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Brucelose PDF

A Brucella abortus é uma bactéria gram negativa que afeta principalmente fêmeas bovinas em reprodução, causando abortos e problemas de fertilidade, e pode ser transmitida ao homem. O diagnóstico é feito por métodos sorológicos, sendo a vacinação uma estratégia importante para controle e erradicação da brucelose. A vacina B19 é eficaz em prevenir a doença, conferindo imunidade a fêmeas jovens.

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A Brucella abortus é uma bactéria gram negativa que afeta principalmente fêmeas bovinas em reprodução, causando abortos e problemas de fertilidade, e pode ser transmitida ao homem. O diagnóstico é feito por métodos sorológicos, sendo a vacinação uma estratégia importante para controle e erradicação da brucelose. A vacina B19 é eficaz em prevenir a doença, conferindo imunidade a fêmeas jovens.

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BRUCELOSE

A Brucella abortus, assim como as demais bactérias do gênero, é uma cocobactéria gram
negativa, imóveis, não capsuladas nem esporuladas, aeróbias ou microaerófilas
(CABRAL, 2000)

Acometem, preferencialmente, as fêmeas em idade de reprodução e, eventualmente, os


machos. Estas bactérias se multiplicam no interior dos fagócitos e disseminam-se
principalmente pela via hematógena, tendo predileção por úteros gravídicos, tecidos
mamários, ósteo - articulares e órgãos do sistema reprodutor masculino. A predileção para
útero gravídico se deve à produção do hormônio chamado eritritol, que atrai as brucelas
e funciona como fator estimulante para o seu crescimento. Nas fêmeas ocorrem aborto,
retenção de placenta, corrimentos vaginais, endometrites e mastites. Já nos machos
podem ser registradas a orquite, epididimite e esterilidade. Após o parto ou o aborto, as
bactérias são eliminadas do útero, mas o animal permanece portador da doença
indefinidamente. Pode ser transmitida ao homem pela: ingestão de leite ou derivados
provenientes do animal contaminado; pela manipulação de carne contaminada; pelo
contato direto com animal doente ou o feto abortado e pela manipulação incorreta da
vacina (B19). (TOLEDO, 2005).

Os sinais clínicos predominantes em vacas gestantes são o aborto ou o nascimento de


animais mortos ou fracos. Geralmente, o aborto ocorre na segunda metade de gestação,
causando retenção de placenta, Metrite e, ocasionalmente, esterilidade permanente.
Estima-se que a brucelose cause perdas de 20 a 25% na produção leiteira, devido aos
abortos e aos problemas de fertilidade. Nos touros, a infecção se localiza nos testículos,
vesículas seminais e na próstata. A doença manifesta-se por orquite, que acarreta baixa
de libido e infertilidade. Os testículos podem apresentar, também, degeneração, aderência
e fibrose. Às vezes pode ocorrer artrite (RIBEIRO, 2000).

A suspeita está baseada, fundamentalmente nos sinais clínicos; entretanto, o diagnóstico


definitivo sempre será sorológico ou bacteriológico, porque há numerosas causas de
aborto, e os sinais clínicos de brucelose bovina não são patognomônicos. (TOLEDO,
2005).

Os métodos indiretos ou sorológicos empregados no diagnóstico da brucelose constituem-


se em um importante recurso utilizado nas campanhas de controle e erradicação da doença
em bovinos e bubalinos (OLIVEIRA, 2003). Os testes sorológicos detectam os anticorpos
contra Brucella spp. presentes em diversos fluidos corporais como soro sanguíneo, muco
vaginal, sêmen e leite. Para se escolher um método sorológico, deve-se levar em
consideração o tamanho e as características da população a ser analisada, a situação
epidemiológica da doença, a sensibilidade e a especificidade dos testes e, principalmente,
se há utilização de vacinas (POESTER et al., 2005).

Dentre os testes sorológicos empregados no diagnóstico da enfermidade, destacam-se: o


de Soroaglutinação Lenta em Tubo (SAT), o de Soroaglutinação Rápida em Placa (SAR),
o 2-Mercaptoetanol (2-ME), o Antígeno Acidificado Tamponado (AAT),
a Fixação de Complemento (FC), o Rivanol e o ELISA (Enzyme Linked Immunosorbent
Assay) (OLIVEIRA, 2003; NIELSEN et al., 2004). O PNCEBT definiu como oficiais os
testes do Antígeno Acidificado Tamponado (AAT) e o teste de Anel em Leite (TAL),
como provas de triagem. Já como testes confirmatórios estabeleceu o teste do 2-
Mercaptoetanol (2-ME) e a reação de Fixação do Complemento (FC) para detecção de
antígenos pelo emprego de anticorpos específicos, com o objetivo de detectar uma
exposição prévia do animal ao agente (BRASIL, 2006).

Não há tratamento eficiente para animais, por isso, é indicado o afastamento dos
indivíduos soropositivos do rebanho e da criação. Eles também devem ser identificados
com marca especial a fogo (CABRAL, 2000).

Os programas de controle e erradicação de uma enfermidade baseiam-se, principalmente,


na interrupção da cadeia de transmissão do agente, através da eliminação de indivíduos
infectados e no aumento do número de indivíduos resistentes na população. A vacinação
constitui uma poderosa estratégia de controle, principalmente, quando empregada de
forma ampla com a utilização da vacina B19 em fêmeas jovens e a vacinação estratégica
com RB51 em fêmeas com idade superior a oito meses. Desta forma, aumenta-se a
cobertura vacinal e, consequentemente, há a diminuição da porcentagem de indivíduos
suscetíveis, da taxa de abortos e da taxa de infecção (LAGE et al., 2008; RIBEIRO et al.,
2008).

A vacina B19 é produzida com amostra viva atenuada da B. abortus bv. 1 estirpe B19.
Apresenta características importantes tais como: permitir uma única vacinação em fêmeas
entre 3 e 8 meses de idade, conferindo imunidade prolongada; prevenir o aborto; ser
estável e não se multiplicar na presença de eritritol; ser atenuada para bovinos, causando
reações mínimas após a sua aplicação, além de conferir proteção em 70 a80% dos animais
vacinados (NICOLETTI, 1980; PAULIN & FERREIRA NETO, 2003; BRASIL, 2006).

Referências Bibliográficas

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Programa Nacional de


Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT). Brasília:
MAPA/SDA/DSA, 2006. 188 p. Disponível em:
[Link]
2246C.

CABRAL, José Wilson, UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA,


DIAGNÓSTICO E PREVENÇÃO DA BRUCELOSE BOVINA NO MUNICÍPIO DE
IMBUIA (SC), pag. 16, 2000.

LAGE, A. P.; POESTER, F. P.; PAIXÃO, T. A.; SILVA, T. A.; XAVIER, M. N.;
MINHARRO, S.; MIRANDA, K. L.; ALVES, C. M.; MOL, J. P. S.; SANTOS, R. L.
Brucelose bovina: uma atualização. Revista Brasileira de Reprodução animal, Belo
Horizonte, [online], v. 32, p. 202-212, 2008. Disponível em:
[Link]
[Link].

NIELSEN, K.; SMITH, P.; WIDDISON, J.; GALL, D.; KELLY, L.; NICOLETTI, P.
Serological relationship between cattle exposed to Brucella abortus, Yersinia
enterocolitica O:9 and Escherichia coli O157:H7. Veterinary Microbiology, Amsterdam,
[online], v. 100, n. 1-2, p. 25-30, mai. 2004. Disponível em:
[Link] (Links para um site externo.).
NICOLETTI, P. The epidemiology of bovine brucellosis. Advances in veterinary science
comparative medicine, New York, v. 24, p.69-98, 1980.

OLIVEIRA, J. P. Estudo das lesões sugestivas de brucelose em bovinos e bubalinos


abatidos para consumo. 2003. 53 f. Dissertação (Mestrado em Ciência Animal) -
Universidade Federal do Pará.

PAULIN L. M.; FERREIRA NETO J. S. O Combate à Brucelose Bovina: situação


brasileira. Jaboticabal: Funep, 2003. 154p.

RIBEIRO, Vincente da Fonseca, CONTROLE E ERRADICAÇÃO DA BRUCELOSE


BOVINA, UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA, Pag 13,14, 2000.

RIBEIRO, M. G.; MOTTA, R. G.; ALMEIDA, C. A. S. Brucelose equina: aspectos da


doença no Brasil. Revista Brasileira de Reprodução Animal, Belo Horizonte, [online],
v.32, n. 2, p.83-92, abr./jun. 2008. Disponível em [Link] (Links para um site
externo.).

THADEI, Carmello Liberato, MV, Bruceloses: Conheça as diversas espécies que esta
doença atinge, São José do Rio Preto, retirado do site:
[Link] acesso em: 01 de outubro de 2017.

TOLEDO, Marita Pilon, Centro Universitário Anhanguera, Brucelose bovina: Vacinação


de bezerras entre 3 e 8 meses de idade no município de Santa Cruz da Conceição, pag. 2,
2005.

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