INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO
NORTE DE MINAS GERAIS-IFNMG-CAMPUS JANUÁRIA
Aula Prática: DQO – Demanda Química de Oxigênio
Discente: Lucas Alves, Fernanda, Anny Caroline
Disciplina: Poluição e Qualidade Ambiental
Docente: Danilo Pereira Ribeiro
Semestre/ano: 3º/2024
Turma: EAA/123
Data:10/10/2024
JANUÁRIA-MG
2024
1
Sumário
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................. 3
2. OBJETIVOS....................................................................................................... 3
3. MATERIAIS ...................................................................................................... 4
3.1 Materiais ....................................................................................................... 4
3.2 Solução e reagentes....................................................................................... 4
4. PROCEDIMENTOS.......................................................................................... 4
4.1 Em seguida foi adicionado os reagentes......................................................5
4.2 Adição de Solventes e Ácidos...................................................................... 5
4.3 Titulação....................................................................................................... 5
5. RESULTADOS.................................................................................................. 6
5.1 Cálculo.......................................................................................................... 6
6. DISCUSSÃO....................................................................................................... 7
7. CONCLUSÃO ................................................................................................... 7
8. REFERÊNCIA BIBLIOGRAFIA ................................................................... 8
2
1. INTRODUÇÃO
A Demanda Química de Oxigênio, determinada pela sigla DQO, é um parâmetro
necessário para os estudos de determinação de esgotos sanitários e de efluentes industriais,
portanto, esse parâmetro avalia a quantidade de oxigênio dissolvido (OD) consumido em meio
ácido que vai levar à degradação de matéria orgânica.
Segundo o Standard Methods, o princípio de análise da Demanda Química de Oxigênio
consiste na oxidação química da matéria orgânica presente em uma amostra em meio ácido,
utilizando-se ácido sulfúrico, um agente oxidante forte em excesso, e dicromato de potássio.
Com isso, a definição de Demanda Química de Oxigênio pode ser estabelecida como a medida
da quantidade de oxidante químico necessário para oxidar a matéria orgânica de uma amostra.
A grandeza é expressa em miligramas de oxigênio por litro (mg O2 L-1).
O estudo dos valores de DQO em efluentes e em águas de superfície é uma das mais
significativas para determinação do grau de poluição da água, este estudo reflete diretamente
na quantidade total de componentes oxidáveis, seja ele carbono ou hidrogênio de
hidrocarbonetos, nitrogênio ou enxofre e fósforo de detergentes. A DQO retrata como um
processo de oxidação química, onde se utiliza o dicromato de potássio (K2Cr2O7). O processo
do carbono orgânico de um carboidrato, por exemplo, é transformado em gás carbônico e água.
O poder de oxidação do dicromato de potássio é maior do que o resultado mediante a
ação de microrganismos. A resistência de substâncias diante aos ataques biológicos trouxe à
necessidade de fazer uso de produtos químicos, em que a matéria orgânica neste caso já oxidada
mediante um oxidante químico. Isso e o que diferencia DQO da Demanda Bioquímica de
Oxigênio (DBO), em que é medida a quantidade de oxigênio necessária para ocorrer a oxidação
da matéria orgânica biodegradável, ou seja, na DBO não é necessário fazer uso de produtos
químicos.
A DQO tem muita utilidade quando é utilizada junto com a DBO para analisar a
biodegradabilidade de despejos. O método químico é mais rápido que o da DBO, tem duração
de 2 a 3 horas enquanto o outro equivale ao tempo de cinco dias.
2. OBJETIVO
Avaliar a DQO de diferentes amostras
3
3. MATERIAIS
3.1 Materiais
• Balão de fundo chato 500ml, com boca esmerilhada;
• Condensador de bola, comprimento de 300mm, para refluxo com extremidade
esmerilhada;
• Conjunto de aquecimento com 6 bocas;
• Bureta de 25ml;
• Proveta graduada de 50ml
• Pipeta graduada de 10ml
• Pérolas de vidro
3.2 Solução e reagentes
• Água destilada;
• Solução de padrão de dicromato de potássio (k2Cr2O7) mol L -1 ou 0,25 mol L-1;
4. PROCEDIMENTO
Preparo da amostra
Para a preparação da amostra, inicialmente foi realizada a diluição das amostras, pois
algumas apresentavam visualmente matéria orgânica. A diluição é necessária porque, quando
o excesso de matéria orgânica consome todo o dicromato de potássio disponível, e a oxidação
não será completa, resultando em uma subestimação da DQO. Após a diluição e identificação
das amostras, obtivemos os seguintes resultados:
O próximo passo foi feito a preparação do balão, onde em cada balão chato foi
adicionado:
• 6 pérolas de vidro, para evitar a ebulição vigorosa, que ajuda
• 0,5 g de sulfato de mercúrio, que atua para capturar possíveis ânions cloreto presentes
na amostra, uma vez que o cloreto pode formar perclorato, um composto potencialmente
explosivo.
4.1 Em seguida foi adicionado os reagentes:
4
• 20ml de solução Dicromato de Potássio 0,25 M em cada balão, que é o agente oxidante,
que é utilizado para mimetizar, ou seja, ele imita oxigênio para agilizar o processo
• 20 ml de amostra bruta
4.2 Adição de Solventes e Ácidos
100ml de água tipo II (destilada e deionizada)
30ml de ácido sulfúrico com sulfato de prata, em um banho gelado para evitar reações
violentas.
Esse processo foi feito em todas as amostras inclusive o branco. Após esse procedimento
as amostragens apresentam as seguintes colorações (imagem 1).
Depois desse procedimento, as amostras
foram levadas ao digestor de DQO, e foi realizado a
digestão por 2 horas, onde a amostra será aquecida,
esse aquecimento vai fazer com que o ácido sulfúrico
ao ser aquecido vai destruir as ligações da matéria
orgânica, pois o ácido sulfúrico é extremamente
desidratante, onde ele retira a molécula de água de
qualquer cadeia carbônica. Após a digestão foi
Imagem 1: Amostra que apresenta a cor laranja é antes
esperado um tempo de 30 minutos para esfriar as de adicionar o indicador e o marrom é depois de titular
amostras, em segui foi adicionando 0,5 ml de o azul, a cor muda para marrom.
indicador ferroína, e agitando – a, onde elas
apresentariam uma coloração azulada (imagem 2).
4.3 Titulação
Para fazer a titulação foi feito a titulação do
excesso de dicromato que não reagiu com a amostra.
Para a titulação utilizamos sulfato ferroso amoniacal
0,125 mol/L.
Foi titulado a amostra em branco até ela virar
uma coloração amarronzada.
Imagem 2: amostra após a digestão de 2 horas e
com o indicador para fazer a titulação, apresenta
com azul
5
5. RESULTADOS
5.1 Cálculo
Para fazer o cálculo utilizamos a seguinte formula:
DQO (mgO2/L) = ((Vb – Vgsfa) x Msfa x fc x 8000
Va
Onde:
Vb = Volume gasto no branco (mL)
Vgsfa = Volume gasto de sulfato ferroso amoniacal na amostra (mL)
Msfa = Molaridade do sulfato ferroso amoniacal (mol/L); que seria 0,125 mol/L122
fc = Fator de correção do sulfato ferroso amoniacal; que seria 1,1
Va = Volume das amostras (mL);
Nº da Amostras Tipo de amostra Titulação
B1 BRANCO 38 ml
F1 FOSSA 1 27,5 ml
F2 FOSSA 2 29 ml
F3 FOSSA 3 26 ml
F4 FOSSA TRATADA 24 ml
F5 FOSSA BRUTA 9 ml
F1 - DQO (mgO2/L) = ((38-27,5) * 0,125 * 1,1 * 8000)
20
F1 - DQO (mgO2/L) = 577,5
F2 - DQO (mgO2/L) = ((38-29) * 0,125 * 1,1 * 8000)
20
F2 - DQO (mgO2/L) = 495
F3 - DQO (mgO2/L) = ((38-26) * 0,125 * 1,1 * 8000)
20
F3 - DQO (mgO2/L) = 660
6
F4 - DQO (mgO2/L) = ((38-24) * 0,125 * 1,1 * 8000)
20
F4 - DQO (mgO2/L) = 770
F5 - DQO (mgO2/L) = ((38-9) * 0,125 * 1,1 * 8000)
20
F5 - DQO (mgO2/L) = 1.595
6. DISCUSSÃO
Podemos observar que a Fossa 3, que seria a mais tratada, apresentou um valor de DQO
superior à da fossa mais bruta. Isso ocorreu porque, durante a coleta, não foi feita uma
amostragem composta, ou seja, a coleta foi realizada no momento em que a água residuária
chegou à caixa. Nesse momento, a água poderia conter uma maior ou menor quantidade de
oxigênio, influenciando diretamente os resultados de DQO observados.
Segundo RESOLUÇÃO No 430, DE 13 DE MAIO DE 2011 Publicada no DOU nº 92,
de 16/05/2011, pág. 89, Seção III Das Condições e Padrões para Efluentes de Sistemas de
Tratamento de Esgotos Sanitários, Art. 21 inciso I - d) Demanda Bioquímica de Oxigênio-DBO
5 dias, 20°C: máximo de 120 mg/L, sendo que este limite somente poderá ser ultrapassado no
caso de efluente de sistema de tratamento com eficiência de remoção mínima de 60% de DBO,
ou mediante estudo de autodepuração do corpo hídrico que comprove atendimento às metas do
enquadramento do corpo recepto
7. CONCLUSÃO
Com base no exposto, conclui-se que já os resultados apresentados basearam-se em
DQO muito altas, sendo que essas concentrações configuram um risco muito elevado para o
meio ambiente. De acordo com a Resolução CONAMA No 430/2011, a concentração máxima
permitida por L parcela para degradação de efluentes no meio ambiente é 150 mg / L. A
concentrações superiores ao valor limite revela haver um componente orgânico muito alto e
outros compostos químicos, o que se traduz na degradação da qualidade da água e é responsável
pela depleção do oxigênio dissolvido e eliminação da biodiversidade aquática.
Deste modo, é imperativo que tratamentos adicionais sejam conduzidos em relação ao
efluentes por meio de processos biológicos, físico-químicos, ou também uma mistura entre eles,
que têm o objetivo de remover o componente orgânico e outros poluentes de maneira eficiente.
7
Além disso, abordagem de lagoas de estabilização, reatores anaeróbios, filtros biológicos, e
também tratamentos avançados membranas, ozonização, etc. podem ser utilizados para garantir
que o efluente respeite os padrões estabelecidos pela legislação e garanta a redução do seu
impacto ambiental. Isso, em última análise, preservará os ecossistemas aquáticos, garantindo a
sustentabilidade e a proteção do recurso.
8. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
RESOLUÇÃO No 430, DE 13 DE MAIO DE 2011 Publicada no DOU nº 92, de 16/05/2011,
pág. 89 Acesse em:
[Link]
AZEVEDO, J. O que é Demanda Química de Oxigênio? -eCycle, , 12 abr. 2021. Disponível
em: <[Link] Acesso em: 15 out. 2024
DE SOUZA, L. A. Demanda Química de Oxigênio. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 15
out. 2024.