Eros, na mitologia grega, era o deus do amor e do erotismo. Era um dos Erotes.
Primeiramente, foi considerado como um deus do Olimpo, filho de Afrodite com
Ares, ou apenas de Afrodite, conforme as versões. Ele é, normalmente, retratado
em pinturas acompanhado da mãe.
Hesíodo, em sua Teogonia, considera-o filho de Caos, portanto um deus
primordial. Além de o descrever como sendo muito belo e irresistível, levando a
ignorar o bom senso, atribui-lhe também um papel unificador e coordenador dos
elementos, contribuindo para a passagem do caos ao cosmos.
Em uma parte do mito, Afrodite faz um desabafo a Métis (ou Têmis), queixando-se
que seu filho continuava sempre criança. Métis lhe explica que Eros era muito
solitário e, por isso, mimado. Haveria de crescer se tivesse um irmão. Anteros
nasceu pouco depois e Eros começou a crescer e tornar-se ainda mais belo e
robusto.
Eros casou-se com Psiquê, com a condição de que ela nunca pudesse ver o seu
rosto, pois isso significaria perdê-lo. Mas Psiquê, induzida por suas invejosas
irmãs, observa o rosto de Eros à noite sob a luz de uma vela. Encantada com
tamanha beleza do deus, se distrai e deixa cair uma gota de cera sobre o peito de
seu marido, que acorda. Irritado com a traição de Psiquê, Eros a abandona. Esta,
ficando perturbada, passa a vagar pelo mundo até se entregar à morte. Eros, que
também sofria pela separação, implora para que Zeus tenha compaixão deles.
Zeus o atende e Eros resgata sua esposa e passam a viver no Olimpo, isso após ela
tomar um pouco de ambrosia tornando-a imortal. Com Psiquê, teve Hedonê, o
prazer.
Anacreonte o descreve como "Eros de cachos dourados".
Eros é frequentemente retratado como um garotinho alado, de cabelos louros,
com aparência de inocente e travesso que jamais cresceu (simbolizando a eterna
juventude do amor profundo). Portando um arco e flecha e até mesmo com uma
tocha acesa. Sempre pronto a atingir, de forma certeira, suas flechas
"envenenadas" com amor e paixão. Os alvos sempre sendo a região do coração e
do fígado.