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Emoções Primárias e Decisões Empreendedoras

A pesquisa investiga a influência das emoções primárias na tomada de decisão dos empreendedores, utilizando um estudo de campo com métodos quali-quantitativos. Foram coletados dados de 227 proprietários de empresas na Aglomeração Urbana de Jundiaí, através de questionários online e entrevistas semiestruturadas. O objetivo é identificar quais emoções primárias mais impactam as decisões empreendedoras.

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Emoções Primárias e Decisões Empreendedoras

A pesquisa investiga a influência das emoções primárias na tomada de decisão dos empreendedores, utilizando um estudo de campo com métodos quali-quantitativos. Foram coletados dados de 227 proprietários de empresas na Aglomeração Urbana de Jundiaí, através de questionários online e entrevistas semiestruturadas. O objetivo é identificar quais emoções primárias mais impactam as decisões empreendedoras.

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MICHELE MARIA SILVA FRANCO

A INFLUÊNCIA DA EMOÇÃO PRIMÁRIA NA TOMADA DE DECISÃO DOS


EMPREENDEDORES

CAMPO LIMPO PAULISTA/SP

2021
2

CENTRO UNIVERSITÁRIO CAMPO LIMPO PAULISTA

DOUTORADO EM ADMINISTRAÇÃO

MICHELE MARIA SILVA FRANCO

A INFLUÊNCIA DA EMOÇÃO PRIMÁRIA NA TOMADA DE DECISÃO DOS


EMPREENDEDORES

Tese de Doutorado apresentada ao Programa


de Doutorado em Administração de Micro e
Pequenas Empresas do Centro Universitário
Campo Limpo Paulista para obtenção do título
de Doutor em Administração.
Orientador: Professor Doutor Manuel Meireles
Coorientadora: Professora Doutora Maria
Aparecida Sanches.

Linha de Pesquisa: Empreendedorismo e


Desenvolvimento

CAMPO LIMPO PAULISTA/SP

2021
3

FICHA CATALOGRÁFICA

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Franco, Michele Maria Silva

A INFLUÊNCIA DA EOÇÃO PRIMÁRIA NA TOMADA DE


DECISÃO DOS EMPREENDEDORES/ Michele Maria Silva Franco.
Campo Limpo Paulista, SP: UNIFACCAMP, 2021.

Tese de Doutorado para obtenção do título de doutor em


Administração. Comissão de Pós-graduação Do Centro Universitário
de Campo Limpo Paulista/SP. Orientador: Prof. Doutor Manuel
Meireles e Coorientadora Maria Aparecida Sanches.

1.Empreendedores 2.Tomada de decisão 3.Fatores emocionais 4.


Emoções primárias.

CDD: 153.9
CDU: 159.95

CAMPO LIMPO PAULISTA/SP

2021
4

CENTRO UNIVERSITÁRIO CAMPO LIMPO PAULISTA

DOUTORADO EM ADMINISTRAÇÃO

A INFLUÊNCIA DA EMOÇÃO PRIMÁRIA NA TOMADA DE DECISÃO DOS


EMPREENDEDORES

ALUNO: MICHELE MARIA SILVA FRANCO

Aprovada em 29/10/2021

BANCA EXAMINADORA

______________________________________________________
Prof. Doutor Manuel Meireles (Presidente / Orientador)
UNIFACCAMP - Centro Universitário Campo Limpo Paulista

______________________________________________________
Prof.ª Doutora Maria Aparecida Sanches (Coorientadora)
UNIFACCAMP - Centro Universitário Campo Limpo Paulista

______________________________________________________
Prof.ª Doutora Eliane Bianchi (Membro Interno)
UNIFACCAMP - Centro Universitário Campo Limpo Paulista

_______________________________________________________
Prof. Doutor Miguel Caldas (Membro Externo)
FGV/SP - Fundação Getúlio Vargas

______________________________________________________
Prof.ª Doutora Vânia Maria Jorge Nassif (Membro Externo)
UNINOVE - Universidade Nove de Julho
5

DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho a Deus, acima de tudo, de todo o coração, ao


principal de todos, que em sua infinita misericórdia me concedeu
sabedoria para projetá-lo, desenvolvê-lo e terminá-lo, paciência, saúde
e principalmente visão de uma vida profissional dedicada ao ser
humano, que é a sua criação.
Aos meus pais, pelo carinho e cuidado que sempre me devotaram.
Pela dignidade e honradez na qual superaram todas as dificuldades
encontradas na criação dos seus filhos e que nunca mediram esforços
para me proporcionar uma boa educação. Que durante toda a vida,
com toda simplicidade, sentiam-se orgulhosos pelos meus esforços na
busca do conhecimento, dando-me, principalmente, como grande
tesouro, o amor a Deus e ao próximo, honestidade, respeito e gratidão.
Pelo legado de ensinamentos e sabedoria demonstrados ao longo da
vida de forma incondicional. Pelos conselhos sábios quando precisei.
Por saberem dizer “não” na hora certa. Pelo caráter humano que
demonstram toda minha existência. A vocês o meu reconhecimento.
Papai e Mamãe: vocês são exemplos de vida e essa vitória também é
de vocês!
A minha querida família de sangue e de coração, o meu porto seguro e
a alegria do meu viver, com os quais compartilho os momentos mais
importantes da minha vida, ambos grandes incentivadores e
orientadores na superação dos inúmeros desafios profissionais e
pessoais que enfrentei a quem tanto devo, por compreenderem que
minha ausência fazia parte da realização de um grande sonho.
A toda a minha família que tem em sua primeira doutora a
representação da superação de gerações e a crença de um futuro
melhor e um país mais próspero, justo e colaborativo.
E a todos que contribuíram de alguma forma, para a realização deste
trabalho.
6

AGRADECIMENTOS

A realização desta Tese de Doutorado constituiu um momento particular de realização


pessoal, construído com o tempo retirado às outras atividades da nossa vida. É um produto
coletivo, embora a sua elaboração, encargo e tensão sejam de ordem predominantemente
individual. É um deserto!
O momento dos agradecimentos no trabalho deste porte representa uma atividade de elevado
risco, na medida em que são muitas as pessoas envolvidas: familiares, professores, colegas de
curso e da luta educacional, amigos, alunos e demais colaboradores. Um pesquisador dedica
anos de sua vida em buscar novos conhecimentos, em tentar dominar ou se aprofundar um
pouco mais nos temas emergentes de sua área de investigação e, muitas vezes, de forma
autista, esquece-se de compartilhar a vida com aqueles de quem mais gosta.
Não poderia deixar de agradecer algumas pessoas que, de alguma forma, colaboraram para a
realização deste trabalho e desse sonho. O sonho de ser doutora e desenvolver um trabalho de
pesquisa. Ao longo desse processo de construção, aprendi que não se constrói nada sozinho.
Contei com o apoio fundamental de muitas pessoas. E, hoje, eu só posso mesmo agradecer
porque em cada momento que precisei de algo, sempre houve uma mão estendida disposta a
me ajudar.
Lugar comum em teses iniciar os agradecimentos reconhecendo a quantidade imensa de
colaboradores para a realização do trabalho, torna impossível nominar todos. Só ao final do
processo entendemos o quanto isto é verdadeiro, e representa um privilégio. A ciência é um
fazer coletivo. Uma ideia ganha corpo através de uma rede e muitos atores interessados.
Reconhecendo este limite, seguem alguns agradecimentos.
Primeiro e mais importante, agradeço a Deus, que me deu o dom da vida e que sempre foi
meu verdadeiro amigo de todas as horas, por ter sido o meu refúgio nos momentos mais
difíceis, não permitindo que eu desistisse, principalmente aqueles a partir da luta contra o
câncer, quando não encontrava mais forças para continuar, Ele com seu imenso amor vinha ao
meu encontro, me estendia a mão e seguia ao meu lado. Que me forneceu todos os meios
necessários e ofereceu as experiências indispensáveis para minha evolução espiritual,
intelectual, pessoal e profissional. Pois, sem a sua aprovação, nada disso se tornaria realidade,
pois todas as coisas que acontecem são de sua vontade e de seus planos A Ele toda honra e
toda glória, por mais essa etapa vencida. Que me encheu de saúde e paz quando a medicina e
a doença me quiseram dizer o contrário, Ele atendeu a todos os meus apelos e pedidos de
ajuda, incansavelmente. Gratidão eterna Senhor!
À minha querida e abençoada família, minha base de tudo, pelo apoio em todos os momentos
da minha vida, meus amados: a vocês os batimentos do meu coração. O incentivo, a torcida, o
ânimo que vocês me deram foi essencial. Também amo vocês!
Aos meus pais Valdecir Franco e Carmem Franco pelo incentivo, carinho, paciência e
orações, que ao longo da minha existência sempre se mostraram prontos para me apoiar nos
momentos tranquilos assim como nas intempéries da vida que os seres humanos são forçados
a passar ao longo da vida, são tudo e mais um pouco. Sem o apoio de vocês esse sonho não se
realizaria. Serei eternamente grata pela vida de vocês! Amo-os incondicionalmente!
Aos meus irmãos Viviane; Jaqueline; Jamile e Filipe Franco, mais que irmãos, companheiros,
amigos incondicionais, meu alimento emocional nos instantes de trabalho e fora dele também.
Vocês foram e são determinantes para o que ocorreu até eu chegar aqui, por me
acompanharem e sempre torcerem por mim, sou grata. Aos meus sobrinhos Pedro, Levi,
7

Helena, Manuela e Miguel, príncipes e princesas amados e filhos do coração, motivo de


alegria das nossas vidas. A minha avó Anoemia, por acreditar e orar por mim. Aos meus
cunhados e cunhada pelo apoio, amizade e carinho, demonstrados durante todo o tempo.
Ao professor doutor Manuel Meireles, meu orientador, pelo qual tenho um carinho e respeito
imenso. Diante de minhas limitações me ajudou com os métodos quantitativos, uma
excelência na área, com notório saber e sugestões de grande valia, contribuiu para um saber
múltiplo e criativo. A professora doutora Maria Aparecida Sanches, minha coorientadora,
com notório saber e sugestões de grande valia, contribuiu para o meu enriquecimento
intelectual e profissional.
Aos professores e doutores Vânia Maria Jorge Nassif; Miguel Caldas; Victor Silva Correa e
Eliane Bianchi, integrantes da banca, pelos comentários, orientações, importantes e excelentes
sugestões durante a banca de qualificação, apontamentos estes que contribuíram
positivamente para o aperfeiçoamento e refinamento deste trabalho, suas contribuições foram
de grande valia para o amadurecimento desta pesquisa, representarem uma inspiração para um
saber múltiplo e criativo.
Aos professores e doutores Nelson Gentil, Osvaldo Oliveira, José Osvaldo de Sordi e Patrícia
Gentil, pela atenção, incentivo e confiança em meu trabalho. Aos professores e doutores do
programa de mestrado, com os quais tive o privilégio de conviver e colher ensinamentos e
informações que contribuíram para o meu enriquecimento intelectual e profissional,
propiciando-me muita reflexão e aprendizado, que levarei, com certeza, por toda a vida:
Patrícia Viveiros de Castro Krkauer; Red Elliot Nelson; Roberto Coda; Wanderlei Lima de
Paulo e Djair Pichi (in memoriam), souberam com notoriedade, autoridade, habilidade e
atitude direcionar-me seus conhecimentos.
Aos colegas do programa de doutorado os quais tive o privilégio de conhecer, com vocês as
aulas foram enriquecedoras e divertidas, pela convivência, troca de experiências e
contribuições, sou grata.
À minha querida e amada amiga e secretária do doutorado, Tatiane, pelo apoio, amor,
confiança, oração e desabafo, fiel incentivadora durante os dias que pensei em desistir, ao
longo desses 20 anos de amizade, nos tornamos mais do que colegas de faculdade, mas
companheiras, amigas, irmãs e confidentes, com quem compartilho os dias felizes e os
desafios que enfrento, me faltam palavras para expressar como me sinto agradecida por tê-la
na minha vida.
A minha querida e estimada professora e Doutora Elaine Ribeiro de Oliveira, que o universo
acadêmico me proporcionou, semeou e transmitiu seu conhecimento, me acolheu no decurso
do desenvolvimento da tese, contribuiu com orientações, críticas, cobranças e correções,
estando a todo momento disposta, alegre e pronta para qualquer desafio, sempre desejando a
realização de uma pesquisa orientada pela excelência e pelo rigor acadêmico, minha profunda
gratidão por compartilhar comigo seu inestimável conhecimento, se tornou acima de tudo uma
amiga, confidente e apoiadora dos inúmeros desafios pessoais e acadêmicos que passei. Saiba
que admiro suas qualidades e o modo como trabalha. Muito obrigada, sua orientação foi
fundamental para o desenvolvimento deste trabalho. Sem dúvida, marcaste a minha história
com sua disposição, generosidade, inteligência e dedicação, nunca poderei pagar o que fez por
mim, tenho com você uma dívida eterna de gratidão!
Agradeço aos meus pastores, irmãos na fé e amigos, os que tenho e os que a vida me deu,
minha família espiritual, por me amarem, acreditarem e orarem por mim, pessoas que foram
oceanos de consolo, anjos disfarçados de seres humanos.
8

Ao querido Rafael, que apareceu tão de repente e em tão pouco tempo se tornou tão especial,
pelo carinho, amor, apoio, incentivo, compreensão, oração, conselhos, opinões e ouvir com
toda a paciência, e por me obrigar a sair do computador de vez em quando. Devo ter feito algo
certo para merecer tanto amor!
A instituição UNIFACCAMP e SENAC que me proporcionaram todas as oportunidades de
desenvolvimento, onde espero continuar contribuindo com toda disposição. Aos meus colegas
e professores da UNIFACCAMP e do SENAC, que convivem comigo na minha vida
profissional. Aos meus queridos alunos da UNIFACCAMP e SENAC que contribuíram para
meu desenvolvimento ao exigirem sempre mais e me ajudaram em minhas pesquisas.
Obrigada a todos vocês pelo carinho!
A todos os empreendedores, não nominados em função do sigilo, que generosamente
responderam os questionários e participaram das entrevistas, dispendendo tempo e
comprometimento para que eu atingisse meu objetivo, e terem a coragem de partilharem
comigo suas emoções e decisões, e foi a partir de uma parcela da vida de vocês que este
trabalho pode ser realizado.
Agradeço à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pelo
eficaz acompanhamento e desenvolvimento dos programas stricto-sensu brasileiros, o que
reflete positivamente no programa de Doutorado em Administração da UNIFACCAMP.
A todos aqui citados tenho dívida eterna de gratidão que nunca poderei retribuir de forma
adequada, agradeço a vida por contar com todos vocês. Dedico a vocês esta obra, que levou
tanto do tempo do nosso prazeroso convívio, mas que se tornou mais uma grande conquista
que agora reparto com vocês. As falhas que por certo existem neste trabalho são
consequências das minhas limitações. Muito obrigada, pois já recebi até aqui muito mais do
que mereci! É foram tantas emoções....
Agradeço a Deus a oportunidade e a todos um abraço de gratidão!
9

EPÍGRAFE

“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele
eternamente. Amém!”. (BÍBLIA SAGRADA, Romanos 11.36)
10

RESUMO

FRANCO, Michele Maria Silva. A influência da emoção primária na tomada de decisão


dos empreendedores. 2021. 133 páginas. Tese de Doutorado do curso de Administração do
Centro Universitário Campo Limpo Paulista, UNIFACCAMP, Campo Limpo Paulista – SP,
2021.

Esta pesquisa teve por objetivo geral investigar a emoção primária que mais influencia as
decisões dos empreendedores, caracterizou-se por estudo de campo, realizado por meio da
técnica de survey, de natureza descritiva e o método foi quali-quantitativo. Os instrumentos de
coleta de dados escolhidos foram dois: no método quantitativo utilizou-se o software
Determinante Causal (DC) para coletar as preferências dos respondentes que foi identificar os
fatores causais e o fator principal ou causa raiz da decisão que mais se arrependeram dentro os
fatores que são as emoções primárias e no método qualitativo a Técnica do Incidente Crítico
(TIC) roteiro de entrevista semiestruturada, com a intenção de identificar as emoções
primárias que mais influenciam as decisões dos empreendedores. A análise de dados foi feita
por proposição e por fatores (conjunto de proposições sobre determinado tema) e a
interpretação do nível de desaprovação (ndd), utilizando-se as técnicas estatísticas. Foram
escolhidos por conveniência 227 proprietários de empresas da Aglomeração Urbana de
Jundiaí (AUJ) que concordaram em responder o questionário de forma online e todos eles
foram objeto de entrevistas semiestruturadas. Os objetivos específicos desse estudo foram
compreender como se constituem as emoções no processo decisório de empreendedores;
investigar se as emoções primárias: alegria, aversão, medo, raiva, surpresa e tristeza,
influenciam diferentemente as decisões dos empreendedores e constatar que as emoções
primárias raiva e medo influenciam negativamente as decisões dos empreendedores. Os
resultados mostraram que homens e mulheres empreendedores são significativamente
afetados pelas emoções primárias nos processos decisórios. Esta pesquisa contribuiu no
aumento do conhecimento de empreendedorismo e ampliou a base empírica relacionada à
influência das emoções nas decisões dos empreendedores.

Palavras-chave: 1. Empreendedores 2. Tomada de decisão 3. Fatores emocionais 4. Emoções


primárias.
11

ABSTRACT

FRANCO, Michele Maria Silva. The influence of primary emotion on entrepreneurs'


decision making. 2021. 133 pages. Doctoral Thesis of the Administration Course of Centro
Universitário Campo Limpo Paulista, UNIFACCAMP, Campo Limpo Paulista - SP, 2021.

This research had the general objective of investigating the primary emotion that most
influences entrepreneurs' decisions, and was characterized as a field study, conducted through
the survey technique, of descriptive nature and the method was quali-quantitative. The
instruments of data collection chosen were two: in the quantitative method the Causal
Determinant (CD) software was used to collect the preferences of the respondents that was to
identify the causal factors and the main factor or root cause of the decision that they regretted
most within the factors that are the primary emotions and in the qualitative method the
Critical Incident Technique (CIT) semistructured interview script, with the intention of
identifying the primary emotions that most influence the decisions of entrepreneurs. The data
analysis was done by proposition and by factors (set of propositions about a certain theme)
and the interpretation of the level of disapproval (ndd), using the statistical techniques. 227
business owners from the Jundiai Urban Agglomeration (AUJ) who agreed to answer the
questionnaire online were chosen by convenience, and all of them were subject to semi-
structured interviews. The specific objectives of this study were to understand how emotions
are constituted in the decision making process of entrepreneurs; to investigate whether the
primary emotions: joy, aversion, fear, anger, surprise, and sadness, influence differently the
decisions of entrepreneurs, and to find that the primary emotions anger and fear influence
negatively the decisions of entrepreneurs. The results showed that male and female
entrepreneurs are significantly affected by primary emotions in decision-making processes.
This research contributed in increasing the knowledge of entrepreneurship and expanded the
empirical base related to the influence of emotions on entrepreneurs' decisions.

Keywords: 1. entrepreneurs 2. decision making 3. emotional factors 4. primary emotions


12

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 Tela do software DC da janela inicial................................................................................. 59


Figura 2 Tela do software DC da especificação do case e definição do objetivo.............................. 59
Figura 3 Tela do software DC da especificação dos fatores.............................................................. 59
Figura 4 Tela do software DC da matriz de comparação................................................................... 60
Figura 5 Tela do software DC da primeira comparação na matriz.................................................... 61
Figura 6 Tela do software DC da segunda comparação na matriz.................................................... 61
Figura 7 Tela do software DC da matriz de comparação totalmente preenchida.............................. 61
Figura 8 Tela do software DC da análise dos fatores e cálculo do Emach de cada fator................... 63
Figura 9 Tela do software DC do resultado final das comparações do respondente......................... 63
Figura 10 Tela do software DC do cálculo do Emach de cada fator.................................................... 68
Figura 11 Mapa da cidade de Jundiaí................................................................................................... 71
Figura 12 Imagem da Tabulação do Incidente Crítico 1 desenvolvido no Excel................................ 80
Figura 13 Imagem da Tabulação do Incidente Crítico 2 desenvolvido no Excel................................. 80
Figura 14 Imagem da Tabulação do Incidente Crítico 3 desenvolvido no Excel................................. 81
Figura 15 Imagem da Tabulação do Incidente Crítico 4 desenvolvido no Excel................................. 82
Figura 16 Imagem da Tabulação do Incidente Crítico 5 desenvolvido no Excel................................. 82
Figura 17 Imagem da Tabulação do Incidente Crítico 6 desenvolvido no Excel................................. 83
Outupt do teste binomial de duas proporções para testar a hipótese H1a desenvolvido no
Figura 18 86
BioEstat................................................................................................................................
Outupt do teste binomial de duas proporções para testar a hipótese H1b desenvolvido no
Figura 19 88
BioEstat................................................................................................................................
Outupt do teste binomial de duas proporções para testar a hipótese H1c desenvolvido no
Figura 20 91
BioEstat...............................................................................................................................
Imagem do Termo de esclarecimento e consentimento do formulário de pesquisa
Figura 21 121
desenvolvido no Google Forms...........................................................................................
Imagem do Roteiro de Entrevista do formulário de pesquisa desenvolvido no Google
Figura 22 123
Forms....................................................................................................................................
Figura 23 Imagem do Questionário de pesquisa desenvolvido no Google Forms............................... 125
Figura 24 Imagem dos Dados sociodemográficos de pesquisa desenvolvido no Google Forms......... 130
13

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 Enquadramento das empresas da pesquisa........................................................................ 72


Tabela 2 Cidade dos empreendedores da pesquisa.......................................................................... 72
Tabela 3 Características demográficas dos empreendedores........................................................... 73
Tabela 4 Características demográficas dos empreendedores por gênero.......................................... 74
Extrato da tabulação dos resultados pela análise pelo DC (todos os
Tabela 5 84
respondentes)......................................................................................................................
Extrato da tabulação dos resultados pela análise pelo DC (respondentes masculinos
Tabela 6 90
(M) e femininos (F))...........................................................................................................
Extrato da tabulação dos resultados pela análise pelo DC (respondentes masculinos
Tabela 7 93
(M) e femininos (F) e todos os respondentes)....................................................................
14

ABREVIATURAS E SIGLAS

AU Aglomeração Urbana
AUJ Aglomeração Urbana de Jundiaí
UNIFACCAMP Centro Universitário Campo Limpo Paulista
EPP Empresa de Pequeno porte
Empresa Paulista de Planejamento
EMPLASA
Metropolitano
FGV Fundação Getúlio Vargas
GEM Global Entrepreneurship Monitor
IC Incidente Crítico
MEI Microempreendedor individual
ME Microempresa
PIB Produto Interno Bruto
SBIE Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional
TIC Técnica do Incidente Crítico
UNINOVE Universidade Nove de Julho
UNIP Universidade Paulista
15

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO......................................................................................................................... 15
1.1 Delineamento do tema e problemática...................................................................................... 19
1.2 Objetivos de pesquisa............................................................................................................... 21
1.3 Justificativas............................................................................................................................. 21
1.4 Hipóteses................................................................................................................................... 25
1.5 Estrutura do trabalho................................................................................................................. 27

2. REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................................... 29


2.1 Empreendedorismo cognitivo.................................................................................................. 30
2.2 Tomada de decisão ................................................................................................................. 35
2.3 A influência da emoção na tomada de decisão......................................................................... 41

3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS.............................................................................. 53
3.1 Caracterização da pesquisa e método........................................................................................ 54
3.2 Instrumento de coleta................................................................................................................ 57
3.3 Framework Determinante Causal ............................................................................................. 58
3.4 Técnica do Incidente Crítico..................................................................................................... 63
3.5 Concepção do questionário ...................................................................................................... 65
3.6 Tabulação de dados .................................................................................................................. 66
3.7 Análise de dados....................................................................................................................... 67

4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS............................................................................. 69


4.1 Perfil dos respondentes............................................................................................................ 70
4.2 Características sociodemográficas dos empreendedores.......................................................... 72
4.3 Análise dos Incidentes Críticos................................................................................................. 75
4.4 Análise pelo Determinante Causal............................................................................................ 84
4.5 Teste das Hipóteses................................................................................................................... 85

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................................. 95


5.1 Conclusões................................................................................................................................ 96
5.2 Implicações da Pesquisa........................................................................................................... 99
5.3 Limitações e recomendações de estudos futuros...................................................................... 100

REFERÊNCIAS ................................................................................................................................... 102

APÊNDICES.......................................................................................................................................... 119
Apêndice A: Termo de esclarecimento e consentimento do formulário de pesquisa ........................... 120
Apêndice B: Roteiro de entrevista ......................................................................................................... 122
Apêndice C: Questionário....................................................................................................................... 124
Apêndice D: Dados Demográficos......................................................................................................... 129
16

1. INTRODUÇÃO

O empreendedorismo é conhecido tipicamente em atividade essencial no desenvolvimento


econômico dos povos e fomento de inovações. É de suma importância compreender a
probabilidade de proporcionar a execução humana e o estabelecimento das identidades e a
edificação da estabilidade entre vida e ocupação. Diante do desafio do fato, por essência
multinacional, interdisciplinar e amplo, a somatória de disciplinas tem procurado melhor
compreensão sobre o sujeito empreendedor e suas ações.

Entre as perspectivas apontadas, o processo decisório pode ser complexo, visto que face a
série de referências parciais e não ordenadas, é desafiador no sucesso das atividades
empreendedoras. Na prática de empreender frequentemente decidir é marcado por propósitos
17

não diretos e na falta de conhecimentos prévios verdadeiros. Logo, na esfera do


empreendedorismo, as teorias mais comuns têm sido indagadas.

Acredita Sarasvathy (2001) nos padrões habituais de explicação do processo decisório, com
destaque na racionalidade dos sujeitos, se relacionam a seleção em circunstância presente e
não ajudam no entendimento do procedimento de concepção de novas situações, causa da
atividade empreendedora. A população examinada nos achados decisórios são explicações
prováveis desse desequilíbrio é. Embora vasta a área, a essência da realização é feita com base
nos gestores de grandes empresas e não de pequenas empresas (CURSEU, VERMEULEN,
BAKKER, 2008; DE KORT, VERMEULEN, 2010).

A concepção ou criação de oportunidades de empreendimento relacionados a forma de


escolher não é bem representando por achados provenientes da economia, e padrões mais
complexos e pluridimensional são fundamentais (CUNHA, 2007). Indícios da delimitação das
teorias comuns de processo decisório na atividade empreendedora são alcançados na
investigação de Dew et al. (2010). Os autores, ao analisarem a criação de mercados recentes,
entenderam que a lógica usada pelos gestores se distingue da teoria tradicional sobre esses
processos, apoiada na procura de opções de ação com base nos propósitos antecipadamente
delimitados.

Ao examinar o processo decisório a preocupação é situá-lo no âmbito do empreendedorismo.


Pode-se deduzir da argumentação de Freitas et al. (1997) que predileções podem ser
associado à atividade do empreendedor, figurando entre os maiores desafios de sua carreira.
Lembram, que na observação do fenômeno decisório torna-se imprescindível analisar os
aspectos comportamentais que influenciam na forma que decidem, tendo em vista a influência
de vários fatores, entre eles o próprio comportamento empreendedor.

Observações em empreendedorismo retratam os processos decisórios da área demandando


ações cognitivas complexas, que vão desde avaliação de possibilidades (Baron e Ward, 2004);
com propósitos planejados no correr do processo (Sarasvathy, 2001); norteado por
informações vagas e, frequentemente, que desabonem as informações efetivas (Dew et al.,
2009). A condição decisória em empreendedorismo é retratada por Shepherd, Williams e
Patzelt (2015) intensa, diante da existência de grande dúvida e demanda emocional, ameaça e
pressão de tempo.

A percepção dos componentes cognitivos relacionado ao processo decisório organizacional


responde a demandas oriundo desta área do conhecimento. No discernimento de Mitchell et
18

al. (2002) depois do enfraquecimento das considerações sobre personalidade empreendedora


foi formada outra concepção de averiguação, procurando compreender as particularidades da
cognição destes sujeitos.

Em conformidade com Mitchell et al. (2007) a abordagem cognitiva proporciona olhar


adequado que podem converter em maior entendimento do fato. Na reflexão sobre o assunto,
apresenta a evolução dos achados sobre a cognição em empreendedorismo e identifica a
continuidade de interrogações que por vezes tange aos processos decisórios dos gestores.

Certamente há que se compreender sobre o processo decisório, porém alguns tipos foram
desenvolvidos a fim de sintetizar os principais mecanismos que trazem orientação, exemplo o
modelo de Simon, mais comumente conhecido por fases (SIMON, 1955, 1959, 1987).

Por característica do ambiente organizacional, verifica-se que o dia a dia do empreendedor é


dinâmico, exigindo respostas cada vez mais rápidas por parte dos gestores, e a possibilidade
de escolher é algo complexo, precisando em muitas situações, seguir alguns critérios que se
possa escolher entre diferentes opções (HANOCH, 2002).

Decidir é escolher dentre alternativas e a capacidade de elaborar opções em seus limites,


levando-se mais a predileção satisfatória, em detrimento, da ótima: é o princípio da
racionalidade limitada, consoante Simon (1955, 1959, 1987). Diversos aspectos intervêm,
especialmente habilidades mentais, hábitos e reflexos, informações e conhecimento, valores
pessoais que divergem dos valores organizacionais.

Percebe-se que o senso comum trata a decisão mediante a habilidade de fazer escolha, do
caminho ou de opção perante determinada situação, que pode ser colocada o problema a
resolver. O que nem sempre é tarefa simples, tendo em vista a diversidade de fatores
usualmente envolvidos neste processo.

Conforme apresentado, o processo decisório é constante na vida do empreendedor e eles


requerem celeridade visando minimizar o risco e atingir o propósito (HAIDT, 2001). Embora
o acerto do decisor seja buscado com racionalidade, percebe que vários aspectos
possivelmente podem influenciar as mesmas, dentre eles os fatores emocionais (BECHARA,
1997, 1999; DAMASIO, 1994, 1999).

Essas situações percebem-se presentes no dia a dia dos indivíduos, independentemente do tipo
da atividade nas quais estão envolvidos, envolvem processo mental percorrido de modo
consciente ou inconsciente, racional ou mais emocional. O processo decisório é antigo e
19

constitui objeto de interesse de estudiosos em busca de caminhos que permitam compreender


a complexidade envolvida, sempre relacionada à solução de problema de maior ou menor
complexidade (DAMASIO, 2003, 2012; DAMASIO et al., 2000; GREENE e HAIDT 2002)

Na vida do empreendedor decidir se mostra por exigir rapidez, com o objetivo de minimizar o
risco e acertar a intenção (HAIDT, 2001). Faz parte de todas as atividades nas organizações,
de natureza pessoal, profissional, estratégica ou da rotina operacional e advindas dos
empreendimentos conduzidos pelas empresas, nos seus diversos níveis hierárquicos, são
essencialmente processos decisórios e de resolução de problemas (DAMASIO, 1994, 2012).

No âmbito organizacional, o desafio de escolher em contexto de alcance global e mais


competitivo, vem pressionando o indivíduo por opção rápida e apropriada. A respeito disso,
Simon (1977, 1985) argumenta que consiste em ato fundamentalmente humano e
comportamental.

A cognição no processo decisório, relaciona-se a interferências, emoções, racionalizações,


hábitos, julgamentos morais entre outros. Nesse sentido as emoções, podem atuar mediante
viés que influencia a predileção, visto que direciona o julgamento da melhor escolha provável,
buscando melhores respostas. Os indivíduos decidem e são influenciados pelo que sentem
delas (HAIDT, 2003).

Esse processo é consistente com o estudo empírico que sugere que vai além dos processos
estritamente baseados na razão e é ademais resultado de avaliações intuitivas, automáticas e
emocionais (KELTNER e KERNER 2010; PRIMEAUX, et al., 1959; SIMON, 1955, 1977,
1987, 1990; SIMON, et al., 2008; SIMON, HOUGHTON e AQUINO, 2000; SINGH, 2018).

As emoções são classificadas em primárias e secundárias. As emoções primárias que são


comuns a todos os seres humanos, são: alegria, aversão, medo, raiva, surpresa e tristeza. Estas
afetam todas as relações de âmbito pessoal e profissional, independente da cultura,
nacionalidade, cor ou raça (DAMASIO, 1994, 2004).

Diversas achados relacionam a interferência da emoção ao processo decisório, dentre elas as


de Culkin e Smith (2000); Damasio (1994, 2012); Ekman (2007); Frijda, (1988); Kahneman
(1982); Murthy e Paul (2016). Este tem o objetivo de demonstrar a emoção primária que mais
influencia as decisões dos empreendedores (FRIJDA, 1988; KELTNER e LERNER 2010;
OLSEN et al., 2018).
20

De fato, cientistas psicológicos afirmam que as emoções são o motor dominante das escolhas
mais significativas na vida (BECHARA, DAMASIO e DAMASIO, 2000; BECHARA, 1997,
1999; DAMASIO, 1994, 2012; DAMASIO et al., 2000; EKMAN 2007; FRIJDA, 1988;
KELTNER e LERNER 2010; LAZARUS 1991; LOEWENSTEIN et al., 2013;
LOEWENSTEIN e LERNER, 2003).

Observações apontam o impacto dos fatores emocionais envolvidos no processo decisório dos
empreendedores, isso devido ao conjunto de emoções presentes no cotidiano das empresas
(CULKIN e SMITH, 2000; HARRIES, MCEWEN e WRAGG, 2000; MARTÍNEZ et al.,
2020; MURTHY e PAUL, 2016; OLSEN et al., 2018).

Com efeito Baron e Ward (2004) aponta que a utilização do sistema cognitivo pode trazer
compressão a importantes interrogações em empreendedorismo, por exemplo: qual a
justificativa que os sujeitos empreendem; se identificam oportunidades; os elementos
cognitivos relacionado a seu êxito.

Condizente com Krueger e Day (2010) o procedimento de conhecimentos, tomada de decisão


e heurísticas relacionadas ao julgamento podem oferecer outros elementos na compreensão do
sucesso na atuação empreendedoras. Acerca dessa visão, o entendimento do
empreendedorismo presume a compreensão dos sistemas cognitivos a ele relacionados.

Baseado no entendimento da oportunidade da contribuição da emoção no processo decisório


no campo do empreendedorismo cognitivo, foi delimitado a problemática da tese. Este
elemento é representado e debatido no item seguinte.

1.1 Delineamento do tema e problemática

A ação de apontar o problema de pesquisa estabelece, consoante alguns autores, das primeiras
e mais significativas fases do trabalho, pretendendo o êxito em todo salienta a relevância do
delineamento do problema, ao determinar a expressão, tornando o modo lógico e sistemático
que conta com o objetivo de possibilitar soluções as problemáticas que são apresentadas
(CRESWELL, 2014; LAKATOS e MARCONI, 2017; TRIVIÑOS, 2006).

A verificação produzida é embasada por duas áreas teóricas: empreendedorismo e tomada de


decisão, aliados com os argumentos apresentados nos objetivos desse trabalho. Com base no
referencial teórico e empírico destas divisões do saber, a problemática foi caracterizada. Nesta
perspectiva, a indagação relaciona-se a lacuna de conhecimento presente sobre o processo
21

decisório de empreendedores, área em que os padrões mais tradicionais de explicação têm


sido indagados.

Pode-se deduzir dos argumentos iniciais, que a forma de decidir no âmbito organizacional
vem se tornando tarefa cada vez mais complexa, em razão da multiplicidade de fatores
envolvidos e da amplitude de influências imersas nas circunstâncias. É nessa condição
multifacetada, com multiplicidade de elementos da quais as relações de interdependência são
de difícil compreensão, que o empreendedor precisa decidir.

Esse contexto complexo interpôs a necessidade de compreender e aprimorar o processo


decisório, em proveito da eficácia. O enfrentamento desse desafio requer capacidades de
análises que vão além do domínio da racionalidade e alcancem outros fatores de natureza
emocional, presentes nas dinâmicas psicológicas processados no ato de decidir. Essa seria a
questão merecedora de empenho no sentido de mapear os fatores presentes e predominantes
na ação de decidir.

Essas referências poderiam fornecer elementos no levantamento de questões, no entanto este


trabalho levanta a questão relativa à compreensão do impacto dos fatores emocionais no
processo decisório, a fim de delimitar o problema do reflexo do fator emocional no processo
decisório dos gestores e formular a indagação. O problema de pesquisa foi desse modo
elaborado: Qual a emoção primária que mais influencia as decisões dos empreendedores?

Parte-se do pressuposto de que a emoção primária manifestada na raiva tem importante


impacto no processo decisório do empreendedor. Com essa suposição, a tese procurou base de
sustentação teórica nos conceitos relativos entre eles. Ao tomar esta tese o eixo orientador,
procurou-se dimensionar o alcance dessa interferência dos elementos, mediante esse fato pode
ser enquadrada sinteticamente da seguinte forma:

Campo de pesquisa: Empreendedores

Tema: Tomada de decisão

Tópico: Influência da emoção na tomada de decisão

Tese: A raiva é a emoção primária que mais influencia as decisões dos empreendedores.
22

A definição do problema de pesquisa é parte complexa, porquanto o investigador pode estar


circundando o problema. Além disso a formulação desse serve de base na declaração dos
objetivos, e estes demonstrados no próximo item (LAKATOS e MARCONI, 2017;
TRIVIÑOS, 2006).

1.2 Objetivos de pesquisa

Definiu-se neste estudo o seguinte objetivo geral: investigar a emoção primária que mais
influencia as decisões dos empreendedores. Fragmentou-se o objeto principal em objetivos
específicos, no alcance deste propósito e caracterização das etapas lógicos da averiguação.
Traçou-se os objetivos específicos, elencados dessa subdivisão:

a) Compreender como se constituem as emoções no processo decisório de


empreendedores.

b) Investigar se as emoções primárias: alegria, aversão, medo, raiva, surpresa e tristeza,


influenciam diferentemente as decisões dos empreendedores.

c) Constatar que as emoções primárias raiva e medo influenciam negativamente as


decisões dos empreendedores;

Com esses pressupostos, o trabalho toma por referências teóricas as concepções relativas à
caracterização do empreendedor e do processo decisório, tendo foco os fatores emocionais
envolvidos.

Em sintonia com as exposições sobre os desafios do processo decisório no contexto


empreendedor, procurou-se analisar os aspectos emocionais influentes no comportamento do
empreendedor ao escolher. Enfatizando a expressão do sentimento da raiva, espera-se com o
levantamento e dimensionamento desses fatores contribuir na compreensão das dinâmicas
psicológicas que se processam no ato decisório, o que pode ensejar o aprimoramento de
importante mecanismo de gestão da ação empreendedora. Portanto as justificativas dessa tese
são apresentadas no próximo item.
23

Justificativas

Observa-se que a habilidade de fazer a escolha, do caminho ou da opção perante determinada


situação, pode ser problema a resolver. O que nem sempre é tarefa simples, tendo em vista a
diversidade de fatores usualmente envolvidos neste processo.

No âmbito organizacional, o desafio de escolher em contexto de alcance global e mais


competitivo, vem pressionando o indivíduo por opção rápida e apropriada (SIMON 1965). A
respeito da tomada de decisão, Simon (1987) argumenta que consiste em ato
fundamentalmente humano e comportamental.

Neste cenário, torná-las mais eficientes é o enorme desafio dos gestores, o que exige cada vez
o mínimo tempo e melhor certeza em suas predileções. No ambiente organizacional, têm sido
empregadas a opinião emocional para decidir, interposto por insegurança e complexidade
onde a coerência e a argumentação.

Tendo em conta no processo decisório, esta associação torna-se desafiador e requer análises
concentradas. Desse modo, pretende-se destacar sua influência, quando considerada pelos
gestores (KIM, FERRIN, RAO, 2008; OVER, 2004; WELTER e KIM, 2018).

No momento em que se discute o processo decisório e a racionalidade nele cercada,


frequentemente se discute esta última de maneira instrumental e atingir determinado fim.
Condizente com Over (2004) os processos mentais são racionais ao passo que nos ajudam a
aproximar dos nossos propósitos. O que presume a maneira de tratar o ambiente que
igualmente é simplista e objetivo, ou seja, que tudo pode ser medido e comparável, inclusive
os rumos a serem tomados, e que apenas desta forma seria racionais.

Consoante Kahneman e Riepe (2000) na realidade todas as heurísticas são restritas e abortarão
em determinadas circunstâncias, particularmente quando os integrantes são distintos, o
instante difere e os indivíduos são outros (KAHNEMAN e RIEPE, 2000; KAHNEMAN e
TVERSKY, 1974).

Logo Simon (1987) faz alerta ao declarar que ao pensar em empreendedor, tem-se a cena de
alguém que é responsável por instante característico, quando a escolha necessita ser feita.
Contudo, o autor aponta que este retrato altera o cenário, de maneira que enfatiza
particularmente no momento final, e continua sustentando que na verdade o processo
complexo, cerca a representação a busca e a meditação (SIMON, 1987).
24

Coerente a Lehrer (2009) desde os gregos existe conceito de que, os sujeitos são racionais.
Contudo há certa contrariedade com esta indicação: nem em todo momento ela é verídica, e
nem em todo momento é a maneira mais apropriada de comportar-se. Com certeza em certas
situações o retorno é tão espontâneo, que não é possível ser racionais, em muitas outras, a que
esta tese procura discutir, sendo o sujeito manipulado por sequência de elementos, no meio
deles a cognição, e vista que discutido em várias investigações (Camerer e Lovallo, 1999;
Heath e Tversky, 1991; Sadler-smith e Shefy, 2004; Tversky e Kahneman, 1974; Vlek e
Stallen, 1981 e Weinstein, 1984), nas necessidades de inclinações que são constantes em suas
atividades profissionais, percebem o fator emocional influenciando as escolhas.

Os estudiosos identificaram o papel das emoções nas seleções em outras épocas (SIMON,
1987). Todavia, a averiguação sistemática desses fatores fez parte especificamente, sobretudo
por causa de retenção sobre sua adaptação na chamada investigação organizada (ASHFORTH
e HUMPHREY, 1995).

Consequentemente, a maior parte dos achados sobre tomada de decisão intuitiva é teórico, e
limitado no sentido qualitativo ou quantitativo, feito em espaços de campo e a base da ideia
que a intuição ocupa papel cada vez mais considerável nas estratégicas modernas (BURKE e
MILLER, 1999; SHAPIRO e SPENCE, 1997).

Com o passar do tempo, muitas buscas foram avançadas e divulgando, sejam nacionais ou
internacionais. Referente ao processo decisório saliente a colaboração de Hansson (1194);
Freitas e Kladis (1995); Mintzberg, Raisighani e Théorêt (1976) que maneira as pessoas
escolhem. Contudo dentro desse controle de averiguação, a linha concentra-se na conjuntura
comportamental da opção ocupando-se de vieses e a forma que decidem sob emoções,
podendo-se citar Burke e Miller (1999); Kahneman e Tversky (1972, 1973 e 1979); Shapiro e
Spence (1997); Tversky e Kahneman (1971, 1973, 1974) e Von Winterfeld e Edwards (1986).

Portanto esta tese oportuniza alinhar-se aos estudos empíricos existentes e ressalta-se que
pretende avançar na discussão sobre a influência da emoção na tomada de decisão, com o
propósito de propor análise teórica e de conhecimento prático, objetivando conhecer
características e detalhes envolvidos, jogando mais luz sobre essa lacuna.

A percepção de que exteriorizada na raiva exerce influência no processo decisório do


empreendedor é o aspecto que baliza esta busca. Com essa motivação, procura levantar o
sistema de forças que dá sustentação ao complexo ato de decidir, trazendo importantes
reflexões sobre as bases teóricas e empíricas que envolvem a situação.
25

O sentido lógico de verificar a recorrência com que a expressão da emoção está presente na
inclinação de reconhecer com que intensidade o fator emocional reflete na qualidade do
processo, é melhorar o entendimento desse evento, vislumbrando seu aprimoramento. A
maturidade das bases teóricas que fundamentam essa área depende dos esforços da
comunidade acadêmica e organizacional no sentido de ajustarem-se às tendências verificadas
no campo empírico, por certo com o encadeamento semelhantes a este.

A expectativa que se tem é que dissonâncias e adesões possam ser identificadas da relação
entre os fatores emocionais e as dinâmicas que se processam no ato de deliberar. Esses
resultados deverão permitir observar o impacto da manifestação emocional na assertividade,
indicando os benefícios que podem advir desse esforço.

Na perspectiva acadêmica, soma-se ao movimento de investigadores e gestores que vêm


demonstrando interesse crescente no ato de decidir. O tema se fundamenta na capacidade de
embasamento organizacional, de modo a ajudar o processo decisório na condução dos seus
negócios, que abordaram direta ou indiretamente o assunto, enfatizando os elementos
emocionais no processo decisório.

Portanto, o conhecimento gerado nesse trabalho pode aprofundar o debate sobre aspectos que
transcendem a ação racional envolvida na questão decisória, colocando ademais no processo,
a emotividade, evitando reprimir a sensibilidade natural da conduta humana, vislumbrando na
proposição da tese que orienta este.

Nessa linha, se ampara em mais inciativas na contribuição da ampliação do conhecimento


sobre as forças que impulsionam a opção do empreendedor, podendo minimizar a
precariedade e impelir o aperfeiçoamento dos mecanismos de gestão de seus
empreendimentos.

Estas razões vêm apoiar o que está sendo proposto, tanto nos aspectos relativos à
compreensão do processo decisório em benefício do aprimoramento dos mecanismos de
gestão dos pequenos empreendimentos, quanto no aspecto relativo ao interesse profissional da
pesquisadora que pretende com esta temática compor seu horizonte futuro estudado.

Desse modo, além das contribuições referidas anteriormente, se justifica pelo ineditismo em
procurar aproximar a vertente da influência das emoções ao processo decisório dos
empreendedores da AUJ, que foi identificar os fatores causais e o fator principal ou causa raiz
da decisão que mais se arrependeu dentro os fatores que são as emoções primárias, em
26

concordância com o procedimento desenvolvido pelo software Determinante Causal (DC).


Visto que, apurações desse universo, são de olhar conceitual de escolhas habituais.

Com base no referencial teórico efetuado, a metodologia da mesma forma pode ser apontada
original em ensaios sobre empreendedorismo. Na área do empreendedorismo é comum que
usem o método da categoria da análise cognitiva da atividade. É valido ser apontados Dew et
al. (2009); Gimenez (2000); Gustafsson (2006); Ramesh, Sarasvathy e Read (2016); Ramos
(2005); Read et al. (2009); Sarasvathy (2008); Sarasvathy e Berglund (2010); Sarasvathy et
al. (2003) e Zhang et al. (2019).

Todavia, na literatura não foram achados estudos que utilizem a metodologia com o software
Determinante Causal (DC) na investigação da emoção primária que mais influencia as
decisões dos empreendedores. Portanto a aplicação deste método corrobora na originalidade e
pode ser considerada justificativa nessa utilização.

Nesta perspectiva sustenta-se a idealização de que esta tese tem o objetivo de explorar o
estudo, colaborando na produção de mais fração do conhecimento sobre o processo decisório
de empreendedores. Essa ótica surge de dimensões, da associação entre emoções e tomada de
decisão com a Técnica do Incidente Crítico (TIC) e software Determinante Causal (DC) e o
empreendedorismo e a metodologia desenvolvida.

Dessa forma, distingue-se contribuições teóricas e práticas, a teórica promove-se na


proximidade da literatura sobre os processos decisórios do empreendedor e o fator emocional,
ao contexto da emoção que mais influencia a decisão da qual os empreendedores se
arrependem. Este, busca de colaborar na especialização dos principais elementos que
constituem essas distintas estruturas, possibilitando seus principais princípios,
particularidades e de que modo essas predileções têm sido exploradas. E tem o interesse de
contribuir no aumento das informações acerca da ação das emoções na tomada de decisão,
uma vez que são limitadas as observações sobre esse tema, e este pode contribuir no aumento
do conhecimento sobre o assunto.

Do ponto de vista prático, busca apontar as emoções primárias que mais influenciam os
processos decisórios e identificar os fatores causais e o fator principal ou a causa raiz da
decisão que mais se arrependeu dentro os fatores que são as emoções primárias, com o intuito
de analisar convergências. Essas informações poderão servir de análise e avaliação do
processo e, se for o caso, se beneficiar de padrões que possam surgir no intuito de
aperfeiçoamento.
27

1.3 Hipóteses

Esta subseção apresenta as hipóteses, levando em consideração a problemática deste estudo,


“Qual a emoção primária que mais influencia as decisões dos empreendedores?”.

Partindo do ponto da literatura revisada, os ambientes organizacionais tendem a provocar


fortes emoções incidentais. Essas têm potencial de influenciar significativamente a
profundidade do processamento, ou seja, a quantidade de informações atendidas pelo decisor
em situações complexas e ricas em conteúdo (BACHKIROV, 2015).

Apurações sobre afetividade positiva e negativa sugerem que o fator emocional pode ser
responsável por tais efeitos. Por outro lado, a influência das emoções no processo decisório, e
proporção de empreendedores que têm influência da decisão errada, explica esses
comportamentos (BACHKIROV, 2015).

Tendo em vista as ponderações elucidadas e considerando diversos constructos associados a


decisão e emoção, reuniu-se essas diferentes perspectivas que fornece base na formulação e
teste das hipóteses, expressas na forma alternativa (do tipo H1). A demonstração da tese
deverá ocorrer com a não rejeição das seguintes hipóteses:

H1a: A proporção de empreendedores que têm a raiva como principal emoção que influenciou
tomada de decisão errada não difere de 95% ao nível de significância de 0.05.

H1b: A proporção de empreendedores que têm a raiva ou o medo como principais emoções
que influenciou tomada de decisão errada não difere de 99% ao nível de significância de 0.05.

H1c: Não há diferença significativa entre a proporção de empreendedores que têm a raiva
como principal emoção que influenciou tomada de decisão errada considerando o gênero do
respondente ao nível de significância de 0.05.

H1d: O medo é a segunda principal emoção que mais influenciou a tomada de decisão errada
por empreendedores.

Com o objetivo de contribuição do entendimento das consequências da raiva no processo


decisório, é importante estabelecer se a raiva ou o medo ativam processamento mais
profundo. Embora tradicionalmente vista negativamente (Lazarus 1991), a raiva exibe
propriedades típicas das emoções positivas (LERNER e TIEDENS, 2006). Além disso, as
teorias de avaliação cognitiva veem a raiva e o medo ora opostos na dimensão da certeza,
essas hipóteses foram testadas.
28

Com o propósito de validar esse modelo e testar as hipóteses, mais adiante elaborou-se a
pesquisa quantitativa além da análise de estudos anteriores. Na sequência é apresentada a
estrutura e organização que balizou esse trabalho.

1.4 Estrutura do trabalho

Com o objetivo de entendimento e plena configuração da tese, além desta introdução deu-se o
desenvolvimento outras seções. Nesse prisma é apresentado cinco seções, a primeira seção se
inicia com a introdução, delineamento do tema e problemática, objetivos.

A segunda seção apresenta a fundamentação teórica contextualizada por relevantes autores


sobre empreendedorismo cognitivo, quais sejam: Baron, 2002; Filion, 1990; Formaini, 2001;
Hashimoto, 2006; Schumpeter, 1947. Referente ao processo decisório, embasados em
importantes autores: Baron, 2002; Culkin e Smith, 2000; Kahneman, 1982; Harries, Mcewen,
e Wragg, 2000; Hernandez e Ortega, 2019; Laroche, 1995; Martínez et al., 2020; Meireles e
Sanches, 2009; Pereira et al., 2020; Simon, 1965 e 1959; Singh, 2018; Soll, Milkman, Payne,
2016; Zaleskiewicz e Traczyk, 2020; West, Acar e Caruana, 2020.

As bases teóricas são delineadas além disso com a influência, apontados por relevantes
autores: Culkin e Smith, 2000; Damasio, 2004; Damasio et al., 2000; Ekman, 2007; Franco,
2014; Franco e Sanches, 2016; Frijda, 1988; Goleman, 1997; Greene e Haidt 2002; Harries,
Mcewen, e Wragg, 2000; Haidt, 2001 e 2003; Keltner e Kerner 2010; Lazarus 1991;
Loewenstein e Lerner, 2003; Loewenstein et al., 2013; Martínez et al., 2020; Murthy e Paul,
2016; Olsen et al., 2018; Plutchik, 2003; Simon, 2008; Singh, 2018; Zollo et al., 2017).

A terceira seção aponta os procedimentos metodológicos da formulação do problema de


pesquisa à discussão dos limites da investigação realizada, inerentes a proposta do método
misto (quantitativo e qualitativo). Partindo dos dados quantitativos que foram coletados e
interpretados, logo depois os dados qualitativos.

Finalmente, os dados (quanti-quali) foram analisados de maneira sistemática, tendo por


estratégia o estudo de campo, realizado por meio da técnica de survey, de natureza descritiva,
Babbie (1999). O método quantitativo foi realizado por meio do software Determinante
Causal (DC) de Sanches, Meireles, e da Silva (2014) a fim de coletar as preferências dos
respondentes identificando os fatores causais e o fator principal ou causa raiz da decisão que
mais se arrependeu dentro os fatores que são as emoções primárias. No método qualitativo
29

utilizou-se a Técnica do Incidente Crítico (TIC) de Flanagan (1954), com o objetivo de


identificar as emoções primárias que mais influenciam nas inclinações dos gestores, visto que
a abordagem quantitativa em métodos avaliativas possibilita aproximação inicial com o objeto
de avaliação.

Na quarta seção são discutidas e analisadas as descobertas encontradas com base na


metodologia utilizada, face a análise dos dados, alinhados aos objetivos traçados, avaliando se
estes foram cumpridos e testando a aplicabilidade das hipóteses do estudo, com os resultados
alcançados.

Finaliza-se com a seção das considerações finais, a partir da retomada dos objetivos
estabelecidos e são expostas as principais reflexões sobre as conclusões, descritas implicações
dos resultados encontrados, limitações do estudo, sugerindo-se direções e recomendações de
futuras investigações, com base na presente tese.

Com a finalidade de compreender melhor o contexto, na seção seguinte discute-se o debate


teórico envolvendo empreendedorismo, tomada de decisão por eles e os fatores emocionais,
resgatando e entrelaçando-se aos objetivos expostos na introdução.
30

2. REFERENCIAL TEÓRICO

A função do referencial teórico é oferecer o fundamento substancial e preciso do


entendimento da problemática e suas caracterizações típicas. É capaz de ser indicado na
qualidade de discussão conceitual da tese, delinear a direção teórica trilhado o delineamento e
respectivos objetivos.

Dessa forma, a presente seção aborda o referencial teórico com os principais conceitos vistos
nesta tese, a fim de relacioná-los a temática. Entre os principais campos de conhecimento
abordados estão: o empreendedorismo, tomada de decisão e emoção. A área do
empreendedorismo é fragmentada a partir da cognição alinhado à escola comportamental e
31

cognitiva das ciências sociais (COMEGYS 1976; FORBES, 1999; HISRICH et al., 2007;
KATZ e SHEPHERD, 2003).

Na possibilidade de alcance destes pressupostos, o referencial teórico segue caminho em


direção à particularidade, começando com o tema do empreendedorismo cognitivo onde são
descritas as principais correntes. Apresenta-se na sequência a abordagem do processo
decisório e por último, é feita a revisão sobre a influência delas nos processos.

2.1 Empreendedorismo cognitivo

O empreendedorismo vem sendo estudado na ótica da temática em meio a muitas revisões,


devido ao papel que ocupa no desenvolvimento e administração de países e regiões. Porém
existe falta de compatibilidade a respeito das linhas sobre o tema, em virtude de a ocorrência
do empreendedorismo ter se definido ao longo de sua evolução, e ser multinacional,
interdisciplinar, amplo e de profundo entendimento (BARON e SHANE, 2007; FILION,
1999).

A temática empreendedorismo até então segue em contínua adequação e vem preenchendo


várias linhas de análise, Nassif, et al. (2010) equivalendo ao tema que ocorreu aumento
acelerado no Academy of Management na primeira década dos anos 2000 (WIKLUND et al.,
2011).

Por meio das contribuições teóricas que buscaram pautar vertentes da definição do
empreendedorismo ressalta-se as de Baron (2002); Bruyat e Julien (2000); Cunningham e
Lischeron (1991); Davidsson (2005); Filion (1990), Gartner (1985); Gartner (1990); Hisrich
(2007); Hodgetts e Kuratko (2001); Shane e Venkataraman (2000); Ucbasaran, Westhead e
Wright (2001) entre outros. No Brasil prioriza-se os seguintes teóricos, Cozzi (2008);
Dolabela (1999); Dornelas (2001), Davel e Machado (2001); Hisrich e Peters, (1986);
Machado e Nassif (2014); Oswald (2017); Hashimoto (2006), dentre outros.

Empreendedor (entrepreuner) é uma palavra inicialmente francesa que surgiu pela primeira
vez em 1437, e o significado mais usual utilizado na época era “celui qui entreprend quelque
chose” e alude aquele que se compromete com algo (LANDSTRON, 2005, p. 08). O
significado exato da palavra entrepreuner traduz-se intermediário ou aquele que está entre e
não há definição precisa e globalmente aceita de empreendedorismo (BARON e SHANE,
2007).
32

Contudo, as referências ao tema despontaram consideravelmente nas décadas de 70 e 80,


corroborado por fatores externos que contribuíram na propagação dessa perspectiva, tem-se
portanto, que a área relacionada ao empreendedorismo é igualmente recente e está em
processo de organização (Landstrom e Lorke, 2010) percebendo-se, especialmente nos anos
80, seu crescimento em diferentes áreas (FILION, 1999).

Por causa da ligação em várias ciências mais remotas, o entendimento e embasamento da


palavra empreendedorismo é inevitável em muitas abordagens. E é por esse motivo essa
interdisciplinaridade e a ausência de fronteiras do campo, que não há definição precisa e
globalmente (BARON e SHANE, 2007; BRUYAT e JULIEN, 2000). Isto posto, compreende
que o empreendedorismo se encontra em constante desenvolvimento na percepção das
limitações do campo, o que o faz elaborar-se em diferentes áreas do conhecimento.

Observa-se que tem se transformado em tema do campo da Sociologia e da Psicologia, os


pesquisadores acham-se em contínua busca por aspectos e particularidades que definam esse
assunto. A evolução do empreendedorismo passa pela era das Ciências Sociais (1940-1970)
que olha o tema com personalidades e características diferentes, referindo-se ao
acontecimento empírico (LANDSTROM et al., 2012).

A interdisciplinaridade de ligações científicas reconhece o empreendedorismo, acontecimento


e/ou a criação de limites nítidos da área acadêmica fundamentais, mas não são atividades
simples (SHANE e VENKATARAMAN, 2000), nesta linha o tema empreendedorismo ao
longo da história contempla eras por certo com cada abordagem.

De acordo com a Era Econômica (1870-1940) o empreendedor pode ser visto sujeito inovador
e com papel essencial no progresso econômico das nações. Alguns nomes representam
particularidades significativas dessa abordagem: Cantillon retrata o "risco" (Cassis e
Minoglou, 2005; Murphy, Liao e Welsch, 2006), na sequência Knightian, configurada por
Frank Knight, com base nas "incertezas" (CASSIS e MINOGLOU, 2005; DAVIDSSON,
2004; HISRICH, PETERS e SHEPHERD, 2009; JULIEN, 2010).

Na visão Schumpeteriana, certamente a mais familiar no retrato de Joseph Schumpeter,


percebe-se moderna teoria econômica apoiada na "mudança e inovação" com outras
habilidades de aplicação de recursos (CASSIS e MINOGLOU, 2005; DAVIDSSON, 2004;
FILION, 1999; HISRICH, PETERS e SHEPHERD, 2009; SCHUMPETER, 1942).
Finalmente, há a doutrina Austríaca, salientando que o maior entendimento do
33

empreendedorismo é necessário o entendimento da ligação entre o empresário e a empresa


(CASSIS e MINOGLOU, 2005).

De outro lado, a Era das Ciências Sociais (1940-1970) ou comportamental enquanto


fundadores McClelland e Collins e Moore, foi a época marcada pela introdução das
considerações das áreas de Psicologia, Ciências Sociais ou Psicanálise e demais
especialidades do comportamento humano que orientaram sua relevância do empreendedor a
pessoa e começaram a apurar suas observações dos traços de personalidade, investigando o
comportamento do indivíduo, destacando aspectos psicológicos e sociais do perfil do
empreendedor (COLLINS e MOORE, 1964; MCCLELLAND, 1961; 1972).

O destaque do empreendedor no sistema de transformação econômica converte-se em objeto


por meio dos sociólogos, conforme Weber (1982) são referidos por suas colaborações, na
motivação e na cognição. Os psicólogos concentram-se nas ciências comportamentais e
antropológicas, associando o empreendedorismo com comportamento divergente, ligado à
cultura (Cassis e Minoglou, 2005) e igualmente aos debates de intenções filosóficos e
ontológicas, epistemológicos, além da atenção sobre a sociedade e a natureza humana, que
possibilitaram vantagens do empreendedorismo (PITTAWAY, 2005). Os achados resultaram
em determinar perfil empreendedor apoiado em suas características pessoais (FILION, 1999;
STEVENSON e JARILLO, 1990).

Enquanto a Era de Gestão (1970-atual), por conseguinte, apareceu alterações econômicas,


tecnológicas e políticas. Neste cenário, a prática do empreendedorismo transforma em assunto
atuante na sociedade. Com isso Murphy, Liao, Welsch (2006) identificam nessa era o apoio
interdisciplinar, que envolvem oportunidades, teia de entrada a informações, as causas
sociológicas, dentre outros.

Apontam Landstrom e Benner (2010) que de variadas áreas se importam por


empreendedorismo, dessa forma o assunto cresceu admiravelmente, todavia esse crescimento
não quer dizer concordância, somente fortalece a importância, sistematizado voltada a maior
entendimento do fato. Nesse ângulo de compreensão, Julien (2010) salienta a relevância das
bases do empreendedorismo que estão relacionadas em espaço mais remotas e duradouras à
ciência do comportamento (psicologia, ciência cognitiva), sociologia e economia (BARON e
SHANE, 2007; MURPHY, LIAO e WELSCH, 2006).

Nesse sentido, investigadores do empreendedorismo têm concedido definições e teorias das


disciplinas comuns e adequado do campo do empreendedorismo e essa referência de outras
34

áreas é muitas vezes o passo indispensável de gerar espaço que futuramente fortalece
definições singulares com conceito particular (LANDSTROM, HARIRCHI e ASTROM,
2012).

Segundo Filion (1999, p. 14) “definir o empreendedor é desafio perpétuo, dada a ampla
variedade de pontos de vista usados ao estudar o fenômeno”. Em vista disso, essa
investigação não pretende conceituar o tema empreendedorismo de forma definitiva, mas sim,
descrever o termo na aplicação nesta.

Visto que dito anteriormente, o empreendedorismo possui olhar interdisciplinar e, a


abordagem cognitiva está tendo destaque na explicação do empreendedorismo não só na
categoria pessoal, mas do mesmo modo na categoria geral (FERNÁNDEZ et al., 2009).

Dentre os diferentes entendimentos das perspectivas na área do empreendedorismo pode-se


sintetizar as principais visões encontradas na obra de Hashimoto (2006) e na finalidade deste
estudo, a interpretação da escola psicológica sugere ser a mais pertinente porquanto examina
o comportamento e a personalidade, uma vez que o empreendedorismo cognitivo é a seleção
teórica adotada no texto.

As buscas sobre o empreendedorismo cognitivo apoiam-se no entendimento da escola


psicológica e abrange a maneira que eles decidem e ponderam seus negócios. A visão
cognitiva é “uma orientação teórica que enfatiza o conhecimento que as pessoas têm e os seus
processos mentais” (MATLIN, 2004). O ensaio da ciência cognitiva (no recorte da abordagem
da psicologia cognitiva e da sociologia cognitiva) centraliza sua aplicação do pensamento,
percepção e memória e onde as informações são assimiladas e mantidas de maneira sensorial,
são alteradas, limitadas, desenvolvidas, armazenadas, restauradas e utilizadas (NEISSER,
1967).

As considerações sobre o empreendedorismo com olhar cognitivo despertaram interesse desde


que (Comegys 1976) escreveu o texto sobre os vários papeis cognitivos dos empreendedores
(FORBES, 1999; HISRICH et al., 2007; KATZ e SHEPHERD, 2003). Os que apuram o papel
próprio dentro desse processo igualmente expandiram em importância, desde então
(KRUEGER, 2003; MITCHELL et al., 2007).

As definições relacionadas “empreendedorismo cognitivo” (Busenitz e Lau, 1996) e


“cognição empreendedora” (Bird, 1992) passaram a ser utilizada no começo dos anos 1990, o
que seria capaz de ser avaliado o começo do surgimento de várias indagações na área.
35

Percebe-se que o conceito de empreendedorismo cognitivo da premissa dos princípios


anteriormente citados, ou tendo em conta as questões psicológicas e comportamentais que
atravessam esta ação e as estruturas de conhecimento que as pessoas usam na realização de
análises, julgamentos e opções que envolvam validação de oportunidades, a criação e
crescimento de empreendimentos (MORSE et al., 2003).

Dentre os sistemas cognitivos próprio aos seres humanos: os tipos de atenção, a linguagem, a
percepção, a memória, e atuação organizacional, o processo do decisor está mais diretamente
relacionado a este último papel. Os papéis executivos cognitivos referem-se à habilidade de
responder de maneira ajustada sob coordenação consciente a outras situações (LEZAK, 2004).

Segundo Lezak (2004) estes métodos não se encontram apenas ao longo de processamento
cognitivo, mas da mesma forma nos métodos de preferências pessoais e integrações sociais,
que compreendem os pontos motivação e desejo. Desse modo, as funções executivas
englobam o comportamento pessoal e social e abrange processos mentais que são divididos
em: conceitualização; auto regulação; raciocínio abstrato; resistência à distração; organização
e estratégia; flexibilidade mental; e controle inibitório.

Desse ponto, os simpatizantes do enfoque cognitivo, buscam compreender os fatos que


sucedem no empreendedorismo, estruturando várias classes de análise que vão das achados
sobre os resultados da maneira de interpretar, pensar e aprimorar competência desses
(Gatewood et al., 1995; Haynie et al., 2009; Mitchell et al., 2007) a maneira que eles
percebem as oportunidades e novos negócios em segmento característico (Sarasvathy, Menon,
e Kuechle, 2011) ou reunião de mecanismos e emprego estratégico e competitivo no mercado
(ALVAREZ e BUSENITZ, 2001; BINGHAM et al., 2007).

Percebe-se o conceito de empreendedorismo cognitivo da premissa dos princípios


anteriormente citados, ou tendo em conta as questões psicológicas e comportamentais
atravessando essa ação, estruturas de conhecimento utilizadas em análises, julgamentos e
preferências envolvendo validação de oportunidades, criação e crescimento de
empreendimentos (MORSE et al., 2003).

Essas ponderações indicam que empreendedores podem ser distinguidos no uso da cognição
ao assumirem investigação de novas oportunidades (BUSENITZ et al., 2003). De modo que o
processo considera autoeficácia ao firmar e destacar certas competências cognitivas na
importante identificação e desenvolvimento do estímulo cognitivo em resposta as
36

necessidades do empreendimento de maneira a assegurar ótimos resultados (ZIEBA e


GOLIK, 2018).

Os aspectos cognitivos do empreendedorismo consoante Shane (2012) é importante,


especialmente quando se refere a percepção de imaginação e oportunidades. A memória é o
apoio do aparelho cognitivo, Shane (2012) e sem ela, não existiriam recordações do passado,
planejar o futuro, ou até memorizar as informações atuais (SARASVATHY et al., 2002).

Estudos empíricos efetuados com esses atores fortalecem a relevância da cognição (Vidigal et
al., 2010) processo decisório (KIRTON, 1976). Nessa perspectiva, a abordagem dos aspectos
cognitivos é evidenciada pelo que exerce e se expressa, influenciado pelo processo mental,
atitude, motivação e percepção (FERNÁNDEZ et al., 2009).

A evolução da capacidade cognitiva do mesmo modo é indispensável nas opções que


contemplem risco, onde os empreendedores deverão se sentir capazes de analisar e investigar
novos interesses em alguns universos (BUSENITZ, 1999; TIMMONS, 1990).

Nesse sentido, essa situação excede as características específicas e particulares, colaborando


consideravelmente no entendimento completo e progresso, “o estilo cognitivo do
empreendedor possui relação com os riscos de suas ações e os resultados alcançados nas
tomadas de decisões” (VIDIGAL et al., 2011; WELTER e KIM, 2018).

O empreendedorismo cognitivo tem atraído atenção dos observadores desde a proposta feita
por Mitchell et al. (2002) de repensar o lado emocional (DEW et al. 2015; GRÉGOIRE,
CORBETT e MCMULLEN 2011; ZHANG, 2020). De forma que Mitchell et al. (2002) alude
que as cognições são o apoio do entendimento e os indivíduos utilizam em opções que
abrange criação, oportunidades, e expansão de novas empresas. Eles decidem com base em
sua cognição e percepção, esse papel pode ser observado em ampla gama de fenômenos, tanto
quanto a identificação de oportunidades, distribuição de recursos, e desempenho firme
(HAYWARD, SHEPHERD e GRIFFIN 2006; ZHANG, 2020).

Com o intuito de escolhas efetivas em clima ativo e ser capaz do volume cognitivo envolvido
no sistema, ensaios apontam que tanto gestores, quanto empresários necessitam fortalecer os
processos cognitivos e decisórios sob situações de estresse e dúvida na maneira de
subsistência a esses modos (Casson, 1997; Mitchell et al., 2000; Simon et al., 2000) e, em
particular, na utilização de heurísticas (ALVAREZ e BUSENITZ, 2001; DOANH, 2021).
37

As escolhas de comportamento sob tais condições raramente são o resultado da avaliação


racional, ao contrário, suas escolhas muitas vezes são influenciadas pelo sistema cognitivo
dos próprios atores (YENIARAS, KAYA, e DAYAN, 2020; ZHANG, 2020). Entre os vários
vieses cognitivos que podem influenciar as preferências individuais, a raiva e o medo são
considerados intimamente ligados à avaliação em situações nos processos organizacionais
(DE CAROLIS e SAPARITO 2006; KEH, DER FOO, e LIM 2002).

Os atributos psicológicos dos empreendedores influenciam fortemente seus comportamentos e


opções estratégicas (FRESE, GEIGER e DOST, 2019; GRÉGOIRE, CORBETT, e
MCMULLEN, 2011; SMOLKA et al., 2018).

Desse modo, embora com a abrangência da temática referente ao empreendedorismo e com o


conceito apresentada por Shane e Venkataraman (2000), torna-se notório a importância do
seguimento, dirigidos a questão do aspecto cognitivo (SHANE, 2012).

Visto que, a temática é resultante da moderna ciência Julien (2010) e os estudos sobre esse
assunto são multiformes, mas importantes no entendimento do fato, essas concepções são
destacadas. Na sequência, esse processo é revisto, a partir dos objetivos, da qual a base é a
área de empreendedorismo.

2.2 Tomada de decisão

A tomada de decisão é formada por componentes do campo do saber, os quais indicam o


impedimento de entender algo organizado. Condizente com Saaty (2017), o termo deriva do
latim decidere, é composto por de (finalizar, extrair, parar), que se opõe ao termo caedere
(que quer dizer cortar, cindir). Considerada literalmente, esse vocábulo expressa “deixar fluir
“ou “parar de cortar “.

Frequentemente escolhas demandam ser feitas a todo o momento e encontram-se ante o


problema que tem opções ou resoluções. Embora na resolução, tem-se só a seleção a aplicar,
decidir ou não. Na perspectiva de Soll, Milkman e Payne (2016) modelos decisórios envolve
as inquietações sobre os fundamentos da ação humana, e lembra a conotação entre a razão e a
ação.

Nota-se que são percebidos diferentes focos na área proposta dessa tese, caminhando desde o
conhecimento baseado em matemática (modelar processos mentais) até algo bem mais
abstrato ou misterioso. Ao defrontar-se com a circunstância de seleção complicada, a escolha
38

melhor seria aquela que mostrasse o resultado ideal e que potencializasse a utilidade desejada.
Isso, pode não ser completamente verdade, de maneira que as pessoas não têm a competência
de demandar todas as informações disponíveis, nem de qualificar todas as opções, dessa
forma, a capacidade de sequência do ser humano, do mesmo modo que o computador, é
restrita (SAATY, 2017).

O processo decisório é diário na vida das pessoas, que exige mais de sua capacidade
intelectual. A todo o momento os indivíduos têm opções, sejam simples, ou difíceis, tanto na
vida pessoal, religiosa, social, profissional, direcionando onde estão e vão, e por vezes não
percebem a devida relevância dessa realidade (HUANG, 2012).

Apontamentos importantes foram desenvolvidos por Simon (1959) afirmando que o ato de
decidir é essencialmente atividade humana e comportamental. Ela abrange a seleção,
consciente ou inconsciente, de ações entre aquelas que são fisicamente plausíveis e aqueles
sobre os quais tem influência e autoridade.

Entretanto, o primeiro ato de decidir do ser humano relaciona-se ao choro primitivo no


nascimento em decorrência da sobrevivência. A partir daí inicia o processo de
desenvolvimento da personalidade que nada mais é que desenvolver potencialidades de
autoproteção, autodesenvolvimento ou autodestruição do indivíduo baseadas em suas crenças
e valores (MEIRELES e SANCHES, 2009).

No processo decisório é importante perceber o contexto do problema e direcionar hipóteses e


soluções válidas da situação identificada. Laroche (1995) afirma que as escolhas são
representações sociais. Em virtude disso, as pessoas pensam e agem em conteúdo de como
decidem. Fatores éticos, culturais e religiosos podem apoiar diretamente nesse sentido, em
concordância com o meio onde vivem.

Percebe-se que do ponto de vista da razão a tomada de decisão é analisada, com o objetivo de
esclarecer que são consideradas no aspecto humano de quem escolhe. Do ponto de vista geral,
decidir é o ato que leva à ação de escolher entre diferentes alternativas. A seleção destes
depende, em grande medida, do seu sucesso ou fracasso, e cobre o risco, a certeza e a
incerteza inerentes à seleção e à ação (PEREIRA et al., 2020).

Condizente com Kahneman (1982) as seleções limitam as vidas das pessoas, consciente ou
inconscientemente, tendo boas ou más consequências, são as ferramentas essenciais utilizadas
ao lidar com as oportunidades, os desafios e dúvidas da realidade. Saber decidir é a
39

capacidade essencial na vida dos indivíduos. O autor aponta que o processo de escolha dos
indivíduos é incerto, alvo que eles estabelecem sob dúvidas.

Coerente a Simon (1959) as seleções são feitas sob diversas condições, de certeza, de
incerteza e de risco. As planejadas normalmente apresentam grau de risco menor do que as
não planejadas. “A decisão de modo genérico, possui dois objetos: a ação do momento e a
descrição do futuro” (SIMON, 1959, p. 254). A ação no momento escolhe o estado de coisas
futuras e guia o comportamento em direção à alternativa escolhida. A descrição do estado
futuro pode remeter a escolha certa ou errada. Em se tratando das tomadas sob certeza, o
decisor tem conhecimento das consequências ou resultados de todas as possibilidades, e pode
escolher a melhor dentre as alternativas apresentas (SIMON, 1959).

Apontado por Simon (1959) as escolhas são algo mais que hipóteses reais, são conceitos, que
podem ser verdadeiros ou falsos em sentido prático, do futuro estado de coisas. Por isso, elas
têm, semelhantemente, qualidade dominadora, em virtude de escolherem estado de coisa
futura em consequência de outro e aconselham o comportamento destinado à possibilidade
selecionada apoiado em maior ou menor grau em caminhos que minimiza o pensamento, e a
pressão do ambiente encontra dados expressivos sobre o alvo e o contexto da escolha.

Nota-se que o ato de decidir é provavelmente um dos mais importantes na vida


organizacional. Os indivíduos nas organizações fazem várias escolhas todos os dias, a maioria
das quais complexas (HUANG, 2012). Entende-se que o processo decisório do mesmo modo
é constante na vida do gestor, Simon (1959) segue dizendo, que eles se evidenciam por exigir
rapidez, e intenção de diminuir o risco e acertar o objetivo. As atividades realizadas pelas
organizações, nos seus diversos níveis hierárquicos, são fundamentalmente processos de
escolhas e de resolução de problemas.

O processo de decidir na maioria das vezes, não é coisa simples, especialmente levando-se em
conta o cotidiano do empreendedor, em que não atingem apenas quem o faz, mas
identicamente a empresa. Em várias situações o êxito da organização e de sua atuação deriva
de preferências, emprego da razão em decidir, ou seja, de informações ou métodos que
identificam qual a estrada a ser percorrida, além de necessitar de tempo e recursos, talvez seja
danoso à empresa, Schwarz, et al. (2021) junto com Caulley, et al. (2021) e Shepherd, et al.
(2021) vão adiante e indicam alguns componentes que impedem a completa razão, a dúvida,
em decorrência do espaço, propósitos mal delimitados, a ausência de compreensão, escassez
40

de dados, vivência e tempo. Consoante aponta Dean e Sharfman (1996) tudo isso interfere,
que quanto mais alarmante a conjuntura, mais desconhecido o meio e menor a razão do modo.

Esses atores que sobrepõem o sistema empresarial restrito e fracionado, utilizando a razão
completa e dados divididos nas atividades gerenciais, as dificuldades aparecem disfuncionais
e o conjunto de dados muitas vezes delimitam as informações relatadas, apesar de
recentemente se tenha elaborado sistemas de simulações na experiência de apressar os
resultados da opção. Perante a carência de soluções prontas, o processo decisório acontece de
maneira distinta do olhar racional, apoiada na compreensão de aspectos fundamentais
ocupando papel essencial (WEST, ACAR e CARUANA, 2020).

No debate sobre a forma que eles decidem no presente, e a maneira que agirão no futuro,
Simon (1972) aponta dois tipos de decisões: as programadas e as não programadas. Enquanto
as programadas ou estruturadas são recorrentes e habituais, em que foi gerado processo
estabelecido de tratá-los, de maneira que não precisem ser analisadas novamente sempre que
acontecem, são sempre semelhantes. Elas podem ser usadas em recurso habitual em
transformar situações próprias recorrentes.

Consoante a Simon (1972), decisões programadas têm a ver com método psicológicos
parcialmente simples, dessa forma entendido ao menos na condição prática. Eles entendem
costumes, lembrança e simples manuseio de objetos e símbolos. Já as não-programadas ou
não-estruturadas são as novatas, de relevantes resultados e não são bem compreendidas,
necessitam de processos psicológicos, emocionais, intuição, atividade custosa, riscos e ânimo
e maior capacidade de análise e posicionamento. À vista disso não existirá formas
preestabelecidas de atuar no problema por várias causas: não foi mostrado anteriormente, seu
universo e disposições precisas são ambíguas ou profundas, ou é tão essencial que é digno de
procedimento próprio (SIMON, 1965).

Percebe-se que as situações e experiências tornaram-se bem mais completas, hoje existem
mais elementos que interferem no processo decisório que não existiam no passado. A
experiência com as situações e esses processos asseguram a maturidade profissional,
assegurando maior precisão no decorrer da vida profissional. Cada fase constitui por si só
processo complexo (SIMON, 2008).

Os empreendedores no ato da escolha não usam apenas a razão, eles contam


significativamente com sua intuição e elas desempenham papel importante nas seleções,
incluindo as relacionadas ao negócio (WEST, ACAR e CARUANA, 2020).
41

Verifica-se que é amplamente disseminada e aceita a ideia de que decidir não se baseia apenas
na razão, mas principalmente nas emoções. Cientistas descobriram que se desprovidos
emocionalmente, tornam-se completamente ineficazes nesse processo. Descobertas recentes
mostram que a inteligência emocional é um dos mais fortes indicadores de sucesso pessoal e
profissional (ZALESKIEWICZ e TRACZYK, 2020).

Nem sempre o processo decisório envolve todas as variáveis possíveis, pois se de um lado a
capacidade humana de arquivar informação é infinita, por outro a capacidade de processá-la
durante o processo é finito, a racionalidade é limitada pelos esquemas que demonstram as
experiências consideráveis do sujeito, visto suas crenças e valores, afora as emoções
agregadas ao contexto decisório (BARON, 2007).

Cada julgamento pessoal é demarcado em sua racionalidade, Simon (1959) provocou a teoria
econômica propondo isso, as pessoas tendem tomar decisões racionais, por tantas vezes não o
fazem, por causa das suas limitações cognitivas e pela falta da informação, em tal grau que a
maioria das pessoas é somente parcialmente racional, relacionando-se realmente a emocional-
irracional no restante de suas atitudes.

A ação decisória é o fenômeno multidisciplinar e onipresente nas organizações e pode ser


observada nos níveis individual, grupal e organizacional nas micro e pequenas empresas
(HARRIES et al., 2000). E desempenha, no entanto, papel cada vez mais importante, cuja
competência cognitiva se reflete na sua capacidade de identificar oportunidades potenciais, de
detectar e resolver imediatamente os problemas que enfrenta e de prever e prevenir ameaças
futuras (CULKIN e SMITH, 2000).

Nas empresas existe evidentemente complexa rede de opções e ações, enquanto encontra sua
identidade na escolha de alternativas, entendendo que elas são mais pertinentes ao contexto do
que ações e, portanto, tentando torná-las compatíveis com os objetivos das organizações
(MARTÍNEZ et al., 2020).

As escolhas feitas por indivíduos geralmente ocorrem em ambientes onde são dadas
premissas, que são aceitas na base da seleção, e o comportamento apenas se encaixa dentro
dos limites desses ambientes dados. A função da organização é estabelecer seus membros em
ambiente emocional equilibrado que ajude a adaptar suas escolhas aos objetivos da empresa,
fornecendo as informações necessárias das preferências (HERNANDEZ e ORTEGA, 2019).

No processo decisório, ainda que a opção necessite ser considerada no presente e tenha
acontecido no passado, não obrigatoriamente a mesma maneira de decidir terá efeito
42

semelhante, embora o tomador e o momento são diferentes, todavia em situações, observando


o passado consegue alcançar a desfecho do presente e do futuro (SCHWARZ, et al., 2021)

Nesse contexto as emoções podem guiar o tomador e esse conhecimento pode ser usado na
melhoria do processo, Zaleskiewicz e Traczyk (2020) discutem, essa inferência, tema da
próxima subseção.

2.3 A influência da emoção na tomada de decisão

A emoção e a tomada de decisão se mesclam, pois conforme Elster (2009) e Saaty (2017) eles
têm a capacidade de influenciar na razão. As emoções influenciam, além disso em
conformidade com os apontados, na maneira que a cognição e a razão fortalecem suas ações,
sua interferência é extensa, por mais racionais que os indivíduos tentem agir, eles raramente o
serão.

Entende-se que as emoções se tornaram a tempo apontadas, tão imensas e importantes que em
latim, por exemplo, emovere, significa energia em movimento. Isso mostra que as emoções
existem, movimentam a vida das pessoas, altera comportamentos e circunstâncias de
oscilações (HAIDT, 2003).

De maneira ampla, as emoções são capazes de ser estabelecidas em grupos característicos e


firmes de explicações cognitivas e fisiológicas processadas por conjuntos cerebrais, no
planejamento do corpo e ato da comunicação social (Damasio, 2003; Lang, 1995; Lazarus,
1991). Os comportamentos emocionais são capazes de ser qualificadas transversalmente por
descrição abstrata, explicação fisiológicas e análises de atitude (LANG, 1995).

Em concordância, Braley (1994) as práticas humanas são capazes de ser descritas por meio de
duas proporções afetivas fundamentais, o valor e o sinal. O valor relaciona-se ao constante
qualificativo que muda de categorização de descontentamento (desfavorável) ou
contentamento (favorável), movendo-se pela categorização imparcial. Logo o sinal relaciona-
se ao que muda da serenidade à investigação. A resposta emocional a estímulo suporta ser
categorizada segundo o valor e segundo o sinal.

Na perspectiva de Nussbaum (2004) além de identificar às emoções a atitude motivacional,


segue mais distante e reconhece que emoções claramente semeadas e preparadas podem
orientar a razão no processo decisório. Selecionar significaria então, competência estabelecida
na divisa entre emocional e racional.
43

Retratar a definição emocional não é tarefa simples, por pesquisadores do campo da


neurologia e da psicologia, em que o significado em pauta é pensado, a quantia de termos
vigentes e a parcialidade próprios ao assunto instigam a seleção formal de um só significado.
Sob igual ponto de vista Izard (1997) o conceito integral de emoção, tem de apontar três
ponderações: a vivência ou sentimento conhecedor de emoção, os métodos que acontecem no
cérebro ou no conjunto neural e os modelos de demonstração.

Acompanhando esse pensamento Ekman, et al., (2005) declara que as emoções são itens do
desenvolvimento e explicações técnicas de certo tipo na preservação de sua continuidade.
Ante esse entendimento, elas são automáticas: é plausível eliminá-las, mas não as
impossibilitar de acontecer. Os sistemas nervosos cercam a emoção e os retornos da razão
responsáveis, as emoções aparentam envolver o sistema lógico e o livre-arbítrio. Emoções
aparentam apenas “ocorrer” e não são capazes ser definidas somente pelo desejo. Apesar da
relevância ser capaz de ser anulada, o sentimento continuará; elas conseguem meramente ser
comprovadas, ao impedir os incentivos que as provocam (EKMAN, et al., 2005).

A observação no modelo decisório era campo predominantemente orientado na cognição


(Schwarz, 2000). No entanto, seguindo especulações de Johnson e Tversky (1983), o interesse
na interação emocional e racional cresceu em ambos os aspectos comportamentais da
literatura (Oatley et al., 2011) e organizacional (Forgas e George, 2001).

Pode-se constatar em Plutchik (2003) a emoção desencadeada e experimentada de fora


inconscientemente, a experiência subjetiva, associada ao temperamento, personalidade e à
motivação. Num conceito mais amplo, é o impulso neural que move o organismo na ação,
sendo soluções neurais de estímulos externos (SBIE, 2017).

As emoções Haidt (2001) define na qualidade de “estados” mentais e fisiológicos que trazem
muitas reações motoras e glandulares, e alteram a aprendizagem e o comportamento. Podem
ser conceituadas quanto a reações afetivas agudas, momentâneas, desencadeadas por
estímulos significativos.

Consistindo, a emoção no estado afetivo intenso, de curta duração, originado geralmente


reação do indivíduo a certas excitações internas ou externas, conscientes ou inconscientes
(FRIJDA, 1988; LAZARUS, 1991). Enquanto adaptações únicas, Bechara, Damasio e
Damasio (2000) definem que ela integra o mecanismo com o qual o organismo legitima sua
sobrevivência orgânica e social, em poderoso mecanismo de aprendizagem:
44

As emoções fornecem aos indivíduos comportamentos voltados para a sobrevivência


e são inseparáveis de nossas ideias e sentimentos relacionados com a recompensa ou
punição, prazer ou dor, aproximação ou afastamento, vantagem ou desvantagem
pessoal etc. na medida em que a base neural desses eventos nos permite distinguir
três etapas de processamento que fazem parte de um contínuo: estado emocional,
que pode ser desencadeado e executado inconscientemente; estado de sentimento,
que pode ser representado inconscientemente, e estado de sentimento tornado
consciente, isto é, que é conhecido pelo organismo que está tendo e sentindo
(BECHARA, DAMASIO e DAMASIO, 2000, p. 298).
Por meio da educação advindas de sensores biológicos, as emoções são programadas e torna-
se precursores em outros seres com vida social, embora sem a mesma complexidade humana.
Ressalta-se, as emoções resultados da soma de retornos químicas apoiados nas lembranças
emocionais de cada indivíduo, e aparecem baseadas nos caminhos neurais e hormonais
causados quando o cérebro percebe incentivo externo (BECHARA, DAMASIO e DAMASIO,
2000).

Em consonância a Damasio (2000) a emoção é o componente biológico do comportamento


humano e se classificam em três categorias: primária, secundária e de fundo. As emoções
primárias denominadas básicas, fundamentais ou universais, nos achados de Darwin e seus
seguidores, são aquelas comuns e fazem parte da constituição de todos os seres humanos, são
elas: alegria, aversão, medo, raiva, surpresa e tristeza. As emoções secundárias ou sociais, são
aquelas aprendidas e são mais complexas, envolvem o pensamento, fatores socioculturais e
incorporada a memória passada, sendo observadas como boas ou ruins incluem admiração,
compaixão, ciúme, culpa, orgulho, desprezo etc. E, finalmente, há o que Damásio (2000)
denomina emoções de fundo, são consequências de combinações de reações regulatórias,
abrange bem-estar ou mal-estar, calma ou tensão.

Entende-se que as emoções primárias envolveriam disposições inatas de responder a certas


classes de estímulo, controladas pelo sistema límbico (DAMASIO, 2004). As emoções
secundárias seriam aprendidas e envolveriam categorizações de representações de estímulos,
associadas a respostas passadas, avaliadas em boas ou ruins. As estruturas do córtex cerebral
seriam o substrato neural das emoções secundárias, mas a expressão dessas emoções
envolveria, as estruturas do sistema límbico. Apesar desta inter-relação, essas duas formas são
distintas. Isto fica claro ao diferenciar-se o sorriso espontâneo daquele intencional
(LAZARUS e COHEN-CHARASH, 2001).

Nesse prisma as relevâncias de Damasio et al., 2000; corroboram com Ekman (2007) sobre a
existência de seis emoções básicas: alegria, aversão, medo, raiva, surpresa e tristeza. Elas têm
características e expressões únicas, mas que são expressas de forma semelhante em diversas
45

culturas, assumem papeis específicos e adaptativos, em virtude de permitir alterar o


comportamento, influenciar processos decisórios, alertam ao perigo, desempenhando dessa
forma papel importante na vida dos indivíduos e nas organizações.

Emoções possuem a capacidade de ativar certos comportamentos. Em momentos específicos,


a raiva pode levar o pacifista a lutar; a tristeza pode levar o forte a chorar; e o medo pode
fazer o bravo se amedrontar. Em outras palavras, as emoções são capazes de colocar de lado
todo o aprendizado, cultura, convicção ou estilo da pessoa. Comportamentos de fuga ou luta
exigem demandas fisiológicas diferentes do comportamento necessário, por exemplo, cuidar
da criança (EKMAN, 2007).

Todas as emoções originam sentimentos, mas o contrário não é verdadeiro. Sentimentos de


fundo (background) são aqueles sentimentos que não têm origem nas emoções, visto que elas
são respostas complexas que convergem nos componentes mentais, fisiológicos e motores. O
elemento mental vivenciado delas é o que se conhece por sentimento. Isto pertence ao mundo
privado interno, que dá acesso apenas a quem o experimenta. No outro extremo, por assim
dizer, elas possuem vertente pública, exposta no exterior (DAMASIO, 1994).

Desta forma, a emoção está intimamente associada à memória; ou seja, ao contexto em que é
adquirida na experiência individual (DAMASIO, 2004). As opções de escolha são
influenciadas, pensadas ou sentida pelos indivíduos, aponta Singh (2018) que nesse sentido o
cérebro identifica situações e fatores emocionais determinantes nas ações.

Ressalta-se os fatores que influenciam as decisões sendo prós e contras e influenciados pela
memória das experiências de eventos passados e as emoções sentidas durante esses,
equivalendo ao emocional na atuação do ambiente cognitivo do processo (SINGH, 2018).

Em conformidade, esses decisores, dedicam-se em processos cujos alvos acompanham e pelo


qual empenham-se. Na procura de suas intenções, consciente ou inconscientemente, serão
sujeitos a ter certas atitudes. Por conseguinte, é essa procura que os impulsiona a tomar
decisões, a programar suas condutas vindouras e a proceder (BAGOZZI e DHOLAKIA,
1999). Nesta perspectiva as emoções são espécie de parâmetro de que os propósitos podem
ser alcançados ou não, e atuam na referência usada na escolha de permanecer ou suspender
com ato (HANOCH, 2002).

Consoante a Oatley (2021) é tão veemente no que concerne aos próprios propósitos, e declara
que toda intenção ou objetivo dispõe do procedimento de acompanhamento considerando os
acontecimentos importantes. Em situação de modificação, a possibilidade de alcançar
46

propósito e o procedimento “revela” o sistema cognitivo organizado em transformação. Os


indivíduos provam esses “indícios” e a condição de “agilidade” e denomina-se de emoção.

Aponta Haidt (2003) ter consciência da maneira que o indivíduo reage e se sente diante de
cada emoção, sendo primordial recuperar-se de algo emocionalmente negativo. Esse processo
é fundamental na manutenção do equilíbrio emocional. As emoções são reações
inconscientes.

As escolhas são afetadas pelas emoções das pessoas em dois sentidos, primeiro os sujeitos
antecipam e têm em conta as suas emoções e segundo a forma que isso pode afetar as suas
escolhas (inteligência emocional). As investigações recentes têm demostrado que as emoções
imediatas desempenham papel importante ao decidir (HAIDT, 2003).

No entendimento de Simon (2008) emoção é o conjunto de resultados químicos e neurais


baseadas nas memórias emocionais, e aparecem quando o cérebro recebe estímulo externo.
Evidencia-se Ekman (2007) que as emoções trazem comportamentos permitindo a
sobrevivência do indivíduo frente a estímulo externo, e incentiva-o a fazer algo e a se
proteger.

Entende Franco (2014) que a emoção afeta o julgamento e a tomada de decisão, alterando o
comportamento dos decisores e vai mais além: diferentes emoções influenciam de maneira
distinta os sujeitos, as positivas interferem diferente das negativas. De forma que, no
momento da escolha, o sistema cognitivo com base nas crenças registradas no inconsciente
faz interpretação da realidade que gerenciará as emoções produzindo pensamentos
automaticamente.

As experiências do indivíduo desenvolvem sistema de esquemas e de crenças básicas,


localizado em nível inconsciente. Pois, o que ele pensa no momento em que os eventos
acontecem, vai determinar as emoções que vai sentir (raiva, medo, tristeza) e essa determinará
o comportamento que terá (seguir, desistir, reagir, fugir) (FRANCO e SANCHES, 2016).

Na perspectiva deste estudo foram escolhidas as emoções primárias que estão entre aquelas
percebidas ambientes organizacionais: alegria, aversão, medo, raiva, surpresa e tristeza
(DAMASIO, 2004; LAZARUS e COHEN-CHARASH, 2001).

Acredita Ekman (2007) no esforço encarregado da emoção primária raiva, de conduzir o


indivíduo a agir e vencer as dificuldades de maneira positiva ou negativa. Ela causa
47

expectativas e desejos frustrados, embora importantes na resposta do sujeito às circunstâncias


que estão atrapalhando sua vida.

No ambiente organizacional a raiva é comumente experimentada (Averill, 1982) e fonte de


situações frustrantes e indutoras de ações comportamentais. Aqueles cuja atividade é interagir
com outras pessoas, por exemplo, sentem raiva nessa esfera, com mais frequência do que
qualquer outra pessoa (ALLCORN, 1994; SLOAN, 2004).

Nas organizações, as causas da raiva são injustiça real ou percebida (Weiss et al., 1999) e
comportamento repreensível de terceiros, incompetência nos afazeres, arrogância, grosseria,
humilhação pública e abuso emocional (FITNESS, 2000). Sendo a raiva real na vida
organizacional, essa continua a atrair o interesse e especulações (Bachkirov, 2015; Gibson e
Callister, 2010) e seus efeitos constituem área emergente de investigação (COGET et al.,
2011). Nesse sentido, propõe-se a seguinte hipótese:

H1a: A proporção de empreendedores que têm a raiva como principal emoção que
influenciou tomada de decisão errada não difere de 95% ao nível de significância de 0.05.

Os indivíduos expressam medo, ao se deparar com situação perigosa que ameaça seu bem-
estar. Essa acontece em decorrência da antecipação do dano físico ou psicológico (EKMAN,
2007).

As emoções com valorização negativa e positiva são necessárias: as primeiras porque


fornecem motivação na revisão dessas estruturas; as últimas porque aumentam a capacidade
de conduzir o processamento cognitivo necessário. Argumentos semelhantes são apresentados
na literatura sobre a capacidade de raiva e medo de gerar mudanças comportamentais está
ligado ao argumento de que tal mudança requer energia emocional (SINGH, 2018; ZOLLO et
al., 2017).

Verifica-se que o medo é frequentemente experimentado pelos empreendedores (Skinner,


2004) e tem forte impacto no desempenho organizacional (Baruch e Lambert, 2006). Entre
suas interferências estão a mudança organizacional (Flam, 1993), processos decisórios,
avaliações de desempenho, confrontos, represálias (Jackman e Strober, 2003) e violência
(Vickers, 2010). Como a raiva, o medo exerce efeitos identificáveis nos atos de decidir desses
empreendedores (BACHKIROV, 2015; TSAI e YOUNG, 2010).
48

As pessoas estão sujeitas a sentir raiva e medo, tendo em vista que o indivíduo determina
relações afetivas em todos os níveis da vida e inclina-se a criar expectativas, que quando não
são atendidas, a raiva e o medo podem se revelar (SINGH, 2018).

A contribuição do entendimento das consequências da raiva na tomada de decisões estabelece


que eles ativam o processamento mais profundo, embora tradicionalmente vista como emoção
negativa (Lazarus, 1991), a raiva exibe propriedades típicas das emoções positivas
(BACHKIROV, 2015; LERNER e TIEDENS, 2006). Além disso, prevê-se que as teorias de
avaliação cognitiva veem a raiva e o medo como principais emoções que influenciam a
tomada de decisão errada e essa hipótese será testada.

As experiências adquiridas ao longo da vida, Bechara, Damasio e Damasio, (2000) defende


essa hipótese de que são classificadas de agradáveis ou desagradáveis, dão origem a
sinalização de natureza positiva ou negativa do mecanismo do “marcador somático”.
Posteriormente, no processo decisório, o organismo recorre a este mecanismo e elimina ou
seleciona hipóteses, de tal forma que apenas o pequeno conjunto de opções é finalmente
objeto de análise “racional”:

Em suma, os marcadores somáticos são um caso especial do uso de sentimentos que


foram criados a partir de emoções secundárias. Estas emoções e sentimentos foram
ligados, por via da aprendizagem, a certos tipos de resultados futuros ligados a
determinados cenários. Quando um marcador somático negativo é justaposto a um
determinado resultado futuro, a combinação funciona como uma campainha de
alarme. Quando, ao invés, é justaposto um marcador somático positivo, o resultado é
um incentivo (BECHARA, DAMASIO E DAMASIO, 2000, p. 301).
Moldada pela emoção, a tomada de decisão, não perturba os processos racionais, mas denota
ser forte auxiliar desse, funcionando a partir da rotina inconsciente que suprime ou escolhe
determinadas opções em função da possibilidade de vir causar ao indivíduo sensações
agradáveis ou desagradáveis (DAMASIO 1994; GREENE e HAIDT 2002).

Equivalendo a cognição o componente essencial da atuação humana que se acha percebido


nos assuntos mais demandados pela psicologia. Com tal intensidade no contexto da vida
pessoal e profissional, as escolhas compõem o presente e possibilitam o futuro, no comando
da empresa no assumo de riscos e competência em decidir sendo particularidades
significativas e examinadas no presente (GREENE e HAIDT 2002).

Na compreensão de Razavi, Shaban-Azad e Srivastava (2002) as decisões relevantes incluem


conjuntos requintados, auxiliando na consideração e imposição, em situações mais notáveis
que outras e integralmente decisivas, de maneira, na atualidade e no amanhã da empresa,
necessitam de vivência, compreensão e percepção incomum.
49

Alguns estudiosos, ao longo do tempo orientam a conservar o emocional no meio empresarial


e a saber reconhecer as emoções; dentre eles, Henry Mintzberg, e Peter Senge, que na ocasião
diretor do Organizational Learning Center do MIT, aconselhou as pessoas que se apoiam
somente no entendimento, ou seja, aqueles que tem elevado grau de controle pessoal, não são
capazes se optar entre emocional e racional, ou em meio ao coração e a mente. Além da mente
analítica, são utilizadas, identicamente as emoções e intuição, a inteligência habilita-se a
caminhar em momentos e prováveis circunstâncias regresso da melhor resposta e menor
limite provável (EKMAN, et al., 2005).

No domínio das opções gerenciais, o papel crítico emocional foi enfatizado pela primeira vez
há décadas (Simon, 1987) desde então, mostrou que, nas organizações, a emoção influencia a
variedade de resultados relacionados ao desempenho, por exemplo, qualidade de escolher
(Staw e Barsade, 1993), de ordem econômica, estratégica (Kim, 2012) tática (Kustubayeva et
al., 2012) e escalada de comprometimento (HARVEY e VICTORAVICH, 2009).

Traçando contraponto de Damasio (1994) a Goleman (1997) observa-se que a mente


emocional desencadeia ações mais rápida que a racional, pois estimula, no cérebro, o
mecanismo da sobrevivência. Desse modo, as emoções igualmente colaboram na escolha,
tornando-se até grande fonte de informação.

No entender de Goleman (1997) o ser humano possui duas mentes, a racional e a emocional,
que constituem as formas de conhecimento que interagem na construção da vida mental. A
mente racional é o modo de compreensão de que o ser humano tem consciência, é mais atenta
e capaz de ponderar, refletir e fazer ligações lógicas, enquanto a mente emocional age
irrefletidamente, excluindo a reflexão ponderada e analítica, que caracteriza a mente racional.
O autor defende na mesma obra: “A mente emocional responde evocando os sentimentos que
acompanharam o acontecimento recordado e reage ao presente em vista do passado”
(GOLEMAN, 1997, p. 30).

A problemática emocional faz breve abordagem à questão decisória, quando menciona Haidt
(2003) tradicionalmente ela é enfatizada pela racionalidade, mas será disparate ignorar-se que
o estado emocional da escolha não tem influência. No processo é necessário considerar “o
coração” e “a mente” e integrar as emoções, caso contrário a análise ficaria incorreta ou
imprecisa.

De fato, cientistas psicológicos afirmam que as emoções são o motor dominante das escolhas
mais significativas na vida (EKMAN 2007; FRIJDA, 1988; KELTNER e LERNER 2010;
50

LAZARUS 1991; LOEWENSTEIN et al., 2013; LOEWENSTEIN e LERNER, 2003).


Argumentos apontam o impacto dos fatores emocionais envolvidos no processo decisório dos
empreendedores, isso devido ao conjunto de emoções presentes no cotidiano das empresas
(CULKIN e SMITH, 2000; HARRIES, MCEWEN, e WRAGG, 2000; MARTÍNEZ et al.,
2020; MURTHY e PAUL, 2016; OLSEN et al., 2018).

As emoções influenciam os processos e comportamentos que se referem à percepção mais


extensa das atividades da empresa, tais emoções encontram-se presentes na micro e pequena
empresa. O papel de emoções, ademais tem a capacidade de informar o contexto de processos
de negócios empresariais e resultados deste fim (CULKIN e SMITH, 2000). Estes impactos
na compreensão de Harries et al., (2000) podem ser diretas ou indiretamente percebidos, por
meio de reorganização de status, relacionamentos e dinâmica de interação entre os membros
da empresa.

Alguns autores explicam o papel potencial do emocional no processo (CARDON et al., 2012;
HU et al., 2017). Essas descobriram, que diferentes estágios do empreendedorismo são
influenciados pelo emocional e racional (Cardon et al., 2012), e existem diferenças
significativas no impacto dos tipos de emoções na avaliação das oportunidades (Wolfe e
Shepherd, 2015). Apontado por esses o papel de diferentes tipos de emoções na relação entre
cognição e comportamento (DOERN e GOSS, 2013). Na verdade, as emoções que o
indivíduo ou equipe tem sobre esse fato incluem emoções primárias e secundárias (Wolfe e
Shepherd, 2015) e diferentes reações emocionais do indivíduo têm efeitos distintos nos
resultados comportamentais.

Levando em consideração os argumentos assinalados, se propõem a seguinte hipótese:


H1b: A proporção de empreendedores que têm a raiva ou o medo como principais emoções
que influenciou tomada de decisão errada não difere de 99% ao nível de significância de
0.05.

A diferença dos processos decisórios por gênero é assunto com pontos de vistas diferentes
entre os autores. Consoante com Gill, Stockard, Johnson e Williams (1987), as mulheres são
mais movidas pelo ambiente, procurando informações e dispensam mais tempo quando
decidem (DE ACEDO LIZÁRRAGA, DE ACEDO BAQUEDANO e CARDELLE-
ELAWAR, 2007). Aponta Wood (1990) os homens agem ao oposto, sendo mais atuantes,
assertivos, objetivos e realistas (DE ACEDO LIZÁRRAGA, DE ACEDO BAQUEDANO e
51

CARDELLE-ELAWAR, 2007; KANZE et al., 2013; SHINNAR, GIACOMIN e JANSSEN,


2012).

Porém, (Gatewood et al., 2003; Welch, 2002) destacam que os estilos de tomada de decisão
masculino e feminino são rótulos e na verdade percebe-se que nas organizações os
empreendedores utilizam-se de ambos atributos. No gênero masculino, os traços principais
consistiriam na urgência na ação com fundamento em escassas informações disponíveis, sem
consultar outras pessoas e analisar possíveis opções (AHL, 2006). Já no gênero feminino, os
traços consistiriam na desaceleração na ação em função da utilidade de consultar alternativas,
procura por informações que apoiem a decisão, análise de opiniões e apreensão com os custos
envolvidos (CROSON e GNEEZY, 2009).

Todavia, Johnson e Powell (1994) reconsideraram a literatura de tomada de decisão dos


empreendedores e deduziu que as indicações sobre as diferenças de gênero não eram precisas.
Enfatizando essa opinião, não houve diferenças significativas entre os gêneros em estudos que
examinaram a tomada de decisão nas organizações feitas por Chaganti (1986) e (Powell e
Ansic, 1997). Ainda estudos de (Hudgens e Fatkin, 1985; Johnson e Powell, 1994) referidos
por (ECKEL e EGROSSMAN, 2008; FRANCIS et al., 2015; LANGOWITZ e MINNITI,
2007) concluíram que homens e mulheres são igualmente afetados pelos fatores emocionais
nos processos decisórios (JEONG e HARRISON, 2017; KANZE et al., 2018; SHINNAR,
GIACOMIN e JANSSEN, 2012) ou seja são igualmente capazes de processar e reagir as
condições de informação e tendo a raiva como interferência no momento da decisão de
ambos, referindo-se inclusive percebida na decisão errada, presumida a hipótese a testar:

H1c: Não há diferença significativa entre a proporção de empreendedores que têm a raiva
como principal emoção que influenciou tomada de decisão errada considerando o gênero do
respondente ao nível de significância de 0.05.

Verifica-se que o medo é frequentemente experimentado na atividade profissional (Skinner,


2004) e tem forte impacto no desempenho organizacional (BARUCH e LAMBERT, 2006).
Entre seus antecedentes estão a mudança organizacional (Flam, 1993), avaliações de
desempenho, confrontos, represálias (Jackman e Strober, 2003) violência (Vickers, 2010) em
que a raiva e o medo têm efeitos identificáveis nas seleções (TSAI e YOUNG, 2010).

Do ponto de vista da avaliação desse princípio (Smith et al., 1985) essa hipótese se baseia na
teoria que o medo envolve a percepção de que a situação (isto é, fatores externos) tem
52

influência maior do que o indivíduo (isto é, fatores internos) nos resultados (LERNER e
KELTNER, 2001). O medo evoca sentimentos de fraqueza e impotência sobre evento futuro
(Shaver et al., 1987) e superestimação da probabilidade do resultado ruim (Bar-Tal, 2013) ou
a quantidade de risco na situação (HUANG, SOUITARIS e BARSADE, 2019; LERNER e
KELTNER, 2001).

Pesquisas anteriores oferecem evidências que apoiam essa hipótese. Por exemplo, em dois
estudos empíricos sobre empreendedorismo, maior medo do fracasso foi associado a
avaliações menos favoráveis de decisões empreendedoras e menor tendência de explorar essas
oportunidades (GRICHNIK, SMEJA e WELPE, 2010; WELPE et. al, 2012). Isso apoia a
ideia de que o medo pode influenciar a tomada de decisão errada dos empreendedoras e,
consequentemente, reduz a possibilidade de acerto nos processos decisórios. Em resumo, o
medo influencia os processos envolvidos na escalada do comprometimento ou nas decisões do
empreendimento por meio de avaliações (RUSSELL, 2003; TSAI e YOUNG, 2010).

Além disso, o medo pode motivar a ação empreendedora quando os atores tentam atrasar ou
evitar o fracasso ou sair da situação de fracasso (CACCIOTTI e HAYTON, 2015; HUANG,
SOUITARIS e BARSADE, 2019). Isso ocorre porque o medo gera foco nas perdas (Camerer,
2005) e tem sido associado à redução do acerto e da falta de exatidão nos processos decisórios
(DE CASTELLA, BYRNE e COVINGTON, 2013). Postula-se que o medo acarreta
consequências negativas nos empreendimentos, pode-se prever que haverá relação na
conceituação da influência do medo na tomada de decisão errada pelos empreendedores
(MITCHELL e SHEPHERD, 2011).

Decorrendo que a alegria afeta os resultados organizacionais (Fisher, 2010), associado à


promoção profissional, dinheiro, valorização e relações sociais agradáveis na função
(LAZARUS e COHEN-CHARASH, 2001). Embora alguns achados tenham explorado os
efeitos da alegria na cognição organizacional (Van Kleef et al., 2004), nenhuma tentativa
sistemática foi feita ao investigar possíveis vieses que essa pode causar no complexo ato de
escolha.

Apontado por Chen et al. (2018) e Sadler-Smith (2016) o viés cognitivo influencia a emoção
e afeta a escolha individual do empreendedor. Os fatores emocionais desempenham poderoso
papel tanto na facilitação quanto na introdução de induções nesse sentido (DIBB et al., 2021;
ZHAO, 2020). Entender as emoções Olsen et al., (2018) e seu comportamento pode contribuir
53

em administrar melhor as reações comuns que podem influenciar o cotidiano das micro e
pequenas empresas.

Face ao exposto, a hipótese relativa ao medo é proposta do seguinte modo:

H1d: O medo é a segunda principal emoção que mais influenciou a tomada de decisão
errada por empreendedores.

A literatura sobre emoções e organizações, apoiou-se sempre na individualidade do sujeito


(CULKIN e SMITH, 2000; HARRIES, MCEWEN, e WRAGG, 2000). Essas abordagens
apresentam-se em oportunidades importantes na realização de novas investigações neste
campo (MARTÍNEZ et al., 2020). Apesar da atenção acadêmica em torno do impacto das
emoções na tomada de decisão dos empreendedores (Härtel e Page, 2009; Weiss e
Cropanzano, 1996), a literatura organizacional pode ser explorada.

Os autores ora expostos constituíram o pilar teórico que sustentou o percurso argumentativo e
propositivo na construção e embasamento da atividade em campo, que possui sua
operacionalização descrita na próxima seção.
54

3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A definição do método de investigação é o que garante a execução do procedimento.


Conforme Lakatos e Marconi (2017) método é o agrupamento das ações ordenadas e racionais
que, com maior garantia e economia, possibilita chegar no propósito, conhecimentos úteis e
verdadeiros, delineando o caminho a ser empregado, percebendo erros e contribuindo com as
preferências do pesquisador.

Esta seção aborda os métodos e técnicas que foram utilizadas na realização e explanação dos
critérios de escolha dos respondentes e dos instrumentos de coleta e técnica de análise dos
55

dados. A partir dos objetivos e fundamentação teórica são descritas as utilizações


metodológicas adotadas na ocorrência das análises.

3.1 Caracterização da pesquisa e método

Na compreensão de Stake (2011) a pesquisa é a ação orientada na solução de problemas, por


meio da aplicação de processos científicos, parte do princípio da dúvida ou problema e, com a
utilização do método científico, busca a resposta ou solução.

Com objetivo descritivo destaca-se na manifestação e análise de acontecimentos procurando


descrevê-los, classificá-los e interpretá-los, buscando analisar fatos e/ou fenômenos, fazendo
descrição detalhada da forma que tais fatos e fenômenos se apresentam. Os fundamentos
teóricos dessa classificação são construídos depois da análise de dados empíricos e
aprimorados a posteriori, recomenda-se que utilizem informações obtidas por meio de
métodos exploratórios (CRESWELL, 2014).

A análise descritiva requer do investigador o conjunto de informações sobre o que (objeto e


objetivo) deseja perceber, esse tipo objetiva descrever os fatos e fenômenos de determinada
realidade (TRIVIÑOS, 2006). Além disso, permite a identificação de ações relevantes na
obtenção de dados adicionais que auxiliem numa melhor elaboração de hipóteses a fim de
verificar cada uma delas apontadas e sua aplicabilidade em âmbito geral a serem testadas em
outros métodos e técnicas.

Desta maneira, o ensaio apresentado, quanto a sua natureza, pode ser classificado em
aplicado, devido ao seu objetivo de gerar conhecimentos próprio a aplicação prática e
conduzir à solução de problemas específicos, por meio da verificação das emoções primárias
que interferem na tomada de decisão dos empreendedores.

Com relação a seus objetivos, essa obra possui caráter exploratório e visa proporcionar maior
familiaridade com o problema com vistas a torná-lo explícito e construir hipóteses
(CRESWELL, 2014).

Vale ressaltar que esta elaboração buscou demonstrar a emoção primária que mais influencia
as decisões dos empreendedores e constatar que a raiva e medo influenciam negativamente.
Apesar de testar hipóteses, é exploratório e caracteriza-se por pesquisa aplicada (SNAPE e
SPENCER, 2003).
56

Utilizou-se do estudo de campo, por meio da técnica de survey, que consiste na solicitação de
dados de quantitativo expressivo de participante sobre a problemática em questão. Por sua
vez, a survey visa questionar exatamente os sujeitos cujo comportamento está sendo
investigado, se qualifica procedimento onde as informações são obtidas sobre população-alvo,
normalmente, via questionário que atende à caracterização de levantamentos descritivos
proposta por Babbie (1999: p.96): “Surveys são frequentemente realizados próprio a permitir
enunciados descritivos sobre a população, isto é, descobrir a distribuição de certos traços e
atributos”.

O método traduz-se no componente que oferece credibilidade e autenticidade a indagação


empírica. Condizente com Denzin e Lincoln (2018) têm sido qualificados pelo tipo de dados
coletados e pela análise feita. Do ponto de vista da sua abordagem, acompanha a suposição
dos métodos de análise qualitativa e quantitativa.

Ao mesmo tempo que a abordagem quantitativa acompanha o padrão clássico, a abordagem


qualitativa segue o padrão alternativo (DENZIN e LINCOLN, 2018). O padrão clássico
aponta a concepção da presença da existência externa que pode ser interpretada de maneira
concreta, da quais as apurações podem ser apresentadas e desenvolvidas, podendo ser
provável alcançar exatidão universais (HAYATI, KARAMI e SLEE, 2006).

Além do mais, o padrão clássico declara que as definições da teoria devem ser apoiadas em
algo perceptível e os discursos científicos devem ser suscetível de serem confirmadas
(FLICK, 2009; SYMON, 2012). Por outro lado, o padrão alternativo justifica a concepção de
que as abordagens puramente quantitativas não são razoáveis, o que proporciona a aplicação
de abordagens qualitativas no trabalho, as quais procuram perceber os propósitos e
significados dos atos humanos (DENZIN e LINCOLN, 2018; FLICK, 2009).

Em conformidade com Aliaga e Gunderson (2002) pode-se compreender análise quantitativa


“explicação de fenômenos por meio da coleta de dados numéricos que serão analisados em
métodos matemáticos (em particular, os estatísticos)”. Identifica-se então, que esse tipo
procura certeza nos resultados, com a finalidade de evitar enganos na investigação e análise
das informações, constituindo maior confiabilidade em relação às deduções alcançadas.

A pesquisa quantitativa prevê a medição de variáveis predeterminadas, buscando averiguar e


esclarecer sua influência sobre diferentes variáveis por meio de investigação da regularidade
de incidências e correlações estatísticas, nessa lógica o pesquisador expõe, esclarece e prevê
(ALIAGA e GUNDERSON, 2002). Dessa forma justifica-se esta abordagem, visto que neste
57

trabalho são testadas hipóteses e examinadas as significâncias resultantes do modelo proposto,


foram utilizadas técnicas estatísticas.

Enquanto na qualitativa justifica-se em informações compiladas nas atuações interpessoais, na


cumplicidade dos acontecimentos dos informadores, consideradas de acordo com a
importância que tais dão às suas ações. O investigador envolve, entende e distingue (FLICK
2009).

O método qualitativo é utilizado na interpretação de fenômenos realísticos, vivenciais,


históricos, grupais ou sociais, tal interpretação é oferecida pela interação entre a observação e
a formulação do conceito, entre o desdobramento teórico e empírico, e entre a explicação e a
percepção (FLICK 2009; YIN, 2015).

Na percepção de Triviños (2006) a qualitativa proporciona ambiente natural e fonte direta das
informações e tem a atenção com o processo, investigando seus dados por indução, cujo
significado é o foco essencial desta abordagem.

Na qualitativa o uso de técnicas demonstra ser crescente no campo das Ciências Sociais
Aplicadas. A diversidade de técnicas disponíveis traz ao pesquisador boa flexibilidade que
pode gerar melhor adequação entre técnica e características (problema, objetivos, objeto),
inclusive com a possibilidade de combinação com métodos quantitativos (DENZIN e
LINCOLN, 2018; SYMON e CASSELL, 2012).

Destaca Leite (2015) que o uso do método advém da natureza ou da hegemonia dos processos
que envolvem, os dados são colhidos na execução de tabelas com propósito de caracterizar a
forma que estes dados se comportam na amostra verificada.

De maneira sucinta e pedagógica, o método quantitativo pressupõe o universo de itens de


apuração que são confrontados entre si, ao tempo que usa de indicativos numéricos sobre
certo fato apurável. Ao mesmo tempo que, o método qualitativo aplica-se ao ambiente de
percepção, sentidos, causa, pretensão, crenças, valores e ações, o que equivale a realizar
científico concentrado nos casos, nos processos e nos fatos que não podem ser tratados pela
operacionalização de variáveis (MAXWELL, 2009).

Desse modo o presente ensaio equivale a avaliação desenvolvida com base na escolha do
método misto (quantitativo e qualitativo). Partindo dos dados quantitativos que foram
coletados e interpretados, logo depois os dados qualitativos. Finalmente, os dados (quanti-
quali) foram analisados de maneira sistemática.
58

Condizente com Creswell (2014) a mescla de dados quantitativos e qualitativos proporciona


compreender melhor o problema de pesquisa ao juntar tanto predisposições numéricas amplas
da quantitativa, quanto particularidades da qualitativa.

Esta riqueza combinatória levou no método qualitativo a utilizar a Técnica do Incidente


Crítico (TIC) com o objetivo de identificar as emoções primárias que mais influenciam as
decisões dos empreendedores, visto que abordagem quantitativa avaliativas possibilita a
aproximação inicial com o objeto de avaliação. Enquanto o método quantitativo, foi realizado
por meio do software Determinante Causal (DC) que coletou as preferências dos respondentes
que foi identificar os fatores causais e o fator principal ou causa raiz da decisão que mais se
arrependeu dentre os fatores que são as emoções primárias.

3.2 Instrumento de coleta


Os instrumentos de coleta de dados foram dois: I-questionário por meio do software
Determinante Causal (DC) descrito no item 3.3; e II-roteiro de entrevista semiestruturada por
meio da Técnica do Incidente Crítico (TIC) na análise qualitativa descrito no item 3.4, que
serão discorridos na sequência.

3.3 Framework Determinante Causal

Utilizou-se a coleta de dados na determinação de preferência de cada respondente o


Framework de Sanches, Meireles, e Da Silva (2014) que norteou a construção do software
Determinante Causal (DC).

O software versa sobre causalidade, constructo complexo, focando-se na relação funcional de


acordo com Mach (1976). A proposta deste modelo auxilia ao estabelecer relações funcionais
entre conjunto de variáveis ‘causais’ e de ‘efeito’ atende aos pressupostos de Mach (1976).

Percebe-se que Sanches, Meireles, e Da Silva (2014) propõe o modelo que estabeleça relações
funcionais com o objetivo principal entre o conjunto de variáveis ‘causais’ e de ‘efeito’. De
acordo com Mach (1976) os eventos são função de outros subsequentes, em vez de se dizer
que o evento é causado por outro.

Neste contexto o modelo proposto por Sanches, Meireles, e Da Silva (2014) estabelece a
relação funcional envolvendo eventos, uns denominados predominantemente causas e outros
designados efeitos ou resultados, a fim de identificar a causa raiz nos processos decisórios.
59

Ressalta-se no método quantitativo, o procedimento utilizado na coleta das preferências dos


respondentes o questionário por meio do software Determinante Causal (DC) a fim de
identificar os fatores causais e o fator principal ou causa raiz da decisão que mais se
arrependeu dentre os fatores que são as emoções primárias, em concordância com a estratégia
desenvolvida em três etapas:

Etapa 1 Especificação da matriz de comparação:

Nesta etapa, o problema deve ser definido corretamente e a comparação entre as alternativas
ser condizente. O foco definido é "tomar a decisão da qual se arrependeu", tal qual a Figura 2.

Após essa primeira etapa os fatores mais prováveis do efeito (tomar a decisão da qual se
arrependeu) são definidos. A lista de fatores deve ser compilada pela equipe (geralmente
composta de 3-5 fatores) que esteja plenamente consciente do problema e familiarizada com o
ambiente em que ele ocorre. Mostrado na Figura 3 os fatores (emoções) foram identificados, e
são automaticamente listados pelo software na Matriz de Priorização.

Os fatores ou causas são as emoções primárias elencadas por ordem decrescente do sujeito
“tomar a decisão da qual se arrependeu”: 1-Tristeza; 2- Surpresa; 3- Raiva; 4- Medo; 5-
Aversão e 6- Alegria

Nessa etapa o procedimento apresentou-se por meio das Figura 1, 2, e 3 e a Figura 1 apresenta
a Tela do software DC da janela inicial, a Figura 2 que apresenta a Tela do software DC da
especificação do case e definição do objetivo e a Figura 4 que apresenta a Tela do software
DC da especificação dos fatores. A seguir são demonstradas as figuras:
60

Figura 1 - Tela do software DC da janela inicial

Fonte: Software Determinante Causal (2021)

Figura 2 - Tela do software DC da especificação do case e definição do objetivo

Fonte: Software Determinante Causal (2021)

Figura 3 - Tela do software DC da especificação dos fatores

Fonte: Software Determinante Causal (2021)


61

Figura 4 - Tela do software DC da matriz de comparação

Fonte: Software Determinante Causal (2021)

Etapa 2: Coleta das preferências do respondente:

Nessa etapa é importante estabelecer certo foco e as alternativas é confrontada com os outros.
Esta ferramenta é importante adequada na definição de algo mais, entre várias opções, pois é a
tabela que permite o contraponto da alternativa com todas outros.

O software Determinante Causal (DC) define automaticamente a fórmula de comparação. São


utilizados os valores 1/10; 1/5; 1; 5; e 10 nas comparações, tal qual a Figura 5 e 6. Estes pesos
são típicos da Matriz de Priorização: muito mais (10); mais (5); de forma igual (1); menos
(0.2); muito menos (0.1).

Todos os fatores da Matriz de Priorização devem ser totalmente preenchidos com o intuito de
verificação dos fatores pelo software. Os fatores são comparados e classificados acima da
diagonal. Tal qual a Figura 8, de cada linha com os elementos de cada coluna, considerando a
contribuição feita do ponto de foco. A verificação é feita considerando apenas os valores
acima (ou à direita) da diagonal e o valor correspondente em pontos.

Nessa etapa o procedimento apresentou-se por meio das Figura 5, 8, e 7 e a Figura 5 apresenta
Tela do software DC da primeira comparação na matriz, a Figura 6 que demonstra Tela do
software DC da segunda na Figura 7 que apresenta Tela do software DC da matriz totalmente
preenchida. A seguir são demonstradas as figuras:
62

Figura 5 - Tela do software DC da primeira comparação na matriz

Fonte: Software Determinante Causal (2021)

Figura 6 - Tela do software DC da segunda comparação na matriz

Fonte: Software Determinante Causal (2021)

Figura 7 - Tela do software DC da matriz de comparação totalmente preenchida

Fonte: Software Determinante Causal (2021)

Etapa 3: Análise das comparações do respondente

O procedimento continua, fator por fator, considerando inicialmente as comparações acima da


diagonal. Ao preencher os espaços abaixo (ou à esquerda) da diagonal, ela deve ser lembrada
63

que na coluna, os valores inversos da linha correspondente são transpostos deve ser dada. Por
exemplo, se a primeira linha tem os valores (10) (5) (1) (0,2) (0,1) então a primeira coluna
terá os valores inversos, ou seja, (0,1) (0,2) (1) (5) (10). No final desta parte, a Matriz de
Priorização deveria ter sido obtida, mostrada na Figura 8.

Em cada linha os pontos obtidos são somados, observando que todos os valores são somados
antes e depois da diagonal e de cada linha. Isto que é mostrado nos pontos na coluna e na
linha de igual forma na Figura 9.

O indicador Emach expressa o sentido e a potência do fator na relação causa-efeito (C-E),


fatores causais são negativos e fatores efeito são positivos. É resultante da análise feita por
meio da matriz causal que é definida por Sanches, Meireles, e Da Silva (2014):

uma técnica que permite associar causas identificando a interferência entre elas. Ela
é composta de uma matriz quadrada que associa todas as causas entre si, e por isto,
provê análises abrangentes. A matriz causal permite aos membros da organização
comunicar o entendimento de problemas complexos de forma clara e, por intermédio
de algoritmos matemáticos, pode indicar as causas com potencial geração de
problemas mais graves, como os loops explosivos (SANCHES, MEIRELES, e DA
SILVA, 2014, p. 4)
Na Figura 9 o indicador Emach é calculado, atribui valores negativos a fatores dominantes
(que contribuem no problema) e valores positivos dos fatores dominantes, que fazem ou não
contribuição no problema. O Emach expressa o significado e o poder do fator na causa e no
efeito (C- E) relacionamento. O cálculo do Emach permite informações a respeito do "grau de
causalidade": os fatores causais são negativos e os fatores de efeito positivos, mostrado na
Figura 9. O maior o valor do Emach, maior o efeito que ele tem. Os limites do Emach são
causa raiz e, o principal sintoma do efeito. Semelhantemente com a Figura 5, "tomar decisão
da qual me arrependi" é o principal sintoma do efeito. A causa raiz é o fator com o Emach de
21: neste caso, "Raiva".

Deve-se ressaltar que a saída do artefato é a lista de fatores com seus valores Emach em
ordem decrescente. Isto permite que o usuário determine a coerência dos valores a análise. Os
fatores superiores, com o Emach ≥ 0 (destacado em azul na Figura 9) podem ser considerados
efeitos ou fatores causais praticamente espúrios. Se o fator relação ou não causal está incluída
na lista de fatores potenciais (Figura 4) ou na análise (Figura 6), ele será descartado por falta
de relação causal e aparecerá no topo da lista (Figura 9) visto que o fator espúrio.

Nessa etapa o procedimento apresentou-se por meio das Figura 8 e 9 e a Figura 8 demonstra
Tela do software DC da análise dos fatores e cálculo do Emach de cada fator e a Figura 9
64

apresenta Tela do software DC do resultado das comparações do respondente. A seguir são


demonstradas as figuras:

Figura 8 - Tela do software DC da análise dos fatores e cálculo do Emach de cada fator

Fonte: Software Determinante Causal (2021)

Figura 9 - Tela do software DC do resultado final das comparações do respondente

Fonte: Software Determinante Causal (2021)

3.4 Técnica do Incidente Crítico

A Técnica do Incidente Crítico (TIC) ou Critical Incident Techique (CIT), surgiu nos anos
1950 a partir da necessidade, encontrada por diversos pesquisadores, de estruturar maneiras
de mensurar o comportamento humano. A abordagem dessa técnica é atribuída a John C,
Flanagan (1954) que definiu o conjunto de procedimentos em coletar dados observáveis,
diretamente por meio do comportamento humano, a fim de solucionar problemas práticos e
desenvolver amplos princípios psicológicos.

Estabelece-se por Flanagan (1954) a Técnica do Incidente Crítico (TIC) não consistindo no
conjunto rígido de regras de coleta de dados, mas sim em conjunto flexível de princípios que
65

devem ser adaptados e modificados por certo com dada situação. É derivado do fenômeno
relatado e, portanto, importante a compreensão da ação, comportamento ou fenômeno
(GROVE e FISK, 1997).

A capacidade de analisar a criticidade do indivíduo na visão do cliente, e a importância dos


incidentes críticos à luz dos mecanismos da memória humana e processos de julgamento,
reflete os aspectos de incidentes positivos ou negativos em conexão com o tempo diante das
situações e comportamentos (EDVARDSSON e ROOS, 2001).

Com efeito Flanagan (1954) destaca que a precisão e a objetividade dos julgamentos
dependem da exatidão com a qual as características são definidas e da capacidade do
observador interpretar esta definição em relação ao incidente observado. O autor destaca, dois
passos essenciais na relação dos incidentes críticos: refere-se a interferências relacionadas a
procedimentos práticos e a inferências relacionadas a procedimentos práticos em melhorar a
performance baseada na observação dos incidentes.

A essência da TIC é analisar mais histórias do que soluções quantitativas (Woodruff; Ernest;
Jenkins, 1983). Durante o procedimento, os participantes são chamados a contar histórias e a
lembrar de eventos — algo que a maioria das pessoas faz facilmente, além de gostar de fazê-
lo. Os registros de incidentes críticos consistem na descrição de comportamentos habituais
(negativos ou positivos) que se revelam espontaneamente na determinada situação de contato.
Os comportamentos a serem identificados devem essencialmente contribuir no aumento do
conhecimento sobre os interlocutores desse contato, e ultrapassa a impressão vaga e geral que
se forma sobre esses atores (GREMLER, 2004).

Ao coletar os incidentes, deve-se aplicar o sistema de classificação e categorizá-los, com o


objetivo de tornar os dados úteis e responder às questões e aos objetivos. Trata-se de processo
de indução analítica, constituído de repetidas e cuidadosas leituras e da separação dos
incidentes em grupos e categorias e as similaridades reportadas nas experiências. Consoante
Bitner, Booms e Tetreault (1990), após o pesquisador ter lido vários incidentes, as si-
milaridades começam a se tornar aparentes.

Nesse contexto, Moreira e Troccoli (2013) apresentam de forma prática a aplicabilidade e a


operacionalização da técnica de incidente crítico enquanto instrumento de análise de
evidências na metodologia acadêmica qualitativa.

Consoante com Gremler (2004) a técnica de incidente crítico, tem de natureza o processo de
coleta de dados, por meio de respostas colhidas dos entrevistados, as quais são embasadas em
66

descrições detalhadas. Pois, a técnica exige que os entrevistados dediquem tempo e esforço
em descreverem os detalhes e as abordagens inerentes ao ensaio.

Enquadra-se no processo de abordagem qualitativa a TIC, apoiando-se em métodos de


procedência esclarecedoras e naturalísticas, e usando substâncias empíricas diversificadas que
pretende procurar a importância na vida das pessoas. Na verdade, a explicação da natureza da
TIC apresentada por Flanagan (1954) mostra que ela age ao investigar obstáculos sociais ou
humanos, ajudando o investigador a produzir a tela profunda e abrangente por intermédio da
investigação de palavras, da narrativa precisa das percepções dos informadores, e da direção
em esferas espontâneas, segundo explana Creswell (2014). De modo típico, convém usar a
TIC se o investigador é o objeto-base da sondagem de indícios (alcançadas mediante análise
participador, entrevistas ou retornos a questões claras), as observações dos sinais acontecem
de maneira intuitiva, e a atenção incide em cima do ponto de vista dos respondentes

De forma que esta combinação teórica levou a utilizar a entrevista semiestruturada por meio
da Técnica do Incidente Crítico (TIC) na análise qualitativa com o objetivo de identificar as
emoções primárias que mais influenciam as decisões dos empreendedores.

3.5 Concepção do questionário

Foram escolhidos por conveniência 227 proprietários de empresas da Aglomeração Urbana de


Jundiaí (AUJ) que concordaram em responder o questionário de forma online e todos eles
foram objeto de entrevistas semiestruturadas.

Observa-se que, o processo de ensino e aprendizagem apresentou avanços significativos,


principalmente, no que se refere ao ensino remoto, devido à pandemia da Covid-19 (DIAS et
al., 2020).

A proibição do contato entre pessoas e aglomerações, seja em sala de aula, reuniões ou outra
forma de união, estimulou a buscarem novas formas de investigar por meio de ferramentas
tecnológicas (DIAS et al., 2020)

As tecnologias têm impactado a educação de tal forma que têm mudado a sua forma de
concepção, Da Silva Mota (2019) afirma, demandando novo olhar em metodologias,
estratégias e, inclusive, o modo de se comunicar. Diversas ferramentas tecnológicas têm sido
implementadas na educação básica em tempos de pandemia da Covid-19. Dentre essas
67

ferramentas pode-se destacar, o Google sala de aula, Google Forms, Zoom, Meet, Teams e
muitas outras de forma gratuita (DA SILVA MOTA, 2019).

Verifica-se que a ferramenta Google Forms se tornou cada vez mais utilizada no mundo
acadêmico compatível as mais variadas aplicações, que são disponibilizadas gratuitamente
pelo Google Suite for Education (GOOGLE, 2021).

Utilizou-se o questionário online desenvolvido no Google Forms que atendeu a necessidade


do trabalho. O link do questionário foi enviado via e-mail e mensagens via WhatsApp, os
participantes receberam a mensagem contendo a pequena explicação e o acesso direto ao
questionário. A coleta de dados foi realizada nos meses de novembro de 2020 a fevereiro de
2021. A convergência das amostras foi de 100% dos que responderam o questionário e a
entrevista

3.6 Tabulação de dados

Na análise dos dados utilizou-se as técnicas estatísticas com o uso dos softwares SPSS v12;
Minitab v13 e Grapf Pad InStat 3, aplicou-se estatísticas descritivas, tais quais média,
mediana e desvio padrão.

Os dados coletados no método quantitativo via questionários estruturados, foram tabulados


em planilhas e tratados a fim de possibilitar comparações, inferências e correlações. O pacote
estatístico SPSS foi utilizado e facilitou os cálculos e análises estatísticas necessárias. As
análises e interpretações estatísticas ou gráficas mais significativas foram extraídas dos
arquivos do programa SPSS e transcritas na seção 4. O nível de significância adotado pelo
padrão do programa foi de 5%.

Após o recebimento dos dados coletados, eles foram inseridos pela no software DC a fim de
que ocorresse a tabulação e análise.

3.7 Análise de dados

A análise dos dados possibilitou ampliar horizontes a fim de possibilitar maior abrangência
possível. A investigação teve seu desenvolvimento relacionando o fenômeno em questão e
dando voz aos sujeitos, possibilitando dessa forma o recorte do contexto em que está inserido
a observação.
68

O aspecto mais problemático do uso das escalas não se prende à forma de apresentação, mas
sim, à sua análise. “Interpretar” corretamente o que as escalas indicam tem grande
importância no conteúdo, pois possibilita entender as opiniões dos respondentes. Pereira
(1999) discute a interpretação dos resultados da aplicação de escalas considerando o sentido
semântico da medida. Coerente a Pereira (1999), 50% do valor central ou indiferente é
atribuído a aprovação e 50% desaprovação.

Desta forma e considerando que os questionários utilizam notas de 0 a 10, o porcentual de


desaprovação considera a soma dos porcentuais das notas de 0 a 4 mais 50% da nota 5; o
porcentual de aprovação considera a soma dos porcentuais das notas de 6 a 10 mais 50% da
nota 5.

De forma que, essa análise permite que se sintetize a avaliação dos participantes, mas desloca
a resposta ao conceito bipolar: aprovação versus desaprovação sem a interpretação
intermediária ou mais objetiva. Com o intuito de superar tal dificuldade e tomando Arsham
(2001) de modelo, fará uso da interpretação do nível de desaprovação (ndd).

Considerando os princípios acima descritos são apresentadas as seguintes categorias


descritivas consideradas fundamentais no pleno entendimento: 1) empreendedor 2) tomada de
decisão 3) fatores emocionais 4) emoção primária.

As análises realizadas fizeram uso do método do Determinante Causal (DC) proposto por
Sanches, Meireles, e Da Silva (2014) disponível em https://www.causaldeterminant.com/ e
tem por objetivo identificar a causa raiz do problema. Ocorre que ao apontar a causa-raiz
(Emach -1) o método indica os fatores causais (Emach negativos) e os fatores efeito (Emach
positivos) o que foi aproveitado pela presente análise.

De acordo com Sanches, Meireles, e Da Silva (2014) no método DC são usados os valores
1/10; 1/5; 1; 5; e 10 nas comparações. Estes pesos são típicos da Matriz de Priorização e
podem ser vistos em Scarpi (2010) e Carpenter, (2010): muito mais (10); mais (5); de forma
igual (1); menos (0.2); muito menos (0.1).

Esses são os valores ou pesos comparativos mostrados na Figura 10. O indicador Emach foi
utilizado a fim de determinar se o fator é causal ou efeito considerando o Determinante Causal
(DC). Outro aspecto no método DC é que apenas se faz a comparação das células à direita da
diagonal (que tem valor nulo). Utilizando o princípio da Matriz de Priorização, o método DC
inscreve o valor inverso na célula correspondente aos dois fatores.
69

Figura 10 - Tela do software DC do cálculo do Emach de cada fator

Fonte: Software Determinante Causal (2021)

Após a análise comparativa dos participantes a lista dos fatores analisados estratificados em
fatores de natureza efeito e de natureza causal incluindo a causa raiz que são apresentadas.

Após a verificação lógica o DC automaticamente faz a soma dos pontos de cada linha e a
soma dos pontos de cada coluna. Estas somas, por apresentarem diferentes amplitudes, sofrem
processo de normalização de maneira que que as amplitudes sejam equivalentes, variando no
intervalo [0; 5]. As normalizações são feitas atendendo às recomendações de Dodge (2003)
utilizando a fórmula:

p − min
Ip = 5
max − min

onde p é o número de pontos, min é o menor valor observado e max o maior valor observado.
Após a normalização o software calcula o Emach de cada fator consentindo com a fórmula:

V
EmachHV = −1
H +1

onde V é a normalização vertical (colunas) e H é a normalização horizontal (linhas). Nesse


sentido com Sanches et al., “o Emach expressa o sentido e a potência do fator na relação
causa-efeito (C-E)” (2014, p. 11). Com a intenção de avaliar os resultados, os fatores causais
são os negativos, os fatores efeito são os positivos e a causa-raiz é o que equivale ao número
“-1.00”. A codificação, classificação e categorização do material possibilitou a realização da
análise e discussão dos resultados apresentadas por meio de quadros, inferências e tabelas na
próxima seção.
70

4. ANÁLISE DISCUSSÃO DOS DADOS

Esta seção evidencia a descrição da análise dos dados e discussão dos resultados ‒
apresentada estatisticamente, correlacionando teoria e realidade encontrada no contexto do
empreendedorismo e fator emocional no processo decisório em micro e pequenas e empresas
na Aglomeração Urbana de Jundiaí (AUJ), bem como o teste das hipóteses. Foram analisados
os resultados da pesquisa de campo por meio de entrevistas e questionários aplicados. A partir
das tabelas foram realizados gráficos e quadros apresentados nesta seção.
71

Foram obtidos 229 questionários respondidos pelo Google Forms, sendo que destes, dois
foram descartados por não atender aos pré-requisitos ou por erro de preenchimento, restando
227 questionários válidos aptos a serem analisados. Em seguida foram realizadas as
entrevistas com os participantes que haviam respondido o questionário. A seguir serão
apresentados e discutidos os resultados e achados sobre as hipóteses.

4.1 Perfil dos respondentes

Na amostra de respondentes da pesquisa utilizada nesse trabalho, determinado Vergara (2014,


p. 46), “um conjunto de elementos (empresas, produtos, pessoas, por exemplo) possuem as
características que foram objeto de análise. População amostral é a parte do universo
(população) escolhida segundo critério de representatividade”.

Segundo Yin (2015) o sujeito poderá ser a unidade física ou poderá ser o indivíduo, devendo
então ser definido a unidade a ser pesquisada, quanto a sua região física ou geográfica.

Acrescenta Torgerson e Miles (2007) o tamanho da amostra definido pela fórmula (1) é de
266, com: N=19467 (tamanho da população) e=0.05 (margem de erro) e z= 1.65
correspondente ao nível de confiança de 0,90:

z 2 p(1 − p) 1.652 0.90(0.10)


n= e2 = 0.052 = 266
z 2 p(1 − p) 1.652 0.90(0.10) (1)
1+ 1+
e2 N 0.052 19467

A Aglomeração Urbana de Jundiaí (AUJ) foi a primeira Aglomeração Urbana (AU)


institucionalizada no Estado de São Paulo (Lei Complementar Estadual nº 1.146), em 24 de
agosto de 2011. Formada pelos municípios de Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva,
Jarinu, Jundiaí, Louveira e Várzea Paulista, a unidade regional abriga 781 mil habitantes
(1,75% da população paulista) e gera 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual
(EMPLASA, 2011).

Formada por eixo de urbanização quase contínuo entre duas regiões metropolitanas, São
Paulo e Campinas, a AUJ é servida pelo complexo viário que permite o acesso aos principais
aeroportos do Estado e ao maior porto da América Latina, o Porto de Santos (EMPLASA,
2011).
72

A AUJ registrou nesse período taxa de crescimento demográfico de 1,88%, a maior entre as
unidades regionais do Estado, superior, inclusive, à verificada na Macrometrópole (1,84%) e
no conjunto do Estado, da qual a taxa foi de 1,10% (EMPLASA, 2011).

Contemplou-se empreendedores da região de Jundiaí/SP, dos setores de comércio, indústria e


serviços, de ambos os gêneros e a amostra dos respondentes foi aleatória usando-se tabela de
números ao selecionar dentre os 19.4671 ativos da região de Jundiaí/SP que foram abordados.

A lista dos potenciais respondentes foi obtida na Prefeitura de Jundiaí/SP


(http://www2.jundiai.sp.gov.br/). Verifica-se a seguir o mapa representado pela Figura 11 dos
municípios que formam a AUJ.

Figura 11 - Mapa da cidade de Jundiaí

Fonte: https://www.pdui.sp.gov.br/jundiai/?page_id=56 / Acesso em 14 de junho de 2021

A amostra de participantes demonstrada na Tabela 1 é constituída por


empreendedores/gestores de EPP (Empresa de Pequeno porte), ME (Microempresa) e MEI
(Microempreendedor individual)

1
Atualmente, há cerca de 8,3 milhões de MEIs no país, sendo mais de 2,2 milhões apenas no Estado de São
Paulo e 19.467 microempreendedores individuais ativos em Jundiaí (https://g1.globo.com/sp/sorocaba-
jundiai/noticia/2019/05/20/jundiai-tem-semana-especial-para-microempreendedores-individuais.ghtml)
73

Tabela 1 - Enquadramento das empresas da pesquisa

Enquadramento empresa: n %
a) MEI (Microempreendedor individual) 32 14,10
b) ME (Microempresa) 141 62,11
c) EPP (Empresa de Pequeno porte) 54 23,79
Fonte: Elaborada pela autora (2021)

A população estudada apresentada na Tabela 2, pertence a Aglomeração Urbana de Jundiaí


(AUJ) formada pelos municípios de (Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu,
Jundiaí, Louveira e Várzea Paulista):

Tabela 2 - Cidade dos empreendedores da pesquisa


Cidade: n %
a) Cabreúva 8 3,52
b) Campo Limpo Paulista 63 27,75
c) Itupeva 14 6,17
d) Jarinu 11 4,85
e) Jundiaí 88 38,77
f) Louveira 21 9,25
g) Várzea Paulista 22 9,69
Fonte: Elaborada pela autora (2021)

4.2 Características sociodemográficas dos empreendedores

A análise dos dados quantitativos referentes às características sociodemográficas dos


respondentes foi realizada a partir de suas informações pessoais que foram solicitadas no
preenchimento do questionário eletrônico disponibilizado. As variáveis tratadas permitiram
breve e clara caracterização da amostra, com referência a gênero, faixa etária, escolaridade e
estado civil.

Na amostra utilizada escolheu-se por conveniência que concordaram em responder o


questionário 227 proprietários de empresas da Aglomeração Urbana de Jundiaí (AUJ) e que
da mesma forma foram objeto de entrevistas semiestruturadas. E levando-se em conta melhor
visualização esperou-se pelo procedimento aleatório de seleção que a proporção dos gêneros
74

fosse a mesma observada nos empreendedores individuais: 45% gênero feminino e 55%
gênero masculino 2.

A Tabela 3 apresenta características demográficas, quanto ao gênero, faixa etária,


escolaridade e estado civil e a Tabela 4 apresenta características demográficas por gênero:

Tabela 3 - Características demográficas dos empreendedores


Gênero: n %
a) Feminino 127 55,95
b) Masculino 100 44,05

Faixa etária: n %
a) 18-25 44 19,38
b) 26-33 42 18,50
c) 34-41 50 22,03
d) 41-48 41 18,06
e) >49 50 22,03

Escolaridade: n %
a) Ensino Fundamental 23 10,13
b) Ensino Médio 102 44,93
c) Ensino Superior 51 22,47
d) Pós Graduação 23 10,13
e) Mestrado 26 11,45
f) Doutorado 2 0,88

Estado civil: n %
a) Casado(a) 118 51,98
b) Solteiro(a) 86 37,89
c) Divorciado(a) 23 10,13

Fonte: Elaborada pela autora (2021)

2
Com a criação da figura do Microempreendedor Individual (MEI) em 2008, por meio da Lei Complementar nº
128/2008, mais e mais mulheres puderam realizar o sonho de regularizar o próprio negócio. Atualmente, elas já
representam mais de 45% dos empreendedores individuais do Brasil, de acordo com pesquisa do Serviço
Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), divulgada neste ano.(http://g1.globo.com/mato-
grosso-do-sul/especial-publicitario/sebrae/crescendo-com-o-sebrae/noticia/2015/11/mulheres-representam-45-
dos-empreendedores-individuais-do-brasil.html)
75

Tabela 4 - Características demográficas dos empreendedores por gênero


a) Feminino b) Masculino

Faixa etária: n % n %
a) 18-25 26 20,47 18 18,00
b) 26-33 22 17,32 20 20,00
c) 34-41 31 24,41 19 19,00
d) 41-48 24 18,90 17 17,00
e) >49 24 18,90 26 26,00

Escolaridade: n % n %
a) Ensino Fundamental 13 10,24 10 10,00
b) Ensino Médio 62 48,82 40 40,00
c) Ensino Superior 29 22,83 22 22,00
d) Pós Graduação 13 10,24 10 10,00
e) Mestrado 8 6,30 18 18,00
f) Doutorado 2 1,57 0 0,00

Estado civil: n % n %
a) Casado(a) 59 46,46 59 59,00
b) Solteiro(a) 57 44,88 29 29,00
c) Divorciado(a) 11 8,66 12 12,00

Fonte: Elaborada pela autora (2021)

Em termos de dados sociodemográficos quanto ao gênero, a amostra de empreendedores foi


composta em sua maior parte por mulheres (55,95%), contra (44,05%) de homens. De acordo
com a pesquisa do GEM – Global Entrepreneurship Monitor (2019), estimava- se nesse ano
no Brasil, que os empreendedores dividem- se em (50,0%) homens e (50,0%) mulheres.

Essa proporção não representa exatamente os dados do GEM (2019), mas confirma o
argumento de Machado e Nassif (2014) sobre a presença e o crescimento das mulheres na
esfera econômica atual, demonstrando a inversão ou equiparação dos movimentos da relação
empreendedorismo e trabalho verificadas na sociedade até então, não se tratando somente de
complementação de renda familiar.

Quanto a faixa etária, eles apresentaram a média de 36 anos dos respondentes entre 18 e mais
que 49 anos. Na amostra a faixa etária geral é de 18-25 anos (19,38%), de 26-33 anos
(18,5%), de 34-41 anos (22,03%) de 41-48 anos (18,06%) e >49 anos (22,03%). Com relação
a faixa etária por gênero, de 18-25 anos (20,47%) são do gênero feminino e (18%) do gênero
masculino, de 26-33 anos (17,32%) feminino e (20%) masculino, de 34-41 anos (24,41%)
gênero feminino e (19%) do gênero masculino, 41-48 anos (18,9%) feminino e (17%)
masculino e acima de 49 anos (18,9%) são mulheres e (17%) são homens. A situação é
76

similar aos dados coletados pela amostra GEM (2019) que aponta a média de 35 anos dos
empreendedores brasileiros.

Com relação a escolaridade, a amostra apresenta perfil correspondente o que aponta o GEM
(2019) da escolaridade média de 46, 2% para ensino médio completo. Foi verificado na
amostra que (10,13%) possuem ensino fundamental, (44,93%) ensino médio, (22,47%)
possuem ensino superior (10,137%) pós graduação (11,45%) mestrado e (0,883%) possuem
doutorado.

Quanto ao gênero, dos 227 coletados (10,24%) das mulheres possuem ensino fundamental e
os homens (10,0%), das mulheres (48,82%) e (40%) dos homens possuem ensino médio,
(22,83%) das mulheres e (22%) dos homens possuem ensino superior, pós graduação são
(10,24%) mulheres e (10%) homens, (6,30%) das mulheres e (18%) dos homens possuem
mestrado e (1,57%) das mulheres e nenhum dos homens possuem doutorado. Na amostra
GEM (2019), os dados parecem semelhantes: (46,2%) com superior completo.

Com relação ao estado civil, a amostra agrupou em casados, solteiros e divorciados.


Apresentou-se (51,98%) casados (37,89%) solteiros e (10,13%) divorciados. Ao dividir por
gênero os números são (46,46%) das mulheres são casadas contra (59%) dos homens; as
mulheres solteiras são (44,88%) e os homens (29%), enquanto (8,66%) das mulheres são
divorciadas contra (12%) dos homens. Essa proporção é similar à encontrada no GEM (2019),
a distribuição de empreendedores no Brasil casados e em união estável perfaziam (52,5%),
enquanto os solteiros, divorciados, viúvos e outros, somavam (47,5%).

4.3 Análise dos Incidentes Críticos

Os Incidentes Críticos, para efeito desta pesquisa, relacionam-se aos comportamentos dos
empreendedores frente aos seus processos decisórios. As emoções, quando lembradas diante
das situações expostas, aceita a concepção de implicações, dentre elas, identificar as variáveis,
que serão exibidas subsequentemente.

A análise dos dados foi realizada do pareamento das varáveis selecionadas a partir do banco
de dados. Após a tabulação dos dados optou-se por organizá-los em tabelas e gráficos
elaborados no software Microsoft Excel (Windows 2010). Tal opção foi tomada de forma a
permitir melhor compreensão e interpretação das informações coletadas. Os dados foram
77

segmentados por questão, gerando seis planilhas, no total de seis imagens e referem-se as
informações coletadas e as análises.

Apoiando-se nas experiências de Dela Coleta (1974) e de Froemming e Ohlendieck (2001) foi
utilizado questionário na descrição de eventos críticos, meio que oferece mais produtividade e
assertividade nos processos de categorização e de análise.

A aplicação da apuração utilizou-se o questionário online construído com base na técnica do


IC desenvolvido no Google Forms que atendeu a necessidade do trabalho. O link do
questionário foi enviado via e-mail e mensagens via WhatsApp e justificou-se por este canal
ser facilitador do fluxo de comunicação entre as partes, participantes selecionados
aleatoriamente. De acordo com Minayo (2001) questionários deste tipo são instrumentos
constituídos pela série de perguntas, que devem ser formuladas com clareza, objetivo e
preciso, com linguagem acessível ou usual ao informante.

A construção deste questionário inspirou-se nos modelos utilizados por Flanagan (1954) e por
Bitner, Booms e Tetreault (1990) tendo sido composto de apelo a lembrança sobre os
principais tipos de decisões que os empreendedores tomam no ambiente de trabalho no dia a
dia, seguido da escolha profissional que mais se orgulha e mais se arrependeu e quais
emoções estavam contidas.

Com efeito Dela Coleta e Dela Coleta (2006) extrai os incidentes críticos da entrevista,
necessário submeter os relatos a análise de conteúdo, momento em que são lidos e
classificados em categorias mais abrangentes, identificados por incidentes críticos negativos e
positivos coletados por meio da TIC.

Ao longo dessa etapa, os relatos foram submetidos a tratamento que contemplou quatro
momentos, condizente com Dela Coleta e Dela Coleta (2006): 1) Leitura, derivação e
arrolamento dos incidentes críticos; 2) Identificação das situações, comportamentos e
consequências; 3) Agrupamentos dos relatos proporcionalmente as situações, comportamentos
e consequências; 4) Categorização das situações, comportamentos e consequências.

Baseado nas narrativas, solicitou-se o relato detalhado da decisão profissional que se orgulha
e se arrepende e a emoção envolvida. Essas, foram consideradas como o Incidente Crítico
(IC) do respondente, e, portanto, propósito a ser examinado. As emoções, integralmente,
foram ordenadas em categorias de retornos e apreciadas.
78

Desse modo, na análise, cada incidente foi registrado e transcritos todos os dados colhidos
(incidentes e a identificação de cada participante), em que distinguiu as classificações
(BITNER, BOOMS e TETREAULT, 1990).

Coletados os incidentes, aplicou-se o sistema de classificação e categorização, com o objetivo


de tornar os dados úteis e responder às questões e aos objetivos estabelecidos. Trata-se do
processo de indução analítica, constituído de repetidas e cuidadosas leituras e da separação
dos incidentes em grupos e em categorias, de acordo com as similaridades reportadas nas
experiências (FLANAGAN, 1954; GREMLER, 2004).

Após a coleta, os relatos recebidos, transcritos na íntegra, sofreram sucessivas leituras de


forma a identificar os elementos que compreendem o incidente crítico. É importante frisar que
as categorias formuladas necessariamente precisam ser exaustivas (devendo incluir todos os
casos obtidos), reciprocamente exclusivas (cada caso deverá pertencer a categoria específica),
definidas operacionalmente, guardando elevado grau de homogeneidade e coerência entre elas
(DELA COLETA; DELA COLETA, 2006).

Salienta-se que a TIC utilizada na resposta do objetivo geral introduz a subjetividade por parte
do pesquisador no momento em que ocorre a interpretação e a classificação dos depoimentos
transmitidos pelos entrevistados.

Vale notar a questão que faz diferença na qualidade das evidências obtidas: o nível de certeza
e/ou lembrança do participante a respeito dos fatos narrados (FROEMMING;
OHLENDIECK, 2001; GREMLER, 2004).

Na opinião de Flanagan (1954) o desafio é resgatar, com sucesso, o incidente na memória do


entrevistado e, a partir daí, registrar suas respostas de forma fidedigna. O autor reporta, que é
fundamental a precisão das respostas na eficiência da coleta, traduzida no oferecimento por
parte dos respondentes, de detalhes completos e precisos sobre o evento relatado – descrições
vagas indicariam que o incidente não é bem lembrado e que as informações podem estar
incorretas.

No presente estudo, todas as situações relatadas pelos participantes eram ou havia se


destacado durante a prática profissional, visto que foram referidas com precisão e detalhes,
facilitando a análise. Desse modo, esse fato permitiu clareza nas informações.

Os entrevistados respondiam aos questionamentos detalhadamente, mostrando conhecimentos


adquiridos nos principais tipos de decisões que teve o hábito de tomar no ambiente de
79

trabalho no dia a dia, relatando fatos recentes. Semelhantemente relataram a decisão


profissional que mais se orgulham de ter tomado e as emoções contidas nela, apontaram ainda
a que mais se arrependeram e as emoções contidas. Entretanto, alguns eram sucintos,
fornecendo respostas curtas, com pequeno conteúdo, evidenciando vivência nesse sentido.
Desse modo, a entrevistadora esforçou-se em colher o máximo de informações que
respondessem às questões realizadas.

Quanto à quantidade de incidentes, Flanagan (1954) afirma que se a atividade a ser


investigada for relativamente simples, pode ser satisfatório coletar entre 50 a 100 incidentes.
Vale notar que Gremler (2004) identificou amplo espectro no tamanho das amostras. Coerente
a essa, elas variaram de nove a 3.852 incidentes coletados. A TIC não delimita o número de
participantes, em virtude de o objetivo estar na coleta satisfatória dos incidentes.

Totalizaram-se 227 respondentes e 1.362 incidentes críticos, deste número foram recebidos os
relacionados aos processos decisórios no ambiente de trabalho que mais se orgulha e que mais
se arrependeu, emoções contidas neles e aprendizados na análise mostrada nas figuras abaixo.

Após a tabulação dos dados, optou-se por organizá-los em planilha Excel, tabelas e gráficos, e
apresentar os resultados. Tal opção foi tomada de forma a permitir melhor compreensão e
interpretação das informações coletadas. Os dados foram segmentados por questão, gerando
seis planilhas, no total de seis imagens e referem-se as informações coletadas e as análises.

Conforme descrito, seis questões do instrumento de coleta de dados foram compostas por
perguntas abertas – com o propósito de o entrevistado lembrar o incidente ocorrido por meio
da TIC. Todas as categorias dos incidentes críticos foram definidas na leitura das entrevistas
e das próprias falas dos participantes.

Ressalta-se que os incidentes críticos foram caracterizados em categorias de acordo com a


visão da pesquisadora e organizados conforme modelo de construção da ficha da qual foi
utilizada (APÊNDICE B):

1) Quais os principais tipos de decisões que você tem o hábito de tomar no ambiente de
trabalho no dia a dia?

2) Qual a decisão profissional que mais se orgulha de ter tomado? Por quê?

3) Das emoções (alegria, medo, nojo, raiva, surpresa ou tristeza) qual você acha que estava
contido nessa decisão da qual você mais se orgulha?

4) Qual a decisão profissional que você tomou que mais se arrependeu? Por quê?
80

5) Das emoções (alegria, medo, nojo, raiva, surpresa ou tristeza) qual você acha que estava
contido nessa decisão da qual você mais se arrependeu?

6) Em ambos os casos, tanto na decisão da qual você se orgulha, quanto na decisão da qual se
arrependeu, o que você aprendeu?

A análise dos relatos dos respondentes possibilitou reconhecer seis categorias principais, que
compõem as decisões vivenciadas: (1) tipos de decisões; (2) decisão profissional que mais se
orgulha; (3) emoções contida na decisão que se orgulha; (4) decisão profissional que mais se
arrependeu; (5) emoções contida na decisão que se arrependeu; (5) aprendizado na tomada de
decisão.

Essas categorias foram organizadas em subcategorias: carreira; clientes; comportamento;


comunicação; estratégia; finanças; fornecedores; funcionários; liderança; processo e
produção, foram classificadas com base nos tipos e decisões profissionais, seguido das
posições: análise; confiança; crença; decisão; emoção; paciência e risco, efeitos do
aprendizado na tomada de decisão e por último as subcategorias: alegria; aversão; medo;
raiva; surpresa e tristeza foram elaboradas com base nas emoções contida na decisão. Dessa
forma, as observações pertinentes aos incidentes críticos foram dispostas conforme as figuras
a seguir.

Em relação ao primeiro incidente crítico: (1) Quais os principais tipos de decisões que você
tem o hábito de tomar no ambiente de trabalho no dia a dia? – os dados foram classificados e
agrupados em oito categorias: A primeira categoria desse incidente crítico era Clientes
evidenciando o total de 31 e 12%; a segunda categoria Funcionários demonstra 36 e 14%;
enquanto a terceira categoria Fornecedores conta com 12 e 5%; seguido de Finanças a quarta
categoria com 23 e 9%; a quinta categoria Processo mostra 79 e 31%; a sexta categoria
Produção 13 e 5% igual a quarta categoria; a sétima categoria Comunicação é de 41 e 16% e a
oitava e última categoria Outras com 20 e 8%.

Com base nos relatos dos participantes, percebeu-se que os tipos de decisões, classificados
como processos, mostraram o maior número das falas, com 79 casos (31%), tal qual na
Figura 12:
81

Figura 12 - Imagem da Tabulação do Incidente Crítico 1 desenvolvido no Excel

Fonte: Elaborada pela autora (2021)

No incidente crítico número (2) Qual a decisão profissional que mais se orgulha de ter
tomado? Por quê? – os dados foram classificados e agrupados nas seguintes categorias: A
primeira categoria desse incidente crítico era Clientes evidenciando total de 14 e 6%; a
segunda categoria Funcionários demonstra 22 e 10%; enquanto a terceira categoria
Comportamento conta com 31 e 14%; seguido de Carreira a quarta categoria com 62 e 27%; a
quinta categoria Empresa mostra 32 e 14%; a sexta categoria Liderança com 4 e 2%; a sétima
categoria Estratégia é de 46 e 20% e a oitava e última categoria Outras com 18 e 8%.

Outra categoria, percebida nos relatos dos participantes, é a carreira, referente a decisão
profissional que mais se orgulha, com 62 casos (27%), visto na Figura 13:

Figura 13 - Imagem da Tabulação do Incidente Crítico 2 desenvolvido no Excel

Fonte: Elaborada pela autora (2021)


82

Com relação ao terceiro incidente crítico (3) Das emoções (alegria, medo, nojo, raiva,
surpresa ou tristeza) qual você acha que estava contido nessa decisão da qual mais se orgulha?
– os dados foram classificados e agrupados nas seguintes categorias: A primeira categoria
Tristeza evidenciando o total de 17 e 6%; a segunda categoria Surpresa demonstra 31 e 65%;
enquanto a terceira categoria Raiva com 65 e 23%; seguido de Medo a quarta categoria com
79 e 29%; a quinta categoria Aversão não teve; a sexta categoria Alegria foi a maior com 72 e
26%; a sétima categoria Outros é de 11 e 4% e a oitava e última categoria N/R com 2 e 1%.

Baseado nas informações dos respondentes, constatou-se que das emoções contida na decisão
que se orgulha, medo, foi apontado o maior número, com 79 casos (29%), tal qual aponta a
Figura 14:

Figura 14 - Imagem da Tabulação do Incidente Crítico 3 desenvolvido no Excel

Fonte: Elaborada pela autora (2021)

Já no quarto incidente crítico (4) Qual a decisão profissional que você tomou que mais se
arrependeu? Por quê? – os dados foram classificados e agrupados nas seguintes categorias: De
acordo com a Figura 15, a primeira categoria Clientes evidenciando o total de 9 e 4%; a
segunda categoria Funcionários demonstra 22 e 10%; enquanto a terceira categoria
Comportamento foi a maior contando com 73 e 32%; seguido de Carreira a quarta categoria
65 e 28%; a quinta categoria Empresa com 15 e 7%; a sexta categoria Liderança com 6 e 3%;
a sétima categoria Estratégia é de 15 e 7% e a oitava e última categoria Outras e 24 e 24%.

Constatou-se nos relatos obtidos a decisão profissional que mais se arrependeu categorizada
como comportamento, com 73 casos (32%).
83

Figura 15 - Imagem da Tabulação do Incidente Crítico 4 desenvolvido no Excel

Fonte: Elaborada pela autora (2021)

Com relação ao quinto incidente crítico (5) Das emoções (alegria, medo, nojo, raiva, surpresa
ou tristeza) qual você acha que estava contido nessa decisão da qual você mais se arrependeu?
– os dados foram classificados e agrupados nas seguintes categorias: A primeira categoria
Tristeza evidenciando o total de 68 e 26%; a segunda categoria Surpresa demonstra 21 e 8%;
enquanto a terceira categoria Raiva foi a maior com 84 e 32%; seguido de Medo a quarta
categoria com 55 e 21%; a quinta categoria Aversão 2 e 1%; a sexta categoria Alegria com 10
e 4%; a sétima categoria Outros não teve e a oitava e última categoria N/R com 20 e 8%.

Com base nas falas dos respondentes (Figura 16), verificou-se que as emoções contidas na
decisão que se arrependeu, raiva, representou o maior número, com 84 casos (32%):

Figura 16 - Imagem da Tabulação do Incidente Crítico 5 desenvolvido no Excel.

Fonte: Elaborada pela autora (2021)


84

O sexto e último incidente crítico (6) Em ambos os casos, tanto na decisão da qual você se
orgulha, quanto na decisão da qual se arrependeu, o que você aprendeu? – os dados foram
classificados e agrupados nas seguintes categorias: A primeira categoria Análise evidenciando
o total de 39 e 17%; a segunda categoria Confiança demonstra 11 e 5%; enquanto a terceira
categoria Paciência conta com 17 e 8%; seguido de Decisão a quarta categoria com 50 e 22%;
a quinta categoria Risco com 7 e 3%; a sexta categoria Crença com 50 e 22%; a sétima
categoria Emoção de acordo com a Figura 17, é de 39 e 17% e a oitava e última categoria
Outras e 10 e 4%.

Fundamentado nas falas dos participantes, percebeu-se sobre o aprendizado na toma de


decisão, classificado em crença, verificou-se o maior número dos relatos, 50 casos (22%),
visto na Figura 13:

Figura 17 - Imagem da Tabulação do Incidente Crítico 6 desenvolvido no Excel

Fonte: Elaborada pela autora (2021)

Nesse caso, de todas as classificações dos IC decorrentes das narrações dos respondentes, as
categorias que mais se destacaram no estudo proposto foram processo; carreira;
comportamento; crença medo e raiva, demonstradas nas Figuras 12, 13, 14, 15 16 e 17.

A literatura (Bechara, Damasio e Damasio, 2000; Damasio, 1994, 2012; Ekman 2007; Frijda,
1988; Lazarus 1991; Loewenstein et al., 2013; Simon, 1955, 1977, 1990; Singh, 2018) tem
apontado a importância relacionada aos processos organizacionais, na carreira e
comportamento demonstrando ser elemento dos tipos de decisões tomadas pelos
empreendedores influenciados pelas emoções medo e raiva.
85

O processo de valor agregado reúne atividades que têm alto nível contributivo na tomada de
decisão. Portanto, a participação do empreendedor é fundamental nessa agregação e
mapeamento de processos (DAMASIO et al., 2000; KELTNER e KERNER 2010) É processo
de crença e comportamento a decisão, não podendo ser analisada separadamente das
circunstâncias que a envolvem, conhecer as características e as emoções do empreendedor
torna-se essencial à compreensão dos processos decisórios SIMON, et al., 2008; SIMON,
HOUGHTON e AQUINO, 2000)

4.4 Análise pelo Determinante Causal

Nesta seção são apresentados os resultados das respostas dos respondentes às comparações
emoção básica por emoção básica, como ilustra a Figura 6: “A emoção básica Surpresa
contribui [escala de valores comparativos: 1/10; 1/5; 1; 5; e 10, correspondentes a muito
menos, menos, de forma igual, mais e muito mais] do que a emoção básica Raiva e “tomar a
decisão da qual me arrependi”. O conjunto de todas as respostas é analisado matemática e
matricialmente pelo software Determinante Causal que dá como output a classificação das
preferências analíticas do respondente ordenadas pelo valor do Emach, o índice que varia de -
1 a 4, onde -1 indica a causa raiz, valores negativos indicam fatores causais e valores
positivos indicam fatores espúrios que nada têm a ver com a análise ou efeitos. A Tabela 5
mostra o extrato das respostas de 227 empreendedores pesquisados. Cabe destacar que pode
haver duplicidade causal como é o caso do respondente R05 que atribuiu à Raiva e à Alegria
causas raízes da tomada de decisão da qual mais se arrependeu.

Tabela 5 – Extrato da tabulação dos resultados pela análise pelo DC (todos os respondentes)

Legenda: Variável: lista das emoções básicas apresentadas ao respondente para comparação pelo Determinante
Causal; R999: Valores de Emach decorrentes da análise, por Respondente: -1 (verde) causa raiz. Valores
negativos (amarelo), fatores causais. Valores positivos (azul) efeitos; -1: quantidade de causas raiz por emoção
básica; %: porcentagem relativa ao total de quantidade de causas raiz; Média; valor médio dos Emachs da
emoção básica; a vermelho valores negativos ou causais; DP: desvio padrão dos Emachs da emoção básica.
Fonte: Elaborada pela autora (2021)
86

4.5 Teste das Hipóteses

Esta subseção especifica os testes das hipóteses formuladas na demonstração da tese e


apresentadas na sub seção 1.4 deste texto, que são testadas a partir da utilização de análise
estatística. A seguir elas são especificadas e testadas a partir da utilização da análise estatística
levando em conta que o objetivo deste estudo consiste em investigar a emoção primária que
mais influencia as decisões dos empreendedores.

Nas análises das hipóteses e testes estatísticos foi utilizado: o Teste Binomial: duas
proporções no programa BioEstat (versão 5.0), software específico de resolução de situações
que envolvam estatística e bioestatística, outro fator considerado na escolha é que de domínio
público apesentado em Língua Portuguesa. O nível de significância foi estabelecido em 5%
(p<0,05). De acordo com Ayres et al. (2007), o BioEstat solidifica-se em ferramenta didática
quase obrigatória devida, sobretudo, à facilidade de sua aplicação e interpretação dos
fenômenos biológicos, sejam de ordem observacional, quer de natureza experimental.

A obtenção dessa análise pelo software BioEstat mostrou-se de grande eficácia, possível com
o número mínimo de etapas, resultados apresentados de forma clara e didática, e eficaz no
auxílio das disciplinas de Estatísticas na graduação, devido sua praticidade e aplicabilidade
em diversas áreas.

Essas características podem conferir ao BioEstat alta demanda de aquisição e utilização. Neste
sentido, devido a qualidade e facilidade apresentada pelo BioEstat, ele passou a ser
empregado pelos pesquisadores no tratamento e apresentação e seus dados.

O Teste Binomial: duas proporções são aplicadas em amostras provenientes de populações


que estão divididas em duas categorias, por exemplo, masculino e feminino, membro ou não
membro de qualquer associação, doente ou não doente. Nestes casos, qualquer observação
possível sobre a população recairá numa ou noutra dessas duas categorias. A distribuição
Binomial é a distribuição amostral da proporção e pode-se observar numa amostra aleatória
extraída da população dicotomizada.

A característica do BioEstat nesse teste é que expõe os resultados das comparações de médias
em formas gráficas, facilitando o entendimento e aplicação destes resultados. Salienta-se que
as variáveis definidas na análise foram reunidas sobre diferentes perspectivas da afetividade
positiva e negativa nos processos decisórios que forneceu base ao formular as hipóteses, a
demonstração da tese ocorreu com a não rejeição delas.
87

A primeira hipótese testada foi a seguinte: (H1a) A proporção de empreendedores que têm a
raiva como principal emoção que influenciou tomada de decisão errada não difere de 95% ao
nível de significância de 0.05.

Ao testar se a proporção de empreendedores que têm a raiva como principal emoção que
influenciou tomada de decisão errada não difere de 95% se utilizou o teste binomial de duas
proporções (Figura 18) tendo a amostra 1 a quantidade de 217 casos observados na emoção
básica Raiva num total de 239 casos apontados como causa raiz (Tabela 5) e a Amostra 2 a
quantidade de 227 casos em 239 correspondente a 95% . O valor exato seria 227.05.

Figura 18 - Outupt do teste binomial de duas proporções para testar a hipótese H1a desenvolvido no BioEstat.

Fonte: Elaborada pela autora (2021)

O resultado pelo p-value bilateral de 0.0752 mostra que não há diferença significativa entre as
proporções p1 e p2 ao nível de significância de 0.05 pelo que não se rejeita a hipótese H1a, ou
seja:
88

A proporção de empreendedores que têm a raiva como principal emoção que influenciou
tomada de decisão errada não difere de 95% ao nível de significância de 0.05. Esta hipótese
poderia ser considerada não rejeitada se levar em conta que a causa raiz Raiva foi apontada
por 217 dos 227 respondentes o que corresponde a proporção de 95,6%.

Esse resultado comprova a literatura pesquisada de (Elster, 2009; Haidt 2003; Saaty 2017),
que diz que a emoção tem forte influência na tomada de decisão. E por mais racionais que os
indivíduos tentem agir na tomada de decisão, eles raramente o serão. A emoção primária raiva
Ekman (2007) acredita no esforço encarregado por conduzir o indivíduo a agir e vencer as
dificuldades de maneira positiva ou negativa. Ela causa expectativas e desejos frustrados,
embora importante que o sujeito responda às circunstâncias que estão atrapalhando sua vida
(SIMON, 1965; SINGH, 2018).

Essas informações provam o conceito apresentado por (Averill, 1982) que no ambiente
organizacional a raiva é comumente experimentada, corroborando com os achados sendo
fonte de situações frustrantes e indutoras de ações comportamentais. Aqueles cuja atividade é
interagir com outras pessoas, por exemplo, sentem raiva nessa esfera, com mais frequência do
que qualquer outra pessoa (ALLCORN, 1994; SLOAN, 2004).

Dentre as causas da raiva estão, injustiça real ou percebida na atividade empreendedora


(Weiss et al., 1999) e comportamento repreensível de terceiros, incompetência nos afazeres,
arrogância, grosseria, humilhação pública e abuso emocional (FITNESS, 2000). Sancionado
pelos estudos de (Bachkirov, 2015; Coget et al., 2011; Gibson e Callister, 2010) a raiva real
na vida organizacional bem e seus efeitos na influência movida por ela, ratificando a primeira
hipótese testada (H1a).

Sendo assim, pode-se afirmar que a proporção de empreendedores que têm a raiva como
principal emoção que influenciou tomada de decisão errada não difere de 95% ao nível de
significância de 0.05.

A segunda hipótese testada (H1b) afirma que a proporção de empreendedores que têm a raiva
ou o medo como principais emoções que influenciou tomada de decisão errada não difere de
99% ao nível de significância de 0.05. Tendo em conta testar se a proporção de
empreendedores que têm a raiva ou o medo como principais emoções que influenciam tomada
de decisão errada não difere de 99% se utilizou o teste binomial de duas proporções (Figura
19) tendo a Amostra 1 a quantidade de 232 casos observados (soma de 217 casos com a
emoção básica Raiva mais 15 casos com a emoção básica Medo) no total de 239 casos como
89

causa raiz (Tabela 5) e a Amostra 2 a quantidade de 237 casos em 239 correspondente a 99%.
O valor exato seria 236.61.

Figura 19 - Outupt do teste binomial de duas proporções para testar a hipótese H1b desenvolvido no BioEstat.

Fonte: Elaborada pela autora (2021)

O resultado pelo p-value bilateral de 0.0925 mostra que não há diferença significativa entre as
proporções p1 e p2 ao nível de significância de 0.05 pelo que não se rejeita a hipótese H1b, ou
seja: a proporção de empreendedores que têm a raiva ou o medo como principais emoções que
influenciou tomada de decisão errada não difere de 99% ao nível de significância de 0.05.

Isso valida os estudos realizados por (Ekman, 2007), que no caso da emoção primária medo,
os indivíduos expressam ao se deparar com a situação perigosa que ameaça seu bem-estar.
Essa acontece em decorrência da antecipação do dano físico ou psicológico.

Atestando as informações de (Singh, 2018; Zollo et al., 2017) as emoções com valorização
negativa e positiva são necessárias: as primeiras porque fornecem motivação na revisão
dessas estruturas; as últimas porque aumentam a capacidade de conduzir o processamento
cognitivo necessário. Argumentos semelhantes são apresentados na literatura sobre a
90

capacidade de raiva e medo de gerar mudanças comportamentais está ligado ao argumento


de que tal mudança requer energia emocional

Verifica-se que o medo é frequentemente experimentado pelos empreendedores (Skinner,


2004) e tem forte impacto no desempenho organizacional (Baruch e Lambert, 2006). Entre
suas interferências estão a mudança organizacional (Flam, 1993), processos decisórios,
avaliações de desempenho, confrontos, represálias (Jackman e Strober, 2003) e violência
(Vickers, 2010). Como a raiva e o medo exerce efeitos identificáveis nos atos de decidir
desses empreendedores (BACHKIROV, 2015; TSAI e YOUNG, 2010).

Essas informações provam o conceito apresentado por (Singh, 2018) de que as pessoas estão
sujeitas a sentir raiva e medo, tendo em vista que o indivíduo determina relações afetivas em
todos os níveis da vida e inclina-se a criar expectativas, que quando não são atendidas, elas
podem se revelar. Sendo essas emoções influentes na tomada de decisão errada dos
empreendedores.

Com o objetivo de contribuição do entendimento das consequências da raiva na tomada de


decisões, é importante estabelecer que eles ativam o processamento mais profundo, embora
tradicionalmente vista como emoção negativa (Lazarus, 1991), a raiva exibe propriedades
típicas das emoções positivas (BACHKIROV, 2015; Lerner e Tiedens, 2006). Isso afirma a
teoria de avaliação cognitiva que vê a raiva e o medo como principais emoções que
influenciam a tomada de decisão errada, confirmando segunda hipótese testada (H1b).

Posto isso, pode-se declarar que a proporção de empreendedores que têm a raiva ou o medo
como principais emoções que influenciou tomada de decisão errada não difere de 99% ao
nível de significância de 0.05.

A hipótese (H1c) afirma que não há diferença significativa entre a proporção de


empreendedores que têm a raiva como principal emoção que influenciou tomada de decisão
errada considerando o gênero do respondente ao nível de significância de 0.05.
91

Tabela 6 - Extrato da tabulação dos resultados pela análise DC (respondentes masculinos (M) e femininos (F))

Legenda: Variável: lista das emoções básicas apresentadas ao respondente para comparação pelo Determinante
Causal; R999: Valores de Emach decorrentes da análise, por Respondente: -1 (verde) causa raiz. Valores
negativos (amarelo), fatores causais. Valores positivos (azul) efeitos; -1: quantidade de causas raiz por emoção
básica; %: porcentagem relativa ao total de quantidade de causas raiz; Média; valor médio dos Emachs da
emoção básica; a vermelho valores negativos ou causais; DP: desvio padrão dos Emachs da emoção básica.
Fonte: Elaborada pela autora (2021)

Levando em conta testar essa hipótese, inicialmente se estratificou os dados da Tabela 5 por
gênero (masculino M e feminino F) tendo resultado nos valores exibidos na Tabela 6. Foi
usado o teste binomial de duas proporções, como ilustra a Figura 20, tendo a amostra 1 os 95
casos observados em 107 casos totais do gênero masculino e a amostra 2 os 122 casos
observados em 132 casos totais do gênero feminino.

O resultado pelo p-value bilateral de 0.3332 mostra que não há diferença significativa entre as
proporções p1 e p2 ao nível de significância de 0.05 pelo que não se rejeita a hipótese H1c, ou
seja: não há diferença significativa entre a proporção de empreendedores que têm a raiva
como principal emoção que influenciou tomada de decisão errada considerando o gênero do
respondente ao nível de significância de 0.05.
92

Figura 20 - Outupt do teste binomial de duas proporções para testar a hipótese H1c desenvolvido no BioEstat.

Fonte: Elaborada pela autora (2021)

O teste confirmou H1c ao demonstrar a diferença dos processos decisórios por gênero é
assunto com pontos de vistas diferentes entre os autores. Porém, (Gatewood et al., 2003;
Welch (2002) destacam que os estilos de tomada de decisão masculino e feminino são rótulos
e na verdade percebe-se que nas organizações os empreendedores utilizam-se de ambos
atributos. No gênero masculino, os traços principais consistiriam na urgência na ação com
fundamento em escassas informações disponíveis, sem consultar outras pessoas e analisar
possíveis opções (AHL, 2006). Já no gênero feminino, os traços consistiriam na desaceleração
na ação em função da utilidade de consultar alternativas, procura por informações que apoiem
a decisão, análise de opiniões e apreensão com os custos envolvidos (CROSON e GNEEZY,
2009).

Todavia, corroborando ao entendimento de Johnson e Powell (1994) reconsideraram a


literatura de tomada de decisão dos empreendedores e deduziu que as indicações sobre as
diferenças de gênero não eram precisas. Enfatizando essa opinião, não houve diferenças
significativas entre os gêneros em estudos que examinaram a tomada de decisão nas
organizações feitas por Chaganti (1986) e (Powell e Ansic, 1997).
93

O nível de significância de 0.05 confirma os estudos de (Hudgens e Fatkin, 1985; Johnson e


Powell, 1994) referidos por (ECKEL e EGROSSMAN, 2008; FRANCIS et al., 2015;
LANGOWITZ e MINNITI, 2007) concluindo que homens e mulheres são igualmente
afetados pelos fatores emocionais nos processos decisórios (JEONG e HARRISON, 2017;
KANZE et al., 2018; SHINNAR, GIACOMIN e JANSSEN, 2012) ou seja são igualmente
capazes de processar e reagir as condições de informação e tendo a raiva a interferência no
momento da decisão de ambos, confirmando a terceira hipótese (H1c).

Portanto, pode-se reiterar que não há diferença significativa entre a proporção de


empreendedores que têm a raiva como principal emoção que influenciou a tomada de decisão
errada considerando o gênero do respondente ao nível de significância de 0.05

Por fim testou-se a hipótese (H1d) que afirma que o medo é a segunda principal emoção que
mais influenciou a tomada de decisão errada por empreendedores.

O teste desta hipótese pode ser feito utilizando-se os dados da Tabela 7 que coligiu os dados
das Tabelas 5 e 6 e onde pode-se observar que, tanto casos estratificados por gênero como
casos de todos os respondentes, o Medo é a emoção que vem sempre em segundo lugar.

Por outro lado, mostram as médias dos Emachs das emoções na Tabela 7, apenas as emoções
Raiva e Medo apresentaram resultados negativos o que significa que estas emoções são
causais, pelo que não se rejeita a hipótese H1d: o medo é a segunda principal emoção que
mais influenciou a tomada de decisão errada por empreendedores.
94

Tabela 7 - Extrato da tabulação dos resultados pela análise pelo DC (respondentes masculinos (M) e femininos
(F) e todos os respondentes)

Legenda: Variável: lista das emoções básicas apresentadas ao respondente para comparação pelo Determinante
Causal; R999: Valores de Emach decorrentes da análise, por Respondente: -1 (verde) causa raiz. Valores
negativos (amarelo), fatores causais. Valores positivos (azul) efeitos; -1: quantidade de causas raiz por emoção
básica; %: porcentagem relativa ao total de quantidade de causas raiz; Média; valor médio dos Emachs da
emoção básica; a vermelho valores negativos ou causais; DP: desvio padrão dos Emachs da emoção básica.
Fonte: Elaborada pela autora (2021)

Este resultado apoia autores como (Shaver et al., 1987) onde o medo evoca sentimentos de
fraqueza e impotência sobre evento futuro e superestimação da probabilidade do resultado
ruim (Bar-Tal, 2013) ou a quantidade de risco na situação (HUANG, SOUITARIS e
BARSADE, 2019; LERNER e KELTNER, 2001).

Confirma, ainda, à definição de (Skinner, 2004) e verifica-se que o medo é frequentemente


experimentado na atividade profissional e tem forte impacto no desempenho organizacional
(BARUCH e LAMBERT, 2006). Entre seus antecedentes estão a mudança organizacional
(Flam, 1993) avaliações de desempenho, confrontos represálias (Jackman e Strober, 2003)
violência (Vickers, 2010) e a raiva e o medo têm efeitos identificáveis na tomada de decisão
errada por empreendedores (TSAI e YOUNG, 2010).
95

Além disso, o medo pode motivar a ação empreendedora quando os atores tentam atrasar ou
evitar o fracasso ou sair da situação de fracasso sancionando os estudos de (CACCIOTTI e
HAYTON, 2015; HUANG, SOUITARIS e BARSADE, 2019). Isso ocorre porque o medo
gera foco nas perdas (Camerer, 2005) e tem sido associado à redução do acerto e da falta de
exatidão nos processos decisórios (DE CASTELLA, BYRNE e COVINGTON, 2013).
Atestou-se que o medo acarreta consequências negativas nos empreendimentos, confirmando
a conceituação da influência do medo na tomada de decisão errada pelos empreendedores
(MITCHELL e SHEPHERD, 2011) e constando a hipótese H1.

Desta forma as hipóteses não foram rejeitadas, posto isto, perfazendo-se que as hipóteses do
estudo foram todas validadas pelas medidas de correlação e pelos testes no BioEstat. Diante
dos dados coletados e das análises realizadas, conclui-se que a tese de que a raiva é a emoção
primária que mais influencia as decisões dos empreendedores.

No entanto, reitera-se a necessidade de ampliação do conhecimento voltado a emoção nos


processos decisórios, apesar da contribuição do conteúdo exposto, propôs-se sugestões a
serem consideradas, que estão elencadas na próxima seção.

A seguir, apresentam-se as conclusões, no sentido de fechar o processo de verificação com a


inferência e interpretação das respostas, realizada em função dos resultados obtidos e
apresentados nesta seção, estão elencadas na seção de considerações finais, a seguir.
96

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esta seção compreende as considerações finais desta tese e ajuda a compreensão do processo.
Está fragmentada em partes, a primeira evidencia os objetivos (geral e específicos) propostos
nessa tese e os argumentos demonstrados no cumprimento deles. Em seguida a conclusão no
atendimento da proposta de pesquisa com considerações acerca dos resultados encontrados. A
segunda parte salienta as implicações, enquanto a terceira e última parte relata as limitações
advindas dos recortes do tema, recomendações futuras e aprofundamento do conhecimento
sobre o assunto.
97

5.1 Conclusões

O processo decisório é antigo e constitui objeto de interesse de estudiosos em busca de


caminhos que permitam compreender a complexidade envolvida nele, sempre relacionada à
solução do problema de maior ou menor complexidade (DAMASIO, 2003, 2012; DAMASIO
et al., 2000; GREENE e HAIDT 2002). Verifica-se que o processo decisório se faz presente
no dia a dia de todos, independentemente do tipo da atividade nas quais estão envolvidos. E
envolve o processo mental percorrido pelas pessoas do modo mais consciente ou inconsciente,
racional ou mais emocional.

Conforme apresentado, esse processo é constante na vida do empreendedor e requerem


agilidade visando minimizar o risco e atingir o propósito (HAIDT, 2001). Embora o acerto
seja buscado com racionalidade, percebe que vários aspectos possivelmente podem
influenciar tais escolhas, dentre eles os fatores emocionais (BECHARA, 1997, 1999;
DAMASIO, 1994, 1999).

O processo cognitivo decisório, relaciona-se a interferências, emoções, racionalizações,


hábitos, julgamentos morais entre outros. Nesse sentido as emoções, podem atuar em viés que
influencia tal escolha, visto que direciona o julgamento da melhor escolha provável, buscando
melhores respostas. Os indivíduos tomam decisões e são influenciados pelo que sentem
(HAIDT, 2003).

Esse método é consistente com a pesquisa empírica que apontou que vai além dos
estritamente baseados na razão e são resultados de avaliações intuitivas, automáticas e
emocionais. Estar em estado emocional pode fazer com que o tomador processe as
informações relevantes de forma menos completa e meticulosa; consequentemente, a precisão
das escolhas pode ser afetada.

Nesse contexto, o objetivo geral dessa pesquisa foi investigar a emoção primária que mais
influencia as decisões dos empreendedores, por meio do software Determinante Causal (DC)
foram identificadas as emoções primárias nos fatores causais e o fator principal ou causa raiz
da decisão que os empreendedores mais se arrependeram. Os resultados mostram que a
emoção primária raiva foi a que mais influenciou a tomada de decisão dos empreendedores, é
importante tecer considerações quanto aos desfechos alcançados. Nesse escopo, a discussão
dos resultados apresentados revela importantes particularidades.
Além do objetivo geral, foram estabelecidos quatro objetivos específicos que foram atingidos
ao longo do trabalho. O primeiro era compreender a constituição das emoções no processo
98

decisório de empreendedores, tendo base as entrevistas semiestruturadas por meio da Técnica


do Incidente Crítico (TIC) esse objetivo foi atingido.
As respostas mostram esses achados: os empreendedores têm o hábito de tomar de decisões
no ambiente de trabalho, e essas podem trazer arrependimento ou orgulho e as emoções
primárias são percebidas nesse processo, que exige mais de sua capacidade intelectual, é
essencialmente atividade humana e comportamental (HARRIES et al., 2000; HUANG, 2012;
MARTÍNEZ et al., 2020).

Condizente com Kahneman (1982) saber decidir é essencial na vida dos indivíduos. Entende-
se o processo decisório do mesmo modo é constante na vida dos empreendedores, o que
atinge o objetivo específico estabelecido. Simon (1959) segue dizendo, que eles se
evidenciam por exigir rapidez, e intenção de diminuir o risco e acertar o objetivo (BARON,
2007; WEST, ACAR e CARUANA, 2020)

A proposta do segundo objetivo foi investigar se as emoções primárias: alegria, aversão,


medo, raiva, surpresa e tristeza, influenciam diferentemente as decisões dos empreendedores.
Verificou-se que esse objetivo foi alcançado com auxílio de questionário por meio do
software Determinante Causal (DC) e identificou as emoções primárias nos fatores causais e o
fator principal ou causa raiz da decisão.

No que se refere a constatar que as emoções primárias raiva e medo influenciam


negativamente as decisões dos empreendedores, terceiro objetivo dessa tese, foi possível
identificar tanto pelo questionário por meio do software Determinante Causal (DC) quanto as
pelas entrevistas semiestruturadas por meio da Técnica do Incidente Crítico (TIC). Essa
constatação é confirmada pela percepção de (Singh, 2018; Zollo et al., 2017) atestando as
informações de que as pessoas estão sujeitas a sentir raiva e medo no ambiente de trabalho
(Jackman e Strober, 2003; Lerner e Tiedens, 2006; Vickers, 2010).

Com relação ao último objetivo específico, de validar as hipóteses apresentadas, pode-se


perceber, de forma geral que elas não foram rejeitadas, posto isto, perfazendo a confirmação
da probabilidade, provadas pelas medidas de correlação e por meio dos testes realizados no
Software BioEstat. Vale a pena correr os olhos pelos resultados considerando as refutações
das hipóteses.

Pode-se afirmar, empreendedores têm a raiva como principal emoção influenciada a tomada
de decisão errada: a proporção não difere de 95% ao nível de significância de 0.05, referindo-
se a essa hipótese. Essas informações provam o conceito apresentado por (Averill, 1982) no
99

ambiente organizacional a raiva é comumente experimentada, corroborando com os achados e


sendo fonte de situações frustrantes e indutoras de ações comportamentais. Sancionado pelos
estudos de (Bachkirov, 2015; Coget et al., 2011; Gibson e Callister, 2010) a raiva é realidade
na vida organizacional e seus efeitos na influência movida por ela. O resultado confirmou os
estudos apresentados por (Allcorn, 1994; Ekman, 2007; Elster, 2009; Fitness, 2000; Haidt,
2003; Saaty, 2017; Simon, 1965; Sloan, 2004; Weiss et al.; 1999).

Sobre a proporção de empreendedores que têm a raiva ou o medo como principais emoções
que influenciaram tomada de decisão errada observou-se: não difere de 99% ao nível de
significância de 0.05. Isso valida os estudos realizados por (Bachkirov, 2015; Flam, 1993;
Lazarus, 1991) e verifica-se que a raiva e o medo são frequentemente experimentados pelos
empreendedores (Skinner, 2004) e tem forte impacto no desempenho organizacional (Baruch
e Lambert, 2006).

Igualmente mulheres e homens se mostram influenciados pela raiva no processo decisório:


não há diferença significativa entre a proporção de empreendedores que têm a raiva como
principal emoção influenciada na tomada de decisão errada considerando o gênero do
respondente. O nível de significância de 0.05 confirmou os achados de (Gatewood et al.,
2003; Jeong e Harrison, 2017; Kanze et al., 2018; Shinnar, Giacomin e Janssen, 2012; Welch,
2002) ao demonstrar a diferença dos processos decisórios por gênero é assunto com pontos de
vistas diferentes entre os autores. Enfatizando essa opinião, não houve diferenças
significativas entre os gêneros na tomada de decisão organizacionais, feitas por (Ahl, 2006;
Chaganti, 1986; Croson e Gneezy, 2009; Hudgens e Fatkin, 1985) concluindo que homens e
mulheres são igualmente afetados pela raiva nos processos decisórios de ambos (ECKEL e
EGROSSMAN, 2008; LANGOWITZ e MINNITI, 2007).

Observou-se que o medo é a segunda principal emoção que mais influenciou a tomada de
decisão errada por empreendedores. Este resultado apoia autores como (Flam, 1993; Jackman
e Strober, 2003; Shaver et al., 1987; Vickers, 2010) onde o medo evoca sentimentos de
fraqueza e impotência sobre evento futuro. Confirmou, ainda, à definição de (Skinner, 2004) e
verificou-se que o medo é frequentemente experimentado na atividade profissional e tem forte
impacto no desempenho organizacional acarretando consequências negativas nos
empreendimentos (Cacciotti e Hayton, 2015; Camerer, 2005; De Castella, Byrne e Covington,
2013; Huang, Souitaris e Barsade, 2019) confirmando a conceituação da influência do medo
na tomada de decisão errada pelos empreendedores (BARUCH e LAMBERT, 2006;
MITCHELL e SHEPHERD, 2011; TSAI e YOUNG, 2010).
100

Com relação às hipóteses, elas foram confirmadas e quanto aos objetivos propostos da
pesquisa percebe-se que foram plenamente alcançados, como mostraram os resultados.
Finalmente, considera-se a tese que a raiva é a emoção primária que mais influencia as
decisões dos empreendedores, o modelo proposto, se confirma diante dos dados coletados,
das análises realizadas e dos desfechos confirmados.

Pode-se concluir, portanto, os resultados mostram que homens e mulheres empreendedores


são significativamente afetados pelas emoções primárias, sendo raiva a primeira e o medo a
segunda mais influenciada nos processos decisórios.

Desse modo, entende-se que os achados trazem colaboração no campo acadêmico e


ampliando a base empírica dos estudos relacionados no campo do processo decisório em
empreendedorismo visto que os resultados exibidos podem servir de direção no cenário
organizacional envolvendo a influência das emoções sem a presunção de findar o tema.

Por fim, esse trabalho não tem a presunção de ser conclusivo sobre o assunto, mas sim
oferecer recursos no entendimento dessa temática. Almeja-se utilização de apoio no
seguimento do andamento de outros métodos relacionadas e podendo ser útil no auxílio da
procura de conhecimento e temas relacionados a influência da emoção primária na tomada de
decisão dos empreendedores.

Com base nos resultados, foi possível salientar as implicações do estudo e sugestões futuras
que são tratados nos itens posteriores.

5.2 Implicações da Pesquisa

Existem implicações teóricas provenientes de decisões que tiveram que ser consideradas no
decorrer da execução do estudo. No instante da seleção da profundeza dos métodos ou das
referências teóricas aplicadas nesta tese, apoiou-se em recortes estabelecidos na separação das
classes de exploração quanto no levantamento dos componentes de análise, que carregaram,
em si, certa proporção de parcialidade.

Apesar da temática sobre empreendedorismo vem sendo estudado em meio a muitas revisões,
devido ao papel que ocupa no desenvolvimento e administração de países e regiões, exemplo
dos estudos de Baron (2002); Bruyat e Julien (2000); Cunningham e Lischeron (1991);
Davidsson (2005); Filion (1990), Gartner (1985); Gartner (1990); Hisrich (2007); Hodgetts e
101

Kuratko (2001); Shane e Venkataraman (2000), não há contínua adequação e vem


preenchendo várias linhas.

O empreendedorismo vem sendo estudado no ângulo da temática em meio a muitas revisões,


devido ao papel que ocupa no desenvolvimento e na gestão global. Porém existe falta de
compatibilidade a respeito das linhas sobre o tema, em virtude de a ocorrência do
empreendedorismo ter se definido ao longo de sua evolução, e ser multinacional,
interdisciplinar, amplo e de profundo entendimento (BARON e SHANE, 2007; FILION,
1999).

Dessa maneira, pondera-se dentre as implicações deste estudo, a linha teórica, a definição do
empreendedorismo é recortada a partir da temática cognitiva alinhado à escola
comportamental e cognitiva das ciências sociais do empreendedorismo, de forma teórica e
empírica. Salienta-se que a empreendedorismo cognitivo utilizadas nesta tese emergiram do
referencial teórico realizado, e foram sustentadas empiricamente com a coleta de dados por
meio dos questionários e das entrevistas narrativas, isto é, os entrevistados, a partir da
experiência empreendedora, confirmaram a coesão com a literatura.

Os resultados retratados exibem implicações diretas na soma de “consumidores” do


emocional no processo decisório para o empreendedorismo e do empreendedorismo. Em
termos de implicações práticas, as descobertas sugerem-se que os empreendedores estejam
cientes das influências que as emoções primárias podem exercer sobre seus processos de
escolha em ambientes organizacionais com múltiplos atributos e alternativas.

Estar em estado de raiva ou medo pode fazer com que o ato de escolher processe as
informações relevantes de forma menos completa e atenta; por consequência, a precisão das
escolhas pode ser afetada. Por outro lado, quando sentir-se com raiva ou medo pode retardar
esse processo devido ao aumento da quantidade de informações que o tomador estará
considerando.

Apesar dos seus limites metodológicos, cumpriu-se com os objetivos aos quais se
determinava, porém próprio a toda observação explicitou as limitações que são tratadas no
item subsequente além das recomendações futuras, a seguir, serão expostas as argumentações
finais agrupadas em subseções.
102

5.3 Limitações e recomendações para estudos futuros

Inerentes a qualquer trabalho as limitações são esperadas, dessa forma esse estudo tem vários
limites que indicam o potencial futuro. A amostra foi retirada da região geográfica específica
da Aglomeração Urbana de Jundiaí (AUJ), o que poderia levar a preocupações sobre a
aplicabilidade dos resultados além deste cenário. Atenua-se esta questão utilizando fontes de
dados primários e por meio de questionário e entrevistas, triangular as indagações e averiguar
sua aplicação e destaque mais amplo.

Observa-se que, o processo de ensino e aprendizagem apresentou avanços significativos,


principalmente, no que se refere ao ensino remoto, devido à pandemia da Covid-19 (DIAS et
al., 2020).

A restrição do contato direto entre pessoas e aglomerações, seja em sala de aula, reuniões ou
outra forma de união, devido à pandemia da Covid-19 limitou as pesquisas presenciais e
estimulou-se a busca de novas formas de investigação por meio de ferramentas tecnológicas,
sendo feitas de forma online (DIAS et al., 2020).

Propõe-se análises futuras a fim de serem replicadas em outras localidades geográficas dentro
e fora da Aglomeração Urbana de Jundiaí (AUJ), especialmente em capitais e regiões
metropolitanas, ampliando a área de estudo, possibilitando a verificação de recorrência dos
resultados aqui encontrados e suas aplicações.

A população da amostra desse estudo foi o MEI (Microempreendedor individual), ME


(Microempresa) e EPP (Empresa de Pequeno porte), espera-se que possa ser considerada
outros enquadramentos de empresas, incluindo EPP (Empresa de Pequeno porte) e EGP
(Empresa de Grande Porte). Recomenda-se que sejam feitas novas pesquisas envolvendo
outros tipos de negócios, em áreas não exploradas, empreendedorismo rural e em
organizações do terceiro setor, e essa área de estudos possa de fato desenvolver ainda mais.

Sendo que o propósito desse trabalho não é investigar as emoções secundárias, sugere-se
ensaios futuros de aprofundamento do papel positivo e negativo das emoções primárias e
secundárias dos empreendedores na decisão

Em novos trabalhos, pretende-se aprofundar as questões da modelagem de cada fator, com a


elaboração de artigos, continuação da utilização do software na verificação de outras emoções
e os dados sinalizam questões que podem ser analisadas em outros contextos de pesquisa.
103

No entendimento da sequência dessa tese, dado aos questionamentos que pairam sobre esse
tema e levando em consideração as limitações dos resultados, recomenda-se a necessidade
seguir com olhares que permitam a percepção da emoção primária na tomada de decisão dos
empreendedores das grandes empresas e da emoção secundária nos processos decisórios das
micras e pequenas, em outras cidades e regiões do país a fim de gerar subsídios e reflexões
futuras que visem aumentar informações dos empenhos e recursos de apuração desta análise,
no esforço de aperfeiçoar a competência explicativa e elucidativa daqueles que escolhem e
decidem usando fatores emocionais.
104

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120

APÊNDICE

Apêndice A: Termo de esclarecimento e consentimento do formulário de pesquisa

Apêndice B: Roteiro de entrevista

Apêndice C: Questionário

Apêndice D: Dados Sociodemográficos


121

APÊNDICE A: TERMO DE ESCLARECIMENTO E CONSENTIMENTO DO


FORMULÁRIO DE PESQUISA

UNIFACCAMP CENTRO UNIVERSITÁRIO CAMPO LIMPO PAULISTA

DOUTORADO EM ADMINISTRAÇÃO

Avaliação das emoções na tomada de decisão

Termo de esclarecimento e consentimento do formulário de pesquisa


Prezado (a),
Peço sua colaboração no preenchimento desse questionário. Esta pesquisa, de cunho
acadêmico, é parte integrante do Programa de Doutorado em Administração do Centro
Universitário Campo Limpo Paulista (UNIFACCAMP) e tem por objetivo principal o estudo
da influência das emoções na tomada de decisão profissional, para isso utiliza-se de entrevista
e questionário.
Suas respostas serão de grande valia no estudo. Todas as informações e dados pessoais são
para uso único e exclusivo da pesquisadora e sua orientadora. Os dados serão tratados
confidencialmente e sua divulgação no trabalho de tese não fará citação do seu nome ou
qualquer outro tipo de comentário que possa prejudicá-lo (a), apenas informações estatísticas
e conjuntas serão divulgadas como resultado desta pesquisa.
Os resultados finais desta pesquisa ficarão à sua inteira disposição, no sentido de conferir
benefícios a sua atividade profissional.
Coloco-me a disposição para esclarecimento de dúvidas ou fornecer informações adicionais
acerca da referida pesquisa, por meio do e-mail: [email protected]
Contando com sua importante colaboração, agradeço antecipadamente a atenção e o tempo
dispensados.

Com os melhores cumprimentos,

Michele Franco
Doutoranda em Administração da UNIFACCAMP
[email protected]
122

Figura 21 - Imagem do Termo de esclarecimento e consentimento do formulário de pesquisa desenvolvido no


Google forms

Fonte: Elaborada pela autora (2021)


123

APÊNDICE B: ROTEIRO DE ENTREVISTA

ROTEIRO DE ENTREVISTA

Os questionamentos (01 a 06) apresentados nessa entrevista, estão relacionados a tomada de


decisão que perfazem o perfil profissional, os quais estão atrelados a atuação profissional de
cada respondente. Dessa forma segue as seguintes questões:

1) Quais os principais tipos de decisões que você tem o hábito de tomar no ambiente de
trabalho no dia a dia?

2) Qual a decisão profissional que mais se orgulha de ter tomado? Por quê?

3) Das emoções (alegria, medo, nojo, raiva, surpresa ou tristeza) qual você acha que estava
contido nessa decisão da qual você mais se orgulha?

4) Qual a decisão profissional que você tomou que mais se arrependeu? Por quê?

5) Das emoções (alegria, medo, nojo, raiva, surpresa ou tristeza) qual você acha que estava
contido nessa decisão da qual você mais se arrependeu?

6) Em ambos os casos, tanto na decisão da qual você se orgulha, quanto na decisão da qual se
arrependeu, o que você aprendeu?
124

Figura 22 - Imagem do Roteiro de Entrevista do formulário de pesquisa desenvolvido no Google forms

Fonte: Elaborada pela autora (2021)


125

APÊNDICE C: QUESTIONÁRIO

QUESTIONÁRIO

Os questionamentos (01 a 15) apresentados nesse questionário, estão relacionadas as emoções


(tristeza, surpresa, raiva, nojo, medo, alegria) presentes nas decisões profissionais que mais se
arrependeu, solicita-se que você marque a melhor opção que se aproxime do seu
entendimento. Dessa forma segue as seguintes questões:

DE
MUITO MUITO
MENOS IGUAL MAIS
MENOS MAIS
FORMA
do que a SURPRESA para tomar a
A TRISTEZA
P01 decisão profissional da qual me
contribui
arrependi
do que a RAIVA para tomar a
A TRISTEZA
P02 decisão profissional da qual me
contribui
arrependi
do que a MEDO para tomar a
A TRISTEZA
P03 decisão profissional da qual me
contribui
arrependi
do que a AVERSÃO para tomar a
A TRISTEZA
P04 decisão profissional da qual me
contribui
arrependi
do que a ALEGRIA para tomar a
A TRISTEZA
P05 decisão profissional da qual me
contribui
arrependi
do que a RAIVA para tomar a
A SURPRESA
P06 decisão profissional da qual me
contribui
arrependi
do que a MEDO para tomar a
A SURPRESA
P07 decisão profissional da qual me
contribui
arrependi
do que a AVERSÃO para tomar a
A SURPRESA
P08 decisão profissional da qual me
contribui
arrependi
do que a ALEGRIA para tomar a
A SURPRESA
P09 decisão profissional da qual me
contribui
arrependi
do que a MEDO para tomar a
O RAIVA
P10 decisão profissional da qual me
contribui
arrependi
do que a AVERSÃO para tomar a
O RAIVA
P11 decisão profissional da qual me
contribui
arrependi
do que a ALEGRIA para tomar a
O RAIVA
P12 decisão profissional da qual me
contribui
arrependi
do que a AVERSÃO para tomar a
A MEDO
P13 decisão profissional da qual me
contribui
arrependi
do que a ALEGRIA para tomar a
A MEDO
P14 decisão profissional da qual me
contribui
arrependi
do que a ALEGRIA para tomar a
A AVERSÃO
P15 decisão profissional da qual me
contribui
arrependi
126

Figura 23 - Imagem do Questionário de pesquisa desenvolvido no Google forms


127
128
129

Fonte: Elaborada pela autora (2021)


130

APÊNDICE D: DADOS SOCIODEMOGRÁFICOS

DADOS SOCIODEMOGRÁFICOS

Para finalizar, queremos conhecer sua realidade sociodemográfica e funcional:

DADOS PESSOAIS
Nome Completo (opcional):
Gênero: 1=Feminino 2=Masculino
Faixa etária: 1=18-25 2=26-33 3=34-41 4=41-48 5=>49
Escolaridade: 1=Ensino Fundamental 2=Ensino Médio 3= Ensino
Superior 4= Pós Graduação 5=Mestrado 6=Doutorado
Estado civil: 1=Casado(a) 2=Solteiro(a) 3=Divorciado(a)
E-mail:
Telefone/WhatsApp (opcional):
DADOS DA EMPRESA
Nome da Empresa (opcional):
Cidade: 1= Cabreúva 2= Campo Limpo Paulista 3= Francisco Morato 4=
Itupeva 5= Jarinu 6= Jundiaí 7= Louveira 8= Várzea Paulista
Enquadramento empresa: 1=MEI (Microempreendedor individual) 2=ME –
Microempresa 3=EPP (Empresa de pequeno porte)
Setor econômico: 1=Comércio 2=Indústria 3=Serviços
Ramo de atividade: ______________________________________________

Obs.: Deixe comentários que julgue pertinente:


131

Figura 24 - Imagem dos Dados sociodemográficos de pesquisa desenvolvido no Google forms


132
133

Fonte: Elaborada pela autora (2021)

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