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Instruções para o Inventário Neuropsiquiátrico

O Inventário Neuropsiquiátrico (NPI) é uma ferramenta destinada a avaliar a psicopatologia em pacientes com transtornos mentais, especialmente em casos de Doença de Alzheimer. O NPI abrange dez áreas comportamentais e duas neurovegetativas, sendo aplicado por meio de entrevistas com acompanhantes informados sobre o paciente. A pontuação é baseada na frequência e gravidade dos comportamentos, e o NPI possui versões adaptadas para contextos institucionais e avaliações rápidas.
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Instruções para o Inventário Neuropsiquiátrico

O Inventário Neuropsiquiátrico (NPI) é uma ferramenta destinada a avaliar a psicopatologia em pacientes com transtornos mentais, especialmente em casos de Doença de Alzheimer. O NPI abrange dez áreas comportamentais e duas neurovegetativas, sendo aplicado por meio de entrevistas com acompanhantes informados sobre o paciente. A pontuação é baseada na frequência e gravidade dos comportamentos, e o NPI possui versões adaptadas para contextos institucionais e avaliações rápidas.
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Inventário neuropsiquiátrico (NPI):

Instruções para utilização e aplicação

I. Objetivo do NPI

A finalidade do Inventário Neuropsiquiátrico (NPI) é obter informações sobre a presença de


psicopatologia em pacientes com transtornos mentais. O NPI foi desenvolvido para aplicação em
pacientes com Doença de Alzheimer além de outras doenças mentais, mas pode ser útil também na
avaliação de alterações comportamentais em outras demências. Dez áreas comportamentais e duas
áreas neurovegetativas foram incluídas no NPI:

Delírios
Alucinações
Agitação / Agressão
Depressão
Ansiedade
Exaltação / Euforia
Apatia / Indiferença
Desinibição
Irritabilidade
Comportamento motor anormal

Distúrbio do sono e do comportamento noturno


Distúrbio do apetite e dos hábitos alimentares

II. Aplicação do NPI

A. A entrevista NPI

O NPI está baseado nas respostas fornecidas por um acompanhante bem informado, de
preferência alguém que more com o paciente. Caso um observador bem informado não esteja
disponível, este instrumento não poderá ser utilizado ou precisará ser modificado. A entrevista com o
acompanhante será melhor conduzida na ausência do paciente, pois isto facilita uma discussão franca
dos comportamentos, o que poderia se tornar difícil na presença deste. Ao apresentar a entrevista NPI
ao acompanhante você deverá esclarecer alguns pontos:

• Propósito da entrevista
• Avaliações – freqüência, gravidade, angústia (descritas abaixo)
• As respostas devem se referir a comportamentos que se manifestaram nas últimas quatro semanas
ou em outro período definido de tempo.
• As perguntas podem ser normalmente respondidas com um “sim” ou “não”, e as respostas devem
ser curtas.
Inventário neuropsiquiátrico (NPI):
Instruções para utilização e aplicação
Ao iniciar o inventário diga ao acompanhante: “Estas perguntam têm como objetivo avaliar o
comportamento de seu/sua [marido, esposa, etc.]. Normalmente elas podem ser respondidas com um
‘sim’ ou ‘não’ - assim, por favor, tente ser breve em suas respostas”. Se o acompanhante der
respostas elaboradas, contendo poucas informações úteis, ele pode ser lembrado da necessidade de
ser breve. Certos assuntos abordados no inventário são emocionalmente muito perturbadores para os
acompanhantes, e o entrevistador deve garantir ao acompanhante que esses itens serão discutidos
mais detalhadamente após o término da entrevista.

As perguntas devem ser formuladas exatamente como estão escritas. Caso o acompanhante
não entenda a pergunta, o entrevistador deverá dar uma explicação. A explicação permitida consiste
na reformulação da pergunta através da utilização de outras palavras.

B. Mudanças de comportamento

As perguntas se referem às alterações no comportamento do paciente que surgiram após o


início da doença. Comportamentos que sempre estiveram presentes através da vida do paciente e que
não se alteraram durante a doença, não serão avaliados, mesmo se forem anormais (p. ex., ansiedade,
depressão). Comportamentos que sempre estiveram presentes através da vida do paciente, mas que se
alteraram durante a doença, devem ser avaliados (p. ex., o paciente sempre foi apático, entretanto
houve um notável aumento da apatia durante o período avaliado).

O NPI é normalmente utilizado para avaliar alterações no comportamento do paciente que


surgiram durante um determinado período de tempo (p. ex., nas últimas quatro semanas ou qualquer
outro período definido de tempo). Em alguns estudos, o NPI pode ser utilizado para indicar
alterações ocorridas em resposta ao tratamento ou desde a última consulta médica. O período de
tempo ao qual a pergunta se refere será assim adaptado para que possa refletir o interesse nas
alterações recentes. Por exemplo, as perguntas podem ser formuladas da seguinte forma: “Desde que
ele/a começou o tratamento com os novos medicamentos...” ou “Desde que a dosagem do
__________ foi aumentada...”.

C. Perguntas chave

A pergunta chave se destina a determinar se houve ou não alteração comportamental. Se a


resposta à pergunta chave for negativa, marque “NÃO” e passe para a próxima pergunta chave sem
formular as perguntas secundárias. Se a resposta à pergunta chave for positiva ou se houver qualquer
dúvida com relação à resposta dada pelo acompanhante, ou ainda se ocorrer qualquer divergência
entre a resposta e qualquer outra informação de conhecimento do clínico (p. ex., o acompanhante
responde negativamente à pergunta chave relativa à euforia, mas o paciente parece eufórico para o
médico), este item será marcado com um “SIM”, e explorado em maior profundidade nas perguntas
secundárias. Se as perguntas secundárias confirmarem a pergunta chave, a gravidade e a freqüência
do comportamento serão determinadas de acordo com o critério estabelecido para cada
comportamento.
Inventário neuropsiquiátrico (NPI):
Instruções para utilização e aplicação
Em alguns casos, o acompanhante dará uma resposta positiva para as perguntas chave e uma
resposta negativa para todas as perguntas secundárias. Caso isto ocorra, peça ao acompanhante que
explique porque ele deu uma resposta afirmativa para a pergunta chave. Se ele der uma resposta
pertinente com relação ao domínio comportamental, mas em termos diferentes, o comportamento
pode ser avaliado com relação à gravidade e à freqüência, como normalmente. Se a resposta inicial
afirmativa estiver errada, não possibilitando validar nenhuma das perguntas secundárias, então o
comportamento deverá ser modificado para “NÃO” na pergunta chave.

Algumas seções deste questionário, tais como as perguntas referentes ao apetite, foram
estruturadas de forma a constatar se há um aumento ou diminuição do comportamento (aumento ou
diminuição do apetite ou do peso). Se o acompanhante responder “sim” para a primeira parte das
perguntas interligadas (tal como, o peso do paciente diminuiu?), não faça a segunda pergunta (o peso
do paciente aumentou?), pois a resposta à segunda pergunta está contida na resposta da primeira
pergunta. Se o acompanhante responder “não” para a primeira parte das perguntas interligadas, então
a segunda parte deverá ser feita.

D. Avaliação da freqüência e da gravidade

Na determinação da freqüência e da gravidade, utilize comportamentos identificados pelas


perguntas secundárias como os mais anormais. Por exemplo, se o acompanhante informar ao
responder às perguntas secundárias do item agitação, que o comportamento de recusa é
particularmente problemático, utilize o comportamento de recusa para obter um julgamento imediato
com relação à freqüência e à gravidade da agitação. Se dois comportamentos forem muito
problemáticos, utilize a freqüência e a gravidade dos dois comportamentos para avaliar o item. Por
exemplo, se o paciente tiver dois ou mais tipos de delírio, utilize a gravidade e a freqüência de todos
os comportamentos delirantes para formular as perguntas referentes à gravidade e à freqüência.

Ao determinar a freqüência, diga à pessoa que está sendo entrevistada: “Agora eu gostaria de
saber com que freqüência estas coisas aconteceram (utilize a descrição dos comportamentos
considerados como os mais problemáticos nas perguntas secundárias). Você diria que essas coisas
ocorrem menos de uma vez por semana, cerca de uma vez por semana, várias vezes por semana, mas
menos do que todos os dias, ou uma ou mais vezes por dia?” Alguns comportamentos, tais como a
apatia, acabam se tornando constantes, e então a opção de resposta “quase sempre presente” poderá
ser substituída por “uma ou mais vezes por dia”.

Ao determinar a gravidade, diga à pessoa que está sendo entrevistada: “Agora eu gostaria de
saber o quanto esses comportamentos são graves. Por gravidade, eu quero dizer o quanto isso é
perturbador ou incapacitante para o paciente. Você diria que eles [os comportamentos] são leves,
moderados ou graves?” Em cada seção são fornecidas descrições adicionais que podem ser utilizadas
pelo entrevistador para auxiliar no esclarecimento de cada grau de gravidade. Em cada caso, esteja
certo de que o acompanhante lhe deu uma resposta precisa tanto para a freqüência como para a
gravidade dos comportamentos. Não tente adivinhar o que o acompanhante diria baseando-se em sua
conversa com ele.
Inventário neuropsiquiátrico (NPI):
Instruções para utilização e aplicação
Consideramos útil fornecer ao acompanhante um cartão no qual constam as opções referentes
à freqüência e à gravidade (menos de uma vez por semana, cerca de uma vez por semana, várias
vezes por semana, mas menos do que todos os dias e uma ou mais vezes por dia ou quase sempre
presente para a freqüência; e leve, moderada e grave para a gravidade) para permitir-lhes a
visualização das alternativas de resposta. Isto também libera o examinador de ter que repetir as
alternativas a cada pergunta.

E. Utilização do “Não se aplica”

Em pacientes muito comprometidos ou em circunstâncias médicas especiais, um grupo de


perguntas pode não ser aplicável. Por exemplo, em pacientes acamados podem ocorrer alucinações
ou agitação, porém são incapazes de apresentar um quadro de comportamento motor anormal. Se o
médico ou o acompanhante achar que as perguntas não são pertinentes, neste caso, “não se aplica”
deverá ser marcado para esta seção, e informações futuras não serão anotadas nesta seção. Da mesma
forma, se o médico sentir que as respostas são inválidas (isto é, o acompanhante parece não ter
entendido este grupo de perguntas formuladas), também deverá ser marcado “não se aplica”.

F. Alterações neurovegetativas

Os itens 11 (sono) e 12 (apetite) foram acrescentados após a publicação original do NPI


(Cummings et al, 1994). Estes itens foram incluídos por serem áreas de problemas comuns na doença
de Alzheimer e em outras demências. Em alguns pacientes estes itens constituem parte da síndrome
da depressão e foram especificamente excluídos da subescala da disforia do NPI para permitir que
esta subescala focalize somente os sintomas referentes ao humor. Estes dois sintomas normalmente
não são incluídos na pontuação total do NPI e podem não estar incluídos em todos os protocolos.

G. Angústia do acompanhante (NPI-D)

Conforme cada campo for sendo concluído e o acompanhante tiver concluído a avaliação da
freqüência e da gravidade, você pode querer fazer a pergunta referente à angústia do acompanhante
caso o seu protocolo inclua a avaliação da angústia. Para isso, pergunte ao acompanhante quanta
angústia “emocional ou psicológica”, caso haja, o comportamento sobre o qual eles acabaram de
conversar lhe causa (no acompanhante). O acompanhante deve avaliar o quanto ele acha esse
comportamento angustiante em uma escala de 5 pontos: 0- nada, 1- quase nada, 2- levemente, 3-
moderadamente, 4- muito, 5- extremamente. A escala da angústia deste questionário foi desenvolvida
pelo Dr. Daniel Kaufer.
Inventário neuropsiquiátrico (NPI):
Instruções para utilização e aplicação

III. Pontuação do NPI

A freqüência é avaliada como:

1 – Ocasionalmente – menos de uma vez por semana


2 – Às vezes – cerca de uma vez por semana
3 – Freqüentemente – várias vezes por semana, mas menos que todos os dias
4 – Muito freqüentemente – uma ou mais vezes por dia ou quase sempre presente

A gravidade é avaliada como:

1 – Leve – produz pouca angústia no paciente


2 – Moderada – bastante perturbadora para o paciente, mas pode ser revertida pelo
acompanhante
3 – Grave – muito perturbadora para o paciente e difícil de reverter

A pontuação para cada domínio é: pontuação do domínio = freqüência x gravidade

A angústia é avaliada como:


0– nada
1 – quase nada
2 – levemente
3 – moderadamente
4 – muito
5 – extremamente

Assim, para cada domínio de comportamento existem quatro avaliações:

• Freqüência
• Gravidade
• Pontuação do domínio (freqüência x gravidade)
• Angústia do acompanhante

A pontuação total do NPI pode ser calculada pelo somatório das pontuações dos 10 primeiros
domínios. Na maioria dos casos, os dois itens neurovegetativos não são incluídos na pontuação total
do NPI. Caso eles sejam incluídos, informe que a pontuação com 12 itens está sendo utilizada ao
invés da pontuação com 10 itens. A pontuação da angústia não está incluída na pontuação total do
NPI. A pontuação total da angústia é determinada pela soma das pontuações dos primeiros 10 itens
ou de todos os 12 itens das perguntas referentes à angústia do NPI; informe especificamente se está
sendo usada a pontuação de 10 ou de 12 itens.
Inventário neuropsiquiátrico (NPI):
Instruções para utilização e aplicação

IV. NPI-NH e NPI-Q

Uma versão do NPI (o NPI-NH) para casas de repouso foi desenvolvida com o fim de ser
utilizada por acompanhantes profissionais em ambientes institucionais. Esse instrumento é idêntico
ao NPI original, porém as perguntas foram reformuladas de forma a refletir o fato de que o
acompanhante profissional não conheceu o paciente antes do inicio da doença e assim, não pode
saber se os comportamentos atuais representam uma alteração de comportamentos pré-mórbidos. As
perguntas referentes à angústia do acompanhante foram reformuladas para avaliar o distúrbio
causado pelos comportamentos do paciente no trabalho do acompanhante.

A versão NPI-Q do NPI foi desenvolvida e submetida ao processo de validação cruzada com
o NPI padrão, a fim de proporcionar uma rápida avaliação da sintomatologia neuropsiquiátrica em
situações de prática clínica.

O NPI-NH e o NPI-Q estão disponíveis através do UCLA Alzheimer's Disease Center, Reed
Neurological Research Center, 710 Westwood Plaza, Los Angeles, California, 90095-1769, E.U.A.

V. Vídeos de treinamento

Vídeos de treinamento (em inglês) demonstrando a utilização do NPI (para entrevistadores) e


o NPI-NH (um para os entrevistadores e outro para os entrevistados) estão disponíveis através do
UCLA Alzheimer's Disease Center, Reed Neurological Research Center, 710 Westwood Plaza, Los
Angeles, California, 90095-1769, E.U.A. O custo de cada vídeo é de $25.00 (US) (sujeito a
alteração). A utilização de vídeos para o treinamento de usuários e também para adquirir
uniformidade na aplicação do NPI ou do NPI-NH é altamente recomendada caso os instrumentos
sejam utilizados para fins de pesquisa.

VI. Traduções

O NPI está disponível em vários idiomas da Ásia, Europa e das Américas, e novas traduções
estão atualmente em andamento. Por favor, entre em contato com o Dr. Cummings no endereço
abaixo (seção VIII) para se informar sobre a disponibilidade dessas traduções. Todas as traduções
foram efetuadas através de um processo de tradução e retrotradução efetuadas por clínicos
pesquisadores e bilíngües, cuja língua materna é a mesma da tradução. O tradutor é identificado para
correspondência quando do fornecimento da tradução.

VII. Versões eletrônicas

O NPI, NPI-NH e o NPI-Q estão disponíveis em CD-ROM (não está disponível nenhuma versão
com pontuação ou aplicação eletrônica) para computadores MacIntosh. A versão em CD-ROM pode
ser obtida através de contato com o Dr. Cummings no endereço indicado abaixo (seção VIII).
Inventário neuropsiquiátrico (NPI):
Instruções para utilização e aplicação

VIII. Direitos autorais e utilização

O NPI, o NPI-NH e o NPI-Q, bem como todas as traduções e documentos provenientes destes
instrumentos estão sob a proteção da lei dos direitos autorais, e todos os direitos estão reservados
para Jeffrey L. Cummings. Esses instrumentos estão disponíveis, sem custos, para pesquisas e
utilização clínica sem fins comerciais. A utilização do NPI, do NPI-NH ou do NPI-Q para fins
comerciais (testes clínicos, seleção para projetos comerciais, aplicação por prestadores de serviço em
saúde com intuito de lucro, etc.) está sujeita a pagamento, e o uso do instrumento deve ser acertado
com o Dr. Cummings at the UCLA Alzheimer's Disease Center, Reed Neurological Research Center,
710 Westwood Plaza, Los Angeles, California, E.U.A. 90095-1769 (telefone 310/206-5238; FAX
310/206-5287; e-mail jcummings@[Link]).

Solicita-se que uma cópia de todos os documentos publicados, bem como “abstracts”,
utilizando o NPI, o NPI-NH ou o NPI-Q sejam enviados para o Dr. Cummings no endereço acima.
Isto possibilita a formação de uma bibliografia abrangente dos estudos e dos pesquisadores que
utilizam esses instrumentos.

Referências

Cummings JL, Mega M, Gray K, Rosenberg-Thompson S, Carusi DA, Gornbein J. The


Neuropsychiatric Inventory: comprehensive assessment of psychopathology in dementia.
Neurology 1994; 44: 2308-2314.

Cummings JL. The Neuropsychiatric Inventory: Assessing psychopathology in dementia patients.


Neurology 1997; 48 (Suppl. 6): S10-S16.

Kaufer DI, Cummings JL, Christine D, Bray T, Castellon S, Masterman D, MacMillan A, Ketchel P,
Dekosky ST. Assessing the impact of neuropsychiatric symptoms in Alzheimer’s disease: the
Neuropsychiatric Inventory Caregiver Distress Scale. J Am Geriatric Soc 1998; 46: 210-215.

Wood S, Cummings JL, Hsu M-A, Barclay T, Wheatley MV, Yarema KT, Schnelle JF. The use of
the Neuropsychiatric Inventory in nursing home residents: characterization and measurement. Am
J Geriatr Psychiatry 1999;8:75-83.

Agradecimentos: UCLA Alzheimer’s Disease Center, Academic Geriatric Resource Program, UCLA
Center on Aging and the Irving and Helga Cooper Geriatric Research Award; Sidell-Kagan Research
Foundation.
A. Delírios (Não se aplica)

O/A paciente tem crenças que você sabe que não são verdadeiras? Por exemplo, insiste que as
pessoas estão tentando fazer-lhe mal ou roubar-lhe algo. Ele/Ela disse que os membros da família
não são quem eles dizem que são ou que a casa não é a casa deles? Eu não estou perguntando sobre
simples desconfianças, eu estou interessado em saber se o/a paciente está convencido(a) de que essas
coisas estão realmente acontecendo com ele/ela.

NÃO (Se a resposta for não, passe para a próxima pergunta chave.)
SIM (Se a resposta for sim, faça as subperguntas.)

1. O/A paciente acredita que ele/ela está em perigo, que outras pessoas estão planejando
machucá-lo/la?
2. O/A paciente acredita que os outros estão lhe roubando?
3. O/A paciente acredita que seu marido/sua mulher tem um caso?
4. O/A paciente acredita que hóspedes indesejáveis estão morando em sua casa?
5. O/A paciente acredita que seu marido/sua mulher ou outras pessoas não são
quem dizem?
6. O/A paciente acredita que a casa dele/dela não é dele/dela?
7. O/A paciente acredita que os membros da família planejam abandoná-lo/la?
8. O/A paciente acredita que os personagens da tv e de revistas estão de fato presentes
em casa? [Ele/ela tenta falar ou interagir com eles?]
9. Ele/Ela acredita em outras coisas fora do comum que eu não tenha perguntado?

Se a pergunta chave for confirmada, determine a freqüência e a gravidade dos delírios.

Freqüência: 1. Ocasionalmente - menos de uma vez por semana.


2. Às vezes - cerca de uma vez por semana.
3. Freqüentemente - várias vezes por semana, mas menos que todos os dias.
4. Muito freqüentemente - uma ou mais vezes por dia.

Gravidade: 1. Leve - delírios presentes, mas parecem pouco prejudiciais e causam pouca
angústia no/na paciente.
2. Moderada - delírios causam angústia e perturbação.
3. Grave - delírios causam muita perturbação e são a maior fonte de transtorno
comportamental. [Se são prescritos remédios P.R.N., seu uso indica que os
delírios são intensos.]

Angústia: O quanto você acha esse comportamento angustiante?


0. Nada
1. Quase nada
2. Levemente
3. Moderadamente
4. Muito
5. Extremamente
B. Alucinações (Não se aplica)

O/A paciente tem alucinações, como falsas visões e vozes? Ele/Ela parece ver, ouvir ou sentir
coisas que não estão presentes? Com essa pergunta nós não estamos apenas interessados em saber
sobre crenças absurdas, como afirmar que alguém que morreu ainda está vivo, mas queremos saber
se o/a paciente realmente ouve ou vê coisas que não são normais.

NÃO (Se a resposta for não, passe para a próxima pergunta chave.)
SIM (Se a resposta for sim, faça as subperguntas.)

1. O/A paciente diz ouvir vozes ou age como se ouvisse vozes?


2. O/A paciente fala com pessoas que não estão presentes?
3. O/A paciente diz ver coisas que os outros não vêem ou se comporta como se estivesse
vendo coisas que os outros não vêem (como pessoas, animais, luzes, etc)?
4. O/A paciente diz sentir cheiros que os outros não sentem?
5. O/A paciente diz sentir coisas em sua pele ou parece sentir coisas subindo pelo
seu corpo ou tocando-lhe?
6. O/A paciente descreve sentir paladares sem causa conhecida?
7. O/A paciente descreve outras experiências sensoriais incomuns?

Se a pergunta chave for confirmada, determine a freqüência e a gravidade das alucinações.

Freqüência: 1. Ocasionalmente - menos de uma vez por semana.


2. Às vezes - cerca de uma vez por semana.
3. Freqüentemente - várias vezes por semana, mas menos que todos os dias.
4. Muito freqüentemente - uma ou mais vezes por dia.

Gravidade: 1. Leve - alucinações presentes, mas parecem pouco prejudiciais e causam


pouca angústia no/a paciente.
2. Moderada - alucinações causam angústia e perturbação no/a paciente.
3. Grave - alucinações causam muita perturbação e são a maior fonte de
transtornos comportamentais. Remédios P.R.N. podem ser prescritos para
controlar as alucinações.

Angústia: O quanto você acha esse comportamento angustiante?


0. Nada
1. Quase nada
2. Levemente
3. Moderadamente
4. Muito
5. Extremamente
C. Agitação / Agressão (Não se aplica)

O/A paciente tem períodos em que se nega a cooperar ou não permite que as pessoas lhe
ajudem? É difícil lidar com ele/ela?

NÃO (Se a resposta for não, passe para a próxima pergunta chave.)
SIM (Se a resposta for sim, faça as subperguntas.)

1. O/A paciente se aborrece com as pessoas que tentam cuidar dele/dela ou recusa
atividades como tomar banho ou trocar de roupa?
2. O/A paciente é teimoso/a, querendo fazer as coisas do jeito dele/dela?
3. O/A paciente não coopera, recusa a ajuda dos outros?
4. O/A paciente tem outros comportamentos que tornam difícil tomar conta dele/dela?
5. O/A paciente grita ou fala palavrões com raiva?
6. O/A paciente bate portas, chuta os móveis, joga objetos?
7. O/A paciente tenta machucar ou bater nos outros?
8. O/A paciente tem outros comportamentos agressivos ou agitados?

Se a pergunta chave for confirmada, determine a freqüência e a gravidade da agitação.

Freqüência: 1. Ocasionalmente - menos de uma vez por semana.


2. Às vezes - cerca de uma vez por semana.
3. Freqüentemente - várias vezes por semana, mas menos que todos os dias.
4. Muito freqüentemente - uma ou mais vezes por dia.

Gravidade: 1. Leve - o comportamento é perturbador, mas pode ser controlado com


reorientação e reconforto.
2. Moderada - o comportamento é perturbador e difícil de reorientar ou
controlar.
3. Grave - a agitação é muito perturbadora e é a maior fonte de dificuldade;
pode haver risco de se machucar. Medicamentos são geralmente
necessários.

Angústia: O quanto você acha esse comportamento angustiante?


0. Nada
1. Quase nada
2. Levemente
3. Moderadamente
4. Muito
5. Extremamente
D. Depressão (Não se aplica)

O/A paciente parece triste ou deprimido(a)? Ele/Ela diz que se sente triste ou deprimido(a)?

NÃO (Se a resposta for não, passe para a próxima pergunta chave.)
SIM (Se a resposta for sim, faça as subperguntas.)

1. O/A paciente tem períodos de choro ou de choramingo que parecem indicar tristeza?
2. O/A paciente diz ou age como se estivesse triste ou pra baixo?
3. O/A paciente se desvaloriza ou diz que se sente fracassado(a)?
4. O/A paciente diz que é mau/má ou que merece ser punido(a)?
5. O/A paciente parece muito desencorajado(a) ou diz que não tem futuro?
6. O/A paciente diz que é um fardo para a família ou que a família ficaria melhor
sem ele/ela?
7. O/A paciente demonstra desejo de morrer ou fala sobre suicídio?
8. O/A paciente mostra algum outro sinal de depressão ou tristeza?

Se a pergunta chave for confirmada, determine a freqüência e a gravidade da depressão.

Freqüência: 1. Ocasionalmente - menos de uma vez por semana.


2. Às vezes - cerca de uma vez por semana.
3. Freqüentemente - várias vezes por semana, mas menos que todos os dias.
4. Muito freqüentemente - quase sempre presente.

Gravidade: 1. Leve - a depressão é angustiante, mas geralmente responde a reorientação e


reconforto.
2. Moderada - a depressão é angustiante, sintomas depressivos expressos
espontaneamente pelo/pela paciente e de difícil alívio.
3. Grave - a depressão é muito angustiante e é a maior fonte de sofrimento
para o/a paciente.

Angústia: O quanto você acha esse comportamento angustiante?


0. Nada
1. Quase nada
2. Levemente
3. Moderadamente
4. Muito
5. Extremamente
E. Ansiedade (Não se aplica)

O/A paciente está muito nervoso(a), preocupado(a) ou assustado(a) sem nenhuma razão
aparente? Ele/ela parece muito tenso(a) ou irrequieto(a)? O/A paciente tem medo de ser separado(a)
de você?

NÃO (Se a resposta for não, passe para a próxima pergunta chave.)
SIM (Se a resposta for sim, faça as subperguntas.)

1. O/A paciente diz que está preocupado(a) com programas previstos com antecedência?
2. O/A paciente tem períodos em que se sente inseguro(a), incapaz de relaxar ou
extremamente tenso(a)?
3. O/A paciente tem períodos em que sente (ou reclama de) falta de ar, sufocação
ou suspira sem nenhuma razão aparente além do nervosismo?
4. O/A paciente reclama de nó no estômago ou de taquicardia associados
ao nervosismo? [Sintomas não explicados pela má saúde do paciente.]
5. O/A paciente evita certos lugares ou situações que o/a fazem ficar mais nervoso(a),
como andar de carro, encontrar com amigos ou ficar no meio da multidão?
6. O/A paciente fica nervoso(a) e chateado(a) quando está longe de você (ou do/da
acompanhante)? [Ele/ela se agarra em você para você não ir embora?]
7. O/A paciente mostra outros sinais de ansiedade?

Se a pergunta chave for confirmada, determine a freqüência e a gravidade da ansiedade.

Freqüência: 1. Ocasionalmente - menos de uma vez por semana.


2. Às vezes - cerca de uma vez por semana.
3. Freqüentemente - várias vezes por semana, mas menos que todos os dias.
4. Muito freqüentemente - uma ou mais vezes por dia.

Gravidade: 1. Leve - a ansiedade é angustiante, mas geralmente responde a reorientação e


reconforto.
2. Moderada - a ansiedade é angustiante, sintomas de ansiedade expressos
espontaneamente pelo/pela paciente e de difícil alívio.
3. Grave - a ansiedade é muito angustiante e é a maior fonte de sofrimento
para o/a paciente.

Angústia: O quanto você acha esse comportamento angustiante?


0. Nada
1. Quase nada
2. Levemente
3. Moderadamente
4. Muito
5. Extremamente
F. Exaltação / Euforia (Não se aplica)

O/A paciente parece extremamente alegre ou feliz sem nenhum motivo? Eu não estou me
referindo a uma alegria normal provocada quando vê amigos, recebe presentes ou passa tempo com
algum membro da família. Eu quero saber se o/a paciente está constantemente e anormalmente de
bom humor ou acha engraçado coisas que os outros não acham?

NÃO (Se a resposta for não, passe para a próxima pergunta chave.)
SIM (Se a resposta for sim, faça as subperguntas.)

1. O/A paciente parece se sentir muito bem ou muito feliz, diferente do seu
temperamento habitual?
2. O/A paciente acha graça e ri de coisas que os outros não acham engraçado?
3. O/A paciente parece ter um senso de humor infantil ou com uma tendência para
dar risadinhas ou rir de maneira inapropriada (por exemplo, rir quando algo ruim
acontece com os outros)?
4. O/A paciente conta piadas ou faz referências a coisas sem graça para os outros,
mas que lhe parecem engraçadas?
5. Ele/Ela faz brincadeiras infantis como dar beliscões ou esconder coisas e se recusar
a devolvê-las apenas pela diversão?
6. O/A paciente conta vantagens ou diz que tem mais habilidades ou riqueza do que tem?
7. O/A paciente demonstra outros sinais de extrema alegria ou felicidade?

Se a pergunta chave for confirmada, determine a freqüência e a gravidade da exaltação / euforia.

Freqüência: 1. Ocasionalmente - menos de uma vez por semana.


2. Às vezes - cerca de uma vez por semana.
3. Freqüentemente - várias vezes por semana, mas menos que todos os dias.
4. Muito freqüentemente - quase sempre presente.

Gravidade: 1. Leve - a exaltação é visível para amigos e família, mas não é perturbadora.
2. Moderada - a exaltação é visivelmente anormal.
3. Grave - a exaltação é muito pronunciada, o/a paciente é eufórico(a) e acha
quase tudo engraçado.

Angústia: O quanto você acha esse comportamento angustiante?


0. Nada
1. Quase nada
2. Levemente
3. Moderadamente
4. Muito
5. Extremamente
G. Apatia / Indiferença (Não se aplica)

O/A paciente perdeu interesse pelo mundo à sua volta? Ele/Ela perdeu interesse em fazer
coisas ou não teve motivação para começar novas atividades? Ele/Ela tem mais dificuldade para
começar uma conversa ou para começar a fazer tarefas domésticas? O/A paciente está apático(a) ou
indiferente?

NÃO (Se a resposta for não, passe para a próxima pergunta chave)
SIM (Se a resposta for sim, faça as subperguntas.)

1. O/A paciente parece menos espontâneo(a) e ativo(a) do que de hábito?


2. O/A paciente está menos disposto(a) a começar uma conversa?
3. O/A paciente está menos afetuoso(a) ou sensível quando comparado(a) a
como é normalmente?
4. O/A paciente contribui menos com as tarefas domésticas?
5. O/A paciente parece menos interessado(a) pelas atividades e pelos planos dos outros?
6. O/A paciente perdeu o interesse pelos amigos e pelos familiares?
7. O/A paciente está menos entusiasmado(a) com as coisas que eram do seu interesse?
8. O/A paciente demonstra algum outro sinal de que não se interessa em fazer
coisas novas?

Se a pergunta chave for confirmada, determine a freqüência e a gravidade da apatia / indiferença.

Freqüência: 1. Ocasionalmente - menos de uma vez por semana.


2. Às vezes - cerca de uma vez por semana.
3. Freqüentemente - várias vezes por semana, mas menos que todos os dias.
4. Muito freqüentemente - quase sempre presente.

Gravidade: 1. Leve - a apatia é visível, mas interfere pouco na rotina diária, apenas um
pouco diferente do comportamento habitual do/da paciente; o/a paciente
atende a sugestões de participar de atividades.
2. Moderada - a apatia é muito evidente, pode ser revertida pelo/pela
acompanhante com carinho e encorajamento; responde espontaneamente
somente a acontecimentos importantes, como visitas de parentes ou
membros da família.
3. Grave - a apatia é muito evidente e geralmente não responde a qualquer tipo
de encorajamento ou acontecimento externo.

Angústia: O quanto você acha esse comportamento angustiante?


0. Nada
1. Quase nada
2. Levemente
3. Moderadamente
4. Muito
5. Extremamente
H. Desibinição (Não se aplica)

O/A paciente parece agir impulsivamente, sem pensar? Ele/Ela faz ou diz coisas que
normalmente não são feitas ou ditas em público? Ele/ela faz coisas que constrangem você ou os
outros?

NÃO (Se a resposta for não, passe para a próxima pergunta chave.)
SIM (Se a resposta for sim, faça as subperguntas.)

1. O/A paciente age impulsivamente, parece não ligar para as conseqüências?


2. O/A paciente conversa com pessoas totalmente desconhecidas como se os conhecesse?
3. O/A paciente fala para as pessoas coisas que são insensíveis ou que magoam
os sentimentos?
4. O/A paciente fala coisas grosseiras ou faz comentários sexuais que ele/ela
normalmente não teria dito?
5. O/A paciente fala abertamente sobre assuntos pessoais ou íntimos que geralmente
não se conversa em público?
6. O/A paciente toma liberdades, toca ou abraça os outros de uma maneira que não
é do seu temperamento?
7. O/A paciente demonstra outros sinais de perda do controle de seus impulsos?

Se a pergunta chave for confirmada, determine a freqüência e a gravidade da desinibição.

Freqüência: 1. Ocasionalmente - menos de uma vez por semana.


2. Às vezes - cerca de uma vez por semana.
3. Freqüentemente - várias vezes por semana, mas menos que todos os dias.
4. Muito freqüentemente - quase sempre presente.

Gravidade: 1. Leve - a desinibição é visível, mas geralmente responde à reorientação.


2. Moderada - a desinibição é muito evidente e difícil de ser superada
pelo/pela acompanhante.
3. Grave - a desinibição geralmente não responde a nenhum tipo de
intervenção do/da acompanhante e é fonte de constrangimento ou de
angústia social.

Angústia: O quanto você acha esse comportamento angustiante?


0. Nada
1. Quase nada
2. Levemente
3. Moderadamente
4. Muito
5. Extremamente
I. Irritabilidade (Não se aplica)

O/A paciente fica irritado(a) e perturbado(a) facilmente? Seu humor muda muito? Ele/Ela é
anormalmente impaciente? Nós não nos referimos à frustração devido à perda da memória ou
incapacidade de fazer tarefas habituais, nós estamos interessados em saber se o/a paciente está
anormalmente irritável, impaciente ou tem rápidas mudanças emocionais, diferente de como costuma ser?

NÃO (Se a resposta for não, passe para a próxima pergunta chave.)
SIM (Se a resposta for sim, faça as subperguntas.)

1. O/A paciente tem mau humor, perde o controle facilmente com coisas bobas?
2. O/A paciente muda de humor rapidamente, sendo gentil em um minuto e furioso(a)
no outro?
3. O/A paciente tem acessos de raiva repentinos?
4. O/A paciente é impaciente, tem dificuldade para suportar atrasos das atividades
planejadas ou para esperar por elas?
5. O/A paciente é ranzinza e irritadiço(a)?
6. O/A paciente gosta de bater boca e tem dificuldade de se entender com os outros?
7. O/A paciente demonstra outros sinais de irritabilidade?

Se a pergunta chave for confirmada, determine a freqüência e a gravidade da irritabilidade/labilidade.

Freqüência: 1. Ocasionalmente - menos de uma vez por semana.


2. Às vezes - cerca de uma vez por semana.
3. Freqüentemente - várias vezes por semana, mas menos que todos os dias.
4. Muito freqüentemente - quase sempre presente.

Gravidade: 1. Leve - a irritabilidade ou a labilidade são visíveis, mas geralmente


respondem à reorientação e reconforto.
2. Moderada - a irritabilidade e a labilidade são muito evidentes e difíceis de
serem superadas pelo/pela acompanhante.
3. Grave - a irritabilidade e a labilidade são muito evidentes, geralmente não
respondem a nenhuma intervenção do/da acompanhante e são a maior fonte
de angústia.

Angústia: O quanto você acha esse comportamento angustiante?


0. Nada
1. Quase nada
2. Levemente
3. Moderadamente
4. Muito
5. Extremamente
J. Comportamento motor anormal (Não se aplica)

O/A paciente anda de um lado para o outro, fazendo coisas várias vezes seguidas, tais como
abrir armários e gavetas, pegar coisas ou enrolar linhas e novelos?

NÃO (Se a resposta for não, passe para a próxima pergunta chave.)
SIM (Se a resposta for sim, faça as subperguntas.)

1. O/A paciente anda de um lado para o outro da casa sem motivo aparente?
2. O/A paciente mexe nas coisas abrindo e esvaziando gavetas e armários?
3. O/A paciente coloca e tira as roupas repetidamente?
4. O/A paciente tem atividades ou hábitos repetitivos que ele faz várias vezes seguidas?
5. O/A paciente se ocupa com atividades repetitivas, tais como manusear botões,
desembaraçar fios, enrolar novelos, etc?
6. O/A paciente se mexe excessivamente, parece incapaz de permanecer sentado(a), ou
balança muito os pés ou bate muito com os dedos?
7. O/A paciente faz outras atividades repetidamente?

Se a pergunta chave for confirmada, determine a freqüência e a gravidade do comportamento motor


anormal.

Freqüência: 1. Ocasionalmente - menos de uma vez por semana.


2. Às vezes - cerca de uma vez por semana.
3. Freqüentemente - várias vezes por semana, mas menos que todos os dias.
4. Muito freqüentemente - quase sempre presente.

Gravidade: 1. Leve - a atividade motora anormal é visível, mas interfere pouco na rotina
diária.
2. Moderada - a atividade motora anormal é muito evidente, pode ser
controlada pelo/pela acompanhante.
3. Grave - a atividade motora anormal é muito evidente, geralmente não
responde a nenhuma intervenção do/da acompanhante e é a maior fonte de
angústia.

Angústia: O quanto você acha esse comportamento angustiante?


0. Nada
1. Quase nada
2. Levemente
3. Moderadamente
4. Muito
5. Extremamente
K. Distúrbio do sono e do comportamento noturno (Não se aplica)

O/A paciente tem dificuldade para dormir (não considere a resposta como positiva se o
paciente se levanta uma ou duas vezes por noite somente para ir ao banheiro e adormece
imediatamente após)? Ele/Ela fica acordado/a durante a noite? Ele/Ela perambula à noite, se veste ou
atrapalha seu sono?

NÃO (Se a resposta for não, passe para a próxima pergunta chave).
SIM (Se a resposta for sim, faça as subperguntas).

1. O/A paciente tem dificuldade para adormecer?


2. O/A paciente se levanta durante a noite (não considere como resposta positiva se o/a
paciente se levanta uma ou duas vezes por noite somente para ir ao banheiro e volta
imediatamente a dormir)?
3. O/A paciente perambula, anda de um lado para o outro ou se envolve em atividades
inadequadas para a noite?
4. O/A paciente acorda você durante a noite?
5. O/A paciente acorda durante a noite, se veste e planeja sair pensando que já é de
manhã e que está na hora de começar o dia?
6. O/A paciente acorda de manhã muito cedo (mais cedo do que era o seu hábito)?
7. O/A paciente dorme excessivamente durante o dia?
8. O/A paciente tem algum outro comportamento durante a noite que incomoda você e
sobre o qual nós não falamos?

Se a pergunta chave for confirmada, determine a freqüência e a gravidade do distúrbio do


comportamento noturno.
Freqüência: 1. Ocasionalmente - menos de uma vez por semana.
2. Às vezes - cerca de uma vez por semana.
3. Freqüentemente - várias vezes por semana, mas menos que todos os dias.
4. Muito freqüentemente – uma vez ou mais por dia (todas as noites).
Gravidade: 1. Leve - presença de comportamentos noturnos, mas eles não são
particularmente perturbadores.
2. Moderada - presença de comportamentos noturnos e eles perturbam o
paciente e o sono do acompanhante; podem estar presentes mais de um tipo
de comportamento noturno.
3. Grave - presença de comportamentos noturnos, podem estar presentes
vários tipos de comportamento noturno; o paciente fica muito angustiado
durante a noite e o sono do acompanhante é visivelmente perturbado.
Angústia: O quanto você acha esse comportamento angustiante?
0. Nada
1. Quase nada
2. Levemente
3. Moderadamente
4. Muito
5. Extremamente
L. Distúrbio do apetite e dos hábitos alimentares (Não se aplica)

Ele/Ela teve alguma mudança de apetite, de peso ou dos hábitos alimentares (conte como
“Não se aplica” caso o/a paciente esteja incapacitado/a e necessite ser alimentado/a)? Houve alguma
mudança no tipo de comida que ele/ela prefere?

NÃO (Se a resposta for não, passe para a próxima pergunta chave).
SIM (Se a resposta for sim, faça as subperguntas).

1. Ele/Ela teve perda de apetite?


2. Ele/Ela teve aumento do apetite?
3. Ele/Ela perdeu peso?
4. Ele/Ela ganhou peso?
5. Ele/Ela teve alguma mudança do comportamento alimentar, como colocar muita
comida na boca de uma vez só?
6. Houve alguma mudança no tipo de comida que ele/ela gosta, como comer muito doce
ou outro tipo específico de comida?
7. Ele/Ela desenvolveu comportamentos alimentares, tais como comer todos os dias
exatamente os mesmos tipos de comida ou exatamente na mesma ordem?
8. Houve alguma outra mudança no apetite e na alimentação que eu não lhe perguntei?

Se a pergunta chave for confirmada, determine a freqüência e a gravidade da mudança dos hábitos
alimentares ou do apetite.

Freqüência: 1. Ocasionalmente - menos de uma vez por semana.


2. Às vezes - cerca de uma vez por semana.
3. Freqüentemente - várias vezes por semana, mas menos que todos os dias.
4. Muito freqüentemente - uma ou mais vezes por dia ou continuamente.

Gravidade: 1. Leve - há mudanças do apetite ou da alimentação, mas este fato não


implicou em alterações do peso e não perturbam.
2. Moderada - há mudanças do apetite ou da alimentação que causam
pequenas flutuações no peso.
3. Grave - há mudanças visíveis do apetite ou da alimentação que causam
flutuações no peso, criam situações constrangedoras ou perturbam o
paciente.

Angústia: O quanto você acha esse comportamento angustiante?


0. Nada
1. Quase nada
2. Levemente
3. Moderadamente
4. Muito
5. Extremamente

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