ATOMISTÍCA
Os modelos atômicos são representações teóricas que tentam descrever a
estrutura interna do átomo e os comportamentos de suas partículas
constituintes. Ao longo da história, diversos cientistas propuseram modelos para
explicar o que compõe a matéria, com base nas observações experimentais e
no desenvolvimento de novas tecnologias. A evolução desses modelos reflete o
avanço do conhecimento científico e das técnicas experimentais.
Modelo de Dalton (1803)
O primeiro modelo atômico foi proposto por John Dalton, no início do século XIX.
Ele sugeriu que a matéria era composta por átomos indivisíveis e indestrutíveis.
Dalton também propôs que os átomos de diferentes elementos tinham massas
diferentes e se combinavam em proporções fixas para formar compostos. Esse
modelo ficou conhecido como "modelo da bola de bilhar", pois os átomos eram
imaginados como esferas sólidas, sem estrutura interna.
Modelo de Thomson (1897)
Em 1897, o cientista britânico J.J. Thomson apresentou um novo modelo
atômico, baseado na descoberta do elétron. Ele sugeriu que o átomo não era
uma esfera sólida, mas sim uma esfera carregada positivamente, com elétrons
(partículas negativas) distribuídos de forma semelhante a passas em um pudim.
Esse modelo ficou conhecido como "modelo do pudim de passas" e foi um
importante passo na compreensão da estrutura atômica.
Modelo de Rutherford (1911)
O modelo de Rutherford surgiu após experimentos realizados por ele e seus
colaboradores, que utilizaram a radiação alfa para bombardear uma fina lâmina
de ouro. Com base nos resultados desses experimentos, Rutherford concluiu
que o átomo possuía um núcleo denso e carregado positivamente, e que os
elétrons giravam ao redor desse núcleo em órbitas amplas. Esse modelo ficou
conhecido como "modelo planetário", pois sugeria que os elétrons se moviam ao
redor do núcleo de forma semelhante ao movimento dos planetas ao redor do
Sol.
Modelo de Bohr (1913)
Niels Bohr, em 1913, propôs um modelo que incorporava a ideia de quantização
da energia. Bohr sugeriu que os elétrons não podiam ocupar qualquer órbita ao
redor do núcleo, mas apenas órbitas específicas, com energias bem definidas.
Quando um elétron saltava de uma órbita para outra, ele emitia ou absorvia uma
quantidade específica de energia, explicando as linhas espectrais observadas
na luz emitida pelos átomos. O modelo de Bohr foi crucial para a compreensão
da estrutura atômica, especialmente para os átomos de hidrogênio.
Modelo Quântico (1926)
O modelo atômico moderno é baseado na mecânica quântica, que descreve o
comportamento das partículas subatômicas. Em vez de tratar os elétrons como
partículas em órbitas fixas, o modelo quântico propõe que eles existam em
regiões chamadas orbitais, onde a probabilidade de encontrá-los é maior. Esses
orbitais não são trajetórias bem definidas, mas sim regiões de alta densidade de
probabilidade. O modelo quântico é baseado nas contribuições de cientistas
como Werner Heisenberg, que desenvolveu o princípio da incerteza, e Erwin
Schrödinger, que formulou a equação que descreve o comportamento dos
elétrons.
Conclusão
Os modelos atômicos evoluíram ao longo dos séculos à medida que a ciência e
a tecnologia avançaram. De um átomo indivisível proposto por Dalton até a
complexa descrição quântica dos elétrons, a compreensão da estrutura atômica
tem se aprofundado. O modelo quântico atual, com sua capacidade de explicar
fenômenos como a dualidade onda-partícula e a quantização de energia, é a
base para o entendimento de muitos aspectos da física e da química modernas,
além de ser fundamental para o desenvolvimento de tecnologias como os
semicondutores e a computação quântica.