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21 Mensagens sobre Oração e Jejum

Este devocional contém 21 mensagens sobre a oração, abordando sua importância e dinâmica na vida cristã. O texto enfatiza que a oração é um recurso vital para a igreja, permitindo a cooperação com Deus, resistência ao mal e a busca por bênçãos. O autor encoraja os leitores a dedicarem tempo à oração e à presença de Deus durante um período de jejum.

Enviado por

Paulo Malhaes
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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21 Mensagens sobre Oração e Jejum

Este devocional contém 21 mensagens sobre a oração, abordando sua importância e dinâmica na vida cristã. O texto enfatiza que a oração é um recurso vital para a igreja, permitindo a cooperação com Deus, resistência ao mal e a busca por bênçãos. O autor encoraja os leitores a dedicarem tempo à oração e à presença de Deus durante um período de jejum.

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APRESENTAÇÃO

Querido Pastor,

Esse devocional foi escrito com o propósito de inspirá-lo durante esse período de jejum e
oração. São 21 mensagem que tratam do tema da oração abordando conceitos, dinâmica,
tipos, importância, etc.

As mensagens são bastante condensadas, contêm inúmeras referências bíblicas e devem


ser consideradas como um pontapé inicial para um aprofundamento dessa disciplina
espiritual, vital para a vida de todo cristão e consequentemente de toda a Igreja.

Minha oração é para que você tenha um tempo muito precioso na presença de Deus!
1º DIA
O QUE É ORAÇÃO?

...e nos dedicaremos à oração e ao ministério da palavra. (At 6.4)

A oração é o maior recurso da igreja. É o meio mais eficaz, disponível hoje, de preparar o
caminho do Senhor. Ao orar, podemos influenciar mais pessoas e avançar mais na causa
de Cristo do que qualquer outra maneira. Não é a única, mas é a maior coisa que
devemos fazer. A oração é muito mais preciosa do que tudo que imaginamos.

Por meio da oração podemos entrar na sala do trono, abrir nosso coração, contar ao Pai o
que sentimos e expor a nossa necessidade. Como filhos de Deus, temos permissão para
entrar em contato com ele, o Criador dos céus e da terra, a qualquer momento. Ele nunca
está ocupado. Nós podemos fazer isso, não precisamos de convite. Aliás, o Senhor
espera que façamos isso. Você não precisa tentar tornar-se mais aceitável. Ele o aceita
assim como você é. Por isso o salmista pode dizer: “Que a minha oração chegue diante
de ti; inclina os teus ouvidos ao meu clamor” (Sl 88.2).

Por meio da oração podemos cooperar com Deus. Não podemos nunca nos esquecer de
que o Pai escolheu executar muitos de seus propósitos com a nossa cooperação. Não é
incrível? Como fazemos isso? Por meio da oração! Na verdade, esse é o grande segredo
da oração. Podemos cooperar com o Senhor em qualquer lugar, tempo e tipo de
necessidade. Quando Jesus ensinou a orar (Mt 6.9), ele nos exortou a pedirmos que o
seu Reino se estabeleça, que a vontade dele seja feita assim na terra como no céu. Se é
plano divino que isso aconteça, por que precisamos pedir? Porque somos cooperadores
dele! “Pois nós somos cooperadores de Deus...” (1 Co 3.9)

Por meio da oração podemos entrar em casas, hospitais, repartições e tribunais.


Podemos firmar as mãos do cirurgião em um momento crítico da cirurgia; ministrar
conforto ao aflito mesmo que esteja a quilômetros de distância; entrar na sala de um
governante e suplicar que receba sabedoria. Não há distância nem placa de “proibido”
que nos impeça de entrar. Paulo era tão intenso em suas orações que, mesmo estando
longe, dizia: “estando eu com vocês em espírito” (1 Co 5.4). Praticando a oração, é
possível cooperar com Deus em todas as áreas e em todos os lugares.

Por meio da oração podemos resistir a Satanás e derrotá-lo. O texto bíblico afirma:
“Resistam ao Diabo, e ele fugirá de vocês” (Tg 4.7). Ele é o arqui-inimigo de Deus e do
homem (1 Pe 5.8). Procura destruir pessoas, lares, nações, o plano e a obra do Senhor.
Nosso adversário tem um reino, coordena um exército de espíritos imundos e age por
meio da mentira (1Ts 2.9-10). Entretanto, a vitória de Jesus sobre o diabo e seus
liderados foi completa. Jesus afirmou que o príncipe deste mundo seria expulso, ekballõ,
no grego, que significa mandar embora com força, expulsar (Jo 12.31-33). Na cruz, o
Senhor despojou, no grego apekoyo, que quer dizer afastar e despir completamente,
todas as autoridades demoníacas e também os expôs ao desprezo, publicamente (Cl
2.14-15). Não devemos ceder às tentações de Satanás. Somos chamados a detê-lo, a
fazê-lo recuar e a derrotá-lo.

Por meio da oração podemos transcender as leis da natureza. Se isso não fosse possível,
seria inútil orar a Deus. Entretanto, o Pai é real e o poder da oração é real. Não há nada
que o Senhor não possa fazer. Jesus é o Criador e o Preservador do Universo (Jo1.3; Cl
1.16-17). Quando ele modifica sua maneira comum de operar, lei natural, chamamos isso
de milagre. Jesus se referia aos seus milagres como sendo “obras”, no grego, erga (Jo
9.4; 10.25,32,38). Nossa oração não garante o milagre, mas o Senhor está aberto à nossa
oração para que sua vontade prevaleça. Temos inúmeros exemplos bíblicos em que ele
operou, fazendo coisas impossíveis aos olhos humanos. E muitas vezes, vamos ser
desafiados a fazer declarações de fé, ordenando que o milagre aconteça.

Por meio da oração podemos obter ajuda dos anjos, que são espíritos ministradores
enviados para serviço daqueles que hão de herdar a salvação (Hb 1.14). Os anjos
protegem do perigo, conforme fizeram com Eliseu (2 Rs 6.17). Libertam os filhos de Deus,
como fizeram quando Pedro estava encarcerado (At 12.1-11). Trazem mensagens aos
filhos de Deus, renovam a força física, como fizeram a Jesus no Getsêmani.

Por meio da oração podemos abençoar. Deus é bom e, exceto em casos de disciplina ou
castigo, a sua vontade é abençoar as pessoas. A Bíblia declara que Jesus andou por toda
parte fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo (At 10.38). Somos
exortados a praticar boas obras em benefício de outros (Mt 5.16) e a ser perfeitamente
habilitados para toda boa obra (2 Tm 3.17). Devemos fazer isso por meio da oração,
intercedendo pelas autoridades, líderes da igreja, pobres e os que sofrem. Como cristãos,
devemos andar pelas cidades, ruas, casas, ministrando a bênção de Deus. Ele disse a
Abraão: eu te abençoarei e tu serás uma bênção (Gn 12.2). Esta deve ser a nossa
experiência.
2º DIA
A ORAÇÃO DEVOCIONAL

De manhã ouves, SENHOR, o meu clamor; de manhã te apresento a minha oração e


aguardo com esperança (Sl 5.3).

Quando Jesus visitou as irmãs Marta e Maria, elas tiveram uma atitude diferente para com
ele (Lc 10.38-42). Marta foi cuidar dos afazeres da casa, Maria ficou aos pés de Jesus,
ouvindo sua palavra. Em certo momento, Marta vai a Jesus, reclamar de sua irmã, que
não lhe ajudava. Jesus respondeu dizendo que ela estava preocupada e inquieta. E
acrescenta algo que todos devemos dar muito valor: “Maria escolheu a melhor parte e
esta não será tirada”.

Jesus ensinou que devemos dar prioridade a busca por Deus. Devemos estar no secreto,
ter tempo a sós com Deus, buscar intimidade e comunhão com o Pai. Marta não fazia,
necessariamente, algo errado, mas, não deu prioridade aquilo de mais valor.

Observamos essa atitude na vida de Davi. Era impressionante a sua sede de Deus,
expressa da seguinte maneira: “Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a
minha alma tem sede de ti! Todo o meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem
água” (Sl 63.1). O salmista buscava o Senhor continuamente e tinha sempre um momento
na presença dele. Por que para Davi isso era tão precioso?

Porque na presença de Deus podemos clamar por socorro, como Davi expressou tão bem
neste salmo: “Mas eu, Senhor, a ti clamo por socorro; já de manhã a minha oração chega
à tua presença” (Sl 88.13). É ali, na intimidade, que nós também podemos abrir o
coração, contar o que sentimos e expor toda nossa necessidade.

Na presença de Deus encontramos abrigo e proteção. Davi declarou: “No abrigo da tua
presença os escondes das intrigas dos homens; na tua habitação os proteges das línguas
acusadoras” (Sl 31.20). Também recebemos entendimento conforme a sua santa Palavra:
“Chegue à tua presença o meu clamor, Senhor! Dá-me entendimento conforme a tua
palavra” (Sl 119.169).

Na presença de Deus nossos pecados são expostos à luz. Moisés afirmou: “Conheces as
nossas iniquidades; não escapam os nossos pecados secretos à luz da tua presença” (Sl
90.8). No momento da intimidade, nosso coração é sondado, e caso haja um caminho
errado, o Senhor dará a direção. Foi isso que Davi declarou: “Sonda-me, ó Deus, e
conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha
conduta algo te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno” (Sl 139.23-24).

Na presença de Deus nós provamos da alegria plena (Sl 16.11); andamos na luz (Sl
89.15) e apresentamos nossos cânticos de adoração e ações de graças (Sl 95.2).

Quantas coisas maravilhosas acontecem na presença de Deus, quando faço minha


oração devocional. Não deveríamos abrir mão de um tempo para estar na presença dele.
Tempo não só para falar com ele, mas também para ouvir o que ele tem para falar
conosco.

Aproveite estes 21 dias de jejum e oração para buscar a Deus com toda intensidade e
permanecer em sua presença diariamente.
3º DIA
O EXEMPLO DOS IRMÃOS

Orai sem cessar (1 Ts 5.17)

Uma das maneiras de crescermos espiritualmente e aprendermos como viver nossa vida
cristã é estudarmos a vida dos personagens bíblicos. Você já leu a Bíblia sob esse ponto
de vista? Já reparou como era a vida de oração deles?

Paulo

Paulo era um homem que orava sem cessar. Ele exortou a igreja de Tessalônica a viver
dessa maneira (1 Ts 5.17). Aos de Éfeso, afirmou que os apresentava diante de Deus em
suas orações (Ef 1.16). A Timóteo, declarou que, dia e noite, orava por ele (2 Tm 1.3).

Davi

Por meio dos Salmos podemos ver como Davi era intenso em sua busca a Deus. É
comum expressões do tipo: “Clamei ao Senhor e ele me ouviu” (Sl 18.6); “busquei o
Senhor e ele me respondeu” (Sl 34.4). Entretanto, há um texto que chama muito a
atenção: “De tarde e de manhã e ao meio-dia, orarei e clamarei; e ele ouvirá a minha voz”
(Sl 55.17). Davi parava três vezes ao dia para buscar ao Senhor. Mesmo sendo rei,
pessoa importante e cheia de atividades, Davi não desprezava seu momento com Deus.

Os discípulos

A igreja primitiva vivia em intensa oração. Eles esperaram em oração o derramamento do


Espírito sobre a igreja, que veio no dia de Pentecostes (At 1:14). Pedro e João tinham o
costume de ir ao templo para orar (At 3.1). Quando Pedro foi preso por Herodes para ser
julgado, a igreja orou intensamente por ele (At 12.5).

Houve um acontecimento na igreja primitiva que mostra a importância que os discípulos


davam à oração. Naqueles dias, os judeus de fala grega queixavam-se dos judeus de fala
hebraica porque as viúvas daqueles estavam sendo esquecidas na distribuição diária de
alimento. Por causa dessa divergência, os discípulos escolheram sete homens de bom
testemunho e cheios do Espírito para servirem às mesas. Foram os primeiros diáconos. O
argumento que os discípulos usaram foi: “Passaremos a eles a tarefa de servir, enquanto
nós nos dedicaremos à oração e ao ministério da palavra” (At 6.1-4). Eles não podiam
negligenciar a oração.

Jesus

Jesus foi um homem que orava intensamente. Era muito comum que ele se retirasse para
lugares desertos ou mesmo subisse aos montes para orar (Mc 1.35; 6.46). Jesus
enfatizou a oração em secreto (Mt 6.5-6); ensinou seus discípulos a orar (Mt 6.9-13) e
contou uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca desanimar (Lc 18.1-8).

A chamada oração sacerdotal de Jesus foi registrada no capítulo 17 do evangelho de


João. Ele intercedeu por todos aqueles que criam e creriam nele. No Getsêmani, Jesus
vivenciou uma situação de grande agonia e luta. Era o momento de ir para a cruz. Ele foi
orar para buscar direção e forças a fim de vencer aquele momento de decisão no seu
ministério. Jesus não abria mão de estar sempre na presença do Pai em oração.
O exemplo dos irmãos estimula você? Todos foram servos de Deus, grandemente usados
por ele. Todos tiveram uma vida intensa de oração.
4º DIA
APRENDENDO A ORAR

Vocês, orem assim: “Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o
teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão
de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E
não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a
glória para sempre. Amém. (Mt 6.9-13)

Jesus estava pregando o Sermão da Montanha e falando sobre oração. E antes de


ensinar aos discípulos como orar, o Mestre falou de como não orar, fazendo referências
aos hipócritas e aos pagãos.

Não como os hipócritas: A oração deve trazer comunhão com Deus e deve levar à
manifestação de sua glória. Os hipócritas buscam a sua própria glória, orando nos lugares
públicos com o fim de serem vistos pelos homens. Tal fala não pode ser considerada uma
oração.

Não como os gentios: Jesus também ensinou que não devemos usar de vãs repetições,
que, no grego, tem o sentido de rezas. Essa oração não tem nenhum significado. As
muitas repetições não produzem absolutamente nada.

O nome “Oração do Pai Nosso” não dá uma noção correta do seu significado. Ela não é
uma oração do Senhor, mas uma oração que nos ensina a orar. Ele não desejava que
repetíssemos essas palavras, estava sim nos ensinando como orar. Jesus deseja que
oremos ao Pai nosso que está nos céus. Pai é um novo modo de os homens se dirigirem
a Deus. Antes chamavam-no de “Deus Todo-Poderoso”, “Altíssimo Deus”, “o Deus
Eterno” ou “Deus Jeová”; ninguém ousava chamá-lo de “Pai”. Aqui, Deus é chamado de
Pai. Isto indica que essa oração é oferecida por aqueles que são salvos e têm a vida
eterna. Somente os que são gerados de Deus são seus filhos. Glória a Deus!

Esta oração pode ser dividida em três partes:

PRIMEIRA PARTE: Relaciona-se aos propósitos de Deus, e expressa a inclinação do


nosso coração em relação a eles. São três os propósitos:

1. Santificado seja o teu nome: Deus deseja que o nome dele seja honrado, revelado
e adorado.
2. Venha teu reino: Deus deseja que o reino dele seja estabelecido na terra. O reino
de Deus se estabelece onde Satanás perde espaço e suas obras são destruídas. É
responsabilidade da igreja trazer o reino de Deus ao mundo.
3. Seja feita a tua vontade: Deus deseja que sua vontade seja feita na terra, uma vez
que isso não acontece no nosso planeta. A igreja, como cooperadora de Deus,
deve orar para que a vontade dele seja feita.

SEGUNDA PARTE: Relaciona-se aos nossos interesses, pedidos de proteção que


levamos à presença de Deus. São três os nossos pedidos:

1. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia: Refere-se à nossa necessidade física. Essa
é a oração de um cristão por si mesmo, pedindo provisão ao Senhor.
2. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores: Refere-
se ao nosso relacionamento com os irmãos. Pedimos por uma consciência sem
culpa. Liberamos perdão aos irmãos.
3. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal: Refere-se à nossa
relação com Satanás. “Não nos deixe cair em tentação” é o lado negativo, e “livra-
nos do mal”, o positivo. Identificamos outra necessidade: a de termos paz, por
amor da qual pedimos a Deus que nos livre das mãos de Satanás.

TERCEIRA PARTE: Relaciona-se à manifestação dos nossos louvores a Deus. São três
os nossos louvores:

1. Pois teu é o reino: O reino pertence ao Pai e não a Satanás. Não devemos cair nas
mãos de Satanás.
2. Pois teu é o poder: O poder é do Pai e não de Satanás. O Pai governa; Satanás
não tem poder sobre nós.
3. Pois tua é a glória: A glória é de Deus e não de Satanás. Toda glória ao Senhor!

Que princípios maravilhosos. Esse é o resumo do ensino de Jesus sobre a chamada


oração do Pai Nosso. Vamos aprender a orar desse modo? Vamos praticar intercessão?
5º DIA
A ORAÇÃO E O DESEJO

Por essa razão, desde o dia em que o ouvimos, não deixamos de orar por vocês e de
pedir que sejam cheios do pleno conhecimento da vontade de Deus, com toda a
sabedoria e entendimento espiritual. (Cl 1.9)

O desejo pela oração nasce da necessidade de receber respostas de Deus e de ver o


Senhor Jesus agir e triunfar. Normalmente o desejo ocorre quando nos deparamos com
“necessidades”. Em outras palavras, quando nos defrontamos com situações que são
urgentes, que nos incomodam espiritualmente ou nos deixam indignados.

O desejo, inclusive, definirá a nossa intensidade e frequência na oração. Não se trata de


ficar usando de vãs repetições, com palavras vazias, que Jesus tanto condenou, mas de
buscar a resposta e o mover do Altíssimo.

Quando há o desejo, a nossa oração se tornará mais específica, assegurando a sua


prioridade. Não oraremos de uma maneira genérica, como se fosse uma obrigação. A
nossa oração será como uma flecha que atinge o alvo.

Devemos, então, entender o que está no coração de Deus, buscando os desejos que vem
dele. Devemos cuidar para que esses desejos não se apaguem ou se percam; devemos
renunciar aos nossos próprios desejos e confiar no Senhor para o que desejamos.
Devemos orar para que o Reino de Deus venha, para que sua vontade seja feita na terra
como é no céu (Mt 6.10).

Por outro lado, devemos ter cuidado para não impor a Deus os nossos desejos,
dominados por desejos carnais, como aconteceu com o povo de Israel no deserto. Eles
pediram carne para comer e reclamaram dizendo que estavam em situação melhor no
Egito. O Senhor concedeu o que pediram, mas permitiu vir sobre eles uma doença terrível
(Sl 106.14-15).

Vamos lembrar um desejo de Deus. Está expresso na primeira carta de Paulo a Timóteo:
“...Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao
pleno conhecimento da verdade. Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus
e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Tm 3b-5). Esse talvez seja o mais forte desejo do
Pai expresso nas Escrituras, o de que todos sejam salvos.

É por essa razão que nós clamamos pelos perdidos e devemos clamar ainda mais. É por
essa razão que convidamos as pessoas para nossas Células, promovemos o Dia do
Amigo, Eventos de Colheita, Dia de Evangelização e muito mais. O nosso desejo e a
nossa oração também é que todos sejam salvos.
6º DIA
A ORAÇÃO E O FERVOR

Durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e
com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua
reverente submissão (Hb 5.7).

Assim como o desejo nasce no coração do intercessor por uma urgência ou necessidade,
o fervor vem por causa do amor. O fervor está intimamente relacionado à paixão e ao zelo
pelas coisas de Deus. Davi declarou: “Seja a minha oração como incenso diante de ti...”
(Sl 141.2). É uma ótima figura: incenso não cheira nem sobe sem fogo, sem o fogo da
paixão pelo Senhor.

Para que haja fervor em nossas orações, precisamos pedir ao Espírito Santo amor,
paixão e zelo. Temos de acolher e apreciar qualquer chamada do Espírito à oração.
Necessitamos ler e reler relatos bíblicos, principalmente aqueles ligados à oração, para
que sintamos o que Deus sente. É necessário também que haja da nossa parte fidelidade
na vida de oração.

Existem alguns termos bíblicos que expressam o fervor e a paixão na oração. Um deles é
o verbo clamar: “Ó Senhor, Deus que me salva, a ti clamo dia e noite. Que a minha
oração chegue diante de ti; inclina os teus ouvidos ao meu clamor” (Sl 88.1-2). Outro é o
verbo derramar: “Confie nele em todos os momentos, ó povo; derrame diante dele o
coração, pois ele é o nosso refúgio” (Sl 62.8). Nessas situações, o intercessor se encontra
completamente rendido e entregue ao Pai, totalmente transparente; e não poderia ser de
outra forma. Por isso o fervor é conhecido como a “Lei da sinceridade”.

O texto de Hebreus 5.7 mostra que Jesus ofereceu ao Pai orações e súplicas, em alta voz
e com lágrimas. O contexto fala de Jesus como Sumo Sacerdote. O sacerdote era aquele
que apresentava os homens a Deus e por eles fazia intercessão. Jesus chorava e
suplicava por causa do grande amor que ele nutria pelos homens.

O relato dos evangelhos mostra que Jesus andou na terra movido por amor. Era esse o
seu combustível. É comum encontrar expressões do tipo: “Jesus se compadeceu” e
também “Jesus amou”. Um desses momentos foi quando o Mestre viu as multidões e
compadeceu-se delas porque estavam aflitas e desemparadas, como ovelhas sem pastor.
Então, ele deu um mandamento aos discípulos: “A colheita é grande, mas os
trabalhadores são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores
para a sua colheita” (Mt 9.37-38). Jesus teve compaixão e por essa causa pediu: Orem.
Orem para que o Pai envie trabalhadores.

Queridos, o nosso coração precisa estar cheio de compaixão e zelo pelos perdidos. Por
isso abrimos Células, por isso levantamos líderes, por isso declaramos que você é um
ministro, um sacerdote diante de Deus. Por isso nós oramos para que o Senhor mande
trabalhadores para a colheita.
7º DIA
A ORAÇÃO E A PERSEVERANÇA

Então Jesus contou aos seus discípulos uma parábola, para mostrar-lhes que eles deviam
orar sempre e nunca desanimar. Ele disse: “Em certa cidade havia um juiz que não temia
a Deus nem se importava com os homens. E havia naquela cidade uma viúva que se
dirigia continuamente a ele, suplicando-lhe: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário’.
Por algum tempo ele se recusou. Mas finalmente disse a si mesmo: ‘Embora eu não tema
a Deus e nem me importe com os homens, esta viúva está me aborrecendo; vou fazer-lhe
justiça para que ela não venha mais me importunar’“. E o Senhor continuou: “Ouçam o
que diz o juiz injusto. Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele
dia e noite? Continuará fazendo-os esperar? Eu lhes digo: Ele lhes fará justiça, e
depressa. Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” (Lc 18.1-8)

Jesus contou uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca desanimar. Se
observarmos atentamente, veremos que a parábola tem como personagens o juiz, a viúva
e o adversário. Usando a tipologia bíblica, podemos considerar que o juiz é uma figura
distorcida do Senhor: Jesus comparou o juiz iníquo a Deus; a mulher é uma figura da
igreja e o adversário, uma figura de Satanás. Devemos atentar para o fato de que a
parábola só tem sentido se houver o adversário; sem ele não há causa a ser julgada.

Essa parábola nos leva a considerar três aspectos da oração que não podem ser
negligenciados. O primeiro aspecto é: quem ora? É a mulher, a igreja. O segundo: a quem
é dirigida a oração? A Deus, o justo juiz de toda a terra. O terceiro, e que muitas vezes
passa despercebido, é: contra quem oramos? Contra o nosso adversário, Satanás.
Portanto, a igreja, a mulher, deve estar diante de Deus, o juiz, orando para que a causa
daquela contra o adversário seja julgada. O Senhor vai fazer justiça quando oramos
como igreja.

Sendo assim, não podemos desconsiderar nosso adversário em nossas orações.


Adversário é adversário. Se há inimigo, então existe guerra. Reside aí toda a base para a
guerra espiritual. Nessa guerra não lutamos com armas carnais e sim espirituais (2 Co
10.4). Devemos nos revestir de toda a armadura de Deus. Também não devemos ceder
às tentações de Satanás. Pelo contrário, devemos resistir a ele (Tg 4.7). Somos
chamados a detê-lo, fazê-lo recuar e derrotá-lo. Não podemos ser passivos nem mesmo
complacentes nessa área.

Jesus disse que deveríamos ser persistentes, perseverantes. Se aquele juiz, que era
injusto, julgou a causa da mulher, quanto mais o Senhor fará justiça aos seus escolhidos
que a ele clamam continuamente? É certo que fará justiça, e depressa!

Por isso devemos ser perseverantes quando oramos. Daniel teve a sua oração ouvida
desde o primeiro momento, mas a resposta só veio 21 dias depois (Dn 10.12-14). Caso
ele tivesse interrompido suas orações, a resposta não viria. Devemos orar até que a
resposta venha. Por isso, Paulo afirmou: “...perseverai na oração...” (Cl 4.2).

E, por que, muitas vezes, a resposta parece demorar? As razões podem ser; (a)
resistência demoníaca; (b) partes separadas de situações complexas precisam se
encaixar; (c) circunstâncias precisam ser ajustadas para trabalhar no coração de alguém;
(d) remoção de coisas que estejam prejudicando nossa vida de oração; (e) um efeito
cumulativo dessas razões.
Jesus, então, faz um questionamento: quando vier o filho do homem encontrará fé na
terra? Precisamos ser um diferencial nos últimos dias. Precisamos ser uma igreja que ora
a Deus com perseverança e fé.
8º DIA
A ORAÇÃO E A CONCORDÂNCIA

Digo-lhes a verdade: Tudo o que vocês ligarem na terra terá sido ligado no céu, e tudo o
que vocês desligarem na terra terá sido desligado no céu. Também lhes digo que se dois
de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será
feito por meu Pai que está nos céus. Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome,
ali eu estou no meio deles. (Mt 18.18-20)

Algo especial acontece quando estamos juntos. Jesus estabeleceu três importantes
princípios no texto acima:

1. O povo de Deus recebeu poder para ligar e desligar. Ligar tem o sentido de ser
permitido, v. 18.
2. O povo de Deus recebeu um poder especial mediante o acordo em oração, v. 19.
3. O povo de Deus, quando se reúne, tem a segurança da presença de Jesus, v. 20.

Existe poder na oração em concordância. Dá a dimensão de unidade, de se ter um só


coração e um só propósito. Quando isso acontece, as orações são respondidas. A igreja
recebe poder para ligar e desligar. Quando oramos juntos, somos “contaminados” pela
necessidade de oração; o amor pelos irmãos e a unidade são intensificados; a fé é
fortalecida e o poder espiritual se multiplica (Rm 15.30; 2 Co 1.10-11).

Quando Jesus utiliza a expressão digo-lhes a verdade, ou em outra tradução, em


verdade, em verdade vos digo, ele está usando a mesma força do amém. Amém não é
apenas “assim seja”, e sim uma expressão muito mais forte que significa que o que foi
dito é firme e confiável. Os princípios ensinados podem ser aplicados à nossa vida prática
e às atividades do reino na terra. É para a igreja, os membros do corpo, e é, como
dissemos, alcançado pela oração conjunta e requer total Unidade!!

A palavra concordar, symphoneo no grego, significa soar juntos, fazer sinfonia. É como
em uma orquestra, cada um toca seu instrumento, todos entram no momento exato e o
som é harmonioso. Quando concordamos em unidade estamos fazendo sinfonia, as
nossas orações são respondidas e fazem o braço de Deus se mover.

Nós concordamos que vivemos momentos críticos em nossa nação. Também


concordamos que precisamos de um grande mover de Deus e que ele tem liberdade para
operar em nós e no nosso meio. Aleluia!

Vamos concordar que o Brasil é do Senhor Jesus e é uma nação missionária. Vamos
concordar que ganharemos nossas cidades para Jesus. Vamos concordar que
atingiremos nossos alvos de multiplicação. Vamos concordar que nossas Células são
uma bênção, verdadeiras maternidades de novas criaturas. Vamos concordar em dar a
Deus toda glória! A ele seja a glória para todo sempre, amém!
9º DIA
A ORAÇÃO E A FÉ

Peça-a, porém, com fé, sem duvidar, pois aquele que duvida é semelhante à onda do
mar, levada e agitada pelo vento. (Tg 1.6)

A oração não está limitada ao que é humanamente possível. A oração é uma obra de fé.
Não faz sentido falar em oração sem falar em fé. A Bíblia define fé assim: “Ora, a fé é a
certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos” (Hb 11.1). Vemos
aqui dois aspectos da fé. Primeiro, fé é a certeza, a evidência das coisas que se esperam.
No grego, hupostasis, dá ideia de substância, algo que provê o fundamento para outra
realidade. Segundo, fé é a evidência do que não se vê, ou seja, ela lida com coisa que
nossos sentidos não podem discernir.

A fé nos ergue acima do limite de nossas possibilidades e torna as possibilidades do


Senhor disponíveis para nós. Ela nos conecta a duas realidades essenciais: Deus e sua
Palavra. Fé é tão importante que a Bíblia declara que sem ela é impossível agradar a
Deus (Hb 11.6). João escreveu: “O que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a
vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1 Jo 5.4).

Jesus sempre expressava sua profunda admiração quando via demonstrações de fé. Foi
o caso daquele centurião que foi até Jesus pedir pelo seu servo. Diante de sua atitude de
fé, o texto mostra a reação de Jesus: “Ao ouvir isso, Jesus admirou-se e disse aos que o
seguiam: Digo-lhes a verdade: Não encontrei em Israel ninguém com tamanha fé” (Mt
8.10).

E da mesma maneira, Jesus repreendia os discípulos veementemente todas as vezes em


que a fé não era exercida, dizendo: “Onde está a vossa fé?” (Lc 8.25); “por causa da
pequenez da vossa fé” (Mt 17.20); “não sejas incrédulo, mas crente” (Jo 20.27). E por
mais incrível que possa parecer, Jesus não pôde fazer muitos milagres na sua cidade
natal por causa da incredulidade das pessoas (Mt 13.58).

A fé aceita: (a) a revelação do Senhor de que fomos criados à sua imagem, para
representá-lo na terra (Gn 1.26-28); (b) a redenção de Cristo, fazendo de nós filhos do
Altíssimo, com direito espiritual de acesso a ele a qualquer tempo e por qualquer
necessidade (Ef 2.18); (c) nossa identidade com Jesus, não apenas na sua morte, mas
também na sua ressurreição e exaltação, de modo que estamos assentados com ele nos
lugares celestiais (Ef 2.6); (d) nosso papel de reis e sacerdotes (Ap 1.5; 1 Pe 2.5,9); (e)
reconhece a ajuda do Espírito Santo que habita em nós, aprofundando nossos desejos e
guiando nossa intercessão (Rm 8.26-27).

A fé se rende ao surpreendente amor de Deus, que tem um plano tão maravilhoso para
nós, e nos faz participantes, por meio da oração, da construção de sua obra.

A oração de fé depende totalmente do Espírito Santo. É uma oração totalmente dedicada


a ver a resposta de Deus realizada, mesmo em situações absolutamente impossíveis. É
uma oração que crê independentemente dos sentimentos e emoções, e está de acordo
com a mais alta vontade de Deus. É uma oração que inclui a guerra para resistir a
Satanás e expulsá-lo da nossa presença.

Ao orarmos, que possamos ter a convicção de Paulo, quando declarou: “Assim, tenham
ânimo, senhores! Creio em Deus que acontecerá do modo como me foi dito.” (At 27.25)
10º DIA
A ORAÇÃO E O JEJUM

Quando eles se reuniram em Mispá, tiraram água e a derramaram perante o SENHOR.


Naquele dia jejuaram e ali disseram: “Temos pecado contra o SENHOR”. E foi em Mispá
que Samuel liderou os israelitas como juiz. (1 Sm 7.6)

Enquanto adoravam o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: “Separem-me Barnabé


e Saulo para a obra a que os tenho chamado”. (At 13.2)

Na Palavra de Deus, o jejum está ligado à abstenção de alimentos para finalidades


espirituais, e normalmente aparece vinculado à oração. Era prática comum, observada
tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Não é greve de fome com o fim de
barganhar com Deus e “merecer” sua bênção. Não é dieta para propósitos físicos. O
jejum é para concentrar-nos em objetivos espirituais.

Muitas pessoas não gostam do jejum porque o associam a práticas ascéticas extremistas
da Idade Média, ao farisaísmo, a algum tipo de penitência, ou simplesmente porque têm
medo de sofrer problemas físicos como dores de cabeça, fraqueza ou tonturas. São
pensamentos de engano que o inimigo insiste em colocar em nossa mente.

Na verdade, o fato é que o jejum é extremamente benéfico para a vida do crente. Jesus
não só praticou o jejum (Mt 4.2), como também incentivou a sua prática. Ele revelou a
verdadeira motivação para o jejum (Mt 6.16-18). Assim, o jejum deve ser prática constante
na vida do crente, como o são a oração e a leitura da Palavra.

Há três formas principais de jejum na Bíblia: (1) o Jejum “Normal” caracterizado pela
abstenção de alimentos, mas não de água; (2) o Jejum “Absoluto” em que há abstenção
de alimentos e de água, sendo que para este tipo de jejum existem sérias restrições
médicas; (3) o Jejum “Parcial”, no qual a abstenção dos alimentos é parcial. Quanto à
duração, nas Escrituras encontramos jejuns de vários períodos de duração. É desejável
que se defina previamente o tempo do jejum, começar e acabar progressivamente.

É também na Palavra que vemos diversas situações ligadas ao jejum. A profetisa Ana
adorava o Senhor com jejuns e orações (Lc 2.37). Esdras apregoou um jejum para que o
povo de Israel se humilhasse perante Deus (Ed 8.21). Para confessar os seus pecados,
esse mesmo povo jejuou (Ne 9.1-2). A igreja primitiva orava e jejuava, buscando
intensamente o Altíssimo, para tomar decisões e transferir poder (At 14.23). Jesus jejuou
antes de enfrentar a tentação de Satanás (Mt 4.2) e declarou aos seus discípulos que
certas castas de demônios só são expelidas pelo poder da oração e do jejum (Mt 17.21).

O jejum traz o Senhor para o primeiro plano de nossa vida e nos aproxima dele. Eu me
abstenho daquilo que é mais importante e básico, como comida e bebida, para poder
buscar a Deus. O jejum mortifica a nossa carne; alimenta o nosso espírito (Rm 8.13);
aguça nossos sentidos espirituais (Dn 10.7). Entretanto, não podemos pensar que o jejum
tenha poder de mudar o Altíssimo ou forçá-lo a fazer algo que ele já tenha dito que não
faria. Inclusive, ele não se agradou de um jejum oferecido pelo povo de Israel porque foi
feito com a motivação totalmente errada (Is 58.1-12).

Mahesh Chavda, em seu livro “O Poder Secreto do Jejum e da Oração”, aponta nove
razões pelas quais jejuamos:
(1) Por obediência à Palavra; (2) Para humilhar-nos diante do Senhor e obter sua graça e
poder; (3) Para obtermos vitória sobre tentações e ataques que nos impedem de mover-
nos no poder de Deus; (4) Para purificar-nos do pecado e tornar-nos aptos para ajudar
outros a se consagrar; (5) Para quebrantar-nos diante do Senhor e fortalecer-nos nele; (6)
Para obter do Senhor o suporte necessário para executar sua obra; (7) Por causa de
crises; (8) Para buscar a direção do Pai; (9) Para crescermos no entendimento espiritual e
revelação divina.
11º DIA
A ORAÇÃO EM LÍNGUAS

Enquanto Pedro ainda estava falando estas palavras, o Espírito Santo desceu sobre todos
os que ouviam a mensagem. Os judeus convertidos que vieram com Pedro ficaram
admirados de que o dom do Espírito Santo fosse derramado até sobre os gentios, pois os
ouviam falando em línguas e exaltando a Deus. (Atos 10.44-46)

Por meio de uma visão, Deus instruiu Pedro para que fosse à casa de um gentio chamado
Cornélio. Enquanto Pedro falava, algo notável aconteceu: (1) eles experimentaram o
poder do Espírito Santo; (2) foram libertos para exaltar a Deus e (3) receberam uma nova
língua.

Como no dia do Pentecostes, quando a família de Cornélio foi tomada pelo Espírito Santo,
receberam o dom de línguas. A palavra “língua” é a mesma para “idioma” e significa a
capacidade de falar numa língua que você não aprendeu. Nem todos os cristãos falam em
línguas; essa não é uma condição necessária para encher-se do Espírito, apesar de ser
muito desejável. É possível estar cheio do Espírito e não falar em línguas. Entretanto,
para a maioria, o dom de línguas acompanha uma experiência com o Espírito Santo. É a
mais simples ou a menor das manifestações do Espírito; é uma grande bênção para o
crente e deve ser uma experiência desejada por todos. Considerando o texto de 1
Coríntios 14, podemos entender que:

Falar em línguas é uma forma de oração: É uma das formas de orar encontrada no Novo
Testamento (v. 2), que faz o crente crescer e ser edificado (v. 4). É muito útil, porque é
uma maneira de orar que transcende a limitação da língua humana; é o espírito que ora
(v. 14). Permite dizer a Deus o que realmente estamos sentindo em nosso espírito sem
precisar traduzir para nossa língua humana.

Falar em línguas é um dom para a edificação dos crentes: Primeiro, porque potencializa
nosso louvor e adoração. Queremos expressar nosso amor, adoração e louvor a Deus,
particularmente quando estamos cheios do Espírito. O dom de línguas nos capacita a
fazê-lo sem as limitações da linguagem humana. Segundo, porque dinamiza nossa
oração. O dom de línguas estabelece uma linha direta com os céus, mesmo quando
estamos em luta. Há ocasiões em nossa vida quando é difícil saber exatamente como
orar. Pode ser por causa das muitas pressões pelas quais estamos passando, ansiedade,
tristeza ou guerra espiritual. Em tempo de crise, o dom de línguas nos permite apresentar
ao Senhor a situação que nos aflige; ou ao contrário, em tempos de êxtase e alegria,
oramos em línguas intercedendo por nós mesmos ou por outras pessoas.

Falar em línguas é um dom prioritariamente individual: Paulo estava preocupado com o


uso excessivo do dom de línguas nos cultos da igreja, o contrário da nossa preocupação
hoje em dia. Ele aprova o dom de línguas, mas adverte: “Todavia, na igreja prefiro falar
cinco palavras compreensíveis para instruir os outros a falar dez mil palavras em outra
língua” (v.19). Que sentido haveria se alguém pregasse em línguas? Eles não iriam
entender nada, a menos que houvesse interpretação. Portanto, o apóstolo dá instruções
sobre o uso público desse dom no verso 27; mas incentiva e recomenda veementemente
que todos busquem e usem esse dom, principalmente no relacionamento íntimo com
Deus. Continua advertindo: “Gostaria que todos vocês falassem em línguas, mas prefiro
que profetizem” (v.5) e ainda: “Dou graças a Deus por falar em línguas mais do que todos
vocês” (v.18). Isto não significa que o cristão tenha que falar em línguas ou que somos
uma segunda-classe de cristãos porque não exercemos esse dom. Tampouco significa
que Deus nos ama mais ou menos porque não falamos em línguas. Contudo, falar em
línguas é uma bênção.

Falar em línguas é um dom a ser buscado: Alguns dizem: “Eu não quero o dom de
línguas”. Deus jamais o forçará a receber esse dom, mas é uma pena, porque falar em
línguas é um presente maravilhoso. Coisa alguma que Deus nos dá é sem valor; tudo tem
proveito e utilidade. Em sua grandiosa graça, ele nos concede suas dádivas com a
finalidade de extrairmos os benefícios. O falar em línguas não é coisa sem importância.
Ele foi dado para o nosso bem, para a nossa edificação. Paulo diz que gostaria que todos
falassem, sugerindo que o dom não é apenas para alguns cristãos. Está disponível para
todos e não há razão para que, quem desejar esse dom, não o receba. O apóstolo não
está dizendo que falar em línguas é o propósito e o fim da vida cristã; ele está dizendo
que é um dom que ajuda muito. Se você quiser recebê-lo, não há razão para não fazê-lo.
Como todos os dons de Deus, nós temos que cooperar com seu Espírito. Deus não nos
força a receber os dons.
12º DIA
RAZÕES PELAS QUAIS A ORAÇÃO NÃO É RESPONDIDA

Se alguém se recusa a ouvir a lei, até suas orações serão detestáveis. (Pv 28.9)

Existem orações que aos olhos de Deus são abomináveis. Que incrível! Oração
detestável? Isto não é estranho para nós? Provérbios afirma que as orações se
tornam detestáveis quando desobedecemos ao Senhor intencionalmente.

A Palavra de Deus afirma que há situações em que as nossas orações não são
respondidas. E, infelizmente, não são poucas. Quando isso acontece?

1. Quando pedimos mal: “Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos
errados, para gastar em seus prazeres”. (Tg 4.3)

O que seria pedir mal? O próprio texto revela: é quando a nossa motivação é
esbanjar, a intenção é tão somente o prazer. Qual é a motivação que nos leva a
orar? Temos tido a percepção da vontade de Deus?

2. Quando acalentamos pecado no coração: “Se eu acalentasse o pecado no


coração, o Senhor não me ouviria”. (Sl 66.18)

Pecado, também traduzido por vaidade, é algo muito forte e está relacionado à
iniquidade. Iniquidade é aquele pecado desejado, planejado, muito próprio da
maldade do coração do homem. Quando o nosso coração está assim, planejando
intentos malignos, o Senhor não vai nos ouvir.

3. Quando duvidamos da Palavra: “Peça-a, porém, com fé, sem duvidar, pois
aquele que duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento. Não
pense tal pessoa que receberá coisa alguma do Senhor”. (Tg 1.6-7)

Por mais incrível que pareça, existem pessoas que oram e têm certeza de que não
vão receber. Oram apenas porque se acostumaram a orar. A incredulidade é algo
terrível porque impede o mover de Deus. Jesus, quando ministrava na sua cidade,
não pôde fazer muitos milagres por causa da incredulidade do povo (Mt 13.58).

4. Quando Usamos Vãs Repetições: “E quando orarem, não fiquem sempre


repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito
falarem serão ouvidos”. (Mt 6.7)

Costumamos recriminar os idólatras por suas “rezas”, aquelas ladainhas que nunca se
acabam e as pessoas que as pronunciam nem sabem o que estão dizendo. Mas será que
não estamos fazendo da mesma maneira? As nossas orações não têm se tornado meras
repetições? Jesus afirmou que o simples fato de ficarmos repetindo palavras como
papagaio não é garantia de que Deus vai ouvir as orações.

5. Quando Procedemos Equivocadamente nas Relações Conjugais: “Do mesmo modo


vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra,
como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam
interrompidas as suas orações”. (1 Pe 3.7)
“Convívio com as mulheres” se refere ao relacionamento sexual. A Bíblia ensina a tratar
as mulheres com honra, para que as orações do marido não sejam interrompidas.

Que tipo de sentimento domina você neste momento? Houve algum impacto? Isto era
claro para você? Você já havia considerado que existem situações em que o Senhor não
nos ouve? Isto parece duro demais para você? Quem sabe este não é um dia de
arrependimento, conserto e muito choro diante de Deus. Que as nossas orações sejam
ouvidas!
13º DIA
INTERCESSÃO

Procurei entre eles um homem que erguesse o muro e se pusesse na brecha diante de
mim e em favor desta terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei nenhum.
(Ez 22.30)

A intercessão é uma das atividades mais sublimes do reino de Deus. A sua prática nos
leva a aproximar-nos do Senhor e atender às “necessidades” dele. O Pai está à procura
de intercessores.

Interceder é colocar-se no lugar do outro e pleitear a sua causa, como se fosse a sua
própria. É estar entre Deus e a pessoa, tomando seu lugar e sentindo sua necessidade de
tal maneira que luta em oração até alcançar a vitória.

O intercessor é o que vai a Deus, não para obter algo para si mesmo, mas para o outro.
Ele se coloca numa posição de sacerdote, entre o Senhor e o homem, entregando-se à
luta pela causa do irmão. O intercessor é aquele que recebe do Altíssimo a revelação do
seu desejo, da sua ordem, do seu plano, da sua estratégia para coloca-los em ação; ele
ora, pede e intercede por aquilo que está no coração do Pai.

O texto acima declara que o Pai procura intercessores e quando não os encontra, a terra
é destruída. Naqueles dias, o Senhor não encontrou ninguém. Que coisa impressionante;
não havia ninguém para estar na brecha!

Quando a destruição de Sodoma e Gomorra era iminente, o Senhor declarou: “Esconderei


de Abraão o que estou para fazer?” (Gn 18.17b). Quando Deus contou a Abraão o que
estava planejando fazer, este permaneceu na presença do Senhor, intercedendo por
aquele lugar (Gn 18.22-33). O profeta Amós declarou: Certamente o Senhor Deus não
fará coisa alguma sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas. Ele
faz isso porque busca intercessores.

Daniel se colocou na brecha pela nação quando ele entendeu, pelas Escrituras, que o
cativeiro do povo de Israel na Babilônia duraria setenta anos. Ele orou, jejuou, se
humilhou, confessou o seu pecado e o de seus pais. Clamou pela misericórdia de Deus
para que seu povo pudesse retornar a Jerusalém.

Vamos nos colocar na brecha. Deus pede que oremos pelos reis, por todos os que
exercem autoridade e por todos os homens, porque ele deseja que todos sejam salvos e
cheguem ao conhecimento da verdade (1 Tm 2.1-5). Deus pede que oremos para que
trabalhadores para a sua colheita sejam enviados (Mt 9.35-38). Coloquemo-nos na brecha
pelas nossas Células, nossos líderes, nossas igrejas, nossa nação.
14º DIA
PERMANEÇA DE BRAÇOS LEVANTADOS

Sucedeu que os amalequitas vieram atacar os israelitas em Refidim. Então Moisés disse
a Josué: “Escolha alguns dos nossos homens e lute contra os amalequitas. Amanhã
tomarei posição no alto da colina, com a vara de Deus em minhas mãos”. Josué foi então
lutar contra os amalequitas, conforme Moisés tinha ordenado. Moisés, Arão e Hur, porém,
subiram ao alto da colina. Enquanto Moisés mantinha as mãos erguidas, os israelitas
venciam; quando, porém, as abaixava, os amalequitas venciam. Quando as mãos de
Moisés já estavam cansadas, eles pegaram uma pedra e a colocaram debaixo dele, para
que nela se assentasse. Arão e Hur mantiveram erguidas as mãos de Moisés, um de
cada lado, de modo que as mãos permaneceram firmes até o pôr-do-sol. E Josué
derrotou o exército amalequita ao fio da espada. (Êx 17.8-13)

O texto descreve um ataque sofrido pelo povo de Israel. Foi a primeira batalha depois da
libertação do Egito. Esse relato, com sua riqueza de detalhes, tem muito a nos ensinar
sobre como agir nas batalhas que enfrentamos. Independente da luta que tivermos, não
pode nos faltar:

1. Discernimento espiritual

Moisés sabia que o conflito não seria decidido na frente da disputa, mas no monte. Por
isso ele se dirigiu para lá. É claro que era necessário enviar guerreiros para o combate,
mas o lugar mais importante daquela contenda era o alto da colina. O grande líder
discerniu que se tratava, antes de tudo, de uma guerra espiritual. Ele mesmo já havia
passado por experiência semelhante, quando procurou Faraó, pela primeira vez, para
pedir a libertação dos israelitas. O soberano egípcio, no entanto, em vez de chamar seu
exército, convocou seus feiticeiros. Tratava-se de batalha espiritual.

2. Intercessão junto ao Senhor

A dinâmica do combate era resultado do que acontecia no alto da colina. Quando Moisés
mantinha as mãos erguidas, os israelitas prevaleciam; quando as abaixava, eram os
amalequitas que venciam a luta. O que isso nos ensina? Mãos levantadas significam
intercessão e, logicamente, mãos abaixadas, falta de intercessão; Moisés estava no alto
da colina pedindo ao Senhor em favor de seu povo. Temos de perceber o poder da
intercessão e a influência do mundo espiritual sobre o mundo natural. Foi o que
aconteceu quando Daniel buscou a Deus em jejum durante 21 dias (Dn 10). Nesse
ínterim, houve verdadeiramente uma batalha na esfera espiritual, até que a resposta foi
entregue ao profeta.

3. Cooperação

Sozinho, Moisés não aguentaria aquela batalha de oração. Seus braços ficavam
cansados e suas mãos abaixavam, declara a Palavra. A derrota era iminente. Entretanto,
o quadro foi mudado pela atitude de Arão e Hur. Estes, percebendo o problema, puseram-
se a apoiar o líder, colocando uma pedra para que se assentasse e segurando-lhe os
braços a fim de que as mãos continuassem erguidas até alcançar a vitória completa. O
grande libertador não estava sozinho; ele pôde contar com a ajuda dos irmãos.
Precisamos uns dos outros. Precisamos ajudar-nos uns aos outros.
Vamos refletir um pouco mais. Qual foi o papel de cada um dos personagens? Qual a
lição a aprender com a atitude dos liderados? Quem foi o responsável pela vitória? Qual a
importância da intercessão da equipe? Moisés era o líder do povo. A sua luta era a luta de
todos. Da mesma forma, a sua vitória foi a vitória de todos. Moisés, Arão e Hur estavam
juntos, com a mesma visão e o mesmo propósito. Arão e Hur foram fundamentais para
que a vitória fosse alcançada.

Vamos permanecer com os nossos braços levantados? Vamos levantar um clamor pela
nossa terra, constantemente atacada pelos inimigos? Vamos ajudar nossos irmãos a
permanecer com as mãos levantadas?
15º DIA
FECHANDO BRECHAS

Nesse meio tempo fomos reconstruindo o muro, até que em toda a sua extensão
chegamos à metade da sua altura, pois o povo estava totalmente dedicado ao trabalho.
Quando, porém, Sambalate, Tobias, os árabes, os amonitas e os homens de Asdode
souberam que os reparos nos muros de Jerusalém tinham avançado e que as brechas
estavam sendo fechadas, ficaram furiosos. Todos juntos planejaram atacar Jerusalém e
causar confusão. Mas nós oramos ao nosso Deus e colocamos guardas de dia e de noite
para proteger-nos deles. (Ne 4.6-9)

A nação de Israel havia se afastado de Deus e se voltado para a idolatria. Depois de


inúmeras advertências dos profetas, Jerusalém foi invadida e destruída, e o povo foi
levado cativo para a Babilônia. O cativeiro durou 70 anos, como fora profetizado por
Jeremias. No ano 538 A.C., Ciro, rei da Pérsia, permitiu ao povo regressar e iniciar a
reconstrução do templo.

O livro de Esdras trata basicamente da reconstrução do templo. O de Neemias trata da


reconstrução dos muros e portas da cidade. Nesses livros, as palavras mais citadas são:
edificar, reedificar, restaurar.

Neemias significa “aquele a quem Jeová conforta”. Ele tipifica o Espírito Santo,
intercedendo por nós e nos dirigindo para que a obra divina na nossa vida seja
completada. Quando Neemias soube do estado de Jerusalém, buscou ajuda do Senhor
em oração. Por quê? Porque Jerusalém era o lugar onde ficava o templo de adoração ao
Senhor, a morada do grande Deus. O nome do Senhor estava nela. E o estado daquela
cidade era motivo de vergonha. Somos como Jerusalém: templos do Senhor – e o templo
já estava reconstruído – lugar de sua habitação; carregamos o seu nome. O Pai deseja a
nossa restauração e libertação, individualmente e como igreja. Entretanto, uma cidade
sem muros está sujeita à invasão do inimigo; está sem controle. Antes de qualquer ação
no interior da cidade, os muros precisavam ser fechados.

Espiritualmente falando, reconstruir os muros significa fechar as brechas que dão aos
espíritos malignos base legal para atuar em nossa vida. A reconstrução é muitas vezes
chamada de libertação. Segundo o Pr. Coty, “a libertação tem por finalidade zerar todo o
crédito de injustiça acumulado pessoalmente e por herança. É o processo de emudecer
qualquer acusação ou perseguição satânica, viabilizando uma atmosfera espiritual fértil”.
E a estratégia para isso engloba arrependimento e confissão de pecados, não só nossos,
mas também de nossos pais, e a aplicação eficaz do sangue de Jesus. O tratamento
envolve as chamadas quebras de maldições. Sua essência é a santificação. Glória a
Deus que todas as brechas existentes em nossa vida podem ser fechadas pelo sangue de
Jesus.

O texto de Neemias 4 mostra que algo precisa acompanhar a reconstrução dos muros. Os
inimigos ficaram furiosos quando souberam que os reparos estavam avançando e as
brechas estavam sendo fechadas. Planejaram atacar a cidade e causar confusão. Então
os israelitas tomaram duas atitudes:

a) Colocaram guardas para proteção de dia e de noite: Devemos vigiar. A Bíblia faz, por
várias vezes, advertências para que estejamos vigiando. Jesus, no Getsêmani, disse aos
discípulos: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está
pronto, mas a carne é fraca” (Mc 14.38). Pedro nos alerta quanto aos ataques do Diabo:
“Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo
e procurando a quem possa devorar” (1 Pe 5.8). Não devemos temer nosso adversário,
nem ignorar suas intenções e armadilhas (2 Co 2.11).

b) Oraram a Deus: Além de colocar guardas em vigília ininterrupta, os israelitas não


abriram mão do clamor ao Senhor. Eles tinham a convicção de que sem a intervenção do
Altíssimo aquela obra não seria concluída. Por isso, eles oraram incessantemente.

O Senhor deseja que todas as brechas que possam existir em nossa vida sejam
completamente fechadas, em nome de Jesus.
16º DIA
A CURA DE UMA NAÇÃO

Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e
se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei
a sua terra. (2 Cr 7.14)

Quando Salomão acabou de construir o Templo, o Senhor lhe apareceu de noite e disse
ter ouvido a sua oração. Nessa mesma visão, Deus lhe ensinou como agir, caso a nação
passasse por situações de calamidade e destruição. A orientação do Pai foi o conhecido
texto em destaque, e pode ser considerado como o segredo para a cura de uma nação.

Qual é a nossa visão da realidade brasileira? Não vivemos situações de calamidade? Por
quais caminhos a nação brasileira tem andado? Vamos citar alguns: desagregação
familiar, com altos índices de divórcio; imoralidade e abuso sexual, idolatria, violência,
tráfico de drogas e de pessoas, corrupção, impunidade etc. Recentemente, a população
brasileira foi às ruas protestar contra a corrupção efetivada pelo desvio do dinheiro público
para benefício próprio. Vemos ganância financeira, manipulação, engano, mentira,
falsidade falta de amor e muito mais. Quando olhamos para a igreja, não percebemos
também essas “práticas” na vida dela e de seus membros? A sede de poder, fama e
riqueza que domina os políticos não está presente na liderança das igrejas?

Precisamos aplicar o remédio do Eterno para a cura da nação. O texto de 2 Cr 7.14


chama o povo dele a fazê-lo. O Senhor está reivindicando uma atitude de cada um de
seus filhos: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome...” Nós somos o povo de
Deus. Pedro declara que nós somos o povo de propriedade exclusiva do Senhor. Nós
carregamos o nome do Todo-Poderoso. A tarefa é nossa, da igreja comprada pelo sangue
do Cordeiro; é de todo o povo que pertence a ele.

O remédio de Deus tem quatro componentes, nenhum deles pode faltar.

1. Se humilhar: Humilhar tem o sentido de tornar-se humilde e não está associada à


pobreza. Nosso exemplo é Jesus, que se humilhou, tornando-se obediente até a morte
(Fp 2.5) ou seja, a humildade está ligada à obediência ao Senhor.

2. Orar: O apóstolo Paulo nos ensina o que fazer em situações de aflição. Devemos fazer
nossas petições ao Pai, com orações, súplicas e ações de graças (Fp 4.6). Orar é falar,
declarar, fazer menção das promessas divinas, profetizar com autoridade, baseado na
infalível Palavra de Deus.

3. Buscar a minha face: Buscar a Deus, a presença do Altíssimo. Isso é totalmente


diferente do que buscar as suas bênçãos. Como afirmou o profeta Jeremias,
encontraremos o Pai quando o buscarmos de todo coração (Jr 29.11).

4. Se afastar de seus maus caminhos: A igreja precisa urgentemente se afastar de seus


maus caminhos, que significa arrepender-se. Arrependimento é dar meia volta; é deixar
de andar no caminho do erro, do pecado e se voltar para Deus e sua vontade. É uma
tomada de decisão.

O Senhor tem uma tríplice promessa quando tomarmos o remédio. Elas estão interligadas
e são gradativas: (a) dos céus o ouvirei; (b) perdoarei o seu pecado e (c) curarei a sua
terra.
A nossa nação pode ser curada. Vamos tomar o remédio prescrito por Deus
17º DIA
A ORAÇÃO QUE FEZ O CHÃO TREMER

Agora, Senhor, considera as ameaças deles e capacita os teus servos para anunciarem a
tua palavra corajosamente. Estende a tua mão para curar e realizar sinais e maravilhas
por meio do nome do teu santo servo Jesus. Depois de orarem, tremeu o lugar em que
estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a
palavra de Deus. (At 4.29-31)

...Demos ordens expressas a vocês para que não ensinassem neste nome. Todavia,
vocês encheram Jerusalém com sua doutrina e nos querem tornar culpados do sangue
desse homem. (At 5.28)

Certo dia, Pedro e João, ao irem ao templo para orar, se depararam com um aleijado que
lhes pedia esmola. Eles foram instrumentos de Deus para curar aquele homem, o que
causou grande alvoroço no meio do povo. O milagre permitiu a Pedro falar de Jesus para
toda a multidão e muitos se converteram. As autoridades religiosas, descontentes com o
que acontecia, prenderam Pedro e João. No dia seguinte foram soltos, mas antes foram
interrogados e proibidos de pregar o nome de Jesus.

Quando se viram em liberdade, Pedro e João se reuniram com os companheiros e


compartilharam o ocorrido. Então, começaram a orar, como lemos no texto acima.
Pediram capacitação para anunciar corajosamente a palavra e poder para operação de
sinais e maravilhas. O lugar onde eles estavam tremeu e todos ficaram cheios do Espírito
Santo.

Um sinal tremendo se manifestou; o local tremeu. Deus deseja fazer isso conosco;
chacoalhar nossa vida com a unção do alto para tornar-nos poderosas e ousadas
testemunhas do evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo. Mesmo tendo sido proibidos de
ensinar, algo maravilhoso ocorreu, testemunhado pela boca dos próprios religiosos:
“Vocês encheram Jerusalém com a sua doutrina”. Glória a Deus. A cidade ficou
impregnada da presença do Senhor e sinais e prodígios foram realizados.

A mesma coisa pode acontecer em nossas Células, famílias e igrejas. Vamos clamar ao
Pai. Vamos testemunhar a respeito de Jesus; vamos pregar ousadamente; vamos pedir a
Deus para manifestar sinais e prodígios. A nossa nação pode ser sacudida por esse
poder. O Brasil, na verdade, não precisa de uma reforma política, social ou econômica. O
Brasil precisa ser coberto com o sangue de Jesus e tocado pelo poder do Espírito Santo.

Estende, Deus, a tua mão. Em nome de Jesus. Amém!


18º DIA
AMARRANDO A SATANÁS

Mas se é pelo Espírito de Deus que eu expulso demônios, então chegou a vocês o Reino
de Deus. Ou, como alguém pode entrar na casa do homem forte e levar dali seus bens,
sem antes amarrá-lo? Só então poderá roubar a casa dele. (Mt 12.28-29)

Existem situações que enfrentamos nas quais há uma clara ação de Satanás e seus
demônios. Não devemos superestimar o inimigo, tomando uma posição extremada,
pensando que o diabo é responsável por tudo. Nesta posição, o homem deixa de ser
culpado e se torna vítima. Por outro lado, não podemos subestimá-lo. Muitos não creem
na existência do diabo e desconhecem suas armas, seus agentes e suas estratégias. No
máximo, consideram que o inimigo é apenas uma energia negativa presente nas pessoas.

O Diabo ataca a mente das pessoas (2 Co 4.4), sempre colocando dúvidas em relação à
Palavra de Deus. Ele também se transfigura (2 Co 11.14), se disfarça, mostrando-se
bonito, sedutor, cheio de ofertas que seduzem a todos. Uma das suas especialidades é
disseminar falsos ensinamentos (1 Tm 4.1). O inimigo é o maior inventor de religiões. Ele
é o pai da mentira, gerador de doutrinas que desviam as pessoas da verdade. O Diabo
intimida as pessoas (1 Pe 5.8), buscando a quem possa tragar e coloca enfermidades
nelas (Lc 13.10-13). Ele rouba a palavra de Deus dos corações (Lc 8.12) e se opõe ao
ministério sacerdotal, conforme a visão descrita pelo profeta Zacarias (Zc 3.1).

Apesar de poder fazer tantas coisas, Satanás foi derrotado através da obra de Jesus
Cristo na cruz do calvário. Na carta aos colossenses, Paulo afirma: “...despojando os
principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na
cruz” (Cl 2.15). João declarou: “Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as
obras do Diabo” (1 Jo 3.8).

O texto que lemos acima relata a situação em que Jesus curou um endemoninhado cego
e mudo. Os fariseus o acusaram de fazer aquilo pelo poder de Belzebu. Jesus respondeu
que se estivesse operando pelo poder mencionado, o reino de Satanás estaria dividido e
um reino dividido não subsiste. Entretanto, se ele fazia aquilo pelo poder de Deus, o reino
de Deus era chegado até eles. Então, o Senhor Jesus explicou o que ele fez. Ele entrou
na casa do homem forte (Satanás), amarrou-o e então tomou tudo o que ele havia
roubado. O Diabo foi amarrado e suas obras desfeitas. Por essa razão, nós podemos
orar impedindo sua atuação e restringir sua esfera de ação.

Dois aspectos são importantes na oração que amarra Satanás:

(1) O uso da palavra de Deus: Ela silencia e fere o inimigo. Paulo chamou a palavra de
Deus de espada do Espírito quando descreveu a armadura de Deus. Jesus venceu a
tentação do Diabo fazendo uso da Palavra.

(2) O uso do nome de Jesus: Esse nome nos identifica com Ele, santifica a nossa oração,
nos dá o seu endosso e sua autoridade. Use o nome de Jesus para limpar a atmosfera
espiritual, para expressar o desejo de Deus; use esse nome em determinação santa (Sl
44.5) e ao ministrar a ordem de fé (At 3.6).

Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo
nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da
terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. (Fl
2.9-11)
19º DIA
GERANDO A VONTADE DE DEUS POR MEIO DA ORAÇÃO

Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não
choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e os céus enviaram chuva,
e a terra produziu os seus frutos. (Tg 5.17-18)

Tiago afirma que Elias orou para não chover, e o fez de uma maneira fervorosa. Houve
três anos e meio de seca, o que trouxe muita escassez na terra. Depois orou para que
chovesse. Não parece estranho isso? Orar para não chover! Depois orar para chover!

Vamos entender o que acontecia naquele tempo. A nação de Israel era governada por
Acabe, um rei que fazia o que era mau aos olhos do Senhor. Este rei casou-se com
Jezabel, mulher de origem cananita, que influenciou perversamente todo o reino de Israel
(1 Rs 16.30-33). Por causa dessa aliança, Israel se afastou de Deus e se voltou para a
idolatria. Nós sabemos como a idolatria é terrível e conhecemos as graves consequências
que ela traz na vida das pessoas e da nação.

O rei permitia que a esposa, de fato, governasse. Por influência dela, foi instituído o culto
a Baal. Jezabel abrigava no palácio 450 profetas de Baal e 400 profetas de Aserá. Baal,
no hebraico, significa senhor, dono. Acreditava-se que essa potestade controlava a chuva,
a fertilidade e a vegetação. Algumas vezes também era conhecido como deus do fogo. O
engano fez o povo oscilar entre dois senhores. Jeová não mais reinava absoluto na vida
do seu povo.

Assim, entendemos por que o Todo-Poderoso lidou com a nação daquela maneira,
trazendo uma longa estiagem. Era para mostrar ao seu povo que Baal não era nada, não
podia controlar a chuva nem a vegetação. O Senhor agiu com a mesma intenção quando
Elias desafiou os profetas desse falso deus a pedirem ao Deus verdadeiro para que
mandasse fogo do céu. E é claro que o impostor não mandou fogo nenhum e sim o
Senhor de Israel.

Deus tinha uma vontade declarada. Elias foi o instrumento do Eterno para que a vontade
dele fosse “gerada”, primeiramente orando pela seca e depois orando pela chuva. Elias
fez isso por meio da oração. A Bíblia mostra o processo da manifestação do poder do
Senhor quando Elias orou para chover. O Altíssimo disse a Elias: vou mandar chuva (1 Rs
18.1). Qual foi a reação de Elias após desafiar os profetas de Baal? Por acaso foi para
casa, sentou-se no sofá e esperou Deus mandar a chuva? Afinal, ele não havia dito que
mandaria?

A reação de Elias foi subir ao monte Carmelo e orar para que a chuva viesse. O profeta
precisava “gerar” aquela chuva no mundo espiritual. Deus queria, já havia dito que
mandaria a chuva, mas ela teve de ser gerada. Isto mostra o poder da oração. Nós
cooperamos com o Senhor para que sua vontade seja estabelecida na terra. E a
“geração” não foi nada fácil. Elias orou sete vezes e o céu não tinha nenhuma aparência
de chuva, nenhuma nuvem. Até que na sétima vez, o ajudante de Elias disse que viu uma
pequena nuvem, do tamanho da mão de um homem. Foi o suficiente. O homem de Deus
disse: a chuva vem. E pouco depois, os céus se enegreceram e a chuva caiu.

Querido irmãos, vamos trabalhar por meio da oração, gerando no mundo espiritual as
condições necessárias para que a vontade do Pai se estabeleça, não só na nossa vida,
mas também nas nossas Células, na nossa igreja, na igreja brasileira e na nossa nação.
Glória a Deus!
20º DIA
A ORAÇÃO QUE COMANDA

Estando ele em pé junto dela, inclinou-se e repreendeu a febre, que a deixou. Ela se
levantou imediatamente e passou a servi-los. (Lc 4:39)

Ao lermos os evangelhos, algo salta aos nossos olhos. Quando Jesus lidava com
enfermidades e ações demoníacas, não fazia uma oração formal a Deus pedindo cura ou
mesmo libertação. Ao contrário, nessas situações, dava uma ordem explícita
repreendendo tanto a enfermidade quanto o espírito maligno.

Referindo-se ao texto acima, o Pr. William Lau, em seu manual de treinamento “O Desafio
de Elias”, escreveu: “Como foi que Jesus realizou este milagre? Ele curou a mulher
simplesmente repreendendo a febre, da mesma forma como havia repreendido o demônio
no homem que estava na sinagoga. No grego, a palavra repreender usada nos dois casos
é exatamente a mesma. Jesus falou à febre e ordenou que deixasse a mulher, e a febre
obedeceu à sua ordem. A mulher foi curada da febre”.

Muitos declaram que Jesus fez uma oração que comanda. Outros dizem que não foi uma
oração. E na realidade não foi mesmo, pois não houve uma palavra dirigida ao Pai. De
todo modo, houve sim o exercício da autoridade, um comando para que o milagre
acontecesse.

A Bíblia narra situações em que uma ordem de fé, de autoridade, foi dada. Diante do mar
Vermelho, Deus ordenou a Moisés que deixasse de orar e agisse pela fé cruzando o mar:
“Disse então o SENHOR a Moisés: Por que você está clamando a mim? Diga aos
israelitas que sigam avante. Erga a sua vara e estenda a mão sobre o mar, e as águas se
dividirão para que os israelitas atravessem o mar em terra seca” (Êx 14.15-16). Josué
ordenou que o sol se detivesse (Js 10.12). Eliseu disse: “se sou homem de Deus, desça
fogo do céu” (2 Rs 1.10). Jesus deu uma ordem de fé ao homem da mão ressequida:
“Estende a tua mão” (Mt 12.13). Da mesma forma, ele ordenou: “Lázaro, vem para fora”
(Jo 11.43). Pedro disse ao mendigo coxo: “Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!”
(At 3.6-7). Paulo voltou-se para a mulher com um espírito adivinhador e ordenou: Retira-te
dela (At 16.18).

Quando Jesus chamou os discípulos, designou-os para estar com ele, pregar o evangelho
e lhes conferiu autoridade para expulsar demônios (Mc 3.14-15). Desde o início, o Mestre
deixou claro o “trabalho” que iriam executar. Antes de subir aos céus, após ressuscitar,
Jesus outorgou-lhes a grande comissão, reforçando aquilo que já lhes tinha ensinado:
“Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas... estes sinais
acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios... imporão as mãos
sobre os doentes, e estes ficarão curados” (Mc 16.15-18).

Vamos exercer a autoridade que nos foi concedida por Jesus. Vamos pregar o evangelho
e comandar para que os sinais acompanhem a pregação do evangelho.
21º DIA
ORAÇÃO – A CHAVE DO AVIVAMENTO
Extraído do Prefácio do Livro de mesmo nome do Pr. Paul Yong Cho

Mas a igreja orava intensamente a Deus por ele. (At 12.5)

... Quando iniciei meu ministério pastoral em 1958, fui trabalhar em Dae Jo Dong, um
lugarejo pobre nas proximidades de Seul. Armei ali uma barraca velha, que fora do
exército dos Estados Unidos, e me pus a pregar. Lembro-me muito bem de que morava
na própria barraca, e passava as noites em oração. Nas frias noites de inverno, eu me
cobria de diversos cobertores, e ficava a orar durante muitas horas, deitado perto do
púlpito. Pouco depois, outros membros de nossa pequena igreja passaram a orar comigo.
Em pouco tempo, já havia mais de cinquenta pessoas passando a noite em oração, Foi
assim que iniciei meu ministério.

E foi nesta fase de formação espiritual que aprendi o que era o ministério de intercessão.
Embora eu vá abordar aqui esta faceta especial da oração, é importante que
compreendamos que nossa intercessão deve ser, em primeiro lugar, em favor do povo de
Deus, e, por último, por nós mesmos.

Aprendemos não apenas a orar, mas também a viver em oração. Jesus ordenou que
orássemos sem cessar. Mas isso é impossível para quem não está interessado em
avivamento. Quem tem no coração aquele anseio de que almas sejam salvas e de que
sua pátria se converta a Deus deve ter a oração como um imperativo.

Nossa reunião de oração tem início às cinco da manhã, e isso não se dá apenas em
nossa igreja, mas na maioria das igrejas coreanas. Geralmente oramos uma ou duas
horas e só depois deste período de oração é que começamos as tarefas do dia. E como a
oração é o fator mais importante de nossa vida, aprendemos também a nos deitar cedo.
Às sextas-feiras, passamos a noite toda em oração. Muitos dos que nos visitam ficam
surpresos ao ver a igreja lotada para estas reuniões noturnas.

(...) Houve uma ocasião em que havia cerca de vinte mil pessoas jejuando e orando no
“Monte da Oração”. Mas normalmente são três mil pessoas nos dias de semana e dez mil
nos finais de semana. Por que tantas pessoas vão ao “Monte da Oração” para orar e
jejuar? Será que nossos crentes não têm coisa melhor para fazer? Minha resposta para
estas perguntas é simples e direta.

Se você ou um membro de sua família estivesse com câncer, e soubesse que há cura,
não faria o que fosse necessário para obter a cura? Pois há inúmeras pessoas sofrendo
de câncer físico e espiritual. Descobrimos que as riquezas materiais não proporcionam a
felicidade e a satisfação que pensávamos que nos trariam. A solução para os problemas
físicos e espirituais é a cura. Já percebemos que nossas necessidades são resolvidas em
uma cidade totalmente dedicada à oração e ao jejum. É por isso que tantas pessoas vêm
aqui (...)

(...) Geralmente tenho muitos problemas para resolver no decorrer do dia. E sempre oro
antes de fazer ou dizer qualquer coisa. Essa é a diferença entre agir e reagir. Estudando a
vida de Cristo, observo que ele sempre agia e nunca reagia. Reagir implica permitir que
as pessoas, situações e circunstâncias ganhem o controle de tudo. Agir implica estar no
controle da situação. Até mesmo quando Cristo estava sendo julgado perante Pilatos, o
governador romano, era ele quem estava no controle das circunstâncias.
O que faço para não reagir às situações é procurar descobrir qual é a intenção de Deus
para cada situação que se me apresenta. Vivendo constantemente em oração, sei que
tenho a mente de Cristo. Assim, quando tomo uma decisão, sei que é da vontade dele e
fico firme, na certeza de que estou agindo como ele agiria.

Na parte da tarde, fico a sós com meu querido Senhor e Salvador Jesus Cristo e passo
algum tempo em comunhão com ele. Parece-me que ultimamente ele me tem afastado
um pouco das atividades. Ele quer passar um tempo a sós comigo. Sei que, se atender ao
desejo dele, ele me dará tempo suficiente para atender às minhas responsabilidades
como pastor da maior igreja do mundo. Às vezes ouço-o chamar-me no meio das
atividades do dia, e tenho de atender. Nunca sei quando vou ser afastado
momentaneamente do trabalho com o povo dele, para me dedicar somente a ele.
Entretanto, sei o que tem primazia para mim. A dedicação a ele vem antes de meu
trabalho com o seu povo.

(...) Os pastores e evangelistas estão sempre me perguntando o que podem fazer na


igreja deles para obter o mesmo crescimento a que estamos acostumados na Coreia.
Contudo, logo após os cultos, eles saem para jantar fora e passam muitas horas em
companhia de outras pessoas. Pela manhã estão cansados demais para orar. Há muitos
anos que observo isso, em diversas partes do mundo, e então resolvi escrever este livro.
Espero que aqueles que amam a Deus passem a levar a sério a ideia de um avivamento,
para que aceitem com seriedade sua prática de oração.

Em nossa igreja, a Igreja do Evangelho Pleno de Yoido, em Seul, instruímos os novos


convertidos a respeito da oração. Contudo, se eu não orasse, eles não orariam também.
Já que a maioria deles chega ao conhecimento de Cristo por meio dos vinte mil
minigrupos, ali mesmo recebem ensinamento com relação à suprema importância da
oração.

(...) Em nossa igreja, estamos completamente comprometidos com a busca do


avivamento e o crescimento da igreja até a segunda vinda de Jesus Cristo.

Em 1982, ganhamos 110 mil pessoas para o Senhor. Desses, só conseguimos absorver
cerca de sessenta mil em nosso meio. Assim sendo, demos as outras igrejas evangélicas
um total de cinquenta mil novos membros.

Em 1983, tivemos um total de cento e vinte mil novos convertidos. Por que tantas pessoas
são salvas numa só igreja? É que já percebemos a importância de se cultivar e manter
uma vida de oração. Se pararmos de orar, o avivamento se desvanecerá. Se
continuarmos a orar, acredito que toda a Coreia pode ser salva.

Estou firmemente convencido de que esse tipo de avivamento pode ocorrer em sua igreja,
leitor. Não existe campo difícil demais para o Espírito Santo. Não há igreja que esteja
totalmente morta. Não existem países fechados para o evangelho. O segredo de tudo é a
oração.

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