Pcmso Pet
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PCMSO
Programa de Controle Médico de
Saúde Ocupacional
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Pequenos Amigos Clinica Veterinaria Ltda (Pequenos Amigos Clinica Veterinaria E Pet Shop) (Grau de
Empregador:
Risco: 2)
Endereço: Rua Gelson Bombana, nº 545, Sala 01, Centro, 99895-000
CNPJ: 49.264.148/0001-22 Telefone: Não informado
SUMÁRIO
01 – APRESENTAÇÃO
02 – LEGISLAÇÕES APLICADAS
03 – CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE O PCMSO
04 – RESPONSABILIDADES DA EMPRESA
05 – EXAMES E PLANEJAMENTO CONFORME NR-7
06 – DEFINIÇÕES SOBRE O ASO - ATESTADO DE SAÚDE OCUPACIONAL
07 - MÉDICO RESPONSÁVEL E RELATÓRIO ANALÍTICO MEDIANTE NR-7
08 - NR 32 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE
09 - PLANO DE PREVENÇÃO DE RISCOS DE ACIDENTES COM MATERIAIS PERFUROCORTANTES
10 - PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO A MATERIAL BIOLÓGICO NO SERVIÇO DE SAÚDE
11- EXPOSIÇÃO AO VIRUS DA HEPATITE B
12 - EXPOSIÇÃO AO VIRUS DA HEPATITE C
13 - AÇÕES DE PROMOÇÃO DE SAÚDE
14 - AMBIENTES, CARGOS, RISCOS OCUPACIONAIS E EXAMES CLÍNICOS
15 - DISPOSIÇÕES GERAIS
15.1 - Primeiros Socorros
15.2 - Acidentes de Trabalho
15.3 NEXO TÉCNICO EPIDEMIOLÓGICO PREVIDENCIÁRIO – NTEP
15.4 - Emissão de CAT
15.5 - Auxílio-Doença
15.6 Atividades em Altura
15.7 Exame Toxicológico
16 – CONSIDERAÇÕES FINAIS
17 - TERMO DE COMPROMISSO
18 - REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
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01 – APRESENTAÇÃO
O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO é um programa médico de atenção à saúde do trabalhador,
implementado pela Organização, visando a prevenção e/ou o diagnóstico precoce de danos causados à saúde por agentes
agressivos presentes no ambiente de trabalho. O programa deve considerar todos os aspectos e questões que incidem na saúde dos
trabalhadores, tanto no plano individual quanto coletivo.
A Norma Regulamentadora 07 estabelece diretrizes e requisitos para o desenvolvimento do Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional - PCMSO nas organizações, com o objetivo de proteger e preservar a saúde de seus empregados em relação aos riscos
ocupacionais, conforme avaliação de riscos do Programa de Gerenciamento de Risco - PGR da organização.
Esta Norma se aplica às organizações e aos órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como aos órgãos dos poderes
legislativo e judiciário e ao Ministério Público, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.
02 – LEGISLAÇÕES APLICADAS
O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO tem sua origem e vigência baseado nas seguintes legislações:
- A Lei N. 6514. de Dezembro de 1977 – Alteração V do Título II da consolidação das leis do Trabalho, aprovado pelo Decreto Lei N.
5452 de 1 de Maio de 1943: Incumbe ao Ministério do Trabalho estabelecer normas, coordenar, orientar e supervisionar a
fiscalização em todo o Território Nacional na matéria de Segurança e Medicina do Trabalho.
- Portaria N. 3214, de 08 de junho de 1978 – Aprova as Normas Regulamentadoras – NRs – do Capítulo V título II da Consolidação
das leis do trabalho - CLT relativas à Segurança e Medicina do Trabalho.
- A Portaria SEPRT n.º 6.734, de 10 de março de 2020, estabelece a nova NR 7 - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE
OCUPACIONAL, regulamentando todo o processo de desenvolvimento do PCMSO.
Este documento está atualizado de acordo com a versão mais atualizada da NR-7, a mencionada Portaria SEPRT n.º 6.734, de 10 de
março de 2020, que passou a vigorar após 03 de janeiro de 2022. Os textos exibidos neste documento são espelhados na nova NR-7,
que estabelece todas as diretrizes para o PCMSO atual.
O PCMSO é parte integrante do conjunto mais amplo de iniciativas da organização no campo da saúde de seus empregados,
devendo estar harmonizado com o disposto nas demais NR.
c) definir a aptidão de cada empregado para exercer suas funções ou tarefas determinadas;
e) subsidiar análises epidemiológicas e estatísticas sobre os agravos à saúde e sua relação com os riscos ocupacionais;
f) subsidiar decisões sobre o afastamento de empregados de situações de trabalho que possam comprometer sua saúde;
g) subsidiar a emissão de notificações de agravos relacionados ao trabalho, de acordo com a regulamentação pertinente;
i) acompanhar de forma diferenciada o empregado cujo estado de saúde possa ser especialmente afetado pelos riscos ocupacionais;
l) controlar a imunização ativa dos empregados, relacionada a riscos ocupacionais, sempre que houver recomendação do Ministério
da Saúde.
a) vigilância passiva da saúde ocupacional, a partir de informações sobre a demanda espontânea de empregados que procurem
serviços médicos;
b) vigilância ativa da saúde ocupacional, por meio de exames médicos dirigidos que incluam, além dos exames previstos nesta NR, a
coleta de dados sobre sinais e sintomas de agravos à saúde relacionados aos riscos ocupacionais.
04 – RESPONSABILIDADES DA EMPRESA
Compete ao empregador:
Em caso de substituição do médico responsável pelo PCMSO, a organização deve garantir que os prontuários médicos sejam
formalmente transferidos para seu sucessor. O prontuário do empregado deve ser mantido pela organização, no mínimo, por 20
(vinte) anos após o seu desligamento, exceto em caso de previsão diversa constante nos Anexos desta NR.
Este PCMSO foi elaborado considerando os riscos ocupacionais identificados e classificados pelo PGR - Programa de Gerenciamento
de Riscos - da organização. No programa inclui a avaliação do estado de saúde dos empregados em atividades críticas, como
definidas na NR-7, considerando os riscos envolvidos em cada situação e a investigação de patologias que possam impedir o
exercício de tais atividades com segurança.
Este PCMSO inclui, entre outros, a realização obrigatória de exames médicos nas seguintes situações, conforme NR-7:
a) admissional;
b) periódico;
c) de retorno ao trabalho;
e) demissional.
Os exames médicos acima compreendem exame clínico e exames complementares, realizados de acordo com as especificações da
NR-7 e de outras NR.
I - no exame admissional: ser realizado antes que o empregado assuma suas atividades;
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a) para empregados expostos a riscos ocupacionais identificados e classificados no PGR e para portadores de doenças crônicas que
aumentem a susceptibilidade a tais riscos:
2. de acordo com a periodicidade especificada no Anexo IV desta Norma, relativo a empregados expostos a condições hiperbáricas;
b) para os demais empregados, o exame clínico deve ser realizado a cada dois anos.
No exame de retorno ao trabalho, o exame clínico deve ser realizado antes que o empregado reassume suas funções, quando
ausente por período igual ou superior a 30 (trinta) dias por motivo de doença ou acidente, de natureza ocupacional ou não.
No exame de retorno ao trabalho, a avaliação médica deve definir a necessidade de retorno gradativo ao trabalho.
O exame de mudança de risco ocupacional deve, obrigatoriamente, ser realizado antes da data da mudança, adequando-se o
controle médico aos novos riscos.
No exame demissional, o exame clínico deve ser realizado em até 10 (dez) dias contados do término do contrato, podendo ser
dispensado caso o exame clínico ocupacional mais recente tenha sido realizado há menos de 135 (cento e trinta e cinco) dias, para
as organizações graus de risco 1 e 2, e há menos de 90 (noventa) dias, para as organizações graus de risco 3 e 4.
Os exames complementares laboratoriais previstos na NR-7 devem ser executados por laboratório que atenda ao disposto na
RDC/Anvisa n.º 302/2005, no que se refere aos procedimentos de coleta, acondicionamento, transporte e análise, e interpretados
com base nos critérios constantes nos Anexos desta Norma e são obrigatórios quando:
b) houver exposições ocupacionais acima dos níveis de ação determinados na NR-09 ou se a classificação de riscos do PGR indicar.
Podem ser realizados outros exames complementares, a critério do médico responsável, desde que relacionados aos riscos
ocupacionais classificados no PGR e tecnicamente justificados no PCMSO.
Para cada exame clínico ocupacional realizado, o médico emitirá Atestado de Saúde Ocupacional - ASO, que deve ser
comprovadamente disponibilizado ao empregado, devendo ser fornecido em meio físico quando solicitado.
c) a descrição dos perigos ou fatores de risco identificados e classificados no PGR que necessitem de controle médico previsto no
PCMSO, ou a sua inexistência;
d) indicação e data de realização dos exames ocupacionais clínicos e complementares a que foi submetido o empregado;
g) data, número de registro profissional e assinatura do médico que realizou o exame clínico.
A aptidão para trabalho em atividades específicas, quando assim definido em Normas Regulamentadoras e seus Anexos, deve ser
consignada no ASO.
Quando forem realizados exames complementares sem que tenha ocorrido exame clínico, a organização emitirá recibo de entrega
do resultado do exame, devendo o recibo ser fornecido ao empregado em meio físico, quando solicitado.
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Sendo verificada a possibilidade de exposição excessiva a agentes listados no Quadro 1 do Anexo I na NR-7, o médico do trabalho
responsável pelo PCMSO deve informar o fato aos responsáveis pelo PGR para reavaliação dos riscos ocupacionais e das medidas de
prevenção.
Constatada ocorrência ou agravamento de doença relacionada ao trabalho ou alteração que revele disfunção orgânica por meio dos
exames complementares do Quadro 2 do Anexo I, dos demais Anexos na NR-7 ou dos exames complementares incluídos com base
no subitem 7.5.18 na NR-7, caberá à organização, após informada pelo médico responsável pelo PCMSO:
c) encaminhar o empregado à Previdência Social, quando houver afastamento do trabalho superior a 15 (quinze) dias, para
avaliação de incapacidade e definição da conduta previdenciária;
O médico responsável pelo PCMSO deve elaborar relatório analítico do Programa, anualmente, considerando a data do último
relatório, contendo, no mínimo:
c) estatística de resultados anormais dos exames complementares, categorizados por tipo do exame e por unidade operacional,
setor ou função;
d) incidência e prevalência de doenças relacionadas ao trabalho, categorizadas por unidade operacional, setor ou função;
e) informações sobre o número, tipo de eventos e doenças informadas nas CAT, emitidas pela organização, referentes a seus
empregados;
f) análise comparativa em relação ao relatório anterior e discussão sobre as variações nos resultados.
As organizações de graus de risco 1 e 2 com até 25 (vinte e cinco) empregados e as organizações de graus de risco 3 e 4 com até 10
(dez) empregados podem elaborar relatório analítico apenas com as informações solicitadas nas alíneas “a” e “b”.
Caso o médico responsável pelo PCMSO não tenha recebido os prontuários médicos ou considere as informações insuficientes, deve
informar o ocorrido no relatório analítico.
O relatório analítico deve ser apresentado e discutido com os responsáveis por segurança e saúde no trabalho da organização,
incluindo a CIPA, quando existente, para que as medidas de prevenção necessárias sejam adotadas na organização.
32.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de
proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção
e assistência à saúde em geral.
32.1.2 Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à
saúde da população, e todas as ações de promoção, recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de
complexidade.
32.2.1 Para fins de aplicação desta NR, considera-se Risco Biológico a probabilidade da exposição ocupacional a agentes biológicos.
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[Link] Consideram-se Agentes Biológicos os microrganismos, geneticamente modificados ou não; as culturas de células; os
parasitas; as toxinas e os príons.
[Link] O PGR, além do previsto na NR-01, na etapa de identificação de perigos, deve conter:
Identificação dos agentes biológicos mais prováveis, em função da localização geográfica e da característica do serviço de saúde e
seus setores, considerando:
c) a possibilidade de exposição;
[Link] Além do disposto no subitem [Link].6 na NR-01, o PGR deve ser reavaliado: (Alterado pela Portaria MTP 806, de 13 de
abril de 2022) [Link] Os documentos que compõem o PGR deverão estar disponíveis aos trabalhadores.
a. sempre que se produza uma mudança nas condições de trabalho, que possa alterar a exposição aos agentes biológicos;
b. quando a análise dos acidentes e incidentes assim o determinar.
[Link] O PCMSO, além do previsto na NR-07, e observando o disposto no inciso I do item [Link], deve contemplar:
[Link] Sempre que houver transferência permanente ou ocasional de um trabalhador para um outro posto de trabalho, que
implique em mudança de risco, esta deve ser comunicada de imediato ao médico coordenador ou responsável pelo PCMSO.
[Link] Com relação à possibilidade de exposição acidental aos agentes biológicos, deve constar do PCMSO:
a. os procedimentos a serem adotados para diagnóstico, acompanhamento e prevenção da soroconversão e das doenças;
b. as medidas para descontaminação do local de trabalho;
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I. [Link] O PCMSO deve estar à disposição dos trabalhadores, bem como da inspeção do trabalho.
II. [Link] Em toda ocorrência de acidente envolvendo riscos biológicos, com ou sem afastamento do trabalhador, deve ser
emitida a Comunicação de Acidente de Trabalho - CAT.
[Link] As medidas de proteção devem ser adotadas a partir do resultado da avaliação de riscos ocupacionais, previstas no
PGR, observando o disposto no item 32.2.2. (Alterado pela Portaria MTP 806, de 13 de abril de 2022)
[Link].1 Em caso de exposição acidental ou incidental, medidas de proteção devem ser adotadas imediatamente, mesmo
que não previstas no PGR. (Alterado pela Portaria MTP 806, de 13 de abril de 2022)
[Link] A manipulação em ambiente laboratorial deve seguir as orientações contidas na publicação do Ministério da Saúde -
Diretrizes Gerais para o Trabalho em Contenção com Material Biológico, correspondentes aos respectivos microrganismos
[Link] Todo local onde exista possibilidade de exposição ao agente biológico deve ter lavatório exclusivo para higiene das mãos
provido de água corrente, sabonete líquido, toalha descartável e lixeira provida de sistema de abertura sem contato manual.
[Link].1 Os quartos ou enfermarias destinados ao isolamento de pacientes portadores de doenças infecto-contagiosas devem
conter lavatório em seu interior.
[Link].2 O uso de luvas não substitui o processo de lavagem das mãos, o que deve ocorrer, no mínimo, antes e depois do uso das
mesmas.
[Link] Os trabalhadores com feridas ou lesões nos membros superiores só podem iniciar suas atividades após avaliação médica
obrigatória com emissão de documento de liberação para o trabalho.
[Link] Todos trabalhadores com possibilidade de exposição a agentes biológicos devem utilizar vestimenta de trabalho adequada
e em condições de conforto.
[Link].2 Os trabalhadores não devem deixar o local de trabalho com os equipamentos de proteção individual e as vestimentas
utilizadas em suas atividades laborais.
[Link].3 O empregador deve providenciar locais apropriados para fornecimento de vestimentas limpas e para deposição das
usadas.
[Link].4 A higienização das vestimentas utilizadas nos centros cirúrgicos e obstétricos, serviços de tratamento intensivo, unidades
de pacientes com doenças infecto-contagiosa e quando houver contato direto da vestimenta com material orgânico, deve ser de
responsabilidade do empregador.
[Link] Os Equipamentos de Proteção Individual - EPI, descartáveis ou não, deverão estar à disposição em número suficiente nos
postos de trabalho, de forma que seja garantido o imediato fornecimento ou reposição.
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b) providenciar recipientes e meios de transporte adequados para materiais infectantes, fluidos e tecidos orgânicos.
[Link] O empregador deve assegurar capacitação aos trabalhadores, antes do início das atividades e de forma continuada,
devendo ser ministrada: [Link].1 A capacitação deve ser adaptada à evolução do conhecimento e à identificação de novos riscos
biológicos e deve incluir:
a. sempre que ocorra uma mudança das condições de exposição dos trabalhadores aos agentes biológicos;
b. durante a jornada de trabalho;
c. por profissionais de saúde familiarizados com os riscos inerentes aos agentes biológicos.
[Link].2 O empregador deve comprovar para a inspeção do trabalho a realização da capacitação através de documentos que
informem a data, o horário, a carga horária, o conteúdo ministrado, o nome e a formação ou capacitação profissional do instrutor e
dos trabalhadores envolvidos.
[Link] Em todo local onde exista a possibilidade de exposição a agentes biológicos, devem ser fornecidas aos trabalhadores
instruções escritas, em linguagem acessível, das rotinas realizadas no local de trabalho e medidas de prevenção de acidentes e de
doenças relacionadas ao trabalho.
[Link].1 As instruções devem ser entregues ao trabalhador, mediante recibo, devendo este ficar à disposição da inspeção do
trabalho.
[Link] Os trabalhadores devem comunicar imediatamente todo acidente ou incidente, com possível exposição a agentes
biológicos, ao responsável pelo local de trabalho e, quando houver, ao serviço de segurança e saúde do trabalho e à CIPA.
[Link] O empregador deve informar, imediatamente, aos trabalhadores e aos seus representantes qualquer acidente ou
incidente grave que possa provocar a disseminação de um agente biológico suscetível de causar doenças graves nos seres humanos,
as suas causas e as medidas adotadas ou a serem adotadas para corrigir a situação.
[Link] Os colchões, colchonetes e demais almofadados devem ser revestidos de material lavável e impermeável, permitindo
desinfecção e fácil higienização.
[Link] Os trabalhadores que utilizarem objetos perfurocortantes devem ser os responsáveis pelo seu descarte.
[Link] O empregador deve elaborar e implementar Plano de Prevenção de Riscos de Acidentes com Materiais Perfurocortantes,
conforme as diretrizes estabelecidas no Anexo III desta Norma Regulamentadora. (Alterado pela Portaria GM n.º 1.748, de 30 de
setembro de 2011)
[Link].1 As empresas que produzem ou comercializam materiais perfurocortantes devem disponibilizar, para os trabalhadores
dos serviços de saúde, capacitação sobre a correta utilização do dispositivo de segurança. (Alterado pela Portaria GM n.º 1.748, de
30 de setembro de 2011)
[Link].2 O empregador deve assegurar, aos trabalhadores dos serviços de saúde, a capacitação prevista no subitem [Link].1.
(Alterado pela Portaria GM n.º 1.748, de 30 de setembro de 2011)
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[Link].1 A todo trabalhador dos serviços de saúde deve ser fornecido, gratuitamente, programa de imunização ativa contra
tétano, difteria, hepatite B e os estabelecidos no PCMSO.
[Link].2 Sempre que houver vacinas eficazes contra outros agentes biológicos a que os trabalhadores estão, ou poderão estar,
expostos, o empregador deve fornecê-las gratuitamente.
[Link].3 O empregador deve fazer o controle da eficácia da vacinação sempre que for recomendado pelo Ministério da Saúde e
seus órgãos, e providenciar, se necessário, seu Reforço.
[Link].5 O empregador deve assegurar que os trabalhadores sejam informados das vantagens e dos efeitos colaterais, assim
como dos riscos a que estarão expostos por falta ou recusa de vacinação, devendo, nestes casos, guardar documento comprobatório
e mantê-lo disponível à inspeção do trabalho.
[Link].6 A vacinação deve ser registrada no prontuário clínico individual do trabalhador, previsto na NR-07.
32.3.1 Deve ser mantida a rotulagem do fabricante na embalagem original dos produtos químicos utilizados em serviços de saúde.
32.3.2 Todo recipiente contendo produto químico manipulado ou fracionado deve ser identificado, de forma legível, por etiqueta
com o nome do produto, composição química, sua concentração, data de envase e de validade, e nome do responsável pela
manipulação ou fracionamento.
32.3.4 Do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) (Alterado pela Portaria MTP 806, de 13 de abril de 2022) [Link] No PGR
dos serviços de saúde deve constar inventário de todos os produtos químicos, inclusive intermediários e resíduos, com indicação
daqueles que impliquem em riscos à segurança e saúde do trabalhador. (Alterado pela Portaria MTP 806, de 13 de abril de 2022)
[Link].1 Os produtos químicos, inclusive intermediários e resíduos que impliquem riscos à segurança e saúde do trabalhador,
devem ter uma ficha descritiva contendo, no mínimo, as seguintes informações:
[Link].2 Uma cópia da ficha deve ser mantida nos locais onde o produto é utilizado.
[Link] Na elaboração e implementação do PCMSO, devem ser consideradas as informações contidas nas fichas descritivas citadas
no subitem [Link].1.
[Link] Capacitar, inicialmente e de forma continuada, os trabalhadores envolvidos para a utilização segura de produtos químicos.
a. a apresentação das fichas descritivas citadas no subitem [Link].1, com explicação das informações nelas contidas;
b. os procedimentos de segurança relativos à utilização;
c. os procedimentos a serem adotados em caso de incidentes, acidentes e em situações de emergência.
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[Link] O empregador deve destinar local apropriado para a manipulação ou fracionamento de produtos químicos que impliquem
riscos à segurança e saúde do trabalhador.
[Link].1 É vedada a realização destes procedimentos em qualquer local que não o apropriado para este fim.
[Link].2 Excetuam-se a preparação e associação de medicamentos para administração imediata aos pacientes.
a. sinalização gráfica de fácil visualização para identificação do ambiente, respeitando o disposto na NR-26;
b. equipamentos que garantam a concentração dos produtos químicos no ar abaixo dos limites de tolerância estabelecidos nas
NR-09 e NR-15 e observando-se os níveis de ação previstos na NR-09;
c. equipamentos que garantam a exaustão dos produtos químicos de forma a não potencializar a exposição de qualquer
trabalhador, envolvido ou não, no processo de trabalho, não devendo ser utilizado o equipamento tipo coifa;
d. chuveiro e lava-olhos, os quais deverão ser acionados e higienizados semanalmente;
e. equipamentos de proteção individual, adequados aos riscos, à disposição dos trabalhadores;
f. sistema adequado de descarte.
[Link] A manipulação ou fracionamento dos produtos químicos deve ser feito por trabalhador qualificado.
[Link] O transporte de produtos químicos deve ser realizado considerando os riscos à segurança e saúde do trabalhador e ao meio
ambiente.
[Link] Todos os estabelecimentos que realizam, ou que pretendem realizar, esterilização, reesterilização ou reprocessamento por
gás óxido de etileno, deverão atender o disposto na Portaria Interministerial n.º 482/MS/MTE de 16/04/1999.
[Link] Nos locais onde se utilizam e armazenam produtos inflamáveis, o sistema de prevenção de incêndio deve prever medidas
especiais de segurança e procedimentos de emergência.
[Link] As áreas de armazenamento de produtos químicos devem ser ventiladas e sinalizadas. [Link].1 Devem ser previstas áreas
de armazenamento próprias para produtos químicos incompatíveis.
1. Os trabalhadores que realizam a limpeza dos serviços de saúde devem ser capacitados, inicialmente e de forma continuada,
quanto aos princípios de higiene pessoal, risco biológico, risco químico, sinalização, rotulagem, EPI, EPC e procedimentos em
situações de emergência.
1. A comprovação da capacitação deve ser mantida no local de trabalho, à disposição da inspeção do trabalho.
a. providenciar carro funcional destinado à guarda e transporte dos materiais e produtos indispensáveis à realização das
atividades;
b. providenciar materiais e utensílios de limpeza que preservem a integridade física do trabalhador;
c. proibir a varrição seca nas áreas internas;
d. proibir o uso de adornos.
3. As empresas de limpeza e conservação que atuam nos serviços de saúde devem cumprir, no mínimo, o disposto nos itens
32.8.1 e 32.8.2.
1. Os trabalhadores que realizam a manutenção, além do treinamento específico para sua atividade, devem também ser
submetidos a capacitação inicial e de forma continuada, com o objetivo de mantê-los familiarizados com os princípios de:
a. higiene pessoal;
b. riscos biológico (precauções universais), físico e químico;
c. sinalização;
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d. rotulagem preventiva;
e. tipos de EPC e EPI, acessibilidade e seu uso correto.
1. As empresas que prestam assistência técnica e manutenção nos serviços de saúde devem cumprir o disposto no item 32.9.1.
2. Todo equipamento deve ser submetido à prévia descontaminação para realização de contaminação.
[Link] Na manutenção dos equipamentos, quando a descontinuidade de uso acarrete risco à vida do paciente, devem ser
adotados procedimentos de segurança visando a preservação da saúde do trabalhador.
32.9.3 As máquinas, equipamentos e ferramentas, inclusive aquelas utilizadas pelas equipes de manutenção, devem ser
submetidos à inspeção prévia e às manutenções preventivas de acordo com as instruções dos fabricantes, com a norma
técnica oficial e legislação vigentes.
[Link] A inspeção e a manutenção devem ser registradas e estar disponíveis aos trabalhadores envolvidos e à fiscalização
do trabalho.
[Link] As empresas que prestam assistência técnica e manutenção nos serviços de saúde devem cumprir o disposto no item
32.9.3.
[Link] O empregador deve estabelecer um cronograma de manutenção preventiva do sistema de abastecimento de gases e das
capelas, devendo manter um registro individual da mesma, assinado pelo profissional que a realizou.
32.9.4 Os equipamentos e meios mecânicos utilizados para transporte devem ser submetidos periodicamente à manutenção, de
forma a conservar os sistemas de rodízio em perfeito estado de funcionamento.
32.9.5 Os dispositivos de ajuste dos leitos devem ser submetidos à manutenção preventiva, assegurando a lubrificação permanente,
de forma a garantir sua operação sem sobrecarga para os trabalhadores.
6. Os sistemas de climatização devem ser submetidos a procedimentos de manutenção preventiva e corretiva para preservação
da integridade e eficiência de todos os seus componentes.
1. O atendimento do disposto no item 32.9.6 não desobriga o cumprimento da Portaria GM/MS n.° 3.523 de 28/08/98 e demais
dispositivos legais pertinentes.
2. No processo de elaboração e implementação do PGR e do PCMSO devem ser consideradas as atividades desenvolvidas pela
Comissão de Controle de Infecção Hospitalar - CCIH do estabelecimento ou comissão equivalente
2. No processo de elaboração e implementação do PGR e do PCMSO devem ser consideradas as atividades desenvolvidas pela
Comissão de Controle de Infecção Hospitalar - CCIH do estabelecimento ou comissão equivalente
3. Antes da utilização de qualquer equipamento, os operadores devem ser capacitados quanto ao modo de operação e seus
riscos.
4. Os manuais do fabricante de todos os equipamentos e máquinas, impressos em língua portuguesa, devem estar disponíveis
aos trabalhadores envolvidos.
5. É vedada a utilização de material médico-hospitalar em desacordo com as recomendações de uso e especificações técnicas
descritas em seu manual ou em sua embalagem.
6. Em todo serviço de saúde deve existir um programa de controle de animais sinantrópicos, o qual deve ser comprovado
sempre que exigido pela inspeção do trabalho.
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7. As cozinhas devem ser dotadas de sistemas de exaustão e outros equipamentos que reduzam a dispersão de gorduras e
vapores, conforme estabelecido na NBR 14518.
8. Os postos de trabalho devem ser organizados de forma a evitar deslocamentos e esforços adicionais.
9. Em todos os postos de trabalho devem ser previstos dispositivos seguros e com estabilidade, que permitam aos
trabalhadores acessar locais altos sem esforço adicional.
10. Nos procedimentos de movimentação e transporte de pacientes deve ser privilegiado o uso de dispositivos que minimizem o
esforço realizado pelos trabalhadores.
11. O transporte de materiais que possa comprometer a segurança e a saúde do trabalhador deve ser efetuado com auxílio de
meios mecânicos ou eletromecânicos.
12. Os trabalhadores dos serviços de saúde devem ser:
13. O ambiente onde são realizados procedimentos que provoquem odores fétidos deve ser provido de sistema de exaustão ou
outro dispositivo que os minimizem.
14. É vedado aos trabalhadores pipetar com a boca.
15. Todos os lavatórios e pias devem:
a. possuir torneiras ou comandos que dispensem o contato das mãos quando do fechamento da água;
b. ser providos de sabão líquido e toalhas descartáveis para secagem das mãos.
16. As edificações dos serviços de saúde devem atender ao disposto na RDC 50 de 21 de fevereiro de 2002 da ANVISA.
3. Ficam criadas a Comissão Tripartite Permanente Nacional da NR-32, denominada CTPN da NR-32, e as Comissões Tripartites
Permanentes Regionais da NR-32, no âmbito das Unidades da Federação, denominadas CTPR da NR-32.
1. As dúvidas e dificuldades encontradas durante a implantação e o desenvolvimento continuado desta NR deverão ser
encaminhadas à CTPN.
ANEXO III
(Aprovado pela Portaria GM n.º 1.748, de 30 de agosto de 2011) (Vide prazo de implementação no Art. 3ª da Portaria)
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1.1 Estabelecer diretrizes para a elaboração e implementação de um plano de prevenção de riscos de acidentes com materiais
perfurocortantes com probabilidade de exposição a agentes biológicos, visando a proteção, segurança e saúde dos trabalhadores
dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral.
1.2 Entende-se por serviço de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população, e todas as
ações de promoção, recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade.
1.3 Materiais perfurocortantes são aqueles utilizados na assistência à saúde que têm ponta ou gume, ou que possam perfurar ou
cortar.
1.4 O dispositivo de segurança é um item integrado a um conjunto do qual faça parte o elemento perfurocortante ou uma
tecnologia capaz de reduzir o risco de acidente, seja qual for o mecanismo de ativação do mesmo.
2.1 O empregador deve constituir uma comissão gestora multidisciplinar, que tem como objetivo reduzir os riscos de acidentes com
materiais perfurocortantes, com probabilidade de exposição a agentes biológicos, por meio da elaboração, implementação e
atualização de plano de prevenção de riscos de acidentes com materiais perfurocortantes.
2.2 A comissão deve ser constituída, sempre que aplicável, pelos seguintes membros:
3. Análise dos acidentes de trabalho ocorridos e das situações de risco com materiais perfurocortantes:
3.1 A Comissão Gestora deve analisar as informações existentes no PGR e no PCMSO, além das referentes aos acidentes do trabalho
ocorridos com materiais perfurocortantes. (Alterado pela Portaria MTP 806, de 13 de abril de 2022)
3.2 A Comissão Gestora não deve se restringir às informações previamente existentes no serviço de saúde, devendo proceder às
suas próprias análises dos acidentes do trabalho ocorridos e situações de risco com materiais perfurocortantes.
3.3 A Comissão Gestora deve elaborar e implantar procedimentos de registro e investigação de acidentes e situações de risco
envolvendo materiais perfurocortantes.
a. capacitados para adotar mecânica corporal correta, na movimentação de pacientes ou de materiais, de forma a preservar a
sua saúde e integridade física;
b. orientados nas medidas a serem tomadas diante de pacientes com distúrbios de comportamento.
a. possuir torneiras ou comandos que dispensem o contato das mãos quando do fechamento da água;
b. ser providos de sabão líquido e toalhas descartáveis para secagem das mãos.
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4. Estabelecimento de prioridades:
4.1 A partir da análise das situações de risco e dos acidentes de trabalho ocorridos com materiais perfurocortantes, a Comissão
Gestora deve estabelecer as prioridades, considerando obrigatoriamente os seguintes aspectos:
a. situações de risco e acidentes com materiais perfurocortantes que possuem maior probabilidade de transmissão de agentes
biológicos veiculados pelo sangue;
b. frequência de ocorrência de acidentes em procedimentos com utilização de um material perfurocortante específico;
c. procedimentos de limpeza, descontaminação ou descarte que contribuem para uma elevada ocorrência de acidentes; e
d. número de trabalhadores expostos às situações de risco de acidentes com materiais perfurocortantes.
6.1 Esta seleção deve ser conduzida pela Comissão Gestora Multidisciplinar, atendendo as seguintes etapas:
a. definição dos materiais perfurocortantes prioritários para substituição a partir da análise das situações de risco e dos
acidentes de trabalho ocorridos;
b. definição de critérios para a seleção dos materiais perfurocortantes com dispositivo de segurança e obtenção de produtos
para a avaliação;
c. planejamento dos testes para substituição em áreas selecionadas no serviço de saúde, decorrente da análise das situações de
risco e dos acidentes de trabalho ocorridos; e
d. análise do desempenho da substituição do produto a partir das perspectivas da saúde do trabalhador, dos cuidados ao
paciente e da efetividade, para posterior decisão de qual material adotar.
7.1 Na implementação do plano, os trabalhadores devem ser capacitados antes da adoção de qualquer medida de controle e de
forma continuada para a prevenção de acidentes com materiais perfurocortantes.
7.2 A capacitação deve ser comprovada por meio de documentos que informem a data, o horário, a carga horária, o conteúdo
ministrado, o nome e a formação ou capacitação profissional do instrutor e dos trabalhadores envolvidos.
8. Cronograma de implementação:
8.2 O cronograma deve contemplar as etapas dos itens 3 a 7 acima descritos e respectivos prazos para a sua implantação.
8.3 Este cronograma e a comprovação da implantação devem estar disponíveis para a Fiscalização do Ministério do Trabalho e
Emprego e para os trabalhadores ou seus representantes.
9. Monitoramento do plano:
9.1 O plano deve contemplar monitoração sistemática da exposição dos trabalhadores a agentes biológicos na utilização de
materiais perfurocortantes, utilizando a análise das situações de risco e acidentes do trabalho ocorridos antes e após a sua
implementação, como indicadores de acompanhamento.
10.1 O plano deve ser avaliado a cada ano, no mínimo, e sempre que se produza uma mudança nas condições de trabalho e quando
a análise das situações de risco e dos acidentes assim o determinar.
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OBJETIVOS
Apresentar a conduta médica para profilaxia pós-exposição a risco de infecção pelo HIVe pelo vírus da Hepatite B por contato com
material biológico.
JUSTIFICATIVAS
A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) a material biológico é uma medida de prevenção em casos de exposição a vírus, como acidentes
ocupacionais. Na profilaxia são tomadas ações e medidas para que não exista interação de um agente infeccioso com o organismo,
com objetivo de conter a inserção de doenças e, quando isso não é possível, realizar o controle para que as doenças não se
disseminem.
ÂMBITO DE APLICAÇÃO
Em todas as dependências da unidade de atendimento e onde houver risco de infecção por contato com material biológico.
Inclusão:
Funcionários que tiveram contato com material biológico, acidentalmente, nas dependências da instituição. Observação:
colaboradores são os prestadores da empresa, como empregados e terceirizados.
Usuários dos serviços da empresa, expostos acidentalmente a material biológico nas dependências da empresa.
Exclusão
a profilaxia pós-exposição sexual ao HIV, cujo tema possui protocolo institucional específico,
No atendimento inicial, após a exposição ao HIV, faz-se necessário que o profissional avalie como e quando ocorreu a exposição,
além de investigar a condição sorológica do indivíduo exposto e da fonte da infecção. Assim, a partir da avaliação desses critérios
objetivos será possível definir se há ou não indicação de início da PEP. Recomenda-se a profilaxia em todos os casos de exposições
com risco significativo de transmissão do HIV.
Existem casos, contudo, em que a PEP não está indicada em função do risco insignificante de transmissão e nos quais o risco de
toxicidade dos medicamentos supere o risco da transmissão do HIV.
Observação: os quatro primeiros são considerados materiais biológicos com alto risco para transmissão do HIV. Já os
enumerados no último tópico são considerados potencialmente infectantes.
suor;
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lágrima;
fezes;
urina;
vômito;
secreções nasais;
saliva (exceto em ambientes odontológicos)
EXPOSIÇÃO AO HIV
Tipos de exposição
Percutânea – exemplos: lesões causadas por agulhas ou outros instrumentos perfurantes e/ou cortantes;
Membranas mucosas – exemplos: exposição sexual; respingos em olhos, nariz e boca;
Cutâneas envolvendo pele não íntegra – exemplos: presença de dermatites ou feridas abertas;
Mordeduras com presença de sangue – neste caso, os riscos devem ser avaliados, tanto para a pessoa que sofreu a lesão,
quanto para aquela que a provocou.
A PEP não está indicada quando o indivíduo exposto já se encontra infectado pelo HIV (infecção prévia à exposição) ou quando a
infecção pelo HIV pode ser descartada no indivíduo-fonte. Primeiramente, deve-se realizar a investigação diagnóstica para o HIV do
indivíduo exposto:
Se positivo – PEP não está indicada. Infecção pelo HIV ocorreu antes da exposição e o indivíduo deve ser encaminhado para
acompanhamento clínico e início da terapia antirretroviral (TARV);
Se negativo – avaliar status do indivíduo-fonte quanto à infecção pelo HIV, quando possível;
Na impossibilidade de realização de diagnóstico da infecção pelo HIV no indivíduo exposto -avaliar status do indivíduo-fonte quanto
à infecção pelo HIV, quando possível.
Se negativo – PEP não está indicada. Contudo, a PEP poderá ser indicada quando o indivíduo-fonte tiver história de exposição de
risco nos últimos 30 dias, devido à possibilidade de resultados falso-negativos de testes (rápidos ou laboratoriais) durante o período
de janela imunológica. E no caso de utilização de testes de fluido oral, considerar janela imunológica de 90 dias.
Se desconhecido – qualquer situação em que a infecção pelo HIV não possa ser descartada no indivíduo-fonte – PEP está indicada;
Se positivo – PEP está indicada. Todavia, a PEP não estará indicada quando, apesar do indivíduo-fonte ser infectado pelo HIV, estiver
em uso regular de TARV, com carga viral recente indetectável (carga viral realizada nos últimos 6 meses). Uma vez que nessa
situação o risco de transmissão do HIV é muito baixo.
Os resultados da investigação diagnóstica devem ser sempre comunicados ao indivíduo que foi testado. Caso seja feito o diagnóstico
da infecção pelo HIV no indivíduo-fonte, este deverá ser encaminhado para seguimento clínico.
É direito de o indivíduo recusar a PEP ou outros procedimentos indicados após a exposição (por exemplo, coleta de exames
sorológicos e laboratoriais). Nesses casos, sugere-se o registro em prontuário, documentando a recusa e explicitando que, no
atendimento, foram fornecidas as informações sobre os riscos da exposição, assim como a relação entre o risco e o benefício da PEP.
Ressalta-se que, mesmo que o atendimento inicial do indivíduo exposto seja depois de 72h da exposição, recomenda-se a
investigação inicial do seu status sorológico e seu o acompanhamento sorológico pós-exposição, caso o status da fonte seja positivo
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ou desconhecido.
independentemente do tipo de exposição e material biológico envolvido. De acordo com Nota informativa 1/2022 da Coordenação-
Geral de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções
Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (CGIST/DCCI/SVS/MS), o uso de
Dolutegravir (DLG) fica liberado para as mulheres em idade fértil e gestantes, independentemente da idade gestacional.
Fonte: Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das DST, AIDS e Hepatites Virais (DDAHV/SVS/MS)
É obrigatório descartar a infecção prévia pelo HIV, através de Teste Rápido, antes da Prescrição da Profilaxia.
Na impossibilidade de uso do esquema preferencial poderão ser utilizados outros esquemas, conforme a recomendação do
Ministério da Saúde.
Para dispensação das medicações pelo Ministério da Saúde é obrigatório o preenchimento do Formulário de Solicitação de
Medicamentos – Profilaxia, disponível em
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[Link]
risco_infeccao_hiv_ist_hv_2021.pdf/view
Indivíduos-Fonte multiexperimentados
Ressalta-se que a escolha do esquema profilático em exposições envolvendo fonte sabidamente infectada pelo HIV, deve-se sempre
avaliar a história de uso dos ARV e os parâmetros que podem sugerir a presença de cepas virais resistentes. A exposição prévia do
indivíduo-fonte a diversos esquemas antirretrovirais, assim como evidências de falha virológica (carga viral detectável após 6 meses
de início ou troca de ARV podem indicar a presença de cepas virais resistentes.
Assim, em casos de PACIENTE EM FALHA VIROLÓGICA, UMA AVALIAÇÃO CRITERIOSA DEVE SER FEITA POR MÉDICOS EXPERIENTES
NO MANEJO DE CASOS DE RESISTÊNCIA VIRAL(MRG), para indicação do esquema de resgate, sempre que possível baseada na
genotipagem do paciente-fonte. Na ausência de um MRG ou da disponibilidade de ARV de terceira linha no momento do
atendimento pós-exposição, a profilaxia deve ser iniciada com o esquema preferencial. Nesses casos, recomenda-se que a pessoa
exposta seja reavaliada com urgência em serviços de referência para adequação do esquema, se necessário.
necessidade de repetir a testagem em 30 dias e em 3 meses após a exposição. Testes posteriores a esse período podem estar
indicados, como, por exemplo, nos casos de:
Pessoas que relatam exposição de risco ao HIV dentro do período de 30 dias anterior à testagem, ou 90 dias, caso se utilize a
testagem com fluido oral;
Mulheres grávidas;
Pessoas que apresentem testes com resultados indeterminados.
Mais informações sobre testagem para o HIV podem ser obtidas no “Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV”,
disponível em:
[Link]
Pessoas diagnosticadas com infecção pelo HIV durante o período de seguimento da profilaxia pós-exposição devem ser
encaminhadas para avaliação e atendimento em serviços que realizam o seguimento de pessoas vivendo com HIV/aids:
atendimento
Hemograma, glicose, X X
ureia,
Hemograma, glicose, x x x
ureia,
Encerramento do Caso
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Obter o resultado da testagem para HIV, marcadores das hepatites virais e Sífilis após 12 semanas (3 meses) da exposição;
É essencial destacar as estratégias de prevenção avaliando, com a pessoa exposta, eventuais obstáculos na adoção de práticas
sexuais seguras;
Esclarecer objetivamente que a ausência de transmissão no episódio atual não previne a transmissão no caso de futuras exposições.
Primeiramente deve ser conhecido o status sorológico da fonte (HBs-Ag) e do profissional exposto (HBs-Ag e Anti-HBs). Recomenda-
se avaliar, conforme a figura 1, a seguir.
Sem resposta IGHAHAB + 1ª dose da Iniciar nova série de Iniciar nova série de
vacinal após 3 segunda série vacinal vacina- 3 doses vacina- 3 doses
doses para hep B.
(6 doses)
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Recomendações para profilaxia de Hepatite B para profissionais de Saúde Expostos a Material Biológico:
O uso associado de imunoglobulina hiperimune contra hepatite B está indicado em caso de pessoa-fonte com alto risco para
infecção pelo HBV, como: usuários de drogas injetáveis; pacientes em programas de diálise; contatos domiciliares e sexuais de
pessoas HBsAg reagentes; pessoas que fazem sexo com pessoas do mesmo sexo; heterossexuais com vários parceiros e relações
sexuais desprotegidas; história prévia de IST; pacientes provenientes de áreas geográficas de alta endemicidade para hepatite B;
pacientes provenientes de prisões e de instituições de atendimento a pacientes com deficiência mental.
(b) IGHAHB (2x) = duas doses de imunoglobulina hiperimune para hepatite B, com intervalo de um mês entre as doses. Essa
opção deve ser indicada para aqueles que já fi zeram duas séries de três doses da vacina, mas não apresentaram resposta
vacinal, ou que tenham alergia grave à vacina.
A HGHAHB (Imunoglobulina Humana contra a Hepatite B) deve ser administrado o mais precocemente possível até 7 dias após o
acidente; dose= 0,06 ml/kg, por via intramuscular; pode ser dividida em 2 grupos musculares. Deve-se evitar a vacinação no mesmo
grupo muscular em que foi administrado a imunoglobulina.
Na impossibilidade de fazer o teste Anti-HBs em até sete dias, tratar o profissional exposto com 1 dose de HBIg + 1 dose de vacina
contra Hepatite B;
Observação: os esquemas profiláticos para Hepatite B e HIV podem ser utilizados durante a gravidez.
Para dispensação de imunoglobulina humana conta hepatite B é obrigatório o preenchimento do Ficha de Solicitação de
Imunobiológicos Especiais, disponível em
[Link]
[Link]
[Link]
Contato – Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Prefeitura Municipal de Passo Fundo. Tel – 3646-0153.
Não existe quimioprofilaxia. Recomenda-se acompanhar a sorologia do profissional acidentado por seis meses com três coletas (no
momento do acidente, três e seis meses após o acidente). Se sorologia do profissional de saúde para hepatite C for positiva, este
deve ser encaminhado para acompanhamento ambulatorial especializado
FLUXO DE ATENDIMENTO
Após avaliação, por um profissional médico, o indivíduo exposto deverá realizar todas as normas procedimentais, como
preenchimento de Comunicação de Acidente de Trabalho, no caso de acidente com material biológico.
Durante a semana os indivíduos expostos deverão, POSTERIORMENTE, procurar atendimento, diretamente no Ambulatório de
Doenças Infecciosas e Parasitárias. Após as orientações será avaliada a necessidade de PEP, e nos casos indicados, os médicos
deverão preencher a Ficha de Solicitação de Antirretrovirais (SICLOM) para o indivíduo retirar as medicações nos seguintes locais:
[Link]
REFERÊNCIAS
Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Antirretroviral Pós-Exposição de Risco à
Infecção pelo HIV. Disponível em: [Link]
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BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Nota informativa 1/2022, disponível em:
[Link]
%20uso%20de%20DTG%20em%20gestantes%20e%[Link]
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Manual Técnico para o Diagnósticoda Infecção pelo HIV”, disponível
em:
[Link]
file=1&type=node&id=57787&force=1 .
Consiste em um trabalho coletivo, com o intuito de garantir o bem estar do trabalhador. O seu objetivo é desenvolver com os
funcionários a consciência da alteração de estilo de vida e de proteção a sua saúde, buscando equilíbrio físico e mental. No decorrer
do ano da implementação deste programa serão feitas campanhas de prevenção e aconselhamentos conforme a constatação de
riscos a grupos homogêneos.
VACINAÇÃO
Caso aqueles funcionários que não tiverem a vacinação em dia, serão orientados a fazê-lo.
Se necessário
Pneumocócica 23-valente (Pncc 23) 1 dose acima 60 anos 5 anos após 1ª dose
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EXAMES COMPLEMENTARES:.
Situações de estresse 2 2
Umidade 2 2
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Situações de estresse 2 1
-retorno ao
trabalho
-mudança de
riscos
ocupacionais
-demissional
Abaixo estão listados todos os ambientes analisados durante a confecção deste documento onde os colaboradores desta empresa
exercerão suas atividades.
BANHO E TOSA
Descrição do Ambiente: Edificação constituída com paredes de alvenaria. Portas internas e janelas de vidro. A iluminação dos
ambientes é natural e artificial por meio de lâmpadas. A ventilação é natural e artificial com auxílio de ar condicionado. Equipamentos
de banho e tosa, como secador, lavabos.
LIMPEZA
Descrição do Ambiente: Os colaboradores deste setor laboram em todos ambientes do pet, não possuindo ambiente de trabalho
específico.
Abaixo estão listados todos os dados técnicos, bem como os ambientes e os riscos ocupacionais aos quais os empregados deste
cargo estão expostos.
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Abaixo estão listados todos os dados técnicos, bem como os ambientes e os riscos ocupacionais aos quais os empregados deste
cargo estão expostos.
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Fazer no Admissional
Fazer no Demissional
Avaliação Clínica Ocupacional:
Fazer no Retorno Ao Trabalho O periódico será feito a cada 12 meses.
Código(s) eSocial: 0295
Fazer na Mudança de Riscos*
Fazer no Periódico
*Nos casos de mudança de riscos ocupacionais ou cargo, deverão ser observados os exames indicados no quadro do novo cargo
levando em consideração a diferença das exposições aos riscos comparados ao cargo atual. Em casos de dúvidas consulte o
autor/Médico responsável pelo PCMSO deste documento.
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15 – DISPOSIÇÕES GERAIS
Todos os estabelecimentos deverão estar equipados com material necessário a prestação de primeiros socorros considerando-se as
características da atividade desenvolvida; manter este material em local adequado, e aos cuidados de pessoa treinada para este fim.
O conteúdo dos armários e caixas de primeiros socorros deverão atender as necessidades básicas das ocorrências mais comuns,
também aos riscos específicos de cada local de trabalho.
Um risco de acidente predominante em determinada área de trabalho, exigira que o material para o seu atendimento adequado
esteja disponível em quantidade suficiente, para a sua eventual ocorrência.
A empresa como uma instituição voltada para a produção de bens e serviços, inserida em uma comunidade deve criar facilidades e
ter um sistema adequado de prestação de primeiros socorros, de acordo com o seu porte e as atividades e riscos nela existentes.
Esta necessidade esta também prevista no capítulo V da Consolidação das Leis do Trabalho – Lei n° 6.514, de 22 de dezembro de
1977, estabelecendo no parágrafo 4° do artigo 168 que diz: “O empregador manterá, no estabelecimento o material necessário à
prestação de primeiros socorros médicos, de acordo com o risco de atividade.”
O decreto 2.172, de 05.03.97, que dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social, em seus artigos determina:
“Art. 131. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, ou ainda pelo exercício do trabalho
dos segurados referidos no inciso VII do artigo 11 desta lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte
ou perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.”
É obrigatória a existência do nexo causal, isto é, a relação entre o acidente, o trabalho e a lesão.
“I – o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do
segurado, para a perda ou redução da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua
recuperação.”
Art. 133 do Decreto 2.172/97 inciso II equipara a acidente do trabalho todo aquele sofrido pelo segurado no local e no horário de
trabalho.
O nexo técnico epidemiológico previdenciário (NTEP) é mais um dos critérios utilizados para que se estabeleça o nexo causal entre o
trabalho e a doença. O detalhamento das regras foi feito na Instrução Normativa do INSS de 27/3/2007 (IN 16/07).
O NTEP é um dos critérios de concessão de benefício auxílio-doença tipo acidentário (espécie B91), aplicável quando houver
significância estatística da associação entre o código da Classificação Internacional de Doenças (CID) e a Classificação Nacional de
Atividade Econômica (CNAE), na parte inserida pelo Decreto nº 6.042/07, na lista B do anexo II do Decreto nº 3.048, de 1999,
independente da emissão de CAT.
A inexistência de nexo técnico epidemiológico não elide o nexo causal entre o trabalho e o agravo. Pode haver o nexo técnico
profissional ou do trabalho (listas A e B do anexo II do Decreto nº 3.048, de 1999) e nexo técnico por doença equiparada a acidente
de trabalho ou nexo técnico individual, decorrente de acidentes de trabalho típicos ou de trajeto.
Das decisões do INSS poderá a empresa interpor recurso ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) até trinta dias após a
data em que tomar conhecimento da concessão do benefício em espécie acidentária por nexo técnico por doença equiparada a
acidente de trabalho ou nexo técnico individual, conforme art. 126 da Lei nº 8.213/91.
A empresa pode contestar a decisão do INSS quando o nexo causal for estabelecido pelo NTEP, com um recurso para a não aplicação
do critério, convertendo administrativa de benefício tipo B91 para benefício tipo B31, ou seja, alterando da espécie de benefício
auxílio-doença acidentário para não acidentário.
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Um recurso deve conter o nome do órgão ao qual ele é endereçado; o nome do segurado; a identificação do segurado (CPF e NIT); o
nome do recorrente; Identificação do recorrente (Identidade e CPF); endereço completo do recorrente (para envio de
correspondência); o motivo do recurso e a fundamentação consistente para o determinado caso.
Para consultar os Benefícios por Incapacidade de seus empregados é necessário acessar o sítio:
[Link]
Todo acidente de trabalho deverá ser comunicado à Previdência Social e registrado no prontuário do funcionário
O segurado, por sua vez, ao ser acidentado, deve levar o fato ao conhecimento da empresa. Esta, por sua vez, fará a devida
comunicação, formando-se o processo administrativo, com vistas a proteger o funcionário, apurando as causas e consequências do
evento, e, por conseguinte, liberar o benefício adequado ao segurado.
O art. 142 do Regulamento dos Benefícios da Previdência Social determina que a empresa deverá fazer a comunicação de um
acidente até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade policial competente
(delegacia mais próxima ).
O acidentado deverá ser encaminhado para o atendimento médico, nos serviços públicos ou privados, conveniados ou filantrópicos,
no qual será preenchido o Laudo de Exame Médico (verso da CAT) pelo médico que o atender.
15.5 - Auxílio-Doença
“O auxílio-doença será devido a contar do 16º (décimo sexto) dia seguinte ao do afastamento do trabalho em conseqüência do
acidente”.
“O segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantia, pelo prazo mínimo de 12 (doze) meses, a manutenção do seu contrato
de trabalho na empresa, após a cessação do auxílio-doença acidentário, independentemente da percepção de auxílio acidente” (Lei
No 8.213, de 24 de Julho de 1991, Art. 118.).
Caso a empresa realize atividade em altura é necessário seguir o disposto na Norma Regulamentadora 35 que trata assuntos
específicos quanto a exames médicos necessários para funcionários que realizam este tipo de atividade.
[Link] Cabe ao empregador avaliar o estado de saúde dos trabalhadores que exercem atividades em altura, garantindo que:
c) seja realizado exame médico voltado às patologias que poderão originar mal súbito e queda de altura, considerando também os
fatores psicossociais.
[Link].1 A aptidão para trabalho em altura deve ser consignada no atestado de saúde ocupacional do Trabalhador. Patologia que
possa originar mal súbito
Exames complementares
A Lei 13.103 de 2015 instituiu a obrigatoriedade de exames toxicológicos de larga janela de detecção para PRÉ-ADMISSÃO e
DESLIGAMENTO de motoristas das categorias C, D e E contratados no regime CLT. Os exames deverão ser realizados por conta dos
empregadores. A Lei foi regulamentada pela Portaria 116 de 2015 do Ministério do Trabalho e Emprego. Os principais pontos da
Portaria são:
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a) Todo empregador de motoristas profissionais deve realizar exames toxicológicos de larga janela de detecção na e pré-admissão
desligamento dos mesmos;
b) Os exames toxicológicos devem ser realizados por laboratórios devidamente Acreditados para tanto;
c) Os exames toxicológicos devem ser interpretados por médico revisor (MR) capacitado. A empresa só recebe um relatório
contendo a informação: usuário ou não de substâncias psicoativas prescritas. O relatório deverá ser mantido pela empresa
juntamente com os demais documentos obrigatórios e passíveis de inspeção;
O exame toxicológico não é parte do PCMSO nem deverá constar no atestado de saúde ocupacional, portanto, a empresa estará
livre para não contratar um proponente que tenha o exame positivado;
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16 – CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este programa PCMSO poderá sofrer modificações quando forem constatadas significativas alterações nas condições ambientais ou
no exercício profissional que justifiquem novas medidas ou ações de saúde, tendo por objetivo a preservação e promoção da saúde
dos colaboradores. Sendo assim, sempre que houver qualquer modificação nos processos produtivos, aquisição de novos
maquinários ou novos locais de trabalho devem ser imediatamente comunicados ao elaborador do PGR, a fim de manter-se
informado e tomar as medidas necessárias para as boas práticas de saúde e segurança no local de trabalho, dentre elas a
atualização dos programas PGR e PCMSO.
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17 - TERMO DE COMPROMISSO
Pelo presente instrumento, nos propomos garantir a viabilização e efetiva implantação do Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional (PCMSO), zelando e custeando sem ônus para os funcionários, os procedimentos e exames em todas as suas etapas,
por ser parte integrante do conjunto mais amplo da iniciativa da empresa no campo da prevenção da saúde dos trabalhadores.
_______________________________________________________
Médico Responsável pelo PCMSO
A Empresa fica ciente da execução, acompanhamento e entendimento de todas as fases que compõem o Programa de Controle
Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, comprometendo-se a cumpri-lo na sua totalidade, incluindo o cronograma de ações caso
existente.
_______________________________________________________
Proprietário e Responsável pela execução do PCMSO
[Link] 35/37
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18 - REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
NR-7 - DISPOSIÇÕES GERAIS E GERENCIAMENTO DE RISCOS OCUPACIONAIS. In: NR-1 - DISPOSIÇÕES GERAIS E GERENCIAMENTO DE
RISCOS OCUPACIONAIS: Redação dada pela Portaria SEPRT n.º 6.730, de 09/03/20, 2020. Disponível em:
[Link]
tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes.
NR 17 - ERGONOMIA. In: NR 17 - ERGONOMIA: Redação dada pela Portaria MTP n.º 423 de 07 de outubro de 2021, 2021. Disponível
em: [Link]
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21/02/2025, 17:23 Sistema ESO - Documento
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