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Glicogênese e Glicogenólise: Processos Bioquímicos

A glicogênese é o processo de síntese do glicogênio, que ocorre principalmente no fígado e músculos, enquanto a glicogenólise é a degradação do glicogênio em glicose, também nesses locais. Ambos os processos são regulados por hormônios, como insulina e glucagon, e são interdependentes, mantendo a homeostase da glicose no organismo. A glicogênese é favorecida após refeições, enquanto a glicogenólise é ativada durante jejum ou exercício físico intenso.
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Glicogênese e Glicogenólise: Processos Bioquímicos

A glicogênese é o processo de síntese do glicogênio, que ocorre principalmente no fígado e músculos, enquanto a glicogenólise é a degradação do glicogênio em glicose, também nesses locais. Ambos os processos são regulados por hormônios, como insulina e glucagon, e são interdependentes, mantendo a homeostase da glicose no organismo. A glicogênese é favorecida após refeições, enquanto a glicogenólise é ativada durante jejum ou exercício físico intenso.
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Glicogênese

Bioquímica

Definição: A glicogênese é o processo de síntese do glicogênio, uma forma de


armazenamento de glicose, que ocorre principalmente no fígado e nos músculos
esqueléticos ( no fígado produz para todos os órgãos e no músculo produz glicogênio
para o próprio consumo).

-​ a glicemia é uma fonte imediata de glicose para o músculo quando há a


diminuição da glicose no sangue (hipoglicemia)
-​ é totalmente consumida em 24 horas

Fases da Glicogênese:
1. Fosforilação da Glicose:

- A glicose é fosforilada pela enzima hexocinase (ou glucocinase no fígado) para


formar glicose-6-fosfato (G6P).

- Esta reação consome uma molécula de ATP.

2. Isomerização:

- A G6P é convertida em glicose-1-fosfato (G1P) pela enzima fosfoglicomutase.

3. Ativação da Glicose:

- A G1P é ativada pela uridilação, onde se liga ao nucleotídeo UTP, formando


UDP-glicose e liberando pirofosfato (PPi). Esta etapa é catalisada pela enzima
UDP-glicose pirofosforilase.

4. Polimerização:

- O glicogênio sintase catalisa a adição de unidades de glicose da UDP-glicose à


cadeia de glicogênio existente, formando ligações glicosídicas α(1→4).
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- A ramificação do glicogênio é promovida pela enzima glicogênio ramificadora, que


cria ligações α(1→6) a cada 8-12 resíduos de glicose.

Regulação:
- A glicogênese é regulada por hormônios como a insulina, que estimula a atividade da
glicogênio sintase, e o glucagon e a adrenalina, que inibem este processo.

- o que é contra insulina ( tira a glicose do tecido e mandar para o sangue, estimula o
glicogênese): glucagon, cortisol, GH, epifania

- A modulação alostérica também ocorre, com a G6P atuando como um ativador da


glicogênio sintase.

Glicogenólise
Definição: A glicogenólise é o processo de degradação do glicogênio em glicose, que
ocorre principalmente no fígado e nos músculos durante períodos de necessidade
energética. Serve para repor a glicose

Fases da Glicogenólise:
1. Quebra do Glicogênio:

- A enzima glicogênio fosforilase catalisa a remoção de unidades de glicose do


glicogênio na forma de G1P, utilizando fosfato inorgânico (Pi) para romper as ligações
glicosídicas α(1→4).

2. Desramificação:

- Quando a glicogênio fosforilase atinge uma ramificação (ligações α(1→6)), a enzima


desramificadora (que possui duas atividades: transferase e α(1→6)-glicosidase)
remove a ramificação, permitindo que a glicogênio fosforilase continue a atuar.

3. Conversão em Glicose:
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- A G1P gerada pode ser convertida em G6P pela fosfoglicomutase. No fígado, a G6P
pode ser desfosforilada pela enzima glicose-6-fosfatase, liberando glicose livre na
corrente sanguínea.

Regulação:
- A glicogenólise é estimulada pelo glucagon e pela adrenalina, que ativam a glicogênio
fosforilase através de cascatas de sinalização envolvendo AMP cíclico (cAMP) e
proteína quinase dependente de AMP (PKA).

- A regulação alostérica também desempenha um papel, com o AMP atuando como um


ativador da glicogênio fosforilase, enquanto a G6P e a ATP atuam como inibidores.

glicogenólise hepática e muscular


Localização: A glicogenólise hepática ocorre no fígado, onde o glicogênio é
armazenado em grandes quantidades para manter os níveis de glicose no sangue. Em
contraste, a glicogenólise muscular acontece nos músculos esqueléticos, onde o
glicogênio é utilizado localmente para fornecer energia durante a contração muscular.

Função: A principal função da glicogenólise hepática é liberar glicose livre na corrente


sanguínea, especialmente durante períodos de jejum ou entre as refeições,
contribuindo para a homeostase glicêmica. Já a glicogenólise muscular tem como
objetivo fornecer glicose-6-fosfato (G6P) diretamente para a via glicolítica, gerando ATP
para atender às demandas energéticas durante atividades físicas.

Produto Final: No fígado, a glicogenólise resulta na liberação de glicose livre, que


pode ser utilizada por outros tecidos. No músculo, a G6P gerada não pode ser
convertida em glicose livre devido à ausência da enzima glicose-6-fosfatase; em vez
disso, ela entra na glicólise para produção de energia.

Regulação: A glicogenólise hepática é estimulada pelo glucagon e adrenalina,


enquanto a insulina exerce um efeito inibitório. Por outro lado, a glicogenólise muscular
é predominantemente ativada pela adrenalina e pelo aumento dos níveis de AMP e
cálcio durante o exercício, com a insulina também atuando como inibidora.
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Inter-relação entre Glicogênese e


Glicogenólise
Esses dois processos são interdependentes e regulados de maneira coordenada para
manter a homeostase da glicose no organismo. Durante períodos de alta
disponibilidade de glicose (como após uma refeição), a glicogênese é favorecida. Em
contraste, durante o jejum ou exercício físico intenso, a glicogenólise é ativada para
liberar glicose e atender às demandas energéticas.

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