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Teoria Do Medo

O medo é uma emoção fundamental que serve como um alerta de perigo, influenciada por fatores como idade e cultura. A regulação do medo é essencial para que não se torne paralisante, e técnicas como a respiração consciente e a ação podem ajudar a gerenciá-lo. É importante reconhecer e compreender o medo para que possamos superá-lo e viver de forma mais plena.

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Teoria Do Medo

O medo é uma emoção fundamental que serve como um alerta de perigo, influenciada por fatores como idade e cultura. A regulação do medo é essencial para que não se torne paralisante, e técnicas como a respiração consciente e a ação podem ajudar a gerenciá-lo. É importante reconhecer e compreender o medo para que possamos superá-lo e viver de forma mais plena.

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JORNADA DAS EMOÇÕES TEEN

O MEDO
COMPREENDENDO A EMOÇÃO DO MEDO

O medo muitas vezes é visto como uma emoção desagradável, como se não pudéssemos
sentir, mas sua importância é vital para preservar a vida.

O medo é como se fosse um alerta. O cérebro avisa que está em perigo e quando isso
acontece temos 2 opções: ou paralisamos ou temos uma reação de fuga, ocorrendo assim
uma descarga de adrenalina no corpo, e o mesmo se prepara para o perigo, nos deixando
mais alerta.

É fato que todos sentimos medo de algo, uns mais que os outros. Pesquisadores acreditam
que a emoção medo sofre influência conforme a idade, gênero, cultura, nível de
desenvolvimento cognitivo entre outros.

Por ser uma emoção base, ele tem origem no feto e está presente de maneiras diferentes
em cada momento na nossa vida.

Segundo, Caminha nascemos com a capacidade de sentir medo, mas, como ocorre com
todas as demais emoções, a regulação acerca do que temer depende do aprendizado, da
leitura dos sinais do ambiente em que vivemos e da transmissão sociocultural.

A IMPORTÂNCIA DO MEDO

Citando ainda Caminha, ele relata que o medo, para que esteja bem regulado, depende de
uma função atribuída a uma área localizada na parte de frente de nosso cérebro, chamada
de córtex pré-frontal. Esta área, juntamente com o tálamo sensorial e a amígdala cerebral,
interpreta se aquilo que está ocorrendo é, de fato, perigoso. Assim, o cérebro atua em uma
modalidade do tipo “piloto automático”, ele não precisa parar para refletir se aquilo, afinal,
é perigoso ou não.

Há vários tipos de medo que sentimos durante a vida: Medo da rejeição, da morte, de ser
humilhado, do fracasso, da doença, da violência, do engano, do sofrimento...

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No módulo 01, você teve acesso a ferramenta de valor e com ela pode compreender as
necessidades humanas, em torno da felicidade: SENTIR-SE FELIZ, AMADO, VIVO E SEGURO,
consequentemente nossos medos estão em volta do que nos “impede” de nos sentirmos
assim.

Todos nós temos os recursos necessários para solucionar as situações que possam ocorrer
no futuro que nos causam medo. Não podemos ter tudo sob controle, e aceitar isso pode
nos fazer bem.

O medo, como já dissemos acima, é uma emoção crucial de defesa, proteção e que nos
ajuda a nos mantermos vivos e seguros.

COMO ADULTOS PODEM LIDAR COM O MEDO

Em crianças é muito importante investigar o padrão da família, pois muitas vezes pode ser
que a criança cresça em um ambiente em que todos tenham medo e por consequência ela
também venha a tê-los.

Outro ponto importante sobre a compreensão do medo é não nos esquecermos da


individualidade de cada ser e que cada um, independente da idade, integra no corpo físico e
emocional reações, respostas e padrões de comportamentos diferentes dos mesmos
momentos vividos.

PASSO 01 – TOMAR CONSCIÊNCIA:

Em primeiro lugar, como em qualquer outra emoção temos que observar para descobrir
como e quando ela aparece e diante dessas respostas investigar a raiz desses pensamentos,
pois muitas vezes essas informações estão no subconsciente, podendo ser traumas,
bloqueios, mecanismos de defesa que surgiram a partir de experiências negativas.

Escrever pode nos ajudar a colocar ordem no caos mental que é o estado no qual o medo
gosta de viver.

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Se não deixarmos que nos paralise e nos focarmos em analisá-lo com um pouco de
profundidade, poderemos encontrar muitas informações valiosas sobre nós mesmos e,
inclusive, algumas pistas sobre quais decisões tomar.

A partir do momento que temos consciência de como e quando o Medo atua na nossa vida,
podemos começar a trabalhar essa emoção para que ela não nos paralise e colocar em
prática novas atitudes, direcionadas a comportamentos cada dia um pouco mais desafiador
para que possamos ficar mais seguros e ter mais coragem, se for o caso procurar ajuda de
algum profissional para entender o porquê o Medo ainda insiste na sua vida.

PASSO 02 – A RESPIRAÇÃO CONSCIENTE

Os pensamentos, a emoção que produzem e a reação em nosso corpo, são uma tríade da
qual muitas vezes não estamos conscientes.

São fatores que se alinham em nós, para o bem e para o mal.

Da mesma maneira que a emoção do medo afeta os pensamentos e o corpo, podemos


reverter o processo e baixar o nível de emoção através de mudanças no pensamento e no
corpo.

O medo tem respiração própria. Ela é rápida, curta, entrecortada e frequente.

Fazer uma mudança na respiração consciente diminui imediatamente o nível da emoção.

PASSO 03 – AÇÃO:

Ao tomar consciência, parar, escrever, respirar, você pode identificar uma necessidade de
mudança. Em muitas situações, um medo específico não passa de um aviso de que
precisamos de mais ferramentas ou recursos para avançarmos.

Se não deixarmos que nos paralise e nos focarmos em analisá-lo com um pouco de
profundidade, poderemos encontrar muitas informações valiosas sobre nós mesmos e,

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inclusive, algumas pistas sobre quais decisões tomar, e aí é agir, na direção de novos
recursos.

É muito importante pensar que você já viveu situações difíceis no passado e que com elas
adquiriu mais habilidades. Novas experiências e mais confiança em você e coragem.

Outro exercício poderoso é fazer leituras sobre a vida de outras pessoas. Ler biografias de
pessoas que você admira, lhe permitirá ver como quase todos os sucessos foram
precedidos por tentativas que não tiveram a mesma sorte. Assim, a crença de que podemos
aprender com o erro, saber que temos a permissão de nos equivocar, nos tornará mais
livres do medo.

O QUE ACONTECE NO NOSSO ORGANISMO QUANDO SENTIMOS MEDO

Em seu livro, Inteligência Emocional, Daniel G., nos diz:

“Com medo, o sangue vai para os músculos do esqueleto, como os das pernas,
tornando mais fácil fugir- e faz o rosto ficar lívido, uma vez que o sangue é desviado
dele (criando sensação de que “gela”). Ao mesmo tempo, o corpo imobiliza-se ainda
que por um momento, talvez dando tempo para avaliar se se esconder não seria uma
melhor reação. Circuitos nos centros emocionais do cérebro disparam a torrente de
hormônios que põe o corpo em alerta geral, tornando-o inquieto e pronto para agir,
ea atenção se fixa na ameaça imediata, para melhor calcular a resposta a dar”

IMPORTANTE PARA A VIDA

Quase todos nós, em algum momento, já tivemos o desejo de viver livres do medo.

Falamos de uma emoção básica que permite nos mantermos a salvo de perigos reais. O
problema é que o medo é uma emoção que gosta de assumir o controle, não sendo capaz
de distinguir muito bem, por vezes, aquilo que representa uma ameaça real daquilo que é
apenas imaginário.

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Se limitarmos a apegarmos ao que é seguro – nos tornando prisioneiros em vez de livres do


medo – estaremos limitando grande parte da nossa potencialidade. Se o medo de fracassar,
passar vergonha ou de que nos façam mal não nos permitir ir um pouco mais além,
estaremos deixando que o medo e a preocupação assumam o controle.

Procure encontrar modos construtivos de gerenciar as suas emoções, inclusive o medo:


saiba a quem recorrer e converse sobre suas emoções.

Em seus atendimentos como facilitadora da Jornada das Emoções, use essas informações
para direcionar suas práticas.

No módulo de ferramentas, você encontrará a explicação da mesma, a condução passo a


passo, porém, o fundamento teórico você está tendo acesso neste módulo.

Com essas informações, ficará muito mais fácil conduzir um atendimento, explicar
conceitos, compreender a importância da ferramenta para o adolescente, e ter ainda mais
recurso para lidar com os adultos, os pais, em seus atendimentos.

REFERÊNCIAS

Caminha, Renato M. Educar Crianças: As bases de uma educação socioemocional, Um

guia para pais, educadores e terapeutas. Novo Hamburgo: Sinopsys Editora, 2014.

Goleman, Daniel: Inteligência Emocional: A teoria Revolucionária que redefine o que é

ser inteligente. 3º edição. Rio de Janeiro – RJ: Editora Objetiva Ltda, 1995.

Daniel Figueirêdo, J, O Medo Necessário: Um Estudo das Expressões Biológicas e

Comportamentais do Medo, Google, 2020.

[Link]

_SA18_ID3115_17092018165306.pdf, acessado em: 03/02/2020.

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