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Dinâmicas e Estruturas de Grupos Sociais

O documento aborda a definição e características dos grupos, diferenciando-os de aglomerados e discutindo a importância da socialização e dos papéis sociais. Também explora as contribuições de diversos teóricos, como Freud, Lewin e Lane, para a compreensão dos processos grupais e sua relação com instituições sociais. Além disso, enfatiza a importância da história individual e coletiva na formação da identidade grupal e na transformação social.

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Dinâmicas e Estruturas de Grupos Sociais

O documento aborda a definição e características dos grupos, diferenciando-os de aglomerados e discutindo a importância da socialização e dos papéis sociais. Também explora as contribuições de diversos teóricos, como Freud, Lewin e Lane, para a compreensão dos processos grupais e sua relação com instituições sociais. Além disso, enfatiza a importância da história individual e coletiva na formação da identidade grupal e na transformação social.

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PROCESSOS

GRUPAIS
Professora Erika Koyama Rehder

[email protected]
◦Aviso importante!

◦Alun@s,

◦Os materiais produzidos pela professora como as


apresentações de powerpoint disponibilizadas para
esta disciplina, não podem ser divulgadas e/ou
reproduzidas (parcial ou total) sem prévia autorização
da docente.

[email protected]
[email protected]
-Sociologia, Antropologia, Psicanálise, Psicologia Social
O que é um grupo?
Definição é ampla (relação bipessoal, uma família, uma gangue, um grupo
de sala de aula, torcida em um estádio, plateia em um auditório, fila de
ônibus...)
Ser humano: ser psicossocial/gregário
-Diferentes grupos ao longo da vida (identidade individua/grupal)
-Conjunto pessoas: grupo
-Conjunto grupos: comunidade
-Conjunto de comunidades: sociedade
- “Todo indivíduo é um grupo, e todo grupo pode comportar-se como
uma individualidade).
▪ Grupo x Aglomerado (compartilham espaço, potencial de grupo)
▪ Grupo propriamente dito:
▪ Pluralidade de pessoas, mas não é um simples agrupamento de pessoas.
(exemplo: fila no banco – sem vínculo emocional, sem interação)
▪ Não é somente o somatório de pessoas
▪ Integração social/comunicação
▪ Existência de um objetivo em comum/ações nessa direção
▪ Há uma combinação prévia de regras/normas
▪ Relação de interdependência e cooperação
▪ Papeis desempenhados (hierarquia)
▪ Compartilham crenças, valores, princípios, interesses, histórias
▪ Consciência grupal. Reconhecimento como membro do grupo (sentimento de
“nós”).
▪ Certa continuidade
▪ Interesses comuns para interesses em comum
▪ Papeis sociais (expectativas de comportamento próprio e do outro/alun@/profess@r)
▪ Os papéis sociais permitem-nos compreender a situação social
▪ Quando aprendemos um papel social, aprendemos também o papel complementar, isto é,
quando aprendemos a nos comportar como alunos, desde o início de nossa vida escolar,
estamos também aprendendo o papel do outro com quem interagimos — o papel do
professor.
▪ Processo de socialização.
▪ “A instituição é um valor ou regra social reproduzida no cotidiano com estatuto de
verdade, que serve como guia básico de comportamento e de padrão ético para as
pessoas, em geral. A instituição é o que mais se reproduz e o que menos se percebe nas
relações sociais. Atravessa, de forma invisível, todo tipo de organização social e toda a
relação de grupos sociais. Só recorremos claramente a estas regras quando, por qualquer
motivo, são quebradas ou desobedecidas.
▪ é o grupo — o lugar onde a instituição se realiza.
▪ Mas também reproduz e reformula (Bock, Furtado e Teixeira, 2001).
▪ Distinguir:
▪ os MACROGRUPOS – objeto de estudo da Psicologia Social
▪ os MICROGRUPOS – objeto de estudo da Psicologia Grupal
▪ Do grupo às instituições
▪ “No processo de transformação dos grupos em instituições observa-se um
paradoxo: o progressivo afastamento dos objetivos originais do grupo à medida
que ocorre seu processo institucionalizante. Assim, se a família em suas
origens trazia como objetivo imanente oferecer um espaço continente para os
cuidados com a prole e a consequente sobrevivência da espécie, ao longo do
tempo, com sua institucionalização, foi se tornando uma agência corporativa a
serviço da manutenção do poder de uma geração sobre a que lhe é
subsequente, bem como da preservação de hierarquias de gênero” (Osorio,
2021, p. 12).
-Relacionados às instituições (hospitais, escolas, universidades...)
- Certa regularidade normatizada pela vida em grupo, chamamos de
institucionalização.
-Sustentam as funções sociais.
-Muitas vezes priorizam os próprios interesses.
-Desvio dos objetivos originais.
-Neoliberalismo
-Ex: Instituição de ensino (conhecimentos x ingressar no mercado de
trabalho)
- “Todo grupo se institucionaliza para obtenção ou manutenção do poder
para seus membros e, sobretudo, seus dirigentes” (Osorio, 2021, p.12).
-”No entanto, as instituições, como os seres humanos, adoecem. E a
doença institucional instala-se a partir do momento em que ela passa a
operar como mero instrumento para o exercício do poder...”
Luiz Carlos Osório- psiquiatra, grupoterapia analítica de grupos,
adolescentes, pacientes psicóticos agudos e familiares (Kurt Lewin,
Pichon- Rivière, Psicodrama, Maurizio Andolfi).
GUSTAVE LE BOM (1841-1931)

-Psiquiatra, psicólogo, sociólogo francês

-Psicologia das Multidões (1895)

-Fenômeno psicológico das massa

-Impulsividade, mobilidade, irritabilidade, credulidade e sugestibilidade

-Estuda os movimentos na Revolução Francesa

-Camadas populares (entender a mobilização de da multidão/líder/próprio risco)

-Violência

-Teoria do Contágio

-Psicologia Social (2º GM/Hitler/manipulação das massas/hipnotismo social).

-Filme “A onda”
Invasão ao CN 8/01/2023.
“Napoleão” Direção: Ridley Scott (2023).
FREUD
-Não trabalhou com grupos
-Contribuições para psicologia dos grupos
-Totem e tabu (1913); psicologia das massas e análise do ego
(1921); o futuro de uma ilusão (1927); mal-estar na civilização
(1930); as perspectivas futuras da terapêutica psicanalítica (1910)
-Reflexão (questões e vínculos sociais).
-TOTEM E TABU (mito da horda selvagem, como através do
inconsciente a humanidade transmite as suas leis sociais, organiza
a sociedade, produzem cultura).
-Psicologia das multidões (grupos como igreja, exército).
-A formação de lideranças: primitivas, na Igreja e no Exército
(Zimerman, 1993).
FREUD
-TOTEM E TABU (mito da horda selvagem, como através do
inconsciente a humanidade transmite as suas leis sociais, organiza
a sociedade, produzem cultura).
-Psicologia das multidões (grupos como igreja, exército)
-Processos identificatórios que vinculam as pessoas e os grupos;
lideranças e as forças (coesão e desagregação dos grupos).
-Contemporaneidade: interesses (adolescente com a criminalidade,
as drogadições, a anorexia, a síndrome do pânico, a excessiva
medicalização do sofrimento...
-A possibilidade de um sujeito vir a perder a sua identidade
individual, sempre que estiver absorvido por uma massa (Zimerman,
1993).
FREUD

“..Todos os fiéis incorporam a figura de um mesmo líder — na Igreja


cristã é a figura de Jesus Cristo, o qual, por sua vez, é o
representante de Deus. Forma-se, pois, uma identificação
generalizada com um líder abstrato, e isso mantém a unificação de
todos os fiéis (é útil lembrar que a palavra Religião se forma a
partir de re e ligare, ou seja, como uma renovada tentativa de ficar
ligado, de uma forma unida e fundida com Deus, por sua vez, é uma
representação simbólica da fusão da mãe primitiva com a do pai
todo-poderoso) (Zimerman, 1993, p.89).
JACOB LEVY Moreno (medico, dramaturfo, psicólogo)
-1889 romênia, judeu, emigrou EUA
-Terapia de grupo
-Técnica grupal do psicodrama
-Humor, criatividade, Teoria papeis
-TEATRO DA Espontaneidade (PACIENTES PSIQUIÁTRICOS)
-TEATRO TERAPÊUTICO, PSICODRAMA TERAPÊUTICO

-TERMO PSICOTERAPIA DE GRUPO


-AQUECIMENTO, REPRESENTAÇÃO, COMPARTILHAMENTO

-Jogos de improviso
-Religião do encontro (ruas, pobreza)
-Protagonista, cenário, diretor, público (grupo).
PICHON RIVIÈRE – PSIQUIATRA, PSICANALISTA ARGENTINO (1907,
Genebra).

-TEORIA: GRUPOS OPERATIVOS (estrutura, funcionamento).


-FENÔMENOS QUE SURGEM NO CAMPO DOS GRUPOS
-CONFLITOS
-FINALIDADE: TAREFA OBJETIVA (CENTRADA NA TAREFA).
-DIALÉTICA MATERIALISTA (ser social, contradição, transformação,
aprendizagem, movimento constante de estruturação,
desestruturação e reestruturação).
-TAREFA EXPLÍCITA E IMPLÍCITA (experiência singular).
Silvia Lane– Processo grupal
Psicologia Social brasileira e latino-americana
Construção de uma Psicologia Social crítica no Brasil
(Puc-SP)
✔ Indivíduo x Sociedade
✔ Introdução do indivíduo na sociedade: socialização primária (família,
classe social, visão de mundo); socialização secundária (relações de
produção, relações sociais, ideologias).
✔ Toda análise que se faz do indivíduo terá que se remeter ao grupo
(pertence).
✔ Todo grupo/ agrupamento X existe dentro de instituições (família, fábrica,
instituição, Estado).
✔ Recuperar o indivíduo na intersecção de sua história com a história de
sua sociedade.
✔ Livro: ”O homem em movimento” (1984).
✔ Compreender o homem enquanto produtor da história.
✔ Pressupostos teóricos-metodológicos do materialismo histórico e
dialético.
✔ Influências Vygotski (Psicologia Sócio-histórica/viés marxista), Leontiev
e Luria, Wallon e Martín-Baró,
✔ Elaboração de uma concepção histórica e dialética do processo grupal.
✔ -Crítica à ideia de “natureza humana” – que faz ocultar as condições
sociais.
✔ -Ser ativo, social e histórico(Bock, Furtado e Teixeira, 2001).
✔ Crítica à posição tradicional: função do grupo na definição de papéis;
produtividade dos indivíduos.
✔ Posição Silvia Lane: o grupo se produz, relação entre indivíduos e
sociedade
✔ Premissas:
✔ O significado da existência e da ação grupal X perspectiva histórica
(inserida a sociedade, com suas determinações econômicas,
institucionais e ideológicas).
✔ o próprio grupo só poderá ser conhecido enquanto um processo
histórico, e neste sentido talvez fosse mais correto falarmos em
processo grupal, em vez de grupo. (Lane, 1984b, p. 81).
✔ Processo grupal e não em grupo/dinâmica de grupo.
✔ Considera o caráter histórico e dialético do grupo
✔ Não é apenas diferença no uso do termo, mas o fenômeno estudado.
✔ O próprio grupo consiste em uma experiência histórica e dialética
(contexto sócio-histórico).
✔ Fruto de relações, experiências, aspectos pessoais e grupais
✔ Função histórica de manter ou transformar as relações sociais
✔ Grupo não é reunião de pessoas que compartilham normas e objetivos
comuns.
✔ Considerar grupo enquanto relações e vínculos entre pessoas com
necessidades individuais e/ou interesses coletivos, que se expressam no
cotidiano da prática social.
✔ Grupo possui uma estrutura social.
✔ Não é apenas a soma dos membros.
✔ O processo grupal implica relações de poder e de práticas
compartilhadas e, ao se realizar, desenvolve a sua identidade
(intragrupo e intergrupos).
✔ Dimensão externa relacionada com a sociedade e/ou outros grupos –
produz efeitos
✔ Dimensão interna, vinculada aos membros do próprio grupo, em
direção à realização dos objetivos, considerando as aspirações
individuais e comuns.
✔ Todo grupo ou agrupamento existe sempre dentro de instituições,
que vão desde a família, a fábrica, a universidade até o próprio
Estado.
✔ Importância da história de vida de cada membro do grupo no
processo grupal (como age, se coloca, se posiciona, se aliena).
✔ Intersecção da história individual com a história da sociedade
✔ Estudar o indivíduo no conjunto de suas relações sociais relações de
produção x representação das ideológicas
✔ Linguagem é elo entre indivíduo x sociedade, mas também produto
social.
✔ Lane crítica- o papel das técnicas de dinâmica de grupo- visam
adequar, ajustar os indivíduos e o grupo, impedem o desenvolvimento
da autonomia do indivíduo e do grupo
Processo Grupal e Psicologia Social Comunitária
✔ Atividades comunitárias na promoção da consciência social
✔ A pessoa isolada identifica o seu problema/necessidade como
individual. Mas em grupo, percebe que os problemas, muitas vezes,
são comuns, efeitos das próprias condições sociais de vida,
organização social.
✔ Construção de ações que busquem resolução de problemas ou a
satisfação de necessidades comuns.
✔ Cada grupo desenvolve um processo próprio, em função das suas
condições reais de vida e das características peculiares dos
indivíduos envolvidos.
✔ Superação do individualismo – realização do trabalho comunitário.
✔ Desenvolvimento da consciência social e da autonomia dos indivíduos
✔ Silvia Lane chama a atenção para a reprodução das relações de
dominação (relações de poder presentes na sociedade) no âmbito do
grupo.
✔ Papeis socias se reproduzem nas relações sociais (dominador x
dominado).
✔ Papeis são naturalizados x sem questionamentos/
cristalizados/alienação
✔ Membros democráticos ou autoritários (Restringem ou promovem a
livre expressão do pensamento e dos sentimentos).
✔ Valorização do outro – Atuação transformadora
✔ Obra: “Sistema, grupo y poder de Martín-Baró” (1989)
✔ Processo dialético – contradição, finalidade, organização,
papeis, como se produz como grupo, práxis grupal.
✔ A partir das relações, pela participação, se transformam e
transformam o grupo, produzindo o próprio grupo.
✔ Ação social transformadora (produção em espiral).
✔ Importância estudo de pequenos grupos para entender a
relação indivíduo e sociedade (superação natureza
individualista, agente consciente na produção da história
social).
✔ grupo consciente e transformador.
KURT LEWIN
KURT LEWIN (1890-1947)
-Vertente sociológica
-Nasceu em 1890, na cidade Mogilno (Prússia).
-Alemanha- formação universitária: Química, Física,
Filosofia e Psicologia
-Professor universitário em Berlim (década de 1920 a
1930).
-Judeu – imigra com sua família para os EUA (meados da
década 1930).
-EUA –Behaviorismo (Análise comportamental/observação
do fenômeno/status de ciência).
-Período pré/pós Segunda Guerra, emerge interesses para
processos coletivos
-Para Lewin- Havia interação do sujeito, não mero produto
do meio.
-Principal característica: interdependência de seus membros.
-Grupo não é a soma dos membros, mas algo novo, resultado dos
processos que ali ocorrem (Bock, Furtado e Teixeira, 2001).
-Introduz o termo "dinâmica de grupo“ e desenvolve os
estudos dos grupos" na Psicologia Social norte-americana.
-Foco na psicologia social e dinâmica de grupo.
-Olhar para o próprio grupo étnico (discriminações,
injustiças).
-Estudos: Psicologia dos judeus, Psicologia dos grupos
minoritários
-Articula os princípios da Gestalt para o estudo dos grupos.
-Coesão dos grupos, fenômeno social.
-Em 1944, organiza e passa a dirigir o Research Center of Group
Dynamics (Centro de Pesquisas de Dinâmica de Grupo) vinculado inicialmente
ao Massachusetts Institute of Technology (MIT). Estudo de pequenos grupos.
-Antecedentes: estudos sobre grupos sociais em outras áreas do
conhecimento, Sociologia, Antropologia.
-O estudo dos grupos desperta interesse EUA (contexto militar, indústrias,
imigração x eficiência, integração, relações sociais).
-Influências na área organizacional – teoria da liderança
-Grupos minoritários
-Psicologia do seu próprio grupo étnico
-Busca uma explicação científica para o
sofrimento/descriminação/exclusão.
-Grupo maioria psicológica – sem relação com o número de pessoas,
possui estrutura, estatuto, direitos, autonomia (privilégios)
-Grupo minoria psicológica - seu destino coletivo depende da boa
vontade de um outro grupo
(descriminada)
-O problema judeu é uma questão individual ou social?
-Família – primeiro grupo (leis, tabus)
-Grupo dá certo status social – pessoa se sente segura
-Fenômeno do ódio de si entre os judeus – fenômeno individual e
coletivo (frustração, barreiras).
-A maioria tem sempre interesse em privar as minorias de todo
direito/privilégio.
-”Os fenômenos grupais só se tornam inteligíveis ao
observador que consente em participar da vivência grupal”
(Osorio, 2020, p. 22).
-Metodologia Pesquisa- ação (papel do/a pesquisador/a)
-Ações e percepções dos membros não podem ser
compreendidos fora da estrutura grupal.
-”O indivíduo na Gestalt grupal comporta-se de uma forma
sui generis diretamente relacionada com essa Gestalt”
(Osorio, 2020, p. 23).
-Doutoramento 1914- “ A psicologia do comportamento e
das emoções).
- Comportamentos, personalidade, emoções, comunicação,
liderança.
-Influência da Gestalt (Entender o indivíduo a partir da sua totalidade)
-Max Wertheimer (1880-1943), Wolfgang Köhler (1887-1967) e Kurt
Koffka (1886-1941)
-Fenômeno da percepção
-Todo é maior do que suas partes
-Percepção e movimento
-Compreender os processos psicológicos envolvidos na ilusão de ótica, quando
o estímulo físico é percebido pelo sujeito como uma forma diferente da que
ele tem na realidade (Bock, Furtado e Teixeira, 2001).
-Entre o estímulo que o meio fornece e a resposta do indivíduo, encontra-se o
processo de percepção.
- Quando eu vejo uma parte de um objeto, ocorre uma tendência à
restauração do equilíbrio da forma estímulo (Bock, Furtado e Teixeira, 2001).
-Conceitos: fechamento, simetria e regularidade
-Inclusão do observador na descrição do fenômeno observado
-Crítica à objetividade
-Campo psicológico é entendido como um campo de força que
nos leva a procurar a boa-forma.
- A tendência de “juntar” os elementos= força do campo
psicológico.

- Tanto a Gestalt como o Behaviorismo se interessam pelo


estudo do comportamento.

A Gestalt irá criticar o Behaviorismo, por considerar que o


comportamento, quando estudado de maneira isolada de
um contexto mais amplo, pode perder seu significado (o seu
entendimento) (Bock, Furtado e Teixeira, 2001).

- Foco nos aspectos mais globais, levando em consideração


as condições que alteram a percepção do estímulo (Bock,
Furtado e Teixeira, 2001).
Princípios da Gestalt
A TEORIA DE CAMPO DE KURT LEWIN
- Não podemos considerar Lewin como um gestaltista!
- Usa parte da teoria da Gestalt para construir um conhecimento.
- Abandona a preocupação psicofisiológica (percepção).
- Ênfase na física
- Conceito: espaço vital: “a totalidade dos fatos que determinam o comportamento do indivíduo num certo
momento”
- Campo psicológico foi o espaço vital considerado dinamicamente, onde se levam em conta não somente o
indivíduo e o meio, mas também a totalidade dos fatos coexistentes e mutuamente interdependentes.

- Não são apenas os fatos físicos que produzem efeitos sobre o comportamento (amizades, sonhos,
medos...)
-Não é a realidade física – mas a maneira particular como o indivíduo interpreta uma determinada situação
(realidade fenomênica).
- Personalidade do indivíduo, a componentes emocionais ligados ao grupo e à própria situação vivida, assim
como a situações passadas e que estejam ligadas ao acontecimento, na forma em que são representadas
no espaço de vida atual do indivíduo.

(Bock, Furtado e Teixeira, 2001)


(Bock, Furtado e Teixeira, 2001, p. 85)
Ocorre que a conversa referia-se a uma surpresa que os pais
preparavam para o seu aniversário, e os dois homens eram antigos
colegas de faculdade de seu pai, que aproveitavam a passagem pela
cidade para fazer uma visita ao colega que há tanto tempo não viam.
Nessa história, o campo psicológico é representado pelas “linhas
de força” (como no campo da eletromagnética), que “atraem” a
percepção e lhe dão significado. O rapaz interpretou a situação pelo seu
aspecto fenomênico e não pelo que ocorria de fato. A sua interpretação
ganhou consistência com a visita de duas pessoas que ele não conhecia
e, nesse sentido, as linhas de força estavam fazendo um corte no tempo.
Isso foi possível porque o rapaz havia memorizado a situação anterior e
a ela associado a seguinte. A partir da experiência anterior, a nova
ganhou significado. O espaço vital esteve representado pela situação
mais imediata, que determinou o comportamento. Foi o caso do rapaz
quando surpreendeu os pais conversando e procurou fingir que nada
havia escutado ou a surpresa ao encontrar aqueles homens na sua casa.
O entendimento desse espaço vital depende diretamente do campo
Psicológico (Bock, Furtado e Teixeira, 2001, p. 85).
“Você pode saber o que disse, mas nunca o que outro
escutou.” (Lacan)
Para Lewin o comportamento deve ser visto em sua totalidade.

Praticamente todos os momentos de nossas vidas se dão no


interior de grupos.

Assim, chegou ao conceito de grupo!

-Campo psicológico (forças)

-Espaço vital (totalidade fatos)

-Indivíduo x grupo
(Kaiser & Schulze, 2018)
-Transportando a noção de campo psicológico para a Psicologia
social, Lewin cria o conceito de campo social= grupo e
seu ambiente.

CAMPO SOCIAL
GRUPO X AMBIENTE
-Ciência empírica –Psicologia buscando legitimidade
-Lewin desenvolve a “Dinâmica de Grupo” (pequenos grupos), seguindo os passos
da ciência experimental (laboratório, grupos artificialmente reunidos, com controle
de variáveis, quantificação...)
-Extensão para o cotidiano, diversos contextos(escritórios, escolas, bairros) na
busca de solução de conflitos sociais. (participação dos membros, foco na
colaboração).
-Aplica o conhecimento desenvolvido “intrapessoal” Investigar a
dinâmica das relações interpessoais e intergrupais.

-Influência da física, conceitos(campo, forças, dinâmica...)


-Teoria de Campo
-O comportamento de uma pessoa é explicado pelas forças em seu espaço
vital, entendido este como totalidade dos fatos que determinam o
comportamento de um indivíduo em um determinado momento.
- O grupo é um campo de forças. Uma totalidade dinâmica.
-Pressuposto da Gestalt: o todo é distinto da soma de suas partes
-Estrutura: organização do grupo (como?)
-Dinâmica: forças (coesão, desintegração- normas, cooperação, poder, papeis,
tarefas) o que mantêm?
-Dinâmica (interna, externa)
- O todo pode ser simétrico, embora as partes sejam assimétricas; um
todo pode ser instável, embora suas partes sejam estáveis.
-O grupo possui características específicas.
-O grupo não é o resultado apenas das “psicologias individuais”, mas
das relações.
-Uma mudança no estado de qualquer subparte modifica o estado de
todas as outras subpartes
-O grupo é uma realidade da qual o indivíduo faz parte, de forma que
a dinâmica de um grupo tem sempre um impacto social sobre os
indivíduos x grau interdependência.
-Se há mudança no indivíduo, ocorre mudança na situação do grupo a
que pertence.
-Grupo: dispositivo privilegiado para a mudança social - mais fácil
mudar indivíduos num grupo do que mudar cada um separadamente
(mudanças de hábitos, alimentação, violência, alcoolismo,
preconceito).
-Mudanças?? (O que impulsiona? O que provoca
resistência?
-Depende das forças, clima do grupo (atmosfera, tom emocional,
como as pessoas se sentem, tipo de
liderança/autoritária/democrática).
-Lewin: Interesse pela comunicação, papeis.
-Crítica de Martin-Baró - o conceito de dinâmica de grupo é
problemático, pois considera forças e processos produzidos no
interior do grupo, na interação dos membros, como se o
pequeno grupo fosse uma entidade fechada e independente do
mundo.
-Grupo como um núcleo. Grupo centrado no grupo (voltado para
si).
-Lewin - criar situações em que os trabalhadores se sentem
participando em atividade colaborativa é um mecanismo eficiente
para reduzir a resistência à mudança.
Tipos de liderança influencia o clima do grupo = desempenho

AUTOCRÁTICA:
Imposição das decisões.
Não há autonomia para decisões em grupo e pelo grupo
Não há cooperação
Maior competitividade entre os membros.
Eficiência imediata, mas pouco produtivos (depende do líder)

DEMOCRÁTICO:
Decisões são compartilhadas entre o grupo e pelo grupo
As responsabilidades e participação são divididas, mesmos direitos e deveres
Maior cooperação e eficiência, competênciq a longo prazo

Laissez-faire:
Não há coordenação, mesmo havendo a pessoa com essa função
Maior desorganização
Dificuldade da realização da tarefa
Não consegue realizar a tarefa
-Personalidade do indivíduo:

eu público ( aberto, mais superficial)

eu social (valores partilhados,


classe, profissionais)

eu íntimo (valores,
fechado)
CAMPO DE FORÇAS
NECESSIDADE FORÇA ATIVIDADE
R
TO
MO

TENSÃO
Influências fatores psicológicos (percepção, motivação...) e
sociológicos

FORÇAS DE COESÃO FORÇAS DE DISSOLUÇÃO


CONSERVAÇÃO
GRUPO AFASTAMENTO
(pessoas)

ATITUDES DE
LEALDADE,
INTERESSE POR
PERTENCIMENTOINTER
ESSES OUTROS GRUPOS
COMPARTILHADOS
ALTO GRAU DE
COESÃO
Maior coesão – maior fidelidade/exigência
Grupos com baixo grau de coesão – maior tendência a se
dissolver
Pressão em relação aos novatos
Os objetivos do grupo irão sempre prevalecer aos motivos
individuais, mas dependendo desse objetivo, as diferenças
individuais poderão ser admitidas.
Quanto mais o grupo precisar garantir sua coesão, mais ele
impedirá manifestações individuais que não estejam
claramente de acordo com seus objetivos (Bock, Furtado
e Teixeira, 2001).
-A produtividade do grupo e sua eficiência x competência dos membros MAS
também com a solidariedade de suas relações interpessoais.
-Necessidades interpessoais (Teorias de Schutz):
-Inclusão (aceitação, integração, valorização).
-Atitudes de autonomia/ativo e interdependência
-Controle, responsabilidade.
-Afeição (percebido como insubstituível, valorizado, estimado pelo que é).
Referências
Martins, S. T. F.. (2007). Psicologia social e processo grupal: a coerência entre fazer, pensar sentir em Sívia Lane. Psicologia & Sociedade, 19(spe2), 76–80.
https://doi.org/10.1590/S0102-7182200700050002

OSÓRIO, L.C. (2007). Grupoterapias: abordagens atuais. Porto Alegre: Artmed.

Pasqualini, Juliana C., Martins, Fernando Ramalho, & Euzébios Filho, Antonio. (2021). A "Dinâmica de Grupo" de Kurt Lewin: proposições, contexto e crítica. Estudos de
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MAILHIOT, G. B. Dinâmica e gênese dos grupos: atualidade das descobertas de Kurt Lewin. Petrópolis: Vozes, 2013.
OSÓRIO, L. C. Grupos: teorias e práticas. Porto Alegre: Artes Médicas, 2021.

Zimerman, D. & Osório, L. C. (2010). Como trabalhamos com grupos. Porto Alegre: Artmed. (P. 23-33)

Zimerman, D. (1993). Fundamentos básicos das grupoterapias. Porto Alegre: Artmed. P.51-54).

Lane, Silvia. Processo Grupal. In: O homem em movimento. p. 78-99.

Silvia Lane – Estilo em movimento


https://youtu.be/25cAMmkOjsY

Filme A onda
https://youtu.be/BPw5fxTPaIs

Metodologia Paulo Freire revoluciona povoado no sertão


https://www.youtube.com/watch?v=KGmcm651jO8

Kurt Lewin
https://youtu.be/67INELXohbU

Paris, 1964: J. L. Moreno dirige "Psicodrama de um casamento"


https://youtu.be/DeKQXow5Ggw

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