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Responsabilidade Ambiental

O ensaio filosófico aborda a responsabilidade ambiental, enfatizando sua importância moral e ética na relação dos seres humanos com o meio ambiente. Explora correntes filosóficas como o utilitarismo, ecocentrismo e ética do cuidado, além de discutir a teoria dos direitos e a Ecologia Profunda. A conclusão destaca a necessidade de agir de forma responsável e sustentável, reconhecendo a interconexão entre todos os seres vivos e a natureza.

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Responsabilidade Ambiental

O ensaio filosófico aborda a responsabilidade ambiental, enfatizando sua importância moral e ética na relação dos seres humanos com o meio ambiente. Explora correntes filosóficas como o utilitarismo, ecocentrismo e ética do cuidado, além de discutir a teoria dos direitos e a Ecologia Profunda. A conclusão destaca a necessidade de agir de forma responsável e sustentável, reconhecendo a interconexão entre todos os seres vivos e a natureza.

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Mariana Duarte nº16 10ºC2

Disciplina: Filosofia

Ano Letivo: 2022/2023

Ensaio Filosófico: Responsabilidade Ambiental


INTRODUÇÃO:

A responsabilidade ambiental é um tema cada vez mais discutido e urgente nos dias atuais, pelas
consequências das ações antrópicas. Esta questão transcende os limites das ciências naturais e
encontra o seu fundamento no campo filosófico. A filosofia oferece uma base sólida para a reflexão
sobre as nossas relações com o meio ambiente e as obrigações morais que temos em relação a este.
Neste ensaio, abordaremos a responsabilidade ambiental sob uma perspetiva filosófica, explorando
conceitos como a ética, dever moral e a interconexão entre seres vivos e o meio ambiente. Mas em
que consiste esta responsabilidade? Como é que se relaciona com a filosofia? Que deveres têm os
seres humanos para com o ambiente?

DESENVOLVIMENTO:

A responsabilidade ambiental pode ser compreendida como a obrigação moral que temos de cuidar
do ambiente e de preservar a diversidade ecológica. Esta responsabilidade decorre da perceção de
que somos uma parte integrante do ecossistema e que as nossas ações têm um impacto direto sobre
este.

A filosofia ambiental por sua vez, oferece uma série de correntes de pensamento que fundamentam
essa responsabilidade.

• O utilitarismo, por exemplo, argumenta que devemos agir de forma a maximizar a felicidade
e a minimizar o sofrimento, o que inclui a consideração dos interesses dos seres vivos e do
meio ambiente. Nesse sentido, a responsabilidade ambiental justifica-se como uma forma
de promover o bem-estar e a harmonia entre os seres vivos.
• O ecocentrismo, que atribui valor, ao contrário do antropocentrismo (que coloca os seres
humanos no centro de todas as preocupações e negligencia a importância dos outros seres
vivos e do ambiente em si), atribui valor intrínseco a todos os elementos do ambiente
natural. Para os ecocentristas, cada organismo e cada ecossistema possuem um valor
inerente independentemente do seu valor utilitário para os seres humanos. Assim, a
responsabilidade ambiental implica respeitar e preservar a natureza em si mesma,
reconhecendo a sua importância intrínseca.

A ética do cuidado também desempenha um papel importante na responsabilidade ambiental. Ela


enfatiza a necessidade de nos relacionarmos com meio ambiente de maneira atenciosa e empática,
reconhecendo a nossa independência com os outros seres vivos. A responsabilidade ambiental,
nessa perspetiva, implica agir com empatia e responsabilidade para com a natureza, procurando o
seu bem-estar e preservação.

Além de correntes filosóficas, a teoria dos direitos também é relevante para a responsabilidade
ambiental. Nesse contexto, argumenta-se que os seres vivos possuem direitos próprios e cabe a nós,
enquanto seres racionais, e morais, respeitar esses direitos. A responsabilidade ambiental, portanto,
envolve reconhecer e proteger os direitos da natureza e dos seres vivos que a compõem.

A filosofia convida-nos a refletir sobre a temporalidade das nossas ações e a considerar as


consequências a longo prazo. O pensamento filosófico incentiva-nos a olhar além dos nossos
interesses imediatos e a considerar o impacto das nossas ações sobre as futuras gerações. A
responsabilidade ambiental requer que ajamos com sabedoria e responsabilidade, tomando decisões
conscientes que levem em conta as necessidades das gerações presentes e futuras.

O filosofo Hans Jonas defende ainda que mais do que pensar nas gerações futuras, é necessário
conhecer as consequências dos nossos atos e antecipar as consequências dos mesmos, impondo,
desta forma, limites ao contrário do que as gerações anteriores fizeram.

Contudo, os partidários da Ecologia Profunda opõem-se a Jonas e defendem que “…a natureza tem
um valor próprio, vale independentemente da sua utilidade para a humanidade…”

A Ecologia Profunda é uma corrente da filosofia ambiental iniciada pelo filosofo norueguês Arne Næss,
opõe-se ao Antropocentrismo e dedica-se a elaborações ontológicas e epistemológicas que
pretendem transcender a atual centralidade dos valores humanos na atitude para com a natureza. A
ecologia profunda é frequentemente enquadrada em termos da ideia de uma sociabilidade muito
mais ampla; reconhece diversas comunidades de vida na Terra que são compostas não apenas por
fatores bióticos, mas também, quando aplicável, por relações éticas, ou seja, pela valorização de
outros seres como mais do que apenas recursos. Esta descreve-se como "profundo" porque se
considera mais profundo a realidade atual da relação da humanidade com o mundo natural, chegando
a conclusões filosoficamente mais profundas do que a visão predominante da ecologia como um ramo
da biologia.

Contudo a ecologia profunda tem algumas críticas, das quais, a que se destaca é a falha no
igualitarismo biocéntrico. Warwick Fox, por exemplo, é um filosofo que propõe alternativamente que
todos os seres vivos possuem valor intrínseco, mas não o mesmo valor, que difere em razão da riqueza
de experiência adotando, portanto, um critério sencientista.
CONCLUSÃO:

Concluindo, através de correntes como o utilitarismo, o ecocentrismo, a ética do cuidado, a teoria dos
direitos e ainda as diferentes perspetivas de alguns filósofos no tema da Ecologia Profunda, podemos
compreender a importância de agir de forma responsável e sustentável de forma empática para com
o nosso planeta.

BIBLIOGRAFIA:

[Link]

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