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Guia Prático para Sair das Dívidas

O documento é um guia de educação financeira que visa ajudar os brasileiros a saírem das dívidas e a equilibrar seus orçamentos, enfatizando a importância de não gastar mais do que se ganha. Apresenta três regras básicas para uma vida financeira saudável e sugere passos práticos para quitar dívidas, como renegociar com credores e cortar gastos. Além disso, destaca a necessidade de poupança e planejamento financeiro para evitar problemas futuros.
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Guia Prático para Sair das Dívidas

O documento é um guia de educação financeira que visa ajudar os brasileiros a saírem das dívidas e a equilibrar seus orçamentos, enfatizando a importância de não gastar mais do que se ganha. Apresenta três regras básicas para uma vida financeira saudável e sugere passos práticos para quitar dívidas, como renegociar com credores e cortar gastos. Além disso, destaca a necessidade de poupança e planejamento financeiro para evitar problemas futuros.
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SEU BOLsO:

Modo de usar

Um guia básico para ajudar você a sair das


dívidas, equilibrar seu orçamento e evitar ter
problemas no futuro

Publicação da Escola de Governo e Desenvolvimento do Servidor


EGDS/Maio de 2023
Apresentação
Falar em educação financeira provoca em quase todo mundo aquela
reação de “nossa, que coisa mais chata”. Mas pode acreditar: é muito
mais chato chegar no meio do mês com a conta zerada – e ainda com um
monte de boletos para pagar.
Essa é a situação vivida por dezenas de milhões de brasileiros. E boa
parte não sabe nem como começar a agir para sair dela. É justamente
disso que trata a educação financeira.
No fundo, tudo gira em torno de uma única e simples regra: não gastar
mais do que se ganha. E embora seja muito óbvia, o brasileiro não só
não presta atenção a ela, como parece fazer questão de invertê-la: se
recebe dinheiro extra, gasta; se quer comprar algum produto mas não
tem o valor necessário, parcela; se usa o cartão de crédito, nunca
pensa no quanto terá que pagar na próxima fatura; e se lhe oferecem
um empréstimo, quase sempre aceita, mesmo que não precise.
Como a educação financeira é um assunto muito vasto, não temos a
pretensão de fazer aqui uma abordagem completa. A ideia é focar
apenas em alguns temas básicos, indicando passos essenciais para
começar a ter uma relação mais saudável com o dinheiro.
Mas é bom começar essa leitura já sabendo de uma coisa: ter uma vida
financeira equilibrada exige disciplina - assim como sair das dívidas
exige sacrifícios. Não existe fórmula mágica nem milagre: se seus
ganhos não são suficientes para cobrir seus gastos, você vai ter que
rever seu padrão de vida, abrir mão de novas compras por um tempo
e, principalmente, aprender a economizar.
Não é um processo muito agradável. Mas não fazer nada é pior, porque
significa passar a vida toda se equilibrando numa corda bamba,
sempre inseguro, sempre insatisfeito. O esforço certamente vale a
pena.

Boa leitura.
Introdução
Todo problema financeiro começa exatamente do mesmo jeito:
gastando mais do que se ganha. E o brasileiro no geral nunca foi
estimulado a fazer o contrário. Aprendemos que, se uma coisa custa
caro, podemos parcelar; se o banco nos dá um limite no cheque
especial, é para usar; se nos oferecem um empréstimo, é melhor
aproveitá-lo; e se abusamos do cartão de crédito, bem, o rotativo está
aí para isso mesmo.
Pior ainda: muita gente comete todos esses erros ao mesmo tempo. O
resultado é a inadimplência – ou seja, a incapacidade de quitar as
dívidas, que então começam a atrasar e se acumular, e vão crescendo
numa velocidade absurda por causa dos juros e das multas.
E no entanto, evitar isso é de fato muito simples – basta seguir três
regras básicas:

Primeira regra: Não gaste mais do que ganha


Se você ganha R$ 100, nunca gaste R$ 110. Esses R$ 10
além do seu limite vão virar R$ 15, R$ 20 ou R$ 30 num
piscar de olhos. Lembre-se que você vive num País em
que as taxas de juros estão entre as maiores do mundo. E
entenda que não existe dinheiro grátis – ou seja, não
existe empréstimo, financiamento ou
crediário sem custos. Sempre haverá incidência de
juros - e eles nunca deixarão de ser cobrados.

Segunda regra: Não gaste tudo o que ganha


Gastar tudo o que se ganha, mesmo sem contrair
nenhuma dívida, é uma situação que parece tranquila.
Mas, na verdade, é um equilíbrio muito precário.
Então, se você ganha R$ 100, não gaste R$ 100.
Aprenda a viver com um pouco menos do que seu
salário. O ideal é que 80% sejam suficientes para
cobrir todas as despesas do mês (das contas de
consumo ao cineminha ou o chope de fim de semana).
Os outros 20% devem ir para um fundo de reserva.
Terceira regra: Aprenda a gastar
Por que gostamos tanto de parcelar nossas
compras? Simples: porque não sabemos nos
controlar. Aceitamos a pressão da propaganda, que
faz tudo parecer “urgente” ou “imperdível”. Não
temos paciência para juntar o valor e pagar à vista.
Resultado: jogamos fora boa parte do que
ganhamos pagando juros de parcelamentos que
não precisaríamos ter feito.

Primeira Parte: saindo do


vermelho
Conheça suas contas
Para quem está inadimplente, com boletos em atraso e vendo a dívida
se tornar cada vez maior por causa dos juros e multas, é óbvio que
não faz nenhum sentido falar em guardar dinheiro. Portanto, antes de
mais nada, é preciso tentar resolver essa situação.
O primeiro passo é conhecer exatamente a situação das próprias
contas. Para fazer isso, é preciso colocar na ponta do lápis:

Quanto você ganha

Quanto você gasta

Quanto custam suas dívidas


Essa visualização das próprias contas é indispensável. Sem saber
exatamente o
que se ganha e quanto e como se gasta, não dá nem para começar a
pensar em fazer um planejamento que permita resolver o problema das
dívidas.
É por isso que em qualquer curso de educação financeira sempre será
pedido que você elabore uma planilha. Que não precisa ser uma coisa
complicada: de fato, bastam duas colunas – em uma, entram todos
os seus ganhos (salário, 13º, adicional de férias e qualquer outro
recurso); na outra, ficam os seus gastos (sem exceções: das contas de
consumo ao supermercado, do lazer aos crediários - nada pode ficar
de fora).

Para montar sua planilha, tanto faz usar um


caderno comum ou um aplicativo pronto (há
vários deles gratuitos disponíveis na internet).
O importante é montá-la e criar o hábito de usá-
la, anotando tudo.

Em dois ou três meses, já será possível ter um retrato bastante


detalhado sobre a real situação financeira em que você está – e a
partir daí, definir quais dívidas precisam ser eliminadas primeiro, se
cortar alguns gastos será suficiente para quitá-las ou se vai ser
preciso partir para outras soluções.

Por onde começar?


As dívidas mais difíceis de pagar são aquelas feitas junto a bancos,
financeiras ou cartões de crédito. Esses setores vivem do negócio de
oferecer dinheiro, mas cobram juros altos por isso – que ficam ainda
maiores se houver atraso nas parcelas. É por isso que poucos meses
de atraso já bastam para tornar a dívida impossível de ser quitada. É
por aqui, portanto, que devemos começar.
O primeiro passo é descobrir, entre os financiamentos e empréstimos que
estão atrasados, qual cobra a maior taxa de juros (historicamente, no
Brasil, os cartões de crédito lideram esse ranking, seguidos pelo
limite pré-aprovado na conta bancária). A regra é: a dívida mais cara
deve ser eliminada primeiro.
A melhor saída

O jeito mais prático e rápido de sair de uma dívida é tentar uma


renegociação direta com o credor. O banco, a financeira ou o cartão de
crédito sabem que, por causa dos juros que cobram, a cada mês de
atraso, menor se torna a chance de receberem de volta o que
emprestaram. E entre não receber nada e receber uma parte, sempre
vão preferir a segunda opção.

Já o devedor quer se livrar do débito


o mais rápido e da forma mais
razoável que puder. Ora, quando dois
lados querem a mesma coisa, a
questão se resume a encontrar um
ponto de equilíbrio que seja
satisfatório para ambos – no caso,
um valor que esteja dentro das
possibilidades de quem paga e que
seja minimamente justo para quem
recebe.

A iniciativa de propor uma renegociação deve partir, sempre que possível,


do devedor. No mínimo, isso demonstra boa vontade e tende a facilitar a
conversa.

Mas tenha em mente dois pontos importantes: primeiro, não faça


propostas irreais (ou seja, se sua dívida é de R$ 100, não queira quitá-
la pagando R$ 1); e segundo, não ofereça valores ou condições que
você não conseguirá manter depois.
Antes de procurar o credor, é
preciso sentar, fazer as contas e
montar pelo menos três
alternativas que sejam boas para
você. Lembre-se: estamos falando
de uma negociação, o que significa
que o credor também vai
apresentar as propostas que forem
boas para ele. O objetivo é chegar
o mais próximo do que ele quer,
mas dentro daquilo que você
oferecer.
Muita gente tem dificuldade em ter esse tipo de conversa, mas, quando se
trata
do próprio bolso, não pode haver timidez. Entrar numa negociação se
sentindo intimidado é o melhor jeito de fechar um acordo ruim.
No entanto, para quem não consegue superar essa dificuldade, há
uma outra alternativa: os feirões nacionais de renegociação, que
costumam acontecer uma ou duas vezes por ano.
Neles, a conversa com o credor é bem mais fácil e as condições
oferecidas costumam ser muito vantajosas, com descontos e
abatimentos que podem chegar a 90% dos juros e multas. O único
problema é que nem todo mundo pode esperar por eles. Para
quem puder, sempre vale a pena.

Outras opções

a) Fazer um empréstimo mais barato

Se a renegociação direta com o credor não deu em nada, e


se também não vai ser possível esperar até que um novo
feirão aconteça, a segunda melhor alternativa para se livrar
de uma
dívida em atraso é trocá-la por uma nova – só que mais
barata. Ou, falando claramente: fazer um empréstimo
para quitar outro.

Pode parecer um conselho estranho, mas como o que


geralmente torna uma dívida impossível de ser paga
são os juros e as multas, faz sentido contrair um novo
empréstimo que tenha taxas menores e usá-lo para
quitar aquele que tem taxas maiores. Porém, é preciso
ter absoluta certeza de que vai dar para pagar as
parcelas deste novo empréstimo rigorosamente em dia.
Há ainda uma segunda vantagem nessa alternativa:
como você vai quitar integralmente e de uma vez só
toda a dívida, poderá conseguir um bom desconto nos
juros e multas. Então, nada de pressa: antes de fazer o
novo empréstimo, procure o credor e negocie. Só depois
de definir esse valor, já com os descontos acertados, é
que você deve pegar o novo empréstimo – sempre no
valor exato para zerar a dívida.
Por fim, é bom saber que as dívidas, ao contrário do que se acredita, não
prescrevem depois de cinco anos. O que acontece é que, depois
desse tempo, se encerra o prazo de cobrança legal, e com isso o
credor não pode mais acionar judicialmente o devedor.
Isso significa que se o nome da pessoa
estiver numa lista de devedores (o popular
“nome sujo”), será retirado dela após esse
prazo. Mas o registro daquela dívida nunca
vai desaparecer – e se a pessoa precisar
voltar a fazer negócios com aquele credor
no futuro, poderá ter dificuldades.

b) Vender algum bem

Nunca é agradável ter que se desfazer de


alguma
coisa, mas para quem é mais desapegado,
esta pode ser uma boa alternativa para quitar
uma dívida sem precisar assumir outra.
Além disso, bens sempre poderão ser
readquiridos quando a situação financeira
melhorar.

c) Buscar uma segunda fonte de renda

Gerar mais renda com alguma atividade que


complemente o salário também é uma alternativa
interessante.
Mas isso pode não servir para todo mundo; vai
depender do perfil e da disponibilidade de cada
um.

d) Cortar gastos

Vale a pena fazer alguns sacrifícios temporários


para se ver livre de uma dívida. A receita é
conhecida:
diminuir os
gastos no
supermercado,
reduzir as
contas de
consumo,
trocar
atividades de
lazer pagas por
outras gratuitas
etc.
Mas é importante não esquecer que ninguém deve viver só para pagar
contas:
tudo o que for essencial para o seu bem-estar físico e mental deve ser
preservado ao máximo. A economia deve ficar dentro do razoável, sem
exageros que levem a crises de estresse ou até depressão, o que só vai
piorar a situação.

Segunda
parte: a vida
no azul
Agora que já falamos um pouco sobre as dívidas e vimos algumas
sugestões sobre como se livrar delas, vamos aprender a evitá-las no
futuro.
Ter um orçamento equilibrado – no qual os gastos são no máximo
iguais aos ganhos – não é suficiente para quem quer uma vida
financeira saudável. Para chegar nisso, é preciso mais: é essencial
poupar parte do que se ganha, seja para encarar uma emergência,
seja para realizar algum projeto pessoal, seja para comprar algum
bem.

O ideal, como já foi dito, é que de cada R$


100, R$ 80 sejam suficientes para cobrir
todos os gastos mensais, e os R$ 20
restantes componham um fundo de
reserva.

Isso não é nada assim tão complicado; o que faz com que pareça difícil
é a nossa falta de cultura de poupar. As tentações do consumo são
muitas, nos falta disciplina e somos ótimos em inventar desculpas para
gastar.
E acontece que, enquanto você não se convencer de que poupar não
é sacrifício, mas inteligência, jamais vai conseguir juntar dinheiro. A
boa notícia é que, assim como no caso das dívidas, também aqui há
algumas atitudes que podem ajudar. Vamos conhecer algumas.
a) Defina o que você quer

O primeiro passo para guardar dinheiro é saber exatamente para que


você quer guardar dinheiro: comprar alguma coisa? Fazer uma
viagem? Montar um fundo de aposentadoria?
Quando você estabelece um objetivo que realmente quer alcançar,
começa a entender que guardar dinheiro não é um problema – é o
meio para atingir um fim.
É claro que as coisas são relativas, e é preciso ter os pés no chão. As
pessoas têm realidades financeiras diferentes: quem ganha um salário
mínimo e quer uma Ferrari muito provavelmente vai ficar só no sonho.
E salários maiores, obviamente, significam maior facilidade para
poupar.
Há, contudo, uma regra que vale para todos os holerites do mundo:

O importante não é quanto se


ganha – é como se gasta.
Esse é um fato do qual pouca gente se dá conta, mas que nem por isso
deixa
de ser verdade: uma pessoa que ganha R$ 20 mil por mês pode
estar tão ou mais endividada que outra que ganha R$ 2 mil.

Valores, em termos de educação financeira,


são pouco relevantes; o que importa é a
relação que se tem com o dinheiro.

É também por isso que guardar dinheiro não é impossível,


independente do salário. Se o padrão de vida é condizente com o que
se ganha, se a pessoa não faz um financiamento atrás do outro e se
não compromete sua renda pagando juros, sempre vai conseguir
poupar.

Não acredita? Então vamos supor que uma pessoa que tem um salário
de R$ 2 mil quer comprar um celular que custa R$ 1 mil. Qual a
primeira alternativa em que vai pensar? Com certeza, em parcelar –
digamos, em 10x de R$ 120 (nunca esqueça: parcelar = pagar juros).

Essa pessoa então faz as contas e conclui que tem condições de pagar
esses R$ 120 por mês sem complicar em nada o seu orçamento. E é
nesse momento que fica muito claro como criamos dificuldades que
não existem para justificar nossa incapacidade de guardar dinheiro:

Se é possível gastar R$ 120 por mês para pagar


um parcelamento, é óbvio que também é possível
guardar esses mesmos R$ 120 por mês; é uma
questão de escolha, não de possibilidade

Só que estamos acostumados a pensar que faz mais sentido gastar


R$ 120 para comprar algo hoje do que poupar esses mesmos R$ 120
e fazer a compra à vista em alguns meses.

É isso que significa dizer que não importa quanto você ganha, e sim
como você gasta.
b) Sempre que for comprar, use a cabeça

Para quem nunca teve o hábito de poupar e fica inventando


dificuldades para começar, aqui vai uma dica: da próxima vez que for
comprar alguma coisa parcelada, experimente somar quantas dessas
parcelas seriam necessárias para comprar à vista.
Você vai descobrir que se guardar
todo mês o mesmo valor que
gastaria nas parcelas sempre vai
chegar no preço à vista bem
antes de chegar na última delas.
Isso porque o valor à vista
sempre será menor que o valor a
prazo (nunca acredite em
anúncios de parcelamentos “sem
juros”; isso não existe).

Mas saiba que, em muitos casos, é você que vai ter de brigar por um
desconto para pagar à vista: os lojistas não são obrigados a oferecê-
lo. E não precisa ter vergonha de negociar – é um direito seu, e se
você mesmo não defender o seu bolso, ninguém vai fazer isso por
você.

Agora, se a loja se recusar a oferecer qualquer desconto, procure outra.


Isso se chama concorrência, e é uma das maiores aliadas do consumidor.
Vamos ver um exemplo com números:

Um produto que custa R$ 100 à vista está


sendo oferecido em 10 parcelas de R$ 15,
totalizando R$ 150. Mas, em vez de fazer a
compra em 10 vezes, você resolve guardar
todo mês o mesmo valor das parcelas (R$ 15).
Em sete meses, terá juntado R$ 105 – o
suficiente para fazer a compra à vista – e
ainda com uma sobra de R$ 5.

Resultado: você gastou R$ 50 a menos (as três últimas parcelas de R$


15 mais os R$ 5 que sobraram das sete que você economizou). Parece
pouco? Então pense em termos percentuais: R$ 50 equivalem a uma
economia
de mais de 30% sobre o valor a prazo.
Economizar para comprar à vista sempre
vai significar pagar menos, num período
de tempo menor do que o do
parcelamento e com zero risco de ter
problemas com dívidas.

É por isso que poupar não é sacrifício, é inteligência – só não fomos


educados para pensar dessa maneira. Nos falta tanto a disposição de
fazer essas contas simples quanto a disciplina para economizar.
E falando em disciplina, se você gostou do exemplo acima e quer
experimentar se funciona na pratica, aqui vai a regra de ouro para
quem quer poupar dinheiro:

Não existe “poupar o que sobra”. Poupar não pode ser “de vez
em quando”, quando resta algum trocado no fim do mês. Ao
contrário: poupar deve estar no topo da sua lista de
prioridades, com a mesma importância de uma despesa
essencial. Se não for assim, nem comece, porque não vai
funcionar.

Uma boa alternativa para garantir que a poupança não será deixada de
lado nem “esquecida” é aproveitar a opção do desconto programado,
oferecida por diversos bancos: assim que o salário cai na conta, um
valor predeterminado é automaticamente depositado numa poupança
todos os meses. É como se você estivesse pagando um empréstimo ou
um financiamento em débito automático – só que para você mesmo.

c) Muito além dos carnês


As vantagens de guardar dinheiro vão muito além de só obter preços
melhores nas lojas. Podem ocorrer situações em que um financiamento
ou um empréstimo se tornam praticamente inevitáveis – como na
compra de um imóvel ou um carro novo, ou uma emergência de saúde,
por exemplo, situações em que os valores envolvidos são maiores.
Mesmo nesses casos, quem tiver algum dinheiro guardado também vai
sair na
vantagem, porque ou precisará de valores menores ou conseguirá
condições de pagamento melhores.

Terceira parte:
multiplicando seu
dinheiro

Um outro grande erro na nossa educação financeira é que fomos


convencidos de que fazer um investimento é um processo complicado,
cheio de termos técnicos e regras que nunca vamos conseguir
entender. Isso pode até já ser sido verdade – mas há muito tempo não
é mais.

É claro que continuam existindo alguns investimentos que de fato


precisam ser feitos com a assistência de profissionais especializados.
Mas há muitos outros que podem ser feitos por qualquer pessoa, sem
complicação e sem precisar ter conhecimentos específicos (a própria
poupança é um exemplo).
A caderneta, aliás, graças a essa simplicidade e à segurança que oferece,
éa
opção de investimento mais popular no País. O problema é que ela
oferece rendimentos modestos - às vezes, até abaixo da inflação.

Então, é bom começar a dar uma


olhada em outras alternativas que
também são bastante simples, mas
com um rendimento melhor - como o
Tesouro Direto, por exemplo.

É só fazer uma pesquisa na internet para


encontrar sites que orientam sobre
investimentos e encontrar qual opção se
encaixa melhor nos seus planos.

Mas preste atenção: o rendimento é sempre inverso ao risco. Ou seja,


para investimentos de risco baixo, como a poupança, o rendimento é
menor; para os de risco alto, como a Bolsa de Valores, ele será maior.

Também é preciso levar em conta o fator tempo: geralmente, quanto


maior o prazo que você puder deixar seu dinheiro investido, melhor
será o retorno. Tudo depende do que você quer e das condições que
você tem.

Uma outra ideia para fazer o bolo crescer é sempre guardar uma parte
de qualquer recurso extra – o 13º salário ou o adicional de férias, por
exemplo. Não precisa ser todo o valor (lembre-se, seu lazer nunca
deve ser sacrificado por completo); o importante é não gastar tudo.
Quarta parte:
comprar não é
pecado

Vivemos em uma sociedade voltada para o consumo. Somos


bombardeados o tempo todo com propagandas e artifícios criados
com a finalidade de despertar nossas emoções e criar necessidades
por produtos e serviços de que, quase sempre, não precisamos – mas
que de repente passamos a desejar.

E aqui cabe um parêntese importante: não


há absolutamente nada de errado em
querer coisas que não sejam essenciais. É
normal e até saudável desejá-las e comprá-
las – desde que dentro de sua realidade e
de seu orçamento, e desde que faça
sentido para você.

O consumo, porém, não pode ser movido apenas pela emoção; é


preciso ouvir também a razão. O objetivo da educação financeira não
é impedir ninguém de sentir o prazer de adquirir uma coisa que se
desejava muito; ela serve apenas para mostrar como fazer isso da
maneira correta, sem estourar suas contas e sem cair em dívidas
impossíveis de pagar.

Ouvir apenas a emoção – ou seja, querer satisfazer todo e


qualquer desejo de compra – é o melhor atalho para chegar à
terra dos tolos: gente que compra o que não precisa, com um
dinheiro que não tem, para se passar por alguém que não é e
impressionar pessoas que não conhece.

Por isso, é importante saber separar o que é necessidade e o


que é desejo.
Comer é uma necessidade; mas comer num restaurante
de luxo é um desejo. Ter um celular é uma necessidade;
mas ter um celular top de linha é um desejo. E é
perfeitamente possível satisfazer as necessidades sem
obrigatoriamente atender aos desejos.

Voltamos a ressaltar: querer comprar alguma coisa


não tem nada de ruim, e o dinheiro é apenas o
instrumento para isso. O problema surge quando
começamos a inverter as coisas, vendo desejos como
se fossem necessidades. É isso que nos faz perder o
controle sobre as finanças: afinal, desejos nunca
acabam, mas o dinheiro, sim.

Uma ajuda da lei

Para quem caiu na armadilha de gastar muito mais do que podia, a


ponto de já não conseguir nem pagar as contas mais essenciais, existe
uma saída legal: a Lei do Superendividamento, que garante a chance de
renegociar todas as dívidas de uma só vez.

Mas como o próprio nome


diz, ela não pode ser usada
por qualquer pessoa. Foi
criada para ajudar apenas
quem chegou ao ponto de
não conseguir mais pagar
suas dívidas sem
comprometer seu sustento e
o de seus dependentes. E só
vale para quem caiu nessa
situação de boa-fé – ou seja,
quando claramente a pessoa
não tinha intenção de aplicar
um golpe.
Pela lei, podem ser renegociadas todas as contas de consumo em atraso
(água,
luz, telefone, gás), boletos e carnês, crediários, empréstimos (inclusive
cartão de crédito) e parcelamentos. Ficam de fora apenas produtos e
serviços de luxo e pensões alimentícias.

O primeiro passo é procurar os órgãos de defesa do consumidor ou o


Judiciário, levando todas as contas em atraso. O devedor deve
apresentar o valor que considera o “mínimo existencial” – aquele
necessário para garantir a sobrevivência dele e dos seus dependentes.

Com base nessas informações, será montado um plano de


pagamentos, definindo quanto a pessoa poderá pagar todos os
meses. Depois disso, os credores serão chamados para uma
audiência de conciliação.

Quinta parte:
aprendendo os truques

A todo momento, estamos expostos às influências


da propaganda e do marketing, que sempre nos
levam a tomar decisões pouco vantajosas para o
nosso bolso. E nosso próprio cérebro também adora
nos pregar peças, fazendo parecer que estamos
levando vantagem em situações em que, na
verdade, estamos perdendo.

Quem vende, claro, faz o possível para nos


convencer a comprar coisas de que não
precisamos, e em condições que nos farão gastar
mais do que o necessário. Há toda uma série de
técnicas que são usadas com esse objetivo. Não
cabe aqui analisá-las todas, mas vamos mostrar ao
menos algumas delas. Veja este exemplo:
Todos nós estamos acostumados a ver esse tipo de anúncio, todos os
dias, em qualquer loja. Agora, vamos tentar não apenas ver, mas
analisar o que estamos vendo:

Geralmente, as cores são chamativas, como amarelo e


vermelho, pois despertam mais atenção;

“Oferta imperdível”, “queima de estoque”, “é só hoje” - essas


expressões são sempre usadas para causar um sentido de
urgência, de que você não pode deixar passar a oportunidade;

A quantidade de parcelas nunca é muito visível para não chamar a


atenção; e a multiplicação para se chegar ao valor final sempre
inclui um número “quebrado”, para dificultar o cálculo imediato;

O valor do preço à vista também costuma aparecer num tamanho


menor, e por bons motivos: ou ele será inferior ao valor à prazo,
ou será igual ao valor à prazo (e neste segundo caso, os juros
estarão embutidos, mesmo que você pague de uma só vez)

Todos esses detalhes fazem parte daquelas técnicas de marketing que


citamos acima. Servem para atrair a atenção e convencer você de que
a compra é um “bom negócio” ou uma “oportunidade imperdível”.

Será mesmo? Vamos conferir usando as informações do mesmo cartaz.


Segundo o anúncio, são 18 parcelas de R$ 18 – um valor mensal bem
acessível,
que no total chegará a R$ 324.

Este é o primeiro perigo: as “pequenas parcelas que cabem no


bolso”. Até cabem – mas significam um gasto final muito maior. E
sempre tenderemos a pensar que, se dá para pagar uma parcelinha,
certamente dá para pagar duas ou três. Quando você vê, já está
gastando mais do que ganha só para pagar juros. É dinheiro
literalmente jogado fora.

Agora, pense no seguinte: se em vez de


fechar essa compra você guardar R$ 18 por mês, em 9
meses – ou seja, em metade do tempo
da “promoção” – já terá atingido os R$ 162
necessários para comprar o produto à
vista. E mesmo considerando que nesse
período ele sofra algum aumento, o reajuste não
vai chegar a 50% (que é a diferença entre
o preço à vista e o a prazo).

Por q ue pensamos como pensamos?

Não são só as técnicas de marketing que nos levam a fazer escolhas


erradas. Nós mesmos somos vítimas da forma como raciocinamos
quanto o assunto é consumo. Para entender isso, responda a este
teste rápido:

1) Você quer comprar uma bola de futebol e aproveita um intervalo do


trabalho para passar numa loja. A bola ali custa R$ 50, e enquanto você a
está examinando, ouve um outro cliente dizendo que a mesma bola está
sendo vendida a R$ 40 em outra loja, a 15 minutos de onde você está.
Apesar de seu tempo ser curto, você andaria esses 15 minutos para
economizar R$ 10?
2) Você quer comprar um novo celular. Já escolheu o modelo e já sabe
em qual loja irá – dessa vez, sem pressa. O aparelho custa R$ 700, e
enquanto está dando uma olhada, ouve um outro cliente dizendo que
aquele mesmo celular está sendo vendido numa outra loja, que também
fica a 15 minutos de onde você está, por R$ 690. Você andaria esses 15
minutos para economizar R$ 10?
Se você disse “sim” para a primeira questão e “não” para a segunda,
tem a mesma posição da maioria das milhares de outras pessoas que
já fizeram esse teste em todo o mundo: elas aceitariam andar 15
minutos para ganhar o desconto na compra da bola, mas não para
conseguir o desconto no celular.

Isso acontece porque nos acostumamos a


fazer apenas a chamada avaliação relativa:
vemos os mesmos R$ 10 de economia como se
fosse um valor diferente - maior ou menor -
em relação ao preço do produto.

É por isso que, no caso da bola de R$ 40, a maioria das pessoas


entende que economizar R$ 10 “vale a pena”, mesmo tendo que andar
mais 15 minutos e estando com pressa, enquanto para o celular, que
custa R$ 700, economizar R$ 10 parece que “não compensa”, ainda
mais tendo que andar por 15 minutos (mesmo estando sem pressa
nenhuma). É que R$ 10 parecem “valer mais” em relação a R$ 40 do
que a R$ 700. Proporcionalmente, é verdade – mas trata-se do mesmo
valor e da mesma economia.

Essa reação fica mais evidente quanto maior for o preço. Por exemplo:
se um carro custa R$ 70 mil, gastar mais R$ 2 mil em acessórios
parece fazer sentido. Mas experimente pensar nesses R$ 2 mil
isoladamente, sem relacioná-los ao valor do carro. O que daria para
fazer com eles? Uma viagem de fim de semana? Um curso? Comprar
um produto que você está querendo e pagar à vista?

Qualquer valor deve ser sempre considerado de forma


isolada - seja R$ 10 de economia ou R$ 2 mil de gasto.
A relação com o preço total do produto não importa e
deve ser posta de lado.
A estranha lógica dos combos

Agora, pense na seguinte situação: você vai a uma lanchonete para


comer um sanduíche com um refrigerante, que juntos saem por R$
18,90. E aí vê o anúncio de um combo, que inclui uma batata frita, por
R$ 19,90. Imediatamente, seu cérebro vai concluir que vale a pena
levar a batata frita, já que ela custa só R$ 1 a mais.

Esse é o chamado “efeito de atração”.


Ele acontece sempre que um ou mais
produtos são ofertados de modo a
induzir o consumidor a adquirir o que
parece ser a opção mais vantajosa –
mesmo quando não é.

No caso do combo, existem duas situações. Primeira: se você estiver


com muita fome (ou com vontade de comer batata frita), ele vale
mesmo a pena. Mas se o sanduíche e o refrigerante forem suficientes
para matar sua fome, optar pelo combo significa gastar R$ 1 a mais
sem necessidade – só porque parece vantajoso.

Então, a pergunta é: você está economizando numa coisa que


realmente quer, ou está gastando mais em algo que de fato não
precisa, mas que parece valer a pena?

Essa mesma pergunta deve ser feita todas as vezes que encontrarmos
ofertas para produtos em quantidades maiores do que as que
realmente necessitamos. Precisamos nos treinar para avaliar antes de
escolher, e escolher antes de decidir.

Nunca se esqueça: vivemos em uma sociedade consumista, onde os


apelos comerciais são tão fortes e tão repetitivos que já nem
pensamos se este ou aquele produto é realmente útil ou necessário
para nós. O resultado são as compras por impulso – e o inevitável
arrependimento que vem depois que as fazemos.
Cartão de crédito: p roblema ou solução?

Cartões de crédito podem ser vistos de duas maneiras: como um


perigo para quem não sabe usá-los - ou como uma mão na roda para
quem sabe. Como tudo mais que diz respeito a dinheiro, é uma
questão de bom senso. Vamos ver, resumidamente, as vantagens e
desvantagens dessas duas modalidades.

Vantagens

Parcelas sem juros: O cartão de crédito pode


agilizar uma compra, sempre que for possível
usá- lo para parcelar valores à vista. Nesse
caso, seria o mesmo que juntar o valor mês a
mês, só que levando o produto para casa na
hora. Mas se houver cobrança de juros, evite.

Segurança: Em caso de roubo ou


perda do cartão, você pode
pedir que ele seja cancelado.
E se ele for clonado e fizerem
compras em seu nome, é
possível questionar os valores
junto à administradora,
com base em seu histórico
de gastos e tentar obter
a devolução do valor.

Praticidade e agilidade:
Compras
com cartão de crédito
normalmente são aprovadas na
hora. Já com boleto, por exemplo,
leva em torno de 2 a 3 dias úteis
Organização e planejamento: A
para serem efetivadas.
maioria dos cartões de
crédito mostra osgastos
das próximas faturas, o
que permite controlar as
despesas.
Desvantagens
Compras impulsivas: Um dos maiores problemas do
cartão de crédito é o limite de gastos que ele
oferece. As pessoas costumam agir como se esse
limite fosse uma renda extra – e é aí que se
complicam. Limite não é renda, é empréstimo – e
será preciso pagar cada centavo que for usado.
Por isso, quem não sabe se controlar deve
considerar não ter um cartão.

Juros altos: O maior erro que se pode cometer no uso do


cartão de crédito é não pagar a fatura integralmente na
data de vencimento. Atrasos ou parcelamentos resultam
na cobrança de juros altíssimos, o que dificulta muito a
liquidação da dívida.

Mais sobre os cartões

Os juros do cartão de crédito são chamados rotativos. Eles são


cobrados sempre que o usuário, em vez de pagar tudo o que
deve numa fatura, opta pelo pagamento mínimo, um valor
menor que o total – a diferença é “rolada” para o próximo mês.
É uma espécie de micro- empréstimo: o banco paga as
despesas daquele mês, mas volta a cobrá-las no mês seguinte,
acrescidas de juros. É por isso que se torna muito difícil quitar o
valor: ele cresce sem parar.

É importante saber que, se você deixar de pagar o valor


integral da fatura, o rotativo será acionado
automaticamente. Por isso, antes de usar o cartão,
considere quanto você já gastou com ele. Confira sempre o
valor das próximas faturas.

Se você não for uma pessoa financeiramente organizada,


evite ter mais de um cartão de crédito. Fuja dos que cobram
anuidade e aproveite qualquer vantagem que eles
oferecerem, como programas de pontos, de descontos ou
de prêmios.

Por fim, você não é obrigado a aceitar um cartão: se lhe


oferecem um e você não quiser, simplesmente cancele junto
ao emissor.
Empréstimo pessoal e consignado

Fazer um empréstimo pessoal é uma decisão que sempre exigirá


muita ponderação. Por mais fácil que seja o acesso ao crédito (e hoje
em dia ele é muito fácil), pegar dinheiro emprestado significa ter que
pagar (e caro) por ele; os juros cobrados costumam, no mínimo,
dobrar o valor solicitado.
Por isso, pense no empréstimo sempre como uma saída de emergência
para ser
usada apenas em caso de extrema (e real) necessidade – jamais como
uma maneira de financiar uma compra, e muito menos como um jeito
de “aumentar” o salário.

Quem é servidor(a) público(a) ativo(a) ou aposentado(a) pode acessar


o crédito consignado, no qual as parcelas a serem pagas são
descontadas diretamente no holerite; e por conta da estabilidade, o
risco de quem concedeu o empréstimo é praticamente zero – por isso,
os juros são bem menores que os cobrados no mercado (mais
informações sobre o consignado podem ser obtidas no Portal do
Servidor, em [Link] na aba
“eConsig”).

O empréstimo consignado tem regras


próprias, com limites máximos de
comprometimento do salário (para
evitar o endividamento). Esses
detalhes podem ser conferidos através
de simulações.
Mas não esqueça: continua sendo um
um empréstimo, pelo qual será preciso
pagar com juros. Portanto, também é
bom pensar bem antes de se decidir
por fazê-lo.
CONCLUSÃO

Ter uma relação saudável com o dinheiro não quer dizer deixar de
comprar as coisas que você deseja; trata-se de aprender a fazer isso
sem passar por dificuldades.

E para isso é preciso mudar nosso comportamento. Precisamos


deixar de lado o imediatismo, a pressa de comprar, a mania de
parcelar o tempo todo, queimando dinheiro com juros. Precisamos
aprender a dizer “não” a empréstimos de que não precisamos, a
enxergar o que está por trás da propaganda, a não nos deixarmos
levar pelas compras por impulso. E entender que juntar dinheiro tem
pouco a ver com salário, mas tudo a ver com planejamento e
disciplina.

Como todo aprendizado, esse também exige atenção e persistência.


Não é fácil, para quem nunca teve qualquer tipo de educação
financeira, passar por esse processo, porque ele é longo, exige
sacrifícios e, se não houver comprometimento, será inútil.
Por outro lado, os ganhos são inegáveis: menos dívidas, contas sob
controle e uma capacidade de análise mais apurada, que permitirá
sempre fazer o melhor negócio.

Esperamos, ao termos apontado algumas das muitas vantagens que


esse aprendizado pode trazer, ter estimulado você a querer saber
mais, porque há muito mais a aprender. E quanto mais você aprender,
quanto mais melhorar seus hábitos como consumidor, mais feliz você
será com o seu bolso. E isso, com perdão pela brincadeira, não tem
preço.

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