0% acharam este documento útil (0 voto)
31 visualizações19 páginas

Estratégias para Ensinar Alunos com Dislexia

O documento fornece orientações para educadores sobre como apoiar alunos com dislexia em sala de aula, enfatizando a importância de uma atitude solidária e otimista. Sugestões incluem adaptar métodos de ensino, fornecer tempo extra em avaliações, e utilizar recursos visuais e multissensoriais. Além disso, destaca a necessidade de correção construtiva e o foco no conteúdo em vez da ortografia nas avaliações.

Enviado por

Natália Vargas
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
31 visualizações19 páginas

Estratégias para Ensinar Alunos com Dislexia

O documento fornece orientações para educadores sobre como apoiar alunos com dislexia em sala de aula, enfatizando a importância de uma atitude solidária e otimista. Sugestões incluem adaptar métodos de ensino, fornecer tempo extra em avaliações, e utilizar recursos visuais e multissensoriais. Além disso, destaca a necessidade de correção construtiva e o foco no conteúdo em vez da ortografia nas avaliações.

Enviado por

Natália Vargas
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

DISLEXIA

EDUCADORA ESPECIAL: NATÁLIA DE VARGAS


Como posso ajudar em sala de aula?
A sua atitude é importante. Seja solidário, otimista e compreensivo, o aluno
precisa sentir que você compreende suas dificuldades. Lembre-se que para
os alunos com dislexia leva mais tempo para interpretar perguntas escritas e
escrever as respostas. Não espere que em um tempo definido para escrever
eles obtenham o mesmo rendimento que os demais; eles provavelmente se
beneficiarão de um tempo extra em avaliações, atividades e trabalhos.
Trabalhe com o aluno para conceber métodos de aprendizagem bem
sucedidas. Mantenha-se animado e esteja disposto a tentar novas
abordagens. Uma atitude amigável e senso de humor farão uma enorme
diferença.
Assentos
Certifique-se de que o aluno se sente próximo à frente da sala de aula. Isso
traz várias vantagens, como o aluno ver claramente o quadro, poder fazer
uma melhor leitura, manter-se envolvido com a lição e não se distrair.
Além do professor enxergar o trabalho do aluno, saber se está
acompanhando, verificar se as informações e orientações estão sendo
anotadas corretamente.
Leitura

Lembre-se sempre de que o aluno com dislexia demora mais


pra ler um texto.
Ele também pode não ser capaz de processar o conteúdo ao
mesmo tempo em que lê.
A precisão da leitura pode ser comprometida, portanto,
incentive-o a ler as instruções lentamente.
Tente imprimir em fundos de cores diferentes, vale a pena
experimentar. O aluno lhe dirá o que funciona melhor para ele.
Use uma fonte grande e clara.
Trechos com perguntas devem estar bem espaçados. Evite dar
ao aluno com dislexia perguntas em tamanho reduzido.
Lendo em voz alta

Isso pode ser uma grande fonte de pânico, estresse e


constrangimento para alguns alunos. Eles terão pavor do
momento em que são convidados para ler em voz alta.
Por isso, não peça de repente a eles que leiam em voz alta.
Alguns alunos ficarão felizes em ler se tiverem tido a
oportunidade de saber com antecedência. Se for esse o caso,
identifique um trecho que eles possam examinar antes de ler.
Uma cópia impressa maior de um texto às vezes é mais fácil
de ser lida.
Ortografia
Crie uma lista de grafias fundamentais para cada tópico.
Os alunos poderiam elaborar um vocabulário ou glossário.
Use cores para animar as listas de vocabulário,
especialmente em idiomas estrangeiros. Que tal
substantivos em uma cor de papel e verbos em outra?
Recursos mnemônicos podem ser excelentes para grafias
difíceis. Se forem engraçados, serão ainda mais fáceis de
lembrar. Pesquise alguns para a sua matéria ou peça aos
alunos que inventem.
Use quaisquer artifícios ou piadas que lhe ocorrerem para
ajudar a corrigir a ortografia de palavras difíceis em sua
matéria.
Passando conteúdo em sala

O ideal seria fornecer o conteúdo impresso. Lições com lacunas para


preencher são geralmente um bom meio-termo. Podem ser destacadas e
personalizadas com diagramas ou anotações, mas o processo de escrita é
muito menos árduo. Dessa forma, você também tem certeza de que os
alunos estão com o material correto para estudar.
Se você estiver escrevendo no quadro, certifique-se que sua caligrafia
seja clara, um tamanho adequado e fácil de ler.
Use cores diferentes para cada linha ou bloco de texto, para que aja
menor probabilidade de que os alunos pulem linhas.
Deixe-os sentarem ao lado de um colega que tenha boa vontade,
seja confiável e redija com clareza, de quem eles possam copiar.
Ditados: tente evitá-los, se possível, mas se você tiver que ditar,
sempre escreva no quadro palavras-chave ou palavras com grafias
complicadas e não vá rápido demais.
Lembre-se de que é improvável que alunos com dislexia sejam
capazes de processar ou compreender as informações ao mesmo
tempo em que estão copiando do quadro ou ouvindo o ditado.
Confira o trabalho deles com regularidade, pois é provável que haja
erros.
Alunos com dislexia severa podem gravar a lição eletronicamente e
ouvi-la novamente mais tarde. Tarefas impressas também devem ser
fornecidas, no entanto, para evitar horas de transcrição após as
aulas.
Tipo de fonte
Use um tamanho de fonte grande. (tamanho 12 ou 14)
Mantenha a fonte simples e clara. Evite fontes “espalhafatosas” e com serifas.
Use espaçamento duplo.

Tipos de fonte desejáveis


Arial
Calibri
Trebuchet
Comic Sans
Century Gothic
Matemática
Leia os exemplos em voz alta, e os escreva também no
quadro.
Forneça uma lista de vocabulário com o significado das
palavras.
Analise um exemplo para a classe mostrando um
esboço e todas as etapas da solução.
Se você espera que os alunos copiem o exemplo do
quadro, tenha uma versão impressa para dar aos
alunos com dislexia.
Ensine com recursos visuais e de forma
multissensorial.
Estudando obras literárias

Alunos com dislexia são holísticos e gostam de uma ideia do “todo”


antes de estudar os detalhes.
Por tanto, dê uma visão geral da história logo de saída.
Deixe que os alunos conheçam de antemão o texto ou capítulo a
serem lidos para que possam fazê-lo antes da aula.
Existe uma versão disponível do livro impressa com letras maiores?
O livro está disponível em uma versão de áudio não editada?
Versões cinematográficas podem ser úteis para dar visão geral do
enredo e dar vida aos personagens, mas lembre aos alunos que
elas podem ser diferentes do texto original.
Redações, trabalhos escolares e projetos
Essas modalidades podem ser muito intimidadoras, pois os alunos com dislexia
sentem-se sobrecarregados pelo que é encarado por eles como tarefas “grandes”.
Eles tendem a enxergar a enormidade de todo o projeto, em vez de serem capazes
de dividi-lo em metas pequenas e concretizáveis.
Você pode ajudar bastantes dividindo a tarefa em “pedaços” menores e
gerenciáveis, estabelecendo prazos em que as diferentes partes devem estar
prontas. Defina o que você espera em relação às partes a serem concluídas, número
aproximado de palavras e prazo. Solicite que cada parte lhe seja entregue a fim de
que você possa verificar se os alunos estão indo ma direção certa.
Tarefas
Se possível, passe a tarefa no início da aula.
Forneça instruções claras.
Oriente quanto ao tempo que você espera que os alunos levem para fazê-la.
Diga claramente quando a tarefa deve ser entregue e onde deve ser deixada.
O ideal é que você entregue a tarefa anotada em um folha de papel, para
colagem na agenda ou caderno, incluindo números das páginas e orientações.
Se o próprio aluno anotar, verifique se está correto.
Quanto ao uso do Teams, para esses registros, vale fazer combinados com a
turma e orientá-los de maneira detalhada.
De vez em quando, passe tarefas criativas que permitam que os alunos
com dislexia façam uso de seus talentos. Você pode, pedir aos alunos para
que:
Façam uma série de desenhos ou histórias em quadrinhos para ilustrar o
trabalho.
Façam anotações comentando uma imagem que você forneceu.
Criem uma música/poema/rap/propaganda.
Planejem um debate sobre uma questão.
Inventem um jogo, caça-palavras, palavras cruzadas.
Preparem uma breve apresentação teatral.
Gravem uma breve peça vocal ou monólogo.
Filmem um curta-metragem.
Faça uma maquete.
Correções de tarefas e avaliações
Dê nota sobre o conteúdo, não pela ortografia. Lembre-se de que muitas
vezes há uma disparidade entre a capacidade acadêmica e a escrita.
Evite riscar cada erro de ortografia. A versão correta pode ser escrita na
margem ou embaixo.
Não corrija todos os erros de linguagem e pontuação. Decida o que é
importante em cada trabalho.
Escreva na parte inferior quais palavras importantes que foram escritas
incorretamente para que possam ser incluídas em um glossário e
aprendidas.
Tente escrever um comentário positivo e construtivo como “ Muito bom,
gostei especialmente de sua descrição clara”.
Teça outros comentários construtivos e otimistas: “ Da próxima vez
pense em ...”.
Evite caneta vermelha.
Organização

Alunos com dislexia geralmente têm problemas muito concretos com


organização. É provável que leiam errado as instruções, se percam, esqueçam
os materiais e cheguem atrasados e exaustos às aulas. Planejar com
antecedência e cumprir prazos também pode causar dificuldades e o aluno
precisará de orientação.
Aprendizagem para avaliações

Alunos com dislexia podem ter uma memória de curto prazo


comprometida. Como eles necessitam de algo para fixar os fatos a fim de
retê-los na memória de longo prazo, a aprendizagem será mais demorada e
mais difícil do que para a maioria dos alunos.
Pontos-chave
A dislexia é uma DAE (Dificuldade de Aprendizagem Específica) com leitura,
escrita e ortografia.
Afeta cerca de 10% da população.
Não tem relação com a inteligência global.
Habilidades organizacionais também podem ser prejudicadas.
Alunos com dislexia podem aprender estratégias de enfrentamento para
contornar suas dificuldades.
Técnicas de ensino multissensoriais são importantes.
Professores com sensibilidade podem fazer uma enorme diferença.

Você também pode gostar