PDF CONHECIMENTOS ESPECIFICOS - HISTORIA - Globalização
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Globalização
Podemos dizer que é um processo econômico e social que estabelece uma integração entre os países
e as pessoas do mundo todo. Através deste processo, as pessoas, os governos e as empresas trocam
ideias, realizam transações financeiras e comerciais e espalham aspectos culturais pelos quatro cantos
do planeta.
O conceito de Aldeia Global se encaixa neste contexto, pois está relacionado com a criação de uma
rede de conexões, que deixam as distâncias cada vez mais curtas, facilitando as relações culturais e
econômicas de forma rápida e eficiente.
Muitos historiadores afirmam que este processo teve início nos séculos XV e XVI com as Grandes
Navegações e Descobertas Marítimas. Neste contexto histórico, o homem europeu entrou em contato
com povos de outros continentes, estabelecendo relações comerciais e culturais. Porém, a
globalização efetivou-se no final do século XX, logo após a queda do socialismo no leste europeu e na
União Soviética. O neoliberalismo, que ganhou força na década de 1970, impulsionou o processo de
globalização econômica.
Com os mercados internos saturados, muitas empresas multinacionais buscaram conquistar novos
mercados consumidores, principalmente dos países recém-saídos do socialismo. A concorrência fez
com que as empresas utilizassem cada vez mais recursos tecnológicos para baratear os preços e
também para estabelecerem contatos comerciais e financeiros de forma rápida e eficiente. Neste
contexto, entra a utilização da Internet, das redes de computadores, dos meios de comunicação via
satélite etc.
Bolsa de valores:
tecnologia e Investimentos, pagamentos e transferências bancárias, podem ser feitos em
negociações em nível questões de segundos através da Internet ou de telefone celular.
mundial.
Os tigres asiáticos (Hong Kong, Taiwan, Cingapura e Coreia do Sul) são países que souberam usufruir
dos benefícios da globalização. Investiram muito em tecnologia e educação nas décadas de 1980 e
1990. Como resultado, conseguiram baratear custos de produção e agregar tecnologias aos produtos.
Atualmente, são grandes exportadores e apresentam ótimos índices de desenvolvimento econômico e
social.
Dentro deste processo econômico, muitos países se juntaram e formaram blocos econômicos, cujo
objetivo principal é aumentar as relações comerciais entre os membros. Neste contexto, surgiram
a União Europeia, o Mercosul, a Comecom, o NAFTA, o Pacto Andino e a Apec. Estes blocos se
fortalecem cada vez mais e já se relacionam entre si. Desta forma, cada país, ao fazer parte de um
bloco econômico, consegue mais força nas relações comerciais internacionais.
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GLOBALIZAÇÃO
Como dissemos, a globalização extrapola as relações comerciais e financeiras. As pessoas estão cada
vez mais descobrindo na Internet uma maneira rápida e eficiente de entrar em contato com pessoas de
outros países ou, até mesmo, de conhecer aspectos culturais e sociais de várias partes do planeta.
Junto com a televisão, a rede mundial de computadores quebra barreiras e vai, cada vez mais, ligando
as pessoas e espalhando as ideias, formando assim uma grande Aldeia Global. Saber ler, falar e
entender a língua inglesa torna-se fundamental dentro deste contexto, pois é o idioma universal e o
instrumento pelo qual as pessoas podem se comunicar.
As principais beneficiadas pela globalização são as empresas transnacionais, haja vista que esse
fenômeno faz com que elas continuem com suas matrizes em um país (desenvolvido), mas atuem com
filiais em outros (em desenvolvimento), expandindo seu mercado consumidor. Elas se aproveitam da
mão de obra barata, além de benefícios (isenção de imposto, doação de terreno, etc.) proporcionados
pelos governos dos países em desenvolvimento, visando ao aumento da lucratividade.
Além de fatores econômicos e sociais, a globalização também interfere nos aspectos culturais de uma
determinada população. O grande fluxo de informações obtidas por meio de programas televisivos e,
principalmente, pela Internet, exerce influência em alguns hábitos humanos. A instalação de redes de
fast food é outro elemento que pode promover uma mudança nos costumes locais. Entretanto,
elementos da cultura local perduram em meio à população, promovendo, assim, a diferenciação entre
as culturas existentes.
A globalização pode ser compreendida como a fase de expansão que o capitalismo atingiu na
atualidade, impactando a economia, a política, a cultura e o espaço geográfico. Se no capitalismo
comercial iniciado no final do século XV, com as grandes navegações e o colonialismo, diferentes
partes do mundo passaram a estabelecer maiores relações, nos séculos seguintes essas relações se
intensificaram conforme as novas tecnologias possibilitaram o avanço da produção industrial e do
comércio mundial. A globalização é, sobretudo, econômica, e caracteriza-se pelo conjunto de
mudanças no processo de produção de riquezas, nas relações de trabalho, no papel do Estado, nas
formas de dominação sociocultural e pela facilitação dos fluxos de pessoas, capitais e informações ao
redor do mundo.
A base estrutural que possibilitou o aumento dos fluxos de informações nas últimas décadas é o
avanço das telecomunicações (satélites artificiais, centrais telefônicas, cabos de fibra óptica e telefonia
celular) e da informática. A evolução das tecnologias para computadores e internet permite um volume
e rapidez cada vez maiores na transmissão de dados, voz, texto e imagem em todo o planeta,
tornando-o cada vez mais conectado e integrado. Além das telecomunicações e informática, também
houve avanços da robótica, biotecnologia e dos meios de transporte, na etapa do desenvolvimento
industrial conhecida como Terceira Revolução Industrial, quando ciência, técnica e produção
adquiriram maiores vínculos. A revolução tecnológica dos meios de informação e comunicação
intensificou-se, possibilitando uma disputa cada vez maior entre países e empresas a partir da
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GLOBALIZAÇÃO
facilidade de circulação do capital de um país para outro, seja para a venda de mercadorias, para a
instalação de filiais de empresas ou para aplicações financeiras.
A derrocada do bloco socialista pós-Guerra Fria (1989) iniciou a chamada nova ordem mundial,
levando o capitalismo ao mundo todo e impulsionando o processo de globalização. Novos mercados
consumidores se abriram, ao passo que governos e grandes empresas intensificaram medidas e
políticas neoliberais (que favorecem a iniciativa privada), ampliando a circulação de capitais entre os
países.
Atualmente, mercados mundiais importantes são dominados por um pequeno número de corporações
multinacionais ou transnacionais, que concentraram capitais através de fusões e/ou aquisições.
Os protestos de rua de um país são vistos com facilidade pelos telespectadores de outro país.
“Globalizaram-se as instituições, os princípios jurídico-políticos, os padrões socioculturais e os ideais
que constituem as condições e produtos civilizatórios do capitalismo” (IANNI, 1995, p.47-
8 apud VICENTE, 2009, p. 128). Anthony Giddens fala de um mundo em transformação, que afeta tudo
o que fazemos, e que estamos sendo empurrados para uma ordem global cujos efeitos se fazem sentir
mas que ainda não compreendemos na sua totalidade. E neste processo de transformação a
globalização está por trás, inclusive, da expansão da democracia: “[...] vivemos numa época em que a
democracia está a estender-se a todo o mundo [...] Temos de democratizar ainda mais as estruturas já
existentes e de o fazer de forma a responder às exigências da era global” (2006, p. 17).
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GLOBALIZAÇÃO
processos de transnacionalização e globalização do final do século XX. Nos dias atuais podemos
mencionar a criação de organizações internacionais como a ONU (Organização das Nações Unidas),
Banco Mundial, FMI (Fundo Monetário Internacional) e a UE (União Européia) como um resultado
direto desse processo de globalização.
Anthony Giddens (2006) destaca como hoje o processo de globalização é marcado pela informação
digital, inclusive financeiramente. Um dinheiro que não raro só existe como informação digital e que
serve de base às transações econômicas que são operadas no mercado financeiro de vários países.
Milhões e bilhões de dólares são movimentados diariamente. Um volume de transações financeiras
inabitual para o mercado comum: “É um aumento maciço em relação aos finais da década de 1980,
sem falarmos de anos mais distantes. O valor do dinheiro que temos no bolso, ou nas nossas contas
bancárias, muda de momento a momento, de acordo com as flutuações registadas nestes mercados”
(2006, p. 22). Vivemos hoje em dia a era da mundialização do capital, usando o termo francês para
globalização (mondialisation): um processo de internacionalização do capital produtivo como um
conjunto dos processos que tecem relações de interdependência entre as economias nacionais,
incluindo aí as importações e exportações de bens e serviços, entradas e saídas de investimentos do
capital financeiro ou, ainda, de mundialização das operações do capital (CHESNAIS, 1994 e 1995).
Em vez de usar o termo “globalização” e, portanto, de fazer referência à “economia” de modo vago e
impreciso, parece então desde já preferível falar em “globalização do capital”, sob a forma tanto do
capital produtivo aplicado na indústria e nos serviços quanto do capital concentrado que se valoriza
conservando a forma dinheiro. Pode-se então dar mais um passo, aquele que consiste em falar de
“mundialização” em vez de “globalização” (CHESNAIS, 1995, p. 5).
Milton Santos (2000) destaca que as atividades hegemônicas do mundo globalizado estão todas
fundadas na técnica e na tecnociência. Há 150 anos era usado o Código Morse como meio de
comunicação. Hoje esse sistema foi substituído pela tecnologia dos satélites que permite localizar
qualquer pessoa, usando um GPS, por exemplo. A globalização foi favorecida pelo casamento entre a
ciência e a técnica, mas um casamento que é condicionado pelo mercado: a ciência e a técnica
passam a produzir aquilo que interessa ao mercado e não a humanidade em geral. O mundo da
técnica promoveu uma maior fluidez e rapidez nas relações sociais. Mas uma fluidez que não é para
todos, mas para os agentes que têm a possibilidade de utilizá-la. E a “compartimentação dos territórios
ganham esse novo ingrediente [...] tudo hoje está compartimentado; incluindo toda a superfície do
planeta” (SANTOS, 2000, p. 84). É dessa forma que se potencializa a força das grandes empresas em
detrimento de outras, que são forçadas em suas formas “de ser e agir” a adaptar-se ao “epicentro” das
empresas hegemônicas. “Com a globalização, o uso das técnicas disponíveis permite a instalação de
um dinheiro fluido, relativamente invisível, praticamente abstrato” (SANTOS, 2000, p. 100).
Do ponto de vista econômico se fala hoje em dia em uma economia mundial ou de uma economia
globalizada, onde as economias nacionais são rearticuladas no seio de um sistema de transações e
processos que operam em nível internacional. Transformações importantes ocorridas a partir da
década de 1970 na conjuntura política, econômica e social propiciaram o avanço da globalização com
a expansão de empresas transnacionais : a chamada transnacionalização. Uma nova economia se
afirmas estimualda pela ideia de um mercado livre global onde “as empresas, corporações e
conglomerados transnacionais adquiriram preeminência sobre as economias nacionais” (IANNI, 1995,
p.46 apud VICENTE, 2009, p. 127). “A globalização é, de certa forma, o ápice do processo de
internacionalização do mundo capitalista” (SANTOS, 2000, p. 23). Passamos da micro para a macro
economia, das regras de gestão privada para o estabelecimento de políticas econômicas que são
definidas e redefinidas por instituições internacionais.
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GLOBALIZAÇÃO
a) Defesa parcial da noção Estado-nação, uma vez que no processo de implantação da globalização
ainda é necessária a presença do Estado.
b) A relação entre Estado-nação e mercados globais tende a restringir as ações dos Estados, com a
consequente delimitação de sua atuação, pois os centros econômicos mundiais adotam medidas que
têm de ser incorporadas pelos países defensores desse processo da globalização. A propensão,
portanto, seria chegar ao fim dos Estados nacionais.
Existem também as críticas a esse modelo e visão de mundo, que consideram a ideia de globalização
como a fonte de inúmeros problemas, e não leva em consideração questões como a heterogeneidade,
a fragmentação, a desigualdade, a exclusão, a dominação, a exploração, as diferenças ideológicas e
das relações humanas, entre outras. Os oponentes da globalização estimam que a globalização seria
antes geradora de inquietações, de desgates do meio ambiente, de uma competitividade desumana.
Entre os seus críticos, estão aqueles que apontam para o fato de que a globalização tende a aumentar
ainda mais as desigualdades sociais, fazendo com que a concentração da riqueza mundial esteja cada
vez mais nas mãos de poucos, aumentando a situação de pobreza e miséria social.
A dinâmica tecnológica e econômica que se afirma como parte das tendências novas da globalização
não autorizam qualquer otimismo no que se refere à sua eventual contribuição para melhorar esse
quadro de desigualdade. Ao contrário, o que temos com ela, mesmo nos países economicamente mais
avançados, são o aumento da desigualdade social, níveis inéditos de desemprego, a "nova pobreza", o
aumento da violência urbana (REIS, 1997, p. 49).
Dentre os críticos do processo de globalização podemos destacar Milton Santos, autor da obra: Por
uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. O livro do Milton Santos tem
como objetivo principal discutir o atual processo de globalização, abordando questões que trata da
constituição da globalização: quais indivíduos de fato esta atual globalização beneficia? É possível dar
novos rumos a atual história social no período da globalização? Milton Santos entende a globalização
como algo perversa na forma como está: “fundada na tirania da informação e do dinheiro, na
competitividade, na confusão dos espíritos e na violência estrutural, acarretando o desfalecimento da
política feita pelo Estado e a imposição de uma política comandada pelas empresas” (2000, p. 15). A
obra de Milton Santos é bastante extensa e merece uma reflexão mais detalhada sobre as questões
analisadas pelo autor. Veja a este respeito o texto em nosso website: Uma outra globalização é
possível?
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GLOBALIZAÇÃO
O fim do socialismo
A criação do socialismo como regime político-econômico visava sufocar e extinguir o sistema que
vigorava no final do século XIX, o capitalismo. As ideias socialistas almejavam implantar uma
sociedade mais justa e igualitária.
Os principais idealizadores do socialismo foram os alemães Karl Marx e Friedrich Engels, após uma
profunda análise no sistema capitalista eles proporam a estruturação de uma sociedade alicerçada no
regime socialista.
A partir daí, as ideias do regime socialista se espalharam pelo mundo e muitos países as implantaram.
No entanto, tais nações não instituíram o socialismo aos moldes propostos por Karl Marx e Friedrich
Engels. Desse modo, o socialismo aplicado em diversas nacionalidades recebeu o nome pelos
estudiosos de “socialismo real”, ou seja, aquele que realmente foi colocado em prática.
Na União Soviética e todo Leste Europeu foi instaurado o socialismo real, marcado principalmente pela
enorme participação do Estado. Esse fato fez emergir, de certa forma, um sistema um tanto quanto
ditatorial, tendo em vista que as decisões políticas não tinham a participação popular. A liberdade de
expressão era reprimida pelos dirigentes, que concentravam o poder em suas mãos.
Com o excesso de centralização do poder, a classe de dirigentes, bem como os funcionários de alto
escalão do governo, passaram a desfrutar de privilégios que não faziam parte do cotidiano da maioria
da população; o que era bastante contraditório, pois o socialismo buscava a construção de uma
sociedade igualitária.
Em todo o transcorrer da década de 80, a União Soviética enfrentou uma profunda crise, atingindo a
política e a economia. Tal instabilidade foi resultado de diversos fatores, dentre os quais podemos
destacar o baixo nível tecnológico em relação aos outros países. Isso porque o país investiu somente
na indústria bélica, deixando de lado a produção de bens de consumo. Além, da diminuição drástica da
produção agropecuária e industrial.
Diante dos problemas apresentados, a população soviética ficava cada vez mais descontente com o
sistema socialista. A insatisfação popular reforçava o anseio de surgir uma abertura política e
econômica no país para buscar melhorias sociais. O desejo de implantar um governo democrático na
União Soviética consolidou a queda do socialismo no país. Fato que ligeiramente atingiu o Leste
Europeu, que buscou se integrar ao mundo capitalista.
Hoje, praticamente não existem países essencialmente socialistas, salvo Cuba. São ainda
considerados socialistas: China, Vietnã e Coréia do Norte. Aos poucos essas nações dão sinais de
declínio quanto ao sistema de governo, promovendo gradativamente abertura política e econômica.
O colapso da União Soviética foi para o Ocidente como um brinde ao triunfo da superioridade do
capitalismo sobre o socialismo. A Guerra Fria, que havia pairado sobre a bipolaridade das
superpotências desde o fim da II Guerra Mundial, havia finalmente dissipado alegrando os Estados
Unidos com o seu inimigo formidável trazido a seus joelhos e abrindo canteiros para introduzir a nova
ordem mundial. Conclusões e rupturas configuram novos rumos para a retomada da Globalização.
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GLOBALIZAÇÃO
Essas premissas indicam uma dificuldade na construção de uma ordem mundial que enfrentam novos
e velhos problemas complexos para a agenda internacional, relativos às questões universais dos
direitos humanos, desarmamento, população, saúde, segurança, educação, trabalho, meio ambiente,
terrorismo político e uma série de outros desequilíbrios regionais e socais.
Percebeu-se também uma grande mudança no tratamento dos países após o fim da Guerra Fria, como
a criação do conceito “Terceiro Mundo”, conjunto de países que enfrentam problemas sociais e
econômicos, substituindo o antigo “Norte-Sul”. Houve também uma queda na coesão entre os Estados
Unidos, Europa e Japão que passaram a ser mais nacionalistas e terem em mira os seus próprios
interesses. Os EUA, com o intuito de não arcar com a ordem mundial sozinho, convidou a Rússia para
fazer parte do principal grupo econômico mundial, o G-8.
A Rússia por sua vez, após o fim da URSS, abriu seu mercado principalmente para o ocidente e
enfrentou dificuldades em seu próprio terreno como as migrações, escassez de recursos naturais, entre
outros. O que levou o país a tomar decisões administrativas objetivando-se ao seu lançamento como
potência mundial.
No mundo atual, é difícil pensar em uma única ordem mundial, pois, partindo dos conceitos de alguns
estudiosos, o que há no mundo hoje é uma multipolarização, em outras palavras, uma hierarquia
flexível que desponta a ascensão de diversos países a cada momento.
A CRISE DA GLOBALIZAÇÃO
Os mesmos analistas que afirmavam ser o fim da União Soviética a comprovação de que os ideais de
uma sociedade igualitária não são viáveis na prática agora têm que admitir que a globalização
econômica pautada na livre concorrência, além de gerar milhões de excluídos em todo o planeta (fator
que por si só já é controverso), também não traz benefícios concretos para boa parte dos habitantes
dos países desenvolvidos.
Nas últimas décadas do século passado, a palavra globalização ultrapassou os muros da universidade
para invadir os mais diversos âmbitos da sociedade.
A partir dos avanços dos meios de comunicação e transporte, parecia que finalmente o “mundo era um
só”. O filósofo Marshall McLuhan falava em “Aldeia Global”.
Não havia mais obstáculos para a livre circulação de serviços e mercadorias. Com o colapso do
socialismo no Leste Europeu, o capitalismo despontaria como sistema econômico hegemônico.
As utopias estavam mortas. Era o “Fim da História” preconizado pelo cientista político Francis
Fukuyama. Enfim, a economia de mercado era confirmada como a derradeira etapa da história da
humanidade.
Tudo ia bem para os ideólogos da globalização até que surgiu a crise econômica de 2008, iniciada no
setor financeiro dos Estados Unidos e posteriormente espalhada para praticamente todo o planeta.
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GLOBALIZAÇÃO
É fato que na periferia capitalista, sobretudo na América Latina, a chegada ao poder de governos de
esquerda, antes de 2008, já representava o repúdio das populações desses países ao neoliberalismo,
um dos principais pilares da globalização.
Todavia, essa questão se tornou ainda mais complexa quando as populações das nações
desenvolvidas também começaram a rejeitar os preceitos da globalização, como são os casos da
eleição do protecionista Donald Trump nos Estados Unidos e do processo de saída do Reino Unido da
União Europeia após consulta popular.
Desse modo, os mesmos analistas que afirmavam ser o fim da União Soviética a comprovação de que
os ideais de uma sociedade igualitária não são viáveis na prática agora têm que admitir que a
globalização econômica pautada na livre concorrência, além de gerar milhões de excluídos em todo o
planeta (fator que por si só já é controverso), também não traz benefícios concretos para boa parte dos
habitantes dos países desenvolvidos.
Exceção feita, é claro, para aquele 1% da população que ganha astronômicas somas monetárias
explorando o trabalho alheio ou especulando em bolsas de valores mundo afora.
Em uma época de crise como a atual, em que a esquerda está perdida, levantando bandeiras
secundárias aos interesses do proletariado, ironicamente a extrema-direita é quem tem seduzido as
massas trabalhadoras, a partir de seus discursos com soluções simplistas para questões complexas.
Não obstante, as preposições xenófobas dos políticos conservadoras, que culpam imigrantes pelo
crescimento dos índices de desemprego, são extremamente perigosas.
A última grande combinação entre crise econômica e ascensão de ideias extremistas não traz boas
lembranças para a humanidade. Infelizmente, o fascismo é um fantasma que insiste em não nos
deixar.
Capitalismo e socialismo são dois conhecidos sistemas político-econômicos que são opostos.
O socialismo consiste em uma teoria, doutrina ou prática social que propõe a apropriação pública dos
meios de produção e a supressão das diferenças entre as classes sociais. Este sistema sugere uma
reforma gradual da sociedade capitalista, distinguindo-se do comunismo, que era mais radical e
defendia o fim do sistema capitalista e queda da burguesia através de uma revolução armada.
O socialismo científico, também conhecido como marxismo, tinha como um dos seus objetivos a
compreensão das origens do capitalismo, e anunciava o fim desse sistema. A luta proletária encorajada
pelo socialismo científico foi revestida do mesmo caráter internacional do capitalismo e necessitava de
uma organização partidária, centralizadora e coesa.
No final do século XIX, todos os partidos socialistas tinham como objetivo a luta por uma sociedade
sem classes e acreditavam na substituição do capitalismo pelo socialismo. No entanto, surgiram duas
tendências entre os partidos: uma revolucionária, que defendia o princípio da luta de classes e a ação
revolucionária, sem aceitar a colaboração com governos burgueses; e a reformista, que aceitava
integrar coligações governamentais (social-democracia).
Por outro lado, o capitalismo tem como objetivo o aumento de rendimentos e obtenção de lucro.
Muitas críticas foram feitas em relação a este sistema, pois a concentração e distribuição dos
rendimentos capitalistas dependem muito das condições particulares de cada sociedade.
No seu início, o capitalismo foi responsável por graves deformações e conflitos sociais, já que a
indústria, pouco desenvolvida, não foi capaz de incorporar organicamente os assalariados, assim como
também não foi capaz de minorar a sua insegurança econômica. Só mais tarde, quando houve um
incremento na produção de bens, é que se verificou uma elevação significativa no nível de vida dos
trabalhadores.
A dinâmica resultante da luta pelo aumento de salários e pela participação de todos os agentes de
produção no processo do próprio capitalismo é a principal característica econômica do século XX e
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originou várias posições. Entre elas está o comunismo radical (com a nacionalização de todos os meios
de produção) e a concentração social pelo acordo para a distribuição dos rendimentos entre gestores,
capitalistas, operários e serviços.
Diferenças
Estes dois sistemas apresentam muitas diferenças, porque são contrários. Enquanto no capitalismo o
governo intervém pouco na economia, no socialismo há uma grande intervenção do governo. O
capitalismo favorece quem tem dinheiro, e dá liberdade para criação de empresas por parte dos
indivíduos, mas cria classes sociais muito distintas e consequentes desigualdades sociais.
O socialismo tem como visão o bem comum de todos os indivíduos da sociedade, sendo que o governo
providencia o que é necessário para os cidadãos. Uma desvantagem desse sistema é que é difícil
estabelecer negócios quando tudo é controlado e limitado pelo governo. Outra limitação do socialismo
é que a sua implementação é muito complicada, e em vários países socialistas de hoje, as pessoas
são exploradas pelos seus governos.
Guerra fria
A Guerra Fria foi o conflito de países que representavam o capitalismo e o socialismo e que
procuravam dominar o mundo. Os dois principais intervenientes foram os Estados Unidos (capitalismo)
e URSS (União Soviética, atual Rússia). A designação "fria" foi dada porque não houve ataques
diretos, apesar do incrível poder bélico dos intervenientes. Um conflito bélico poderia ter consequências
catastróficas, podendo mesmo significar a destruição da Terra.
A Guerra Fria terminou no início da década de 90, com a vitória dos Estados Unidos e do capitalismo, o
que explica a predominância desse sistema político nos dias de hoje.
O que é Socialismo:
Socialismo é uma doutrina política e econômica que surgiu no final do século XVIII e se caracteriza
pela ideia de transformação da sociedade através da distribuição equilibrada de riquezas e
propriedades, diminuindo a distância entre ricos e pobres.
Noël Babeuf foi o primeiro pensador que apresentou propostas socialistas sem fundamentação
teológica e utópica como alternativa política.
Karl Marx, um dos principais filósofos do movimento, afirmava que o socialismo seria alcançado a partir
de uma reforma social, com luta de classes e revolução do proletariado, pois no sistema socialista não
deveria haver classes sociais nem propriedade privada.
O sistema socialista é oposto ao capitalismo, cujo sistema se baseia na propriedade privada dos meios
de produção e no mercado liberal, concentrando a riqueza em poucos.
A origem do socialismo tem raízes intelectuais e surgiu como resposta aos movimentos políticos da
classe trabalhadora e às críticas aos efeitos da Revolução Industrial (capitalismo industrial). Na teoria
marxista, o socialismo representava a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do
comunismo.
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GLOBALIZAÇÃO
Socialismo Utópico
O socialismo utópico foi uma corrente de pensamento criada por Robert Owen, Saint-Simon e Charles
Fourier. De acordo com os socialistas utópicos, o sistema socialista se instalaria de forma branda e
gradativa.
O nome socialismo utópico surgiu graças à obra "Utopia" de Thomas More, sendo que a utopia é
referente a algo que não existe ou não pode ser alcançado. Os primeiros socialistas, que foram os
utópicos, tinham em mente a construção de uma sociedade ideal, através de meios pacíficos e da boa
vontade da burguesia.
Karl Marx se distanciou do conceito de socialismo utópico, visto que de acordo com essa corrente a
fórmula para alcançar a igualdade na sociedade não era discutida. O oposto do socialismo utópico é o
socialismo científico, que criticava o utópico porque este não tinha em conta as raízes do capitalismo.
Karl Marx classificava os métodos dos utópicos de "burgueses", porque eles se baseavam na
transformação súbita na consciência dos indivíduos das classes dominantes, acreditando que só assim
se alcançaria o objetivo do socialismo.
Socialismo científico
O socialismo científico, criado por Karl Marx e Friedrich Engels, era um sistema ou teoria que tinha
como base a análise crítica e científica do capitalismo.
O socialismo científico, também conhecido como marxismo, se opunha ao socialismo utópico, porque
não tinha a intenção de criar uma sociedade ideal. Tinha sim o propósito de entender o capitalismo e
suas origens, o acumular prévio de capital, a consolidação da produção capitalista e as contradições
existentes no capitalismo. Os marxistas anunciaram que o capitalismo eventualmente seria
ultrapassado e chegaria ao fim.
O socialismo marxista tinha como fundamento teórico a luta de classes, a revolução proletária, o
materialismo dialético e histórico, a teoria da evolução socialista e a doutrina da mais-valia. Ao
contrário do socialismo utópico e sua pacificidade, o socialismo científico previa melhores condições de
trabalho e de vida para os trabalhadores através de uma revolução proletária e da luta armada.
De acordo com o marxismo, uma sociedade baseada no capitalismo era dividida em duas classes
sociais: os exploradores (donos dos meios de produção, das fábricas, das terras), pertencentes à
burguesia, ou seja, os burgueses; e os explorados (aqueles que não tinham posses e tinha que se
sujeitar aos outros). Esse duelo entre as classes, é aquilo que transforma e propele a história.
Socialismo real
Socialismo real é uma expressão que designa os países socialistas que preconizam a titularidade
pública dos meios de produção.
No século XX, as ideias socialistas foram adotadas por alguns países, como: União Soviética (atual
Rússia), China, Cuba e Alemanha Oriental. Porém, em alguns casos, revelou-se um sistema comunista
constituído por regimes autoritários e extremamente violentos. Esse socialismo é também conhecido
como socialismo real - um socialismo colocado em prática, que causou uma deturpação semântica do
"socialismo", levando assim a esses regimes que demonstraram desrespeito pela vida humana.
O que é Capitalismo:
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GLOBALIZAÇÃO
Na lógica do capitalismo está o aumento de rendimentos. Estes tanto podem ser concentrados como
distribuídos, sem que isso nada tenha a ver com a essência do sistema. Concentração e distribuição
dos rendimentos capitalistas dependem muito mais das condições particulares de cada sociedade.
O capitalismo só pode funcionar quando há meios tecnológicos e sociais para garantir o consumo e
acumular capitais. Quando assim sucede, tem conservado e até aumenta a capacidade econômica de
produzir riqueza.
Dentro do capitalismo existem diversos tipos, como o capitalismo financeiro (também conhecido
como capitalismo monopolista), que corresponde a um tipo de economia capitalista em que o grande
comércio e a grande indústria são controlados pelo poderio econômico dos bancos comerciais e outras
instituições financeiras.
O capitalismo é caracterizado por várias fases, sendo a sua primeira fase designada como capitalismo
comercial, marcado pela busca de riquezas por parte da burguesia e nobreza durante a expansão
marítima, nos séculos XV e XVI.
Juntamente com o capitalismo financeiro, surgiu o capitalismo industrial, que é quando as empresas
evoluíram de manufatureiras para mecanizadas. Outro tipo foi o capitalismo informacional, que tem a
tecnologia de informação como o paradigma das mudanças sociais que reestruturaram o modo de
produção capitalista.
Capitalismo e globalização
Comunismo e socialismo
Muitas vezes as expressões comunismo e socialismo são usadas como sinônimos, o que não é
correto.
No entanto, os dois conceitos representam ideologias com algumas semelhanças, pois representam
uma forma de protesto ou uma alternativa ao capitalismo. Muitos autores a favor do comunismo
descrevem o socialismo como uma etapa para se chegar ao comunismo, que organizaria a sociedade
de forma diferente, eliminando as classes sociais e extinguindo o Estado opressor.
Comunismo primitivo
De acordo com alguns autores, o comunismo primitivo consiste na forma de vida que se verificava
desde a Pré-História. Quando foram formadas as primeiras tribos, as propriedades eram partilhadas
por todos os elementos, assim como os meios de produção e de distribuição. As atividades para
obtenção de comida eram feitas em comum.
Desta forma, o comunismo primitivo foi essencial para o desenvolvimento da sociedade humana,
criando laços na comunidade e facilitando a sobrevivência, que era essencial graças às condições
adversas existentes.
Além disso, o comunitarismo cristão da Igreja Primitiva (revelado na Bíblia no livro de Atos dos
Apóstolos) é por vezes visto como uma forma de comunismo, por apresentar alguns dos mesmos
princípios, como o desinteresse pelos bens materiais e um amor generalizado pelo próximo.
Comunismo no Brasil
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GLOBALIZAÇÃO
O Partido Comunista do Brasil, fundado no Rio de Janeiro em Março de 1922, foi de grande
importância para o Brasil, pois dele surgiram vários partidos que potenciaram a política brasileira. No
seu princípio e mais ou menos até 1935, o Partido Comunista teve que lutar contra o anarquismo pela
liderança sindical.
Durante muito tempo o Partido Comunista foi proibido de funcionar e por isso teve que funcionar de
forma clandestina. Por esse motivo, o Bloco Operário Camponês foi criado, com o objetivo de participar
nas eleições.
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