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Sanções Administrativas no CDC

O Código de Defesa do Consumidor estabelece sanções administrativas para infrações, incluindo multas e proibições, e define a competência dos órgãos de defesa do consumidor. Além das sanções administrativas, o CDC prevê infrações penais para proteger o consumidor, complementando a legislação penal existente. O documento também aborda a defesa do consumidor em juízo, destacando os direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos, e as instituições legitimadas para a defesa coletiva.
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Sanções Administrativas no CDC

O Código de Defesa do Consumidor estabelece sanções administrativas para infrações, incluindo multas e proibições, e define a competência dos órgãos de defesa do consumidor. Além das sanções administrativas, o CDC prevê infrações penais para proteger o consumidor, complementando a legislação penal existente. O documento também aborda a defesa do consumidor em juízo, destacando os direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos, e as instituições legitimadas para a defesa coletiva.
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DIREITO DO

CONSUMIDOR
PROF. MA. TÁCITA RIOS
SANÇÕES ADMINISTRATIVAS

 O Código de Defesa do Consumidor dispõe em seu


art. 56 que as infrações das normas de defesa do
consumidor ficarão sujeitas a sanções administrativas,
como multa, proibição de fabricação do produto,
suspensão temporária de atividade, e outras que estão
elencadas no mesmo artigo. Essas sanções correspondem a
atuação dos órgãos de defesa do consumidor – Procons e
DPDC – contra aqueles que se comportarem de forma
contrária ao que está previsto no CDC.
 A competência para a normatização, controle e
fiscalização da produção e distribuição de bens e serviços
de consumo está prevista no art. 55 do Código de Defesa
do Consumidor, esse artigo reproduz aquilo que está
previsto no art. 24, inciso V da Constituição Federal.

 O que significa que a União é a responsável por discorrer


sobre as normas gerais enquanto que aos Estados e o
Distrito Federal cabe suplementá-las.
 Os órgãos instituídos pelos entes da federação ficam
responsáveis por controlar e fiscalizar as atividades de
interesse do consumidor, cada um de acordo com sua
competência.
 Os órgãos oficiais têm o poder de notificar os
fornecedores dos produtos para que prestem informações
de dúvidas ou questões de interesse do consumidor, o
fornecedor deixando de prestar essas informações pode
vir a ser acusado pelo crime de desobediência previsto no
art. 330 do Código Penal.
 As sanções administrativas previstas no art. 56 do CDC são
divididas em três espécies:
 a) Sanções Pecuniárias: representadas pelas multas em
razão do inadimplemento dos deveres relativos ao
consumo;
 b) Sanções Objetivas ou Reais: representadas pela
apreensão, inutilização do produto, cassação do registro
do produto, proibição de fabricação e até mesmo
suspensão de fornecimento de produtos ou serviços;
 c) Sanções Subjetivas: representadas por sanções como
interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de obra
ou atividade, suspensão temporária da atividade, etc.
 Segundo o Parágrafo único do art. 56 do CDC as sanções
previstas nesse artigo serão aplicadas pela autoridade
administrativa, de acordo com sua atribuição, podendo
ser aplicadas cumulativamente, até mesmo por medida
cautelar, de forma antecedente ou incidente, de
procedimento administrativo.

 É importante ressaltar que o fornecedor além de ser


responsabilizado administrativamente, poderá ainda
responder civilmente e penalmente por seus atos.
Infrações penais

 O Código de Defesa do Consumidor prevê em seu Título II


as infrações penais, a criminalização das condutas que
atentem contra as relações consumeristas, tudo isso
buscando uma total proteção do consumidor.

 Entretanto, isso não impede a aplicação de crimes


previstos no Código Penal ou em leis extravagantes, os
crimes dispostos no CDC funcionam de forma a
complementar a proteção ao Consumidor, o qual possui
uma natural vulnerabilidade e por isso precisa dessa
defesa.
 A principal justificativa que se tem para a necessidade da
criminalização dessas condutas é a de que não foram
suficientes a indenização civil e a sanção administrativa,
sendo assim preciso adotar prevenção mais severa, a
penal.
 Essas medidas têm como bem jurídico protegido, a vida, a
saúde e a integridade física do consumidor, as relações de
consumo, a honra, a dignidade do consumidor.
 São crimes de Ação Penal Pública Incondicionada e de
acordo com o art. 80 do CDC permitem a assistência do
Ministério Público.
 Portanto, o objetivo do legislador ao criar os tipos penais
em discussão foi o de desencorajar as reincidências e
principalmente as infrações, buscando sempre a proteção
das relações de consumo.
Defesa do Consumidor em Juízo
Defesa do Consumidor em Juízo
 Questões que envolvam violações ao Código de Defesa do
Consumidor (CDC), podem e devem ser tratadas em juízo
sempre que não for possível a auto composição (resolução
do conflito entre as partes sem a intervenção do poder
judiciário).

 O CDC dedicou título especial para a proteção do


consumidor em juízo (Título III, a partir do Art. 81). No
código, além de protegidos os direitos individuais dos
consumidores, também é garantida a proteção
transindividual (direitos difusos, coletivos e individuais
homogêneos).
 Direitos Difusos: É direito indivisível, onde seu dano é
causado igualmente contra todos prejudicados, e quando
reparado é favorável igualmente a todos prejudicados.
Essa forma de direito transindividual têm como suas
titulares pessoas indeterminadas e ligadas por
circunstâncias de fato. Exemplo: Danos ambientais
causados por empresa.
 Direitos Coletivos: É igualmente um direito indivisível. Os
interesses coletivos têm como titulares as pessoas
integrantes de um determinado grupo, categoria ou
classe. Exemplo: Danos que atinjam integrantes de um
determinado grupo, categoria ou classe.
 Direitos Individuais Homogêneos: Direitos de indivíduos
determináveis, com bem jurídico divisível e ligação por
uma origem comum. Exemplo: Empresa que contamina
agua distribuída a seus consumidores. A origem do dano é
comum, e se pode determinar quais consumidores foram
prejudicados, reparando o dano para cada um deles na
medida em que ocorreu.
INSTITUIÇÕES LEGÍTIMAS PARA PROCEDER
COM A DEFESA COLETIVA DOS
CONSUMIDORES

 - Ministério Público;
 - Entes da Federação (União, estados, munícipios e o
Distrito Federal);
 - Entidades da Administração Pública com função de
defesa dos consumidores;
 - Associações de defesa dos consumidores;
 - Defensoria Pública.
GARANTIAS PROCESSUAIS DO CDC

 - Inversão do ônus da prova pró-consumidor;


 - Propositura da ação no domicilio do autor;
 - Coisa julgada Erga Omnes, onde o objeto da ação se
estende a todos lesados, mesmo que não fossem
participantes do processo original.
ARTIGOS PARA LEITURA

Art. 55 a 90

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