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Tipos e Definições de Funções Matemáticas

O documento aborda o conceito de funções, definindo domínio e contradomínio, e classificando-as em injetoras, sobrejetoras e bijetoras. Ele também descreve doze tipos de funções, incluindo funções constantes, par, ímpar, afim, linear, crescente, decrescente, quadrática, modular, exponencial, logarítmica, trigonométricas e raiz, apresentando suas fórmulas e características. Além disso, discute a representação gráfica das funções e os conceitos de coeficiente linear e angular.

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Tipos e Definições de Funções Matemáticas

O documento aborda o conceito de funções, definindo domínio e contradomínio, e classificando-as em injetoras, sobrejetoras e bijetoras. Ele também descreve doze tipos de funções, incluindo funções constantes, par, ímpar, afim, linear, crescente, decrescente, quadrática, modular, exponencial, logarítmica, trigonométricas e raiz, apresentando suas fórmulas e características. Além disso, discute a representação gráfica das funções e os conceitos de coeficiente linear e angular.

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FUNÇÕES

Uma função é uma regra que relaciona cada elemento de um conjunto a um único elemento
de outro. O primeiro conjunto é chamado de domínio, e o segundo, contradomínio da função.

A função determina uma relação entre os elementos de dois conjuntos. Podemos defini-la
utilizando uma lei de formação, em que, para cada valor de x, temos um valor de f(x).
Chamamos x de domínio e f(x) ou y de imagem da função.

A formalização matemática para a definição de função é dada por: Seja X um conjunto com
elementos de x e Y um conjunto dos elementos de y, temos que:

Assim sendo, cada elemento do conjunto x é levado a um único elemento do conjunto y. Essa
ocorrência é determinada por uma lei de formação.

A partir dessa definição, é possível constatar que x é a variável independente e que y é a variável
dependente. Isso porque, em toda função, para encontrar o valor de y, devemos ter inicialmente
o valor de x.

Tipos de funções

As funções podem ser classificadas em três tipos, a saber:

• Função injetora ou injetiva

Nessa função, cada elemento do domínio (x) associa-se a um único elemento da imagem f(x).
Todavia, podem existir elementos do contradomínio que não são imagem. Quando isso
acontece, dizemos que o contradomínio e imagem são diferentes. Veja um exemplo:

• Conjunto dos elementos do domínio da função: D(f) = {-1,5, +2, +8}

• Conjunto dos elementos da imagem da função: Im(f) = {A, C, D}

• Conjunto dos elementos do contradomínio da função: CD(f) = {A, B, C, D}


• Função Sobrejetora ou sobrejetiva

Na função sobrejetiva, todos os elementos do domínio possue um elemento na


imagem. Pode acontecer de dois elementos do domínio possuírem a mesma
imagem. Nesse caso, imagem e contradomínio possuem a mesma quantidade de
elementos.

• Conjunto dos elementos do domínio da função: D(f) = {-10, 2, 8, 25}

• Conjunto dos elementos da imagem da função: Im (f) = {A, B, C}

• Conjunto dos elementos do contradomínio da função: CD (f) = {A, B, C}

• Função bijetora ou bijetiva

Essa função é ao mesmo tempo injetora e sobrejetora, pois, cada elemento de x


relaciona-se a um único elemento de f(x). Nessa função, não acontece de dois
números distintos possuírem a mesma imagem, e o contradomínio e a imagem
possuem a mesma quantidade de elementos.

• Conjunto dos elementos do domínio da função: D(f) = {-12, 0, 1, 5}


2

• Conjunto dos elementos da imagem da função: Im (f) = {A, B, C, D}


• Conjunto dos elementos do contradomínio da função: CD (f) = {A, B, C, D}

As funções podem ser representadas graficamente. Para que isso seja feito, utilizamos duas
coordenadas, que são x e y. O plano desenhado é bidimensional. A coordenada x é chamada de
abscissa e a y, de ordenada. Juntas em funções, elas formam leis de formação. Veja a imagem
do gráfico do eixo x e y:

Do último ano do Fundamental e ao longo do Ensino Médio, geralmente estudamos doze


funções, que são:

1 – Função constante;

2 – Função par;

3 – Função ímpar;

4 – Função afim ou polinomial do primeiro grau;

5 – Função Linear;
6 – Função crescente;

7 – Função decrescente;

8 – Função quadrática ou polinomial do segundo grau;

9 – Função modular;

10 – Função exponencial;

11 – Função logarítmica;

12 – Funções trigonométricas;

13 – Função raiz.

Mostraremos agora o gráfico e a fórmula geral de cada uma das funções listadas acima:

1 - Função constante

Na função constante, todo valor do domínio (x) tem a mesma imagem (y).

Fórmula geral da função constante:

f(x) = c

x = Domínio

f(x) = Imagem

c = constante, que pode ser qualquer número do conjunto dos reais.

Exemplo de gráfico da função constante: f(x) = 2


2 – Função Par

A função par é simétrica em relação ao eixo vertical, ou seja, à ordenada y. Entenda simetria
como sendo uma figura/gráfico que, ao dividi-la em partes iguais e sobrepô-las, as partes
coincidem-se perfeitamente.

Fórmula geral da função par:

f(x) = f(- x)

x = domínio

f(x) = imagem

- x = simétrico do domínio

Exemplo de gráfico da função par: f(x) = x2

3 – Função ímpar

A função ímpar é simétrica (figura/gráfico que, ao dividi-la em partes iguais e sobrepô-las, as


partes coincidem-se perfeitamente) em relação ao eixo horizontal, ou seja, à abscissa x.

Fórmula geral da função ímpar

f(– x) = – f(x)

– x = domínio

f(– x) = imagem

- f(x) = simétrico da imagem


Exemplo de gráfico da função ímpar: f(x) = 3x

4 – Função afim ou polinomial do primeiro grau

Para saber se uma função é polinomial do primeiro grau, devemos observar o maior grau da
variável x (termo desconhecido), que sempre deve ser igual a 1. Nessa função, o gráfico é uma
reta. Além disso, ela possui: domínio x, imagem f(x) e coeficientes a e b.

Fórmula geral da função afim ou polinomial do primeiro grau

f(x) = ax + b

x = domínio

f(x) = imagem

a = coeficiente

b = coeficiente

Exemplo de gráfico da função polinomial do primeiro grau: f(x) = 4x + 1


5 – Função Linear

A função linear tem sua origem na função do primeiro grau (f(x) = ax + b). Trata-se de um caso
particular, pois b sempre será igual a zero.

Fórmula geral da função linear

f(x) = ax

x = domínio

f(x) = imagem

a = coeficiente

Exemplo de gráfico da função linear: f(x) = -x/3


6 – Função crescente

A função polinomial do primeiro grau será crescente quando o coeficiente a for diferente de
zero e maior que um (a > 1).

Fórmula geral da função crescente

f(x) = + ax + b

x = domínio

f(x) = imagem

a = coeficiente sempre positivo

b = coeficiente

Exemplo de gráfico da função crescente: f(x) = 5x


7 – Função decrescente

Na função decrescente, o coeficiente a da função do primeiro grau (f(x) = ax + b) é sempre


negativo.

Fórmula geral da função decrescente

f(x) = - ax + b

x= domínio/ incógnita

f(x) = imagem

- a = coeficiente sempre negativo

b = coeficiente

Exemplo de gráfico da função decrescente: f(x) = - 5x


8 – Função quadrática ou polinomial do segundo grau

Identificamos que uma função é do segundo grau quando o maior expoente que acompanha a
variável x (termo desconhecido) é 2. O gráfico da função polinomial do segundo grau sempre
será uma parábola. A sua concavidade muda de acordo com o valor do coeficiente a. Sendo
assim, se a é positivo, a concavidade é para cima e, se for negativo, é para baixo.

Fórmula geral da função quadrática ou polinomial do segundo grau

f(x) = ax2 + bx + c

x = domínio

f(x) = imagem

a = coeficiente que determina a concavidade da parábola.

b = coeficiente.

c = coeficiente.

Exemplo de gráfico da função polinomial do segundo grau: f(x) = x2 – 6x + 5


9 – Função modular

A função modular apresenta o módulo, que é considerado o valor absoluto de um número e é


caracterizado por (| |). Como o módulo sempre é positivo, esse valor pode ser obtido tanto
negativo quanto positivo. Exemplo: |x| = + x ou |x| = - x.

Fórmula geral da função modular

f(x) = x, se x≥ 0

ou

f(x) = – x, se x < 0

x = domínio

f(x) = imagem

- x = simétrico do domínio

Exemplo de gráfico da função modular: f(x) =


10 – Função exponencial

Uma função será considerada exponencial quando a variável x estiver no expoente em relação
à base de um termo numérico ou algébrico. Caso esse termo seja maior que 1, o gráfico
da função exponencial é crescente. Mas se o termo for um número entre 0 e 1, o gráfico da
função exponencial é decrescente.

Fórmula geral da função exponencial

f(x) = ax

a > 1 ou 0 < a < 1

x = domínio

f(x) = imagem

a = Termo numérico ou algébrico

Exemplo de gráfico da função exponencial crescente: f(x) = (2)x, para a = 2


Exemplo de gráfico da função exponencial decrescente: f(x) = (1/2)x para a = ½

11 - Função logarítmica

Na função logarítmica, o domínio é o conjunto dos números reais maiores que zero e o
contradomínio é o conjunto dos elementos dependentes da função, sendo todos números reais.

Fórmula geral da função logarítmica

f(x) = loga x

a = base do logaritmo
f(x) = Imagem/ logaritmando
x = Domínio/ logaritmo

Exemplo de gráfico da função logarítmica: f(x) = log10 (5x - 6)


12 – Funções trigonométricas

As funções trigonométricas são consideradas funções angulares e são utilizadas para o estudo
dos triângulos e em fenômenos periódicos. Podem ser caracterizadas como razão de
coordenadas dos pontos de um círculo unitário. As funções consideradas elementares são:

- Seno: f(x) = sen x

- Cosseno: f(x) = cos x

- Tangente: f(x) = tg x

Exemplo de gráfico da função trigonométrica seno: f(x) = sen (x + 2)


Exemplo de gráfico da função trigonométrica cosseno: f(x) = cos (x + 2)

Exemplo de gráfico da função tangente: f(x) = tg (x + 2)


13 – Função raiz

O que determina o domínio da função raiz é o termo n que faz parte do expoente. Se n for ímpar,
o domínio (x) será o conjunto dos números reais; se n for par, o domínio (x) será somente os
números reais positivos. Isso porque, quando o índice é par, o radicando (termo que fica dentro
da raiz) não pode ser negativo.

Fórmula geral da função raiz

f(x) = x 1/n

f(x) = Imagem

x = domínio/ base

1/n = expoente

Exemplo de gráfico da função raiz: f(x) = (x)1/2


Função Afim (Função do 1º Grau)

A função afim, também chamada de função do 1º grau, é uma função definida por:

Sendo a e b números reais.

Neste tipo de função, o número a é chamado de coeficiente de x e representa a taxa de


crescimento ou taxa de variação da função. O "a" determina a inclinação da reta.

Já o número b é chamado de coeficiente linear, sendo um termo constante. Ele representa o


ponto de intersecção da reta com o eixo y das ordenadas.

A função afim é representada graficamente por uma reta no plano cartesiano.

Exemplos de função afim:

f(x) = x + 5, (com a = 1 e b = 5);

g(x) = 3√3x - 8, (com a =3√3 e b = -8);

h(x) = 1/2x, (com a =1/2 e b = 0);

Toda função afim possui como conjunto domínio os números reais, assim como seu
contradomínio, f : ℝ→ℝ. Ainda, nas funções afins, o conjunto imagem é igual ao
contradomínio.
Gráfico de uma Função do 1º grau
O gráfico de uma função polinomial do 1º grau é uma reta oblíqua aos eixos Ox e Oy. Desta
forma, para construirmos seu gráfico basta encontrarmos pontos que satisfaçam a função.

Exemplo de como desenhar o gráfico de uma função afim:

Construa o gráfico da função f (x) = 2x + 3.

Resolução:

Para construir o gráfico desta função, vamos atribuir valores arbitrários para x, substituir na
equação e calcular o valor correspondente para a f (x).

Sendo assim, iremos calcular a função para os valores de x iguais a: - 2, - 1, 0, 1 e 2.


Substituindo esses valores na função, temos:

No exemplo, utilizamos vários pontos para construir o gráfico, entretanto, para definir
uma reta bastam dois pontos.

Para facilitar os cálculos podemos, por exemplo, escolher os pontos (0,y) e (x,0). Nestes
pontos, a reta da função corta o eixo Ox e Oy respectivamente.
Coeficiente Linear e Angular
Como o gráfico de uma função afim é uma reta, o coeficiente a de x é também designado
por coeficiente angular. Esse valor representa a inclinação da reta em relação ao eixo Ox.

O termo constante b é chamado de coeficiente linear e representa o ponto onde a reta corta o
eixo Oy. Pois sendo x = 0, temos:

y = a.0 + b ⇒ y = b

Quando uma função afim apresentar o coeficiente angular igual a zero (a = 0) a função será
chamada de constante. Neste caso, o seu gráfico será uma reta paralela ao eixo Ox.

Abaixo representamos o gráfico da função constante f (x) = 4:

Ao passo que, quando b = 0 e a = 1 a função é chamada de função identidade. O gráfico da


função f (x) = x (função identidade) é uma reta que passa pela origem (0,0).

Além disso, essa reta é bissetriz do 1º e 3º quadrantes, ou seja, divide os quadrantes em dois
ângulos iguais, conforme indicado na imagem abaixo:
Temos ainda que, quando o coeficiente linear é igual a zero (b = 0), a função afim é chamada
de função linear. Por exemplo, as funções f (x) = 2x e g (x) = - 3x são funções lineares.

O gráfico das funções lineares são retas inclinadas que passam pela origem (0,0).

Representamos abaixo o gráfico da função linear f (x) = - 3x:

Função Crescente e Decrescente

A função Afim é crescente quando o coeficiente angular for positivo, ou seja, a é maior que
zero. Caso contrário, se a for negativo, a função será decrescente.
Por exemplo, a função 2x - 4 é crescente, pois a = 2 (valor positivo). Entretanto, a função - 2x +
- 4 é decrescente visto que a = - 2 (negativo). Essas funções estão representadas nos gráficos
abaixo:

Uma função é crescente quando ao atribuirmos valores cada vez maiores para x, o resultado
da f (x) será também cada vez maior.

Já a função decrescente é aquela que ao atribuirmos valores cada vez maiores para x, o
resultado da f (x) será cada vez menor.

Exercícios Resolvidos de função afim

Exercício 1

Em uma determinada cidade, a tarifa cobrada pelos taxistas corresponde a uma parcela fixa
chamada de bandeirada e uma parcela referente aos quilômetros rodados. Sabendo que uma
pessoa pretende fazer uma viagem de 7 km em que o preço da bandeirada é igual a R$ 4,50 e
o custo por quilômetro rodado é igual a R$ 2,75, determine:

a) uma fórmula que expresse o valor da tarifa cobrada em função dos quilômetros rodados
para essa cidade.
b) quanto irá pagar a pessoa referida no enunciado.

Resolução:

a) De acordo com os dados, temos que b = 4,5, pois a bandeirada não depende da quantidade
de quilômetros percorridos.

Cada quilômetro rodado deverá ser multiplicado por 2,75. Sendo assim, esse valor será igual a
taxa de variação, ou seja, a = 2,75.
Considerando p (x) o preço da tarifa, podemos escrever a seguinte fórmula para expressar esse
valor:

p (x) = 2,75 x + 4,5

b) Agora que já definimos a função, para calcular o valor da tarifa basta substituir 7 km no
lugar do x.

p (7) = 2,75 . 7 + 4,5 = 19,25 + 4,5 = 23,75

Portanto, a pessoa deverá pagar R$ 23,75 por uma viagem de 7 km.

Exercício 2
O dono de uma loja de moda praia teve uma despesa de R$ 950,00 na compra de um novo
modelo de biquíni. Ele pretende vender cada peça deste biquíni por R$ 50,00. A partir de
quantas peças vendidas ele passará a ter lucro?

Função do 2º grau ou função quadrática

Conhecemos como função quadrática ou função do 2º grau a função com domínio e


contradomínio nos reais e que a lei de formação é f(x) = ax² +bx + c.

Definimos como função do 2º grau, ou função quadrática, a função R → R, ou seja, uma função
em que o domínio e o contradomínio são iguais ao conjunto dos números reais, e que possui a
lei de formação f(x) = ax² +bx +c.

O gráfico da função quadrática é sempre uma parábola e possui elementos importantes, que
são:

• as raízes da função quadrática, calculadas pelo x’ e x”;

• o vértice da parábola, que pode ser encontrado a partir de fórmulas específicas.

O que é uma função do 2º grau?

Uma função polinomial é conhecida como função do 2º grau, ou também como função
quadrática, quando em sua lei de formação ela possui um polinômio de grau dois, ou seja, f(x)
= ax² +bx +c, em que a, b e c são números reais, e a ≠ 0. Além da lei de formação, essa função
possui domínio e contradomínio no conjunto dos números reais, ou seja, f: R→ R.

Exemplos:

a) f(x) = 2x²+3x + 1

a=2

b=3

c=1

b) g(x) = -x² + 4

a = -1

b=0

c=4

c) h(x) = x² – x

a=1

b = -1

c=0

Valor numérico de uma função

Para encontrar o valor numérico de qualquer função, conhecendo a sua lei de formação, basta
realizarmos a substituição do valor de x para encontrar a imagem f(x).

Exemplos:

Dada a função f(x) = x² + 2x – 3, calcule:

a) f(0)
f(0) = 0² +2·0 – 3 = 0 + 0 – 3 = –3

b) f(1)
f(1) = 1² + 2·1 + 3 = 1+2 – 3 = 0

c) f(2)
f(2) = 2² + 2·2+3 = 4+4–3=5

d) f(-2)
f(-2)=(-2)²+2·(-2)–3
f(-2) = 4 - 4 – 3 = –3
Raízes da função de 2º grau

Para encontrar as raízes da função quadrática, conhecidas também como zero da função, é
necessário o domínio das equações do segundo grau. Para resolver uma equação do segundo
grau, há vários métodos, como a fórmula de Bhaskara e a soma e produto.

A raízes de uma função quadrática são os valores de x que fazem com que f(x) = 0. Sendo assim,
para encontrar as raízes de uma equação do 2º grau, faremos ax² + bx + c = 0.

Exemplo:

f(x) = x² +2x – 3

a=1

b=2

c = –3

Δ =b² – 4ac

Δ=2² – 4 ·1·(-3)

Δ=4 +12

Δ = 16

Então, os zeros da função são {1, -3}.

O valor do delta nos permite saber quantos zeros a função quadrática vai ter. Podemos separar
em três casos:

• Δ > 0 → a função possui duas raízes reais distintas;

• Δ = 0 → a função possui uma única raiz real;


• Δ < 0 → a função não possui raiz real.

Gráfico de uma função do 2º grau

O gráfico de uma função do 2º grau é representado sempre por uma parábola. Existem duas
possibilidades, dependendo do valor do coeficiente “a”: a concavidade da parábola pode ser
para cima ou para baixo.

Se a > 0, a concavidade é para cima:

O ponto V representa o que conhecemos como vértice da parábola, que, nesse caso, é o ponto
de mínimo, ou seja, o menor valor que f(x) pode assumir.

Se a < 0, a concavidade é para baixo:


Quando isso ocorre, perceba que, nesse caso, o vértice é o ponto de máximo da função, ou
seja, maior valor que f(x) pode assumir.

Para fazer o esboço do gráfico, precisamos encontrar:

• os zeros da função;

• o ponto em que a função intercepta o eixo y;

• o ponto de máximo ou de mínimo da parábola, que conhecemos como vértice da


parábola.

Vértice da parábola

Como vimos anteriormente, o vértice da parábola é o ponto de mínimo ou de máximo do gráfico.


Para encontrar o valor de x e y no vértice, utilizamos uma fórmula específica. Vale ressaltar que
o vértice é um ponto V, logo ele possui coordenadas, representadas por xv e yv.

Para calcular o valor de V (xv, yv), utilizamos as fórmulas:

Exemplo:

Encontre o vértice da parábola f(x) = –x² +4x – 3.

a = -1.

b = 4.
c = -3

Calculando o Δ e aplicando a fórmula de Bhaskara, temos que:

Δ=b² – 4ac

Δ=4² – 4(-1) (-3)

Δ=16 – 12

Δ=4

Representação gráfica de uma função do 2º grau

Para realizar o esboço do gráfico de uma função, é necessário encontrar três elementos: os zeros
ou raízes da função, o vértice e o ponto em que a função toca o eixo y, conforme o exemplo a
seguir.

Exemplo:

f(x) = x² – 6x + 8

1º passo: As raízes da função são os pontos em que a parábola toca o eixo x, logo queremos
encontrar os pontos (x’, 0) e (x”,0).

Para isso faremos f(x) = 0, então temos que:

x² – 6x + 8=0

a= 1

b= -6

c=8

Δ = b² -4ac

Δ = (-6)² -4·1·8

Δ = 36 – 32

Δ=4
Já temos dois pontos para o gráfico, o ponto A(4,0) e o ponto B (2,0).

2º passo: encontrar o vértice da parábola.

Então o vértice da parábola é o ponto V(3, -1).

3º passo: encontrar o ponto de intersecção da parábola com o eixo y.

Para isso, basta calcular f(0):

f(x) =x² – 6x + 8

f(0) = 0² -6·0 + 8

f(0) = 8

Por fim, o ponto C (0,8) pertence ao gráfico.

4º passo: Agora que temos os pontos, vamos marcá-los no plano cartesiano e fazer o esboço do
gráfico da parábola.

A(4,0)

B(2,0)

V(3,-1)

C(0,8)
Exercícios resolvidos sobre função do 2º grau

Questão 1 – (Enem 2013 – PPL) Uma pequena fábrica vende seus bonés em pacotes com
quantidades de unidades variáveis. O lucro obtido é dado pela expressão L(x)= -x²+ 12x - 20,
onde x representa a quantidade de bonés contidos no pacote. A empresa pretende fazer um
único tipo de empacotamento, obtendo um lucro máximo.

Para obter o lucro máximo nas vendas, os pacotes devem conter uma quantidade de bonés igual
a:

A) 4

B) 6

C) 9

D) 10

E) 14

Resolução

Alternativa B.

Sabendo que a função lucro L(x) é uma função do 2º grau, a = -1, ou seja, o seu gráfico é uma
parábola com concavidade para baixo, queremos encontrar o ponto de máximo da função, ou
seja, o vértice. Como x representa a quantidade de bonés, então a quantidade de bonés que
maximiza o lucro é o xv.

b = 12
a = -1

Questão 2 – (Enem 2009) Um posto de combustível vende 10.000 litros de álcool por dia a R$
1,50 cada litro. Seu proprietário percebeu que, para cada centavo de desconto que concedia por
litro, eram vendidos 100 litros a mais por dia. Por exemplo, no dia em que o preço do álcool foi
R$ 1,48, foram vendidos 10.200 litros.

Considerando x o valor, em centavos, do desconto dado no preço de cada litro, e V o valor, em


R$, arrecadado por dia com a venda do álcool, então a expressão que relaciona V e x é

A) V = 10.000 + 50x – x².

B) V = 10.000 + 50x + x².

C) V = 15.000 – 50x – x².

D) V = 15.000 + 50x – x².

E) V = 15.000 – 50x + x².

Resolução

Alternativa D.

Analisando a situação, com o combustível a R$ 1,50, são vendidos 10.000 litros, logo é faturado
um total de:

10.000·1,50 = 15.000 → R$ 15.000,00.

É possível perceber que o valor arrecadado (V) é igual ao produto da quantidade Q pelo preço
P.

V=Q.P

Quando se abaixa 1 centavo, a quantidade vendida aumenta em 100 litros, ou seja:

Q = 10.000 + 100x

Por outro lado, o preço terá o desconto de 1 centavo, o que podemos representar por:

P = 1,50 – 0,01x

Sendo assim, o valor é calculado por:

V = Q·P

V = (10.000 + 100x) ·(1,50 – 0,01x)

Aplicando a propriedade distributiva, temos que:

V = 15.000 – 100x + 150x – x²


V = 15.000 +50x – x²
Função modular

Função modular é a função (lei ou regra) que associa elementos de um conjunto em módulos.

O módulo é representado entre barras e retorna sempre um número positivo. A função


modular é usada para calcular a distância entre um número e zero, ignorando o sinal.

Também chamada de função módulo ou função valor absoluto, é expressa como:

Se , a função retorna o valor x.

Exemplo

Se , a função retorna o valor - x.

Exemplo

Embora esta seja a forma mais simples da função modular, ela pode ser combinada com outras
operações, por exemplo:

Esta função, associa elementos do domínio ao contradomínio . Isto significa que a função
aceita qualquer valor do conjunto dos números reais e retorna, também, valores do conjunto
dos números reais. Matematicamente escrevemos: .

Como esboçar o gráfico de uma função modular

O gráfico de uma função é a representação de seus pares ordenados (x, y) em um plano


cartesiano. Para esboçá-lo, vamos analisar por partes.

Gráfico da função .

Fazendo uma tabela para alguns valores:


Ao colocarmos estes valores no plano cartesiano, obtemos:

A função modular possui duas seções, uma descendente f(-x) = - x para x < 0 e, uma
ascendente f(x) = x para x 0.

Ao representar um módulo negativo, o gráfico para na intersecção e volta a fazer o sentido


ascendente.

Isso porque tudo o que fica abaixo tem valor negativo e os módulos negativos sempre se
tornam números positivos.

Propriedades dos módulos


Existem algumas propriedades (algumas regras) que ajudam e simplificam cálculos. Aqui estão:

1. Todo x ∊ R, temos |x| = |-x|


2. Todo x ∊ R, temos |x2| = |x|2= x2
3. Todo x e y ∊ R, temos |x.y| = |x| . |y|
4. Todo x e y ∊ R, temos |x + y| ≤ |x| + |y|

Repare que os números reais são o domínio de cada uma das funções acima.

Exercícios Resolvidos sobre função modular

Exercício 1
(UNITAU) O domínio da função f(x) = √ [(1-|x-1|)/2] é:

a) 0 ≤ x ≤ 2.
b) x ≥ 2.
c) x ≤ 0.
d) x < 0.
e) x > 0.

Resolução:

Alternativa a: 0 ≤ x ≤ 2.

O domínio são todos os valores possíveis de x.

Como a expressão é o radicando de uma raiz quadrada, ela não pode ser negativa, pois não há
raiz quadrada de número negativo. Ou seja, deve ser maior ou igual a 0.

Temos:

Há duas possibilidades:

Resolvendo cada uma:

Ou

Deste modo, x deve ser um número:

Exercício 2
(UFG) Relativamente à função f, de R em R, dada por f(x)=|x|+|x-1|, é correto afirmar que
a) o gráfico de f é a reunião de duas semirretas.
b) o conjunto imagem de f é o intervalo [1, + ∞].
c) f é crescente para todo x ∊ R.
d) f é decrescente para todo x ∊ R. e x ≥ 0.
e) o valor mínimo de f é 0.

Resolução:

Alternativa b: o conjunto imagem de f é o intervalo [1, + ∞].

A imagem são os valores correspondentes no eixo y para cada x da função.

Para :

Com qualquer valor de a imagem é .

Com qualquer valor de x maior que zero e menor que 1, .

Com qualquer valor de x < 0.a imagem é maior que 1.

Exercício 3
(UFG) Seja R o conjunto dos números reais. Considere a função f:R→R, definida por f(x)=|1-
|x||.

Assim,

( ) f(-4) = 5.
( ) o valor mínimo de f é zero.
( ) f é crescente para x no intervalo [0,1].
( ) a equação f(x) = 1 possui três soluções reais distintas.

Resolução:

Resposta: F V F V

Primeira opção FALSA

Segunda opção
Para x < 0:

O menor valor da função ocorre com x = -1.

Terceira opção FALSA

f é crescente para x no intervalo [0,1].

Basta testar os valores para x = 0 e x = 1.

Para x = 0:

Para x = 1:

Quarta opção VERDADEIRA.

A equação f(x) = 1 possui três soluções reais distintas.

Se |x| > 0

A partir daqui temos duas possibilidades:

Para

Para
Se |x| < 0

Temos mais duas possibilidades:

Para

Para

Para

As raízes são {-2, 0, 2}

FUNÇÕES EXPONENCIAIS

Definição da função exponencial

Definimos como função exponencial uma função f: ℝ → ℝ*+, ou seja, seu domínio é o conjunto
dos números reais, e seu contradomínio é o conjunto dos números reais positivos diferentes de
0. Além disso, a sua lei de formação pode ser descrita por f (x) = ax, em que ‘a’ é a base, cujo
valor sempre será um número real positivo.

Exemplos:
f(x) = 2x

f(x) = 0,3x

Podemos observar que f(x) é a variável dependente, podendo ser representada por y também,
e x é a variável independente.

Tipos de função exponencial

Podemos dividir a função exponencial em dois casos: crescente ou decrescente.

O gráfico da função f(x) = ax é crescente quando a base é um número maior do que 1, ou seja,
quando a > 1. Nesse caso, quanto maior o valor de x maior será o valor de y.

A função exponencial é decrescente quando a base é um número maior que 0 e menor que 1,
ou seja, quando 0<a<1. Caso ela seja decrescente, quanto maior o valor de x menor será o valor
de y.

Função exponencial e função logarítmica

A comparação entre essas duas funções é bastante comum, já que a função logarítmica possui
como função inversa a função exponencial. Isso significa que os gráficos das duas são
simétricos em relação à bissetriz do eixo x.
Exemplo:

Encontre a função inversa f (x)-1 da função exponencial de lei de formação f(x) = 5x.

Para encontrar a função inversa, trocamos x e y de lugar.

x = 5y

Agora vamos isolar o y novamente, mas para isso aplicaremos log na base 5 dos dois lados.

log5x = log55y
log5x = ylog55
log5x= y

Então, a função inversa será:

f(x)-1 = log5x

Exercícios resolvidos

Questão 1 – Um biólogo está estudando uma cultura de bactérias que se reproduzem de formal
exponencial. A lei de formação que descreve a reprodução dessas bactérias é f(t) = Qi · 3t , em
que Qi é a quantidade inicial de bactérias e t é o tempo dado horas. Sabendo que havia 200
bactérias em uma amostra, qual será a quantidade de tempo necessária para que essa cultura
tenha o total de 16.200 bactérias?

a) 2 horas

b) 3 horas

c) 4 horas

d) 5 horas

e) 6 horas

Resolução

Alternativa C
Sabemos que f(t) = 16 200 e que Qi=200, realizando a substituição desses termos, vamos
encontrar o valor de t.

Questão 2 - (ENEM – 2015) O sindicato de trabalhadores de uma empresa sugere que o piso
salarial da classe seja de R$ 1 800,00, propondo um aumento percentual fixo por ano dedicado
ao trabalho. A expressão que corresponde à proposta salarial (s), em função do tempo de serviço
(t), em anos, é s(t) = 1800·(1,03)t. De acordo com a proposta do sindicato, o salário de um
profissional dessa empresa com 2 anos de tempo de serviço será, em reais:

a) 7416,00

b) 3819,24

c) 3709,62

d) 3708,00

e) 1909,62

Resolução

Alternativa E

Sabemos que t = 2, realizando a substituição.

s(t) = 1800·(1,03)t

s(2) = 1800·(1,03)²

s(2) = 1800· 1,0609

s(2) = 1909,62

Uma função exponencial é uma função que possui uma variável como expoente.
Matematicamente, ela pode ser representada por f de R em R, que é obtida pela lei de
formação f(x) = ax, em que “a” é um número real dado, a > 0 e a ≠ 1. As funções desse tipo
possuem algumas propriedades resultantes das potências, além de características que podem
ajudar na realização dos cálculos. Essas propriedades são:

1ª Propriedade: Se x = 0, então f(x) = 1.


Isso acontece por causa das propriedades de potências. Observe o que ocorre à função f(x) =
2x quando x = 0:

f(x) = 2x

f(0) = 20

f(0) = 1

No entanto, esse resultado vale para todo a pertencente aos números reais, pois qualquer
número elevado a zero será igual a um. Sendo assim, o caso geral é:

f(x) = ax

f(0) = a0

f(0) = 1

2ª Propriedade: Se a > 1, então, a função exponencial será crescente.

Uma função é considerada crescente quando dados os dois valores distintos do domínio x1 e
x2, com x1 < x2: f(x1) < f(x2).

Assim, na função exponencial, podemos observar os expoentes x1 e x2. Toda vez que x1 < x2, e
que a > 1, teremos como consequência ax1 < ax2.

Por exemplo: f(x) = 2x. Observe que a = 2, que é maior que 1. Assim, essa função é crescente.
Por isso, tomando x1 = 1 e x2 = 2, teremos:

ax1 < ax2

21 < 22

2<4

3ª Propriedade: Se “a” for menor que 1 e maior que zero, então, a função exponencial será
decrescente.

Uma função é considerada decrescente quando dados os dois valores distintos do domínio x1 e
x2, com x1 < x2: f(x1) > f(x2).

Assim, na função exponencial, podemos observar os expoentes x1 e x2. Toda vez que x1 < x2, e
que 0 < a < 1, teremos como consequência ax1 > ax2.

Por exemplo: f(x) = 0,5x. Nesse exemplo, a = 0,5 e está no intervalo referente a essa propriedade.
Como essa função é decrescente, se x1 = 1 e x2 = 2, teremos:

x1 < x2

ax1 > ax2

0,51 > 0,52

0,5 > 0,25


Observe que “a” é obrigatoriamente diferente de 1 por definição da função e, se for igual a zero,
a função será contemplada pela primeira propriedade. Por isso, o intervalo aberto 0 < a < 1.

4ª Propriedade: Sempre que ax1 = ax2, teremos x1 = x2.

Isso acontece para todo valor de x, desde que a ≠ 1 e a > 0.

Por exemplo: na função f(x) = 7x. Se f(x1) = 49 e f(x2) = 49, teremos:

f(x1) = f(x2)

ax1 = ax2

7x1 = 7x2

Como o resultado das duas potências, no exemplo, é igual a 49, então, x1 e x2 só podem ser iguais
a 2.

x1 = x2 = 2

5ª Propriedade: O gráfico da função exponencial sempre estará localizado acima do eixo x.

Isso acontece porque, por definição, “a” sempre será maior que zero em
toda função exponencial. Como “a” é base de uma potência, o resultado dessa potência sempre
será maior que zero. Isso significa que, no plano cartesiano, os valores de f(x) correspondentes
a y nunca serão negativos, ou seja, nunca ficarão abaixo do eixo x.

Quando a função é decrescente, os valores de y no plano cartesiano aproximam-se de zero


sempre que o valor de x aumenta. Caso contrário, a função afastar-se-ia de zero com o aumento
de x.

Função Logarítmica

A função logarítmica de base a é definida como f (x) = loga x, com a real, positivo e a ≠ 1. A
função inversa da função logarítmica é a função exponencial.

O logaritmo de um número é definido como o expoente ao qual se deve elevar a base a para
obter o número x, ou seja:
Exemplos

• f (x) = log3 x

• g (x) =
• h (x) = log10 x = log x

Domínio da função logarítmica


O domínio de uma função representa os valores de x onde a função é definida. No caso da
função logarítmica, devemos levar em consideração as condições de existência do logaritmo.

Portanto, o logaritmando deve ser positivo e a base também deve ser positiva e diferente de 1.

Exemplo
Determine o domínio da função f (x) = log2 (x + 3).

Solução
Para encontrar o domínio, devemos considerar que (x + 3) > 0, pela condição de existência do
logaritmo. Resolvendo essa inequação, temos:

x+3>0⇒x>-3

Assim, o domínio da função pode ser representado por:

Gráfico da função logarítmica


De uma forma geral, o gráfico da função y = loga x está localizado no I e IV quadrantes, pois a
função só é definida para x > 0.

Além disso, a curva da função logarítmica não toca o eixo y e corta o eixo x no ponto de
abscissa igual a 1, pois y = loga1 = 0, para qualquer valor de a.

Abaixo, apresentamos o esboço do gráfico da função logarítmica.

Função crescente e decrescente


Uma função logarítmica será crescente quando a base a for maior que 1, ou seja, x1 < x2 ⇔
loga x1 < loga x2. Por exemplo, a função f (x) = log2 x é uma função crescente, pois a base é igual
a 2.
Para verificar que essa função é crescente, atribuímos valores para x na função e calculamos a
sua imagem. Os valores encontrados estão na tabela abaixo.

Observando a tabela, notamos que quando o valor de x aumenta, a sua imagem também
aumenta. Abaixo, representamos o gráfico desta função.

Por sua vez, as funções cujas bases são valores maiores que zero e menores que 1 são

decrescentes, ou seja, x1 < x2 ⇔ loga x1 > loga x2. Por exemplo, é uma função

decrescente, pois a base é igual a .

Calculamos a imagem de alguns valores de x desta função e o resultado encontra-se na tabela


abaixo:
Notamos que, enquanto os valores de x aumentam, os valores das respectivas imagens

diminuem. Desta forma, constatamos que a função é uma função decrescente.

Com os valores encontrados na tabela, traçamos o gráfico dessa função. Note que quanto
menor o valor de x, mais perto do zero a curva logarítmica fica, sem contudo, cortar o eixo y.

Exercícios Resolvidos
1) PUC/SP - 2018
As funções , com k um número real, se

intersectam no ponto . O valor de g(f(11)) é

Resolução:

Como as funções f(x) e g(x) se interceptam no ponto (2, ), então para encontrar o valor da
constante k, podemos substituir esses valores na função g(x). Assim, temos:

Agora, vamos encontrar o valor da f(11), para isso iremos substituir o valor da x na função:

Para encontrar o valor da função composta g(f(11)), basta substituir o valor encontrado da
f(11) no x da função g(x). Assim, temos:
Alternativa:

2) Enem - 2011

A Escala de Magnitude de Momento (abreviada como MMS e denotada como Mw), introduzida
em 1979 por Thomas Haks e Hiroo Kanamori, substituiu a Escala de Richter para medir a
magnitude dos terremotos em termos de energia liberada. Menos conhecida pelo público, a
MMS é, no entanto, a escala usada para estimar as magnitudes de todos os grandes
terremotos da atualidade. Assim como a escala Richter, a MMS é uma escala logarítmica. Mw e
Mo se relacionam pela fórmula:

Onde Mo é o momento sísmico (usualmente estimado a partir dos registros de movimento da


superfície, através dos sismogramas), cuja unidade é o dina·cm.

O terremoto de Kobe, acontecido no dia 17 de janeiro de 1995, foi um dos terremotos que
causaram maior impacto no Japão e na comunidade científica internacional. Teve magnitude
Mw = 7,3.

Mostrando que é possível determinar a medida por meio de conhecimentos matemáticos, qual
foi o momento sísmico Mo do terremoto de Kobe (em dina.cm)

a) 10- 5,10
b) 10- 0,73
c) 1012,00
d) 1021,65
e) 1027,00

Resolução:

Substituindo o valor da magnitude Mw na fórmula, temos:


Alternativa: e) 1027,00

Inequação

A inequação é uma expressão matemática que possui variável e um sinal de


desigualdade entre os seus termos. Os sinais de desigualdade são:

• menor que (<)

• maior que (>)

• menor ou igual (≤)

• maior ou igual (≥)

As inequações mais comuns são as do 1º grau e do 2º grau. Para cada uma delas, utilizamos um
método de resolução. A fim de encontrar a solução de uma inequação, utilizamos técnicas
parecidas com as utilizadas para encontrar soluções das equações, mas é necessário tomar
alguns cuidados, por se tratar de uma desigualdade e não de uma igualdade. A diferença entre
inequação e equação é que, nesta, há uma igualdade, e, naquela, uma desigualdade.

O que é inequação?

A inequação é uma expressão algébrica que possui um sinal de desigualdade entre os seus
termos.

Exemplos:

• 2x – 5 > 4

• x² + 2x + 2 ≤ -1

• 5x + 1 ≥ 4x – 3

• x² – 4x < 0

Resolver inequações é encontrar o conjunto de soluções que faz com que a desigualdade seja
verdadeira. Diferentemente de uma equação do 1º grau, por exemplo, que possui somente uma
solução, a inequação do 1º grau pode ter infinitas soluções. Por isso, encontramos um conjunto
de soluções e não apenas uma solução.
Símbolos da inequação

Os símbolos que aparecem na expressão algébrica e fazem com que ela seja conhecida como
uma inequação são os símbolos de desigualdade:

• < → menor que

• ≤ → menor ou igual

• > → maior que

• ≥ → maior ou igual

Tipos de inequação

Existem dois tipos principais de inequação, o que define o tipo de inequação e o que define o
tipo de expressão algébrica que estamos resolvendo. Quando há um polinômio de grau 1, temos
uma inequação do 1º grau, e quando há um polinômio de grau 2, temos uma inequação do 2º
grau.

• Inequação do 1º grau

As inequações do 1º grau são basicamente divididas nos casos a seguir:

• ax + b > 0

• ax + b ≥ 0

• ax + b < 0

• ax + b ≤ 0

• Como resolver uma inequação do 1º grau

Em todos esses casos, o método de resolução é sempre o mesmo. Para encontrarmos


o conjunto de soluções da inequação, isolaremos a variável.

Exemplo:

Encontre o conjunto de soluções da inequação 2x – 10 < 4.

Para encontrar a solução da inequação, vamos isolar a variável:

2x – 10 < 4
2x < 4 + 10
2x < 14
x < 14/2
x<7

Perceba que a solução para essa inequação é qualquer valor que seja menor que 7.
S: {x∈ R | x < 7} (Lê-se: x pertence ao conjunto dos números reais, tal que x é menor que sete.)

Essa solução pode ser mostrada de forma geométrica:

Exemplo 2:

Encontre o conjunto de soluções da inequação 5x – 9 ≤ 8x + 2.

Para encontrar a solução da inequação, vamos isolar a variável:

5x – 9 ≤ 8x + 3
5x – 8x ≤ 9 + 3
-3x ≤ 12

Agora é necessário multiplicar por -1, mas é importante realizar a inversão da desigualdade, ou
seja, a desigualdade era ≤ e ficará ≥.

-3x ≤ 12 (-1)
3x ≥ -12
x ≥ -12/3
x ≥ -4

S: {x ∈ R | x ≥ -4}

Representando geometricamente:

• Inequação do 2º grau

As inequações do 2º grau são basicamente divididas nos casos a seguir:

• ax² + bx + c > 0

• ax² + bx + c ≥ 0

• ax² + bx + c < 0

• ax² + bx + c ≤ 0

• Como resolver uma inequação do 2º grau

Para encontrar o conjunto de soluções da inequação do 2º grau, vamos recorrer à fórmula de


Bhaskara.
Exemplo 1:

Encontre o conjunto de soluções da inequação:

x² – 2x – 3 < 0

Vamos encontrar as raízes da equação quadrática.

a=1

b = -2

c = -3

Δ = 4 – 4 · 1 · (-3) = 4 + 12 = 16

Agora, fazendo o estudo de sinais, sabemos que o gráfico da função quadrática é sempre
uma parábola, e, nesse caso, com a concavidade para cima, pois a > 0. Representando o estudo
de sinal, queremos os instantes em que a expressão algébrica tenha valores negativos.

Note que a parábola assume valores negativos entre -1 e 3, pois é o momento em que o gráfico
está abaixo do eixo.

S: {x ∈ R | -1 ≤ x ≤ 3}

Exemplo 2:

Encontre o conjunto de soluções da inequação -2x² – x + 1 ≤ 0.

Vamos encontrar x1 e x2:


a = -2

b = -1

c=1

Δ = b² – 4ac
Δ = (-1) ² – 4 · 1 · (-2)
Δ=1+8
Δ=9

Fazendo a representação geométrica e o estudo de sinal, nesse caso, temos uma parábola com
a concavidade para baixo:

Note que a parábola está abaixo do eixo para valores anteriores a -2 ou superiores a 1, então,
temos que:

S: {x ∈ R | x ≤ -2 ou x ≥ 1}

Exercícios resolvidos

Questão 1 - (Uece) A idade de Paulo, em anos, é um número inteiro par que satisfaz a
desigualdade x² – 32x + 252 < 0. O número que representa a idade de Paulo pertence ao
conjunto:

A){12,13,14}
B){15,16,17}
C){18,19,20}
D){21, 22, 23}

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