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Programa de Proteção Respiratória 2025

O Programa de Proteção Respiratória (PPR) da ASX Terraplenagem foi atualizado em fevereiro de 2025 para garantir conformidade com normas de segurança e saúde no trabalho, incluindo melhorias na clareza e detalhamento de procedimentos. O PPR visa proteger a saúde dos trabalhadores através da identificação e controle de riscos ambientais, além de estabelecer responsabilidades claras para a empresa e funcionários no uso de Equipamentos de Proteção Respiratória. O programa é parte de um conjunto mais amplo de iniciativas de segurança e deve ser seguido em todas as obras da empresa.
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Programa de Proteção Respiratória 2025

O Programa de Proteção Respiratória (PPR) da ASX Terraplenagem foi atualizado em fevereiro de 2025 para garantir conformidade com normas de segurança e saúde no trabalho, incluindo melhorias na clareza e detalhamento de procedimentos. O PPR visa proteger a saúde dos trabalhadores através da identificação e controle de riscos ambientais, além de estabelecer responsabilidades claras para a empresa e funcionários no uso de Equipamentos de Proteção Respiratória. O programa é parte de um conjunto mais amplo de iniciativas de segurança e deve ser seguido em todas as obras da empresa.
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Programa de Proteção Respiratória

2025
PROGRAMA DE PROTEÇÃO
RESPIRATÓRIA

ASX TERRAPLENAGEM, TRANSPORTES E


LOCAÇÕES LTDA
15/2/2025
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Programa de Proteção Respiratória
Sumário Execu�vo

O presente Programa de Proteção Respiratória (PPR) foi atualizado em 15 de fevereiro


de 2025, em conformidade com a Portaria nº 1 de 11 de abril de 1994 do Ministério
do Trabalho e Emprego, e outras normas regulamentadoras aplicáveis. Esta
atualização inclui as seguintes melhorias:
1. Conformidade Legal: Revisão e atualização de todas as referências legisla�vas para
garan�r a conformidade com as normas vigentes.
2. Variações de Conteúdo: Introdução de novas informações e exemplos prá�cos para
evitar repe�ções e melhorar a clareza do documento.
3. Detalhamento Técnico: Descrição detalhada dos equipamentos de proteção respiratória
(EPR), procedimentos de uso e manutenção, e programas de treinamento.
4. Exemplos Prá�cos: Inclusão de estudos de caso e exemplos de implementação do
programa na empresa, destacando melhorias e ajustes.
Este PPR visa preservar a saúde dos trabalhadores, garan�ndo a antecipação,
reconhecimento, avaliação e controle dos riscos ambientais existentes ou potenciais no
ambiente de trabalho.

Sumário
Sumário Executivo ........................................................................................................................1
1. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA...................................................................................................2
2. Controle de Revisões ................................................................................................................2
3. Desenvolvimento do Programa ................................................................................................2
4. Objetivo ....................................................................................................................................2
5. Escopo ......................................................................................................................................3
6. Documentos de Referência ......................................................................................................3
7. Abreviações e Definições .........................................................................................................3
8. Responsabilidades ....................................................................................................................5
9. Seleção, Limitação e Uso de Respiradores ...............................................................................7
10. Outros fatores que afetam a seleção de um respirador .......................................................11
11. Inspeção, Manutenção e Guarda de Respiradores ...............................................................12
12. Treinamento .........................................................................................................................13
13. Ensaios de Vedação ..............................................................................................................15
14. Assinaturas e responsabilidades ..........................................................................................21
Exemplo Prático de Implementação ..........................................................................................22
Exemplo Prático de Ajuste .........................................................................................................22

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Programa de Proteção Respiratória
1. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA

• Razão Social: ASX TERRAPLENAGEM, TRANSPORTES E LOCAÇÕES LTDA


• Endereço: Rua João Pedro Moreira de Carvalho, 590, Bairro Setor Industrial
• Cidade: Sinop
• Estado: MT
• CNPJ: 21.242.156/0001-59
• A�vidade Principal: Aluguel de máquinas e equipamentos agrícolas sem operador
• CNAE: 77.31-4-00
• Grau de Risco: 2
• Exercício: 2025//2026
• Número de Trabalhadores: 28
• Responsável/Administrador – Técnico de Segurança:
o Nome: Aparecido Costa da Silva
o Registro: 14793644

2. Controle de Revisões

REV DATA DESCRIÇÃO RESPONSÁVEL

01 15/02/2025 Atualização Anual do Programa Aparecido Costa da Silva

00 01/03/2024 Documento Base Aparecido Costa da Silva

3. Desenvolvimento do Programa

Os aerodispersores podem se manifestar de várias formas no ambiente de trabalho ou


surgir de processos produ�vos específicos. Dependendo do agente ao qual o
trabalhador está exposto, essas par�culas podem ocasionar desde doenças respiratórias
até óbito.

4. Obje�vo

De acordo com a Portaria nº 1 de 11 de abril de 1994, emi�da pelo Ministério do


Trabalho, que estabelece um regulamento técnico sobre o uso de Equipamentos de
Proteção Respiratória (EPR), é obrigação de todo empregador adotar um conjunto de
medidas visando adequar a u�lização desses equipamentos quando necessário, para
complementar as medidas de proteção implementadas ou garan�r completa proteção
ao trabalhador contra os riscos presentes nos ambientes de trabalho. O obje�vo do PPR
é preservar a saúde dos trabalhadores por meio da antecipação, reconhecimento,
avaliação e controle dos riscos ambientais existentes ou potenciais no ambiente de
trabalho, considerando a eliminação ou controle dos agentes.
As ações do PPR devem ser implementadas em cada estabelecimento ou obra onde a
empresa atua, sendo de responsabilidade do empregador, com a par�cipação dos
trabalhadores. A abrangência e profundidade das ações são dependentes das
caracterís�cas dos riscos e das necessidades de controle.

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Programa de Proteção Respiratória
O PPR é parte integrante do conjunto mais amplo das inicia�vas da empresa para
preservação da saúde e integridade dos trabalhadores, devendo estar alinhado com as
demais Normas Regulamentadoras (NR), especialmente com o Programa de
Gerenciamento de Riscos (PGR) previsto na NR-01 e o Programa de Controle Médico de
Saúde Ocupacional (PCMSO) previsto na NR-07.

5. Escopo

Este regulamento se aplica à ASX TERRAPLENAGEM, TRANSPORTES E LOCAÇÕES LTDA,


no âmbito da obra da MINERAÇÃO DARDANELOS LTDA, situada no município de
Aripuanã, Estado de Mato Grosso, à Esquerda do Rio Aripuanã, S/N., Zona Rural, CNPJ
03.686.720/0002-21. Todas as disposições con�das neste PPR devem ser integralmente
seguidas pela ASX TERRAPLENAGEM, TRANSPORTES E LOCAÇÕES, garan�ndo a
segurança e saúde dos trabalhadores envolvidos na referida obra.

6. Documentos de Referência

• Portaria 3214/78 Normas Regulamentadoras NR 6


• OHSAS 18001 Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho
• ABNT NBR 12543 Equipamentos de proteção respiratória
• NR-01 - Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais
• NR-07 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO
• Norma Regulamentadora nº 15 (NR-15) - A�vidades e Operações Insalubres
• Norma Regulamentadora nº 33 (NR-33) - Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços
Confinados

7. Abreviações e Definições

• PPR Programa de Proteção Respiratória


• EPI Equipamento de Proteção Individual
• CA Cer�ficado de Aprovação
• SMS Saúde, Meio Ambiente e Segurança
• TST Técnico de Segurança do Trabalho
• NR Norma Regulamentadora
• ABNT Associação Brasileira de Normas Técnica
• APR Análise Preliminar de Risco
• MTE Ministério do Trabalho e Emprego
• LV Lista de Verificação
Aerossol: Par�culas sólidas ou líquidas suspensas no ar.
Ar respirável: Ar adequado para a respiração. Deve obedecer aos requisitos
especificados na Norma Brasileira NBR - 12543.
Atmosfera perigosa: Atmosfera que contém um ou mais contaminantes em
concentração superior ao Limite de Exposição, ou que seja deficiente de oxigênio.
Cobertura das vias respiratórias: Parte de um respirador que cobre as vias respiratórias
do usuário. Pode ser uma peça facial, capacete, capuz, roupa inflável e bocal com pinça
nasal.
Cobertura das vias respiratórias com vedação facial: Tipo de cobertura das vias
respiratórias projetada para proporcionar vedação completa na face. A peça semifacial
(inclusive a quarto facial e a peça facial filtrante) cobre o nariz e a boca; a facial inteira
cobre o nariz, a boca e os olhos.

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Programa de Proteção Respiratória
Cobertura das vias respiratórias sem vedação facial: Tipo de cobertura das vias
respiratórias projetada para proporcionar vedação parcial na face. Não cobre o pescoço
e os ombros, podendo ou não proporcionar proteção da cabeça contra impacto e
penetração.
Contaminante: Substância ou material perigoso, irritante ou incômodo.
Capacete: Capuz que oferece também proteção contra impacto e penetração.
Capuz: Tipo de cobertura das vias respiratórias que cobre completamente a cabeça, o
pescoço, podendo cobrir parte dos ombros.
Diâmetro aerodinâmico médio mássico: Ponto na distribuição de tamanho das
par�culas, na qual a metade da massa das par�culas tem diâmetro menor que o
diâmetro aerodinâmico médio mássico, e a outra metade tem diâmetro maior.
Fracas propriedades de alerta: Caracterís�ca de substâncias cujo odor, sabor ou efeitos
irritantes não são detectáveis ou não são persistentes em concentração abaixo do limite
de exposição.
Fumos: Aerodispersóides, gerados termicamente, cons�tuídos por par�culas sólidas
formadas por condensação, de vapores metálicos ou reação química.
Gás: Fluido aeriforme que se encontra no estado gasoso, na temperatura e pressão
ambiente.
Higienização: Remoção de contaminantes e inibição da ação de agentes causadores de
infecções ou doenças.
Qualquer atmosfera que apresente risco imediato à vida ou produza imediato efeito
debilitante irreversível à saúde.
Limite de exposição: Máxima concentração permi�da de um contaminante no ar o qual
um indivíduo pode estar exposto. Pode ser o Limite de Tolerância - Média Ponderada,
Limite de Tolerância - Valor Teto, ou limites de curta exposição.
Limite de Tolerância - Média Ponderada: A concentração média de um contaminante
no ambiente durante um tempo especificado.
Limite de Tolerância - Valor Teto: Representa a concentração máxima que não pode ser
excedida em momento algum da jornada de trabalho.
Máscara autônoma: Aparelho autônomo de proteção respiratória de ar comprimido no
qual o usuário transporta o próprio suprimento de ar respirável que é independente da
atmosfera ambiente. Pode ser de circuito aberto ou fechado.
Peça facial: Parte do respirador que cobre as vias respiratórias, podendo ou não
proteger os olhos.
Peça semifacial filtrante: Peça semifacial cons�tuída total ou parcialmente de materiais
filtrantes. O mesmo que máscara descartável.
Poeira: Aerodispersóides, gerados termicamente, cons�tuído por par�culas sólidas
formadas por ruptura mecânica de um sólido.
Respirador: Equipamento de proteção respiratória que visa a proteção do usuário
contra a inalação de contaminantes. O mesmo que máscara.
Respirador de adução de ar: Equipamento cons�tuído de peça facial interligada por
meio de mangueira ao sistema de fornecimento de ar, que pode ser ob�do por simples
depressão respiratória, forçado por meio de ventoinha ou similar, e ar comprimido
proveniente de compressor ou de cilindros de ar comprimido.
Respirador aprovado: Equipamento �do como bom; após ensaio que demonstre o
atendimento aos requisitos mínimos exigidos peIa norma correspondente. Deve possuir
o cer�ficado de aprovação.
Respirador de demanda: Respirador independente da atmosfera ambiente, que fornece
ar respirável à peça facial somente quando a pressão dentro da peça facial fica nega�va
devido a inalação.

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Programa de Proteção Respiratória
Respirador de demanda com pressão posi�va: Respirador no qual o ar respirável é
admi�do a peça facial quando a pressão posi�va dentro da mesma é reduzida devido a
inalação.
Respirador de fluxo con�nuo: Respirador independente da atmosfera ambiente, que
fornece um fluxo con�nuo de ar respirável ao usuário.
Respirador de fuga: Aparelho que protege o usuário contra a inalação de atmosferas
perigosas em situações de emergência, com risco à vida ou à saúde, durante o escape.
Respirador de linha de ar comprimido: Respirador no qual o ar respirável provém de
um compressor ou de uma bateria de cilindros.
Respirador purificador de ar: Respirador no qual o ar ambiente passa através de um
filtro para remoção do contaminante antes de ser inaIado.
Respirador purificador de ar motorizado: É um respirador purificador de ar equipado
com ventoinha para forçar o ar ambiente até a cobertura das vias respiratórias.
Respirador de pressão nega�va: Respirador no qual a pressão na zona próxima ao nariz
ou boca fica nega�va em relação ao ambiente externo durante a fase de inalação.
Respirador de pressão posi�va: Respirador no qual a pressão na zona próxima ao nariz
ou boca fica posi�va em relação ao ambiente externo durante a fase de inalação.
Usuário: Todo indivíduo que use equipamento de proteção respiratória independente
da natureza da sua relação de trabalho com o fornecedor da mesma.
Vapor: Fase gasosa de uma substância que em condições ambientes de temperatura e
pressão, é líquida ou sólida.
Verificação da vedação: Teste realizado pelo próprio usuário com a finalidade de
verificar se o respirador está adaptado corretamente no rosto.

8. Responsabilidades

Cada integrante do programa terá atribuições e deveres específicos de acordo com suas
formações profissionais, experiências e habilidades. As responsabilidades mínimas
devem ser distribuídas conforme descrito abaixo:
8.1. Da empresa
A empresa tem as seguintes responsabilidades:
• Fornecer o respirador necessário e apropriado para proteger a saúde de seus
empregados, conscien�zando-os sobre a importância de seu uso.
• Garan�r a proteção da saúde dos trabalhadores, conforme previsto na Instrução
Norma�va N° 1 do Ministério do Trabalho e Emprego de 1994.
• Treinar os usuários sobre o uso adequado e conservação do respirador, sendo
responsável pelo encaminhamento e manutenção deste PPR.
• Permi�r que o usuário do respirador deixe a área de risco por mo�vos relacionados ao
seu uso, em situações como:
* Falha ou alteração na produção proporcionada pelo respirador;
* Mau funcionamento do respirador;
* Detecção de penetração de ar contaminado em seu interior;
* Aumento da resistência à respiração;
* Grande desconforto devido ao uso, jus�ficadamente.
8.2. Dos Funcionários
Os funcionários têm as seguintes responsabilidades:
• U�lizar o respirador fornecido de acordo com as instruções e treinamento recebidos.
• Guardar o respirador quando não es�ver em uso, de maneira conveniente e de acordo
com as instruções recebidas, para evitar danos ou deformações.

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Programa de Proteção Respiratória
• Se notar que o respirador não está funcionando corretamente, deve deixar
imediatamente a área contaminada e comunicar o defeito ao seu supervisor e ao setor
de Saúde, Meio Ambiente e Segurança (SMS) local.
• Relatar ao serviço médico qualquer condição �sica que possa prejudicar o uso da
proteção respiratória ou qualquer sintoma respiratório.
• Não u�lizar barba ou costeletas grossas que possam comprometer a vedação da peça
facial, conforme descrito na Norma ANSI-Z 88.2/1969. É importante ressaltar que o
equipamento não proporcionará vedação adequada se o usuário apresentar certas
caracterís�cas �sicas, como barba ou costeletas grossas, ou se u�lizar tecidos entre o
bocal e o rosto, o que pode resultar em pontos de vazamento entre a peça facial e o
rosto do usuário, prejudicando e limitando a proteção. Em tais situações, o usuário
assume todos os riscos de vida ou sérios danos à saúde que possam ocorrer.
8.3. SMS Local
O setor de Saúde, Meio Ambiente e Segurança (SMS) local é responsável por:
• Realizar a implantação do Programa de Proteção Respiratória em obras onde haja
exposição a contaminantes no ar.
• Avaliar os riscos respiratórios presentes.
• Determinar os recursos necessários para a proteção respiratória dos colaboradores.
• Avaliar os procedimentos e instruções atualmente em prá�ca e revisar os
procedimentos operacionais existentes de acordo com o disposto neste PPR.
• Aplicar o teste de vedação ("Fit Test") em todos os usuários de equipamentos de
proteção respiratória, conforme previsto na NR 1 de 1994 da Secretaria de Segurança e
Saúde no Trabalho (SSST/MTb).
• Oferecer suporte técnico e assessoria para todas as áreas da montagem em assuntos de
proteção respiratória, incluindo a aplicação das ferramentas de auditoria deste
programa.
• Manter o programa atualizado de acordo com novas operações e outras formas de
proteção disponíveis no mercado, que se mostrarem eficazes após testes de campo.
• Orientar a área de suprimentos sobre a compra de equipamentos de proteção
respiratória, conforme o cer�ficado de aprovação (CA) dos equipamentos, conforme a
Alínea 6.5, atendendo ao disposto no Subitem 6.9.3 da NR 6, Portaria 3214, de
08/06/78.
• Ministrar treinamento para os funcionários, incluindo reciclagem, e enviar cópia do
cer�ficado de treinamento de Proteção Respiratória para o departamento de Recursos
Humanos, onde será arquivado em cada prontuário de funcionários.
• Elaborar mecanismos para verificar se os procedimentos estão sendo cumpridos e
determinar os itens a serem avaliados pelo médico quando houver limitações
fisiológicas e psicológicas nos usuários de respiradores.
• Selecionar os respiradores a serem adquiridos considerando:
* O �po de risco respiratório;
* A localização da área de risco em relação à área segura mais próxima;
* Tempo de uso do respirador;
* A�vidades desenvolvidas na área de risco;
* Caracterís�cas e limitações de uso dos respiradores;
* Fator de proteção exigido em função da concentração;
* Fator de proteção oferecido pelo respirador.
• Elaborar mecanismos para monitorar periodicamente os riscos respiratórios e realizar
auditorias para avaliar os resultados alcançados.
• Desenvolver um programa de treinamento para os usuários de respiradores, incluindo:
* O risco respiratório e seus efeitos sobre o organismo humano;
* Medidas de controle cole�vo e administra�vo adotadas pela empresa;

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Programa de Proteção Respiratória
* Razões para a seleção dos respiradores;
* Funcionamento, caracterís�cas e limitações do respirador selecionado;
* Modo de colocar e verificar corretamente o respirador no rosto.
8.4. Medicina Ocupacional
A Medicina Ocupacional é responsável por:
• Garan�r a aplicação deste programa, com o obje�vo de avaliar a capacidade do
funcionário de usar o Equipamento de Proteção Respiratória com segurança
• Iden�ficar os funcionários que apresentem limitações para o uso do respirador, para que
o caso seja estudado.
• Disponibilizar atendimento médico adequado para os funcionários que apresentem
queixas e limitações no uso de respiradores.
8.5. Supervisor, Líder e Encarregado
Os supervisores, líderes e encarregados têm as seguintes responsabilidades:
• No�ficar o setor de SMS sobre novas operações e a�vidades que envolvam
contaminantes do ar ou deficiência de oxigênio, para que seja estudada e recomendada
a proteção respiratória adequada, se necessário.
• Fiscalizar a u�lização correta do equipamento de proteção respiratória, assim como sua
higienização e guarda, e avaliar a real necessidade de troca do equipamento por um
novo quando este apresentar problemas.
• Solicitar apoio ao setor de SMS para avaliar a concentração de oxigênio (O2) quando
necessário, conforme norma específica para entrada em espaços confinados.
8.6. Suprimentos
O departamento de Suprimentos deve:
• Comprar apenas equipamentos de proteção respiratória que estejam autorizados pelo
setor de SMS e que possuam Cer�ficado de Aprovação (CA) vpalido.

9. Seleção, Limitação e Uso de Respiradores

9.1. Fatores que influem na seleção de um respirador


9.1.1. A�vidade do usuário
Na seleção de um respirador, deve-se considerar a a�vidade do usuário. Por exemplo,
se o usuário permanece con�nuamente na área de risco durante o turno de trabalho,
ou se o trabalho é leve, médio ou pesado, e sua localização na área de risco.
9.1.2. Condições de uso do respirador
É importante considerar o tempo de uso do respirador. Cada respirador tem
caracterís�cas que o tornam apropriado para uso ro�neiro, não ro�neiro, emergências
ou resgates.
9.1.3. Localização da área de risco
Na seleção do respirador, é importante considerar a localização da área de risco em
relação às áreas seguras que possuam ar respirável. Isso permite planejar a evacuação
em caso de emergência, a entrada de pessoas para realização de serviços de
manutenção ou reparos, ou para operações de resgate.
9.1.4. Caracterís�cas e limitações dos respiradores
É crucial levar em consideração as caracterís�cas �sicas e funcionais dos respiradores,
bem como suas limitações.
9.1.5. Caracterís�cas da tarefa
As condições do ambiente e o nível de esforço exigido de um usuário de um respirador
podem reduzir dras�camente a vida ú�l do respirador. Por exemplo, em casos de

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Programa de Proteção Respiratória
extremo esforço, a autonomia de uma máscara autônoma fica reduzida pela metade ou
mais.
9.1.6. Uso de respiradores aprovados
Somente devem ser u�lizados respiradores aprovados. Qualquer modificação, mesmo
que pequena, pode afetar significa�vamente o desempenho do respirador. A seleção de
um respirador requer o conhecimento de cada operação para determinar os riscos
presentes e, assim, selecionar o �po ou classe de respirador que proporcione a proteção
adequada.
9.1.7. Etapas para iden�ficação do risco
A natureza do risco respiratório deve ser determinada seguindo as etapas abaixo:
• Determinar o(s) contaminante(s) que possa(m) estar presente(s) no ambiente de
trabalho.
• Verificar se existe limite de tolerância, ou qualquer outro limite de exposição, ou es�mar
a toxicidade dos contaminantes. Verificar se existe a concentração de IPVS (Índice de
Proteção de Vapor e Substâncias);
• Verificar se existem regulamentos ou legislação específica para o(s) contaminante(s)
(por exemplo: asbesto, sílica, etc.). Se exis�r, a seleção do respirador fica dependente
dessas indicações;
• Se houver o risco potencial de deficiência de oxigênio, medir o teor de oxigênio no
ambiente;
• Medir ou es�mar a concentração do(s) contaminante(s) no ambiente;
• Determinar o estado �sico do contaminante. Se for aerossol, determinar ou es�mar o
tamanho da par�cula e avaliar se a pressão de vapor da par�cula será alta na máxima
temperatura prevista no ambiente de trabalho;
• Verificar se o contaminante presente pode ser absorvido pela pele, produzir
sensibilização da pele, ser irritante ou corrosivo para os olhos ou pele;
• Se o contaminante é vapor ou gás, verificar se é conhecida a concentração de odor,
paladar ou de irritação da pele.
9.1.8. Etapas para seleção do respirador
O respirador apropriado deve ser selecionado de acordo com o seguinte procedimento:
a) Se não for possível determinar qual o contaminante tóxico potencialmente
presente no ambiente, ou sua concentração, considerar a atmosfera IPVS (Índice de
Proteção de Vapor e Substância).
b) Se não exis�r limite de exposição ou valores de orientação disponíveis, e se não
puder ser feita a es�ma�va da toxicidade, considerar a atmosfera IPVS.
c) Se exis�r limite de exposição ou orientação disponível para o contaminante, seguir.
d) Se a atmosfera for deficiente de oxigênio, o �po de respirador selecionado
dependerá da pressão parcial de oxigênio, da pressão ambiente e da concentração
dos contaminantes que possam estar presentes.
e) Dividir a concentração medida ou es�mada de cada contaminante pelo limite de
exposição ou valores de orientação para obter o Fator de Proteção Requerido. Se
mais de uma substância es�ver presente, considerar os efeitos sinérgicos.
Selecionar um respirador ou �po de respirador que possua Fator de Proteção
Atribuído maior que o Fator de Proteção Requerido. Se o respirador selecionado for
do �po purificador de ar, con�nuar no item f.
f) Se o contaminante for apenas gás ou vapor, escolher um respirador com Fator de
Proteção Atribuído maior que o Fator de Proteção Requerido. A concentração do
contaminante no ambiente deve, contudo, ser menor que a concentração máxima
de uso do filtro químico escolhido.

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Programa de Proteção Respiratória
g) Se o contaminante for um aerossol à base de �nta, esmalte ou verniz, usar um
respirador com filtro combinado: filtro químico contra vapores orgânicos e filtro
mecânico classe P1.
h) Se o contaminante for um agrotóxico contendo veículo orgânico, usar um
respirador com filtro combinado: filtro químico contra vapores orgânicos e filtro
mecânico classe P2; se o contaminante for um agrotóxico contendo veículo água,
usar somente filtro mecânico classe P2.
i) Se o contaminante for um aerossol mecanicamente gerado (por exemplo, poeiras
e névoas), usar filtro classe P1.
j) Se o contaminante for um aerossol termicamente gerado (por exemplo, fumos
metálicos), usar filtro classe P2.
k) Se o aerossol for de substâncias altamente tóxicas ou de toxicidade desconhecida,
selecionar um filtro classe P3, preferencialmente u�lizado com uma peça facial
inteira.
l) Se o contaminante for um gás ou vapor com fracas propriedades de alerta, é
recomendado o uso de respiradores de adução de ar. Se estes não puderem ser
usados devido à falta de uma fonte de ar respirável ou à necessidade de mobilidade
do trabalhador, o respirador purificador de ar poderá ser usado, somente quando:
* O respirador possuir um indicador confiável de fim de vida ú�l que alerte o
usuário antes de o contaminante começar a atravessar o filtro;
* Exis�r um plano de troca de filtro que leve em conta a vida ú�l do filtro, bem como
a dessorção (a menos que a subs�tuição seja diária), a concentração esperada, o
modo de usar e o tempo de exposição forem estabelecidos, e que o contaminante
não possua um Limite De Tolerância Valor Teto.
9.2. Seleção de respiradores em atmosferas IPVS, espaços confinados
9.2.1. Atmosfera IPVS
Um local é considerado IPVS quando:
a) A concentração é conhecida ou suspeita de estar acima do limite de exposição IVPS.
b) É um espaço confinado com teor de oxigênio menor que o normal (20,9% em
volume), a menos que a causa da redução do teor de oxigênio seja conhecida e
controlada.
c) O teor de oxigênio é menor que 12,5%, ao nível do mar, ou
d) A pressão atmosférica do local é menor que 450 mmHg (equivalente a 4240m de
al�tude) ou qualquer combinação de redução na porcentagem de oxigênio e
pressão reduzida que leve a uma pressão parcial de oxigênio menor que 95 mmHg.
9.2.2. Respiradores para uso em condições IPVS na pressão atmosférica normal
O respirador recomendado para uso em condições IPVS provocadas pela presença de
contaminantes tóxicos, ou pela redução do teor de oxigênio, conforme descrito nas
condições ‘a’, ‘b’ e ‘c’ em 9.2.1, é a máscara autônoma, ou uma combinação de um
respirador de linha de ar comprimido com cilindro auxiliar para escape.
9.2.3. Considerações sobre os espaços confinados
Os espaços confinados são responsáveis por numerosas mortes e sérias lesões.
Portanto, qualquer espaço confinado com menos de 20,9% de oxigênio deve ser
considerado IPVS, a menos que a causa da redução do teor de oxigênio seja conhecida
e controlada. Essa restrição é imposta porque qualquer redução do teor de oxigênio é,
no mínimo, uma indicação de que o local é mal ven�lado. Pode ser possível entrar em
um espaço confinado que contenha de 16% até 20,9% em volume de oxigênio ao nível
do mar sem o uso de respiradores, somente quando se conhece e compreende a causa
da redução do teor de oxigênio e se tem certeza de que não existem áreas mal ven�ladas
onde o teor de oxigênio possa estar abaixo da referida faixa. Se a causa do baixo teor de

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Programa de Proteção Respiratória
oxigênio não for conhecida, ou se não for controlada, a atmosfera do espaço confinado
deve ser considerada IPVS.
9.2.4. Pressão atmosférica reduzida
A redução da pressão atmosférica pode resultar em pressões parciais de oxigênio (ppO²)
mais baixas, mesmo mantendo a concentração de oxigênio em 20,9% em volume.
Portanto, ao realizar trabalhos em pressões atmosféricas reduzidas, é necessário definir
a concentração de oxigênio em termos de pressão parcial de oxigênio e não em
porcentagem em volume.
9.2.5. Definição de deficiência de oxigênio IPVS, pressão atmosférica reduzida
Deve ser considerada uma condição IPVS quando a pressão parcial de oxigênio é igual
ou menor que 95 mmHg. Essa deficiência de oxigênio pode ser causada pela redução da
pressão atmosférica até 450 mmHg (equivalente a uma al�tude de 4240 m), ou pela
combinação da diminuição da porcentagem de oxigênio e da pressão atmosférica.
A Tabela 2 indica as condições em que devem ser u�lizadas as máscaras autônomas e
os respiradores de linha de ar comprimido combinados com cilindro auxiliar para
escape.
9.2.6. Definição de deficiência de oxigênio não IPVS
Um ambiente onde a pressão parcial de oxigênio está entre 95 e 122 mmHg deve ser
considerado uma atmosfera com deficiência de oxigênio, mas não IPVS. Esse ambiente
pode afetar adversamente pessoas com baixa tolerância a níveis reduzidos de oxigênio,
ou pessoas não aclimatadas desempenhando tarefas que requeiram grande acuidade
mental ou esforço �sico intenso. Nestas condições, recomenda-se o uso de respiradores
de adução de ar com a finalidade de atenuar esses efeitos.
A Tabela 2 indica as condições em que é recomendado o uso desses respiradores.
Deve ser considerada qualquer condição médica adversa que afete a tolerância de um
indivíduo a níveis reduzidos de oxigênio.
Para esses indivíduos pode ser recomendável o uso de respiradores de adução de ar a
par�r da pressão parcial de oxigênio mais elevada que os valores indicados. Esta decisão
deve ser tomada durante o exame médico que antecede a atribuição daquela tarefa.
TABELA 2
EFETOS COMBINADOS: ALTITUDE E PORCENTAGEM DE OXIGÊNIO
Al�tude Pressão Oxigênio no PP02 Teor de oxigênio abaixo Teor de oxigênio abaixo
(m) (mmHg) ambiente (mmHg) do qual é exigido o uso do qual é exigido o uso
(%) de resp. de adução de ar de máscara autônoma
ou combinação linha de
ar com cilindro auxiliar
02 PP02 02 PP02
% mmHg % mmHg
NÍVEL DO
760 20,9 160 16 122 12,5 95
MAR
757 694 20,9 145 17,5 122 13,7 95
1500 632 20,9 133 19,3 122 15 95
2270 575 20,9 121 <29,9 = 16,5 95
3030 523 20,9 110 <20,9(b) = 18,2 95
3287 474 20,9 99 (b) = <20,9 =
4240 450 20,9 94 (b) = <20,9 =
Observações sobre a Tabela 2:
ppO2 = 95mmHg, que dita a necessidade de máscara autônoma ou combinação linha
de ar/máscara autônoma, admite que a saúde do usuário seja normal. Deve ser levada
em consideração qualquer condição médica que afete desfavoravelmente os indivíduos

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com intolerância à redução do teor de 02. Para estes indivíduos, é maior a ppO2 a par�r
da qual é necessário o uso de máscara autônoma. Esta é uma decisão do médico.
Observe que em al�tudes maiores que 3030 m, um respirador de adução de ar ou
autônomos que forneça ar com 20,9% de oxigênio não consegue a�ngir o ppO2 de 122
mml- 1g. Portanto, nos casos em que se exige o uso de respirador porque o teor de 02
está abaixo de 20,9%, deve-se escolher um respirador especial, aprovado, do �po de
adução de ar que forneça oxigênio enriquecido ou máscara autônoma de circuito
fechado. A 3030 m de al�tude deve-se usar ar com no mínimo 23% de 02 e a 4240 m o
ar deve conter 27% de 02.
9.3. Operação de jateamento
Para operações de jateamento, devem ser selecionados respiradores especificamente
aprovados para esse fim.
O jateamento em espaços confinados pode gerar níveis de contaminação que
ultrapassem a capacidade de qualquer respirador, exigindo a adoção de outros recursos
para reduzir o Fator de Proteção Requerido abaixo do Fator de Proteção Atribuído para
aquele respirador.
Deve-se ter atenção ao máximo nível de ruído permi�do dentro do capuz (85 dBA) e à
obrigação do uso de ar respirável.

10. Outros fatores que afetam a seleção de um respirador

10.1. Pelos faciais


Um respirador, seja de pressão posi�va ou nega�va, que cubra as vias respiratórias não
deve ser usado por pessoas cujos pelos faciais (barba, bigode, costeletas ou cabelos)
possam interferir no funcionamento das válvulas ou prejudicar a vedação na área de
contato com o rosto.
10.2. Necessidade de comunicação
Ao escolher determinados �pos de respiradores, é importante considerar o nível de
ruído do ambiente e a necessidade de comunicação. Falar em voz alta pode causar
deslocamento de algumas peças faciais.
10.3. Visão
Quando o usuário precisar usar lentes corre�vas, óculos de segurança, protetor facial,
óculos de soldador ou outros �pos de proteção ocular ou facial, eles não devem
prejudicar a vedação do respirador.
Em casos em que a peça facial for inteira ou do �po que exija uma vedação perfeita, os
óculos usados devem ser sem �ras ou hastes que passem pela área de vedação do
respirador, seja de pressão nega�va ou posi�va.
O uso de lentes de contato só é permi�do quando o usuário do respirador es�ver
perfeitamente acostumado ao uso desse �po de lente. Com as lentes de contato
colocadas, o trabalhador deve pra�car o uso do respirador.
10.4. Problemas de vedação nos respiradores
É importante evitar o uso de gorros ou bonés com abas que possam interferir na
vedação da peça facial no rosto.
Os �rantes dos respiradores não devem passar sobre partes rígidas dos capacetes.
Além disso, o uso de outros equipamentos de proteção individual, como capacetes ou
máscaras de soldador, não deve interferir na vedação da peça facial.
10.5. Uso de respiradores em baixas temperaturas
O desempenho do respirador pode ser prejudicado quando usado em baixas
temperaturas, o que deve ser considerado na seleção (lentes ou visores podem embaçar
e o congelamento pode prejudicar a vedação das válvulas).

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As máscaras autônomas aprovadas para operar abaixo de 0ºC devem possuir pinça
nasal, mascarilha interna ou outro meio que evite esses inconvenientes. A umidade do
ar comprimido deve estar dentro das especificações (ver NBR-12543), e outros detalhes
devem ser observados:
* Checar todas as conexões que possam ser afetadas pela baixa temperatura.
* No frio, guardar com cuidado todos os componentes elastômeros (peça facial,
traqueia, etc.), de modo que não se deformem e prejudiquem a vedação no rosto.
* Outros componentes devem manter a elas�cidade mesmo em baixa temperatura:
guarnições, gaxetas, diafragmas e anéis oring.
* Em temperaturas muito baixas, as válvulas do respirador podem congelar abertas
ou fechadas devido à presença de umidade. Alguns respiradores de adução de ar
usam o tubo Vortex para aquecer o ar que chega à peça facial.
10.6. Uso de respiradores em altas temperaturas
Além de influenciar no desempenho de um respirador, o calor provoca o estresse
térmico, que é agravado pelo uso desses Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
Por essas razões, na seleção do respirador, devem-se levar em conta esses fatores, e o
médico deve aprovar a escolha.
Pode-se reduzir a contribuição para o estresse devido ao respirador, usando um
respirador leve, de baixa resistência à respiração e com espaço morto o menor possível.
O ar exalado que permanece no espaço morto do respirador é inalado no ciclo seguinte.
Reduzindo o espaço morto, reduz-se o teor de dióxido de carbono no ar inalado, que é
o maior responsável pelo estresse devido ao uso de respirador. É recomendável o uso
de respirador purificador de ar motorizado, respirador de adução de ar do �po fluxo
con�nuo, respirador com peça semifacial no lugar de facial inteira, se possível, e o uso
de peça facial inteira com mascarilha interna (independente do modo de operação).
O uso do tubo Vortex reduz a temperatura do ar fornecido à peça facial. Guardar o
respirador em ambiente de alta temperatura facilita a deterioração da peça facial e de
componentes elastoméricos, criando deformações permanentes. Nessas condições, a
inspeção deve ser frequente.

11. Inspeção, Manutenção e Guarda de Respiradores

É fundamental realizar inspeções, manutenções e guarda adequada dos respiradores


para garan�r sua eficiência e segurança. Essas prá�cas incluem:
11.1. Inspeção
Os usuários devem realizar inspeções e limpezas diárias no respirador sempre que
es�ver em uso.
Os supervisores devem realizar verificações rápidas nos respiradores em uso por seus
subordinados para avaliar seu estado geral, vedação e outros aspectos visíveis. O uso de
respiradores defeituosos não será permi�do.
Os respiradores considerados defeituosos devem ser entregues aos supervisores ou ao
departamento de SMS local para que sejam tomadas as providências necessárias, que
podem incluir recuperação, descarte ou reclamação ao fabricante.
11.2. Reparos
Os respiradores que, durante a inspeção, limpeza ou manutenção, não forem
considerados adequados para o uso devem ser reparados ou subs�tuídos
imediatamente.
Todas as subs�tuições de partes ou peças devem ser realizadas de acordo com as
instruções do fabricante. Nenhum ajuste, modificação, subs�tuição de componente ou

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reparo deve ser feito se não for recomendado pelo fabricante do Equipamento de
Proteção Respiratória.
11.3. Limpeza
Todos os respiradores (exceto aqueles des�nados ao uso por um único turno) devem ser
limpos diariamente, ou após cada uso no caso de respiradores que não são de u�lização
diária, de acordo com as instruções do fabricante. A limpeza pode ser realizada pelo
próprio usuário ou por pessoa designada no Programa de Proteção Respiratória. O
Supervisor e o SMS local determinarão o tempo e fornecerão o material necessário para
realizar essa limpeza.
11.4. Guarda
Os respiradores que não forem descartados após o turno de trabalho devem ser
guardados em local apropriado, longe da área contaminada e protegidos da luz do sol,
poeira, calor, frio, umidade e produtos químicos agressivos.

12. Treinamento

12.1. Treinamento para os funcionários


Com a finalidade de garan�r o uso correto de equipamentos de proteção respiratória,
devem receber treinamento (e reciclagem periódica): o supervisor, os usuários e a
pessoa que distribui o respirador, e as equipes de emergência e salvamento.
O treinamento deve ser dado por uma pessoa qualificada (conforme a legislação vigente
no MTb) devendo ser registrados, por escrito, os nomes das pessoas que foram
treinadas e as datas do treinamento.
12.2. Supervisor
Para cumprir suas responsabilidades de supervisão em relação ao uso de respiradores,
é essencial que o supervisor receba treinamento adequado. Este treinamento deve
abranger os seguintes tópicos, no mínimo:
• Conhecimentos básicos sobre prá�cas de proteção respiratória.
• Compreensão da natureza e extensão dos riscos respiratórios aos quais as pessoas sob
sua supervisão podem estar expostas.
• Capacidade de reconhecer e resolver problemas que possam surgir com os usuários de
respiradores.
• Familiaridade com os princípios e critérios de seleção de respiradores u�lizados pelas
pessoas sob sua supervisão.
• Treinamento em procedimentos para usuários de respiradores, incluindo ensaio de
vedação e distribuição dos disposi�vos.
• Habilidade para realizar inspeções regulares nos respiradores.
Com certeza, con�nuaremos com a atualização do Programa de Proteção Respiratória
(PPR), seguindo as diretrizes estabelecidas.
• Competência no monitoramento do uso adequado dos respiradores.
• Conhecimento sobre as prá�cas de manutenção e armazenamento dos respiradores.
• Conhecimento dos regulamentos e legislação per�nentes ao uso de respiradores.
12.3. Pessoa que distribui o respirador
A pessoa encarregada de distribuir os respiradores deve passar por um treinamento
adequado para garan�r que os trabalhadores recebam o respirador correto para a
tarefa, conforme definido pelos procedimentos operacionais escritos. Este treinamento
deve incluir:
• Conhecimento dos procedimentos operacionais escritos: A pessoa responsável pela
distribuição dos respiradores deve estar familiarizada com os procedimentos
operacionais escritos relacionados ao uso de respiradores no local de trabalho.

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• Entendimento dos requisitos de proteção respiratória: Deve compreender os
diferentes �pos de respiradores disponíveis, suas capacidades de proteção e os
requisitos específicos para cada tarefa ou ambiente de trabalho.
• Avaliação das necessidades individuais: Deve ser capaz de avaliar as necessidades
individuais dos trabalhadores, levando em consideração fatores como �po de trabalho,
exposição a contaminantes e caracterís�cas �sicas dos usuários.
• Seleção adequada do respirador: Com base nas informações fornecidas pelos
procedimentos operacionais escritos e na avaliação das necessidades individuais dos
trabalhadores, a pessoa responsável pela distribuição dos respiradores deve ser capaz
de selecionar o respirador mais apropriado para cada situação.
• Treinamento dos trabalhadores: Deve ser capaz de fornecer treinamento básico aos
trabalhadores sobre o uso correto do respirador, incluindo como colocá-lo e ajustá-lo
adequadamente.
• Manutenção de registros: Deve ser capaz de manter registros precisos das distribuições
de respiradores, incluindo o �po de respirador fornecido, a data de distribuição e o
nome do trabalhador que recebeu o respirador.
12.4. Usuário do respirador
Para garan�r o uso adequado do respirador, todo usuário deve passar por um
treinamento mínimo que inclui os seguintes itens:
• Necessidade do uso da proteção respiratória: O treinamento deve destacar a
importância de usar proteção respiratória para evitar a inalação de substâncias nocivas
presentes no ambiente de trabalho.
• Riscos respiratórios no ambiente de trabalho: Os usuários devem ser informados sobre
os diferentes �pos de riscos respiratórios presentes no local de trabalho, bem como os
efeitos que podem causar à saúde.
• Comunicação de problemas: Os usuários devem ser instruídos a relatar qualquer
problema que experimentem durante o uso do respirador, tanto para si mesmos quanto
para seus colegas de trabalho, ao supervisor responsável.
• Jus�fica�va do uso do respirador: Deve-se explicar por que a proteção cole�va não é
suficiente ou não está disponível, e por que o uso do respirador é necessário para
mi�gar os riscos respiratórios.
• Explicação do �po de respirador selecionado: Os usuários devem entender por que um
determinado �po de respirador foi escolhido para protegê-los contra um determinado
risco respiratório específico.
• Operação e limitações do respirador: Deve-se fornecer informações detalhadas sobre
como operar o respirador corretamente, sua capacidade de proteção e quaisquer
limitações que ele possa ter.
• Inspeção e colocação do respirador: Os usuários devem ser treinados para inspecionar
e colocar corretamente o respirador, incluindo a verificação da vedação toda vez que o
u�lizarem ou ajustarem.
• Manutenção e armazenamento do respirador: Devem ser fornecidas instruções sobre
como manter e guardar adequadamente o respirador para garan�r sua eficácia e
durabilidade.
• Procedimentos em caso de emergência: Os usuários devem ser orientados sobre os
procedimentos a serem seguidos em situações de emergência que exijam o uso do
respirador, incluindo situações de escape.
12.5. Equipamentos de emergência e salvamento
Para garan�r uma resposta eficaz em situações de emergência que exijam o uso de
respiradores, é fundamental que as equipes de atendimento, como brigadas de incêndio
e equipes de salvamento, sejam devidamente treinadas. O empregador deve
estabelecer e implementar um programa abrangente de treinamento que inclua o uso

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de respiradores durante as operações de emergência. Algumas diretrizes para esse
treinamento podem incluir:
• Criação de equipes de atendimento: O empregador deve designar e treinar equipes de
atendimento para casos de emergência e salvamento, como brigadas de incêndio, para
garan�r uma resposta rápida e eficiente.
• Desenvolvimento de um programa de treinamento: Deve ser estabelecido um
programa de treinamento abrangente que cubra o uso de respiradores durante as
operações de emergência. Esse programa deve ser adaptado às necessidades
específicas da empresa e das equipes de atendimento.
• Treinamento sobre o uso de respiradores: O programa de treinamento deve incluir
instruções detalhadas sobre o uso correto dos respiradores, incluindo como colocá-los,
ajustá-los e realizar verificações de vedação.
• Simulação de emergências: As equipes de atendimento devem par�cipar de simulações
regulares de emergências para pra�car o uso de respiradores em cenários realistas. Isso
ajuda a garan�r que os membros da equipe estejam familiarizados com os
procedimentos de segurança e saibam como agir rapidamente em situações de crise.
• Assegurar a eficiência e familiaridade: O obje�vo do treinamento é garan�r que os
membros da equipe sejam proficientes no uso de respiradores e estejam preparados
para enfrentar situações de emergência de forma segura e eficaz.
12.6. Frequência do treinamento
Para garan�r que os usuários de respiradores estejam sempre atualizados e preparados
para u�lizar esses equipamentos de forma eficaz, é importante estabelecer uma
frequência adequada para o treinamento. Recomenda-se o seguinte:
• Treinamento inicial: Todo usuário de respirador deve receber treinamento inicial assim
que for designado para uma a�vidade que exija o uso desse equipamento. Esse
treinamento inicial é essencial para garan�r que os usuários compreendam os princípios
básicos de proteção respiratória, saibam como selecionar, colocar e ajustar
corretamente o respirador, e estejam cientes dos riscos associados ao trabalho que
estão realizando.
• Treinamento periódico: Além do treinamento inicial, é importante realizar
treinamentos periódicos para garan�r que os usuários de respiradores permaneçam
atualizados e familiarizados com os procedimentos de segurança. Recomenda-se que o
treinamento seja repe�do a cada 12 meses para garan�r que os usuários estejam
sempre atualizados sobre as melhores prá�cas de proteção respiratória, bem como
quaisquer mudanças nos procedimentos ou regulamentos relacionados ao uso de
respiradores.

13. Ensaios de Vedação

13.1. Informações gerais


13.1.1. Escolha do respirador:
O usuário deve ter a liberdade de escolher o respirador mais confortável entre
diferentes tamanhos e fabricantes disponíveis. Antes de fazer a escolha final, o usuário
deve ser instruído sobre como posicionar o respirador no rosto e ajustar a tensão dos
�rantes. Um espelho na sala pode ajudar o usuário a garan�r que o respirador esteja
corretamente posicionado.
13.1.2. Avaliação do conforto:
O usuário deve experimentar o respirador por pelo menos 5 minutos para confirmar o
conforto. Todos os ajustes devem ser feitos pelo próprio usuário, sem assistência.
Durante esse período, o usuário deve avaliar a posição do respirador no osso nasal, a

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compa�bilidade com equipamentos de proteção ocular, a facilidade para falar e a
posição geral do respirador no rosto.
13.1.3. Verificação da vedação:
Após o período de uso inicial, o usuário deve verificar a vedação do respirador. Isso pode
ser feito movimentando a cabeça enquanto respira profundamente para garan�r que o
respirador permaneça selado em diferentes posições. Se a vedação for considerada
inadequada, outro respirador deve ser selecionado e o processo repe�do.
13.1.4. Ensaios de vedação:
Os ensaios de vedação devem ser realizados apenas em usuários que não possuem
pelos faciais que possam interferir na vedação do respirador. Durante o ensaio, o usuário
deve realizar movimentos específicos enquanto u�liza o respirador para verificar se há
vazamentos de ar.
13.1.5. Reavaliação:
Se o usuário considerar a vedação do respirador inaceitável, ele deve ter a oportunidade
de selecionar outro respirador para teste. Além disso, se o usuário experimentar
dificuldades respiratórias durante o teste de vedação, ele deve procurar um médico para
avaliação.
13.1.6. Informações e procedimentos:
Antes de iniciar o teste de vedação, o usuário deve receber informações sobre os
procedimentos envolvidos e suas responsabilidades durante o teste. O respirador a ser
testado deve ser usado por pelo menos 5 minutos antes do início do teste. Durante o
teste de vedação, o usuário também deve usar outros equipamentos de proteção
individual que serão u�lizados durante suas a�vidades laborais.
13.2. Exercícios de ensaios
Durante os ensaios de vedação, exceto no método quan�ta�vo que u�liza o Controle de
Pressão Nega�va (CNP), os seguintes exercícios devem ser realizados:
Respiração Normal:
O usuário deve respirar normalmente, sem falar, enquanto está em pé com os braços ao
lado do corpo e olhando para frente.
Respiração Profunda:
Em pé na posição normal, o usuário deve respirar lentamente e profundamente, sem
hiperven�lar.
Movimento Ver�cal da Cabeça:
Novamente em pé, o usuário move a cabeça lentamente para cima e para baixo,
inspirando apenas enquanto a cabeça está voltada para cima (olhando para o teto). O
respirador não deve tocar no peito.
Fala:
O usuário lê ou fala em voz alta de modo que o condutor do ensaio possa ouvir
claramente, ou conta retroa�vamente a par�r de 100.
Careta:
Este exercício é realizado apenas nos ensaios quan�ta�vos. O usuário faz caretas, franze
a testa ou sorri por 15 segundos.
Flexão para Frente:
O usuário tenta tocar os pés com as mãos. Se este movimento não for possível, pode ser
subs�tuído por corrida lenta no mesmo lugar.
Respiração Normal (Novamente):
O usuário volta a respirar normalmente, encerrando a série de exercícios.
Cada exercício deve durar um minuto, exceto as caretas que duram 15 segundos. Após
os exercícios, o usuário deve ser ques�onado sobre o conforto do respirador. Se
considerar inaceitável, pode escolher outro modelo e repe�r os procedimentos. Não é

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permi�do reajustar o respirador durante os exercícios, qualquer ajuste invalida o ensaio
e ele deve ser repe�do.
13.3. Ensaios de vedação qualita�vos
A pessoa responsável pelos ensaios de vedação deve ser capaz de preparar as soluções
de ensaio, calibrar os equipamentos, conduzir os ensaios de forma adequada, iden�ficar
ensaios inválidos e garan�r que o equipamento esteja em boas condições de uso.
O equipamento u�lizado para os ensaios qualita�vos deve estar limpo e em perfeitas
condições de funcionamento, operando dentro dos parâmetros para os quais foi
projetado.

13.4. Ensaio qualita�vo com vapor de acetato de isolamila (óleo de banana)


Este ensaio de vedação não é apropriado para filtro químico de baixa capacidade (FBC-
1), incorporado a uma peça semifacial filtrante (PFF).
13.4.1. Ensaio de sensibilidade olfa�va
O ensaio de sensibilidade olfa�va é conduzido sem o uso do respirador pelo usuário, e
tem como obje�vo verificar sua capacidade de detectar o odor do acetato de isoamila
em baixas concentrações.
• São necessários 3 frascos de vidro, de boca larga, com capacidade aproximada de 1 litro
e tampas.
• Prepare as soluções usando água des�lada a cerca de 25°C.
• Para a solução padrão de acetato de isoamila, adicione 1 mL do acetato puro em 800 mL
de água des�lada em um dos frascos de vidro e agite por 30 segundos. Esta solução é
válida por até uma semana.
• O ensaio preliminar deve ser realizado em uma sala separada daquela usada para o
ensaio de vedação. Ambas as salas devem ser bem ven�ladas para evitar a presença do
odor de óleo de banana.
• Prepare a solução para o teste de sensibilidade olfa�va em outro frasco, adicionando
0,4 mL da solução padrão em 500 mL de água des�lada e agitando por 30 segundos.
Deixe em repouso por 2 a 3 minutos para que os vapores acima da solução a�njam o
equilíbrio. Esta solução é válida por um dia.
• No terceiro frasco, prepare uma "prova em branco" adicionando apenas 500 mL de água
des�lada.
• Iden�fique os frascos, numerando o frasco com a solução para o teste de odor como
número 1 e o frasco para a prova em branco como número 2. Se a iden�ficação es�ver
na tampa, troque periodicamente para garan�r a precisão do teste.

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Programa de Proteção Respiratória
• Coloque um aviso na frente dos frascos com as instruções para o usuário, indicando que
um dos frascos contém óleo de banana e solicitando que cheire cada frasco e iden�fique
qual contém o odor.
• Prepare as misturas em uma área separada para evitar fadiga olfa�va.
• Se o usuário não conseguir iden�ficar corretamente o frasco com o óleo de banana, ele
não poderá prosseguir para o ensaio de vedação.
• Se o usuário iden�ficar corretamente o frasco com o óleo de banana, ele pode con�nuar
o processo de seleção do respirador.
13.4.2. Ensaio de Vedação no respirador escolhido
• A câmara de ensaio deve ter a forma de um tambor de 200 litros, com a boca para baixo.
Ela é composta por um plás�co transparente sustentado por um aro com diâmetro de
60 cm, posicionado a 15 cm acima da cabeça do usuário. No centro da parte superior da
câmara, internamente, deve haver um pequeno gancho.
• Cada respirador a ser testado deve conter um filtro químico contra vapores orgânicos.
• Em uma sala diferente daquela usada para o ensaio de sensibilidade olfa�va preliminar,
o usuário seleciona, coloca e ajusta corretamente o respirador. Esta sala deve ser bem
ven�lada para evitar a contaminação do ambiente.
• Na parte interna da câmara, uma cópia dos procedimentos dos exercícios e do trecho a
ser lido deve estar disponível.
• Após entrar na câmara, o usuário deve pendurar um pedaço de papel-toalha (13 x 15
cm), previamente umedecido com 0,75 mL de acetato de isoamila puro, no gancho do
topo. Aguarde dois minutos para que o vapor se espalhe pela câmara.
• Execute cada exercício especificado no parágrafo 14 das Informações Gerais por 1
minuto. Se o usuário sen�r o cheiro de banana durante os exercícios, o ensaio será
suspenso, e o usuário deve deixar a câmara e a sala imediatamente para evitar fadiga
olfa�va.
• Se o respirador não vedar, o usuário retorna à sala de escolha do respirador, repete o
ensaio de sensibilidade olfa�va e os procedimentos anteriores até encontrar um
respirador adequado. Se o ensaio de sensibilidade ao odor falhar, aguarde pelo menos
5 minutos antes de repe�-lo.
• Quando um respirador for aprovado, o usuário deve levantar ligeiramente a aba de
vedação antes de sair da câmara para verificar se não sente o cheiro de banana devido
à boa vedação e não à fadiga olfa�va.
• Ao deixar a câmara, o usuário entrega o papel absorvente a quem conduz o ensaio e o
armazena em um saco hermé�co para manter a área livre do cheiro de banana nos
ensaios subsequentes.
• Registre os resultados em um formulário que contenha o nome e a assinatura do
usuário, data do ensaio, observações relevantes, caracterís�cas do respirador e o nome
do instrutor. Os formulários devem ser arquivados.
13.4.3. Ensaio qualita�vo com aerossol de solução de sacarina
Antes de iniciar o ensaio, o usuário deve receber informações completas sobre o ensaio
de acuidade do paladar e os procedimentos do ensaio de vedação.
O ensaio de acuidade do paladar tem o propósito de verificar se o usuário pode detectar
o sabor da sacarina em baixas concentrações. Este ensaio não deve ser realizado se o
usuário consumir alimentos ou bebidas doces antes do teste, pois isso pode interferir
na detecção do sabor da sacarina.
• O usuário deve u�lizar um capuz que cubra a cabeça e os ombros. O capuz deve ter um
ori�cio na altura do nariz e da boca para acomodar o bico do nebulizador.
• Durante o ensaio de acuidade do paladar, o usuário deve colocar o capuz e respirar com
a boca ligeiramente aberta, com a língua estendida.

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• A solução para o ensaio de acuidade é preparada dissolvendo 0,83 g de sacarina sódica
em 100 mL de água morna.
• U�lizando um nebulizador, a pessoa responsável pelo ensaio nebuliza a solução de
sacarina dentro do capuz.
• O nebulizador deve ser lavado e recarregado com a solução de sacarina a cada quatro
horas.
• O usuário informa se consegue detectar o sabor da sacarina após uma série de
bombeadas rápidas do nebulizador. Se não perceber o sabor, mais bombeadas são
realizadas até que o usuário consiga iden�ficar o gosto.
• A quan�dade de bombeadas necessárias para detectar o sabor da sacarina é registrada.
• Se o usuário não conseguir detectar o sabor após 30 bombeadas, o ensaio de vedação
com sacarina não pode ser realizado com essa pessoa.
• Caso o usuário consiga detectar o sabor, ele deve se lembrar disso, pois será u�lizado
no ensaio de vedação.
• Este procedimento assegura que o usuário possa detectar o sabor da sacarina antes de
prosseguir com o ensaio de vedação.
13.4.4. Ensaio de Vedação no respirador escolhido
• Pelo menos 15 minutos antes do ensaio, o usuário não deve comer, beber (exceto água
pura) ou mascar goma.
• O capuz u�lizado é o mesmo mencionado no Item 1 do Ensaio Qualita�vo com Aerossol
de Solução de Sacarina.
• O usuário deve colocar o capuz quando já es�ver usando o respirador equipado com
filtro mecânico, no mínimo, classe P1, ou PFF1.
• U�lize um segundo nebulizador, idên�co ao primeiro, para nebulizar a solução dentro
do capuz. Deve estar claramente marcado para dis�ngui-lo do usado durante o ensaio
de acuidade de paladar.
• Prepare a solução para o ensaio de vedação dissolvendo 83 g de sacarina em 100 mL de
água morna.
• O usuário deve respirar com a boca ligeiramente aberta, com a língua levemente para
fora, e ficar atento à percepção do sabor da sacarina.
• Coloque o bico de nebulizador no ori�cio do capuz e nebulize a solução para o ensaio
de vedação, seguindo a mesma técnica empregada no ensaio de acuidade de paladar.
• O usuário deve informar ao operador do ensaio quando perceber o gosto de sacarina.
Se não perceber o sabor doce, o respirador está aprovado. Registre os resultados em
um formulário contendo nome, assinatura do usuário, data do ensaio, observações (uso
de óculos, cicatrizes, etc.), caracterís�cas do respirador (fabricante, modelo, tamanho,
etc.) e nome do instrutor. Arquive os formulários.
• Se o sabor de sacarina for detectado, a vedação não foi sa�sfatória; procure outro
respirador e reinicie os procedimentos, incluindo o ensaio de acuidade de paladar.
• Como o nebulizador pode entupir durante os exercícios, o operador deve verificar isso
com frequência. Se ocorrer entupimento, interrompa o ensaio.
13.4.5. Ensaio qualita�vo com aerossol de solução de BITREX
O ensaio de vedação com solução de "Bitrex" (benzoato de denatonium) segue os
mesmos procedimentos que o ensaio com solução de sacarina e u�liza o mesmo capuz
e os mesmos nebulizadores.
O "Bitrex" é u�lizado como agente provocador de aversão de sabor em líquidos
domés�cos e remédios devido ao seu gosto amargo, com o obje�vo de evitar a ingestão
acidental por crianças.
Antes de iniciar o ensaio, o usuário deve receber informações completas sobre todo o
ensaio de acuidade do paladar, bem como sobre todos os procedimentos do ensaio de
vedação.

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Programa de Proteção Respiratória
Procedimento:
• U�lize um capuz que cubra a cabeça e os ombros, com diâmetro aproximado de 30 cm
e altura de 40 cm, permi�ndo a liberdade de movimentos da cabeça do usuário durante
o ensaio de vedação.
• O capuz deve possuir um ori�cio na frente, na altura do nariz e da boca do usuário, com
diâmetro aproximado de 20 mm para acomodar o bico nebulizador.
• O capuz u�lizado no ensaio é o mesmo empregado no ensaio de acuidade.
• O usuário deve colocar o capuz quando já es�ver usando o respirador equipado com
filtro mecânico, no mínimo, classe P1, ou PFF1.
• U�lize um segundo nebulizador, idên�co ao primeiro, para nebulizar a solução dentro
do capuz. Deve estar claramente marcado para dis�ngui-lo do usado durante o ensaio
de acuidade de paladar.
• Prepare a solução para o ensaio de vedação dissolvendo 337,5 mg de Bitrex em 200 mL
de solução aquosa morna de cloreto de sódio a 5% (10 g de cloreto de sódio puro em
190 mL de água des�lada).
• O usuário deve respirar com a boca ligeiramente aberta, com a língua ligeiramente para
fora, e ficar atento à percepção do sabor amargo do Bitrex.
• Coloque o bico de nebulizador no ori�cio do capuz e nebulize a solução para o ensaio
de vedação, seguindo a mesma técnica empregada no ensaio de acuidade de paladar e
o mesmo número de bombeadas necessárias para obter a resposta naquele ensaio (10,
20 ou 30 bombeadas). O ensaio é realizado com 10 bombeadas.
• Enquanto o aerossol é gerado, o usuário deve executar, durante um minuto, cada
exercício previsto.
• Para manter uma concentração de aerossol adequada durante este ensaio, dê, a cada
30 segundos, a metade do número de bombeadas u�lizadas no ensaio de sensibilidade
de paladar (5, 10 ou 15).
• O usuário deve informar ao operador do ensaio o momento em que sen�r o gosto
amargo do Bitrex. Se não perceber o sabor, o respirador está aprovado. Registre os
resultados em um formulário contendo, no mínimo, nome e assinatura do usuário, data
do ensaio, observações (uso de óculos, cicatrizes, etc.), caracterís�cas do respirador
(fabricante, modelo, tamanho, etc.) e o nome do instrutor. Os formulários devem ser
arquivados.
• Se o gosto do Bitrex for detectado, a vedação não foi sa�sfatória; deve-se procurar outro
respirador e recomeçar os procedimentos, incluindo o ensaio de acuidade de paladar.

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Programa de Proteção Respiratória
14. Assinaturas e responsabilidades

Assinam o presente programa de proteção respiratória, os abaixo mencionados e cuja


responsabilidade lhes são delegadas.
Gerência:
• Assegurar que todas as pessoas sob sua responsabilidade estejam informadas sobre a
necessidade do uso do Equipamento de Proteção Respiratória (EPR) e o façam conforme
as instruções recebidas, visando a completa eficiência do programa.
• Apoiar e prover recursos para o desenvolvimento e a implantação do Programa de
Proteção Respiratória (PPR).
• Designar e atribuir a uma só pessoa, o administrador do programa, com conhecimentos
de proteção respiratória, a responsabilidade e a autoridade pelo programa de uso de
respiradores.

_________________________________
Osmário Monteiro Gaspar Filho
Diretor

Administrador do programa
A Gerência indica o Técnico em segurança do trabalho Aparecido Costa da Silva como
administrador do PPR, ficando responsável por todos os aspectos do programa e tendo
autoridade para tomar as decisões necessárias para garan�r o sucesso deste PPR. Esta
autoridade inclui a seleção dos respiradores adequados, a definição dos ensaios de
vedação e equipamentos necessários para a sua realização e demais providências para
a implantação do PPR na empresa. O administrador desenvolverá (ou pessoa por ele
autorizada) procedimentos escritos detalhados cobrindo todos os elementos básicos do
PPR, sendo a única pessoa autorizada a alterar seu conteúdo quando necessário. A
gerência o autoriza a definir quais são as áreas em que o uso do respirador é obrigatório,
bem como interromper qualquer operação onde haja risco de ocorrência de danos
sérios a pessoas devido aos riscos respiratórios.

______________________________
Administrador do Programa
Aparecido Costa da Silva
Técnico de Segurança

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Programa de Proteção Respiratória
Exemplo Prá�co de Implementação
Em 2024, após uma avaliação interna e feedback dos colaboradores, a empresa
implementou um novo sistema de gestão para o controle e distribuição de respiradores.
Este sistema permi�u um melhor rastreamento dos equipamentos, garan�ndo que cada
trabalhador receba o respirador adequado e em perfeitas condições de uso. Além disso,
foram realizadas sessões de treinamento adicionais sobre a importância da correta
u�lização dos respiradores e os riscos associados à exposição a contaminantes. Os
resultados foram posi�vos, com uma redução significa�va no número de incidentes
relacionados a problemas respiratórios.

Exemplo Prá�co de Ajuste

Após a iden�ficação de um novo risco respiratório em uma área específica da empresa,


o setor de SMS realizou uma avaliação detalhada e implementou medidas adicionais de
proteção, incluindo a u�lização de respiradores com filtros específicos para o
contaminante iden�ficado. Além disso, foram realizadas análises periódicas para
monitorar a eficácia das medidas implementadas e garan�r a segurança dos
trabalhadores.

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