma poderosa armada


pelo Mar Eritreu a conquistar a Índia; e como fosse trazido
à sua presença um pirata, que por ali andava roubando os
pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em
tão mau ofício; porém ele, que não era medroso nem lerdo,
respondeu assim: “Basta, Senhor, que eu, porque roubo em
uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma
armada, sois imperador?”. Assim é. O roubar pouco é culpa,
o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz
Com contornos assimétricos, riqueza de detalhes nas vestes
os piratas, o roubar com muito, os Alexandres. Mas Sêneca,
e nas feições, a escultura barroca no Brasil tem forte
que sabia bem distinguir as qualidades, e interpretar as
influência do rococó europeu e está representada aqui por
significações, a uns e outros, definiu com o mesmo nome:
um dos profetas do pátio do Santuário do Bom Jesus de
[...] Se o rei de Macedônia, ou qualquer outro, fizer o que
Matosinho, em Congonhas, (MG), esculpido em
faz o ladrão e o pirata; o ladrão, o pirata e o rei, todos têm
pedra-sabão por Aleijadinho. Profundamente religiosa, sua
o mesmo lugar, e merecem o mesmo nome.
obra revela
Quando li isto em Sêneca, não me admirei tanto de que um
a.liberdade, representando a vida de mineiros a procura da
filósofo estoico se atrevesse a escrever uma tal sentença
salvação.
em Roma, reinando nela Nero; o que mais me admirou, e
b.credibilidade, atendendo a encomendas dos nobres de quase envergonhou, foi que os nossos oradores evangélicos
Minas Gerais. em tempo de príncipes católicos, ou para a emenda, ou
para a cautela, não preguem a mesma doutrina. Saibam
c.simplicidade, demonstrando compromisso com a estes eloquentes mudos que mais ofendem os reis com o
contemplação do divino. que calam que com o que disserem; porque a confiança
d.personalidade, modelando uma imagem sacra com com que isto se diz é sinal que lhes não toca, e que se não
feições populares. podem ofender; e a cautela com que se cala é argumento
de que se ofenderão, porque lhes pode tocar. [...]
e.singularidade, esculpindo personalidade do reinado nas
obras divinas.
Suponho, finalmente, que os ladrões de que falo não são
aqueles miseráveis, a quem a pobreza e vileza de sua
LISTA DE EXERCÍCIOS PARA O ENEM

fortuna condenou a este gênero de vida, porque a mesma


A expressão que traduz a ideia de rebuscamento no estilo
sua miséria ou escusa ou alivia o seu pecado [...]. O ladrão
é:
que furta para comer não vai nem leva ao Inferno: os que
não só vão, mas levam, de que eu trato, são os ladrões de a.“púlpitos”
maior calibre e de mais alta esfera [...]. Não são só ladrões,
diz o santo [São Basílio Magno], os que cortam bolsas, ou b.“semear”
espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa;
c.“céu”
os ladrões que mais própria e dignamente merecem este
título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos d.“xadrez de
e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração
das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e palavras” e.“estrelas”
despojam os povos. Os outros ladrões roubam um homem,
estes roubam cidades e reinos: os outros furtam debaixo do
seu risco, estes sem temor, nem perigo: os outros, se 09 - (ESPM) Quando jovem, Antônio Vieira acreditava nas
furtam, são enforcados: estes furtam e enforcam. palavras, especialmente nas que eram ditas com fé. No
entanto, todas as palavras que ele dissera, nos púlpitos, nas
(Essencial, 2011.)
salas de aula, nas reuniões, nas catequeses, nos corredores,
Assinale a alternativa cuja citação se aproxima nos ouvidos dos reis, clérigos, inquisidores, duques,
tematicamente do “Sermão do bom ladrão” de Antônio marqueses, ouvidores, governadores, ministros,
Vieira. presidentes, rainhas, príncipes, indígenas, desses milhões
de palavras ditas com esforço de pensamento, poucas - ou
a. “Rouba um prego, e serás enforcado como um malfeitor; nenhuma delas - haviam surtido efeito. O mundo
rouba um reino, e tornar-te-ás duque.” (Chuang-Tzu, continuava exatamente o de sempre. O homem, igual a si
filósofo chinês, 369-286 a.C.) mesmo.
b. “Para quem vive segundo os verdadeiros princípios, a Ana Miranda, BOCA DO INFERNO
grande riqueza seria viver serenamente com pouco: o que é
pouco nunca é escasso.” (Lucrécio, poeta latino, 98-55 a.C.) "...milhões de palavras ditas com esforço de pensamento."

c. “O dinheiro que se possui é o instrumento da liberdade; Essa passagem do texto faz referência a um traço da
aquele que se persegue é o instrumento da escravidão.” linguagem barroca presente na obra de Vieira; trata-se do:
(Rousseau, filósofo francês, 1712-1778)
a.gongorismo, caracterizado pelo jogo de ideias.
d. “Que o ladrão e a ladra tenham a mão cortada; esta será
b.cultismo, caracterizado pela exploração da sonoridade
a recompensa pelo que fizeram e a punição da parte de
das palavras.
Deus; pois Deus é poderoso e sábio.” (Alcorão, livro
sagrado islâmico, século VII) c.cultismo, caracterizado pelo conflito entre fé e razão.
e. “Dizem que tudo o que é roubado tem mais valor.” (Tirso d.conceptismo, caracterizado pelo vocabulário preciosista e
de Molina, dramaturgo espanhol, 1584-1648) pela exploração de aliterações.
08 - (ESPM) Será porventura o estilo que hoje se usa nos e.conceptismo, caracterizado pela exploração das relações
púlpitos? Um estilo tão empeçado¹, um estilo tão lógicas, da argumentação.
dificultoso, um estilo tão afetado, um estilo tão encontrado
toda a arte e a toda a natureza? Boa razão é também essa.
O estilo há de ser muito fácil e muito natural. Por isso Cristo
comparou o pregar ao semear, porque o semear é uma arte
que tem mais de natureza que de arte (...) Não fez Deus o 10 - (UFV) Leia o soneto a seguir, de autoria de Gregório de
céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o Mattos:
sermão em xadrez de palavras. Se uma parte está branco,
da outra há de estar negro (...) Como hão de ser as Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,
palavras? Como as estrelas. As estrelas são muito distintas Da vossa piedade me despido,
e muito claras. Assim há de ser o estilo da pregação, muito
distinto e muito claro. Porque quanto mais tenho delinquido,

(Sermão da Sexagésima, Pe. Antonio Vieira) Vos tenho a perdoar mais empenhado.

¹empeçado: com obstáculo, com empecilho.


LISTA DE EXERCÍCIOS PARA O ENEM

A crítica galhofeira a autoridades e a pessoas de prestígio


foi uma arma contundente de que se valeu
Se basta a vos irar tanto pecado,
a. o poeta barroco Gregório de Matos, em sua poesia
A abrandar-vos sobeja um só gemido, satírica.
Que a mesma culpa, que vos há ofendido, b. Claúdio Manuel da Costa, nas cartas que escreveu ao
Vos tem para o perdão lisonjeado. mandatário de Minas Gerais.

c. o poeta Carlos Drummond de Andrade, nos ácidos versos


deClaro enigma.
Se uma ovelha perdida, e já cobrada
d. Clarice Lispector, na prosa provocadora de A hora da
Glória tal e prazer tão repentino estrela.
vos deu, como afirmais na Sacra História: e. a geração de 45, reagindo contra os chamados “papas”
do modernismo.

Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada,


12 - (UEL) O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e
Cobrai-a, e não queiras, Pastor divino,
XVII, momento em que os ideais da Reforma entram em
Perder na vossa ovelha a vossa glória. confronto com a Contrarreforma católica, ocasionando no
plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo
(Cf. DIMAS, Antônio. "Seleção de textos, notas, estudos e o antropocentrismo.
biográficos, histórico e crítico." 2a ed. São Paulo: Nova
Cultural, 1988. p. 141s) A alternativa que contém os versos que melhor expressam
este conflito é:
Assinale a alternativa INCORRETA:
a. Um paiá de Monal, bonzo bramá,
a. No jogo de antíteses, o poeta vê-se como culpado, mas
também ovelha indispensável ao Pastor Divino. Primaz da Cafraria do Pegu,

b. O argumento do poeta, arrependido, constrói-se pelo Que sem ser do Pequim, por ser do Açu,
jogo de ideias, ou seja, o cultismo.
Quer ser filho do sol, nascendo cá.
c. O poeta recorre ao texto bíblico para justificar, perante
(Gregório de Matos)
Deus, a necessidade de ser perdoado.

d. Segundo o poeta, o perdão de sua culpa favorecia a


ambos: tanto ao culpado, quanto ao Pastor Divino. b. Temerária, soberba, confiada,
e. O poeta busca, em sua linguagem dualista, conciliar, Por altiva, por densa, por
poeticamente, fé e razão.
lustrosa, A exaltação, a névoa, a

mariposa,
11 - (PUC) Personagem frequente dos carros alegóricos, d.
Pedro surgia, nos anos 1880, ora como Pedro Banana ou Sobe ao sol, cobre o dia, a luz lhe enfada.
como Pedro Caju, numa alusão à sua falta de participação (Botelho de Oliveira)
nos últimos anos do Império. Mas é só com a queda da
monarquia que se passa a eleger um rei do Carnaval. Com
efeito, o rei Momo é uma invenção recente, datada de
c. Fábio, que pouco entendes de finezas!
1933. No século XIX ele não era rei, mas um deus grego:
zombeteiro, pândego e amante da galhofa. Nos anos 30 Quem faz só o que pode a pouco obriga:
vira Rei Momo e logo depois cidadão. Novos tempos, novos
termos. Quem contra os impossíveis se afadiga,

(SCHWARCZ, Lilian Mortiz. As barbas do Imperador: Dom A esse cede amor em mil ternezas.
Pedro II , um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia
(Gregório de Matos)
das Letras, 1998, p. 281)
LISTA DE EXERCÍCIOS PARA O ENEM

d. Luzes qual sol entre astros


Nos versos, o eu lírico deixa evidente que
brilhadores, Se bem rei mais propício, e
a.uma pessoa se torna desprezível pela ação do nobre.
mais amado; Que ele estrelas desterra em
b.o honesto é quem mais aparenta ser desonesto.
régio estado, Em régio estado não
c.geralmente a riqueza decorre de ações ilícitas.
desterras flores. (Botelho de Oliveira)
d.as injúrias, em geral, eliminam as injustiças.

e.o vil e o rico são vítimas de severas injustiças.


e. Pequei Senhor; mas não porque hei

pecado, Da vossa alta clemência me despido;


15 - (UFMG) Um dos recursos utilizados pelo padre Antônio
Porque quanto mais tenho delinquido, Vieira em seus sermões consiste na “agudeza” – maneira de
conduzir o pensamento que aproxima objetos e/ou idéias
Vos tenho a perdoar mais distantes, diferentes, por meio de um discurso artificioso,
empenhado. (Gregório de Matos) que se costuma chamar de “discurso engenhoso”.

Assinale a alternativa em que, no trecho transcrito do


“Sermão da Sexagésima”, o autor utiliza esse recurso.
13 - (ACAFE) Assinale a alternativa correta sobre as
diferentes fases e escolas da literatura brasileira.

a. Em alguns romances de José de Alencar, a exemplo de a. Lede as histórias eclesiásticas, e achá-las-eis todas cheias
Iracema e O Guarani, o índio é idealizado, tendo a natureza deadmiráveis efeitos da pregação da palavra de Deus.
como o pano de fundo, da qual o índio é o herói épico. Tantos pecadores convertidos, tanta mudança de vida,
tanta reformação de costumes; os grandes desprezando as
b. A poesia modernista, sobretudo a da primeira fase riquezas e vaidades do Mundo; os reis renunciando os
(1922-1928), incentiva a pesquisa formal com base nas cetros e as coroas; as mocidades e as gentilezas
conquistas parnasianas. metendo-se pelos desertos e pelas covas [...]
c. A afirmação a seguir se refere ao autor da obra O grande b. Miseráveis de nós, e miseráveis de nossos tempos, pois
sertão: veredas: "Descendente de senhores de engenho, o neles se veio a cumprir a profecia de S. Paulo: [...] “Virá
romancista soube fundir, numa linguagem de forte e tempo, diz S. Paulo, em que os homens não sofrerão a
poética oralidade, as recordações da infância e da doutrina sã.” [...] “Mas para seu apetite terão grande
adolescência com o registro intenso da vida nordestina número de pregadores feitos a montão e sem escolha, os
colhida por dentro, através dos processos mentais de quais não façam mais que adular-lhes as orelhas.”
homens e mulheres que representam a gama étnica e
social da região". c. Para um homem se ver a si mesmo são necessárias três
coisas: olhos, espelho e luz. [...] Que coisa é a conversão de
d. O Realismo brasileiro caracteriza-se, na literatura e nas uma alma, senão entrar um homem dentro de si e ver-se a
artes em geral, pela frequência das antíteses e paradoxos, si mesmo? Para esta vista são necessários olhos, é
fugacidade do tempo e incerteza da vida, tendo como um necessária luz e é necessário espelho. O pregador concorre
dos seus representantes o escritor Gregório de Matos – com o espelho, que é a doutrina; Deus concorre com a luz,
apelidado de “A Boca do Inferno”. Poeta lírico, satírico, que é a graça; o homem concorre com os olhos, que é o
reflexivo, filosófico, sacro, obsceno, oscilou entre o sagrado conhecimento.
e o profano.
d. Quando Davi saiu a campo com o gigante, ofereceu-lhe
14 - (UNIFESP) Saul as suas armas, mas ele não as quis aceitar. Com as
armas alheias ninguém pode vencer, ainda que seja Davi.
Neste mundo é mais rico, o que mais
As armas de Saul só servem a Saul, e as de Davi a Davi, e
rapa: Quem mais limpo se faz, tem mais mais aproveita um cajado e uma funda própria, que a
espada e a lança alheia.
carepa: Com sua língua ao nobre o vil

decepa:

O Velhaco maior sempre tem capa.

(Gregório de Matos)
LISTA DE EXERCÍCIOS PARA O ENEM

GABARITO

01 – E

02 – A

03 – A

04 – C

05 – D

06 – A

07 – A

08 – D

09 – E

10 – B

11 - E

12 - E

13 - A

14 - C

15 - C

Você também pode gostar