Trombose venosa e embolia
Created @August 28, 2024 2:00 PM
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Inclui trombose venosa profunda e embolia pulmonar
TVP: veias profundas das pernas ou braços mas também em outros locais
Edema distal e obstrução
Embolia pulmonar: obstrução de uma artéria pulmonar por trombo que se
deslocou de outras partes do corpo. A principal fonte é, sem dúvidas, a
TVP
Complicações crônicas
Síndrome pós-trombótica (TVP): edema dependente e desconforto no
membro acometido, que pode levar a úlcera venosas; causada por
hipertensão venosa, que é rewsultado de obstrução venosa por trombo
residual e refluxo de sangue decorrente de válvulas venosas
incompetentes
Hipertensão arterial pulmonar tromboembólica crônica (EP): quando os
êmbolos nas principais artérias não desaparecem e são substituídos
por tecido fibroso que se incorpora às paredes dos vasos, estreitando-
os ou obstruindo-os; essa obstrução aumenta a resistencia arterial
pulmonar e pode levar a IC direita
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A trombose de veias superficiais é benigna e autolimitada, se em veias da
mão ou fossa antecubital (complicação de coleta de sangue, cateteres IV
ou adm de substâncias psicoativas) ou pode se estender, quando em
membros inferiores, para veias profundas e levar a TVP e EP
Epidemiologia
1/3 dos pacientes com TEV apresente EP junto
Aumenta com a iodade
Terceira causa de morte vascular (após IAM e AVE)
Geralmente veias da panturrilha
15% restrita à panturrilha - maioria desaparece espontaneamente
20% o trombo se estende para veias proximais, geralmente 1
semana após o início dos sintomas
Biopatologia
Fatores de risco
Hereditários: anormalidades associadas à hipercoagulabilidade
(fator V de Leiden, mutações no gene da protrombina)
Adquiridos: idade avançada, história de TEV anterior, obesidade e
câncer ativo, quaisquer que limitem a mobilidade e podem estar
associados à hipercoagulabilidade
Fatores desencadeantes: gravidez,
Transitórios maiores: cirurgias, traumatismo
Persistente maior: câncer ativo
Transitórios menores: terapia com estrogênio, viagem
prolongada
Persistentes menores: obesidade, HF ou HP e defeitos
trombofílicos
Quando há a presença de fatores de risco ou desencadeáveis, diz-se
TEV provocada
Na gravidez, 90% envolve veias iliofemorais da perna esquerda e
poupa as veias da panturrilha e poplíteas → reflexo da compressão da
veia ilíaca esquerda pelo útero aumentado
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A maior parte dos êmbolos pulmonares se origina nos membros
inferiores.
Membros superiores é mais comum em indivíduos com câncer e
cateteres venosos centrais de demora
Espontânea em esforço extenuante - síndrome de Paget-Schroetter
Manifestações clínicas
TVP: edema, dor, calor e vermelhidão no membro acometido, mas
podem ser sintomas mínimos.
Embolia pulmonar: dispneia aos esforços, dor torácica de natureza
pleurítica, taquipneia e tosse. Muitos tem sinais e sintomas
concomitantes de TVP. Menos comumente encontra-se febre,
hemoptise, cianose, hipotensão e choque. Inespecíficos: palpitações,
ansiedade e sensação de desmaio
Maciça: dispneia em repouso e pode haber síncope (hipoxemia e
baixo débito)
Cianose central e periférica, ritmo de galope por IC
Veias jugulares distendidas se IC direita
B2 com desdobramento amplo
Elevação paraesternal do VD (embolia maciça e hipertensão
pulmonar aguda)
Combinação de hipotensão, hipoxemia e aumento da carga de
trabalho cardíaca → angina ou infarto do miocárdio evidente
Diagnóstico
Clínico é inacurado
Inicia com probablidade pré-teste com modelos validados
TVP → 1 ou 2 probabilidade moderada. 3 ou mais alta probabilidade
Câncer ativo (tto nos últimos 6 meses ou paliativo) 1
Paralisia, paresia ou imobilização gessada recente dos
1
membros inferiores
Repouso recente na cama por mais de 3 dias ou cirurgia de
1
grande porte nos 3 meses ant que exigiu anestesia
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Dor à palpação localizada das veias profundas da perna 1
Edema de todo membro inferior 1
Edema da panturrilha >3cm maior do que o lado
1
assintomático 10 cm abaixo da tuberosidade tibial
Edema depressível restrito à perna sintomática 1
Veias superficiais colaterais (não varicosas) 1
TVP prévia 1
Diagnóstico alternativo tão ou mais provável -2
Embolia pulmonar - <2 baixo; 2-6 moderado; >6 alto
TEV anterior 1,5
Cirurgia ou imobilização recente 1,5
Câncer 1
Hemoptise 1
FC >100 1,5
Sinais clínicos de TVP 3
Diagnóstico alternativo menos provável 3
Esses modelos devem ser utilizados combinados com outros exames
D-dímero - alto valor preditivo negativo
Produto de degradação da plasmina da fibrina reticulada
Mostra a ativação contínua do sistema de coagulação
Níveis podem se elevar com: idade avançada, condições
inflamatórias crônicas, malignidade
Normal exclui TEV em paciente com probabilidade baixa a
moderada
Positivo ou probabilidade pré-teste alta diagnóstico necessita
de US
US de compressão venosa
Amplamente usado para diagnóstico de TVP pela acurácia na
detecção de poplóta e mais proximais
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Ausência de compressibilidade das veias confirma o
diagnóstico em pacientes sintomáticos e é indicação de
tratamento
Sensibilidade na panturrilha é menor
O resultado normal da US de todo o membro inferior exclui o
diagnóstico de TVP.
Se apenas as proximais forem examinadas, repetir em 1 semana
(aquela probabilidade de trombo na panturrilha que se estende)
Venografia contrastada
Padrão ouro para TVP, mas raramente realizado pelo custo,
desconforto para o paciente e potencial para complicações
Angiografia pulmonar por tomografia computadorizada
Substituiu a cintilografia pulmonar de ventilação-perfusão por
ser amplamente disponível, ter resultados rápidos e S e E
suficientes para seu uso como único exame
Fornece também diagnóstico alternativo
Detecta mais trombos subsegmentares isolados.
Pode ser combinado com a venogradfia por TC, para haver
apena uma injeção de contraste. Há aumento de sensibilidade
Cintilografia pulmonar de ventilação-perfusão
Fase de ventilação: inalação de um aerossol de isótopos
radioativos de xenônio ou tecnécio para avaliar o fornecimento
de ar às várias partes do pulmão
Fase de perfusão: injeção intravenosa de macroagregados de
albumina marcados com tecnécio que possibilita a avaliação do
fluxo sanguíneo nos pulmões (os agregados se alojam na
circulação pulmonar)
Imagens obtidas com um contador gama
As áreas acometidas não se iluminam na cintilogradia de
perfusão, porque os agregados não alcançam esses locais, mas
elas ventilam normalmente = incompatibilidade V/Q
Exame normal: exclui efetivamente o diagnóstico - 25%
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Um ou mais defeitos de perfusão segmentares ou maiores que
ventilam normalmente caracterizam alta probabilidade e
estabelece diagnóstico - apenas 10%
65%: áreas menores de incompatibilidade ou defeitos
compatíveis, probabilidade não alta, requerem investigações
adicionais
Exame de escolha: pacientes com IRenal, história de alegia a
contraste, mulheres com menos de 40 anos (diminuir exposição
das mamas a radiação), as vezes preferível na gestação;
Ressonância magnética
Com gadolínio
Sem radiação, sem afetar alérgicos, mas sim renais
Angiografia pulmonar por RM + venografia por RM tem S maior
que a angio isolada
Venografia boa se TVP ipsolateral recorrente
Angiografia pulmonar contrastada intervencionista
Injeção direta de contras nas AA. pulmonares + captura de
imagens com tecnologia de subtração digital
Possibilita a visualização de pequenos trombos em artérias
pulmonares subsegmentares, mas tem alta variabilidade
interobservador na interpretação de defeitos de enchimento
isolados
Baixa taxa de mortalidade durante o exame
Outros exames: hemograma com plaquetas, RNI, TTPa, creatinina,
ureia, eletrólitos, hepáticas, BNP (marcador de disfunção VD), troponina
(lesão miocárdica), ECG (alterações sugestivas de distensão VD -
inversão de onda T de V1-V4, padrão SI,Q3 T3, bloqueio completo ou
incompleto de ramo direito), ecocardiograma (shunt direita esquerda)
Tratamento
TVP e EP com baixo risco - ambulatorial é seguro
EP com risco intermediário (aumento VD) internação hospitalar
Anticoagulação é a base
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Iniciada imediatamente na suspeita, mesmo enquanto se aguarda
confirmação
Pacientes com comprometimento hemodinâmico grave precisam de
terapia de reperfusão ou trombectomia cirúrgica
TEV recorrente tem risco maior nas primeiras semanas após
diagnóstico e diminui progressivamente
Terapia inicial: priemiras 1 a 3 semanas - prevenir a extensão do trmbo
e EP fatal
Terapia para os 3 meses subsequentes: tratar a TEV e reduzir risco de
complicações
Terapia estendida além de 3 meses: quando o risco de TEV recorrente
é alto e excede o risco de sangramento maior
Embolia pulmonar maciça ou de alto risco
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