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Psicologia e Ética

O documento aborda a importância da ética profissional na formação e prática de profissionais, destacando a reflexão sobre deveres e responsabilidades em suas atividades. A ética é apresentada como um compromisso social que transcende normas, exigindo uma postura proativa e responsável em relação ao atendimento ao cliente. Além disso, enfatiza que o cliente é fundamental para qualquer negócio, merecendo respeito e atenção, e que a qualidade no atendimento é essencial para o sucesso profissional.

Enviado por

Larissa Alves
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Psicologia e Ética

O documento aborda a importância da ética profissional na formação e prática de profissionais, destacando a reflexão sobre deveres e responsabilidades em suas atividades. A ética é apresentada como um compromisso social que transcende normas, exigindo uma postura proativa e responsável em relação ao atendimento ao cliente. Além disso, enfatiza que o cliente é fundamental para qualquer negócio, merecendo respeito e atenção, e que a qualidade no atendimento é essencial para o sucesso profissional.

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ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA

Curso Técnico em Enfermagem

PSICOLOGIA APLICADA A ÉTICA PROFISSIONAL


Prof.ª Cíntia Teixeira
PSICOLOGIA APLICADA A ÉTICA PROFISSIONAL

I - ÉTICA

A palavra Ética vem do grego Éthos, que segundo Aristóteles, expressa um


modo de ser, uma atitude psíquica, aquilo que o homem traz dentro de si na relação
consigo próprio, com o outro e com o mundo. Indica as disposições do ser humano
perante a vida.
Ser ético é muito mais do que um problema de costumes, de normas práticas;
supõe a boa conduta das ações, a felicidade pela ação feita e o premio ou a beatitude
pela alegria da auto-aprovação diante do bem feito no dizer de Aristóteles.
É a ética enquanto filosofia moral, que impede um código sem criticismo, e
também uma visão cristalizada do comportamento humano. É nessa ética filosófica que
apela para um a reflexão e compreensão das singularidades; é ela que faz um apelo à
criatividade, liberdade e espontaneidade. É ela que faz o profissional ver seu cliente
como pessoa, como um ser de relação no mundo, como um ser singular à procura de um
a compreensão que lhe é pertinente. É essa visão de totalidade existencial-filosofica que
faz com que o profissional abra as janelas de sua mente para ver o mundo como uma
realidade social, política, comunitária e perca a mesquinhez de só ver o individuo no seu
imediatismo. É essa visão que o faz transcender do individuo para o grupo, do momento
para a historia, de soluções precárias para procuras mais globais.
Por outro lado, como Ciências dos costumes, a ética trata dos deveres sociais do
homem e de suas obrigações entre sim na comunidade.
Na realidade, ninguém pode viver ao sabor de suas paixões e desejos
momentâneos de onipotência. A satisfação das aspirações morais faz parte integrante do
conjunto dos desejos humanos, pois nenhuma sociedade ou grupo pode viver fora de
qualquer regra ou lei. A vida é uma continua determinação, seleção e criação, não é
apenas deixar-se viver.
É importante lembrar que o agir ético vai alem do pensar bem e honestamente
como uma ressonância de um mundo individual e pessoal, mas exige ao mesmo tempo
que a consciência, que é” uma síntese ativa e em perpetua realização”, se manifeste de
modo explicito através de ações claras e visíveis.
O código de ética não pode ser fruto de uma mera teorização sobre o bem ou
sobre o mal, ele deve resultar de uma ação humana, de uma doutrina, de um sentido
pleno de vida e de cultura. Ele não pode ser uma prisão, mas uma estrada assinalada
para ajudar aos que querem ir devagar e aos que necessitam depressa chegar.
Um Código de Ética é como um mapa de uma cidade, onde as grandes
avenidas assinalam os principais caminhos, de onde decorre a vida para as ruas e praças,
as quais, no seu conjunto, encerram o cotidiano, o escondido, o familiar e o tipo da
cidade.

1.1 - ÉTICA PROFISSIONAL É COMPROMISSO SOCIAL

Toda a fase de formação profissional, o aprendizado das competências e


habilidades referentes à pratica especifica numa determinada área, deve incluir a

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reflexão, desde antes do inicio dos estágios práticos. Ao complementar a formação em
nível superior a pessoa faz um juramento, que significa sua adesão e comprometimento
com a categoria profissional onde formalmente ingressa. Isto caracteriza o aspecto
moral da chamada Ética Profissional, esta adesão voluntária a um conjunto de regras
estabelecidas como sendo as mais adequadas para seu exercício.
Mas pode ser que você precise começar a trabalhar antes de estudar ou
paralelamente aos estudos, e inicia uma atividade profissional sem completar os estudos
ou em áreas que nunca estudo, aprendendo na pratica. Isto também não exime você da
responsabilidade assumida ao iniciar esta atividade. O fato de uma pessoa trabalhar
numa área que não escolheu livremente, o fato de “pegar o que esqueceu” como
emprego por precisar trabalhar, o fato de exercer atividade remunerada onde não
pretende seguir carreira, não isenta da responsabilidade de pertencer, mesmo que
temporariamente, a uma classe, e há deveres a cumprir.
Um jovem que, por exemplo, exerce atividade de auxiliar de almoxarifado durante o dia
e, à noite, faz curso de programador de computadores, certamente estará pensando sobre
seu futuro em outra profissão, mas deve sempre refletir sobre sua pratica atual.

1.2 - ÉTICA PROFISSIONAL: COMO É ESTA REFLEXÃO?

Algumas perguntas podem guiar a reflexão, ate ela torna-se um habito


incorporado ao dia-a-dia.
Tomando-se o exemplo anterior, esta pessoa pode se perguntar sobre os
deveres assumidos ao aceitar o trabalho como auxiliar de almoxarifado, como está
cumprindo suas responsabilidades, o que esperam dela na atividade, o que ela deve
fazer, e como deve fazer, mesmo quando não há outra pessoa olhando ou conferindo.
Pode perguntar a si mesmo: estou sendo bom profissional? Estou agindo
adequadamente? Realizo corretamente minha atividade?
É fundamental ter sempre em mente que há uma serie de atitudes que não estão
descritas nos códigos de todas as profissões, mas que são comuns a todas as atividades
que uma pessoa pode exercer.
Atitudes de generosidade e cooperação no trabalho em equipe, mesmo quando
a atividade é exercida solitariamente em uma sala, ela faz parte de um conjunto maior
de atividades que dependem do bom desempenho desta
Uma postura pró-ativa, ou seja, não ficar restrito apenas às tarefas que forma
dadas a você, mas contribuir para o engrandecimento do trabalho, mesmo que ele seja
temporário.
Muitas oportunidades de trabalho surgem onde menos se espera, desde que
você esteja aberto e receptivo, e que você se preocupe em ser um pouco melhor a cada
dia, seja qual for a sua atividade profissional. E, se não surgir, outro trabalho,
certamente sua vida será mais feliz, gostando do que faz e sem perder, nunca, a
dimensão de que é precioso sempre continuar melhorando, aprendendo, experimentando
novas soluções, criando novas formas de exercer as atividades, aberto a mudanças, nem
que seja mudar, as vezes, pequenos detalhes, mas que podem fazer uma grande
diferença na sua realização profissional e pessoal. Isto tudo pode acontecer com a
reflexão incorporada a seu viver.
E isto é parte do que se chama empregabilidade: a capacidade que você pode
ter de ser um profissional que qualquer patrão desejaria ter entre seus empregados, um
colaborador. Isto é ser um profissional eticamente bom.

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1.3 - ÉTICA PROFISSIONAL E RELAÇÕES SOCIAIS:

O varredor de rua que se preocupa em limpar o canal de escoamento de água


da chuva, o auxiliar de almoxarifado que verifica se não há unidade no local destinado
para colocar caixas de alimentos, o médico cirurgião que confere as suturas nos tecidos
internos antes de completar a cirurgia, a atendente do asilo que se preocupa com a
limpeza de uma senhora idosa após ir ao banheiro, o contador que impede uma fraude
ou desfalque, ou que não maquia o balanço de uma empresa, o engenheiro que utiliza o
material mais indicado para a construção de uma ponte, todos estão agindo de forma
eticamente correta em suas profissões, ao fazerem o que não é visto, ao fazerem aquilo
que, alguém descobrindo, não saberá quem faz, mas que estão preocupados, mais do
que com os deveres profissionais, com as pessoas.
As leis de cada profissão são elaboradas com o objetivo de proteger os
profissionais, a categoria como um todo e as pessoas que dependem daquele
profissional, mas há muitos aspectos não previstos especificamente e que fazem parte
do comprometimento do profissional em ser eticamente correto, aquele que,
independentemente de receber elogios, faz A COISA CERTA.

1.4 - ÉTICA PROFISSIONAL: PONTOS PARA REFLEXÃO:

É imprescindível estar sempre bem informado, acompanhando não apenas as


mudanças nos conhecimentos técnicos da sua área profissional, mas também nos
aspectos legais e normativos. Vá e busque o conhecimento. Muitos processos ético-
disciplinares nos conselhos profissionais acontecem por desconhecimento , negligencia.
Competência técnica, aprimoramento constante, respeito às pessoas,
confidencial idade, privacidade, tolerância, flexibilidade, fidelidade, envolvimento,
afetividade, correção de conduta, boas maneiras, relações genuínas com as pessoas,
responsabilidade, corresponder à confiança que é depositada em você.

Comportamento eticamente adequado e sucesso continuado são indissociáveis!!!!!!

1.5 QUALIDADE NO ATENDIMENTO

O atendimento ao cliente, é hoje, antes de tudo, uma nova conscientização,


uma assimilação de papel a ser cumprido com compromisso e responsabilidade.
A evolução social vem pedindo novas posturas, revolucionando todas as
normas de conduta ate agora impostas.
O verdadeiro conhecimento das necessidades do cliente é fundamental para um
bom atendimento.
Quanto mais atendermos satisfatoriamente, o nosso cliente, que são as pessoas
e tem necessidades a serem atendidas pelos nossos serviços, maior serão a nossa
satisfação pessoal, o crescimento da nossa empresa e sua permanência no mercado.
Qualidade e melhoria do atendimento ao cliente a partir do compromisso e da
melhor maneira de executarmos o nosso trabalho.
É dar valor ao cliente.

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Bom atendimento traz como resultados:

 Público satisfeito;
 Atendente gratificado;
 Organização com imagem valorizado.
Para realizar um bom atendimento são necessárias algumas habilidades.

Habilidade é certa facilidade que as pessoas têm para executar determinada


tarefa.
As habilidades podem ser adquiridas e desenvolvidas ou treinadas.
As vezes é difícil desenvolver determinada habilidade, porque alguns hábitos
cultivados por longo tempo impedem a mudança necessária. São aqueles hábitos antigos
que já se tornaram mecânicos, dos quais devemos nos libertar.
Na maioria das vezes, o que deve ser feito é desaprender algumas formas de
trabalho, que estão firmes como uma rocha dentro de nós.
Um dos aspectos que devem ser ressaltados é a valorização do seu trabalho por
parte do atendente. Em qualquer atendimento efetuado há um significado social
importante realizado por você.
Atender é ajudar outras pessoas.
No seu trabalho, quando você esta se relacionando com outra pessoa, não se
esqueça que não é apenas uma tarefa que você tem a executar, é algo muito mais
importante. No hospital, os pacientes querem ser tratados como pessoas e não como
arquivo de casos e sintomas.

O QUE FAZER?????

 VOCE DEVE SE PREOCUPAR COM A INFLUÊNCIA QUE O SEU


COMPORTAMENTO TEM SOBRE AS PESSOAS COM QUE VOCE SE
RELACIONA.
 DEVE-SE PREOCUPAR COM O TIPO DE AJUDA QUE PODE PRESTAR
A ESSAS PESSOAS.
 PODE AUXILIÁ-LOS NA RESOLUÇÃO DE SUAS DIFICULDADES, DE
SEUS PROBLEMAS, NAS SUAS DUVIDAS, AMPARANDO-AS QUANDO
NECESSARIO.

COMO ATENDER BEM O PÚBLICO

I – Interesses pelos problemas da outra parte


 Dedicar-lhe toda atenção;
 Ouvir cuidadosamente, o que a parte tem a dizer;
 Ajudar a parte a expressar-se;
 Fazer-lhe perguntas de esclarecimento;

II – Qualidade da informação

 Ser claro, completo e conciso;


 Estar seguro do que diz;
 Permitir objeções (dialogar);

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 Ter sempre respostas corretas;

III – Linguagem e voz

 Articular, bem as palavras;


 Escolher as palavras de acordo com o grau de instrução da pessoa a quem esta
atendendo;
 Graduar a altura e o timbre de voz de acordo com a situação;

IV – Tato e Habilidade

 Convencer, sem pressionar;


 Explicar, sem julgar ou censurar;
 Usar gesticulação, expressões fisionômicas e apropriadas;
 Usa palavras e declarações apropriadas;
 Perceber os acontecimentos internos;
 Ser oportuna, sutil, flexível;

V – O cliente tem sempre razão?

 Pelos eu ângulo de visão 9ponto de vista), sim. O funcionamento também, pelo


seu ângulo, mas dependemos do cliente, portanto, sejamos sensatos - não
importa quem tem razão, o cliente esta sempre em primeiro lugar.

GUIA: ATITUDES DE QUALIDADE

 AS INFORMAÇÕES DEVEM PASSADAS E RECEBIDAS DE FORMA CLARA E


OBJETIVA.
 A QUALIDADE DO TRABALHO DEVERÁ SER ANALISADA E COMPROVADA,
VISANDO ATENDER AS NECESSODADES DO CLIENTE;
 PROCURE AS CAUSAS PRINCIPAIS DOS PROBLEMAS E ELIME-AS,
EVITANDO ASSIM QUE SE REPITAM. PARA AGIR CORRETAMENTE,
REFLITA E DECIDA SOMENTE BASEADO EM DADOS E FATOS
CONCRETOS;
 QUALIDADE É A SATISFAÇÃO TOTAL DO TRABALHO REALIZADO.

Corrigir falhas a nova postura profissional.


A qualidade do produto ou serviço
Depende dos esforços de indivíduos
E do grupos.

O QUE É UM CLIENTE?

O cliente é a pessoa mais importante em qualquer tipo de negocio.


O cliente não depende de nós, nós dependemos dele.

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O cliente não interrompe o nosso trabalho. Ele é o propósito do nosso trabalho.
O cliente nos faz um favor, entra. Nós não estamos fazendo nenhum favor esperando
por ele.
O cliente é a parte essencial do nosso negocio – não uma parte descartável.
O cliente não significa só dinheiro na caixa registradora, é um ser humano com
sentimentos que precisa ser tratado com todo respeito.
O cliente merece toda a atenção e cortesia possível.
Ele é o sangue de qualquer negocio. É ele que paga o seu salário.
Sem cliente você fecharia as suas portas.
Nunca se esqueça disso.
Um cliente é um ser humano, de todos os tamanhos e cores. Um cliente é uma criança
que precisa de ajuda para alcançar um brinquedo numa prateleira alta. Um cliente é um
homem idoso que perdeu a direção no labirinto dos corredores de um hospital. Um
cliente é uma mulher que não fala bem o seu idioma e está explicando o que precisa da
única forma que pode. Um cliente é um publico pagante, contribuinte, paciente, cliente,
pagador de impostos, membro, hospede, sócio- todos são sinônimos do maior
patrimônio que uma empresa pode ter – o cliente, que vem ate você e paga pelo serviço
ou produto. O que é um cliente? O cliente é a razão da existência da sua empresa.

PONTO DE VISTA

NÃO É ESQUISITO?

Quando o outro não faz, é preguiçoso;


Quando você não faz, esta ocupado;
Quando o outro fala, é intrigante;
Quando você fala, é critica construtiva;
Quando o outro decide a favor de um ponto, é a cabeça dura;
Quando você o faz, esta sempre firme;
Quando o outro não cumprimenta, é mascarado;
Quando você passa sem cumprimentar, é distração;
Quando o outro fala de si próprio, é egoísta;
Quando você fala, é porque é necessário;
Quando o outro se esforça para ser agradável, tem outra intenção;
Quando você age assim, esta sendo gentil;
Quando o outro encara os dois lados de um problema esta sendo fraco;
Quando você age assim, esta sendo honesto;
Quando o outro age apressadamente, é avoado;
Quando você o faz, é eficaz;
Quando o outro faz uma coisa se ordem, esta se excedendo;
Quando você o faz, é iniciativa;
Quando o outro progride, teve oportunidade;
Quando você progride, é fruto de um trabalho.
Quando o outro luta pelos seus direitos, é teimoso;
Quando você o faz, é prova de caráter.

PROCURE AGIR COM:


 Eficácia e seriedade;
 Boa vontade e presteza;

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 Calma e objetividade;
 Discriminação;
 Pontualidade

VIDA PROFISSIONAL

Todo empregado representa a empresa em todas as circunstâncias.


Cada profissional deve conscientizar-se do valor do papel que desempenha na
empresa para além de alcançar os objetivos desta, angariar para si o prestigio e o apreço
dos colegas e principalmente, de si mesmo.
No ambiente de trabalho é fundamental o respeito, a gentileza e a atenção. Não
é elegante a adoção de apelidos. Eles depõem contra o empregado e aquele que o
emprega, representando falta de compostura, educação trato social profissionalismo.

ATENÇÃO PARA:

 CUMPRIMENTO AMAVEL E SINCERO;


 TOM DE VOZ AGRADAVEL;
 INFORMAÇÕES CORRETAS;
 INTERESSE PELOS PROBLEMAS DO INTERLOCUTOR;
 FORMALIDADE;
 FISIONOMIA TRANQUILA;
 GESTOS MODERADOS;
 ELEGANCIA NO VESTIR;
 HIGIENE PESSOAL;
 ANDAR DISCRETO;
 CONTROLE EMOCIONAL;
 HABITOS DISCRETOS;
 RESPEITO COM OS SUPERIORES.

BOM DIA !!!! OBRIGADA!!!! POR FAVOR!!!!, são expressões importantes


na comunicação diária dirigida a todas as pessoas.

Cooperação e disciplina são atitudes básicas que devem presidir o


comportamento humano em qualquer setor de trabalho.
Em ambiente de trabalho é de bom-tom que se fale na primeira pessoa; nós, a
ação deve refletir sempre a vontade da maioria.
O profissional que trabalha em uma empresa deve-se conscientizar de que,
antes de prestar serviços para terceiros, prestar para si mesmo é um investimento na sua
própria pessoa.

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II – INTRODUÇÃO A PSICOLOGIA

2.1 - Conceito e objetivo da psicologia

Psique = alma logos =estudo

A psicologia é uma ciência que estuda o comportamento do homem. Uma


ciência é o modo como o homem se relaciona com o mundo procurando conhecê-lo e
organizando a informação daí retiradas em forma que chamamos de conhecimento mas
essa forma não pode ser qualquer uma, ela tem que seguir um método cientifico, como a
observação, a descrição, a identificação. A psicologia estuda nossa mente, nossas
emoções, ações, sentimentos, relacionamentos, etc. Como e por que agimos de
determinada forma nas diferentes situações.

O que nos influencia; nada se perde e nada é por acaso. Tudo se transforma em
dados para entendermos o indivíduo.
O termo comportamento humano refere-se sensivelmente ao que é possível que
uma ou várias pessoas façam, todo comportamento tem uma causa que o produz, sendo
provocado por forças que atuam internamente e externamente ao individuo.
Exemplo de forças internas:
 Desejo;
 Necessidades;
 Ansiedade;
 Interesse;
 Valores;
 Frustrações.

Exemplo de forças externas:
 Exigência da saciedade;
 Recompensa;
 Expectativa da família.

Os comportamentos também podem ser classificados da seguinte forma:

Eventos públicos (agir)


Conjunto de comportamentos visíveis desenvolvidos pelo organismo. Ex:
escrever, andar, piscar, beijar.

Eventos privados (sentir e pensar)

Sentir - Emoções
- Sensações
- Sentimentos

Pensar - Pensamentos
- Conceitos
- Fantasias

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- Imaginações
- Raciocínio
- Tomada de decisões

2.2 - O que faz o psicólogo?

Imagine alguém que vá a um médico e depois de fazer todos os exames, o


resultado seja de que essa pessoa não tem nada, mesmo assim esse alguém ainda apode
se queixar de não se sentindo bem, queixa-se de desanimo, de angustia, de problemas
que não são orgânicos. Isto denuncia que o corpo não é só o biológico, mas é também
esse outro lugar de onde vêm essas queixas que chamamos de psíquicos. Então é isto, na
definição mais simples “A psicologia estuda o psiquismo”. Existem diversos campos
de especialização, sobressaindo-se principalmente a psicologia clínica educacional e
ocupacional.
O psicólogo clínico trabalha na reabilitação das queixas psíquicas, o educacional
sobre a forma de como é feita à educação e também na reabilitação dos problemas de
aprendizagem, e ocupacional ou do trabalho, na seleção, treinamento e avaliação de
pessoas em empresas.
A psicologia pode assessorar o desenvolvimento do trabalho, facilitando a forma
de como lidar com o psiquismo tanto do próprio profissional, como do cliente.

2.3 - A psicologia é uma ciência biopsicossocial.

O organismo que é objeto de estudo da psicologia é o homem, ainda que para


se compreender o comportamento humano seja necessário estudar outras espécies.
As interações não são as que fazem parte do organismo (estão dentro), pois
estas são estudadas pela biologia, e não são entre grupos de indivíduos, pois estes são
estudados pelas ciências sociais. Entretanto, a biologia e as ciências sociais podem
auxiliar estudos na área da psicologia e por isso surgiram áreas denominadas de
psicofisiologia, psicobiologia, psicologia social, dentre outras.
Como já descrito, a concepção de homem que o profissional traz consigo
mesmo “contamina” inevitavelmente a sua pesquisa em psicologia. Há diferentes
concepções de homem em termos filosóficos. O homem pode ser visto, por exemplo,
como um ser:
- puro e que foi corrompido pela sociedade (concepção de homem natural para
Rousseau);
- abstrato, com características definidas e que não mudam, a despeito das condições
sociais a que esteja submetido (visão determinista);
- datado, determinado pelas condições históricas e sociais que o cercam (visão histórico-
social);
- que influencia e é influenciado pelo seu meio (visão analítico-comportamental).

Conforme a definição de homem adotada, teremos uma concepção de objeto da


psicologia que combine com ela.
Para psicologia o individuo é entendido como um todo – corpo – mente –
social. Atualmente a sociedade começa a se preocupar com o papel das emoções na
vida do individuo, o poder da mente em sua vida; a importância de compreender melhor
nossos comportamentos e emoções.

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O homem moderno deve ser entendido sob um aspecto biopsicossocial. Toda
história de vida deve ser analisada sob influências biológicas, psicológicas e sociais,
aspectos esse que são interligados.
O homem recebe influências do seu organismo internamente (genética, vírus,
bactérias, doenças congênitas, defeitos estruturais), da sua percepção própria,
experiências e vivências de mundo (ações, pensamentos e sentimentos) e da sua
interação com os diversos grupos (família, amigos), a sociedade e sua cultura.

O modelo biomédico

O modelo biomédico baseia-se em grande parte numa visão cartesiana do


mundo. Este sistema de pensamento defendeu que o mundo podia ser comparado a uma
máquina, mais concretamente de um relógio, e que o conhecimento do universo passaria
assim pelo “conhecimento detalhado das peças do relógio”. O que interessa seriam
então os fenômenos observáveis, e por assim dizer, o corpo, ficando desta forma o
homem reduzido aos seus aspectos biológicos ou orgânicos, e assim a suas estruturas e
processos biológicos e físico-químicos Todos os outros aspectos são negligenciados.
Para o modelo biomédico, a doença é encarada como um defeito mecânico
(avaria na máquina temporal ou permanente) localizável numa máquina física e
bioquímica. Este defeito pode ser reparado por meio de meios físicos (cirurgia) ou
químicos (farmacologia). A parte doente pode ser tratada isolada de todo o resto do
corpo. Assim, a cura equivale à reparação da máquina.
De acordo com o modelo biomédico, uma pessoas está bem com a saúde
mental quando existe ausência de doença. Essa visão reducionista biológica tem sido
fortemente criticada a partir dos anos 70 do séc. XX.

2.4 - Qual a importância da psicologia para as profissões?

 Procurar entender as necessidades do individuo e sociedade e estratégias para


supri-las e preveni-las,
 Estudar o papel da inteligência emocional;
 Orientar, selecionar e identificar métodos e técnicas para uma vida melhor;
 Identificar distúrbios, falhas e procurar meios de saná-los ou ameniza-los;
 Trabalhar relacionamento intrapessoal e interpessoal;

III - INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Tradicionalmente, nossas capacidades e nosso potencial no ambiente de


trabalho são mensurados através de nossa perícia em uma determinada área – em
essência, por meio do nosso treinamento profissional, da nossa formação e de nossa
experiência.
Entretanto, dadas as mudanças que acontecem no ambiente de negócios global,
rapidamente mutável, estamos cada vez mais sendo julgados por outros critérios,

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especialmente pelo critério de até que ponto nos saímos bem em diferentes situações e
interagimos bem com os outros.
Um crescente campo de trabalho indica que as habilidades cognitivas não estão
sozinhas em relevância para esses novos critérios. Em vez disso, a inteligência
emocional, muitas vezes denominada QE (quociente de inteligência emocional), reflete
um modo diferente de ser inteligente.
A inteligência emocional é a “capacidade de reconhecer nossos próprios
sentimentos e os sentimentos dos outros, de motivarmos a nós mesmos, de administrar
bem as emoções em nós e em nossos relacionamentos”.
Essas habilidades são distintas, porém complementares daquelas relacionadas
com a inteligência acadêmica. Como as pesquisas sugerem, o QE é um fator crítico de
sucesso nas carreiras e nas organizações, em atividades variadas como: tomada de
decisão, liderança, desenvolvimento de relações confiáveis, fazer parte de equipes de
trabalho, alcance de comunicação aberta e franca, captar criatividade e inovação e
desenvolver a lealdade.
A inteligência emocional está baseada em quatro competências pessoais e
sociais básicas:
1. Autoconsciência: Saber o que estamos fazendo e sentindo, usando esses
sentimentos para guiar nossa tomada de decisão e ter senso realístico e bem
fundamentado de nossas próprias habilidades. As competências específicas da
autoconsciência incluem: consciência emocional, autoavaliação precisa e autoconfiança.

2. Autogestão: integrar nossas emoções de modo que elas facilitem a tarefa em


mãos; ser honesto e aberto na persecução de metas; ser flexível em ultrapassar
obstáculos ou se adaptar às situações de mudança. As competências específicas incluem
autocontrole emocional, transparência (demonstrar honestidade e integridade),
adaptabilidade, empreendedorismo, iniciativa e otimismo.

3. Consciência social: sensibilizar-se com o que as outras pessoas estão


sentindo, sendo capaz de considerar suas perspectivas e cultivar vínculos e sintonia com
uma ampla diversidade de pessoas. As competências específicas incluem empatia,
consciência organizacional (reconhecer os eventos, as redes de decisão, as políticas
organizacionais) e de serviço (reconhecer e atender as necessidades dos seguidores, dos
clientes ou dos consumidores).

4. Gestão de relacionamento: lidar bem com as emoções nos relacionamentos e


registrar precisamente as redes e situações sociais; interagir com serenidade; usar essas
habilidades para persuadir e liderar, para negociar e em prol da cooperação e do
trabalho de equipe. Habilidades críticas incluem liderança inspiradora, capacidade de
exercer influência e desenvolver outras pessoas, administração de conflitos, ser um
catalisador da mudança, construir laços com o propósito de cultivar e manter uma rede
de relações, capacidade de trabalho em equipe e colaboração.

Embora o conceito de inteligência emocional ainda seja relativamente novo,


sua importância se reflete nos tipos de habilidades e capacidades que as organizações
estão procurando nos candidatos a emprego, até mesmo para posições iniciais. Isso
inclui: capacidade de trabalhar em um ambiente de equipe desestruturado; habilidades
relacionadas com a diversidade e com competência interpessoal; capacidade de
negociação e persuasão; habilidades de comunicação verbal e escrita; habilidade de alto

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desempenho, especialmente sob pressão; consciência ética; capacidade de ser um agente
de mudança e capacidade de liderança.
A inteligência emocional é essencial na tomada de decisões e na aplicação dos
princípios das relações de trabalho, uma vez que a forma como o gestor administra suas
emoções e consegue decifrar os sentimentos e necessidades de outras pessoas, afeta a
qualidade de aspectos gerenciais e, em consequência, à forma como exerce o papel de
gestor desenvolvedor. Por exemplo, se o gestor não consegue controlar a ira, tende a
tomar decisões e avaliar desempenho motivado pela retaliação, hostilidade e vingança.
Os gestores podem desenvolver aspectos de sua inteligência emocional,
objetivando tratar as dimensões da gestão que implicam relações interpessoais com os
seus liderados, de forma adequada, considerando as especificidades das anas.
A inteligência emocional refere-se a qualidades como: a compreensão dos
próprios sentimentos, empatia e controle das emoções para melhorar a própria vida e
das demais pessoas. Daniel Goleman (1995) descobriu que os gestores mais eficazes e
com grande legitimidade diante das equipes que gerenciam, apresentam alto grau de
inteligência emocional. Em Harvard, Goleman (1995) fez pesquisas em Psicologia que
o levaram a estabelecer cinco fatores-chave indicativos desse tipo de inteligência:
autoconscientização, autocontrole, motivação, empatia e habilidade social.
1. Autoconscientização: habilidade de compreender os próprios estados de
humor e emoções e seus efeitos sobre os outros. A autoconscientização também inclui
considerar a intuição nas decisões e relacionamentos.
2. Autocontrole: habilidade de controlar impulsos, acalmar a ansiedade e reagir
às situações com a emoção proporcional.
3. Motivação: garra, persistência e otimismo para lidar com desafios.
Capacidade de encontrar sentido na tarefa em si. Paixão por trabalhar por motivos além
do dinheiro e status. Moral elevado.
4. Empatia: habilidade para entrar em contato com sentimentos não declarados
de outras pessoas. A empatia nas pessoas com cargo de gestão é essencial para que elas
possam compreender questões relacionadas a como comunicar-se com pessoas e
orientá-las.
5. Habilidade social: competência para lidar com relacionamentos e orientar
equipes de trabalho.

Muitos tópicos incluídos no estudo do comportamento organizacional, tais


como comunicação, solução de conflitos, exercício de influência e poder são
componentes da inteligência emocional.
O estabelecimento de referências adequadas e realísticas de desempenho, a
prática de reconhecimento e a emissão de críticas de forma justa para o aprimoramento;
são indicativos de habilidades de inteligência emocional que podem ser trabalhadas e
desenvolvidas.
À medida que continuamos a explorar e pesquisar a dinâmica associada à
inteligência emocional, a área promete aprimorar nosso entendimento das diferenças
entre os indivíduos, incluindo os vários papéis que os líderes desempenham em suas
organizações e os fenômenos relacionados à interação humana em qualquer ambiente.

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IV - ESTUDO DA PERSONALIDADE

4.1 – Conceito

Quando você fala em personalidade, esta palavra vem associada a


comportamento, caráter, temperamento e conduta de uma pessoa. Personalidade é a
soma total, do comportamento de uma pessoa, suas atitudes, valores, crenças.
Nossa personalidade se revela constantemente em nosso modo ser, em nosso
modo de agir e reagir diante de coisas, de conversar, os termos que escolhemos nosso
modo de entrar em um ambiente estranho. Tudo isso reflete aquilo que somos nossos
sentimentos, valores. A constituição biológica, o temperamento e o caráter compõem a
personalidade.

 Temperamento: São as tendências, as predisposições inatas, o temperamento


inato se manifesta mesmo em recém-nascido. É controlável, mas não mutável. É
o jeito de ser da pessoa.
 Caráter: É o aspecto de cunho adquirido, depende das condições ambientais em
que se desenvolve o individuo. É o conjunto de formas comportamentais, mas
elaboradas e determinadas pelas influencias ambientais, sociais e culturais, que o
individuo usa para adaptar-se ao meio.
 Atitude mental: O pensamento é realmente uma força poderosa, e não há para
ele o menor obstáculo que haja força de vontade e determinação. É um fator de
origem anterior, que se espalha por todo o psiquismo e que reflete
exteriormente. Uma manifestação de pensamento ou atitude mental, positiva
leva a um comportamento positivo.
A personalidade tem inicio a partir do nascimento. Assim os primeiros anos de
vida de uma pessoa são importantíssimos para a constituição de sua futura
personalidade. A qualidade da relação entre pais e filhos, pessoas próximas, objetos
e meio ambiente, exercem uma influência determinante na formação psicológica da
criança.
Por isso essas relações devem suprir necessidades físicas, de afeto, de cuidados e
atenção. É imprescindível estimular, elogiar, motivar e dar liberdade para os
pequenos de expressar emoções (alegria, afeto, tristeza, medo, raiva) para que a
criança construa sua personalidade com base em amor próprio.
Podemos considerar dois fatores que constituem a personalidade:
 Hereditário: fatores que estão determinados desde a concepção do bebê.
Estatura, cor dos olhos, pele, metabolismo, reflexos musculares e vários
outros. É aquilo que recebe de herança genética.
 Ambientais: fatores que também exercem grande influencia porque
dizem respeito à cultura, hábitos, familiares, grupos sociais, escola,
responsabilidades, moral e ética.

4.2 Traços da personalidade

Um traço de personalidade é uma característica duradoura do individuo e que se


manifesta na maneira do individuo se comportar em qualquer situação. Um traço de
personalidade pode ser comum numa cultura e não em outra.
Cada pessoa apresenta um conjunto de traços de personalidade e que pode ser
mais acentuado em uma pessoa e menos em outra.

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Vejamos alguns traços de personalidade:
 SOCIABILIDADE: é a facilidade que certas pessoas tem de relacionar-se,
de estabelecer contatos sócias. Entrosar-se facilmente nos grupos, gosta de
estar sempre acompanhada. O contrario é uma pessoa retraída.
 LIDERANÇA: é a capacidade de planejar, organizar e conduzir os membros
dos grupos à atingir determinados objetivos, dividindo-se responsabilidades
e conseguindo a colaboração efetiva do grupo.
 DINAMISMO: é a disposição para agir ou a capacidade de realizar grande
atividade, de dispensar grande quantidade de energia no trabalho. Profissões:
de atividades e que exijam maior movimentação.
 INICIATIVA: é a facilidade de imaginar soluções, de tomar providencias de
decidir frente a situações diferentes. É importante para todas as profissões
que exija tomada de decisões.
 EMOTIVIDADE: é a predisposição para emocionar-se facilmente, frente a
situações agradáveis e desagradáveis. Sabemos que certas profissões e
emotividade excessiva podem ser prejudiciais. Uma vez que nelas o
profissional se defronta frequentemente com estímulos que podem provocar
sua atenção
 DISCIPLINA: é a facilidade de adaptação a normas de trabalho pré-
estabelecidas e trabalho metódico. A disciplina é uma qualidade
indispensável em algumas profissões e importante em quase todas.
 CONCENTRAÇÃO: é a capacidade de envolver-se e, uma atividade,
impedindo que os estímulos a sua volta, por mais atraentes que sejam,
venham afetar a realização dessa atividade. Quase todas as profissões
exigem essa capacidade.
 AUTO-CONTROLE: é a capacidade de cortar as próprias reações
emocionais ou expressa-las de modo socialmente aceitável. Todas as
profissões que implicam no relacionamento com outras pessoas exigem essa
capacidade.
 PERSEVERANÇA: é a capacidade de prosseguir na atividade iniciada e
lava-la ate o fim, mesmo que durante sua realização ocorram solicitações
mais interessantes. É importante para todas as profissões.
 RAPIDEZ: é a capacidade que certas pessoas tem de responder e executar
determinadas tarefas com certa rapidez, tais como: rapidez de raciocínio, de
percepção para cálculos, etc. Existem profissões que a rapidez é fator
importante para sua execução quando que em outras o individuo mais lento
pode se sair bem.
 FLEXIBILIDADE: é a facilidade de adaptar-se as mudanças, de modificar
ou alterar seus próprios planos e de aceitar os pontos de vista dos outros. É
uma qualidade importante nas profissões que exigem trabalho em equipe.
 EGOCENTRISMO: é a característica da pessoa que busca, antes de tudo a
satisfação de suas próprias necessidades, interesses e desejos, bem como a
sua autopromoção, sem levar em conta as necessidades dos outros. É um
traço que , quando muito acentuado, pode dificultar a adaptação a profissão
que envolvem trabalho em equipe.
 EMPATIA: é a capacidade de colocar-se no lugar dos outros, de sentir ou
perceber suas dificuldade a alegria. /a empatia é indispensável para todos os
profissionais que lida, com pessoas que devem ouvi-las e assisti-las.

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 DEPRESSÃO: é a tendência que a pessoa tem para sentir-se freqüentemente
triste, para achar que as coisas não vão bem, um traço que pode dificultar o
desempenho em profissões nas quais a pessoa trabalha só ou naquelas que
por si já são deprimentes.

4.3 Ajustamento da Personalidade

É a adequação de respostas físicas, emocionais e sociais ás situações cotidianas.


Todas as reações que se afastam dos padrões bio-psico-sociais, muitas vezes podem ser
interpretados como possíveis transtornos da personalidade. A personalidade ajustada é a
que reage ás situações de uma forma adequada utilizando ate mesmo de mecanismos de
defesa para enfrentar certas situações.
Podemos superar conflitos, frustrações sem desintegrar nossa personalidade,
mantendo-nos ajustados, embora estejamos sujeitos a crises emocionais ou sociais.

4.4 Conseqüências do Desajustamento


 Tensão, cansaço;
 Falta de esperança no presente e no futuro;
 Falta de expectativa;
 Desanimo, falta de concentração;
 Stress;

4.5 – O aparelho Psíquico

Segundo Freud, a personalidade é composta por três grandes sistemas:


ID,EGO,SUPEREGO.

ID = corresponde a porção mais profunda e hereditária do aparelho psíquico. É


impulsivo, segue o principio do prazer; o meio impõe restrições a este ocorrendo,
assim, adaptações. Os indivíduos que tem predominância do ID são impulsivos,
instintivos, agem conforme a emoção;

EGO = Surge pela necessidade de adaptação entre o ID e o mundo exterior. Orienta-


se pela razão. As pessoas são guiadas pelo ego praticas, cautelosas, sensatas,
ponderadas, mais racionais;

SUPEREGO = Desenvolve-se pela incorporação e estrutura psíquica de regras e


normas ditadas pelo mundo exterior. Representa a herança sócio-cultural do
individuo. Os indivíduos que tem predominância do superego agem de acordo com
os padrões da sociedade. São angustiados, tímidos, indecisos e receosos. Estas três
estruturas psíquicas não podem ser considerados isolamento pois independem-se
existindo um equilíbrio entre elas.

Caso não haja este equilíbrio é uma das estrutura não realistas (ID e
SUPEREGO), predomine, a personalidade tenderá a padrões desviados de
normalidade. O exemplo abaixo ilustra bem a atuação destas três estruturas: uma
pessoa gostou de um objeto e senti-se tentada a roubá-la (ID). Imediatamente pensa:

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Não posso, não devo roubá-lo (SUPEREGO). O ego então aconselha; você poderá
adquiri-lo se trabalhar e economizar parte de seu salário.

4.6- Mecanismo de Defesa

Chamamos de mecanismo de defesa os diversos tipos de processos psíquicos,


cuja, finalidade consiste em afastar um evento gerado de angustia da percepção
consciente. Os mecanismos de defesa são funções do EGO, e por definição
inconscientes. Como sede da angustia, ele é mobilizado diante de um sinal de
perigo e desencadeia uma série de mecanismos repressores que impedirão a vivência
de fatos dolorosos, os quais o organismo não está pronto para suportar. São
mecanismos de defesa:
 Repressão: afasta da consciência uma idéia que provoca ansiedade, contudo o
material reprimido continua fazendo parte da mente, exigindo grande quantidade
de energia para mantê-lo assim. Ex.: doenças psicossomáticas. Também é
possível que o cansaço excessivo, As fobias e impotência ou a frigidez derivem
de sentimentos reprimidos.
 Negação: é a tentativa de não aceitar na consciência algum fato que perturba o
ego. Os adultos têm a tendência de fantasiar que certos acontecimentos não são,
de fato, do jeito que são, ou que na verdade nunca aconteceram. A notável
capacidade de lembrar-se incorretamente de fatos é a forma de negação
encontrada com maior freqüência.
 Racionalização: é o processo de achar motivos lógicos e racionais aceitáveis
para pensamentos e ações inaceitáveis.
 Projeção: é o ato de atribuir a uma pessoa, animal ou objeto, as qualidades,
sentimentos ou intenções que se originam em si próprio.
 Sublimação: a energia a impulsos e instintos constrangedores é, canalizada para
atividades socialmente reconhecidas.
 Deslocamento: é um mecanismo psicológico de defesa onde a pessoa atribui sua
intenção para outra mais aceita socialmente.

V FASES DO DESENVOLVIMENTO HUMANO

Basicamente o ser humano passa por 4 fases de desenvolvimento:

 Infância/Latência;
 Adolescência;
 Vida Adulta;
 Velhice.

Cada fase é diferenciada por ter características próprias, dificuldades, necessidades,


objetivos a alcançar. O sucesso de cada fase prepara o individuo para a próxima fase e o
equilíbrio desta determina o desenvolvimento humano.

5.1 Infância/ Latência (período mais ou menos de 0 a 12 anos)

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Infância é o período da vida que se estende do nascimento ate a instalação da
puberdade.

 Primeira infância: (0 a 2 anos) ocorre uma enorme quantidade de


acontecimentos em todos ao aspectos neurológicos, crescimento celular do
cérebro, motor e sensorial da criança. Descobertas cognitivo-perceptuais. Fase
de imitação, ligação afetivas difusas, mas ao final começa a mostrar uma forte
ligação afetiva individual.

Linguagem começa = levando rápidos progressos cognitivos


Aos 2 anos = mudança no relacionamento interpessoal e criança começa a se voltar
mais para os companheiros de mesma idade e menos aos adultos.
Observações:

o Possuem reflexos adaptativos e primitivos como o de sucção e busca;


o Consegue ver e ouvir em condições especiais;
o O aleitamento materno tem-se mostrado, reiteradamente, melhor para o bebê, do
ponto de vista nutricional, proporcionando anticorpos necessários;
o Aumento dos ossos em numero e densidade;
o No primeiro ano de vida, os bebês triplicam o peso do corpo, acrescentando de
30 a 38 cm ao comprimento;
o Rápido aperfeiçoamento das habilidades locomotoras e manipulativas.

 Segunda infância: (2 a 3 até 6,7 anos)

Idade pré-escolar

Entre os 2 e 6 anos de idade, a criança deixa de ser aquele ser que começa a andar ainda
dependente, capaz de se comunicar apenas de formas primitivas, para tornar-se uma
criatura competente, comunicativa e social, apta para iniciar a escola.
Crescimento neurológico seja muito menos do que na fase anterior, da mesma forma
que as mudanças no peso e altura são mais lentas.
Complexo de Édipo = identificação sexual
Começa sua independência – fase egocentrismo. Período de relativa tranqüilidade e com
a família e com os amigos.
Observações:

 O desenvolvimento da linguagem dá-se a um ritmo rápido entre 2 e 3 anos. As


crianças começam por formar farses com duas palavras. O desenvolvimento da
linguagem segue a velocidade variada, em crianças diferentes, com ambientes
linguisticamente mais ricos.
 Meninos e meninas não diferem na inteligência, porém meninos costumam sair-
se melhor em tarefas que exijam visualização espacial e raciocínio matemático,
ao passo que meninas saem-se melhor e maiores habilidades em tarefas e caráter
verbal.

 Terceira Infância (6 a 7 anos – 12 anos)

A maior parte das habilidades motoras já estão desenvolvidas;


As meninas apresentam um leve acréscimo de gordura no corpo;

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Mudanças hormonais que levam a puberdade, por volta do 8 anos nas meninas e por
volta de 9 ou 10 anos nos meninos;
Freud – sexualidade parece submergir (latência)
Piaget – operações concretas – mudanças que ocorrem no pensamento.
Desenvolvimento físico também permanece no tipo de platô;
Relacionamento com companheiros (grupos do mesmo sexo)
Observações:

 O desenvolvimento físico dos 6 aos 12 anos é constante e lento;


 As doenças são menos comuns durante esse período do que nos estágios
anteriores. Outros problemas de saúde a obesidade e acidentes;
 A obesidade parece ser causada por problemas hereditários, ou por baixos níveis
de movimentação ou exercício;

5.2 Adolescência

Momento do crescimento da criança em que este chama a atenção de todos,


devido a intensidade com que se processa, acompanhado de fortes modificações o seu
comportamento. Fase de crescimento tanto somático como psíquico, tanto no exterior
como interior. Passagem de criança a adulta é uma etapa intensa.
As várias mudanças corporais associadas à puberdade são amplamente
controladas por hormônios, que desempenham um papel fundamental no drama físico
da adolescência.
Observações:
 Uma das mudanças mais dramáticas é na altura;
 A forma e proporção do corpo do adolescente passam por uma serie de
mudanças;
 As fibras musculares passam por um rápido crescimento inclusive tecido ósseo;
 Desenvolvimento da maturidade sexual, mudanças nas características sexuais
primarias (pênis, ovários, útero etc..), para mudanças secundarias (pêlos, corpo e
rosto)
 A relação com os companheiros se torna bastante significativa, pois os
adolescentes passam maior parte do seu tempo com outros adolescentes;
 Os grupos de amigos deixam de ser do mesmo sexo e passam a ser mistos.

5.3 Maturidade (+ ou – 23 a 24 anos até 50 anos)

O inicio da fase adulta é o período de consolidação do desenvolvimento. Inclui a


introdução ao trabalho, casamento e criação de filhos. Jovem adulto deverá atingir um
nível de desenvolvimento afetivo, fazendo com que as necessidades emocionais
encontrem melhor satisfação com os companheiros do que com o país.

Pessoa Matura defronta-se com:


 Integração na sociedade e cultura adulta;
 Enfrentar desafios, responsabilidades e muitas dificuldades para o afastamento
satisfatório;
 Tem suas próprias idéias não é dirigido mais pelo grupo (tem convicções
pessoais)

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 Possibilidades de independência econômica, tendo capacidade de se manter e a
sua família.
 Suas necessidades de segurança a afeição são satisfeitas principalmente pelo
parceiro amoroso, companheiros de idade e colegas de trabalhos.

PERIODO DE MATURAÇÃO FISICA E EMOCIONAL = ESTABILIDADE

5.4 Velhice (a partir dos 50 anos)

Período que se inicia na década dos 50 anos, após o individuo ter atingido e
vivenciado aquele platô de realizações pessoais (maturidade). Porem o declínio global
das funções físicas, intelectuais e emocionais, ela tende a ocorrer após os 70 anos. Não
corresponde somente a esses acontecimentos psicofísicos, mas envolve um complexo
processo de decadência funcional ( mesmo antes de qualquer sinal de envelhecimento,
podendo dizer que inicia mesmo em idade avançada realizam tarefas de grande
importância em varias áreas de atividades humana quer na políticas, ciências, na
musica, artes.

Observações:
 Podemos dividir os idosos em idosos mais jovens (65 – 75 anos) e idosos
mais velhos (75 +);
 Nesta etapa da vida ocorrem mudanças no cérebro que acarretam o efeito de
retardar o tempo de reação, em quase todas as tarefas;
 Perda da audição é mais comum e perceptível após os 65 anos; isso inclui
perda de audição para sons mais altos, certa perda na capacidade para
discriminar palavras e uma maior dificuldade para ouvir, mediante condições
de ruído;
 Adultos mais velhos também evidenciam padrões diferenciados de sono
acordam mais cedo e acordam mais frequentemente durante a noite;
 Um aspecto para um desenvolvimento bem-sucedido é a elevada satisfação
de vida.

Conselhos práticos para manutenção da aptidão física e mental na velhice:

 Estabelecer bem cedo bons hábitos de saúde;


 Exercite regularmente seu corpo;
 Exercite regularmente sua mente;
 Fique em contato com amigos familiares;
 Encontre maneiras de reduzir ou controlar o estresse crônico;
 Tire férias.

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VI RELAÇÕES HUMANAS
6.1 - OS ELEMENTOS DO PROFISSIONAL ESTRATÉGICO

Qualquer atuação profissional envolve interações com outras pessoas, e para


que estas interações se realizem de maneira eficiente são requeridas muitas e variadas
habilidades sociais( Saber viver em grupo, solucionar situações de conflito, dizer o que
pensa e sente sem ofender ou magoar o outro são habilidades que facilitam as relações
entre as pessoas). Estas habilidades tem como competências técnicas e interpessoais.
Embora exista ocupações em que grande parte das atividades é realizada quase
que isoladamente, como, por exemplo, a do restaurador de obras de arte, do copista de
obras antigas ou do arquivista em um escritório, ainda assim há um processo
complementar que depende de interações sociais, como: recepção de itens, negociação
de contrato, reuniões, supervisão de atividades, aperfeiçoamento por meio de cursos.
PORTANTO NENHUM TRABALHO OCORRE NO ISOLAMENTO
SOCIAL TOTAL.
Os novos paradigmas organizacionais têm priorizado processos de trabalho que
remetem diretamente à natureza e qualidade das relações interpessoais. Entre tais
aspectos, pode-se citar a valorização do trabalho em equipe, criatividade e autonomia.
Essas mudanças imprimem demandas para habilidades como as de
coordenação de grupo, liderança de equipe, manejo do stress e de conflitos interpessoais
e intergrupais, organização de tarefas, resolução de problemas e tomada de decisões,
promoção da criatividade do grupo. As inovações constantes e o desenvolvimento
organizacional no mundo do trabalho requerem ainda competências para falar em
publico, argumentar e convencer na exposição de idéias e estratégias.
Este contexto afirma a importância de todo profissional pensar na sua carreira
de maneira estratégica, desenvolvendo as habilidades exigidas pelo mercado de
trabalho.

 Funcionários simpáticos = confiança, mais motivados, mais decididos, e são


mais recomendados a promoções e aumentos salariais.
 Funcionários hostis = menos queridos pelos colegas, mais arrogantes, mais
calculistas e manipuladores, os aumentos e promoções geralmente lhes são
negados, independente da qualificação estudantil.

Em alguns profissionais estes elementos são inatos (naturais), mas a maioria


precisa melhorar as tendências pessoais, os hábitos e as reações. Ter em alta estes
elementos é como estar em forma do ponto de vista social e organizacional, e chegar lá
pode ser tão difícil e demorado quanto ter um bom condicionamento físico.
Cultivar antipatia é o mesmo que contaminar sua vida social com lixo tóxico,
insultar alguém é envenenar a atmosfera com produtos químicos, gritar com uma pessoa
é como entupi-la de agentes poluentes. Antipatia gera ambiente negativo.
Quatro elementos são fundamentais ao profissional estratégico: Cordialidade,
Empatia, Autenticidade e Saber lidar com as pessoas difíceis.

CORDIALIDADE

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É o primeiro elemento que levamos em conta quando conhecemos alguém. Ser
cordial quer dizer que sabe-se expressar delicadeza em relação ao outro. Ex: “ Que bom
encontrar você.” “ Fico feliz por você estar bem.”
Já a hostilidade é uma manifestação de sentimentos negativos, ex: “ eu não me
importo com o que sente”
É humano considerar a cordialidade um pré-requisito para gostar de alguém.
Uma hostilidade inicial pode criar imensos obstáculos para que se estabeleça uma
relação de confiança com o paciente e de confiança. Afinal nosso instinto é agir com
reciprocidade quando alguém é cordial conosco.
Lembre-se: “todas as vezes que você for grosseiro com
alguém vai apagar por um bom tempo todas as coisas boas
que passou anos fazendo”.
Como aumentar sua cordialidade? Talvez seja diminuindo ou eliminando a
agressividade do seu comportamento, tenha em mente que a hostilidade é uma fraqueza
e sempre que você é hostil com alguém é porque não conseguiu manter a calma.

NÃO CAIA NA TENTAÇÃO!!!!!!!

Raiva pode ser dada vazão sem necessariamente agredir alguém. Uma das
excelentes medidas para eliminar hostilidade é pedir desculpas e se dispor a assumir a
responsabilidade de quando estiver errado.

EMPATIA

De acordo com o psicólogo (Carl Rogers), empatia é a habilidade de perceber


com exatidão o referencial interno da outra pessoa, significa identificar e compreender a
situação, os sentimentos e as razões do próximo. Isso não pode ser confundido com o
impulso altruísta (solidário) de ternura pelas pessoas.
Quando alguém se dá o trabalho de descobrir como você se sente e conversar
com você sobre isso, sua auto-estima se eleva, essa é a famosa sensação de afinidade.
Quando um paciente é tratado com empatia pelo profissional é capaz de confiar
mais em si mesmo e entender melhor, alem de alcançar mudanças de comportamento
benéficas com maior facilidade. Quando os profissionais da saúde se comportam de
forma empática, uma atmosfera de mudanças e autoconsciência passa envolver os
pacientes.
Para se colocar empatia em pratica deve-se aderir alguns comportamentos:
 Demonstrar real interesse pelos sentimentos dos outros;
 Ser um bom ouvinte (atento);
 Não tire conclusões precipitadas ou interrompa;
 Concentre-se nos sentimentos do outro;
 Pense no que a outra pessoa diz e sente, não fique se perguntando “o que
isso significa pra mim?”

AUTENTICIDADE

No contexto dos relacionamentos interpessoais utilizaremos o significado do


termo como: objetivo e verdadeiro.

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Uma pessoa autentica é legitima e sincera, possui a capacidade de ser
verdadeira com ela mesma. Quando falta autenticidade sobra hipocrisia, quando falta
autenticidade sobra falsidade e mentiras.

 Seja sincero com os outros;


 Não esqueça do seu passado;
 Seja humilde;
 Aceite elogios com elegância;
 Cuidado com os exageros.

SABER LIDAR COM AS PESSOAS DIFICEIS

Pessoas difíceis são aquelas tipo que se recusam a fazer as coisas do jeito que
necessita ser feito, ou que fazem exatamente aquilo que você não quer que elas façam e
então você não sabe o que fazer com elas.
Os médicos e conferencias Rick Brinkman e Rickj Kirschener estudiosos da
saúde do ponto de vista da atitude comportamental, realçaram alguns tipos de pessoas
difíceis:
 Tipo tanque de guerra: agressivo e rude, escandaloso e poderoso, intenso e com precisão
de um raio laser, acredita que os fins justificam os meios. Se você ficar em seu caminho
será eliminado.
 Tipo atirado de elite: acostumado a trabalhar de forma dissimulada, certamente guarda
algum ressentimento. Em vez de sair esbravejando, ele prefere se vingar identificando
os seus pontos fracos e usando-os contra você por meio de sabotagem, fofocas e
comentários depreciativos;
 Tipo granada: Seus acessos de raiva e de fúria, em geral, são desproporcionais as
circunstâncias, levando todo mundo a se esquivar em busca de proteção mesmo sem
entender o que esta acontecendo.
 Tipo sabe tudo: sabe 98% de tudo. Basta perguntar e ele ficará horas a fio falando sobre
o assunto e tudo mais que sabe, mas não perderá um minuto para escutar as idéias
“claramente inferiores” que você tem.
 Tipo reclamador: mergulha de cabeça nos problemas, reclama incessantemente e arrasta
todo mundo para baixo com o peso de suas generalizações. Para ele, esta tudo errado e
será sempre assim, a não ser que alguém faça alguma coisa.

Podemos perceber que as atitudes e comportamentos problemáticos possam se


enquadrar em tipos, mas cada situação é única. O fato é que quando você muda o jeito
de lidar (atitudes e comportamentos) com as pessoas, sejam elas difíceis ou não, elas
acabam tendo de aprender novas maneiras de lidar com você. Mude sua postura,
aprenda a ver e a se sentir diferente em relação as pessoas com comportamentos
difíceis.
É importante lembrar que todo mundo reage diferentemente a cada tipo de
comportamento, Uma pessoa que você considera irritante pode ser aceita perfeitamente
pelos outros.
O importante é reduzir as diferenças, conflitos em relacionamentos ocorrem
quando a ênfase está nas diferenças em vez das semelhanças. É essencial reduzir as
diferenças na hora de lidar com pessoas difíceis. O sucesso nesta operação depende de
se encontrar uma base comum e a partir daí tentar redirecionar a interação para um novo
resultado.

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Busque o melhor do tanque de guerra: se você estiver sob o ataque do tanque de
guerra, é porque você foi considerado parte do problema. Há três reações emocionais
típicas para quem recebe o ataque de um tanque, primeiro o contra-ataque, segundo
defender-se explicando ou justificando e o ultimo ficar paralisado. Estas reações são
naturais porém inúteis.
Para se buscar o melhor do tanque de guerra podemos optar por:
 Manter a posição permanecendo firme;
 Interromper o ataque;
 Chamar a pessoa pelo nome;
 Manter a voz 25% mais baixa do que a voz do tanque;
 Falar pouco e de forma suave;
 Concentrar-se na síntese do problema;
 Mostrar que você esta presente para ajudar;

Busque o melhor do atirador de elite: podemos optar por:


 Não reagir exageradamente;
 Manter uma atitude de curiosidade;
 Tentar não levar a coisa para o lado pessoal;
 Colocar o foco no atirador de elite, não em você.

Busque o melhor do tipo sabe tudo: são dotadas de grande conhecimento, extrema
competência, muita assertividade e eloqüência para expressar seus pontos de vista.
Portanto para se buscar o melhor do sabe tudo podemos optar por:
 Apresentar novas idéias e informações de maneira organizada e concisa;
 Usar expressões leves como quem sabe, pode ser. Estas expressões soam algo
hipotético, indireto e não parece determinação ou critica.
 Não fique ressentido com o sabe tudo, não é da natureza dele ouvir uma segunda
opinião.
Busque o melhor do tipo granada: perder o controle emocional é uma estratégia de
defesa contra o sentimento de insignificância – uma estratégia muito utilizada pela
pessoa tipo Granada. Portanto para se buscar o melhor granada podemos optar por:
 Falar mais alto que o granada, porém sem parecer agressivo;
 Falar o nome dele alto, mas conto de voz que demonstre interesse e não raiva;
 Procure reduzir a intensidade quando perceber que a pessoa granada esta reagindo;
 Responder com raiva uma pessoa do tipo granada é como tentar apagar um incêndio
com gasolina;

Busque o melhor do tipo reclamador: ainda que uma reclamação possa ser terapêutica
para quem reclama e útil para quem escuta, o excesso é um poço sem fundo. Essa é a
especialidade do reclamador. Suas queixas raramente têm alguma utilidade. Para se
buscar o melhor do tipo reclamador podemos optar por:
 Escutar todas as queixas do reclamador é provavelmente a ultima coisa que você queira
fazer na vida, mas já é um passo crucial;
 Direcione o foco para soluções, mostre o futuro e não se apegue ao passado;
 Não tente resolver os problemas do reclamador, ninguém conseguiria;

 Não perguntar do que ele se queixa, ele vai encarar isso como um convite a recomeçar a
contar seus problemas.

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As pessoas difíceis fazem parte da vida. Elas existem desde o começo dos
tempos, sempre reclamando ou brigando. Mas o comprometimento e a perseverança de
cada um de nos permitem reduzir os desentendimentos e eliminar conflitos que existem
no mundo. Sem parecer muito arrogante é justo que o futuro da humanidade depende de
aprendermos a conviver com os outros, independentemente de nossas diferenças.

6. 2 - RELAÇÕES HUMANAS NO TRABALHO PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO

“O trabalho em si é uma abstração que não cura e nem faz adoecer; o que cura
enriquece a personalidade ou a faz adoecer são as condições humanas inúmeras em que
o trabalho é realizado, o tipo de vinculo ou relação interpessoal que se estabeleceu.”

1 - PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO

Comunicar não é apenas falar ou escrever a alguém. Quantas vezes alguém já entendeu
de forma diferente o que você queria dizer? Para saber por que ocorrem estas distorções
é preciso conhecer como funciona o mecanismo de uma comunicação.

Emissor ..................................................................Recptor

Toda comunicação é composta por um receptor e passa através de um canal. Quando


João se dirige a Pedro falando-lhe, diz-se que João emitiu uma mensagem para Pedro,
esta mensagem é transmitida de ouvido a ouvido passando pelo ar, ouvidos e constituem
o canal de comunicação.
A comunicação, entretanto, não ocorre de uma única forma. Assim conforme o
modo que ela se apresenta, pode-se distinguir muitos tipos de comunicação. São eles:

Comunicação Verbal:

Onde a mensagem é constituída pela palavra, podendo ser:

 Comunicação Oral: são as ordens, pedidos, conversas, colóquios, bate papo,


comunicação telefônicas, radio, debates, discursões.
 Comunicação Escritas: as cartas, telegramas, bilhetinhos, letreiros, cartazes,
livros, folhetos, jornais, revistas

Comunicação não verbal:

Complementa, ilustra, regula, substitui e algumas vezes se opõe à verbal. Ex:


postura, gestos, expressões faciais e corporais. Adquire significados em função do
contexto verbal e situacional em que ocorrem. Ex: batemos na testa quando esquecemos
de alguma coisa.
Comunicar não é apenas falar ou conversar, ou escrever à alguém é antes de
tudo, se fazer entender. Toda comunicação é composta por um emissor, uma mensagem
e um receptor.

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Ao nascer somos criaturas totalmente indefesas, sem nenhum controle sobre
nosso comportamento, ou sobre o comportamento dos outros, assim como não temos
controle algum sobre o ambiente que nos cerca. Somos impotentes para influenciar
qualquer coisa ou pessoa intencionalmente. Com o tempo adquirimos a capacidade de
formar sons e aprendermos que alguns desses sons provocam nas outras pessoas alguns
comportamentos. Começamos a dominar a linguagem, a nos comunicar e nos tornarmos
então agentes ativos.
O grande objetivo da comunicação é conseguir fidelidade na mensagem enviada.
Por fidelidade entende-se que o emissor expressará perfeitamente o que ele pretende e o
receptor compreenderá a mensagem com exatidão.

BARREIRAS DA COMUNICAÇÃO:

1 – As opiniões e atitudes do receptor fazem com que ele só ouça o que for de
interesse, ou ouça a mensagem de modo que coincida com sua opinião, mesmo se o seu
conteúdo for contrario.
2 - O egocentrismo que impede de enxergar o ponto de vista de quem fala, e
compete também a rebater tudo o que eu o outro disse, sem ao mesmos ouvir o que ele
quis dizer realmente
3 – A percepção que se tem do outro, percepção esta que é influenciada por
preconceitos e estereótipos. Os termos branco, negro, árabe, judeu, rico, pobre, operário,
mulato, comunista, tem, cada um, uma conotação que predispõe a ouvir com atenção ou
não, ou a esperar de antemão certas reações de preferência a outra.
4 – A competição que leve as pessoas a terem um monologo coletivo ou dialogo
de surdos. Cada um corta a palavra do outro sem ao menos ouvir o que o eu esta
dizendo e fazendo questão de se fazer ouvir. Quantas vezes alguém não escuta uma
piada porque esta mais preocupado em achar uma melhor para contar depois.
5 – a frustração impede a pessoa de ouvir e entender o que eu esta sendo dito.
6 – A associação quando se julga alguém parecido como outra pessoa, tirando o
modo de agir como se age com a primeira.
7- A projeção que leva a emprestar a outrem intenções que nunca teve, mas que
teríamos no lugar dele.
8 – A inibição do receptor em relação ao emissor ou vice-versa.
9 – O número de intermediários maior, para transmitir uma mensagem, maiores
serão as distorções nas comunicações. Em geral as intenções que presidiam a elaboração
de uma mensagem ou de uma política chegam na linha de frente completamente
deformadas, se é que chegam.

6.3 RELAÇÕES INTRAPESSOAIS

A relação intrapessoal é a habilidade de se relacionar consigo mesmo.


Reconhecer um sentimento enquanto ele ocorre é a chave da inteligência emocional. A
falta de habilidade de reconhecer nossos verdadeiros sentimentos deixa-nos a mercê de
nossas próprias emoções (resultado de como vemos e julgamos determinados fatos).
Cada emoção prepara o corpo para um determinado tipo de resposta.
O autoconhecimento emocional é saber reconhecer um sentimento enquanto
ele ocorre, conseguindo assim maior controle de nossas emoções (seremos melhores
pilotos de nossas vidas).

27
Dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial para manter-se
caminhando sempre em busca, para manter-se sempre no controle e para manter a mente
criativa na busca de soluções.
As pessoas bem sucedidas pessoal e profissionalmente agem usando as
emoções de forma inteligente, elas conseguem aliar inteligência emocional a
inteligência racional. Sabem colocar em prática os conhecimentos que adquirem e se
relacionam bem com todos.

6.4 RELAÇÕES INTERPESSOAIS

Reconhecimento de emoções em outras pessoas. A empatia permite que


reconheçamos as necessidades e desejos dos outros, permitindo-lhe relacionamentos
mais eficazes. A arte de relacionamento é a arte de gerenciar sentimentos em outros.
Esta habilidade é base de sustentação de popularidade, liderança e eficiência
pessoal. “O homem vale-se de comunicação em todas as experiências de vida, de modo
interpessoal ou dual, em pequenos ou grandes grupos, ate quando não esta em uma
dessas situações, se refletir um pouco percebera que se encontra sob o impacto ou
influência da comunicação”;
Assim, acreditamos que em todos os momentos de encontro entre dois ou mais
seres há um momento de interação e percepção. Nesse aspecto, o enfermeiro não pode
fugir da comunicação, pois ele já comunica algo com sua presença. O enfermeiro
precisa saber que é um elemento nuclear da equipe de saúde, na qual o paciente se apóia
na busca de informação, suporte emocional, satisfação de suas necessidades básicas, tais
como: segurança, higiene, conforto, etc.
Diante disso, o profissional auxiliar técnico de enfermagem deve trabalhar
melhor as questões do conhecimento interpessoal e intrapessoal a fim de desenvolver
habilidades de comunicação que possa contribuir para o bem estar dele e do paciente.
“A imagem é o sinal característico de nossa individualidade, e a impressão extrema do
nosso eu. É através dela que provocamos sentimentos diversos nas pessoas, é ela que
determina a causa principal de nosso sucesso ou e nosso insucesso”.

6. 5 O RELACIONAMENTO COM A EQUIPE

“As pessoas demasiadas áridas para participar de um grupo passam a ser um


peso, reduzem seu desempenho geral; os ansiosos pés-de-boi são controladores ou
dominadores demais. Essas pessoas parecem não ter um elemento básico de inteligência
social a capacidade de reconhecer o que é bom e o que não é toma-lá-da-cá. Outra coisa
negativa é o peso morto, membros que não participam.”
Sempre que as pessoas se reúnem para colaborar em uma equipe para chegar a
um objetivo partilhado, esbarra em atritos, seja por medo, raiva, rivalidades, frustrações,
não podendo então, as pessoas darem o melhor de si. A harmonia inteira do grupo, fator
básico para lhe possibilitar o Maximo de aproveitamento das capacidades individuais
fica longe de ser alcançada.

O TRABALHO EM EQUIPE

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Uma equipe de trabalho constitui-se de vários profissionais, cada um com seu
saber especifico, que muitas vezes atendem individualmente sem a necessidade de obter
informações de outros profissionais e em outras situações há profissionais que
trabalham em conjunto para melhor solução de um problema.
Na área da saúde é comprovada a importância a utilização dessa segunda equipe
para melhor entender o paciente, sua doença e a forma mais eficiente de tratamento.

EQUIPES PLURIDISCIPLINAR: estudo do mesmo objeto por diferentes


disciplinas sem que haja convergência de conceitos e métodos. Na área da saúde, o
paciente é atendido por diferentes especialistas havendo pouco ou nenhuma troca de
informação.

ESQUIPES TRANSDICIPLINARES: trabalho coletivo que compartilha


conceitos, teorias e abordagens para tratar problemas em comum. A disciplina em si
perde seu sentido e não há limites precisos na identidade disciplinar. Esta equipe
segundo os especialistas deverá ser a disciplina do futuro.

EQUIPES INTERDISCIPLINARES: há um nível de associação entre as


disciplinas onde a cooperação entre elas provoca intercâmbios reais, trazendo
enriquecimentos mútuos. Ocorre um aprofundamento entre as disciplinas que acaba ou
criando uma outra disciplina ou transferindo o método de um a disciplina para outra.

EQUIPES MULTIDISCIPLINARES: nesse caso as varias disciplinas, os diversos


profissionais torçam idéias e informações sobre sua pratica. Debatem pontos de vista
e complementam os entendimentos sobre o problema em questão.

É extremamente difícil o trabalho em equipe. Trabalhar em harmonia e de


forma integrada com profissionais de informações diferentes, mesmo quando exige um
objetivo em comum, é muito complicado. Nem sempre conseguimos abrir mão de
nossas vaidades profissionais ou encarar as inseguranças que temos ao compartilhar
com o grupo a nossa forma de atuar. É preciso ter habilidade inter e intrapessoal para
que o trabalho tenha bons resultados.
Se todos nós profissionais conseguíssemos superar suas limitações, teríamos
um cotidiano criativo e interesse, contribuindo assim para vencer as grandes
dificuldades que a área da saúde enfrenta hoje no Brasil.
Podemos dizer que trabalho em equipe é um conjunto de pessoas com
habilidades complementares, comprometidas umas com as outras pela missão em
comum e com um plano de trabalho bem definido. Reconhece-se a diversidade de
conhecimentos e a importância de cada um, já que o paciente é visto como um todo.
É importante que se defina com clareza para todos do grupo, os objetivos
individuais e do grupo a ser alcançado, a importância de se construir em conjunto um
plano de trabalho e definir as responsabilidades de cada membro; avaliação constante
dos processos e resultados; percepção de que o sucesso e o fracasso de um são de todos;
trabalhar as diferenças e conflitos e não eliminá-las; ouvir e considerar as experiências
de cada um. Os objetivos devem ser desafios para o grupo alem de estímulos para seus
integrantes. Fazer parte de um grupo e um grande desafio que passa pela mão de todos.

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VII - A PERCEPÇÃO DA IMAGEM CORPORAL: PERCEPÇÃO SAUDÁVEL E
DISFUNCIONAL

O que você vê ou como você se vê ao se olhar no espelho?

Dentre todos os nossos sentidos: visão, paladar, audição, olfato etc. O que tem
cada vez mais recebido maior valorização é a visão. O culto ao estímulo visual é algo
tão comum hoje que as pessoas nem percebem que praticamente baseamos nossos
pensamentos e crenças a partir do que percebemos através da visão. Como observamos
isso? O culto a beleza e supervalorização da juventude, ou a crescente crença no que é
belo ou dar maior valor aquilo que agrada a nossa visão, ou ao que culturalmente
aprendemos ser belo hoje. Cada vez é mais crescente a hipervalorização de filmes com
efeitos especiais que realmente estimulam nossa visão, assim como vídeo games e
videoclipes. Mas, onde vamos podemos ver uma grande quantidade de estímulos
visuais, aprendido por nossa cultura atual e que rege a vida muitas pessoas é a
aparência, a moda, a supervalorização da juventude.

Qual imagem percebemos de nós mesmo? Como nos percebemos? Nossa imagem
percebida é a mesma imagem real ou é a mesma que é percebida pelos outros?

Segundo Dalgalarrondo (2000), a imagem corporal ou esquema corporal é a


representação mental que temos de nosso próprio corpo, ou seja, a imagem que
acreditamos ter, como nos vemos no espelho, por exemplo. Essa percepção da própria
imagem corporal é constituída e organizada com o passar do tempo a partir das
percepções sensoriais naturais, das representações mentais (pensamentos) individuais,
influências culturais e, principalmente, das crenças que temos a respeito dos mesmos.
Porém, o que ocorre hoje é que reduzimos nossa imagem corporal baseando-nos nas
modas ou "regras" culturais que privilegiam e valorizam apenas alguns padrões de
imagens: um certo tipo de corpo, um certo tipo de cabelo, um certo tipo de roupa, um
certo tipo de acessório e quem está fora destes padrões ou é discriminado, ou sente-se
discriminado ou diferente. Pessoas tentam, por diversas formas, entrarem dentro destes
padrões e acabam, muitas vezes, prejudicando a própria saúde, além de sentirem-se
frustradas e até entram em depressão. Muitas vezes, são crianças e adolescentes
considerados fora destes padrões que são vítimas de bulling nas escolas. Sabemos bem
que o preconceito baseado na diferença da cor da pele ou formato dos olhos, cor de
cabelo e olhos são velhos conhecidos da nossa história e nos acompanham até hoje.

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A Psicologia da Gestal, no entanto, faz estudos que podem contestar nossa
exacerbada confiança no sentido da visão. Davidoff (2010), faz uma breve explicação
de algumas teorias desta clássica corrente da Psicologia, assim como muitos outros
autores de introdução a Psicologia, como Bock (2010). Essas pesquisas levantaram
certas propriedades a respeito da percepção, principalmente da percepção visual que,
muitas vezes, é enganada e, consequentemente, engana sua representação mental,
exemplo são as ilusões ou ilusionismos, o próprio funcionamento do cinema e das fitas
VHS, onde uma série de imagens estáticas passadas em sequência a uma grande
velocidade, da a impressão das imagens estáticas estarem em movimento, a miragens,
obstáculos e imagens mal percebidas que, associados a pensamentos e crenças do
indivíduo podem criar uma percepção distorcida do fato observado, o que engana o
cérebro também. Enfim, o sentido da visão é facilmente enganado e, por consequência,
engana o cérebro, no entanto, é o sentido no qual depositamos maior credibilidade e
valorização em nossa cultura hoje.

Freud (1905), nos mostra que somos seres movidos pelo desejo, sobretudo, o
desejo sexual. A sexualidade que nos acompanha desde a infância e é parte essencial da
imagem que contraímos de nos mesmos, incluindo a imagem corporal, afinal, o corpo é
a primeira coisa que se é percebida nós, na maioria das vezes. Existe um desejo que nos
impulsiona a querer chamar a atenção do outro, a ser "atraente" e a satisfação própria,
do nosso ego. Enfim, Esse desejo por ser atraente, por ter a imagem corporal perfeita e
dentro dos conformes propostos pela sociedade em que vivemos podem causar uma
série de transtornos, conflitos e até patologias. Dentre as patologias mais conhecidas
cujo um dos sintomas é a distorção da percepção da própria imagem é a anorexia.

A anorexia nervosa (F50.0) é um transtorno caracterizado por perda de peso


intencional, induzida e mantida pelo paciente. A pessoa com esse transtorno tem uma
"obsessão" por emagrecer e utiliza diversos métodos para isso. A alegação da pessoa é
de que está "gorda", mesmo que esteja excessivamente magra, já desnutrida e com
marcas dos ossos na pele já aparecendo, não conseguem se enxergar magras frente ao
espelho, chega a ser como uma alucinação visual, uma distorção grave da percepção de
si mesma e da própria imagem corporal, transtorno muito comum em modelos e que
constantemente aparece na mídia.

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Há também casos de pessoa com esquizofrenia com delírios e alucinações
referentes a imagem corporal, de há uma força externa manipulando seu corpo ou que
há alguma alteração bizarra no formato de seu corpo, os mesmos delírios podem ser
frequentes em pessoas com delírios causados por substâncias químicas (drogas).
Pessoas com Transtorno Obsessivo-compulsivo (famoso TOC) podem perceber seu
corpo sujo ou contaminado constantemente, mesmo após esforço excessivo em limpá-
lo. A pessoa que tem depressão é comum sentir seu corpo lento, pesado fonte de
sofrimento e até uma imagem de seu corpo como sendo feio. Outro fenômeno comum
em pessoas com membros amputados é o "membro fantasma", após a cirugia de
amputação ainda sente seu membro como se ele estivesse no mesmo lugar, em alguns
casos a pessoa pode até sentir dor intensa no membro ausente.

A percepção é a capacidade do indivíduo de vincular as sensações a outros


aspectos da existência como pensamento e comportamento (MARTINS; VEZZÁL,
2008). A percepção pode ser de um estimulo novo ou de de um estímulo já conhecido,
se já é conhecido o estímulo então ela já é associado ao sentimento e ao pensamento
conhecido. Por exemplo, a pessoa que se percebe feia ou fora dos padrões da moda,
quando se percebe dessa forma, já associa esse estímulo aos pensamentos e sentimentos
negativos que, por sua vez, alimentam essa percepção, que enquanto estiver relacionada
a pensamentos e crenças desfuncionais, causará sentimentos negativos e a percepção
continuará distorcida e negativa. Dependendo da pessoa, o tratamento pode ser simples
ou complexo, sendo necessário um trabalho multidisciplinar, como no caso da anorexia
que precisa de um trabalho em conjunto do psiquiatra, psicólogo, nutricionista etc.
Contudo, muitas pessoas, mesmo sem transtornos psíquicos, tem uma percepção
distorcida da sua imagem corporal, se sentindo feio, gordo demais, baixo demais, magro
demais, que nenhuma roupa ou penteado lhe cai bem, o use sente inferior. Nesses casos
é necessário ser feito um trabalho para melhorar a auto-estima da pessoa e respostas aos

32
pensamentos desfuncionais, ou negativos que a pessoa tem referente a sua própria
imagem ou um trabalho de adaptação e aceitação da sua condição atual, em casos como
pessoas vítimas de queimaduras graves que tiveram partes do corpo deformadas ou
pessoas que sofreram amputação. É um trabalho que necessita de dedicação do
profissional da saúde e do paciente em todos os casos.

Quem, por motivo que seja, tem uma percepção negativa ou se sente
inferiorizado ou "feio" e até tem sentimentos e pensamentos depressivos em relação a
sua imagem corporal é importante procurar um psicólogo, a psicoterapia é
importantíssima para ajudar o indivíduo a melhorar sua relação consigo mesmo e o com
o mundo em si.

33
VIII LIDERANÇA
Diferença entre Chefe e Líder
O líder está mais envolvido no desenvolvimento de todo o processo das metas
para o objetivo final planejado, ou seja, o líder está a frente da elaboração, implantação
e desenvolvimento das atividades que envolve o processo como um todo. Já o chefe,
que não deixa de ser um líder é claro, se baseia mais nos resultados obtidos por esta
determinada liderança. O chefe quer saber sobre os números, os gráficos, enfim, dados
precisos sobre o objetivo planejado. Exemplo o que ocorre no programa O Aprendiz,
onde o chefe é o Roberto Justus e que este cobra o resultado global esperado do líder
dos grupos
O chefe vive com o discurso e ao mesmo tempo o pratica “Manda quem pode e
obedece quem tem juízo”.
“Será que seu chefe se parece com algum deles? Vamos ver... Tem o Chefe
Abelha, que sempre faz cera e se levanta só para ferrar os outros. Depois, há o Chefe
Caranguejo, que só faz o serviço andar para trás. O Chefe Chiclete é aquele que não
desgruda! O Chefe Disco Quebrado não se toca nunca e o Chefe Disco Velho só chia.
Tem também o Chefe Doril: surgiu problema? Sumiu... Chefe Fósforo esquenta a
cabeça por pouco. Chefe James Bond vive espionando as pessoas no trabalho. O Chefe
Jóquei sempre cai do cavalo. O Chefe Limão está continuamente azedo. E o Chefe
Lombardi? Só fala por trás! O Chefe Morcego só aparece no fim do expediente. O
Chefe Orelha é aquele que só fica na escuta... Chefe Papai-Noel só enche o saco de
todos. O pior é o Chefe Peixe: na hora do aumento, nada! O Chefe Prego, coitado, só
leva na cabeça. E, por último, o mais comum de todos, o Chefe Sorvete: se derrete todo
quando vê o diretor”.
(O Que Podemos Aprender com os Gansos – Vol. 2, pág. 102, intitulado Tipos
de Chefes que Estão por Aí.)
Já o líder atua de forma diferente. Ele faz com que as pessoas que estão sob o
seu comando aceitem e executam o que lhes é solicitado. Além disso, os liderados
sentem que estão colaborando, ajudando-o e se sentem realizados com isso.
O líder é o sujeito que tem seguidores. Ele diz façam isso e todos fazem porque
os liderados acreditam nos propósitos do líder.
Um líder atuante transmite segurança e confiança. Ele inspira lealdade. É
confidente, faz com que as pessoas se sintam à vontade para falar a verdade;
O líder toma decisões justas e não protege um ou outro. Todas as suas decisões e
atitudes são transparentes, pois ele transmite um senso de justiça. O líder não é infalível,
mas quando erra assume o erro, além de que ele busca sempre ter mais acertos do que
erros.
Como diz Robert Eaton, “Um líder é alguém que pode levar um grupo de
pessoas onde elas não querem ir ou a um lugar onde não acham que podem ir”.
A maior diferença entre chefe e líder: sensibilidade para identificar,
compreender e atender as necessidades da equipe.

Liderança de Grupos

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Liderança é o processo de conduzir um grupo de pessoas, transformando-o numa
equipe que gera resultados. É a habilidade de motivar e influenciar os liderados, de
forma ética e positiva, para que contribuam voluntariamente e com entusiasmo para
alcançarem os objetivos da equipe e da organização.
A liderança é um processo interracional que contribui para que o grupo possa
agir na direção de seus objetivos e atingir seus resultados. Uma liderança é uma
condição necessária para que uma aglomeração funcione como grupo.
Liderar sempre envolve tentativa por parte do líder (influenciador) para afetar
(influenciar) o comportamento de um seguidor (influenciado), ou seguidores.
O líder, ao influenciar o grupo nos propósitos, necessita ter objetivos definidos,
avaliar intenções, ideais e sentimentos liderados, não demonstrar insegurança e ter
controle emocional nas situações difíceis. Faz uso das suas habilidades para que os
liderados cooperem e aceitem as responsabilidades inerentes às tarefas a serem
executadas e à concordância com os objetivos visados.

O Líder no Grupo
O líder adquire essa posição através da participação ativa e da demonstração de
sua cooperação. Os membros do grupo são mais produtivos, mais colaboradores,
quando habilmente conduzidos.
A influência é o atributo principal do líder, porque no grupo, ao determinar e
atingir as metas, ele age sobre os demais, apoiado num consentimento voluntário. Essa
influência interpessoal é exercida através de um padrão de comunicação. Esta constitui
um dos elementos básicos na formação e identificação da liderança no grupo.
O líder é visto como a pessoa que injeta energia em seu grupo serve de
inspiração, está na vanguarda de qualquer atividade, sabe como encorajar a iniciativa de
seus liderados e como extrair de todos o máximo que cada um pode dar.
O ambiente da empresa é um dos responsáveis pelo aparecimento do líder, e a
situação é de suma importância para que isso ocorra. O líder em uma situação não é
necessariamente o líder, mesmo no próprio grupo, em uma situação diferente. Como as
situações não são as mesmas e as pessoas não podem dominar conhecimentos e
qualidades aplicáveis para todas as necessidades surgidas, a cada momento ocupará a
liderança do grupo, a pessoa que estiver em condições.
Assim o papel do líder é desempenhado continuamente por vários elementos do
grupo sob condições especificas. Diferentes membros podem assumir a liderança, ao
satisfazer a diferentes funções do grupo. Um membro pode ter a influência mais
significativa, isto é, a maior parte das suas idéias para selecionar os problemas
ambientais do grupo, pode ser adotado e denominado líder fundamental ou líder de
tarefa; outro membro pode influenciar mais o grupo ao coordenar atividades de vários
membros em todo cooperativo, é denominado líder de processo; outro membro do grupo
pode ter mais influência ao auxiliar os outros a enfrentarem suas emoções, e assim,
manter a coesão no grupo, é denominado líder sócio-emocional. (naturalmente um único
líder pode ser ao mesmo tempo líder de tarefa, de processo e sócio-emocional).

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Na prática há enormes diferenças nos tipos de liderança, dependendo das
necessidades particulares do momento. O líder que é orientado para execução das
tarefas, para os objetivos da empresa, não é o mesmo que se preocupa com uma
excursão e outras atividades sociais.
À medida que os objetivos do grupo requerem maior diversificação de esforços e
maior coordenação, aumenta a necessidade de um líder. Alguém precisa liderar, ativar o
ambiente. Para isso, a flexibilidade ajudará a adaptar os seus estilos às diferentes
situações.
O líder não se impõe ao grupo – ele emerge com a aprovação de seus membros;
seus atos precisam atender às expectativas, facilitando a atuação informal de todos para
não perdê-los. Sem o reconhecimento do seu poder, o líder não consegue uma boa
atuação

Estilos de Liderança
Há três variações do ambiente de trabalho que controla a vida do grupo:
autocrática, democrática e liberal (laissez-faire).
Os estilos determinam o tipo de relação dos líderes com os grupos, dependendo
da diversidade da situação e das diversas forças que afetam a conduta dos liderados.

Estilo Autocrático:
O líder é controlador e coercitivo, decidindo o quê o grupo deve fazer e como
fazer. Impõe suas idéias através de um monólogo e toma pessoalmente a maioria das
decisões.
Isso afeta a produtividade dos seus membros, impede a participação, há
indecisão quanto às etapas futuras de trabalho, maior dependência e falta de interesse
espontâneo e pró-atividade.
Todavia, o método é válido em várias circunstâncias e o trabalho realizado é
maior apesar da insatisfação reinante; mas sem a presença do líder o grupo pára por
falta de iniciativa.

Estilo Democrático:
O líder democrático faz parte do grupo e usa sua influência para obter
participação; acata as idéias, discutindo-as com seus liderados, ao mesmo tempo em
que lhes amplia os conhecimentos e cria um clima harmônico e de amizade. Ajuda o
grupo a se integrar e a assumir responsabilidade.
As decisões são conjuntas e a motivação é maior, o espírito de grupo é mais
acentuado, o que ocasiona eficiência geral alta e contínua no trabalho. Daí o
desenvolvimento da iniciativa, do espírito inventivo, do senso de responsabilidade e do
moral elevado.

Estilo Liberal:
O líder desse grupo é menos organizado, não orienta seus liderados, omite-se, e
o grupo sem liderança e sem objetivos não obtém resultados e o trabalho torna-se
inexpressivo.

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Há completa liberdade para a decisão individual, causando fracassos e atrasos
nas atividades, desinteresse a ausência de coesão grupal. Os membros se sentem
frustrados com a falta de liderança que, por sua vez, lhes frustra a necessidade de
clareza, senso de direção e realização.

Tipos de Líder

Tipo 1: Ditador, Conquistador e Destruidor


Empregam a força de vontade e a concentração extremamente direcionadas. Eles
são autênticos ditadores, grandes governantes, altamente decididos ou pioneiros em seus
setores, que geralmente empregam a força da destruição ou uma atitude conquistadora.
“Guiem-me, sigam-me ou não me atrapalhem.”
George S. Patton, General norte-americano na Segunda Guerra Mundial.

Tipo 2: Amoroso, Sábio e Preservador


Esses líderes são os mais amados. Sua compaixão e carisma emocional podem
derreter até mesmo as pessoas mais insensíveis.
”O que importa não é o quanto fazemos,
mas sim a porção de amor que depositamos em nossos atos”.
Madre Teresa de Calcutá.
Tipo 3: Empresário, Filósofo e Construtor
Você sabe por que o mundo está mais estressado que antes? O estresse pode ser
atribuído ao líder do Tipo 3. Eles estão sempre criando e construindo – muito
preocupados!
Os empreendedores são geradores de idéias, especialmente aquelas que reforcem
o resultado financeiro. É por isso que eles tendem a se tornar líderes prósperos.
“Já que você precisa pensar de qualquer maneira, pense grande”.
Donald Trump, magnata americano da indústria imobiliária.

Tipo 4: Artista, Dramaturgo e Entertainer


Você nunca sentirá tédio quando estiver perto de um desses líderes. Eles são
capazes de tocar música, dançar ou flertar com você, desde que estejam com ânimo
positivo. Porém, quando estão de mau humor, seu drama arruinará não somente o seu
dia como talvez sua década! Ou estão felizes ou brigam com você. Os líderes mais
evoluídos do Tipo 4 com habilidade para a harmonia tendem a ser diplomatas,
embaixadores ou peritos em solucionar crises.

Tipo 5: Cientista, Tecnólogo e Inventor

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Esse tipo de líder inclui Sir Isaac Newton, Albert Einstein e os principais
“malucos geniais” da atualidade, como alguns especialistas em informática. Eles são
líderes de mentalidade muito objetiva e, às vezes, são tediosos e ásperos sob a ótica das
pessoas mais emotivas, Os engenheiros, os contadores, os advogados e as ditas “pessoas
com predominância do lado esquerdo do cérebro” pertencem a essa categoria.

Tipo 6: Idealista, Leal e Devotado


Os mártires que morrem por uma causa, como Martin Luther King Jr e diversos
perseguidos, incluem-se nesse grupo. Eles reúnem naturalmente uma imensa quantidade
de seguidores e devotos, em razão de seus ideais. Essas pessoas são os seus melhores
amigos quando gostam de você ou de seus ideais, porém serão seus piores inimigos,
caso se voltem contra você.

Tipo 7: Perfeccionista, Ritualista e Organizador


O lema do líder Tipo 7 é: “A clareza e a ordem estão próximas do Divino”.
Esses são os melhores organizadores e gurus para a estruturação, o ritmo e a noção de
tempo. Quando se combinam com cientistas do Tipo 5, organizam e erigem fábricas e
empresas de desenvolvimento tecnológico. Quando essa qualidade é combinada com
qualidades artísticas ou musicais, são os melhores maestros e gerentes de shows e
óperas da Brodway. Diversos desses líderes são fundadores de excelentes instituições.

Tipo 8: Os líderes integrados dos Líderes


Esse tipo é uma combinação entre três ou mais tipos de qualidades de liderança.
Os tipos evoluídos mais positivos tornam-se os principais líderes de sua indústria ou
profissão.
Em termos históricos, Cristo e Buda integram o Tipo 8.
Em tempos modernos podemos citar Bill Gates.
Os líderes mundialmente aclamados que se tornam mitos pertencem à categoria
do Tipo 8. Esses líderes se destacam porque conjugam e combinam aspectos positivos
de diversos estilos de liderança. A maioria das organizações mundiais precisa possuir
líderes ou equipes do Tipo 8 a fim de estar apta a implementar missões e projetos
globais bem-sucedidos. Porém os grupos poderosos mais perigosos também são
conduzidos por esse tipo, adotando ideais mais anti-sociais e esquemas
antievolucionários, com a máfia siciliana, a máfia japonesa Uakusa e os grupos
terroristas.
(Del PE, 8 Tipos de Líderes Que Todo Líder Deveria Conhecer, Qualitymark)

OS 10 MANDAMENTOS DO LÍDER

1. Respeitar o ser humano e crer nas suas possibilidades que são imensas;

2. Confiar no grupo mais do que em si mesmo;

3. Evitar críticas a qualquer pessoa em público procurando sempre elogiar


diante do grupo os aspectos positivos de cada um.

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4. Dar a cada um o seu lugar levando em consideração seus gostos, interesses e
aptidões pessoais;

5. Dar sempre o exemplo, ao invés de ficar criticando todo o tempo;

6. Evitar dar ordens, procurando a cooperação de cada um;

7. Não assumir, mesmo de maneira provisória, a iniciativa de um trabalho que


pertença a outro, mesmo pensando que faria melhor.

8. Consultar os membros do grupo, antes de tomar uma decisão importante que


envolva interesses comuns;

9. Antes de agir, explicar aos membros do grupo o que vai fazer e porquê;

10. Ao presidir uma reunião, não falar demais monopolizando o tempo e o


assunto, mas sim coordenando e guiando os debates para obter decisões.

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IX MOTIVAÇÃO
A motivação é algo que brota mais do coração que da mente das pessoas.
Ninguém tem o poder de motivar ninguém. O que podemos fazer, quanto muito, é
sensibilizar as pessoas, tocando algo dentro delas que as leve, por si próprias, a abrirem
esta porta.
Motivação verdadeira não é ameaçar, sutilmente ou não, as pessoas com
penalidades: isto é provocar o medo, a ira, a humilhação. A melhor imagem que
representa uma pessoa motivada é um autêntico sorriso no rosto. A alegria é o melhor
sinal da motivação.
As empresas contratam corpo e mente braços, mãos, cérebro, emoção, enfim
tudo relacionado a você. A falta de Motivação cria desinteresse pelo trabalho fazem do
indivíduo um mero cumpridor de tarefas limitando sua visão e desviando a do processo
como um todo. Quando você está motivado, pode ser sentir a carga energética, o brilho
nos olhos, o desejo a flor da pele. Mesmo grupos desmotivados e decadentes ressurgem
das cinzas quando expostos a ambientes motivados. Isso faz diferença no desempenho
da organização, bem como eleva o grau de felicidades de todos. Um sistema de troca
justa eleva a vontade de trabalhar nesta ou naquela organização, mas isso tudo depende
do potencial da empresa em obter lucro. Afinal de contas, é a composição humana que
acorda todos os dias e dedicam suas habilidades e criatividade para que o produto fique
pronto, agrade ao cliente e traga benefícios para sua empresa.
A motivação é um processo individual e fruto de nosso crescimento pessoal, e
a natureza do ser humano é muito complexa. Dessa forma, é difícil conseguir valorizar o
indivíduo e oferecer condições motivadoras para toda a equipe. Como cabe aos líderes
criar condições para que as pessoas se motivem, é necessário entender as necessidades
gerais do ser humano, a fim de atender essas condições. Alguns estudos nos orientam
em relação ao atendimento dessas necessidades humanas.

 Teoria de Herzberg – Fatores Motivacionais


Frederick Herzberg foi o autor da "Teoria dos Dois Fatores" que aborda a
situação de motivação e satisfação das pessoas. Nesta teoria Herzberg verificou e
evidenciou através de muitos estudos práticos a presença de que dois fatores distintos
devem ser considerados na satisfação do cargo; são eles: os Fatores Higiênicos e os
Motivacionais.
Fatores higiênicos: referem-se às condições que rodeiam o empregado enquanto
trabalha, englobado as condições físicas e ambientais de trabalho. A expressão
“higiene” reflete seu caráter preventivo, profilático e necessário. De acordo com
as pesquisas de Herzberg, quando os fatores higiênicos são ótimos, eles apenas
evitam insatisfação. E quando precários eles provocam a insatisfação dos
empregados.

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Fatores motivadores: referem-se ao conteúdo do cargo, às tarefas e aos deveres
relacionados com o cargo em si. São os fatores motivacionais que produzem
efeito duradouro à satisfação e aumento de produtividade em níveis de
excelência. Para Herzberg, o termo motivação envolve sentimento de realização,
de crescimento e de reconhecimento profissional manifestado por meio do
exercício das tarefas e atividades que oferecem suficiente desafio e significado
ao trabalhador.

 Teoria de Maslow

1. Necessidades fisiológicas: Estas são as necessidades mais básicas, mais


físicas (água, comida, ar, sexo, etc.). Quando não temos estas necessidades
satisfeitas ficamos mal, com desconforto, irritação, medo, doentes.
2. Necessidades de segurança: No mundo conturbado em que vivemos
procuramos fugir dos perigos, buscamos por abrigo, estabilidade e continuidade.
3. Necessidades sociais: O ser humano precisa amar e pertencer. Nós queremos
nos sentir necessários a outras pessoas ou grupos de pessoas.
4. Necessidades de "status" ou de estima: O ser humano busca ser
competente, alcançar objetivos, obter aprovação e ganhar reconhecimento
5. Necessidade de auto-realização: O ser humano busca a sua realização como
pessoa, a demonstração prática da realização permitida e alavancada pelo seu
potencial único.
Relacionando os fatores motivacionais e a teoria de Maslow temos:

Recursos Motivadores
Os recursos para a verdadeira e total motivação indicam que os líderes devem
assegurar os seguintes pontos, oferecendo condições para que as pessoas:
 Sintam-se participantes, conectadas e orgulhosas quanto aos propósitos de
suas áreas, unidades de negócio e empresa.
 Tenham o treinamento e a capacitação para as tarefas que executam.
 Tenham as informações, equipamentos, ferramentas e materiais para o
desempenho de seu trabalho.
 Tenham o reconhecimento emocional (reforço positivo) por resultados
destacados que atingiram.
 Tenham a recompensa material proporcional à contribuição que trouxeram
salários, benefícios, bônus, prêmios, participações, etc.
 Tenham a possibilidade de auto-realização, de crescer e de se desenvolver
tanto como pessoas, tanto como profissionais.
 Tenham a possibilidade de criar, influenciar e melhorar processos, relações
e ambiente de trabalho.

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 Sintam-se integrantes e participantes das equipes.

Auto-Motivação
Quer queiramos ou não, sempre existirão momentos de desilusões na nossa
vida pessoal ou profissional, principalmente nestas situações de grandes modificações.
Pode ser que sejam acontecimentos grandes, como uma demissão ou até fechamento da
empresa que trabalhamos.
Pode ser também que seja acontecimentos menores, mas que de qualquer forma
nos atingirá, aquelas coisas do dia a dia, como um olhar atravessado, um bom dia que
não foi retribuído, um desprezo pela sua opinião, um projeto que não foi aprovado, um
aumento que foi negado, etc. De repente podemos ver nossos sonhos, nossas
perspectivas desabarem. Nossos sonhos, como carreira e sucesso, indo ladeira abaixo.
Para que possamos buscar motivação e enfrentarmos esta situação e não
desanimar diante destes acontecimentos é primordial que aprendamos a conviver com
estas desilusões e usar os aprendizados que elas nos dão para podermos sair por cima
desta situação.
Segundo alguns psicólogos, psiquiatras e consultores devemos seguir alguns
passos para não desanimarmos e buscarmos forças dentro do evento para nos
superarmos. São eles:
o Jamais se considere uma pessoa derrotada. Avalie o que aconteceu e
aprenda com o fracasso;
o Faça a diferença no seu trabalho, dê algo a mais do que esperam de você, dê
aquele plus que só você sabe qual, faça mais;
o Mantenha os pés no chão.
o Avalie bem a situação da empresa e a sua e não alimente expectativas que
não possam se cumprir;
o Estabeleça metas e objetivos que possam ser cumpridos;
o Alimente sua auto-estima, não fique tão dependente da opinião dos outros e
dos acontecimentos.
o Confie mais em você e nas suas capacidades independentemente do que está
acontecendo ao seu redor. Acredite.
o Cultive as outras coisas que são importantes para você, seus amigos, filhos,
família.
o Seja bom para com os outros, faça o bem, doe-se sem pensar em benefícios,
conviva mais com aqueles que lhe prestigiam, que gostam de você. Escolha
as pessoas ao seu redor, conviva mais com pessoas positivas que lhe fazem
bem.
o Lembre-se sempre que a motivação para enfrentarmos os acontecimentos
externos vem das decisões internas e como vamos nos posicionar. Busque
os recursos que precisa para enfrentar esta situação dentro de você, pois é lá
que estão todos os aprendizados e experiências para enfrentarmos qualquer
contratempo.

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10 Dicas Para Viver Com Entusiasmo

1. Afaste-se de fatos e de pessoas negativas. Cuidado com as noticias ruins;

2. Aceite e valorize suas idéias;

3. Não reclame. Não fale mal dos outros;

4. Seja alegre. Ria de si mesmo. Seja bem humorado;

5. Ilumine mais o seu ambiente de trabalho e sua casa. A escuridão traz a


depressão;

6. Ser alguém sempre pronto a colaborar;

7. Surpreenda as pessoas dando "momentos mágicos";

8. Preste atenção ao detalhes. Faça sempre o melhor;

9. Invista em Você. Ande limpo e bem vestido;

10. Não fique parado. Aja! Faça Já! Entusiasmo é ação!

43
X - DINÂMICA DE GRUPO
Kurt Lewin, psicólogo alemão, e reconhecido por todos no campo da
Psicologia de Grupo foi um dos primeiros teóricos e experimentadores das leis
dinâmicas que regem o comportamento dos indivíduos em grupo.

Para este autor, todos os grupos devem ser compreendidos como totalidade
dinâmicas que resultam das interações entre os membros.

Estes grupos adotam formas de equilíbrio no seio de um campo de forças,


tensões e pelo campo perceptivo dos indivíduos". Estas forças, tais como: movimento,
ação, interação, reação, etc., é que constituem o aspecto dinâmico do grupo e,
consequentemente, afetam a sua conduta.

A Dinâmica de Grupo como disciplina moderna dentro do campo da Psicologia


Social, estuda e analisa a conduta do grupo como um todo, as variações da conduta
individual de seus membros, as reações entre os grupos ao formular leis e princípios, e
ao introduzir técnicas que aumentem a eficácia dos grupos.

No campo da Psicologia Social, o grupo pode ser definido como uma reunião
de duas ou mais pessoas que compartilham normas, e cujos papeis sociais estão
estritamente intervinculados.

No campo da Dinâmica de Grupo, os grupos são classificados em primários e


secundários.

O grupo primário é composto por um número reduzido de pessoas que se


relacionam "face a face", ligadas por laços emocionais com relações diretas, mantendo-
se um processo de associação e cooperação íntima. Exemplo: grupo de amigos, grupo
familiar, grupo de estudo e o próprio grupo de trabalho.

O fato de um grupo ser pequeno, não significa sempre que é um grupo


primário. Para que exista, é preciso que haja interação entre os participantes, no qual
cada membro deverá perceber cada um como pessoas individuais.

Nos grupos secundários as relações se mantêm mais frias, impessoais e


formais. Estas se estabelecem através de comunicações indiretas, como é o caso das
empresas, instituições, etc.

O comportamento do grupo depende em grande parte do número de


participantes. Este é um fator importante, no que diz respeito a produção e ao nível de
desenvolvimento grupal.

A delimitação exata de um pequeno grupo e de um grande grupo, varia


segundo os diferentes autores. Estudiosos no assunto são unanimes em afirmar que o
pequeno grupo não deve ultrapassar de 20 participantes, e que o ideal para a sua
constituição é de 5 a 12 elementos, possibilitando assim, maior coesão, interação e
participação.

Objetivos da dinâmica de grupo

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a) ajudar o indivíduo a adquirir e desenvolver comportamentos mais funcionais
que os utilizados até o momento;

b) colaborar com o indivíduo no sentido de descentra-lo de si mesmo e situa-lo


em relação aos outros;

c) levar o membro do grupo a se perceber honestamente, em uma autocrítica


objetiva e construtiva, onde o indivíduo terá possibilidades de perceber e solucionar
seus problemas;

d) ajudar o indivíduo a perceber o seu crescimento como algo positivo, dando


ênfase ao potencial de cada um;

e) oferecer condições para que o indivíduo tenha noção do seu próprio valor;

f) levar o membro do grupo a um nível de responsabilidade individual pelos


seus atos;

g) desenvolver no indivíduo tolerância consigo e com os outros;

h) levar o indivíduo a respeitar a variedade de opiniões e atos que existem nas


pessoas;

i. levar o indivíduo a integração e ajustamento nos grupos em que participa


para uma atuação cada vez mais satisfatória, e uma participação cada vez maior.

Desenvolvimento interpessoal - Treinamento em grupo

Todo grupo é composto por pessoas que diferem uma das outras em sua
maneira de ser e de executar um trabalho.

Os indivíduos trazem para o grupo certas características que lhes são peculiares
tais como: interesses, aptidões, desejos, inibições, frustrações, em outras palavras, suas
personalidades.

Todas essas características atuam como forças na dinâmica de grupo. Outras


forças podem resultar da interação das pessoas. A integração e a transformação de todas
essas forcas é a própria Dinâmica Interna do Grupo, e uma das forças internas mais
importantes é a participação, o empenho pessoal e psicológico dos indivíduos no grupo.

Quanto maior essa participação, mais favoráveis serão as atitudes dos


indivíduos para com o grupo e tanto maior seu interesse pelo grupo.

As pessoas que mais participam, são as que compreendem as finalidades e


funções básicas do grupo, sentem-se seguras no desempenho de suas funções, conhecem
a importância delas para o objetivo final e o funcionamento do grupo.

45
A vida de um grupo passa por varias fases, e em cada uma delas, os membros
atuam de formas diferentes, tanto em relação à etapa de vida do grupo como em relação
aos demais membros.

Dependendo do tipo de grupo (formal, informal, profissional, social,


treinamento, etc.) e da fase em que se encontra, haverá certas funções a serem
executadas por seus componentes.

Algumas funções soam mais genéricas que outras, existindo em todos os


grupos, e são desempenhadas pelos membros, para que o grupo possa mover-se ou
progredir em direção às suas metas.

O complexo processo de interação humana, exige de cada participante um


determinado desempenho, o qual variará em função da dinâmica de sua personalidade e
da dinâmica grupal na situação, momento ou contexto.

Em todos os grupos em funcionamento, seus membros podem desempenhar


eventualmente, alguns papeis nao-construtivos, dificultando a tarefa do grupo, criando
obstáculos e canalizando energias para atividades e comportamentos não condizentes
com os objetivos comuns do grupo. Estes papéis correspondem às necessidades
individuais, às motivações de cunho pessoal , à problemas de personalidade, ou, muitas
vezes, decorrem de falhas de estruturação ou da dinâmica do próprio grupo.

Responsabilidades de um bom participante

Podem ser diversas as razões que motivam a nossa participação numa


dinâmica de grupo, ou qualquer tipo de grupo, mas devemos estar abertos e atentos para
os seguintes pontos básicos:

 ajudar a estabelecer um clima positivo no grupo, tentando, quando


possível, auxiliar os outros, sendo cooperativo;
 participar e contribuir para as discussões;
 ter consciência das suas necessidades;
 visar principalmente as necessidades grupais;
 perceber como as interações individuais afetam o grupo;
 auxiliar os participantes quando estes tiverem dificuldade em
comunicar-se;
 respeitar os membros do grupo como seres humanos;
 manter o dialogo e não o monologo;
 discutir as dificuldades que você tem em relação ao grupo;
 controlar as reações agressivas;
 expor com clareza as sugestões e pontos de vista;
 não permitir que você ou outros membros, assumam papeis de
ajudante;
 comunicar-se clara e objetivamente;
 ouvir e atender o outro participante;
 integrar-se totalmente a vida do grupo, sem perder a sua própria
individualidade e originalidade.

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Papel do coordenador na Dinâmica de Grupo

O coordenador da Dinâmica de Grupo deve ser acima de tudo um educador.


Sua tarefa prioritária é criar condições tais, que os treinandos possam aprender e crescer
como pessoas, confiando em si e nos outros, como recursos valiosos para a
aprendizagem.

Isto é possível quando o coordenador expressa expectativas positivas e


incentiva a participação de cada treinando; quando e capaz de aprender com os outros
membros a fornecer e receber informações; quando respeita e aceita todos os membros
do grupo.

Deve ouvir atentamente, todas as pessoas do mesmo modo, mesmo que tenha
ideias preconcebidas sobre este ou aquele participante.

A vida do grupo será mais fecunda se cada membro do grupo e coordenador


fornecer a sua contribuição, colocando a serviço de todos a competência e as qualidades
que possui.

A integração não se realizará no interior de um grupo e, em consequência, sua


criatividade não poderá ser duradoura, se as relações interpessoais entre todos os
membros do grupo não estiverem baseadas em comunicações abertas, confiantes e
adequadas.

47
XI PSICOSSOMÁTICA
A palavra psicossomática deriva dos termos gregos psyche e soma, e querem
dizer mente e corpo. Dessa forma psicossomática é o estudo e tratamento das
doenças do corpo, cuja causa principal é de ordem psicológica.
A abordagem psicossomática não aceita a simples divisão do corpo em
cabeça, tronco e membros, mas entende acima disso, o corpo como um organismo
todo interligado em profundas e complexas relações que, embora pouco
compreendidas, são permanentes em nossa vida.
O ser humano carrega uma carga genética, social e psíquica. Essas
dimensões são totalmente interligadas, vividas e desencadeadas de forma simultânea.
Ex.: uma pessoa que sofre um acidente de trabalho, cortando seriamente a
mão. Esse corte, inicialmente biológico, necessitará de atendimento
especializado, dependendo de outras pessoas para sua recuperação,
mobilizando a dimensão social e provavelmente deixando-a preocupada, ou
talvez deprimida, mobilizando sua dimensão psicológica.
As respostas humanas não são isoladas ao acaso. Elas ocorrem
simultaneamente em todo o organismo. Se levarmos um susto, em princípio uma
reação psicológica, imediatamente a respiração fica alterada e muitas vezes
precisando de outra pessoa para dar apoio. O livro Da emoção à Lesão, de Geraldo
Jose Ballone, diz respeito às doenças com verdadeiro componente orgânico,
detectável por exames clínicos e não à somatização ou conversão, que são quadros
onde existe a queixa, mas não se encontra alterações orgânicas.
Clinicamente, uma ampla variedade de transtornos psicofisiológicos pode estar
associada à ansiedade, entre eles os transtornos cardiovasculares, digestivos,
cefaléias, síndrome pré-menstrual, asma, transtornos dermatológicos, transtornos
sexuais, dependência química, transtornos alimentares, debilidade do sistema imune
etc. As classificações tradicionais dos transtornos psicofisiológicos descrevem as
seguintes doenças relacionadas com variáveis psicológicas.

Doenças Psicofisiologicas (Algumas)


Transtornos cardiovasculares - doença arterial coronariana, hipertensão
arterial, arritmias.
Transtornos respiratórios - asma brônquica, rinite alérgica.
Transtornos endócrinos - hiper ou hipotiroidismo, hipoglicemia, diabetes.
Transtornos gastrintestinais - transtornos esofágicos, úlceras, síndrome do
cólon irritável.
Transtornos dermatológicos - prurido, hiperhidrose, urticária, dermatite
atópica, alopecia areata, psoríase, herpes, vitiligo.
Dor crônica - lombalgias, cefaléias, dor pré-menstrual, fibromialgia.
Reumatologia - artrite reumatóide.
Transtornos imunológicos - lúpus, depressão imunológica inespecífica.

Um fator bastante conhecido de todos, e difundido em todo ambiente de


trabalho, é o tão falado, Estresse.

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Aproximadamente 50 a 75% de todas as consultas médicas estão direta ou
indiretamente relacionadas ao Estresse. A medicina não deve ter apenas um papel
importante no tratamento das doenças ligadas ao Estresse, mas também e
principalmente, deve dar ao assunto uma conotação preventiva e educacional.
Conhecer o Estresse, suas causas, sinais e sintomas, é de fundamental importância
para aprendermos a lidar com ele.

Na realidade, estar estressado não significa apenas estar em contato com


algum estímulo, mas, sobretudo, significa um conjunto de alterações acontecidas num
organismo em respostas a um determinado estímulo capaz de colocá-lo sob tensão.
Sem esse tal "conjunto de alterações" não se pode falar em Estresse. Mas essa
reação do organismo aos agentes estressores tem um propósito evolutivo. É uma
resposta que a natureza dotou os animais superiores ao perigo.

No Sistema Endócrino as glândulas supra-renais são as mais prontamente


ativadas e produzem os hormônios típicos do Estresse, ou seja, o cortisol, a
adrenalina e a noradrenalina. Por causa disso, notadamente por conta da adrenalina,
os batimentos cardíacos aceleram, há dilatação das pupilas, aumenta a sudorese e
aparece hiperglicemia (aumento dos níveis de açúcar no sangue).

Concomitantemente a digestão é paralisada, o baço se contrai para expulsar


mais glóbulos vermelhos para aumentar o fornecimento de oxigênio aos tecidos e
interrompe a atividade imunológica (imunossupressão), por conta do cortisol. Depois
dessa primeira reação de alarme existem mais duas fases fisiológicas no Estresse, a
adaptação e o Esgotamento, vistas mais adiante.

É importante observar que nem todas as pessoas desenvolverão problemas


físicos ou quaisquer doenças em decorrências do estresse. As pessoas tendem a
reagir de maneira diferente diante de fatores estressantes. Algumas pessoas podem
superar perfeitamente alguma perda importante, enquanto outros podem desenvolver
um transtorno emocional como resposta a acontecimentos estressantes de menor
importância, de acordo com o ponto de vista individual. As variáveis pessoais
desempenham um papel decisivo na maneira de reagir aos eventos de vida.

Fatores Estressantes no Trabalho

O tipo de desgaste à que as pessoas estão submetidas permanentemente nos


ambientes e as relações com o trabalho são fatores determinantes de doenças. Os
agentes estressores psicossociais são tão potentes quanto os microorganismos e a
insalubridade no desencadeamento de doenças. Tanto o operário, como o executivo,
podem apresentar alterações diante dos agentes estressores psicossociais.

O desgaste emocional a que pessoas são submetidas nas relações com o


trabalho é fator muito significativos na determinação de transtornos relacionados ao
estresse, como é o caso das depressões, ansiedade patológica, pânico, fobias,
doenças psicossomáticas, etc. Em suma, a pessoa com esse tipo de estresse
ocupacional não responde à demanda do trabalho e geralmente se encontra irritável e
deprimida.

Sobrecarga: a sobrecarga de estímulos estressores é um estado no qual as


exigências do ambiente excedem nossa capacidade de adaptação. Os quatro fatores
principais são:

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1. urgência de tempo;
2. responsabilidade excessiva;
3. falta de apoio;
4. expectativas excessivas de nós mesmos e daqueles que nos cercam.
Falta de Estímulos: nesses casos a condição associada ao estresse costuma
ser o tédio. a sensação de nulidade e/ou a solidão, portanto, a falta ou escassez de
solicitações também proporciona situações estressoras. No trabalho, as atividades
medíocres, ou aquelas onde não temos noção do por que estamos fazendo, podem
ser extremamente estressantes. As tarefas altamente repetitivas ou desinteressantes
também.

Ruído: o ruído excessivo pode causar estresse pela estimulação do Sistema


Nervoso Simpático, provocando irritabilidade e diminuindo o poder de concentração.
Dessa forma, o ruído pode ter um efeito físico e/ou psicológico, ambos capazes de
desencadear a reação de estresse. Este fator estressante pode produzir alterações em
funções fisiológicas essenciais, como é o caso do sistema cardiovascular. O ruído
também pode influenciar outros hormônios, como a testosterona, por exemplo, e
dessa forma, pode ter efeitos prolongados sobre o organismo, considerando que as
alterações hormonais são sempre de efeito mais longo.

Alterações do Sono: os operários que fazem turnos ou têm trabalho noturno,


geralmente possuem um sono de má qualidade no período diurno. Isso se dá em
decorrência dos conflitos sociais (coisas que fazemos de dia e coisas que fazemos de
noite) e do excesso de ruído diurno. Essa má qualidade do sono acabará provocando
aumento da sonolência no período de trabalho (seja noturno ou diurno), muitas vezes
responsável por acidentes, desinteresse, ansiedade, irritabilidade, perda da eficiência
e estresse. Na síndrome de fusos horários das viagens internacionais, recomenda-se
não tomar decisão importante ou não competir antes da readaptação fisiológica.

Falta de Perspectivas: expectativas positivas favorecem os sentimentos que


aliviam e minimizam a ansiedade e a frustração do cotidiano. Dessa forma, está claro
que na falta das boas perspectivas ou, o que é pior, na presença de perspectivas
pessimistas a pessoa ficará totalmente à mercê dos efeitos ansiosos do cotidiano, sem
esperanças de recompensas agradáveis. É completamente falso acreditar que
funcionários temerosos produzem mais. O medo motiva para a ação durante um breve
período de tempo, mas logo sobrevêm o estado de esgotamento com efeitos
imprevisíveis.

Mudanças Constantes: esse assunto merece considerações mais amplas. As


necessidades de mudanças podem ser comparadas a um ciclo vicioso; o momento
presente está quase sempre exigindo mudanças, essas mudanças acabam trazendo
novos problemas. Esses problemas despertam novas soluções, as quais passam a
exigir novas mudanças e assim por diante.

Ergonomia: aqui deve ser considerado o conforto térmico, acústico, as horas


trabalhadas ininterruptamente, a exigência física, postural ou sensoperceptiva e outros
elementos associados ao desempenho profissional. Ambientes hostis, em termos de
temperatura, unidade do ar e contacto com agentes agressivos à saúde fazem parte
da exigência física a que alguns trabalhadores estão submetidos. Daí a enorme
importância do assessoramento técnico da Medicina do Trabalho para prevenir
estados de esgotamento.

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Dicas para Evitar o Estresse
 Identifique os fatores estressantes:

 Elimine os compromissos desnecessários:

 Nao deixe as tarefas para depois;

 Organize-se; (poupa tempo e desgaste)

 Evite os atrasos;

 Não tente controlar tudo; (relaxe)

 Procure fazer uma coisa de cada vez, com profundidade e atenção. Faça
aquilo que é a coisa mais importante do dia. Descarte ou delegue as
outras.

 Identifique e se desligue das coisas que tiram sua energia; não dê


importância a elas;

 Relaxe ao longo do dia;

 Deixe o trabalho, no trabalho;

 Exercite-se:

 Alimente-se saudavelmente:

 Seja grato:

 Tenha um ambiente Zen: Mantendo o ambiente limpo, organizado, tirando


excessos, criando um ambiente onde possa haver cor, uma planta, ou
qualquer outro elemento que lhe faça se sentir bem e em paz dentro
daquele lugar.

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