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Custos Orçados vs. Executados em Obras

O trabalho analisa as diferenças entre custos orçados e realizados na construção do Edifício Residencial Landes em Laguna/SC, destacando a importância do planejamento e controle de custos na construção civil. A pesquisa quantitativa revela que a falta de planejamento pode resultar em custos elevados, mas os valores discutidos estavam alinhados com os sócios para garantir melhor qualidade. O estudo contribui para a redução de perdas de recursos e fornece dados relevantes para futuras obras.

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Custos Orçados vs. Executados em Obras

O trabalho analisa as diferenças entre custos orçados e realizados na construção do Edifício Residencial Landes em Laguna/SC, destacando a importância do planejamento e controle de custos na construção civil. A pesquisa quantitativa revela que a falta de planejamento pode resultar em custos elevados, mas os valores discutidos estavam alinhados com os sócios para garantir melhor qualidade. O estudo contribui para a redução de perdas de recursos e fornece dados relevantes para futuras obras.

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UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA

ANÍSIO SILVEIRA JÚNIOR


ROBERTO VARGAS PORTO

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS CUSTOS ORÇADOS E OS CUSTOS


REALIZADOS PARA A CONCLUSÃO DE UM EDIFÍCIO RESIDENCIAL –
ESTUDO DE CASO

Tubarão
2017
ANÍSIO SILVEIRA JÚNIOR
ROBERTO VARGAS PORTO

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS CUSTOS ORÇADOS E OS CUSTOS


REALIZADOS PARA A CONCLUSÃO DE UM EDIFÍCIO RESIDENCIAL –
ESTUDO DE CASO

Trabalho de Conclusão de Curso,


apresentado ao Curso de Engenharia Civil
da Universidade do Sul de Santa
Catarina, como requisito parcial à
obtenção do título de Engenheiro Civil.

Orientador: Prof. Rangel Pereira dos Santos, Esp.


.

Tubarão
2017
2
.

3
Dedicamos este trabalho a todos os que
acreditaram e apostaram em nosso
potencial.

4
AGRADECIMENTOS

Agradecemos, primeiramente, a Deus, pela vida e por, em nenhum


momento, ter-nos deixado desamparados e ser nosso refúgio em todos os
momentos.
Agradecemos aos nossos Pais, Roberto e Maria Aparecida (Roberto),
Anísio e Maristela (Anísio), pela dedicação, criação, incentivo, por serem grandes
exemplos e nos proporcionarem uma vida no melhor caminho, buscando sempre o
melhor, e por estarem sempre ao nosso lado.
As nossas irmãs, Bárbara, Camila e Samira, pela existência e por serem
pessoas essenciais em nossas vidas.
A minha namorada, Flavia (Roberto), por sua dedicação e compreensão
em todos os momentos.
Ao nosso orientador, Rangel Pereira dos Santos, que sempre foi muito
prestativo e colaborou com todo o seu conhecimento, que foi essencial no decorrer
de todo o estudo.
Ao Grupo Cabreira, que foi peça fundamental para a elaboração deste
estudo, colaborando com as coletas de dados e em todos os momentos em que se
fez necessário o auxílio.
Agradecemos também a todos os nossos amigos, que contribuíram e
estiveram ao nosso lado, durante todos os anos em que estivemos no curso, sempre
colaborando e incentivando.
Enfim, a todos os que participaram, direta ou indiretamente, durante todo
este processo, nossos sinceros agradecimentos.

5
“Que os vossos esforços desafiem as impossibilidades, lembrai-vos de
que as grandes coisas do homem foram conquistadas do que parecia
impossível." (Charles Chaplin).

6
RESUMO

Este trabalho aborda o tema em relação ao estudo comparativo entre custos


orçados e executados, relacionando, no contexto, as diferenças de valores e a
diminuição dos níveis de perda de recurso para uma contribuição futura em obras. A
pesquisa foi realizada de forma quantitativa, com revisão bibliográfica de forma
exploratória na área da construção civil, planejamento e controle de custos. Fez-se o
estudo de caso em um empreendimento situado na cidade de Laguna/SC, no
residencial Landes, através de análise de itens da construção civil, mediante os
impactos causados nos custos orçados e a diferença em relação ao executado,
obtendo-se os resultados das análises e das coletas de dados, apresentando
valores e causas dos custos mais altos do que foi o proposto. Os resultados obtidos
mostram a importância do planejamento e de um cronograma de obra, para que,
assim, não haja imprevistos em relação aos custos no decorrer da construção, com
custos elevados do que eram previstos no orçamento, porém os valores discutidos
estavam de acordo com os sócios, para melhores investimentos na qualidade.

Palavras-chave: Construção Civil. Custos Orçados. Custos Executados.

7
ABSTRACT

This work deals with the theme in relation to the comparative study between
budgeted and executed costs, relating, in context, the differences of values and the
reduction of levels of loss of resources for a future contribution in works. The
research was carried out in a quantitative way, with bibliographical revision of
exploratory form in the area of civil construction, planning and control of costs. The
case study was carried out in an enterprise located in the city of Laguna / SC, in the
residential Landes, through analysis of civil construction items, through the impacts
caused in the budgeted costs and the difference in relation to the executed one,
obtaining the Results of analyzes, and data collection, presenting values and causes
of costs higher than what was proposed. The results show the importance of
planning and a work schedule, so that there are no unforeseen costs related to the
construction, with high costs than what was foreseen in the budget, however the
values discussed were in agreement with the partners, for better investments in
quality.

Keywords: Civil Construction. Estimated Costs. Costs Executed.

8
LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Variação anual do PIB da Construção Civil..............................................19


Gráfico 2 - Custos projeto e terreno...........................................................................55
Gráfico 3 - Custos de estrutura..................................................................................56
Gráfico 4 - Custos em alvenaria.................................................................................57
Gráfico 5 - Custos elétricos........................................................................................57
Gráfico 6 - Custos hidrossanitários............................................................................58
Gráfico 7 - Custos com acabamentos........................................................................59
Gráfico 8 - Custos com mão de obra..........................................................................59
Gráfico 9 - Total dos custos orçados x executados....................................................60

9
LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 - Estrutura de um setor de planejamento técnico ........................................ 23


Figura 2 - Diferentes fases de um empreendimento e as perdas de materiais. ........ 28
Figura 3 - TABELA CUB – Referente ao mês de Março/2017 .................................. 34
Figura 4 - Residencial Landes ................................................................................... 40
Figura 5 - Aplicação das fôrmas ................................................................................ 42
Figura 6 - Armazenamento de fôrmas ....................................................................... 42
Figura 7 - Armazenamento de fôrmas no canteiro de obras ..................................... 43
Figura 8 - Retirada das fôrmas .................................................................................. 44
Figura 9 - Armazenamento do aço ............................................................................ 45
Figura 10 - Execução do corte e dobra do aço.......................................................... 45
Figura 11 - Aplicação do aço ..................................................................................... 46
Figura 12 - Bombeamento do concreto ..................................................................... 47
Figura 13 - Execução da concretagem ...................................................................... 47
Figura 14 - Pilar concretado ...................................................................................... 48
Figura 15 - Armazanamento dos blocos cerâmicos .................................................. 49
Figura 16 - Armazenamento dos Blocos Cerâmicos próximo à obra. ....................... 49
Figura 17 - Colocação dos blocos cerâmicos na obra............................................... 50
Figura 18 - Fabricação do reboco ............................................................................. 51
Figura 19 - Aplicação do reboco................................................................................ 51
Figura 20 - Instalação elétrica. .................................................................................. 52

10
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Distribuição das unidades.........................................................................39


Tabela 2 - Resumo dos custos...................................................................................60

11
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO .................................................................................................... 14
1.1 OBJETIVOS ...................................................................................................... 15
1.1.1 Objetivo geral ............................................................................................... 15
1.1.2 Objetivos específicos ................................................................................ 15
1.2 JUTIFICATIVA................................................................................................... 15
1.2.1 Estrutura da pesquisa................................................................................ 16
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .......................................................................... 18
2.1 CONSTRUÇÃO CIVIL BRASILEIRA ................................................................. 18
2.2 PLANEJAMENTO NA CONSTRUÇÃO CIVIL ................................................... 20
2.2.1 Planejamento para a execução da obra ...................................................... 21
2.2.2 Gerenciamento da obra ................................................................................ 23
2.3 CUSTOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL ................................................................... 24
2.4 DESPERDÍCIOS NAS CONSTRUÇÕES .......................................................... 26
2.4.1 Desperdício de materiais .............................................................................. 27
2.4.2 Desperdício de mão de obra ........................................................................ 29
2.5 ORÇAMENTOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL ...................................................... 29
2.5.1 Tipos de orçamentos .................................................................................... 30
2.5.1.2 Orçamento preliminar ................................................................................ 31
2.5.1.3 Orçamento analítico ou detalhado ............................................................ 32
2.5.1.4 Orçamento sintético ou resumido ........................................................... 32
2.5.2 Indicadores para orçamento ........................................................................ 32
2.5.2.1 CUB/m² ......................................................................................................... 33
2.5.2.2 SINAPI .......................................................................................................... 34
2.5.2.3 TCPO ............................................................................................................ 35
2.5.2.4 Índice Fipe................................................................................................... 36
2.5.2.5 Índice Ibre/FGV ........................................................................................... 36
3 MATERIAIS E MÉTODOS .................................................................................. 38
4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS ........................................ 39
4.1 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA E OBRA .................................................. 39
4.2 PROCESSO CONSTRUTIVO ........................................................................... 40
4.2.1 Projeto e compra do terreno ........................................................................ 41

12
4.2.2 Estrutura ........................................................................................................ 41
4.2.2.1 Fôrmas ........................................................................................................ 41
4.2.2.2 Retirada das Fôrmas .................................................................................. 43
4.2.2.3 Aço............................................................................................................... 44
4.2.2.4 Concreto ....................................................................................................... 46
4.2.3 Alvenaria ........................................................................................................ 48
4.2.3.1 Bloco cerâmico ............................................................................................. 48
4.2.3.2 Reboco ......................................................................................................... 50
4.2.4 Instalações elétricas e telefone .................................................................... 52
4.2.5 Instalações hidrossanitárias ........................................................................ 52
4.2.6 Acabamentos .................................................................................................. 53
4.2.6.1 Processo de revestimento cerâmico externo .......................................... 53
4.2.6.2 Camada de revestimento ........................................................................... 53
4.2.6.3 Processo de execução de Pintura. ........................................................... 53
4.2.7 Mão de obra ................................................................................................... 54
4.3 RESULTADOS E DISCUSSÕES ...................................................................... 54
4.3.1 Terreno e projeto ........................................................................................... 55
4.3.2 Estrutura ........................................................................................................ 55
4.3.3 Alvenaria ........................................................................................................ 56
4.3.4 Instalações elétricas ..................................................................................... 57
4.3.5 Instalações hidrossanitárias ........................................................................ 58
4.3.6 Acabamentos ................................................................................................. 58
4.3.7 Mão de obra ................................................................................................... 59
4.3.8 Valor do custo total ....................................................................................... 60
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................ 62
ANEXOS ................................................................................................................... 70
ANEXO A – Planta pavimento tipo ......................................................................... 71
ANEXO B – Planta baixa – térreo, 1° pavimento, tipo (4x) e quadro de área ..... 72
ANEXO D – Fachada lateral, corte E/F, detalhamento iluminação, ventilação,
fossa séptica e filtro anaeróbio.............................................................................. 74
Anexo E – Planta layout, locação e níveis executivos ......................................... 75
ANEXO F – Cronograma ......................................................................................... 76

13
1 INTRODUÇÃO

A construção civil faz parte da economia dos países, onde possui uma
parcela importante no PIB (Produto Interno Bruto), o que traz muitos efeitos
significativos na taxa de empregos de todo o país. (UNIEMP, 2010). Este segmento
possui uma atividade, em que o produto representa um valor de investimento alto,
tanto sendo para empresas quanto para os clientes. Os custos analisados de forma
criteriosa podem-se reduzir desvios que têm impactos nos lucros do
empreendimento ou também desvios significantes, que podem acabar inviabilizando
a continuação da execução da obra. (LOPES, LIBRELOTTO e AVILA, 2003; TAS e
YAMAN, 2005).
É preciso sempre se ter controle e fazer análise dos custos diretos que
foram orçados e os custos diretos que estão sendo realizados de toda a obra, assim
se pode ter o valor real do empreendimento e obter os objetivos que a empresa
almeja alcançar, como ter uma lucratividade maior, com o menor preço. (GOLDMAN,
1994).
Este estudo de caso apresenta os custos orçados e os custos diretos
realizados em um edifício residencial, na cidade de Laguna/SC, com uma
construtora da cidade.
A abordagem do tema se explica pelo interesse de elaborar; controlar e
analisar o orçamento através da exibição das informações obtidas, gerenciando a
obra em estudo com suas atividades, através da relação de matéria prima obtida
para a construção do edifício, tendo como base os dados cedidos dos orçamentos
realizados no início da obra pela construtora. A partir dessas informações,
conseguimos analisar um controle dos custos, demonstrando a importância dos
resultados obtidos, visando, assim, à necessidade de decisões futuras.
Porém o sistema não deve se limitar a medir custos, mas, sim, a registrar
a otimização desses recursos nas atividades, de forma em que se possa atingir um
desempenho melhor, levando em consideração que se deve trazer maiores ganhos
na competitividade, assim, conseguindo atingir a necessidade do cliente com
melhores matérias primas e, também, analisando os itens que foram abordados no
estudo de caso, analisando a porcentagem de custo a mais ou a menos do que o
orçado e verificando o que ocasionou este custo.

14
1.1 OBJETIVOS

A seguir, serão apresentados o objetivo geral e os objetivos específicos.

1.1.1 Objetivo geral

Este trabalho teve como objetivo geral fazer um estudo comparativo entre
os custos orçados e realizados na execução do Edifício Residencial Landes, em
Laguna - SC.

1.1.2 Objetivos específicos

a) Realizar uma revisão bibliográfica com os principais temas


relacionados ao contexto da pesquisa;
b) Verificar as diferenças de valores de fôrmas (Orçado – Executado);
c) Verificar as diferenças de valores de aço (Orçado – Executado);
d) Verificar as diferenças de valores de concreto (Orçado – Executado);
e) Verificar as diferenças de valores de blocos cerâmicos (Orçado –
Executado);
f) Verificar as diferenças de valores de reboco (Orçado – Executado);
g) Demonstrar a importância da diminuição dos níveis de perda de
recursos;
h) Contribuir com dados de referência para o meio técnico;
i) Contribuir para a redução de diferenças em futuras obras executadas
pelo Grupo Cabreira.

1.2 JUTIFICATIVA

Atualmente, é cada vez maior a preocupação com os gastos na execução


de uma edificação. A busca pela economia financeira vem se tornando uma
realidade nas Construtoras do país e do mundo, visando sempre ter produtos de
qualidade, porém com menores custos. Diante de uma crise mundial na qual o país
todo se encontra, faz-se cada vez mais necessário que todo planejamento feito do
15
início de uma construção ande de acordo, porém nem todos se adaptam a
inovações e melhorias, mesmo que rentáveis.
Com o objetivo de mapear as diferenças que ocorrem durante a execução
de uma edificação, o foco deste trabalho foi efetuar um estudo e controle das
diferenças encontradas entre os custos que foram orçados, aqueles no início da
obra, no planejamento inicial, e os reais valores executados no decorrer da obra até
seu resultado final.
Um visível descontrole nas compras, utilização e aproveitamento dos
materiais necessários para a construção do Edifício em estudo têm por justificativa o
levantamento dos dados, a fim de mostrar, com números, os materiais que não
precisariam ser utilizados ou, até mesmo, não comprados.
Diante desse quadro, faz-se necessário o estudo, pois a área da
construção civil não é apenas a construção de um edifício em si, mas toda a parte
que a envolve, principalmente, em se tratando de custo. Com isso, há a necessidade
de avaliar os custos, o controle e o descontrole, que foram planejados para o início
da obra, e o acompanhamento até sua etapa final.
Dessa forma, assim foi realizado este estudo, diante dos dados coletados
da empresa do Grupo Cabreira e da análise dos acadêmicos.

1.2.1 Estrutura da pesquisa

Nos itens a seguir, serão apresentadas a construtora e a obra em estudo,


abrangendo a justificativa do estudo, seguida pela estrutura do trabalho, que está
dividida em capítulos citados a seguir.
No capítulo I, será apresentada a Introdução do estudo, na qual estará
exposta a importância realizada no comparativo entre custos orçados e custos
executados, a importância do planejamento da obra, a contribuição para a redução
de gastos desnecessários, seguindo, assim, para o objetivo geral e detalhando seus
objetivos específicos.
No capítulo II, apresenta-se a Fundamentação Teórica, que tem a
contextualização do estudo; Construção Civil Brasileira; Planejamento para
execução de obra, Custos na construção civil; Desperdícios nas construções;

16
Orçamentos na construção civil; Planejamento na construção civil, Gerenciamento
de obra e Indicadores para orçamento.
No capítulo III, serão apresentadas as matérias, os métodos utilizados
para a realização desta pesquisa e as fôrmas, que foram realizadas.
No capítulo IV, apresenta-se o estudo de caso, em que se dá início à
caracterização da empresa onde foi realizado, assim como informações da estrutura
do edifício Landes, o qual está sendo apresentado neste estudo. A partir disso, é
detalhado como foi realizada a obra mediante seus custos (orçados X executados)
na parte de projeto, estrutura, alvenaria, instalações elétricas e telefone, instalações
hidrossanitárias, acabamentos e mão de obra.
No capítulo V, é apresentado o resultado e discussões. Neste item, foi
feito o levantamento dos valores reais que foram gastos, apresentando-o em forma
de gráfico para melhor análise.
Por fim, no capítulo VI, apresenta-se a conclusão, apontando todo o
conhecimento adquirido durante este estudo, como também as contribuições que o
mesmo trouxe.

17
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Neste capítulo, será apresentada a Fundamentação teórica, a partir da


temática em estudo, referente aos custos orçados e custos de execução na
construção civil. Serão abordados, portanto, os conceitos dos temas da construção
civil brasileira, o planejamento para a execução de uma obra, os custos na
construção civil, os desperdícios nas construções, os desperdícios de materiais, o
desperdício da mão de obra, orçamento na construção civil, planejamento na
construção.

2.1 CONSTRUÇÃO CIVIL BRASILEIRA

A construção civil tem um papel muito importante no processo de


desenvolvimento do Brasil. De acordo com a Fundação João Pinheiro (1984) apud
Dacol (1996), a Indústria da Construção Civil Brasileira é um dos responsáveis pela
ideia das próprias bases da atual sociedade industrial, tendo o desempenho da
realização da infraestrutura econômica e social. Também auxilia na retomada do
crescimento e diminui a taxa de desemprego, por ter a capacidade de gerar vagas
no mercado de trabalho, sendo elas direta ou indiretamente absorvendo uma boa
porcentagem de mão de obra nacional.
A Indústria da Construção Civil ganhou uma maior importância com a
utilização de um novo conceito econômico, chamado Construbusiness (termo criado
pela Indústria da Construção Brasileira para auxiliar a sua organização política), para
as atividades encadeadas no processo produtivo da construção civil. Assim, quando
o projeto sai do papel para o canteiro de obras, começa, então, outro processo de
atividades produtivas em que as atividades do setor transformam o Construbusiness
numa importante alavanca do desenvolvimento sustentado do país.
(CONSTRUBUSINESS, 1998).
De acordo com o IBGE, a construção civil representa 9% do PIB do Brasil
em relação a 2015, o que é uma boa parte da retração de 3,6%, que foi a estimativa
do ano passado, que estava relacionada à perda de dinamismo do setor civil.
Conforme gráfico1, mostra-se a variação anual do PIB, em relação à construção
civil.

18
Gráfico 1 - Variação anual do PIB da Construção Civil

Fonte: IBGE

De acordo com a gráfico 1 apresentado acima, mostra-se que 2015 foi o


pior ano na variação de 2004/2016, com uma queda de 5,7% do PIB, já, para 2016,
no primeiro trimestre, mostra-se um aumento de 2,0%, o que se espera que até final
do ano se possa ter uma variação positiva em relação ao ano anterior.
Na concepção de Barros (1998), afirma-se que a situação social, política
e econômica, vivida atualmente pelas empresas no Brasil, leva à alteração de
posturas do setor da construção civil. Em função do estabelecimento de um mercado
cada vez mais competitivo, os empresários do setor têm voltado a atenção à
necessidade de repensar as formas de produção. Isso implica investir na
modernização dos processos, de maneira a se obter aumento da produtividade,
diminuição da rotatividade da mão de obra, redução do retrabalho e,
consequentemente, dos custos de produção.
Aborda-se que, com o mercado civil, cada vez mais competitivo, e com a
baixa das aquisições, as indústrias tendem, cada vez mais, a se modificar, para
continuar introduzida no mercado, assim, repensando nos processos de produção,
na utilização dos materiais e nos resíduos que são gerados em cada obra. Vale
salientar, também, as interferências no meio ambiente, que segundo o CONAMA –
Conselho Nacional do Meio Ambiente –, através da resolução N° 307, de julho de
2002, estabelecem-se diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos

19
resíduos da construção civil, tendo, então, responsabilidade na cadeia gerador,
transportador, receptor dos municípios. (SINDUSCON, 2012).
Sorrentino (2002) relata que o homem, através de suas ideias, é um ser
que sempre gera impacto no meio ambiente. Suas ações, porém, nem sempre
causam mudanças catastróficas na natureza. Gadotti (2000, p.31), entretanto, afirma
que o “potencial destrutivo gerado pelo desenvolvimento capitalista o colocou numa
posição negativa com relação à natureza”.

2.2 PLANEJAMENTO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (NBR 5670,


1997), conceitua-se projeto como sendo a definição qualitativa e quantitativa de
atributos técnicos, econômicos e financeiros de obras, que se tem como base em
dados, discriminações técnicas, cálculos, desenhos, normas e disposições gerais.
O mercado da Construção Civil está dia a dia mais exigente, buscando
qualidade nos serviços, porém sempre com menores preços. Um empreendimento,
para se ter excelência no resultado final e gerar lucro, precisa, antes de tudo, de um
planejamento e gerenciamento em todas as etapas, principalmente, na fase do
projeto da obra. (ROCHA, 2014).
O planejamento e o controle precisam de uma visão geral da obra, para
se ter base confiável na tomada de decisões, durante todo o processo.

Por meio de análise, o planejador pode trabalhar de forma mais assertiva


com as folgas das atividades e tomar decisões importantes como nivelar
recursos, protelar a alocação de determinados equipamentos. O
planejamento de uma obra não se esgota na preparação do cronograma. É
preciso monitorar o avanço das atividades e verificar se o cronograma é
obedecido ou se há variações entre o que foi previsto e o que vem sendo
realizado em campo. O planejamento é uma função de apoio à coordenação
das várias atividades. (ROCHA, 2014, p. 82).

De acordo com os planos de execuções, os programas são


preestabelecidos de modo que possam ser atendidos com eficiência e economia.
Dessa forma, o planejamento constitui o momento em que cada atividade será
executada e como deverá ser o processo do desenvolvimento, assim como o plano

20
de produção, no qual apresentam-se as entregas das atividades, conforme ordem de
execução.
Além disso, é responsável em apresentar o tipo de atividade a ser
executado, quando realizar os sistemas construtivos e os recursos que serão
utilizados. (CARDOSO e ERDMANN, 2001).
O objetivo do planejamento é diminuir os custos junto com o tempo de
realização dos projetos e as dúvidas que são relacionadas ao seu escopo. Do
mesmo modo, Santos et al. (1992) apud SANTOS e MENDES (2001) dizem que o
planejamento é um processo de tomada de decisões, em que as ações são
necessárias, para que se possa transformar o projeto inicial em um empreendimento
que será o estágio final de todo o planejamento construído.

2.2.1 Planejamento para a execução da obra

O planejamento é uma função de apoio à organização de algumas


atividades que estão descritas no projeto, de modo que os programas
preestabelecidos sejam atendidos com baixo custo, eficiência e qualidade. Quando
se define o momento da realização de cada atividade, deve-se dar início ao
processo, o desenvolvimento da produção e a conclusão, portanto cada item indica
as atividades conforme cada necessidade e, também, a ordem de execução. O
planejamento tem a responsabilidade de demonstrar quais serão as atividades,
quando deverão ser executadas, os materiais que serão utilizados, assim como o
sistema construtivo. (CARDOSO e ERDMANN, 2001).
O primeiro passo para o início do planejamento é ter determinado o que
foi proposto para a obra em cálculo, ainda citado por CARDOSO e ERDMANN
(2001), que apresenta três fatores: índices de produtividade, quantitativos e fatores
de dificuldade de execução. Porém são necessárias, para a realização de uma boa
execução, as aplicações práticas:
a) Demostrar relatórios e gráficos do avanço para as tomadas de
decisões;
b) Estabelecer diretrizes operacionais;
c) Levantamento topográfico;
d) Escolha dos materiais e equipamentos;

21
e) Determinar o arranjo do canteiro de obras;
f) Prever necessidades de mão de obra, recursos financeiros;
g) Disponibilização para o cumprimento de prazos;
h) Registro e acompanhamento dos riscos do projeto.

Segundo a NBR 12722/1992, o planejamento do empreendimento é


criado pelo estudo da viabilidade, escolha do local, estudos geotécnicos,
caracterização física da edificação, escolha dos profissionais, ligação e integração
com serviços públicos, entre outros. Ou seja, a partir do planejamento, para dar-se
início a uma obra, é realizado todo o estudo da dimensão e proporção da mesma e
da quantidade e valores gastos para a execução. Este planejamento inclui as
atividades que serão feitas a médio e longo prazo, para que se possam prever todas
as situações desejadas.
O planejamento propõe que a organização do trabalho tenha sempre uma
utilização racional e econômica da mão de obra, juntamente com os equipamentos e
materiais que serão utilizados para a construção, garantindo a boa execução no
desempenho das atividades (CIMINO, 1987).

Em qualquer caso é necessário um planejamento adequado antes de dar


início ao processo de produção, para evitar uma perda de tempo,
ociosidade de mão-de-obra e equipamentos e distorções no abastecimento
de materiais, resultando em perda de qualidade, baixa produtividade e
perdas financeiras irrecuperáveis. (CIMINO, 1987, p. 17).

Afirma Goldman (1997) que o planejamento é uma base que sustenta


todo o controle, incluindo o financeiro de uma obra, pois todos os setores estão
interligados, diretamente, para toda a obra, conforme Figura 1.

22
Figura 1 - Estrutura de um setor de planejamento técnico

Fonte: Goldman (1997).

2.2.2 Gerenciamento da obra

Para ROCHA (2012, p. 73), ”Gerenciar uma obra significa administrar,


simultaneamente, o cumprimento do cronograma e a previsão financeira, gerindo
profissionais com formações e comportamentos diversificados.” Assim, caso não
ocorra, podem-se ter outras perdas, tanto no financeiro, como também no
emocional, assim, comprometendo a qualidade e o tempo da obra.
O gerenciamento de obras consiste em uma fase integrante da parte da
execução do projeto, na qual se desenvolve, simultaneamente, a execução e a
gestão técnica e administrativa da implantação do projeto diretamente na obra. Esta
supervisão técnica pode também ser associada às atividades relativas do
gerenciamento, que consistem na administração dos contratos e serviços
relacionados com a obra e permitem um rigoroso controle de todas as atividades,
para que se cumpra o cronograma físico-financeiro até a quantidade e qualidade dos
materiais e mão de obra empregados na obra. A gestão é extremamente importante,
para que se possa conhecer os objetivos, para se atingir, tanto a nível técnico,
administrativo e financeiro, como no realização do prazo disponível para a execução
da obra. (MOUTINHO e IRENE VILA, 2003).
O setor da construção civil trabalha com orçamentos de obras estimados,
pois não se sabe o quanto vai gastar, em um determinado mês, de luz, água,
telefone, ou seja, é um fator que traz uma incerteza, levando em conta que o
planejamento é feito antes do acontecimento, isso traz um descontrole fiscal de
contas a pagar da obra. (LIMA JR, 1993).

23
Segundo SOUZA e MEKBEKIAN (1996), a implantação de gestão da
qualidade na execução de serviços deve ser gradativa até compreender todos os
serviços de uma edificação. Devendo cada empresa, em função da sua realidade,
priorizar os serviços que julgar mais relevantes, levando em consideração as
necessidades de seus clientes, fatores relativos a custos, segurança, estética,
marketing e outros aspectos de igual importância.
Com relação à utilização dos procedimentos de execução e inspeção dos
serviços, PICCHI & AGOPYAN (1993) afirmam que:

Os serviços de obra devem ser controlados através de procedimentos


sistematizados (...) estas rotinas podem trazer grandes resultados, em
termos de serem evitadas interrupções, incompatibilidades e atrasos, porém
encontra grande resistência da cultura do setor, que não prioriza o uso de
planejamento e de registros escritos.

O gerenciamento permite uma avaliação correta de todas as etapas,


analisando os prazos de entrega, a produtividade, os equipamentos, e, em todos os
passos, esta avaliação impacta nos custos que foram orçados, fazendo, assim, com
que os gastos não se percam do controle. Assim, tendo garantia de que a obra, na
fase de execução, mantenha-se em um ritmo sem sair do planejado, já que está
sendo gerenciada com antecedência, evitando imprevistos que sempre aparecem e
aumentam os custos e acabam impactando nos prazos.

2.3 CUSTOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Para se determinar o custo de um empreendimento, faz-se necessário um


orçamento, elaborado com documentos de memoriais descritivos; cadernos de
encargos; projetos arquitetônicos; projetos complementares, considerando-se todos
os custos diretos ou indiretos, leis sociais e tudo o que pode influenciar no custo
total.
Na construção civil, o custo origina-se de gastos com bens e serviços e
transações financeiras, que são necessárias para a execução da obra, desde a
etapa inicial, do estudo de viabilidade, até a realização final do empreendimento,
durante um prazo que é pré-determinado. (ANDRADE apud SOUZA, 2003).
Os custos podem ser classificados de diversas maneiras de acordo com
sua finalidade. Segundo IBRACON/CRC-SP (2000), podem ser:
24
Quanto à unidade do produto: •Diretos: O custo direto esta diretamente
ligada a cada tipo de bem ou função. São os materiais diretos utilizados na
fabricação do produto e da mão de obra direta. •Indiretos: Os custos
indiretos são aqueles que apenas mediante aproximação podem ser
atribuídos aos produtos por algum critério de rateio (ex.: Aluguel, seguros,
supervisão), também faz parte dos custos indiretos os direitos por natureza,
mas que por serem irrelevantes ou de difícil mensuração são tratados como
indiretos. •Primários: A matéria prima e a mão de obra direta. •De
transformação: Representam o esforço agregado pela empresa na
obtenção do produto. São todos os de produção, exceto as matérias primas.
Compreendem a mão de obra direta e os custos diretos de fabricação.
Quanto ao volume de atividade: •Fixos: são os custos que em certo período
e em certa capacidade instalada não variam qualquer que seja o volume de
atividade da empresa. •Variáveis: são os que variam conforme a
quantidade produzida. •Semifixos: são os custos que podem variar de
tempo em tempo, como aluguel reajustado, depreciação pela soma dos
dígitos etc. •Semivariáveis: são os custos variáveis que não acompanham
linearmente a variação da produção, mas variam aos saltos, mantendo-se
fixos dentro de estreitos limites.

Para Soares (2003), toda a estimativa de custo é uma maneira de


demonstrar os custos de construção de um projeto, e a qualidade é feita em
exatidão, ou seja, de sua aproximação com custo real ocorrido em obra.
Ressaltando que estas estimativas não têm o objetivo de estimar o valor
real do empreendimento, porém contribuir com informações de um intervalo de custo
na construção. (LOSSO apud SOARES, 2003).
Na compreensão de Fernandes Apud Soares (2003), ocorre variação nos
custos das obras devido a vários fatores, com destaque naqueles que são
relacionados aos insumos diretos. Podemos citar:
a) Projetos: Falta de projeto ou detalhamento;
b) Mão de obra: Constituído pelo tempo e salários, que são obtidos
também por vários encargos legais;
c) Equipamentos: Mudam de acordo com a operação, tempo e
manutenção;
d) Materiais: O custo do material está associado ao consumo e ao preço.
(FORMOSO et al., 1998).

Os custos de matérias são alcançados a partir da determinação das


quantidades dos materiais que serão utilizados. (GIAMMUSSO, 1988).
Na construção civil, com frequência, os custos são realizados acima dos
limites que foram previstos no orçamento inicial da obra e nenhuma atitude foi
tomada para verificar isso. Como as construções são realizadas em um período de
25
longo prazo, ocorre a mudança de valores, a falta de acompanhamento e a
avaliação dos custos iniciais, fazendo, então, uma ginástica de números, índices,
regressões e cálculos indetermináveis.
Se forem considerados, também, os atrasos de pagamentos e de
correções monetárias, quanto a outros serviços que levam a perdas financeiras, com
certeza, as empresas teriam que ter feito mais acréscimos, confundindo, ainda mais,
a estruturação dos preços. (VIEIRA, Neto. 1999).

2.4 DESPERDÍCIOS NAS CONSTRUÇÕES

Segundo Messeguer (1991), a construção civil é uma indústria que, na


maioria das vezes, envolve-se com números significativos, especialmente, pela sua
representação na economia do país, pois possui impactos até mesmo sobre o PIB –
Produto Interno Bruto. Infelizmente, esses números também são relativos a
desperdícios expressivos.
Como afirma Messeguer (1991), os desperdícios se originam de todo o
processo que são planejamento; projeto; fabricação de materiais, e execução e uso
de manutenção.
Esses desperdícios que são causados em uma construção não são
apenas na execução de uma obra, são decorrências de um processo formado de
várias etapas e composto de diferentes empresas e pessoas.
Muitos autores, assim como Formoso (1996), citam que as perdas que
ocorrem durante a Construção Civil são classificadas de acordo com seu controle,
sua origem e natureza. Essas formas de desperdícios, utilizadas na pesquisa,
dividem-se em:
a) Desperdício de materiais;
b) Desperdício de mão de obra.

No desperdício de materiais, apresentam-se os que estão na construção


da obra e os entulhos. Tacla (1984) aborda que os entulhos de uma construção é
todo o volume de materiais que sai da obra e não será mais aproveitado. Tendo
como as sobras de concretos, argamassa, ferro, bloco de cerâmica etc. Já os
desperdícios de matérias incorporados são o excesso de materiais que foram

26
utilizados até o final da obra, os quais não são percebidos ou pouco se podem
perceber.
Já, para Rocha Neto (2010), o desperdício de mão de obra é o tempo que
foi empregado pelos trabalhadores em alguma atividade que não possui valor no
produto final e pode ser eliminada ou reduzida sem causar prejuízos, como
retrabalho de atividades, tempo de espera, transporte e outros.
De acordo com Mattos (2015), deve-se dar importância ao layout do
canteiro de obras. É preciso ter certeza de que o arranho do canteiro seja o que
contemple ao máximo os materiais e equipamentos para deslocamento.
Na compreensão de Alves (2008), o desperdício, em uma visão geral,
está no nosso dia a dia, como uma cultura de todos os brasileiros, apenas
observando o fato de quanto volume de lixo é recolhido todos os dias em nossas
casas e empresas. Assim, também, acontece na legislação civil, tendo uma
porcentagem de 30% a 35% de desperdício, que agrava o problema num conjunto
de fatores.
Diante desse contexto, Alves (2008) afirma, ainda, que cada metro
quadrado de área construída possui 1,3m² de desperdício, ou seja, para cada três
unidades, joga-se a quarta fora. Assim, analisando que o déficit habitacional gira em
torno de 10 milhões de moradias, precisa-se, então, de 13 milhões de unidades para
poder atender a demanda.
Segundo Paliari (1999), os desperdícios dos recursos inerentes à
construção civil nunca foram tão debatidos como nos últimos tempos. Trabalhos
sérios têm buscado quantificar a ineficiência do setor. Têm-se deixado de lado
avaliações superficiais e se investido em trabalhos criteriosos, pormenorizados, que
o setor até então não possuía, mas que são extremamente relevantes ao garantir
subsídios necessários às intervenções e ações.

2.4.1 Desperdício de materiais

O desperdício de materiais são todos os entulhos e os materiais


adicionados à obra.
Segundo Dias (2004) apud Filho et al. (2012), tem-se uma estimativa de
que 50% dos materiais retirados da natureza provêm de obra da construção civil.

27
Esse desperdício acontece devido aos excessos de materiais que são comprados
para uma construção, e, com isso, sobram matérias de concreto, areia, brita,
argamassa, entre outros, que são inutilizados em função de uma negligência por
parte dos responsáveis do armazenamento e a falta de cultura de todos os
envolvidos na recuperação dos materiais, que estão sendo usados.
Souza et al. (1994) afirmam que é importante perceber que o consumo
excessivo de materiais pode ocorrer em diferentes fases do empreendimento. De
acordo com o autor, existe a possibilidade de ocorrências de perdas em todas as
fases numa obra em execução. A Figura 2 apresenta as diferentes fases citadas
pelo autor, as perdas verificadas e as classificações de acordo com sua natureza.

Figura 2 - Diferentes fases de um empreendimento, as perdas de


materiais e as classificações

Fonte: Adaptado de Souza et al. (1994).

Como apresentado na Figura 2, Souza (1994) mostra que a fase da


concepção é no caso de o projetista estrutural não utilizar adequadamente todos os
limites que o conhecimento permite gerar, fazendo com que, assim, uma estrutura
de concreto por metro quadrado se eleve com um consumo de obra.
Já, no caso da execução, são vários os desperdícios. Conforme citado
por Agapyan (2015, p. 9) “(...) no recebimento, o material pode ser entregue em uma
quantidade menor que a solicitada; blocos estocados inadequadamente estão

28
sujeitos a serem quebrados mais facilmente; o concreto, transportado por
equipamentos e trajetos inadequados, pode cair pelo caminho; a não obediência ao
traço correto da argamassa pode implicar consumos extras na dosagem dela; o
processo de aplicação de gesso pode gerar uma grande quantidade de material
endurecido”. O autor ainda cita que, na fase da utilização, pode-se dar o exemplo
referente à repintura de uma fachada que pode demonstrar um consumo de tinta
maior que o previsto.
Como resultado, o desperdício não pode ser visto apenas como o material
inutilizado no canteiro, mas, sim, como toda perda durante a obra. Assim sendo,
qualquer tipo de material utilizado, além do que foi previsto para a produção, é
distinguido como perda e considerado conforme sendo seu controle, sua natureza e
sua origem. (COLOMBO e BAZZO, 1999).

2.4.2 Desperdício de mão de obra

Para Grohmann (2012), o período empregado pelos trabalhadores em


atividades não possui um valor ao produto final e pode ser facilmente reduzido sem
causar nenhum prejuízo. O período de execução é resumido, basicamente, em
tempo de espera, retrabalho e transporte.
Perez et al. (2010) afirmam que o custo de mão de obra é encontrado
através da multiplicação do tempo da produção pela taxa horária do trabalhador. No
entanto Borges (2013) destaca que o caso dos desperdícios da construção civil é
uma questão mais delicada que a questão dos desperdícios de materiais, pois
envolve um planejamento organizando a quantidade de mão de obra e o tempo que
os trabalhadores gastarão, relacionado à situação observada na realidade.
Para Paliar (1999), as perdas de mão de obra abrangem todo o consumo
deste recurso superior ao valor considerado teoricamente necessário.

2.5 ORÇAMENTOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

“Orçamento é o cálculo dos custos para executar uma obra ou um


empreendimento, quanto mais detalhado, mais se aproximará do custo real.”
(SAMPAIO, 1989, p. 17).

29
Segundo Cardoso (2009), o orçamento é um documento importante, para
qualquer estudo inicial ou viabilidade. Uma obra, nas primeiras etapas, sem ser
definido o custo dos recursos necessários, pode se tornar uma obra inacabada.

O orçamento, parte integrante dos contratos, é o documento por meio do


qual o auditor acessa as mais variadas informações dos projetos de
arquitetura e de engenharia, podendo ainda efetuar diversas confrontações
com os documentos e relatórios de prestação de contas. (CARDOSO, 2009,
p. 15).

Parte do projeto básico, o orçamento é considerado um importante


componente em qualquer licitação conforme a lei 8.666/93. (BRASIL, 1993).
O orçamento, de acordo com os significados mencionados, apresenta
uma ferramenta de suma importância para o planejamento dos custos para a
realização de uma obra. Diante dessas considerações, é necessário efetuar o
levantamento de todos os dados com precisão, para que, assim, o orçamento se
torne o mais real possível.
Tisaka (2011) cita que o orçamento deve conter os serviços que são
realizados durante a execução da obra, considerando, também, o levantamento dos
quantitativos físicos do projeto e dos custos unitários de cada serviço, leis sociais e
encargos adicionais, que deverão estar apresentados em planilha.

2.5.1 Tipos de orçamentos

De acordo com o Instituto de Engenharia (2011) e segundo a Norma


Técnica nº 01/2011, os tipos de orçamento na construção civil podem ser
denominados por estimativa de custo; orçamento preliminar; orçamento analítico ou
detalhado e orçamento sintético ou resumido.

2.5.1.1 Estimativa de custo

O Instituto de Engenharia (2011) aponta que a estimativa de custo


obedece à avaliação de custo realizada através de pesquisa de preço no mercado e,
por verificar os dados iniciais de uma ideia de projeto, com relação ao que será
construído, analisa a quantidade de materiais e os serviços desenvolvidos.

30
Para Mattos (2006), a estimativa de custo é enviada pela avaliação
realizada com base em custos históricos e comparação com projetos parecidos.

Em geral, a estimativa de custos é feita de indicadores genéricos, números


consagrados que servem para uma primeira abordagem da faixa de custo
da obra. A tradição representa um aspecto relevante na estimativa.
(MATTOS, 2006, p. 34.)

Mattos (2006) ainda afirma que a representação do custo na construção


civil por metro quadrado é feita por um dos indicadores mais utilizados para se ter
estimativa de custos, o CUB (Custo Unitário Básico).
A Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, no § 3 do Art. 54, descreve
que “os orçamentos ou estimativas, baseados nos custos unitários, só poderão ser
considerados atualizados, em certo mês, se baseados em custos relativos ao próprio
mês ou a um dos dois meses anteriores. Os responsáveis pela divulgação mensal
dos custos unitários de construção a serem adotados é de obrigatoriedade dos
sindicatos estaduais da indústria da construção civil”.

2.5.1.2 Orçamento preliminar

Para Sampaio (1989), o orçamento preliminar, corresponde à avaliação


dos custos, através de estimativas e também de levantamentos de dados, como
quantidade de material, serviços e pesquisa de preço, que serão feitos na etapa do
anteprojeto.
O Instituto de Engenharia (2011) cita que o orçamento preliminar é a
avaliação dos custos que foram obtidos por meio de exames de dados preliminares
de uma ideia de projeto, a área na qual se realizará a construção.
Para Mattos (2006), este tipo de orçamento preliminar é mais detalhado
do que a estimativa de custos, pois considera o levantamento de quantidade e
solicita a pesquisa de mercado.

No orçamento preliminar, trabalha-se com uma quantidade maior de


indicadores, que representam um aprimoramento da estimativa inicial. Os
indicadores servem para gerar pacotes de trabalho menores, de maior
facilidade de orçamentação e análise de sensibilidade de preços. (MATTOS,
2006, p. 39).

31
Tisaka (2011) explica que o orçamento preliminar deve incluir o benefício
e as despesas indiretas (BDI), que caracterizam a margem adicional para determinar
o valor do orçamento.

2.5.1.3 Orçamento analítico ou detalhado

De acordo com o Instituto de Engenharia (2011), o orçamento analítico ou


detalhado contém as despesas indiretas, os custos diretos, os tributos e o lucro.
Valentini (2009) ressalta que o orçamento analítico, como o detalhamento
das etapas da construção, tem como resultado, na contabilidade do preço
apresentado, todos os recursos e as variáveis classificadas por custos indiretos e
diretos, constituindo, assim, o preço de venda.
E, segundo Cordeiro (2007), a análise de interpretação do projeto é de
extrema importância, pois é dela que se extraem os dados necessários para compor
o projeto, como estrutura, instalação, fundação e outros que definam os itens que
serão relacionados aos serviços do orçamento, levantando uma relação por inteiro
de todas as informações.

2.5.1.4 Orçamento sintético ou resumido

O orçamento sintético ou também chamado resumido, conforme descreve


Tisaka (2011), compreende, então, uma síntese do orçamento analítico expresso
através de etapas com valores parciais ou grupos de serviços a serem realizados,
com seus respectivos totais, e o preço do orçamento da obra.

2.5.2 Indicadores para orçamento

Thomé (2016, p. 134) cita que “A Construção Civil é um setor da Indústria


nacional que tem grande número de empregos e responsável por grande parte da
atividade econômica do país”. Dados da CBIC (Câmera Brasileira de Indústria da
Construção) de 2014 informam que o setor da construção civil é responsável por
cerca de 5% do PIB do Brasil. Existem alguns indicadores para o orçamento, que

32
serão abordados neste estudo. Os cinco principais são CUB/m²; SINAPI; TCPO;
Índice Fipe e Índice Ilbre/FGV.

2.5.2.1 CUB/m²

Segundo o SINDUSCON/SC, o Custo Unitário Básico por m² originou-se


através da Lei Federal de 16 de Dezembro de 1964. A norma da ABNT determina
que o CUB deve avaliar o custo por metro quadrado de construção de projeto-
padrão e, assim, servir como base para a avaliação de parte de custos de
construções, ou seja, o CUB/m² representa o custo parcial da obra e não se deve
levar em consideração os custos adicionais, que também podem ser calculados por
outros indicadores.
De acordo com Thomé (2016), a função principal do CUB é para ser
parâmetro dos custos de imóveis. Como possui uma grande confiabilidade, por
possuir cerca de 40 anos no mercado, o indicador também tem sido utilizado como
um indicador macroeconômico dos custos da construção civil. A evolução é
publicada mensalmente e demonstra esta evolução dos custos das edificações de
uma forma geral. Muitas construtoras, engenheiros e arquitetos utilizam este
indicador como base, para calcular o preço que irão cobrar a realização dos seus
projetos.

Os valores abaixo referem-se aos Custos Unitários Básicos de Construção


(CUB/m²), calculados de acordo com a Lei Fed. nº. 4.591, de 16/12/64 e
com a Norma Técnica NBR 12.721:2006 da Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT) e são correspondentes ao mês de Março/2017.
"Na formação destes custos unitários básicos não foram considerados os
seguintes itens, que devem ser levados em conta na determinação dos
preços por metro quadrado de construção, de acordo com o estabelecido no
projeto e especificações correspondentes a cada caso particular: fundações,
submuramentos, paredes-diafragma, tirantes, rebaixamento de lençol
freático; elevador(es); equipamentos e instalações, tais como: fogões,
aquecedores, bombas de recalque, incineração, ar-condicionado, calefação,
ventilação e exaustão, outros; playground (quando não classificado como
área construída); obras e serviços complementares; urbanização, recreação
(piscinas, campos de esporte), ajardinamento, instalação e regulamentação
do condomínio; e outros serviços (que devem ser discriminados no Anexo A
- quadro III); impostos, taxas e emolumentos cartoriais, projetos: projetos
arquitetônicos, projeto estrutural, projeto de instalação, projetos especiais;
remuneração do construtor; remuneração do incorporador.(SINDUSCON-
2017).

33
Figura 3 - TABELA CUB – Referente ao mês de Março/2017

Fonte: SINDUSCON/SC (2017).

Segundo o Sinduscon/SC (2007), o CUB/m² é calculado com base nos


projetos-padrão, que são estabelecidos pela ABNT NBR 12721:2006, em que se
levam em consideração os lotes básicos de insumos (materiais de construção, mão
de obra, despesas administrativas e equipamentos) e com pesos na mencionada
norma.
Ainda, informado pelo SINDUSCON/SC, o calculo do CUB/m² permite a
obtenção de indicadores realistas. Os preços de matéria prima, salários, despesas
administrativas, custos de aluguel, equipamentos são pesquisados através do
Sindicato da Indústria da Construção de todo o país. Esta pesquisa é feita com as
construtoras, porém pode ser realizada também com os fornecedores da indústria
eventualmente, conforme prevê o item 8.3.3 da ABNT NBR 12721:2006: “no caso
dos materiais de construção, a coleta pode eventualmente ser realizada com
informações levantadas junto a fornecedores da indústria, do comércio atacadista ou
varejista, sendo que os preços dos materiais, posto obra, devem incluir as despesas
com tributos e fretes”.

2.5.2.2 SINAPI

34
De acordo com a CAIXA/2017, o Sistema Nacional de Pesquisa de
Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI) é indicado pelo Decreto 7983/2013,
que estabelece regras e critérios, para que seja elaborado o orçamento de
referências de obras com recursos do orçamento da União, a fim de obter a
referência de custo, e pela Lei 13.30, de 3/2016, que dispõe sobre o estatuto jurídico
da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias.
Ainda de acordo com a CAIXA/2017, o SINAPI é divido entre Caixa e
IBGE. A Caixa fica responsável pela parte técnica de engenharia (especificação de
insumos, composições de serviços e orçamentos de referência) e pelo
processamento de dado. O IBGE fica responsável pela pesquisa de mercado,
referente ao preço, realizada mensalmente, e indica a formação dos índices.
Conforme cita Thomé (2016):

A tabela do SINAPI contém vários índices de referência, como por exemplo


o relatório de Preços de Insumos e Custos de Composições, Custos de
Projetos – Residenciais, Comerciais, Equipamentos Comunitários,
Saneamento Básico, Emprego e Renda; Conjuntura – Evolução de Custo e
Indicadores da Construção Civil e Consulta Pública – Composições
Analíticas com a discriminação dos insumos utilizados e das quantidades
previstas por unidade de produção. A principal função dos indicadores da
SINAPI é servir como orientadores para composição de custos unitários e
orçamentos de obra em geral.

2.5.2.3 TCPO

Para Alves (2014), no Brasil, é a fonte de composição de custos mais


utilizada por órgãos públicos. A TCPO (Tabela de Composições e Preços para
Orçamentos) traz da Editora Pini, está disponível em duas formas: Impressa e
eletrônica. A editora Pini comercializa também o software VOLARE, para que sejam
feitos orçamentos. Esse software utiliza o banco de composições da TCOP, porém
permite também que sejam realizadas composições próprias.
Para Thomé (2016), a base de dados TCPO é atualizada pela Editora
Pini, que é uma das principais referências de engenharia de custos do Brasil.
Esta tabela existe cerca de 60 anos e conta com mais de 8.500 composições de
serviços, preços de referência e outras informações que podem ser utilizadas por
engenheiros e outros profissionais da construção. Nos índices da TCPO,
encontram-se:
35
a) CUPE – Custos Unitários PINI de Edificações;
b) IPCE – Índices PINI de Custos de Edificações;
c) IPCI – Índice PINI de Custos da Construção Industrializada;
d) Índices PINI de Custos de Obras de Infraestrutura.

2.5.2.4 Índice Fipe

De acordo com o site da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas


Econômicas), a tabela é bem conhecida por ser avaliada para os preços de
venda de automóveis, porém a FIPE produz outros índices, entre eles estão
alguns da construção e do mercado imobiliário. Sendo eles divulgados pela FIPE.

IPOP – Índice de Preços de Obras Públicas: É calculado a partir da coleta de


preço mensal de insumos que participam de obras públicas.

Abrainc/Fipe: É a Associação Brasileira de Incorporadores Imobiliárias. Apresentam


os lançamentos, entregas, vendas, oferta final e as inadimplências do mercado de
imóveis.

2.5.2.5 Índice Ibre/FGV

De acordo com o site do IBRE, o Instituto Brasileiro de Economia, 2017, a


Fundação Getúlio Vargas (FGV) é uma instituição com grande credibilidade em todo
o país, pois é responsável pela divulgação de vários dos indicadores econômicos,
como o IPCA, que mede a inflação. Todo mês é realizada a pesquisa, que se
denomina Sondagem da Construção. Veja alguns dos principais índices:

a) INCC – Índice Nacional de Custo da Construção;


b) ICST – Índice da Confiança da Construção;
c) Índice Geral do Mercado Imobiliário Comercial (IGMI-C);
d) IGP-m – Índice Geral de Preços (mensal).

36
No próximo capítulo, serão apresentados materiais e métodos, mostrando
os métodos utilizados para a coleta de dados e as formas de pesquisa em que se
deu este estudo de caso.

37
3 MATERIAIS E MÉTODOS

Segundo Strauss & Corbin (1998), o método de pesquisa é um conjunto


de métodos utilizados para se analisarem os dados. O método apresenta os meios
para se conseguir o objetivo escolhido, ou seja, são as “ferramentas” das quais
fazemos uso na pesquisa, a fim de responder às questões.
A metodologia de uma pesquisa ainda é definida:

Atividade básica das ciências na sua indagação e descoberta da realidade.


É uma atitude e uma prática teórica de constante busca que define um
processo intrinsecamente inacabado e permanente. É uma atividade de
aproximação sucessiva da realidade que nunca se esgota, fazendo uma
combinação particular entre teoria e dados. (MINAYO, 1993. p.23).

O método utilizado neste estudo de caso é entendido como uma


metodologia ou como a escolha de um objeto de estudo definido pelo interesse em
casos específicos de tempo e lugar, para que se possa realizar uma busca de
informações. Nesta pesquisa, o objeto refere-se ao Residencial Landes.
Este estudo se realizou através de uma revisão bibliográfica, abordando
os temas em estudo na construção civil, através de orçamentos e controles de
custos, a qual foi realizada mediante uma pesquisa exploratória.
Também foi realizada a pesquisa de origem quantitativa, de forma que a
coleta de dados foi realizada mediante condições de controle e foram analisados os
dados de forma estatística, em gráficos, que pudessem apresentar uma forma mais
ampla do controle.
A coleta de dados foi realizada através dos dados expostos no histórico
do Residencial Landes, que a administradora, no caso, Grupo Cabreira, possui. Com
o levantamento de dados de controle de custos, foram analisados os dados,
juntamente com o acompanhamento dos processos da construção, realizando-se,
então, toda a coleta e a análise do estudo de caso.

38
4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

4.1 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA E OBRA

Fundada em 2011, o Grupo Cabreira Ltda está localizado na Rua Capitão


Alexandre de Sá, Bairro Dehon, na cidade de Tubarão/SC, extremo sul de Santa
Catarina. Conta com uma equipe de 4 (quatro) funcionários, além de empresas
terceirizadas, e executa residências unifamiliares na cidade e regiões próximas.
A obra em estudo desta pesquisa foi o Edifício Landes, localizado na
Travessa Maracajá, n°60, Mar grosso – Laguna/SC. Possui 1.548,38m² de área
construída, conforme projeto (ANEXO A, B, C, D e E). O residencial possui 8 (oito)
apartamentos, sendo 2 (dois) por andar. Cada apartamento possui uma área de
233,67m², conforme apresentado no quadro de área (ANEXO B). A distribuição está
descrita detalhadamente abaixo.

Tabela 1: Distribuição das unidades

DISTRIBUIÇÃO DAS UNIDADES


Neste piso, estarão dispostos o salão de festa, lavabo do mesmo,
TÉRREO cisterna, fosse e filtro anaeróbico, central de gás, 8 box, 2 depósitos
para o condomínio, 7 vagas de garagens.
1º Andar Possui 13 vagas de garagens.

2 (dois) apartamentos por andar, sendo que cada um tem 3 quartos,


2º Andar
2 banheiros, corredor, lavabo, área de serviço, cozinha e sala
conjugada + sacada com churrasqueira.
2 (dois) apartamentos por andar, sendo que cada um tem 3 quartos,
3º Andar 2 banheiros, corredor, lavabo, área de serviço, cozinha e sala
conjugada + sacada com churrasqueira.

2 (dois) apartamentos por andar, sendo que cada um tem 3 quartos,


4º Andar 2 banheiros, corredor, lavabo, área de serviço, cozinha e sala
conjugada + sacada com churrasqueira.

2 (dois) apartamentos por andar, sendo que cada um tem 3 quartos,


5º Andar 2 banheiros, corredor, lavabo, área de serviço, cozinha e sala
conjugada + sacada com churrasqueira.
ÁTICO Casa de máquina, reservatório de água e telhado.
Fonte: Elaborado pelos Autores (2017).

39
Figura 4 - Residencial Landes

Fonte: Grupo Cabreira (2017).

No presente trabalho, será realizado um estudo comparativo entre os


valores (quantitativos e custos) de fôrmas, aço, concreto, bloco cerâmico e reboco.
Dentre as diversas etapas de execução da presente obra, para a realização deste
trabalho, optou-se por estudar os custos orçados e de execução da estrutura,
alvenaria, instalações elétricas, instalações hidrossanitárias, preventivo de incêndio
e acabamentos.

4.2 PROCESSO CONSTRUTIVO

O processo construtivo do trabalho em estudo se deu no início da compra


do terreno e com a realização do projeto do empreendimento Landes. Após todo o
planejamento, realizou-se a execução da obra, através de orçamento de custos com
o processo construtivo e um cronograma, com datas previstas e estimativas para
entregas de cada processo. Assim se inicia o canteiro de obra, a escavação e a
40
concretagem das sapatas. Posteriormente, executaram-se as vigas, pilares e laje de
cada pavimento. Dando sequência a esse processo, iniciou-se a alvenaria de todos
os pavimentos. Em seguida, faz-se, então, a parte de instalações elétricas,
hidrossanitárias, preventivo e gás, por fim, os acabamentos, conforme se apresenta
no ANEXO C.

4.2.1 Projeto e compra do terreno

A compra do terreno foi realizada de forma à vista, com dinheiro da


empresa, junto com os custos de projetos, alvarás e demais gastos para o início da
construção.

4.2.2 Estrutura

A seguir, será apresentado como foi realizada a parte de estrutura nos


itens fôrmas, aço e concreto, ilustrando-os com imagens reais da obra em estudo.

4.2.2.1 Fôrmas

As fôrmas foram feitas, em sua totalidade, de madeiras, a maioria de


Pinus. Todas as compras eram orçadas com mais de três fornecedores, para que,
assim, se pudesse ter o melhor preço e, com isso, trazer custos baixos. Os fundos e
as laterais eram reutilizados.

41
Figura 5 - Aplicação das fôrmas

Fonte: Arquivo dos Autores (2017).

As vigas e pilares foram os elementos estruturais que fizeram com que o


reaproveitamento do material pudesse ser estendido. O cuidado na retirada
(conforme Figura 5) também ajudou no baixo custo final da execução das fôrmas.
Conforme as Figuras 6 e 7, as fôrmas (tábuas de pinus) foram
armazenadas no canteiro de obra, ao ar livre, dentro do terreno, onde foi realizada a
edificação.

Figura 6 - Armazenamento de fôrmas

Fonte: Arquivo dos Autores (2017).

42
Figura 7 - Armazenamento de fôrmas no canteiro de obras

Fonte: Arquivo dos Autores (2017).

4.2.2.2 Retirada das Fôrmas

A retirada das fôrmas era realizada após 7 (sete) dias para pilares e 30
(trinta) dias para laje. Usou-se um produto desmoldante, para sua retirada ficar
melhor e o desperdício menor. Os fundos e as laterais eram reutilizados até que não
pudessem mais.
As tábuas das lajes eram retiradas, limpas e reutilizadas em outras lajes.
O cuidado para a retirada e o risco de queda era essencial, para que se pudesse
reutilizar.

43
Figura 8 - Retirada das fôrmas

Fonte: Arquivo dos Autores (2017).

4.2.2.3 Aço

Os aços eram comprados na empresa Gerdau, que tinha os preços mais


baixos, por venderem em forma de toneladas. Como o aço não vinha cortado e
dobrado, o desperdício era um pouco maior, mas, em comparação feita pela
administração, foi constatado que, mesmo assim, era o mais econômico, pois o que
restava, se não fosse reaproveitado, era vendido às empresas credenciadas, e os
valores eram revertidos para outros custos.

44
Figura 9 - Armazenamento do aço

Fonte: Arquivo dos Autores (2017).

Figura 10 - Execução do corte e dobra do aço

Fonte: Arquivo dos Autores (2017).

45
Figura 11 - Aplicação do aço

Fonte: Arquivo dos Autores (2017).

4.2.2.4 Concreto

O concreto é um dos materiais mais importantes na construção civil. Além


das aplicações nos elementos estruturais, o concreto pode ser usado em
revestimentos, pavimentos, paredes, canalizações, fundações, entre outros.
É necessário o conhecimento dos materiais que compõem o concreto,
além do aperfeiçoamento dos métodos de cálculo, para que se possa aproveitar
melhor as características do produto e evitar a diferença do mesmo.
O concreto usinado, utilizado na execução do Edifício Residencial
Landes, tem como vantagens a produção mais rápida, além de equipamentos
próprios para o lançamento e adensamento.
Os fcks (resistência do concreto) adotados foram variados entre 20Mpa e
25Mpa, conforme Projeto Estrutural.
As Figuras 12, 13 e 14 mostram, respectivamente, o bombeamento do
concreto usinado, a concretagem em um dos pilares e a concretagem concluída
neste mesmo pilar.

46
Figura 12 - Bombeamento do concreto

Fonte: Arquivo dos Autores (2017).

Figura 13 - Execução da concretagem

Fonte: Arquivo dos Autores (2017).

47
Figura 14 - Pilar concretado

Fonte: Arquivo dos Autores (2017).

4.2.3 Alvenaria

A seguir, apresentar-se-á como foi realizada a parte de alvenaria nos


itens de bloco cerâmico e reboco, ilustrando-os com imagens reais da obra em
estudo.

4.2.3.1 Bloco cerâmico

As vantagens da utilização dos blocos cerâmicos são caracterizadas pela


leveza do material, decréscimo do custo das fundações no isolamento térmico e
acústico, além de proporcionar decréscimo na espessura de revestimento (emboço
ou reboco).
Os tijolos (blocos cerâmicos) foram comprados conforme a disponibilidade
de área no canteiro de obra. Com isso, o material foi comprado aos poucos,
conforme Figura 15 e 16, haja vista pouco espaço. A armazenagem era feita
próxima aos portões, por haver dificuldades no manuseio dos caminhões. O material
era transportado pela empresa fornecedora, que, além disso, era responsável pelo
descarregamento.

48
Figura 15 - Armazanamento dos blocos cerâmicos

Fonte: Arquivo dos Autores (2017).

Figura 16 - Armazenamento dos Blocos Cerâmicos próximo à obra.

Fonte: Arquivo dos Autores (2017).

Para a utilização dos blocos na execução do edifício, o transporte era feito


com carrinhos de mão e por guinchos, quando era necessário subir os pavimentos,
conforme mostra a Figura 17.

49
Figura 17 - Colocação dos blocos cerâmicos na obra

Fonte: Arquivo dos Autores (2017).

4.2.3.2 Reboco

No edifício em estudo, o reboco utilizado foi produzido inteiramente no


canteiro de obras (conforme figura 18). Os materiais necessários para a produção do
reboco foram solicitados, conforme a sua utilização, tendo como limite a forma de
transporte em 12m³ e a área do canteiro de obras.
A aplicação do material no corpo do edifício foi feita por pedreiros
contratados com o auxílio de um servente. Após a aplicação, o profissional
necessitava alinhar a parede preenchida, conforme mostra a figura 19, para poder
ter o acabamento final.

50
Figura 18 - Fabricação do reboco

Fonte: Arquivo dos Autores (2017).

Figura 19 - Aplicação do reboco

Fonte: Arquivo dos Autores (2017).

51
4.2.4 Instalações elétricas e telefone

Os pedidos dos materiais elétricos eram solicitados pelo profissional


qualificado e, para não perder tempo com a falta de material, eram comprados em
maior volume, mas em parceria com a empresa de fornecimento. Todo o material
que tinha sobra era devolvido e o valor revertido para a empresa e, assim, evitado o
desperdício e gastos indevidos. O material foi escolhido de forma que tivesse
qualidade. Os materiais mais utilizados foram os fios da Corfio, as tomadas e
interruptores da Tramontina, os disjuntores da WEG e outros materiais de menores
quantidades de várias outras marcas de qualidade.

Figura 20 - Instalação elétrica.

Fonte: Arquivo dos Autores (2017).

4.2.5 Instalações hidrossanitárias

Os pedidos dos materiais hidráulicos eram solicitados pelo profissional


qualificado e, para não perder tempo com a falta de material, era comprado em
maior volume, mas em parceria com a empresa de fornecimento. Todo o material
52
que tinha sobra era devolvido e o valor revertido para a empresa e, assim, evitado o
desperdício e gastos indevidos. As tubulações foram escolhidas da marca
AMANCO, os registros da DOCOL e outros materiais de menores quantidades de
várias outras marcas de qualidade.

4.2.6 Acabamentos

Neste item, serão apresentados os processos de revestimento cerâmico


externo, camada de revestimento e o processo de execução de pintura.

4.2.6.1 Processo de revestimento cerâmico externo

Os revestimentos cerâmicos foram comprados em sua totalidade e com


um risco de perda mínimo possível, pois, como se tratava de carga fechada,
precisava ser comprado com a total responsabilidade, assim todos os azulejos das
áreas molhadas e os pisos foram porcelanatos retificados, o cimento cola foi AC3,
para que não houvesse problemas com o descolamento, a fuga foi de 1mm e o
rejunte do tipo porcelanato.

4.2.6.2 Camada de revestimento

Os revestimentos internos foram feitos com massa de reboco usinada e já


o externo foi feito com uma argamassa especial devido à maresia que há na praia de
Laguna. O revestimento das partes molhadas foi de azulejos, como dito acima, já,
nos acabamentos das outras áreas, foi aplicada a Calfino, uma nova fórmula que
substitui a massa corrida, assim o custo cai pela metade com esse novo tipo de
aplicação. Único defeito da Calfino é que ela não dá para fazer remendos, assim a
massa corrida é aplicada, o que é quase impossível notar os reparos.

4.2.6.3 Processo de execução de Pintura.

53
Com o estudo de caso, optou-se por textura e tinta emborrachada, para
ter mais resistência e o aparecimento de rachaduras e os famosos “pés-de-galinha”
não ficariam expostos.
Para as pinturas internas, já que a escolha foi feita do tipo de Calfino, foi
passado um fundo preparador e tinta fosca de escolha de cada apartamento, já, nas
pinturas externas, era aplicado o selador, e, só a partir disso, era aplicado o selador
e a tinta emborrachada.

4.2.7 Mão de obra

A mão de obra da estrutura foi realizada pela própria construtora e,


seguindo um cronograma, tinha-se um controle de custos e gastos com essa etapa.
Já, nas demais etapas, como Pintura, Elétrica, Colocação de Piso, Hidráulica, foram
feitos os orçamentos e acertado um valor da sua execução, assim tinha-se um preço
fechado para cada etapa da obra, já que se tratava de serviço por tempo
indeterminado, assim evitando um custo mais elevado.

4.3 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Neste capítulo, serão apresentados os dados levantados e os resultados


obtidos na execução desta pesquisa. Os mesmos serão discutidos conforme a
análise estatística.
Objetivou-se, assim, comparar, por meio dos dados quantitativos, os
custos orçados e os custos de execução do edifício, buscando, portanto, realizar um
levantamento, contendo maiores informações sobre as diferenças de materiais. A
análise será disposta em forma de gráficos que possam expor as comparações da
quantidade dos materiais orçados e os custos advindos dos materiais utilizados.
Os materiais estudados, neste trabalho, foram o terreno e projeto,
estrutura, alvenaria, instalações elétricas, instalações hidrossintárias, acabamento e
mão de obra.

54
4.3.1 Terreno e projeto

O gráfico 2 apresenta os resultados obtidos em relação ao estudo


comparativo das quantidades da compra terreno e projetos, utilizadas na execução
da obra, e as quantidades orçadas. A diferença entre os valores orçados e utilizados
na execução foi de 0% de diferencial. Observa-se que a ação de igualdade em
função de já ter o valor fechado, não teve possibilidade de aumento.

Gráfico 2 - Custos projeto e terreno

R$400.000,00
R$350.000,00
R$300.000,00
R$250.000,00
R$200.000,00 Executado
R$375.300,00 R$375.300,00
R$150.000,00 Orçado
R$100.000,00
R$50.000,00
R$-
Orçado Executado
Fonte: Elaborado pelos Autores (2017).

4.3.2 Estrutura

Expõem-se, no gráfico abaixo, os resultados alcançados em relação ao


estudo comparativo das quantidades da compra terreno e projetos, na execução da
obra, e as quantidades orçadas. O diferencial entre os valores foi de 1,23%.
Observa-se que ação de aumento foi por causa da alta do dólar e,
consequentemente, o aumento do aço em função do que já havia sido orçado,
porém havia possibilidade de aumento.

55
Gráfico 3 - Custo de estrutura

R$357.000,00

R$356.000,00

R$355.000,00

R$354.000,00

R$353.000,00 Executado

R$352.000,00 R$355.862,58 Orçado


R$351.000,00

R$350.000,00 R$351.538,60

R$349.000,00
Orçado Executado
Fonte: Elaborado pelos Autores (2017).

Conforme apresentados os dados, a análise feita constatou que as barras


de aço foram adquiridas de acordo com as etapas definidas, à medida que as lajes,
os pilares e as vigas iam sendo concretadas. Para tal procedimento, havia um
rigoroso controle no recebimento do material, além da fiscalização na sua utilização,
evitando desperdícios e reaproveitando pedaços de barras, que seriam inutilizadas.

4.3.3 Alvenaria

O gráfico 4 aponta os resultados obtidos em relação ao estudo


comparativo da alvenaria, na execução, e as quantidades orçadas. Entre o estudo
realizado, pode-se observar que houve uma diferença de custo de 0,93% em relação
ao orçado X executado. Observa-se que a ação de aumento foi por causa do
desperdício e do não aproveitamento das cerâmicas quebradas no canteiro de obra,
em função do que já tinha sido orçado, havia possibilidade de aumento.

56
Gráfico 4 - Custos em alvenaria

R$252.500,00

R$252.000,00

R$251.500,00

R$251.000,00

R$250.500,00 Executado
R$252.236,97
R$250.000,00 Orçado

R$249.500,00
R$249.813,78
R$249.000,00

R$248.500,00
Orçado Executado
Fonte: Elaborado pelos Autores (2017).

4.3.4 Instalações elétricas

No gráfico 5, são indicados os resultados em relação ao estudo


comparativo das instalações elétricas, na execução da obra, e as quantidades
orçadas. Obteve-se, então, o valor de 2,57% de custo na relação dos valores que
foram orçados aos que foram executados. Esta ação de aumento foi por conta da
troca de marca utilizada por uma de maior qualidade, por causa da decisão de todos
os sócios, os quais decidiram em pagar a diferença do valor executado, em função
de que já tinha o valor orçado, e o valor do orçado era menos do que o executado.

Gráfico 5 - Custos elétricos

R$57.000,00

R$56.500,00

R$56.000,00
Executado
R$56.817,03
R$55.500,00 Orçado

R$55.000,00 R$55.393,42

R$54.500,00
Orçado Executado
Fonte: Elaborado pelos Autores (2017).
57
4.3.5 Instalações hidrossanitárias

Denotam-se, no gráfico abaixo, os resultados obtidos em relação ao


estudo comparativo das instalações elétricas, utilizadas na execução da obra, e as
quantidades orçadas. Neste item, houve uma diferença de 20,18%, do custo que foi
orçado. Observa-se que a ação de aumento foi devido à alteração do arquitetônico,
não existia o lavabo, então, com essa alteração, o valor teve reajuste. Houve a
decisão de todos os sócios em pagar a diferença do valor executado, em função de
que já tinham o valor orçado, e o valor do orçado era menos do que o executado.

Gráfico 6 - Custos hidrossanitários

R$50.000,00

R$45.000,00

R$40.000,00

R$35.000,00 Executado
R$43.605,70 Orçado
R$30.000,00
R$36.283,66
R$25.000,00

R$20.000,00
Orçado executado
Fonte: Elaborado pelos Autores (2017).

4.3.6 Acabamentos

O gráfico 7 retrata os resultados alcançados em relação ao estudo


comparativo das instalações elétricas, utilizadas na execução da obra, e as
quantidades orçadas. Em relação ao orçado e ao executado na parte do
acabamento, obteve-se uma diferença de 31,24%. Analisou-se que a ação de
aumento foi por causa da alteração dos tipos de portas, que passaram a ser pintura
PU, e eram para ser de angelim, as ferragens de aço para todas de inox, os pisos
deixaram de ser cerâmicos e passaram a ser porcelanato, por decisão de todos os
sócios, que decidiram pagar a diferença do valor executado, em função de que já
tinham o valor orçado, e o valor do orçado era menos do que o executado.

58
Gráfico 7 - Custos com acabamento

R$400.000,00

R$350.000,00

R$300.000,00

R$250.000,00

R$200.000,00 Executado
R$346.367,41
R$150.000,00 Orçado
R$263.898,98
R$100.000,00

R$50.000,00

R$-
Orçado Executado
Fonte: Elaborado pelos Autores (2017).

4.3.7 Mão de obra

No gráfico 8, apresentam-se os resultados obtidos em relação ao estudo


comparativo das quantidades da mão de obra, utilizadas na execução da obra, e as
quantidades orçadas. A diferença foi de 5,78%. A ação de aumento foi devido aos
aumentos sindicais e aumentos dados por produção, que já tinha o valor orçado e
tinha a possibilidade de aumento.

Gráfico 8 - Custos com mão de obra

R$515.000,00
R$510.000,00
R$505.000,00
R$500.000,00
R$495.000,00
Executado
R$490.000,00 R$512.377,97
Orçado
R$485.000,00
R$480.000,00
R$484.379,91
R$475.000,00
R$470.000,00
Orçado Executado
Fonte: Elaborado pelos Autores (2017).

59
4.3.8 Valor do custo total

Mediante a apresentação de todos os dados, segue, no gráfico 9, a


percepção de todos os custos em estudo.

Gráfico 9 - Total dos custos orçados X executados

R$480.000,00
R$430.000,00
R$380.000,00
R$330.000,00
R$280.000,00
R$230.000,00
Orçado
R$180.000,00
Executado
R$130.000,00
R$80.000,00
R$30.000,00

Fonte: Elaborado pelo Autores (2017).

Tabela 2 – Resumo dos custos


MATERIAL ORÇADO EXECUTADO DIFERENÇA %
PROJETO E COMPRA
DO TERRENO R$ 375.000,00 R$ 375.000,00 R$ -
ESTRUTURA R$ 351.538,60 R$ 355.862,58 -R$ 4.323,98 - 1,23
ALVENARIA R$ 249.813,78 R$ 252.236,97 -R$ 2.423,19 - 0,96
ELÉTRICA R$ 55.393,42 R$ 56.817,03 -R$ 1.423,61 - 2,57
HIDROSSANITÁRIA R$ 36.283,66 R$ 43.605,70 -R$ 7.322,04 - 20,18
ACABAMENTO R$ 263.898,98 R$ 346.367,41 -R$ 82.468,43 - 31,24
MÃO DE OBRA R$ 484.379,91 R$ 512.377,97 -R$ 27.998,06 - 5,78
TOTAL R$ 1.816.308,35 R$ 1.942.267,66 -R$ 125.959,31 - 6,93
Fonte: Elaborado pelos Autores (2017).

Conforme apresentado no gráfico 9 e na tabela 2, entre os valores


orçados e executados, obteve-se uma variação em todos os aspectos. Foram
gastos, nas áreas relacionadas no estudo, um total de R$ 1.942.267,66 de materiais,
60
sendo que o estipulado seria de R$ 1.816.308,35, assim uma diferença em reais de
R$ 125.959,31, que estavam fora do planejamento de custos no início da obra.
Pode-se dar ênfase ao item acabamento, que foi o que apresentou a
maior porcentagem de diferença de material orçado, e foram utilizados 31,24% a
mais do que o esperado, já, no item alvenaria, foram gastos apenas 0,96% do que o
esperado, um total de R$ 2.423,19 de custos a mais.
Todavia, no item projeto e compra do terreno, não se obteve variação de
diferença, o valor estipulado para o planejamento se fez com o valor real da compra,
tendo, assim, 100% de aprovação dos custos.
Com isso, pode-se observar como é importante o planejamento inicial de
uma obra e o controle no decorrer da mesma, para que se tenha uma visão ampla e
um controle em ordem do que se está trabalhando. Como foi apresentado no
decorrer deste estudo, mesmo tendo uma variação de custos maiores do que os
orçados, foram reutilizados materiais de obras anteriores, tendo, assim, uma
economia financeira e, também, ajudando na preservação do meio ambiente, pois
são resíduos que seriam jogados no ambiente.
A seguir, serão apresentadas as considerações finais deste estudo,
abordando todo o contexto deste trabalho e apresentando o objetivo dos
acadêmicos em relação à pesquisa.

61
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Neste trabalho, foi realizado um estudo comparativo entre os valores


orçados e utilizados na execução de um edifício em Laguna, do Grupo Cabreira.
Conforme os dados levantados, o valor a ser gasto com o projeto e terreno,
estrutura, alvenaria, elétrica, hidrossanitário, acabamento e mão de obra, pelo
orçamento seria de, aproximadamente, R$ 1.816.308,35, sendo que o valor real
chegou a R$ 1.942.267,66, ou seja, cerca de 6,93% previstos nos gastos da
execução orçada dos itens levantados foram inutilizados.
Dentre os tópicos discutidos neste trabalho, verificou-se que o projeto e
terreno foram o único item que apresentou o mesmo número referente ao orçamento
com o valor real gasto, assim, não gerando nenhum gasto fora do orçamento, como
os demais itens apresentaram no estudo.
Ainda com os resultados apresentados, percebeu-se que a parte gasta
com a elétrica foi a que obteve a menor diferença entre os custos orçados e
executados, tendo uma diferença de R$ 1.423,61, em contra partida, a parte com
acabamentos foi a que apresentou maior variação de valores, tendo um valor de R$
82.468,43 de diferença do orçamento, conforme apresentados os dados e
justificativas no estudo de caso.
Os resultados evidenciaram ainda que todos os itens abordados, com
exceto do projeto e terreno, que foram igualados, todos os demais itens
apresentaram diferenças maiores nos valores utilizados, saindo do orçamento
previsto do início da obra.
Diante da realidade exposta no contexto, alguns itens que foram gastos a
mais do que o esperado no orçamento têm em contrapartida a mudança de
acabamentos (item que teve maior alteração), foi devido à mudança de pisos,
escolha de tinta, material, entre outros, que acabou elevando um maior número
significativo nos custos, porém todas essas mudanças foram feitas para um melhor
ambiente e aspecto, não sendo considerado um valor de desperdício, e, sim,
agregando maior valor ao edifício.
Contudo, com relação ao aumento de custo com a alvenaria, de 0,97% de
diferença entre o orçado X executado, foi causado devido ao desperdício, como

62
apresentado no estudo, assim devendo ser reavaliado, para que não seja
ocasionado em outras obras.
A linha teórica que aprofundou este trabalho mostrou-se suficiente para
atender o objetivo de realizar um estudo comparativo entre os custos orçados e os
custos contidos durante a execução de um edifício, assim como a coleta de dados
abrangeu os aspectos propostos como objetivos específicos da pesquisa, no entanto
novos questionamentos são importantes, propiciando novos estudos.

63
REFERÊNCIAS

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<http:// www.techoje.com.br >. Acesso em: 29 ago. 2016.

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ANEXOS

70
ANEXO A – Planta pavimento tipo

71
ANEXO B – Planta baixa – térreo, 1° pavimento, tipo (4x) e quadro de área

72
ANEXO C – corte AB/, C/D, fachada frontal e detalhamento

73
ANEXO D – Fachada lateral, corte E/F, detalhamento iluminação, ventilação,
fossa séptica e filtro anaeróbio

74
Anexo E – Planta layout, locação e níveis executivos

75
ANEXO F – Cronograma

Fonte: Arquivo Grupo Cabreira (2015).

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