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Direito Administrativo

O documento aborda o direito administrativo, destacando sua definição, fontes e evolução histórica, além de discutir a organização da administração pública e suas divisões entre direta e indireta. Apresenta princípios fundamentais, como legalidade, impessoalidade e moralidade, e diferencia conceitos como desconcentração e descentralização. Também menciona a importância das autarquias e a responsabilidade civil do Estado em relação a atos administrativos.

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Direito Administrativo

O documento aborda o direito administrativo, destacando sua definição, fontes e evolução histórica, além de discutir a organização da administração pública e suas divisões entre direta e indireta. Apresenta princípios fundamentais, como legalidade, impessoalidade e moralidade, e diferencia conceitos como desconcentração e descentralização. Também menciona a importância das autarquias e a responsabilidade civil do Estado em relação a atos administrativos.

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ADMINISTRATIVO

Definição de direito administrativo: voltado para o direito público interno (externo é


estudado pelo internacional). Visa o bem da coletividade e interesse público
Interesse público: estatal, social e individual reflexo, ou seja, que atinge a
sociedade
Normas possuem natureza imperativa, ou seja, são inegociáveis
Construção histórica: o Estado é composto por território, povo e poder (governo
soberano)
1. Escola legalista: havia apenas um compilado de leis, não um código. Tais leis
eram interpretadas em sua literalidade. O Estado era um mero cumpridor da lei
2. Pós revolução industrial: Caráter mais socialista com ênfase na atuação social
do Estado. Estado direcionado pelo caráter social e regras/princípios
3. Escola do serviço público: estado com caráter mais intervencionista e de bem-
estar social – serviços prestados à comunidade, como educação, transporte
4. Escola executiva: época de transição para o Estado Democrático de Direito que
conhecemos hoje. Voltada para atuação do Poder Executivo
5. Atualmente: há divisão entre órgãos, agentes e atividades para maior efetividade.
Incorporou um pouco da sistêmica do organismo privada em prol da maior
eficácia

Direito Constitucional: define os fins do Estado por meio de leis


Direito Administrativo: realiza os fins do Estado

Fontes do direito administrativo:


1. Leis:
a. Federais
b. Estaduais
c. Municipais
2. Doutrina
3. Jurisprudência: era considerado intocável até a CF de 88. Com a nova
constituição houve a previsão de remédios constitucionais → as ADI’s e ADS
passaram a ter efeito vinculante, criando entendimentos diversos daquele previsto
inicialmente em lei
A relevância do papel da jurisprudência é reforçada pelo fenômeno da
judicialização do Direito e pelo reconhecimento da força vinculante de
determinados entendimentos consagrados no âmbito do STF, com destaque
para as decisões de mérito proferidas nas ações diretas de
inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade
a. Exemplo de efeito vinculante: ao ser questionada a constitucionalidade
de uma lei, esta pode ser revogada
b. Exemplo de remédios constitucionais: mandado de injunção (suprir
lacunas) e mandado de segurança (direito líquido e certo ferido)
4. Costumes e princípios: suprimento de eventuais lacunas
A interpretação das regras aplicadas a administração pública segue:
1. Hierarquia entre administração e administrado: o interesse público deve
prevalecer
2. A administração pública possui presunção relativa de legitimidade: podendo
ser questionada a validade de seus atos e sua licitude
3. Liberdade de escolha do estado: poder discricionário – sempre em prol do
interesse público
Sistemas administrativos: pode de aplicação e julgamento jurídico
1. Contencioso (francês): impossibilidade de o judiciário discutir questões da
administração pública
2. Jurisdição única – aplicado no Brasil (inglês): pode discutir no judiciário

ESTADO, GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


Estado: pessoa jurídica de direito público
Estado de Direito: organização política e jurídica com submissão à lei (Rule of
law = estado de direito)
Poderes: três poderes – legislativo, executivo e judiciário. Se trata de distribuição de
funções
Funções
1. Típicas: inerentes ao poder
a. Legislativo cria leis
b. Judiciário aplica a lei ao caso concreto
c. Administrativo converte a lei em ato individual e concreto com a
possibilidade de revisão judicial – aplicação da jurisdição única
2. Atípico: estranho ao seu poder principal
a. Executivo elaborando decreto (criar lei é função do legislativo)
b. Judiciário criando súmula
c. Impeachment (legislativo como julgador)
Governo: aparelho de mando e coação para a realização de fins do Estado

Administração pública é dividida em critério formal e material:


1. Formal: órgãos e servidores constituídos para atendimento das necessidades
sociais
2. Material: atividade exercida
a. Gestão de bens
b. Natureza de munus publico – é uma obrigação imposta por lei, em
atendimento ao poder público. Ex: dever de defesa, conservação e
aprimoramento dos bens e serviços públicos
3. Distinção entre Estado e governo: governo é político, Estado e superior.
Governo tem prazo de duração e o Estado é perpétuo
4. Distinção entre governa e administração pública: a administração pública é o
instrumento de que dispõe o estado para pôr em prática as ações políticas do
governo
a. Administração é subordinada ao governo
Regime jurídico
1. Supremacia do interesse público: princípio constitucional implícito. Alcance do
interesse público. Ex. desapropriação de terras
2. Indisponibilidade do interesse público: limita a atuação do gestor. Atividade é
um munus publico, ou seja, sempre voltada para o interesse público
a. Interesse público: somatória de interesses individuais para um
determinado fim
Princípios expressos: previstos na CF
1. Legalidade: a atuação do administrador depende de prévia habilitação legal para
ser legítima – pode fazer tudo o que a lei permite
a. P. da juridicidade: legalidade ampliada, não somente vinculada ao
previsto em lei, mas tudo o que tem poder normativo, como súmulas
b. Lacuna da lei: administrador se valerá da discricionariedade, dentro dos
limites da lei
2. Impessoalidade: afasta interesses pessoais – evita favorecimentos e
perseguições. Atendimento independente de questões pessoais e sempre vinculado
ao órgão, não a pessoa que realizou
a. Súmula vinculante 13: é expressa em incluir a nomeação de parentes por
afinidade, até o terceiro grau, inclusive, no conceito de nepotismo
3. Moralidade: padrões éticos, visando a boa-fé e lealdade
a. Encontra-se o controle da moralidade por meio da Lei de improbidade, lei
de responsabilidade ética, lei anticorrupção
4. Publicidade: impõe a divulgação e a exteriorização dos atos do Poder Público.
Voltado a transparência de atos
a. Diferente de publicação: como publicação em Diário Oficial
b. Fiscalização: ferindo direito líquido e certo = mandado de segurança;
acesso a informações = habeas data
c. LGPD: pode definir informações reservadas, secretas e ultrassecretas
5. Eficiência: presteza (boa vontade/prontidão), perfeição e rendimento funcional
Princípios implícitos
1. Isonomia: aplicação prática de acordo com fatos. Não é discriminatório se o
regulamento condiz com a finalidade. Ex: concurso com limitações físicas
2. Contraditório e ampla defesa: direito a defesa prévia; informação; produção de
provas; defesa técnica (súmula afastou nulidade em caso de processo
administrativo sem acompanhamento de advogado); recurso
3. Razoabilidade e proporcionalidade: impõe limites ao administrador para que
não pratique excessos
4. Continuidade: atividade administrativa deve ser contínua
a. Exceções: pode interromper no caso de emergência; necessidade
previamente comunicada; inadimplência (desde que com aviso prévio,
como no caso de corte de luz)
b. Jurisprudência: não deve ocorrer corte em caso de prejuízo irreparável,
como corte de energia em hospitais
5. Autotutela: administração pode rever seus próprios atos quando forem ilegais
(anulação) ou inconvenientes (revogação)
6. Especialidade: descentralização para finalidade específica
a. Descentralização: outro órgão. Ex. DAAE
b. Desconcentração: mesmo órgão
7. Presunção de legitimidade: legitimidade (moral); legalidade (lei); veracidade
(verdade). Aplicação imediata dos atos administrativos
8. Motivação: justificativa dos atos - demonstre a necessidade e a adequação da
medida imposta ou da invalidação de ato, contrato, ajuste, processo ou norma
administrativa, inclusive em face das possíveis alternativas

BASE DA ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


A administração pública é dividida em direta e indireta
1. Direta: núcleo – presidência e ministérios (desconcentração administrativa)
2. Indireta: autarquias; fundações; agências reguladoras (descentralização
administrativa)
A organização é regida por diversos princípios: delegação de competência;
planejamento; coordenação; controle
Manifestação da vontade da PJ
Estado: ficção jurídica que atua através de pessoas físicas
Estado e agentes: há teorias
a. Teoria do mandato: estado não manifesta vontade sem agente
b. Teoria da representação: estado possui capacidade e pode ser
responsabilizado
c. Teoria do órgão (aplicado no Brasil): a vontade da PJ se manifesta
através da pessoa física
Formas de prestação da atividade
1. Centralizada: administração presta em sua própria composição – compõe a
administração direta. Ex: União, Estados, DF, Municípios
2. Descentralizada: fora do núcleo – possui maior eficiência e especialização. Ex:
autarquias; fundações; empresa pública; cabe aqueles particulares que possuem
concessão/permissão para prestar o serviço público, como nos casos de
privatizações
Desconcentração X Descentralização
1. Desconcentração: reorganiza o ente dentro dele mesmo; há hierarquia entre
superiores e subordinados
2. Descentralização: retira o serviço do núcleo e entrega a outro agente; não há
hierarquia, apenas poder de controle e fiscalização
a. Territorial ou geográfica: há um ente local com capacidade genérica
b. Serviços, funcional ou técnica: transfere titularidade e execução de um
determinado serviço para uma PJ realizar. A transferência é realizada por
meio de lei. É um ato de outorga, na qual se transfere a titularidade e
execução do serviço. Ex: DAAE – cuida da água em RC
c. Colaboração: transfere um serviço para um PJ de direito privado. É um
ato de delegação, na qual se transfere somente a execução, a titularidade
contínua do poder público
i. Por meio de lei: transfere para empresa pública; sociedade de
economia mista ou fundação
ii. Por meio de contrato administrativo: exemplo de
concessão/permissão de serviço público – transfere a execução a
um particular
Órgãos públicos: centro especializado de competência. Ex: Secretaria de Saúde
É um exemplo de Desconcentração Administrativa, ou seja, dentro do núcleo
Não possui personalidade jurídica, é apenas um instrumento de ação, mas pode
possuir representação própria (preposto), não podendo se responder em juízo – se houver
procuradoria há capacidade jurídica
Câmara de Vereadores: não tem personalidade jurídica, pois está vinculada a
administração direta. Possui personalidade judiciária, ou seja, pode atuar em juízo para
defender interesses institucionais. Ex: em caso de ação trabalhista, a Câmara não pode
constar no polo passivo
Classificação de órgãos públicos:
Quanto a posição estatal
1. órgão independente: sem subordinação – ex. executivo, legislativo e judiciário
2. órgão autônomo: com autonomia, mas subordinado à chefia – ex. ministérios,
secretarias
3. órgão superior: não há autonomia, mas há poder de direção e decisão – ex.
gabinetes, coordenadorias
4. órgão subalterno: reduzido poder decisório e subordinado a órgão elevados –
ex. seção de expediente, seção de material, zeladoria
Quanto à esfera de atuação
1. Órgão central: competente em todo o território
2. Órgão local: competente em fração do território – ex. delegacias, posto fiscal

Quanto à estrutura
1. Simples: não tem outro ligado – ex. gabinetes
2. Composto: há órgãos agregados à sua estrutura – ex. escolas frente à
secretaria de educação

Quanto à atuação funcional:


1. Singular: um titular – ex. presidente
2. Colegiado: vontade dos membros – ex. conselhos
Administração direta: conjunto de órgãos públicos que compõem os entes federativos.
Ex. União, Estados, Municípios, DF.
Possui regras de responsabilidade fiscal; exigência de concurso público para
entrar; dever de licitar para compras e contratações.
Atos administrativos gozam de presunção, legitimidade, autoexecutoriedade e
coercibilidade.
Possui privilégios tributários – ex. imunidade recíproca de impostos
Prerrogativas processuais – prazo em dobro, impenhorabilidade e pagamento de
débitos pelo regime de precatório/RPV

Administração pública indireta: exemplo de descentralização administrativa, ou seja,


entregue a outro
Possui poder de polícia: é a atividade do Estado consistente em limitar o exercício
dos direitos individuais em benefício do interesse público.
Possui personalidade jurídica própria: patrimônio e receita próprios; autonomia
técnica, administrativa e financeira, mas não possui autonomia política
Não possui fins lucrativos, mas pode ter lucro
Há uma finalidade específica
Submetida há controle interno e externo – ex. tribunais de contas
Autarquias: é criada por lei específica – possui poder de polícia → Ex. INSS; IBAMA;
DAAE
A legislação define que lei específica cria autarquias e autoriza a instituição de
empresa pública, sociedade de economia mista e fundação (lei complementar define as
áreas de atuação da fundação)
a. PJ de direito público que exerce atividades típicas do Estado
b. Criada por lei ordinária
c. Possui patrimônio e receita próprios
d. Há uma finalidade específica – ex. DAAE
e. Não há subordinação ao núcleo, mas é sujeita a controle interno
(ouvidoria) e externo (tribunal de contas)
f. Pratica atos administrativos e formaliza contratos administrativos
g. Para contratações e compras é necessário licitações
h. Responsabilidade civil: STJ definiu que Estado e autarquias respondem
de forma subsidiária
i. Bens da autarquia: são tratados como bens públicos
i. Inalienabilidade ou alienabilidade condicionada: como no caso de
leilões que há permissão de forma regulamentada
ii. Impenhorabilidade: não é possível penhora, arresto de bens e
sequestro de dinheiro
iii. Impossibilidade de oneração: não cabe direito real de garantia,
como penhor e hipoteca
iv. Imprescritibilidade: não há prescrição aquisitiva de bem público.
Ex: usucapião – bens públicos são imprescritíveis, não é possível
alegar usucapião
j. Dívida de autarquia: segue, em regra, regime de precatórios – cabe,
exceção, RPV
k. Prescrição: prejuízos causados por autarquias prescrevem em 5 anos,
inclusive reparação de danos, como batida de carro
l. Possui imunidade tributária: não pode ser cobrado imposto de renda;
imposto de patrimônio e serviços, mas paga taxas e contribuições
m. Processo:
i. Prazo em dobro
ii. Cobranças feitas através de execuções fiscais
iii. Dispensa recolhimento de preparo e procuração
iv. Reexame necessário: valor da condenação vai para reexame
obrigatório independentemente de interposição de recurso
v. Despesas processuais são pagas ao fim do processo: exceção
honorários periciais que pode exigir levantamento prévio
Autarquias profissionais: sui generis – possui características específicas
1. Conselhos de Classe: para fiscalizar profissão regulamentada; pode cobrar
anuidade (tributo); sujeitos a fiscalização do tribunal de contas; deve pagar custas
processuais. Ex. Conselho de Medicina
a. Inadimplência da anuidade: é inconstitucional o cancelamento do
registro
*OAB tem tratamento diferente*
a) anuidade não tem caráter tributário
b) não tem natureza estatal, nem se sujeita ao tribunal de contas
c) em caso de inadimplência não pode ser impedido de atuar, mas pode perder
benefícios
Fundações: patrimônio personalizado em que o fundador determina para finalidade
específica → satisfazer objetivos sociais definidos pelo instituidor
1. Privada: são criadas através do registro no cartório competente e precisa de lei
autorizando
a. Regime de pessoal celetista
2. Pública: é necessário lei que autorize – maior parte da doutrina entende que
também é necessário registro civil no cartório.
a. Regime de pessoal estatutário
b. Bens públicos: inalienação condicionada; impenhorabilidade;
imprescritibilidade; não onerabilidade
c. Imunidade recíproca e prerrogativas processuais da fazenda pública
Agências Reguladoras: estrutura parecida com autarquia – “Autarquias que regulam o
desempenho”
1. Regime especial com alto grau de especialização técnica
2. Há regulamentação, controle e fiscalização do serviço público
3. As atividade e bens são transferidos ao setor privado (privatização). Ex: ARTESP
que fiscaliza a Eixo
4. Possui norma como parâmetro: ex. querem trazer medicamento novo para o
Brasil, ANVISA verifica norma que define requisitos para autorizar ou não
5. Há autonomia e ausência de subordinação
6. Servidores regidos pelo regime estatutário
7. Dirigentes possuem estabilidade durante o mandato = investidura especial a
termo: impossibilidade de exoneração, a qual somente pode ocorrer em 3
hipóteses: estabilidade a termo significa que no período do mandato não pode ser
exonerado → não coincidente com o mandato do agente político a fim de
despolitizar a área regulada e não sofrer pressão ou prorrogação indireta e
disfarçada de seu mandato
a. Renúncia
b. Sentença transitada em julgado
c. Processo administrativo, desde que observada a ampla defesa e
contraditório
8. Presidente da agência: nomeado pelo Presidente + Senado para um mandato de
5 anos, vedada recondução, ou seja, não terá mais 5 anos de forma automática
9. Período de quarentena: após saída, não poderá trabalhar no mesmo ramo
privado durante um período de 6 meses → neste período há remuneração
compensatória
a. Ex: trabalhava na ANVISA, sabe quais medicamentos estão para serem
aprovados no Brasil e abre uma farmácia (mesmo ramo da ANVISA)
Agências Executivas: determinadas autarquias possuem características especiais e
recebem essa nomenclatura
Autarquias e Fundações que estão em situação
Agências reguladoras: crítica passam a ser Agência Executiva:
controle sobre particulares. Ex:
ANVISA; ANATEL • Precisam apresentar plano de restauração e
de desenvolvimento institucional
Agências executivas: atividade • Formaliza contrato de gestão com ministério
estatal, possui o mesmo supervisor – decreto do Presidente indicará
objetivo das Autarquias e ministério → o contrato de gestão não é permanente
Fundações (até extinção); possibilita maior liberdade de ação e
repasse de recursos.

Empresas Estatais: podem efetuar compras diretas sem necessidade de licitação. A lei
geral de licitação não é aplicada – existe lei própria
Podem executar atividades econômicas ou prestar serviços públicos.
• Prestam serviço público ou atividade econômica (na última, quando há relevante
interesse coletivo ou para fins de segurança nacional)
• Responsabilidade civil: prestadora de serviço público possui responsabilidade
objetiva (se não tiver patrimônio, o Estado responde subsidiariamente); a
exploradora de atividade econômica tem responsabilidade subjetiva
• Regime de pessoal: dirigentes (presidência governamental); demais agentes
regidos pela CLT; admissão por concurso; dispensa sem justa causa tem direito a
saber o motivo pelo qual está sendo desligado, mas não exige instauração de
processo administrativo
1. Empresa pública:
a. Necessário lei + registro no cartório competente
b. Pode em qualquer modalidade empresarial – LTDA; anônima
c. PJ de direito privado por autorização legal – possui regime híbrido
(público/privado)
d. Presta serviço público ou atividade econômica
e. Capital: formado por recursos públicos
f. Competência: federal
g. Exemplo: Correios
2. Sociedade de Economia Mista:
a. Necessário lei + registro no cartório competente
b. Sociedade anônima – ações com direito a voto pertencem ao ente público
ou administração indireta
c. PJ de direito privado por autorização legal – possui regime híbrido
(público/privado)
d. Capital: misto – possui mais recursos públicos
e. Competência: justiça comum (Estadual) – caso haja interesse da União,
a competência é Federal
f. Exemplos: Banco do Brasil; Petrobrás
3. Consórcios Públicos: Ajustes celebrados entre os entes federados para gestão
associada de serviços públicos, bem como a transferência total ou parcial de
encargos, serviços, pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços
transferidos.
a. Privado: contrato, não há necessidade de criar PJ
b. Público: necessária criação de PJ – é a reunião de entes políticos para
interesse comum, sendo necessária autorização legislativa
i. Exemplo: O Consórcio de Integração Sul e Sudeste – COSUD foi
criado em março de 2019 para fortalecer a cooperação entre os
Governos de ambas as regiões e assim impulsionar ações
socioeconômicas e ambientais em prol do Brasil.
Terceiro setor: entidades da sociedade civil sem fins lucrativos, que desempenham
atividades de interesse social mediante vínculo formal de parceria com o Estado
1. Caráter híbrido: públicas, pois executam atividades social e recebem
benefícios, mas não integram a administração pública
2. Criadas pela iniciativa privada
3. Sem finalidade lucrativa
4. Competência: estadual
5. Regime de pessoal: CLT
• Associações civis: atende demandas específicas de um grupo de pessoas; não
possui patrimônio pré-constituído. Ex: associação de moradores
• Igrejas: atividades voltadas para prestação de serviços públicos e auxílios. Ex:
pastorais; ações sociais
• Entes de cooperação (paraestatais): cooperam com o poder público prestando
serviços sociais de forma não exclusiva
• Serviços sociais autônomos (Sistema S): tem como objetivo exercer atividade
de amparo a determinadas categorias profissionais, recebendo contribuições
sociais, cobradas compulsoriamente da iniciativa privada
o Criadas por confederações privadas
o Exemplo: SESI; SESC; SENAI; SENAC
• Entidades de apoio ou fomento: serviços relacionados a ciência, pesquisa,
educação e saúde, criadas por servidores públicos com o objetivo de melhorar a
celeridade do serviço público. Pode utilizar dos seguintes recursos para amparo:
o Dotação orçamentária = verba destinada para fins específicos
o Cessão de servidores
o Uso de bens públicos
o Exemplo: FUNCAMP - Fundação de Desenvolvimento da Unicamp:
interveniente entre terceiros e a Unicamp no que se diz respeito aos
recursos financeiros, físicos e humanos em favor de convênios e contratos,
viabilizando projetos acadêmicos que contribuem para o desenvolvimento
da educação pública superior e da pesquisa científica e tecnológica do
Brasil, soluções para unir a produção do conhecimento científico às
necessidades da sociedade civil.
• Organizações sociais (OS): celebram “contrato de gestão” com o Estado para
cumprimento de metas de desempenho e recebimento de benefícios públicos, sob
controle do poder público e tribunal de contas
o pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades
sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento
tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à
saúde
o Contrato de gestão: deve prever as atribuições das partes, o programa a
ser desenvolvido, metas, prazos, critérios de avaliação e limites sobre
despesas
o Benefícios: pode receber dotação orçamentária, bens públicos e cessão de
servidores
o Exemplos: instituto de desenvolvimento de Mamirauá (aplicação da ação
de ciência, tecnologia e inovação na adoção de estratégias e polí-ticas
públicas de conservação e uso sustentável da biodiversidade da Amazônia.
Também abrangem a construção e a consolidação de modelos para o
desenvolvimento econômico e social de pequenas comunidades
ribeirinhas por meio do desenvolvimento de tecnologias socialmente e
ambientalmente adequadas); IMPA – instituto de matemática aplicada
• Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP): Celebram
“termo de parceria”. Entidades privadas, constituídas e em regular funcionamento
há, no mínimo, três anos, que não exercerem atividades lucrativas e
desempenharem as atividades especialmente citadas pela Lei (assistência social;
cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico; promoção
gratuita da educação de forma complementar...)
o Não poder ser OSCIP: sociedades empresárias; sindicatos; entidades
religiosas; e organizações sociais (OS)
o Termo de parceria: prévia consulta ao Conselho de Políticas Públicas;
necessidade de habilitação no Ministério da Justiça; mínimo de 3 anos de
funcionamento regular
o Exemplos: fórum brasileiro de segurança pública (dar transparência às
informações sobre violência e políticas de segurança e encontrar soluções
baseadas em evidências); instituto Joãosinho trinta
OS X OSCIP
CRITÉRIO UTILIZADO OS OSCIP
Vínculo jurídico Contrato de gestão Termo de parceria
Existência Vinculada ao contrato de Independe de vínculo com
gestão o poder público
Privilégios Dotação orçamentária, Apenas dotação
receber/utilizar bens orçamentária
públicos, cessão de
servidores

• Organizações da Sociedade Civil (OSC ou ONGS): entidades privadas sem fins


lucrativos que desempenham atividades de relevância pública, mediante a
celebração de termos de colaboração, termos de fomento ou acordos de
cooperação. São parcerias
o Em âmbito municipal deve ter ao menos 1 ano de existência; estadual 2
anos; e federal 3 anos
o Deve ter experiência na área objeto da parceria e capacidade própria para
cumprir atividades
o Se for estrangeira deve ter autorização para funcionar
o Necessária prestação de contas
o Parcerias formalizadas por:
▪ Termo de colaboração: execução e finalidade do interesse
público propostas pela administração público com transferência de
recursos financeiros, como dotação orçamentária
▪ Termo de fomento: fomentar é estimular – execução e finalidade
do interesse público propostas pela OSC com transferência de
verba pública
▪ Acordo de cooperação: execução e finalidade do interesse
público sem transferência de recursos financeiros

AGENTES PÚBLICOS
Aquele que exerce função pública, seja temporária ou permanentemente, de forma
remunerada ou não (como no caso de estágio voluntário), independente do tipo de
vínculo, seja ele de livre nomeação, eleição.
1. Agentes políticos: eleitos através de um processo eleitoral. Ex: presidente e vice-
presidente; governador; deputados; vereadores; ministros; secretários
a. Representam a vontade do Estado
b. Exercem papel de comando – cargos de chefia
c. STF: RE 228.977 tem englobado os seguintes cargos como agentes
políticos: devido a seu grau de importância e por gozarem do benefício de
não possuírem responsabilidade civil para estarem no polo passivo em
caso de práticas jurisdicionais
i. Magistrados; MP; DP
ii. Ministros de tribunais de contas; diplomatas
d. Os agentes políticos são titulares do cargo e se sujeitam ao regime jurídico
administrativo correspondente, seja ele previsto na CF ou em legislação
específica
Podem ser considerados como tendo cargo público ou emprego público, tudo depende do
regime legal ao qual está vinculado:
CARGO PÚBLICO EMPREGO PÚBLICO
Regido pelo regime legal – estatutário Regido pelo regime celetista – CLT
Considerado PJ de direito público Considerado PJ de direito privado
2. Servidores estatais: aqueles que atuam no Estado, seja na administração direta
ou indireta. Características: é uma relação de trabalho não eventual e com
vínculo de dependência – podem ser civis ou militares
a. Servidor público: a partir de 2007, como houve liminar com efeito ex
nunc na ADI 2135, os servidores passaram a ser regidos por regime único,
dependendo da escolha do órgão (estatutário ou celetista), com exceção a
União que é sempre estatutário
b. Servidores do ente governamental de direito privado: exemplo Banco
do Brasil – são as chamadas empresas públicas; sociedade de economia
mista; fundações públicas de direito privado
i. Regidos pela CLT = emprego
ii. Há equiparação ao servidor público em alguns aspectos, como a
necessidade de realização de concurso público
iii. Há teto remuneratório, exceto nos caso de ente que não recebe
recursos públicos
iv. Submete-se a lei de improbidade e ao crime praticados pelo
funcionário público previstos no código penal
v. Tema 1022 – STF: decidiu que o empregado admitido por
concurso e dispensado sem justa causa tem o direito de saber o
motivo pelo qual está sendo desligado (meta não atingida; corte de
orçamento...). Esta motivação não exige abertura de processo
administrativo e não há necessidade da dispensa tem sido por justa
causa.
3. Particulares em elaboração: não possuem contrato de vínculo com o poder
público, mas gozam dos benefícios do agente público, como não constarem no
polo passivo de uma demanda referente a atos jurisdicionais. Podem ser:
a. Requisitados: mesário em eleição; jurado (júri)
b. Voluntário: médicos voluntários em caso de ocorrência de tragédia e se
disponibilizar para ajudar no socorro
c. Contratados por locação civil: advogado contratado pelo pode público;
artista para show em evento municipal
d. Delegados de funções: oficiais de cartório (serventia) – o famoso “dono
do cartório” realiza atividades públicas de forma particular e com
autorização do poder público
e. Concessionárias/permissionárias de serviço público: eixo – empresa
que regulamenta os pedágios
f. Particular que pratica atos oficiais: diretor de hospital privado; diretor
de faculdade privada
Consequências de ser agente público:
1. Sujeição aos remédios constitucionais: dependendo do assunto é cabível
Mandado de Segurança contra diretor de faculdade
2. Responsabilidade civil do Estado: advogado nomeado pela Defensoria Pública
(convênio) que cometeu algum erro não consta no polo passivo de eventual ação
indenizatória, o Estado responde
Organização funcional:
1. Cargo público: lugar/cargo ocupado; sua criação, via de regra, é por meio de Lei.
Ex: engenheiro; psicólogo
2. Função pública: atividade/tarefas desenvolvidas pelo servidor
3. Cargo em comissão: cargo de livre nomeação e exoneração baseada na confiança
– qualquer pessoa pode ser nomeada
4. Função de confiança: apenas servidor titular de cargo definitivo pode ser
nomeado – a pessoa precisa já fazer parte do quadro público
5. Emprego público: funcionário regido pela CLT
6. Contrato temporário: somente em caso de excepcional necessidade pública;
comum na educação e saúde

CARGO PÚBLICO
Criado por lei
Classificação:
1. Quanto à posição estatal: localização dos cargos dentro da administração pública
a. Cargo de carreira: classes escalonadas com grau de hierarquia →
admitem promoção. Ex: juiz que vira desembargador
b. Cargo isolado: não escalonado e não admite progressão. Ex: escrevente
2. Quanto a vocação para retenção: ou permanência do serviço público
a. Cargo em comissão: caráter transitório com livre nomeação e exoneração
i. Limites: nº mínimo de servidores de carreira; vedação de
nepotismo direto ou cruzado (inclusive, da autoridade nomeante
ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de
direção, chefia ou assessoramento)
b. Cargo efetivo: depende de aprovação em concurso público. Saída
depende de motivação e processo administrativo
c. Cargo vitalício: desligamento depende de processo judicial (pela própria
natureza do cargo e sua autonomia é vitalício) – ex. juiz, promotor
Provimento: preenchimento do cargo atribuído a uma pessoa
1. Originário: nomeação – passou no concurso
a. Concurso público
b. Súmula vinculante 43: É inconstitucional toda modalidade de
provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em
concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra
a carreira na qual anteriormente investido.
c. Momento para nomeação: depende do que a administração define como
prioridade, é uma decisão discricionária (de livre escolha), desde que
observado o prazo de validade e alguns requisitos para o preenchimento
do cargo
i. Requisitos gerais: estar regularizado com obrigações eleitorais e
militares, ser brasileiro, grau de escolaridade, mínimo 18 anos
(exceto se o concurso não exija, acima de 16 anos é requisito para
emancipação), aptidão física e intelectual
ii. Requisitos específicos: típicos e necessários para aquele tipo de
cargo
2. Derivado: servidor já compõe o serviço público, mas muda de cargo
a. Vertical: crescimento funcional
i. Promoção: cargos escalonados em carreira – é necessário
preencher alguns requisitos, como antiguidade, merecimento,
participação de cursos
ii. Transposição (vedado no ordenamento brasileiro): servidor
preenche cargo diferente do seu
b. Horizontal: não caracteriza crescimento funcional – servidor permanece
no mesmo plano hierárquico
i. Readaptação: cargo com atribuições compatíveis a limitação
sofrida, seja física ou intelectual – verificada em inspeção médica
e necessariamente temporária. Se a limitação for definitiva, exige
aposentadoria
ii. Transferência (vedada no ordenamento brasileiro): passagem
do servidor para outro cargo de igual denominação pertencente a
outro órgão ou instituição do mesmo poder → a cessão de servidor
é permitida, mas ela é feita de modo temporário, enquanto a
transferência é definitiva
c. Reingresso: retorno do servidor ao seu cargo
i. Reintegração: cargo anteriormente ocupado, quando invalidade
sua desinvestidura por decisão administrativa ou judicial. Ex.
servidor exonerado entra com ação para invalidar a exoneração e
ser reintegrado no cargo
ii. Recondução: retorno do servidor para seu cargo de origem,
quando o antigo ocupante for reintegrado. Ex. Maria é exonerada
do setor de compras, João que trabalhava na educação vai para o
cargo de Maria. Maria consegue invalidar sua exoneração, volta
para compras e João volta para a educação
iii. Reversão
1. Servidor aposentado por invalidez, se comprovada
superação dos motivos que o levou a se aposentar – ex. cura
do câncer
2. A pedido do servidor e no interesse da administração, desde
que exista cargo vago e que a aposentadoria tenha sido
voluntária e concedida até 5 anos contados da data da
aposentadora (não pode se houve aposentadoria
compulsória – 75 anos, ou se, sendo voluntária, tiver mais
de 70 anos)
iv. Aproveitamento (está em desuso): possibilidade de retorno na
atividade quando em disponibilidade e surgimento de vaga →
disponibilidade: servidor transferido para inatividade por
desnecessidade do cargo. Ex. professores na ditadura
Nomeação, posse e exercício:
1. Nomeação: também chamada de convocação no Estados e Municípios – é o ato
da administração que atribui o cargo ao servidor
a. Necessário concurso público
b. Deve ser realizada dentro do prazo de validade do concurso, respeitando a
ordem de classificação
c. Súmula 16, STF: o funcionário nomeado por concurso tem direito a posse
desde que classificado (não na lista de espera)
2. Posse: investidura do cargo com a assinatura do termo de posse
a. Prazo: 30 dias após a nomeação, exceto se há impedimento, como
puerpério
b. Condições: apresentação de declaração de bens, inspeção médica,
certidão de que não tem outro cargo público
3. Exercício: efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de
confiança (função de confiança exige concurso público, diferente de cargo de
comissão que é de livre nomeação). Com a posse o servidor tem 15 dias para entrar
em exercício no cargo público, na função de confiança o exercício é imediato
a. Jornada: até 40 horas semanais (limite diário entre 6 a 8 horas)
i. Cargo em comissão: dedicação integral, não há limite
Forma de deslocamento: não há atribuição de novo cargo, mas apenas deslocamento de
servidores (não é transferência)
1. Remoção: busca aprimorar a prestação de serviço e atender interesse do servidor
a. De ofício pela administração: administração abre processo de
deslocamento – ainda depende da vontade do servidor
b. A pedido do servidor e deferida pela administração: depende de
conveniência e oportunidade – ou seja, momento adequado e benefícios,
tudo, pois, a administração possui discricionariedade
c. Direito subjetivo do servidor: por motivo de saúde do servidor,
companheiro ou dependente; para acompanhar cônjuge ou companheiro
deslocado (muito comum para servidores militares – não pode ser aplicado
em caso de funcionário municipal e cônjuge federal)
2. Redistribuição: deslocamento de cargo efetivo para outro órgão ou entidade do
mesmo poder, pode ocorrer de ofício. Ex. DAAE extinto, funcionários são
redistribuídos. Deve haver:
a. Interesse da administração
b. Equivalência de vencimentos (salários)
c. Equivalência de funções
d. Mesmo nível de escolaridade

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