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Aluno (a): Kadu lopes
Aluno (a): Sophia sena
Cultura e Ideologia
1) De que modo minhas opiniões e decisões são influenciadas pela cultura e pela ideologia da
sociedade em que vivo?
R.: Suas opiniões e decisões são moldadas pela cultura e ideologia da sociedade por meio de
valores, normas, educação, mídia e pressão social. Essas influências definem o que é
considerado correto, aceitável ou desejável, muitas vezes de forma inconsciente, limitando ou
direcionando suas escolhas e perspectivas sobre o mundo.
2) Para Sociologia a palavra cultura se tornou base de quê?
R.: Para a sociologia a cultura é a base sobre a qual as sociedades humanas se constroem seus
diferentes modos de vida. É por meio da cultura que buscamos soluções para nossos
problemas cotidianos. Por sua vez a cultura é resultado das nossas ações sociais. As práticas,
os saberes e suas aplicações pela coletividade resultam num conjunto de conhecimentos que
orientam nossas ações no mudo e nos permitem reconhecer, explicar e construir a realidade
social
3) Como a cultura se constrói?
R.: A construção da cultura não ocorre de maneira harmônica e igualdade. Ela é marcada por
conflitos e relações desiguais entre os diversos grupos humanos. Por exemplo quando
exaltamos a diversidade cultural brasileira, não podemos nos esquecer de que boa parte da
cultura popular sofre preconceito e que os processos históricos que geram essas expressões
culturais foram e são marcados por conflitos nos quais negros, mulheres, nordestinos,
indígenas, quilombolas, comunidades ribeirinhas e outras minorias sociais são geralmente
considerados cidadãos de segunda classe e suas contribuições para a formação da cultura são
relegadas a um plano inferior. Entretanto, a história nos mostra que diante de interesses
políticos e comerciais, as classes dominantes incorporam essas práticas, saberes e costumes ao
padrão cultural estabelecido
4) Explique o que é ideologia?
R.: A ideologia pode ser compreendida como o conjunto de visões de mundo produzidas por
determinados grupos sociais ou da sociedade na qual se inserem.
A escola tradicional é um veículo para a difusão da ideologia dominante, e, por isso há uma
desvalorização da cultura popular, que propõe outras formas de pensar e de agir no mundo.
Cultura e ideologia são conceitos que explicam a relação intrínseca entre pensamentos e
ações.
5) Cite algumas formas que podemos usar a palavra cultura.
R.: Relação entre cultura e educação, quando afirmamos que “uma pessoa tem muita cultura”,
o termo está sendo utilizado no sentido de educação formal ou acadêmica. Utilização típica ou
de senso comum. Cultura sertaneja ou rural, cultura urbana.
6) Explique a dimensão material e imaterial da cultura.
R.: A cultura material é formada pelos bens tangíveis produzidos pelas sociedades como
construções, alimentos, moveis, aparelhos eletrônicos, etc. Já a cultura imaterial é composta
pelas praticas, expressões, valores, conhecimentos e saberes produzidos pelos menbros de
uma cultura ao longo do tempo
7) Qual a ciência das Ciências Sociais que mais se dedica ao estudo da cultura?
R.: A disciplina que historicamente mais se dedica ao estudo da cultura é a Antropologia, no
século XVI, quando s grandes embarcações permitiram que os europeus conhecessem novas
partes do mundo e entrassem em contato com outros grupos humanos, suscitando debates
sobre os hábitos, os costumes e a produção desses grupos
8) Explique por que os europeus definiram outros povos como “bons” ou “maus” selvagens.
R.: A partir do século XVI destacavam-se entre os colonizadores europeus duas posições
opostas em relação aos povos encontrados no Novo mundo “a repulsa sistemática pelo que é
diferente e a fascinação romântica pelo outro”. No primeiro caso “boa consciência” sobre si
mesmo e sua sociedade. No segundo caso preponderava m olhar sobree o outro como “bom
selvagem”. Reativando a civilização europeia diante das formas de organização culturais do
novo mundo.
9) Diferencie o determinismo biológico do geográfico e explique o que eles justificavam.
R.: Entre os séculos XIX e XX, os relatos de viajem e a reflexão, nesse periodo, surgiram
diferentes formas de hierarquizar as sociedades são explicadas com base no que
denominamos determinismo biológico e geográfico.
No determinismo biológico, as diferenças entre a sociedade são explicadas com base nas
características físicas da população, explicação que justificavam a dominação das populações
negras e indígenas pelos europeus.
Já para o determinismo geográfico lavavam se em conta as características da região, como o
clima o relevo, causariam as diferenças culturais entres as sociedades o maior
desenvolvimento econômico das ações do norte. Resultado do clima temperado, ao passo que
populações das regiões mais quentes do hemisfério sul possuíram comportamento mais
displicente e criativo.
Embora o determinismo biológico e geográfico seja refutado pelas ciências sociais, essas ideias
ainda hoje influenciam o senso comum. Para esclarecer a questão, estudos antropólogos
mostram que a sociedade com origens biológicas semelhantes ou que ocupam a mesma região
geográfica podem apresentar comportamentos e formas de organização bem diversos. Para a
antropologia, as experiências históricas vividas em cada sociedade são fundamentos das
diferenças entre as culturas, que explicam, por sua vez, pelos diferentes valores e práticas
advindos da sociedade.
10) Explique a Antropologia Evolucionista.
R.: A Antropologia Evolucionista foi desenvolvida na Inglaterra, no século XIX, especialmente
por meio dos estudos de Edward Burnett Tylor (1832-1917). Para Tylor, cultura é “o todo
complexo que inclui conhecimentos, crenças, arte, moral, leis, costumes ou qualquer outra
capacidade ou hábitos adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade”. Essa
definição está em seu livro Primitive Culture, de 1871.
11) Explique qual a importância do Relativismo Cultural para as teorias antropológicas e para a
nossa sociedade.
R.: A reconhecimento da diversidade cultural. Nesse sentido, difusionismo, culturalismo,
funcionalismo, estruturalismo e a antropologia interpretativa são as as múltiplas faces da
construção do pensamento antropológico até os nossos dias.
12) Explique a Teoria Difusionista e diga como a cultura deveria ser pensada, segundo essa
teoria.
R.: Contemporâneo do evolucionismo social, mas compreendendo a cultura de uma forma
que inaugurava o relacionismo Antropologia, o difusionismo cultural caracterizou-se pela
rejeição da unilinearidade, ou seja, não admitia a ideia de um desenvolvimento único e
evolutivo para todas as sociedades e civilizações. Nesse sentido, para os difusionistas, as
culturas são vistas como um "mosaico" no qual os diferentes traços culturais se distribuem e
misturam, especialmente por meio dos contatos entre os grupos sociais pelo convívio entre
seus membros. O difusionismo foi importante no campo da Antropologia por ressaltar a
importância da diversidade cultural.
13) Como o Culturalismo explica o conceito de civilização e as diferenças culturais? Cite seu
autor.
R.: Franz Boas é o principal representante do culturalismo. Para ele, o conceito de civilização
deve ser relativizado na medida em que depende dos parâmetros utilizados para considerar as
representações. Segundo esse pensador, as diferenças culturais seriam resultado das
trajetórias independentes dos grupos humanos. Assim, não indicariam uma hierarquia, mas as
escolhas e experiências de cada sociedade.
14) Qual foi o principal autor do Funcionalismo e explique sua definição de cultura e seu
método.
R.: Para a Antropologia Funcionalista, a definição de cultura pode ser resumida como um todo
integrado, uma síntese de instituições (jurídicas, econômicas, religiosas etc.) responsáveis pela
perpetuação da dinâmica social entre seus membros. Assim, as instituições sociais (família,
sistema legal etc.) são meios coletivos de satisfazer necessidades individuais (alimento, abrigo)
e sociais (casamento, segurança coletiva). Bronisiaw Malinowski é um dos fundadores da
escola funcionalista. Sua principal contribuições do funcionalismo para a Antropologia.
Expressões culturais, formas de organização social, devem ser compreendidas tendo como
base os sentidos atribuídos a eles por seus próprios praticamente, e não por aqueles que as
observam de longa
15) Como a Antropologia Estrutural entende que a cultura deve ser estudada e qual seu autor?
R.: para os estruturalistas, a cultura é um conjunto de sistemas símbolos, não é possível
compreender uma cultura com base em elementos isoladamente considerados: ela só faz
sentido como um todo. sendo um dos seus principais representantes o antropólogo franco-
belga Claude Lévi-Strauss
16) Quem foi o autor da Antropologia Interpretativa e como ele explica a cultura?
R.: A Antropologia Interpretativa, também chamada Antropologia Hermenêutica ou Simbólica,
confere à história um papel diferenciado. Nessa perspectiva, a cultura é um sistema simbólico,
uma complexa "teia de significados" tecida pelos próprios seres humanos e da qual estes não
podem se libertar.
Essa corrente permite, por exemplo, compreender o comportamento esperado de um
torcedor no estádio de futebol no meio de sua torcida. Nesse ambiente, espera-se que ele,
assim como os demais, vibre, grite e torça de modo entusiasmado a cada ataque de seu time.
A forma de torcer representa um conjunto de símbolos com significados compartilhados entre
indivíduos de um mesmo grupo social.
17) Explique o etnocentrismo e o relativismo cultural.
R.: A rejeição às práticas culturais (e aos grupos ou indivíduos que as praticam) diferentes das
culturas dominantes tem sido uma constante em quase todo o mundo. Nas Ciências Sociais,
denominamos essa forma de pensar e agir de Etnocentrismo.
Etnocentrismo é, por definição, a visão de mundo característica de quem considera sua cultura
e seu grupo étnico mais importantes que os demais. Essa visão produz uma avaliação arbitrária
do outro. Com base em critérios de sua própria cultura, o Etnocentrismo julga como atrasados
ou sem sentido as práticas e os valores culturais de outros povos ou grupos sociais.
Ao longo da história, os contatos entre povos com diferentes práticas culturais despertaram
estranheza, desconfiança e até mesmo rejeição. Em muitos casos, as consequências foram
devastadoras para as sociedades e culturas militarmente mais frágeis, que não apenas tiveram
seus valores culturais relegados a uma posição subalterna, quando não extintos. Essa prática
persiste até hoje. Atitudes preconceituosas e discriminatórias (machismo, homofobia,
xenofobia) derivadas de uma visão etnocêntrica continuam a ocorrer, apesar de serem
combatidas por grupos organizados da sociedade civil e pelo sistema judiciário, quando
tipificadas no Código Penal.
O olhar etnocêntrico sobre o mundo produz duas formas de agir que negam a diversidade
cultural: o preconceito e a discriminação. Em oposição às ações e os valores rejeitam a
diversidade cultural, as ciências sociais defendem o relacionismo cultural. Essa forma de
pensar compreender que cada manifestação cultural é legitima quando avaliada de acordo
com seus próprios critérios. A diversidade cultural é vista como positiva no âmbito da pratica
relativista, que a compreende como portadora dos fundamentos do direito de se expressar e,
mais amplamente, de existir.
A ocorrência de casos de preconceito e discriminação expressa a permanência de visões de
mundo que rejeitam a diversidade. Nesse sentido, o desafio e produzimos novos ideologias
que respeitem e valorizem a coexistência e se tornem modelos alternativos a todas as formas
de intolerância.
18) O que é Ideologia?
R.: Na vida social, quando enfrentamos um problema, buscamos soluções para ele. No
entanto, as soluções encontradas não são neutras, ou seja, não estão isentas de valores. Todos
os indivíduos e grupos sociais possuem interesses.
Cada uma dessas atitudes expõe um olhar específico sobre o mundo e uma forma de
explicação da realidade social. Esse conjunto de ideias e valores que orientam o
comportamento e as decisões dos indivíduos e grupos compõe a ideologia.
Nossas ações e percepções do mundo são baseadas em ideologias. Como veremos nos tópicos
a seguir, a ideologia, assim como a cultura, é um elemento essencial para a compreensão das
relações sociais.
Nas ciências sociais, o uso do conceito de ideologia esta inicialmente relacionado aos
desenvolvimentos por Karl Marx, que em parceria com Engels, envolveu conceito de ideologia
como ilusão ou falsa consciência em uma série como A ideologia alemã
19) Explique o que é infraestrutura e superestrutura, segundo Karl Marx.
R.: Na visão de Karl Marx, infraestrutura e superestrutura são duas esferas da sociedade que
estão relacionadas e se complementam.
Nessa definição, Marx procura se contrapor à visão dominante em seu tempo de que o
desenvolvimento da razão humana por si só modificaria o mundo, ou seja, as ideias seriam o
fundamento da realidade. Marx contra-argumenta explicando que a sociedade é
compreendida em duas esferas. A infraestrutura é a esfera da produção material, que produz
os bens que satisfazem as necessidades materiais. Já a superestrutura representa o conjunto
das ideias, das leis, das religiões, da moral e das organizações políticas existentes em uma
sociedade. Essas duas esferas se relacionam mutuamente, devendo ser percebidas como um
todo estruturado.
Afirmar que as ideias (que pertencem à superestrutura) são autônomas consiste numa
representação falseada das relações sociais, desenvolvida pelas classes dominantes com o
objetivo de manter as classes trabalhadoras sob seu controle. Significa desconsiderar que as
relações materiais de produção construídas fundamentam o modo como cada um explica e
interpreta o mundo. Por isso, nesse sentido, a ideologia é vista por Marx como uma falsa
consciência da realidade.
20) Relacione classe dominante com ideologia.
R.: Na concepção defendida por Marx, as mudanças na base material (formas de organização
da produção) e na postura do estado (superestrutura) explicam as dificuldades dos
trabalhadores de encontrar emprego. As classes dominantes desenvolvem uma explicação
dessas mudanças segundo a qual as dificuldades para conseguir emprego são atribuídas à falta
de qualificação profissional.
A classe que controla o sistema econômico procura desenvolver um conjunto de ideias que
legitime seu controle. Produz assim, representações da realidade que atendem a seus
interesses e lhe permitem continuar a exercer seu domínio sobre as demais classes sociais.
Dessa forma, as ideologias da classe dominante tendem a se tornar a representação da
realidade de todas es classes
21) Quem foi Antônio Gramsci?
R.: Antonio Gramsci (1891-1937) foi um dos principais intelectuais marxistas do século XX. É
um dos responsáveis por valorizar o papel da cultura na luta de classes. Para Gramsci, a
chegada das classes trabalhadoras ao poder deve ser precedida pela mudança de mentalidade
da sociedade. Ele atribui à educação e à cultura uma importância significativa na formação da
sociedade, pois são espaços para a construção da hegemonia social.
22) O que é Hegemonia?
R.: Sendo assim, as classes dominantes procuram difundir suas formas de explicar o mundo, de
modo que possam inspirar o comportamento cultural das classes dominantes e influenciá-lo.
Quando isso ocorre, estamos diante de uma situação imposta por ele de hegemonia.
Em qualquer sociedade, o exercício do poder pressupõe uma alternância entre a coerção e o
consenso. O exercício da hegemonia da classe sobre as demais envolve domínio baseado no
consenso e não na força; isso pode ocorrer pela difusão da ideologia da classe dirigente para
todas as esferas da vida, de maneira que torna a concepção de mundo de todas as classes
23) Explique o que é contra hegemonia e cite seu autor
R.: para Gramsci, as classes dominadas não precisam ser elementos passivos nesse processo.
Elas podem construir sua própria visão de mundo e se contrapor à visão dominante. Esse
processo se chama contra hegemonia. Para isso, é necessária a existência de intelectuais
vinculados às classes dominadas, que possam ajudar a produzir outros olhares sobre o mesmo
fenômeno.
As organizações de trabalhadores podem ser uma forma de construção de contra hegemonia.
O educador e filósofo pernambucano Paulo Freire (1921-1997) elaborou uma reflexão sobre o
papel da ideologia que se vale dos dois aspectos utilizados anteriormente. Para ele, a ideologia
dominante é incutida na mente e na prática dos indivíduos por meio do processo educacional.
A pedagogia tradicional associa-se ao modo de ver e agir das classes dominantes e falseia a
realidade, apresentando o olhar dominante como o único possível.
Em sua obra, o pensador brasileiro discute como a escola reproduz e ensina aos estudantes a
ideologia dominante, principalmente quando adota o modelo que ele denomina educação
bancária. Freire afirma que o modelo de educação adotado em nossa sociedade produz
exclusão, desigualdade e miséria, além de manter a submissão das classes populares às elites
dominantes.
Mas a educação pode cumprir outro propósito social, de caráter emancipatório. Pode ser
utilizada como ação contra hegemônicas.
24) Diferencie cultura erudita e cultura popular.
R.: chamamos cultura erudita as práticas, os costumes e os saberes produzidos pelas elites ou
para elas. Já a cultura popular, por sua vez, refere-se as práticas, aos costumes e aos saberes
que tem sua origem nas classes dominantes ou populares.
25) O que é cultura de massa?
R.: Com o advento e a consolidação do capitalismo, uma nova forma de expressão cultural foi
desenvolvida. É a chamada cultura de massa, que se caracteriza por transformar as práticas, os
saberes e os costumes das diferentes classes em mercadorias. Como veremos mais adiante, a
cultura de massa é produzida pelos meios de comunicação de massa e pautada por interesses
comerciais. Uma de suas consequências é a ofuscação das diferenças entre as culturas popular
e erudita, que, ao serem incorporadas à cultura de massa, perdem sua importância específica
no cenário social contemporâneo.
É importante ressaltar que, diferentemente do que afirmam os meios de comunicação, a
cultura de massa também possui caráter ideológico. Seu atrelamento aos interesses
capitalistas a transforma numa expressão crucial da visão de mundo das classes dominantes,
ditando comportamentos padronizados e colaborando de maneira central na consolidação dos
valores típicos do sistema capitalista.