Pca Fundacentro
Pca Fundacentro
Guia de diretrizes e
parâmetros mínimos
para a elaboração e a
gestão do
proGra
ma
de Conservação
auditiva
(pCa)
Introdução
O Programa de Conservação Auditiva (PCA), tam- bém
denominado Programa de Prevenção de Perdas Auditivas
(PPPA), corresponde a um conjunto de atividades que visam
prevenir ou estabilizar as perdas auditivas ocupacionais por
meio de um processo de melhoria contínua que requer
conheci- mento multidisciplinar, e se desenvolve por meio de
atividades planejadas e coordenadas entre diversas áreas da
empresa. Observa-se, em muitas situações, que os programas
elabora- dos e executados têm estruturas e conteúdos muito
diversifica- dos, não padronizados, ficando, na maioria das
vezes, restritos a poucas ações que, em geral, são
incompletas e ineficientes para evitar o desencadeamento e o
agravamento de perdas auditivas.
Por essa razão, elaboramos este guia, direcionado a
profissionais de SST, do setor público ou privado, que atuam
nas ações de reconhecimento, avaliação, fiscalização e
contro- le do agente, inclusive para elaboração de laudos
periciais e ações judiciais que têm por foco as perdas
auditivas.
Apresentamos, assim, aspectos úteis para a estrutu- ração e a
implementação de um PCA que disponha de compo- nentes
mínimas necessárias para um gerenciamento efetivo dos
riscos de modo a evitar o desencadeamento e o agrava-
mento das perdas auditivas ocupacionais.
Essas componentes necessárias à execução do PCA são de
caráter multidisciplinar, envolvendo diversas áreas de
conhecimento, como engenharia, medicina, administração, fo-
noaudiologia, educação, entre outras. Essas áreas de conhe-
cimento, no seu conjunto, devem trazer informações sobre a
identificação de perdas auditivas, as avaliações ambientais, a
presença de agentes ototóxicos, as medidas de controle im-
plantadas (de engenharia e administrativas) e sua eficácia,
a orientação e a capacitação fornecida aos trabalhadores, as
medidas relacionadas ao controle médico e o gerenciamento
audiólógico e a utilização de Equipamentos de Proteção Indi-
vidual (EPI) com a verificação de sua eficácia.
Aspectos legais e normativos relacionados ao PCA
A Norma Regulamentadora NR 9 – Programa de Pre- venção
de Riscos Ambientais (PPRA) –estabelece que as ações
preventivas devem ser iniciadas quando a dose de exposição
ao ruído ultrapassar o valor de 0,5 (ou 50%), sendo, nesses
casos, necessárias ações de monitoramento periódico da
expo- sição, informação aos trabalhadores e controle médico.
O Anexo 2 da Ordem de Serviço INSS/DAF/DSS nº 608 de
05/08/1998 indica que, para exposições a níveis de pres- são
sonora elevados, a empresa deve organizar sob sua res-
ponsabilidade um Programa de Conservação Auditiva.
A Norma Regulamentadora NR 7 – Programa de Con- trole
Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) – estabelece as
diretrizes e os parâmetros mínimos para a avaliação e o
acom- panhamento da audição em trabalhadores expostos a
níveis de pressão sonora elevados por meio da realização de
exames audiológicos de referência e sequenciais, fornecendo
parâme- tros para a classificação das perdas auditivas.
A NR 7 estabelece que, quando existem indicativos sugestivos
de desencadeamento ou de agravamento de perda auditiva
induzida por níveis de pressão sonora elevados, o mé- dico
coordenador do PCMSO, ou o encarregado pelo mesmo do
exame médico, deverá participar da implantação, do aprimo-
ramento e do controle de programas que visem à prevenção
da progressão da perda auditiva do trabalhador acometido
e de outros expostos ao risco, levando-se em consideração a
NR 9, que exige o controle médico quando o nível de ação
para o ruído for superado, ou seja, dose de exposição superior
a 50%.
A Norma Regulamentadora NR 36 – Segurança e Saúde no
Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes
e Derivados – estabelece que deve ser implementa- do um
PCA para os trabalhadores expostos a níveis de pressão
sonora acima dos níveis de ação, contendo, no mínimo: con-
troles técnicos e administrativos da exposição ao ruído; moni-
toramento periódico da exposição e das medidas de controle;
treinamento e informação aos trabalhadores; determinação
dos EPI; audiometrias conforme Anexo I da NR 7; histórico
clínico e ocupacional do trabalhador.
1. Introdução e objetivos
2. Política da empresa
3. Responsabilidades e competências
4. Avaliação da exposição
5. Gerenciamento audiológico e controle médico
6. Medidas de controle coletivo
7. Gestão de Equipamentos de Proteção Auditiva
8. Educação/capacitação e motivação de
trabalhadores e demais envolvidos no programa
9. Manutenção de registros
10. Avaliação do programa
1. Introdução e objetivos
Este tópico deve trazer a contextualização da empre- sa com
relação ao desenvolvimento do programa de conserva- ção
auditiva, os objetivos e os desafios a serem atingidos com o
intuito de evitar ou minimizar os efeitos da Perda Auditiva
Ocupacional (PAO), incluindo a descrição das atividades re-
alizadas, o número total de trabalhadores expostos ao ruído e
aos agentes que possam contribuir com a PAO, inclusive os
ototóxicos.
3. R
esponsabilidades e competências
A empresa deve estabelecer as responsabilidades de todos os
envolvidos no processo de elaboração, implementação e
gestão do PCA, bem como as competências requeridas para
esses profissionais, entre os quais incluem-se: o administrador
do programa, os participantes na execução do PCA (funções e
áreas), os trabalhadores e os supervisores e gerentes.
O administrador do PCA deve ter conhecimento sobre todos os
aspectos do programa, a legislação vigente e, quan- do
necessário, estabelecer os requisitos para a contratação de
serviços terceirizados e a compra de materiais e equipamen-
tos. Deve ser preferencialmente um Fonoaudiólogo, Engenhei-
ro de Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho, Higienista
Ocupacional, Enfermeiro do Trabalho ou Técnico de Seguran-
ça do Trabalho, indicado sob responsabilidade da empresa.
4. A
valiação da exposição
Deve ser realizada a avaliação da exposição dos tra-
balhadores a fontes de risco que possam contribuir para a
ocorrência de perdas auditivas, como ruído, agentes
ototóxicos e vibração. Segundo a NR 9, essa avaliação deve
incluir o re- conhecimento dos ambientes e das condições de
trabalho, as atividades realizadas, as situações de rotina e
específicas, a identificação, a quantificação e a classificação
das exposições com relação ao ruído.
Se houver a presença de substâncias químicas com
evidências de ototoxicidade (Anexo A), estas devem ser
identi- ficadas e a exposição dos trabalhadores quantificada
conforme previsto na NR 9.
4.1 A
valiação preliminar
Deve ser realizada avaliação preliminar da exposição ao ruído,
considerando-se os seguintes aspectos:
a) caracterização do processo produtivo, das ativida-
des, dos ambientes de trabalho e das condições de ex-
posição;
b) presença de agentes ototóxicos e de vibrações em
mãos e braços e de corpo inteiro;
c) informações fornecidas por fabricantes sobre os ní-
veis de pressão sonora gerados por ferramentas, veí- culos,
máquinas ou equipamentos;
d) condições de uso e estado de conservação de
veícu- los, máquinas, equipamentos e ferramentas;
e) dados de exposições ocupacionais anteriores;
f) estimativa de tempo efetivo de exposição diária in-
cluindo existência de horas suplementares, indicação dos
turnos de trabalho e jornada semanal;
g) condições específicas de trabalho que possam
con- tribuir para o agravamento dos efeitos decorrentes da
exposição;
h) informações e registros de queixas e
antecedentes médicos dos trabalhadores expostos;
i) dificuldade de comunicação oral em função do
ruído;
j) ruído como fator causal de acidente do trabalho;
4.2 A
valiação quantitativa
A avaliação quantitativa deve ser representativa da
exposição, abrangendo aspectos organizacionais e ambientais
que envolvam o trabalhador no exercício de suas atividades.
Para a estimativa da exposição dos trabalhadores, a avaliação
deve ser feita por meio da determinação da dose de
exposição diária ou do nível de exposição, conforme
estabeleci- do na Norma de Higiene Ocupacional NHO 01 –
Procedimento Técnico: avaliação da exposição ocupacional ao
ruído, da Fun- dacentro.
5. G
erenciamento audiológico e controle médico
Segundo a NR 9, as ações de controle médico devem ser
implementadas para todos os trabalhadores expostos a
ruído acima do nível de ação, independentemente do uso de
protetor auditivo. As diretrizes, os parâmetros mínimos e a
metodologia para a avaliação e o acompanhamento da
audição dos trabalhadores expostos a níveis de pressão
sonora eleva- dos, por meio de exames audiológicos de
referência e sequen- ciais, devem atender ao disposto no
Anexo 1 da NR 7.
Os trabalhadores expostos à vibração acima dos limi- tes de
exposição, ou a agentes ototóxicos, independentemente de
suas concentrações, também devem ser incluídos nas ações
de gerenciamento audiológico e controle médico.
5.1 E
stabelecimento do nexo ocupacional
O estabelecimento do nexo ocupacional de perdas au- ditivas
deve envolver:
a) realização de anamnese detalhada da exposição aos
agentes de risco para perdas auditivas;
b) avaliação da necessidade de encaminhamento para
avaliação especializada visando um diagnós- tico diferencial;
c) avaliação do histórico profissiográfico do traba-
lhador com ênfase na exposição a fatores de risco para perda
auditiva ocupacional, relacionado aos programas de
gerenciamento e controle de riscos ambientais;
d) avaliação da eficácia dos protetores auditivos
(con- forme item 7) e demais EPIs.
e) avaliação das medidas de controle administrativas
e de engenharia.
Os casos de perdas auditivas ocupacionais devem ser
notificados com emissão da Comunicação de Acidente do Tra-
balho (CAT), de acordo com a legislação trabalhista e previ-
denciária.
5.2.2 D
iagnóstico coletivo
Deve trazer a discriminação por setores da empresa com as
estatísticas de prevalência e incidência de perdas au- ditivas
ocupacionais. A descrição da prevalência deve conside- rar os
resultados da definição dos diagnósticos nosológicos das
perdas auditivas (percentual de casos normais, perdas auditi-
vas ocupacionais e não ocupacionais). A descrição da incidên-
cia deve considerar os diagnósticos evolutivos (percentual de
desencadeamentos e agravamento de perdas auditivas
ocupa- cionais). Estes dois índices, prevalência e incidência de
perdas auditivas ocupacionais, devem compor os indicadores
do PCA, possibilitando o acompanhamento do programa ao
longo do tempo.
O diagnóstico coletivo deve orientar as ações correti- vas a
serem implementadas, tais como:
reavaliar os riscos para perdas auditivas ocupacio- nais
nos setores ou nas atividades com prevalência de perdas ou
incidência de agravamentos;
7. G
estão de equipamentos de proteção auditiva
7.1 S
eleção de protetores auditivos
Deve ser dada aos trabalhadores a oportunidade de
selecionar o seu protetor auditivo dentro de um conjunto de
opções oferecidas pelo empregador. Devem ser oferecidas
duas ou mais opções de diferentes tipos de protetores
auditivos, considerando-se aspectos de conforto, tempo de
uso, compati- bilidade com outros EPIs, eficiência do protetor
auditivo, nível de exposição, entre outros.
7.1.1 C
ritérios para seleção
De acordo com o disposto na Norma Regulamen- tadora NR 6
– Equipamentos de Proteção Individual (EPI), a empresa
deverá selecionar e indicar protetores auditivos tecnicamente
adequados ao risco, para exposições acima dos limites de
exposição previstos na Norma Regulamentadora NR 15 –
Atividades e Operações Insalubres.
Devem ser descritas as características da empresa e os
critérios utilizados para a seleção dos protetores auditivos,
entre os quais:
a) características do ambiente e atividade (nível
de exposição, sujidade, temperatura, espaços restritos, perfil
de utilização , compatibilidade com outros EPIs etc.);
NRRsfrequerido = NE – LE Sendo:
NEp = NE - NRRsfprotetor
7.1.2 E
nsaio de atenuação pessoal
Todo usuário de protetor auditivo deve ser submetido a um
ensaio de atenuação pessoal para determinar se o equi-
pamento selecionado proporciona atenuação adequada para o
indivíduo.
O trabalhador deve ser informado que o ensaio tem a
finalidade de selecionar protetores auditivos que lhe propor-
cionam uma proteção adequada.
Antes de definir a opção, deve-se mostrar ao traba- lhador a
maneira correta de colocação. É desejável que o am- biente
tenha um espelho para visualização da colocação. Esta breve
orientação não constitui um treinamento formal.
O trabalhador deve avaliar os modelos e os tamanhos de
protetores auditivos disponibilizados, e eliminar aqueles que
não lhe oferecem ajuste adequado.
Os protetores auditivos escolhidos devem ser separa- dos e
aquele que, a princípio, se mostrar mais apropriado deve ser
colocado e utilizado no mínimo por cinco minutos para
avaliação pelo usuário. Se durante esse período for observado
desconforto ou dificuldade de ajuste, buscar outros modelos
ou tamanhos. Todos os ajustes devem ser realizados pelo
próprio trabalhador.
7.1.2.1 Requisitos
Somente devem ser considerados aprovados os pro- tetores
auditivos que proporcionarem, ao usuário, o Nível de
Atenuação Pessoal (NAP) de no mínimo o valor do NRRsf
do protetor auditivo.
7.1.2.4 R
elatório de ensaios de atenuação
Os relatórios dos ensaios de atenuação pessoal devem conter
as seguintes informações:
7.1.2.5 T
ipos de ensaios de atenuação pessoal
7.2 D
istribuição e reposição
Descrever como é feita a entrega de novos proteto- res
auditivos e a reposição de partes substituíveis. Indicar onde
estão armazenados os registros dessas distribuições e
reposições.
7.3 M
anutenção, substituição e higienização
Descrever quais partes do produto devem ser inspecionadas
pelo usuário e quais características, indicativas de
necessidade de manutenção, devem ser observadas.
Indicar a periodicidade para a substituição do protetor auditivo
usado por um novo, considerando-se os critérios legais
estabelecidos e a sua degradação, que pode variar de acordo
com a atividade, a frequência de higienização, a sujidade e a
exposição a agentes físicos, químicos e biológicos presentes
no ambiente de trabalho, como, por exemplo, a temperatura.
Os ensaios de atenuação pessoal (7.1.2.5) e os testes de
verificação de ajuste (7.1.3), ou ensaio em laboratório
conforme NBR 16076, quando aplicáveis nos protetores
auditivos usados, podem trazer indicativos da necessidade de
substituição ou manutenção dos mesmos.
Descrever onde, como e quando deverá ocorrer a
higienização de cada protetor auditivo, quando aplicável.
Descrever como o protetor é armazenado no estoque e
guardado pelo usuário durante o período que não estiver em
uso.
8. Educação/capacitação e motivação de
trabalhadores e demais envolvidos com o PCA
A participação dos trabalhadores e dos demais profis- sionais
envolvidos na implantação e na execução das diversas etapas
do PCA são essenciais para a prevenção das perdas auditivas.
O empregador deve instituir um programa de educa- ção,
capacitação e motivação de todos os trabalhadores com
níveis de exposição ao ruído igual ou acima do nível de ação e
assegurar a participação do trabalhador, por meio de ações
de orientação, cursos, reuniões, organização de comissões,
deba- tes, participação em eventos e outras maneiras
apropriadas para a aquisição de informações.
O programa deve contemplar também os demais pro-
fissionais de diversos níveis da empresa, que desenvolvem
atividades relacionadas ao PCA direta ou indiretamente. As
ações do programa devem ser realizadas periodicamente, no
mínimo uma vez ao ano ou em períodos menores conforme
necessidades específicas, ou em função da avaliação da
eficácia do PCA. As informações precisam estar atualizadas e
consis- tentes com os equipamentos de proteção, processo e
ambientes de trabalho.
O empregador deve promover a orientação e a capa- citação
dos trabalhadores de modo a permitir a compreensão dos
aspectos relacionados ao reconhecimento, à avaliação e ao
controle dos riscos resultantes da exposição ao ruído e
demais agentes que promovam a perda auditiva, incluindo:
9. Manutenção de registros
A manutenção dos registros envolve a criação e a guarda de
toda a documentação gerada em cada etapa do PCA e dos
trabalhadores envolvidos no programa. Esses registros devem
ter referência cruzada, de modo que a informação de uma
determinada etapa do programa possa ser prontamente
ligada a todos os outros componentes do PCA, ou a cada tra-
balhador.
Esses registros constituem evidências do programa e devem
ser mantidos por pelo menos 20 anos, e ser válidos segundo
critérios ou procedimentos legais, quando aplicáveis.
ANEXO A
Exemplos de substâncias químicas com efeitos
ototóxicos e principais aplicações.
Tabela 1 - Fonte: modificado de BITTENCOURT, 2016.
Produção de estireno.
Etilbenzeno Apenas uma pequena
porção é usada como
solvente.
N- Corante de tecido;
propilbenzeno solvente para acetato
de celulose.
Estireno
Fabricação de
plástico, artigos de
borracha, fibras de
vidro; borracha
sintética; isoladores;
produção de resinas e
plásticos, componente
de produtos agrícolas
e de agente
estabilizador.
Fabricação de
Metilestireno poliéster, resinas,
tintas e ceras.
ANEXO B
Exemplo da gestão dos diagnósticos audiológicos
Este anexo apresenta exemplos de exames de
referên- cia e sequenciais para identificação de quadros de
evolução de perdas auditivas ocupacionais. A gestão dos
diagnósticos tem a finalidade de prevenção e elaboração de
estatísticas (preva- lência e incidência) nos diversos setores
das empresas visando à avaliação e ao acompanhamento do
PCA.
A gestão dos diagnósticos audiológicos é uma etapa
importante do PCA, podendo ser conceituada como o conjun-
to de procedimentos, protocolos e rotinas destinados a gerar
informações sobre a situação auditiva de uma determinada
população de trabalhadores. Essa gestão é realizada por meio
dos dados existentes de audiometrias atuais e pregressas, da
investigação criteriosa da exposição do trabalhador, acompa-
nhamento de cada caso, análise, interpretação e publicação
anual dos dados epidemiológicos, representados por indicado-
res de saúde auditiva.
ORELHA DIREITA
Ano R, S(1) 500 1K 2K 3K 4K 6K 8K
2005 R1 10 10 15 20 20 15 15
2006 S 15 10 15 20 20 15 20
2007 S 15 15 20 15 20 20 20
2008 S 15 15 20 15 25 20 20
2009 S 15 15 20 15 20 25 20
2010 S 15 15 20 25 25 25 20
2011 R2 15 15 15 25 35 30 20
2012 S 15 15 20 25 35 30 20
2013 S 10 10 15 15 30 25 20
2014 S 15 15 15 30 35 30 20
2015 S 15 15 15 30 35 30 20
2016 S 15 15 15 30 35 30 20
Tabela 3 - (1) S
= Exame Sequencial; R = Exame de Referência
ORELHA ESQUERDA
Ano R, S(1) 500 1K 2K 3K 4K 6K 8K
2005 R1 5 10 15 15 15 25 20
2006 S 10 15 10 15 15 20 15
2007 S 15 15 15 20 20 25 20
2008 S 15 15 15 20 20 25 20
2009 S 15 15 15 20 20 25 20
2010 S 15 15 15 20 20 25 20
2011 S 10 10 15 15 20 25 20
2012 S 10 10 15 15 20 25 20
2013 S 10 10 15 15 25 25 20
2014 S 5 10 20 20 25 30 20
2015 S 10 15 15 25 25 30 20
2016 R2 10 10 20 20 35 30 20
o %
N
Normal 307 72,2
Total de alterados 118 27,8
Perda Auditiva Ocupacional 82 19,3
Perda Auditiva Não Ocupacional 36 8,5
Total geral 425 100,0
Desencadeamentos 04 0,9
Agravamentos 05 1,2
2
Quando o audiograma de referência é normal, porém existe uma evolução no audiogra- ma
sequencial representada por uma piora ≥ 10 dB (NA) na média das frequências de 3.000, 4.000 e
6.000 Hz ou uma piora ≥ 15 dB (NA) em uma das frequências de 3.000,
4.000 e 6.000 Hz isoladamente. Dentro dessa categoria estão também os audiogramas que,
mesmo permanecendo normais no exame sequencial, sofrem uma piora significati- va em
relação ao exame de referência conforme cálculo mencionado anteriormente. Al- guns
profissionais têm chamado esse tipo de evolução audiológica de desencadeamento de PAINPSE
dentro da normalidade, para diferenciá-lo, pois as condutas médico-legais não são as mesmas.
3
Quando o audiograma de referência apresenta alteração ocupacional (Sugestiva de PAINPSE)
e existe uma evolução no audiograma sequencial representada por uma piora
≥ 10 dB (NA) na média das frequências de 500, 1.000 e 2.000 ou 3.000, 4.000 e 6.000 Hz ou
uma piora ≥ 15 dB (NA) em qualquer frequência isolada.
ANEXO C
Exemplos de medidas de controle coletivas
Exemplos:
-
silenciadores em
sistemas de ar
comprimido,
compressores, bicos
de saída de ar,
válvulas
- pneumáticas,
da fonte; condutores de
- sistemas de
máquinas ou ventilação etc.;
equipamento
Na -
s menos
fonte partes ou peças de
ruidosos
emissor máquinas e
(adequação
a de equipamentos, como
do projeto);
ruído partes metálicas por
- Manutenção; plásticos;
-
ventiladores mais
silenciosos:
modificação do
número, tamanho e
formato de pás e
rotações;
- - Utilização de bases
Modificações rígidas na montagem
nas de máquinas e
fontes; equipamentos para
redução da vibração,
ou de sistemas de
amortecimento para
reduzir a transmissão
da vibração;
- Alteração do
processo de
fabricação e/ou
método de trabalho.
(...)
Exemplos:
- Disposição de
máquinas,
equipamentos,
diretividade de fontes
e posicionamento dos
postos de trabalho;
Via aérea: - Enclausuramento de
- Layout de máquinas e
máquinas, equipamentos,
restringindo o ruído
equipamento com
s e postos de o uso de painéis de
trabalho; alta densidade de
massa ou paredes
duplas;
Enclausuram -
ento; materiais
- absorventes em
Na paredes e forros;
de
trajetór
superfícies -
ia de e biombos acústicos e
com
transmi superfícies refletoras;
materiais
ssão
absorventes; -
materiais com
-
amortecimento
parciais. interno (por exemplo:
chapas- sanduíche,
Via plásticos, ferro
vibração fundido etc.);
propagada:
- Isolamento - Selamento de
ou frestas
amortecimen desnecessárias e
fechamento de todas
to da as juntas;
vibração.
- Alteração do arranjo
físico das fontes de
ruído;
- Posicionamento
remoto dos controles
das máquinas e dos
equipamentos.
Exemplos:
- Redução de jornada;
-
- trabalhadores,
administrativ funções e atividades;
No os;
recepto -
r - de repouso acústico;
protetores
-
auditivos. protetores tipo
concha ou inserção,
adequados ao risco e
aos usuários.
Recomenda-se a utilização da norma ISO 11690 quan-
to à aplicação de estratégias e medidas para controle do ruído
em locais de trabalho já existentes ou para o planejamento
e implementação de novas instalações ou novos processos de
trabalho.
ANEXO D
Descrição dos ensaios de atenuação
4
Ver: http://www.3m.com.br/3M/pt_BR/epi/solucoes-de-seguranca-pessoal/solucoes-
-protecao-auditiva/sistema-protecao-auditiva/.Acesso em: 31 maio 2017.
5
Ver: https://blogs.cdc.gov/niosh-science-blog/2013/05/31/well-fit/. Acesso em: 31
maio 2017.
6
Ver: http://www.michaelassociates.com/products/fitcheck-solo-tm/. Acesso em: 31
maio 2017.
7
Ver: http://www.protectear.com/fitcheck-solo/. Acesso em: 31 maio 2017.
8
Ver: http://www.moldex.com/pdf/datasheets/fitchecksolo.pdf. Acesso em: 31 maio
2017.
9
Ver: http://www.honeywellsafety.com/Products/Hearing/Hearing_Protection/Veri-
PRO_Earplug_Fit_Testing.aspx?site=/au. Acesso em: 31 maio 2017.
ANEXO E
Teste de percepção sonora simplificado
(NIOSH QUICK TEST)
O teste pode ser realizado diretamente pelo site do
NIOSH10 ou off-line, baixando-se os arquivos das trilhas sono-
ras de teste para reprodução em dispositivos de áudio ou em
computadores.
O teste sonoro consiste em bandas de ruído aleatório
com frequência central de 1.000 Hz. Ambas as trilhas são as
mesmas, sendo a segunda 15 dB acima da primeira.
Procedimentos
10
NIOSH (National Institute for Occupational Safety and Health). Ver: http://www.cdc.gov/
niosh/mining/content/quickfitweb.html. Acesso em: 30 maio 2017.