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Nutrição e Fitoterapia no Refluxo Esofágico

O documento aborda a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), suas definições, fatores de risco, mecanismos de defesa e diagnóstico, além de complicações e tratamentos. Destaca a importância de cuidados nutricionais e fitoterápicos, como a Espinheira-santa e Guaçatonga, no manejo da DRGE. O tratamento inclui medicamentos, mudanças de estilo de vida e intervenções dietéticas para prevenir sintomas e lesões esofágicas.

Enviado por

Leandro Nogueira
Direitos autorais
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Nutrição e Fitoterapia no Refluxo Esofágico

O documento aborda a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), suas definições, fatores de risco, mecanismos de defesa e diagnóstico, além de complicações e tratamentos. Destaca a importância de cuidados nutricionais e fitoterápicos, como a Espinheira-santa e Guaçatonga, no manejo da DRGE. O tratamento inclui medicamentos, mudanças de estilo de vida e intervenções dietéticas para prevenir sintomas e lesões esofágicas.

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NUTRIÇÃO ORTOMOLECULAR, BIOFUNCIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS DO ESÔFAGO

Prof. Cristina Fajardo Diestel – [email protected]

DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO

 Definição: sintomas e danos teciduais decorrentes do refluxo de material gástrico e/ou entérico para o esôfago. Um
refluxo eventual, não caracteriza DRGE e sim 2-3 episódios semanais, no mínimo.
Frequência de DRGE na população mundial 8-33%

 Fatores agressivos X Fatores de defesa mucosa  determinam a existência ou não de lesão – esofagite ou
manifestações extra esofageanas

Mecanismos que impedem o refluxo gastroesofágico:

Fatores anatômicos
o Pinçamento diafragmático
o Ângulo de entrada do esôfago no estômago

Fatores Fisiológicos
o Pressão do EEI
o Clearence esofágico
o Resistência epitelial
o Fatores gástricos

Pressão do EEI Hérnia de Hiato por Deslizamento:


 Normal  15 a 30 mmHg
 Níveis em torno de 10 mmHg  episódios
freqüentes de refluxo
 Menor que 5mmHg  ausência de barreira, refluxo
livre
 Problema não está relacionado à competência da
válvula mas a aberturas freqüentes em momentos
inadequados.

Clearence Esofágico

 Peristalse e salivação
 Saliva – rica em HCO3

Hérnia de Hiato
 Deslizamento: localização da linha Z 2cm ou mais
acima do pinçamento diafragmático.
 Reduz a pressão do EEI
 Causa alterações peristáticas -  clearence
 Produção de ácido intratorácica
Hérnia de Hiato Paraesofágica: Resistência Epitelial do Esôfago
 Muco – camada pouco espessa
 Tampões intra-celulares
 Regeneração epitelial do esôfago

Fatores gástricos
 Esvaziamento gástrico retardado – ex. gastroparesia
diabética, má digestão ou outros distúrbios de
motilidade.

Sinais e Sintomas do DRGE:


• Típicos:
– pirose retroesternal
– regurgitação alimentar
– disfagia: estenose de esôfago, espasmo
do esôfago
• Atípicos: dor torácica
• Extra-esofagianos:
– tosse crônica
– rouquidão
– asma por refluxo
– pneumonias de repetição

Diagnóstico da DRGE

 Endoscopia (EDA) – não faz diagnóstico de DRGE


e sim das alterações macroscópicas, diagnostica as
hérnias de hiato e as esofagites. Apesar disso, com
essas evidências, faz-se o diagnóstico de DRGE.

 pHmetria prolongada de 24 horas – padrão ouro,


mas usada em situações eventuais, quando não se
consegue fazer o diagnóstico por EDA
o Onda de refluxo – pH < 4
o Indicações:
 sintomas atípicos DRGE como
tosse crônica, rouquidão, asma.
 Pré e pós-operatório de cirurgia
anti-refluxo

Hérnia de Hiato Mista

- Manometria – consta na literatura, mas muitas vezes, não


usada na prática.
Complicações:
Tratamento
 Esofagite – inflamação da mucosa
Medicamentoso:
Classificação Los Angeles
Grau A - Uma (ou mais) solução de continuidade da  Inibidores da bomba de prótons:
mucosa confinada às pregas mucosas, não maiores que omeprazol, lansoprazol, dexlansoprazol,
5 mm cada; esomeprazol, rabeprazol e pantoprazol,
Grau B – pelo menos uma solução de continuidade da todos disponíveis em formulações orais.
mucosa com mais de 5 mm de comprimento, confinada às Apresentações intravenosas são
pregas mucosas e não contíguas entre o topo de duas encontradas tanto para o esomeprazol,
pregas; quanto para o pantoprazol.
Grau C – pelo menos uma solução de continuidade da
mucosa confluente entre o topo de duas (ou mais) pregas
mucosas, ocupando menos que 75% da circunferência do
esôfago;
Grau D - uma ou mais quebra de mucosa que envolve
ao menos 75% da circunferência do esôfago.

 Bloqueadores dos receptores H2:


ranitidina, cimetidina

 Sucralfato (Sucrafilm) - O sucralfato liga-se


às proteínas de cargas positivas através da
formação de um gel que adere à mucosa
gástrica e duodenal, proporcionando uma
 Úlcera de esôfago – evolução da erosão até a proteção uniforme contra o ataque ácido, a
submucosa, podem sangrar, perfurar e estenosar pepsina e os sais biliares.

 Estenose  Procinéticos:  a pressão do EEI,  o


clearence esofágico e o esvaziamento
gástrico. Ex: bromoprida, metoclopramida,
 Esôfago de Barrett – presença de metaplasia domperidona
intestinal completa (epitélio colunar com células
caliciformes)
o Lesão pré-maligna para adenocarcinoma  Medidas comportais
o Acompanhamento endoscópico anual com
biópsias  Elevação cabeceira 15 cm – tijolo ou
travesseiro anti-refluxo

 Evitar o tabagismo  nicotina - ↓ pressão


do EEI, ↑ refluxo, ↑ secreção ácida, ↓ ação
da cimetidina e outros fármacos usados
para ↓ secreção ácida noturna)

 Evitar ingestão etílica


 Não deitar ou carregar peso após
refeições
 Perda de peso, se estiver com sobrepeso
 Evitar roupas apertadas
 Orientações alimentares
 Fazer refeição até 02-03h antes de dormir
 Evitar atividade física intensa após as
refeições
 Cuidados nutricionais:  Minerais: ANP, destaque: Fe (interação
medicamentosa), e diminuída em enxofre
Objetivos:  Líquidos: normo a hiper, nos intervalos das refeições
 Fibras: normais
• Prevenir a dor e irritação da mucosa esofágica  Fracionamento: aumentado
inflamada;  Volume: diminuído
• Prevenir o refluxo gastroesofágico;  Café evitar, preferir o descafeinado
• Reduzir a capacidade ou acidez das secreções  Alcool -evitar
gástricas;
• Corrigir e manter o peso ideal.  Alimentos de difícil digestibilidade flatulentos,
fermentáveis: evitar
Dieta:  Evitar a ingestão de menta, hortelã, chocolate, café
puro, mate, chá preto, refrigerantes a base de cola, água
 VET: evitar obesidade ( pressão intra-abdominal) com gás, laranja (fruta e suco), molho de tomate
concentrado, pimenta (de qualquer tipo e quantidade)
 Proteína: hiper (↑ gastrina e cicatrização)
pois favorecem o refluxo
 Glicídios: normo/hipo, diminuindo carboidratos simples
 Frutas ácidas – evitar em caso de esofagite, demais
(evitar fermentação e desconforto abdominal)
pacientes observar tolerância, não há consenso na
 Lipídios: normo/hipo (devido a liberação de CCK que 
literatura
PEEI)
 Vitaminas: ANP, destaque para vit A, complexo B
Observar outras doenças GI associadas para orientação
(especial B6), vit C, folato, B12
específica:

Suplementos a serem considerados: - Probióticos – minimizar a ação dos inibidores de bomba de


prótons (World J Gastroenterol 2019 June 14; 25(22): 2706-
2719) –ver arquivo em anexo.
- Enzimas digestivas – auxiliar na digestão e estimular o esvaziamento gástrico.

Nesse caso, pode-se usar um mix pronto Enzyfor (Vitafor) OU Plant Enzymes (Now) ou pode-se mandar manipular:

Solicito a seguinte formulação:

Alfa-amilase – 12.000 DU
Protease ácida – 100 SAP
Protease alcalina – 5.000 PC
Celulase 750 CU
Lipase – 4.000 FCCFIP
Lactase – 900 ALU
Pectinase – 50 Endo-PGU
Hemicelulase – 800 HCU
Excipiente (sem lactose, sem frutose, sem glúten, sem corante)
Aviar x doses em cápsulas vegetais.
Posologia: Consumir 1 dose antes das principais refeições.

- Aloe vera  livre de aloína, cuidar com conservantes


Propriedades anti-inflamatórias, antibacterianas e antifúngicas

Aloe Vera – 10-15ml 01 x ao dia pode ser a noite), exerce proteção e melhora dos sintomas

Especialmente a Acemannan, substancia do aloe vera tem ação protetora GI.

Deve ser livre de aloína e sem conservantes. Também é digestiva. Sugestão: Babosa poderosa, comprar na internet.

Fitoterápicos principais na DRGE, Esofagite e - Os flavonoides conferem atividade anti-


Pirose protetores de mucosa inflamatória e anti-ulcerogênica.
- A presença de taninos também é responsável pela
ação cicatrizante.
Espinheira-santa ou Maytenus ilicifolia - A ação analgésica e diurética suave está
relacionada a presença do Ácido clorogênico e
 Nome científico: Maytenus ilicifolia alguns taninos.
 Nomes populares: Espinheira Santa ou espinheira-divina,
maiteno, espinho-de-deus, salva-vidas, cancorosa, sombra-  Posologia:
de-touro, cancrosa. - Infusão: 3 g (3 col chá) em 150 mL (xíc. chá) – utilizar
 Fitogeografia: Planta nativa da América do Sul, existente 01 xícara 3 a 4 vezes ao dia
na Mata Atlântica (sul e sudeste do Brasil) - Dose Diária: 60 a 90 mg taninos totais expressos
 Partes utilizadas: Folhas. em pirogalol
 Padronização/Marcador: Taninos totais expressos em - Extrato Seco: 500 mg padronizado em 3,5% de
pirogalol taninos totais, tomar uma a três vezes ao dia
 Derivado vegetal: Extratos - Tintura 20%: 5 a 10 mL, três vezes ao dia, diluídos
 Principais Constituintes Químicos: Alcaloides, em meio copo de água;
monoterpenoides, sesquiterpenoides, triterpenoides,
fitosterois, flavonoides, antocianinas ácidos fenólicos,  Contra-Indicações: Crianças até 6 anos, grávidas e
taninos, saponinas, resina, mucilagens e frações de sais nutrizes pois  secreção láctea.
minerais
 Ação: anti-úlcera, cicatrizante, anti-séptica, antiflatulenta.  Efeitos Colaterais: O uso pode provocar secura, gosto
 Aplicação/uso: estranho na boca e náuseas”
- Normalizador nas funções gastrointestinais,
especialmente na proteção contra úlcera gástrica.
- Aumenta a barreira de mucosa no estômago,
diminui a secreção de ácido clorídrico (semelhante Guaçatonga ou Casearia sylvestris Sw
aos inibidores de H2)
- Também foi demonstrada atividade sobre  Nome científico: Casearia sylvestris Sw
Helicobacter pylori.  Nomes Populares: guaçatonga, erva-de-lagarto,
vassitonga, bugre-branco, erva de bugre
 Fitogeografia: América tropical (México e Argentina),
Brasil (São Paulo, em especial)
 Parte Usada: folha
 Composição: Óleo essencial: terpenos e triterpenos,
Saponinas, Ácidos Graxos, Taninos, Anticianosídeo,
Resinas, Flavonóides.

 Mecanismo de ação: Exerce uma significativa ação anti-


úlcera, reduzindo o volume de ácido clorídrico
produzido.
 Indicações:
- Gastrite
- Úlcera
- Halitose
- Gengivite
- Estomatite
- Aftas
- Feridas na boca

 Formas de uso:
 Infusão: 2 a 4 g folhas (01 colher de sopa
cheia) secas em 150ml de água
 Pó: 300-600mg
 Tintura a 20%: 5 a 20 ml ao dia, divididos
em duas ou três doses.


Reação Colateral:
No caso de uso interno com a tília. Relata-se ainda
antagonismo com a Vitamina K.

 Contra-indicações: não usar em gestantes e


lactantes.

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