Semana Igreja
Os Atos do Espírito Santo - Continuação
Carta de Tiago, o irmão do Senhor
• "Yaakov" = Jaco;
• Tiago era filho de José e Maria,
fazendo dele um irmão ou meio-
irmão de Jesus
o Precisamos lembrar que não
Tiago era Tiago, filho de Zebedeu e
Tiago, filho de Alfeu.
• É uma das principais lideranças de
Jerusalém, tendo voz ativa nas
tomadas de decisões
o Concílio de Jerusalém.
• Morre pelo viés do martírio no
ano 62 d.C.
o Provavelmente por
apedrejamento;
o História não narrada em Atos.
Tiago
• Autoria: Tradicionalmente identificado
como Tiago, o irmão de Jesus, e líder da
igreja em Jerusalém (Mateus 13:55; Atos
15:13).
• Data: Entre 44 e 49 d.C., provavelmente
antes do Concílio de Jerusalém (Atos 15).
Questões • Destinatários: "Às doze tribos dispersas"
Introdutórias (Tiago 1:1) – judeus cristãos que viviam
fora da Palestina
o Lembremos da perseguição iniciada
por Paulo.
• Propósito: Instruir os cristãos a viverem
uma fé genuína, demonstrada por boas
obras.
• Situação dos cristãos judeus:
Perseguição, pobreza e dispersão
devido à diáspora.
• Tensões internas: Conflitos entre
Questões ricos e pobres dentro das
comunidades cristãs.
Contextuais
• Influência judaica: Forte conexão
com a ética e a sabedoria do Antigo
Testamento, bem como as tradições.
• Capítulo 1: Introdução e
perseverança nas provações.
• Capítulo 2: Fé e obras
• Capítulo 3: O controle da língua e
a sabedoria divina.
Esboço do Livro
• Capítulo 4: Orgulho, humildade e
submeter-se a Deus.
• Capítulo 5: Paciência no
sofrimento, oração e a advertência
aos ricos.
• "Meus irmãos, considerem motivo de
grande alegria o fato de passarem por
diversas provações..."
• As provações produzem perseverança;
Conselhos -
• Tentação ≠ Provação
o "Cada um é tentado pelo próprio mau
Capítulo 1
desejo, sendo por este arrastado e
seduzido. Esse desejo da à luz ao
pecado, e o pecado, após ser
consumado, gera a morte".
• Ouvir mais, falar menos, se irar
menos. Refrear a língua.
• Ser praticante da palavra e não
ouvinte Conselhos -
o A metáfora do espelho. Capítulo 1
• O religioso não é o que fala
mais, mas o que ama mais.
• Não fazer acepção de pessoas;
• "Pois quem obedece a toda a
Lei, mas tropeça em apenas
um ponto, torna-se culpado de Conselhos -
quebrá-la inteiramente." (v.10) Capítulo 2
• A fé sem obras é morta!
• O domínio sobre a língua: "Com a língua
bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela
amaldiçoamos os homens, feitos à
semelhança de Deus." (v.9)
• O autocontrole é missional: Necessidade Conselhos -
de disciplinar a fala para refletir a fé.
Capítulo 3
• Impacto das Palavras: Como a fala pode
edificar ou destruir relacionamentos e
comunidades.
• Submissão a Deus
o Nos nossos planos;
o Nos nossos relacionamentos; Conselhos -
o Nos nossos conflitos (que
muitas vezes são marcados por Capítulo 4
desejos egoístas.
• Advertências aos ricos opressores
o Condenação dos ricos
opressores que acumulam
riquezas injustamente.
o Descrição das consequências
futuras da injustiça e da Conselhos -
exploração.
Capítulo 5
• Permanecer em oração! Sempre!
o A oração do justo tem efeito!
Carta de Judas Tadeu
• Era irmão de Tiago, filho de Alfeu e
primo de Jesus
o Era filho de Alfeu e Maria Cléofas
(irmã de Maria; João 19:25)
• Era um homem que ansiava pela
Judas revelação de Jesus a todo o
mundo
o "Disse então Judas (não o Iscariotes):
"Senhor, mas por que te revelarás a
nós e não ao mundo?" João 14:22
• Autoria: Tradição aponta Judas
Tadeu
• Data: Entre 65 e 80 d.C.
(provavelmente antes da
destruição de Jerusalém).
Questões • Destinatários: "Aos que foram
Introdutórias chamados" (Jd 1:1)
o Cristãos em geral.
• Propósito: O propósito principal
da carta é advertir os cristãos
contra falsos mestres e
convocá-los à firmeza na fé.
• Falsos mestres;
• Gnosticismo;
Questões
Contextuais • Perseguições.
• Uma corrente de pensamento que
acredita que a matéria é ruim e o
conhecimento é a "salvação".
• Jesus não é Deus, pois ele é homem;
• O Deus do A.T. (demiurgo) é ruim e o do
Gnosticismo N.T. é bom;
• A grande busca pelo saber "gnose"
através do conhecimento "logos"
• Misticismo, sincretismo e filosofia.
• Diferença de agnosticismo e
gnosticismo.
Advertência contra Falsos Mestres
(versos 4-19)
• Falsos mestres se infiltraram na
igreja, eles distorciam a graça de
Deus, usando-a como desculpa
para viverem de maneira imoral, e
negavam a autoridade de Jesus
Cristo. Exemplo:
A Carta
• Judas usa 3 exemplos para
mostrar que Deus julga
severamente os ímpios e imorais.
o Israel no deserto (apesar de terem
sido salvos);
o Os anjos caídos;
o Sodoma e Gomorra.
• Judas compara os falsos mestres
com três figuras conhecidas por
sua rebelião:
o Caim: O primeiro assassino
(simboliza violência).
• Balaão: Um profeta ganancioso que
enganou o povo de Israel (simboliza
ganância).
• Corá: Um líder que se rebelou contra
A Carta Moisés e foi destruído (simboliza
rebelião).
• Os falsos mestres são: nuvens
sem água e árvores sem frutos.
• Judas cita a profecia de Enoque (um
texto apócrifo) que fala sobre o
julgamento de Deus sobre os ímpios.
• “Enoque, o sétimo a partir de Adão,
profetizou acerca deles: ‘Vejam, o
Senhor vem com milhares de milhares
de seus santos, para julgar a todos, e
convencer a todos os ímpios a respeito
de todos os atos de impiedade que eles
cometeram impiamente, e acerca de
A Carta todas as palavras insolentes que os
pecadores ímpios falaram contra ele’.”
• Ele destaca que os falsos mestres
são "murmuradores", "descontentes"
e "causam divisões", e que no final,
Deus os julgará severamente.
Livro de Enoque:
• Séc. III a.C.;
• Literatura popular;
• Não atesta canonicidade;
A Carta • Igreja Ortodoxa Etíope.
Exortações Práticas aos Cristãos
(versos 20-23)
• Edifiquem-se na fé: Continuem
crescendo espiritualmente e se
fortalecendo na fé.
• Orem no Espírito Santo:
Mantenham uma vida de oração
genuína e guiada por Deus.
A Carta • Permaneçam no amor de Deus:
Vivam em obediência e fiquem
firmes no amor de Deus.
• Esperem na misericórdia de Jesus:
Tenham esperança na vida eterna
prometida por Jesus.
Ajuda aos vacilantes:
• Tenham compaixão dos que estão
em dúvida.
• Salvem os que estão em perigo,
arrebatando-os do erro.
• Mostrem misericórdia com
cuidado, evitando ser influenciados
pelo pecado.
A Carta
1ª e 2ª Cartas de Pedro
• Autoria: Pedro, apóstolo de Jesus
Cristo (1 Pedro 1:1; 2 Pedro 1:1)
o Há certo debate sobre a 2ª carta,
pois o estilo diverge da 1ª;
o Discípulo de Pedro ou um membro
da comunidade cristã que desejava
transmitir o ensino de Pedro em seu Questões
nome (pseudonímia ≠
pseudoepígrafe); Introdutórias
• Data:
o 1 Pedro: Provavelmente entre 62-64
d.C., antes da perseguição de Nero.
o 2 Pedro: Estima-se entre 65-68
d.C., pouco antes da morte de
Pedro.
• Destinatários:
o 1 Pedro: Cristãos dispersos na Ásia
Menor (atual Turquia), especialmente
gentios (1 Pedro 1:1).
o 2 Pedro: Escrito para uma audiência
semelhante, cristãos que estavam
enfrentando falsas doutrinas. Questões
• Propósito:
Introdutórias
o 1 Pedro: Encorajar os crentes a
perseverarem em meio ao sofrimento e
perseguição.
o 2 Pedro: Alertar sobre falsos mestres e
enfatizar a importância de crescer no
conhecimento de Cristo.
• 1 Pedro: Cristãos enfrentavam
perseguições e exclusão social por sua
fé.
• 2 Pedro: Havia ameaças internas de
falsos ensinos que distorciam o Questões
evangelho.
Contextuais
• Precisamos nos lembrar que a igreja
estava presenciando o início, do que
viria ser, uma perseguição generalizada
no Império.
1ª Carta
• Pedro inicia sua carta lembrando os crentes
da salvação que receberam, encorajando-
os a manterem a esperança, especialmente
em meio ao sofrimento.
• Ele quer que eles foquem na alegria futura e
na certeza da herança eterna, mesmo
enfrentando tribulações.
Capítulo 1:
o A salvação em Cristo e a esperança de
uma herança incorruptível (1:3-5).
Salvação e
o Provações como parte do caminho de
fé que fortalece a confiança em Deus
Esperança Viva
(1:6-9).
o O chamado à santidade, porque Deus é
santo (1:13-16).
• Provações purificam a fé (1:6-9), como o
ouro no fogo.
• Mesmo em tempos difíceis,
devemos lembrar da nossa
esperança futura e da salvação
em Cristo.
Capítulo 1:
• A santidade deve ser uma
Salvação e
resposta ao chamado de Deus Esperança Viva
em nossas vidas.
• A esperança e a santidade individual no
capítulo 1 agora se transformam em uma
identidade comunitária, onde os cristãos
são chamados a serem testemunhas no
mundo. Capítulo 2:
• Pedras vivas queimam. Brasil - "vermelho
Sacerdócio
como brasa".
Santo e Bom
• Os crentes são "pedras vivas" e fazem parte Testemunho
de um sacerdócio santo (2:4-5).
• Identidade de povo escolhido e nação
santa (2:9-10).
• Pedro aborda a conduta nas relações pessoais,
especialmente no contexto de perseguição e
sofrimento.
• O chamado à santidade e ao bom testemunho
não é apenas em público, mas também dentro de
casa e em todas as esferas de relacionamento. A Capítulo 3:
vida cristã afeta todos os aspectos da vida.
Relações
• Ele quer que os cristãos entendam que seu
comportamento reflete Cristo, mesmo em situações
Pessoais e
difíceis.
• Esposas e maridos devem viver em harmonia e
Sofrimento por
refletir a graça de Deus em seus papéis (3:1-7). Justiça
• Viver em união, compaixão e humildade na
comunidade cristã (3:8-12).
• Sofrer por fazer o bem: um privilégio e uma
oportunidade de glorificar a Deus (3:13-22).
• Pedro retorna ao tema do sofrimento, lembrando
os cristãos que, por seguirem a Cristo, eles
inevitavelmente enfrentarão oposição.
• Ele quer que eles mantenham a perspectiva
correta: sofrer por Cristo é uma bênção e
oportunidade de glorificar a Deus.
o Sofrer pelo nome de Cristo deve ser motivo de Capítulo 4:
alegria, não vergonha (4:12-16).
o A importância de viver segundo a vontade de Sofrimento e
Deus, abandonando os desejos da carne (4:1-
6). Vida Cristã
o Foco no amor mútuo, hospitalidade e o uso
dos dons espirituais (4:7-11).
• O sofrimento é uma oportunidade de
testemunhar o poder transformador de Cristo.
• Pedro encerra a carta com orientações
específicas para os líderes da igreja. Esses
elementos garantem a continuidade da vida
cristã mesmo em tempos de adversidade:
o Líderes devem pastorear com zelo e
humildade, sem ganância (5:1-4). Capítulo 5:
o Humildade em todas as relações e
confiança no cuidado de Deus (5:5-7). Liderança e
o Vigilância espiritual: resistir ao diabo
e permanecer firmes na fé (5:8-9). Humildade
o Deus restaurará aqueles que
perseverarem no sofrimento (5:10-11).
2ª Carta
• Pedro começa a carta enfatizando a
necessidade de crescimento espiritual
contínuo.
• Ele quer que os cristãos permaneçam firmes em Capítulo 1:
sua fé e desenvolvam virtudes cristãs que os
ajudarão a se manterem fortes contra falsos
ensinamentos.
Crescimento
Espiritual e a
• Este capítulo estabelece as bases para enfrentar
os falsos mestres (tema principal dos capítulos
seguintes).
Certeza da Fé
• Ao crescer espiritualmente e lembrar-se da
verdade das Escrituras, os crentes estarão
equipados para identificar e resistir a falsos
ensinamentos.
• Virtudes cristãs: crescimento em fé,
bondade, conhecimento, autocontrole,
perseverança, piedade, fraternidade e amor
(1:5-8)
o O Fruto. Capítulo 1:
• Lembrança da verdadeira fé: Pedro,
Crescimento
próximo de sua morte, quer que eles
sempre se lembrem das verdades que ele Espiritual e a
ensinou (1:12-15).
Certeza da Fé
• Confiança nas Escrituras como profecia
inspirada por Deus, não inventada por
homens (1:19-21).
• O objetivo de Pedro neste capítulo é
alertar os cristãos sobre a presença
de falsos mestres e as
consequências devastadoras de
seguir seus falsos ensinos.
Capítulo 2:
Falsos Mestres
• Ele quer que os crentes estejam
atentos, reconhecendo e rejeitando
e o Perigo de
esses mestres enganadores. Heresias
o Eis o perigo que não crescer na
fé e ficar apático
espiritualmente. Perder os
sentidos.
• Descrição dos falsos mestres: eles
introduzirão heresias destrutivas e até
negarão Jesus (2:1-3).
Capítulo 2:
• Os falsos mestres são caracterizados
pela corrupção moral e ganância Falsos Mestres
(2:10-16).
e o Perigo de
• Eles são comparados a fontes sem Heresias
água, oferecendo falsas promessas
que resultam em escravidão espiritual
(2:17-22).
• Após alertar sobre falsos mestres,
Pedro agora trata de uma área
específica do falso ensino — a negação
ou dúvida sobre a volta de Cristo.
Capítulo 3: O
• Ele insiste que a paciência de Deus é Dia do Senhor e
motivada por Seu desejo de que
todos se arrependam. a Volta de
Cristo
• Alguns zombadores negam a volta de
Cristo, perguntando: "Onde está a
promessa da sua vinda?" (3:3-4).
• Paciência de Deus: Ele não está
demorando, mas dando tempo para que as
pessoas se arrependam (3:9).
• O Dia do Senhor virá como um ladrão,
Capítulo 3: O
com a destruição dos céus e da terra (3:10-
13)
Dia do Senhor e
o Como nos dias de Noé. a Volta de
• "Vivam de maneira santa e piedosa, Cristo
esperando o dia de Deus e apressando a
sua vinda."