Pratos típicos do Pará
“Desafio Empreendedor: Criando um Negócio Sustentável de Gastronomia
Brasileira”
Alana Jéssica
CIDADE: Timbó/SC
SUMARIO
1-REGIAO ESCOLIDA...................................2
1,1-Conceito do Restaurante........................2
Pratos Representativos
2Vatapá ............................................... 3
2.1- origem do vatapá............................... 4
2.2- técnicas de preparo............................ 5
2.3- ingredientes locais............................. 6
3- maniçoba...........................................7
3.1-tecnica de preparo..............................8
3.2- ingredientes locais............................ 10
4- tacacá............................................. 11
4.1- técnicas de preparo...........................12
4.2- ingredientes locais............................13
5- pato no tucupi...................................14
5.1- técnica de preparo...........................15
5.2- ingredientes locais ...........................16
6-Soluções de Sustentabilidade...................17
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REGIAO ESCOLIDA: Norte do Brasil
Pará, um estado no norte do Brasil, A Culinária
do Pará apresenta como sua maior influência
a cultura indígena e, um pouco da portuguesa,
francesa,
africana,
árabes,
sírio-
libaneses e
japoneses.
Os ingredientes básicos são oriundos da
exuberante natureza da Amazônia, como
camarão, caranguejo, marisco, peixe, aves,
caça, pato, todos temperados com folhas
(maniva, chicória, coentro), pimentas de
cheiro e ervas
Conceito do Restaurante
NOME: Sabores do Norte Sustentável
O conceito do restaurante "Sabores do Norte
Sustentável" é celebrar a rica gastronomia do
Norte, utilizando ingredientes orgânicos, locais
e sustentáveis. O cardápio será sazonal,
adaptando-se à disponibilidade dos produtos
para garantir frescor e apoio à economia local.
Além disso, o restaurante promoverá a cultura
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norte através de eventos culturais, como
música ao vivo e exposições de arte local.
VATAPÁ
Vatapá é um prato típico da culinária afro-
brasileira. O seu preparo pode incluir pão
molhado ou farinha de rosca, fubá, gengibre,
pimenta-malagueta, amendoim, cravo,
castanha de caju, leite desnatado, azeite de
oliva, cebola, alho e tomate.
"Vatapá" é oriundo do termo iorubá vata’pa.
Então, de origem africana, chegou ao Brasil
por intermédio dos
africanos iorubás com o
nome de ehba-tápa.
É um prato típico das
cozinhas nordestina e
nortista e é marca da influência da população
negra nessas regiões. É muito divulgado pela
Bahia onde em seu feitio acrescentam o azeite
de dendê, e serve como um acompanhamento
do acarajé. É igualmente popular no
Amazonas, no Amapá, no Pará, no Maranhão e
em Rondônia, onde a receita sofre variações
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como a ausência de amendoim (ingrediente
original das Américas) e outros ingredientes
comuns na versão tradicional.
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técnicas de preparo
1-Descasque o camarão seco colocando um
pouco de água morna, por volta de três
minutos, pois ajudará a soltar a casca. Separe
as cabeças. Depois de descascado, o camarão
deverá ser lavado, mas retire todo o sal.
2-Faça um refogado com a metade dos
temperos começando pelo alho e a cebola
bem triturada, seguindo com o pimentão
vermelho, coentro, tomate, cominho e azeite
suficiente para um bom molho.
3-Acrescente o camarão e deixe refogar por
cerca de três minutos. Reserve.
4-Ferva a cabeça e os restos do camarão
(cauda e casca) em aproximadamente três
litros de água.
5-Coe essa água, que deverá estar fervida e
socada, e separe uma parte. Coloque 2/3 do
caldo no refogado com o camarão. Agora, faça
um novo refogado com o resto dos temperos,
que será misturado ao creme do vatapá.
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6-O que sobrou do caldo servirá para dissolver
a farinha de trigo espere o caldo esfriar e
misture com a farinha até formar um creme.
7-Coloque esse creme no refogado, sem os
camarões, e misture até engrossar. Adicione o
leite de coco e um óleo que sai da pimenta de
cheiro. Após engrossar, adicione o refogado
de camarão no creme e deixe ferver um
pouco, acrescentando o azeite de dendê em
seguida. Corrija o sal.
8-Montagem do prato
9-Sirva o vatapá acompanhado de arroz e
farinha d'água. Para decorar, coloque um
pouco de tucupi reduzido e folhas de jambu
por cima.
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Ingredientes locais:
2kg de camarão seco graúdo (de preferência,
vindo do Pará ou Maranhão)
600g de farinha de trigo
1 coco seco grande ralado (para o leite de
coco)
1 maço de jambu cozido (opcional)
300ml de tucupi
500g de tomate (sem casca e cortado em
cubos pequenos)
2 colheres (sopa) de pimentão vermelho (ou
pimentão verde)
4 cebolas grandes
2 maços de coentro (cortado bem pequeno)
2 colheres (sopa) de azeite de dendê
Azeite de oliva
Cominho
Sal (a gosto, mas tenha cuidado pois o
camarão é salgado)
3l de água
Ingrediente secreto 1 colher (chá) de pimenta
de cheiro
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Maniçoba
A Maniçoba é um prato de origem indígena,
típico da culinária paraense e amapaense.
Pela origem da folha de que é produzido,
surgiu provavelmente entre aldeias indígenas
no norte brasileiro, embora seja comumente
apontado como uma comida paraense. Tem
como principal ingrediente a maniva, a folha
da mandioca
moída.
Em seu preparo, as
folhas da mandioca
são moídas e
cozidas por aproximadamente uma semana,
para que se retire da planta o ácido cianídrico,
que é venenoso. Depois, são acrescidas a elas
carnes de porco e bovina, e outros
ingredientes defumados e salgados. A
maniçoba é servida acompanhada de arroz
branco, farinha de mandioca e pimenta.
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Técnica de preparo:
Pique as folhas de mandioca (maniva) sem os
talos e moa muito bem em uma máquina de
moer carne, até dar 6 quilos. Em um panelão
com bastante água, leve a maniva moída ao
fogo baixo e deixe ferver durante 72 horas.
Mexa de vez em quando, dando pelo menos
três boas mexidas por período: manhã, tarde
e noite (isto é feito para que as folhas não
grudem na panela). Coloque sempre água,
pois a massa não pode ficar seca. Quando for
dormir, complete a água de novo e deixe o
fogo mais baixo possível. Depois das 72 horas,
acrescente o toucinho branco sem cortar e o
toucinho defumado, também inteiro. Deixe
ferver por mais 24 horas, sempre em fogo
baixo, completando a água e dando no
mínimo três boas mexidas por período. Com a
maniva continuando a ferver na tarde do
quarto dia, coloque as carnes salgadas e o
charque de molho em outra panela para tirar
o excesso de sal. Ficam de fora apenas o paio,
o chouriço, a linguiça e o bucho de boi. No
quinto dia, corte em pedaços o bucho de boi e
escalde muito bem para tirar todo o cheiro
(corte no tamanho ideal para servir). Corte
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também, em tamanho de servir, as carnes
salgadas, lave bem e afervente. Junte tudo e
ponha no panelão em que a maniva continua
fervendo por mais 48 horas, desligando o fogo
quando for dormir, No sexto dia, corte em
rodelas o paio, o chouriço e a linguiça.
Adicione na panela e ligue o fogo para ferver.
No sétimo dia, a maniçoba já está pronta e
fica como se fosse uma feijoada.
Sirva com arroz branco, farinha d’água de
mandioca e uma pimenta-de-cheiro.
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Ingredientes locais:
5kg de maniva
1,5 kg de charque
500g de bacon
1kg de chouriço
1kg de toucinho branco de porco defumado
1kg de orelha, rabo e pé de porco
1kg de costelinha de porco salgado
500g de paio
1 cabeça de alho
2 cebolas
Azeite (a gosto)
1 maço de cheiro-verde
Pimenta (a gosto)
Cominho (a gosto)
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Tacacá:
Tacacá é um prato de origem indígena típico
da Região Amazônica. É muito apreciado em
várias localidades da região Norte do Brasil,
sendo principalmente produzido e consumido
no Pará.
Preparado com um caldo amarelado, chamado
tucupi. Coloca-se esse caldo por cima da
goma de mandioca,
também servida com
jambu (erva amazônica
que provoca uma
dormência na boca) e
camarão seco. Serve-se
muito quente, temperado com pimenta, em
cuias. O tucupi e a fécula são resultados da
massa ralada da mandioca que, depois de
prensada para fazer farinha, resulta num
líquido leitoso-amarelado. Após deixado em
repouso, a fécula fica depositada no fundo do
recipiente e o tucupi na sua parte superior.
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Técnica de preparo:
Camarão
Lave os camarões com um litro de água e
deixe marinar por seis horas. Reserve.
Cozinhe o jambu sem os talos por três
minutos. Reserve.
Caldo
Coloque o tucupi em uma panela, acrescente
o alho, três folhas de chicória e a alfavaca.
Leve ao fogo por três minutos. Reserve.
Goma
Numa panela, leve ao fogo 500ml de água
com uma pitada de sal e quatro folhas de
chicória picada. Deixe cozinhar até levantar
fervura. Reserve.
Em outra panela, dissolva a tapioca em 500ml
de água fervendo, até formar uma goma
transparente. Reserve.
Finalização
Coloque sal a gosto na cuia. Em seguida
ponha um pouco de tucupi para que a goma
não grude no fundo. Sirva uma concha de
goma. Coloque o jambu, o camarão, a pimenta
e o restante do tucupi.
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Ingredientes locais:
2l de tucupi
2 dentes de alho
3 folhas de chicória do Pará
1 maço de alfavaca
300g de tapioca de mandioca
1\2 colher de sal
500ml de água
4 folhas de chicória do Pará picadas
3 maços de jambu
5 pimentas de cheiro
500g de camarão salgado
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Pato no tucupi:
Pato no tucupi é um prato brasileiro típico da
culinária da região Norte do Brasil. É
elaborado com carne de pato selvagem
banhada com tucupi - líquido de cor amarela
extraído da raiz da mandioca brava -
temperado com jambu, erva típica da região
Norte. Há preferência de acompanhamento
com arroz boa parte da culinária dos estados
do Amazonas, Amapá e Pará, o "pato no
tucupi" foi herdado da
culinária indígena. O
tucupi já era utilizado
historicamente pelas
populações indígenas
para conservação da carne moqueada. O
jambu foi um acréscimo posterior à receita. O
prato é preparado com o tempero do pato,
deixado para marinar e após refogado e
cozido de panela, para amaciar. Após isso o
pato é destrinchado e assado no forno apenas
para dourar. Na etapa final do preparo o pato
é fervido com o tucupi, jambu e algumas
folhas de chicória. É servido tradicionalmente
com arroz branco e farinha de mandioca, além
do molho de pimenta-de-cheiro. O pato no
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tucupi é um dos pratos principais servidos no
tradicional almoço do Círio de Nazaré,
juntamente com a maniçoba.
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Técnica de preparo:
Pato
Lave bem o pato com limão. Deixe-o marinar
com todos os temperos, vinagre, alho, sal,
chicória e pimentas, de preferência, por 12
horas na geladeira. Depois, coloque o pato
numa panela com água para amaciá-lo. Ele
ficará pré-cozido. Em seguida, coloque-o numa
assadeira e jogue o molho que sobrou por
cima dele e deixe no forno até dourar. Isso
deve levar aproximadamente 40 minutos. O
pato deve ficar suculento. Enquanto isso,
pegue os maços de jambu e leve para
cozinhar com água e sal. Reserve. Pegue
também meio copo de tucupi e amasse a
pimenta de cheiro em uma molheira.
Tucupi
Coloque o tucupi para ferver com a chicória e
o alho. Quando estiver bem fervido,
acrescente o pato em pedaços. Quando
estiver quase pronto, coloque o jambu cozido.
Feche a tampa da panela e deixe apurar por
alguns minutos. Está pronto o pato no tucupi,
que deve ser servido com arroz branco.
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Ingredientes locais:
1 pato (de aproximadamente 2kg)
2l de tucupi
1 maço de chicória
3 maços de jambu
6 dentes de alho
1/2 copo de vinagre
1 limão
1 colher (sopa) de sal
1 colher (chá) de pimenta-do-reino
1 colher (chá) de cominho
Pimenta de cheiro (a gosto)
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Soluções de Sustentabilidade
Design do Restaurante: Materiais Reciclados:
Utilização de móveis e decorações feitos de
materiais reciclados e sustentáveis.
Economia de Energia: Instalação de painéis
solares para redução do consumo de energia
elétrica e uso de lâmpadas LED.
Gestão Eficiente da Água: Implementação de
sistemas de reaproveitamento da água da
chuva para irrigação de plantas e limpeza.
Estratégias para Redução do Desperdício de
Alimentos: Aproveitamento Integral dos
Alimentos: Planejamento de receitas que
utilizem integralmente os ingredientes,
reduzindo desperdícios.
Compostagem: Os resíduos orgânicos gerados
na cozinha serão compostados e utilizados
como adubo no jardim de ervas e vegetais do
próprio restaurante.
Coleta Seletiva: Implementação de um
sistema de coleta seletiva para reciclagem e
compostagem eficientes.
Inovação Empreendedora:
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Parcerias com Produtores Locais:
Estabelecimento de parcerias com pequenos
produtores locais para garantir ingredientes
frescos e de qualidade, fomentando a
economia local.
Experiência do Cliente: Além de oferecer uma
culinária autêntica e sustentável, o
restaurante proporcionará aos clientes uma
imersão na cultura nordestina, com um
ambiente acolhedor, música regional ao vivo e
exposições de arte local.
Marketing Digital Verde: Divulgação das
práticas sustentáveis adotadas pelo
restaurante através das redes sociais, criando
uma comunidade de clientes que valorizam a
sustentabilidade e a gastronomia regional.
Este plano de negócios visa não apenas
oferecer uma experiência gastronômica única
e autêntica aos seus clientes, mas também
contribuir positivamente para o meio
ambiente e a sociedade, promovendo práticas
sustentáveis e o desenvolvimento econômico
local.
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