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Periodontia

O documento aborda a anatomia e a fisiologia da gengiva marginal e do periodonto, destacando a importância da resposta inflamatória e a classificação das doenças periodontais. Ele detalha as condições que afetam a gengiva, como gengivite e periodontite, e discute procedimentos cirúrgicos como gengivectomia e aumento de coroa. Além disso, menciona fatores de risco sistêmicos e locais que podem influenciar a saúde periodontal.

Enviado por

Beatriz Oliveira
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Periodontia

O documento aborda a anatomia e a fisiologia da gengiva marginal e do periodonto, destacando a importância da resposta inflamatória e a classificação das doenças periodontais. Ele detalha as condições que afetam a gengiva, como gengivite e periodontite, e discute procedimentos cirúrgicos como gengivectomia e aumento de coroa. Além disso, menciona fatores de risco sistêmicos e locais que podem influenciar a saúde periodontal.

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Clínica do Adulto

Periodontia Gengiva Marginal

A gengiva marginal é a porção terminal ou borda da


gengiva ao redor dos dentes em forma de colar!

É demarcada da gengiva inserida adjacente por uma


depressão linear rasa (sulco gengival livre)

Normalmente medindo aproximadamente 1 mm de


largura;

Forma a parede de tecido mole do sulco gengival:

Pode ser separada da superfície dental com uma sonda


periodontal.

Periodonto

- Inserção:

ligamento periodontal + cemento + osso alveolar

- Proteção:

gengiva – recobre os processos alveolares


Sulco gengival

Sondagem de um sulco gengival clínico normal em


Gengiva humanos é de até 3 mm.

A gengiva normal recobre o osso alveolar e a raiz dental


em um nível coronal à junção cemento-esmalte. Espaço biológico

- Divide-se em: É a inserção do tecido conjuntivo ocupa um espaço de


1,07 mm acima da margem do osso alveolar, e que o
Marginal ou livre epitélio juncional embaixo da base do sulco gengival
inserida ocupa outros 0,97 mm acima da inserção de tecido
conjuntivo. A soma dessas duas medidas, média
interdental aproximada de 1 mm cada.
Clínica do Adulto

RESPOSTA INFLAMATÓRIA NO PERIODONTO

A resposta inflamatória do hospedeiro é iniciada pela


presença dos:

- Fatores de virulência;

- Mediadores inflamatórios do hospedeiro.

Inflamação: dor, calor, edema, Eritema (vasodilatação) e


perda de função.

Espaço biológico de 2,04mm - clinicamente, essa


informação é utilizada no diagnóstico das violações ao
espaço biológico quando a margem da restauração é
colocada a uma distância de até 2 mm do osso alveolar,
com aparecimento de inflamação gengival.
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Nova classificação das doenças periodontais: GENGIVITE MEDIADA POR FATORES DE RISCO
- As doenças periodontais foram divididas em 3 grupos: SISTÊMICOS OU LOCAIS

Fatores de risco sistêmicos (fatores modificadores):


1- DOENÇAS GENGIVAIS:
- Tabagismo
1.1 Saúde Periodontal e Saúde Gengival
- Hiperglicemia
1.2 Gengivite Induzida pelo Biofilme
- Fatores nutricionais
1.3 Doenças Gengivais Não Induzidas pelo Biofilme
- Agentes farmacológicos (prescritos, não prescritos e
recreacionais)

2 – PERIODONTITE - Hormônios esteroides sexuais (puberdade, ciclo


menstrual, gravidez e contraceptivos orais)
2.1 Doenças Periodontais Necrosantes
- Condições hematológicas
2.2 Periodontite
Aumento gengival influenciado por medicamento
2.3 Periodontite como Manifestação de Doenças
(fenitoína, nifedipina, ciclosporina)
Sistêmicas

1.3 Doenças Gengivais Não Induzidas pelo Biofilme


3 - OUTRAS CONDIÇÕES QUE AFETAM O PERIODONTO
A. Desordens Genéticas e de Desenvolvimento
3.1 Manifestações Periodontais de Doenças ou
Condições Sistêmicas (Doenças ou Fibromatose gengival hereditária (acúmulo de
colágeno)
Condições Sistêmicas que afetam os Tecidos
Periodontais de Suporte) B. Infecções Específicas

3.2 Abscessos Periodontais e Lesões Endoperiodontais De origem bacteriana

3.3 Condições e Deformidades Mucogengivais - Neisseria gonorrhoeae

3.4 Forças Oclusais Traumáticas - Treponema pallidum

3.5 Fatores Relacionados ao Dente e às Próteses - Mycobacterium tuberculosis

- Gengivite estreptocócica

GENGIVITE ASSOCIADA SOMENTE AO BIOFILME De origem viral

Gengivite em periodonto íntegro: - Vírus Coxsackie (doença mão-pé-boca)

Sítios com profundidade de sondagem menor ou igual a - Herpes simples I e II (primário ou recorrente)
3 mm, 10% ou mais de sítios com sangramento à
- Varicella zoster (catapora e sarampo – nervo V)
sondagem, ausência de perda de inserção e de perda
óssea radiográfica. - Molluscum contagiosum

- Papilomavírus Humano
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- Perda de inserção detectada em dois ou mais sítios


interproximais não adjacentes; ou
De origem fúngica
- Perda de inserção de 3 mm ou mais na vestibular ou
- Candidose
lingual/palatina em pelo menos 2
- Outras micoses (histoplasmose e aspergilose)
dentes, sem que seja por causa de:

A Periodontite é classificada de acordo com seu


2 – PERIODONTITE ESTÁGIO e seu GRAU.

2.1 Doenças Periodontais Necrosantes A. Estágio

- Gengivite necrosante: processo inflamatório agudo do A classificação de estágios está relacionada com a
tecido gengival caracterizado pela presença de severidade da doença
necrose/ulceração das papilas interdentais,
Estágio I
sangramento gengival e dor. Outros sinais e sintomas
associados podem incluir halitose, pseudomembranas, Característica determinante: 1-2 mm de perda de
inserção interproximal no pior sítio ou perda
linfadenopatia regional, febre e sialorreia (em crianças).
radiográfica no terço coronal (< 15%).

Estágio II
- Periodontite necrosante: processo inflamatório do
Característica determinante: 3-4 mm de perda de
periodonto caracterizado pela presença de
inserção interproximal no pior sítio ou
necrose/ulceração das papilas interdentais,
sangramento gengival, halitose, dor e perda óssea perda radiográfica no terço coronal (15-33%).
rápida. Outros sinais e sintomas associados podem
Estágio III
incluir formação de pseudomembrana, linfadenopatia e
febre. Característica determinante: 5 mm ou mais de perda de
inserção interproximal no pior sítio ou perda óssea
radiográfica se estendendo à metade ou ao terço apical
- Estomatite necrosante: condição inflamatória severa da raiz.
do periodonto e da cavidade oral em que a necrose dos
Estágio IV
tecidos moles se estende além da gengiva, e a
desnudação óssea pode ocorrer por meio da mucosa Característica determinante: 5 mm ou mais de perda de
alveolar, com áreas aumentadas de osteíte e formação inserção interproximal no pior sítio ou perda óssea
de sequestro ósseo. Tipicamente ocorre em pacientes radiográfica se estendendo à metade ou ao terço apical
sistêmica e severamente comprometidos. da raiz.

Grau
2.2 Periodontite O grau reflete as evidências, ou o risco, de progressão
da doença e seus efeitos na
“doença inflamatória crônica multifatorial associada
com biofilme disbiótico e caracterizada pela destruição saúde sistêmica. Inicialmente, todo paciente com
progressiva do aparato de inserção dental” periodontite deve ser considerado
Clinicamente, caracteriza-se por:
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como grau B e, assim, modificar esse grau (para A ou C)


de acordo com: 1)

evidências diretas de progressão; ou 2) evidências


indiretas
Tratamento:
Grau A – progressão lenta
GENGIVITE
Característica determinante: evidência direta de não
progressão de perda de inserção - Gaze com Clorexidina 0,12%
por 5 anos ou indireta de perda óssea/ano de até 0,25 - Raspagem supra-gengival
mm.
- Profilaxia
Grau C – progressão rápida
- Prescrição
Característica determinante: evidência direta de
progressão igual ou superior a 2 mm em
ABSCESSO PERIODONTAL
5 anos ou indireta de perda óssea/ano superior a 1 mm.

Característica determinante: evidência direta de Tem origem de uma bolsa periodontal preexistente ou
progressão igual ou superior a 2 mm em 5 em decorrência de corpo estranho.
anos ou indireta de perda óssea/ano superior a 1 mm.

Características secundárias: a destruição excede ao


esperado para a quantidade de

biofilme. Padrões clínicos específicos sugerem períodos


de rápida progressão e/ou

acometimento precoce da doença (por exemplo, padrão


molar/incisivo e ausência de

resposta esperada às terapias de controle do biofilme).

Fatores de risco que podem modificar a graduação: Características:


tabagismo (10 ou mais cigarros/dia)
- Lesões dolorosas
ou pacientes com diabetes mellitus (HbA1c igual ou
superior a 7%). - Localizadas

- Envolvendo gengiva marginal ou papila interdental


interdental
GENGIVITE
- Penetração de corpo estranho
Inflamação do tecido gengival e ocorre em geral de
maneira crônica. Tratamento:

- Drenagem

- Remoção de corpo estranho


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PERICORONARITE GENGIVITE ULCERATIVA NECROSANTE

É um quadro inflamatório no tecido mole que recobre


parcialmente

a coroa de um dente em erupção ou semi-erupcionado

Características clínicas:

- Tecido edemaciado e eritematoso

- Dor irradiada, difusa, constante

- Pode haver drenagem espontânea de pus

- Trismo

- Febre PERIODONTITE ULCERATIVA NECROSANTE


- Dificuldade de engolir

Demais procedimentos periodontais


Tratamento: - Gengivectomia;
- Antibióticos - Gengivoplastia;
- AINES - Aumento clínico de coroa
- Bochechos antisséptico
Obs. A depender do paciente é possível realizar a limpeza
local e remoção de placa com soro fisiológico estéril 0,9% e
remoção do capuz (fazer dose de ataque caso infecção).
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Passo 2:
GENGIVECTOMIA A) Marcador da bolsa em posição.

B) incisão em bisel se estende apicalmente à


- Gengivectomia significa a excisão da gengiva. Pela
perfuração realizada pelo marcador da bolsa
remoção da parede da bolsa;

- A gengivectomia fornece visibilidade e acessibilidade


para uma completa remoção do cálculo e o completo A incisão deve ser em bisel a aproximadamente 45 graus
alisamento das raíz; com a superfície do dente e recriar o padrão festonado
da gengiva.
- Muito utilizado no passado.

GENGIVECTOMIA – INDICAÇÃO Passo 3:

1. Eliminação de bolsas supraósseas, Remover a parede excisada da bolsa, limpar a área e


independentemente de sua profundidade, se a parede examinar rigorosamente a superfície radicular.
da bolsa for fibrosa e firme. A gengivoplastia é similar à gengivectomia;

2. Eliminação de aumento gengival. A gengivoplastia é o recontorno da gengiva para criar


contornos gengivais fisiológicos, com a única finalidade
3. Eliminação de abscessos periodontais supraósseos.
de recontornar a gengiva na ausência de bolsas.

Indicada para quem apresentam o chamado “sorriso


GENGIVECTOMIA – CONTRA-INDICAÇÃO gengival”, onde uma quantidade significativa de gengiva
é exposta ao sorrir, ou para aqueles que possuem
Situações nas quais a base da bolsa esteja apical à assimetrias na linha gengival.
junção mucogengival.

GENGIVOPLASTIA – CONTRA-INDICAÇÃO

GENGIVECTOMIA – TÉCNICA Doença periodontal ativa;

Passo 1: Fenótipo fino.

As bolsas em cada superfície são examinadas com uma Quando coroa anatômica está totalmente exposta;
sonda periodontal e marcadas com um marcador de
Grávidas;
bolsa ou uma sonda periodontal;
Fumantes;
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AUMENTO DE COROA

INDICAÇÕES:

-Cárie ou fratura subgengivais

Exposição excessiva da gengiva e coroas clínicas curtas e -Comprimento inadequado de coroa clínica para
periodonto espesso
retenção

-Alturas gengivais desiguais ou antiestéticas

CONTRAINDICAÇÕES

-A cirurgia criaria um resultado antiestético

- A cárie ou fratura profundas requereriam uma

remoção excessiva de osso em dentes vizinhos

-O dente possui risco desfavorável para restauração.

ATENÇÃO

É importante que a cirurgia de aumento de coroa seja


C) Excisão da gengiva para expor a coroa anatômica feita de maneira que o espaço biológico seja
completa. preservado.

D) A elevação do retalho de espessura total revelando (epitélio juncional e inserção do tecido conjuntivo +
osso alveolar de espessura com crista irregular.
sulco) = 3mm
E) Osteotomia e osteoplastia concluída.
Ou seja, é recomendado que haja pelo menos 3,0 mm
F) Retalho reposicionado e suturado com suturas entre a margem gengival e a crista óssea!
interrompidas profundas.
Isso possibilita um espaço biológico adequado quando a
restauração é posicionada a 0,5 mm no interior do sulco
gengival.

Molares mandibulares sem acesso restaurador.


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Cirurgia de aumento de coroa completada Frenectomia lingual - INDICAÇÕES:

Remover osso de forma que este esteja 2 a 3 mm apical - Dificuldade para amamentar
à nova margem gengival.
- Dificuldade para engolir
O aumento de coroa cirúrgico pode incluir a remoção de
- Dificuldade para mastigar
tecido mole ou tanto de tecido mole quanto de osso
alveolar. - Dificuldade para higienizar a boca
A redução do tecido mole isoladamente é indicada se - Problemas de dicção
houver gengiva inserida adequada e mais de 3 mm de
tecido coronal à crista óssea; menos de 3 mm de tecido - Língua presa
mole requerem um procedimento a retalho e um
recontorno ósseo.
Frenectomia labial - INDICAÇÕES:

- Dentes separados

- Limitação da mobilidade do lábio

- Sorriso gengival

- Alterações da fonética

- Interferência com a correção ortodôntica

- Interferência na estabilidade e retenção de próteses


Um tecido
mole maior que 3 mm entre o osso e a margem
gengival, com uma gengiva inserida adequada, permite
um aumento de coroa por gengivectomia, ou seja, sem
remodelação óssea.

Com menos de 3 mm de tecido mole entre o osso e a


margem gengival, ou uma gengiva inserida pouco
adequada, um procedimento a retalho ou um
recontorno ósseo são necessários para um aumento de
coroa. dentárias

FRENECTOMIA

- É a remoção completa do freio, incluindo sua inserção


ao osso subjacente!

- Frenectomia lingual

- Frenectomia labial
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