Interações Ecológicas: Conceitos e Tipos
Interações Ecológicas: Conceitos e Tipos
Unidade II
5 INTERAÇÃO ECOLÓGICA
A palavra ecologia tem origem no grego oikos, que significa casa; pela definição, é o segmento da
Biologia que se propõe a estudar as relações dos seres vivos com o meio onde vivem.
O termo ecologia foi definido em 1866 pelo zoologista alemão Ernst Haeckel; porém, a
preocupação do homem em entender a relação dos seres vivos com seu meio é muito anterior.
Apesar de incerta a data da origem desses estudos, já na Grécia, por volta de 350 a.C., Aristóteles
dissertava sobre o comportamento das aves e a influência da sazonalidade na reprodução, assim
como a descrição de diversas espécies e suas características em cada uma das fases da vida.
Pouco tempo depois, Theophastus escreveu duas obras importantes para a Botânica – De historia
plantarum (História das plantas) e De causis plantarum (Sobre as causas das plantas), em que
descreve a origem das plantas com sementes e suas aplicações, além de discutir a influência de
fatores abióticos sobre elas.
A seguir, diversos pesquisadores começaram a se preocupar em estudar as relações entre ser vivo e
ambiente; porém, a maioria deles se dedicava ao estudo do crescimento das populações, especialmente
a humana, como Niccolo Machiavelli (1525), Giovanni Botero (1588), John Graunt (1592), Mathew Hale
(1677), Lambert Quetelet (1835), entre outros.
A partir daí, começam a aparecer teorias voltadas à interação do meio ambiente com os seres
vivos e as consequências dessa relação. Nesse panorama, um dos mais importantes cientistas foi
Charles Darwin com seus estudos sobre a seleção natural e a diversidade dos organismos vivos. Outros
cientistas também deram enorme contribuição para o avanço da ecologia, como Alexander Von
Humboldt (1807), o pioneiro na determinação de relação entre altitude e latitude na distribuição dos
organismos; Alphonse de Candolle (1855), taxonomista vegetal que descreveu blocos de vegetação,
os quais chamou de formações, além de levantar a hipótese de um controle climático na distribuição
dessas vegetações.
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BIOMAS TERRESTRES E SUA DINÂMICA: QUESTÃO AMBIENTAL
Seguindo essa corrente, Haeckel propôs o termo ecologia, baseado no pressuposto de que
não podemos observar um indivíduo isoladamente, pois ele está em constante interação com
outros e com o meio onde vive. E, a partir disso, inúmeros cientistas vêm estudando as interações
entre os seres vivos e o ambiente, fazendo relações entre diversas áreas do conhecimento,
como Estatística, Geografia, Genética e outras, tornando a Ecologia uma ciência interativa
com outras.
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Unidade II
Lembrete
Nesse contexto, a ecologia apresenta conceitos fundamentais, que, na verdade, constituem níveis de
organização dos sistemas ecológicos, aqui apresentados do menos para o mais complexo.
• Organismo: limitado por um envoltório, ou membrana, por meio do qual realiza trocas com o
meio ambiente, constitui a unidade básica da ecologia. Pode ser descrito como um indivíduo
isolado, ou seja, um único ser vivo, seja ele uni ou pluricelular.
• População: conjunto de organismos de uma espécie que vivem em uma mesma região. Diferem
do organismo no sentido de que são potencialmente “eternas”, uma vez que a taxa de natalidade
e mortalidade as mantém estáveis ao longo do tempo. Apresentam características próprias de
acordo com o ambiente onde estão inseridas.
• Comunidade: quando diversas populações coexistem num mesmo espaço geográfico, isto é, na
mesma região. Assim, essas populações, ao formarem uma comunidade, interagem entre si, dando
origem às chamadas interações ecológicas entre seres vivos.
• Ecossistema: organismo e ambiente físico onde se vive, podendo ser descrito também como
conjunto dos fatores bióticos e abióticos de uma determinada região.
• Biosfera: união de todos os diferentes ecossistemas do globo terrestre. Podemos separar os biomas
por suas características biogeográficas, todavia todos estão ligados entre si formando a biosfera.
Depois de expormos os conceitos básicos da Ecologia, devemos compreender que as interações entre
seres vivos e destes com o ambiente influenciam nas populações (dinâmica populacional), o que, por sua
vez, determinará variações nos níveis superiores.
Pensando nas relações ecológicas entre os seres vivos, podemos classificá-las em harmônicas e
desarmônicas; interespecíficas e intraespecíficas. As relações harmônicas são aquelas em que nenhum
dos organismos envolvidos sofre prejuízo, enquanto nas relações desarmônicas um dos organismos será
prejudicado. Já as relações intraespecíficas são as que envolvem somente uma espécie, e as interespecíficas,
mais de uma. Dessa forma, uma relação ecológica pode ser classificada combinando os tipos apresentados;
por exemplo, harmônica e intraespecífica; ou desarmônica e interespecífica e assim por diante.
— Comensalismo: somente um dos envolvidos é beneficiado; porém, o outro não sofre prejuízos.
Exemplo: tubarão e rêmora.
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BIOMAS TERRESTRES E SUA DINÂMICA: QUESTÃO AMBIENTAL
— Inquilinismo: um organismo utiliza o outro como apoio, sem causar danos a este. As bromélias
são ótimo exemplo dessa relação.
— Mutualismo: associação muito parecida com a cooperação; porém, nesse caso, a ligação
entre os organismos é maior, de forma que, quando separados, os dois são prejudicados,
demonstrando grande dependência. Exemplo: cupim, protozoário e liquens.
Figura 48 – Liquens
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Unidade II
— Amensalismo: uma espécie inibe o desenvolvimento da outra. Exemplo: eucalipto, que libera
toxinas no solo impedindo o desenvolvimento de outros vegetais.
Figura 49 – Árvores
— Predatismo: um organismo se alimenta de outro, matando-o. Essa relação constitui a base das
cadeias alimentares nos ecossistemas. Exemplo: águia e macaco.
— Competição: constitui uma disputa entre espécies por algum fator ambiental, como alimento,
território, abrigo etc.
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BIOMAS TERRESTRES E SUA DINÂMICA: QUESTÃO AMBIENTAL
— Colônia: interações em que todos os indivíduos são beneficiados, porém estão ligados
anatomicamente. Exemplo: corais.
Figura 51
— Sociedade: também há o benefício a todos os participantes dessa interação, mas não existe
ligação anatômica, ou seja, os indivíduos são independentes, mas ocorre divisão de tarefas
dentro da sociedade constituindo castas. Exemplo: abelhas.
Figura 52
Assim como os fatores abióticos influenciam a adaptação e a evolução dos seres vivos, o mesmo
ocorre com as relações ecológicas entre os organismos, pois estes se modificam, seja na forma ou
no funcionamento, para sobreviver às relações ecológicas. Desse modo, temos predadores com dentes
afiados para matar suas presas, parasitas com estratégias reprodutivas para atingir o maior número de
hospedeiros possível e assim por diante.
Em se tratando de interação ecológica entre seres vivos e biomas, é impossível não pensarmos
na relação entre homem e meio ambiente. Os humanos constituem-se em elementos importantes na
biosfera, e as atividades que desenvolvem criaram uma crise ambiental que alcançou proporções globais.
Apesar de muito numerosa, mais de sete bilhões de indivíduos, essa espécie a qual pertencemos não
é a maior população de planeta; porém, talvez seja a que mais interfere e transforma as paisagens por
onde se instala.
Sendo assim, devemos dar alguma atenção às modificações que fazemos nos biomas mundiais, que
são feitas por motivos diversos, como atividades agrícolas, pecuária, mineração, habitação, entre outras;
com isso, ao longo do tempo nos vimos, diversas vezes, repensando nas atitudes desastrosas que temos
diante da natureza.
Como consequências dessa interação com os humanos, os biomas perderam território, foram
modificados, queimados e ameaçados. Por outro lado, muitos humanos vêm refletindo sobre essa
interação e buscando maneiras pelas quais possam interagir com o meio sem destruí-lo. Como tomar
atitudes sustentáveis ou ecologicamente corretas?
Assim, a partir da década de 1970, começaram a surgir encontros mundiais sobre meio ambiente.
O marco inicial foi dado pelas Nações Unidas com o Encontro de Estocolmo, em 1972, seguido por
diversos outros que culminaram com o surgimento de documentos de grande importância nas
discussões ambientais. Na década de 1980, podemos citar o Relatório de Brundtland – Noruega,
que sugeria a iniciativa do desenvolvimento sustentável; e Relatório de Montreal, que tinha o
objetivo de reduzir o buraco na camada de ozônio. Já na década de 1990, tivemos: Rio – 92, com a
publicação da agenda 21 e a Convenção da Biodiversidade; Protocolo de Kyoto, com uma discussão
sobre a emissão dos gases do efeito estufa para os países desenvolvidos; e, por fim, já no novo
milênio, a Plataforma de Durban e a Rio +20, com preocupações tanto com a biodiversidade como
com os efeitos climáticos no globo.
Alguns dos eventos que promoveram discussões e trabalhos sobre o assunto foram:
• Conferência sobre Meio Ambiente Humano das Nações Unidas – Estocolmo (Suécia), em 1972.
• Segunda Conferência sobre o Meio Ambiente das Nações Unidas (ECO-92) – Rio de Janeiro, 1992
–, com participação de 170 países, comissões da ONU e organizações não governamentais (ONGs).
Figura 53
Grams CO2/m2
Water
0.0 – 2.5
2.5 – 5.0
5.0 – 10.0
10.0 – 20.0
20.0 – 50.0
50.0 – 100.0
100.0 – 150.0
150.0 – 250.0
250.0 – 500.0
500.0 – 800.0
800.0 – 1000.0
1000.0 – 1200.0
1200.0 – 1500.0 Global patterns of carbon dioxide emissions from soils – Annual
Figura 54
63
Unidade II
• 17ª Conferência das Partes – COP17 – em Durban, África do Sul, em 2011. Nessa conferência, foi
decidido estender o Protocolo de Kyoto e criou-se a Plataforma de Durban, que fixou uma agenda
para a criação, em 2015, de um novo instrumento que obrigue a redução da emissão de carbono
a partir de 2020.
• criar um fundo de auxílio aos países em desenvolvimento para a proteção do meio ambiente;
• buscar uma solução para a relação entre o consumo excessivo dos países desenvolvidos e a
destruição do meio ambiente nos países periféricos, pressionados pelas dívidas externas.
• Grupo 2 – defesa das águas continentais e marinhas; produção e circulação de dejetos tóxicos.
Chegamos a um ponto da História em que devemos moldar nossas ações em todo o mundo, com
maior atenção para as consequências ambientais. Por conta da ignorância ou da indiferença podemos
causar danos maciços e irreversíveis ao meio ambiente, do qual nossa vida e bem-estar dependem.
Por outro lado, a partir do maior conhecimento e de ações mais sábias, podemos conquistar uma vida
melhor para nós e para a posteridade, com um meio ambiente em sintonia com as necessidades e
esperanças humanas…
Defender e melhorar o meio ambiente para as atuais e futuras gerações se tornou uma meta
fundamental para a humanidade (UNEP, 1972).
A preocupação com o meio ambiente realmente se justifica, uma vez que não seria possível a vida do
ser humano sem essa interação. Só que, para ela continuar a existir, são necessárias providências para a
manutenção de um equilíbrio entre as partes envolvidas, a fim de que essa relação perdure e garanta a
existência tanto da espécie, o homem, como a do bioma explorado.
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BIOMAS TERRESTRES E SUA DINÂMICA: QUESTÃO AMBIENTAL
Nesse contexto, pensando no Brasil, essa preocupação está clara, inclusive consta da Constituição
Federal de 1988, artigo 225, que se inicia da seguinte maneira:
Para atingirmos tal objetivo, dois caminhos principais podem ser tomados nesse âmbito: a
preservação ou a conservação. Preservar, segundo a própria definição da palavra, consiste em
proteger de danos, resguardar; então, a preservação tem por objetivo manter áreas naturais livres
da ação predatória humana, determinando espaços somente para fins de pesquisa e proteção
do patrimônio natural. Por outro lado, a conservação estabelece a possibilidade da atividade
humana desde que se mantenha parte da área ou, ao menos, as características desta, permitindo a
exploração pelo homem.
Dessa forma, diversas leis brasileiras versam sobre esses aspectos. A Lei nº 4.771 de 1965 dizia que
as florestas e as demais formas de vegetação do território brasileiro são de propriedade de todos os
cidadãos, já a Lei nº 2.166 de 1967 tratava da exploração das áreas naturais e de sua biodiversidade,
estabelecendo limites para tal ação humana; também em 1967, a Lei nº 5.197 frisa a propriedade dos
animais como sendo do Estado, e quaisquer atitudes como criação, caça e outras que dependem da
regulamentação dessa instância; mais recentemente, a Lei nº 9.985, de 2000, institui o Sistema Nacional
de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC, assim como os critérios e as normas para a criação e
gestão dessas unidades; e, por fim, a Lei nº 12.651 de 2012 revoga a Lei nº 4.771, estabelecendo novas
normas para a preservação das áreas vegetais do território brasileiro.
No Brasil, um dos nomes mais fortes na questão ambiental é o de Chico Mendes. Precursor do
pensamento ambientalista, viveu e morreu em defesa da Floresta Amazônica. Ele foi assassinado em
sua casa por uma emboscada planejada por um fazendeiro que desejava retirar seringueiros nativos e
desmatar a floresta para criação de fazendas.
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Unidade II
Saiba mais
Assista:
Figura 56
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BIOMAS TERRESTRES E SUA DINÂMICA: QUESTÃO AMBIENTAL
Sabemos que não é mais possível viver como as civilizações antigas, por diversos motivos, entre eles
o alto grau de tecnologia aplicada em nosso cotidiano, mas é necessário buscarmos soluções que visem
à harmonia entre seres humanos e meio ambiente dentro das possibilidades atuais, pois garantir o bem-
estar das gerações futuras é uma necessidade urgente.
Uma das formas encontradas para buscar esses objetivos é a criação de unidades de conservação
por todo o território. Em 2007, o governo brasileiro criou o Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade – ICMBio –, órgão responsável pela gestão, fiscalização e monitoramento das unidades de
conservação e também por programas de pesquisas para preservação e conservação da biodiversidade
brasileira.
Saiba mais
Consulte:
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Unidade II
Com o passar do tempo, muitas áreas naturais foram sendo destruídas para dar lugar à
ocupação humana. Animais e plantas foram eliminados, alguns desapareceram e outros, até
os dias atuais, ainda correm risco de extinção.
Este é o nosso maior privilégio, esta é a nossa herança: temos uma natureza que nos
oferece todos os recursos de que precisamos para viver bem. E essa herança deve ser
protegida.
Para atingir esse objetivo de forma efetiva e eficiente, foi instituído o Sistema
Nacional de Conservação da Natureza (SNUC), com a promulgação da Lei nº 9.985,
de 18 de julho de 2000. A Lei do SNUC representou grandes avanços à criação e
gestão das UC nas três esferas de governo (federal, estadual e municipal), pois ele
possibilita uma visão de conjunto das áreas naturais a serem preservadas. Além
disso, estabeleceu mecanismos que regulamentam a participação da sociedade na
gestão das UC, potencializando a relação entre o Estado, os cidadãos e o meio
ambiente.
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BIOMAS TERRESTRES E SUA DINÂMICA: QUESTÃO AMBIENTAL
Unidades de uso sustentável: são áreas que visam conciliar a conservação da natureza
com o uso sustentável dos recursos naturais. Nesse grupo, atividades que envolvem coleta
e uso dos recursos naturais são permitidas, mas desde que praticadas de uma forma que a
perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos esteja assegurada.
As categorias de uso sustentável são: área de relevante interesse ecológico, floresta nacional,
reserva de fauna, reserva de desenvolvimento sustentável, reserva extrativista, área de
proteção ambiental (APA) e reserva particular do patrimônio natural.
O capítulo sobre o meio ambiente da Constituição de 1988 é considerado um dos mais avançados do
mundo. Reconhece o meio ambiente ecologicamente equilibrado como um belo uso comum do povo,
essencial à qualidade de vida, e estabelece como dever dos governos e da coletividade defendê-lo e
preservá-lo para as gerações presentes e futuras.
As unidades de conservação compõem espaços territoriais, em sua maioria formados por áreas contínuas
com o objetivo de preservação da flora, da fauna e das belezas naturais, e, ainda, do meio ambiente como um
todo, tutelada por legislação específica, visando à perpetuação do referido espaço (Une e Louro).
Na legislação que dispõe sobre a proteção dos aspectos bióticos e abióticos do território nacional,
destacam-se como norteadoras de criação de unidades de conservação:
Lei Federal nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente.
Resolução Conama nº 011/87, de 3 de dezembro de 1987.
Essas áreas são criadas pelos Poderes Públicos Federal, Estadual e Municipal em seu âmbito
administrativo; as instituições particulares, na maioria das situações, respondem pela sua manutenção
e administração. Assim, as unidades de conservação, de acordo com Bruck (1995), têm a finalidade de:
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Unidade II
• preservar bancos genéticos, de fauna e flora, a fim de permitir pesquisas que os levem à utilização
racional pelo homem. O estudo das espécies florísticas e faunísticas nos seus habitats naturais
conduzem ao manejo adequado da fauna;
• proteger os recursos hídricos, em especial as cabeceiras de rios e áreas, ao longo das bacias
hidrográficas, que apresentam pressão demográfica;
• proteger paisagens de relativa beleza cênica, bem como aquelas que contenham valores culturais,
históricos e arqueológicos com finalidade de estudos e turismo;
• conduzir, de maneira apropriada, a educação ambiental, tanto a de cunho turístico quanto ligada
às atividades escolares e, em especial, às comunidades;
• proteger áreas de particulares que tenham relevantes interesses faunísticos e/ou florísticos;
• proteger áreas que venham a ter, no futuro, uma utilização racional do uso do solo.
Em 2011, voltou à pauta no Congresso Nacional a forma pela qual o meio ambiente brasileiro
deve ser preservado, gerando grande polêmica. As propostas do governo foram derrotadas pelas
votações. Veja a seguir como é a atual legislação e o que se propõe no novo Código Florestal
brasileiro.
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BIOMAS TERRESTRES E SUA DINÂMICA: QUESTÃO AMBIENTAL
Figura 57
71
Unidade II
São áreas com características naturais de valor relevante, com garantias de proteção, mantidas sob
regime especial de administração que preserve a diversidade biológica, proteja as espécies raras ou em
perigo de extinção, incentive o uso sustentável dos recursos naturais e conserve paisagens naturais de
notável beleza. Representam área total de 31 294 911 ha, equivalendo a 3,7% da superfície do País, e
compõem o Sistema Nacional de Unidades de Preservação.
Parques nacionais – são áreas de extensão considerável, exclusivas do Poder Público Federal, delimitadas
por abrangerem espécies raras de fauna e flora; são criadas visando à proteção dos recursos hídricos e das
formações geológicas. Estão abertas à visitação pública, mas é proibida qualquer forma de exploração dos
recursos naturais. Podem ser terrestres ou marinhas. Ex.: Parque Nacional de Itatiaia (RJ/MG).
Figura 58
Reservas biológicas – são áreas de dimensões variáveis, caracterizadas por conter ecossistemas ou
comunidades de relevância biológica, mas de difícil manutenção. São fechadas à visitação pública e é
proibida a exploração dos recursos, a não ser para pesquisas científicas. Ex.: Reserva Biológica do Atol
das Rocas (RN/MA).
40º 35º 30º W
0º
15º 3º45’
0ºs
10050
500 20
1000
30º50’ 33º40’W
Figura 59
72
BIOMAS TERRESTRES E SUA DINÂMICA: QUESTÃO AMBIENTAL
Figura 60
Florestas nacionais – são áreas extensas de cobertura florestal que abrigam espécies, sobretudo
nativas, e oferecem condições à produção sustentável de madeira, proteção dos recursos hídricos,
manejo de fauna silvestre e recreação. Sua principal característica é o uso sustentado dos recursos,
com exceção de algumas áreas submetidas à proteção mais rigorosa. Ex.: Floresta Nacional do
Araripe (CE).
Áreas de proteção – estão destinadas à conservação da vida silvestre e dos recursos naturais,
à manutenção dos bancos genéticos e da qualidade de vida de seus habitantes. Sua utilização deve
obedecer a um zoneamento ambiental, sem desapropriação das terras pelo Poder Público. O zoneamento
é estabelecido em conjunto com universidades, ONGs e comunidades. Ex.: Área de Proteção de
Jericoacoara (CE).
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Unidade II
Serrote Pedra
e Farol Furada
1,5k
Vila de Jericoacoara m Trilha
3,6km 5,4k do Preá
Duna do m
Pôr-do-Sol
Trilha Mangue Trilha Preá
5km
8km
Seco / Guriú Lagoa
Grande
5km
4km Cruz
Mangue Seco Lagoa
Lagoa Azul
10km
Grande Caiçara
Guriú Lagoa de
Jijoca
Jijoca
6,5km
14km
Camocim
7km
4km
Jijoca
0 1km 4km CE-085
7km
Figura 61
Reservas extrativas – são áreas naturais, ou pouco alteradas, onde vivem grupos sociais que
usam produtos da flora nativa como fonte de subsistência, extraídos segundo os planos de manejo
preestabelecidos. De domínio público, são utilizadas mediante concessão federal e estadual. Ex.: Reserva
Extrativista Chico Mendes (AC).
Marechal Sena
Thaumaturgo Madureira
RESEX do
Alto Juruá
Rio
Branco
RESEX
Chico Mendes Capixaba
Xapuri
Assis
Brasil Brasiléia
Figura 62
74
BIOMAS TERRESTRES E SUA DINÂMICA: QUESTÃO AMBIENTAL
À medida que são definidas as unidades de conservação, e estas são criadas sob administração
federal, observa-se uma tendência de elas se difundirem, sendo recriadas e vinculadas às administrações
estaduais, municipais e particulares. Após esse passo, seria desejável que se adotasse para todas
as unidades de conservação o mesmo procedimento normativo de criação utilizado para as terras
indígenas: delimitação, demarcação e registro, além de outros específicos, como a elaboração e
implementação de planos diretores condizentes com objetivos da área e da adoção de medidas no seu
entorno. Só assim, tais áreas estariam resguardadas e, consequentemente, cumpririam os objetivos
para os quais foram criadas.
Assim, pelo menos no âmbito legal, o Brasil está buscando alternativas viáveis para proteger a
biodiversidade e sustentar a relação entre a população brasileira e o meio ambiente.
75
Unidade II
Figura 64
Curiosidade
Sob uma perspectiva histórica, a incidência de fogo nas matas remonta a mais de 22000
A.P. (antes do presente). No final da última glaciação, antes da chegada do homem às
Américas, o clima era seco e frio, os incêndios só ocorriam por causas naturais, sendo em
geral causados por raios. Ao lado da chuva, propiciava-se o manejo natural do material
combustível existente [...]. A sedentarização do homem no território nacional levou à prática
da queimada tipo coivara adotada pelos índios. Posteriormente, com a colonização, adotou-
se também a prática das queimadas.
Outra forma de proteger o meio ambiente da devastação humana foi a criação de um conjunto de
normas técnicas referentes a métodos e análises que possibilitam certificar que determinado produto
– seu carro, inseticida, papel que você usa; sua produção; distribuição e descarte – não prejudique ou
minimize o impacto sobre o meio. Conjunto esse conhecido como gestão ambiental.
A instituição que produziu tal produto, seguindo um programa de gestão ambiental, faz com que
seus produtos:
Esse conjunto de normas, ora em estudos, tem abrangência internacional e, segundo os que o
propõem, permitirá saber, no Brasil, no Egito ou na Coreia, por exemplo, quais as condições de análise
76
BIOMAS TERRESTRES E SUA DINÂMICA: QUESTÃO AMBIENTAL
a que foram submetidos os produtos e processos, os países em que foram emitidos os certificados
de qualidade ambiental, como Paraguai, Alemanha, EUA etc. Além do padrão ISO de qualidade dos
produtos, as empresas preocupam-se com o Selo de Qualidade Ambiental. Estes surgiram em 1978, na
Alemanha. Atualmente, mais de vinte países têm programas dessa natureza. Segundo o autor do projeto,
os selos verdes incentivam o consumo de produtos ambientalmente corretos, podendo ser considerados
motivadores da proteção ao meio ambiente.
Nos países desenvolvidos, esses produtos movimentam cerca de US$ 230 bilhões e absorvem 1% do
total da mão de obra. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que as
exportações dos produtos ecologicamente corretos abranjam entre 5% e 10% da produção desses países.
O projeto de lei instituindo o sistema nacional de selo ambiental de embalagens segue agora para a
Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, e de lá para a Comissão de Constituição
e Justiça.
O que é? É um certificado que será entregue às empresas que cumprirem os requisitos do Sistema
de Gestão Ambiental, atendendo a critérios baseados nas normas da Série ISO 14000.
Em meio ao sertão nordestino, especificamente numa região conhecida como Cariri, embora faça
parte do sertão, apresenta características diferenciadas, por ter diversas fontes em meio às formações de
arenito, o que possibilita o aparecimento de formações vegetais incomuns à caatinga, como se espera
da região.
Em meio a esse cenário, viveu o Padre Cícero Romão Batista (1844 – 1934), o Padre Cícero ou
“Padrinho” como é conhecido localmente. Figura icônica na cultura nordestina, principalmente
a cearense, ele tornou-se um dos maiores líderes religiosos conhecidos pelos brasileiros, senão o
maior. Bastante controverso, por causa de sua ligação com a política e a oligarquia, ele transitava
entre todas as camadas sociais da região de Juazeiro do Norte/CE, cidade onde foi, inclusive,
prefeito.
O Padre Cícero influenciou profundamente a cultura, a política e a religião do povo nordestino, mas
também deixou um legado ecológico para essa comunidade. Legado esse construído pelas inúmeras
secas vivenciadas no decorrer de sua vida, que acabaram por forjar suas ideias para a política, economia,
religião e ecologia.
Um dos eventos vivenciados por ele que afirmam a influência dos horrores da seca em sua vida foi
descrito pelo escritor Lira Neto (2007):
Entre 1877 e 1879, o Nordeste viveu uma das maiores e mais dramáticas
secas da história. Nem mesmo o oásis caririense escapou. Como de costume,
as doenças vinham a galope, na garupa da falta de água e de comida. Uma
epidemia de varíola elevou o obituário do triênio, só na província do Ceará,
à cifra assustadora de 180 mil almas, contra os poucos mais de 6 mil mortos
em toda a década anterior. Cícero Romão, que na seca de 1862 perdera
o pai para a cólera, aos 34 anos viveria nova e dolorosa tragédia pessoal:
entre as vítimas da grande estiagem, estava sua irmã Maria Angélica, a filha
mais nova de dona Quino. “Tenho tanto medo”, confessou Cícero em carta
ao bispo, atribuindo o flagelo à fúria divina. “Nem se pode duvidar que
tanta avareza, tanta impudicícia, tanto assassinato, tanto crime em escala
nunca vista façam continuar o castigo e aparecer outros maiores”, previu.
Não era só o sertão que agonizava. As notícias que chegavam de Fortaleza
eram aterrorizadoras. A capital, que possuía cerca de 30 mil moradores,
recebera 200 mil retirantes, arranchados em praça pública, em condições
insalubres. A varíola aproveitou para atacar sem piedade. Em um único
dia, 10 de dezembro de 1878, o cemitério da cidade recebeu, oficialmente,
1.004 corpos. ”O número de mortos devia ser muito maior porque em torno
da cidade, pelos matos e valados, inumavam-se cadáveres ou se deixava
apodrecer insepultos”, testemunhou na época o médico historiador cearense
barão de Studart. Na manhã seguinte àquele que ficaria conhecido como o
Dia dos Mil Mortos, Fortaleza amanheceu com uma nuvem negra pairando
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BIOMAS TERRESTRES E SUA DINÂMICA: QUESTÃO AMBIENTAL
sobre a cidade. Não era nenhum sinal de chuva: eram centenas de urubus
que davam rasantes no céu. Lá em baixo, cães disputavam entre si restos de
carne humana (LIRA NETO, 2007, p. 56).
Nesse contexto, é fácil de entender porque Padre Cícero desenvolveu uma preocupação com o meio
ambiente e com a utilização dos recursos naturais pelo sertanejo. Sobre isso, Walker (2006) relata:
Padre Cícero, porém, não deixou nenhum registro escrito de sua obra ecológica. Tudo que se conhece
a esse respeito é sabido por meio de oralidade das comunidades criadas a partir de seus ensinamentos.
Assim, os preceitos ecológicos do sacerdote são:
4) Não crie o boi nem o bode soltos; faça cercados e deixe o pasto descansar para se refazer.
5) Não plante em serra acima nem faça roçado em ladeira muito em pé; deixe o mato protegendo a
terra para que a água não a arraste e não se perca a sua riqueza.
6) Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar água de chuva.
7) Represe os riachos de cem em cem metros, ainda que seja com pedra solta.
8) Plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra árvore qualquer, até que
o sertão todo seja uma mata só.
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Unidade II
9) Aprenda a tirar proveito das plantas da Caatinga, como a maniçoba, a favela e a jurema; elas
podem ajudar a conviver com a seca.
10) Se o sertanejo obedecer a estes preceitos, a seca vai aos poucos se acabando, o gado melhorando
e o povo terá sempre o que comer.
11) Mas, se não obedecer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai virar um deserto só.
Saiba mais
A administração dos recursos bióticos, de uma forma que sustente uma razoável qualidade de vida
humana, depende da sábia aplicação de princípios ecológicos, não meramente para resolver ou prevenir
problemas ambientais, mas também para instruir nossos pensamentos e práticas econômicas, políticas
e sociais (RICKLEFS, 1993).
6.1 Brasil
No Brasil, durante muitos anos, toda e qualquer atividade exploratória dos biomas foi baseada na extração
de madeira, com o corte ilegal, o desmatamento para agricultura e pastagens e a caça predatória indiscriminada.
Percy Lau
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BIOMAS TERRESTRES E SUA DINÂMICA: QUESTÃO AMBIENTAL
Trabalhou por mais de 30 anos e suas obras foram expostas em 1986 no Museu
Nacional de Belas Artes, que possui grande acervo de gravuras, desenhos, capas de livros
e documentação iconográfica. Ilustrou a obra literária Vila dos Confins, de Mário Palmério,
cuja ação transcorre no oeste mineiro nos anos 1950. Além disso, muitas de suas ilustrações
foram publicadas em livros didáticos de Geografia, como os do professor Aroldo de Azevedo.
Atualmente diversas iniciativas têm buscado uma exploração sustentável dos nossos biomas, com a
intenção de conservar ao mesmo tempo em que possamos usufruir os recursos naturais abundantes do
nosso território.
Na Amazônia, o governo federal vem capacitando comunidades locais sobre legislação pesqueira
e manejo do ecossistema, com o intuito de diminuir os impactos sobre espécies locais ameaçadas de
extinção em virtude da exploração descontrolada.
Na caatinga, uma das principais dificuldades é que, além da questão ambiental, temos problemas
sociais gritantes; fato esse que dificulta o trabalho de conscientização das comunidades e a implantação
de parcerias para conservação do meio. Grande parte desses problemas é influenciada pela escassez das
chuvas na região e também pelo mau uso das terras.
Nesse bioma, as principais atividades são a agricultura e a pecuária, mas a falta de conhecimento do
uso correto da terra vem contribuindo para a destruição do solo, junto com as sucessivas queimadas para
retirada de plantas nativas, gerando assim o empobrecimento do solo e impossibilitando sua regeneração.
Figura 65
Governos locais e instituições como o Sebrae têm implantado ações de educação ambiental nas
escolas da região do semiárido e programas de capacitação dos trabalhadores, como o Programa Cabra
Forte, na Bahia. Essas ações garantem melhor relação entre homem e meio ambiente, favorecendo a
conservação da caatinga.
No Brasil Central, aparece o cerrado, um bioma com vegetação esparsa que vem sendo destruída
pelo crescimento das cidades e, principalmente, pela agricultura com o plantio de soja. Frequentemente
fazendeiros promovem queimadas para limpar o solo, que se alastram por outras áreas por causa do
vento forte, como o ocorrido em 2005 no Jardim Botânico do DF.
81
Unidade II
Em 2002, o governo federal criou a Área de Proteção Ambiental (APA) do Planalto Central para
preservar o cerrado. Contudo, o governo do DF tenta anular a criação dessa APA para poder manejar a
área e expandir loteamentos residenciais.
Hoje, o Ibama mantém centros permanentes de combate ao fogo do cerrado (Prevfogo), realizando,
além de ações de combate às queimadas, projetos de educação ambiental para evitar tal comportamento.
A Embrapa Cerrados trabalha com pesquisas sobre frutos típicos desse bioma, e empresas de
beneficiamento de alimentos têm usado esses frutos na produção de alimentos como sorvetes e doces.
Já no Pantanal muito se conhece sobre a atividade pecuarista da região, assunto esse difundido em
meios de comunicação por meio de músicas e programas de TV, retratando a vida do peão pantaneiro
que conduzia o gado pela planície alagada. Mas outra atividade que na década de 1980 devastou
o Pantanal foi a mineração do ouro na região de Poconé e Livramento, MT. Inicialmente de maneira
manual; logo depois, com a instalação de máquinas pesadas para extração do metal.
Esse processo de mineração deixou enormes crateras no solo, que após o fim da atividade serviram
para projetos de recuperação ambiental desenvolvidos pela mineradora em parceria com o Poder
Público. Nessas áreas, foram construídas curvas de nível e plantadas espécies nativas. E as escolas da
região acabaram utilizando essas áreas para desenvolver projetos de educação ambiental com os alunos.
Na Mata Atlântica, um dos biomas com maior biodiversidade do planeta, a ação do homem foi
tamanha que somente cerca de 7% resistiu ao tempo e à devastação. Durante muito tempo, as carvoarias,
as lavouras e a construção de lixões reduziram drasticamente esse importante bioma brasileiro.
Figura 66
82
BIOMAS TERRESTRES E SUA DINÂMICA: QUESTÃO AMBIENTAL
Em se tratando das carvoarias clandestinas, além da destruição ambiental, essa atividade utilizava-
se principalmente de mão de obra infantil. Milhões de crianças, ao longo dos anos, foram “escravizadas”
e submetidas a condições desumanas de trabalho. Ainda hoje, existem regiões onde essas carvoarias
continuam a funcionar e a destruir a Mata Atlântica e a infância de muitas crianças.
Muitos desses projetos recebem incentivo financeiro de empresas brasileiras que apoiam a conservação do
bioma e, ao mesmo tempo, utilizam matéria-prima originária da floresta para produção de seus produtos. Outra
fonte de recursos para a conservação da Mata Atlântica vem de instituições financeiras estrangeiras, como para
a Serra da Cantareira, em São Paulo, que durante muito tempo recebeu dinheiro de bancos alemães para projetos
de conservação desse ecossistema, onde se encontra a maior floresta nativa dentro de uma cidade.
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70
60
Nº de Projetos
50 Conservação
40 Recuperação
30 Uso sustentável
20
10
0
1990
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
1991
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Unidade II
Por fim, os campos sulinos sofrem com o crescimento da monocultura do trigo, da soja e dos
pinheiros para a venda de madeira, como também é devastado pela pecuária. O capim caninha
(Andropogon lateralis), planta típica desse bioma, está desaparecendo da Região Sul do país por
causa dessas atividades; com isso, a paisagem com o aspecto dourado, típica do Sul, tem diminuído
a cada ano.
Figura 68
7 GLOBO
Ao redor do planeta, em todos os biomas que conhecemos, a presença do homem tem reduzido
de maneira intensa a diversidade das espécies e a área dos ecossistemas. Seja no hemisfério Norte
ou no Sul, no Oriente ou no Ocidente, a cultura exploratória nunca se preocupou com a manutenção
dessas áreas.
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BIOMAS TERRESTRES E SUA DINÂMICA: QUESTÃO AMBIENTAL
Figura 69
Na taiga, vegetação formada predominantemente por coníferas, o corte das árvores para a fabricação
de papel e para a construção civil tem acabado com boa parte do bioma. No Canadá, por exemplo, a
produção de papel é responsável por cerca de 10% das exportações, além de estimar-se que metade de
todo o papel-jornal do mundo seja canadense.
Figura 70
Com relação às savanas, apesar de se distribuírem por diversas partes do globo, como América
do Sul, Austrália e África, com peculiaridades específicas em cada região, destaca-se a Savana
africana, onde a caça predatória sempre favoreceu a diminuição da biodiversidade. Apesar disso,
atualmente diversos países investiram no turismo ecológico como alternativa para a conservação
do bioma. Em alguns locais, também vemos o extrativismo vegetal aparecer como resposta à
devastação ambiental.
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Unidade II
Figura 71
Nas florestas temperadas, muito características no hemisfério Norte, podemos citar a expansão das
áreas agrícolas como fator determinante na redução do bioma. Nos EUA, por exemplo, os cinturões
agrícolas dominaram grande parte do território onde antes havia floresta nativa.
Na Europa, o crescimento das cidades, desde a Idade Média, também foi responsável pelo
desmatamento e consequente desaparecimento do ecossistema temperado. Hoje, porém, muitos países
aderiram a políticas de preservação do que restou de floresta nativa, buscando soluções que não agridam
mais essas áreas.
Pensando nos desertos, apesar de parecer um ambiente inóspito, esses biomas podem abrigar
espécies animais e vegetais que também sofrem com a exploração econômica. Uma atividade econômica
bastante praticada é a exploração de recursos minerais, como ferro e cobre. Graças a essa atividade, o
Chile é um dos maiores produtores de cobre do planeta.
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BIOMAS TERRESTRES E SUA DINÂMICA: QUESTÃO AMBIENTAL
Outra atividade atualmente praticada em desertos é o turismo, pois a curiosidade das pessoas em
passar uma noite num lugar como esse, passear de camelo, ou ainda vivenciar o cotidiano de um
beduíno tem levado cada vez mais pessoas a procurar esse tipo de passeio, principalmente no Oriente
Médio, movimentando a economia da região.
Por outro lado, centros de grandes cidades, como Dubai e Abu Dabi, foram construídas no deserto
com estruturas futuristas e arrojadas, cheias de locais de compra e finanças, para atrair ainda mais
pessoas. Isso, sem dúvida, causa impacto ambiental sobre o ecossistema, modificando a paisagem e a
diversidade local.
8 PERSPECTIVAS FUTURAS
É certo que a educação dos mais jovens tem papel fundamental para atingirmos esse objetivo.
Por isso atualmente investe-se na educação ambiental como forma de propagar os fundamentos da
sustentabilidade. Não há caminho melhor do que formar a consciência ambiental nos indivíduos desde
a infância; pois, nessa fase, o aprendizado dos conceitos se dá de maneira eficaz, além de ser um assunto
que atrai a atenção e desperta a curiosidade dos pequenos.
Por outro lado, os investimentos em recuperação de áreas devastadas têm sido feitos de maneira
discreta e corretiva. Claro que o ideal não é investirmos em recuperação, e sim na preservação e na
conservação dos biomas, para não vê-los desaparecer.
O conjunto das atitudes tomadas tem como efeito uma redução da destruição dos biomas ao redor
do planeta. Falta muito para atingirmos o esperado, ainda mais o ideal. Muitos governantes, preocupados
apenas com o desenvolvimento econômico do país, ignoram preceitos ambientalistas e constantemente
são questionados sobre suas atitudes.
Grupos ambientalistas buscam alternativas mais extremas a fim de abrir os olhos da população
mundial, buscando novos horizontes e saídas. Recentemente, a imprensa mundial noticiou a prisão de
ativistas ligados ao grupo Greenpeace em protesto contra a exploração e o impacto ambiental no Círculo
Polar Ártico. Por diversas vezes, tentaram enfrentar governos e grandes empresas com manifestações e
reinvindicações sobre os problemas ambientais.
Hoje, na maior parte do globo, temos a liberdade de protestar e cobrar esclarecimentos dos governos e
das empresas, seja por meio da música, da propaganda, da internet e dos demais meios de comunicação.
Isso facilita a fiscalização e a informação sobre a questão ambiental, seja dos biomas locais ou daqueles
ao redor do planeta. A conscientização da massa é um bom caminho para criarmos uma postura comum
em prol do meio ambiente.
Um exemplo do bom uso desses meios é o ambientalista e atual ministro do Meio Ambiente da
Austrália, Peter Garrett, músico e ex-líder da banda australiana Midnight Oil, que pregava questões
ambientais em suas letras. No Brasil, temos Marina Silva, ambientalista e defensora das questões
amazônicas, que tornou-se ministra do Meio Ambiente, recebendo prêmios internacionais como
defensora da causa.
Esses exemplos servem para ilustrar como a mídia pode promover ideias de sustentabilidade e atingir
de diversas formas a população em geral, utilizando, inclusive, os próprios governos para difundir os
ideais.
Caminhamos para o momento em que, ou nos enquadramos como indivíduos racionais e evoluídos
que somos e aderimos à sustentabilidade, ou não haverá mais projeções favoráveis para a permanência
de nossa espécie no planeta com qualidade de vida.
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BIOMAS TERRESTRES E SUA DINÂMICA: QUESTÃO AMBIENTAL
Saiba mais
IF a tree falls: a story of the Earth liberation front. Dir. Marshall Curry. 89
min. EUA, 2012.
ROCHA, A. A.; FELDMAN, F. A mata atlântica é aqui, e daí? São Paulo: Terra
Virgem, 2006.
Resumo
89
Unidade II
Exercícios
Embora a desertificação seja concebida como um fenômeno climático, pode-se distinguir outro tipo
desse mesmo fenômeno, o ecológico,
porque
a desertificação, do ponto de vista ecológico, pode desenvolver-se até mesmo em ambiente úmido,
podendo o elemento clima não sofrer variação tão perceptível quanto aquela do manto vegetal e do
solo.
A) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
B) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda não é uma justificativa correta da
primeira.
A) Alternativa correta.
Justificativa: ambas as afirmações são verdadeiras e consequentes, pois do ponto de vista climático
é possível encontrarmos desertos frios ou quentes, porém é do ponto de vista biológico que se pode
perceber e aferir o processo de desertificação, que remete às dificuldades de manutenção da vida, sendo
este o maior indicador.
B) Alternativa incorreta.
Justificativa: como já afirmado na alternativa A, a vegetação e o solo são mais sensíveis e dependentes
dos elementos locais que a circulação atmosférica, manifestando as demais condições ambientais.
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BIOMAS TERRESTRES E SUA DINÂMICA: QUESTÃO AMBIENTAL
C) Alternativa incorreta.
Justificativa: desertificação implica sistema desequilibrado a um ponto que dificulte a vida nesses
locais, sendo o fator de desequilíbrio a falta ou o excesso de energia (sol ou frio demais), por exemplo.
D) Alternativa incorreta.
E) Alternativa incorreta.
Questão 2. (Enem, 2011, adaptada). Certas espécies de algas são capazes de absorver rapidamente
compostos inorgânicos presentes na água, acumulando-os durante seu crescimento. Essa capacidade fez
com que se pensasse em usá-las como biofiltros para a limpeza de ambientes aquáticos contaminados,
removendo, por exemplo, nitrogênio e fósforo de resíduos orgânicos e metais pesados provenientes de
rejeitos industriais lançados nas águas. Na técnica do cultivo integrado, animais e algas crescem de forma
associada, promovendo um maior equilíbrio ecológico (SORIANO, E. M. Filtros vivos para limpar a água.
Revista Ciência Hoje, v. 37, n. 219, 2005).
A utilização da técnica do cultivo integrado de animais e algas representa uma proposta favorável a um
ecossistema mais equilibrado porque:
A) Os animais eliminam basicamente oxigênio, que é usado pelas algas para a síntese de biomassa.
B) Os animais fornecem excretos orgânicos nitrogenados, que são transformados em gás carbônico
pelas algas.
C) As algas usam os resíduos nitrogenados liberados pelos animais e eliminam gás carbônico na
fotossíntese, usado na respiração aeróbica.
91
FIGURAS E ILUSTRAÇÕES
Figura 1
Figura 2
Figura 3
Figura 4
Figura 5
Figura 6
Figura 7
Figura 8
92
Figura 9
Figura 10
Figura 11
Figura 12
Figura 13
Figura 14
Figura 15
Figura 16
Figura 17
93
Figura 18
Figura 19
Figura 20
Figura 21
Figura 22
Figura 23
Figura 24
Figura 25
Figura 26
94
Figura 27
Figura 28
Figura 29
Figura 30
FOWELLS, H. A. Silvic of forest trees of the United States. Washington D.C.: Departamento de
Agricultura dos EUA, 1965.
Figura 31
Figura 32
Figura 33
Figura 34
Figura 35
Figura 36
95
Figura 37
Figura 38
Figura 40
Figura 41
Figura 42
Figura 43
Figura 45
Figura 46
Figura 47
96
Figura 48
Figura 49
Figura 50
Figura 51
Figura 52
Figura 53
Figura 54
Figura 55
Figura 56
Figura 58
Figura 59
KIKUCHI, R. K. P. 1999. Atol das Rocas, Atlântico Sul equatorial ocidental, Brasil. In: SCHOBBENHAUS,C.
et al. (Ed.). Sítios geológicos e paleontológicos do Brasil. Disponível em: <[Link]
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Figura 60
Figura 61
Figura 62
Figura 63
Figura 64
Figura 65
Figura 67
CAPOBIANCO, J. P. R. et al. Quem faz o que pela Mata Atlântica (1999-2000): projeto avaliação dos
esforços de conservação, recuperação e uso sustentável dos recursos naturais da Mata Atlântica. São
Paulo: Instituto Socioambiental, 2004.
Figura 68
Figura 69
Figura 70
Figura 71
Figura 72
Figura 73
Figura 74
Audiovisuais
A ERA da estupidez. Dir: Franny Armstrong. EUA: Dog Woof Films, 2009. 100 min.
ANIMAIS unidos jamais serão vencidos. Dir: Reinhard Klooss, Holger Tappe. Alemanha: Constantin Film,
2011. 93 min.
CHICO Mendes: a voz da Amazônia. Dir. Miranda Smith. EUA: Better World Society, 1989. 59 min.
IF A TREE FALLS: a story of the earth liberation front. Dir: Marshall Curry. EUA: Discovery Chanel, 2012.
89 min.
MATARAM Irmã Dorothy. Direção: Daniel Junge. Brasil; EUA: MovieMobz, 2007. 94 min.
MICROCOSMOS. Dir. Claude Nuridsany e Marie Pérennou. França; Suíça; Itália: Sony Pictures Classic,
1996. 80 min.
OS Lobos nunca choram. Dir. Carroll Ballard. EUA. São Paulo: Abril, 1983. 91 min.
OS SIMPSONS: o filme. Dir: David Silverman. EUA: Gracie Films, 2007. 83 min.
TERRA. Dir. Alastair Fothergill e Mark Linfield. EUA: Discovery Chanel, 2009. 90 min.
WALL-E. Dir: Andrew Staton. EUA: Walt Disney Pictures/Pixar Animation Studios, 2008. 98 min.
Textuais
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172, 2004.
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Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1996.
___. Lei Complementar nº 140, de 8 de dezembro de 2011. Fixa normas, nos termos dos incisos III,
VI e VII do caput e do parágrafo único do art. 23 da Constituição Federal, para a cooperação entre a
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios nas ações administrativas decorrentes do exercício
da competência comum relativas à proteção das paisagens naturais notáveis, à proteção do meio
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autárquica, cria o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e dá
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em: 28 jan. 2014.
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Conservação da Biodiversidade – Instituto Chico Mendes; altera as Leis nos 7.735, de 22 de fevereiro
de 1989, 11.284, de 2 de março de 2006, 9.985, de 18 de julho de 2000, 10.410, de 11 de janeiro de
2002, 11.156, de 29 de julho de 2005, 11.357, de 19 de outubro de 2006, e 7.957, de 20 de dezembro
de 1989; revoga dispositivos da Lei no 8.028, de 12 de abril de 1990, e da Medida Provisória no 2.216-
37, de 31 de agosto de 2001; e dá outras providências. Disponível em: <[Link]
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___. Lei n°12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis
nos 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de dezembro de
2006; revoga as Leis nos 4.771, de 15 de setembro de 1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida
Provisória no 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. Disponível em: <[Link]
[Link]/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/[Link]>. Acesso em: 28 jan. 2014.
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56. Adaptado.
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esforços de conservação, recuperação e uso sustentável dos recursos naturais da Mata Atlântica. São
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Exercícios
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Unidade I – Questão 2: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Exame Nacional do Ensino Médio 2011: Questão 23. (adaptada). Caderno amarelo. Disponível em:
<[Link] Acesso
em: 20 fev. 2015.
Unidade II – Questão 1: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes 2008: Prova de Geografia. Questão 17 (adaptada).
Disponível em: <[Link] Acesso em:
20 fev. 2015.
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Exame Nacional do Ensino Médio 2011: Questão 88 (adaptada). Caderno azul. Disponível em: <http://
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Informações:
[Link] ou 0800 010 9000