Gola, Malope, Vinte e Elton
Biodigestor
Objectivo do biodigestor:
Reaproveitar de resíduos orgânicos dando origem ao biogás e biofertilizante.
Biodigestor é um aparelho dá origem ao biogás e ao biofertilizante, a partir de resíduos orgânicos
ou, portanto matéria orgânica. [4, 2]
A matéria orgânica usada para produção do biogás deve ser metabolizada por bactérias
anaeróbias que se desenvolvem em ambiente sem oxigênio, por isso o ambiente tem que ser o
mais vedado possível.
Biogás – é uma fonte de energia renovável (WILKIE, 2004)
Tipos de Biodigestores
Existem vários tipos de biodigestor, onde geralmente, todos são compostos, basicamente, por
duas partes:
Um recipiente ou tanque: para abrigar e permitir a digestão da biomassa;
O gasômetro ou campânula: para armazenar o biogás.
Os biodigestores podem ser classificados quanto ao sistema de abastecimento e quanto ao
modelo, no entanto ira-se debruçar quanto ao sistema que pode ser (TOMITA, 2007):
o Batelada - sistema simples, com pouca intervenção operacional. É abastecido uma única vez,
sendo feita a retirada do material após o término efetivo da produção de biogás. Maior
utilização em granjas avícolas de corte e em ETE (Estação de Tratamento de Esgoto).
o Contínuo – é construído de forma a receber diariamente material orgânico, que permite que a
cada momento que entre o material orgânico haja a saída do material já processado.
Geralmente este tipo de biodigestor é usado onde há criação de bovinos e suínos, cujo
processo acarreta certa regularidade no fornecimento dos dejetos.
o Semi-contínuo - possui as mesmas características que o continuo, mas seu abastecimento
ocorre de maneira mais espaçada e, algumas vezes, sem muita regularidade temporal.
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Funcionamento de um biodigestor
O biodigestor é basicamente um sistema fechado usado para acelerar o processo de decomposição
de resíduos orgânicos, como esse dispositivo se alimenta de resíduos ou matérias orgânicas,
exemplo: estercos, restos de alimentos, vinhaça, cama de frango, etc., onde esses resíduos são
misturados com agua, e, na ausência de oxigénio esse processo é chamado bioigestão
anaeróbica e algumas bactérias actuam nesses detritos transformando-os em biogás e
biofertilizante [3].
Vantagens
O biodigestor é um reator biológico de concepção relativamente simples e barato de ser
construído. Por operar na ausência de oxigênio, seu uso traz uma série de outras vantagens,
elencadas a seguir (WILKIE, 2004):
a) Não implica em altos custos com aeração;
b) Não demanda consumo de energia elétrica, uma vez que dispensa o uso de bombas,
motores, areadores, painéis elétricos etc;
c) Contribui com o gerenciamento de resíduos sólidos e efluentes, já que além de dejetos
animais, outras fontes de origem orgânica como efluentes domésticos, lodo sanitário,
resíduos sólidos urbanos e agrícolas, podem ser utilizados para abastecer o biodigestor;
d) Tem como um dos produtos finais do processo um biofertilizante, efluente que pode ser
comercializado e/ou utilizado como fertilizante orgânico e na produção de ração animal.
e) Melhora o valor fertilizante do esterco através da mineralização de nitrogênio orgânico
em amônia, que é mais disponível para absorção pelas plantas;
f) Produz um biogás rico em metano, combustível de elevado teor calorífico, que pode ser
recuperado para a produção de energia térmica e elétrica;
g) O biogás e biofertilizante gerado no processo substituem os derivados de petróleo,
permitindo economia na obtenção de outras fontes de energia e fertilizantes químicos.
Desvantagens
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Grande parte da biomassa utilizada é potencialmente poluente, como dejetos da suinocultura,
abatedouros, e efluentes domésticos que causam comprometimento da água, saturação do solo e
degradação da paisagem.
Referencias
1. BRONDANI, J. C. Biodigestores e biogás: balanço energético, possibilidades de
utilização e mitigação do efeito estufa. 2010. 118f. 2010. Dissertação (Mestrado em
Engenharia de Produção) -Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria.
2. BATISTA, Laurentino Fernandes. Manual técnico construção e operação de
biodigestores. Brasília, DF, 1981, (Manuais, 24).
3. OLIVEIRA, Paulo Armando Victória: Tecnologias para o manejo de resíduos na
produção de suínos: manual de boas práticas. Concórdia: Embrapa Suínos e Aves, 2004
4. www.acqualimp.com