Tipos e Definições de Funções Matemáticas
Tipos e Definições de Funções Matemáticas
Uma função é uma regra que relaciona cada elemento de um conjunto a um único elemento
de outro. O primeiro conjunto é chamado de domínio, e o segundo, contradomínio da função.
A função determina uma relação entre os elementos de dois conjuntos. Podemos defini-la
utilizando uma lei de formação, em que, para cada valor de x, temos um valor de f(x).
Chamamos x de domínio e f(x) ou y de imagem da função.
A formalização matemática para a definição de função é dada por: Seja X um conjunto com
elementos de x e Y um conjunto dos elementos de y, temos que:
Assim sendo, cada elemento do conjunto x é levado a um único elemento do conjunto y. Essa
ocorrência é determinada por uma lei de formação.
A partir dessa definição, é possível constatar que x é a variável independente e que y é a variável
dependente. Isso porque, em toda função, para encontrar o valor de y, devemos ter inicialmente
o valor de x.
Tipos de funções
Nessa função, cada elemento do domínio (x) associa-se a um único elemento da imagem f(x).
Todavia, podem existir elementos do contradomínio que não são imagem. Quando isso
acontece, dizemos que o contradomínio e imagem são diferentes. Veja um exemplo:
As funções podem ser representadas graficamente. Para que isso seja feito, utilizamos duas
coordenadas, que são x e y. O plano desenhado é bidimensional. A coordenada x é chamada de
abscissa e a y, de ordenada. Juntas em funções, elas formam leis de formação. Veja a imagem
do gráfico do eixo x e y:
1 – Função constante;
2 – Função par;
3 – Função ímpar;
5 – Função Linear;
6 – Função crescente;
7 – Função decrescente;
9 – Função modular;
10 – Função exponencial;
11 – Função logarítmica;
12 – Funções trigonométricas;
13 – Função raiz.
Mostraremos agora o gráfico e a fórmula geral de cada uma das funções listadas acima:
1 - Função constante
Na função constante, todo valor do domínio (x) tem a mesma imagem (y).
f(x) = c
x = Domínio
f(x) = Imagem
A função par é simétrica em relação ao eixo vertical, ou seja, à ordenada y. Entenda simetria
como sendo uma figura/gráfico que, ao dividi-la em partes iguais e sobrepô-las, as partes
coincidem-se perfeitamente.
f(x) = f(- x)
x = domínio
f(x) = imagem
- x = simétrico do domínio
3 – Função ímpar
f(– x) = – f(x)
– x = domínio
f(– x) = imagem
Para saber se uma função é polinomial do primeiro grau, devemos observar o maior grau da
variável x (termo desconhecido), que sempre deve ser igual a 1. Nessa função, o gráfico é uma
reta. Além disso, ela possui: domínio x, imagem f(x) e coeficientes a e b.
f(x) = ax + b
x = domínio
f(x) = imagem
a = coeficiente
b = coeficiente
A função linear tem sua origem na função do primeiro grau (f(x) = ax + b). Trata-se de um caso
particular, pois b sempre será igual a zero.
f(x) = ax
x = domínio
f(x) = imagem
a = coeficiente
A função polinomial do primeiro grau será crescente quando o coeficiente a for diferente de
zero e maior que um (a > 1).
f(x) = + ax + b
x = domínio
f(x) = imagem
b = coeficiente
f(x) = - ax + b
x= domínio/ incógnita
f(x) = imagem
b = coeficiente
Identificamos que uma função é do segundo grau quando o maior expoente que acompanha a
variável x (termo desconhecido) é 2. O gráfico da função polinomial do segundo grau sempre
será uma parábola. A sua concavidade muda de acordo com o valor do coeficiente a. Sendo
assim, se a é positivo, a concavidade é para cima e, se for negativo, é para baixo.
f(x) = ax2 + bx + c
x = domínio
f(x) = imagem
b = coeficiente.
c = coeficiente.
f(x) = x, se x≥ 0
ou
f(x) = – x, se x < 0
x = domínio
f(x) = imagem
- x = simétrico do domínio
Uma função será considerada exponencial quando a variável x estiver no expoente em relação
à base de um termo numérico ou algébrico. Caso esse termo seja maior que 1, o gráfico
da função exponencial é crescente. Mas se o termo for um número entre 0 e 1, o gráfico da
função exponencial é decrescente.
f(x) = ax
x = domínio
f(x) = imagem
11 - Função logarítmica
Na função logarítmica, o domínio é o conjunto dos números reais maiores que zero e o
contradomínio é o conjunto dos elementos dependentes da função, sendo todos números reais.
f(x) = loga x
a = base do logaritmo
f(x) = Imagem/ logaritmando
x = Domínio/ logaritmo
As funções trigonométricas são consideradas funções angulares e são utilizadas para o estudo
dos triângulos e em fenômenos periódicos. Podem ser caracterizadas como razão de
coordenadas dos pontos de um círculo unitário. As funções consideradas elementares são:
- Tangente: f(x) = tg x
O que determina o domínio da função raiz é o termo n que faz parte do expoente. Se n for ímpar,
o domínio (x) será o conjunto dos números reais; se n for par, o domínio (x) será somente os
números reais positivos. Isso porque, quando o índice é par, o radicando (termo que fica dentro
da raiz) não pode ser negativo.
f(x) = x 1/n
f(x) = Imagem
x = domínio/ base
1/n = expoente
A função afim, também chamada de função do 1º grau, é uma função definida por:
Toda função afim possui como conjunto domínio os números reais, assim como seu
contradomínio, f : ℝ→ℝ. Ainda, nas funções afins, o conjunto imagem é igual ao
contradomínio.
Gráfico de uma Função do 1º grau
O gráfico de uma função polinomial do 1º grau é uma reta oblíqua aos eixos Ox e Oy. Desta
forma, para construirmos seu gráfico basta encontrarmos pontos que satisfaçam a função.
Resolução:
Para construir o gráfico desta função, vamos atribuir valores arbitrários para x, substituir na
equação e calcular o valor correspondente para a f (x).
No exemplo, utilizamos vários pontos para construir o gráfico, entretanto, para definir
uma reta bastam dois pontos.
Para facilitar os cálculos podemos, por exemplo, escolher os pontos (0,y) e (x,0). Nestes
pontos, a reta da função corta o eixo Ox e Oy respectivamente.
Coeficiente Linear e Angular
Como o gráfico de uma função afim é uma reta, o coeficiente a de x é também designado
por coeficiente angular. Esse valor representa a inclinação da reta em relação ao eixo Ox.
O termo constante b é chamado de coeficiente linear e representa o ponto onde a reta corta o
eixo Oy. Pois sendo x = 0, temos:
y = a.0 + b ⇒ y = b
Quando uma função afim apresentar o coeficiente angular igual a zero (a = 0) a função será
chamada de constante. Neste caso, o seu gráfico será uma reta paralela ao eixo Ox.
Além disso, essa reta é bissetriz do 1º e 3º quadrantes, ou seja, divide os quadrantes em dois
ângulos iguais, conforme indicado na imagem abaixo:
Temos ainda que, quando o coeficiente linear é igual a zero (b = 0), a função afim é chamada
de função linear. Por exemplo, as funções f (x) = 2x e g (x) = - 3x são funções lineares.
O gráfico das funções lineares são retas inclinadas que passam pela origem (0,0).
A função Afim é crescente quando o coeficiente angular for positivo, ou seja, a é maior que
zero. Caso contrário, se a for negativo, a função será decrescente.
Por exemplo, a função 2x - 4 é crescente, pois a = 2 (valor positivo). Entretanto, a função - 2x +
- 4 é decrescente visto que a = - 2 (negativo). Essas funções estão representadas nos gráficos
abaixo:
Uma função é crescente quando ao atribuirmos valores cada vez maiores para x, o resultado
da f (x) será também cada vez maior.
Já a função decrescente é aquela que ao atribuirmos valores cada vez maiores para x, o
resultado da f (x) será cada vez menor.
Exercício 1
Em uma determinada cidade, a tarifa cobrada pelos taxistas corresponde a uma parcela fixa
chamada de bandeirada e uma parcela referente aos quilômetros rodados. Sabendo que uma
pessoa pretende fazer uma viagem de 7 km em que o preço da bandeirada é igual a R$ 4,50 e
o custo por quilômetro rodado é igual a R$ 2,75, determine:
a) uma fórmula que expresse o valor da tarifa cobrada em função dos quilômetros rodados
para essa cidade.
b) quanto irá pagar a pessoa referida no enunciado.
Resolução:
a) De acordo com os dados, temos que b = 4,5, pois a bandeirada não depende da quantidade
de quilômetros percorridos.
Cada quilômetro rodado deverá ser multiplicado por 2,75. Sendo assim, esse valor será igual a
taxa de variação, ou seja, a = 2,75.
Considerando p (x) o preço da tarifa, podemos escrever a seguinte fórmula para expressar esse
valor:
b) Agora que já definimos a função, para calcular o valor da tarifa basta substituir 7 km no
lugar do x.
Exercício 2
O dono de uma loja de moda praia teve uma despesa de R$ 950,00 na compra de um novo
modelo de biquíni. Ele pretende vender cada peça deste biquíni por R$ 50,00. A partir de
quantas peças vendidas ele passará a ter lucro?
Definimos como função do 2º grau, ou função quadrática, a função R → R, ou seja, uma função
em que o domínio e o contradomínio são iguais ao conjunto dos números reais, e que possui a
lei de formação f(x) = ax² +bx +c.
O gráfico da função quadrática é sempre uma parábola e possui elementos importantes, que
são:
Uma função polinomial é conhecida como função do 2º grau, ou também como função
quadrática, quando em sua lei de formação ela possui um polinômio de grau dois, ou seja, f(x)
= ax² +bx +c, em que a, b e c são números reais, e a ≠ 0. Além da lei de formação, essa função
possui domínio e contradomínio no conjunto dos números reais, ou seja, f: R→ R.
Exemplos:
a) f(x) = 2x²+3x + 1
a=2
b=3
c=1
b) g(x) = -x² + 4
a = -1
b=0
c=4
c) h(x) = x² – x
a=1
b = -1
c=0
Para encontrar o valor numérico de qualquer função, conhecendo a sua lei de formação, basta
realizarmos a substituição do valor de x para encontrar a imagem f(x).
Exemplos:
a) f(0)
f(0) = 0² +2·0 – 3 = 0 + 0 – 3 = –3
b) f(1)
f(1) = 1² + 2·1 + 3 = 1+2 – 3 = 0
c) f(2)
f(2) = 2² + 2·2+3 = 4+4–3=5
d) f(-2)
f(-2)=(-2)²+2·(-2)–3
f(-2) = 4 - 4 – 3 = –3
Raízes da função de 2º grau
Para encontrar as raízes da função quadrática, conhecidas também como zero da função, é
necessário o domínio das equações do segundo grau. Para resolver uma equação do segundo
grau, há vários métodos, como a fórmula de Bhaskara e a soma e produto.
A raízes de uma função quadrática são os valores de x que fazem com que f(x) = 0. Sendo assim,
para encontrar as raízes de uma equação do 2º grau, faremos ax² + bx + c = 0.
Exemplo:
f(x) = x² +2x – 3
a=1
b=2
c = –3
Δ =b² – 4ac
Δ=2² – 4 ·1·(-3)
Δ=4 +12
Δ = 16
O valor do delta nos permite saber quantos zeros a função quadrática vai ter. Podemos separar
em três casos:
O gráfico de uma função do 2º grau é representado sempre por uma parábola. Existem duas
possibilidades, dependendo do valor do coeficiente “a”: a concavidade da parábola pode ser
para cima ou para baixo.
O ponto V representa o que conhecemos como vértice da parábola, que, nesse caso, é o ponto
de mínimo, ou seja, o menor valor que f(x) pode assumir.
• os zeros da função;
Vértice da parábola
Exemplo:
a = -1.
b = 4.
c = -3
Δ=b² – 4ac
Δ=16 – 12
Δ=4
Para realizar o esboço do gráfico de uma função, é necessário encontrar três elementos: os zeros
ou raízes da função, o vértice e o ponto em que a função toca o eixo y, conforme o exemplo a
seguir.
Exemplo:
f(x) = x² – 6x + 8
1º passo: As raízes da função são os pontos em que a parábola toca o eixo x, logo queremos
encontrar os pontos (x’, 0) e (x”,0).
x² – 6x + 8=0
a= 1
b= -6
c=8
Δ = b² -4ac
Δ = (-6)² -4·1·8
Δ = 36 – 32
Δ=4
Já temos dois pontos para o gráfico, o ponto A(4,0) e o ponto B (2,0).
f(x) =x² – 6x + 8
f(0) = 0² -6·0 + 8
f(0) = 8
4º passo: Agora que temos os pontos, vamos marcá-los no plano cartesiano e fazer o esboço do
gráfico da parábola.
A(4,0)
B(2,0)
V(3,-1)
C(0,8)
Exercícios resolvidos sobre função do 2º grau
Questão 1 – (Enem 2013 – PPL) Uma pequena fábrica vende seus bonés em pacotes com
quantidades de unidades variáveis. O lucro obtido é dado pela expressão L(x)= -x²+ 12x - 20,
onde x representa a quantidade de bonés contidos no pacote. A empresa pretende fazer um
único tipo de empacotamento, obtendo um lucro máximo.
Para obter o lucro máximo nas vendas, os pacotes devem conter uma quantidade de bonés igual
a:
A) 4
B) 6
C) 9
D) 10
E) 14
Resolução
Alternativa B.
Sabendo que a função lucro L(x) é uma função do 2º grau, a = -1, ou seja, o seu gráfico é uma
parábola com concavidade para baixo, queremos encontrar o ponto de máximo da função, ou
seja, o vértice. Como x representa a quantidade de bonés, então a quantidade de bonés que
maximiza o lucro é o xv.
b = 12
a = -1
Questão 2 – (Enem 2009) Um posto de combustível vende 10.000 litros de álcool por dia a R$
1,50 cada litro. Seu proprietário percebeu que, para cada centavo de desconto que concedia por
litro, eram vendidos 100 litros a mais por dia. Por exemplo, no dia em que o preço do álcool foi
R$ 1,48, foram vendidos 10.200 litros.
Resolução
Alternativa D.
Analisando a situação, com o combustível a R$ 1,50, são vendidos 10.000 litros, logo é faturado
um total de:
É possível perceber que o valor arrecadado (V) é igual ao produto da quantidade Q pelo preço
P.
V=Q.P
Q = 10.000 + 100x
Por outro lado, o preço terá o desconto de 1 centavo, o que podemos representar por:
P = 1,50 – 0,01x
V = Q·P
Função modular é a função (lei ou regra) que associa elementos de um conjunto em módulos.
Exemplo
Exemplo
Embora esta seja a forma mais simples da função modular, ela pode ser combinada com outras
operações, por exemplo:
Esta função, associa elementos do domínio ao contradomínio . Isto significa que a função
aceita qualquer valor do conjunto dos números reais e retorna, também, valores do conjunto
dos números reais. Matematicamente escrevemos: .
Gráfico da função .
A função modular possui duas seções, uma descendente f(-x) = - x para x < 0 e, uma
ascendente f(x) = x para x 0.
Isso porque tudo o que fica abaixo tem valor negativo e os módulos negativos sempre se
tornam números positivos.
Repare que os números reais são o domínio de cada uma das funções acima.
Exercício 1
(UNITAU) O domínio da função f(x) = √ [(1-|x-1|)/2] é:
a) 0 ≤ x ≤ 2.
b) x ≥ 2.
c) x ≤ 0.
d) x < 0.
e) x > 0.
Resolução:
Alternativa a: 0 ≤ x ≤ 2.
Como a expressão é o radicando de uma raiz quadrada, ela não pode ser negativa, pois não há
raiz quadrada de número negativo. Ou seja, deve ser maior ou igual a 0.
Temos:
Há duas possibilidades:
Ou
Exercício 2
(UFG) Relativamente à função f, de R em R, dada por f(x)=|x|+|x-1|, é correto afirmar que
a) o gráfico de f é a reunião de duas semirretas.
b) o conjunto imagem de f é o intervalo [1, + ∞].
c) f é crescente para todo x ∊ R.
d) f é decrescente para todo x ∊ R. e x ≥ 0.
e) o valor mínimo de f é 0.
Resolução:
Para :
Exercício 3
(UFG) Seja R o conjunto dos números reais. Considere a função f:R→R, definida por f(x)=|1-
|x||.
Assim,
( ) f(-4) = 5.
( ) o valor mínimo de f é zero.
( ) f é crescente para x no intervalo [0,1].
( ) a equação f(x) = 1 possui três soluções reais distintas.
Resolução:
Resposta: F V F V
Segunda opção
Para x < 0:
Para x = 0:
Para x = 1:
Se |x| > 0
Para
Para
Se |x| < 0
Para
Para
Para
FUNÇÕES EXPONENCIAIS
Definimos como função exponencial uma função f: ℝ → ℝ*+, ou seja, seu domínio é o conjunto
dos números reais, e seu contradomínio é o conjunto dos números reais positivos diferentes de
0. Além disso, a sua lei de formação pode ser descrita por f (x) = ax, em que ‘a’ é a base, cujo
valor sempre será um número real positivo.
Exemplos:
f(x) = 2x
f(x) = 0,3x
Podemos observar que f(x) é a variável dependente, podendo ser representada por y também,
e x é a variável independente.
O gráfico da função f(x) = ax é crescente quando a base é um número maior do que 1, ou seja,
quando a > 1. Nesse caso, quanto maior o valor de x maior será o valor de y.
A função exponencial é decrescente quando a base é um número maior que 0 e menor que 1,
ou seja, quando 0<a<1. Caso ela seja decrescente, quanto maior o valor de x menor será o valor
de y.
A comparação entre essas duas funções é bastante comum, já que a função logarítmica possui
como função inversa a função exponencial. Isso significa que os gráficos das duas são
simétricos em relação à bissetriz do eixo x.
Exemplo:
Encontre a função inversa f (x)-1 da função exponencial de lei de formação f(x) = 5x.
x = 5y
Agora vamos isolar o y novamente, mas para isso aplicaremos log na base 5 dos dois lados.
log5x = log55y
log5x = ylog55
log5x= y
f(x)-1 = log5x
Exercícios resolvidos
Questão 1 – Um biólogo está estudando uma cultura de bactérias que se reproduzem de formal
exponencial. A lei de formação que descreve a reprodução dessas bactérias é f(t) = Qi · 3t , em
que Qi é a quantidade inicial de bactérias e t é o tempo dado horas. Sabendo que havia 200
bactérias em uma amostra, qual será a quantidade de tempo necessária para que essa cultura
tenha o total de 16.200 bactérias?
a) 2 horas
b) 3 horas
c) 4 horas
d) 5 horas
e) 6 horas
Resolução
Alternativa C
Sabemos que f(t) = 16 200 e que Qi=200, realizando a substituição desses termos, vamos
encontrar o valor de t.
Questão 2 - (ENEM – 2015) O sindicato de trabalhadores de uma empresa sugere que o piso
salarial da classe seja de R$ 1 800,00, propondo um aumento percentual fixo por ano dedicado
ao trabalho. A expressão que corresponde à proposta salarial (s), em função do tempo de serviço
(t), em anos, é s(t) = 1800·(1,03)t. De acordo com a proposta do sindicato, o salário de um
profissional dessa empresa com 2 anos de tempo de serviço será, em reais:
a) 7416,00
b) 3819,24
c) 3709,62
d) 3708,00
e) 1909,62
Resolução
Alternativa E
s(t) = 1800·(1,03)t
s(2) = 1800·(1,03)²
s(2) = 1909,62
Uma função exponencial é uma função que possui uma variável como expoente.
Matematicamente, ela pode ser representada por f de R em R, que é obtida pela lei de
formação f(x) = ax, em que “a” é um número real dado, a > 0 e a ≠ 1. As funções desse tipo
possuem algumas propriedades resultantes das potências, além de características que podem
ajudar na realização dos cálculos. Essas propriedades são:
f(x) = 2x
f(0) = 20
f(0) = 1
No entanto, esse resultado vale para todo a pertencente aos números reais, pois qualquer
número elevado a zero será igual a um. Sendo assim, o caso geral é:
f(x) = ax
f(0) = a0
f(0) = 1
Uma função é considerada crescente quando dados os dois valores distintos do domínio x1 e
x2, com x1 < x2: f(x1) < f(x2).
Assim, na função exponencial, podemos observar os expoentes x1 e x2. Toda vez que x1 < x2, e
que a > 1, teremos como consequência ax1 < ax2.
Por exemplo: f(x) = 2x. Observe que a = 2, que é maior que 1. Assim, essa função é crescente.
Por isso, tomando x1 = 1 e x2 = 2, teremos:
21 < 22
2<4
3ª Propriedade: Se “a” for menor que 1 e maior que zero, então, a função exponencial será
decrescente.
Uma função é considerada decrescente quando dados os dois valores distintos do domínio x1 e
x2, com x1 < x2: f(x1) > f(x2).
Assim, na função exponencial, podemos observar os expoentes x1 e x2. Toda vez que x1 < x2, e
que 0 < a < 1, teremos como consequência ax1 > ax2.
Por exemplo: f(x) = 0,5x. Nesse exemplo, a = 0,5 e está no intervalo referente a essa propriedade.
Como essa função é decrescente, se x1 = 1 e x2 = 2, teremos:
x1 < x2
f(x1) = f(x2)
ax1 = ax2
7x1 = 7x2
Como o resultado das duas potências, no exemplo, é igual a 49, então, x1 e x2 só podem ser iguais
a 2.
x1 = x2 = 2
Isso acontece porque, por definição, “a” sempre será maior que zero em
toda função exponencial. Como “a” é base de uma potência, o resultado dessa potência sempre
será maior que zero. Isso significa que, no plano cartesiano, os valores de f(x) correspondentes
a y nunca serão negativos, ou seja, nunca ficarão abaixo do eixo x.
Função Logarítmica
A função logarítmica de base a é definida como f (x) = loga x, com a real, positivo e a ≠ 1. A
função inversa da função logarítmica é a função exponencial.
O logaritmo de um número é definido como o expoente ao qual se deve elevar a base a para
obter o número x, ou seja:
Exemplos
• f (x) = log3 x
• g (x) =
• h (x) = log10 x = log x
Portanto, o logaritmando deve ser positivo e a base também deve ser positiva e diferente de 1.
Exemplo
Determine o domínio da função f (x) = log2 (x + 3).
Solução
Para encontrar o domínio, devemos considerar que (x + 3) > 0, pela condição de existência do
logaritmo. Resolvendo essa inequação, temos:
x+3>0⇒x>-3
Além disso, a curva da função logarítmica não toca o eixo y e corta o eixo x no ponto de
abscissa igual a 1, pois y = loga1 = 0, para qualquer valor de a.
Observando a tabela, notamos que quando o valor de x aumenta, a sua imagem também
aumenta. Abaixo, representamos o gráfico desta função.
Por sua vez, as funções cujas bases são valores maiores que zero e menores que 1 são
decrescentes, ou seja, x1 < x2 ⇔ loga x1 > loga x2. Por exemplo, é uma função
Com os valores encontrados na tabela, traçamos o gráfico dessa função. Note que quanto
menor o valor de x, mais perto do zero a curva logarítmica fica, sem contudo, cortar o eixo y.
Exercícios Resolvidos
1) PUC/SP - 2018
As funções , com k um número real, se
Resolução:
Como as funções f(x) e g(x) se interceptam no ponto (2, ), então para encontrar o valor da
constante k, podemos substituir esses valores na função g(x). Assim, temos:
Agora, vamos encontrar o valor da f(11), para isso iremos substituir o valor da x na função:
Para encontrar o valor da função composta g(f(11)), basta substituir o valor encontrado da
f(11) no x da função g(x). Assim, temos:
Alternativa:
2) Enem - 2011
A Escala de Magnitude de Momento (abreviada como MMS e denotada como Mw), introduzida
em 1979 por Thomas Haks e Hiroo Kanamori, substituiu a Escala de Richter para medir a
magnitude dos terremotos em termos de energia liberada. Menos conhecida pelo público, a
MMS é, no entanto, a escala usada para estimar as magnitudes de todos os grandes
terremotos da atualidade. Assim como a escala Richter, a MMS é uma escala logarítmica. Mw e
Mo se relacionam pela fórmula:
O terremoto de Kobe, acontecido no dia 17 de janeiro de 1995, foi um dos terremotos que
causaram maior impacto no Japão e na comunidade científica internacional. Teve magnitude
Mw = 7,3.
Mostrando que é possível determinar a medida por meio de conhecimentos matemáticos, qual
foi o momento sísmico Mo do terremoto de Kobe (em dina.cm)
a) 10- 5,10
b) 10- 0,73
c) 1012,00
d) 1021,65
e) 1027,00
Resolução:
Inequação
As inequações mais comuns são as do 1º grau e do 2º grau. Para cada uma delas, utilizamos um
método de resolução. A fim de encontrar a solução de uma inequação, utilizamos técnicas
parecidas com as utilizadas para encontrar soluções das equações, mas é necessário tomar
alguns cuidados, por se tratar de uma desigualdade e não de uma igualdade. A diferença entre
inequação e equação é que, nesta, há uma igualdade, e, naquela, uma desigualdade.
O que é inequação?
A inequação é uma expressão algébrica que possui um sinal de desigualdade entre os seus
termos.
Exemplos:
• 2x – 5 > 4
• x² + 2x + 2 ≤ -1
• 5x + 1 ≥ 4x – 3
• x² – 4x < 0
Resolver inequações é encontrar o conjunto de soluções que faz com que a desigualdade seja
verdadeira. Diferentemente de uma equação do 1º grau, por exemplo, que possui somente uma
solução, a inequação do 1º grau pode ter infinitas soluções. Por isso, encontramos um conjunto
de soluções e não apenas uma solução.
Símbolos da inequação
Os símbolos que aparecem na expressão algébrica e fazem com que ela seja conhecida como
uma inequação são os símbolos de desigualdade:
• ≤ → menor ou igual
• ≥ → maior ou igual
Tipos de inequação
Existem dois tipos principais de inequação, o que define o tipo de inequação e o que define o
tipo de expressão algébrica que estamos resolvendo. Quando há um polinômio de grau 1, temos
uma inequação do 1º grau, e quando há um polinômio de grau 2, temos uma inequação do 2º
grau.
• Inequação do 1º grau
• ax + b > 0
• ax + b ≥ 0
• ax + b < 0
• ax + b ≤ 0
Exemplo:
2x – 10 < 4
2x < 4 + 10
2x < 14
x < 14/2
x<7
Perceba que a solução para essa inequação é qualquer valor que seja menor que 7.
S: {x∈ R | x < 7} (Lê-se: x pertence ao conjunto dos números reais, tal que x é menor que sete.)
Exemplo 2:
5x – 9 ≤ 8x + 3
5x – 8x ≤ 9 + 3
-3x ≤ 12
Agora é necessário multiplicar por -1, mas é importante realizar a inversão da desigualdade, ou
seja, a desigualdade era ≤ e ficará ≥.
-3x ≤ 12 (-1)
3x ≥ -12
x ≥ -12/3
x ≥ -4
S: {x ∈ R | x ≥ -4}
Representando geometricamente:
• Inequação do 2º grau
• ax² + bx + c > 0
• ax² + bx + c ≥ 0
• ax² + bx + c < 0
• ax² + bx + c ≤ 0
x² – 2x – 3 < 0
a=1
b = -2
c = -3
Δ = 4 – 4 · 1 · (-3) = 4 + 12 = 16
Agora, fazendo o estudo de sinais, sabemos que o gráfico da função quadrática é sempre
uma parábola, e, nesse caso, com a concavidade para cima, pois a > 0. Representando o estudo
de sinal, queremos os instantes em que a expressão algébrica tenha valores negativos.
Note que a parábola assume valores negativos entre -1 e 3, pois é o momento em que o gráfico
está abaixo do eixo.
S: {x ∈ R | -1 ≤ x ≤ 3}
Exemplo 2:
b = -1
c=1
Δ = b² – 4ac
Δ = (-1) ² – 4 · 1 · (-2)
Δ=1+8
Δ=9
Fazendo a representação geométrica e o estudo de sinal, nesse caso, temos uma parábola com
a concavidade para baixo:
Note que a parábola está abaixo do eixo para valores anteriores a -2 ou superiores a 1, então,
temos que:
S: {x ∈ R | x ≤ -2 ou x ≥ 1}
Exercícios resolvidos
Questão 1 - (Uece) A idade de Paulo, em anos, é um número inteiro par que satisfaz a
desigualdade x² – 32x + 252 < 0. O número que representa a idade de Paulo pertence ao
conjunto:
A){12,13,14}
B){15,16,17}
C){18,19,20}
D){21, 22, 23}