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Pca Fundacentro

O Guia de Diretrizes e Parâmetros Mínimos para a elaboração e gestão do Programa de Conservação Auditiva (PCA) visa prevenir perdas auditivas ocupacionais através de ações multidisciplinares e estruturadas. O documento estabelece diretrizes para a implementação do PCA, incluindo avaliação da exposição ao ruído, gerenciamento audiológico e medidas de controle, além de destacar a importância de conformidade com normas regulamentadoras. O guia é direcionado a profissionais de segurança e saúde do trabalho, visando a eficácia na proteção auditiva dos trabalhadores.
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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O Guia de Diretrizes e Parâmetros Mínimos para a elaboração e gestão do Programa de Conservação Auditiva (PCA) visa prevenir perdas auditivas ocupacionais através de ações multidisciplinares e estruturadas. O documento estabelece diretrizes para a implementação do PCA, incluindo avaliação da exposição ao ruído, gerenciamento audiológico e medidas de controle, além de destacar a importância de conformidade com normas regulamentadoras. O guia é direcionado a profissionais de segurança e saúde do trabalho, visando a eficácia na proteção auditiva dos trabalhadores.
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MINISTÉRIO DO TRABALHO

Guia de diretrizes e
parâmetros mínimos
para a elaboração e a
gestão do

proGra
ma
de Conservação
auditiva
(pCa)
Introdução
O Programa de Conservação Auditiva (PCA), tam- bém
denominado Programa de Prevenção de Perdas Auditivas
(PPPA), corresponde a um conjunto de atividades que visam
prevenir ou estabilizar as perdas auditivas ocupacionais por
meio de um processo de melhoria contínua que requer
conheci- mento multidisciplinar, e se desenvolve por meio de
atividades planejadas e coordenadas entre diversas áreas da
empresa. Observa-se, em muitas situações, que os programas
elabora- dos e executados têm estruturas e conteúdos muito
diversifica- dos, não padronizados, ficando, na maioria das
vezes, restritos a poucas ações que, em geral, são
incompletas e ineficientes para evitar o desencadeamento e o
agravamento de perdas auditivas.
Por essa razão, elaboramos este guia, direcionado a
profissionais de SST, do setor público ou privado, que atuam
nas ações de reconhecimento, avaliação, fiscalização e
contro- le do agente, inclusive para elaboração de laudos
periciais e ações judiciais que têm por foco as perdas
auditivas.
Apresentamos, assim, aspectos úteis para a estrutu- ração e a
implementação de um PCA que disponha de compo- nentes
mínimas necessárias para um gerenciamento efetivo dos
riscos de modo a evitar o desencadeamento e o agrava-
mento das perdas auditivas ocupacionais.
Essas componentes necessárias à execução do PCA são de
caráter multidisciplinar, envolvendo diversas áreas de
conhecimento, como engenharia, medicina, administração, fo-
noaudiologia, educação, entre outras. Essas áreas de conhe-
cimento, no seu conjunto, devem trazer informações sobre a
identificação de perdas auditivas, as avaliações ambientais, a
presença de agentes ototóxicos, as medidas de controle im-
plantadas (de engenharia e administrativas) e sua eficácia,
a orientação e a capacitação fornecida aos trabalhadores, as
medidas relacionadas ao controle médico e o gerenciamento
audiólógico e a utilização de Equipamentos de Proteção Indi-
vidual (EPI) com a verificação de sua eficácia.
Aspectos legais e normativos relacionados ao PCA
A Norma Regulamentadora NR 9 – Programa de Pre- venção
de Riscos Ambientais (PPRA) –estabelece que as ações
preventivas devem ser iniciadas quando a dose de exposição
ao ruído ultrapassar o valor de 0,5 (ou 50%), sendo, nesses
casos, necessárias ações de monitoramento periódico da
expo- sição, informação aos trabalhadores e controle médico.
O Anexo 2 da Ordem de Serviço INSS/DAF/DSS nº 608 de
05/08/1998 indica que, para exposições a níveis de pres- são
sonora elevados, a empresa deve organizar sob sua res-
ponsabilidade um Programa de Conservação Auditiva.
A Norma Regulamentadora NR 7 – Programa de Con- trole
Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) – estabelece as
diretrizes e os parâmetros mínimos para a avaliação e o
acom- panhamento da audição em trabalhadores expostos a
níveis de pressão sonora elevados por meio da realização de
exames audiológicos de referência e sequenciais, fornecendo
parâme- tros para a classificação das perdas auditivas.
A NR 7 estabelece que, quando existem indicativos sugestivos
de desencadeamento ou de agravamento de perda auditiva
induzida por níveis de pressão sonora elevados, o mé- dico
coordenador do PCMSO, ou o encarregado pelo mesmo do
exame médico, deverá participar da implantação, do aprimo-
ramento e do controle de programas que visem à prevenção
da progressão da perda auditiva do trabalhador acometido
e de outros expostos ao risco, levando-se em consideração a
NR 9, que exige o controle médico quando o nível de ação
para o ruído for superado, ou seja, dose de exposição superior
a 50%.
A Norma Regulamentadora NR 36 – Segurança e Saúde no
Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes
e Derivados – estabelece que deve ser implementa- do um
PCA para os trabalhadores expostos a níveis de pressão
sonora acima dos níveis de ação, contendo, no mínimo: con-
troles técnicos e administrativos da exposição ao ruído; moni-
toramento periódico da exposição e das medidas de controle;
treinamento e informação aos trabalhadores; determinação
dos EPI; audiometrias conforme Anexo I da NR 7; histórico
clínico e ocupacional do trabalhador.

Programa de Conservação Auditiva (PCA): dire-


trizes básicas para estruturação, implementação e
gerenciamento
Na elaboração e gestão do PCA devem ser contempla- dos no
mínimo os seguintes aspectos:

1. Introdução e objetivos
2. Política da empresa
3. Responsabilidades e competências
4. Avaliação da exposição
5. Gerenciamento audiológico e controle médico
6. Medidas de controle coletivo
7. Gestão de Equipamentos de Proteção Auditiva
8. Educação/capacitação e motivação de
trabalhadores e demais envolvidos no programa
9. Manutenção de registros
10. Avaliação do programa

1. Introdução e objetivos
Este tópico deve trazer a contextualização da empre- sa com
relação ao desenvolvimento do programa de conserva- ção
auditiva, os objetivos e os desafios a serem atingidos com o
intuito de evitar ou minimizar os efeitos da Perda Auditiva
Ocupacional (PAO), incluindo a descrição das atividades re-
alizadas, o número total de trabalhadores expostos ao ruído e
aos agentes que possam contribuir com a PAO, inclusive os
ototóxicos.

2. Política da empresa com relação ao PCA


Descrever a política da empresa quanto à proteção auditiva
estabelecendo seus objetivos, diretrizes, público-alvo e sua
participação no PCA.

3. R
esponsabilidades e competências
A empresa deve estabelecer as responsabilidades de todos os
envolvidos no processo de elaboração, implementação e
gestão do PCA, bem como as competências requeridas para
esses profissionais, entre os quais incluem-se: o administrador
do programa, os participantes na execução do PCA (funções e
áreas), os trabalhadores e os supervisores e gerentes.
O administrador do PCA deve ter conhecimento sobre todos os
aspectos do programa, a legislação vigente e, quan- do
necessário, estabelecer os requisitos para a contratação de
serviços terceirizados e a compra de materiais e equipamen-
tos. Deve ser preferencialmente um Fonoaudiólogo, Engenhei-
ro de Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho, Higienista
Ocupacional, Enfermeiro do Trabalho ou Técnico de Seguran-
ça do Trabalho, indicado sob responsabilidade da empresa.

4. A
valiação da exposição
Deve ser realizada a avaliação da exposição dos tra-
balhadores a fontes de risco que possam contribuir para a
ocorrência de perdas auditivas, como ruído, agentes
ototóxicos e vibração. Segundo a NR 9, essa avaliação deve
incluir o re- conhecimento dos ambientes e das condições de
trabalho, as atividades realizadas, as situações de rotina e
específicas, a identificação, a quantificação e a classificação
das exposições com relação ao ruído.
Se houver a presença de substâncias químicas com
evidências de ototoxicidade (Anexo A), estas devem ser
identi- ficadas e a exposição dos trabalhadores quantificada
conforme previsto na NR 9.

4.1 A
valiação preliminar
Deve ser realizada avaliação preliminar da exposição ao ruído,
considerando-se os seguintes aspectos:
a) caracterização do processo produtivo, das ativida-
des, dos ambientes de trabalho e das condições de ex-
posição;
b) presença de agentes ototóxicos e de vibrações em
mãos e braços e de corpo inteiro;
c) informações fornecidas por fabricantes sobre os ní-
veis de pressão sonora gerados por ferramentas, veí- culos,
máquinas ou equipamentos;
d) condições de uso e estado de conservação de
veícu- los, máquinas, equipamentos e ferramentas;
e) dados de exposições ocupacionais anteriores;
f) estimativa de tempo efetivo de exposição diária in-
cluindo existência de horas suplementares, indicação dos
turnos de trabalho e jornada semanal;
g) condições específicas de trabalho que possam
con- tribuir para o agravamento dos efeitos decorrentes da
exposição;
h) informações e registros de queixas e
antecedentes médicos dos trabalhadores expostos;
i) dificuldade de comunicação oral em função do
ruído;
j) ruído como fator causal de acidente do trabalho;

k) outros indicadores de exposição excessiva.

Os resultados da avaliação preliminar devem subsi- diar a


adoção de ações preventivas e corretivas, sem prejuízo de
outras obrigações previstas nas demais Normas Regula-
mentadoras.
A avaliação quantitativa deverá ser realizada sempre que
necessária para comprovar: a classificação dos riscos iden-
tificados na etapa de reconhecimento, o controle da
exposição ou para dimensionar a exposição dos trabalhadores
visando subsidiar o equacionamento de medidas de controle.

4.2 A
valiação quantitativa
A avaliação quantitativa deve ser representativa da
exposição, abrangendo aspectos organizacionais e ambientais
que envolvam o trabalhador no exercício de suas atividades.
Para a estimativa da exposição dos trabalhadores, a avaliação
deve ser feita por meio da determinação da dose de
exposição diária ou do nível de exposição, conforme
estabeleci- do na Norma de Higiene Ocupacional NHO 01 –
Procedimento Técnico: avaliação da exposição ocupacional ao
ruído, da Fun- dacentro.

5. G
erenciamento audiológico e controle médico
Segundo a NR 9, as ações de controle médico devem ser
implementadas para todos os trabalhadores expostos a
ruído acima do nível de ação, independentemente do uso de
protetor auditivo. As diretrizes, os parâmetros mínimos e a
metodologia para a avaliação e o acompanhamento da
audição dos trabalhadores expostos a níveis de pressão
sonora eleva- dos, por meio de exames audiológicos de
referência e sequen- ciais, devem atender ao disposto no
Anexo 1 da NR 7.
Os trabalhadores expostos à vibração acima dos limi- tes de
exposição, ou a agentes ototóxicos, independentemente de
suas concentrações, também devem ser incluídos nas ações
de gerenciamento audiológico e controle médico.

5.1 E
stabelecimento do nexo ocupacional
O estabelecimento do nexo ocupacional de perdas au- ditivas
deve envolver:
a) realização de anamnese detalhada da exposição aos
agentes de risco para perdas auditivas;
b) avaliação da necessidade de encaminhamento para
avaliação especializada visando um diagnós- tico diferencial;
c) avaliação do histórico profissiográfico do traba-
lhador com ênfase na exposição a fatores de risco para perda
auditiva ocupacional, relacionado aos programas de
gerenciamento e controle de riscos ambientais;
d) avaliação da eficácia dos protetores auditivos
(con- forme item 7) e demais EPIs.
e) avaliação das medidas de controle administrativas
e de engenharia.
Os casos de perdas auditivas ocupacionais devem ser
notificados com emissão da Comunicação de Acidente do Tra-
balho (CAT), de acordo com a legislação trabalhista e previ-
denciária.

5.2 Estabelecimento do diagnóstico evolutivo para fins


de controle
Por meio da comparação dos exames audiológicos de
referência e sequenciais é possível identificar quadros de evo-
lução de perdas auditivas ocupacionais para que possam ser
adotadas ações preventivas, quando necessário. A metodolo-
gia para acompanhamento da audição dos trabalhadores está
prevista no Anexo 1 da NR 7.
No Anexo B são citados alguns exemplos da gestão de
diagnósticos audiológicos.

5.2.1 Medidas de controle individuais


Para todo caso de desencadeamento ou agravamen- to de
perda auditiva ocupacional deve-se estabelecer medidas
individuais de controle da exposição aos riscos com objetivo
de estabilização da perda auditiva. Entre as ações de medidas
individuais incluem-se:
a) reavaliar a seleção e a eficácia do protetor
auditivo utilizado pelo trabalhador (conforme item 7) e ou-
tras medidas destinadas à proteção contra agentes
ototóxicos;
b) readequar as ações de treinamento previstas no item
8;
c) avaliar a necessidade de medidas administrativas
visando à redução da exposição aos agentes;
d) revisar a avaliação dos riscos devido ao ruído no setor
ou na atividade do trabalhador envolvido.
As descrições das ações a serem executadas para os casos de
desencadeamentos ou agravamentos de perdas audi- tivas
ocupacionais, apontados no gerenciamento audiológico,
devem estar indicadas com prazos e responsáveis.

5.2.2 D
iagnóstico coletivo
Deve trazer a discriminação por setores da empresa com as
estatísticas de prevalência e incidência de perdas au- ditivas
ocupacionais. A descrição da prevalência deve conside- rar os
resultados da definição dos diagnósticos nosológicos das
perdas auditivas (percentual de casos normais, perdas auditi-
vas ocupacionais e não ocupacionais). A descrição da incidên-
cia deve considerar os diagnósticos evolutivos (percentual de
desencadeamentos e agravamento de perdas auditivas
ocupa- cionais). Estes dois índices, prevalência e incidência de
perdas auditivas ocupacionais, devem compor os indicadores
do PCA, possibilitando o acompanhamento do programa ao
longo do tempo.
O diagnóstico coletivo deve orientar as ações correti- vas a
serem implementadas, tais como:
 reavaliar os riscos para perdas auditivas ocupacio- nais
nos setores ou nas atividades com prevalência de perdas ou
incidência de agravamentos;

 implantar ou readequar medidas de controle coletivo


para eliminar ou reduzir dos riscos nos setores ou atividades
com prevalência de perdas ou incidência de agravamentos;
 verificar a necessidade de se estender a avaliação
médica aos outros trabalhadores de setores ou atividades
correlatas ou adjacentes, visando à detecção precoce de
qualquer agravo a saúde auditiva destes.

6. Medidas de controle coletivo


A exposição ao ruído deve ser reduzida ao nível mais baixo
praticável, considerando-se o avanço tecnológico. No
processo de eliminação ou de redução da exposição ao ruído,
o empregador deve adotar medidas de engenharia e adminis-
trativas.
As medidas de controle coletivo de engenharia ou
administrativas devem ser prioritárias. As medidas de enge-
nharia têm por objetivo a redução e o controle na fonte emis-
sora ou na trajetória do ruído. Entre as medidas incluem-se
eliminação, manutenção preventiva e corretiva, modificação
ou substituição de equipamentos, máquinas e ferramentas;
isolamento ou amortecimento de superfícies vibrantes, mu-
danças na trajetória de transmissão do ruído (uso de enclau-
suramentos ou barreiras acústicas), redução da reverberação
(uso de materiais absorventes), adequação ou melhoria na
manutenção preventiva, modificações nos ritmos e nos
proces- sos de operação, concepção e mudanças de layout
dos locais de trabalho, como por exemplo, aumento da
distância das fontes emissoras, redução da concentração de
máquinas, etc.
As diversas medidas de engenharia para redução do ruído
devem ser avaliadas considerando-se a sua efetividade,
viabilidade técnica, implicações no uso dos equipamentos,
má- quinas e dispositivos e suas operações, serviços e
manutenção. Também devem ser considerados, quando da
aplicação das me- didas para redução do ruído, a possibilidade
de agravamento de outros riscos relacionados com a
ventilação, a temperatu- ra, a iluminação e a ergonomia,
entre outros. Os controles de engenharia a serem planejados
ou os já existentes devem ser apresentados e discutidos com
os trabalhadores de modo que estes possam colaborar na
manutenção e no controle da efici- ência dessas medidas.
As medidas de caráter administrativo têm por objeti- vo
introduzir mudanças no processo de trabalho ou nas ope-
rações, visando à redução da exposição, como, por
exemplo, o rodízio de trabalhadores em áreas de nível de
pressão sonora elevado, o funcionamento de determinadas
máquinas em tur- nos ou horários com menor número de
pessoas presentes etc.
Deve ser verificada a interferência com a comunica- ção e a
percepção audível de sinais de alerta quando forem
implementadas medidas de controle coletivo ou individual.
A aplicação das medidas de controle deve ser docu- mentada
no PCA em um cronograma que apresente priori- zação,
prazos de execução, acompanhamento e avaliação da
efetividade.
No ANEXO C são apresentados alguns exemplos de medidas
de controle coletivas.

7. G
estão de equipamentos de proteção auditiva

7.1 S
eleção de protetores auditivos
Deve ser dada aos trabalhadores a oportunidade de
selecionar o seu protetor auditivo dentro de um conjunto de
opções oferecidas pelo empregador. Devem ser oferecidas
duas ou mais opções de diferentes tipos de protetores
auditivos, considerando-se aspectos de conforto, tempo de
uso, compati- bilidade com outros EPIs, eficiência do protetor
auditivo, nível de exposição, entre outros.

7.1.1 C
ritérios para seleção
De acordo com o disposto na Norma Regulamen- tadora NR 6
– Equipamentos de Proteção Individual (EPI), a empresa
deverá selecionar e indicar protetores auditivos tecnicamente
adequados ao risco, para exposições acima dos limites de
exposição previstos na Norma Regulamentadora NR 15 –
Atividades e Operações Insalubres.
Devem ser descritas as características da empresa e os
critérios utilizados para a seleção dos protetores auditivos,
entre os quais:
a) características do ambiente e atividade (nível
de exposição, sujidade, temperatura, espaços restritos, perfil
de utilização , compatibilidade com outros EPIs etc.);

b) características do usuário (anatomia, hábitos,


características físicas);

c) características do protetor auditivo (formato,


tamanho, atenuação, composição e durabilidade);

d) determinação do Nível de Redução de Ruído


Requerido (NRRsfrequerido) para atendimento ao limite de
exposição;

NRRsfrequerido = NE – LE Sendo:

NE = Nível de Exposição [dB(A)]

LE = Limite de Exposição em dB(A), previsto na NR 15.

e) nível de Redução de Ruído do Protetor NRRsf protetor,


corresponde a um índice de atenuação de um protetor
auditivo, segundo a
Norma ANSI S12.6 – Método B [dB(A)], cujo valor
deve ser superior ao NRRsfrequerido.

NRRsf > NRRsf


protetor requerido

f) determinação do Nível de Exposição com Proteção 1

(NEp), calculado pelo método simplificado, conforme


expressão:

NEp = NE - NRRsfprotetor

Os níveis de pressão sonora que atingem o trabalhador


protegido devem ficar sempre abaixo do limite de exposição
imposto pela NR 15. É desejável, para fins prevencionistas,
que permaneçam abaixo do nível de ação conforme a NR 9,
1
Para determinação do Nível de Exposição com Proteção (NEp) pode ser utilizado também o
método longo previsto na Norma ABNT NBR 16077 (2012) ou suas atua- lizações
mas acima de 70 dB(A), com o intuito de se evitar a
superatenuação, que pode dificultar a audição de sinais de
alerta, veículos, equipamentos em movimento etc.

7.1.2 E
nsaio de atenuação pessoal
Todo usuário de protetor auditivo deve ser submetido a um
ensaio de atenuação pessoal para determinar se o equi-
pamento selecionado proporciona atenuação adequada para o
indivíduo.
O trabalhador deve ser informado que o ensaio tem a
finalidade de selecionar protetores auditivos que lhe propor-
cionam uma proteção adequada.
Antes de definir a opção, deve-se mostrar ao traba- lhador a
maneira correta de colocação. É desejável que o am- biente
tenha um espelho para visualização da colocação. Esta breve
orientação não constitui um treinamento formal.
O trabalhador deve avaliar os modelos e os tamanhos de
protetores auditivos disponibilizados, e eliminar aqueles que
não lhe oferecem ajuste adequado.
Os protetores auditivos escolhidos devem ser separa- dos e
aquele que, a princípio, se mostrar mais apropriado deve ser
colocado e utilizado no mínimo por cinco minutos para
avaliação pelo usuário. Se durante esse período for observado
desconforto ou dificuldade de ajuste, buscar outros modelos
ou tamanhos. Todos os ajustes devem ser realizados pelo
próprio trabalhador.

7.1.2.1 Requisitos
Somente devem ser considerados aprovados os pro- tetores
auditivos que proporcionarem, ao usuário, o Nível de
Atenuação Pessoal (NAP) de no mínimo o valor do NRRsf
do protetor auditivo.

7.1.2.1.1 utilização simultânea com outRos


equipamentos de pRoteção individual
O ensaio de atenuação pessoal deve ser realizado com o
usuário utilizando todos os EPIs ou outros equipamentos que
possam interferir na proteção oferecida pelo protetor au-
ditivo: óculos, respiradores, capacetes, bonés, toucas etc.

7.1.2.2 FRequência do ensaio

O ensaio de atenuação pessoal deve ser realizado, para cada


usuário de protetor auditivo, no mínimo uma vez por ano, ou
antes, quando houver troca de modelo ou de ta- manho, ou
quando o usuário apresentar alguma alteração que possa
interferir na colocação e/ou vedação do protetor auditi- vo,
como, por exemplo, aparecimento de cicatriz na área de ve-
dação, alteração na arcada dentária, alterações significativas
no volume de cabelos ou pelos faciais, cirurgias no pavilhão
ou sistema auditivo etc.

7.1.2.3 adequação ao usuáRio

É improvável que um único modelo de protetor au- ditivo se


adapte bem a todos os usuários, seja por questões
anatômicas, médicas, ou outras. Deve ser escolhido o protetor
auditivo que melhor se adapta a cada trabalhador. Se não for
possível obter vedação satisfatória com um determinado tipo,
modelo ou tamanho de protetor auditivo, deve-se buscar ou-
tras opções.

Além disso, o conforto do usuário é um fator impor- tante na


aceitação de um protetor auditivo. Outros fatores que
também influenciam na escolha são: dificuldade de comunica-
ção, peso, transporte e guarda, higienização, uso de
aparelhos auditivos, entre outros.

7.1.2.4 R
elatório de ensaios de atenuação
Os relatórios dos ensaios de atenuação pessoal devem conter
as seguintes informações:

 procedimento operacional escrito, incluindo o critério


de aceitação/rejeição;
 equipamento e instrumentação utilizados;
 calibração, manutenção e reparos dos equipamentos e
dos instrumentos utilizados;
 nome ou identificação do operador do ensaio;
 marca, modelo e tamanho do protetor auditivo
ensaiado;
 nome do trabalhador;
 data do ensaio;
 resultado do ensaio de atenuação pessoal;
 observações ou características individuais que
interferem na vedação (outros EPIs ou acessórios utilizados,
cicatrizes, cabelos ou pelos faciais etc.).

7.1.2.5 T
ipos de ensaios de atenuação pessoal

Os ensaios de atenuação pessoal devem permitir a medição


do Nível de Atenuação Pessoal (NAP), que um deter- minado
protetor auditivo (marca, modelo e tamanho) propor- ciona
para cada trabalhador. Este método é conhecido como
Sistema de Estimativa de Atenuação em Campo (SEAC, em
inglês, Field Attenuation Estimation System). São aceitos os
seguintes procedimentos:
a) Microfone de Campo na Orelha Humana - MCOH
(Field Microphone in Real Ear – F-MIRE)

b) Equilíbrio de Sonoridade – ES (Loundness Balance)

Esses procedimentos estão descritos no Anexo D.

7.1.3 Teste de verificação de ajuste de protetor


auditivo

Trata-se de um teste simplificado a ser realizado pe- los


usuários em campo em situações rotineiras, a fim de ve-
rificar se a colocação do protetor auditivo, naquele momento,
está adequada, evitando redução significativa na proteção por
meio de vazamentos. Este teste não substitui o ensaio de ate-
nuação pessoal citado no item 7.1.2.
Toda vez que o usuário colocar o protetor auditivo an- tes de
entrar na área de risco ou ajustá-lo quando já estiver no local,
deve verificar o ajuste. São recomendados os seguintes
testes:

a) vazamento sonoro – o usuário deve observar que


os sons da sua própria voz ou ao seu redor não devem ser
percebidos tão altos quanto anteriormente;
b) deslocamento – no caso de protetores auditivos
do tipo inserção, o usuário deve puxar levemente o protetor
auditivo e ele não deve se mover facilmente;
c) percepção sonora – o usuário deve ser submetido
à reprodução de sinais sonoros em ambiente silencioso por
meio de alto-falante ou fone de ouvido externo tipo concha
(headphone) para atestar que o nível mínimo de atenuação foi
obtido. O procedimento do teste está descrito no Anexo E.

Caso seja constatada falha no ajuste do protetor au- ditivo, o


usuário deve recolocar o protetor auditivo conforme as
instruções de colocação e repetir o teste. Se ainda assim
persistir falha no ajuste, buscar imediatamente orientação na
área de Saúde e Segurança do Trabalho (SST). A área de SST
deve avaliar o estado de conservação do protetor ou buscar
outras possíveis causas.

7.2 D
istribuição e reposição
Descrever como é feita a entrega de novos proteto- res
auditivos e a reposição de partes substituíveis. Indicar onde
estão armazenados os registros dessas distribuições e
reposições.

7.3 M
anutenção, substituição e higienização
Descrever quais partes do produto devem ser inspecionadas
pelo usuário e quais características, indicativas de
necessidade de manutenção, devem ser observadas.
Indicar a periodicidade para a substituição do protetor auditivo
usado por um novo, considerando-se os critérios legais
estabelecidos e a sua degradação, que pode variar de acordo
com a atividade, a frequência de higienização, a sujidade e a
exposição a agentes físicos, químicos e biológicos presentes
no ambiente de trabalho, como, por exemplo, a temperatura.
Os ensaios de atenuação pessoal (7.1.2.5) e os testes de
verificação de ajuste (7.1.3), ou ensaio em laboratório
conforme NBR 16076, quando aplicáveis nos protetores
auditivos usados, podem trazer indicativos da necessidade de
substituição ou manutenção dos mesmos.
Descrever onde, como e quando deverá ocorrer a
higienização de cada protetor auditivo, quando aplicável.
Descrever como o protetor é armazenado no estoque e
guardado pelo usuário durante o período que não estiver em
uso.

7.4 Monitoramento de uso


Elaborar um protocolo de monitoramento de utili- zação de
protetores auditivos e a periodicidade necessária. Auditorias
internas sem aviso prévio devem ser conduzidas pelos
responsáveis do PCA para o registro de eventuais não
conformidades relacionadas aos aspectos de higienização,
ma- nutenção, guarda e à ausência ou uso incorreto dos
protetores auditivos.
O teste de atenuação individual pode ser aplicado du- rante o
monitoramento do uso para verificação de eventuais não
conformidades.
Os usuários e os responsáveis pelas áreas devem ser
comunicados sobre as não conformidades identificadas para a
adoção de ações corretivas.

8. Educação/capacitação e motivação de
trabalhadores e demais envolvidos com o PCA
A participação dos trabalhadores e dos demais profis- sionais
envolvidos na implantação e na execução das diversas etapas
do PCA são essenciais para a prevenção das perdas auditivas.
O empregador deve instituir um programa de educa- ção,
capacitação e motivação de todos os trabalhadores com
níveis de exposição ao ruído igual ou acima do nível de ação e
assegurar a participação do trabalhador, por meio de ações
de orientação, cursos, reuniões, organização de comissões,
deba- tes, participação em eventos e outras maneiras
apropriadas para a aquisição de informações.
O programa deve contemplar também os demais pro-
fissionais de diversos níveis da empresa, que desenvolvem
atividades relacionadas ao PCA direta ou indiretamente. As
ações do programa devem ser realizadas periodicamente, no
mínimo uma vez ao ano ou em períodos menores conforme
necessidades específicas, ou em função da avaliação da
eficácia do PCA. As informações precisam estar atualizadas e
consis- tentes com os equipamentos de proteção, processo e
ambientes de trabalho.
O empregador deve promover a orientação e a capa- citação
dos trabalhadores de modo a permitir a compreensão dos
aspectos relacionados ao reconhecimento, à avaliação e ao
controle dos riscos resultantes da exposição ao ruído e
demais agentes que promovam a perda auditiva, incluindo:

a) as características do ruído, os efeitos físicos,


psicológicos, sociais e de segurança (interferência com
alarme, comunicação e risco de acidentes) decorrentes da
exposição a níveis sonoros elevados e a influência de outros
agentes que possam causar efeitos sinérgicos, como vibração
e agentes ototóxicos;

b) interpretação dos resultados dos exames audioló- gicos


e a maneira de detectar e notificar indícios de perdas
auditivas;

c) requisitos e aspectos legais relacionados ao PCA, nível


de ação, limite de exposição, resultados das avaliações e suas
implicações;

d) equipamentos e fontes geradoras de ruído, vibração e


agentes ototóxicos, e as ações que estão sendo realizadas
para o controle das exposições visando eliminar ou reduzir a
exposição;

e) medidas de proteção individual com informações


detalhadas sobre seu funcionamento, aplicação, conforto,
limitações e a importância da utilização correta do EPI durante
toda a exposição;
f) exercícios práticos sobre colocação, testes de
veri- ficação de ajuste, uso, higienização, manutenção e
guarda dos protetores auditivos, bem com a neces- sidade de
aplicação do ensaio de atenuação pessoal;

g) responsabilidades dos trabalhadores em relação


às regulamentações e às ações do PCA.

9. Manutenção de registros
A manutenção dos registros envolve a criação e a guarda de
toda a documentação gerada em cada etapa do PCA e dos
trabalhadores envolvidos no programa. Esses registros devem
ter referência cruzada, de modo que a informação de uma
determinada etapa do programa possa ser prontamente
ligada a todos os outros componentes do PCA, ou a cada tra-
balhador.
Esses registros constituem evidências do programa e devem
ser mantidos por pelo menos 20 anos, e ser válidos segundo
critérios ou procedimentos legais, quando aplicáveis.

10. Avaliação do programa

A avaliação do desempenho do programa deve ser re- alizada


anualmente por meio de auditorias que contemplem todas as
atividades do PCA, considerando-se principalmente a análise
dos resultados audiológicos.
Os dados e as informações obtidos, bem como a com- paração
com resultados anteriores, devem subsidiar decisões
gerenciais para implantação de ações corretivas e oportunida-
des de melhorias.

ANEXO A
Exemplos de substâncias químicas com efeitos
ototóxicos e principais aplicações.
Tabela 1 - Fonte: modificado de BITTENCOURT, 2016.

Substâncias químicas com


efeitos ototóxicos Aplicação
Solventes
Produção de ácido
benzoico,
benzaldeído,
explosivos, corantes e
muitos outros
compostos orgânicos;
solvente para tintas,
vernizes, gomas,
Tolueno resinas; gasolina,
nafta; tecido e papel
de revestimento,
couro artificial e
fabricação de
detergentes. Tolueno
é com frequência
encontrado junto com
outros solventes.

Produção de estireno.
Etilbenzeno Apenas uma pequena
porção é usada como
solvente.

N- Corante de tecido;
propilbenzeno solvente para acetato
de celulose.
Estireno
Fabricação de
plástico, artigos de
borracha, fibras de
vidro; borracha
sintética; isoladores;
produção de resinas e
plásticos, componente
de produtos agrícolas
e de agente
estabilizador.
Fabricação de
Metilestireno poliéster, resinas,
tintas e ceras.

Solvente para vários


Tricloroetileno materiais orgânicos. É
um agente de limpeza
e desengordurante.
Solventes Fabricação de resinas,
tintas, vernizes,
solvente para tintas,
revestimentos,
adesivos e borracha;
em querosene de
aviação;
revestimentos de
proteção; síntese de
p-Xileno produtos químicos
orgânicos; utilizado na
produção de
perfumes, repelentes
de insetos, em resinas
epóxi, produtos
farmacêuticos e na
indústria de couro.
Usado como solvente
em herbicidas.
Usado como um
agente de limpeza de
produtos têxteis,
móveis e indústrias de
couro; reagente de
laboratório;
n-Hexano componente de
muitos produtos
associados às
indústrias de petróleo
e gasolina; solvente,
especialmente para os
óleos vegetais.
n-Heptano Utilizado como
solvente em
laboratórios e para
secagem rápida de
tintas brilhantes e
colas.
Ótimo diluente de
iodo, enxofre, fósforo,
gorduras, óleos
vegetais, ceras e
borracha. Tal poder de
Dissulfeto de
dissolução é
carbono
largamente
empregado tanto na
indústria quanto em
laboratório, sendo
inflamável.
Substâncias Componente dos
asfixiantes gases de escape que
emerge de processos
de combustão
incompleta, por
Monóxido de exemplo, em veículos
carbono motorizados ou fogões
e fornos mal
ventilados, solda de
acetileno ou em áreas
fechadas – minas,
túneis.
Nitrilas Utilizado para a
síntese preparativa de
ácidos carboxílicos, de
importância comercial
são o acetonitrilo
como solvente,
benzonitrilo como um
composto inicial para
resinas de melamina e
acrilonitrilo como um
monômero para
poliacrilonitrilo.
Cianeto de Utilizado como um
hidrogênio e produto intermediário
seus sais na síntese orgânica
(cianetos) de ácidos carboxílicos,
produtos
farmacêuticos,
corantes e pesticidas;
quantidades
relativamente grandes
são também
necessárias para o
tratamento superficial
de metais, a
galvanização e o
processo de lixiviação
de cianeto.
Metais Chumbo e Utilizado na fabricação
seus de baterias de
compostos chumbo-ácido;
fabricação de tintas;
gasolina e plástico.
Mercúrio Utilizado na indústria
de alcalinos; os
compostos de
mercúrio podem ser
utilizados em baterias
(óxido de mercúrio),
pigmentos,
catalisadores,
explosivos (fulminato
de mercúrio),
pesquisa laboratorial e
em algumas
aplicações
farmacêuticas.
Estanho Usados em
(compostos resistências elétricas
orgânicos) e dielétricos. Óxido
estanoso usado na
fabricação de sais
estanosos para
galvanoplastia e como
reagente químico.
Estanatos de chumbo,
bário, cálcio e cobre
usados na manufatura
de condensadores
elétricos. Alguns
compostos orgânicos
de estanho encontram
aplicação como
fungicidas e
inseticidas para a
agricultura e ainda
como preservantes de
madeira, têxteis e
papel.
Arsênio Utilizado na produção
de pesticidas,
fundições,
semicondutores, tintas
antiincrustantes,
indústria de
galvanoplastia e
pigmentos.
Cádmio Utilizado no
chapeamento de
proteção em aço,
estabilizador para
cloreto de polivinilo,
pigmentos em
plásticos e vidro,
material de eletrodo e
componente de várias
ligas.
Germânio Utilizado como um
(dióxido de semicondutor em
germânio) transistores, diodos
emissores de luz,
termogeradores, vidro
e ligas metálicas.
Antibióticos Agentes
quimioterápicos que
Medicament
inibem o crescimento
os
de bactérias,
tetraciclinas
Aminoglicosídi Estreptomicina,
co gentamicina,
amicacina,
canamicina,
tobramicina,
neomicina que tem
efeitos cocleotóxicos
às células ciliadas — a
perda auditiva se
espalha de alta para
baixas frequências
dependendo da
duração do
tratamento e da dose
Diuréticos Furosemida, ácido
(medicamento etacrínico, piretanida
s utilizados e bumetanide, cuja
para elevar a ototoxidade é um
excreção de efeito colateral
urina) significativo, que pode
durar durante o
tratamento – o efeito
cocleotóxica é
caracterizada por uma
perda auditiva de alta
frequência súbita
devido a disfunções
da estria vascular.
Analgésicos e Quinino, cloroquina e
antipiréticos salicilatos – altas
doses (>2,5 g/d)
podem induzir uma
mudança auditiva
temporária limiar e,
por vezes, o zumbido,
levando- se para a
recuperação de uma
sensibilidade auditiva
normal de dois ou três
dias após a última
administração.
Agentes Cisplatina,
antineoplásico carboplatina,
s (drogas bleomicina.
antitumorais)
Dissulfureto Fabricação de rayon,
de carbono desinfetantes de solo,
tubos de vácuo
eletrônicos,
Outras tetracloreto de
substâncias carbono; usado como
solvente para lipídios,
enxofre, fósforo,
borracha, óleos,
resinas e ceras.

ANEXO B
Exemplo da gestão dos diagnósticos audiológicos
Este anexo apresenta exemplos de exames de
referên- cia e sequenciais para identificação de quadros de
evolução de perdas auditivas ocupacionais. A gestão dos
diagnósticos tem a finalidade de prevenção e elaboração de
estatísticas (preva- lência e incidência) nos diversos setores
das empresas visando à avaliação e ao acompanhamento do
PCA.
A gestão dos diagnósticos audiológicos é uma etapa
importante do PCA, podendo ser conceituada como o conjun-
to de procedimentos, protocolos e rotinas destinados a gerar
informações sobre a situação auditiva de uma determinada
população de trabalhadores. Essa gestão é realizada por meio
dos dados existentes de audiometrias atuais e pregressas, da
investigação criteriosa da exposição do trabalhador, acompa-
nhamento de cada caso, análise, interpretação e publicação
anual dos dados epidemiológicos, representados por indicado-
res de saúde auditiva.

São objetivos da gestão dos diagnósticos audiológicos:

 identificar a situação auditiva de cada trabalhador por meio


de acompanhamento periódico e análise evolutiva
(comparação do audiograma de referência com os exames
sequenciais);

 identificar os indivíduos que necessitam de encaminha- mento


para médico otorrinolaringologista e exames com-
plementares, seja para definição de diagnóstico e condu- tas,
seja para tratamento;

 identificar casos de desencadeamentos e agravamentos de


perdas auditivas ocupacionais para a adoção de condutas da
gestão de medidas de controle individuais, incluindo
orientação e treinamento para o correto uso dos Equipamentos
de Proteção Auditiva (EPA), reavaliação e indicação dos EPA,
orientação para a implementação de medidas administrativas.

 transformar os dados individuais das audiometrias em


conhecimento coletivo para a empresa por meio de relatórios
gerenciais que descrevam a distribuição e magnitude das
alterações auditivas dos trabalhadores com informações sobre
os setores, Grupos Homogêneos de Exposição (GHE) ou
funções com maior proporção de perdas auditivas
ocupacionais para orientar e priorizar as medidas de controle
coletivas.

A gestão dos diagnósticos audiológicos abrange:

 as rotinas relacionadas ao diagnóstico nosológico de per- da


auditiva;
 o diagnóstico e o controle evolutivo dos casos com altera- ção
ocupacional;

 o diagnóstico e o controle evolutivo dos casos ainda


considerados normais, mas com indicativos de desenca-
deamento;

 o diagnóstico coletivo por meio dos relatórios anuais


gerenciais visando a proposição de ações estratégicas de
prevenção.
A seguir é apresentado um exemplo prático para o
estabelecimento dos diagnósticos nosológicos (normal, perda
auditiva ocupacional e perda auditiva não ocupacional), diag-
nóstico evolutivo (estável, desencadeamento e agravamento)
e os mecanismos de elaboração da análise epidemiológica ou
coletiva para apresentação de relatórios, bem como sua inter-
pretação para que a informação possa subsidiar ações de pre-
venção e proteção à saúde auditiva dos trabalhadores.

Estudo de Caso – Trabalhador; gênero: masculino; ida-


de: 38 anos.

Trabalha em empresa gráfica em um setor de rotati-


vas há 11 anos. Função: Auxiliar de impressão. O nível repre-
sentativo da exposição ao ruído é superior ao limite de exposi-
ção previsto em norma regulamentadora.
Nega antecedentes otológicos e na avaliação otorrino-
laringológica não foram encontradas outras causas que justifi-
cassem a perda auditiva. O Gráfico 1 mostra o exame de refe-
rência, que é o admissional, realizado em 2005, e, sobreposto
a este, o último exame sequencial, periódico realizado em
2016.

Gráfico 1 Audiogramas – 2005 (ooo xxx) e 2016 (ooo xxx)


A evolução da perda auditiva desse trabalhador ao
longo dos anos pode ser observada pelos resultados dos exa-
mes audiométricos periódicos apresentados na Tabela 1 :

Tabela 1 Controle evolutivo dos exames audiométricos do


trabalhador
Tabela 2 - S = Exame Sequencial; R = Exame de Referência

ORELHA DIREITA
Ano R, S(1) 500 1K 2K 3K 4K 6K 8K
2005 R1 10 10 15 20 20 15 15
2006 S 15 10 15 20 20 15 20
2007 S 15 15 20 15 20 20 20
2008 S 15 15 20 15 25 20 20
2009 S 15 15 20 15 20 25 20
2010 S 15 15 20 25 25 25 20
2011 R2 15 15 15 25 35 30 20
2012 S 15 15 20 25 35 30 20
2013 S 10 10 15 15 30 25 20
2014 S 15 15 15 30 35 30 20
2015 S 15 15 15 30 35 30 20
2016 S 15 15 15 30 35 30 20

Tabela 3 - (1) S
= Exame Sequencial; R = Exame de Referência

ORELHA ESQUERDA
Ano R, S(1) 500 1K 2K 3K 4K 6K 8K
2005 R1 5 10 15 15 15 25 20
2006 S 10 15 10 15 15 20 15
2007 S 15 15 15 20 20 25 20
2008 S 15 15 15 20 20 25 20
2009 S 15 15 15 20 20 25 20
2010 S 15 15 15 20 20 25 20
2011 S 10 10 15 15 20 25 20
2012 S 10 10 15 15 20 25 20
2013 S 10 10 15 15 25 25 20
2014 S 5 10 20 20 25 30 20
2015 S 10 15 15 25 25 30 20
2016 R2 10 10 20 20 35 30 20

Diagnóstico nosológico do trabalhador


O trabalhador apresentou audição normal no exame
admissional da empresa, porém no último exame periódico,
realizado em 2016, e em exames audiométricos anteriores,
apresentou perda auditiva neurossensorial com configuração
audiométrica sugestiva de Perda Auditiva Induzida por Ní- veis
de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE). Na ausência de outras
causas ou antecedentes que pudessem ter ocasionado perda
auditiva, o nexo com a função que desempenha na em- presa
fica estabelecido. Portanto o diagnóstico nosológico para o
exame de 2016 desse trabalhador deve ser de perda auditiva
ocupacional.
Essa alteração auditiva apresentada no exemplo não
incapacita o trabalhador para o desempenho de sua função,
porém, de acordo com a Ordem de Serviço n o 608 do INSS, já
requer conduta médico-legal e medidas preventivas para
esta- bilizar a perda auditiva.

Diagnóstico evolutivo do trabalhador


De acordo com o critério de análise evolutiva dos exa-
mes audiométricos preconizado pelo Anexo 1 da NR 7 (Porta-
ria 19 de 08 de abril de 1998), verifica-se que o trabalhador
apresentou limiares estáveis em relação ao exame de referên-
cia, que é o admissional, até 2010, em ambas as orelhas.
O exame audiométrico de 2011 revelou desencade-
amento de Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão
Sonora Elevados (desencadeamento de PAINPSE) na orelha
direita, apresentando uma piora de 15 dB na frequência de
4.000 Hz e 6.000 Hz. A partir de 2011, esse exame passou
a ser a nova referência para a orelha direita na comparação
com os exames posteriores, permanecendo estável a partir de
então, até 2016.
Na orelha esquerda, o exame de 2016 revelou Desen-
cadeamento de Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pres-
são Sonora Elevados (Desencadeamento de PAINPSE) devido
a uma piora de 20 dB (≥15 dB) na frequência de 4.000 Hz.
Este exame de 2016 passa a ser a nova referência para a ore-
lha esquerda na comparação com os exames posteriores.

Diagnóstico coletivo da empresa


Trata-se de empresa do ramo gráfico com cerca de
530 trabalhadores, sendo 425 expostos a ruído acima do nível
de ação.
A empresa apresenta cinco setores principais bem di-
vididos e delimitados geograficamente:

1- rotativas (exposição simultânea a ruído acima de 85 dB e


solventes orgânicos ototóxicos);

2- planas (exposição simultânea a ruído acima de 85 dB e


solventes orgânicos ototóxicos);

3- acabamento (exposição somente a ruído acima de 85 dB);

4- embalagem (exposição somente a ruído entre 80 e 85 dB);

5- montagem (não expostos).

A partir do exemplo dessa empresa são apresentados


alguns indicadores de saúde auditiva.

Prevalência de perdas auditivas


A taxa de prevalência de perdas auditivas (ocupacio-
nal, não ocupacional e total de alterados) é calculada através
da seguinte expressão:

Esses indicadores representam a situação audioló-


gica da população estudada em um determinado momento, e
podem ser influenciados por aspectos pregressos, tais como:

 contratação de trabalhadores com ou sem perdas


auditivas;

 índice de rotatividade de trabalhadores no setor


(exposições pregressas);
 ineficácia das medidas de controle da exposição aos
agentes causadores de perda auditiva.

Ressalta-se que uma alta prevalência de perdas au-


ditivas pode não ser motivo de preocupação para a empresa,
desde que essas perdas encontrem-se estabilizadas. Esta
esta- bilização pode ser verificada por meio da análise da
incidência de perdas auditivas ocupacionais.

A Tabela 2 apresenta um exemplo de distribui- ção


da taxa de prevalência de perdas auditivas da empresa em
estudo.

Tabela 2 Prevalência de perdas auditiva na empresa.


Ano 2016.

o %
N
Normal 307 72,2
Total de alterados 118 27,8
Perda Auditiva Ocupacional 82 19,3
Perda Auditiva Não Ocupacional 36 8,5
Total geral 425 100,0

Incidência de perdas auditivas ocupacionais


Esse indicador constitui-se no principal parâmetro
para a avaliação da eficácia das ações do PCA.
É representado pela taxa de incidência (desencadea-
mento, agravamento e total):

Entende-se por incidência de perdas auditivas ocupa-


cionais as pioras audiométricas representadas pelo total de
desencadeamentos e agravamentos de perdas auditivas ocu-
pacionais, obtido por meio do controle evolutivo da sequência
de exames audiológicos dos trabalhadores nas empresas.
Para a análise da incidência (desencadeamentos 2 e
agravamentos3) deve-se considerar o diagnóstico evolutivo do
exame de cada trabalhador no ano em que se está fazendo o
relatório e considerar seu status em relação ao exame de
refe- rência, e não somente como um exame isolado.
Na Tabela 3 verifica-se a incidência, ou seja, o nú-
mero e a porcentagem de desencadeamentos e
agravamentos ocorridos na empresa em 2016, segundo
critério do Anexo 1 da NR 7.

Tabela 3 Distribuição dos trabalhadores segundo piora


auditiva (2016)
o %
N
Estável 416 97,9

Incidência de perdas auditivas 09 2,1

Desencadeamentos 04 0,9

Agravamentos 05 1,2

Total geral 425 100,0

Observa-se que 2,1% da população geral apresentou


piora auditiva com relação ao seu exame de referência.
Diferentemente da taxa de prevalência (19,3%, Tabela 2),

2
Quando o audiograma de referência é normal, porém existe uma evolução no audiogra- ma
sequencial representada por uma piora ≥ 10 dB (NA) na média das frequências de 3.000, 4.000 e
6.000 Hz ou uma piora ≥ 15 dB (NA) em uma das frequências de 3.000,
4.000 e 6.000 Hz isoladamente. Dentro dessa categoria estão também os audiogramas que,
mesmo permanecendo normais no exame sequencial, sofrem uma piora significati- va em
relação ao exame de referência conforme cálculo mencionado anteriormente. Al- guns
profissionais têm chamado esse tipo de evolução audiológica de desencadeamento de PAINPSE
dentro da normalidade, para diferenciá-lo, pois as condutas médico-legais não são as mesmas.

3
Quando o audiograma de referência apresenta alteração ocupacional (Sugestiva de PAINPSE)
e existe uma evolução no audiograma sequencial representada por uma piora
≥ 10 dB (NA) na média das frequências de 500, 1.000 e 2.000 ou 3.000, 4.000 e 6.000 Hz ou
uma piora ≥ 15 dB (NA) em qualquer frequência isolada.

que contabiliza o histórico total de perdas auditivas, a taxa de


incidência reflete os casos que apresentaram evolução em
período mais recente, configurando a atual situação de risco
da empresa.
O trabalhador estudado (Tabela 1) apresentou perda
auditiva ocupacional na orelha direita em 2011 e foi incluso, a
partir de então, na estatística de prevalência (Tabela 2) como
um caso de Perda Auditiva Ocupacional, e na estatística de
incidência (Tabela 3) como um caso de Desencadeamento de
PAINPSE.
Entre 2012 e 2015, o trabalhador permaneceu somen-
te na estatística de prevalência (Tabela 2) como um caso de
Perda Auditiva Ocupacional, uma vez que não foram detecta-
dos agravamentos ou novo desencadeamento,
permanecendo, portanto, como Estável na estatística de
incidência (Tabela 3).
Uma nova piora auditiva ocupacional foi detectada no
ouvido esquerdo em 2016, e o trabalhador foi incluído nova-
mente na estatística de incidência (Tabela 3) como um caso
de Desencadeamento de PAINPSE.
O diagnóstico evolutivo visa identificar os casos de
desencadeamento e agravamento para reavaliação e imple-
mentação de medidas adicionais de controle coletivas e indi-
viduais, tais como: orientação e treinamento para o correto
uso dos Equipamentos de Proteção Auditiva (EPA), indicação
dos EPA, de medidas administrativas, a exemplo de rodízio de
função, entre outras. No caso deste trabalhador, a piora
significativa do limiar com Desencadeamento de PAINPSE à
direita, detectada no exame de 2011, indicou que as medidas
não foram eficazes ou não foram implementadas, e o segundo
desencadeamento detectado na orelha esquerda no exame de
2016 poderia ter sido evitado.
O Gráfico 2 apresenta a série histórica das taxas de
incidência de perda auditiva (desencadeamentos e agrava-
mentos) da Empresa realizado ao longo de 5 anos.

Gráfico 2 Série histórica de evolução audiométrica


(desencadeamento + agravamentos de PAINPSE) entre 2012
e 2016.

Observa-se uma tendência de queda percentual de


desencadeamentos e agravamentos a partir de 2014. A partir
desse tipo de gráfico, e em conjunto com outras informações,
a equipe do PCA pode estabelecer metas para os próximos
anos. Gráficos similares, considerando-se outras taxas e
grupos (por GHE, população total, por setor etc.), podem ser
utilizados para uma avaliação evolutiva de cada índice.
Um relatório gerencial que apresente a situação geral
e com os detalhamentos pertinentes da saúde auditiva da po-
pulação de trabalhadores (de diferentes setores, tempo de
exposição, idade, tipo de protetor utilizado etc.) deve orientar
as prioridades para o desenvolvimento de ações para preven-
ção de perdas auditivas.

Prevalência/incidência de perdas auditivas


ocupacionais por setor ou grupos homogêneos de
exposição (GHE)
Esses indicadores são utilizados para identificar os
setores ou GHE prioritários para reavaliação e implementação
de medidas adicionais de controle, coletivas e individuais.
É representado pela taxa de prevalência ou incidência:
No Gráfico 3 observa-se um exemplo de distribuição
da prevalência de perdas auditivas ocupacionais por setor,
onde se destaca o setor de rotativas da empresa.

Gráfico 3 Percentual de trabalhadores com prevalência de


perda auditiva em cada setor de trabalho (N = 425)

ANEXO C
Exemplos de medidas de controle coletivas

Exemplos:

-
silenciadores em
sistemas de ar
comprimido,
compressores, bicos
de saída de ar,
válvulas
- pneumáticas,
da fonte; condutores de
- sistemas de
máquinas ou ventilação etc.;
equipamento
Na -
s menos
fonte partes ou peças de
ruidosos
emissor máquinas e
(adequação
a de equipamentos, como
do projeto);
ruído partes metálicas por
- Manutenção; plásticos;
-
ventiladores mais
silenciosos:
modificação do
número, tamanho e
formato de pás e
rotações;
- - Utilização de bases
Modificações rígidas na montagem
nas de máquinas e
fontes; equipamentos para
redução da vibração,
ou de sistemas de
amortecimento para
reduzir a transmissão
da vibração;
- Alteração do
processo de
fabricação e/ou
método de trabalho.
(...)
Exemplos:
- Disposição de
máquinas,
equipamentos,
diretividade de fontes
e posicionamento dos
postos de trabalho;
Via aérea: - Enclausuramento de
- Layout de máquinas e
máquinas, equipamentos,
restringindo o ruído
equipamento com
s e postos de o uso de painéis de
trabalho; alta densidade de
massa ou paredes
duplas;
Enclausuram -
ento; materiais
- absorventes em
Na paredes e forros;
de
trajetór
superfícies -
ia de e biombos acústicos e
com
transmi superfícies refletoras;
materiais
ssão
absorventes; -
materiais com
-
amortecimento
parciais. interno (por exemplo:
chapas- sanduíche,
Via plásticos, ferro
vibração fundido etc.);
propagada:
- Isolamento - Selamento de
ou frestas
amortecimen desnecessárias e
fechamento de todas
to da as juntas;
vibração.
- Alteração do arranjo
físico das fontes de
ruído;
- Posicionamento
remoto dos controles
das máquinas e dos
equipamentos.
Exemplos:
- Redução de jornada;
-
- trabalhadores,
administrativ funções e atividades;
No os;
recepto -
r - de repouso acústico;
protetores
-
auditivos. protetores tipo
concha ou inserção,
adequados ao risco e
aos usuários.
Recomenda-se a utilização da norma ISO 11690 quan-
to à aplicação de estratégias e medidas para controle do ruído
em locais de trabalho já existentes ou para o planejamento
e implementação de novas instalações ou novos processos de
trabalho.

ANEXO D
Descrição dos ensaios de atenuação

O Sistema de Estimativa de Atenuação em Campo


(SEAC, em inglês, Field Attenuation Estimation System) refe-
re-se a métodos de ensaio de vedação quantitativo com o
obje- tivo de se estabelecer uma estimativa do Nível de
Atenuação Pessoal (NAP) para usuários de protetores
auditivos. Os re- sultados podem ser obtidos tanto na forma
de um número úni- co de atenuação quanto para cada faixa
de frequência relativa às bandas de oitava de 125 a 8.000 Hz.
A seguir é apresentada uma breve descrição dos métodos
disponíveis, suas principais características, vantagens e
desvantagens, bem como exem- plos de equipamentos
comercializados.

O Microfone de Campo na Orelha Humana (MCOH) é


um método objetivo (não depende da resposta do ouvinte) e
mede a atenuação do protetor auditivo por meio do
estabeleci- mento da diferença entre os níveis de pressão
sonora medidos dentro e fora da orelha protegida. Esse
método pode ser reali- zado em local comum e não sofre
interferências significativas de ambientes com níveis de
pressão sonora de até 80 dB.

O MCOH permite a realização do ensaio em diversos


tipos e modelos de protetores auditivos, pois utiliza caixas de
som ou fones de ouvido do tipo headset como fontes sonoras.
Porém, as diferentes opções disponíveis podem limitar o uso
para protetores auditivos do tipo inserção ou capa de canal.
Em outros casos, há a necessidade de realizar adaptações nos
protetores auditivos para que haja compatibilidade para o
ensaio. Por não depender da resposta (percepção sonora) do
ouvinte, pode ser realizado de maneira muito rápida, onde as
respostas são obtidas em alguns segundos, tanto para o nú-
mero único quanto para cada banda de oitava. Exemplos: 3M
Rfit,4 NIOSH HPD Well-Fit™5 (FitCheck Solo,6 Custom Protect
Ear7 e Moldex8)

O Equilíbrio de Sonoridade (ES) é um método subje-


tivo (depende da resposta do ouvinte) e mede a atenuação do
protetor auditivo por meio da comparação das intensidades
sonoras percebidas pelo ouvinte, quando compara os níveis
de uma orelha aberta e outra fechada. A orelha aberta refere-
se à ausência de protetor auditivo e a fechada corresponde à
pre- sença do protetor auditivo.
Esse método possibilita a realização do ensaio somen-
te em protetores auditivos do tipo inserção, pois utiliza fones
de ouvido do tipo headset como fontes sonoras. Porém, as
dife- rentes opções disponíveis podem limitar o uso para
protetores auditivos do tipo concha ou capa de canal. Por
depender da resposta do ouvinte, este método exige uma
maior disponibi- lidade de tempo, onde as respostas são
obtidas por meio do equilíbrio de sonoridade para cada orelha
e ainda para cada banda de oitava coletadas separadamente.
Exemplo: Veri- PRO® 4.0 da Honeywell9
Além dos métodos de campo citados anteriormente,
existe um procedimento realizado em laboratório, em sala re-
verberante, com ruído de fundo controlado, conforme descrito
na norma ABNT/NBR 16.076, denominado Atenuação na Ore-
lha Humana no Limiar Auditivo (AOHLA). Mede a atenuação do
protetor auditivo por meio da diferença entre os limiares
auditivos aberto e fechado para o ouvinte, onde o limiar au-

4
Ver: http://www.3m.com.br/3M/pt_BR/epi/solucoes-de-seguranca-pessoal/solucoes-
-protecao-auditiva/sistema-protecao-auditiva/.Acesso em: 31 maio 2017.
5
Ver: https://blogs.cdc.gov/niosh-science-blog/2013/05/31/well-fit/. Acesso em: 31
maio 2017.
6
Ver: http://www.michaelassociates.com/products/fitcheck-solo-tm/. Acesso em: 31
maio 2017.
7
Ver: http://www.protectear.com/fitcheck-solo/. Acesso em: 31 maio 2017.
8
Ver: http://www.moldex.com/pdf/datasheets/fitchecksolo.pdf. Acesso em: 31 maio
2017.
9
Ver: http://www.honeywellsafety.com/Products/Hearing/Hearing_Protection/Veri-
PRO_Earplug_Fit_Testing.aspx?site=/au. Acesso em: 31 maio 2017.

ditivo aberto corresponde à medição sem o protetor auditivo,


e o limiar auditivo fechado corresponde à medição com o pro-
tetor auditivo. O AOHLA é um método subjetivo que depende
da resposta do ouvinte, e também é utilizado na determina-
ção do índice de atenuação dos protetores auditivos (NRR sf)
no Brasil.
Esse método permite a realização do ensaio em todos
os tipos e modelos de protetores auditivos, pois utiliza caixas
de som para a reprodução do áudio de ensaio. Por depender
da resposta do ouvinte para cada banda de oitava (limiares
com e sem o protetor auditivo) e de local específico exige
uma maior
disponibilidade de tempo.

ANEXO E
Teste de percepção sonora simplificado
(NIOSH QUICK TEST)
O teste pode ser realizado diretamente pelo site do
NIOSH10 ou off-line, baixando-se os arquivos das trilhas sono-
ras de teste para reprodução em dispositivos de áudio ou em
computadores.
O teste sonoro consiste em bandas de ruído aleatório
com frequência central de 1.000 Hz. Ambas as trilhas são as
mesmas, sendo a segunda 15 dB acima da primeira.

Procedimentos

1. Para obtenção de melhores resultados, conduzir os tes- tes


em uma sala silenciosa (o ruído de fundo pode inter- ferir no
teste sonoro). A reprodução das trilhas sonoras pode ser feita
por meio de: alto-falantes ou fones de ouvi- do tipo circum-
auricular. Os alto-falantes podem ser uti- lizados para teste de
protetores auditivos tipo concha e para protetores auditivos
de inserção. Os fones de ouvi- do do tipo circum-auricular
(headphones) podem ser uti- lizados somente com os
protetores de inserção e devem cobrir toda a orelha sem tocar
nos protetores auditivos de inserção em teste.
2. Sem o uso do protetor auditivo, reproduza o sinal da trilha 1 e
ajuste o volume sonoro até atingir o limiar de percepção
audível.
3. Coloque os protetores auditivos, conforme instruções de uso.
4. Reproduza o sinal da trilha 2 e ouça o som de teste.
5. Se você não for capaz de ouvir o som de teste, os prote- tores
auditivos estão colocados adequadamente.

10
NIOSH (National Institute for Occupational Safety and Health). Ver: http://www.cdc.gov/
niosh/mining/content/quickfitweb.html. Acesso em: 30 maio 2017.

6. Se você for capaz de ouvir o som de teste, recoloque os


protetores auditivos e repita o item 4.

A maioria dos protetores auditivos irá proporcionar


uma atenuação do ruído em pelo menos 15 dB se eles forem
de tamanho e formatos adequados ao usuário e forem
colocados corretamente. Um som no limiar de percepção
audível sem protetor auditivo deve ser inaudível quando o
protetor auditi- vo é utilizado, mesmo se este for amplificado
em 15 dB.

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