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Aula 1
Ensaios biológicos
São procedimentos destinados a avaliar a potência de princípios ativos contidos nas matérias-primas e preparações
farmacopeicas, utilizando reagentes biológicos tais como micro-organismos, animais, fluidos e órgãos isolados de
animais. É baseado na atividade biológica das moléculas.
Ensaios biológicos bioensaios
Preparações farmacopeicas
Procedimentos avaliar a potência de princípios ativos
Matérias primas
Tratamento P (grupo P)
RB (camundongos)
Tratamento A (grupo A)
Sorteio
Delineamento em blocos ao acaso
Possibilita segregar uma fonte de variação tal como a sensibilidade de diferentes ninhadas de animais ou a variação
entre as placas de Petri no ensaio microbiológico por difusão. Esse planejamento obriga que cada tratamento seja
aplicado uma vez em cada bloco (ninhada, placa, etc.) e só pode ser realizado quando o bloco for suficientemente
grande para acomodar todos os tratamentos.
Conhecido também como delineamento em blocos casualizados
Possibilita segregar uma fonte de variação (bloco) dentro de uma condição analítica em que o doseamento é
executado. Essas condições analíticas podem interferir na resposta, por exemplo, a concentração do
antibiótico interferindo na área do halo de inibição. Outro exemplo é a quantidade de célula no inoculo,
quanto menor o número de células maior o diâmetro do halo de inibição e vice-versa. Além disso, quanto
maior o volume do meio de cultura inoculado menor o halo de inibição e vice-versa. Se essas condições não
foram controladas existirá interferência nos resultados.
Delineamento cruzado
Utilizar esse planejamento quando o experimento puder ser ajustado em blocos. Contudo, só é possível aplicar dois
tratamentos por bloco. Por exemplo, um bloco pode ser um animal possível de ser testado em duas ocasiões diferentes.
Tem-se como objetivo aumentar a precisão, eliminando a influência da variação dos animais, ao mesmo tempo que se
equilibram os efeitos de qualquer diferença entre os níveis gerais de resposta, nas duas etapas do ensaio. Denominar
duplo cruzado o ensaio com duas doses do padrão e da amostra, e triplo cruzado aquele de três doses de cada
preparação. Proceder o ensaio em duas fases conforme o período de tempo definido no método. Distribuir os animais
em quatro ou seis grupos e realizar um tratamento em cada grupo na primeira fase. Na segunda fase, os animais que
receberam uma preparação receberão outra; os animais que receberam doses menores, nessa etapa receberão as
maiores
Cada RB recebe dois ou mais tratamentos possibilita avaliar o efeito de cada preparação em cada RB
menor erro elimina o efeito de diferença entre um RB e outro
Cruzado duplo duas doses de cada preparação, duas etapas
Cruzado triplo três doses de cada preparação, três etapas
A resposta não pode ser a morte do individuo
No doseamento microbiológico não há como realizar delineamento cruzado.
Há regiao que não é ideal para o doseamento (onde não há variaçao de resposta com a variação de
concentração) Com o aumento de concentraçao não há variaçao, variaçao praticamente nula
A regiao central é a melhor area para doseamento (há variaçao de resposta de acordo com a variaçao de
concentração)
1.4 - Delineamento experimental: blocos ao acaso 5x1, bloco incompleto (5 concentrações do padrão 1 da
amostra)
Pode ter união de halo se colocar todas as diferentes em uma mesma placa
A placa não contem todos os tratamentos (por isso se chama incompleto)
Contem sempre dois tratamentos diferentes, sendo que o P3 está em todos os tratamentos ponto
central da curva. É usado para corrigir as possíveis diferenças que podem ter nas placas
As retas precisam ser parelelas, a distancia entre as retas não pode ser distinta
Se o teste não compre todos resquisitos, não há confiança nos dados gerados, não pode se confiar nos
diametros dos halos, não cumprindo os parametros farmacopeicos não se pode confiar no valor de
portencia, pois os dados que geraram aqueles valores não sao confiaveis, o que inviabiliza o
liberamento do lote.
Se um parametro não der adequado, deve se repetir o teste
Os parametros valiam de acordo com o delineamento
Há variação de concentração e variação de resposta (halos)
O valor da inclinação (b) tem que ser diferente de zero
Ter regressão significativa não significa que tem que ter uma reta. Uma curva, por exemplo, pode ter
regressão significativa, ou seja, uma diferente concentração gerando uma variada resposta
Esse parâmetro é avaliado no bloco ao acaso 3x3, 2x2, 5x1
A inclinaçao da reta do padrao não pode ser diferente da inclinação da reta do amostra, a distancia entre
elas tem que ser a mesma
A inclinaçao é relacionada a substancia e não ao tipo de preparação
O ideal é não ter desvio de paralelismo significativo, as retas sao paralelas
Se houver desvio de paralelismo significativo as retas não sao parelas, esse desvio pode ser gerado
atraves de uma diluiçao errada por exemplo
O ideal é que o desvio de linearidade não seja significativo, não há presença de curvatura, a situaçao não
existe
A presença de curvatura signicativa indica que o perfil é de curva
Esse parametro não é aplicado no delineamento 2x2 pois dois pontos gera reta de qualquer forma
Se o t mesma direção é superior ao t tabelado e o t direçao oposta é inferior ao t tabelado significa que não
há reta, não há curvatura na direção oposta mas há situaçao de curvatura na mesma direçao o que invalida
o teste, não interessa se há curvatura na mesma direçao ou não, o que não pode existir é a curvatura.
Quanto mais largo o intervalo de confiaça menor a precisao, maior a dispersao/variabilidade dos
dados
Se o limite de confiança do Lc calculado, tanto inferior quanto superior, não estiver dentro do Lc
farmacopeico corrigido indica que a precisao dos dados não é adequada, não pode confiar nos dados e
neim no valor de potencia.
Aula 5
1. Método por difusão em ágar – procedimento
Quanto maior o diâmetro do halo de inibição maior a concentração do antibiótico
Quanto menor o diâmetro do halo de inibição menor a concentração do antibiótico
1.2 – Preparo do inoculo
Microrganismo sensível (cepa padrão – ATCC)
Cultura de 24 h
Suspensão em salina (T= 25% de transmitância a 580 nm)
Adição no ágar fundido (46 – 48 oC)
1.3 – Preparo do inoculo
Placas: fundo plano e com dimensões 20x100mm
21 mL de ágar sem microrganismo – camada base
Solidificação do meio em superfície plana
4 mL de ágar inoculado com microrganismo – camada superfície
Também pode ser utilizado o método de monocamada (somente a camada inoculada)
Camada superfície (inoculada) 4 mL
Camada base (não inoculada) 21 mL
1.4 – Preparo das placas – cilindros (O fármaco precisa ter boa solubilidade em meio aquoso)
Diâmetro: interno 6 + ou - 0,1 mm e externo 8 + ou - 0,1mm
Altura: 10 + ou - 0,1 mm
Introdução dos cilindros na placa, maiores concentrações longe umas das outras
Volume adicionado no cilindro: 200 uL (espera que se difunda – se e forma o halo de inibição)
1.5 – Preparo das placas – orifícios – pocinho no meio de cultura onde irá colocar a solução (O fármaco precisa
ter boa solubilidade em meio aquoso)
Diâmetro 5 a 8 mm
Método turbidimetrico
Quanto mais turvação maior a quantidade de células e vice-versa
Se aumenta concentração do antibiótico aumenta a transmitância relação direta
Se aumenta a concentração do antibiótico diminui a absorbância relação inversa
o turvação espectrofotômetro % transmitância e absorbância
o maior concentração do antibiótico maior efeito da inibição do crescimento, menor número de
células menor turvação maior % transmitância e menor a absorbância
o menor concentração do antibiótico menor efeito de inibição do crescimento, maior número de
células maior turvação menor % transmitância e maior a absorbância
Procedimento
Não há como distinguir se a turvação é do microrganismo teste ou se é contaminação, as soluções devem ser
estéreis. Precisa evitar contaminação durante a execução do teste
No método em difusão em ágar há como diferenciar o crescimento de colônias que são contaminação dos que
são do microrganismo teste
Aula 6
Branco inoculado e branco não inoculado são os controles positivo e negativo, respectivamente.
No branco inoculado há o meio de cultura inoculado com o microrganismo teste e o diluente que não há
atividade antimicrobiana, a turvação comparada aos outros tubos deve ser maior, pois não há antibiótico para
inibir o crescimento. A função do BI é verificar se o crescimento do microrganismo ocorre de forma correta.
Se não houve crescimento no BI, alguma coisa está errada na execução do teste, se ele não ocorreu
crescimento pode ser que o erro esteja no caldo inoculado (meio de cultura) ou o microrganismo está velho,
não pode se confiar no teste, os demais tubos não são confiáveis. A porcentagem de transmitância é menor
que os demais e absorbância é maior aos demais, há maior turvação de células que os demais. Funciona como
um controle positivo
Branco não inoculado, controle negativo, o meio de cultura não foi inoculado com o microrganismo teste, o
intuito é verificar a esterilidade do material que está trabalhando, o caldo e o diluente são estéreis, o esperado
é que não ocorra turvação. Se turvou, houve contaminação, o que pode indica que há contaminação nos outros
tubos, o teste deverá ser repetido. A porcentagem de transmitância é maior, 100%, que os outros tubos e a
absorbância é menor que os demais. O branco não inoculado é utilizado para zerar o equipamento.
Por mais que os outros parâmetros como desvio de paralelismo, avaliação da regressão, presença de curvatura,
limite de confiança e potencia estejam dentro dos valores estabelecidos pela farmacopeica, se um ou os dois
controles falharem, os demais tubos não têm validade, a condição analítica não funcionou, então o teste deverá
ser repetido.
Método turbidimetrico – delineamentos experimentais – blocos ao acaso 2x2
o que muda é o número de tubos
Método turbidimetrico – delineamentos experimentais – blocos ao acaso 5x1 – bloco completo
o que muda é o número de tubos. Será 5 concentrações diferentes do padrão e 1 concentração da amostra
Método turbidimetrico x Difusão em ágar
O método turbidimetrico é mais sensível, trabalha – se com concentrações menores que o método de difusão
em ágar. No método de difusão o fármaco precisa de difundir no ágar para gerar o halo.
O tempo gasto no turbidimetrico é menor, execução, leitura e interpretação no mesmo dia
O turbidimetrico exige condições mais bem controladas (chance maior de contaminação)
Há uma proposta de 9,9 mL e 0,1 mL de padrão ou amostra quando a soluções do padrão e da amostra sao
preparadas em solventes orgânicos. Geralmente a proporção é 9 mL de caldo e 1 mL de solução padrão da
amostra
Também pode se trabalhar com fármacos que possuem baixa solubilidade em meio aquoso
Teste de esterilidade
Os testes de esterilidade aplicam-se a insumos farmacêuticos, medicamentos e produtos para saúde que, de acordo
com a Farmacopeia, devem ser estéreis, sendo adequados para revelar a presença de bactérias e fungos. Contudo, um
resultado satisfatório indica que não foi encontrado micro-organismo contaminante somente na amostra examinada.
Conceito de esterilidade
É a ausência de microrganismos viáveis
Total ausência de formas viáveis capazes de reprodução
Incerteza
Não é possível testar todas as fontes de contaminações
Não é possível testar todas as unidades
Aplicação
Insumos farmacêuticos
Medicamentos (produtos parenterais, oftálmicos e outros)
Produtos para saúde (seringas, materiais cirúrgicos, gaze, próteses e outros)
Validação de processo de esterilização
Local
Cabine de segurança biológica de classificação adequada ao produto
Áreas limpas, classe B.
Utilizada somente para a execução do teste de esterilidade
Não é uma área estéril
Classificação qualidade do ar número de partículas viáveis e não viáveis
Analista
Principal fonte de contaminação homem
Treinamento e qualificação
Vestimenta para áreas limpas
Monitoramento do ambiente
Limpeza periódica procedimento validado (material, frequência de limpeza). Reduzir o número de
partículas
Monitoramento qualidade do ambiente
Monitoramento do ar
o Contadores de partículas (não viáveis e viáveis)
o Contadores de partículas totais
o Técnica de sedimentação
Monitoramento de superfícies
o Através de swab e placas de contato
Teste de segurança biológica comprovar esterilidade dos produtos
Teste de verificação da esterilidade (controle negativo do meio de cultura) garantir que a contaminação é
proveniente da amostra e não do meio de cultura (avalia se o processo de autoclavação foi eficaz na
esterilização dos meios de culturas)
Se houve turvação é indicio que a autoclavação não foi eficiente, o meio não é estéril (contaminação),
a turvação do meio pode gerar falso positivo, o meio não está adequado para a realização do teste
Se um dos tubos apresenta resultado positivo já se desconfia
Se não ocorreu turvação o meio é estéril
B. Emprego do método de filtração por membrana (a amostra não fica em contato direto com o meio de
cultura)
Filtro de membrana amostra é descartada não entra em contato com o meio de cultura
E uma alternativa porque a amostra não fica em contato direto com o meio de cultura. A membrana que
fica em contato com o meio de cultura
Verificação da atividade antimicrobiana da amostra
O princípio ativo/amostra pode interferir no crescimento de uma possível contaminação (atividade
antimicrobiana)
Se o princípio ativo tem atividade antimicrobiana essa interferência durante a realização do teste não deveria
existir. Pode ser que o produto esteja contaminado e não seja detectado em razão dessa atividade
antimicrobiana (falso negativo)
O teste de bacteriostase e fungiostase verifica essa interferência
Para realização destes testes é preparado uma suspensão com microrganismo que é inoculado no produto.
Espera que obtenha – se turvação no tubo da amostra já que foi adicionado microrganismo no tubo
O tubo controle contém o meio de cultura + suspensão do microrganismo
Tubo teste tem a amostra + suspensão do microrganismo
Tubo teste
0,1 mL Tubo com meio de cultura + microrganismo + amostra
B. Adição do agente neutralizante (inibe a interferência da amostra que possui atividade antimicrobiana)
Preparo do meio de cultura Realização do teste
Meio de cultura
Contendo tween 80 esterilizar
Esse método será aplicado quando se sabe que a substância possui atividade antimicrobiana e que o agente
neutralizante consiga neutralizar essa substância
Condições assépticas adequadas Como foi realizado o teste, controle do ambiente, (contagem de
partículas totais e viáveis, avaliação da superfície), controle negativo e positivo do meio de cultura,
controles da membrana (negativo da membrana e negativo do fluido de lavagem) adequados para confiar no
resultado do tubo da amostra
Condições assépticas não adequadas
Exemplo: tudo do controle negativo apresentando resultado positivo e tubo do controle positivo
apresentando resultado negativo
o Ausência de turvação no tubo da amostra e o controle positivo está negativo
microrganismo não cresceu, se não desenvolveu crescimento nesse tubo, desconfia-se da
ausência de turvação no tubo da amostra pois o meio de cultura não fornecia condições
adequadas para o crescimento
o Presença de turvação no tubo da amostra e controle negativo está positivo o meio de
cultura não estava estéril então a turvação do tubo da amostra pode ser por causa de uma
contaminação do meio e não da própria amostra
Aula 8
Pirogênios e teste de endotoxinas bacterianas
Pirogenios
Qualquer substância capaz de induzir elevações térmicas, em resposta a injeção ou infecção, em animais e humanos
Exógeno: bactérias, fungos, vírus, fármacos e outros
Endógenos: interleucinas, interferons, TNF, prostaglandinas e outros
É permitido a presença de pirogenio, pois o efeito do mesmo é dependente da concentração
Efeitos biológicos
Pirogenio
Equipamentos Manipulação
Endotoxinas
São complexos de alto peso molecular associados a membrana externa de bactérias Gram negativas
P
Pirogenios Endotoxinas
Há um limite de endotoxinas para cada produto estabelecido na farmacopeia, não se pode ter um numero
elevado no produto final
Há três métodos para determinação de endotoxinas: de coagulação em gel, cromogênio e fotométrico
Método farmacopeico
Teste de pirogenio in vivo elevação de temperatura corporal
Métodos farmacopeicos
Teste de endotoxina
É preparado algumas soluções de endotoxina para a realização do teste (2 λ, λ, 0,5 λ, 0,25 λ). Para ajustar a
concentração do LAL que será utilizado
λ (sensibilidade rotulada do LAL) é a menor concentração de endotoxina que promove formação de gel
0,12 UE/mL
0,06 UE/mL 0,015 UE/mL
0,03 UE/mL
Exemplo:
LAL: λ = 0,06 UE/mL
No controle negativo há LAL + água grau reagente livre de endotoxina, não espera – se formação de gel,
sendo adequado indicando que não houve contaminação durante a realização do teste. Se no controle negativo
der formação de gel (+) indica contaminação que gera dúvida quanto a confiabilidade do teste, invalidando o
teste, portanto o teste deverá ser repetido ate que o controle negativo de resultado negativo
Ponto final se refere a menor concentração de endotoxina onde ouve a formação de gel
O λ calculado avalia o que está sendo sugerido (0,5 ≤ λ ≤ 2 λ). O teste é utilizado para confirmar a
sensibilidade rotulada. Refere – se que o LAL está apto/adequado para ser aplicado no teste
Se o valor de λ calculado estiver fora do especificado indica que o LAL não tem sensibilidade adequada para a
realização dos demais testes, ou seja, estaria com algum problema não respondendo adequadamente em
relação a formação de gel.
Exemplo de preparo
24 UE-------------- 1 mg 240 UE ---------- 5 mL
x------------ 10 mg x ----------- 1 mL
x = 240 UE x = 48 UE/mL (solução estoque)
Aula 9
É necessário ver se o produto interfere ou não na resposta que é avaliada. No teste de coagulação em gel é
avaliado se a própria amostra contém substancias que podem inibir ou potencializar a formação de gel
(validação, etapa antes de avaliar a qualidade do lote). Há substancias presentes na amostra, além das
endotoxinas, que podem causar essa interferência levando a formação de gel ou inibindo – a.
O teste de inibição e potencialização é uma etapa previa (validação) a execução do teste na rotina. Se o
produto interferir na reação da formação de gel, essa interferência deverá ser eliminada
Na solução B, controle positivo da amostra, é utilizado a amostra como diluente da endotoxina. Ela que
mostrará se a amostra interfere ou não na formação de gel, espera que ocorra formação de gel, se não houver é
porque a amostra age sobre a formação de gel, inibindo-a (100ul de LAL + 100 uL de solução de endotoxina
preparada na amostra)
λ = 0,12 UE/mL, 2λ = 0,24 UE/mL, 0,5λ = 0,06 UE/mL, 0,25λ = 0,03 UE/mL
O objetivo da solução A (amostra) é avaliar a qualidade do produto, observar se quantidade de endotoxina está
alta. Espera que não haja formação de gel, se houver é porque tem endotoxina na amostra. Havendo formação
de gel passa a desconfiar da qualidade da amostra
O controle negativo é verificado para testar a execução e confiabilidade do teste (verificar se houve
contaminação)
O controle positivo, solução C, é para reconfirmar a sensibilidade do LAL, avalia se o LAL se responde de
forma adequada a endotoxina (100 LAL + solução de endotoxina preparada em agua diluente)
A amostra pode conter endotoxina dentro do limite especificado na farmacopeia
A partir dos resultados do controle positivo da amostra, calcula – se o lambida (sensibilidade) na presença da
amostra e se essa sensibilidade estiver dentro da especificaçao, a amostra não interfere na formaçao de gel.
So é possivel confiar nos resultados do controle positivo se todos os controles estiverem adequados (controle
negativo estando com resultados negativos nas duas replicas, o lambida calculado do controle positivo estando
entre o intervalo especificado e os tubos da amostra apresentando ausencia de formaçao gel)
Interpretação dos resultados
O ensaio é valido, ou seja, pode confiar nos resultados dos tubos do controle positivo da amostra se:
Tubos controle negativo -
Se der positivo indicaria uma contaminação
λ calculado para controle positivo estiver entre o intervalo de 0,5λ e 2λ amostra não interfere na formação
de gel
Se estiver fora do intervalo indica que o LAL está respondendo de forma diferente ao esperado frente
a administração de endotoxina, estabilidade não está adequada, se a sensibilidade diminuiu, por
exemplo, a concentração de endotoxina para a formação de gel se tornou maior, então o LAL perdeu a
atividade
Os tubos da amostra apresentam resultado negativo
Se der positivo significaria que a quantidade de endotoxina presente na amostra talvez é superior ao
esperado ou esse resultado é justificado pela própria interferência da amostra (o contato da amostra
com gel já provoca o resultado positivo).
Para avaliar se é a presença de endotoxina ou a própria amostra avalia – se o λ calculado do controle
positivo da amostra. Se o valor de λ calculado estiver dentro do especificado é a endotoxina que está
presente na amostra. Se o λ calculado estiver fora do especificado é a própria amostra que interfere na
formação de gel, potencializando ou inibindo
Esses três parâmetros indicam se pode confiar no controle positivo da amostra, se houver falha em um deles, poderá
haver má interpretação do resultado. Se um dos parâmetros estiver fora, ao avaliar o λ calculado do controle positivo
da amostra, podemos achar que a amostra em si está interferindo, talvez potencializando a formação de gel, mas não é
amostra que estará reagindo, na verdade é a endotoxina que está em quantidade maior
0,5 λ ≤ calculado na presença da amostra ≤ 2λ amostra não interfere na formação de gel
Se o λ calculado é menor que o 0,5 λ significa que é necessário menos endotoxina para ocorrer a formação de
gel → amostra potencializa a formação de gel, o que justifica o tubo com resultado positivo → tem que diluir
a amostra
Se o λ calculado é maior que o 2λ, precisa de muita endotoxina pra formação do gel →amostra inibe a
formação de gel → desconfia da qualidade da amostra (falha)/não há justificativa para esse resultado positivo
Se o λ calculado estiver dentro do intervalo especificado, a justificativa do resultado positivo da amostra seria
a presença de endotoxina (a amostra em si não interfere)
O único resultado que justificaria os resultados positivos nos tubos da amostra seria a potencialização da
amostra
O controle negativo está adequado (as duas replicas deram negativo, indicando que as condiçoes em que
foram realiazadas o procedimento estão adequadas, não houve contaminação)
O controle positivo está adequado pois o valor de λ está dentro do intervalo especificado, indicando que o
LAL ainda tem estabilidade, não teve alteração na sua sensibilidade/atividade, ainda tem a qualidade
adequada para ser aplicado no teste, pode confiar, a partir do resultado do controle positivo, no resultado do
teste em que será obtido quando utilizado esse LAL
As 4 replicas da amostras deram resultados negativos, o que indica que o conteudo de endotoxina nessa
amostra seria adequado para realização do teste. Pode confiar no resultado do teste, o ensaio é valido, pode
confiar no resultado do controle positivo da amostra
Após o cumprimento de todos os paramentros , pode se confiar no controle positivo e deve – se realizar a
avaliação do controle positivo para ver se a amostra interfere ou não no teste
Para esta amostra, a amostra não interfere na formaçao de gel, indicando que pode confiar no procedimento
descrito na farmacopeia, não tendo necessidade de modicar-lo para eliminar a anterferencia, não precisa
modificar o teste, pois não houve interterferenica. Se houvesse interferencia seria necessario modificar o
metodo.
Como a amostra interfere no teste é necessário modificar o procedimento e realizar a diluição da amostra,
assim, a concentração do interferente também reduz (eliminação da interferência), independente se o valor de
λ menor ou maior dos limites especificados
A amostra diluída que deverá ser utilizada no novo teste. Após a diluição, se os resultados positivos dos tubos
da amostra derem negativo, significa que era a amostra mesmo que estava interferindo e não a quantidade de
endotoxina
Dilui até chegar no MDV (fator de diluição máxima) não pode se ultrapassar esse fator, se diluir mais que
o fator máximo de diluição pode haver erro de sensibilidade para enxergar a quantidade de endotoxina
presente na amostra
Teste de endotoxinas bacterianas – coagulação em gel
Há um limite máximo de endotoxina que pode estar contido em cada amostra
Teste de inibição ou potencialização (interferentes)
Máxima diluição da amostra limite de endotoxina determinado
Limite de endotoxina = UE/mg de fármaco ou UE/UI de fármaco
MDV = limite de endotoxina x concentração do fármaco no produto/λ (sensibilidade rotulada)
Limite de endotoxina UE/mL de solução
MDV= limite de endotoxina/λ (sensibilidade rotulada)
Se for alcançado o MDV e o λ calculado do controle positivo da amostra ainda estiver fora do especificado,
deverá ser modificado a sensibilidade do LAL, usar um LAL com sensibilidade maior (que consiga enxergar
concentrações de endotoxinas menores, reduzir o λ ). A sensibilidade e o valor de λ são indiretamente
proporcionais, ou seja, quanto menor o valor de λ maior será a sensibilidade
Todos os tubos são incubados por 1 hora a 37 C leitura dos resultados (formação de gel)
A amostra é diluída seguindo os fatores de diluição, a partir desses tubos que se calcula o conteúdo de
endotoxina presente na amostra
Controle positivo, controle positivo, controle positivo da amostra (se inibe a formação de gel) avaliam a
veracidade dos resultados dos tubos da amostra
A B
29 24
27 26
25 28
29 28
24 28
25 28
média = 26,5 média = 26,667
1. Teste de hipóteses
Hipótese nula
Não existe diferença significativa entre as medias do tempo de desintegração
Hipótese alternativa
Há diferença significativa entre as medias do tempo de desintegração
População x amostra
Comparação
2 medias teste t de student
2 ou + medias analise de variância (anova)
Exigência para aplicar os testes
Variável continua
Seguir a distribuição de Gauss
Controle de qualidade de produtos não estéreis
1. Introdução
2. Métodos farmacopeicos para contagem do numero de microrganismos mesofilicos
2.1 filtração por membrana
2.2 contagem em placa
2.3 número mais provável
Introdução
Produtos não estéreis presença limitada de carga microbiana Tipo de utilização do produto
Ausência ou presença limitada de microrganismos patogênicas
problemas devido a contaminação microbiana
Aplicação
matéria prima
medicamentos
cosméticos
fontes de contaminação
matéria prima
locais de produção
pessoal
consumidor
amostragem