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Passos Endodontia

O documento descreve as etapas do tratamento endodôntico, incluindo o pré-operatório, trans-operatório e pós-operatório, detalhando procedimentos como acolhimento do paciente, anamnese, diagnóstico, instrumentação e irrigação. Também aborda a importância da instrumentação e irrigação para a remoção de microorganismos e a preparação adequada dos canais radiculares. Além disso, fornece orientações sobre a montagem da mesa clínica e os instrumentos necessários para o procedimento.

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Anny Karlen
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Passos Endodontia

O documento descreve as etapas do tratamento endodôntico, incluindo o pré-operatório, trans-operatório e pós-operatório, detalhando procedimentos como acolhimento do paciente, anamnese, diagnóstico, instrumentação e irrigação. Também aborda a importância da instrumentação e irrigação para a remoção de microorganismos e a preparação adequada dos canais radiculares. Além disso, fornece orientações sobre a montagem da mesa clínica e os instrumentos necessários para o procedimento.

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PASSOS ENDODONTIA

ETAPAS DO TRATAMENTO ENDODONTICO


1. PRÉ OPERATÓRIO (tudo aquilo que a gente faz antes do procedimento no paciente)
• Acolhimento do paciente (Em Que posso ajudar? – queixa principal)
• Deixa o paciente falar, não interromper, para que ele se sinta à vontade
• Radiografia periapical (pode precisar da técnica Clarck e/ou exames complementares)
• Não pedir panorâmica, não serve para endodontia
• Anamnese, exame clínico e inquérito de saúde
• Exame visual, palpação e percussão
• Sondagem de bolsa periodontal
• Teste de sensibilidade pulpar: frio, calor e elétrico
• Diagnóstico pulpar e periapical (explicar ao paciente sobre o diagnóstico)
• Arrumação da mesa e paramentação do paciente
• Auxiliar chamará o paciente e conduzirá à cadeira (nota só é dada ao operador)
• A dupla deverá apresentar o caso clínico ao professor (Em todas as sessões)
• PERGUNTAS INICIAIS:
1. Qual o CAD?
2. Qual o diagnóstico pulpar e como chegou nele?
3. Qual o diagnóstico periapical e como chegou nele?
4. Qual a técnica anestésica?
5. Possíveis correlações biológicas
6. Perguntas pertinentes ao caso (possíveis correlações biológicas)
2. TRANS-OPERATÓRIO
• Montagem da mesa clínica
• Paramentação do paciente
• Lavagem das mãos do paciente (ele vai segurar o filme durante a radiografia periapical)
• Álcool em gel
• Óculos, gorro, campo (deve cobrir o paciente td) e guardanapo
• Enxaguante bucal (clorexidina 0,02%)
• Anestesia (tópica + local)
• Acesso
• Isolamento
• Instrumentação (PQM)
• Obtura ou MIC + Duplo selamento (ou só o coltosol)
• Se for um dente que tem a coroa íntegra, o coltosol é suficiente
• Mas se for bastante destruída, colocar CIV
• Pq é complicado colocar CIV em dentes com coroas destruídas?
• Pq quando você termina a primeira sessão, irá atender o paciente novamente na
próxima, e aí o Ionomero de vidro pode ficar em uma região que pode aumentar o
comprimento de trabalho, porque na hora de retirar pode confundir o que é
ionômero e o que é dente. Ou seja, em algumas situações, evitar de usar o CIV, e
caso faça isso, que fique abaixo do nível de onde está a sua odontometria (ele vai
dizer individualmente sobre cada caso o que fazer)
• PS: entre uma sessão e outra, colocar bolinha de algodão. Se já concluiu, não tem
necessidade de bolinha de algodão. Exceto se tiver indicação de retentor intrarradicular
na prótese (para não invadir o espaço do canal
3. OBSERVAÇÕES
❖ Marcar o paciente na recepção
❖ Manter a mesa sempre arrumada (quem deve determinar isso é o operador)
❖ Não pegar na parte ativa das limas, GP e CP
4. PÓS OPERTÓRIO
❖ Se o paciente tiver necessidade de fazer uso de medicação ou de um exame
complementar, de estar orientando ele nesse sentido
❖ No diagnóstico é muito importante que antes de começar o procedimento, falar para o
paciente o que irá fazer
❖ POR QUE DEVEMOS INSTRUMENTAR O SCR?
❖ Para diminuir o tanto quanto possível a quantidade de microorganismos; facilitar ação da
solução irrigadora (pq vai ampliar e modelar o canal); Conhecer os canais (cateterismo);
Modelagem de forma adequada para criar retenções e resistência; Permitir condições de
obturar e retornar sua função mastigatória
❖ Sanear – limpar e modelar os canais
❖ Pensando assim, entende-se que há um dente e toda uma estrutura mineralizada, e por
dentro dele existe um plexo vascular nervoso, que individualmente representa uma
condição totalmente disforme. E ela pode apresentar em várias classificações e em várias
formas diferentes
❖ O dente não tem apenas a anatomia do canal principal, ele pode apresentar várias situações
clínicas em que você às vezes trata um canal, mas ele tem tantas ramificações, alterações
anatômicas dentro desse dente, que você não consegue limpar as outras partes, não
consegue alcançar com limas e instrumentos metálicos
❖ Então a importância da irrigação nesse momento, ela é grande, pq permite que nós, por
meio da irrigação, com solução de hipoclorito de sódio, e por meio da modelagem através
das limas metálicas, possamos remover o máximo possível de microorganismos e de
substâncias tóxicas que estejam ai dentro desse canal, para que dessa forma, ao sanear esse
sistema de canais, termos condições de estar realizando uma condição clínica para que esse
dente tenha possibilidade real de ser obturado e posteriormente restaurado.
❖ PRINCÍPIOS (POSTURA)
❖ Momento solene
❖ Proatividade
❖ Devoção, entrega...
❖ Foco
❖ Iniciativa
❖ Chegou, montou a bancada (8:20h – 14:20h)
❖ Arrumar a mesa clínica, bancada... (vai ter demonstração)
❖ O QUE DEVE TER NA MESA:
❖ BANDEJA:
❖ 02 espelhos clínicos (1 antes
do isolamento e outro depois
do isolamento – tirar de cima
da bancada)
❖ 02 pinças clínicas
❖ 02 sondas exploradoras
❖ 01 sonda endodôntica
❖ 01 sonda milimetrada
❖ 01 seringa carpule
❖ 01 régua milimetada
❖ 01 kit irrigação/sucção
❖ 01 espátula de inserção
❖ 01 espátula de manipulação
❖ 01 esculpidor de hollemback
❖ 01 alicate pré-curvador de lima
❖ 01 brunidor
❖ Grampos de isolamento (201, 206, 209, 211 e 212)
❖ Pote dappen estéril
❖ Algodão estéril
❖ Gaze estéril (jogar no lixo assim que tirar da boca do paciente, nunca colocar na mesa)
❖ Cuba com soro fisiológico (colocar somente se tiver necessidade, deixar vazio por
enquanto)
❖ Cuba com hipoclorito de sódio (1 dedo)
❖ Tamborel com limas e gates (com hipoclorito dentro)
❖ Brocas: 1012 HL; 1014HL; 1016HL; 2082; 3083 – 1111 (desgaste oclusal, quando fica
alto)
❖ Agulha de irrigação
❖ Seringa de irrigação
❖ Campos pequenos não cobre áreas expostas da mesa, permitindo contato do instrumental
esterilizado com a mesa contaminada
❖ O tecido deve apresentar um caimento lateral que cubra toda a mesa clínica com folga
❖ Cânulas tem que ir nos 2 sugadores (sugador de saliva e sugador da canula de aspiração
❖ Apoio do refletor deve ter canula estéril
❖ Caneta de alta rotação e contra ângulo – altoclavar (micromotor não vai na autoclave –
cobrir coma cânula)
❖ EM DENTES CARIADOS E/OU RESTAURADOS:
❖ O acesso divide-se em 4 etapas → (1. ponto de eleição; 2. Direção de trepanação; 3. Forma
de contorno - remoção de teto e ombro; 4. Forma de conveniência – após isolar – remoção
de detalhes que dá refinamento no preparo)
❖ Mas antes do acesso, deve-se remover todo:
❖ Tecido cariado
❖ Todo material restaurador antigo
❖ Esmalte e dentina sem suporte ( menos que 2mm espessura ou bordas irregulares)
❖ Depois de remover todos os 3, começa as 4 etapas do
❖ ACESSO:
1. ZONA DE ELEIÇÃO
❖ Acima do cíngulo, há uma fossa/fóssula, é aí que começa o desgaste
❖ Não fazer o triângulo antes de entrar. Vá em um único ponto e criando um túnel de
trepanação
2. DIREÇÃO DE TREPANAÇÃO
❖ A broca entra em um ângulo um pouco inclinado 45°, e há medida que for entrando,
a broca vai ficando cada vez mais próxima do eixo longitudinal do dente
❖ Caiu no vazio, remover o teto
3. FORMA DE CONTORNO
❖ Remoção do teto e ombro (com orifice shaper ou gates – desgata vest – baixa
rotação)
❖ Caiu no vazio com a 1012, trocar pela 1014 para tirar o teto
4. FORMA DE CONVENIÊNCIA
❖ Só deve ser feita após isolamento
❖ Apleinar as paredes e tirar todas as irregularidades
❖ Desgaste compensatório → reduz a curvatura do canal e favorece irrigação,
instrumentos apicais e obturação
❖ Essas etapas são em dentes hígidos, em dentes muito cariados e com alta destruição (não
tem referência de coroa, crista marginal, cíngulo...), deve-se ter o conhecimento muito
profundo de anatomia dentária
❖ Antes do isolamento o paciente de forma alguma pode fechar a boca – o auxiliar deve ser
responsável por isso – colocando o sugador na boca
❖ Nunca desgastar a parede vestibular durante o acesso
❖ Proibido usar alta rotação denro do canal. Apenas acesso e retirar teto
❖ COMO SABER SE EU JÁ ACESSEI A CÂMARA PULPAR?
❖ Pegar uma lima 10 velha? (presa no fio dental, presa no dedo) e acessar o canal. Se já
tiver caído no vazio e conseguir acessar o canal, é pq já acessou
❖ Autoclavar a lima e depois tirar da mesa
❖ TERÇO CERVICAL:
❖ As brocas de Gattes desgasta de forma cilíndrica. Já a orifice shaper tem forma cônica, e
desgasta mantendo a distância e equivalência em toda a região, respeitando os princípios
de forma cônica (manutenção da anatomia) – demonstração individualmente
❖ Gates 1 equivale a lima #50; Gates 2 #70; Gates 3 #90...
❖ ETAPAS DA INSTRUMENTAÇÃO – PQM
1. EXPLORAÇÃO (CATETERISMO)
❖ Limas #10 e #15
❖ OBJETIVOS:
❖ Neutralização do conteúdo séptico/tóxico (que são lançados por microorganismos que
estão dentro dos canais radiculares)
❖ Remoção de MO por arrasto mecânico de sucção
❖ Dissolução de matéria orgânica (início do contato) – muito importante, logo após o
isolamento, já irrigar o canal – o hipoclorito deve ficar o máximo de tempo possível em
contato com matéria orgânica que está dentro do scr
❖ Inativação de toxinas LPS (lipoplolissacarídeos – específicos de bactérias gram
negativas) e ALT (ácido lipoteicoico – gram posit) → são responsáveis pela irritação
apical, bem como pelo inicio de reabsorção quando acontece de forma copiosa
❖ Percepção tátil visual do SCR (perceber curvatura, dilacerações, concrescências...)
❖ COMO IRRIGAR? (cuidados)
❖ Usar agulhas de baixo calibre (Navitip, Endo Eze ou similar)
❖ Colocar o top de borracha na agulha
❖ Não exercer muita pressão no êmbolo
❖ Realizar movimentos para dentro/fora (amplitude de 2-3mm) – evitar acidentes
com injeção de hipoclorito
❖ Nunca ficar com a agulha parada dentro do canal
❖ A ponta da agulha deverá ficar a aproximadamente 3mm do CRT (evitar
entulhamento/extravasamento de dentina contaminada; Perda de patência e de
CRT; Subobturação; degraus; falso canal)
2. PREPARO DO 1/3 CERVICAL → PRÉ ALARGAMENTO
❖ Orifice shaper..
3. ODONTOMETRIA
❖ Técnica de engle modificada – olhar a radiografia e recuar 1mm
4. PREPARO DO TERÇO APICAL

❖ PASSO A PASSO DO INÍCIO


1. RADIOGRAFAR O DENTE
2. MEDIR O CAD
3. ESTABELECER MEDIDAS:
❖ CAD = 18 mm (ex)
❖ Medida 1 = 2/3 do comprimento aparente do dente (12 mm) → onde vou
utilizar a orifice shaper – preparo do terço cervical
❖ Medida 2 = Cad – 2mm (CTP – comprimento de trabaho provisório) →
instrumentos de cateterismo
4. APÓS FAZER O ACESSO E ISOLAMENTO:
5. IRRIGAR O CANAL COM 2 A 3 ML DE HIPOCLORITO
6. RECUAR 2 A 3 MM DO CAD
7. EXPLORAÇÃO → CATETERISMO = #10 e #15 (em 2mm do cad – medida 2)
8. PREPARO DO 1/3 CERVICAL (PRÉ ALARGAMENTO) → orifice shaper – em 12 mm (só
na parte reta do canal) – medida 1
9. ODONTOMETRIA (1MM AQUÉM DO CAD) - #20
❖ Logo após utilizar a lima da odontometria, utilizar no CP a lima #10, #15 e #20
(apenas 1 vez, assim que fizer a Odontometria)
❖ Ps²: A partir da Odontometria, a cada vez que trocar de lima, utilizar a lima #10 e
irrigar/aspirar (1 a 2 ml)
10. COLOCAR 3 LIMAS ALÉM DA USADA NA ODONTOMETRIA
❖ Ex: se usou a lima 20 para Odontometria, utilizar a #25, #30 e #35 (a última é a lima
memória)
❖ Ps: se o canal for curvo, não posso utilizar uma lima maior que #35
11. RECUO PROGRAMADO PROGRESSIVO (USAR 3 LIMAS SEQUENTES, RECUANDO 1MM
EM CADA)
❖ Ex: se a lima memória foi a #35 em 23mm → usar #40 em 22mm; #45 em 21mm;
#50 em 20mm;
12. APLICAR EDTA
❖ Após a instrumentação, lava-se a cavidade pulpar com solução fisiológica;

❖ Seca-se com a cânula de aspiração e depois com os cones de papel

❖ Irriga-se a cavidade pulpar com 1 mL de EDTA e ativa-se com easy clean (30s) (3 vezes por 1
minuto)

❖ Após 3 min de permanência do EDTA, este é substituído por NaOCl a 2-2,5%, que também é
ativado pela easy clean

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