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Pec 537 2006

A proposta de emenda à Constituição, apresentada por Michel Temer e outros, altera o § 8º do Art. 144, permitindo que municípios constituam guardas municipais para proteger bens e serviços, além de colaborar com a Polícia Militar mediante convênios. A justificativa destaca a necessidade de evitar sobreposição de funções entre guardas municipais e a Polícia Militar, propondo um planejamento conjunto para a segurança pública. A emenda visa racionalizar recursos e garantir que as guardas municipais atuem de forma adequada e controlada na segurança pública.
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A proposta de emenda à Constituição, apresentada por Michel Temer e outros, altera o § 8º do Art. 144, permitindo que municípios constituam guardas municipais para proteger bens e serviços, além de colaborar com a Polícia Militar mediante convênios. A justificativa destaca a necessidade de evitar sobreposição de funções entre guardas municipais e a Polícia Militar, propondo um planejamento conjunto para a segurança pública. A emenda visa racionalizar recursos e garantir que as guardas municipais atuem de forma adequada e controlada na segurança pública.
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Câmara dos Deputados

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO No , DE 2006


(Do Sr. Michel Temer e outros)

Altera o § 8º do Art. 144 da Constituição Federal.

As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos


do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte emenda ao texto constitucional:

Artigo 1º. O § 8º do Art. 144 da Constituição Federal passa a vigorar com


a seguinte redação:

“Art.144...........................................................................................
..................................................................................................................
§ 8º Os municípios poderão constituir guardas municipais
destinadas, prioritariamente, à proteção de seus bens, serviços e
instalações, podendo ainda, nos termos de lei estadual, colaborar na
execução de policiamento ostensivo, sob a coordenação da Polícia
Militar, quando e conforme convênio firmado com o Estado-
membro.”(NR)

Artigo 2º. Esta Emenda à Constituição entra em vigor na data de sua


publicação.

JUSTIFICATIVA

Na área da segurança pública tem-se que, constitucionalmente, a


polícia ostensiva e a preservação da ordem pública no âmbito do Estado, é competência da
Polícia Militar (art. 144, § 5º, da CF), cabendo às guardas municipais a proteção dos bens,
serviços e instalações dos municípios (art. 144, § 8º, da CF), conforme dispuser a lei.
Não há similaridade entre as atividades desenvolvidas pela Polícia
Militar e as guardas municipais, entretanto, ambas têm um traço comum, a ostensividade.
Câmara dos Deputados

Assim, embora as guardas municipais não sejam polícia ostensiva, seus afazeres inserem-
se no universo da segurança ostensiva.
O Brasil é um país escasso de recursos, razão pela qual os meios
humanos e materiais devem ser empregados de forma racional, evitando-se a sobreposição
de esforços e meios. Dessa forma, as guardas municipais não devem exercer as mesmas
funções da Polícia Militar, para que não haja duas forças realizando as mesmas atividades,
circunscritas ao mesmo território; isso, potencialmente, ocasionará conflitos, caso as ações
sejam desencadeadas unilateralmente. Portanto, o ideal é que ocorra um planejamento
conjunto de atividades, de forma a atender à racionalização dos meios.
Os municípios desejam que as suas guardas municipais desempenhem
atividades de policiamento diversas e uma simples norma geral não atenderá a tal anseio,
sendo melhor tratar-se o problema caso a caso. Nas atividades de trânsito está ocorrendo
problema semelhante, pois a competência para autuar as infrações de parada e circulação
foi municipalizada pelo Código de Trânsito brasileiro. Em face disso, o Estado realiza
convênio com os municípios visando ajustar o exercício de tal atividade. O mesmo estamos
propondo para a área da segurança pública, na qual o poder de polícia é do Estado, assim,
os municípios que quiserem exercê-lo poderão fazê-lo por meio de convênio.
O convênio é o instituto adequado para que os entes estatais fixem as
regras de cooperação mútua, devido à sua flexibilidade. Além disso, por envolver entes
estatais distintos, deve-se considerar que as políticas públicas podem ser modificadas a
cada pleito eleitoral. Obviamente, caso algum partícipe retire sua cooperação do convênio
sem um motivo justificável, arcará com o ônus político da decisão.
A disseminação do poder de polícia de forma ampla e sem controle
ocasionará distorções e problemas políticos graves com abuso de poder. A atividade de
polícia não é algo que se implante da noite para o dia, sem o devido preparo. As atuais
guardas municipais não foram treinadas para este mister e não estarão capacitadas para
isso mediante a simples edição de uma norma, mesmo no nível constitucional. A atuação
policial das guardas municipais deve ser precedida de um processo de requalificação, o que
também fará parte do convênio para sua operacionalização.
Câmara dos Deputados

Assim, a forma mais racional e segura de atender os municípios que


quiserem colaborar com o Estado na segurança pública, exercendo poder de polícia, é o
convênio, instrumento adequado para definir a atividade, seu planejamento, a atuação
combinada e a instrução, motivo pelo qual contamos com o apoio dos nobres pares desta
Casa Legislativa para a aprovação da presente proposta.

Sala das Sessões, em

Deputado Federal Michel Temer


PMDB - SP

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