UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS
LICENCIATURA PLENA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
INSTRUMENTAÇÃO PARA O ENSINO DE BIOLOGIA
GERAL.
ALEX SANDRO HENRIQUE DE JESUS FREITAS
Cuiabá – MT
Dezembro de 2010.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS
LICENCIATURA PLENA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
INSTRUMENTAÇÃO PARA O ENSINO DE BIOLOGIA
GERAL.
ALEX SANDRO HENRIQUE DE JESUS FREITAS
Trabalho Avaliativo apresentado ao curso de Ciências
Biológicas, da Universidade Federal de Mato Grosso,
como requisito obrigatório para aprovação na
disciplina Instrumentação para o Ensino de Biologia
Geral, ministrada pela professora Graciela Oliveira.
Professora Responsável: Graciela Oliveira
Cuiabá – MT
Dezembro de 2010.
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SUMÁRIO
1 DADOS DE
IDENTIFICAÇÃO................................................................................04
2 INTRODUÇÃO.........................................................................................................
..05
3 RELATOS E EXPERIÊNCIAS: ESTUDOS TEXTOS PEDAGÓGICOS .........06
3.1 SELEÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO CONTEÚDO.....................................06
3.2 PAPEL DO LIVRO DIDÁTICO...................................................................08
3.3 PRÁTICA EM LABORATÓRIO E CAMPO..............................................10
3.4 ENSINO ATRAVES DE PROJETOS..........................................................12
3.5 USO DE NOVAS TECNOLOGIAS.............................................................14
4 ELABORAÇÃO MATERIAIS DIDÁTICOS.........................................................15
5 UMA PROPOSTA DE RECURSO DIDÁTICO.....................................................16
6 DISCUSSÕES E IMPRESSÕES PESSOAIS..........................................................17
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................18
ANEXOS.......................................................................................................................19
ANEXO A – PLANO DE AULA.............................................................................19
ANEXO B – PLANO DE AULA............................................................................20
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1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Curso: Licenciatura Plena em Ciências Biológicas
Nome: Alex Sandro Henrique de Jesus Freitas
Telefone Residencial: 65 3666 4759
Telefone Celular: 65 9266 2337 email:
[email protected]Instituição Educacional: Universidade Federal de Mato Grosso
Instituto de Biociências
Endereço: Avenida Fernando Corrêa da Costa, s/n Bairro: Coxipó da Ponte.
Cidade: Cuiabá-MT Telefone: 65 3615 8302
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2. INTRODUÇÃO
A disciplina de Instrumentação para Ensino Geral em Biologia, ministrada pela
professora Graciela Oliveira tem como objetivos analisar e discutir as propostas curriculares
para o ensino em: anatomia, biologia celular, histologia, fisiologia animal, biologia do
desenvolvimento, bioquímica e biofísica para o Ensino Fundamental e Médio. Seleção de
estratégias metodológicas para o ensino de conteúdo de microrganismos. Elaboração de
projetos de pesquisa relacionados ao ensino de microrganismos, domestico, escolar e
natureza. Além de desenvolver no aluno a criatividade para escolha, elaboração e adequação
de instrumental para aulas de Ciências e de Biologia.
Os conteúdos trabalhados foram: seleção e organização do conteúdo, papel do livro
didático, práticas de laboratório e de campo, ensino através de projetos, uso de novas
tecnologias, elaboração de material didático e uso de recursos didáticos.
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3. RELATOS E EXPERIÊNCIAS: ESTUDOS TEXTOS PEDAGÓGICOS
3.1 SELEÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO CONTEÚDO
Para Zabala, 1998 a função que a sociedade atribui à educação foi selecionar os
melhores, capacitá-los para um ensino superior ou para obter qualquer outro titulo de
prestigio, mas os educadores costumam pensar mais que isso, eles vêm à educação como meio
de formar cidadãos e dá-los oportunidades de escolhas no seu caminho.
Uma das grandes discussões em relação ao conteúdo educacional é em relação à
capacidade cognitiva dos alunos, se a seleção do conteúdo deve priorizá-lo ou se deve
abranger outras áreas, se observamos bem, veremos que atualmente a função da escola é focar
em todos os conteúdos e que optar por um ensino que se baseie em capacidades cognitivas
traz influencias negativas, afinal a sociedade cobra cada vez mais conteúdo das pessoas.
A pessoa aprende a se relacionar nas instituições de ensino e através da convivência e
experiências aprende a desenvolver seu senso critico e suas concepções sobre si mesmo e
sobre os demais. Todos os conteúdos ou qualquer coisa feita em aula por um educador têm
uma influencia ou um objetivo futuro para os educandos, seja a maneira de organizar o
conteúdo, os incentivos, as expectativas, os materiais ou as experiências, vivências mesmo
que o objetivo esteja implícito ou não. Os próprios objetivos em si são responsáveis por
avaliar ou analisar como está o processo de aprendizagem.
O principal responsável na analise do processo de aprendizagem é o conteúdo, que
muitas vezes é o que é ensinado ou aprendido e que estão ligados as matérias tradicionais e
responsáveis por aprendermos formulas, nomes, cálculos, mas não é a essa visão limitada que
o conceito conteúdo se aplica, ele está ligado a tudo que aprendemos para alcançar nossos
objetivos não apenas os que estão ligados a nossa capacidade cognitiva, mas a todas nossas
capacidades. O conteúdo não está ligado apenas aos conceitos aprendidos, mas também aos
procedimentos desenvolvidos e até as nossas atitudes.
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A forma de ensino depende do conhecimento prévio e da capacidade de cada um,
através disso é que o professor estabelece o nível do conteúdo a ser trabalhado, afinal a função
do professor é também fazer com que seu aluno progrida cada vez mais, mas uma progressão
que esteja ao alcance do educando. O professor também deve adequar o conteúdo a
necessidade do aluno de maneira a incentivar todos os alunos é o professor que dá condições
de aprendizagem ao aluno e através disso ele se orienta de acordo com seus conhecimentos
prévios e relacionando com suas vivências, sendo assim o professor interferi no processo de
construção e aprendizagem, criando desafios que possam ser enfrentados e progredidos.
Os conteúdos factuais são os fatos, acontecimentos, situações, dados e fenômenos
concretos e singulares, é definida pelo seu caráter descritivo e concreto, sua forma de
aprendizagem se dá através de integração de conteúdos na memória, pois se trabalham datas,
acontecimentos, fatos. Se não trabalhados ou relembrados são esquecidos com facilidade.
Só pode ser definido como conteúdo aprendido, quando se consegue repetir sua
definição e utilizá-lo para interpretação, compreensão, exposição de um fenômeno ou
situação. A aprendizagem nunca pode ser considerada acabada, pois sempre há possibilidade
de aprofundar mais o conhecimento.
Os conteúdos procedimentais são as regras, técnicas, métodos, habilidades, estratégias
ou procedimentos, entre eles estão: ler, desenhar, observar e outros, está ligado as capacidades
motoras e sensoriais. Embora só haja uma maneira de fixar o conteúdo procedimental:
fazendo-o, até mesmo esse fazer deve ser refletido para que haja uma analise dos atos e
melhorá-los.
Os conteúdos atitudinais são um complemento para formar o ensino do aluno, entre
eles estão, os valores, as atitudes, as normas. Estão, portanto associados a capacidade
cognitivas, afetivas e condutuais, é através dele que se analisa a formação pessoal do aluno e
sua capacidade de inserção no ambiente e interação com os demais colegas.
A função social do ensino para ampliar suas perspectivas é adquirir um papel que
atinja as capacidades de uma pessoa com a proposta de compreensividade e de formação
integral, e uma concepção de aprendizagem construtivista assim fazendo com que o ensino
possa proporcionar a relação de todas as capacidades do alunos e trabalhar com todos os tipos
de conteúdo. Para que isso ocorra o modelo teórico não pode ser uniforme como o modelo
tradicional.
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3. 2. PAPEL DO LIVRO DIDÁTICO
Há um grande investimento em livros didáticos no Brasil, ficando atrás apenas dos
programas de merenda escolar. Em contrapartida, nos últimos anos detectou-se um aumento
em pesquisas acadêmicas relacionadas ao livro didático para verificar e mostrar a qualidade
dos livros didáticos utilizados em sala de aula, para que se possam denunciar os erros e
sugerir soluções, os problemas apresentados faz com que as vezes muitos professores não
usem o livro didático ou as vezes monte o seu próprio matéria. O material didático é utilizado
como referencia no preparo de aulas ou no acompanhamento de atividades em sala de aula ou
desenvolvimento de roteiros e conteúdos já pré estabelecidos.
Professores de São Paulo realizaram uma pesquisa no qual foi levantado à estrutura
necessária e os conteúdos obrigatórios ara conter em um livro didático, e todos esses critérios
estão nos documentos de avaliação do livro didático do MEC, dentro do Programa Nacional
do Livro Didático (PNLD). Na década de 90 o Ministério da Educação divulgou um
documento: Definição de critérios para avaliação dos livros didáticos, após isso surgiram
outros documentos em 1996, 1998 e 2000, denominados Guia do Livro Didático. As novas
publicações tinham critérios avaliativos e classificatórios para os livros didáticos em 1994 de
1ª a 4ª serie e em 1996 de 1ª a 8ª serie, esta definição se aplicava especificamente a área de
ciências embora pudesse ser aplicada a outras áreas: português, geografia, matemática.
Apenas em 2000 é que o MEC instituiu um único método avaliativo, embora o ensino em
ciências apresentasse um tópico a mais: riscos á integridade física do aluno. Embora o guia já
tenha sido elaborado ainda não atende a essa característica especifica sendo então usado por
outras áreas também.
Os livros didáticos devem atender as necessidades impostas pelo MEC e quando há
problemas para a seleção do livro didático isso implica de forma negativa no ensino de
ciências. Os livros didáticos possuem certos critérios obtidos para classificar e eliminar os
conceitos errôneos que passam despercebidos na produção do livro como, erros gráficos,
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preconceitos, alem de erros conceituais nos livros didáticos, o que muitas vezes leva a ter que
reescrever o livro didático o que não agrada muito as editoras ou aos autores fazendo com que
eles continuem a empurrar para o MEC e as escolas os livros com esses erros.
O livro didático passa por processos como edição, seleção de conteúdo, uma pré
analise do conteúdo e pesquisas. Uma pesquisa melhor sobre este assunto poderá trazer
melhorias ou até mesmo soluções para elaborar o livro didático. O que muitas vezes leva a
alterações necessárias em livros já editados no Brasil e às vezes adquiridos nas escolas, os
livros atuais no pais mantêm estrutura programática e teórico-metodológicas mais próximas
das orientações curriculares veiculadas nas décadas de 60 e 70, mas após as mudanças os
professores puderam perceber e passaram a colocá-las na pratica escolar. O que observa-se é
que os livros didáticos não atendem mais as expectativas dos professores se tornando material
inadequado para consulta. Segundo Megid (2003) acaba por se configurar, na pratica escolar,
como um material de consulta e apoio pedagógico a semelhança dos livros paradidáticos e
outros tantos materiais de ensino. Portanto devera haver uma divulgação maior de pesquisas
relacionada ao tema e adquirir outros recursos didáticos, como exemplo, os recursos de
multimídia.
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3. 3. PRÁTICAS DE LABORATÓRIO E CAMPO
Os professores da área de Ciências devem se lembrar que o ambiente em que os alunos
se situam também é importante na assimilação de conhecimentos, sejam eles salas de aula,
visitas a campo ou praticas em laboratório. Apesar da principal preocupação dos professores
quanto ao laboratório serem em relação ao conteúdo ou a manutenção do mesmo, há outras
preocupações: os alunos estão numa constante aprendizagem e qualquer ambiente lhes
transmite informações. O principal objetivo das aulas de laboratório é que se torna possível
que o aluno pense e realize os procedimentos das etapas de investigação cientifica, as aulas
devem ter uma preparação previa e estar ligada ao conteúdo.
Muitos professores da área de ciências concordam que há uma necessidade de aulas
praticas para que se possa fixar o conteúdo e atingir os objetivos visados na disciplina. É claro
que para produção de aulas praticas não há necessidade de recursos especiais, mas acredita-se
que quanto melhor as instalações, melhor a aprendizagem, o que as vezes leva com que os
professores lutem por essas melhorias.
Quanto ao laboratório há certas exigências, deve-se montar um projeto previamente e
dialogar com o professor responsável da disciplina e com o engenheiro encarregado do
laboratório, quanto a parte física, exige-se que o laboratório se localize no térreo, com saídas
para o exterior, boa iluminação e ventilação. Um laboratório ideal deve contar uma parte para
o desenvolvimento das praticas e outra para discussão da mesma. Recomenda-se aos
professores que eles preparem o projeto e executem a experiência para verificar seu
funcionamento.
Deve-se tomar todo cuidado com certos tipos de reagentes e manipulação de
instrumentos ou equipamentos, mas também se deve incentivar os alunos a interagirem em
grupo e se tornarem “pequenos cientistas” para que eles possam entender o funcionamento de
diversas reações vistas até mesmo no cotidiano. Nem sempre as aulas em laboratório são
suficientes para se alcançar os objetivos propostos, o que leva a alguns professores a optar por
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aulas de campo, colocando os alunos em contato diretamente com a realidade, os principais
objetivos das aulas de campo são coletar dados e informações, além de comprovar as
informações obtidas em sala de aula e claro poderem interagir com a comunidade em que
vivem, com os diversos habitats.
Quanto às aulas de campo, são de extrema importância para estabelecer uma relação
entre o homem e a natureza. Machado, 1982 afirma que cuidamos e respeitamos aquilo que
conhecemos e que a ignorância distorce a realidade. As aulas de campo têm caráter positivo
quando o professor incentiva o aluno a desenvolver seus conceitos e possibilita a inovação
para seus trabalhos, é importante que o professor tenha conhecimento especifico sobre o local
a ser visitado e que este não seja muito grande para que não haja dispersão por parte dos
alunos e não se cumpra o objetivo da aula.
Durante a aula de campo os alunos conseguem despertar suas sensações e emoções
perante o ambiente e nem sempre se sentem confortáveis pelo fato de desconhecerem o local
onde estão visitando e é função do professor fazer com que o aluno sinta motivação de
pesquisar mais sobre o ambiente e sobre tudo que está a sua volta.
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3. 4. ENSINO ATRAVÉS DE PROJETOS
Criações de projeto são técnicas didáticas na busca de produzir-se conhecimento, a
utilização de projetos é baseada nas experiências vividas pelos alunos baseando-se nos
problemas ligados à realidade social, ou seja, o projeto surge a partir da necessidade do
problema, do desejo existente ou/e da estruturação antecipada da ação. Através dos projetos
os alunos adquirem e produzem conhecimentos, resolvem problemas que os preocupam,
autênticos ou simulados na vida real.
A intenção e a direção definem o significado do projeto, e isto reflete uma postura
pedagógica ao delimitar intenções ou ações que deveram ser desenvolvidas. O projeto surge
para compreender os desafios do sentido da escola, da sala de aula, hoje, para a formação das
novas gerações. No Brasil, o uso de projetos surgiu pelo movimento da Escola Nova.
O movimento escolanovista surgiu para contrapor o modelo tradicional, Dewey um
dos criadores do movimento atribui ao aluno como criador do seu próprio conhecimento e que
o conhecimento acontece através da prática e não da teoria, a aprendizagem é através do
desenvolvimento de atividades cognitivas das experiências já vivenciadas, o desenvolvimento
de projetos surge então como uma contraposição ao ensino através de livros didáticos tidos
até então como, “verdades absolutas” em relação ao seu conhecimento.
Atualmente, os projetos são vistos como uma maneira de estudar os problemas sociais
e através disso buscar soluções utilizando a prática e a teoria. Os projetos de ação didática
possuem certas características, o desenvolvimento do projeto depende do aluno uma vez que
são trabalhados temas referentes ao seu cotidiano, o projeto deve ser discutido antes de ser
colocado em prática e deve contar com a participação de todos os alunos e obviamente o
projeto deverá ter um por que.
O projeto possui etapas, trabalho de pesquisa, tempo de planejamento e intervenção
didática com a finalidade de resolver problemas, os projetos introduzem em sala dinamismo,
interação entre alunos e desenvolvimento de senso crítico afinal, desperta nos alunos uma
diferença de opiniões, alem do desenvolvimento de capacidades como: levantar indagações,
desenvolver estratégias e curiosidades, produzir conhecimentos, descobrir, inventar e outros.
Projetos de ação didática possuem princípios:
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Primeiro principio: A globalização é responsável pela integração de conhecimento
de diversas áreas, diminuindo a compartimentação interdisciplinar.
Segundo principio: Estabelece que projetos surjam a partir de problemas trazidos
das realidades dos alunos.
Terceiro principio: Atribui ao projeto a capacidade de produzir conhecimento, para
a resolução de problemas reais.
Quarto principio: A inovação é vista como uma maneira reflexiva e da discussão
pedagógica.
Quinto principio: A interação entre os alunos, permite a busca para encontrar
resoluções para os problemas apresentados.
Sexto principio: Estabelece que o projeto é uma ação antes da ação didática.
Portanto projetos são de grande ajuda para que haja uma interação entre os alunos, e
que ele surge para encontrar uma solução para problemas do cotidiano dos alunos, mas neste
caso o projeto permite que o aluno seja o detentor do conhecimento e busque encontrar as
próprias respostas.
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3. 5. USO DE NOVAS TECNOLOGIAS
O objetivo principal é aprofundar os estudos e reflexões para o ensino em ciências
naturais e biologia. Na historia da sociedade, as necessidades do homem de desenvolver
tecnologias primitivas fizeram com que criassem artefatos e meios de comunicação até então
primitivos, durante o auge da Guerra Fria surgiram os computadores e elevaram a categoria de
tecnologias de manual à digital.
Macedo e Katzkiwicz, 2003 falam sobre a popularização e o surgimento da internet
que melhorou positivamente o advento tecnológico e o popularizou, quando então o
Engenheiro TIM Bernes-Lee criou o código (WWW) World Wide Web, embora mesmo assim
houve um processo de exclusão digital para com os mais abastados (cerca de 40% da
população). De acordo com o MEC, o papel do computador deveria ser o de provocar
“mudanças pedagógicas” ao invés de “automatizar o ensino” ou simplesmente preparar o
aluno para mexer no computador.
A revolução cultural que o uso do computador proporcionou permitiu acesso a
informações com maior facilidade e diminuiu a distância entre as pessoas, além de colaborar
com troca de textos, sons, imagens e vozes; o computador permitiu que se acessasse um vasto
banco de dados, mas o professor deve tomar cuidado com o conteúdo, afinal de contas há
muito conteúdo errado na internet e com isso o professor tem que se preocupar em ensinar
previamente seus alunos a fazerem pesquisas via internet ou CD-rom e a além de buscar sites
confiáveis.
O uso de novas tecnologias permitiriam simular experimentos e resolver problemas,
mas para a resolução de problemas existe um roteiro, é necessário criar-se um sequência
didática problematizadora, analisando os objetivos e os pré requisitos, após a elaboração em
sala de aula ou sala de computadores, deve-se preparar os alunos para o desenvolvimento do
projeto, durante a execução da atividade é possível observar os alunos quanto aos tópicos
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levantados e só então se reflete sobre os assuntos pedindo para que cada aluno exponha a
conclusão que alcançou.
4. ELABORAÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS
O material didático permite aplicar conteúdos de uma forma mais dinâmica e auxilia
na interação entre professor-aluno. O objetivo é fazer com que os alunos tenham uma
interação entre si e consiga desenvolver um projeto proposto pelo professor, os conteúdos
trabalhados podem ser muitos, embora recomenda-se trabalhar com os assuntos já discutidos
em sala de aula.
O material elaborado foi uma revista de biodiversidade e meio ambiente em que foram
trabalhados noticias diversas relacionadas ao tema, como: Biodiversidade de flora do cerrado
e as relações ecológicas entre as formigas. Recomenda-se que cada aluno traga um noticia ou
um assunto que lhe agrade, e então elaborar um texto cientifico com o auxilio do professor de
redação, a revista pode ser elaborado mensalmente e contar tanto com uma revista imprensa
ou digital com o auxilio de blogs. A revista pode ser revisada pelo professor e com auxilio dos
laboratórios de informática montar a estrutura da revista e divulgá-las pelo colégio ou até
mesmo na comunidade.
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5. UMA PROPOSTA DE RECURSO DIDÁTICO
A escolha de filmes de ficção cientifica permitiu que os professores tornassem as aulas
mais dinâmicas. Os filmes de ficção científica no ensino de ciências trabalham com duas
visões: o real e o imaginário e a utilização deste recurso desencadeador de aprendizagem e
organizador de conceitos. O imaginário se baseia nas hipóteses que surgem para justificar os
fenômenos científicos.
O Parâmetro Nacional Curricular estabelecem conceitos em relação a utilização de
filmes de ficção cientifico como recurso didático:
[...] subsidiar o julgamento de questões polêmicas, que dizem
respeito ao desenvolvimento [...] e à utilização de tecnologias
que implicam imensa intervenção humana no ambiente, cuja
avaliação deve levar em conta a dinâmica dos ecossistemas,
dos organismos, enfim, o modo como a natureza se comporta
e a vida se processa. (BRASIL, 1999, p. 31-32)
Muitos filmes de ficção científica trabalham com diversos conceitos biológicos ou até
mesmo algumas áreas das ciências, temas como: manipulação e reconstrução de seres através
do DNA (Jurassic Park), Técnicas de Reprodução Assistida (Gattaca) e outras temas que
muitas vezes podem se aproximar da realidade ou extrapolá-las. Muitos filmes vão do
impossível ao possível o que às vezes confunde muito quem assiste. A escolha de trabalhar-se
ficção científica é em relação as informações trabalhadas em sala ou até mesmo pela
vivencias dos alunos ou veiculados pelos meios de comunicação.
Para Maluf, 2008 et. al. no tempo real é apresentado ao público o que na Ciência se
discute atualmente e quais os direcionamentos apresentados pelas novas pesquisas; e em
tempo imaginário, a ficção científica transforma o caminhar das pesquisas científicas em
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“futuro possível”, oferecendo a possibilidade de se fazer Ciência, antecedendo os resultados a
serem alcançados. Ao trabalhar entre estes dois mundos, a ficção científica favorece o acesso
a diferentes produções da Ciência, oportunizando, com base em uma obra artística, o contato
com as transformações que o homem da Ciência vem imprimindo ao mundo.
6. DISCUSSÕES E IMPRESSÕES PESSOAIS
A disciplina permitiu que pudesse compreender o funcionamento do ensino no Brasil,
alem de como utilizar certos recursos que evite que a aula seja maçante, o uso de praticas em
laboratório ou aulas de campo permitem que o professor saia um pouco da teoria e possa
mostrar para os alunos na pratica tudo que foi trabalhado em sala de aula, além de pode dar
aos alunos uma autonomia de criar e desenvolver no aluno o método científico em que ele
possa sugerir suas hipóteses na busca de explicar certos fenômenos, mas o professor também
deve tomar muito cuidado tanto o laboratório quanto o campo exigem certas precauções e
preocupações, uma vez que, estes lugares oferecem certos riscos aos alunos, fazendo com que
muitas vezes o professor tenha que auxiliar.
Em relação a projetos, são de grande importância por diversos fatores, eles surgiram
durante a escola Nova na busca de trazer para a escola problemas do cotidiano dos alunos e
através disso buscar encontrar soluções para os problemas propostos, os projetos permitiram
uma globalização entre os conteúdos e áreas que não há uma divisão quando se fala em
projetos, o ensino através de projetos também permitiu que o aluno e que se torne capaz de
encontrar as soluções para os problemas e também fazer com que houvesse uma maior
interação entre os alunos.
O computador surgiu para resolver os problemas das pessoas e a divulgar informações
com maior facilidade, diminuiu a distância entre as pessoas, além de colaborar com troca de
textos, sons, imagens e vozes, quanto ao ensino o computador auxiliou como banco de dados
e na simulação de processos biológicos, mas neste caso o professor também deve tomar
cuidado com informações errôneas encontradas na internet. Outras maneiras interativas para
dar aula é criação de materiais didáticos que podem ser jogos, revistas, experimentos no qual
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o aluno possa interagir e continuar trabalhando com o tema estudado em sala de aula.
O livro didático é considerado por alguns, como vilão e por outros como uma
complementação ao material do professor, os livros devem atender as expectativas e
necessidades do professor, o professor deve estar atento para os erros encontrados nos livros,
uma vez que, isso pode influenciar negativamente no ensino.
Ao longo deste semestre foi possível compreender como é o funcionamento do ensino
no Brasil e conhecer técnicas que permitem aulas mais dinâmicas embora nem sempre o
professor tenha autonomia suficiente para trabalhar esses recursos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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ANEXOS
ANEXO A
ATIVIDADE FINAL - Elabore um plano de aula para o tema proposto com base na
perspectiva comportamentalista e outro cognitivista.
PLANO DE AULA
DISCIPLINA – Ciências Naturais CARGA HORÁRIA: 50m/a
DATA: 19/03/2011 SÉRIE: 6ª
1 TEMA
Sistema Respiratório
2 CONTEÚDO
Os órgãos do sistema, funcionamento e estruturação.
3 OBJETIVOS:
Compreender como os órgãos do sistema – se relacionam e como contribuem para a
integração de informações no corpo humano.
4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Inicia-se a aula levantando informações sobre o conhecimento dos alunos sobre o
sistema respiratório. Através das respostas, ir montando um quadro integrado e co-
relacionando as informações apresentadas. Após este primeiro momento, pergunta-se aos
alunos quais órgãos compõe este sistema e como eles se relacionam.
Em seguida com o auxilio de uma cartolina monta-se o sistema respiratório com a
ajuda dos alunos e vai-se explicando cada órgão e sua função.
5 RECURSOS DE ENSINO
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Imagens dos diferentes sistemas a serem estudados. Livros didáticos de Ciências
Cartolinas, cola, tesoura, régua e lápis de cor.
6 AVALIAÇÃO
Observe o envolvimento e participação dos alunos durante as aulas, discussões e
tarefas solicitadas. Trabalho apresentado por escrito (texto e conteúdo) e um estudo dirigido
sobre o assunto (conteúdo e texto).
7 BIBLIOGRAFIA
AMABIS, J. M. Biologia Volume 2 – Vol. II., 2ª Edição. São Paulo: Editora Moderna, 2004.
GEWANSDSZNAJDER, F. Ciência Matéria e Energia, 2ª Edição. São Paulo: Editora Ática, 2004.
LOPES, S.; ROSSO, S. Biologia, 1ª Edição. São Paulo: Editora Saraiva, 2005.
ANEXO B
ATIVIDADE FINAL - Elabore um plano de aula para o tema proposto com
base na perspectiva comportamentalista e outro cognitivista.
PLANO DE AULA
DISCIPLINA – Ciências Naturais CARGA HORÁRIA: 50m/a DATA: 19/03/2011
TEMA: Alimentação e Qualidade de Vida SÉRIE: 6ª
1. OBJETIVOS
Conhecer a pirâmide alimentar, entender como funciona e saber a importância de uma
alimentação saudável e balanceada.
2. CONTEÚDOS
2.1 CONTEÚDOS CONCEITUAIS:
Identificar cada parte da pirâmide e a qual grupo alimentar, os alimentos pertencem.
Classificar a quantidade de alimentos a ser ingerido diariamente para ter-se uma
alimentação saudável.
Analisar situações-problemas e tentar encontrar possíveis soluções.
Comparar hábitos saudáveis dos alunos em sala (pratica de esportes, boa alimentação,
higiene, entre outros).
2.2 CONTEÚDOS PROCEDIMENTAIS:
Confeccionar diversos cardápios de alimentação balanceada.
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Elaborar um quadro compondo atividades que auxiliam na qualidade de vida.
Aplicar um questionário com os alunos de outra classe para desenvolver situações
problemas.
2.3 CONTEÚDOS ATITUDINAIS:
Atentar-se dos perigos que a falta de exercícios e os maus hábitos alimentares trazem as
pessoas.
Aprender a trabalhar em grupo, respeitando as idéias propostas pelos demais colegas.
Prestar atenção aos hábitos dos demais colegas e no quanto se difere das suas.
3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
3.1 ORGANIZAÇÃO DA SITUAÇÃO PROBLEMA REAL:
Como ter hábitos saudáveis influencia a nossa qualidade de vida? E quais os benefícios
que eles nos trazem?
3.2 CONECTANDO OUTRAS ÁREAS:
Matemática: Trabalhar com quantidades de alimentos (em g) a serem ingeridas
diariamente de acordo com a pirâmide alimentar.
Artes: Produção de pratos típicos e saudáveis.
Português: Confecção de livros de receitas, através de receitas feitas em sala de aula
pelos alunos.
3.3 DESENVOLVIMENTO DE CONTEÚDOS E ATIVIDADES:
Produção de cardápios saudáveis e propostos a serem integrados na merenda escolar.
Criação de uma feira gastro-científica, no qual os alunos poderiam levar as receitas
produzidas por eles mesmos, além da confecção de painéis sobre hábitos saudáveis.
Produção de um livro de receitas produzido pelos alunos com ajuda dos professores.
Montagem de um questionário sobre os hábitos alimentares dos alunos da escola, e
confecção de situações-problemas e suas resoluções.
4. AVALIAÇÃO
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Observe o envolvimento e participação dos alunos durante as aulas, discussões e
tarefas solicitadas. Soluções propostas para as situações problemas, participação na feira
gastro-científica.
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
AMABIS, J. M. Biologia Volume 2 – Vol. II., 2ª Edição. São Paulo: Editora Moderna, 2004.
GEWANSDSZNAJDER, F. Ciência Matéria e Energia, 2ª Edição. São Paulo: Editora Ática, 2004.
LOPES, S.; ROSSO, S. Biologia, 1ª Edição. São Paulo: Editora Saraiva, 2005.