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A Dominação Europeia Na África e Na Ásia: Colônias, Protetorados e Áreas de Influência

O documento aborda a dominação europeia na África e na Ásia durante o século XIX, destacando o imperialismo e a Conferência de Berlim, que formalizou a divisão do continente africano entre potências europeias. A expansão colonial foi impulsionada por interesses econômicos e políticos, resultando em uma dependência das regiões dominadas. A conferência não incluiu representantes africanos, ignorando fronteiras e grupos étnicos locais, com consequências duradouras para a região.

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A Dominação Europeia Na África e Na Ásia: Colônias, Protetorados e Áreas de Influência

O documento aborda a dominação europeia na África e na Ásia durante o século XIX, destacando o imperialismo e a Conferência de Berlim, que formalizou a divisão do continente africano entre potências europeias. A expansão colonial foi impulsionada por interesses econômicos e políticos, resultando em uma dependência das regiões dominadas. A conferência não incluiu representantes africanos, ignorando fronteiras e grupos étnicos locais, com consequências duradouras para a região.

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História

A dominação europeia na
África e na Ásia: colônias,
protetorados e áreas de
influência

1o bimestre Ensino
Aula 3 Médio
● Expansão colonial século XIX; ● Relacionar o avanço do capitalismo às
dominações coloniais do século XIX e do
● Imperialismo;
início do século XX;
● Conferência de Berlim.
● Discutir de forma crítica os interesses
políticos e econômicos das grandes
potências para a expansão colonial afro-
asiática.
Para começar

Observem a ilustração da Revista


Puck, de 1889, e levantem
hipóteses:
• Além do famoso Tio Sam (EUA), quem
seriam os demais personagens?
Observem toda a sala.
• Por que a ilustração menciona “aula de
civilização”? O que isso quer dizer?
• O que é possível afirmar a partir da frase:
“Agora, crianças, vocês devem aprender
essas lições, gostem ou não!”? Que tipo
de relação política ela implicava?
“A escola começa: Tio Sam e sua aula de civilização –
Agora, crianças, vocês devem aprender essas lições,
gostem ou não!”
Reprodução – LIBRARY OF CONGRESS, [s.d.]. Disponível em:
[Link] Acesso em: 23 ago. 2024.
Foco no conteúdo
Link para vídeo

• O colonialismo, entre os séculos XVI e


XVIII, teve como enfoque a formação de
colônias nas Américas para obter metais
preciosos e produtos agrícolas usando a
mão de obra escravizada.
• No século XIX, o imperialismo ou
neocolonialismo se concentrou na
África e na Ásia, onde as nações
industrializadas buscavam recursos
naturais e mercados.

“As raízes econômicas do novo imperialismo


residiam numa nova etapa específica de
capitalismo que, entre outras coisas, levava à A partilha da África
‘divisão territorial do mundo entre as grandes
potências capitalistas’, configurando um MATERIAL DIGITAL _HISTÓRIA. A partilha da África (recorte). Disponível
em: [Link] Acesso em: 23 ago. 2024.
conjunto de colônias formais e informais e de
esferas de influência”.
(HOBSBAWM, 1998)
Foco no conteúdo

IMPERIALISMO
O termo imperialismo se refere ao processo histórico em “[...] a partir dos anos 1870, o
que nações com economias capitalistas desenvolvidas imperialismo foi visto pelos
expandiram seu domínio, conquistando e subjugando países capitalistas
outras nações e povos. industrializados como uma saída
Esse domínio resultou em uma dependência econômica e para a crise de suas economias,
política dessas regiões em relação às potências causada pelo acirramento da
imperialistas, em diferentes graus. Seu auge ocorreu concorrência internacional.
entre 1870 e 1914, período que culminou na divisão da A maioria absoluta dos povos
África e da Ásia entre as grandes potências europeias, africanos e asiáticos sofreu a
além dos Estados Unidos e do Japão. conquista e a dominação de
países europeus a partir,
De acordo com alguns estudiosos, o principal objetivo do sobretudo, dos últimos vinte e
imperialismo nesse período foi menos a exportação de cinco anos do século XIX”.
produtos industrializados em larga escala, e mais a
transferência de excedentes de capital, que eram (CASTRO; FACINA, 2011. p. 215).

investidos nas áreas periféricas do capitalismo global,


onde rendiam maiores lucros.
Foco no conteúdo

“Enquanto um grande
homem africano
dorme encostado em
uma árvore, vários
países europeus
estão fincando suas
bandeiras na África
(Inglaterra, Portugal,
Bélgica, Turquia,
Itália, Alemanha,
Espanha e França)”.

“The sleeping sickness”


(A doença do sono), de Gordon
Ross, N.Y. Published by Keppler
& Schwarzmann, Puck Building,
1911 October 25.
Biblioteca do Congresso,
Estados Unidos

Reprodução – LIBRARY OF CONGRESS,


[s.d.]. Disponível em:
[Link]
services/service/pnp/ppmsca/27700/27783
[Link]. Acesso em: 26 ago. 2024.​
2 minutos

A atuação dos países europeus contribuiu para que a


Pause e responda África — entre 1870 e 1914 — se transformasse em uma
espécie de grande “colcha de retalhos”.

Esse processo foi motivado pelo(a):

domínio sobre os recursos


busca de acesso à infraestrutura
considerados estratégicos para as
energética dos países africanos.
nações europeias.

resgate humanitário das populações


regulação da atividade comercial
africanas em situação de extrema
com os países africanos.
pobreza.
Pause e responda
A atuação dos países europeus contribuiu para que a
África — entre 1870 e 1914 — se transformasse em
uma espécie de grande “colcha de retalhos”.

Esse processo foi motivado pelo(a):

domínio sobre os recursos


busca de acesso à infraestrutura
considerados estratégicos para as
energética dos países africanos.
nações europeias.

resgate humanitário das populações


regulação da atividade comercial
africanas em situação de extrema
com os países africanos.
pobreza.
Foco no conteúdo

A Conferência de Berlim (1884-1885)

A Conferência de Berlim, realizada de 15


de novembro de 1884 a 26 de fevereiro de
1885, foi motivada pela invasão da Bélgica
à região do Congo (Belga), o que
desencadeou uma disputa por colônias
africanas entre os países europeus.
Convocada pelo chanceler
alemão Otto von Bismarck,
o objetivo da conferência foi
“regular essa disputa
colonial” na África.
Ilustração dos participantes da Conferência de Berlim,
1884-1885, para o Allgemeine Illustrirte Zeitung. Obra de
Adalbert von Rößler
Otto von Bismarck,
fotografia de cerca de 1875. Reprodução – WIKIMEDIA COMMONS, 2012. Disponível em:
[Link] Acesso em: 23 ago. 2024.
KABINETT-PHOTO/WIKIMEDIA
COMMONS, 2010.
Elaborada especialmente para a aula.
Foco no conteúdo

O encontro, posteriormente, formalizou a


divisão do continente africano entre as
potências europeias, frequentemente
ignorando as fronteiras e os grupos
étnicos locais, o que trouxe consequências
duradouras para a região.
Vale destacar que a conferência não
contou com a participação de
representantes africanos, tendo sido
conduzida exclusivamente pelas potências
coloniais.
Entre os países participantes, estavam
França, Alemanha, Áustria-Hungria,
Bélgica, Dinamarca, Espanha, Estados
Charge francesa L’Illustration, 1885, na qual o chanceler alemão
Otto von Bismarck oferece, aos seus convidados, um bolo fatiado Unidos, Grã-Bretanha, Itália, Países
onde se lê “África” Baixos, Portugal, Rússia, Suécia, Noruega
Reprodução – JACKINTHELIGHT/WIKIMEDIA COMMONS, 2023. Disponível em:
[Link]
e Turquia.
Acesso em: 23 ago. 2024.
Foco no conteúdo

Os objetivos da Conferência
de Berlim (1884-1885)
Os principais objetivos da conferência foram:

• dividir a África entre as potências


europeias, para evitar conflitos e promover
uma exploração ordenada;
• reconhecer a soberania apenas se os
territórios africanos fossem efetivamente
ocupados e administrados pelas potências
europeias;
• garantir rotas comerciais livres e facilitar o
Charge representando o rei belga Leopoldo II, no meio, o
Imperador alemão Guilherme I, à direita, e um urso coroado
comércio no interior da África; (representando o Império Russo), à esquerda, cortando uma


abóbora (representando o Congo), na Conferência de Berlim de
reforçar a proibição do tráfico de 1884, com os dizeres: “O Ano Novo dos soberanos. Quando será o
escravizados e promover a cooperação Ano Novo dos povos?”
Reprodução – WIKIMEDIA COMMONS, 2020. Disponível em:
para combatê-lo. [Link]
_par_Fran%C3%A7ois_Mar%C3%A9chal_1884_(recadr%C3%A9e).jpg. Acesso em: 23 ago. 2024.
Na prática

Atividade 1 Veja no livro!


1 ESTAÇÃO 1: A missão civilizadora e a
partilha da África.
• Leia as fontes e siga o • Quais foram as justificativas usadas pelos
roteiro da Rotação por europeus para submeter os africanos ao seu
Estação: controle? Como os africanos foram
retratados na ata da Conferência de Berlim?
Como o texto historiográfico aborda o
imperialismo?

ESTAÇÃO 2: As consequências do
2 imperialismo para as nações africanas.
Em grupos (máx. 4 pessoas)
• Analisando as fontes, como as nações
africanas reagiram à invasão europeia? Havia
Em cada estação, vocês farão Estados consolidados? Se sim, por que os
registros de suas análises e europeus os subjugaram?
conclusões.

15 minutos
Na prática Atividade 1 Veja no livro!

ESTAÇÃO 1: A missão civilizadora e a partilha da África

[...] Querendo regular num espírito de boa compreensão mútua as condições mais favoráveis ao
desenvolvimento do comércio e da civilização em certas regiões da África, e assegurar a todos os
povos as vantagens da livre navegação sobre os dois principais rios africanos que se lançam no
Oceano Atlântico; desejosos, por outro lado, de prevenir os mal-entendidos e as contestações, que
poderiam originar, no futuro, as novas tomadas de posse nas costas da África, e preocupados ao
mesmo tempo com os meios de crescimentos do bem-estar moral e material das populações
aborígenes, resolveram sob convite que lhes enviou o Governo Imperial Alemão, em concordância com
o Governo da República Francesa, reunir para este fim uma Conferência de Berlim [...].
Artigo 6. Disposições relativas à proteção dos aborígenes, dos missionários e dos viajantes, assim
como a liberdade religiosa. Todas as Potências que comprometeram-se a velar pela conservação das
populações aborígenes e pela melhoria de suas condições morais e materiais de existência e em
cooperar na supressão da escravatura e principalmente no tráfico dos negros; elas protegerão e
favorecerão, sem distinção de nacionalidade ou de culto, todas as instituições e empresas religiosas,
científicas e de caridade, criadas e organizadas para esses fins ou que tendam a instruir os indígenas e
a lhes fazer compreender e apreciar as vantagens da civilização”. (Ata Geral redigida em Berlim em
26 de fevereiro de 1885 – grifos nossos).
(UFMG, [s.d.])
Na prática Atividade 1 Veja no livro!

ESTAÇÃO 1: A missão civilizadora e a partilha da África

A partilha do mundo em colônias, protetorados e áreas de influência realizada pelos


países europeus, porém, nem sempre foi recebida de modo passivo pelos povos, cujos
territórios foram objeto da cobiça. Os países europeus [...] estabeleceram sua hegemonia
política e cultural sobre eles, desqualificando-os e procurando impor-lhes seus valores,
com base na crença da supremacia do homem branco.
[...] Dominar significou também conhecer. Não por acaso que a Antropologia moderna é
contemporânea ao imperialismo e que sua principal característica metodológica, o
trabalho de campo, foi em geral realizada por antropólogos europeus em áreas sob
influência dos impérios coloniais. Não se pode subestimar [...] o impacto dos relatos
antropológicos na cultura europeia ocidental nas transformações das visões de mundo,
do gosto artístico, das perspectivas políticas e nas elaborações científicas dos países
colonizadores”.
(CASTRO; FACINA, 2011. p. 215-216)
Na prática

Atividade 1 Veja no livro!

ESTAÇÃO 2: As consequências do
imperialismo para as nações africanas.

Sei que os brancos querem me matar para tomar o meu


país, e, ainda assim, você insiste que eles ajudarão a
organizá-lo. Por mim, acho que meu país está muito bem
como está. Não preciso deles. Sei o que me falta e o que
desejo: tenho meus próprios mercadores; considere-se
feliz por não mandar cortar-lhe a cabeça. Parta agora
mesmo e, principalmente, não volte nunca mais”.
(Declaração de Wogobo, Rei dos Mossi, ao capitão
francês Destenave, em 1895).
(FYNN, 1971. p. 43-44 apud: BOAHEN, 2010. p. 4)

Ardjoumani e seus filhos, rei de Bondoukou,


atual Burkina Fasso.
Reprodução – NEW YORK PUBLIC LIBRARY/WIKIMEDIA COMMONS, 2010. Disponível em:
[Link] . Acesso em: 23 ago. 2024.
Na prática

Atividade 1 Veja no livro!

ESTAÇÃO 2: As consequências do imperialismo para as nações africanas.

[...] a conquista da África não foi tarefa simples nem rápida. Muitas vezes, os europeus
sofreram reveses. Como na batalha de Isandhlwana, por exemplo, em janeiro de 1879,
quando cerca de 25 mil zulus do rei Cetshwayo derrotaram as tropas britânicas, que
somavam 16 mil homens, sendo 7 mil europeus e 9 mil africanos. O exército zulu era
disciplinadíssimo, uma verdadeira máquina de guerra, e, apesar da inferioridade em armas
– contava apenas com as tradicionais lanças de cabo curto, escudos de couro e
espingardas carregadas pela boca –, venceu novamente os britânicos em Rorke’sDrift,
Eshowe e Hlobane, antes de cair em Ulundi, em julho daquele ano”.
(SILVA, 2012. p. 103-104)
Na prática
A visão etnocêntrica é aquela que vê o mundo com base em sua
própria cultura, desconsiderando as outras culturas ou considerando
Correção a sua como superior às demais.

ESTAÇÃO 1:
• Quais foram as justificativas usadas pelos europeus para submeter os africanos ao seu controle? Como os
africanos foram retratados na ata da Conferência de Berlim? Como o texto historiográfico aborda o
imperialismo?
Os europeus colonizaram a África e a Ásia principalmente por razões econômicas. Havia um excesso
de produção em seus países e a necessidade de encontrar novos mercados para consumir esses
produtos. Além disso, a Europa precisava de mais matérias-primas, que eram escassas no
continente. A Conferência de Berlim, por sua vez, refletiu uma visão etnocêntrica dos europeus, que
não reconheciam a legitimidade dos Estados-nação africanos, tratando-os como “aborígenes”, que
precisavam de “melhoria de suas condições morais e materiais”. Embora defendessem o fim da
escravidão, os europeus impuseram às populações locais condições de trabalho muito semelhantes
à escravidão, reforçando a ideia de superioridade europeia sobre as nações africanas. O texto
historiográfico, notadamente, explicita como o domínio foi justificado pela crença na supremacia do
homem branco, que envolveu tanto a desqualificação dos povos colonizados quanto a imposição de
valores europeus. Além disso, o texto ressalta a relação entre imperialismo e Antropologia,
evidenciando como as culturas colonizadas pelos europeus influenciaram a cultura, a política e a
ciência nos países colonizadores. A visão etnocêntrica é aquela que vê o mundo com base em sua
própria cultura, desconsiderando as outras culturas ou considerando a sua como superior às demais.
Na prática

Correção

ESTAÇÃO 2
• Analisando as fontes, como as nações africanas reagiram à invasão europeia? Havia
Estados consolidados? Se sim, por que os europeus os subjugaram?
O avanço colonial foi extremamente violento, como indicado pela fala do rei dos Mossi.
Embora os europeus alegassem que “organizariam” as nações africanas, na verdade
procuravam impor sua cultura e suas tradições em locais cujas etnias já tinham
identidades próprias. A imagem, por exemplo, revela que muitos Estados africanos
possuíam uma organização socioeconômica, política e cultural estabelecida,
características que os europeus tentaram eliminar de forma violenta, sob o pretexto de
levar “progresso” e “civilização” a esses povos. O texto do historiador Alberto da Costa e
Silva explicita a resistência ao domínio que se estabelecia. Apesar das diferentes revoltas
e batalhas, os europeus conseguiram subjugar os Estados africanos devido às forças
tecnológica e militar, como armamentos avançados e estratégias coloniais, que envolviam
“dividir e conquistar”, explorando divisões internas e alianças locais. Além disso, as
potências europeias tinham recursos econômicos e logísticos que lhes permitiam
sustentar campanhas prolongadas de conquista.
Foco no conteúdo

E o imperialismo na Ásia? “Na Ásia, assim como na África, foram diversas as formas de
resistência, de luta e de organização. A especificidade neste caso
reside no fato de que boa parte desses movimentos envolveu a
Durante o processo de colonização questão do confronto entre ocidentalização ‘versus’ tradição, que,
da Ásia, os europeus enfrentaram muitas vezes, informou as disputas políticas internas dessas áreas
resistências. Principalmente da dominadas. Resistir ao estrangeiro nem sempre significava somente
China e da Índia, países com resistir ao europeu, mas também, por vezes, a outros povos asiáticos
que submetiam essas populações [...]. Do mesmo modo, lutar contra a
estrutura social bem organizada e dominação estrangeira não implicava necessariamente a recusa
com numerosos exércitos. Apesar radical da ocidentalização. O caso japonês, por exemplo, é justamente
disso, foram dominados em vista da um processo de modernização de cunho ocidental que serve de
superioridade do armamento poderoso instrumento para recusar a subordinação aos estrangeiros”.
europeu. (CASTRO; FACINA, 2011. p. 224)

Na China, a dominação se iniciou


com a Guerra do Ópio (1839-42), e
terminou com o Tratado de Pequim A Guerra do Ópio (1839-1842) foi um conflito entre a Grã-Bretanha e a China
sobre o comércio de ópio. A guerra terminou com a vitória britânica e o Tratado de
(1860), que abriu os portos Nanquim, que abriu portos chineses ao comércio britânico e cedeu Hong Kong à
chineses. O Japão, futuramente, Grã-Bretanha. Em 1856, o governo chinês embargou um dos navios
seria dominado pelos EUA de forma representantes da coroa inglesa, gesto que configurava violação do Tratado de
Nanquim. Esse gesto conduziu os dois países à Segunda Guerra do Ópio, que
semelhante ao que ocorreu com os durou de 1856 a 1860.
chineses.
Encerrando

Os legados do imperialismo na África e


na Ásia

• As justificativas para o domínio dos continentes


afro-asiáticos eram somente políticas e
econômicas?
• Podemos afirmar que o imperialismo tenha
deixado marcas que ainda se reflitam na África e
na Ásia até hoje?

A charge faz referência ao poema de Kipling, mostrando um


britânico carregando seu “fardo”. Nos personagens, está
escrito: Zulu, China, Egito e Índia. As pedras no caminho do
britânico trazem escrito: brutalidade, escravidão, ignorância,
canibalismo, crueldade. (recorte)

3 minutos O fardo do homem branco.


(The White Man's Burden). Victor Gillam, 1899.
Reprodução – WIKIMEDIA COMMONS, 2022 (recorte). Disponível em:
[Link]
pped%[Link] Acesso em: 20 ago. 2024.
Aprofundando
A seguir, você encontra uma seleção de exercícios extras,
que ampliam as possibilidades de prática, de retomada e
aprofundamento do conteúdo estudado.
Aprofundando

No contexto da colonização da África


(ENEM 2021)
do século XIX, o recurso ao argumento
Ata Geral da Conferência de Bruxelas, 2
civilizatório apresentado no texto de julho de 1890
procurava legitimar o(a): As potências declaram que os meios
estabelecimento de governos para a mais eficazes para combater a escravatura
A constituição de Estados nacionais. no interior da África são os seguintes:
1º — A organização progressiva dos
serviços administrativos judiciais, religiosos
submissão de espaços para alterar
B as relações de produção.
e militares nos territórios da África,
colocados sob a soberania ou sob
protetorado das nações civilizadas;
C delimitação de jurisdições para 2º — O estabelecimento gradual no
bloquear a expansão capitalista.
interior, pelas potências de quem dependem
os territórios, de estações fortemente
defesa do continente para encerrar ocupadas, de maneira que a sua ação
D as contínuas guerras civis. protetora ou repressiva possa se fazer
sentir com eficácia nos territórios assolados
reconhecimento da alteridade para pela caçada ao homem”.
E preservar as práticas tribais.
Aprofundando

No contexto da colonização da África (ENEM 2021)


do século XIX, o recurso ao Ata Geral da Conferência de Bruxelas, 2
argumento civilizatório apresentado de julho de 1890
no texto procurava legitimar o(a): As potências declaram que os meios
estabelecimento de governos para a
mais eficazes para combater a escravatura
A constituição de Estados nacionais. no interior da África são os seguintes:
1º — A organização progressiva dos
serviços administrativos judiciais, religiosos
submissão de espaços para alterar
B as relações de produção.
e militares nos territórios da África,
colocados sob a soberania ou sob
protetorado das nações civilizadas;
C delimitação de jurisdições para 2º — O estabelecimento gradual no
bloquear a expansão capitalista.
interior, pelas potências de quem dependem
os territórios, de estações fortemente
defesa do continente para encerrar ocupadas, de maneira que a sua ação
D as contínuas guerras civis. protetora ou repressiva possa se fazer
sentir com eficácia nos territórios assolados
reconhecimento da alteridade para pela caçada ao homem.”
E preservar as práticas tribais.
Aprofundando

Resolução

Alternativa B

A Conferência de Bruxelas foi organizada pelo rei belga Leopoldo II, sob o pretexto de abolir o
tráfico de escravizados na África Central. O objetivo “declarado” da reunião era acabar com a
barbárie e promover a civilização no continente. No entanto, a verdadeira intenção do monarca
era garantir seu controle sobre o Estado Livre do Congo, já reconhecido pelas potências
europeias na Conferência de Berlim, em 1885. Vale lembrar que Leopoldo II ficou conhecido
por cometer graves atrocidades contra a população congolesa. Além disso, a introdução de
relações econômicas capitalistas, com a produção em larga escala para exportação, a
cobrança de impostos, a circulação de moedas e o combate às práticas escravistas
transformaram profundamente as tradições e as estruturas sociais de diversos povos, culturas e
regiões da África.
Referências

BOAHEN, A. A. História geral da África, VII: África sob dominação colonial, 1880-1935. Brasília:
UNESCO, 2010. Disponível em: [Link] Acesso em: 23
ago. 2024.
BOBBIO, N.; MATTEUCCI, N.; PASQUINO, G. Dicionário de política. Brasília: Editora Universidade de
Brasília, 1997.
CASTRO, R. F de; FACINA; A. As resistências dos povos à partilha do mundo. In: FERREIRA, J;
REIS FILHO, D. A; ZENHA, C. O século XX, o tempo das certezas: da formação do capitalismo à Primeira
Guerra Mundial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.
FERRO, M. A colonização explicada a todos. São Paulo: Editora Unesp, 2017.
HOBSBAWM. E. J. A era dos impérios: 1875-1914. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP).
Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), 2014. Prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias;
Prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, 1o dia, Caderno 3 – Branco, 2a aplicação. Disponível
em: [Link]
Acesso em: 23 ago. 2024.
Referências

INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP).


Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), 2021. Prova de Linguagens, códigos e suas tecnologias e
redação; Prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias, 1o dia, Caderno 1 – Azul, 2a aplicação.
Disponível em:
[Link] Acesso
em: 23 ago. 2024.
KABINETT-PHOTO. Otto Fürst von Bismarck. (Public Domain). Wikimedia Commons, 2010. Disponível
em: [Link] Acesso em: 23 ago.
2024.
LEMOV, D. Aula nota 10 3.0: 63 técnicas para melhorar a gestão da sala de aula. Porto Alegre: Penso,
2023.
N’KRUMAH, K. Neocolonialismo: último estágio do imperialismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,
1967.
ROSENSHINE, B. Principles of instruction: research-based strategies that all teachers should know.
American Educator, v. 36, n. 1, p. 12-19, 2012. Disponível em: [Link] Acesso
em: 23 ago. 2024.
Referências

SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista: etapa Ensino Médio, 2020.
Disponível em: [Link]
content/uploads/2023/02/CURR%C3%8DCULO-PAULISTA-etapa-Ensino-M%C3%A9dio_ISBN.pdf.
Acesso em: 23 ago. 2024.
SILVA, A. da C e. A África explicada aos meus filhos. Rio de Janeiro: Agir, 2012.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS (UFMG). Ata Geral redigida em Berlim em 26 de
fevereiro de 1885, [s.d.]. Disponível em: [Link]
content/uploads/2013/12/conf_berlim.pdf. Acesso em: 23 ago. 2024.
VESENTINI, J. W. Geopolítica, imperialismo e desigualdades internacionais. Editora do Autor, 2020.
Identidade visual: imagens © Getty Images.

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