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Noções de Cartografia

A cartografia é a ciência e arte de representar a superfície terrestre por meio de mapas e cartas, utilizando conhecimentos de diversas áreas como astronomia e matemática. Ela abrange diferentes tipos de representação, incluindo mapas gerais, temáticos e cadastrais, cada um com suas especificidades e escalas. Além disso, a cartografia envolve modelos de representação da superfície terrestre, como o modelo real, físico e matemático, e considera a importância dos datums e projeções cartográficas na precisão das representações.

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Noções de Cartografia

A cartografia é a ciência e arte de representar a superfície terrestre por meio de mapas e cartas, utilizando conhecimentos de diversas áreas como astronomia e matemática. Ela abrange diferentes tipos de representação, incluindo mapas gerais, temáticos e cadastrais, cada um com suas especificidades e escalas. Além disso, a cartografia envolve modelos de representação da superfície terrestre, como o modelo real, físico e matemático, e considera a importância dos datums e projeções cartográficas na precisão das representações.

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Noções de Cartografia

Daniel Dias Rodrigues


CARTOGRAFIA

É a Ciência e a Arte que se propõe a representar através de mapas,


cartas, plantas e outras formas gráficas os diversos ramos do
conhecimento humano sobre a superfície e o ambiente terrestre.

Ciência
quando se utiliza do apoio científico da Astronomia, da Matemática,
da Física, da Geodésia, da Estatística e de outras Ciências para
alcançar exatidão compatível com o mapeamento a ser realizado.
Arte
quando recorre às leis estéticas da simplicidade e da clareza,
buscando atingir o ideal artístico de beleza.
CARTOGRAFIA

OBJETO DA CARTOGRAFIA
É a representação espacial das combinações e interações dos
fenômenos da natureza e da sociedade, bem como suas alterações
temporais, por meio de símbolos e convenções cartográficas
CARTOGRAFIA

CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS DE APOIO


▪ Áreas específicas
▪ Astronomia
▪ Posicionamento GPS
▪ Geodésia
▪ Aerofotogrametria
▪ Sensoriamento remoto
▪ Áreas inter-disciplinares
▪ Modelagem digital do terreno
▪ Sistemas de informações geográficas (SIG)
▪ Base teórica
▪ Matemática
▪ Física
▪ Estatística
CARTOGRAFIA

Definição de Mapa e de Carta


Mapa
Representação gráfica dos acidentes físicos (naturais e artificiais) de
uma parte da superfície terrestre sobre uma superfície plana.
Geralmente se destina a fins culturais ou ilustrativos, possuindo um
aspecto temático. É o caso dos mapas turísticos e guias rodoviários,
cujo objetivo é orientar seus usuários, sem a necessidade de se
obter medição ou outras informações além das representadas
graficamente.

Carta
Um mapa em escala média ou grande, dotado de símbolos
convenções cartográficas, destinado para fins práticos, e que
permite a avaliação precisa de distâncias, direções e a localização
geográfica de pontos, áreas e detalhes.
CARTOGRAFIA

Divisão da Cartografia - classificadas conforme o tipo de representação


CARTOGRAFIA

Geral ou Sistemática

- Documentos Cartográficos elaborados sem um fim específico

- Fornece uma base cartográfica com diversas possibilidades de


aplicação (respeitando os limites impostos pela escala)
CARTOGRAFIA

Geral ou Sistemática
Cadastral

- Planimétrica: sistema viário, esgoto, energia, lotes, etc;

- Maior detalhamento e precisão geométrica;

- Representação de cidades e regiões metropolitanas;


CARTOGRAFIA

Geral ou Sistemática
Topográfica

Carta elaborada a partir de levantamentos aerofotogramétricos


e geodésicos, originais ou compilados de outras cartas

- Inclui feições naturais (relevo) e artificiais (ruas);

- Elementos planimétricos (ruas, obras) e altimétricos


(curvas de nível, pontos cotados) são bem
representados;
CARTOGRAFIA

Geral ou Sistemática
Geográfica

- Detalhes planimétricos e altimétricos generalizados,


variando a precisão de acordo com a escala;

- Escalas pequenas, representando grandes áreas e


extensões (Mapas do Brasil e Estaduais)
CARTOGRAFIA

Temática

- Cartas, Mapas e Plantas, em qualquer escala, destinada a um tema


específico

NOTAÇÃO ou ESTATÍSTICA ou SÍNTESE


INVENTÁRIO ANALÍTICA

Aspectos qualitativos Aspectos quantitativos Aspectos inter-


relacionais

Mapas geológicos, Mapas de densidade Mapas históricos,


pedológicos, de uso populacional, fluxo de geomorfológicos,
da terra, etc. mercadorias, distribuição etc.
de renda, etc.
CARTOGRAFIA

Especial

- Cartas, Mapas e Plantas, destinadas a um grupo de usuários muito


distintos

Náuticas

Aeronáuticas

Militares

Geoidal

Outras
CARTOGRAFIA

CARTOGRAFIAS MAIS USUAIS

CARTOGRAFIA GERAL CARTOGRAFIA TEMÁTICA


Atende a um público amplo e Atende a um público especializado e
diversificado (vários usuários). reduzido (usuários específicos).
Representação de elementos físicos Representação de quaisquer elementos,
ligados à topografia do terreno. inclusive os de natureza abstrata.
Os produtos sempre servem de base Os produtos raramente servem de base
para outras representações. para outras representações.
Em geral, os elementos podem ser Duração mais limitada, pois os dados
usados por um longo tempo. são superados com maior rapidez.
Trata basicamente de informações Trata de informações qualitativas e
qualitativas. quantitativas.
A produção dos documentos exige Em geral, os documentos podem ser
conhecimento especializado em produzidos por pessoas não
Cartografia. especializadas em Cartografia.
ESCALAS
CARTOGRÁFICAS
ESCALAS CARTOGRÁFICAS

A representação dos elementos físicos e culturais, presentes na


superfície da terra, em um plano horizontal limitado, exige que suas
proporções sejam reduzidas.
PROPORÇÃO = ESCALA
Escala: Relação matemática entre a medida de um objeto ou lugar
representado em uma carta (ou mapa) e suas medidas reais
correspondentes.
ESCALAS CARTOGRÁFICAS

Escala Numérica
Expressa por uma fração ou proporção. Indica a relação entre os
comprimentos de uma linha na carta e o correspondente comprimento
no terreno, em forma de fração com a unidade para numerador.
Ex: 1:100.000 - Lê-se “1 para 100.000”, ou seja, significa que 1cm no
documento equivale a 100.000 cm no terreno.

Escala Gráfica

Representação gráfica da escala numérica sob a forma de uma linha


graduada, na qual a relação entre as distâncias reais e as representadas
nos mapas, cartas ou outros documentos cartográficos é dada por um
segmento de reta em que uma unidade medida na reta corresponde a
uma determinada medida real.
ESCALAS CARTOGRÁFICAS

Maior a escala do mapa – Maior a riqueza de detalhes


Menor a escala – Menor a riqueza de detalhes

Escala 1:50.000
2000 m 0 2000 4000 m
Escala Primária
4 cm 4 cm

Talão ou escala de Fracionamento (Sub-multiplos da unidade principal)


ESCALAS CARTOGRÁFICAS

Classificação dos Mapas de acordo com a escala cartográfica


ESCALAS CARTOGRÁFICAS

Mapeamento urbano
- Geralmente em escala de 1:10.000 (Grande);
- Elevado Grau de detalhamento;

Mapeamento de Vegetação e uso do solo


- Escala de reconhecimento, com um maior grau de generalização;
- Menor precisão, compilados de dados em diferentes escalas;
- De 1:500.000 até 1.000.000 - Biomas;
- Em escalas médias, mais detalhado, definição de Fitofisionomias;
- Neste caso de 1:25.000 à 1:50.000;
ESCALAS CARTOGRÁFICAS

Monitoramento Ambiental
- Queimadas (Focos de calor) e Desmatamentos;
- Uso de escala pequena para identificação devido às grandes extensões;
- Escalas acima de 1:500.000 ou 1:1.000.000;
ESCALAS CARTOGRÁFICAS

Diferenças na representação da paisagem de acordo com a escala de


análise

Aumento do Número de Polígonos


MODELOS DE REPRESENTAÇÃO DA
SUPERFÍCIE TERRESTRE
MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

COMO REPRESENTAR A SUPERFÍCIE DA TERRA ?

• QUAL A FORMA ? • QUAIS AS DIMENSÕES ?

HÁ 3 TIPOS DE ABORDAGENS DIFERENTES:


 O modelo REAL, baseado na verdadeira forma da Terra;
 O modelo FÍSICO, baseado em conceitos físicos,
envolvendo o campo de forças atuantes no planeta;
 O modelo MATEMÁTICO, baseado em conceitos
puramente geométricos.
MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

MODELO
MODELO REAL MODELO FÍSICO
MATEMÁTICO

b
a

- Difícil representação - Sujeito a alterações - Fácil representação


- Não serve como - Atuação de campos - Modelo rígido
referência de força
MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

MODELO REAL

Everest 9.000 m
-Totalmente irregular
- Não matemática
- Submetida a forças
internas e externas
- Não rígida
- Forma variável

A superfície do terreno, com seus vales e montanhas é denominada


Superfície topográfica.
MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

MODELO FÍSICO

- Superfície equipotencial
- Pontos de igual potencial
gravífico
- Intercepta a direção da
gravidade sob ângulos retos
- Coincide com o Nível
Médio dos Mares
- Referência para a altimetria

Geóide é uma superfície equipotencial coincidente com o nível médio dos


mares, suposto homogêneo e livre de perturbações de qualquer
natureza.
MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

O Geóide é uma superfície de nível ondulada e não possui uma forma


matemática (ou geométrica) conhecida.
Ela não pode, portanto, ser usada como uma superfície de referência de
pontos da superfície topográfica, embora, ela possa ser usada como
superfície de referência para as altitudes.
MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

MODELO MATEMÁTICO
- Considerações
exclusivamente geométricas b
a
Elipsóide de Referência
Modelo com forma e dimensões tão próximas
quanto possível das da terra, destinado a
estabelecer, com grande exatidão (a partir de
considerável complexidade de cálculos), as
posições relativas entre os vários lugares...

É sobre esta superfície que são definidas as


coordenadas geográficas dos lugares (latitude e
longitude).

Modelo mais usado na cartografia mundial


MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

Elipsóide de Referência
-Praticamente Impossível a determinação de um único elipsóide que
sirva para toda a superfície terrestre;
- A melhor aproximação pode ser feita pelo emprego de um elipsóide
global;
- Este elipsóide global deve ter coincidência de seu centro com o centro
de gravidade da terra;
- Coincidência do plano equatorial com o terrestre; b
- E se aproximar ao máximo da ondulação geoidal. a
MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

Superfícies
TOPOGRÁFICA (Modelo REAL)
GEOIDAL (Modelo FÍSICO)
ELIPSOIDAL (Modelo MATEMÁTICO)
MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

Amarração do Sistema Geodésico

b
a

TERRA Amarração MODELO

SISTEMA
GEODÉSICO
A adoção de um ponto origem (Datum);
A adoção de um elipsóide de referência e a sua orientação em relação à Terra.
MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

Datum Geodésico
- Diversificados Elipsóides de Referência;
- Tentativa de coincidir o elipsóide com o geóide;

Dois Tipos e dezenas de variações


Locais:
- Menor deformação para cartas em escalas grandes;
- estabelecido no local pela lat., long., e altitude de um ponto de fixação;
- Utilizado para cobertura geodésica de países e regiões.
MODELOS DE REPRESENTAÇÃO
Dois Tipos e dezenas de variações
Globais (ou absolutos):
- Estabelecidos por grandes países ou blocos;
- Buscam minimizar as diferenças entre o elips. de referencia e o geóide.
-O ponto origem encontra-se no centro de gravidade da Terra.

Eixo de Rotação Eixo Z (Elipsóide) Eixo de Rotação Eixo Z (Elipsóide)


da Terra da Terra
Datum
Planimétrico

Centro de Centro de
Gravidade Gravidade
da Terra da Terra
Superfície Real

Superfície Real

TOPOCÊNTRICO GEOCÊNTRICO
MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

Datum horizontal
- É a referência para o posicionamento horizontal (coordenadas planimétricas);
- Determina a posição do elipsóide em relação ao geóide (vértice).

Datum vertical
- É a referência para o posicionamento das altitudes;
- Cada região ou país banhado por um oceano pesquisa em sua costa lugares onde a
variação de marés é mínima;
- Nestes locais são instalados instrumentos que medem a variação das marés,
denominados Marégrafos, onde um destes é escolhido como referência (Datum de Controle
Vertical).
SAD 69 (South American Datum 1969)
Elipsóide de Referência Oficial:
Elipsóide Internacional (UGGI) de 1967.
Origem das Coordenadas (Datum Planimétrico):
Estação: Astro Chuá (MG)
Altura Geoidal: 0 m
Coordenadas: Lat: 19°45´41,6527” S Long: 48°06´04.0639” W
Origem das Altitudes (Datum Altimétrico):
▪ Estação maregráfica do ponto Imbituba (SC), utilizada como origem para toda a
rede altimétrica nacional
MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

Mais Exemplos de Datum


MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

DATUM OFICIAL DO BRASIL


SIRGAS (Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas)
- Em 2003, após quase três anos de estudo, verificou-se que o melhor sistema para o Brasil
seria o SIRGAS;
- Em 2006 compunha por 58 estações distribuídas pelo continente, sendo que 11 se situam
no território brasileiro, das quais 9 coincidem com pontos da RBMC;
- As coordenadas são referidas à rede de referência internacional atualmente mais precisa
(ITRF);
MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

Considerações Importantes
- As diferenças entre alguns datums traduzem-se em discrepâncias de algumas
dezenas de metros sobre a superfície do território brasileiro. Essas
discrepâncias são negligenciáveis para projetos que envolvam mapeamentos
em escala pequena, mas são absolutamente preponderantes para escalas
maiores que 1:250.000;
- É fundamental observar a origem dos dados geográficos que está se
trabalhando, para evitar incompatibilidades ao se utilizar um SIG;
- Atenção ao se utilizar dados GPS, pois as coordenadas obtidas estão
originalmente no sistema WGS-84;
- Para alguns autores o termo “Datum” se refere ao conjunto elipsóide + ponto
origem;
MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS
- Representação da superfície esférica (TERRA) em um plano (MAPA);
- Na construção de mapas ou cartas, por menor que seja a extensão
levantada, está se representando uma superfície curva, a superfície
terrestre, em uma unidade plana, o papel;
- As projeções formulam matematicamente uma superfície terrestre,
representando-a, mas distorcendo algumas de suas características em
função da projeção.
MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

PROJETANDO...
- Construção de uma superfície de referência;
- Localização de cada ponto da sup. Terrestre sobre a sup. de referencia;
Soluções Empregadas
- Deformação na sup. de referencia (empregado em todas as projeções);
- Seccionar esta superfície em várias parcelas (projeções interrompidas ou
recentradas) – pouco utilizada;
MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

PROJETANDO...
Métodos
- Redução da sup. de referencia em dimensões apropriadas (aplicação de uma
escala de redução) – redução uniforme, sem deformação (globos terrestres);
- Planificação deste modelo reduzido por métodos geométricos ou fórmulas de
transformação (próprias para cada projeção);
MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

PROJETANDO...
Deformações
- Ângulos (forma dos objetos): ângulos iguais
medidos em torno de uma posição são, em geral,
representados como diferentes – variação da escala
de acordo com a direção – distorção de pequenos
objetos – Solução: uso de proj. conformes

- Área: áreas iguais, em diferentes locais da Terra,


são representadas como diferentes – Solução: uso
de proj. equivalentes

- Distância: as relações de distâncias entre os locais


da Terra nunca são preservadas - Solução: uso de
proj. equidistantes
MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

PROJETANDO...
Deformações
- Azimute (Direções): os azimutes das direções das
linhas que unem todos os locais da Terra nunca são
preservadas – Solução: uso de proj. azimutais

Propriedades das projeções


- CONFORMES: a forma dos pequenos objetos é preservada, a escala da
projeção, em qualquer ponto, é a mesma em todas as direções.

- EQUIVALENTES: é preservada a proporção entre as áreas – a área é a mesma.

- EQUIDISTANTES: as relações de distâncias entre alguns pontos da superfície


podem ser mantidas ao longo de uma determinada direção.

- AZIMUTAIS: conservação das direções (azimutes) a partir de determinadas


posições.
MODELOS DE REPRESENTAÇÃO

Exemplos de superfícies de projeção


Superfície teórica posicionada junto ao modelo de superfície da Terra
3 tipos
– Proj. cônicas – Proj. azimutais – Proj. cilindricas
SISTEMAS DE COORDENADAS
SISTEMAS DE COORDENADAS

COORDENADAS GEOGRÁFICAS

- Seguem a direção N-S / S-N;


- Representa arcos de 180º;
- Dividem o Globo em hemisfério Oriental e
Ocidental.

- Círculos Completos, formados pelos planos


paralelos à linha do equador;
- Equador: plano perpendicular ao eixo da
Terra;
- Dividem o Globo em hemisfério Norte e Sul.
SISTEMAS DE COORDENADAS

COORDENADAS GEOGRÁFICAS
SISTEMAS DE COORDENADAS
SISTEMA DE COORDENADAS UTM
UNIVERSAL TRANSVERSA DE MERCATOR
A Projeção Cilíndrica de Mercator
- Relação entre massas continentais muito distante da realidade;
- Regiões acima de 75º - exagero de 4x em relação ao equador;
- Projeção CONFORME – mantem as formas;
- Mais utilizada nas regiões intertropicais pela deformação;
- Representação entre 84º N e 80º S;
- Intervalos desiguais dos paralelos (aumentando nos polos).
SISTEMAS DE COORDENADAS

Sistema de Coordenadas UTM


- Sistema de coordenadas para a projeção transversa de Mercator;
- Criado para aplicação mundial pelos militares para um sistema de coordenadas
planas;
- Em 1951 a Associação de Geodésia e Geofísica Internacional (AGGI)
recomendou o sistema UTM para o mundo inteiro;
- No Brasil - sistema adotado pela Diretoria do Serviço Geográfico (DSG) e IBGE,
desde de 1955 para o mapeamento sistemático do país;

- Longitude: fusos variando de 1 a 60º, começando a contar do antimeridiano de


Greenwich (-180º) (sentido oeste – leste).
Variação para cada fuso: de 6 em 6º
Meridiano Central de cada fuso: de 3 em 3º
- Latitude: se extende de 80º Sul a 84º Norte.
Variando de 4 em 4º (partindo do Equador, com letras de A a Z, para Norte
ou Sul)
SISTEMAS DE COORDENADAS

Sistema de Coordenadas UTM


- Fusos de 6 em 6º garantem uma distorção mínima no mapeamento;

- Cada fuso tem um sistema de coordenadas parcial, e cada um terá um


meridiano central;

- A interseção com o equador é a origem do sistema;

- Os fusos são limitados por duas longitudes múltiplas de seis;


SISTEMAS DE COORDENADAS

BRASIL: 8 FUSOS UTM


SISTEMAS DE COORDENADAS
SISTEMAS DE COORDENADAS

Sistema de Coordenadas UTM – PARA FIXAÇÃO


- Os fusos longitudinais são contados de seis em seis graus à partir do anti-
meridiano de Greenwich (180°E ou 180°W) para leste.
- Verticalmente as latitudes são divididas de oito em oito graus, à partir do
equador, para Norte e para Sul, sendo a última subdivisão 12 graus.
- Do Sul para o Norte, as divisões de latitude recebem letras, as quais iniciam-se
pela letra “C” e finalizam na letra “X”.
- Apesar de ser utilizada mundialmente, a projeção UTM tem seus problemas. O
problema maior é que ela divide o globo em fusos de 6º de longitude, ou seja se
necessitarmos mapear uma região que se distribua no sentido leste-oeste. Se
esta extensão ultrapassar 6º, a projeção UTM não pode mais ser utilizada.
- A projeção UTM é utilizada no mapeamento de áreas com pouca extensão no
sentido leste-oeste (menos que 6º de longitude).
- No Brasil, os mapas construídos em escalas 1:250000 e maiores (por IBGE e
DSG), se encontram em projeção UTM. No mapeamento municipal também é
utilizada a projeção UTM.
SISTEMAS DE COORDENADAS

ARTICULAÇÃO DE FOLHAS BRASIL AO MILIONÉSIMO - IBGE


SISTEMAS DE COORDENADAS

ARTICULAÇÃO SISTEMÁTICA
Exercício

Observando as imagens distribuidas realize as seguintes análises:

• Utilizando o lápis de cor identifique as seguintes feições – corpos


d`água (rios, igarapés), arruamento, área urbana, cobertura
vegetal, solo exposto. Monte a legenda das feições identificadas.

• Com auxílio de uma régua e com base na escala indicada faça o


cálculo da distância real em kilometros entre os pares de pontos
(A-B), (C-D), (E-F)

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