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Estudos PMESP

A Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), fundada em 1831, é a maior força policial estadual do Brasil, com a missão de proteger a população e garantir a ordem pública. Suas atribuições incluem policiamento ostensivo, atendimento a emergências, combate ao crime organizado e policiamento comunitário, sempre pautadas por um Código de Conduta que valoriza a dignidade humana e a ética. A PMESP conta com diversas unidades especializadas que atuam em situações de alta complexidade, garantindo respostas rápidas e eficazes para os desafios da segurança pública.
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Estudos PMESP

A Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), fundada em 1831, é a maior força policial estadual do Brasil, com a missão de proteger a população e garantir a ordem pública. Suas atribuições incluem policiamento ostensivo, atendimento a emergências, combate ao crime organizado e policiamento comunitário, sempre pautadas por um Código de Conduta que valoriza a dignidade humana e a ética. A PMESP conta com diversas unidades especializadas que atuam em situações de alta complexidade, garantindo respostas rápidas e eficazes para os desafios da segurança pública.
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Apresentação

A Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) é uma das mais antigas e respeitadas
corporações policiais do Brasil, com uma rica história que remonta ao início do século XIX.
Fundada em 15 de dezembro de 1831, sob o nome de Corpo de Guardas Municipais Permanentes,
a PMESP surgiu com o objetivo de garantir a ordem pública e a segurança da população da
então província de São Paulo, em um período marcado por grandes transformações políticas e
sociais no país.

Ao longo de quase dois séculos, a PMESP passou por várias mudanças estruturais e de
nomenclatura, acompanhando as necessidades de uma sociedade em constante evolução. A
corporação desempenhou papel fundamental em eventos históricos do Brasil, como a
Revolução Constitucionalista de 1932, na qual atuou ativamente na defesa dos ideais
democráticos e do estado de São Paulo.

Atualmente, a PMESP é a maior força policial estadual do Brasil e da América Latina, contando
com milhares de homens e mulheres dedicados a proteger a população paulista. Com uma
atuação que vai desde o patrulhamento ostensivo até o trabalho em comunidades, combate ao
crime organizado, e respostas a emergências, a Polícia Militar de São Paulo se consolidou como
um pilar fundamental para a segurança pública do estado.

Sua missão é clara: “Proteger as pessoas, fazer cumprir as leis, combater o crime e preservar a
ordem pública”. Com valores que incluem respeito à dignidade humana, ética, e
profissionalismo, a PMESP busca diariamente promover a paz e a justiça, garantindo a
tranquilidade e o bem-estar dos cidadãos paulistas.

Essa breve introdução ressalta não apenas a importância da PMESP ao longo da história, mas
também seu compromisso contínuo com a segurança e a justiça, que permanece inabalável
desde sua criação.

Atribuições PMESP
A Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) desempenha um papel crucial na
preservação da ordem pública e na proteção da sociedade paulista, com uma série de
atribuições que abrangem diferentes áreas de atuação para garantir a segurança dos cidadãos.
Como força pública ostensiva e de caráter preventivo, a PMESP é regida por diretrizes
constitucionais e legais que definem suas responsabilidades no combate ao crime, controle
social e manutenção da paz.

Principais Atribuições da PMESP:

1. Policiamento Ostensivo
A principal função da PMESP é a realização do policiamento ostensivo, que visa à
prevenção de crimes e à manutenção da ordem pública. A presença de policiais nas ruas,
em viaturas, motocicletas, bicicletas e a pé, é fundamental para inibir ações criminosas e
garantir a sensação de segurança para a população. Esse policiamento inclui o
patrulhamento em áreas urbanas, rurais e em locais específicos como rodovias e vias
expressas.
2. Preservação da Ordem Pública
A PMESP tem como uma de suas principais missões a preservação da ordem pública,
agindo prontamente para restabelecê-la em situações de distúrbios civis, manifestações,
aglomerações, eventos de grande porte, e quaisquer outras situações em que a paz social
esteja ameaçada.
3. Atendimento a Emergências
Por meio do Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM), a PMESP é responsável por
atender emergências reportadas pela população, atuando em casos de acidentes de
trânsito, crimes em andamento, brigas, incêndios, desastres naturais e outras situações
críticas. O número de emergência 190 é o canal direto utilizado para esse tipo de
comunicação.
4. Combate ao Crime Organizado
A PMESP tem unidades especializadas no combate ao crime organizado, ao tráfico de
drogas, roubos, furtos e outros delitos de maior complexidade. Através de unidades como o
Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e o Grupo de Ações Táticas Especiais
(GATE), a corporação age de maneira estratégica em operações de alto risco e de combate à
violência organizada.
5. Fiscalização de Trânsito
A PMESP é responsável pela fiscalização de trânsito nas rodovias estaduais e em áreas
urbanas, garantindo a aplicação das leis de trânsito, prevenindo acidentes e promovendo a
segurança viária. O policiamento rodoviário é realizado para garantir a fluidez e a segurança
nas estradas, com atenção especial à condução de veículos de carga e transporte público.
6. Proteção de Áreas Especiais e Patrimônio
A corporação também realiza a proteção de áreas de interesse estratégico e patrimônios
públicos e privados. Isso inclui a atuação em grandes eventos esportivos, culturais e
políticos, além da segurança em instituições públicas, como fóruns, escolas e hospitais.
7. Policiamento Comunitário
O policiamento comunitário é uma vertente importante do trabalho da PMESP, que visa
aproximar a polícia da população, promovendo parcerias e ações preventivas para
solucionar problemas de segurança local. Programas como o Vizinhança Solidária e o
Policiamento Escolar são exemplos dessa interação direta com a comunidade.
8. Combate à Criminalidade Ambiental
A Polícia Ambiental, uma divisão da PMESP, é encarregada da proteção do meio ambiente,
combatendo crimes ambientais como desmatamento, caça ilegal, pesca predatória e
poluição. Essa unidade atua de forma intensiva na fiscalização de áreas de preservação e no
controle de atividades ilegais que possam impactar negativamente o ecossistema.
9. Atuação em Missões de Defesa Civil
Em situações de desastres naturais, como enchentes, deslizamentos de terra e incêndios
florestais, a PMESP colabora com as autoridades de defesa civil para realizar resgates,
evacuações e prestação de primeiros socorros, além de ajudar na coordenação de ações de
assistência humanitária.

Compromisso com a Sociedade


A atuação da PMESP está orientada por valores como o respeito à dignidade humana, a ética, o
profissionalismo e a transparência. Seus policiais são treinados não apenas para combater o
crime, mas também para interagir de maneira construtiva com a sociedade, promovendo um
ambiente seguro e de confiança mútua.

A corporação segue, portanto, comprometida com a missão de “proteger as pessoas, fazer


cumprir as leis, combater o crime e preservar a ordem pública”, desempenhando um papel
essencial no cotidiano da sociedade paulista e garantindo a tranquilidade e o bem-estar de
todos.

Código de conduta e ética policial


O Código de Conduta e Ética da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) é um
conjunto de diretrizes que rege o comportamento de seus policiais, orientando suas ações e
decisões no cumprimento do dever. Fundamentado em princípios como a dignidade humana, o
respeito às leis e à integridade, o código tem o objetivo de garantir que as atividades policiais
sejam conduzidas com profissionalismo, transparência e ética, refletindo o compromisso da
corporação com a sociedade.

Princípios Fundamentais:

1. Respeito à Dignidade Humana O policial militar da PMESP deve, em todas as suas ações,
respeitar e valorizar a dignidade de cada cidadão, independentemente de sua origem, cor,
gênero, religião, orientação sexual ou condição social. Esse princípio é fundamental para a
construção de uma relação de confiança entre a polícia e a comunidade, e para garantir que
os direitos fundamentais de todos sejam preservados.
2. Legalidade Todas as ações da PMESP devem estar em estrita conformidade com as leis e
regulamentos vigentes. O respeito à legalidade é um pilar do código de conduta, que
determina que o policial militar deve atuar com imparcialidade e de acordo com as normas
jurídicas, sem abusos ou desvios de poder.
3. Imparcialidade e Justiça O policial deve agir com imparcialidade, sem permitir que
interesses pessoais, preconceitos ou preferências interfiram em suas decisões. A aplicação
da justiça deve ser o foco central de suas atividades, garantindo que todos os cidadãos
sejam tratados de forma equitativa e justa.
4. Integridade e Honestidade A integridade é um valor inegociável no código de conduta da
PMESP. Os policiais militares devem ser honestos em todas as suas ações, tanto no
exercício da função quanto em sua vida pessoal. A corrupção, o desvio de conduta e
qualquer prática contrária à moralidade são absolutamente inaceitáveis.
5. Discrição e Profissionalismo O código de ética exige que o policial militar aja com discrição
e autocontrole, especialmente em situações de confronto ou tensão. O uso da força deve
ser sempre proporcional e dentro dos limites legais, priorizando soluções pacíficas e o
respeito aos direitos humanos. O profissionalismo é um dos pilares da atuação policial,
demandando que o policial mantenha uma postura ética e equilibrada diante dos desafios
da profissão.
6. Responsabilidade Social O policial militar é um agente de transformação social, e seu
comportamento deve refletir o compromisso da PMESP com a melhoria das condições de
vida da comunidade. A corporação reconhece que, além da prevenção e repressão ao
crime, o policial tem um papel ativo na promoção da cidadania e no fortalecimento dos
laços sociais.
7. Transparência e Prestação de Contas A PMESP valoriza a transparência em suas ações e a
prestação de contas à sociedade. Os policiais devem ser capazes de justificar suas decisões
e condutas, respondendo com clareza e responsabilidade por suas ações. O código de ética
reforça que a transparência é fundamental para manter a confiança pública e fortalecer a
legitimidade da corporação.

Condutas Inadmissíveis:

O Código de Conduta da PMESP também define claramente as condutas que são inaceitáveis
dentro da corporação, como:

Abuso de Poder: O uso indevido da autoridade policial, seja por meio de coerção, força
excessiva ou ameaças, é uma grave violação do código de ética.
Discriminação: Qualquer forma de discriminação, seja por raça, cor, gênero, religião, classe
social ou qualquer outra, é condenada e severamente punida.
Corrupção e Desvios: Envolver-se em atos de corrupção ou práticas que beneficiem
interesses pessoais ou financeiros em detrimento da função pública é uma transgressão
gravíssima, sujeita a sanções legais e disciplinares.

Valorização do Policial

O Código de Conduta e Ética também prevê a valorização do policial militar como indivíduo e
profissional. A PMESP entende que o desenvolvimento de uma cultura ética sólida começa com
o cuidado com seus integrantes, oferecendo-lhes condições de trabalho dignas, suporte
psicológico, capacitação contínua e reconhecimento por seu empenho e dedicação.

Compromisso com a Comunidade

O Código de Conduta e Ética da PMESP reforça o compromisso da corporação com a proteção


da sociedade e a manutenção da ordem pública de maneira justa e legal. A atuação dos policiais
militares deve ser sempre pautada pela responsabilidade e pela busca da excelência no serviço
público. Ao cumprir seu dever com retidão, o policial militar contribui para o fortalecimento da
confiança da população na polícia e para a construção de uma sociedade mais segura e justa.

A PMESP tem como missão não apenas combater o crime, mas também promover a paz, e seu
código de conduta reflete os valores que orientam essa missão diariamente, com base no
respeito, na ética e na integridade.

Especializadas Pmesp
A Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) conta com diversas unidades especializadas
que desempenham funções específicas e estratégicas no combate ao crime e na garantia da
segurança pública. Essas unidades são altamente treinadas e equipadas para atuar em
situações de alta complexidade e risco, oferecendo uma resposta eficiente e qualificada para
diferentes tipos de ocorrências. A seguir, estão algumas das principais unidades especializadas
da PMESP e suas respectivas áreas de atuação:

1. Polícia Rodoviária

A Polícia Rodoviária é a unidade especializada no patrulhamento das rodovias estaduais e


na fiscalização do trânsito, prevenindo acidentes e garantindo a segurança nas estradas de São
Paulo. Além do monitoramento de infrações de trânsito, a Polícia Rodoviária também realiza
ações de combate ao transporte de drogas, armas e mercadorias ilegais, atuando de forma
decisiva para a segurança nas vias.

2. Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA)

As Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA) são uma unidade de patrulhamento tático
focada em áreas urbanas com altos índices de criminalidade. A ROTA é conhecida por sua
atuação enérgica no combate a crimes violentos, como roubos, furtos e ações de quadrilhas
organizadas. Com uma presença marcante em operações de grande escala, a ROTA busca
restaurar a ordem em áreas de risco e aumentar a sensação de segurança da população.

3. Corpo de Bombeiros

Embora frequentemente associado a atividades de combate a incêndios, o Corpo de


Bombeiros da PMESP desempenha diversas outras funções essenciais, como resgate de
vítimas em acidentes, respostas a desastres naturais, e ações de salvamento em situações
de risco, como enchentes e desmoronamentos. Seu papel inclui a proteção da vida, do
patrimônio e do meio ambiente, tornando-o uma das forças mais importantes dentro da
corporação.

4. Comando de Policiamento de Choque (CPChq)

O Comando de Policiamento de Choque (CPChq) é a unidade especializada em controle de


distúrbios civis, como manifestações e tumultos, além de atuar em eventos de grande porte
que necessitam de uma resposta rápida para evitar desordem pública. O CPChq também está
preparado para intervir em situações de risco, como rebeliões em presídios e operações de
reintegração de posse.

5. Comando de Aviação (Águia)

O Comando de Aviação da PMESP, conhecido popularmente como Grupamento Águia, é uma


unidade aérea que oferece suporte operacional em situações que exigem resposta rápida. O
Águia realiza operações de resgate, policiamento aéreo, apoio a ações táticas e transporte de
feridos em emergências, sendo um recurso vital em operações policiais e em missões de
socorro.

6. Policiamento de Trânsito

A unidade de Policiamento de Trânsito da PMESP é especializada em organização e controle


do tráfego urbano. Sua função é garantir a fluidez nas vias públicas, fiscalizar o cumprimento
das leis de trânsito e prevenir acidentes. Além disso, essa unidade participa de operações
educativas e campanhas para conscientizar motoristas e pedestres sobre a importância do
comportamento seguro no trânsito.

7. Força Tática

A Força Tática é uma unidade de pronta resposta, composta por policiais militares altamente
treinados e preparados para atuar em situações emergenciais, como ocorrências envolvendo
violência urbana e operações de combate ao crime organizado. A Força Tática é acionada em
situações que exigem maior capacidade de intervenção, atuando de forma rápida e eficaz em
apoio ao policiamento convencional.

8 . BAEP

O Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) é uma unidade da Polícia Militar do Estado de
São Paulo (PMESP) criada com o objetivo de reforçar o policiamento em áreas de alta
complexidade, oferecendo uma resposta qualificada e enérgica às demandas de segurança
pública. Inspirado nas ações táticas de unidades como o Comando de Policiamento de Choque e
a ROTA, o BAEP reúne policiais altamente treinados e capacitados para lidar com ocorrências
que envolvem grande risco ou exigem técnicas especiais.

Conclusão

As unidades especializadas da PMESP desempenham um papel essencial na segurança


pública, proporcionando respostas rápidas e específicas para os diferentes desafios enfrentados
pela corporação no dia a dia. Com treinamento avançado e equipamentos de ponta, essas
unidades atuam de forma coordenada e estratégica, garantindo que a Polícia Militar do Estado
de São Paulo esteja preparada para lidar com as mais diversas situações, sempre comprometida
com a proteção da sociedade e a manutenção da ordem.

Abordagem e fudanda suspeita


O procedimento de abordagem é uma das atividades mais importantes realizadas pela Polícia
Militar do Estado de São Paulo (PMESP), sendo parte fundamental de sua missão de preservar
a ordem pública e garantir a segurança da população. A abordagem policial, quando realizada
de forma correta e dentro dos parâmetros legais, é uma ferramenta eficaz no combate à
criminalidade. No entanto, ela deve ser sempre realizada com base em critérios técnicos e
dentro dos limites legais, respeitando os direitos fundamentais de cada cidadão.

O Que é a Abordagem Policial?

A abordagem policial é o ato em que o policial militar se aproxima de uma pessoa, veículo ou
grupo para verificar uma situação suspeita ou para averiguar possíveis infrações. Esse
procedimento é preventivo e visa garantir a segurança de todos os envolvidos, incluindo os
policiais e as pessoas abordadas. A abordagem pode ocorrer em diversas situações, como em
rondas ostensivas, operações policiais, barreiras de trânsito ou durante o patrulhamento diário.

Fundada Suspeita

Um dos elementos centrais que justificam a abordagem é o conceito de "fundada suspeita",


conforme previsto na legislação brasileira. A fundada suspeita ocorre quando, a partir de sinais
ou comportamentos observáveis, o policial tem motivos razoáveis para acreditar que uma
pessoa está ou pode estar envolvida em uma atividade criminosa ou ilícita. Vale ressaltar que a
fundada suspeita deve ser baseada em fatos concretos e objetivos, e não em suposições ou
preconceitos.

Entre os fatores que podem caracterizar a fundada suspeita estão:

Comportamento suspeito: atitudes incomuns, como tentativas de evitar contato com os


policiais, utilização de mascara, simulacro ou colete balistico, fuga ao perceber a presença
da viatura, ou movimentos bruscos que indiquem intenção de esconder algo.
Informações recebidas: denúncias de cidadãos ou informações de inteligência podem
fundamentar uma abordagem em busca de alguém envolvido em atividades ilícitas.
Atividades fora do comum em horários ou circunstâncias suspeitas: a circulação de pessoas ou
veículos em áreas ou horários incomuns, como um veículo em area de denuncia de crime.

Procedimento de Abordagem

O procedimento de abordagem da PMESP segue padrões técnicos estabelecidos para garantir a


segurança de todos os envolvidos, sempre observando a legalidade e o respeito aos direitos
humanos. Abaixo estão os principais passos de uma abordagem segura e eficiente:

1. Identificação Visual e Aproximação Cautelosa


Antes de realizar a abordagem, os policiais fazem uma análise preliminar da situação,
observando o comportamento das pessoas ou veículos. A aproximação é feita de maneira
cautelosa, com atenção redobrada, para evitar surpresas ou reações bruscas.
2. Identificação da Polícia e Solicitação de Parada
A primeira ação do policial ao iniciar a abordagem é se identificar como autoridade pública
e solicitar que a pessoa pare para a revista ou questionamento. A identificação do policial é
um passo fundamental para assegurar que o cidadão entenda que se trata de uma ação
legal e justificada.
3. Busca Pessoal (Revista)
Em casos em que há fundada suspeita de que a pessoa possa estar armada ou carregando
objetos ilícitos, é realizada uma busca pessoal ou revista. Esse procedimento deve ser
conduzido de forma cuidadosa, respeitando a integridade física e moral da pessoa
abordada. O policial busca por armas, drogas ou outros itens proibidos, sempre mantendo
uma postura profissional e respeitosa.
4. Consulta de Documentos e Verificação de Identidade
Durante a abordagem, o policial pode solicitar documentos de identificação e verificar se a
pessoa abordada tem alguma pendência legal, como mandados de prisão em aberto. A
checagem é feita através de sistemas de consulta da polícia, garantindo maior segurança
nas ações.
5. Ação Proporcional e Uso da Força
O uso da força durante uma abordagem só é permitido em situações extremas, quando há
resistência ativa ou risco direto à integridade física dos policiais ou de terceiros. O princípio
da proporcionalidade é essencial: a força utilizada deve ser adequada ao nível de ameaça
ou resistência apresentado, e sempre dentro dos limites legais.
6. Respeito aos Direitos Humanos
Um dos princípios fundamentais que regem o procedimento de abordagem é o respeito
absoluto aos direitos humanos. Nenhuma abordagem pode ser realizada de maneira
abusiva, discriminatória ou que viole a dignidade da pessoa abordada. A PMESP orienta
seus policiais a manterem a cordialidade e o profissionalismo em todas as suas ações,
garantindo que os direitos individuais sejam respeitados.

Limites da Abordagem e Abuso de Autoridade

A abordagem policial deve sempre estar em conformidade com as leis e regulamentos que
regem a atuação da Polícia Militar. Qualquer abordagem realizada sem fundada suspeita ou de
maneira abusiva pode ser considerada uma violação de direitos, sujeitando o policial a sanções
disciplinares e legais, conforme a Lei de Abuso de Autoridade (Lei nº 13.869/2019).

O cidadão tem o direito de ser tratado com respeito durante uma abordagem e pode, em casos
de abuso, registrar uma reclamação formal junto à corregedoria da PMESP ou aos órgãos
competentes. Por outro lado, o cidadão também tem o dever de colaborar com as autoridades
durante o procedimento, seguindo as orientações dos policiais para que a ação seja rápida e
segura para ambas as partes.

Conclusão

O procedimento de abordagem é uma ferramenta essencial no trabalho da PMESP para


garantir a segurança pública, mas deve sempre ser realizado de forma criteriosa, respeitando os
direitos fundamentais e baseado em fundada suspeita. Ao seguir os princípios de legalidade,
proporcionalidade e respeito aos direitos humanos, a Polícia Militar contribui para o
fortalecimento da confiança da população e para a construção de uma sociedade mais segura e
justa.
Copom
O uso correto do rádio de comunicação é um dos elementos cruciais para a eficácia
operacional da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), especialmente no contexto
das operações geridas pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM). O rádio é o
principal meio de comunicação entre as viaturas e as bases operacionais, permitindo o fluxo ágil
de informações e a coordenação das ações em campo. Portanto, a conduta e o procedimento
no uso do rádio seguem regras claras e padronizadas, que visam garantir a eficiência das
operações e a segurança dos policiais.

Importância do Rádio no COPOM

O COPOM é o núcleo central de atendimento de emergências e coordenação das viaturas da


PMESP. Quando a população liga para o número de emergência 190, o COPOM recebe a
solicitação, analisa a ocorrência e aciona as viaturas mais próximas por meio do rádio. A
comunicação eficiente entre o COPOM e as unidades policiais em campo é fundamental para a
resposta rápida e precisa a ocorrências criminais, acidentes, socorros e demais emergências.

Conduta Padrão no Uso do Rádio

1. Clareza e Objetividade
A comunicação via rádio deve ser feita de forma clara, objetiva e concisa. Como o rádio é
um meio compartilhado por várias unidades em campo, é essencial evitar longos diálogos
ou informações irrelevantes. O foco deve estar em transmitir as informações essenciais
para a resolução da ocorrência, sem ambiguidade ou interpretações erradas.
2. Respeito às Regras de Comunicação
A PMESP adota um código de comunicação padrão para garantir que as mensagens sejam
entendidas rapidamente e sem margem para erros. O uso de códigos e expressões
padronizadas, como "QAP" (em posição para receber comunicação) e "QSL" (entendido),
facilita a troca de informações e reduz o tempo de resposta. Além disso, termos
inapropriados, gírias ou piadas são estritamente proibidos, já que o rádio é um meio oficial
de trabalho.
3. Uso Correto dos Prefixos e Identificação
Cada unidade policial possui um prefixo de identificação específico, que deve ser utilizado
no início de cada comunicação. Esse prefixo serve para identificar a viatura ou o policial que
está em contato com o COPOM, garantindo a organização e evitando confusões. A
identificação correta é essencial para que o COPOM possa direcionar adequadamente as
ocorrências.
4. Disciplina e Hierarquia
O uso do rádio segue as normas de disciplina e hierarquia da corporação. Quando um
superior hierárquico está transmitindo uma mensagem, deve-se aguardar o término da
comunicação para intervir. A hierarquia também define prioridades de transmissão, sendo
que ocorrências mais graves ou urgentes têm precedência nas comunicações.
5. Transmissão de Informações Relevantes e Atualizadas
Durante uma ocorrência, é importante que as informações sejam atualizadas
constantemente. O policial deve informar ao COPOM o desenrolar dos fatos de maneira
contínua, incluindo a chegada ao local, as constatações iniciais, eventuais confrontos,
necessidades de reforço ou apoio especializado, e o encerramento da ocorrência. O COPOM
utiliza essas informações para coordenar outras viaturas e ajustar os recursos necessários.
6. Procedimentos de Segurança nas Comunicações
Como as comunicações via rádio podem ser ouvidas por outros canais, é fundamental
manter a discrição e não divulgar informações sensíveis ou estratégicas que possam
comprometer a operação ou a segurança dos envolvidos. Detalhes pessoais de vítimas ou
de operações em andamento, por exemplo, não devem ser mencionados diretamente no
rádio sem o uso de códigos adequados.
7. Calma e Controle Emocional
Em situações de estresse ou de alta complexidade, é comum que os policiais enfrentem
tensão no campo de ação. No entanto, é imprescindível que a comunicação pelo rádio seja
feita de forma calma e controlada. O controle emocional garante que as informações sejam
transmitidas de forma correta e que o COPOM possa entender claramente a situação,
coordenando os apoios necessários.

Procedimento no Uso do Rádio

O procedimento no uso do rádio durante o atendimento a uma ocorrência geralmente segue


uma estrutura lógica, conforme descrito abaixo:

1. Início da Comunicação
Ao receber a ordem para deslocamento a uma ocorrência, o policial deve imediatamente
confirmar o recebimento da comunicação, usando termos padrões, como "QSL, COPOM"
(recebido, COPOM), e informar que está a caminho da ocorrência.
2. Chegada ao Local
Ao chegar ao local da ocorrência, o policial deve comunicar a chegada com o código
específico, como "COPOM, QTH (local), em QAP" (no local, à disposição). Caso seja
necessário apoio de outras viaturas ou de unidades especializadas, como o Corpo de
Bombeiros ou a Polícia Científica, a solicitação deve ser feita imediatamente.
3. Desenvolvimento da Ocorrência
Durante o desenrolar da ocorrência, qualquer nova informação relevante deve ser
transmitida ao COPOM. Isso inclui detalhes sobre a natureza da ocorrência (por exemplo, a
confirmação de um roubo, agressão, ou acidente de trânsito), a identificação de suspeitos, o
estado das vítimas, e qualquer eventual prisão ou apreensão de materiais.
4. Encerramento da Ocorrência
Após a conclusão da ocorrência, o policial deve informar o término da ação ao COPOM,
usando o código apropriado, como "QAP concluído" ou outro correspondente. Nesse
momento, todas as informações relevantes devem ser registradas e encaminhadas ao
sistema de ocorrências da PMESP.

Respeito às Normas Técnicas e Legais


O uso do rádio no COPOM é regulamentado por normas técnicas e operacionais que visam
garantir não apenas a eficácia no atendimento das ocorrências, mas também o respeito à
legalidade e à transparência no exercício da função policial. O conteúdo das comunicações pode
ser monitorado e gravado para fins de auditoria e controle interno, o que exige dos policiais o
máximo cuidado e responsabilidade na utilização deste meio.

Conclusão

O rádio de comunicação é uma ferramenta essencial para a coordenação eficaz das ações da
PMESP, e seu uso correto é fundamental para o sucesso das operações policiais. A conduta
profissional, o uso de códigos padronizados, o respeito à hierarquia e a clareza na transmissão
de informações são princípios básicos que garantem a fluidez das comunicações e a segurança
tanto dos policiais quanto da população. Seguir rigorosamente os procedimentos estabelecidos
pelo COPOM assegura que as ocorrências sejam atendidas de forma rápida, eficiente e dentro
dos parâmetros legais.

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