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Análise Do Poema - Sofro - Lida - Com - Medo - Destino

O poema 'Sofro, Lídia, do medo do destino' é segmentado em três partes: a apresentação do medo do destino, a explicitação desse medo e a manifestação do desejo por uma vida calma. Lídia, como interlocutora, atua como confidente do eu lírico, proporcionando tranquilidade. O eu poético anseia por uma vida sem desafios, refletindo um ideal epicurista, e utiliza recursos estilísticos como apóstrofe, anástrofe, metáfora e perífrase para expressar suas emoções.

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Análise Do Poema - Sofro - Lida - Com - Medo - Destino

O poema 'Sofro, Lídia, do medo do destino' é segmentado em três partes: a apresentação do medo do destino, a explicitação desse medo e a manifestação do desejo por uma vida calma. Lídia, como interlocutora, atua como confidente do eu lírico, proporcionando tranquilidade. O eu poético anseia por uma vida sem desafios, refletindo um ideal epicurista, e utiliza recursos estilísticos como apóstrofe, anástrofe, metáfora e perífrase para expressar suas emoções.

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Análise do poema «Sofro, Lídia, do medo do destino».

1. Segmente o poema em partes lógicas.

É possível segmentar o poema em três partes: na primeira parte (v. 1), assistimos à apresentação da tese (o medo
do destino); na segunda parte (do verso 2 até metade do verso 9 – “Odeio, e não quero.”), temos a explicitação da
tese (o medo do desconhecido, da mudança, da transformação); na terceira e última parte (da segunda metade do
verso 9 até ao fim), evidencia-se a manifestação da vontade do “eu” em levar uma vida calma.

2. Evidencie a importância da presença do interlocutor.


Lídia apresenta-se como o interlocutor do sujeito poético e a sua importância deve-se ao facto de esta escutar o
“eu” lírico, transformando-se numa espécie de confidente, servindo, por isso, para o tranquilizar.

3. Justifique o desejo do "eu" de ter uma vida que "fosse / Uma planície sem relevos"(vv. 10-11).
Como o sujeito poético revela medo do desconhecido, nomeadamente do destino e da morte, mostra-se
preocupado, desejando uma vida tranquila, defendendo o ideal de vida epicurista, sem medos e sem dor.

4. Proceda ao levantamento de três recursos estilísticos, referindo-se ao seu valor expressivo.


No poema destacam-se a apóstrofe (v. 1) ao serviço da interpelação de um recetor que se assume como confidente
do “eu”, a anástrofe (vv. 2-4), que consiste na inversão da ordem sintática, de forma a destacar em início de verso os
medos do sujeito lírico, a metáfora e a perífrase (v. 6), reveladoras da consciência de que a vida é passageira.

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